Review: Puella Magi Madoka Magica

Olá, pessoal! Tudo bem?

Conforme o prometido, vim trazer mais um conteúdo que eu queria falar a respeito há um tempo. Já falei de muitos mangás por aqui, mas hoje resolvi trazer um anime pro blog! Trata-se de Puella Magi Madoka Magica ou, simplesmente, Madoka Magica.

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Sinopse: Suicídios sem explicação? Acidentes de trânsito? Mortes de pacientes quase curados? Tudo isso é causado pelo poder das bruxas. Elas causam o mal e estão presentes em todos os lugares. Para combate-las, há apenas uma saída: algumas meninas têm que firmar um contrato com Kyubey e tornarem-se Garotas Mágicas. Em troca, essas garotas receberão como prêmio um desejo concedido. Em Puella Magi Madoka Mágica seguimos a vida de Madoka Kaname e os dramas causados após descobrir a existência das bruxas e das garotas mágicas. Em meio a outras personagens, temos Homura Akemi e sua tentativa de impedir que Madoka se torne uma garota mágica. Fonte.

A história começa quando Madoka Kaname, nossa protagonista, tem um sonho em que uma garota luta sozinha contra um monstro imenso. No dia seguinte, na aula, ela vê que a menina do seu sonho é a nova aluna transferida: Homura Akemi. Posteriormente, enquanto faz compras no shopping com as amigas, Madoka vê Homura perseguindo um animal diferente, que lembra um gato. Madoka e sua melhor amiga, Sayaka, salvam essa criatura – chamada Kyubey – mas acabam presas em uma espécie de mundo paralelo, onde são atacadas por um monstro. As duas são salvas por Mami Tomoe, uma garota mágica. E Kyubey é a criatura capaz de transformar garotas normais em garotas mágicas, como Mami. Ele explica que o objetivo das garotas mágicas é lutar contra as bruxas, criaturas horrendas que se alimentam de humanos, levando-os inclusive a se suicidar, cometer assassinato, entre outras coisas. A trama realmente ganha propósito no momento em que Kyubey oferece a Madoka e a Sayaka um contrato para que elas sejam garotas mágicas também – e, em troca, elas podem ter qualquer desejo atendido. Porém, Homura está determinada a impedir que isso aconteça.

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Os traços delicados e a premissa de “garotas mágicas lutando contra o mal” fazem Madoka Magica parecer um anime bobinho, beirando até mesmo o infantil, certo? Errado. Porque em Madoka Magica todo esse conceito de “mahou shoujo”/garotas mágicas é subvertido e desconstruído, principalmente por ter um enredo profundo e doloroso (coisa que eu nunca vi em nenhum outro “mahou shoujo”, por sinal).

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Em apenas 12 episódios, o anime nos apresenta a personagens femininas complexas, com fardos pesados a carregar e arrependimentos com os quais precisam conviver. Madoka é doce, altruísta e gentil, mas extremamente insegura, e esse sentimento faz com que ela não se sinta importante ou necessária; Sayaka é apaixonada pelo melhor amigo desde a infância, mas ele sofreu um acidente que o impede de tocar violino, seu maior talento e paixão, e ela não tem coragem de dizer o que sente; Mami e Kyoko, outras duas garotas mágicas, tem suas próprias histórias que motivaram a decisão de se tornarem garotas mágicas. E, por fim, temos Homura: uma personagem fria, calculista, com um semblante apático, mas capaz de tudo para cumprir seu objetivo – eliminar Kyubey e impedir Madoka de se tornar uma garota mágica. As motivações da personagem são obscuras e demoramos muito a entendê-la, mas prometo que, quando isso acontece, é impossível não se emocionar.

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Madoka Magica também traz algumas discussões sobre moralidade. As personagens viram garotas mágicas para salvar o mundo das bruxas? Ou para ter seu desejo atendido? A questão é que junto do desejo atendido vem também o sacrifício. E essa é uma palavra importante nesse anime. Porque ser uma garota mágica e ver seu desejo sendo realizado não é nada perto do sofrimento que esse “trabalho” exige. A próxima frase tem um spoiler, selecione se quiser ler: a verdade é que o trabalho de garota mágica é eterno e tem apenas um fim, a morte. Porque as bruxas, na realidade, são antigas garotas mágicas que sucumbiram pelo acúmulo de energias negativas. Kyubey é outro personagem que vale a pena mencionar. Vindo de outro planeta, ele tem uma noção de certo e errado totalmente diferente da nossa. Por isso, ele não vê problema algum em fazer o que faz com jovens garotas – induzi-las a se transformarem em garotas mágicas sem contar a verdade por trás disso.

