Review: O Plano Imperfeito

Oi meu povo, tudo certo?

Vamos de filme fofo para animar o domingo? Vamos! Hoje vou contar o que achei de O Plano Imperfeito, comédia romântica da Netflix. 😉

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Sinopse: Harper (Zoey Deutch) e Charlie (Glen Powell) trabalham como assistentes para dois executivos em Manhattan. O temperamento e a dinâmica de seus chefes transformam suas vidas em um verdadeiro inferno. Desesperados e exaustos, os dois jovens se juntam para elaborar um plano um tanto quanto ousado: fazer com que os seus superiores se apaixonem e, dessa forma, fiquem mais tranquilos em relação ao trabalho.

Harper e Charlie são assistentes de dois profissionais extremamente exigentes e sem noção. Harper trabalha para uma grande jornalista esportiva, Kirsten, e tem o sonho de tê-la como mentora; Charlie é assistente de Rick, um profissional importante do ramo de investimentos, e deseja sua tão sonhada promoção, de modo a ter mais tempo e status para oferecer à sua namorada, uma modelo em ascensão. Os dois assistentes acabam se conhecendo por acaso (fazendo hora extra, é claro) e, ao perceberem que ambos sofrem com os abusos dos chefes, decidem armar um encontro para que fiquem juntos (e parem de incomodar rs).

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O Plano Imperfeito nada mais é do que uma comédia romântica clichê. Isso é um defeito? Claro que não! Quando bem feito, eu adoro! ❤ E, aqui, deu muito certo. Harper é uma pessoinha apaixonante: bem humorada, ligada no 220v, espontânea e dedicada. Seu grande sonho é escrever sobre esportes, mas ela nunca tem tempo para se dedicar a isso devido à carga de trabalho. Charlie, por outro lado, é alguém ambicioso, cujo status importa (tanto na profissão quanto no seu relacionamento com a modelo Suze). Entretanto, ao conviver com Harper, ele começa a perceber que existem outras coisas muito mais importantes do que as aparências e, principalmente, do que investir sua vida em um trabalho no qual você não acredita.

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É bem engraçado ver as armações que os dois preparam para juntar Rick e Kirsten. Harper e Charlie têm muita química, e suas diferenças fazem com que seja ainda mais fofo vê-los juntos. As cenas da amizade improvável dos dois são muito bacanas, e a dupla esbanja carisma. Quando os sentimentos vão se transformando, é impossível não shippar e torcer loucamente pra que tudo dê certo. E o mais bacana é que ambos aprendem que precisam se desafiar, e isso não necessariamente quer dizer dar um passo em frente na carreira. Às vezes, você precisa dar um pause, olhar para dentro de si mesmo e refletir sobre quem você é e sobre quem você quer ser.

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Outro aspecto bacana é que, apesar de ser uma comédia romântica, o filme não foca apenas no aspecto amoroso envolvendo os personagens. Mesmo em um tempo curto de duração, O Plano Imperfeito consegue mostrar outros aspectos do dia a dia de Harper e Charlie que não necessariamente o romance. Ambos têm amigos, uma vida própria e ambições que desejam conquistar, o que dá mais profundidade às suas personalidades. Até Kirsten e Rick tem um certo desenvolvimento (apesar de não serem o foco). E, apesar de eu não ter gostado do fato de Kirsten ser apresentada como “a mulher de negócios que abriu mão do amor para ser bem-sucedida”, no final ela demonstra sua força ao tomar uma decisão muito acertada. 😉

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O Plano Imperfeito é o filme ideal se você quer curtir uma produção despretensiosa, mas cativante. Ele é engraçado, tem bons personagens e traz um casal que conquista. Com  Plano Imperfeito, uma pipoquinha e um cobertor, tenho certeza de que o seu domingo vai ficar ainda mais aconchegante. ❤

Título original: Set It Up
Ano de lançamento: 2018
Direção: Claire Scanlon
Elenco: Zoey Deutch, Glen Powell, Lucy Liu, Taye Diggs, Meredith Hagner, Pete Davidson

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Review: Para Todos Os Garotos Que Já Amei

Oi gente, tudo bem?

