Review: Corra!

Oi gente, tudo bem?

Já diria o ditado, “antes tarde do que nunca”. E cá estou, um pouquinho atrasada, resenhando Corra!, o aclamado longa do diretor Jordan Peele.

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Sinopse: Chris é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose. A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

O único motivo pelo qual demorei tanto a conferir Corra! é muito simples: eu sou uma medrosa rs. Filmes de terror (ou de um suspense mais tenso) me impressionam facilmente e, como meu namorado não curte, acabo sem coragem de assistir sozinha. Mas aproveitei um dia ensolarado das férias pra matar a curiosidade e adianto que valeu a pena! O filme não é assustador (no sentido “terror” da coisa), mas ainda assim tem cenas angustiantes e uma trama muito inteligente.

Chris é um rapaz negro que vai visitar os pais da namorada – Rose, uma garota branca – pela primeira vez. Obviamente, ele ouve os clássicos “eles não são racistas” e “meu pai votaria no Obama de novo”, mas ainda assim o rapaz se dispõe a relevar possíveis comentários desagradáveis. Chegando lá, ele é recepcionado pelos Armitage, onde é tratado com muita cortesia e afabilidade – apesar de rapidamente perceber que, a despeito do discurso de “não somos racistas”, os empregados da casa são negros. Para aumentar o desconforto de Chris, dois agravantes: naquele fim de semana acontece uma festa em homenagem aos falecidos avós de Rose (com convidados majoritariamente brancos) e o comportamento dos empregados é assombroso, com seus sorrisos congelados e olhares vazios. Chris não demora a perceber que algo MUITO errado acontece naquela casa, e o fato de sua sogra ser uma psiquiatra especializada em hipnose não ajuda em nada em sua desconfiança.

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É impossível não ficar desconfortável presenciando os diálogos de Corra! e as situações pelas quais Chris passa. Enquanto assistia ao longa, só podia imaginar o quão frustrante e doloroso deve ser para pessoas negras viverem isso na vida real; porque, apesar de se tratar de uma obra de ficção, muitas das situações apresentadas no longa podem ser facilmente vistas no nosso dia a dia. Conheço inúmeras pessoas que já relataram ter vivido situações semelhantes às que Chris vive. O personagem tem seu corpo hipersexualizado, é visto como alguém de “físico superior” simplesmente por ser negro, tem sua inocência questionada por um policial sem evidência nenhuma para tal… Infelizmente, nada disso é surreal, nada disso é incomum.

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Corra! não precisa de jump scares nem de uma trilha sonora constantemente aflitiva para causar desconforto. Os momentos em que ambos ocorrem são pontuais, servindo para aumentar os níveis de tensão. A apatia dos personagens negros, seus olhares vidrados e seus sorrisos forçados conseguem causar muito mais medo do que qualquer recurso tradicional de filmes de terror. Você começa a temer pela segurança de Chris, quer que ele saia logo dali, mas percebe o quanto o personagem está sendo enredado pelo que acontece na casa da família de Rose. As atuações são sensacionais e as expressões faciais do elenco entregam toda a emoção necessária para causar temor, asco ou empatia. As pequenas doses de humor, de responsabilidade de Rod (melhor amigo de Chris) também são bem-vindas, mesmo esporádicas. O relacionamento de Chris e Rose também convence, e a química entre os dois torna muitos dos acontecimentos ainda mais surpreendentes.

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As críticas à desigualdade racial não estão somente na experiência de Chris na casa dos Armitage. O longa já abre com um personagem negro receoso por estar caminhando sozinho em um bairro mais chique, temendo se meter em problemas por “não pertencer” àquele lugar. Rod, apesar do tom cômico, também revela sua preocupação sobre Chris estar indo visitar os pais da namorada branca – sabendo que o amigo pode sofrer preconceitos. E, é claro, na situação com o policial antes mesmo de chegar na casa dos sogros. Basicamente, Chris nunca esteve 100% seguro, mesmo antes de passar pelas experiências aterrorizantes na casa. E isso se deve ao fato dele ser negro.

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A sequência final surpreende pela ação, que durante todo o longa não se faz presente – dando enfoque, até então, ao terror psicológico. Porém, no desfecho, Corra! traz uma eletrizante reviravolta que faz o espectador vibrar. Apesar de eu ter achado a mudança de ritmo um pouco abrupta e repentina, é um verdadeiro deleite observar a reviravolta dos acontecimentos.

