Assisti, mas não resenhei #7

Oi pessoal, tudo bem?

Minha listinha de itens assistidos e não resenhados tá grande (oi, procrastinação!), então resolvi reunir essas dicas em mais um Assisti, mas não resenhei

Encanto

Assisti ao novo filme da Disney no cinema, mas ele já chegou ao Disney+ pra quem quiser conferir. A trama acompanha a família Madrigal, cujos membros muitos anos atrás receberam o milagre de ganharem dons especiais e uma casa mágica. A única pessoa que não foi agraciada com tais dons é nossa carismática protagonista, Mirabel. Quando a Casita (o apelido da casa) começa a exibir indícios de que algo está errado com a magia, Mirabel parte em uma missão para tentar salvar a todos. O filme, que explora a cultura colombiana, é lindo visualmente, e tem uma trilha sonora bastante diversa e com referências a estilos variados. Gostei do filme, mas achei que pesaram a mão na parte musical dele. Também achei que faltou um pouco de carisma na trama como um todo: a família Madrigal é enorme e o filme tenta apresentar a todos, mas acaba que o foco não fica nem neles, nem no desenvolvimento mais aprofundado da trama e da Mirabel. É como se tentassem fazer muita coisa e tudo ficasse um pouco meia boca, sabem? Resumindo: é divertido, mas está longe de ser o melhor filme recente da Disney.

Distante da Árvore

Esse é um curta que passou antes de Encanto no cinema, e apresenta uma filhote de guaxinim que tenta explorar o mundo com sua mãe ou seu pai (não fica claro). Porém, existem muitos perigos lá fora, e quando a filhote quase é pega por uma espécie de cachorro do mato, o guaxinim adulto a pune e a assusta. O tempo passa e essa filhote vira uma adulta com sua própria bebê, a qual ela também precisa ensinar sobre os perigos da vida longe da árvore. Porém, depois de perceber que está adotando a mesma postura que tiveram com ela, ela entende que pode romper com aquele ciclo e ensinar sua filhote de uma outra maneira. Chorei muito com esse curta e achei ele lindo – tanto visualmente quanto em termos de roteiro, que nos mostra que não precisamos ficar presos aos padrões construídos por nossos pais. Podemos romper com o que nos faz mal e buscar fazer as coisas do nosso próprio jeito. ❤ Lindo demais!

The Undoing

Como adoro um bom suspense e curti demais Big Little Lies, fiquei empolgada pra assistir a essa minissérie estrelada pela Nicole Kidman. Na trama, a protagonista Grace Fraser vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seu marido, Jonathan, é acusado de matar uma jovem mãe – e a desconfiança fica ainda pior quando descobrem que ele tinha um caso com ela. A partir daí, o casal passa por diversas turbulências enquanto tentam montar a estratégia de defesa. O plot twist do final da série é bacana e me agradou (e quando digo plot twist, não estou me referindo à identidade do assassino(a), mas a algo mais legal #fikdik), mas sabe quando a gente que faltou um “algo a mais”? A série é boa, achei que valeu a pena assistir, mas não me arrebatou completamente.

Não Olhe Para Cima

Esse filme ficou na boca do povo nas últimas semanas por satirizar a sociedade quando um grande desastre iminente ameaça nossa sobrevivência e as pessoas se recusam a acreditar nele. Soa familiar? Não Olhe Para Cima foi inspirado na recusa das autoridades e da humanidade em aceitar os efeitos desastrosos do aquecimento global, mas também ilustra perfeitamente como lidamos com a pandemia do Covid-19. Na trama, dois cientistas que descobrem um meteoro gigantesco em rota de colisão com a Terra são ignorados pelo governo, então tentam por meio da exposição midiática trazer luz ao tema. Contudo, não demora pra que políticos e bilionários comecem a usar a situação em seu benefício, instigando inclusive que as pessoas “não olhem pra cima” no sentido mais óbvio: porque, se elas olhassem, literalmente enxergariam o meteoro! Esse é um filme que te faz rir de nervoso, porque as situações absurdas nele mostradas infelizmente não são tão absurdas assim. 😦 Como crítica negativa, achei que a duração é um pouco longa demais.

