Assisti, mas não resenhei #4

Alô, alô, pessoal. Tudo bem?

Cá estou para mais uma edição do Assisti, mas não resenhei. Bora descobrir quais são os títulos da vez? 😉

Black Mirror

black mirror

Black Mirror causou em mim o mesmo efeito que provavelmente causou na maioria das pessoas: choque já no primeiro episódio (que considero um dos melhores da série). A primeira e a segunda temporada trazem a tecnologia como cenário e catalisador de diversos dilemas morais e humanos e eu gostei muito da proposta. Porém, acabei enjoando na terceira temporada e larguei a série. :/

Flash

flash

Flash foi a primeira série derivada do Arrowverse e eu não demorei a maratoná-la (especialmente porque eu gostava muito de Arrow na época). Assisti às duas primeiras temporadas assiduamente, mas quando chegou na terceira eu desisti. Os crossovers começaram a acontecer com frequência demais pro meu gosto, e a adição de títulos derivados como Supergirl e Legends of Tomorrow a esse bolo não ajudou. Além disso, parece que todos os personagens foram ganhando poderes e toda hora aparecia um velocista mais rápido que o Barry. Sem tempo, irmão.

Gypsy

gypsy

A série (cancelada após sua primeira e única temporada) acompanha uma psicóloga que começa a se interessar de maneira obsessiva pela vida pessoal de seus pacientes. Vivendo uma rotina aparentemente perfeita, ela cria uma segunda identidade para se aproximar de pessoas-chave que são tema das conversas no seu consultório. A premissa é bem instigante e, particularmente, gostei da temporada. Achei uma pena ter sido cancelada, ainda mais com o final que a série teve.

Mr. Robot

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Eu assisti somente à primeira temporada de Mr. Robot, mas adorei. A trama acompanha o programador Elliot, que é  convidado a fazer parte de uma organização de hackers secreta (conhecida como Fsociety), cujo objetivo é destruir uma companhia global – a companhia em que Elliot trabalha.

E aí, quais dessas séries vocês gostariam de assistir? 😀
Me contem nos comentários!

Dica de Série: Sex Education

Oi gente, tudo certo?

Meu vício mais recente tem nome: Sex Education. E hoje vim contar pra vocês as razões para darem o play nessa série o quanto antes. 😉

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Sinopse: Em Sex Education, Otis (Asa Butterfield) é um adolescente socialmente inapto que vive com sua mãe, uma terapeuta sexual. Apesar de não ter perdido a virgindade ainda, ele é uma espécie de especialista em sexo. Junto com Maeve, uma colega de classe rebelde, ele resolve montar sua própria clínica de saúde sexual para ajudar outros estudantes da escola.

Sex Education é protagonizada por Otis, um rapaz tímido e reservado. Apesar de estar no auge da puberdade, sexo é uma questão delicada pra ele, especialmente porque sua mãe, terapeuta sexual, fala abertamente sobre o assunto, o que causa ainda mais constrangimento no garoto. Porém, quando Otis dá um conselho valioso a um colega de escola e passa a ser conhecido como uma espécie de “guru do sexo”, Maeve (uma garota badass que enfrenta sérios problemas financeiros) enxerga uma oportunidade de negócio, e eles viram uma dupla que passa a capitalizar as sessões clandestinas de terapia sexual.

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Eis um exemplo de série que eu gostaria MUITO de ter assistido na adolescência. Ela utiliza o plot dos conselhos sexuais para mergulhar em todas as dúvidas, mitos e tabus que envolvem o assunto e que muitos jovens não têm coragem de admitir. A importância de saber do que você gosta, o prazer feminino, o sexo lésbico, a bissexualidade e a gravidez na adolescência são alguns dos tópicos abordados – nenhum deles de modo estereotipado.

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Além do sexo, a produção também traz debates sobre saúde mental. Os traumas de Otis (que aconteceram na infância mas ainda impactam sua adolescência), as crises de pânico de Jackson (um atleta promissor sufocado pela cobrança materna) e até mesmo o bullying causado e sofrido por Adam (um personagem que ganha complexidade ao longo dos episódios) são alguns exemplos do aprofundamento dos personagens e das consequências de não dar a devida atenção àquilo que machuca. A adolescência é um período conturbado por si só, uma fase na qual buscamos entender quem somos e consolidar nossa identidade. Quando existem feridas expostas sobre as quais não falamos e não tratamos, esse processo (cheio de hormônios e dúvidas) ganha novos níveis de dificuldade.

