Dica de Série: Chernobyl

Oi pessoal, tudo bem?

Depois do controverso final de Game of Thrones, a HBO conseguiu se redimir com uma minissérie impactante, real e de qualidade técnica impecável: estou falando de Chernobyl.

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Sinopse: Ucrânia, 1986. Uma explosão seguida de um incêndio na Usina Nuclear de Chernobyl dizima dezenas de pessoas e acaba por se tornar o maior desastre nuclear da história. Enquanto o mundo lamenta o ocorrido, o cientista Valery Legasov (Jared Harris), a física Ulana Khomyuk (Emily Watson) e o vice-presidente do Conselho de Ministros Boris Shcherbina (Stellan Skarsgård) tentam descobrir as causas do acidente.

A série, apesar de não ser um documentário, retrata com muita fidelidade os acontecimentos que levaram ao desastre nuclear de Chernobyl, ocorrido em 26 de abril de 1986. Devido a problemas técnicos mas, principalmente, negligência e falha humana, o pior desastre causado pelo homem aconteceu, tendo como consequência incontáveis mortes, grande devastação natural e um possível colapso da União Soviética.

Chernobyl é uma série dolorosa de assistir, e cada episódio causa mais e mais desconforto e angústia. Ela inicia nos minutos que precedem o acidente e, a partir desse fatídico momento, acompanhamos os esforços dos funcionários da usina tentando entender o que aconteceu, salvar uns aos outros e controlar os danos. Além deles, os bombeiros também são acionados, imaginando que a explosão e o fogo causados eram somente mais um incêndio “de rotina”. A população de Pripyat, cidade construída para os funcionários da usina residirem e que hoje é uma cidade-fantasma, também não imaginava o que aquela explosão havia significado, e muitos deles morreram.

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As cenas são dirigidas impecavelmente, com beleza e tristeza inexplicáveis. A trilha sonora é aflitiva, causando uma sensação impossível de ignorar. Um dos momentos mais impactantes dos primeiros episódios é ver a população de Pripyat encantada com o fogo, assistindo tudo de uma ponte próxima, com a poeira radioativa (que eles imaginavam ser apenas cinzas) caindo sobre eles. Todas as pessoas que assistiram ao incêndio dessa ponte morreram. 😦

Chernobyl acompanha os esforços de três personagens principais, que são responsáveis por controlar os danos e fazer a limpeza do local. Dois deles existiram de verdade: Valery Legasov é o cientista encarregado das questões técnicas, e Boris Shcherbina é o ministro responsável pela missão. O terceiro elemento do trio é Ulana Khomyuk, uma personagem fictícia que representa todos os inúmeros cientistas que apoiaram Legasov em Chernobyl.

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Achei bem interessante a escolha de representarem esses cientistas com uma personagem mulher pois, segundo minhas pesquisas, a União Soviética era mais progressista nesse sentido, e várias mulheres tinham cargos importantes (portanto, a escolha de criar Ulana foi bem acertada). Ao longo dos episódios, vemos todas as medidas que foram necessárias para conter o desastre, incluindo a evacuação (tardia) da população, o extermínio dos animais locais, o envio de homens para trabalhar na radiação, entre outras situações difíceis.

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Logo na primeira cena, descobrimos o destino trágico de Legasov, que se matou 2 anos após o acidente. Ao longo da trama, não é difícil perceber os motivos que o levaram a tal decisão. Responsável pelas estratégias de limpeza de Chernobyl, Legasov e Shcherbina tomaram decisões MUITO difíceis, envolvendo mão-de-obra humana em um dos lugares mais perigosos do planeta. Eles sabiam que suas ordens acarretariam na morte de outrem – de maneiras muito sofridas –, mas era algo inevitável. E isso é a coisa mais difícil a respeito de Chernobyl, pra mim: você assistir e saber que muita gente inocente pagou pelos erros de poderosos engravatados que tomaram decisões inconsequentes, baseadas no dinheiro. E, mesmo mais de três décadas depois, ainda vemos esse tipo de comportamento acontecer (é só lembrarmos dos desastres naturais de Mariana e Brumadinho, aqui no Brasil). É revoltante você pensar que diversas pessoas se sacrificaram e sofreram por algo que poderia ter sido evitado se o desejo por lucro não fosse tão grande – e se as mentiras não fossem inúmeras.

