Parceria e entrevista: Alana Gabriela

Oi, meu povo! Tudo certo com vocês?

Sim, o blog tem mais uma parceria pra anunciar: dessa vez com a autora Alana Gabriela! ❤
Eu estou super feliz com esse início de ano, que veio cheio de surpresas bacanas!

A Alana tem diversos livros publicados, vamos conhecê-los? 😉

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A Estranha Mente de Seth: Seth R. é um jovem extremista, um pensador que vive entre aulas matinais na faculdade e noites de treino numa sociedade clandestina e assassina em Vojerasa. Seth tem duas obsessões que controla com frieza e paciência: manter Lauren, seu amor platônico e sôfrego, pura para sempre e matar o conde Luendres Marquez. Tudo foi planejado. Ele tem um plano perfeito. O mártir perfeito em quem se apoiar. Seth fará o impensado e causará a Primeira Grande Guerra.

Efeito Dominó – Parte I: “É melhor ser enganado do que não confiar.” Um assassinato. Um caso sem suspeitos… Uma testemunha ocular misteriosa. Após a morte de sua mãe, Helena, em um passeio à Saquarema, Cora se vê solitária e desestabilizada pela perda do pilar de sua vida. Reclusa, a garota se torna relapsa e instável e a relação com seu pai bem como com a maioria das pessoas a sua volta fica cada vez mais distante e frágil. Sua vida caótica vira do avesso quando presencia uma tentativa de homicídio que põe a vida de Lucas, seu amigo, em perigo. No processo, Cora é feita refém de um criminoso enigmático que está disposto a tudo para trazer à luz todos os segredos que rodeiam a morte de Helena. Ela só precisa decidir entrar no jogo. Entre mentiras, assassinatos e segredos perigosos, Cora se vê num impasse pelo qual lado se aliar. Ela precisa decidir qual segredo é digno do silêncio e se estará pronta para desencadear o efeito dominó.

Flor de Cerejeira: “Qualquer um pode cometer um erro.” Yoko tinha uma vida relativamente boa e estável. Participava da organização do Festival Cherry Blossom todos os anos, tinha amigos na escola, tocava violino e estava treinando para fazer parte da orquestra da Juventude de Macon quando tudo começou a dar errado. Seu pai causou um grave acidente e foi parar na prisão. Em meio à dor da ausência, Yoko conhece Aidan Hirsch, um garoto que parece tão desestruturado, taciturno e solitário quanto ela, e que é capaz, acima de tudo, de não julgar, simplesmente ouvir. Aos poucos, um sentimento singelo e inefável ganha forma, surgindo uma história delicada de autoconhecimento, arrependimento, culpa e superação que poderá mudar a vida desses adolescentes se assim escolherem.

Histórias em Retalhos: O amor é a meta infinita da história do mundo. Histórias em Retalhos é uma coletânea de histórias curtas intrínsecas e sinceras, que narra de forma sensível o sentimento mais singelo de todos: o amor. Um relato de uma mãe introspectiva, o amor de uma irmã pelos irmãos, uma carta de uma garota apaixonada para seu melhor amigo e uma filha que enfrenta dificuldades com a perda dos pais. Além, de uma história extra sobre o descobrimento do amor pela leitura. Todas essas histórias compactam a sutileza e nuances desse sentimento dolorido, complicado e bonito em seus diversos ângulos.

E, pra terminar esse post com o pé direito, eu convidei a Alana pra responder à tradicional entrevista do Infinitas Vidas! \o/

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Helloo! Bem, eu não tinha pensado em ser escritora quando comecei a desenvolver meu primeiro livro em 2013. Eu só queria escrever uma história e comecei a fazer isso. Não foi algo premeditado. Acredito que as coisas simplesmente acontecem e se você tem uma habilidade escondida, em algum momento ele vai aparecer.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Quando comecei a escrever não lia muito, tinha certa dificuldade para me concentrar então não tive inspirações literárias. Mas um autor que gosto muito é o – muso – Pierce Brown.