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Sex Education também nos faz refletir sobre situações que fazem parte do nosso cotidiano, mas não deveriam fazer. Um plot emblemático é o de Aimee, melhor amiga de Maeve: após sofrer assédio sexual no ônibus, a jovem não percebe que está sofrendo profundamente com o trauma. Assim como a maioria de nós, mulheres, é ensinada desde cedo, Aimee se culpa pelo que aconteceu ao mesmo tempo em que relativiza a situação, achando que o agressor era só mais um “maluco” que não fez nada de tão sério assim. Quantas de nós já não fomos assediadas e tivemos como primeiro instinto sentir vergonha ou buscar justificativas (na roupa, no horário, no local)? Sex Education faz um excelente trabalho ao evidenciar que isso não é normal e não deve ser ignorado. Entretanto, a situação não é mostrada de modo ingênuo, e vemos na tela as dificuldades da vida real: a burocracia pra denunciar esse tipo de agressão, as dúvidas veladas das autoridades (também mostradas em Inacreditável) e o receio da vítima em se expor à toa.

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Agora vamos aos maravilhosos personagens? A série tem uma representatividade enorme não apenas no que diz respeito à orientação sexual, mas por contar também com pessoas de todas as cores e formas. Eric, o melhor amigo de Otis (também conhecido como MELHOR personagem da série) merece destaque: negro e gay, o jovem sente na pele a opressão causada pelo preconceito e pela ignorância. Em uma cena dolorosa de assistir, Eric vivencia o quanto as pessoas podem ser cruéis com o que é diferente do padrão hegemônico. Porém, é lindo presenciar quando o personagem cura suas feridas e passa a sentir orgulho de si mesmo de novo. E eu não poderia deixar de falar de Maeve, a cabeça por trás da clínica sexual: abertamente feminista, a jovem é independente e batalhadora. Vivendo sozinha devido ao problema com drogas de sua família, a garota passa por inúmeras situações difíceis. Quando uma professora vê seu potencial sendo desperdiçado e a incentiva a ir mais longe, é um verdadeiro alento, especialmente quando pensamos em quantos professores exercem esse importante papel fora da tela.

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Por fim, vamos a um comentário rápido sobre a fotografia e a ambientação. Sex Education é uma série um tanto anacrônica, e você nunca sabe qual é a época real em que a trama se passa: existem smartphones, mas o visual dos lugares e das pessoas é super oitentista. Os cenários são lindos, com florestas e campos que encantam a cada episódio.

Sex Education é mais um exemplo de série que sabe fazer humor sem ofender, que equilibra cenas engraçadas com assuntos relevantes e intensos e que brilha por trazer representatividade e diversidade. E não importa o quanto você seja experiente, tenho certeza que Sex Education vai te ensinar lições valiosas – sobre amor próprio, sobre respeitar o próximo, sobre machismo, sobre tabus… e sobre sexo. Recomendo demais!

Título original: Sex Education
Ano de lançamento: 2019
Direção: Laurie Nunn
Elenco: Asa Butterfield, Emma Mackey, Ncuti Gatwa, Gillian Anderson, Connor Swindells, Aimee Lou Woods, Kedar Williams-Stirling

Tatuagens geeks #6

Oi pessoal, tudo bem?

Após um ano inteiro sem me tatuar, o bichinho da agulha já está começando a mexer comigo de novo. 😂 E na minha busca por inspiração, resolvi compartilhar algumas tattoos geeks lindas (e, quem sabe, inspirar uma ideia em vocês também). Bora?

@camachotattooart

Lufa-Lufa, por @camachotattooart.

@marcelabadolatto

Portão dos Reis (As Argonath), por @marcelabadolatto.

@this_is_nat

Luke e Leia, por @this_is_nat.

@fabio.iamaguti

Felix Felicis, por @fabio.iamaguti.

@this_is_nat 2

Hyrule Shield, por @this_is_nat.

Curtiram a seleção?
Eu tô completamente apaixonada pelo Hyrule Shield e pelos sabres de luz. ❤

Beijos e até o próximo post!