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Isso nos leva a um questionamento importante feito na série: qual é o custo das mentiras? Em Chernobyl, o preço foram incontáveis vidas humanas (perdidas diretamente no acidente e outras devido a câncer causado pela radiação) e uma grande destruição ambiental. Ainda assim, a contagem oficial de mortos é de apenas… 31. Essas mentiras perduram até hoje mas, na época, foram uma das maiores responsáveis pelo desastre (junto da negligência e ganância humanas), já que a União Soviética ocultou um segredo importante envolvendo o design dos reatores nucleares RBMK, usados em suas usinas. E, se não fosse a coragem de Legasov, esses segredos provavelmente não teriam vindo à tona, causando o risco de outros acidentes nucleares ocorrerem novamente.

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Chernobyl é uma série com atuações primorosas, direção impecável, trilha sonora imersiva e angustiante e, principalmente, importante ainda que não seja para todos os públicos, pois pessoas mais sensíveis podem sofrer demais assistindo. Ainda hoje vivemos em uma sociedade que visa o lucro acima da segurança, que não se importa com o impacto ambiental, que considera vidas humanas menos importantes do que status e dinheiro. Por isso, é fundamental lembrar das consequências dessas decisões, lembrar de quem se sacrificou e sofreu por conta disso, e fazer de tudo para que algo assim nunca se repita. 😦

Título original: Chernobyl
Ano de lançamento: 2019
Direção: Craig Mazin
Elenco: Jared Harris, Stellan Skarsgård, Emily Watson, Jessie Buckley, Paul Ritter

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Resenha: Love Is: Ilustrações Sobre o Amor – Puuung

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei do fofíssimo Love Is: Ilustrações Sobre o Amor, da ilustradora sul-coreana Puuung.

love isGaranta o seu!

Sinopse: Com suas ilustrações sensíveis e criativas, a jovem artista Puuung escolheu celebrar o amor cotidiano, retratando o dia a dia de um casal apaixonado, inspirando-se nos momentos que ela própria compartilhou com o namorado. Puuung acredita, no entanto, que qualquer casal pode se sentir retratado em suas ilustrações e a série de animação com os mesmos personagens.

Do que é feito um grande amor? De grandes gestos? De declarações colossais? Para Puuung, o amor está nas pequenas atitudes do dia a dia, no carinho cotidiano, na simplicidade que mantém o amor aceso.

Por meio de ilustrações singelas, em estilo aquarelado e traço simples, Puuung celebra os detalhes que transformam uma situação comum em um gesto de amor. Seja colocando um cobertorzinho na pessoa amada, para protegê-la do frio quando ela pegou no sono; seja trazendo algo que você sabe que ela ama comer; seja nos diálogos sobre tudo e sobre nada; seja em trabalhar juntinhos, no mesmo ambiente, mesmo que em projetos separados; seja em dar aquele abraço apertado quando tudo que a pessoa precisa é chorar.

Love Is: Ilustrações sobre o amor é um livro que aquece o coração e demonstra que o amor é construído dia a dia, com dedicação e comprometimento. São os pequenos gestos, o cuidado e o carinho constantes, que mantêm o sentimento vivo. Vejam as fotos abaixo e me digam: tem como não se encantar com essa obra (que, aliás, é uma ótima opção de presente romântico)? ❤

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Título Original: Puuung Illustration Book Love is
Autor: Puuung
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 208
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Review: Aladdin

Oi gente, tudo bem?

Apesar de não ser a maior fã da animação, fiquei curiosa com a quantidade de elogios ao novo filme do Aladdin. Fui conferir também e não é que eu adoreeei? ❤

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Sinopse: Aladdin (Mena Massoud) é um jovem ladrão que vive de pequenos roubos em Agrabah. Um dia, ele ajuda uma jovem a recuperar um valioso bracelete, sem saber que ela na verdade é a princesa Jasmine (Naomi Scott). Aladdin logo fica interessado nela, que diz ser a criada da princesa. Ao visitá-la em pleno palácio e descobrir sua identidade, ele é capturado por Jafar (Marwan Kenzari), o grão-vizir do sultanato, que deseja que ele recupere uma lâmpada mágica, onde habita um gênio (Will Smith) capaz de conceder três desejos ao seu dono.