Corra! é um filme excelente, que aborda o racismo por meio de metáforas muito claras e dolorosas de assistir. Com um elenco extremamente competente e um desenvolvimento envolvente, é difícil desgrudar os olhos do longa. E, para os medrosos como eu, que evitam filmes de terror a todo custo, podem ficar tranquilos. Muito mais assustador do que Corra! é pensar que situações muito semelhantes às retratadas na tela acontecem diariamente, na vida real.

Título original: Get Out
Ano de lançamento: 2017
Direção: Jordan Peele
Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, Bradley Whitford, Caleb Landry Jones, Lakeith Stanfield, Stephen Root, Lil Rel Howery

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Resenha: O Livro do Cemitério: Volume 1 – Neil Gaiman e P. Craig Russell

Oi gente, tudo bem?

Eu adoro graphic novels e, em maio, tive a oportunidade de ler o primeiro volume da adaptação ilustrada de O Livro do Cemitério, de Neil Gaiman. Foi minha primeira experiência lendo algo do autor (ou talvez, melhor dizendo, uma adaptação de uma obra dele).

o livro do cemitério volume 1.pngGaranta o seu!

Sinopse: Bestseller do The New York Times e premiado com as medalhas Newbery (EUA) e Carnegie (Reino Unido), o romance O livro do cemitério, do cultuado escritor Neil Gaiman, ganha versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, parceiro de Gaiman em diversos livros, incluindo a versão em HQ de outro clássico do autor, Coraline. O livro é o primeiro de dois volumes que acompanham a trajetória de Ninguém Owens, ou Nin, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de morar em um cemitério e ser criado por fantasmas. Cada capítulo nesta adaptação de Russell acompanha dois anos da vida do menino e é ilustrado por um artista diferente, apresentando uma variedade fascinante de estilos que dão ainda mais vida à atmosfera ao mesmo tempo afetuosa e sombria da história.

O livro inicia com o homem chamado Jack (sim, é desse modo que a obra se refere a ele) assassinando uma família (quase) inteira. Porém, ao chegar no quarto do último membro, um bebê, o homem chamado Jack encontra somente um berço vazio. A verdade é que, atraído por um aroma envolvente, o bebê caminhou até o cemitério da cidade, no qual foi encontrado por um casal de fantasmas, o Sr. e a Sra. Owens. Eles decidem adotá-lo e, depois de muita deliberação com os outros membros do cemitério, a criança é aceita – e é chamada de Ninguém Owens. A partir daí, acompanhamos a vida do menino conforme os anos passam, sob a proteção do cemitério.

Nin é um menino vivo que tem a “liberdade do cemitério”, ou seja, pode entrar em lugares e fazer coisas que outras pessoas vivas não podem. Além dos pais adotivos, ele também é protegido por Silas, seu guardião, um vampiro sábio e misterioso, responsável por contar a Nin tudo que existe fora dos muros de onde vivem. A passagem do tempo acompanha também as mudanças naturais da infância, e Nin vai se tornando um menino cada vez mais inquieto e curioso, cheio de vontade de saber mais sobre o mundo e sobre a vida – o que é paradoxal, já que todos ao seu redor, que podem dar algum vislumbre de como ela funciona, estão mortos.

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O Livro do Cemitério é uma literatura fantástica no sentido literal da palavra: a trama é fantasiosa, cheia de cenas meio malucas e muita criatividade. O problema, pra mim, é que cada capítulo parece um “conto” à parte, explorando diversas mitologias diferentes (como os sabujos de Deus e a dança macabra) e cuja única coisa em comum com o anterior ou posterior é o núcleo de personagens. Eu não senti como se a obra estivesse evoluindo para um “objetivo final” – e talvez nem fosse essa a ideia; talvez o livro queira somente explorar situações da vida de um menino vivo em meio aos mortos. Seja como for, isso acabou me desestimulando um pouco ao longo da leitura, por não saber aonde a história queria chegar.

O aspecto que me prendeu, pra falar a verdade, foram as artes maravilhosas. Cada capítulo é ilustrado por um artista diferente e, além de amar ilustrações de modo geral, eu também adorei observar com atenção cada quadro, absorvendo e reparando nas diferenças de estilo dos ilustradores. Os traços e cores são fantásticos e imersivos, criando uma atmosfera envolvente e mágica.