3. Como foi o processo de desenvolvimento dos seus livros? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

O primeiro livro que escrevi demorei pelo menos cinco meses. Depois disso deslanchei e passei a escrever de forma desenfreada. Acredito que o tempo mais rápido que escrevi um livro foi em um dia. Sempre estudo para escrever meus livros, então alguns tenho mais dificuldades que outros. Porque por exemplo, um livro de fantasia é muito mais complicado de escrever do que um romance, pois tem muito mais coisa para estudar e leva mais tempo em decorrência de tudo que precisa estudar.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Bem, é super difícil publicar um livro no Brasil, com todas as condições que um autor almeja. Mas digo que se você, novo autor, tem o desejo de compartilhar suas histórias com os leitores, encontre uma maneira de conseguir esse canal de comunicação e leitura. Eu não gostaria de dizer isso, mas a realidade é que um autor brasileiro precisa de dinheiro para ser publicado.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Well, muito boas leituras para vocês.

Espero que tenham gostado da novidade e da entrevista, pessoal!
Em breve teremos as resenhas dos autores parceiros aqui no blog, então fiquem ligados. ❤

Beijos e até semana que vem! :*

Resenha: Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven

Oi pessoal, tudo bem?

Tem algumas histórias que chegam na nossa vida e, desde o início, sabemos que elas serão especiais. Foi o que senti lendo as primeiras páginas de Por Lugares Incríveis, da Jennifer Niven. Eu ganhei o livro do My Dear Library e demorei um tempo pra ler porque tinha certeza de que o livro me faria chorar. Ele fez. Mas também fez muito mais. ❤

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Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

O livro começa com Theodore Finch parado no parapeito da torre do sino da escola em que estuda. Ele está ponderando quais seriam as vantagens e desvantagens de se matar pulando dali. Porém, ele não está sozinho. Quem lhe faz companhia é Violet Markey, uma das garotas mais populares da escola. Finch percebe que Violet está em pânico e a auxilia a descer, mas o que o garoto não imagina é que ela faz o mesmo por ele (mesmo que ele não pretendesse de fato se jogar). Os dois têm seus próprios motivos para estar ali, e é formando uma dupla para um trabalho de Geografia que eles vão entender um pouco mais a respeito.

Quando um livro tem tantos positivos, fica difícil saber por onde começar a elogiar. Então vou discorrer um pouco sobre os protagonistas, Finch e Violet. Finch é um garoto que faz o que quer. Ele não liga para as autoridades nem para os próprios colegas (ou, pelo menos, se esforça para fingir que não liga). A cada semana ele incorpora um personagem diferente e toma atitudes impulsivas. Essa postura lhe rendeu o apelido de Theodore Aberração e anos e anos de bullying. O que ninguém sabe sobre Theodore Finch é que ele sofre de depressão e vem de uma família desestruturada: o pai violento e abusivo não apenas batia nele como a mãe – após o divórcio – está tão imersa na própria tristeza que não faz ideia de que o filho sofre de apagões constantes. O suicídio é um pensamento constante na vida do garoto, que estuda diversos métodos e sabe de cor inúmeros fun facts sobre o tema. A verdade é que a vida de Finch é repleta de muita solidão. E, apesar de todo o sofrimento, Finch é um garoto engraçado, espirituoso, interessante e com uma coração enorme – o que fez com que eu me apaixonasse por ele, obviamente.

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Violet vem de uma situação oposta: a garota costumava ser popular, tinha muitos amigos, namorava um dos rapazes mais cobiçados da escola e vem de uma família com pais amorosos e atenciosos. Contudo, a vida de Violet sofre uma grande mudança quando sua irmã mais velha (e melhor amiga) morre em um acidente de carro. Violet estava no carro junto da irmã, Eleanor, mas sobrevive. E, desde então, a garota vive dia após dia apenas existindo, com medo de fazer qualquer coisa muito longe de casa. Ela se isolou de tudo e de todos, parou de escrever – sua grande paixão – e não tem grandes perspectivas para si mesma. Aos poucos, Violet e Finch passam a ganhar espaço na vida um do outro, principalmente depois que Finch propõe a ela que eles conheçam os diversos locais interessantes de Indiana (o estado em que moram) para o trabalho de Geografia. É por meio dessas andanças que os dois se aproximam, passam a se conhecer melhor e, inevitavelmente, se apaixonam.