Se Algo Acontecer, Te Amo

Esse curta eu assisti faz um tempo já, na época da premiação do último Oscar. Ele está disponível na Netflix e, em apenas 12 minutos, consegue comover o espectador e levá-lo às lágrimas ao mostrar um casal tentando se recuperar da perda da filha, morta em um tiroteio escolar. Nos Estados Unidos esse é um problema recorrente, e é de partir o coração pensar que famílias são destruídas por ações como essa. Eu, que sou totalmente contrária ao porte de armas, vejo em histórias assim ainda mais motivos e argumentos pra não colocar instrumentos capazes de matar com facilidade na mão das pessoas. Enfim, apesar de toda essa carga dramática e da óbvia tristeza, o filme também emociona ao mostrar o processo de cura do casal e da reaproximação deles. Perder um filho pode ser uma ruptura irreversível em um casamento, mas o curta explorou a possibilidade de cura que os pais encontraram um no outro com a ajuda das memórias e do espírito (sempre vivo) da filha. ❤

Gente Ansiosa

Habemus decepção na lista? Habemus. Gente Ansiosa foi um dos meus livros favoritos de 2021, então eu estava muito animada pra conferir a adaptação. Infelizmente, o flop veio. O formato de minissérie em 6 episódios não funcionou, os ganchos dos episódios não foram instigantes e todo o brilhantismo da narrativa, com seu estilo irônico e reflexivo, se perdeu. Os personagens perderam sua essência e a série tentou dar mais ênfase no mistério sobre a investigação da identidade do assaltante de banco que acabou se envolvendo em uma situação de reféns – sendo que no livro isso está longe de ser o foco, sendo as relações entre os personagens (e suas angústias, histórias e medos) a parte mais importante da obra. Não recomendo. 😦

Me contem, pessoal: já assistiram a algum dos títulos da lista?
Vou adorar saber a opinião de vocês a respeito!

Beijos e até o próximo post! 😘

Os melhores livros de 2021

Oi pessoal, tudo bem?

Que eu adoro uma retrospectiva quem me acompanha há mais tempo já deve ter notado, né?
Então, como já é tradição aqui no blog, vim dividir com vocês a minha lista dos melhores livros de 2021. ❤

E aqui estão os links se quiserem conferir também as melhores leituras de 2020, 2019 e 2018. \o/

Depois do Sim – Taylor Jenkins Reid

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Minha primeira experiência com essa autora que vem sendo tão aclamada não poderia ter sido melhor. Amei a forma como ela descreve as dificuldades comuns a um relacionamento longo, a necessidade de afastamento e a busca por uma identidade descolada do parceiro – mas sem cair no cinismo e na amargura. Esse livro é incrível e eu recomendo muito!

O Impulso – Ashley Audrain

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Um thriller de respeito, que te faz roer as unhas e temer pela segurança das pessoas envolvidas. Com um agravante: a causa dessa aflição é uma criança. A obra retrata a dificuldade de uma mãe em se conectar com a filha e o medo de que a criança seja um verdadeiro perigo. Mas, muito além desse plot de suspense, O Impulso é um excelente retrato de como a maternidade compulsória funciona.

A Morte da Sra. Westway – Ruth Ware

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A louca do suspense ataca novamente. 😂 Cês me perdoem, mas não resisto hahaha! E o mais recente livro da Ruth Ware foi uma surpresa mais do que bem-vinda, oferecendo uma trama com um bom suspense, mas também um excelente desenvolvimento da protagonista, Hal, que se vê tomando atitudes de caráter duvidoso (fingir ser herdeira de uma grande fortuna) devido a uma situação impossível.

Sono – Haruki Murakami

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Mais uma primeira experiência bem-sucedida por aqui: Sono, do Haruki Murakami, foi surpreendente. A trama acompanha uma mulher que se vê sem conseguir dormir, e com isso ela passa a ter experiências no seu cotidiano que a vida rotineira não permitia. A trama é muito interessante por colocar em perspectiva o fato da protagonista sem nome retomar o controle da própria vida ao conseguir ter um tempo “secreto” para si mesma. Quando pensamos que é um livro que retrata a realidade japonesa, na qual a vida da mulher gira muito em torno da do marido, isso ganha ainda mais peso. Destaco também essa edição física, que é ilustrada e tá maravilhosa!

Uma Herdeira Apaixonada – Lisa Kleypas

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Tem lugar pra romance nessa lista sim! ❤ Estou curtindo bastante a série Os Ravenels, e esse foi meu volume favorito até agora. Eu sou apaixonada pelo West desde Um Sedutor Sem Coração, então fiquei bem contente em vê-lo encontrando seu final feliz. A química entre os personagens funciona muito bem e eu também gostei muito de conhecer melhor Phoebe, filha de Sebastian e Evie (de As Quatro Estações do Amor), que tinha feito pequenas aparições nos volumes anteriores.