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O Livro do Cemitério: Volume 1 tem um estilo narrativo que não me conquistou, mas vou ler o Volume 2 para chegar a conclusões mais embasadas sobre a trama e seus objetivos. A qualidade gráfica da obra é inegável e as ilustrações são belíssimas, o que certamente vai encantar quem já é fã de Neil Gaiman ou da versão original de O Livro do Cemitério. E aguardem, em breve volto com minha conclusão final a respeito da trama. 😉

Título Original: The Graveyard Book: Volume 1
Autor: Neil Gaiman e P. Craig Russell
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 192
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Review: Podres de Ricos

Oi pessoal, como estão?

Faz um tempo que estou na vibe de filmes leves, geralmente comédias românticas, pra passar o tempo. Um que eu estava super ansiosa pra conferir era Podres de Ricos (que assisti no avião, na longa viagem a Bogotá hahaha!). Vamos descobrir o que achei? o/

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Sinopse: Rachel Chu (Constance Wu) é uma professora de economia nos EUA e namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ele esquece de avisar à namorada que, como herdeiro de uma fortuna, ele é um dos solteiros mais cobiçados do local, colocando Rachel na mira de outras candidatas e da mãe de Nick, que desaprova o namoro.

Rachel Chu é uma professora da NYU e namora Nick Young há cerca de um ano. O jovem, que será padrinho de casamento do melhor amigo, convida Rachel a ir com ele a Singapura para participar da celebração e conhecer sua família. Acontece que, chegando lá, Rachel descobre muitos detalhes sobre a vida de Nick que até então ela desconhecia: o principal deles é que ele é herdeiro da família mais rica do país. Em meio a pressões sociais, a pessoas venenosas e à família de Nick (que a desaprova), Rachel precisa enfrentar diversos desafios e refletir sobre insistir ou não no relacionamento.

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A primeira coisa que chama a atenção no filme é a ostentação – o que faz o maior sentido, considerando a riqueza envolvida. Porém, Nick não é o cara deslumbrado com tudo isso; ele e Rachel vivem uma vida comum em Nova York e ele a ama por quem ela é (e também por ela amá-lo por quem ele é, ou seja, sem segundas intenções envolvendo seu dinheiro). Rachel é uma personagem divertida, simples, bem-resolvida e carismática – alguém relacionável, por quem é fácil torcer. Já deu pra perceber que esse casal conquista, não é mesmo? Desde o início você sente o carinho genuíno e o amor que eles sentem um pelo outro. E isso torna ainda mais injusto tudo que Rachel vive em Singapura.

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A mãe de Nick, Eleanor, é a primeira a deixar claro seu desgosto pela escolha do filho. Por Rachel ser americana (ainda que descendente de chineses) e de origem humilde, Eleanor não crê que ela seja a escolha certa para o herdeiro de seu império. As pessoas do círculo social da família Young também são hostis com Rachel, acusando-a de ser uma interesseira. As únicas duas pessoas que acolhem a protagonista são Peik Lin, sua antiga colega de universidade, e Astrid, a enigmática e discreta prima de Nick. Enquanto a primeira serve mais como alívio cômico, a segunda traz mais camadas e dramas próprios: Astrid é alguém de bom coração e bastante altruísta, mas vive um drama conjugal semelhante ao de Nick e Rachel, já que seu marido também não tem a mesma origem rica, o que causa atritos graves entre eles. A amizade que ela constrói com Rachel é muito bonita e um exemplo de apoio entre mulheres em uma trama na qual todas parecem desdenhar e prejudicar umas às outras.

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Outro aspecto sensacional do filme é, obviamente, o elenco de ascendência asiática. E não é nada estranho não ver pessoas brancas no longa, ao contrário do que muitos erroneamente podem pensar. Os atores são competentes, a cultura diferente encanta e a trama é uma típica comédia romântica (ou seja, não há motivos para resistência a personagens de outras etnias). Fiquei muito feliz que a produção não tenha “enfiado” atores ocidentais em uma trama que não precisava deles (algo que acontece muito no cinema, por sinal), dando espaço para novos tipos de cultura e representação. Os cenários e figurinos são um show à parte. Para uma reles mortal como eu, chega a ser difícil imaginar tanta exuberância e extravagância na vida real. Mas, apesar dos exageros (e até da breguice), é muito bacana perceber que os personagens principais sabem quem são e não se deixam seduzir por esse universo. Acho que esse foi o aspecto que mais me fez gostar de Rachel. Além disso, ela ama Nick a ponto de fazer o que é melhor pra ele – independente do quanto seu próprio coração possa sair machucado. O final do filme é clichê, mas me emocionou e me fez sorrir. Não é isso o que buscamos em comédias românticas? Eu sim! 😛

