Parceria com a Rocco, primeiro “recebidos” e sorteio!

Oi pessoal, tudo bem?

Em fevereiro desse ano, recebi uma notícia incrível: o Infinitas Vidas foi selecionado para ser parceiro da Editora Rocco em 2018!
Esperei um pouco para contar a novidade aqui no blog porque queria aproveitar e mostrar pra vocês o primeiro “recebidos” (até porque os primeiros a gente nunca esquece, né nom?). ❤

Mas, na verdade, o objetivo principal desse post é agradecer. Em primeiro lugar, à Rocco, por confiar em mim e no meu trabalho. Eu cresci lendo os livros publicados pela editora e, das minhas séries favoritas, três são dela (Harry Potter, As Crônicas do Mundo Emerso e Jogos Vorazes). Dá pra imaginar a emoção que senti quando vi o nome do blog na lista, né? Depois de 4 anos de empenho e dedicação, finalmente o Infinitas Vidas conquistou sua primeira parceria com uma editora, o que pra mim significa um grande passo.

Agradeço também aos leitores fiéis, que toda semana estão acessando os posts e/ou deixando comentários, levando em consideração minha opinião e me incentivando a continuar, mesmo com um TCC sendo feito e um trabalho de turno integral. Obrigada, de coração! ❤

Sem mais delongas, vamos conhecer o primeiro recebido do blog em parceria com a Editora Rocco?

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Sinopse: Contratada para assumir a recém-criada editoria de gênero do The New York Times, a jornalista Jessica Benett constrói um guia incisivo e irônico de como sobreviver ao sexismo no ambiente de trabalho em Clube da luta feminista. Mesclando experiências pessoais e de outras mulheres e conselhos nada politicamente corretos com pesquisas e estatísticas sérias, Bennett oferece dicas valiosas e bem-humoradas para a mulher enfrentar o machismo na sociedade atual e combater o terreno minado e muitas vezes sutil do preconceito no ambiente corporativo. Com projeto gráfico moderno, repleto de ilustrações e esquemas divertidos, o livro fala tanto dos desafios externos enfrentados pelas mulheres cotidianamente, quanto dos comportamentos arraigados e autossabotadores delas próprias no dia a dia do escritório, sempre num tom informal e sarcástico.

Semana que vem já tem resenha aqui no blog! O que posso adiantar é o seguinte: QUE LIVRO, minhas amigas (ok, e meus amigos), que livro!

Tá achando que as novidades acabaram? Ainda não! Em abril a Rocco lançou Warcross, o novo livro de Marie Lu (autora da trilogia Legend). Com uma vibe cibernética, que conversa muito com Jogador Nº 1, o livro promete ser eletrizante. Pra comemorar esse lançamento, tá rolando o sorteio de um exemplar lá no Instagram do blog! Confiram as regras na foto oficial, participem (tá super fácil, sério) e boa sorte! ❤

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Sinopse: Para os milhões que se conectam todos os dias, Warcross não é apenas um jogo – é um modo de vida. Não é diferente para a hacker adolescente Emika Chen, que para se sustentar trabalha como caçadora de recompensas e rastreia jogadores que apostaram ilegalmente no jogo. Mas o mundo da caça de recompensas é competitivo, e a sobrevivência não tem sido fácil. Precisando de dinheiro rapidamente, Emika se arrisca e invade o jogo de abertura do Campeonato Internacional de Warcross… e acaba entrando acidentalmente no jogo em si e se tornando uma sensação da noite para o dia. Convencida de que vai ser presa, Emika fica surpresa quando recebe uma ligação do criador do jogo, o elusivo e jovem bilionário Hideo Tanaka, com uma proposta irresistível. Ele precisa de um espião dentro do torneio daquele ano para descobrir um problema de segurança… e quer que Emika faça o serviço. Mas logo ela descobre um plano sinistro, com consequências sérias para todo o império de Warcross. Nesta aventura de ficção científica, Marie Lu, a autora bestseller do New York Times, dá vida a um mundo envolvente e contagiante em que escolher em quem confiar pode ser a maior aposta de todas.

