Review: Homem-Aranha no Aranhaverso

Oi gente, tudo bem?

Fui conferir o comentadíssimo Homem-Aranha no Aranhaverso e hoje conto pra vocês o que achei desse filme surpreendente.

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Sinopse: Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

Eu já tinha lido diversas críticas positivas em relação ao filme mas, ainda assim, fui de coração aberto sem saber bem o que esperar em relação à trama. Para a minha surpresa, o filme já me impressionou nas primeiras cenas pela incrível direção de arte: apesar de ser uma animação 3D, há referências claras a animações 2D e quadrinhos. Até alguns recursos das HQs estão lá, como balões de fala e hachuras, por exemplo. É muito prazeroso de assistir e um verdadeiro espetáculo visual!

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A história também convence: nessa realidade, Peter Parker já está estabelecido como Homem-Aranha. O novo protagonista é Miles Morales, um adolescente que acidentalmente também é picado por uma aranha radioativa, ganhando habilidades muito semelhantes às de Peter. Porém, o Rei do Crime causa a morte do Homem-Aranha original e, em uma experiência perigosa com um colisor de partículas, provoca uma espécie de buraco no espaço-tempo, trazendo para a nossa dimensão outras versões do Homem-Aranha. A missão de Miles a partir de então é cumprir a promessa que fez ao Peter Parker de sua dimensão antes que ele morresse: destruir o colisor e impedir que a realidade seja apagada. Para isso, ele precisa aprender a dominar os seus poderes e, obviamente, lidar com as responsabilidades (sorry não resisti rs).

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Miles é um personagem bastante carismático e com conflitos pessoais que fazem com que o espectador simpatize com ele. Há grandes expectativas por parte de sua família, que deseja que ele seja um estudante exemplar, mas não entendem que as paixões do garoto são a arte, a música e o grafitti. Seu tio Andrew parece ser o único capaz de compreendê-lo, mas ele não é exatamente bem-vindo em sua família. Esses detalhes sobre seu background e sobre sua personalidade enriquecem o personagem, que tem a difícil missão de conquistar um espaço que até então pertencia somente a Peter Parker.

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Os outros Homem-Aranha (e Mulheres-Aranha, por que não?) que chegam de diferentes dimensões também são ótimos. Há um Peter Parker do futuro (desiludido com a vida e já cansado), Gwen Stacy como Spider-Gwen, um Homem-Aranha Noir, outro vindo direto de um cenário de cartoon e uma Homem-Aranha inspirada em animes. É muito divertido como o filme brinca com as origens de cada um, fazendo uma retrospectiva rápida sobre suas histórias nos quadrinhos. Esse estilo narrativo é diferente de tudo que eu já vi antes e eu adorei o bom humor do longa em trazer esses elementos para o espectador de forma didática e engraçada.

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Falando em graça… Eu gargalhei DEMAIS assistindo a Homem-Aranha no Aranhaverso! O Peter Parker do futuro foi um dos maiores responsáveis por isso, mas de forma geral o tom do filme é alto astral. Apesar disso, o longa também foi capaz de me levar às lágrimas nos momentos necessários. Existem mortes importantes (como não ficar chocada ao descobrir que no universo de Miles Morales o Peter Parker morre?!) e diálogos que conseguem comover.

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Resumindo, Homem-Aranha no Aranhaverso é uma animação sensacional, que vale totalmente o ingresso do cinema. Além da riquíssima experiência visual, a trilha sonora também é envolvente e a trama nunca deixa de ser interessante. Se o universo atual do aracnídeo (interpretado por Tom Holland) não me causa muita euforia, podem ter certeza que Homem-Aranha no Aranhaverso conseguiu causar. Recomendo muito e já quero ver de novo! 😉

P.S.: essa participação do Stan Lee foi de aquecer e partir o coração ao mesmo tempo! 😢 ❤

Título original: Spider-Man: Into the Spider-Verse
Ano de lançamento: 2019
Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman
Elenco: Shameik Moore, Jake Johnson (XVI), Hailee Steinfeld, Mahershala Ali, Brian Tyree Henry, Lily Tomlin, Liev Schreiber, Stan Lee

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Review: My Hero Academia

Oi gente, tudo bem?