O romance de Finch e Violet transcorre de uma maneira tão orgânica que a gente sente junto com eles as aflições e também as alegrias proporcionadas pelo sentimento que cresce entre os dois. O livro é narrado por ambos e, conforme os capítulos passam, a gente consegue perceber a evolução de Violet, que passa a se abrir pro mundo de novo, e também consegue compreender os conflitos de Finch e as razões dele para agir da maneira como age. Conforme conhecemos os lugares incríveis de Indiana, também vamos conhecendo um pouquinho mais do passado, do presente e (por quê não?) do futuro dos protagonistas.

Assim como eu senti meu coração sendo aquecido várias vezes durante a leitura, eu também sofri, especialmente por causa de Finch. Eu sentia muita raiva. Dos colegas de escola, que fizeram bullying. Do antigo amigo Roamer, que iniciou esse ciclo vicioso. Do pai violento e abusivo. Da mãe e irmãs omissas. Dos amigos indiferentes. Dos professores passivos. Todas essas pessoas foram cruciais para que Finch se sentisse sozinho, sem esperança, sem importância. E eu só queria poder abraçá-lo e dizer que tudo ia ficar bem, mesmo enquanto chorava litros e litros lendo sozinha no quarto. 😥

A única coisa que me incomodou durante a leitura foram alguns erros de revisão, porque em termos de enredo não há nada que eu não tenha gostado. Por Lugares Incríveis fala de superação, de aproveitar cada instante, de perda, de reencontro (principalmente consigo mesmo). O final me destruiu e deixou um gosto agridoce. Me revoltou, mas também me trouxe esperança. O que eu posso dizer é que me apaixonei pela narrativa de Jennifer Niven. Me apaixonei pelos lugares incríveis e pelas andanças. Me apaixonei por Violet e Finch. Espero que você se apaixone também!

Título Original: All The Bright Places
Autor: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Número de páginas: 336

Parceria e entrevista: André Souto

Oi gente! Tudo certo?

Lembram quando comentei que mais novidades seriam anunciadas por aqui? 😉 Pois então: André Souto, autor do livro Ossos do Clima, agora é parceiro do Infinitas Vidas! \o/

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Sinopse: O misterioso desaparecimento de um renomado cientista, um incêndio criminoso, um roubo que deu errado e as mortes inexplicáveis de diferentes pesquisadores ao redor do mundo. Aparentemente nenhum desses fatos está relacionado, mas com o desenrolar da história fica evidente cada pequena conexão. Algumas nem tão pequenas assim. Entre inúmeras perguntas sem respostas e enigmas que parecem insolúveis acontece, em Brasília, a Cúpula Mundial do Clima, pano de fundo para tramas políticas que podem mexer com algumas das mais íntimas certezas dos protagonistas da trama, assassinatos e uma caçada pelas pessoas que podem mudar a nova ordem mundial.
Junte-se a Alice Gianne e Amilton Vidal para tentar desvendar esse mistério e entender quais são os Ossos do Clima.

E é claro que eu o convidei para responder à tradicional entrevista que faço com os autores parceiros. 😉 Vamos conferir as respostas dele?

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1. Como e quando você decidiu ser escritor?

Em algum momento na infância migrei dos gibis para os livros, ler sempre foi uma necessidade vital do meu cotidiano. Escrever eclodiu. Ninguém nasce escritor, aos poucos, o desejo de preencher as lacunas foi se delineando impulsionado por uma vontade de contar estórias sob uma ótica brasileira, entendendo que também outras pessoas gostariam de reconhecer-se em nossas ruas e modos típicos. Terminei o primeiro livro antes dos vinte, mas não tenho interesse em publicá-lo. Comecei e abandonei outros ao longo da jornada. Escrevi uma peça de teatro, Ventre Nosso, produzida e dirigida profissionalmente pelo saudoso Wellington Dias. Redigi contos e roteirizei um deles para um curta-metragem. Elaborei artigos e textos acadêmicos. Lapidava a voz narrativa, Ossos do Clima ganhou forma a partir do momento que me senti pronto para retomar minha essência romancista.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Li muitos clássicos antes de escrever. Entretanto, foram dois autores contemporâneos que mudaram o modo que enxergo a literatura, Milton Hatoum, que conheci pessoalmente em 2004; e Patrícia Melo, uma das responsáveis por minha paixão pela literatura policial. Existem vários outros, pois estou sempre querendo aprender, todo autor deve buscar dissecar as estruturas e a forma dos grandes mestres, mesmo quando se busca a especialização no gênero, período em que obrigatoriamente deve conhecer as obras daqueles que fizeram da consagrada estrutura de crime e mistérios uma vertente da literatura urbana. Quando estou escrevendo, as leituras são sempre correlacionadas ao texto em produção.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de Ossos do Clima? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