Bom, pessoal, as novidades de hoje são essas!
Tenham certeza de que vem muito conteúdo de qualidade por aí, fruto dessa parceria incrível. 😉
Conto com vocês pra dividir tudo isso! ❤

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Resenha: O Segredo do Meu Marido – Liane Moriarty

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de O Segredo do Meu Marido, de Liane Moriarty.

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Sinopse: Imagine que seu marido tenha lhe escrito uma carta para ser aberta apenas depois que ele morresse. Imagine também que essa carta revela o pior e o mais profundo segredo dele – algo com o potencial de destruir não apenas a vida que vocês construíram juntos, mas também a de outras pessoas. Imagine, então, que você esbarra nessa carta enquanto seu marido ainda está bem vivo… Cecilia Fitzpatrick tem tudo. É bem-sucedida no trabalho, um pilar de sua pequena comunidade, uma esposa e mãe devotada. Sua vida é tão organizada e imaculada quanto sua casa. Mas uma carta vai mudar tudo, e não apenas para ela: Rachel e Tess mal conhecem Cecilia – ou uma à outra –, mas também estão prestes a sentir as repercussões do segredo do marido dela. Emocionante, O segredo do meu marido é um livro que nos convida a refletir até onde conhecemos nossos companheiros – e, em última instância, a nós mesmos.

Eu ainda não tinha lido nada de Liane Moriarty, mas fiquei completamente apaixonada pela minissérie da HBO baseada em uma de suas obras, Big Little Lies. Por isso, estava ansiosa para conhecer seus livros também. Em O Segredo do Meu Marido, percebi semelhanças com a série, especialmente em relação às personagens. Consegui ver traços da Madeline em Cecilia Fitzpatrick e de Jane em Tess, por exemplo. Mas, além disso, também vi que Liane Moriarty sabe construir muito bem personagens femininas, suas diferenças, suas qualidades e defeitos e suas motivações pessoais. Isso fica nítido nas três, Cecilia, Tess e Rachel, as personagens que são conectadas pelo segredo do marido de Cecilia.

Cecilia é uma personagem que se vê diante de uma decisão praticamente impossível. A solidez de seu casamento e de sua vida fica completamente ameaçada quando ela descobre a carta que deveria ser aberta apenas quando John-Paul, seu marido, já tivesse morrido. O que ela descobre a desestabiliza e a faz questionar não apenas quem é seu companheiro, mas ela mesma, devido às atitudes que precisa tomar. Tess também enfrenta uma reviravolta ao descobrir que as duas pessoas que mais ama (o marido e a prima/melhor amiga) estão apaixonados. Em um esforço quase irracional de salvar sua família de um divórcio, ela vai embora de casa para que os dois vivam essa paixão, na esperança de que tudo volte ao normal depois disso. Por fim, temos Rachel, uma mulher que recebe a notícia de que seu filho vai se mudar para Nova York com a esposa e o filho, sendo a criança a única alegria na vida de Rachel, que teve a filha assassinada há mais de 20 anos.

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Essas três mulheres, tão diferentes entre si, têm suas vidas conectadas de uma forma inesperada. Para elas, mas não para o leitor. Minha maior crítica em relação ao livro foi a obviedade do segredo de John-Paul, que já tinha ficado claro pra mim muito antes de sua revelação. Entretanto, não é o mistério que move a narrativa, mas sim as consequências do segredo. Liane Moriarty conta uma história que, apesar de ter momentos mais parados, nos faz querer saber o que vai acontecer com aquelas mulheres. E apesar de eu ter gostado de acompanhá-las, também senti que durante parte da narrativa a história andava em círculos, e isso me cansou um pouco.

Contudo, como eu disse antes e enfatizo novamente, a autora sabe como construir mulheres e suas diversas camadas, com qualidades e defeitos. Essa característica ficou evidenciada durante a leitura de O Segredo do Meu Marido. Cecilia, Tess e Rachel tem motivações próprias, atitudes humanas (e, muitas vezes, falhas) e não fazem o que o leitor acha que elas devem fazer, mas sim o que acreditam ser o melhor para si mesmas e para quem amam. Essa habilidade de Liane Moriarty de criar boas personagens femininas é algo que me agrada muito em sua escrita.

