Review: A Bela e a Fera

Oi, gente! Tudo certo?

Quinta-feira fui na estreia do filme pelo qual vim esperando com tanta ansiedade: A Bela e a Fera! A animação original faz parte da minha tríplice de filmes favoritos (junto com O Rei Leão e Mulan), então vocês podem imaginar o quanto eu esperava e quantas expectativas eu tinha por essa versão live-action. ❤

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Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

O enredo segue com muita fidelidade o clássico de 1991. Um príncipe arrogante e todos que trabalham em seu castelo são amaldiçoados após a recusa dele em receber uma senhora idosa (que é na realidade uma feiticeira) em seu lar. A maldição só será quebrada se a Fera se apaixonar e o sentimento for recíproco. Próximo dali vive Bela, uma garota inteligente que vive com seu pai em uma aldeia provinciana (também alvo da maldição, mas de modo diferente). Todos a acham linda, mas muito esquisita – ela gosta de ler e não se preocupa com casamento, por mais que um dos homens mais cobiçados do lugar, Gaston, queira desposá-la. O cerne da trama não difere do clássico: Maurice, o pai de Bela, é aprisionado pela Fera, e a moça toma seu lugar. A partir disso, a relação dela com a Fera vai sendo construída, até que o amor floresça. Isso não é spoiler, viu? 😛

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Eu não esperava que A Bela e a Fera fosse ser tão fiel à animação, já que outros live-actions da Disney tiveram mudanças bem significativas. Contudo, gostei muito de terem mantido a história original (com algumas adições das quais falarei em breve). A sensação que tive foi de encantamento, nostalgia e magia, pois foi indescritível ver cenas tão lindas quanto às do filme animado serem transportadas para a realidade. Os efeitos especiais deixaram o clima do longa ainda mais encantador, e cada detalhe era de encher os olhos (e o coração!). ❤ Ao mesmo tempo, as cenas novas e as camadas adicionadas aos personagens deram um ar moderno e foram gratas surpresas.

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A trilha sonora é um dos pontos fortes de A Bela e a Fera (não é à toa que a animação ganhou o Oscar pela canção original e pela trilha sonora). No live-action, as músicas originais foram mantidas e estão maravilhosas. Amei ouvir a Emma cantando! Também gostei muito das canções interpretadas por Daniel Stevens (Fera) e Luke Evans (Gaston). Porém, o filme seguiu surpreendendo: novas músicas foram incluídas, e elas serviram para dar mais profundidade aos protagonistas, Bela e Fera. 

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Falando em profundidade, o filme acertou em cheio ao mostrar mais da personalidade e do plano de fundo dos personagens. Bela agora não é “apenas” uma garota inteligente: ela é uma inventora. Ela auxilia o pai (que na nova versão é artista) e constrói até mesmo uma “máquina de lavar” rudimentar, para poder ler por mais tempo. A Fera também tem um outro lado apresentado ao espectador: se na animação nós não sabemos o que o fez ficar tão arrogante, agora descobrimos que ele já foi uma criança gentil e inocente, mas que foi levado a agir daquele modo. Isso torna sua “redenção” e sua mudança mais verossímeis, pois é mostrado que ele já foi bom um dia – e que pode voltar a ser. Outro grande acerto do live-action foi a inserção de mais personagens negros e dois personagens gays, sendo um deles LeFou. O personagem ganha mais complexidade e até mesmo coerência com esse lado sendo explorado – trabalhando muito bem com sua devoção a Gaston -, e mostra que a Disney está sendo mais representativa.

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Os cenários e figurinos também estão fantásticos (apesar de alguns personagens amaldiçoados terem ficado um pouco creepy, por serem mais realistas #prontofalei). Tudo é muito luxuoso e exuberante: o castelo é maravilhoso, as roupas do baile são incríveis e o figurino da Fera no baile final é lindo! ❤

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Espero que eu tenha conseguido, por meio desse review, mostrar o quanto o resultado desse filme foi maravilhoso. A Bela e Fera sempre foi meu filme de princesa favorito, e eu saí da sala de cinema com o rosto cheio de lágrimas e um sorriso enorme. Se eu vou assistir de novo? Com certeza! ❤ Assistam também!