Eu não tenho uma fórmula, mantenho uma rotina de escrita. O desenvolvimento de Ossos do Clima surge da temática tratada como pano de fundo da trama. Sempre que lecionava ou palestrava sobre as questões climatológicas havia uma agitação nas pessoas, percebi que muitos não conheciam as teorias, fadados a um único ponto de vista. Decidi testar as mais íntimas certezas de um maior número de leitores confeccionando um enredo policial, onde as investigações e conflitos são alimentados por uma complexidade moral orquestrada sobre uma teia eletrizante repleta de intrigas, reviravoltas e mistérios.
Uma parte bacana do processo foi aprender sobre os assuntos que permeiam a obra. São elementos e personagens que se enredam em questões globais em uma investigação lógica, um quebra-cabeças, exigindo uma profunda pesquisa, mas estudar sempre foi uma paixão.
O maior desafio consistiu na construção da protagonista, Alice Gianne, portadora de Alexitimia, um tipo raro de autismo, que inibe as reações emocionais. Confeccionar as cenas sob um ponto de vista complexo, em analogia à trama, exigiu o desenvolvimento de uma técnica de percepção escrita a fim de parecer verossímil, e fazer com que o leitor sinta-se como a personagem.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Leia grandes livros, teóricos e ficcionais, anseie sempre melhorar a técnica, escrever melhor. Embora, muitos digam que é apenas inspiração, lembre-se, outros artistas (pintores, cantores e atores) trabalham diariamente. Crie sua rotina. A literatura nacional está crescendo, acredite em você.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Continuem seguindo o Infinitas Vidas! Espero que curtam Ossos do Clima, trabalhei com muito carinho e determinação pensando em você, leitor. Amei escrever esta estória, desejo que experimente em cada da palavra o que senti. Estou sempre à disposição para elogios, críticas e sugestões. Vem comigo!

Meu muito obrigada ao André pela confiança e por participar dessa entrevista!
Estou ansiosa para ler Ossos do Clima e trazer pra vocês uma resenha bem bacana. 😉

E vocês, gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre o autor e sua obra?
Me contem nos comentários!

Beijos e até semana que vem! ❤

Review: Moana: Um Mar de Aventuras

Oi pessoal, tudo bem?

Moana: Um Mar de Aventuras finalmente chegou aos cinemas em janeiro, e eu fui correndo conferir! Estava super ansiosa pra assistir ao novo filme da Disney e ver de perto a primeira princesa ondulada (lógico que rolou identificação capilar hahaha!) ❤

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Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Moana é a filha do chefe de uma tribo polinésia da ilha de Moto Nui e, desde pequena, espera-se que a garota siga os passos do pai e guie seu povo em uma vida tranquila na ilha em que vivem. Contudo, ainda na infância, Moana foi escolhida pelo oceano para cumprir uma missão: devolver o coração roubado de Te Fiti, uma deusa com o poder de criar a vida. Maui, o semideus, foi o responsável pelo roubo, e agora todas as ilhas criadas pela deusa estão perecendo. Moana, após descobrir que essa antiga história é real e incentivada pela sua avó, Tala (que conhece a neta como ninguém), parte rumo ao oceano no intuito de encontrar Maui e fazê-lo devolver o coração de Te Fiti.

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De forma muito resumida, esse é o eixo central do enredo do longa. Entretanto, diversos outros temas são abordados no filme: o rompimento com a tradição, a busca pela própria essência, a independência e a determinação na busca por um objetivo. Moana é uma personagem que ama sua família e seu povo e, justamente por isso, quer atender às expectativas que colocaram sobre ela. Porém, ela também não consegue ignorar quem ela realmente é – uma exploradora, com ambição para ir além e descobrir o que há depois do horizonte.