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Podres de Ricos é um ótimo romance, com cenas exuberantes, a dose certa de drama e um amor pelo qual vale a pena torcer. Apesar de trazer alguns clichês do gênero em sua trama, o filme se diferencia por trazer uma nova cultura, por respeitar a etnia dos personagens que representa, por criticar o julgamento baseado em aparências e por atuações competentes que fazem com que o espectador se afeiçoe aos personagens – especialmente Rachel, uma protagonista forte e admirável. Recomendo muito que você assista! ❤

Título original: Crazy Rich Asians
Ano de lançamento: 2018
Direção: Jon M. Chu
Elenco: Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh, Gemma Chan, Lisa Lu, Awkwafina, Nico Santos

O que fazer e onde comer em San Andrés

Oi pessoal, tudo bem?

Conforme o prometido, vim contar pra vocês quais os passeios bacanas eu fiz e recomendo para quem quer saber o que fazer em San Andrés, bem como os meus restaurantes favoritos (e as ciladas a evitar). O post com informações gerais sobre o destino vocês encontram aqui. 😉

O que fazer em San Andrés

1. Passeio ao redor da ilha

Uma das atividades clássicas em San Andrés é alugar uma mule ou uma moto (estilo scooter) e dar a volta à ilha pela estrada. Além da vista incrível que você tem do mar, a própria estrada é um “ponto turístico” e muita gente para no meio dela pra tirar foto. Apesar de parecer perigoso, não é. Passam poucos veículos por lá, então dá tempo de desviar ou sair do meio da rua. Além disso, a galera tá acostumada e às vezes você até encontra um brasileiro buzinando e acenando. Nesse passeio você pode parar em vários pontos, como West View, La Piscinita (onde não paramos, pois se não me engano estava fechada), a praia de San Luís, entre outros. Infelizmente encaramos algumas pancadas de chuva nesse dia, o que nos desanimou de ficar muito tempo em cada ponto, com exceção de West View, onde curtimos por mais de hora!

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Paradinha clássica durante a volta à ilha. 😀

2. West View

Esse é um dos passeios que normalmente são feitos durante a volta à ilha. Foi minha parte favorita do dia, por sinal. ❤ West View é tipo uma piscina natural cheeeia de peixes. Você paga 5.000 COP pra entrar e ganha uma porção de pão pra atrair os peixinhos. Lá você pode alugar colete salva-vidas por 10.000 COP, e foi o que eu fiz, já que não tenho segurança pra nadar e o mar é BEM fundo. Uma dica importante é levar o snorkel pra esse passeio, porque a riqueza da vida marinha é espetacular. São muitos peixes ao seu redor e, além disso, as cores do mar e a profundidade que você enxerga são coisas lindas de se ver. Em West View há também um trampolim e um tobogã de uso gratuito. O trampolim é bem alto e teve gente que machucou o ouvido, então só recomendo pra quem sabe nadar e está acostumado com esse tipo de atividade, em função da pressão que ocorre quando você cai na água. O tobogã é mais tranquilo, até eu encarei o desafio (e eu sou MUITO medrosa!). Porém, obviamente, fui de colete salva-vidas. Sendo bem sincera? Dói as costas e não achei tão legal assim, mas gostei de ter me desafiado. Pra mim, a melhor parte de West View foi ficar com a cabeça debaixo d’água, admirando toda a beleza e a vida marinha lá embaixo. ❤

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Fingindo tranquilidade na hora de descer o tobogã em West View. 😂

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O que é um pontinho amarelo no oceano? A Priih boiando faceira em West View. 😂