O novo filme da Disney não muda a essência da trama original: Aladdin é um jovem ladrão que vive na cidade de Agrabah. Quando Jafar, o vizir do sultão, percebe suas habilidades, o convoca para roubar uma lâmpada na Caverna dos Tesouros. O plano dá errado (para Jafar), mas Aladdin fica de posse do objeto, que ele descobre ser mágico: na lâmpada vive o Gênio, um ser extremamente poderoso que pode realizar 3 desejos ao seu amo. Decidido a conquistar a princesa de Agrabah, Jasmine, que Aladdin conheceu por acaso enquanto a jovem fingia ser plebeia, o rapaz elabora um plano para “ser digno” da princesa.

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Apesar de não alterar praticamente nada do desenrolar da trama, o novo Aladdin traz adições muito válidas quando comparado ao filme original. Os sentimentos dos protagonistas são mais bem desenvolvidos aqui: Aladdin em diversos momentos aborda a sensação de desgosto por ser considerado somente um ladrão, sabendo que tem mais a oferecer; Jasmine, por sua vez, não está preocupada somente com seu direito de escolher com quem se casar, ela também deseja ter participação política e herdar o título do pai.

E esse aspecto da personalidade da princesa foi uma das coisas de que mais gostei nesse live-action. Jasmine sempre foi uma personagem mais afrontosa e decidida, mas seus anseios no filme original ainda giravam em torno do amor romântico e do casamento. Na versão 2019, o filme entende o contexto sociopolítico atual, e Jasmine – que é princesa de uma terra fictícia inspirada na cultura islâmica, onde as mulheres têm seus direitos bastante diminuídos –, quer que sua voz seja ouvida. Ela sabe que é capaz de governar e que não precisa de um homem para ser seu marido e conduzir o reino. Ela é racional, pacífica, justa e preocupada com o povo. E justamente por saber seu valor ela não admite ser silenciada pelos homens que a cercam – o que rende uma das mais belas canções do filme, que não existia no original.

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Os figurinos e ambientação também são de cair o queixo. Aladdin é um verdadeiro musical, exatamente como os desenhos da Disney costumavam ser, e eu adorei o modo como encaixaram as canções ao longo da trama. Com um clima bem Bollywood nas coreografias e cores, cada cena é um encanto. Eu fiquei tão apaixonada que mesmo cenas e canções que eu não curtia tanto no original (como a do Gênio) me conquistaram totalmente no live-action.

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Em relação ao elenco, eu adorei praticamente todas as atuações. O Aladdin de Mena Massoud é carismático, gentil e tem um sorriso que te faz simpatizar com ele na hora. O Gênio de Will Smith é muito bom, dosando muito bem as cenas de humor e as de maior seriedade. Realmente curti muito o trabalho dele nesse papel. Há também uma grata surpresa: trata-se de uma nova personagem, cujo humor inocente é muito bem-vindo. Jasmine, como eu já disse antes, é maravilhosa. O sultão não é o personagem bobo e atrapalhado do longa original, tendo uma personalidade mais realista e uma verdadeira preocupação com o bem-estar da filha (apesar dos erros cometidos).

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Entretanto, nem tudo são flores, e o maior ponto fraco do filme está justamente em seu vilão. Ao contrário do imponente Jafar da animação, o antagonista do live-action não intimida nem impressiona. Além da voz fina (que já destoa da lembrança que eu tinha do Jafar original e sua voz marcante, tanto em inglês quanto em português), o vilão não tem a imponência necessária para que a gente o considere uma verdadeira ameaça. As únicas coisas bacanas a seu respeito são: seu senso de inferioridade é bem trabalhado e o filme consegue demonstrar suas habilidades como ladrão, essenciais para a reviravolta envolvendo a lâmpada. Além de Jafar, um outro detalhe que incomoda é o CGI envolvendo o Gênio: fiquei bem agoniada olhando a cabeça do Will Smith no corpo computadorizado, parecia que ela tava descolada. 😂

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O live-action de Aladdin me surpreendeu e me conquistou, trazendo uma trama atualizada, novas cenas e personagens, mas ainda assim respeitando a essência da animação que o originou. Visualmente muito bonito, com uma trilha sonora maravilhosa e boas atuações, o filme realmente consegue encantar. Se eu não era a maior fã de Aladdin antes, agora posso dizer que me tornei fã de sua versão live-action. ❤

Título original: Aladdin
Ano de lançamento: 2019
Direção: Guy Ritchie
Elenco: Mena Massoud, Naomi Scott, Will Smith, Marwan Kenzari, Nasim Pedrad, Navid Negahban

Livros para presentear no Dia dos Namorados

Oi meu povo, tudo bem?