As Sombras de Outubro – Søren Sveistrup

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Livro policial raiz? Temos! As Sombras de Outubro acompanha uma dupla de investigadores correndo contra o tempo para encontrar um serial killer que parece sempre estar vários passos a frente da polícia. A obra, de ritmo intenso e grande fluidez, ganhou uma ótima adaptação pela Netflix, que eu resenhei aqui no blog também.

Gente Ansiosa – Fredrik Backman

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Tive muita sorte esse ano, porque foram várias primeiras vezes excelentes. Gente Ansiosa foi minha estreia com Fredrik Backman e eu amei demais! O livro rapidamente se tornou um dos meus queridinhos e eu venho recomendando pra todo mundo. Ele tem uma trama inusitada (um assalto que deu errado e vira, sem querer, um drama de reféns), uma narrativa irônica e divertida e um desenvolvimento de personagens que faz você se apegar aos envolvidos. Leiam! ❤

E aí pessoal, o que acharam da minha lista? Já leram ou pretendem ler algum dos títulos?
Me contem nos comentários qual foi a leitura favorita de vocês, vou adorar saber! 🥰

Inspiração: cantinho da leitura e da escrita

Oi pessoal, tudo bem?

Se existe uma coisa com a qual eu sempre sonhei, essa coisa se chama “cantinho da leitura”. Sabem aquelas estantes cheias de livros, aquele mood meio camponês, uma poltrona bacana, tudo bem Pinterest? Pois é! E, como eu também sempre amei escrever, é claro que incluo nesse sonho de leitora um espacinho pra deixar as palavras fluírem – pro blog e fora dele.

No primeiro apartamento pro qual eu me mudei, eu não tinha esse espaço disponível, e também tinha vários receios (e preguiça, cof cof) de fazer muitas mudanças. Agora, porém, vim para um apartamento maior e, apesar de alugado, tenho vontade de me inspirar de novo e deixar o meu cantinho com a minha cara. ❤

Por isso, resolvi dividir com vocês algumas inspirações que encontrei no Atelier Clássico, uma loja especializada em móveis de madeira de alta qualidade, capazes de transformar o quarto, a sala ou algum cômodo pouco explorado em um espaço de leitura pra Pinterest nenhum botar defeito!

Pra uma estante mais enxuta, a Estante Livreiro Lettere (à esquerda) é uma ótima opção. Se você precisa de mais espaço, a dica é Estante Amistad (à direita).

O conforto na hora da leitura é fundamental, né? Pra combinar com a vibe clássica das estantes, separei a Poltrona Marquesa (à esquerda) como inspiração. Agora, pro meu estilo de decor, eu escolheria a Poltrona Náutica (à direita).

Por último, mas não menos importante, um combo de sucesso para o escritório: Cadeira Falx Office + Escrivaninha Bari Tremarin Design by Ambos Studio.

Lá no Atelier Clássico tem várias opções divididas por tipo de móvel, ambiente e estilo de decoração. Aqui em casa com certeza o estilo da foto 3 prevalece, porque adoro uma pegada minimalista. Mas não posso deixar de admirar a beleza daqueles móveis que parecem carregar muitas e muitas histórias. ❤

Agora me contem: o que vocês acharam das minhas inspirações? Alguma delas combina com vocês? Vou adorar saber! 😘

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Séries que abandonei #2

Oi meu povo, tudo bem?

Preparados pra mais uma listinha de desistências televisivas? Hoje vim dividir com vocês algumas séries que eu simplesmente aceitei que não tinham mais a ver comigo. Sabem como é… acontece! 🤷‍♀

Please Like Me

Adoro comédias e vi Please Like Me sendo bastante elogiada, mas assisti a uns 3 ou 4 episódios e não demos match. Acho que a personalidade irritante e egoísta do protagonista foi o fator de decisão mais crucial.

La Casa de Papel

Review

Apesar das várias cenas forçadas, como a Tokio invadindo a Casa da Moeda de moto com um monte de policiais ao redor, achei a primeira temporada (dividida em duas pela Netflix) bem legal. Mas pra mim aquele final resolvia, sabem? Senti zero necessidade de continuação e fiquei com muita preguiça quando renovaram.

Shooter

Não sou nada fã de armas e afins, mas meu namorado gosta de filmes de ação e com isso acabei vendo Shooter com ele. Mesmo sem ser um estilo que eu normalmente consuma, a série é bem envolvente porque tem várias reviravoltas e momentos de tensão. Acontece que a série foi cancelada e isso me tirou todo o tesão de seguir assistindo. 😦

How to Get Away With Murder

Adoreeei a primeira temporada e curti a segunda também, mas quando cheguei na terceira eu já tava achando desgastante. How to Get Away With Murder virou muito novelão (pro meu gosto), por isso desisti dela.

