Review: Pantera Negra

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei desse tiro que foi Pantera Negra! ❤

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Sinopse: Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Laetitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de Vibranium, alguns anos atrás.

Sabe quando você assiste a um filme e sente o impacto? Pois é, eu senti. Pantera Negra já prometia ser revolucionário: com um elenco majoritariamente negro, o estúdio não cometeu o erro de embranquecer um longa que trata não apenas sobre um super-herói, mas também sobre a cultura negra e africana. Isso é ainda mais relevante quando lembramos que universo nerd é extremamente preconceituoso e escroto. Não concorda? Dá uma olhadinha nessa notícia recente sobre o Comics Gate.

Enfim, vamos ao filme. Após a morte do rei T’Chaka em Capitão América: Guerra Civil, T’Challa precisa assumir o manto de rei de Wakanda. Após alguns desafios pelo trono, ele torna-se rei e precisa enfrentar alguns dilemas morais. A mulher que ama, Nakia, acredita que Wakanda deve sair das sombras e ajudar os povos negros necessitados ao redor do mundo. Ela trabalha arduamente para resgatar e salvar pessoas que ainda vivem em situação de escravidão e exploração e, portanto, acha um erro que Wakanda mantenha-se fora de tudo isso. O local é riquíssimo graças ao Vibranium em abundância, além de ser uma potência tecnológica avançadíssima graças a esse precioso metal. E, para a surpresa de T’Challa, mais pessoas acreditam que Wakanda deve se expor, sendo uma delas o vilão do filme, Erik Killmonger. Entretanto, ao contrário da pacifista Nakia, Erik deseja armar a população negra ao redor do mundo para acabar de vez com qualquer opressão. Seus métodos podem não ter aprovação unânime, mas é compreensível: seu intuito é dar força aos oprimidos para acabar com a opressão. Contudo, existem também motivações pessoais em seus planos, que incluem vingança por uma tragédia de seu passado (e é graças a isso que o personagem se torna mais “vilanesco”).

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Apesar das maneiras tortas e da moral questionável do vilão, não há como negar que ele é o personagem que coloca o dedo na ferida em Pantera Negra. Erik diz uma verdade cruel: existem milhões de pessoas como ele sofrendo, sendo oprimidas e até mesmo escravizadas. Em pleno século 21, ainda vivemos em um mundo que é claramente desigual e injusto, onde negros são marginalizados e explorados. O discurso de Erik é poderoso e a atuação de Michael B. Jordan é intensa, passando muita emoção ao espectador. Aliás, fico muito feliz em dizer que dessa vez a Marvel acertou em cheio no vilão. Não apenas por tudo que ele representa em sua fala (extremamente necessária), mas também por sua origem e seu desenvolvimento.

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Os outros personagens também são ótimos. T’Challa é um homem que tem humildade para aprender com os erros do passado. Além disso, está acompanhado de três mulheres poderosíssimas: Nakia, a General Okoye e sua irmã mais nova, Shuri. Que trio, meu povo, que trio! Além de apresentarem novas formas de beleza ao nosso olhar viciado pelo padrão eurocêntrico, essas três são personagens para aplaudir de pé por vários motivos: são fortes, independentes, determinadas, inteligentes e autossuficientes. Nakia sabe o que quer e não está disposta a deixar homem nenhum (por mais que o ame) impedir seus objetivos. A General Okoye é uma exímia lutadora de grande lealdade e senso do que é certo e errado. E Shuri vem para mostrar que mulheres são inteligentes, inovadoras e capazes em áreas que são predominantemente dominadas por homens, como a da tecnologia. Muito amor por esse trio! ❤

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A cultura africana também está presente nos adornos de Wakanda, na paisagem, nos rituais das tribos, nas canções, nas vestimentas. Se eu, que sou branca, me senti profundamente emocionada ao ver tudo isso retratado no cinema, mal posso imaginar o que negros e negras sentiram assistindo a Pantera Negra. São esses detalhes que tornam o longa tão marcante, porque ele dá voz a um povo que dificilmente consegue se ver representado nas mídias. E só por isso ele já vale seu ingresso! Para ser totalmente honesta, existem algumas coisas no roteiro que são um pouco duvidosas. A decisão do rei T’Chaka em 1992 é a principal delas (selecione se quiser ler): não fez muito sentido pra mim ele deixar uma criança inocente abandonada à própria sorte apenas para encobrir a morte que ele causou. Mas nada disso tira o brilho da trama, obviamente.