Dia dos Namorados tá chegando, e se tem um presente que um leitor nunca recusa são livros! ❤ Pensando nisso, fiz uma listinha com indicações bem bacanas para vocês presentearem quem amam ou mandarem pro crush como uma indireta bem direta. 😂

A Revolução dos Bichos – George Orwell

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Para uma leitura politizada, mas ainda assim didática, nada melhor que A Revolução dos Bichos (um dos meus livros favoritos, por sinal).

Trilogia Jogos Vorazes – Suzanne Collins

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Quase todo mundo já deve conhecer Jogos Vorazes, nem que seja pelos filmes. Ainda assim, é uma trilogia que vale a pena indicar. Se você ainda não leu, dê uma chance! Tem ação, um universo criativo, bons personagens e o romance não é exagerado e nem rouba o foco da trama.

Como Eu Era Antes de Você – Jojo Moyes

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Não poderia faltar uma indicação de romance na lista, né? Eu amo esse livro, de verdade. Os personagens são incríveis, os diálogos são ótimos e o desenvolvimento é emocionante. Não li os volumes seguintes, mas esse eu indico de olhos fechados.

Série As Quatro Estações do Amor – Lisa Kleypas

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Quer ler uma série de romance de época curta e fofa? As Quatro Estações do Amor é a escolha certa!

Série Cormoran Strike – Robert Galbraith

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Se você ou o mozão gostam de literatura policial, fica a dica: os livros da série Cormoran Strike (escritos por J. K. Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith) são incríveis. A escrita é envolvente e a dupla de detetives conquista sem esforço. Sou fã!

Trilogia Para Todos os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Outro exemplo de fofura que tem tudo a ver com o Dia dos Namorados. Jenny Han constrói um romance adolescente cativante, que aquece o coração!

Clube da Luta Feminista – Jessica Bennett

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Vocês devem estar cansados de me ver indicando esse livro, mas o que eu posso fazer se ele é maravilhoso? 🙈 Com dicas práticas e dados reais, Jessica Bennett elucida diversas questões sobre o machismo no ambiente corporativo e nos ajuda a combatê-lo.

Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia – Anne Rice e Ashley Marie Witter

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Pra quem curte graphic novels, essa é simplesmente imperdível. Com o traço mais lindo que eu já vi na vida, a obra conta parte do enredo de Entrevista com o Vampiro – sob o olhar da jovem Cláudia.

Love Is: Ilustrações Sobre o Amor – Puuung

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Mais um exemplo de graphic novel, Love Is é uma obra que aquece o coração graças à sua simplicidade. Com ilustrações delicadas sobre o cotidiano de um relacionamento, Puuung celebra os pequenos gestos que mantêm o amor aceso.

E vocês, qual dessas obras vocês gostariam de ganhar no próximo Dia dos Namorados? Me contem nos comentários! ❤

Beijos e até o próximo post.

Lista #6: Livros com mães memoráveis

Oi gente, tudo bem?

O mês de maio foi uma loucura pra mim, por isso não consegui publicar no prazo o post da coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer). Me perdoem pelo vacilo, meninas! 🙈

uma amiga indicou

Para maio, uma das nossas opções de assunto era o Dia das Mães, e eu fiz uma lista com livros que trazem mães memoráveis (a lista não segue uma ordem de preferência, mas sim a ordem alfabética dos livros que originaram as personagens). Espero que gostem! 😉

Sra. Lancaster – A Culpa é das Estrelas

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A mãe de Hazel é um exemplo de força e faz tudo para que a filha tenha a vida mais confortável e plena possível, apesar das circunstâncias. As cenas das duas são bem emocionantes e é possível sentir o amor e a dedicação existentes na relação familiar.

Camilla Traynor – Como Eu Era Antes de Você

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A mãe de Will, Camilla, também enfrenta uma situação difícil (assim como a Sra. Lancaster). Lidar com a tetraplegia do filho e com seu desejo pela eutanásia é um grande e dolorido desafio, e nem sempre ela consegue respeitar as vontades de Will. Ainda assim, o amor dela é inegável e ela não mede esforços para fazê-lo feliz.

Lilian Potter e Molly Weasley – Harry Potter

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O que dizer da mãe cujo amor protegeu O Escolhido? Lilian não hesitou em se sacrificar para proteger Harry, e o sentimento seguiu com o garoto por toda a sua vida – inclusive impedindo o Lorde das Trevas de tocar nele. E o que dizer da segunda mãe de Harry? Molly Weasley não apenas “adotou” o garoto em sua família como também dedicou todo o amor a cada um de seus filhos. Dois exemplos de mães incríveis!