The Walking Dead

Essa série já figurou entre as minhas favoritas, mas hoje sequer penso em retomar. The Walking Dead começou a pecar na repetição dos plots toda vez que uma nova ameaça surgia, e isso somado a episódios muito longos foi algo que me desanimou bastante.

O Mundo Sombrio de Sabrina

Review

Pra mim Sabrina foi decaindo da primeira temporada em diante. As situações foram ficando cada vez mais inverossímeis (mesmo pra um universo mágico) e a pegada adolescente foi ficando mais forte – e hoje em dia já não tenho muita afinidade com esse estilo. Quando vi as críticas bem ruins a respeito da series finale, fiquei com menos energia pra conferir a última temporada (na qual parei). Catei uns spoilers, descobri o que acontece e deixei por isso mesmo.

Fleabag

Sei que essa é uma série aclamada, mas vi uns 2 ou 3 episódios e não curti nenhum. Não sei se foi o estilo da série ou o jeito da própria Fleabag (que não me cativou), mas rapidamente decidi que não investiria mais tempo tentando gostar. Abandonei sem dó!

Agora quero saber quais são as séries abandonadas de vocês! 👀
Me contem nos comentários?

Livros para pensar a maternidade

Oi pessoal, tudo bem?

O Dia das Mães causa sentimentos diversos: pode provocar coisas boas, como amor e acolhimento, mas também partir corações, especialmente pra quem já perdeu a sua ou não tem uma boa relação com ela. Pensando nisso, e também somado ao fato de que ainda estamos distantes graças à pandemia que (no Brasil) não cede, resolvi fazer um post com obras que falem da maternidade de formas distintas – preferencialmente sem romantizá-la, pois isso a maternidade compulsória já faz. E aí, vamos conferir?

O Impulso – Ashley Audrain

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Não poderia deixar de fora uma das leituras mais recentes que fiz que toquem nas dificuldades e alegrias da maternidade. O Impulso é um livro pesado, porque a protagonista sofre a dor de perder um filho e também a culpa por não conseguir se conectar à primogênita, por quem ela nutre desconfianças e até certo nível de repulsa. O interessante aqui é a forma como a protagonista-narradora nos revela a dificuldade que envolve o pós-parto, a solidão de não conseguir se encantar com as dificuldades do puerpério e a sensação de desconexão de outras mulheres que dizem que “é só olhar para o rostinho que tudo vale a pena”. Ótima dica de livro pra refletir sobre a maternidade compulsória.

Pequena Coreografia do Adeus – Aline Bei

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Ainda vou fazer uma resenha completa do segundo livro de Aline Bei, mas já posso adiantar que a obra narra a difícil relação entre uma filha e sua mãe narcisista. A protagonista sempre foi alvo da frustração da mãe, que usava castigos físicos e agressões para descontar esses sentimentos negativos. A obra discorre sobre essa dor e essa desconexão entre mãe e filha, assim como as consequências dessa relação desestruturada e tóxica.

A Morte da Sra. Westaway – Ruth Ware

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Apesar de se tratar de um thriller, a presença materna é muito importante na trama. De um lado, temos a Sra. Westaway que dá nome ao livro (uma matriarca venenosa e cruel cuja morte causa as reviravoltas da trama), e do outro temos a mãe da protagonista, que foi morta em um atropelamento e foi uma grande referência de garra, amor e companheirismo. Hal, a jovem que recebe uma carta convocando-a para receber sua parte na herança, sente tanta saudade da mãe que a dor é quase física, e a autora consegue transmitir isso ao leitor. Em cada lembrança, sabemos que Hal e sua mãe (Margarida) tiveram uma conexão impossível de apagar.

Rede de Sussurros – Chandler Baker

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Postei recentemente sobre esse livro, mas vale incluí-lo aqui por todas as disparidades de gênero que ele expõe no que diz respeito ao ambiente de trabalho. Grace Stanton é uma das protagonistas e é também mãe de um recém-nascido. Retornando da licença-maternidade, ela luta com uma culpa diária por querer trabalhar, ao mesmo tempo em que seu corpo pede socorro para que ela possa descansar. Assim como ocorre em O Impulso, aqui também temos abordada a exaustão de uma mulher no pós-parto.