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Só posso dizer uma coisa: que filmes como Pantera Negra sejam cada vez mais comuns e abundantes. Essa história vale seu ingresso não apenas pelo ótimo enredo e ritmo alucinante (que te deixam de olhos grudados na tela), mas também por tudo que representa. Wakanda forever!

P. S. (com spoiler, selecione se quiser ver): MEU BUCKY TÁ DE VOLTA!

Título original: Black Panther
Ano de lançamento: 2018
Direção: Ryan Coogler
Elenco:  Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright, Martin Freeman, Daniel Kaluuya, Winston Duke, Angela Bassett, Forest Whitaker

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Dica de Série: One Day at a Time

Oi pessoal, tudo bem?

Fazia tempo que eu não indicava séries por aqui, né? Então hoje decidi falar sobre uma sitcom que ganhou meu coração e se tornou uma das minhas dramédias favoritas: One Day at a Time! A segunda temporada estreou no mês passado na Netflix, então dá pra fazer uma bela maratona, hein? 😉

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Sinopse: Na nova versão do clássico da TV sobre uma família de imigrantes cubanos, a mãe recém-divorciada e a avó careta criam uma adolescente e um pré-adolescente.

One Day at a Time, como toda boa sitcom, traz o dia a dia da família cubana Alvarez, composta por Penelope (a mãe da família, uma ex-veterana do exército americano), Lydia (a Abuelita) e os irmãos Elena (uma adolescente nerd, feminista e politicamente engajada) e Alex (o xodó da Abuelita e um garoto bem popular e descolado na escola). Penelope cria os filhos junto com sua mãe desde que se separou do ex-marido, Victor, e também conta com o apoio e amizade de Schneider, o dono do prédio em que eles moram. Ao longo dos episódios, vamos conhecendo cada vez mais esses personagens cativantes, nos emocionando com suas histórias e morrendo de rir com cada episódio.

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A série traz o orgulho latino com muita força. Lydia teve que fugir de Cuba muito jovem, deixando família e amigos para trás. Sempre que ela fala de sua terra natal, temos duas reações: gargalhadas (sério, ela é muito dramática e afetada, e igualmente maravilhosa) ou lágrimas. As histórias da Abuelita sobre o que passou desde que saiu de casa são emocionantes e refletem a história de diversos imigrantes que sofrem diariamente com a saudade – mas também com o preconceito. A segunda temporada traz esse tema com mais força, fazendo críticas mordazes ao governo segregacionista de Trump.

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Penelope, a protagonista, é um grande exemplo de mulher forte e determinada. Trabalhando como enfermeira, Lupe (como Lydia a chama) precisa lidar com dois filhos adolescentes, uma mãe um tanto controladora e também seus próprios fantasmas do passado: a personagem sofre de Transtorno do Estresse Pós-Traumático, ansiedade e depressão. Todos esses detalhes são trabalhados de forma impecável na série, com seriedade e responsabilidade – ainda que One Day at a Time seja uma série de comédia. Porém, Penelope não se resume a seus transtornos: ela é uma mulher batalhadora, com personalidade e desejos próprios.

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Elena e Alex são ótimos personagens, cada um com seu jeitinho. Elena até pode ser um pouco irritante em sua teimosia, mas sua força de vontade e sua consciência coletiva são admiráveis. Já Alex é um garoto com ótimo coração, mas um jeitinho malandro que conquista qualquer um. Também tenho que elogiar Schneider que é praticamente membro da família e Dr. Berkowitz, chefe de Penelope que tem um crush fortíssimo em Lydia. Ambos proporcionam cenas engraçadíssimas!

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One Day at a Time ainda traz com sensibilidade a questão da homossexualidade, da aceitação e do preconceito familiar. Não vou me prolongar nesse assunto para não dar nenhum spoiler, mas a maneira com a qual a série lida com a descoberta da sexualidade é muito real (em sua doçura e em suas dores). Os transtornos psicológicos também são abordados com excelência e – na medida do possível – leveza. A série exibe de maneira clara muito do que pessoas que enfrentam doenças como ansiedade e depressão sentem, mas sem cair na cilada de romantizar essas questões..

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Em suma, essa é uma série que te faz rir, mas também te faz pensar, chorar e sentir. Com atuações maravilhosas (Abuelita, te amo) e um enredo impecável, cada segundo de One Day at a Time é recompensador. Ela entrou pra minha listinha de séries favoritas e eu recomendo com todas as forças! ❤

Título original: One Day at a Time
Ano de lançamento: 2017
Criadores: Gloria Calderon Kellett, Mike Royce
Elenco: Justina Machado, Rita Moreno, Isabella Gomez, Marcel Ruiz, Todd Grinnell, Stephen Tobolowsky

Review: Maze Runner: A Cura Mortal

Oi pessoal, tudo bem?