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Puella Magi Madoka Magica é um anime com protagonismo feminino, que traz uma forma totalmente diferente de apresentar o conceito de garotas mágicas. Ele mostra, sem poupar o espectador, que toda ação tem sua consequência, e que pessoas podem morrer e sofrer no processo. Com personagens repletas de camadas, dores e responsabilidades, além de cenas de luta psicodélicas e visualmente impactantes, Madoka Magica foi uma grata surpresa que tive em 2015. É um anime sofrido, por mais que suas cores delicadas e traços fofos não deixem transparecer essa dor em um primeiro momento. Recomendo muito, principalmente pra quem gosta de histórias surpreendentes. 🙂

Título original: Mahō Shōjo Madoka Magica
Ano de lançamento: 2011
Direção: Akiyuki Shinbo
Roteiro: Atsuhiro Iwakami
Elenco: Aoi Yūki, Chiwa Saitō, Eri Kitamura, Kaori Mizuhashi, Ai Nonaka, Emiri Katō

Review: A Bela e a Fera

Oi, gente! Tudo certo?

Quinta-feira fui na estreia do filme pelo qual vim esperando com tanta ansiedade: A Bela e a Fera! A animação original faz parte da minha tríplice de filmes favoritos (junto com O Rei Leão e Mulan), então vocês podem imaginar o quanto eu esperava e quantas expectativas eu tinha por essa versão live-action. ❤

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Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

O enredo segue com muita fidelidade o clássico de 1991. Um príncipe arrogante e todos que trabalham em seu castelo são amaldiçoados após a recusa dele em receber uma senhora idosa (que é na realidade uma feiticeira) em seu lar. A maldição só será quebrada se a Fera se apaixonar e o sentimento for recíproco. Próximo dali vive Bela, uma garota inteligente que vive com seu pai em uma aldeia provinciana (também alvo da maldição, mas de modo diferente). Todos a acham linda, mas muito esquisita – ela gosta de ler e não se preocupa com casamento, por mais que um dos homens mais cobiçados do lugar, Gaston, queira desposá-la. O cerne da trama não difere do clássico: Maurice, o pai de Bela, é aprisionado pela Fera, e a moça toma seu lugar. A partir disso, a relação dela com a Fera vai sendo construída, até que o amor floresça. Isso não é spoiler, viu? 😛

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Eu não esperava que A Bela e a Fera fosse ser tão fiel à animação, já que outros live-actions da Disney tiveram mudanças bem significativas. Contudo, gostei muito de terem mantido a história original (com algumas adições das quais falarei em breve). A sensação que tive foi de encantamento, nostalgia e magia, pois foi indescritível ver cenas tão lindas quanto às do filme animado serem transportadas para a realidade. Os efeitos especiais deixaram o clima do longa ainda mais encantador, e cada detalhe era de encher os olhos (e o coração!). ❤ Ao mesmo tempo, as cenas novas e as camadas adicionadas aos personagens deram um ar moderno e foram gratas surpresas.

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A trilha sonora é um dos pontos fortes de A Bela e a Fera (não é à toa que a animação ganhou o Oscar pela canção original e pela trilha sonora). No live-action, as músicas originais foram mantidas e estão maravilhosas. Amei ouvir a Emma cantando! Também gostei muito das canções interpretadas por Daniel Stevens (Fera) e Luke Evans (Gaston). Porém, o filme seguiu surpreendendo: novas músicas foram incluídas, e elas serviram para dar mais profundidade aos protagonistas, Bela e Fera. 

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Falando em profundidade, o filme acertou em cheio ao mostrar mais da personalidade e do plano de fundo dos personagens. Bela agora não é “apenas” uma garota inteligente: ela é uma inventora. Ela auxilia o pai (que na nova versão é artista) e constrói até mesmo uma “máquina de lavar” rudimentar, para poder ler por mais tempo. A Fera também tem um outro lado apresentado ao espectador: se na animação nós não sabemos o que o fez ficar tão arrogante, agora descobrimos que ele já foi uma criança gentil e inocente, mas que foi levado a agir daquele modo. Isso torna sua “redenção” e sua mudança mais verossímeis, pois é mostrado que ele já foi bom um dia – e que pode voltar a ser. Outro grande acerto do live-action foi a inserção de mais personagens negros e dois personagens gays, sendo um deles LeFou. O personagem ganha mais complexidade e até mesmo coerência com esse lado sendo explorado – trabalhando muito bem com sua devoção a Gaston -, e mostra que a Disney está sendo mais representativa.