As Parceiras – Lya Luft

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Intimista e reflexivo, o livro é narrado por Anelise, que decide rever sua trajetória cheia de perdas familiares. Mas apesar de seu protagonismo, Anelise não é a única mulher relevante na história: todas as mulheres de sua família têm um papel fundamental para que a personagem observe a si mesma e as origens de suas cicatrizes emocionais. O livro fala muito sobre compartilhar das “sinas” de nossos ancestrais e, no caso dela, a tragédia de sua avó (que viveu uma vida de dor até seu suicídio) é um fato marcante sobre o qual Anelise reflete muito. É um livro que gira em torno de mulheres e das experiências por elas compartilhadas.

Abelardo: O Bebê Monstruoso de Adelaide Estes – Filipe Tasbiat

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Adelaide é uma jovem que ficou em sono profundo durante meses, até ser acordada de uma forma chocante: em trabalho de parto. Além da confusão causada por tudo isso, a jovem mãe precisa lidar com as dificuldades naturais de um puerpério somadas à desconfiança de que seu bebê não seja uma criança normal, mas sim uma espécie de monstro. Enquanto administra o medo do próprio filho, Adelaide também percebe seu coração mudando e, com o tempo, ela se transforma na maior defensora de Abelardo. O bacana disso é perceber que mães não necessariamente são seres cujo amor incondicional seja instantâneo; ele pode demorar a acontecer, e considero importante desestigmatizar esse processo.

Espero que tenham gostado da lista, pessoal!
Não pretendo ser mãe, e justamente por isso tento ser muito sensível com esse assunto, por entender que nem todo mundo consegue se livrar da pressão social que direciona para esse caminho. Por isso, tentei não ser muito óbvia nas indicações e trazer alguns pontos importantes pra gente pensar na maternidade como um todo: com suas delícias, mas também suas dores.

Beijos e até o próximo post! 😘

Séries que abandonei #1

Oi pessoal, tudo bem?

Vocês sabem que eu adoro assistir séries, certo? Mas hoje o post é um pouquinho diferente: em vez de indicar séries pra vocês, vou listar as que abandonei. E por mais que de início essa atitude possa “doer” (já que você nunca vai chegar ao fim daquela história), chega um tempo em que a gente finalmente aceita que a vida é curta demais pra insistir no que já não faz mais sentido por orgulho. 🤷‍♀ Especialmente quando envolve gastar muitas horas de vida numa história que ficou ruim hahaha!

Luke Cage

Review

Apesar de ter gostado da primeira temporada de Luke Cage, o cancelamento de todas as séries da Marvel pela Netflix me fez perder o fôlego de seguir assistindo, especialmente porque os episódios são longos. 😦 Uma pena que isso tenha acontecido, porque eu queria muito uma segunda temporada de Os Defensores.

Punho de Ferro

Review

Mais um caso da leva de cancelamentos resultante do fim da parceria da Marvel com a Netflix. Mas, nesse caso, admito que não foi só isso: a primeira temporada já foi difícil de engolir e eu tinha zeeero vontade de seguir vendo.

Arrow

Review

Eu já fui muito fã de Arrow e curti pra caramba as primeiras temporadas. Mas acho que perdi a paciência lá pela terceira ou quarta, em que os plots começaram a ficar repetitivos e virou historinha de romance. :/

The Flash

A explicação sobre Arrow cabe perfeitamente aqui também. Acho que é um defeito comum nas séries de herói da CW, elas simplesmente ficam andando em círculos e começam a ficar nonsense. Chega uma hora que cansa, ainda mais que são vários episódios com mais de 40 minutos.

Black Mirror

Parei de assistir Black Mirror na terceira temporada porque percebi que simplesmente enjoei da fórmula.

That 70’s Show

Me diverti durante um bom tempo com essa série, mas peguei uns spoilers sobre a saída de dois dos protagonistas (Topher Grace e Ashton Kutcher), assim como o retrocesso de alguns personagens (como Hyde e Jackie), então eu pensei: “sem tempo, irmão”.

13 Reasons Why

Review

Lembro de ter ficado bastante chocada com a primeira temporada de 13 Reasons Why, especialmente pelos vários níveis de abuso que a Hannah sofria. Quando saiu a segunda, que eu já julgava desnecessária, li críticas falando sobre cenas ainda piores. Pra mim foi um vacilo da Netflix, que resolveu capitalizar em cima de cenas de abuso explícitas e desnecessárias. Thanks, but no thanks.

Qual a opinião de vocês sobre as séries da lista? Já assistiram ou abandonaram alguma? Abandonaram outras? 😂
Me contem nos comentários, please, quero saber quem se identificou. \o/

Autoras que vale a pena conhecer

Oi galera, tudo bem?