Ontem fui conferir Maze Runner: A Cura Mortal, o desfecho da trilogia Maze Runner, e hoje conto o que achei pra vocês (sem spoilers)! 😉

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Sinopse: No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.

Tiro, porrada e bomba: isso resume A Cura Mortal. O filme começa com um plano ousado de Thomas e dos outros sobreviventes de resgatar Minho (que, no longa anterior, foi raptado pela C.R.U.E.L. após a traição de Teresa), mas o grupo não é bem sucedido. Thomas, contudo, não desiste de seu objetivo. Na companhia de Newt, Brenda e Jorge, ele parte em direção à Última Cidade (onde fica a sede da C.R.U.E.L.) para resgatar o amigo.

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Eu não gostei muito de Prova de Fogo, o segundo filme da trilogia. Achei confuso, bagunçado, sem foco. A Cura Mortal não é perfeito, mas é muuuito melhor, e encerra com dignidade a saga Maze Runner. Thomas e Newt têm uma parceria incrível, que fica ainda mais evidenciada quanto os sintomas do Fulgor começam a se manifestar com mais força em Newt (que foi mordido no filme anterior). Brenda também é uma personagem bacana, que convence o espectador de suas motivações e emoções.

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Teresa é uma das personagens mais interessantes: comentei no review do filme anterior que eu achava que ela pudesse ter sido manipulada pela C.R.U.E.L. para trair os amigos, mas ela tomou essa decisão por vontade própria. A personagem sabe que está fazendo algo errado, mas acredita que suas atitudes são válidas em nome de um bem maior: a cura da humanidade. Essa dualidade torna Teresa alguém complexo, e eu gosto de personagens assim. Os vilões, entretanto, deixam muito a desejar. O Janson de Aidan Gillen é caricato (e me lembra demais o Mindinho, de Game of Thrones) e Ava é totalmente descartável. Temos também a adição de um novo personagem, Lawrence, que tem zero aproveitamento.

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Apesar dos deslizes em relação a alguns personagens, a trama é mais consistente que Prova de Fogo. Os personagens estão focados em seus objetivos e a ação se mantém sempre ao redor disso. Entretanto, as soluções de último minuto (deus ex-machina) e o excesso de reviravoltas acabam tornando o filme um pouco cansativo – olhei o horário durante a sessão uma ou duas vezes. Os cenários são bastante impressionantes. O ambiente árido mostra a desolação causada pelo Fulgor, enquanto a Última Cidade se ergue em seu esplendor, contrastando com toda a destruição ao redor.

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Apesar dos clichês, das soluções fáceis (é difícil de engolir que Thomas e seu grupo consiga fazer tanta coisa foda) e de alguns personagens subaproveitados, gostei muito de Maze Runner: A Cura Mortal. O filme traz algumas perdas que emocionam, tem um ritmo que te deixa interessado e conclui de forma competente a história iniciada em Correr ou Morrer. Pra quem já é fã da saga, recomendo! 😉

Título original: Maze Runner: The Death Cure
Ano de lançamento: 2018
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O’Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Rosa Salazar, Aidan Gillen, Ki Hong Lee, Giancarlo Esposito

Resenha: O Chamado do Cuco – Robert Galbraith

Oi, pessoal. Tudo certo?

Para o post de hoje trago um livro que, depois de muita expectativa, eu finalmente li no ano passado: O Chamado do Cuco, o primeiro livro policial escrito por J. K. Rowling sob o pseudônimo Robert Galbraith.

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Sinopse: Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Galbraith (vou me referir a “o autor”) nos apresenta à Lula Landry, uma modelo internacionalmente famosa que aparentemente cometeu suicídio. Três meses depois do ocorrido, John Bristow, o irmão da falecida, procura um detetive particular para investigar novamente a morte de Lula, que ele acredita ter sido assassinato. O detetive escolhido é Cormoran Strike, antigo amigo do irmão mais novo de Bristow, também já falecido. Strike está em uma situação financeira complicada: rompeu com a ex-noiva, está morando no escritório, as dívidas estão crescendo e ele tem que arcar com o salário da secretária temporária, Robin Ellacott. Esses fatores fazem com que ele aceite o caso, ainda que acredite na hipótese de suicídio. Porém, conforme investiga e adentra o universo (não tão) glamuroso da modelo, Strike começa a mudar de ideia.