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Abaixo eu vou comentar duas coisinhas com spoiler, então selecione apenas se já tiver visto o filme (ou não se importar com spoilers haha!):

  • Achei mancada o fato da Disney ter perdido a oportunidade de ter dito o nome da Fera. Tem uma cena em que ele diz especificamente “eu não sou uma fera”, e eu já fiquei na expectativa esperando que ele fosse dizer o próprio nome. Não diz. A Bela se refere a ele como Fera antes, mas depois dessa cena não é falado mais nisso. 😦 Depois de terem dado um plano de fundo ao personagem, que o tornou mais humano e mais profundo, o mínimo que eu esperava era que ele tivesse nome!!!
  • Curti o novo artefato que surgiu no filme, o livro mágico que é capaz de transportá-los para qualquer lugar. Também serviu para trabalhar a origem da Bela, falando sobre sua mãe.

Título original: Beauty and the Beast
Ano de lançamento: 2017
Direção: Bill Condon
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Kevin Kline, Josh Gad, Ewan McGregor, Emma Thompson, Ian McKellen, Audra McDonald, Stanley Tucci

Review: Logan

Oi, gente! Tudo bem?

Vocês devem ter notado que o post dessa semana veio um dia depois do habitual, né? Acontece que eu estava na praia aproveitando minhas merecidas férias, e acabei não deixando o post agendado. Vocês me perdoam, né? 😛

Mas voltando à rotina, hoje vim contar um pouquinho do que achei de Logan, o filme de despedida de Hugh Jackman como Wolverine!

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Sinopse: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.

Depois de tantas mancadas por parte da Fox – tanto nos filmes dos X-Men como nos dos Wolverine –, admito que eu não estava na hype de Logan. Contudo, conforme as primeiras críticas (super) positivas começaram a sair, fui ficando mais e mais curiosa. E valeu a pena! O filme é incrível, sendo e não sendo um filme de super-herói ao mesmo tempo, além de seguir um estilo totalmente diferente dentro desse tema.

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O longa se passa em um futuro distópico (2029, mais precisamente), e os mutantes praticamente não existem mais. Logan se vê com suas habilidades regenerativas debilitadas e vivendo isolado na companhia do mutante Caliban e do velho amigo Charles Xavier, que agora sofre com o Alzheimer. A rotina do grupo muda quando Gabriela López, uma enfermeira que trabalhava para a Transigen (empresa que herdou o projeto Arma X), entra em contato com Logan. Ela está acompanhada da jovem Laura/X-23, uma mutante sobrevivente do projeto originada a partir do DNA de Logan, e implora para que ele as leve ao “Eden”, o único local seguro para a menina. Com a morte de Gabriela e a perseguição por parte de Donald Pierce – um membro da Transigen –, Logan se vê responsável pela menina.

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Logan tem um estilo road movie, já que a maior parte de seu enredo é contado na estrada. A partir do momento em que Logan assume a responsabilidade por Laura, ele sabe que não pode parar, pois a perseguição ao grupo é implacável. Incentivado por Charles, que ainda carrega aquele sentimento de esperança em relação aos mutantes, Logan enfrenta diversas dificuldades para levar Laura a seu destino.

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O clima do filme é tenso. Não apenas pelo ritmo frenético, pela perseguição constante e pelas diversas tragédias que acontecem ao longo da trama. Mas principalmente pelo triste estado em que vemos personagens tão queridos e que acompanhamos há tanto tempo. É difícil ver Logan sofrendo para colocar as garras pra dentro, por exemplo, assim como é doloroso ver Charles convulsionando e causando um risco enorme a quem o cerca, devido ao seu poder telepático. Aliás, essas convulsões foram responsáveis por um episódio decisivo no passado dos personagens – que não é contado de maneira explícita, mas que ainda assim dá pra entender. Por sinal, diversos acontecimentos entre Dias de um Futuro Esquecido e Logan ficam nas entrelinhas, sendo necessária atenção pra captar tudo o que o filme está mostrando. Outro aspecto que merece destaque são as cenas de luta, tanto as de Logan como as de Laura: é impossível desgrudar os olhos da tela enquanto esses momentos acontecem. As batalhas são brutais, sangrentas e eletrizantes!