Amanhã é 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Enquanto essa data representa a nossa luta por igualdade, vejo também como uma oportunidade para divulgar e enaltecer mulheres incríveis que merecem espaço e reconhecimento. Por isso, esse ano resolvi reunir autoras que eu acho que vale a pena conhecer. Vem comigo!

Tomi Adeyemi

Autora da trilogia O Legado de Orïsha, que iniciou com o aclamado Filhos de Sangue e Osso, Tomi Adeyemi trouxe a cultura iorubá para o universo da fantasia. Explorando os ritos e figuras sagradas das religiões africanas, Tomi Adeyemi fala sobre opressão, mas também traz uma representatividade poderosa a pessoas negras. Se você é fã de livros de fantasia mas ainda não entrou em contato com sua, recomendo que faça isso o mais breve possível.

Beth O’Leary

Também conhecida como minha nova autora queridinha. A leitura de Teto Para Dois foi a minha favorita do ano passado, e muito disso se deve ao fato de que Beth O’Leary conseguiu tratar de relacionamento abusivo de uma maneira realista e certeira, mas sem sacrificar a leveza da história. Minha segunda experiência com seus livros, A Troca (em breve sai a resenha!) também foi ótima, e eu adorei o fato do livro ser protagonizado por uma avó e uma neta. Recomendo ambos os títulos sem pensar duas vezes!

Taylor Jenkins Reid

O nome dessa autora já estava no meu radar há um tempo, e seus livros têm sido bastante comentados na blogosfera. Realizei minha primeira leitura recentemente (com Depois do Sim) e foi excelente, me causando múltiplas emoções – de um jeito bom. Me baseando nessa única experiência, eu diria que Taylor Jenkins Reid é excelente em prender a atenção do leitor ao mesmo tempo em que aborda situações difíceis e emocionantes. Estou louca pra ler mais de seus livros!

Aline Bei

Uma indicação nacional vai bem, né? Aline Bei me impactou profundamente com O Peso do Pássaro Morto. Algumas das experiências mais dolorosas no “ser mulher” estão presentes no seu livro, como o machismo que tolhe e objetifica a mulher (como se ela fosse uma propriedade), a vergonha e o medo de uma vítima de violência sexual e o desamparo causado por um maternar indesejado. Não é uma leitura fácil, mas é transformadora.

Gostaram da lista, pessoal? Já leram alguma das autoras citadas?
Quero saber quem vocês incluiriam nessa seleção. Me contem nos comentários! ❤

Séries boas com finais ruins

Oi gente, tudo bem?

Eu sou uma pessoa apegada a finais. Então sim, mesmo que uma obra tenha sido fantástica durante quase toda a sua duração, se o final for ruim ela provavelmente vai ser arruinada na minha cabeça. Mas o oposto também é válido, e alguns finais bons salvam certos títulos pra mim. Por que eu tô dizendo isso? Só pra justificar a ideia desse post mesmo. 😂 E hoje vou dividir com vocês algumas das minhas decepções com finais de séries (considerando apenas as finalizadas, e não as canceladas). Obviamente esse post contém spoilers, belê?

Dexter

Essa foi uma das primeiras séries que comecei a acompanhar “por conta própria”, sem ser na TV aberta, e eu me apaixonei demais pela trama que acompanhava um serial killer cujo código de conduta o permitia matar apenas outros assassinos ou criminosos. Durante suas 4 primeiras temporadas, Dexter foi uma série impecável Da 5ª em diante, a coisa começou a degringolar, mas foram as 2 temporadas finais que levaram tudo ladeira abaixo. O plot da paixão de Debra pelo irmão, o fato dela retroceder na sua carreira, a paixão juvenil de Dexter por Hannah… tudo isso me enervou. A season finale terminou de colocar os pregos no caixão, e vimos um Dexter que sobrevive após a morte da irmã e vai viver isolado como um lenhador. Oi? Recentemente foi anunciado um revival e eu tô com zero esperanças e expectativas, porque pra mim o caminho foi sem volta a partir do momento em que decidem matar a Debra do jeito mais tosco possível.

How I Met Your Mother

Eu assisti HIMYM inteira duas vezes e, apesar de ter sentido menos raiva na segunda, sigo inconformada com o final. Meu problema não é que o Ted tenha voltado pra Robin, ou que a mãe estivesse morta (aliás, isso era um pouco previsível). O problema foi que, ao longo das 9 temporadas, os roteiristas forçaram muito mais a relação da Robin com o Barney, e ela nunca demonstrou estar tendo recaídas amorosas pelo Ted – era tudo muito platônico, mesmo quando eventualmente transavam. Se não tivessem dedicado tanta energia em consolidar o casal Robin e Barney (colocando uma temporada inteira focada em seu casamento, que acaba logo em seguida), talvez fosse mais fácil de engolir que o Ted tenha voltado pra ela.