Após o salto temporal que ocorre após o falecimento de Lula Landry, temos muito contato com Robin, cujo ponto de vista inicia o primeiro capítulo. Ela está animadíssima por ter sido pedida em casamento e nem se importa com o fato de estar indo trabalhar como secretária temporária. Quando descobre que seu empregador é um detetive particular – profissão pela qual ela é secretamente apaixonada desde a infância – a moça fica ainda mais encantada. Mas a relação com Strike não começa com o pé direito: ele é um homem reservado e bastante seco (em grande parte graças aos inúmeros problemas que vem enfrentando na vida pessoal). Ex-militar, Strike perdeu a perna no Afeganistão e agora vive com os casos que ocasionalmente surgem em seu escritório. Eu gostei de O Chamado do Cuco logo nas primeiras páginas que, inclusive, me fizeram rir – devido à dinâmica entre o desajeitado Strike e a prestativa Robin. Essa dinâmica fica ainda melhor conforme o detetive gradualmente começa a perceber o valor de Robin, que o auxilia em diversos aspectos do caso, sendo extremamente pró-ativa e determinada. Com o passar das páginas, a afinidade entre eles cresce e surge uma amizade inesperada e cativante. Contudo, a maior parte do livro realmente ocorre sob o ponto de vista de Strike, que investiga quase todo o mistério sozinho – ainda que a ajuda de Robin seja importante e muito bem-vinda.

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Um aspecto extremamente positivo de O Chamado do Cuco é que, como sempre, o autor (agora me refiro à habilidade de J. K. mesmo) consegue criar personagens de modo extremamente aprofundado, convincente e real. Por mais que o foco seja o caso Lula Landry, conhecemos Strike a fundo enquanto a história se desenrola. O personagem, inicialmente fechado em si mesmo, começa a se abrir para o leitor conforme suas camadas vão sendo removidas e vamos descobrindo mais sobre ele, sua ex-noiva, seu passado no exército e seu histórico familiar. E isso é construído de maneira exemplar, fazendo com que o leitor crie um laço com ele. Robin também é uma personagem incrível, apesar de ter menos espaço no primeiro volume. Ela é profissional, determinada, cheia de iniciativa e com um grande coração. Comentário com spoiler a seguir, selecione se quiser ler: e já deu pra sentir que Galbraith foi minando o relacionamento dela com o noivo de modo sutil. Não duvido que terminem em breve.

A investigação em si tem seus momentos cansativos. São muuuitas pessoas que Strike precisa interrogar, e o detetive não nos dá pistas sobre o que está pensando a respeito do suspeito. Só descobrimos sua lógica no final mesmo e, apesar de não ter sido a situação mais surpreendente do mundo, conseguiu entrelaçar todas as pontas soltas e encerrar o caso de modo eficiente, ainda que um pouco previsível.

O Chamado do Cuco foi um ótimo romance de estreia, apesar de perder um pouco o fôlego na metade do livro. Com personagens bem construídos, uma narrativa envolvente e um desfecho satisfatório, acredito que a leitura seja extremamente válida. Além disso, já estou apaixonada por Strike e Robin, e não vejo a hora de conferir a próxima aventura dos dois. Recomendo!

Título Original: The Cuckoo’s Calling
Série: Cormoran Strike
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Número de páginas: 448

Review: Viva – A Vida É Uma Festa

Oi pessoal, tudo bem?

Finalmente arranjei um tempinho para ir ao cinema conferir Viva – A Vida É Uma Festa! ❤ Eu amo animações e estava mega ansiosa pra conferir a nova obra da Disney-Pixar (que inclusive até já ganhou Globo de Ouro).

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Sinopse: Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

Miguel é um menino mexicano que vem de uma longa linhagem de sapateiros. Essa linhagem começou com Mama Amélia, sua tataravó, que criou a filha Inês sozinha após seu marido deixá-las para perseguir o sonho de ser um músico famoso. Por causa dessa decisão, a música é proibida e odiada na família de Miguel – o que causa uma grande frustração no garoto, que é apaixonado por cantar e tocar violão.

