Resenha: Escândalos na Primavera – Lisa Kleypas

Olá, meu povo! Tudo certinho?

Chegamos ao último livro da série As Quatro Estações do Amor protagonizado por uma das Flores Secas originais: Escândalos na Primavera. ❤

escandalos na primavera lisa kleypas.pngGaranta o seu!

Sinopse: Daisy Bowman sempre preferiu um bom livro a qualquer baile. Talvez por isso já esteja na terceira temporada de eventos sociais em Londres sem encontrar um marido. Cansado da solteirice da filha, Thomas Bowman lhe dá um ultimato: se não conseguir arranjar logo um pretendente adequado, ela será forçada a se casar com Matthew Swift, seu braço direito na empresa. Daisy está horrorizada com a possibilidade de viver para sempre com alguém tão sério e controlador, tão parecido com seu pai. Mas não admitirá a derrota. Com a ajuda de suas amigas, está decidida a se casar com qualquer um, menos o Sr. Swift. Ela só não contava com o charme inesperado de Matthew nem com a ardente atração que nasce entre os dois. Será que o homem ganancioso de quem se lembrava era apenas fachada e ele na verdade é tão romântico quanto os heróis dos livros que ela lê? Ou, como sua irmã Lillian suspeita, o Sr. Swift é apenas um interesseiro com algum segredo escandaloso muito bem guardado? Escândalos Na Primavera é um presente para os leitores, que podem ter certeza de uma coisa: embora as estações do ano sempre terminem, a amizade desse quarteto de amigas é eterna.

Lillian e Daisy foram, de cara, minhas personagens favoritas lá em Segredos de Uma Noite de Verão. Lillian foi perdendo um pouco do meu apreço, então fiquei ansiosa para conferir a história de Daisy. Confesso que me senti um tantinho decepcionada quando soube que Cam Rohan não seria o par da mais jovem irmã Bowman mas, quando conheci Matthew Swift, esse desapontamento sumiu rapidinho!

Thomas Bowman está cansado de investir em Daisy, que segue solteira. Por isso, ele decide resolver a questão de seu próprio jeito: arranjando um casamento com seu funcionário favorito e braço direito, o americano Matthew Swift. O problema é que Daisy odeia o rapaz: ele é um reflexo de seu pai, um homem fechado e voltado apenas aos negócios. Decidida a encontrar um nobre com quem se casar, Daisy acaba sendo surpreendida ao reencontrar um Matthew mais maduro, gentil e bonito do que se lembrava no passado. Matthew, por sua vez, luta para esconder os sentimentos que nutre por Daisy desde que há conhecera, tantos anos atrás. Contudo, o rapaz possui segredos que o impedem de abrir seu coração, o que cria uma barreira entre eles.

Escandâlos na Primavera é, disparado, o meu livro favorito da série. Daisy é encantadora e divertida, uma protagonista que conquista o leitor. Apesar de sonhadora e cheia de imaginação, ela é prática e pé no chão. E o que dizer de Matthew Swift? Simplesmente o protagonista mais apaixonante da série inteira! ❤ Ele é honrado e genuinamente preocupado com Daisy e sua felicidade. Os segredos que mantêm dela são uma tentativa de protegê-la e, quando vêm à tona, fazem com que a gente se emocione com a fragilidade do personagem e com sua capacidade de abrir o coração. Felizmente para nós, leitores, o romance de Daisy e Matthew não demora a acontecer e eles conseguem rapidamente se entender: ela, aceitando seus sentimentos por ele e deixando seus julgamentos errôneos de lado; ele, enfrentando o passado para finalmente estar com ela e viver seu amor.