3. Johnny Cay e Acuario (bônus: Manglares e Mantarrayas)

Apesar da possibilidade de fazer esses passeios separadamente, optamos por dividir o nosso dia entre eles. Johnny Cay é uma ilhota próxima de San Andrés, bem famosa pelas iguanas que moram lá. De um lado da ilha há a praia com areia branca e o mar caribenho, e do outro há uma barreira de corais que forma umas piscininhas. Há também muitas árvores, onde você pode estender uma canga e curtir a vibe. De lá, nosso barco nos levou para conhecer os Manglares (manguezais), local em que Anaconda foi filmado. Chegamos então a Acuario, que nada mais é que um banco de areia no meio do mar que forma piscinas naturais cristalinas e cheias de peixes. Por fim, o barco para em uma região para que as pessoas conheçam as Mantarrayas (arraias). Eu não gosto de atrações que utilizam os animais, portanto não curti o passeio nem toquei em nenhuma delas, mas muita gente gostou. Por mim, eu teria feito só Johnny Cay e Acuario mesmo. 😛

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Essa é a parte “praia” de Johnny Cay, com esse marzão espetacular. 💙

Dicas:

– Em Johnny Cay é servido um almoço por cerca de 30.000 pesos. Ouvimos relatos tensos sobre a comida de lá, então levamos nossos próprios snacks: Pringles e Oreo. Achei bem mais negócio que comer algo caro e duvidoso.

– Acuario à tarde é BEM muvucada. Sinto que eu teria aproveitado muito mais o local se tivesse separado os passeios ou se tivesse ido a Acuario pela manhã. A impressão que tive do lugar – mesmo com a beleza natural inquestionável – não foi legal, parecia um Piscinão de Ramos. 😦 Se você tiver tempo, de repente vale separar os passeios ou inverter a ordem que fizemos, indo primeiro a Acuario.

– Nesse passeio também é imprescindível levar snorkel e sapatilhas. Em Johnny Cay há muitas pedras e em Acuario o legal é justamente ficar nadando e olhando os peixes.

4. Parasail

Nosso passeio favorito em San Andrés! ❤ O parasail é um pouco mais carinho (pagamos 150.000 por pessoa), mas vale cada centavo. Você parte da marina em um barco que te leva pro “meio” do mar, aí os instrutores prendem o paraquedas em você e, com o barco, te puxam pelo mar de sete cores. Meu namorado e eu fomos os primeiros a ir e o friozinho na barriga foi sensacional. Apesar do meu medo de altura, a sensação de ir subindo é incrível, isso sem mencionar o espetáculo que é ver o mar caribenho do alto. Foi uma emoção enorme, de verdade! O passeio dura cerca de 15 minutos e a galera do barco ainda te “derruba” no mar 1 ou 2 vezes (eles param o barco e o buraco no paraquedas faz você descer lentamente, só tempo suficiente pra bater a bunda na água, e em seguida te puxam de novo pra você subir ). Se tem um passeio que eu recomendo em San Andrés, é esse!

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Parasail em San Andrés, aka “uma das melhores experiências da vida”. 😍

5. Praia de Spratt Bright

Por último, mas não menos importante, não poderia deixar de falar da praia principal da ilha, Spratt Bright. 😀 Ela tem areia branquinha, mar tranquilo de água daquele típico azul claro caribenho e coqueiros. A única coisa não tão legal de lá é que é mais muvucada, então dependendo do horário fica mais difícil encontrar um lugar bom pra estender a canga. Meu lugar favorito pra isso era bem na ponta, perto dos restaurantes, pois a concentração de coqueiros é maior e tem uma sombrinha boa. ❤ Outra praia que sei que dá pra curtir é a de San Luís, mas ficava do outro lado de onde estávamos hospedados, por isso acabamos nem indo.

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Muito amor por esse mar tranquilo. 💙

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Mais uma porque esse mar merece, vai.

Onde comer em San Andrés

Também resolvi fazer uma listinha com todos os restaurantes que conhecemos, pra facilitar a vida de quem quiser visitar o destino também. Já adianto que nós preferimos não nos aventurar muito na gastronomia local, optando por pratos mais “seguros” (no sentido de ser algo que a gente conheça e esteja acostumado). Tomamos essa decisão porque meu estômago é bem sensível e qualquer mudança me faz passar mal, e eu definitivamente não queria passar a viagem toda errada da barriga rs. Só a mudança de ambiente e alimentação já mexeu um pouco com meu organismo, então acho que fiz a escolha certa em evitar comidas muito diferentonas (exceto em Providencia, mas é assunto para o próximo post).

La Regatta: acredito que seja o mais famoso (e caro) da ilha, sendo considerado quase um ponto turístico. O lugar é um charme, todo colorido, e realmente tem um menu e um atendimento diferenciados. Além disso, o restaurante fica na beira do mar e a vista é linda. Eles são especializados em frutos do mar, então se você curte esse tipo de gastronomia, vale a pena experimentar. Fica a dica: a limonada de coco deles é uma delícia!