Se em determinado momento da trama de O Segredo do Meu Marido eu estava ficando levemente decepcionada, o epílogo chegou e mudou tudo. Arrebatador e, de certo modo, revoltante, ele me chocou e me fez questionar meus pensamentos e insatisfações ao longo da trama. A sensação é de que, assim como Pandora – na alegoria da autora –, era melhor não ter aberto a caixa e descoberto o que descobri. Leitura recomendada!

Título Original: The Husband’s Secret
Autor: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 368

Resenha: P. S.: Ainda Amo Você – Jenny Han

Oi, pessoal. Tudo certinho?

Hoje vim contar pra vocês minha opinião sobre P.S.: Ainda Amo Você, meu livro favorito da trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei. ❤

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Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários. Em “Para todos os garotos que já amei”, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em “P.S.: Ainda amo você”, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam. Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

O livro se passa pouco tempo depois do final do primeiro volume, e Lara Jean está decidida a fazer as pazes com Peter, o que acaba acontecendo. Os dois então voltam a namorar e tudo parece perfeito, até que a protagonista sofre um grande impacto emocional: um vídeo dela e de Peter se beijando no ofurô cai na internet, insinuando para o mundo que os dois transaram naquela situação (o que não é verdade). Completamente desestabilizada, Lara Jean encontra conforto na promessa de Peter de que vai descobrir quem fez isso e tirar o vídeo do ar. Contudo, a garota não consegue tirar da cabeça de que a culpada é Genevieve, a ex-namorada dele.

Eu achei muito interessante que Jenny Han tenha trazido uma ideia que se aproxima do revenge porn nesse livro (ainda que não tenha acontecido nada sexual na ocasião). De forma sutil, a autora problematiza e discute a maneira como homens e mulheres são impactados de formas diferentes por essas situações: enquanto a reputação e o dia a dia de Peter mantiveram-se intactos, Lara Jean viu-se sendo julgada por colegas e até mesmo professores. Esse tipo de debate é extremamente importante, ainda mais quando levamos em consideração que é um livro voltado ao público mais jovem. Só por esse aspecto eu já considero que P.S.: Ainda Amo Você tem um grande mérito.

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Além disso, a trama tem alguns “mistérios” que ao mesmo tempo me instigaram e me revoltaram. Peter, que foi um sonho no primeiro livro, se comporta de um modo totalmente babaca nesse volume. Sem revelar o motivo à namorada, ele passa o livro inteiro apoiando e estando presente na vida de Genevieve, dando como desculpa o fato de ela “precisar dele”. Lara Jean, apesar de tentar ser paciente e compreensiva, obviamente se magoa nesse processo. E é aí que um quarto elemento entra em jogo: Jonh Ambrose McClaren, amigo de infância e um de seus antigos amores,. Ele entra em contato com Lara Jean após receber uma de suas cartas de amor enviadas por engano e os dois retomam a amizade. Entretanto, outros sentimentos acabam florescendo, e eu vou ser sincera com vocês: nesse volume, fui #TeamJohn. Eita garoto perfeito, viu? O Peter pisou TANTO na bola com a Lara Jean que, assim como a protagonista, acabei abrindo meu coração pra esse novo personagem se instalar. Sorry not sorry. ¯\_(ツ)_/¯

Apesar de eu não ser fã de triângulos amorosos, a maneira como Jenny Han construiu essa dinâmica foi muito natural e realista. Não houve drama desnecessário ou situações que fugissem da essência dos personagens, o que é extremamente positivo. Apesar da irritação que eu senti em relação à Peter, o livro prendeu tanto minha atenção que o li em um dia, louca pra saber quem Lara Jean escolheria e, também, quem foi responsável por vazar o vídeo do ofurô.