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O único defeito do livro em si é o fato de ser o mais curto da série. Queria mais de Daisy e Matthew HAHAHA! 😦 Mas há também um problema recorrente em As Quatro Estações do Amor, que é a falta de revisão (os erros são frequentes demais, Arqueiro!) e a cronologia estranha. Em alguns momentos, Lisa Kleypas faz parecer que poucos meses se passaram de um livro para o outro. Em outros, dá a entender que os acontecimentos tem distância de um ano ou mais! Isso acontece no próximo livro também, Uma Noite Inesquecível. Vacilo, hein? 😦

Além de eu ter amado acompanhar a história curtindo os dois protagonistas (algo que não tinha acontecido em nenhum volume até agora), eu me apaixonei completamente por Matthew. Ele é a personificação de um good guy e, particularmente, gosto muito desse tipo de protagonista masculino! ❤ Carinhoso, honrado, incrivelmente bonito e inteligente: são apenas alguns dos atributos do personagem de que mais gostei em As Quatro Estações do Amor. Sua amizade com Westcliff também é muito bacana de acompanhar (Marcus, inclusive, é o personagem que mais aparece na série, tendo participação relevante em todos os livros).

Encerrando As Quatro Estações do Amor com chave de ouro, Escândalos na Primavera foi o volume que mais me fez suspirar. Lisa Kleypas nos presenteia com um romance puro e verdadeiro entre dois jovens que complementam um ao outro com respeito e admiração e traz um enredo que flui e tem reviravoltas emocionantes em sua reta final. Valeu a pena ter chegado até aqui.

(Fun fact/spoiler +18: reparei que o sexo entre os protagonistas segue um padrão. No primeiro livro, rola depois do casamento. No segundo, antes. No terceiro, depois. No quarto, antes. Pelo visto as irmãs Bowman compartilham a ansiedade de transar HAHAHA!)

Título Original: Scandal in Spring
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 224
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Resenha: O Fim do Mundo é Aqui – Amy Zhang

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês minha opinião sobre O Fim do Mundo é Aqui, da autora Amy Zhang. 😉

o fim do mundo é aqui amy zhang.pngGaranta o seu!

Sinopse: Janie e Micah, Micah e Janie. Desde os primeiros anos da escola. Almas gêmeas em segredo. Melhores amigos que passavam as tardes na pedreira da cidadezinha onde cresceram juntos, a mais profunda de Iowa. Até que Janie desaparece, e tudo o que Micah pensava que sabia sobre sua melhor amiga é borrado de dúvida. Até que Micah acorda no hospital, e não se lembra de nada. Mas para montar o quebra-cabeça do desaparecimento de Janie e entender seu apocalipse particular, Micah Carter precisa recuperar suas lembranças, inclusive as mais difíceis, numa jornada devastadora. Adotando uma narrativa não linear, que vai e volta entre Antes e Depois e alterna as vozes dos dois protagonistas-narradores, Amy Zhang, autora do surpreendente Quando tudo faz sentido, conta a história de uma amizade marcada por obsessões e segredos dolorosos. E, mais uma vez, entrega um romance Young Adult original, sincero, comovente e impossível de largar até a última página.

Janie e Micah são dois amigos de infância inseparáveis. Entretanto, após um acidente, Micah perde a memória e não sabe o que aconteceu com Janie, que está desaparecida. Um de seus amigos mais próximos, Dewie, se recusa a contar o que aconteceu, e Micah fica intrigado com o fato de Janie simplesmente ignorar suas mensagens e ligações. A partir disso, o protagonista passa a tentar desvendar o que aconteceu com ele e, principalmente, com Janie.

Apesar de eu sempre achar previsível o que aconteceu com o desaparecido em livros que envolvem falta de memória, em O Fim do Mundo é Aqui o mistério em relação ao que realmente aconteceu (e o porquê) se mantêm durante a maior parte da trama. O livro é narrado por Micah no presente e por Janie no passado, e os fatos que já ocorreram vão convergindo ao mesmo tempo em que as lembranças de Micah vão retornando. Essa estrutura narrativa me lembrou muito Mentirosos, da E. Lockhart, e a sensação ficou ainda mais forte devido ao uso dos diários de Janie – que contam histórias estilo “era uma vez”, nitidamente fazendo alusão à realidade (lembro que Cadence também escrevia coisas semelhantes em Mentirosos). E, já que o assunto são os diários de Janie, aproveito para elogiar a edição do livro em si: as ilustrações e desabafos da garota enchem as páginas, deixando o interior do livro muito bonito e atrativo.