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As atuações também são intensas. Hugh Jackman encerra seu ciclo como Logan/Wolverine de uma maneira sublime, mostrando o cansaço do personagem – que já viveu tempo demais e sofreu perdas demais. (Sir) Patrick Stewart também é maravilhoso, com um Charles extremamente debilitado, mas que segue  fiel a suas crenças. Donald Pierce e os cientistas da Transigen são insistentes, mas não me marcaram muito. E por último, mas não menos importante, temos Laura (ou X-23). Durante boa parte do longa, a garota não fala uma única palavra. E tampouco é necessário: a expressividade dela fala por si só. Laura tem um passado sofrido, e a personagem transparece tudo aquilo que faz parte de sua construção: insegurança, desconfiança, raiva, agressividade, mas também a capacidade de amar as pessoas que cuidam dela.

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Logan é um filme diferente de qualquer filme dos X-Men ou do Wolverine até agora. Como eu disse no início do post, ele é e não é um filme de super-herói. Apesar de falar sobre um, dessa vez a abordagem é humana. Não nos deparamos com uma “aventura” dos X-Men, mas sim com um outro lado de Logan (e Charles): o das pessoas, e não dos mutantes. Logan traz o encerramento perfeito para personagens icônicos, com um enredo envolvente e emocionante. Recomendo demais!

Título original: Logan
Ano de lançamento: 2017
Direção: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Elizabeth Rodriguez

Dica de Série: Agent Carter

Oi, meu povo! Tudo bem com vocês?

Faz tempo que eu não trago um review de série, né? E acreditem: tenho muuuita coisa pra indicar. Entre 2015 e 2016 eu assisti a várias séries, mas minha desorganização não permitiu que eu falasse a respeito. Então, pra começar a dar conta desse conteúdo que eu quero trazer pra vocês, resolvi falar de uma das últimas séries que vi ano passado: Agent Carter (ou Marvel’s Agent Carter)!

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Sinopse: Agent Carter conta a história Peggy Carter (Hayley Atwell). O ano é 1946, e Peggy se encontra marginalizada quando os homens retornam ao lar após a Guerra. Trabalhando para a SSR (Reserva Científica Estratégica, em inglês), Peggy precisa balancear o trabalho administrativo e missões secretas para Howard Stark, ao mesmo tempo em que leva uma vida solteira após perder o seu amor, Steve Rogers.

Agent Carter começa mostrando os acontecimentos após a “morte” do Capitão América, que ocorre no fim do filme de origem do Primeiro Vingador. Peggy Carter, que no filme era o interesse amoroso de Steve Rogers, seguiu sua carreira após a guerra – agora como uma agente da Reserva Científica Estratégica (ou SSR, em inglês). Contudo, a protagonista não usufrui mais do respeito que tinha na época da guerra. Agora, ela é vista por seus colegas como uma simples telefonista ou secretária. Em meio à frustração profissional, Peggy vê seu amigo Howard Stark (sim, o pai do Tony) ser acusado de traição, e ele pede sua ajuda para provar sua inocência. Fazendo um papel de agente dupla, contando apenas com a ajuda do mordomo de Howard, Edwin Jarvis, Peggy vê uma oportunidade de realmente fazer a diferença.

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Agent Carter é uma série extremamente cativante. Primeiro, porque Peggy é maravilhosa. Apesar de se encontrar em um cargo inferior ao que tinha e viver todos os dias situações humilhantes motivadas pelo machismo de seus colegas de trabalho, a personagem segue fiel a seus princípios e lutando pelo que acredita, ao mesmo tempo em que convive com a dor por ter perdido o homem pelo qual se apaixonou. Ao aceitar ajudar Howard Stark, Peggy vê a oportunidade que precisava para sentir-se útil novamente, ao mesmo tempo em que prova para si mesma (e para os outros) sua capacidade.