Game of Thrones

Ai, ai, o que dizer desta que por um bom tempo esteve na minha lista de séries favoritas? Game of Thrones teve sua qualidade prejudicada no momento em que a referência original (os livros) tinha se esgotado. A sétima temporada já contou com diversos saltos temporais bizarros e Deus ex-machina pra todo lado, mas foi na oitava que tudo que tinha sido construído até ali foi jogado pela janela. Como lidar com um Jaime que, após seu arco de redenção, volta pra Cersei? E como lidar com essa mesma Cersei, uma das piores/melhores vilãs da série, morrendo não pelas mãos de Arya, mas sim esmagada por escombros? E, já que falei na Arya, sério que ela chega ATÉ Porto Real só pra desistir da sua vingança? Por último, mas não menos importante: a duplinha Jonerys. Não consigo acreditar que Jon Snow foi ressuscitado pra não fazer nada de útil e pra sua origem não servir pra nada além de deixar a Daenerys insegura. Também não acredito que em meia dúzia de episódios fizeram a personagem se transformar na Rainha Louca. Esse plot, aliás, poderia ter sido feito, desde que com mais atenção e desenvolvimento, como tudo costumava ser nas primeiras temporadas. Melhor parar por aqui, antes que eu comece a falar do conselho mais aleatório do mundo decidindo o futuro de Westeros após a palestrinha motivacional do Tyrion.

E vocês, também foram traumatizados por algum final de série muito ruim?
Me contem nos comentários, vamos sofrer juntos. 😂

6 livros pra ler em 2021

Oi pessoal, tudo bem?

Eu não tenho o hábito de entrar em maratonas literárias ou fazer desafios tipo o TBR, mas esse ano fiquei com vontade de estabelecer uma meta modesta pra 2021, reunindo 6 títulos que eu quero ler. Espero que esse post sirva como autocobrança lembrete tanto dos títulos que não vejo a hora de conferir quanto dos esquecidos no churrasco que aguardam há tempos a sua vez. 😂 Bora espiar os títulos escolhidos?

Fabulador: O Chamado de Morrigan Crow

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Eu adorei o universo fantástico criado por Jessica Townsend em Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow, e o final bombástico do primeiro volume me fez ansiar pela continuação. Já comecei a ler e estou gostando bastante dessa sequência. 😍

Rede de Sussurros

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A sinopse desse livro me lembrou a pegada das obras de Liane Moriarty, com uma trama girando em torno do universo feminino e dos diversos desafios que enfrentamos por sermos mulheres. Ao que parece, Rede de Sussurros dialoga muito com o movimento #MeToo e quero descobrir se essa primeira impressão é real.

Filhos de Virtude e Vingança

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Mais um caso de “segundo livro” na lista! Filhos de Sangue e Osso foi uma leitura incrível com um final chocante, então também não vejo a hora de descobrir o que acontece em Orïsha.

A Rebelde do Deserto

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Chego a ficar com pena do quanto esse livro tem aguardado com paciência na fila de leituras. 🙈 Faz tempo que quero conferir essa história que recebe tantos elogios na blogosfera, e espero que em 2021 essa leitura finalmente aconteça.

Um Estranho Irresistível

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Estou atrasadíssima com a série Os Ravenels, por isso quero conferir o 4º volume da série. Gosto muito dos livros da Lisa Kleypas, mas desejo desbravar outras autoras de romance de época e sei que só vou conseguir fazer isso quando terminar Os Ravenels.

Em Guerra

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Em 2015 eu iniciei minha releitura da coleção A Sétima Torre, que eu adorava quando criança. Já cheguei na parte inédita da história (já que na época li somente os 3 primeiros livros) e estou curiosa pra saber como essa saga termina. A Priscilla de 8 anos vai ficar muito feliz com isso! E a Priscilla de 27 vai ficar contente porque pretendia terminar todos os livros em 2020 e não conseguiu. 😂

Quem mais está com as leituras organizadas pra esse ano?
Me contem nos comentários quais são as escolhidas de vocês! ❤

Top 5 livros favoritos de 2020

Oi gente, tudo bem?