Infelizmente, odiei a Janie. A autora tentou trazer à vida uma personagem sonhadora e de imaginação fértil, mas pra mim ela parecia apenas maluca (ou sob efeito de muita cafeína). A narração dela é muito picotada, o que deixa a leitura truncada – talvez o objetivo fosse dar um tom lírico às passagens de Janie mas, pra mim, não funcionou. Micah, por outro lado, é um narrador mais interessante. Ele tenta juntar as pontas soltas e esse mistério mantém o leitor entretido. Contudo, isso não torna o personagem em si instigante: ele é apático, deixa sempre “tudo pra lá” e não demonstra personalidade própria, indo sempre na onda de Janie. Aliás, a amizade deles se mostrou muito perturbadora pra mim, beirando uma relação tóxica. Janie o arrastava para todas as suas maluquices, insistia em coisas que ele visivelmente não queria fazer e sabia que ele era apaixonado por ela (o que, talvez, explicasse porque que ele cedia tanto aos desejos dela). Janie me pareceu o tipo de personagem que suga as pessoas ao redor dela ou, fazendo uma analogia com algo que ela ama, como o fogo que consome tudo até não restar nada.

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Esse parágrafo pode ser considerado SPOILER, portanto pule para o próximo se quiser evitá-lo. Apesar da minha antipatia por Janie, devo dizer que senti meu coração se partindo devido às dores que a personagem sofre ao longo da trama.  Ela se vê em uma situação difícil sem saber para onde fugir ou o que fazer para superar. O livro faz um ótimo trabalho em mostrar os sentimentos confusos de alguém após uma situação de abuso e, principalmente, coloca em xeque como pode ser difícil denunciar esse tipo de violência, devido ao fato de que talvez as pessoas simplesmente não acreditem na vítima. É revoltante e causa uma grande sensação de impotência, que a autora soube abordar muito bem, de modo responsável e realista. Além disso, também mostrou que tais situações podem vir de pessoas de quem gostamos e em quem confiamos, o que se mostrou muito acertado.

O maior mérito de O Fim do Mundo é Aqui, para mim, é justamente esse. Ele fala de abuso de uma maneira bastante madura, aprofundando os sentimentos da personagem que o sofreu, e não por meio do olhar de terceiros. Amy Zhang narra a angústia e a desolação de alguém que teve sua confiança quebrada e seu corpo violado, mas que se vê sem ter a quem recorrer, além de sofrer diariamente com os julgamentos e descrença alheios. Essa discussão é de grande relevância e o modo como foi abordada mexe com o leitor, incomodando e machucando. Sendo um livro voltado ao público jovem, a escolha da autora de falar nesse assunto se mostra ainda mais acertada, pois é preciso conscientizar os leitores e mostrar que tais violências acontecem. Só é uma pena que o livro, assim como 13 Reasons Why (por exemplo), não mostre nenhum tipo de superação ou um modo de ajudar as vítimas.

O Fim do Mundo é Aqui não funcionou pra mim. Entretanto, o tema principal trazido em suas páginas é relevante e bastante sério. Amy Zhang ainda aborda homossexualidade de uma das formas mais naturais que já li, além de trazer um mistério que nos mantém envolvidos em suas páginas. Vale conferir se você tem afinidade com livros voltados ao público jovem guiados por um mistério, ou ainda se quiser tirar suas próprias conclusões sobre a obra. Apesar de o livro não ter conquistado meu coração, a reflexão que ele propõe é válida sempre! 

Título Original: This Is Where the World Ends
Autor: Amy Zhang
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 272
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Boneco de Neve – Jo Nesbø

Oi gente, tudo certo?

Cá estou para resenhar mais um thriller policial – já deu pra sacar que sou apaixonada por esse gênero, né? Estou falando sobre Boneco de Neve, do sueco Jo Nesbø. 

boneco de neve jo nesboGaranta o seu!

Sinopse: No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras. O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

Boneco de Neve foi minha primeira experiência com Jo Nesbø. Apesar de ser o sétimo livro da série de Harry Hole (nome do investigador protagonista), devo dizer que não me senti perdida ou prejudicada durante a leitura – ainda que, provavelmente, existam detalhes que talvez eu não tenha captado tão bem em função de ser uma série em andamento. Nesse volume, acompanhamos Harry Hole investigando um serial killer cruel, cujas vítimas são mulheres – mães e esposas aparentemente sem conexão. Quando a primeira neve cai em Oslo (cidade na qual a trama acontece), uma morte a acompanha, causada pelo assassino conhecido como Boneco de Neve. Durante sua investigação, Harry ainda precisa lidar com sua nova e eficiente colega de trabalho, Katrine Bratt, e com os sentimentos mal resolvidos que tem pela ex-namorada, Rakel.