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Os cenários e figurinos também estão fantásticos (apesar de alguns personagens amaldiçoados terem ficado um pouco creepy, por serem mais realistas #prontofalei). Tudo é muito luxuoso e exuberante: o castelo é maravilhoso, as roupas do baile são incríveis e o figurino da Fera no baile final é lindo! ❤

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Espero que eu tenha conseguido, por meio desse review, mostrar o quanto o resultado desse filme foi maravilhoso. A Bela e Fera sempre foi meu filme de princesa favorito, e eu saí da sala de cinema com o rosto cheio de lágrimas e um sorriso enorme. Se eu vou assistir de novo? Com certeza! ❤ Assistam também!

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Abaixo eu vou comentar duas coisinhas com spoiler, então selecione apenas se já tiver visto o filme (ou não se importar com spoilers haha!):

  • Achei mancada o fato da Disney ter perdido a oportunidade de ter dito o nome da Fera. Tem uma cena em que ele diz especificamente “eu não sou uma fera”, e eu já fiquei na expectativa esperando que ele fosse dizer o próprio nome. Não diz. A Bela se refere a ele como Fera antes, mas depois dessa cena não é falado mais nisso. 😦 Depois de terem dado um plano de fundo ao personagem, que o tornou mais humano e mais profundo, o mínimo que eu esperava era que ele tivesse nome!!!
  • Curti o novo artefato que surgiu no filme, o livro mágico que é capaz de transportá-los para qualquer lugar. Também serviu para trabalhar a origem da Bela, falando sobre sua mãe.

Título original: Beauty and the Beast
Ano de lançamento: 2017
Direção: Bill Condon
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Kevin Kline, Josh Gad, Ewan McGregor, Emma Thompson, Ian McKellen, Audra McDonald, Stanley Tucci

Review: Logan

Oi, gente! Tudo bem?

Vocês devem ter notado que o post dessa semana veio um dia depois do habitual, né? Acontece que eu estava na praia aproveitando minhas merecidas férias, e acabei não deixando o post agendado. Vocês me perdoam, né? 😛

Mas voltando à rotina, hoje vim contar um pouquinho do que achei de Logan, o filme de despedida de Hugh Jackman como Wolverine!

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Sinopse: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.

Depois de tantas mancadas por parte da Fox – tanto nos filmes dos X-Men como nos dos Wolverine –, admito que eu não estava na hype de Logan. Contudo, conforme as primeiras críticas (super) positivas começaram a sair, fui ficando mais e mais curiosa. E valeu a pena! O filme é incrível, sendo e não sendo um filme de super-herói ao mesmo tempo, além de seguir um estilo totalmente diferente dentro desse tema.

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O longa se passa em um futuro distópico (2029, mais precisamente), e os mutantes praticamente não existem mais. Logan se vê com suas habilidades regenerativas debilitadas e vivendo isolado na companhia do mutante Caliban e do velho amigo Charles Xavier, que agora sofre com o Alzheimer. A rotina do grupo muda quando Gabriela López, uma enfermeira que trabalhava para a Transigen (empresa que herdou o projeto Arma X), entra em contato com Logan. Ela está acompanhada da jovem Laura/X-23, uma mutante sobrevivente do projeto originada a partir do DNA de Logan, e implora para que ele as leve ao “Eden”, o único local seguro para a menina. Com a morte de Gabriela e a perseguição por parte de Donald Pierce – um membro da Transigen –, Logan se vê responsável pela menina.

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Logan tem um estilo road movie, já que a maior parte de seu enredo é contado na estrada. A partir do momento em que Logan assume a responsabilidade por Laura, ele sabe que não pode parar, pois a perseguição ao grupo é implacável. Incentivado por Charles, que ainda carrega aquele sentimento de esperança em relação aos mutantes, Logan enfrenta diversas dificuldades para levar Laura a seu destino.

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O clima do filme é tenso. Não apenas pelo ritmo frenético, pela perseguição constante e pelas diversas tragédias que acontecem ao longo da trama. Mas principalmente pelo triste estado em que vemos personagens tão queridos e que acompanhamos há tanto tempo. É difícil ver Logan sofrendo para colocar as garras pra dentro, por exemplo, assim como é doloroso ver Charles convulsionando e causando um risco enorme a quem o cerca, devido ao seu poder telepático. Aliás, essas convulsões foram responsáveis por um episódio decisivo no passado dos personagens – que não é contado de maneira explícita, mas que ainda assim dá pra entender. Por sinal, diversos acontecimentos entre Dias de um Futuro Esquecido e Logan ficam nas entrelinhas, sendo necessária atenção pra captar tudo o que o filme está mostrando. Outro aspecto que merece destaque são as cenas de luta, tanto as de Logan como as de Laura: é impossível desgrudar os olhos da tela enquanto esses momentos acontecem. As batalhas são brutais, sangrentas e eletrizantes!