Dica de Série: Não Fale Com Estranhos

Oi galera, tudo bem?

A parceria entre Harlan Coben e Netflix promete vários frutos, e um deles é a minissérie Não Fale Com Estranhos (baseada no livro homônimo). Será que ela é melhor que Safe, a primeira produção em conjunto entre esses dois nomes? 😉

não fale com estranhos

Sinopse: Quando segredos obscuros vêm à tona, o pai de família Adam Price (Richard Armitage) parte em uma busca desesperada e implacável pela verdade sobre todas as pessoas que têm algum nível de proximidade com sua vida.

O que você faria se uma pessoa completamente desconhecida te contasse um segredo horrível sobre alguém que você ama? E se, logo depois disso, essa pessoa exposta sumisse sem maiores explicações? É isso que Adam Price enfrenta quando uma mulher misteriosa revela um segredo sobre Corinne, sua esposa. Quando ele a confronta, Corinne promete que em breve vai esclarecer tudo – mas na verdade ela desaparece sem avisar pra onde foi. Em paralelo, outros mistérios vêm à tona: um jovem é encontrado nu e inconsciente na floresta, uma alpaca é decapitada e a dona de uma cafeteria é assassinada. Situações aparentemente desconexas são o start para instigar no espectador a curiosidade necessária para maratonar a série de apenas 8 episódios.

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Mais uma vez temos uma trama com uma premissa bem interessante, e a série não demora a nos fazer querer saber mais sobre a estranha e suas motivações. Porém, com o decorrer dos episódios, as tramas paralelas ganham mais destaque e envolvem mais do que o plot inicial, o segredo de Corinne. O assassinato na cafeteria, por exemplo, é bastante envolvente – especialmente pela conexão pessoal que a detetive responsável pelas investigações tem com a vítima. 

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Contudo, assim como acontece em Safe, novamente temos uma trama cheia de inverossimilhanças – e eu já identifiquei esse padrão como algo que afasta qualquer vontade que eu tinha de conferir os livros de Harlan Coben. Entretanto, apesar de algumas reviravoltas bem improváveis, Não Fale Com Estranhos se sai melhor do que sua “irmã mais velha” nesse sentido, tendo menos momentos nonsense.

Gostei bastante do elenco, especialmente da química entre a dupla de detetives formada pela veterana Johanna e pelo jovem irreverente Wesley. Richard Armitage entrega uma boa performance como Adam, mas o roteiro não ajuda, já que as tramas paralelas instigam mais do que sua busca pela esposa desaparecida.

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Não Fale Com Estranhos não é uma série memorável, mas é um entretenimento fácil de consumir. Os episódios não são demasiado longos e contam com cliffhangers que fazem você querer dar play no próximo episódio. A abertura também é ótima, outro ponto em comum com Safe. Se você quer conferir uma história policial curtinha (especialmente agora, em tempos de isolamento social, em que vamos usufruir bastante da Netflix), mas sem grandes expectativas, vale espiar.

Título original: The Stranger
Ano de lançamento: 2020
Direção: Harlan Coben, Danny Brocklehurst
Elenco: Richard Armitage, Siobhan Finneran, Hannah John-Kamen, Dervla Kirwan, Shaun Dooley

Resenha: A Última Palavra – Tamara Ireland Stone

Oi pessoal, tudo bem?

Vim contar pra vocês o que achei de A Última Palavra, um Young Adult que fala sobre Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

capa a ultima palavraGaranta o seu!

Sinopse: Samantha McAllister esconde de todos o que se passa em sua cabeça. Sam sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo caracterizado por pensamentos intrusivos. Seus pensamentos não param um segundo do dia, cada passo e palavra suas são controladas, e esconder isso tudo faz com que viver seja um grande esforço. Tudo piora quando suas amizades começam a se tornar tóxicas e ela é julgada por conta de pequenos erros com suas roupas, comida ou o garoto por quem ela se interessa. Mesmo assim, Sam sabe que ela estaria verdadeiramente louca se deixasse de ser amiga das garotas mais populares da escola. Por causa disso, Sam é constantemente aconselhada por sua terapeuta a conhecer novas pessoas e fazer novos amigos, pessoas que não lhe provoquem crises de ansiedade e pânico constantes. Em um primeiro dia de aula assustador, Sam conhece Caroline, uma menina que vai levá-la para uma sala secreta em que um grupo de pessoas que são ignoradas pelo resto da escola se reúne. Ela rapidamente se identifica com eles, especialmente com um talentoso garoto que toca violão, e começa a descobrir uma nova versão de si mesma. Aos poucos ela passa a se sentir mais normal do que nunca, coisa que jamais tinha se sentido antes… até ela encontrar um novo motivo para questionar sua sanidade e tudo o que ama.