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Jarvis também rouba a cena, sendo o melhor sidekick que vi em muito tempo: leal, gentil, medroso e corajoso ao mesmo tempo – tudo isso faz de Jarvis uma pessoa a qual nos apegamos sem esforço, e ele acaba ganhando também a afeição de Peggy, que vê nele um grande amigo. Além disso, eu amo a voz do James d’Arcy, que vive o Jarvis. ❤ Outro personagem que vale a pena mencionar é Daniel Sousa, um ex-soldado que, assim como Peggy, é marginalizado e visto como inferior por seus colegas. Isso se deve ao fato dele ter voltado da guerra como deficiente devido a uma lesão na perna. Ele é um dos poucos homens que confiam em Peggy e eu shippo os dois demais hahaha! ❤

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O enredo da primeira temporada é muito instigante, apresentando uma trama que envolve traições do governo americano e espiões russos – algo que super combina com a ambientação pós-Segunda Guerra Mundial. Na segunda temporada o foco é outro, um pouco mais “sobrenatural” e, apesar de não ser tão envolvente quanto a primeira, mantém a excelente qualidade. Infelizmente, a série foi cancelada na segunda temporada, deixando os fãs da Peggy e do Jarvis órfãos. 😦 Com tantas séries ruins no ar, é bem revoltante que tenham cancelado Agent Carter depois de apenas duas temporadas, além de ter sido um grande desperdício de um ótimo material. O final tem alguns encerramentos (o que nos dá certo conforto), mas também deixa pontas soltas para uma próxima temporada que são de cair o queixo (o que me fez querer arrancar os cabelos por saber que não teria mais nenhum episódio).

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Agent Carter não é uma obra-prima incomparável ou uma série totalmente inovadora. Sim, tem alguns clichês e situações fantasiosas. Mas sinceramente? Em um mundo repleto de machismo, em que super-heróis masculinos são referência e garantem lucros às empresas e heroínas femininas ou têm pouco espaço ou são hipersexualizadas, Agent Carter foi uma grata surpresa. Com uma trama interessante, atuações excelentes, figurinos maravilhosos e a mistura perfeita entre ação e comédia, a série é um belo chute na bunda nos machistas – chute este dado pela maravilhosa Peggy Carter, um exemplo maravilhoso de heroína! ❤ Amei a série e recomendo fortemente! 

Título original: Marvel’s Agent Carter
Ano de lançamento: 2015
Criadores: Stephen McFeely, Christopher Markus
Elenco: Hayley Atwell, James d’Arcy, Enver Gjokaj, Chad Michael Murray, Dominic Cooper

Resenha tripla: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio – Nina Spim

Oi gente, tudo bem?
Estão aproveitando bastante o feriado de Carnaval? Espero que sim! ❤

Hoje eu trago pra vocês as primeiras resenhas de parceria do ano, começando pelas obras da Nina Spim: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio! 😀
Como os contos da Nina são bem curtinhos, resolvi falar um pouquinho sobre cada um nesse post.

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Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca.

Sutilmente é narrado em primeira pessoa por Giovana, uma estudante que fica imediatamente interessada na nova colega de classe, Laura. Enquanto narra seu dia na escola e o fascínio que Laura exerce sobre ela, Giovana vai nos mostrando um pouco do seu dia a dia e também como é a sensação de se interessar por uma pessoa à primeira vista. O jeito tímido e misterioso de Laura – que parece assustada, mas ao mesmo tempo tem uma energia envolvente – conquista Giovana, que faz de tudo para se aproximar da garota.

Pela sinopse, eu achei que Sutilmente falaria mais de um romance em si, mas na realidade o conto aborda o início do interesse entre as duas garotas. Não consegui me conectar às personagens, porque os devaneios da protagonista me deixaram um pouco confusa, e algumas frases curtas deixaram a narrativa um pouco truncada. O ponto forte desse conto, sem dúvida, é a naturalidade com que a sexualidade de Giovana e Laura foi tratada. Com leveza (e até mesmo poesia), Nina construiu  o interesse romântico das duas de um modo muito tranquilo – exatamente como esse tema deve ser. Fiquei muito contente com essa abordagem e espero ver mais obras assim!

Título Original: Sutilmente
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 14
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Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama?

O conto traz a história do casal Lou e Caio, que se conhecem desde a escola e estão juntos há aproximadamente 10 anos. Lou convive com a depressão, uma doença invisível incompreendida por muitos. O conto, contudo, é narrado por Caio, e pelos olhos dele conseguimos vivenciar alguns dos sentimentos de alguém que ama uma pessoa com depressão.