Cecilia, Rachel e Tess – O Segredo do Meu Marido

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Três mulheres totalmente diferentes entre si, mas com algo muito forte em comum: a maternidade e a capacidade de fazer coisas impensáveis pelo bem dos filhos. Cecilia, para protegê-los, estava disposta a guardar um segredo terrível; Rachel, que nunca superou a morte da filha, tomou atitudes extremas; e Tess “liberou” o marido para ter um caso, desde que não afetasse o filho. De maneiras imperfeitas e muito particulares, as três são exemplos de mulheres e mães memoráveis da literatura.

Marcelline Noirot – Sedução da Seda

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Ambiciosa e talentosa, Marcelline enfrentou diversos preconceitos em uma época que não favorecia mulheres empreendedoras. Tudo que ela faz é para dar uma vida digna à filha, fruto de um casamento que terminou com a morte prematura de seu marido. Desde então, Marcelline não mede esforços para, sozinha, criar a filha da melhor forma possível, mesmo com as adversidades.

Jean McClellan – Vox

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Vivendo em um futuro ditatorial no qual as mulheres podem dizer somente 100 palavras por dia, a Dra. Jean vê seu filho mais velho sucumbir ao sistema e a filha mais nova desde cedo aprender que não deve falar. Quando a oportunidade de mudar essa situação surge, Jean se envolve em um projeto complexo e perigoso, visando apenas a chance de dar um futuro melhor à sua filha.

Gostaram da lista, pessoal?
Quem mais vocês incluiriam nela? 😀

Beijos e até o próximo post!

 

Assisti, mas não resenhei

Oi gente, tudo bem?

Eu amo assistir séries e isso não é novidade pra quem me conhece ou acompanha o blog. Porém, nem sempre eu consigo trazer minha opinião sobre todas elas – seja porque é uma série mais antiga, seja porque não foi marcante o suficiente ou talvez porque eu tenha largado no meio do caminho.

Por isso, resolvi fazer uma listinha e falar brevemente sobre algumas séries que se encaixam nesses exemplos. E, se vocês gostarem, posso trazer mais um post nesse estilo no futuro. 😉

Friends

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Começando com a minha série favorita. ❤ Acho que 90% das pessoas conhecem Friends e, por isso, acabei nunca dedicando um post exclusivo para resenhá-la. Acontece que Friends é minha “comfort series” e, sempre que estou mal, sei que ela consegue me animar. Durante uma fase bem tensa da minha vida (de muuuuitas responsabilidades e stress acumulado) eu pude encontrar diversão e conforto em Friends e, por mais datadas que algumas situações e personagens sejam, eu amo com todo o coração. ❤

The Big Bang Theory

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Eu tinha uma grande antipatia por TBBT devido ao meu ranço pelo Sheldon. Porém, decidi dar uma chance pra tirar minhas próprias conclusões e, no fim, acabei gostando. The Big Bang Theory (que chegou ao fim esse ano, após 12 temporadas) não é uma série perfeita e tem muuuitos problemas com diversos personagens e comportamentos. Ainda assim, ela trouxe o mundo geek para um patamar muito mais popular e, é claro, é bem engraçada, o que me fez acabar curtindo bastante.

How I Met Your Mother

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Essa série me causou amor e ódio por diversas vezes. Os personagens são super imperfeitos, o que é bem relacionável, e tanto as cenas de humor quanto as de drama são muito boas. Porém, o final me causou um ranço inexplicável, fico irritada até hoje quando penso nele. E não pela decisão em si, mas sim pela condução mal-feita (mais ou menos como aconteceu com Game of Thrones rs).

House, M. D.

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Eu adoooro House, M. D. (ou simplesmente House), mas também acabei não resenhando por aqui por se tratar de uma série mais antiga, que muitas pessoas já devem ter visto. House foi uma das primeiras séries que eu baixava e acompanhava antes de ter esse hábito mais “consolidado”, então tenho bastante carinho por ela. Além disso, o final é impecável e condizente com a trajetória dos protagonistas.

Master of None

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Essa é uma série que se encaixa na categoria “não fede nem cheira” pra mim. Apesar de algumas sacadas MUITO boas (como nos episódios “Parents” e “Thanksgiving”), Master of None não teve carisma o suficiente pra ME conquistar – apesar das inúmeras críticas positivas que recebe. A série terminou de um modo meio aberto e não há previsão de continuação, por isso acabei não me animando pra fazer uma resenha mais completa.