Beer Station: meu lugar favorito em San Andrés, fomos mais de três vezes lá! ❤ É um pub que toca músicas de diversos estilos (como pop, rock, hard rock, reggaeton), tem uma decoração rústica e luz de velas nas mesas. O hambúrguer de lá não é tão bom, mas tem um picadão sensacional que alimenta e é barato (vem com onion rings, salsicha, chorizo, iscas de filé, iscas de frango e batata rústica). O mojito deles foi um dos meus favoritos da vida!

El Corral: é tipo um Burger King, bem gostoso. Pra economizar, quebra um super galho!

La Pizzeta: uma pizza um pouco mais cara, mas muito saborosa. Pedi a de camarão e me apaixonei, tanto que comemos lá duas vezes. Só não curti a limonada de coco, muito doce.

Bistrô 82: um verdadeiro achado! Quando terminamos a volta à ilha, por acaso vimos o Bistrô 82 e decidimos parar para comer. O lugar é pequeno, mas tem uma pizza muito boa, bem recheada e barata. Comemos super bem lá pagando pouco (bela combinação, né?).

Kikiriki: tipo um KFC colombiano (?). O lugar é especializado em frango frito, e tem vários combos com pedaços de frango, nuggets e afins. Nós preferimos não arriscar e pedimos um seguro hambúrguer de frango empanado. Era bem gostoso e baratinho.

Juan Valdez: cafeteria famosa por lá, mas que não me impressionou. Achei o café bem OK e as comidas também não tinham nada demais. A única coisa de que gostei foi uma torta de chocolate que pedi, mas de resto eu achei bem mediano. Não acho que valha o preço (ou a fama).

Paletas: no calçadão, bem em frente ao El Corral e ao Beer Station, tem um quiosque que vende paletas muito boas por 5.000 COPs cada. Recomendo!

Espero que as dicas ajudem quem também quiser visitar esse paraíso chamado San Andrés. ❤ E se vocês tiverem alguma dúvida específica, podem me perguntar nos comentários.

Beijos e até o próximo post!

Resenha: O Jogo do Coringa – Marie Lu

Oi gente, tudo bem?

Depois de muita espera e ansiedade, hoje vim contar pra vocês o que achei de O Jogo do Coringa, continuação de Warcross. ❤ Ah, fica o aviso: o texto possui spoilers do livro anterior.

o jogo do coringa marie luGaranta o seu!

Sinopse: Emika Chen quase não conseguiu sair viva do campeonato de Warcross. Agora que ela sabe a verdade por trás do algoritmo e Hideo no NeuroLink, ela não pode mais confiar na pessoa que ela mais acreditava estar do seu lado. Determinada a parar os terríveis planos de Hideo, Emika e os Phoenix Riders se juntam para lutar contra uma nova ameaça a solta nas ruas iluminadas de Tokyo. Entretanto, ela vai descobrir que tudo tem seu preço e que a história por trás de Zero vai muito além do que ela achava que conhecia. Uma vez dentro dessa história, o único caminho é seguir em frente. Determinada a salvar todos que ama, Emika não vai poupar esforços para descobrir a verdade sobre a história da família de Hideo, destruir seu algoritmo e salvar o mundo de Warcross.

Depois de descobrir a verdade sobre o algoritmo de Hideo, bem como sobre a identidade de Zero, Emika Chen se vê em uma verdadeira encruzilhada: tentar caçar o homem que ama sozinha ou se juntar a seu inimigo na missão de impedir Hideo. Após um ataque no mundo real, do qual ela é salva por uma assassina que trabalha para Zero, Emika decide juntar-se a ele – ainda que cheia de desconfianças. A jovem conhece então a organização dos Blackcoats, da qual Zero faz parte, que alega ser uma espécie de justiceira, impedindo que grandes poderes fiquem sob a responsabilidade de uma única pessoa. A partir desse momento, a missão de Emika é se aproximar novamente de Hideo e impedir que ele instale o algoritmo em todas as lentes NeuroLink remanescentes, de modo a ter controle total sobre os pensamentos das pessoas. Porém, a garota também decide investigar mais a fundo o passado sombrio de seus novos “aliados”.