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Moana é um filme bastante feminista. Temos uma protagonista forte e determinada que rompe com diversos padrões de beleza e não precisa ser salva por homem algum. O que me leva a comentar outro aspecto bacana do filme: a falta de um par romântico. Moana encontra Maui e, depois de algumas desavenças, os dois passam a se respeitar e gostar um do outro. Como amigos! E isso é muito bacana, por dois motivos: 1) Moana é perfeitamente segura de si e totalmente independente, não precisando de um par romântico para se manter motivada ou realizar seus objetivos; e 2) o filme mostra que é normal haver amizade entre homens e mulheres, sem que isso seja levado para um sentido romântico.

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Por último, mas não menos importante: a trilha sonora e a arte do filme são fantásticas! ❤ As músicas são maravilhosas e muitas delas têm uma vibe “típica”, o que auxilia muito na ambientação do filme. A arte também é um show à parte: é impossível não se encantar pelo movimento dos cabelos da Moana e pelo mar azul e cristalino representado no filme.

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Com protagonistas fortes e cheios de personalidade, coadjuvantes super engraçados, uma história envolvente e uma pegada feminista, Moana: Um Mar de Aventuras é uma animação necessária. Aos poucos os padrões estão mudando e paradigmas estão sendo quebrados e eu, como fã incondicional da Disney e de animações, não poderia estar mais feliz. ❤ Amei esse filme e recomendo demais! 😉

Título original: Moana
Ano de lançamento: 2017
Direção: John Musker, Ron Clements
Elenco: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison, Nicole Scherzinger, Jemaine Clement, Alan Tudyk

Parceria e entrevista: Nina Spim

Oi pessoal, como estão?

Tenho uma novidade super bacana pra compartilhar com vocês: a autora Nina Spim agora é parceira do blog! Que belo modo de começar 2017, hein? ❤
E, pra iniciarmos essa parceria com o pé direito, eu trouxe pra vocês uma entrevista com a Nina e também mais informações sobre os contos dela! Espero que gostem. 😉

Sobre a autora

Nina Spim é uma escritora sonhadora dotada de blue feelings e acadêmica do curso de Jornalismo na PUC-RS. Autora dos contos “Heart and Love” e “Coisas, definitivamente, de Amélia”, das Antologias Amor nas Entrelinhas e Aquarela, respectivamente, pela Andross Editora. Autora dos contos “Caleidoscópio”, “Imersão” e “Sutilmente”, publicados na Amazon, e do conto “Roda-gigante”, publicado online na revista Fluxo. “No Silêncio de um retrato” (Antologia Ridículas Cartas de Amor, 2015), “Entre as cinzas e o fogo” (Antologia Valquírias, 2017) e poemas (Antologia Ondas Poéticas, 2016) foram publicados pela Darda Editora. Colaboradora nos sites CONTI outra, Revista Pólen e HEADCANONS.

Sobre as obras

A Nina tem três contos publicados: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio. Vamos conhecer um pouquinho sobre cada um deles?

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Sutilmente: Este conto se encaixa na categoria de literatura LGBT. Por duas vezes, já esteve entre os 100 e-books gratuitos mais vendidos da plataforma e constantemente aparece no ranking geral. Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca. Compre aqui!

Imersão:  Escrito para o Prêmio Kindle de Literatura em 2015, o conto trata da depressão. Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama? Compre aqui!

Caleidoscópio: Também escrito para o Prêmio Kindle de Literatura em 2015, o conto traz representação a pessoas com deficiência visual. Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram. Compre aqui! 