Samantha parece ter tudo o que uma adolescente poderia querer: é bonita, popular e tem um grupo de amigas com quem (teoricamente) pode sempre contar. O que ninguém sabe é que, por trás da fachada de perfeição, Sam esconde um TOC que se manifesta na forma de pensamentos obsessivos intrusivos. Isso significa que, diferentemente de quem manifesta a doença com hábitos físicos, Sam fica obcecada por determinados pensamentos e não consegue se desvencilhar deles. Um dos maiores gatilhos para seus picos de ansiedade são, justamente, suas supostas amigas, um grupo que há muito tempo não colabora com o desenvolvimento de Sam. Em um dia especialmente ruim, a jovem conhece Caroline, com quem (de maneira surpreendente) ela se abre. Caroline então leva Sam a um local secreto na escola chamado Canto da Poesia, e é lá que tudo muda.

A Última Palavra aborda um sentimento muito comum na adolescência: o desejo de pertencimento e o medo da exclusão. Mesmo sabendo que seu grupo de amigas é tóxico, Sam tem dificuldade em abrir mão dele por receio de ser abandonada. Durante suas sessões de terapia, sua psicóloga a incentiva constantemente a buscar novas amizades e a criar novos vínculos, de modo que existam menos gatilhos na rotina de Sam. Quando a garota conhece Caroline e finalmente admite seu TOC, é como se um grande peso fosse retirado de seus ombros, e isso dá a Sam a oportunidade de experimentar uma nova forma de ser ela mesma – ou melhor, quem ela quer ser a partir de agora.

Entretanto, existe um aspecto bastante negativo na obra: o modo com a autora lida com as consequências do bullying. No Canto da Poesia, Sam reencontra um ex-colega, AJ, que parece querer distância dela. A protagonista então se recorda que, no passado, ela e uma amiga praticaram um bullying tão intenso com o garoto que ele até mudou de escola temporariamente. E, para a minha surpresa, não demora para que esse assunto seja perdoado e (pasmem!) os pombinhos fiquem juntos. A química entre os dois existe e as cenas são bem românticas, mas teria sido muito melhor se o episódio do bullying não tivesse existido. A verdade é que as consequências do que Sam e sua amiga fizeram foram muito suavizadas, ainda mais quando consideramos quão rápido AJ se apaixonou pela garota que o traumatizou.

resenha a ultima palavra

Em A Última Palavra, o TOC não ganha tanta profundidade e detalhamento, diferente do que ocorre no excelente Daniel, Daniel, Daniel, por exemplo. Ainda que no caso de Sam o transtorno seja mais focado em pensamentos obsessivos, eu não senti o mesmo impacto (e até consciência) lendo sobre seu sofrimento (o que ocorreu de maneira intensa com o livro de Wesley King). A doença em si é mais abordada como algo que a incomoda e que a faz se sentir anormal do que evidenciada como algo que a atrapalha de verdade.

Apesar de falhar ao abordar algumas questões de saúde mental, há um aspecto muito positivo na obra: a relação de Sam e Sue, sua terapeuta. Assim como acontece em A Lista Negra, aqui a terapia tem um papel fundamental no processo de melhora de Sam, e é muito bonita a forma como o livro desenvolve essa relação. Além disso, a trama me emocionou bastante na sua reta final, a ponto de me fazer chorar. Há uma reviravolta que fica ameaçando eclodir durante um bom tempo (e que eu senti chegar), mas que ainda assim me balançou. Os últimos capítulos trabalham muito mais a questão da perda do que o TOC, e esse tema em particular sempre me toca profundamente.