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As atuações também são intensas. Hugh Jackman encerra seu ciclo como Logan/Wolverine de uma maneira sublime, mostrando o cansaço do personagem – que já viveu tempo demais e sofreu perdas demais. (Sir) Patrick Stewart também é maravilhoso, com um Charles extremamente debilitado, mas que segue  fiel a suas crenças. Donald Pierce e os cientistas da Transigen são insistentes, mas não me marcaram muito. E por último, mas não menos importante, temos Laura (ou X-23). Durante boa parte do longa, a garota não fala uma única palavra. E tampouco é necessário: a expressividade dela fala por si só. Laura tem um passado sofrido, e a personagem transparece tudo aquilo que faz parte de sua construção: insegurança, desconfiança, raiva, agressividade, mas também a capacidade de amar as pessoas que cuidam dela.

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Logan é um filme diferente de qualquer filme dos X-Men ou do Wolverine até agora. Como eu disse no início do post, ele é e não é um filme de super-herói. Apesar de falar sobre um, dessa vez a abordagem é humana. Não nos deparamos com uma “aventura” dos X-Men, mas sim com um outro lado de Logan (e Charles): o das pessoas, e não dos mutantes. Logan traz o encerramento perfeito para personagens icônicos, com um enredo envolvente e emocionante. Recomendo demais!

Título original: Logan
Ano de lançamento: 2017
Direção: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Elizabeth Rodriguez

Review: Moana: Um Mar de Aventuras

Oi pessoal, tudo bem?

Moana: Um Mar de Aventuras finalmente chegou aos cinemas em janeiro, e eu fui correndo conferir! Estava super ansiosa pra assistir ao novo filme da Disney e ver de perto a primeira princesa ondulada (lógico que rolou identificação capilar hahaha!) ❤

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Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Moana é a filha do chefe de uma tribo polinésia da ilha de Moto Nui e, desde pequena, espera-se que a garota siga os passos do pai e guie seu povo em uma vida tranquila na ilha em que vivem. Contudo, ainda na infância, Moana foi escolhida pelo oceano para cumprir uma missão: devolver o coração roubado de Te Fiti, uma deusa com o poder de criar a vida. Maui, o semideus, foi o responsável pelo roubo, e agora todas as ilhas criadas pela deusa estão perecendo. Moana, após descobrir que essa antiga história é real e incentivada pela sua avó, Tala (que conhece a neta como ninguém), parte rumo ao oceano no intuito de encontrar Maui e fazê-lo devolver o coração de Te Fiti.

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De forma muito resumida, esse é o eixo central do enredo do longa. Entretanto, diversos outros temas são abordados no filme: o rompimento com a tradição, a busca pela própria essência, a independência e a determinação na busca por um objetivo. Moana é uma personagem que ama sua família e seu povo e, justamente por isso, quer atender às expectativas que colocaram sobre ela. Porém, ela também não consegue ignorar quem ela realmente é – uma exploradora, com ambição para ir além e descobrir o que há depois do horizonte.

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Moana é um filme bastante feminista. Temos uma protagonista forte e determinada que rompe com diversos padrões de beleza e não precisa ser salva por homem algum. O que me leva a comentar outro aspecto bacana do filme: a falta de um par romântico. Moana encontra Maui e, depois de algumas desavenças, os dois passam a se respeitar e gostar um do outro. Como amigos! E isso é muito bacana, por dois motivos: 1) Moana é perfeitamente segura de si e totalmente independente, não precisando de um par romântico para se manter motivada ou realizar seus objetivos; e 2) o filme mostra que é normal haver amizade entre homens e mulheres, sem que isso seja levado para um sentido romântico.

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Por último, mas não menos importante: a trilha sonora e a arte do filme são fantásticas! ❤ As músicas são maravilhosas e muitas delas têm uma vibe “típica”, o que auxilia muito na ambientação do filme. A arte também é um show à parte: é impossível não se encantar pelo movimento dos cabelos da Moana e pelo mar azul e cristalino representado no filme.

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Com protagonistas fortes e cheios de personalidade, coadjuvantes super engraçados, uma história envolvente e uma pegada feminista, Moana: Um Mar de Aventuras é uma animação necessária. Aos poucos os padrões estão mudando e paradigmas estão sendo quebrados e eu, como fã incondicional da Disney e de animações, não poderia estar mais feliz. ❤ Amei esse filme e recomendo demais! 😉

Título original: Moana
Ano de lançamento: 2017
Direção: John Musker, Ron Clements
Elenco: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison, Nicole Scherzinger, Jemaine Clement, Alan Tudyk