Assim como aconteceu comigo durante a leitura de Warcross, achei o início de O Jogo do Coringa um pouco arrastado. Emika perdeu muito de seu protagonismo, ficando refém de diversas situações que a impediam de efetivamente agir. Especialmente no primeiro terço da obra eu senti falta de sua impetuosidade e temi que ela acabasse se tornando a típica mocinha que precisa ser salva. A verdade é que, infelizmente, Emika acabou ofuscada, sendo alguém pouco ativa na obra – com exceção, talvez, das sequências finais, em que seu pensamento lógico acabou sendo útil. Aqui, Hideo acabou tendo um papel muito mais decisivo, assim como o próprio Zero. E vale dizer que o embate entre os dois, pra mim, foi a parte mais interessante de O Jogo do Coringa (que de “jogo da Coringa”, Emika, não teve praticamente nada).

Marie Lu também aprofunda um pouquinho mais o background dos companheiros de time de Emika, algo que eu tinha sentido falta em Warcross. Apesar de ainda ser um desenvolvimento raso, alguns deles ganharam camadas que os tornaram mais interessantes (especialmente Roshan e Tremaine, que acaba se tornando um aliado valioso). Além dos personagens antigos, temos a inserção de dois novos elementos importantíssimos para a trama: a Dra. Dana Taylor e Jax, ambas dos Blackcoats. A primeira é uma mulher enigmática e discreta; a segunda é a assassina que fica encarregada de proteger Emika, cujo laço misterioso com Zero é bastante instigante.

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Assim como ocorre em Warcross, o plot twist trazido aqui é muito bom e me pegou totalmente desprevenida. Quando você acha que não há muito mais a aprofundar sobre determinados personagens, o livro não hesita em mostrar que você está errado. E, seguindo o exemplo de se seu antecessor, O Jogo do Coringa novamente traz à tona discussões sobre o papel da tecnologia, sobre (falta de) ética em pesquisa, sobre nossas responsabilidades acerca das decisões que tomamos e sobre o real controle que exercemos (ou não) em nosso dia a dia, em meio a tantas evoluções e possibilidades hi-tech. A única coisa que me decepcionou em relação ao final foi o destino de um personagem-chave, que acaba sendo otimista demais em um cenário em que aquilo não parecia “caber”, dando uma sensação forçada e tirando a força de momentos emocionantes e decisivos. Se já tiver lido e quiser saber de quem estou falando, selecione a frase a seguir: para mim, Zero/Sasuke não deveria ter sobrevivido após a destruição do NeuroLink. Quando percebemos que o personagem segue vivo em forma de dados, muito do impacto da cena (e da reação de Hideo) acaba desperdiçado.

Com cenas muito emocionantes – cheias de dor, saudade e arrependimento –, grandes exemplos de amizade e personagens imperfeitos, O Jogo do Coringa é uma obra que encerra de maneira satisfatória a história iniciada em Warcross. E sem deixar de lado as cenas de ação alucinantes e os plot twists de tirar o fôlego! Apesar do segundo volume ser um pouquinho inferior em relação ao primeiro, eu gostei demais desse universo tecnológico criado por Marie Lu. E se você ainda não conferiu essa duologia incrível, está na hora de adentrar em Warcross também. 😉

Título Original: Wildcard
Série: Warcross
Autor: Marie Lu
Editora: Fantástica Rocco (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 304
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

5 motivos para ler a série Cormoran Strike

Oi pessoal, tudo bem?

Para comemorar a chegada do mais novo livro da série Cormoran Strike, Branco Letal (escrito por Robert Galbraith, o pseudônimo de J. K. Rowling), resolvi fazer uma lista de 5 motivos pelos quais você deveria dar uma chance à série. ❤

Você também pode conferir as resenhas dos livros anteriores abaixo:

Agora sim! Vamos à lista? 😉

1. Protagonistas carismáticos

Cormoran Strike é o protagonista da série, um ex-militar que hoje trabalha como detetive particular. Apesar do jeito introspectivo e até um pouco mal humorado, o personagem tem carisma, grande sagacidade e uma inteligência pra Sherlock nenhum botar defeito. Além dele, temos uma protagonista feminina incrível, Robin Ellacott. A jovem inicia a história como uma secretária temporária, mas seu olhar atento, sua pró-atividade e sua determinação fazem dela uma aliada valiosa para Strike. A dinâmica entre os dois é cativante e suas personalidades distintas combinam superbem.