Por último, mas não menos importante, devo ressaltar o quanto gostei de todo o conceito do Canto da Poesia. Desde a sua fundação, cujas razões são emocionantes, até o presente, o lugar acolhe todos que precisam dele (Hogwarts feelings) de uma maneira intensa. Dentro daquele espaço, os jovens que fazem parte do grupo têm a oportunidade de se expressar e mostrar a sua vulnerabilidade, e muitas vezes isso já é o bastante para conseguir vencer um período tão turbulento e cheio de emoções quanto a adolescência. O grupo também permitiu à protagonista enxergar como as pessoas são repletas de camadas, indo muito além do universo superficial ao qual ela estava acostumada. E, nesse processo, o leitor simpatiza com aqueles jovens também.

A Última Palavra é um livro que gira em torno de dilemas bastante adolescentes (tanto no sentido positivo quanto negativo disso – os medos e implicâncias do grupo de Sam são bastante superficiais, de maneira geral). Não é a melhor opção de leitura pra quem busca uma história mais crível no que diz respeito a bullying e TOC, mas é um YA que cumpre seu papel como entretenimento e apresenta o processo de terapia de maneira muito saudável. Se você curte esse estilo literário, vale espiar. 😉

Título Original: Every Last Word
Autor: Tamara Ireland Stone
Editora: Rocco
Número de páginas: 352
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Especial Dia da Mulher: Filmes dirigidos por mulheres

Oi galera, tudo bem?

Para finalizar o Especial Dia da Mulher aqui no blog, preparei uma seleção de filmes dirigidos por mulheres resenhados por aqui. Isso me fez perceber que a realidade do mercado se aplica a mim também, e a maioria dos filmes a que assisti tem direção masculina. Por isso, coloquei como meta pessoal equilibrar essa balança. Mais alguém topa? 😉

Como Eu Era Antes de Você

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O filme que adapta o livro homônimo foi dirigido por Thea Sharrock. O romance entre a atrapalhada Lou e o rabugento Will convence e emociona, e muito disso se deve à química dos atores, que funciona superbem. Vale destacar a trilha sonora, que até hoje enche meus olhos de lágrimas. ❤

Mulher-Maravilha

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Esse foi o longa que mostrou que super-heroínas protagonistas também são rentáveis, abrindo portas para uma nova leva de filmes do gênero (como Capitã Marvel, sobre o qual falarei a seguir). A direção de Patty Jenkins traz um aspecto importante (que também percebi em Jessica Jones, série dirigida por uma mulher): aqui a câmera não passeia pelo corpo de Gal Gadot, ao contrário do que ocorre em Liga da Justiça, por exemplo. O olhar feminino conduzindo a câmera faz toda a diferença no modo como as personagens femininas são retratadas, e no caso de Mulher-Maravilha as mulheres são tratadas com respeito e dignidade em vez de hiper-sexualização.

Para Todos os Garotos Que Já Amei

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Esse romance fofo que conquistou meu coração foi dirigido por Susan Johnson. Um dos aspectos mais bacanas do filme é a união das irmãs Song, mas vale destacar a atmosfera delicada e o romance adolescente que faz de Para Todos Os Garotos Que Já Amei uma daquelas produções que aquece o coração. ❤

Felicidade Por Um Fio

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Dirigido por Haifaa Al-Mansour, Felicidade Por Um Fio é um filme incrível e representativo, com uma mulher negra protagonizando uma história sobre aceitação e amor próprio. Sendo o cabelo longo um dos símbolos de feminilidade e os fios lisos o padrão hegemônico de beleza, o impacto de Felicidade Por Um Fio é bem poderoso, já que o longa desenvolve sua protagonista por meio de um processo de transição capilar.

Capitã Marvel

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Em março do ano passado estreava Capitã Marvel, o primeiro longa do MCU protagonizado por uma mulher. O filme, dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, causou inúmeras controvérsias devido ao machismo escancarado da comunidade nerd (que chegou até mesmo a questionar porque Brie Larson não sorria… Pois é). Carol Danvers foi uma adição muito bem-vinda a um universo permeado por super-heróis masculinos.

Frozen

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Uma das animações mais populares da Disney também tem uma mulher na direção, Jennifer Lee (que divide esse papel com Chris Buck). Frozen reinventou as histórias de princesas devido a um grande diferencial: aqui o foco não é se apaixonar por um príncipe e ser salva por ele, mas sim exaltar o amor fraternal entre irmãs e a capacidade de você mesma ser sua própria heroína.