Depois de muita espera e ansiedade, Para Todos Os Garotos Que Já Amei finalmente chegou na Netflix, e hoje eu vim contar pra vocês o que achei dessa adaptação tão aguardada. ❤

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Mas essa não é a única coisa especial do post de hoje: ele também inaugura uma nova parceria aqui do blog: o grupo Uma Amiga Indicou! Junto da Ale (Estante da Ale), da Carol Antonucci (Caverna Literária), da Carol Cristina (A Colecionadora de Histórias) e da Pam (Interrupted Dreamer), todo mês vou trazer aqui no blog alguma indicação bem especial, pensada pelo grupo especialmente pra vocês. ❤ Espero que vocês gostem tanto quanto a gente!

Agora vamos ao review!

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Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

Resumindo o plot principal: Lara Jean é uma garota romântica que escreve cartas de amor para cada garoto por quem se apaixonou. Um dia, as cartas são misteriosamente enviadas, e ela entra em pânico, pois um dos destinatários é Josh, seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã. Para evitar uma confusão entre ela, Josh e sua irmã, ela aceita fingir um namoro com Peter Kavinsky, o garoto mais popular da escola (que deseja reconquistar a ex-namorada, Genevieve).

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Em primeiro lugar, eu amei a atmosfera do longa, e de como ele conseguiu traduzir perfeitamente o clima que permeia a leitura. A decoração do quarto de Lara Jean, suas roupas e até o modo de prender o cabelo refletem perfeitamente aquilo que está escrito nas páginas, transportando o espectador para o universo da trilogia. Lana Condor fez com que eu me apaixonasse de vez por Lara Jean. Se no livro eu a acho um pouco apática e sonhadora demais, no filme eu fiquei encantada com seu jeitinho atrapalhado, doce, gentil – e, ainda assim, determinado e cheio de opiniões. A personalidade de Peter condiz totalmente com sua contraparte literária: ele é confiante e carismático, exatamente como eu imaginei. A única coisa que me decepcionou foi a aparência: desculpa gente, não achei o ator bonito não. 😂 Ele é no máximo ajeitadinho (e o Peter é descrito como deslumbrante, né).

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Existem algumas pequenas mudanças em relação ao livro. Alguns personagens e cenas foram cortados, e isso é compreensível quando pensamos que o filme tem apenas 1h40 (aproximadamente) de duração. Entretanto, conversando com a Carol C., me dei conta de que poderiam existir mais cenas entre Lara Jean e Peter, para que a aproximação dos dois fosse mais natural, como no livro. As mudanças não prejudicaram minha experiência e eu adorei as cenas do casal (especialmente quando conversam sobre família), mas se tivessem mais momentos apenas entre os dois, o filme ficaria ainda mais incrível.

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Outros personagens de quem eu não gostava no livro acabaram me conquistando no filme: Chris mantém a essência “livre” e meio maluca, mas é uma amiga que defende Lara Jean com unhas e dentes (enquanto, no livro, ela me parece meio… aproveitadora); Kitty, que eu acho um pé no saco no livro (sim, devo ser a única a não curtir a personagem, mas paciência) ficou muito engraçada e carismática. Josh tem uma participação quase insignificante, o que considero um ponto negativo: parece mais difícil “comprar” todo o sentimento de Lara Jean por ele, porque o personagem não tem a chance de brilhar e de demonstrar sua personalidade no filme.

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Para Todos Os Garotos Que Já Amei fez um trabalho maravilhoso em adaptar o livro e, principalmente, conquistar seu próprio tom. O filme é engraçado, divertido, romântico e fofo – sem nunca ficar meloso ou forçado demais. O longa também traz a importância da família, do perdão e da força do apoio mútuo. A química entre os atores torna cada cena divertida de assistir, arrancando sorrisos e emoções do espectador. Se eu já tinha me apaixonado antes pelo romance de Lara Jean e Peter K., depois desse filme meu coração ficou ainda mais quentinho ao pensar neles. ❤ Adorei!

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P.S. (com spoilers, selecione se quiser ler): AI QUE MEU JOHN AMBROSE MCCLAREN APARECEU NA CENA PÓS-CRÉDITOS!!! 😱 Cadê o próximo filme, produção?

Título original: To All The Boys I’ve Loved Before
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susan Johnson
Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Israel Broussard, John Corbett, Janel Parrish, Anna Cathcart

Review: Jurassic World: Reino Ameaçado

Oi galera, tudo bem?