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As coisas viram de cabeça pra baixo quando Miguel decide se inscrever no show de talentos que ocorre na celebração do Dia dos Mortos. O menino invade a cripta de seu grande ídolo, Ernesto de la Cruz (um músico e ator famoso que morreu precocemente) para pegar seu violão e participar do concurso. Porém, essa atitude desencadeia uma consequência inesperada: Miguel é transportado para o Mundo dos Mortos e precisa da benção de um parente para voltar.

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Viva (fun fact: o nome real do filme, Coco, se refere ao nome original da bisavó de Miguel, Inês. No Brasil, o nome foi mudado em função da semelhança com a palavra… “cocô” hahaha!) já encanta pela animação em si. Os cenários e os personagens são tão detalhados, cheios de cor e de vida (não foi um trocadilho, juro) que é impossível não ficar com os olhos brilhando enquanto assistimos. Toda a mitologia do Dia dos Mortos é muito bem trabalhada no longa, além da beleza visual da data (com suas caveiras mexicanas e altares decorados). O filme também trata da importância dessa data na cultura mexicana: as pessoas preparam cada altar e cada oferenda com todo o carinho, de modo a possibilitar a passagem dos espíritos à Terra para que possam visitar suas famílias. É lindo! Além disso, a trilha sonora (obviamente) tem um papel fundamental na trama, nos envolvendo em cada situação na qual se faz presente. Outro aspecto bacana é que o filme trouxe um vilão de respeito! Sabe aqueles vilões clássicos das animações que nos fazem odiá-los com todas as forças? Temos!

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Já no Mundo dos Mortos, Miguel vivencia uma outra experiência familiar. Se na Terra ele se sentia incompreendido e amaldiçoado por não poder viver de música, no outro plano ele aprende muito mais sobre o passado de sua família ao encontrar Mama Amélia e seus parentes. O garoto foge deles e acaba contando com a ajuda de Héctor, um rapaz que só deseja que alguém leve sua foto para o Mundo dos Vivos para que ele possa cruzar a ponte que une os dois mundos também. Mortos que não possuem foto alguma em nenhum altar não podem retornar e, para piorar, uma vez que esses mortos sejam esquecidos pelos vivos, eles somem para sempre. Já deu pra notar que, apesar das cores alegres e vívidas, a trama tem diversos aspectos melancólicos, né?

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E se teve uma coisa que esse filme provocou em mim foi emoção. Chorei tanto, mas tanto… Viva é um filme lindo e tocante, que aborda o perdão e as relações familiares como poucos filmes de animação já fizeram. Traz o papel da memória para manter os laços com quem amamos, e também a dor de uma mãe solteira que foi deixada, o arrependimento de um pai que não teve tempo suficiente e as cicatrizes que ficaram dessa situação. No fim do filme, não é apenas Miguel aprende que não há nada mais importante do que a família. Nós também saímos com essa mensagem da sala de cinema. ❤

Título original: Coco
Ano de lançamento: 2017 (EUA) e 2018 (Brasil)
Direção: Lee Unkrich, Adrian Molina
Elenco: Anthony Gonzalez (VIII), Gael Garcia Bernal, Benjamin Bratt, Alanna Ubach, Renée Victor, Ana Ofelia Murguía

4 anos de Infinitas Vidas + sorteio!

Oi pessoal, tudo bem?

O último dia 11 foi um dia muito especial pra mim: o blog fez aniversário! Dá pra acreditar que o Infinitas Vidas já completou 4 anos? ❤

Esse espaço começou como um projeto pessoal, com objetivo de estimular meu hábito de leitura e botar pra fora meus sentimentos sobre as obras que eu consumia. E como estamos hoje? O blog é meu portfólio (pra quem não sabe, sou Analista de Conteúdo), já me rendeu parcerias com autores nacionais que acreditaram no meu trabalho e me fez conhecer pessoas incríveis. ❤ 

Obrigada de coração a todo mundo que me acompanha. O apoio de vocês é fundamental.E, pra celebrar, eu trouxe um sorteio super bacana pra vocês! 😉 Fica aqui meu muito obrigada especial a duas autoras parceiras lindas que fizeram ele acontecer: Nina Spim e Alana Gabriela! 