Harry Hole foi um personagem que me lembrou muito Cormoran Strike, de Robert Galbraith: um investigador na faixa dos 30-40 anos cheio de amarguras do passado, com cara de poucos amigos, mas muito bom no que faz. Talvez seja um estereótipo do gênero mas, ainda assim, Harry me agradou. O personagem é sagaz e tem certa fama por ter desvendado um caso envolvendo um serial killer no passado. Apesar disso, ele sabe ouvir seus colegas e dá ouvidos às suas ideias e teorias. A dinâmica com Katrine é ótima, e ela é uma policial determinada e competente – ainda que repleta de segredos. Outra semelhança de Harry com Cormoran são os sentimentos conflitantes e ainda presentes pela ex. Harry tem uma ligação muito próxima com o filho de Rakel, Oleg e, por conta disso, acaba sendo próximo dela também. Rakel agora tem um relacionamento com um médico prestativo e gentil, Mathias, que acaba sendo uma peça-chave durante a investigação. Mas ok, prometo que parei por aqui com as comparações. 😛

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O desenrolar da investigação é o ponto forte do livro. Jo Nesbø constrói uma história envolvente e impossível de largar. As cenas nas quais as mortes ocorrem causam aflição e medo, devido a crueldade dos atos do assassino. Assim como Harry Hole, nos sentimos perdidos e sem nenhuma pista de quem pode estar por trás dos crimes. Entretanto, uma crítica negativa em relação ao caso é que, pra mim, ficou bastante óbvio o motivo pelo qual o criminoso escolhia suas vítimas e fazia o que fazia. Por outro lado, demorei muito a desconfiar do culpado, o que ocorreu em um momento muito próximo da revelação. Esse é um aspecto que eu apreciei bastante, pois estava sentindo falta de ser surpreendida em um thriller.

Um aspecto curioso que vale mencionar foi o estranhamento com o local no qual a trama se desenrola: foi a primeira vez que li um livro ambientado na Noruega e, por isso, foi um tanto difícil decorar alguns nomes. Confesso pra vocês que diversas palavras eu lia “de qualquer jeito” e, provavelmente, de modo incorreto. 😂 Mas, sinceramente, eram tantas consoantes que nem eu mesma me julgo por isso HAHAHA!

Boneco de Neve foi uma ótima experiência para conhecer a escrita tão elogiada de Jo Nesbø. Com sua trama envolvente, o leitor nem sente que já se passaram 420 páginas. Contudo, preciso ser sincera e admitir que não pretendo seguir lendo os outros livros da série Harry Hole porque, simplesmente, muitos deles não me chamaram a atenção. Mas Boneco de Neve está mais do que recomendado a todos que apreciam um bom romance policial. 😉

Título Original: Snømannen
Série: Harry Hole
Autor: Jo Nesbø
Editora: Record
Número de páginas: 420
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Dica de Série: The Alienist

Oi pessoal, tudo bem?

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer imensamente a quem respondeu à Pesquisa de Opinião no post anterior! ❤ Pude tirar uns insights ótimos graças às respostas de vocês, e prometo me esforçar pra deixar o Infinitas Vidas cada vez melhor. Muuuito obrigada! 😍 E agora vamos à dica de hoje!

Que eu amo histórias de investigação não é novidade, por isso fiquei louca de vontade de conferir The Alienist, da Netflix. Hoje vim contar o que achei dessa série e, já adianto: vale a pena! 😉

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Sinopse: Na trama, quando uma série de horríveis assassinatos de garotos prostitutos assombra a cidade, o recém-nomeado Comissário de Polícia Theodore Roosevelt encarrega o psicólogo criminal (também conhecido como alienista) Dr. Laszlo Kreizler (Brühl) e o jornalista John Moore (Evans) para conduzir a investigação em segredo. Eles contam com a ajuda de uma equipe singular, incluindo a intrépida Sara Howard, uma jovem secretária da equipe de Roosevelt que está determinada a se tornar a primeira detetive de polícia da cidade de Nova York. Usando os conhecimentos emergentes de psicologia e as primeiras técnicas de investigação forense, este grupo investiga um dos primeiros serial killers de Nova York.