Ontem fui conferir Jurassic World: Reino Ameaçado e hoje conto o que achei pra vocês, sem spoilers. 😉

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Sinopse: Três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

O filme se passa 3 anos após seu antecessor, O Mundo dos Dinossauros. Claire e Owen não estão juntos, e ela trabalha em uma organização que luta pela preservação dos dinossauros. Os animais estão novamente ameaçados de extinção, pois um vulcão da Ilha Nublar foi reclassificado como ativo, e a qualquer minuto ele pode entrar em erupção. As esperanças de Claire se renovam quando Benjamin Lockwood, antigo parceiro de John Hammond (cuja companhia criou os clones dos dinossauros), oferece a Claire a chance de resgatar os animais da Ilha Nublar. Quem organiza toda a empreitada é o braço direito do idoso, Mills, que é também responsável por gerenciar a fortuna de Lockwood. Claire, então, procura Owen para ajudá-la na missão de trazer os dinossauros em segurança, e ele aceita. Entretanto, a ganância humana e a falta de escrúpulos levam os protagonistas a uma situação extremamente perigosa.

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Não posso negar, existem algumas coisas que são óbvias ao espectador logo de cara. O chefe da expedição tem todo o estereótipo de vilão traidor, e o alívio cômico do filme passa 80% do longa sendo apenas isso. Como críticas negativas, ressalto ainda as repetições no roteiro. T-Rex e Blue aparecendo no último minuto pra salvar os humanos é uma fórmula que já não surpreende mais. Ainda assim, o filme é cativante e, assim como o longa anterior, tem cenas de ação que te fazem prender a respiração e agarrar a poltrona do cinema. Seja na erupção do vulcão ou nas cenas da mansão Lockwood, eu levei vários sustinhos e fiquei imóvel de expectativa, tamanha a tensão que Reino Ameaçado causa.

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Nesse longa, o objetivo dos vilões é transformar os dinossauros em armas, leiloando-os a ricaços pelo mundo inteiro (fica aqui a crítica pro estereótipo tosco de comprador russo). O animal mais precioso do “catálogo” é o Indoraptor, uma espécie de fusão entre a Indominus Rex (do filme anterior) com o velociraptor. Além da crítica à ganância humana em si, que brinca com a natureza sem pensar nas consequências, o filme também mostra os maus tratos aos animais, que ficam sofrendo agressões em jaulas minúsculas. Essa atitude causa ainda mais desconforto quando percebemos que os animais sentem dor, medo e outras emoções – como fica nítido no caso de Blue, que demonstra também sentir empatia.

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Os personagens principais seguem carismáticos, e eu gosto muito da dinâmica de gato e rato de Claire e Owen. A nova adição infantil ao elenco, Maisie, também conquista (e está envolvida em um plot twist bem mindblowing, mas que não tem impacto na trama). A menina é neta de Lockwood e tem um papel fundamental no desfecho do longa. Aliás, o final deixa uma possibilidade de continuação incrível, questionando como será possível que a humanidade conviva com os dinossauros, que agora estão em liberdade. Devo dizer, inclusive, que a condução dos fatos nesses novos filmes me lembram a nova trilogia Planeta dos Macacos: inicia com um macaco que passa por experimentos, aí no segundo filme eles ganham o mundo e, no terceiro, há uma batalha pela sobrevivência. Ficarei de olho no terceiro longa de Jurassic World pra ver se vai rolar mais alguma semelhança. 😛

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Jurassic World: Reino Ameaçado é um filme de ação com várias cenas que deixam o espectador tenso e na expectativa pelo que vai acontecer (ainda que eu não tenha achado que seja uma vibe de terror, como outras críticas na internet comentaram). É um excelente entretenimento, que diverte e empolga durante sua duração. Recomendo!

Título original: Jurassic World: Fallen Kingdom
Ano de lançamento: 2018
Direção: Juan Antonio Bayona
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Justice Smith, Daniella Pineda, Rafe Spall, Isabella Sermon, James Cromwell, Toby Jones, Jeff Goldblum

Review: Aggretsuko

Oi galera, tudo bem?

Faz tempo que eu não falo sobre animes por aqui, né? E se eu te contar que Aggretsuko (de Aggresive Retsuko) foi uma das surpresas mais agradáveis e engraçadas dos últimos tempos? 😉 Vamos conhecer!

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Sinopse: Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente.

Uma red panda fofinha de 25 anos, que trabalha no setor de Contabilidade de uma grande empresa, sofre diariamente com o abuso de seu chefe preguiçoso e machista e desconta as frustrações do dia a dia cantando death metal num karaokê. Sim, essa é a trama de Aggretsuko, o novo anime da Sanrio (a mesma empresa criadora da Hello Kitty). 😂 E sabem o que é mais engraçado? A trama não é nada surreal, não!