2. Ambientação

Os crimes investigados por Strike normalmente se passam em Londres, então o personagem circula por toda a cidade (e também cidades próximas) em busca de pistas. As andanças de Strike inevitavelmente acabam causando no leitor uma vontade de conhecer de perto os pubs, os restaurantes e as ruas da capital inglesa.

3. Mistérios bem amarrados

Nos três livros da série já publicados, Robert Galbraith consegue costurar todos os fatos apresentados na resolução dos casos. Para mim, que adoro um romance policial, isso é imprescindível. Apesar de alguns casos serem mais interessantes do que outros (sendo Vocação Para o Mal o mais fraco deles, na minha opinião), há muita competência em amarrar as pontas soltas, e eu aprecio muito essa qualidade.

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4. Desenvolvimento dos personagens

Tanto Strike quanto Robin têm suas histórias aprofundadas e seu passado revelado com o andamento das histórias. Muitos aspectos da personalidade dos protagonistas possuem explicação, e é muito legal ir descobrindo mais sobre eles com o passar das páginas – especialmente porque é muito difícil não gostar e não se importar com os dois. Eu valorizo muito quando os personagens fazem sentido e têm comportamentos coerentes, então esse aspecto da série me agrada bastante.

5. Narrativa envolvente

Não vou mentir pra vocês: existem momentos arrastados em algumas partes dos livros. O fato de que Strike não compartilha suas suposições com o leitor torna tudo muito misterioso, então certas cenas acabam sendo um pouco mais lentas. Ainda assim, Robert Galbraith/J. K. Rowling tem o talento de me fazer ficar imersa no que ele escreve, graças ao seu estilo narrativo. Os livros são longos e, ainda assim, muitas vezes me peguei devorando vários capítulos em sequência, simplesmente porque eu gosto do jeito que o autor escreve. E, quando penso que Robert Galbraith é J. K. Rowling, isso faz todo sentido: além do meu amor incondicional por Harry Potter, também curti demais Morte Súbita.

Espero que eu tenha conseguido convencer vocês a pensarem com carinho sobre dar uma chance a esses ótimos livros policiais. 😀

E pra quem já curte a série e, assim como eu, está ansioso pelo próximo volume, ele já está em pré-venda e será lançado pela Editora Rocco ainda este mês! Você já pode garantir o seu aqui e ainda ajudar o Infinitas Vidas sem pagar nada a mais por isso. Só sucesso, hein? ❤

E por hoje é isto!
Beijos e até o próximo post. o/

Review: O Livro dos Personagens de Harry Potter

Oi gente, tudo bem? 😀

Há um tempo eu prometi um post mostrando mais dos livros especiais que falam sobre a produção dos filmes de Harry Potter e hoje finalmente vim (começar a) cumprir a promessa. 🙈

A primeira dessas edições incríveis que eu li foi O Livro dos Personagens de Harry Potter, cujo enfoque é trazer informações sobre os núcleos principais dos personagens da saga, então temos uma sessão dedicada aos Alunos de Hogwarts, aos Comensais da Morte, aos Professores e por aí vai. Em cada categoria, a obra explora detalhes da produção dos personagens ao longo dos filmes, e isso envolve a preparação dos atores, a produção do figurino, mudanças em relação aos livros, curiosidades técnicas e muito mais.

A edição em si é um capricho só. A capa é maravilhosa, as páginas são de gramatura mais grossinha e as fotos e ilustrações encantam. O livro é bem visual, então durante a leitura você provavelmente vai levar um bom tempo apreciando as imagens e os detalhes. É o tipo de obra que vai encantar os fãs, sem sombra de dúvidas! Se você puder, vale a pena ter na estante. ❤

E agora vou deixar as fotos falarem por mim! 😉

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Capa dura, design incrível e aplicações em verniz. ❤

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Detalhes da produção e alguns rascunhos de A Câmara Secreta à direita.

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Na parte do livro dedicada ao Harry, há detalhes sobre a varinha, figurinos e objetos utilizados pelo personagem, como a Capa da Invisibilidade.

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Claro que eu ia trazer uma foto da parte dedicada à melhor personagem da saga, né? ❤

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Um “mini-livrinho” que mostra detalhes do design das máscaras dos Comensais da Morte.

Gostaram dessa edição especial?
Querem mais posts assim, mostrando detalhes dos outros livros da coleção?

Beijos e até o próximo post. ❤