The Alienist se passa no século 19, em uma época no qual as doenças mentais eram um terreno nebuloso e desconhecido. Os médicos que se encarregavam de tratar essas doenças eram conhecidos como alienistas, e um desses profissionais protagoniza a trama. Lazslo Kreizler é um alienista com experiência no tratamento de crianças; quando um jovem garoto de programa é encontrado morto de forma brutal, o Dr. Kreizler percebe semelhanças com um antigo caso que acompanhou, o que o perturba, mas também atiça sua curiosidade. Contando como aliados o ilustrador John Moore (um homem de bom coração, que enfrenta dificuldades com o alcoolismo), Sara Howard (a primeira mulher a ser admitida como funcionária do Departamento de Polícia) e dois irmãos peritos em ciência forense, Laszlo Kreizler se vê adentrando em um terreno perigoso, cheio de crueldade e corrupção.

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Os personagens têm grande destaque nessa série, e provavelmente foi isso que mais me deixou envolvida com a trama. Laszlo é o típico homem brilhante, mas com problemas de relacionamento interpessoal. Há mistérios em seu passado que o personagem se recusa a revelar, e seu modo racional muitas vezes afasta quem está ao seu redor. John é extremamente carismático e com forte senso de justiça. Porém, a perda de seu irmão e a traição de sua ex-noiva deixaram nele marcas profundas, que ele tenta compensar com bebida e sexo sem sentido. Sara é uma personagem determinada e independente, mas com traumas de infância que moldaram muito de sua personalidade. Ela não suporta depender de homens, e muito menos ser menosprezada por eles. O machismo do ambiente de trabalho (e fora dele) a perseguem, mas ela sabe lidar com isso sem baixar a cabeça. Por fim, temos os carismáticos irmãos Isaacson: dois jovens brilhantes e cheios de ideias inovadoras sobre a ciência forense. Apesar do menor desenvolvimento, gostei muito deles.

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As atuações são primorosas. Daniel Brühl dá vida a um Laszlo cheio de nuances, com qualidades e defeitos que o tornam um personagem totalmente cinza. Luke Evans, por sua vez, traz um John cativante, por quem é impossível não sentir afeição. Confesso que a atuação de Dakota Fanning não me convenceu durante a maior parte da série, me lembrando muito a Jane, de Crepúsculo. Entretanto, na reta final ela conseguiu me emocionar.

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A trama tem pontos muito fortes e alguns pontos fracos. A excelente ambientação, os figurinos impecáveis e imponentes, a fotografia escura e a trilha sonora aflitiva causam muitos sentimentos ao espectador, combinando perfeitamente com a época na qual a série se passa. A própria Nova York do século 19, com seus prostíbulos, pessoas pobres, carruagens pra todo lado e prédios em construção acaba sendo um personagem vivo e pulsante na trama. Além disso, The Alienist trata de corrupção policial, evidenciando como nomes importantes da sociedade nova-iorquina têm prioridade em relação a assassinatos de jovens prostitutos. Em meio a tudo isso, Ted Roosevelt (o futuro presidente dos EUA, na trama comissário de polícia), tenta fazer o seu melhor – ainda que rodeado de funcionários não confiáveis. O ritmo da série e o desenrolar da investigação também são envolventes e provocam um senso de urgência, já que o próximo assassinato é iminente, e essa ameaça paira o tempo todo no desenrolar dos episódios.

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Entretanto, há alguns pontos negativos também. A série nos entrega um suspeito que encaixa com todas as características para, depois, descartá-lo sem consequências. Fiquei incomodada com isso, especialmente porque não vi razão de tal trama sequer existir. Além disso, a investigação fica um pouco confusa quando o trio protagonista chega perto de descobrir a identidade do assassino; e talvez eu tenha sentido isso justamente por causa das evidências que apontavam para outra pessoa.