Imersão foi, de longe, o conto que mais gostei. Em suas poucas páginas, pude me sentir conectada à história de Lou e Caio e de seu amor genuíno e duradouro. Por meio da visão de Caio não apenas vivenciamos junto a ele o que é conviver com alguém que tem depressão, mas também sentimos o amor incondicional que ele tem pela esposa. Apesar de um ou outro errinho de revisão, esse conto me envolveu e me emocionou. Nina desenvolveu esse tema com muita sensibilidade e doçura.

Título Original: Imersão
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
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Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram.

Caleidoscópio traz um tema interessante, sobre o qual até então eu não havia lido: a deficiência visual. Júlia e Daniel se conhecem desde pequenos, e o rapaz é cego desde que nasceu. Por conviver com ele desde pequena, Júlia sempre lidou com a situação com naturalidade. Porém, o conto nos lembra que, infelizmente, nem todo mundo lida com isso dessa forma.

Por meio da narrativa de Júlia, Caleidoscópio nos mostra formas distintas de lidar com as diferenças: enquanto criança, Júlia só queria tratar Daniel como um igual e, depois de adulta, ela admira justamente aquilo que o faz diferente. Em um mundo de preconceitos e falta de empatia, Caleidoscópio nos lembra de que as pessoas são diferentes e que está tudo bem ser assim. Daniel pode não enxergar, mas isso não limita o personagem de maneira nenhuma, e Caleidoscópio mostra que ele é muito mais do que sua deficiência. O final é super fofinho, me lembrou A Culpa é das Estrelas hahaha! :3

Título Original: Caleidoscópio
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
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Espero que tenham gostado da resenha tripla, pessoal. Foi um prazer ter esse primeiro contato com a escrita da Nina e espero que ela continue publicando cada vez mais. \o/

Beijos e até semana que vem! ❤

Parceria e entrevista: Alana Gabriela

Oi, meu povo! Tudo certo com vocês?

Sim, o blog tem mais uma parceria pra anunciar: dessa vez com a autora Alana Gabriela! ❤
Eu estou super feliz com esse início de ano, que veio cheio de surpresas bacanas!

A Alana tem diversos livros publicados, vamos conhecê-los? 😉

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A Estranha Mente de Seth: Seth R. é um jovem extremista, um pensador que vive entre aulas matinais na faculdade e noites de treino numa sociedade clandestina e assassina em Vojerasa. Seth tem duas obsessões que controla com frieza e paciência: manter Lauren, seu amor platônico e sôfrego, pura para sempre e matar o conde Luendres Marquez. Tudo foi planejado. Ele tem um plano perfeito. O mártir perfeito em quem se apoiar. Seth fará o impensado e causará a Primeira Grande Guerra.

Efeito Dominó – Parte I: “É melhor ser enganado do que não confiar.” Um assassinato. Um caso sem suspeitos… Uma testemunha ocular misteriosa. Após a morte de sua mãe, Helena, em um passeio à Saquarema, Cora se vê solitária e desestabilizada pela perda do pilar de sua vida. Reclusa, a garota se torna relapsa e instável e a relação com seu pai bem como com a maioria das pessoas a sua volta fica cada vez mais distante e frágil. Sua vida caótica vira do avesso quando presencia uma tentativa de homicídio que põe a vida de Lucas, seu amigo, em perigo. No processo, Cora é feita refém de um criminoso enigmático que está disposto a tudo para trazer à luz todos os segredos que rodeiam a morte de Helena. Ela só precisa decidir entrar no jogo. Entre mentiras, assassinatos e segredos perigosos, Cora se vê num impasse pelo qual lado se aliar. Ela precisa decidir qual segredo é digno do silêncio e se estará pronta para desencadear o efeito dominó.

Flor de Cerejeira: “Qualquer um pode cometer um erro.” Yoko tinha uma vida relativamente boa e estável. Participava da organização do Festival Cherry Blossom todos os anos, tinha amigos na escola, tocava violino e estava treinando para fazer parte da orquestra da Juventude de Macon quando tudo começou a dar errado. Seu pai causou um grave acidente e foi parar na prisão. Em meio à dor da ausência, Yoko conhece Aidan Hirsch, um garoto que parece tão desestruturado, taciturno e solitário quanto ela, e que é capaz, acima de tudo, de não julgar, simplesmente ouvir. Aos poucos, um sentimento singelo e inefável ganha forma, surgindo uma história delicada de autoconhecimento, arrependimento, culpa e superação que poderá mudar a vida desses adolescentes se assim escolherem.