E por hoje é só!
Me contem nos comentários se vocês curtiram o formato, que eu trago mais posts parecidos. ❤

Beijos e até mais!

Review: O Date Perfeito

Oi gente, tudo bem?

Apesar de achar que a Netflix está saturando a imagem do Noah Centineo, resolvi conferir O Date Perfeito, a mais recente comédia romântica estrelada pelo ator, e hoje conto pra vocês o que achei.

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Sinopse: Precisando de dinheiro para pagar pela faculdade, Brooks (Noah Centineo) decide criar um aplicativo que permite contratar um namorado para todo tipo de situação imaginável. Porém, adotar uma personalidade e um par romântico diferente para cada dia começa a se mostrar uma tarefa difícil e ele começa a se perguntar quem ele é de verdade e como pode encontrar o amor verdadeiro.

Brooks é um rapaz que sonha em entrar na prestigiada Universidade Yale. Porém, sua condição financeira não é a melhor possível para realizar esse objetivo e, quando surge a oportunidade de ganhar uma graninha extra saindo com a prima de seu colega de escola, Brooks não hesita em aceitar. A missão da noite é levar a temperamental Celia (que é a cara da Tata Werneck rs) ao baile da escola e trazê-la em segurança para casa mas, inesperadamente, uma amizade entre os dois surge e ela sugere, brincando, que ele ganhe a vida dessa forma. Com a ajuda de seu amigo programador, Murph, Brooks desenvolve um aplicativo de encontros, onde garotas podem determinar o tipo de pessoa com quem elas querem sair, e Brooks interpreta o cara ideal em eventos diversos: bailes, jantares, competições ou qualquer coisa (não sexual!) que necessite de um acompanhante. Porém, quanto mais perto Brooks chega de seu objetivo financeiro, mais questionamentos sobre sua identidade surgem.

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O Date Perfeito é um grande clichê adolescente: o garoto humilde se deslumbra com o mundo das pessoas ricas, há o conflito sobre o “verdadeiro eu” que sempre acontece nessa faixa etária e há um sentimento inesperado que se desenvolve. Porém, o filme traz esses elementos com um desenrolar gostosinho, o que faz dele um bom entretenimento casual. A amizade de Brooks e Celia é natural e a química entre os atores funciona muito bem; é divertido vê-los comentando sobre os crushes e percebendo como só um rostinho bonito não sustenta algo maior.

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O filme até pincela características mais profundas sobre Brooks e Celia – o primeiro tem um relacionamento familiar mal resolvido, enquanto Celia tem dificuldade de se se abrir e se conectar às outras pessoas –, mas o roteiro não aprofunda verdadeiramente essas questões. O conflito mais interessante, na minha opinião, acontece entre Brooks e Murph, cuja amizade fica abalada quando o primeiro (deslumbrado com o novo mundo no qual se inseriu) passa a negligenciar o relacionamento com o segundo. Brooks precisa quebrar a cara pra entender que amizades verdadeiras não são facilmente encontradas e que são necessárias duas pessoas – com esforços iguais – para mantê-las. Outro aspecto interessante envolvendo Murph é o fato do personagem ser gay e isso ser tratado com total naturalidade, sem big deal. Acho bacana que, assim como em Com Amor, Simon, relacionamentos gays apareçam de maneira leve em produções destinadas a adolescentes.

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Por fim, também gostei de perceber a evolução de Brooks ao longo da trama. Se no início do longa ele é um rapaz encantado com a ideia de ir para Yale, uma faculdade de elite, no final ele consegue compreender que há muito mais na vida que o status e as aparências. Entender nossa origem e quem somos não é um processo fácil, especialmente na adolescência, mas é um desafio pelo qual a maioria de nós passa – por isso, a situação do protagonista é bastante relacionável. No fim das contas, acredito que o importante é sermos fiéis a nós mesmos, buscando sempre melhorar. Acho que o Brooks aprende isso também. 😉

O Date Perfeito é um filme fofinho, meio fantasioso, mas ainda assim divertido de assistir. Ideal pra quem quer uma comédia romântica sem maiores pretensões ou expectativas e curtir a química de dois jovens que trazem o melhor um do outro à tona.

Título original: The Perfect Date
Ano de lançamento: 2019
Direção: Chris Nelson
Elenco: Noah Centineo, Laura Marano, Camila Mendes, Matt Walsh, Odiseas Georgiadis