Os temas atuais e pertinentes, o carisma dos personagens e a maneira singela e real como a autora conduziu a história nesse volume fez de P. S.: Ainda Amo Você meu livro favorito da trilogia. É nítido como os personagens evoluíram e amadureceram, mas também é perceptível que a adolescência é um período cheio de desafios que eles ainda precisam vencer. Leitura mais do que recomendada, especialmente para os fãs da Lara Jean. ❤

Título Original: P.S. I Still Love You
Série: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 304

Dica de Série: La Casa de Papel

Oi meu povo, tudo bem?

Agora que passou um pouco o hype, vim contar o que achei de La Casa de Papel, uma série que deu o que falar. 🙂

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Sinopse: Oito habilidosos ladrões se trancam na Casa da Moeda da Espanha com o ambicioso plano de realizar o maior roubo da história e levar com eles mais de 2 bilhões de euros. Para isso, a gangue precisa lidar com as dezenas de pessoas que manteve como refém, além dos agentes da força de elite da polícia, que farão de tudo para que a investida dos criminosos fracasse.

A premissa de La Casa de Papel já é bastante instigante: criminosos que não se conhecem nem sabem nada uns sobre os outros são unidos pelo misterioso Professor e embarcam na ousada missão de roubar a Casa da Moeda da Espanha. Eles são identificados por nomes de cidades, não devem se relacionar intimamente uns com os outros e precisam seguir à risca as orientações de seu líder. Alguma dúvida de que isso pode dar errado? 😛 Ao longo dos episódios, acompanhamos a dinâmica dos personagens durante o assalto/sequestro e também momentos do passado que os levaram até ali.

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O maior mérito de La Casa de Papel são as reviravoltas, capazes de manter o espectador atento e interessado. Sempre que a inspetora Murillo ou algum de seus colegas investigadores chega perto de descobrir a verdade sobre o Professor, sentimos aquele frio na barriga de quem está torcendo pelos vilões (Dexter, lembrei de você!). Além disso, o plano do Professor é genial e cada etapa do processo está prevista e planejada. Toda vez em que o espectador imagina que algo vai sair dos trilhos, o líder do assalto vem para mostrar que sua astúcia e perspicácia não devem ser subestimadas.

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Infelizmente, eu detestei a personagem “principal” e seu par romântico. Tókio é uma mulher temperamental, egoísta e impulsiva, que vive para atrapalhar o plano e colocar os próprios sentimentos acima de todo o resto. Rio é um rapaz jovem e apaixonado que acaba fazendo todas as vontades de Tókio, mesmo que isso prejudique outras pessoas. Além disso, o garoto é extremamente sem sal. Falando em sem sal, tá pra nascer personagem mais sem graça que Alison Parker, uma refém que é peça-chave para o sucesso do plano. Por outro lado, o carisma de personagens como o próprio Professor, Denver e Nairóbi (uma das poucas a manter a cabeça fria e dona de uma das melhores frases da série) compensa.

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Se por um lado La Casa de Papel é capaz de nos manter entretidos, a reta final tem uma vibe totalmente novela mexicana (especialmente no final). Reviravoltas forçadas e vários Deus ex-machina surgem para solucionar os problemas do Professor e seus comparsas. O desfecho me deixou meio incrédula de tão fantasioso que foi mas, ainda assim, não chegou a estragar minha experiência.

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La Casa de Papel é uma série muito bacana, sim, mas cujo hype não necessariamente condiz com a qualidade do enredo. Existem situações extremamente nonsense que a série trata com a maior naturalidade. Apesar das ressalvas, acho que vale a pena conferir, especialmente por se tratar de uma temporada única com enredo fechado (que a Netflix resolveu dividir em duas sabe-se Deus por quê). Ah! E a abertura é maravilhosa. 😉

Título original: La Casa de Papel
Ano de lançamento: 2017
Criador: Álex Pina
Elenco: Úrsula Corberó, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Pedro Alonso, Miguel Herrán, Alba Flores, Jaime Lorente López, Esther Acebo, Enrique Arce, María Pedraza

Resenha: Pecados no Inverno – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje eu trago pra vocês a resenha do livro mais diferentão da série As Quatro Estações do Amor: Pecados no Inverno. 🙂