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E agora vamos às informações sobre o sorteio, que vai acontecer da seguinte forma: vocês devem preencher o formulário disponibilizado neste post e cumprir os pré-requisitos solicitados. Posteriormente, usarei o site Random.org para sortear um número aleatório (eles estarão na planilha gerada pelo formulário), que indicará os leitores vencedores. Vou conferir se os sorteados cumpriram os passos e entrarei em contato via e-mail ou Facebook para a entrega do prêmio! 😀

Serão dois sorteados: o primeiro leva pra casa o kit 1 e o segundo leva o kit 2. 😉
Vamos às regras? Para participar, você deve:

  • Curtir a página do Infinitas Vidas no Facebook.
  • Curtir a página da Nina Spim no Facebook.
  • Curtir a página da Alana Gabriela no Facebook.
  • Seguir o perfil da Alana Gabriela no Instagram.
  • Adicionar “Ode do Infortúnio” em sua estante no Skoob.
  • Preencher o formulário no fim do post.
  • Ter endereço de entrega no Brasil, com alguém que possa receber o livro (as autoras e eu somos responsáveis pelo custo do frete, mas caso haja algum problema na entrega por falta de alguém para receber o presente, enviaremos novamente desde que o segundo frete seja pago pelo sorteado, ok?).

 

Corra pra participar, o sorteio será realizado dia 24 de fevereiro! O resultado será postado aqui (o post será atualizado com os vencedores) e no Stories do Infinitas Vidas.

Beijos e até semana que vem! ❤

 

Resenha: Era Uma Vez no Outono – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo certo?

Segui me aventurando pelos romances de época e, dessa vez, trago a resenha de Era Uma Vez no Outono, o segundo volume da série As Quatro Estações do Amor.

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Sinopse: A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

Como eu imaginava, o casal desse volume é Lillian Bowman (a personagem de que mais gostei em Segredos de Uma Noite de Verão) e Marcus Marsden, o conde de Westcliff. O interessante nesse casal é que ambos têm personalidades muito parecidas: são teimosos, obstinados e de personalidade forte. Ao mesmo tempo, não poderiam ser mais diferentes: ela é irreverente, atrevida e impulsiva, enquanto ele é comedido, racional e discreto. Como antagonistas, temos o charmoso e encantador lorde St. Vincent um nobre amigo de Westcliff que está afundado em dívidas e precisa da herança de uma esposa rica e a condessa de Westcliff, mãe de Marcus, que não suporta a ideia da união do casal.

Como comentei na resenha do primeiro livro, minhas expectativas eram maiores para esse volume, justamente por trazer Lillian como protagonista. Contudo, o carisma da jovem não foi suficiente para fazer com que o livro ganhasse meu coração. O primeiro motivo é que as Flores Secas tiveram uma participação muito pequena e senti falta das interações entre elas. O segundo é que as desculpas que a autora tinha para que Lillian ficasse sozinha e esbarrasse em Marcus “por acaso” eram muito manjadas (fanfic feelings). De cara, esses aspectos me incomodaram. Outra coisa chatinha nesse volume, que não identifiquei tanto no anterior, foram os erros de revisão. Poxa, gente, não custa nada dar uma lida mais caprichada na hora de revisar, né?

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Agora, minha maior crítica fica por conta da consumação do romance e da postura de Marcus. Pra falar disso, preciso dar spoilers, então pule para o próximo parágrafo se não quiser ler. Lillian e o conde transam quando a moça está… bêbada! E não, não importa se ela consentiu, se ela demonstrou que queria, se ela teve iniciativa: ele era a pessoa que estava sóbria e era o responsável ali. Em determinada passagem a autora inclusive menciona que Lillian acha que está sonhando. Ou seja, ela não estava em posse de suas plenas faculdades mentais. E eu não consigo concordar com essa atitude de Marcus. E, pra piorar, ela era virgem! Achei extremamente indigno do personagem, que é apresentado como alguém honrado e responsável.

Porém, não tenho apenas críticas a Era Uma Vez no Outono. Lillian realmente é uma personagem mais carismática que Annabelle, então foi mais agradável acompanhá-la nessa história. Ela é engraçada e tem personalidade forte, características que costumo apreciar nos personagens. Marcus é muito bem desenvolvido, pois a autora traz muitos aspectos de seu passado e de sua criação que explicam muito de sua personalidade no presente. Outro aspecto bacana foi a reviravolta no final: foi interessante e me deixou ansiosa para conferir seu desfecho. O epílogo também foi excelente, deixando um gancho que me deixou de boca aberta.

Não sei se comecei minha experiência com os romances de época errados, mas até agora não tenho nada muito “uau” para dizer sobre As Quatro Estações do Amor. Por mais que os livros me deixem entretida e sejam gostosos de ler, não me encantei verdadeiramente pela série até o momento. Não é um livro ruim, mas (assim como o anterior) não é inesquecível.

Título Original: It Happened One Autumn
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288