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Retsuko é uma jovem solteira, infeliz no trabalho, insegura quanto sua aparência e que precisa contar as moedinhas no fim do mês pra pagar o aluguel e viver com dignidade. Seus dias são repletos de gritos e cobranças infundadas por parte de seu chefe, o Supervisor Porcão, um homem abusivo, machista e preguiçoso, que passa o dia inteiro polindo seus tacos de golfe e treinando novos movimentos e tacadas. Como todo jovem adulto que precisa do emprego, Retsuko engole diversos sapos e tenta lidar com a rotina da melhor forma possível. Sua maneira de extravasar é cantando sozinha no karaokê, e a comédia fica por conta da discrepância entre sua aparência fofa e o estilo musical favorito da protagonista, o death metal. Gritos, riffs pesados de guitarra, letras xingando o chefe e muito headbang marcam essas cenas, nas quais Retsuko aparece “possuída” pela música, com maquiagem pesada e língua de fora. Impossível não rir! 😂

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Aggretsuko traz, de maneira leve (mas surpreendentemente real) situações cotidianas que todo mundo já passou ou vai passar um dia: a convivência com colegas puxa-saco e fofoqueiros, um crush em um colega de trabalho, a cegueira em relação aos defeitos de alguém logo que nos apaixonamos, a dor de ter que dar um presente caro a amigos que estão se casando (o que compromete as finanças do mês), a sensação de frustração ao comparar sua vida à de uma amiga… São inúmeras situações relacionáveis, o que nos faz criar uma empatia instantânea por Retsuko.

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As amizades femininas também merecem destaque. Para a surpresa da protagonista, ela se vê amiga de duas funcionárias importantes da empresa em que trabalha: Gori e Washimi. Bonitas e bem-sucedidas, elas eram objeto de admiração de Retsuko, até que uma aula de yoga em comum acaba por uni-las. E as duas são incríveis, apoiando e incentivando Retsuko, especialmente  no que diz respeito à vida profissional.

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Com episódios de apenas 15 minutos, Aggretsuko foi uma grata surpresa que a Netflix me proporcionou. Confesso que só topei assistir porque meu namorado insistiu mas, no fim, me vi gargalhando e me identificando com os dramas da vida de Retsuko (que, aliás, tem praticamente a mesma idade que eu kkk rindo de nervoso). É um anime curtinho, que você assiste numa sentada, e vai te arrancar boas risadas. Vale a pena dar uma chance! 😀

Título original: Aggretsuko
Ano de lançamento: 2018
Criador: “Yeti” (pseudônimo)
Elenco: Kaolip, Komegumi Koiwasaki, Maki Tsuruta, Sohta Arai, Rina Inoue, Shingo Kato, Yuki Takahashi

Review: Jogador Nº 1

Oi gente, tudo certo?

Apesar do filme ter estreado há um tempinho, vim contar pra vocês o que achei de Jogador Nº 1.

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Sinopse: Num futuro distópico, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

Nosso protagonista é Wade Watts, um rapaz que vive com a tia em uma zona bem pobre de Columbus, nos Estados Unidos. O ano é 2045, e existe um jogo chamado Oasis, no qual as pessoas podem ser e fazer qualquer coisa por meio de seus avatares. Nesse mundo, Wade é Parzival, o Z, e é lá que ele encontra seus melhores amigos e passa a maior parte do seu tempo. Contudo, o Oasis está ameaçado; o criador do jogo deixou alguns easter-eggs escondidos e, quem encontrá-los, herdará suas ações e o controle de tudo. Obviamente, todos querem atingir esse objetivo, o que inclui uma corporação que visa somente os lucros que o Oasis pode oferecer.

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Assim, vou ser sincera, como sempre: eu achei muito burburinho pra pouca coisa. O filme é muito clichê, e isso pra mim não é necessariamente um problema, desde que bem trabalhado. Porém, o enredo é previsível e deixa várias coisas sem um desenvolvimento satisfatório. Uma delas é a relação (ou melhor, o rompimento) dos dois sócios que criaram o Oasis, James Halliday e Ogden Morrow. Existe a tensão causada por um triângulo amoroso do passado, beleza, mas o filme me deixou sem ter certeza de que foi essa a causa da separação dos sócios. Talvez isso fique mais claro pra quem tenha lido o livro, mas filmes devem ser capazes de contar uma história independentemente da obra original. Além disso, os vilões são caricatos (o que é aquela F’Nale?) e não inspiram ameaça real.