Histórias em Retalhos: O amor é a meta infinita da história do mundo. Histórias em Retalhos é uma coletânea de histórias curtas intrínsecas e sinceras, que narra de forma sensível o sentimento mais singelo de todos: o amor. Um relato de uma mãe introspectiva, o amor de uma irmã pelos irmãos, uma carta de uma garota apaixonada para seu melhor amigo e uma filha que enfrenta dificuldades com a perda dos pais. Além, de uma história extra sobre o descobrimento do amor pela leitura. Todas essas histórias compactam a sutileza e nuances desse sentimento dolorido, complicado e bonito em seus diversos ângulos.

E, pra terminar esse post com o pé direito, eu convidei a Alana pra responder à tradicional entrevista do Infinitas Vidas! \o/

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Helloo! Bem, eu não tinha pensado em ser escritora quando comecei a desenvolver meu primeiro livro em 2013. Eu só queria escrever uma história e comecei a fazer isso. Não foi algo premeditado. Acredito que as coisas simplesmente acontecem e se você tem uma habilidade escondida, em algum momento ele vai aparecer.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Quando comecei a escrever não lia muito, tinha certa dificuldade para me concentrar então não tive inspirações literárias. Mas um autor que gosto muito é o – muso – Pierce Brown.

3. Como foi o processo de desenvolvimento dos seus livros? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

O primeiro livro que escrevi demorei pelo menos cinco meses. Depois disso deslanchei e passei a escrever de forma desenfreada. Acredito que o tempo mais rápido que escrevi um livro foi em um dia. Sempre estudo para escrever meus livros, então alguns tenho mais dificuldades que outros. Porque por exemplo, um livro de fantasia é muito mais complicado de escrever do que um romance, pois tem muito mais coisa para estudar e leva mais tempo em decorrência de tudo que precisa estudar.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Bem, é super difícil publicar um livro no Brasil, com todas as condições que um autor almeja. Mas digo que se você, novo autor, tem o desejo de compartilhar suas histórias com os leitores, encontre uma maneira de conseguir esse canal de comunicação e leitura. Eu não gostaria de dizer isso, mas a realidade é que um autor brasileiro precisa de dinheiro para ser publicado.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Well, muito boas leituras para vocês.

Espero que tenham gostado da novidade e da entrevista, pessoal!
Em breve teremos as resenhas dos autores parceiros aqui no blog, então fiquem ligados. ❤

Beijos e até semana que vem! :*

Resenha: Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven

Oi pessoal, tudo bem?

Tem algumas histórias que chegam na nossa vida e, desde o início, sabemos que elas serão especiais. Foi o que senti lendo as primeiras páginas de Por Lugares Incríveis, da Jennifer Niven. Eu ganhei o livro do My Dear Library e demorei um tempo pra ler porque tinha certeza de que o livro me faria chorar. Ele fez. Mas também fez muito mais. ❤

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Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

O livro começa com Theodore Finch parado no parapeito da torre do sino da escola em que estuda. Ele está ponderando quais seriam as vantagens e desvantagens de se matar pulando dali. Porém, ele não está sozinho. Quem lhe faz companhia é Violet Markey, uma das garotas mais populares da escola. Finch percebe que Violet está em pânico e a auxilia a descer, mas o que o garoto não imagina é que ela faz o mesmo por ele (mesmo que ele não pretendesse de fato se jogar). Os dois têm seus próprios motivos para estar ali, e é formando uma dupla para um trabalho de Geografia que eles vão entender um pouco mais a respeito.

Quando um livro tem tantos positivos, fica difícil saber por onde começar a elogiar. Então vou discorrer um pouco sobre os protagonistas, Finch e Violet. Finch é um garoto que faz o que quer. Ele não liga para as autoridades nem para os próprios colegas (ou, pelo menos, se esforça para fingir que não liga). A cada semana ele incorpora um personagem diferente e toma atitudes impulsivas. Essa postura lhe rendeu o apelido de Theodore Aberração e anos e anos de bullying. O que ninguém sabe sobre Theodore Finch é que ele sofre de depressão e vem de uma família desestruturada: o pai violento e abusivo não apenas batia nele como a mãe – após o divórcio – está tão imersa na própria tristeza que não faz ideia de que o filho sofre de apagões constantes. O suicídio é um pensamento constante na vida do garoto, que estuda diversos métodos e sabe de cor inúmeros fun facts sobre o tema. A verdade é que a vida de Finch é repleta de muita solidão. E, apesar de todo o sofrimento, Finch é um garoto engraçado, espirituoso, interessante e com uma coração enorme – o que fez com que eu me apaixonasse por ele, obviamente.