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Apesar das poucas ressalvas, eu amei The Alienist. A série tem um desfecho satisfatório, concluindo bem sua trama, mas com uma leve abertura que pode ou não dar margem para futuras investigações. Com personagens bem construídos, uma ambientação impecável e um desenrolar envolvente, The Alienist é uma ótima pedida pra quem aprecia séries investigativas. 😉

Título original: The Alienist
Ano de lançamento: 2018
Criador: Hossein Amini
Elenco: Daniel Brühl, Luke Evans, Dakota Fanning, Brian Geraghty, Douglas Smith, Matthew Shear, Robert Wisdom, Q’Orianka Kilcher, Matthew Lintz

Pesquisa de opinião: quero ouvir você!

Oi pessoal, tudo bem?

Estamos em julho, metade do ano já se passou e eu resolvi que quero fazer algumas mudanças aqui no blog. A principal delas é trazer um post a mais durante a semana! ❤

Eu me enrolei bastante até tomar essa decisão. Eu não tinha certeza se daria conta de mais um post e não sabia se a recepção dos leitores seria positiva. Foi aí que eu percebi que, ao longo desses 4 anos e meio de existência, o Infinitas Vidas ainda não teve nenhuma pesquisa de opinião pra saber o que os leitores acham! Shame on me. 😦

Por isso, formulei um formulário para entender melhor o que você, querido(a) leitor(a), pensa. Me ajuda?

A pesquisa é bem rapidinha e pode ser feita nessa página mesmo!
As respostas são anônimas, então fique à vontade para ser bem sincero(a), ok? 😉

Obrigada desde já! ❤

TAG: Copa do Mundo Literária

Oi meu povo, tudo bem?

Faz um tempão que eu não posto TAGs por aqui, e acho esse conteúdo super divertido. Então, unindo o útil ao agradável e entrando no clima de futebol, resolvi responder à TAG Copa do Mundo Literária, criada pelo blog/canal Aventuras na Leitura. ⚽

PÊNALTI: um livro que te encheu de esperança.

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P. S.: Ainda Amo Você foi um livro que deixou meu coração quentinho e apostando na história de amor da Lara Jean e do Peter K. Acho que se enquadra nessa categoria. 🙂

7×1: um livro que te decepcionou.

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Eu já tava com o pé atrás antes mesmo do livro sair, mas não estava pronta pro tamanho da decepção que precisei enfrentar. 😂

PRORROGAÇÃO: um livro que merece continuação.

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Warcross, cuja continuação sai no fim do ano. 😍 Minha ansiedade agradece!

PAÍS SEDE (RÚSSIA): um livro de autor(a) russo(a) que você favoritou ou deseja ler.

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Eu amei demais O Saotur, da N. S. Moraes. A autora (que é parceira aqui do blog) nasceu na Rússia, mas mora no Brasil desde criança. 😀

SELEÇÃO BRASILEIRA: seu livro nacional favorito.

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Acho que posso mencionar As Parceiras. Li para o vestibular e amei a história, com seu tom intimista e melancólico.

A TAÇA DO MUNDO É NOSSA: um livro que te deixou extremamente feliz.

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Clube da Luta Feminista foi o primeiro livro recebido em parceria com a Rocco e, no momento em que vi a caixinha, já estava com um sorriso gigante no rosto. Ah, fora isso, vale mencionar: o livro é FODA e cheio de dicas incríveis. 😉

Quais seriam as escolhas de vocês?
Me contem nos comentários e fiquem à vontade pra responder à TAG também!

Beijos e até a próxima semana! 😘

Resenha: A Mulher Na Cabine 10 – Ruth Ware

Oi gente, tudo bem?

Hoje trago a resenha de um excelente thriller pra vocês: A Mulher Na Cabine 10, de Ruth Ware, publicado pela Editora Rocco.

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Sinopse: No livro, uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do Aurora borealis.