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Outro aspecto um tanto quanto decepcionante é o quanto os personagens secundários, amigos de Parzival, são deixados de lado, com exceção de Art3mis, seu par romântico. É somente quando a coisa esquenta que Daito e Shoto ganham espaço, mas aí o filme já está rolando há tanto tempo que eu nem consegui sentir nada por eles. Aech é ótimo, e Helen também. Só achei engraçado ver Lena Waithe interpretando uma personagem mais adolescente, já que conheci a atriz em Master of None (em que ela interpreta uma mulher perto da casa dos 30 – ou seja, sua idade real), mas isso não é um defeito, é só um fun fact de estranhamento mesmo. Por fim, achei que o filme falhou muito em contextualizar o espectador em relação à realidade na qual os personagens estão inseridos. É um mundo futurista, aparentemente muitas coisas estão dando errado no planeta, mas afinal… o que aconteceu? Não são todos os lugares que estão como Columbus, mas ficamos totalmente no escuro em relação ao que ocorre no mundo fora de Oasis.

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Entretanto, também há aspectos positivos. O filme é muito bonito visualmente, já que grande parte dele se passa no jogo. Ainda assim, não vale o ingresso pra sessão 3D, os efeitos são poucos e não fazem tanta diferença. A trilha sonora é ótima, com diversos clássicos. A ação também é bem conduzida, mantendo o espectador atento a cada detalhe do que acontece no Oasis. A prova para conseguir a segunda chave de Halloway foi muito divertida (ainda que eu tenha dado alguns pulinhos na cadeira, por ter medo de filmes de terror). Por fim, as referências à cultura pop também são bacanas, e é bem provável que você fique tentando identificá-las. 😛

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Jogador Nº 1 foi um filme que, infelizmente, não funcionou pra mim. Eu gosto de filmes de puro entretenimento mas, nesse caso, o desenvolvimento precário na relação dos personagens fez com que eu não sentisse nada por eles (fator importante que me fez não curtir tanto assim o longa). Não me arrependo de ter conferido, mas pra mim foi uma obra esquecível que eu não me vejo assistindo novamente.

Título original: Ready Player One
Ano de lançamento: 2018
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe, Mark Rylance, Win Morisaki, Philip Zhao, Hannah John-Kamen

Review: Vingadores: Guerra Infinita

Olar, meu povo! Tudo bem?

Hoje trago minha opinião SEM SPOILERS sobre Vingadores: Guerra Infinita! ❤ Após 10 anos do início da construção do Universo Cinematográfico da Marvel, finalmente chegamos ao ponto em que tudo converge.

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Sinopse: Thanos (Josh Brolin) enfim chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes.

Em Guerra Infinita, a ameaça que vinha pairando ao longo da última década finalmente aparece: Thanos causa destruição por onde passa, implacável em sua missão de reunir as seis Joias do Infinito. Seu objetivo? Trazer equilíbrio ao universo já que, na visão do vilão, há pessoas demais e os recursos são finitos. Devido a essa ameaça e algumas coincidências, grupos de heróis distintos veem-se unidos, lutando contra esse mal avassalador.

E que mal, hein? Thanos é um vilão digno da palavra. Se a Marvel muitas vezes peca ao trazer antagonistas rasos, que não condizem com a ameaça que tentam transmitir, Thanos já intimida com sua própria presença. Na primeira cena ele mostra a que veio, não dando espaço para o espectador sequer respirar, tamanha a tensão. Apesar da força dos seus aliados, que também são adversários difíceis, nenhum se compara à ameaça que Thanos representa. Mas o personagem vai além de pura força física: com seu jeito racional e tranquilo de falar, ele demonstra que tem plena convicção em seus objetivos, que ele realmente crê que está sendo benevolente e fazendo algo em prol do universo. A excelente atuação de Josh Brolin humaniza o personagem, dando-lhe camadas que o tornam ainda mais interessante.