Acho que muitos de vocês podem concordar comigo sobre 2020 não ser um ano do qual queremos lembrar. Por isso, a única retrospectiva que me sinto bem em fazer é a literária, na esperança de que talvez eu possa dar algumas ideias bacanas de livros pra 2021.

O isolamento me deu bastante tempo livre e esse ano consegui concluir 34 livros. Sei que na blogosfera literária esse não é um número estrondoso, mas acreditem: pra mim é uma conquista. O blog nasceu láaa em 2014 com o intuito de me incentivar a ler mais, já que na época eu tinha sido consumida pela faculdade, portanto ver o quanto eu retomei esse hábito me enche de alegria. ❤ Enfim, sem mais delongas, vamos ao Top 5!

5º lugar:
Abelardo: O Bebê Monstruoso de Adelaide Estes

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Aos 45 do segundo tempo, uma leitura feita no final do ano conseguiu figurar entre as melhores de 2020. Abelardo foi resenhado recentemente aqui no blog e conta a história de uma jovem que cai em um sono profundo e só acorda quando está dando à luz um filho que ela nem sabia que esperava. Enquanto tenta descobrir o mistério por trás de seu decúbito, a jovem Adelaide também precisa descobrir se há algo errado com seu bebê, cuja personalidade feroz e violenta faz sua mãe acreditar que há algo de sobrenatural na situação.

4º lugar:
Filhos de Sangue e Osso

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Uma fantasia que explora a cultura iorubá e cujos personagens são em quase sua totalidade negros já são motivos suficientes pra que você coloque Filhos de Sangue e Osso na sua lista de leituras. Foi muito bacana aprender mais sobre religiões de matriz africana e, principalmente, ler uma obra fantástica que foge do padrão eurocêntrico. Filhos de Sangue e Osso tem ação, romance, uma mitologia envolvente e um universo ricamente construído que gira em torno dos maji – pessoas extraordinárias capazes de manipular a magia – e das consequências cruéis do medo e do preconceito.

3º lugar:
O Peso do Pássaro Morto

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Esse foi um livro que mexeu muito comigo e não poderia estar de fora das posições privilegiadas desse “pódio”. Aline Bei conta a história de vida de uma mulher que conheceu a tragédia desde cedo e teve sua história marcada por dores e angústias. Apesar de ser um livro pesado e doloroso, a narrativa é bastante singela e delicada, inclusive poética. É uma obra tocante, que mexe com os nossos sentimentos e nos faz refletir sobre as circunstâncias que nos levam a ser quem somos.

2º lugar:
Verity

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Imaginem se a fã de thrillers não colocaria um deles na lista de leituras favoritas, né? Verity foi minha primeira experiência com a Colleen Hoover e foi… marcante. A obra acompanha uma ghostwriter, Lowen, que tem a missão de finalizar as obras da famosa Verity Crawford – que está em estado vegetativo após um acidente. Enquanto pesquisa os arquivos de Verity em sua casa, Lowen descobre um manuscrito perturbador: trata-se da autobiografia de Verity, que narra sua relação intensa com o marido e segredos sobre seus filhos (inclusive sobre as tragédias que atingiram a família). Verity é um thriller de arrepiar, cheio de cenas angustiantes e impossível de largar até descobrirmos a verdade.

1º lugar:
Teto Para Dois

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Eis meu queridinho de 2020! ❤ Eu soube que favoritaria Teto Para Dois poucos capítulos após iniciar a leitura. A obra acompanha Tiffy e Leon, que firmam um acordo peculiar: dividirem o mesmo apartamento que, pasmem, tem apenas uma cama. Como isso pode funcionar? Tiffy trabalha durante o dia e Leon, à noite. O que começa com um contrato de aluguel pouco ortodoxo se desenvolve para uma amizade alimentada por troca de bilhetes e gentilezas. Mas, por mais que Teto Para Dois pareça apenas uma comédia romântica, o livro trata de assuntos muito mais complexos, como relacionamento abusivo, de uma forma sensível, mas realista. É uma leitura que evidencia o quão difícil pode ser a recuperação desse tipo de trauma, mas que enche o nosso coração de esperança e causa aquele quentinho gostoso conforme viramos as páginas. Muito amor envolvido!

E quais foram as leituras favoritas de vocês esse ano?
Me contem nos comentários, vou adorar saber! ❤

Aproveito para desejar que 2021 seja melhor para todos nós. Que seja um ano de saúde, que nos possibilite abraçar de novo, que nos ajude a superar tudo que vivemos nesse período tão conturbado. Resumindo, desejo muita luz a vocês! Feliz Ano Novo