Lo Blacklock é uma jornalista de viagens que vive uma experiência traumatizante: no meio da noite, percebe que sua casa está sendo invadida. Apesar dos ladrões não a agredirem diretamente, o trauma e a sensação de violação causam na personagem sintomas semelhantes ao TEPT (crises de ansiedade, pesadelos e até mesmo alucinações). Dali a dois dias, Lo precisa viajar a trabalho para cobrir a viagem inaugural do cruzeiro de luxo Aurora borealis e, mesmo estando com o emocional virado de cabeça para baixo, ela decide não abrir mão da oportunidade de crescer na carreira. Na primeira noite a bordo do navio, Lo se dá conta que esqueceu o rímel, e decide recorrer à pessoa na cabine ao lado da sua, a cabine 10. Lá, Lo se depara com uma mulher jovem e bonita, que empresta o rímel com pressa, fechando-se novamente em sua cabine. Até aí, nada de (muito) estranho, né? O problema acontece durante a noite: Lo escuta um grito na cabine vizinha e, logo depois, o barulho de algo pesado sendo jogado no mar. Ao espiar pela varanda, uma mancha escura muito semelhante a sangue chama a sua atenção, e ela corre para acionar a segurança do navio. A questão é: segundo a equipe, não havia ninguém hospedado na cabine 10.

O plot de A Mulher Na Cabine 10 me conquistou de cara: uma personagem instável emocionalmente devido a um trauma, passando por uma situação tensa em um ambiente claustrofóbico e sem ninguém que acredite nela. A minha curiosidade para entender o que estava acontecendo era instigada a cada página, ao mesmo tempo em que Ruth Ware nos fazia duvidar da sanidade de Lo. A única prova que a personagem dispunha para provar a existência da tal mulher era o rímel que fora emprestado por ela, mas as evidências iam todas contra a teoria de Lo: ninguém da equipe vira tal mulher, ela não estava na lista da tripulação, tampouco dos passageiros. Não havia nenhum registro que comprovasse sua existência. A experiência traumática recente e o excessivo consumo de bebida alcoólica também não estavam a favor de Lo, que acaba entrando em um estado paranoico, temendo tudo e todos ao seu redor.

resenha a mulher na cabine 10 ruth ware

Um recurso que Ruth Ware adotou e eu achei genial para aumentar ainda mais a tensão foi utilizar, ao fim de cada parte do livro, informações sobre o que estava acontecendo com pessoas externas ao navio, como o namorado de Lo (Jude) ou notícias que saíam na mídia. Essas passagens eram narradas alguns dias no futuro, e mostravam fatos como, por exemplo, Jude entrando em contato com os amigos pois estava sem notícias de Lo, uma notícia falando sobre um corpo encontrado no mar, outra notícia narrando o desaparecimento de uma jornalista do Aurora borealis chamada Laura Blacklock… Esses momentos do livro aumentavam em muito a curiosidade, a tensão e a expectativa para saber o que afinal aconteceria com Lo, mais até do que descobrir afinal quem era a tal mulher. O plot twist que envolve a revelação final também foi muito bom e convincente, me deixando muito satisfeita com o desfecho do livro.

A ambientação em um navio a mar aberto colabora muito com a sensação de claustrofobia e medo sentido pela personagem (e por nós, leitores). Me lembrei muito de Assassinato no Expresso do Oriente (o filme, pois não li o livro) e o receio constante de que qualquer pessoa ali possa ser um assassino. O fato de Lo estar sozinha, encarando a possibilidade de ter um criminoso em seu encalço, é uma situação muito aflitiva. O cansaço da personagem, que não consegue dormir direito desde a invasão ao seu apartamento, também é palpável, e o leitor fica agoniado com a exaustão psicológica da protagonista. Mas ela também se revela uma personagem forte, especialmente na reta final, e empática. Apesar de sofrer muito nas mãos dos responsáveis por tudo que aconteceu, ela ainda consegue perceber quem é também uma vítima e quem é apenas algoz na situação.

A Mulher Na Cabine 10 é um livro incrível e envolvente, excelente para quem é apaixonado por thrillers. Vai ser impossível não ficar angustiado, querendo descobrir o que realmente aconteceu no luxuoso Aurora borealis. Recomendo muito!

Título Original: The Woman in Cabin 10
Autor: Ruth Ware
Editora: Rocco
Número de páginas: 320
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.