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O segundo aspecto que merece todos os elogios é a união entre os grupos de heróis. A dinâmica entre eles foi impecável, e os personagens se aliaram de modo convincente e orgânico. Tony Stark e Stephen Strange, por exemplo, não se dão bem logo de cara, tendo uma animosidade presente na relação. Os Guardiões da Galáxia e Thor são protagonistas de uma cena pra lá de engraçada, o que condiz com o tom de seus próprios filmes (no caso de Thor, especialmente após Ragnarok). A parceria entre Steve Rogers e T’Challa é nítida, algo que teve início lá em Guerra Civil. Ou seja, é em Guerra Infinita que todas essas pontas finalmente se uniram, e isso foi feito de modo exemplar. ❤ As cenas de ação são de tirar o fôlego, e os efeitos especiais combinados à trilha sonora dão toda a imponência que o momento pede e precisa. Em termos de narrativa, minha única ressalva fica por conta do plot do Thor, que me pareceu um retrocesso em relação ao que foi construído em Ragnarok. Selecione se quiser ler: em Thor 3, o personagem perdeu o Mjolnir e, no fim, percebeu que não precisava do martelo para ser quem é, dominando os trovões e tudo mais. Em Guerra Infinita, a primeira coisa que ele precisa pra ficar fodão de novo é justamente uma arma nova, agora um machado. Confesso que fiquei meio “ué”, mas ok, a gente ignora pelo bem do espetáculo. 😛

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Ainda sobre a narrativa, notei que em alguns momentos o ritmo do longa acaba sendo um pouco prejudicado. O filme precisa mostrar as jornadas individuais dos grupos de heróis que estão espalhados pela galáxia, o que acaba quebrando um pouco o clímax. Entretanto, compreendo que isso é necessário: os heróis precisam realizar seus próprios objetivos para tentar impedir o Titã Louco. São justamente nesses momentos que presenciamos encontros inesperados e temos a oportunidade de ver dinâmicas jamais imaginadas, além de interações que nos arrancam risadas e também emoção.

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Aliás, o filme soube dosar com perfeição a comédia e o drama. Ao contrário de Thor: Ragnarok, aqui as piadas não são estilo pastelão, tendo um timing maravilhoso e arrancando gargalhadas genuínas; por outro lado, as cenas dramáticas são poderosas, e as atuações competentes são fundamentais pra trazer a carga emocional relativa à tudo que acontece no filme. E olha, não é pouca coisa, viu? Saí do cinema de queixo caído.

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Vingadores: Guerra Infinita é um verdadeiro presente aos fãs da Marvel e aos fãs de super-heróis. Essa primeira parte da guerra trouxe não apenas um crossover digno entre todo o universo Marvel, como também um vilão à altura de tantos super-heróis que aprendemos a amar. O filme celebra os 10 anos desse Universo Cinematográfico exaltando tudo que a Marvel tem de melhor. O resultado não poderia ser outro: imperdível, sensacional, arrebatador. ❤ Assistam!

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Agora, pra quem já assistiu, seguem comentários com spoilers (selecionem se quiserem ler):

  • Não acredito que levaram meu Bucky embora de novo! 💔
  • Achei que o Capitão América teria uma presença mais marcante do que teve.
  • Como a galera conseguiu respirar sem os capacetes no planeta Titan???
  • CHO-CA-DA com a morte da Gamora! 😱
  • Algo me diz que na próxima parte as mortes serão revertidas (até porque teremos mais um filme de Homem-Aranha, pelo que sei). Porém, nada me tira da cabeça que alguém da formação original dos Vingadores vai morrer real oficial. 😦
  • Sobre a cena pós-créditos: quero só ver como vão justificar o sumiço/não-participação da Capitã Marvel na batalha. Será que ela tá presa em algum lugar? 🤔

Título original: Avengers: Infinity War
Ano de lançamento: 2018
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo, Josh Brolin, Chadwick Boseman, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Chris Pratt, Zoe Saldana, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Sebastian Stan, Bradley Cooper

Review: Pantera Negra

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei desse tiro que foi Pantera Negra! ❤

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Sinopse: Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Laetitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de Vibranium, alguns anos atrás.

Sabe quando você assiste a um filme e sente o impacto? Pois é, eu senti. Pantera Negra já prometia ser revolucionário: com um elenco majoritariamente negro, o estúdio não cometeu o erro de embranquecer um longa que trata não apenas sobre um super-herói, mas também sobre a cultura negra e africana. Isso é ainda mais relevante quando lembramos que universo nerd é extremamente preconceituoso e escroto. Não concorda? Dá uma olhadinha nessa notícia recente sobre o Comics Gate.