E, pra finalizar esse post especial, confiram a entrevista! 😉

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Eu escrevo desde criança, mas achava que era um passatempo. No ensino médio, uma professora de Português me mostrou que eu tinha potencial para a escrita, mas foi somente aos 18 anos que tive coragem de publicar fanfics como forma de saber se estava mesmo no caminho certo. Eu não acho que decidi ser escritora, eu sempre fui – apenas demorei bastante tempo para me declarar assim.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

No começo, foi a Meg Cabot, pois gostava de histórias como as dela. Hoje em dia, me identifico bem mais com a Virginia Woolf, Jennifer Niven, Cecília Meireles e Caio Fernando Abreu.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de seus contos? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

Cada um tem um propósito diferente, então, o desenvolvimento também foi diferente. O que houve em comum com eles é que foram histórias que demorei para encontrar e que, quando nasceram, foram grandes orgulhos – e continuam sendo. Eu busco dar voz a grupos invisibilizados ou incompreendidos e essa foi a parte boa, saber que estava fazendo de coração, porque acredito na igualdade e na empatia. A parte difícil foi entender as limitações desses grupos e conseguir passar credibilidade às histórias.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Escreva sem amarras, sem estipular metas loucas. Mas, após terminar o rascunho (a primeira versão de algo), invista muito tempo na revisão. Também digo para não se prender a publicações físicas. Existem muitas e muitas formas de publicações hoje em dia e maneiras alternativas/independentes podem ser muito mais vantajosas do que as tradicionais/físicas.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Oi, gente! Espero que a literatura sempre inspire vocês a buscar sonhos e a transformar aquilo que são e aquilo que desejam às pessoas ao redor.

Espero que tenham gostado da novidade tanto quanto eu!
Obrigada mais uma vez pela confiança, Nina! ❤
E aguardem, pois em breve teremos mais novidades aqui no blog. 😉

Beijos e até semana que vem!

O Infinitas Vidas completou 3 anos (e tem sorteio!)

Oi gente! Tudo bem?

No último dia 11, o Infinitas Vidas completou mais um ano de vida!
O blog já tem 3 anos de existência e, a cada ano, eu me sinto mais e mais realizada com o trabalho que faço aqui. Sabem por quê? Porque é muito gratificante compartilhar com vocês conteúdo sobre o universo literário, as séries e os filmes a que assisto e os temas que me inspiram! E eu agradeço de coração a cada um de vocês que me acompanha, que interage comigo, que me incentiva a continuar. Isso é muito importante pra mim, então meu muito obrigada!

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Conforme o aniversário do blog se aproximava, meu desejo por começar um novo projeto também se intensificava. Eu falei a respeito no post de fim de ano, mas agora eu posso contar o que é: o blog agora está também no Instagram! Resolvi unir essas duas paixões (escrita e fotografia) pra fazer posts em uma das redes sociais que mais gosto. Prometo que não faltarão fotos de livros, conteúdo relacionado a séries e filmes além de muita nerdice e itens geeks (que a gente adora!), então espero vocês lá! 😉

E é claro que também vai ter sorteio especial de aniversário! 😀 Mas, antes de falar a respeito, gostaria de agradecer à Amazon, que tornou possível pra mim realizar esse sorteio especial. Após algumas confusões no processo de compra, a loja me deu todo o suporte necessário e acabou me dando o livro de presente pra que não houvesse mais transtornos com cartões de crédito e afins. ❤ E, quando eu recebi a notícia, não pensei duas vezes: vou presentear um leitor do blog! E o livro em questão é o LINDO Livro dos Sith, da editora Bertrand Brasil. Ele tem capa dura e é uma obra imperdível pra fãs de Star Wars!

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E agora vamos às informações sobre o sorteio, que vai funcionar como nos anos anteriores. Devido a algumas limitações do WordPress gratuito, o sorteio vai acontecer da seguinte forma: vocês devem preencher o formulário disponibilizado neste post e cumprir os pré-requisitos solicitados. Posteriormente, usarei o site Random.Org para sortear um número aleatório, que indicará o leitor vencedor (cujos números estarão na planilha gerada pelo formulário). Vou conferir se o sorteado cumpriu os passos e entrarei em contato via e-mail para a entrega do prêmio! 😀

Vamos às regras? Para participar, você deve:

  • Seguir o perfil do Infinitas Vidas no Instagram.
  • Curtir a página do Infinitas Vidas no Facebook.
  • Curtir e compartilhar o post da promoção em modo público no seu perfil.
  • Preencher o formulário no fim do post.
  • Ter endereço de entrega no Brasil, com alguém que possa receber o livro (eu arco com o custo do frete, mas caso haja algum problema na entrega por falta de alguém para receber o presente, eu envio novamente desde que o segundo frete seja pago pelo sorteado, ok?).