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Sinopse: Do quarteto de amigas, Evangeline Jenner é certamente a mais tímida. E se tornará a mais rica quando receber a herança de seu pai, acamado com tuberculose. Mas Evie não se importa com o dinheiro. Tudo o que deseja é estar ao lado do pai em seus últimos dias. Porém isso só será possível se ela puder escapar da casa dos tios que a criaram. E, para isso, sua única alternativa é casar-se – e rápido. Assim, ela foge no meio da noite para a casa do devasso lorde St. Vincent e lhe propõe casamento em troca de poder cuidar do pai. Para um aristocrata que precisa de dinheiro, essa é uma excelente proposta. Afinal, é difícil conquistar uma moça rica e solteira quando se tem a reputação de Sebastian – trinta segundos a sós com ele arruinariam o bom nome de qualquer donzela. Mas há uma condição na proposta de Evie: uma vez consumado o casamento, eles nunca mais dormirão juntos. Ela não será mais uma mulher descartada por ele com o coração partido. Se Sebastian realmente a deseja em sua cama, terá que se esforçar mais em sua sedução… ou entregar seu coração pela primeira vez na vida.

Eu fiquei muito curiosa com esse título quando percebi, ao final de Era Uma Vez no Outono, que o casal protagonista seria Evie e ninguém mais, ninguém menos Lorde St. Vincent (sim, o vilão do livro anterior). Achava que Lisa Kleypas precisaria rebolar muito pra conseguir transformar um homem que sequestrou a noiva do melhor amigo em um mocinho confiável, por quem os leitores pudessem se apaixonar também. E, em partes, ela conseguiu essa façanha.

Evie procura Sebastian, o Lorde St. Vincent, unicamente por interesse. Ela deseja se casar com ele para escapar do controle que sua família exerce sobre ela e, com isso, voltar a visitar o pai (um rico dono de um clube de jogos que está à beira da morte). St. Vincent aceita de imediato, motivado por duas razões principais: 1) ele está quase falido e precisa de uma esposa rica e 2) fica encantando com as curvas voluptuosas de Evie. Contudo, com o passar do tempo, Sebastian não apenas assume o controle do salão de jogos após o falecimento do sogro como também se dá conta de que o afeto pela esposa cresce desenfreadamente. No caminho dos dois, há a família da jovem e um antigo funcionário do clube de jogos que pode ter mais coisas em comum com Evie do que ela imaginava…

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Uma das maiores qualidades de Pecados no Inverno é que ele é o volume que mais se afasta da fórmula da série. Aqui, o cenário não é Hampshire e a bela mansão de Westcliff, mas sim o clube de jogos do pai de Evie. Também não temos um outro homem lutando pelo coração da protagonista, já que ela se casa logo de início. O único outro rapaz charmoso (além de Sebastian, é claro) é Cam Rohan, que tem por Evie uma afeição fraternal. Eu jurava que ele seria o mocinho do volume seguinte, mas descobri que ele faz parte da série Os Hathaways. Enfim… Por outro lado, um dos pontos negativos (mas que, ainda assim, foge da fórmula pronta dos outros livros) é que As Flores Secas não têm uma participação tão expressiva em Pecados no Inverno, à exceção de Lillian (com quem Sebastian tem uma relação complicada devido ao sequestro).

A grande estrela desse livro é, sem dúvidas, o libertino St. Vincent. Ainda acho que Lisa Kleypas pegou pesado no fato do personagem ter pulado de sequestrador para marido exemplar mas, ainda assim, gostei muito de quem ele se tornou. O personagem não mudou completamente: ele segue malicioso, charmoso e galante, e o flerte segue sendo uma de suas características predominantes. Contudo, com o passar do tempo ele passa a enxergar as qualidades de Evie (sua determinação, sua resiliência e sua gentileza) e se permite se apaixonar. Infelizmente eu não consigo ser muito fã de Evie. Ela é uma personagem querida e muito doce mas, pra mim, é totalmente sem sal. 😦 Não consegui “comprar” toda a personalidade da protagonista que Lisa Kleypas tentou “vender”, sabem?