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Violet vem de uma situação oposta: a garota costumava ser popular, tinha muitos amigos, namorava um dos rapazes mais cobiçados da escola e vem de uma família com pais amorosos e atenciosos. Contudo, a vida de Violet sofre uma grande mudança quando sua irmã mais velha (e melhor amiga) morre em um acidente de carro. Violet estava no carro junto da irmã, Eleanor, mas sobrevive. E, desde então, a garota vive dia após dia apenas existindo, com medo de fazer qualquer coisa muito longe de casa. Ela se isolou de tudo e de todos, parou de escrever – sua grande paixão – e não tem grandes perspectivas para si mesma. Aos poucos, Violet e Finch passam a ganhar espaço na vida um do outro, principalmente depois que Finch propõe a ela que eles conheçam os diversos locais interessantes de Indiana (o estado em que moram) para o trabalho de Geografia. É por meio dessas andanças que os dois se aproximam, passam a se conhecer melhor e, inevitavelmente, se apaixonam.

O romance de Finch e Violet transcorre de uma maneira tão orgânica que a gente sente junto com eles as aflições e também as alegrias proporcionadas pelo sentimento que cresce entre os dois. O livro é narrado por ambos e, conforme os capítulos passam, a gente consegue perceber a evolução de Violet, que passa a se abrir pro mundo de novo, e também consegue compreender os conflitos de Finch e as razões dele para agir da maneira como age. Conforme conhecemos os lugares incríveis de Indiana, também vamos conhecendo um pouquinho mais do passado, do presente e (por quê não?) do futuro dos protagonistas.

Assim como eu senti meu coração sendo aquecido várias vezes durante a leitura, eu também sofri, especialmente por causa de Finch. Eu sentia muita raiva. Dos colegas de escola, que fizeram bullying. Do antigo amigo Roamer, que iniciou esse ciclo vicioso. Do pai violento e abusivo. Da mãe e irmãs omissas. Dos amigos indiferentes. Dos professores passivos. Todas essas pessoas foram cruciais para que Finch se sentisse sozinho, sem esperança, sem importância. E eu só queria poder abraçá-lo e dizer que tudo ia ficar bem, mesmo enquanto chorava litros e litros lendo sozinha no quarto. 😥

A única coisa que me incomodou durante a leitura foram alguns erros de revisão, porque em termos de enredo não há nada que eu não tenha gostado. Por Lugares Incríveis fala de superação, de aproveitar cada instante, de perda, de reencontro (principalmente consigo mesmo). O final me destruiu e deixou um gosto agridoce. Me revoltou, mas também me trouxe esperança. O que eu posso dizer é que me apaixonei pela narrativa de Jennifer Niven. Me apaixonei pelos lugares incríveis e pelas andanças. Me apaixonei por Violet e Finch. Espero que você se apaixone também!

Título Original: All The Bright Places
Autor: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Número de páginas: 336

Parceria e entrevista: André Souto

Oi gente! Tudo certo?

Lembram quando comentei que mais novidades seriam anunciadas por aqui? 😉 Pois então: André Souto, autor do livro Ossos do Clima, agora é parceiro do Infinitas Vidas! \o/

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Sinopse: O misterioso desaparecimento de um renomado cientista, um incêndio criminoso, um roubo que deu errado e as mortes inexplicáveis de diferentes pesquisadores ao redor do mundo. Aparentemente nenhum desses fatos está relacionado, mas com o desenrolar da história fica evidente cada pequena conexão. Algumas nem tão pequenas assim. Entre inúmeras perguntas sem respostas e enigmas que parecem insolúveis acontece, em Brasília, a Cúpula Mundial do Clima, pano de fundo para tramas políticas que podem mexer com algumas das mais íntimas certezas dos protagonistas da trama, assassinatos e uma caçada pelas pessoas que podem mudar a nova ordem mundial.
Junte-se a Alice Gianne e Amilton Vidal para tentar desvendar esse mistério e entender quais são os Ossos do Clima.