E assim o Especial Dia da Mulher chega ao fim. ❤
Espero que tenham gostado e, é claro, sintam-se à vontade pra deixar feedbacks nos comentários.

Beijos e até o próximo post. o/

 

Especial Dia da Mulher: Séries com protagonistas mulheres

Oi pessoal, tudo bem?

O Especial Dia da Mulher continua, e o tema de hoje são séries protagonizadas por mulheres! Do humor ao drama, espero contemplar a maior variedade possível. Vamos lá? 😉

Orange is the New Black

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Impossível falar sobre força e diversidade sem citar Orange is the New Black. Ambientada numa prisão feminina, a série dá voz a uma enorme gama de mulheres (com suas próprias histórias e vivências), desenvolvendo todas elas com excelência. Temas como violência policial, racismo, abuso sexual e muitos outros assuntos são tratados nas 7 temporadas.

Outlander

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Claire, protagonista de Outlander, é uma mulher progressista e empoderada mesmo antes de viajar no tempo e ir parar na Escócia do século XVIII. No início da série ela é uma enfermeira que participou da Segunda Guerra e posteriormente ela é a única mulher em sua turma no curso de Medicina. Isso sem contar a influência e o respeito que ela adquire enquanto vive no passado, em uma época ainda mais hostil para as mulheres.

Jessica Jones

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A série se destaca por abordar temas pesados e realistas em uma série do gênero de super-heróis. Jessica é uma protagonista imperfeita e cheia de vícios, mas é também uma sobrevivente: ela foi vítima de um relacionamento abusivo, e as consequências disso são tratadas de modo responsável e coerente. Além disso, Jessica também vai de encontro a padrões de beleza e estereótipos de representação típicos das HQs, que hiper-sexualizam as heroínas. Se ficarem interessados, falo mais sobre isso no meu TCC (que foi sobre a série). 😀

One Day at a Time

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Nessa série (que é uma das minhas comédias favoritas), temos uma família de origem cubana que vive nos Estados Unidos e é conduzida por duas mulheres fortes e inspiradoras: Lupe e sua mãe, Lydia. Além disso, a filha mais velha de Lupe (Elena) é uma jovem empoderada e questionadora que levanta diversas discussões importantes. Assuntos como machismo, xenofobia, sexualidade e saúde mental são abordados com responsabilidade ao longo dos episódios, e o melhor de tudo: com um humor que não ofende nem machuca. Série perfeita, sem defeitos. ❤

Alias Grace

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O que mais gosto nessa minissérie, que adapta a obra de Margaret Atwood, é o uso da feminilidade como recurso de sobrevivência. Grace, acusada de matar seu patrão e a governanta, convence o júri (e o espectador) de sua inocência por meio de uma representação de fragilidade. A ambiguidade da personagem é fascinante e evidencia que mulheres têm inúmeras camadas e possibilidades de ação – inclusive para a manipulação e para atos de crueldade.

Big Little Lies

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Essa série é um espetáculo do início ao fim, especialmente quando consideramos somente a primeira temporada. Com um elenco de respeito que dá vida a mulheres com personalidades distintas, Big Little Lies é contundente ao falar sobre relacionamento abusivo e agressão, além de trazer na prática o poder da sororidade.

Inacreditável

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A produção mais recente da lista é um soco no estômago, especialmente por ser a dramatização de um caso real. Nos 8 episódios, a série problematiza o fato de que a violência sexual é sempre questionada, o que não ocorre com outros tipos de crimes. Inacreditável coloca o dedo na ferida ao mostrar que vítimas de estupro costumam ser violentadas duas vezes: pelo agressor e pela sociedade, que com frequência coloca sua credibilidade em xeque. É uma série dolorosa, mas imperdível.

Grace and Frankie

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Pra terminar, uma sugestão mais leve e muito válida. Grace and Frankie retrata uma fase da vida pouco explorada nas produções de entretenimento: a terceira idade. Além da amizade inspiradora de duas mulheres tão diferentes que aprendem a se respeitar, Grace and Frankie também traz abordagens muito interessantes sobre sexualidade e autonomia sobre a própria vida em uma idade vista por muitos como limitada.

Espero que tenham gostado da lista!
Agora quero saber: quais séries vocês adicionariam ao post? 😀