Pecados no Inverno merece o destaque por ser o livro mais singular da série As Quatro Estações do Amor, evitando as fórmulas prontas que Lisa Kleypas vinha utilizando e se mostrando mais ousado e com reviravoltas mais interessantes. Gostei muito mais dele do que de seus predecessores, ainda que Evie não seja uma protagonista tão carismática. E, apesar das ressalvas (e para a minha própria surpresa), Lisa Kleypas conseguiu rebolar o bastante pra tornar Sebastian um mocinho capaz de conquistar meu coração. 😉 Recomendo!

P.S.: tenho profunda agonia da capa desse livro. É a única que mostra o rosto da modelo, fugindo totalmente do padrão das outras capas! Apesar disso combinar com a vibe do livro, que também é diferente, acabou mais me incomodando mesmo. 😛 Prefiro padrões no que diz respeito a capas de séries literárias hahaha!

Título Original: The Devil in Winter
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288

Dica de Série: Lovesick

Oi, pessoal. Tudo bem?

Hoje eu vim falar um pouquinho sobre uma dramédia romântica que, em poucos episódios, ganhou um espaço muito especial no meu coração: Lovesick!

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Sinopse: Dylan (Johnny Flynn) descobre que contraiu uma DST e precisa entrar em contato com todas as mulheres com quem já teve relações sexuais para informá–las e orientá-las a fazer o teste. Para tal, terá a ajuda do seu melhor amigo Luke (Daniel Ings) e de Evie (Antonia Thomas), uma amiga que já teve uma queda enorme por ele mas manteve o segredo até superar, e hoje está noiva de outro.

Originalmente chamada Scrotal Recall, Lovesick foi salva do cancelamento pela Netflix. Que alegria isso ter acontecido! A série conta a história de Dylan, um rapaz que é diagnosticado com clamídia (uma DST) e aconselhado a entrar em contato com suas parceiras sexuais dos últimos 3 anos para avisá-las (assim elas podem fazer o exame também). Esse plot dá início às situações cômicas da série, pois acompanhamos os acertos e fracassos amorosos do personagem, bem como situações muito relacionáveis e reais (afinal, quem nunca quis ter um encontro perfeito ou sofreu por um amor não correspondido?). Além de Dylan, acompanhamos também a trajetória de seus dois melhores amigos: Luke, o estereótipo de bonitão conquistador, e Evie, uma garota madura e doce que foi secretamente apaixonada por Dylan durante muito tempo. O grande drama da série acontece porque Dylan também está apaixonado por Evie – mas agora ela está noiva.

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O enredo de Lovesick não é extremamente original ou inovador, eu sei. Um triângulo amoroso, um amigo engraçado e mulherengo, a busca pelo amor verdadeiro… Esses elementos já foram utilizados em diversas produções. Mas o carisma de Lovesick está nas situações cotidianas que os personagens enfrentam e em suas “desventuras” amorosas. Cada episódio traz uma lembrança de Dylan em relação a alguma mulher com quem ele se relacionou, e é engraçado acompanhar essa trajetória porque muitos dos encontros foram inusitados e até mesmo cômicos. Por outro lado, a série também tem seu lado dramático ao aprofundar os problemas e dores dos três protagonistas, Dylan, Luke e Evie. 

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Eu não sou uma grande fã do Dylan. O personagem é o mais insosso dos três, além de idealizar o amor de uma maneira um tanto quanto utópica (Ted Mosby feelings). Evie, por outro lado, é uma garota incrível. Seu maior defeito, eu diria, é a falta de iniciativa. Apaixonada por Dylan desde sempre, ela não tem coragem de dizer o que sente e acaba reprimindo seus sentimentos. Luke, surpreendentemente, é meu personagem masculino favorito. Eu não costumo ser fã de conquistadores baratos (seguindo o paralelo com How I Met Your Mother, à primeira vista ele seria tipo o Barney), mas Luke é muito mais do que isso. O personagem tem dores e cicatrizes que só são mostradas ao espectador com o passar dos episódios, e isso não apenas o humaniza como também nos aproxima dele. Ele é um amigo leal, daqueles que você quer ter por perto. E uma das cenas mais engraçadas da série é protagonizada por ele (Luke narrando um filme ao Dylan é priceless hahaha!). Por fim, temos um quarto elemento no grupo de amigos: Angus. Apesar de não ter um enfoque tão grande, também é uma pessoa bacana (e azarada).