E é claro que eu o convidei para responder à tradicional entrevista que faço com os autores parceiros. 😉 Vamos conferir as respostas dele?

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1. Como e quando você decidiu ser escritor?

Em algum momento na infância migrei dos gibis para os livros, ler sempre foi uma necessidade vital do meu cotidiano. Escrever eclodiu. Ninguém nasce escritor, aos poucos, o desejo de preencher as lacunas foi se delineando impulsionado por uma vontade de contar estórias sob uma ótica brasileira, entendendo que também outras pessoas gostariam de reconhecer-se em nossas ruas e modos típicos. Terminei o primeiro livro antes dos vinte, mas não tenho interesse em publicá-lo. Comecei e abandonei outros ao longo da jornada. Escrevi uma peça de teatro, Ventre Nosso, produzida e dirigida profissionalmente pelo saudoso Wellington Dias. Redigi contos e roteirizei um deles para um curta-metragem. Elaborei artigos e textos acadêmicos. Lapidava a voz narrativa, Ossos do Clima ganhou forma a partir do momento que me senti pronto para retomar minha essência romancista.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Li muitos clássicos antes de escrever. Entretanto, foram dois autores contemporâneos que mudaram o modo que enxergo a literatura, Milton Hatoum, que conheci pessoalmente em 2004; e Patrícia Melo, uma das responsáveis por minha paixão pela literatura policial. Existem vários outros, pois estou sempre querendo aprender, todo autor deve buscar dissecar as estruturas e a forma dos grandes mestres, mesmo quando se busca a especialização no gênero, período em que obrigatoriamente deve conhecer as obras daqueles que fizeram da consagrada estrutura de crime e mistérios uma vertente da literatura urbana. Quando estou escrevendo, as leituras são sempre correlacionadas ao texto em produção.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de Ossos do Clima? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

Eu não tenho uma fórmula, mantenho uma rotina de escrita. O desenvolvimento de Ossos do Clima surge da temática tratada como pano de fundo da trama. Sempre que lecionava ou palestrava sobre as questões climatológicas havia uma agitação nas pessoas, percebi que muitos não conheciam as teorias, fadados a um único ponto de vista. Decidi testar as mais íntimas certezas de um maior número de leitores confeccionando um enredo policial, onde as investigações e conflitos são alimentados por uma complexidade moral orquestrada sobre uma teia eletrizante repleta de intrigas, reviravoltas e mistérios.
Uma parte bacana do processo foi aprender sobre os assuntos que permeiam a obra. São elementos e personagens que se enredam em questões globais em uma investigação lógica, um quebra-cabeças, exigindo uma profunda pesquisa, mas estudar sempre foi uma paixão.
O maior desafio consistiu na construção da protagonista, Alice Gianne, portadora de Alexitimia, um tipo raro de autismo, que inibe as reações emocionais. Confeccionar as cenas sob um ponto de vista complexo, em analogia à trama, exigiu o desenvolvimento de uma técnica de percepção escrita a fim de parecer verossímil, e fazer com que o leitor sinta-se como a personagem.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Leia grandes livros, teóricos e ficcionais, anseie sempre melhorar a técnica, escrever melhor. Embora, muitos digam que é apenas inspiração, lembre-se, outros artistas (pintores, cantores e atores) trabalham diariamente. Crie sua rotina. A literatura nacional está crescendo, acredite em você.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Continuem seguindo o Infinitas Vidas! Espero que curtam Ossos do Clima, trabalhei com muito carinho e determinação pensando em você, leitor. Amei escrever esta estória, desejo que experimente em cada da palavra o que senti. Estou sempre à disposição para elogios, críticas e sugestões. Vem comigo!

Meu muito obrigada ao André pela confiança e por participar dessa entrevista!
Estou ansiosa para ler Ossos do Clima e trazer pra vocês uma resenha bem bacana. 😉

E vocês, gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre o autor e sua obra?
Me contem nos comentários!

Beijos e até semana que vem! ❤