Enfim, vamos ao filme. Após a morte do rei T’Chaka em Capitão América: Guerra Civil, T’Challa precisa assumir o manto de rei de Wakanda. Após alguns desafios pelo trono, ele torna-se rei e precisa enfrentar alguns dilemas morais. A mulher que ama, Nakia, acredita que Wakanda deve sair das sombras e ajudar os povos negros necessitados ao redor do mundo. Ela trabalha arduamente para resgatar e salvar pessoas que ainda vivem em situação de escravidão e exploração e, portanto, acha um erro que Wakanda mantenha-se fora de tudo isso. O local é riquíssimo graças ao Vibranium em abundância, além de ser uma potência tecnológica avançadíssima graças a esse precioso metal. E, para a surpresa de T’Challa, mais pessoas acreditam que Wakanda deve se expor, sendo uma delas o vilão do filme, Erik Killmonger. Entretanto, ao contrário da pacifista Nakia, Erik deseja armar a população negra ao redor do mundo para acabar de vez com qualquer opressão. Seus métodos podem não ter aprovação unânime, mas é compreensível: seu intuito é dar força aos oprimidos para acabar com a opressão. Contudo, existem também motivações pessoais em seus planos, que incluem vingança por uma tragédia de seu passado (e é graças a isso que o personagem se torna mais “vilanesco”).

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Apesar das maneiras tortas e da moral questionável do vilão, não há como negar que ele é o personagem que coloca o dedo na ferida em Pantera Negra. Erik diz uma verdade cruel: existem milhões de pessoas como ele sofrendo, sendo oprimidas e até mesmo escravizadas. Em pleno século 21, ainda vivemos em um mundo que é claramente desigual e injusto, onde negros são marginalizados e explorados. O discurso de Erik é poderoso e a atuação de Michael B. Jordan é intensa, passando muita emoção ao espectador. Aliás, fico muito feliz em dizer que dessa vez a Marvel acertou em cheio no vilão. Não apenas por tudo que ele representa em sua fala (extremamente necessária), mas também por sua origem e seu desenvolvimento.

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Os outros personagens também são ótimos. T’Challa é um homem que tem humildade para aprender com os erros do passado. Além disso, está acompanhado de três mulheres poderosíssimas: Nakia, a General Okoye e sua irmã mais nova, Shuri. Que trio, meu povo, que trio! Além de apresentarem novas formas de beleza ao nosso olhar viciado pelo padrão eurocêntrico, essas três são personagens para aplaudir de pé por vários motivos: são fortes, independentes, determinadas, inteligentes e autossuficientes. Nakia sabe o que quer e não está disposta a deixar homem nenhum (por mais que o ame) impedir seus objetivos. A General Okoye é uma exímia lutadora de grande lealdade e senso do que é certo e errado. E Shuri vem para mostrar que mulheres são inteligentes, inovadoras e capazes em áreas que são predominantemente dominadas por homens, como a da tecnologia. Muito amor por esse trio! ❤

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A cultura africana também está presente nos adornos de Wakanda, na paisagem, nos rituais das tribos, nas canções, nas vestimentas. Se eu, que sou branca, me senti profundamente emocionada ao ver tudo isso retratado no cinema, mal posso imaginar o que negros e negras sentiram assistindo a Pantera Negra. São esses detalhes que tornam o longa tão marcante, porque ele dá voz a um povo que dificilmente consegue se ver representado nas mídias. E só por isso ele já vale seu ingresso! Para ser totalmente honesta, existem algumas coisas no roteiro que são um pouco duvidosas. A decisão do rei T’Chaka em 1992 é a principal delas (selecione se quiser ler): não fez muito sentido pra mim ele deixar uma criança inocente abandonada à própria sorte apenas para encobrir a morte que ele causou. Mas nada disso tira o brilho da trama, obviamente.

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Só posso dizer uma coisa: que filmes como Pantera Negra sejam cada vez mais comuns e abundantes. Essa história vale seu ingresso não apenas pelo ótimo enredo e ritmo alucinante (que te deixam de olhos grudados na tela), mas também por tudo que representa. Wakanda forever!

P. S. (com spoiler, selecione se quiser ver): MEU BUCKY TÁ DE VOLTA!

Título original: Black Panther
Ano de lançamento: 2018
Direção: Ryan Coogler
Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright, Martin Freeman, Daniel Kaluuya, Winston Duke, Angela Bassett, Forest Whitaker