Importante! Depois que o sorteio for realizado, vou conferir se o sorteado cumpriu os pré-requisitos. Em caso negativo, refaço o sorteio. Ah! O R2-D2 é meramente ilustrativo. 😛

Super fácil, né? 😉
Então corre pra participar, o sorteio será realizado dia 12 de fevereiro!

Beijos e até semana que vem! ❤

[EDITADO em 12/02/2017, às 10:45]

Oi, povo!

E cá estou com o resultado do sorteio! 😀
Removi o formulário pra que ninguém se inscreva acidentalmente e trouxe prints (aqui e aqui) pra vocês conferirem o vencedor. Também vou colocar vídeos do momento do sorteio no Stories do Instagram. 😉

E o sortudo que vai levar O Livro dos Sith pra casa é… o Flávio da Silva Coelho! \o/ Obrigada por participar e faça bom proveito do livro novo!

Obrigada a todos que participaram e até o próximo sorteio! ❤

Resenha: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Oi, gente! Tudo bem?

Essa é provavelmente uma das resenhas mais difíceis que já fiz. Hoje vim falar um pouquinho (mentira, vai ter textão) sobre um livro um tanto controverso, que eu demorei meses pra ler por puro medo: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. 

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Sinopse: Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

A história é basicamente a seguinte: Harry e seu filho do meio, Alvo Potter, não têm uma relação próxima. O afastamento entre os dois se deu principalmente após a entrada do garoto em Hogwarts, onde foi selecionado para a Sonserina e fez um único amigo: Escórpio Malfoy. Após uma briga, Alvo decide voltar no tempo usando um Vira-Tempo que Harry – agora chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia – confiscou, com o intuito de salvar Cedrico Diggory. Essa motivação vem não apenas da briga com o pai, mas também da visita de Amos Diggory e sua sobrinha, Delphi, à casa de Harry. Amos não aceita que o filho tenha morrido em vão e, ao ouvir os rumores de que um novo Vira-Tempo foi encontrado, pressiona Harry a usá-lo. A atitude de Alvo em roubar o Vira-Tempo e voltar até o Torneio Tribruxo com Escórpio acaba causando desdobramentos terríveis no futuro, e não apenas os dois, como os personagens adultos (Harry, Gina, Hermione, Rony e Draco) precisam correr pra consertar as falhas temporais.

Como vocês já devem saber, a narrativa de A Criança Amaldiçoada é diferente de todos os outros livros da saga, pois trata-se de um roteiro de uma peça de teatro. Particularmente, esse tipo de narrativa não me incomodou. O roteiro tem algumas descrições que nos ajudam a imaginar a cena e segue um ritmo bem tranquilo de acompanhar. Durante a leitura eu me peguei em diversos momentos divagando sobre como aquelas cenas seriam levadas para um palco. Nos cinemas temos os efeitos especiais que fazem a magia acontecer, mas e no teatro? Fiquei bem curiosa.

Se meus problemas com A Criança Amaldiçoada não começaram na narrativa, eles começaram em algo mais importante e grave: no enredo. Não vou dar spoilers, obviamente, mas a questão é que o livro desconstrói muita coisa da saga original de uma maneira impiedosa. A mitologia por trás de vários artefatos – principalmente o Vira-Tempo – é ignorada e totalmente modificada sem maiores explicações. O uso desse objeto faz de A Criança Amaldiçoada praticamente um Efeito Borboleta bruxo! 😛 Além disso, os personagens (com exceção de Draco) não eram condizentes com os sete livros anteriores, sendo um esboço bem fraco do que eles costumavam ser ou, talvez, sendo um esboço mal feito dos filmes. Aliás, parece que o livro inteiro foi escrito por alguém que não leu os livros e só assistiu às adaptações: os personagens são rasos e tomam atitudes que não correspondem às suas contrapartes literárias, alguns plots que já ficaram no passado há eras são retomados (oi, Cedrico), algumas cenas e personagens são romantizados de uma maneira que não faz sentido nenhum, os artefatos utilizados são aqueles famosinhos nos filmes (Vira-Tempo e Mapa do Maroto)… Enfim, sinto que, na tentativa de fazer uma homenagem a aspectos clássicos da saga, A Criança Amaldiçoada se tornou apenas um fanservice fraquíssimo.