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Lovesick é uma série que aquece o coração. Fui conquistada por ela de cara, no primeiro episódio, e estou ansiosa esperando pela renovação (a terceira temporada estreou em janeiro desse ano). Amor, amadurecimento, vida adulta, indecisão, a sensação de estar perdido… todos os elementos que fazem parte do processo de “virar adulto” estão em Lovesick com uma roupagem delicada, doce e engraçada. Recomendo demais! ❤

Título original: Scrotal Recall / Lovesick
Ano de lançamento: 2014
Criador: Tom Edge
Elenco: Johnny Flynn, Antonia Thomas, Daniel Ings, Hannah Britland, Joshua McGuire, Richard Thomson

Resenha: O Sorriso da Hiena – Gustavo Ávila

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje é dia de uma resenha nacional! Vim contar pra vocês o que achei de O Sorriso da Hiena, do autor Gustavo Ávila, uma obra que eu estava ansiosa para conferir há algum tempo. 🙂

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Sinopse: Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas. Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?

Esse livro já me ganhou na sinopse. Além de ser uma trama policial (que eu adoro!), a discussão que ele promete trazer é extremamente instigante: afinal, o mal nasce com o indivíduo ou é criado a partir de suas experiências? Para descobrir a resposta, o misterioso David entra em contato com William, um psicólogo infantil que estuda justamente essas questões em suas pesquisas acadêmicas. David, aos 8 anos, viu seus pais serem mortos brutalmente na sua frente, e acredita que isso tenha sido um fator determinante para torná-lo o monstro que ele acredita ser no presente. Ele propõe então que William atenda 5 crianças que, em breve, também viverão o mesmo trauma: o homem planeja fazer com suas famílias o que fizeram com a dele. Apesar de inicialmente relutante, a curiosidade científica de William e o sentimento de que ele não faz o suficiente para levar o bem ao mundo o levam a aceitar o acordo. Perseguindo o rastro de sangue que David deixa atrás de si, temos Artur, um dos melhores investigadores da polícia local. Com Síndrome de Asperger, ele tem poucas habilidades sociais, mas um excelente faro e raciocínio lógico. Entretanto, as pistas são escassas, e o caso, mais complexo do que aparenta.

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O Sorriso da Hiena tem uma narrativa extremamente envolvente, bem como um enredo que mexe com o leitor. Ao longo das páginas, vemos a decadência de William enquanto trabalha com as vítimas de David. O personagem, antes ético e centrado, se transforma completamente e ultrapassa todos os limites em nome do seu segredo e de sua pesquisa. Por outro lado, é eletrizante acompanhar o esforço de Artur em juntar as peças e ir em busca de toda e qualquer pista que possa ajudá-lo a descobrir o culpado.

Contudo, o desfecho do livro foi um pouco decepcionante. Fiquei frustrada que poucas coisas tenham efetivamente se resolvido com a ajuda de Artur, pois isso me deu a sensação de que o personagem foi subaproveitado. 😦 Além disso, acredito que a discussão sobre o bem e o mal teve menos espaço e importância do que a sinopse deu a entender.

Apesar das ressalvas e das poucas páginas, O Sorriso da Hiena consegue entregar uma trama policial envolvente e emocionante. Enquanto lia, facilmente conseguia imaginar o livro virando um filme ou série de TV (o que pode realmente acontecer, já que os direitos foram comprados pela Globo). Existem diversas cenas que deixam o leitor aflito e causam aquele senso de urgência necessário a tramas desse tipo. É uma leitura excelente e envolvente. Recomendo! 🙂

Título Original: O Sorriso da Hiena
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus
Número de páginas: 266