Foram vários os aspectos que eu não gostei, né? Pois é, dei rage em diversos momentos durante a leitura. Mas não posso ser injusta, existem pontos positivos em A Criança Amaldiçoada. O primeiro deles: Escórpio Malfoy. ❤ Ele tem a fofura da Luna, mas sem a esquisitice, sabem? É um personagem doce, leal e inteligente. Na verdade, nem sei porque foi parar na Sonserina, Lufa-Lufa ou Corvinal combinariam muito mais com ele! Escórpio salva A Criança Amaldiçoada, porque Alvo é um péssimo protagonista. Além dele, outro Malfoy teve destaque no livro: Draco. Ele foi o único personagem que manteve sua essência original, e foi além: mostrou-se um pai feroz, que faria de tudo pelo filho. Apesar de sua comunicação com Escórpio não ser tão boa, sentimos a cada fala do personagem quão intenso é seu amor. Além deles, A Criança Amaldiçoada também traz algumas passagens interessantes: no último Ato existe uma cena muito triste e bonita, que conseguiu me fazer chorar.

Em suma, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é um livro “ok”. Tem alguns momentos bacanas, mas em geral eu senti que não passava de um fanservice mercenário. Como potterhead desde os 8 ou 9 anos, isso é muito difícil pra mim. Talvez a peça seja incrível, mas não foi fácil ler o que li e ver meus personagens favoritos transformados no que se transformaram. Não gostei de ver a saga que mais amo na vida transformada em algo tão tosco. Na verdade, se a J. K. Rowling não tivesse considerado o livro canônico (ou seja, parte da saga original), eu olharia pra ele de modo mais tranquilo. Agora, sabendo que ele é de fato a continuação, fiquei frustrada. Infelizmente, não tive aquela sensação gostosa de voltar a Hogwarts, sabem? Espero que um dia eu possa assistir à peça ao vivo e mudar de ideia. 🙂

Agora, pra quem quiser ler, seguem abaixo algumas considerações COM SPOILER. Selecione se quiser ler:

  • Harry usando a influência dele no Ministério pra ameaçar a Minerva (agora diretora de Hogwarts)? Achei muito nonsense, considerando que o personagem sempre desprezou os Malfoy justamente por menosprezarem as pessoas e usarem de poder para conseguirem o que queriam.
  • Não faz sentido todo esse drama entre Harry e Alvo pelo fato do garoto ter sido colocado na Sonserina, principalmente porque As Relíquias da Morte termina justamente com Harry dizendo que isso não é importante.
  • Gina virou a ameba inútil dos filmes, com falas e ações que não acrescentam nada na história.
  • Hermione foi muito burra ao deixar o Vira-Tempo escondido nos livros. Ela é muito mais brilhante do que isso!
  • Rony foi transformado e resumido a um tiozão do “é pavê ou pacumê”. Botem logo um nariz de palhaço no personagem e terminam de avacalhá-lo.
  • Não consigo imaginar o Voldemort transando e tendo uma filha. Talvez porque a saga original não explore tanto esses quesitos. Mas ok, até que dá pra engolir.
  • Alvo Potter PIOR PESSOA. Todo mundo reclama que o Harry fala umas coisas pesadas pro filho, mas quem não perderia a paciência com Alvo? Harry faz de tudo pra demonstrar seu amor e o guri não aceita nenhuma das tentativas do pai, sempre agindo com revolta e autopiedade (sendo que Escórpio tem muito mais problemas do que ele).
  • Snape aliado a Rony e Hermione? Que romantização escrota do personagem. Gente, aceitem: Snape pode ter sido corajoso e heroico, mas não era uma BOA pessoa. Ele era um professor abusivo e ponto. Mais um fanservice descarado.
  • A cena do quadro do Dumbledore também foi difícil de engolir. Nunca vi um quadro se comportar daquele jeito e demonstrar emoções.

Título Original: Harry Potter and the Cursed Child
Autor: J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
Editora: Rocco
Número de páginas: 352