Faz eras que eu não falo sobre animes por aqui, né? Pra falar a verdade, prefiro produções antigas, que eu assistia quando eu era adolescente, e não assisto a tantos animes novos. Porém, por insistência do meu namorado, dei uma chance a My Hero Academia (ou Boku no Hero) e me apaixonei. ❤

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Sinopse: Em um mundo onde quase toda a população possui algum poder sobre-humano, Izuku Midoriya é um dos poucos casos de pessoas comuns. Mas esse não é o maior de seus problemas. Exatamente por ser desprovido de qualquer poder, Izuku sofre constantemente nas mãos de seus colegas de classe. Nesse mundo fictício, desde o primeiro caso constatado de um recém-nascido com algum tipo de poder, o índice de criminalidade cresceu proporcional ao surgimento de heróis com as mais variadas capacidades. E, como não poderia deixar de ser, o sonho de Izuku é se tornar um super-herói. Isso parecia impossível até o dia que ele ajuda o poderoso All Might na captura de um vilão gosmento. Ao demonstrar grande coragem e um forte senso de justiça, com a ajuda do famoso herói de cabelos louros, o garoto, enfim, terá a chance de se tornar quem sempre sonhou!

No futuro, a maioria das pessoas nasce com alguma habilidade especial, chamada de Peculiaridade. Esses dons, obviamente, também se manifestam em pessoas que os utilizam para o mal, o que faz surgir a necessidade de existirem super-heróis para combatê-las. Só que agora os super-heróis não precisam ocultar suas identidades, pois é uma profissão regulamentada e admirada, sendo o sonho de muitos jovens. Um desses jovens é Midoriya Izuku, o protagonista.

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Midoriya sonha em ser um herói e tem como grande ídolo All Might, um dos maiores heróis do mundo, conhecido como Símbolo da Paz. O problema é que, infelizmente, Midoriya é um dos raros casos que nasceu sem Peculiaridade. Entretanto, um dia ele demonstra muita coragem ao tentar salvar seu colega de escola, Bakugou, de um vilão – cena presenciada pelo próprio All Might, que acaba decidindo ajudar o garoto a se tornar um super-herói e entrar para a U.A., uma escola para heróis prestigiada.

A partir daí, Midoriya recebe de All Might sua Peculiaridade, a One For All, e passamos a acompanhar seus desafios na U.A.. O garoto está cercado por pessoas talentosas e habilidosas, que tiveram a vida toda para se habituar a seus dons, enquanto Midoriya precisa aprender a controlar seu novo – e expressivo – poder. Além dos desafios proporcionados pela escola, Midoriya também tem que lidar com colegas cujas personalidades são extremamente difíceis, com destaque para Bakugou, um jovem que ele conhece desde a infância. Bakugou também se inspira em All Might, mas sua personalidade explosiva e o bullying que pratica fazem dele alguém desequilibrado. Seus poderes excepcionais são vistos pelos colegas e professores, mas ele nem sempre consegue atingir seus objetivos devido ao seu temperamento (o que acaba sendo um desafio que o próprio Bakugou precisa enfrentar). Existem inúmeros outros personagens que têm seus sonhos e ambições: Uraraka é uma jovem que quer auxiliar os pais financeiramente; Iida sonha em ser um grande herói, assim como o irmão mais velho; Todoroki tem traumas de infância relacionados ao pai que precisa superar, e por aí vai. E é muuuito legal acompanhar o crescimento desses jovens não apenas como heróis, mas também como pessoas.

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A animação propriamente dita é fantástica. Por ser um anime cheio de lutas, é incrível ver a fluidez dos movimentos e a qualidade dos episódios. A trilha sonora também é ótima e empolgante, o que combina com o tom frenético da maior parte dos episódios. Outro aspecto bacana é que – apesar de ter alguns plots previsíveis (como torneios e treinamentos) – o anime tem muitas reviravoltas e episódios que deixam o espectador tenso, querendo saber o que vai acontecer e se os heróis conseguirão deter os planos dos vilões.

Mas, como nem tudo são flores, minhas críticas negativas começam pelos vilões: existem alguns mais interessantes mas, de modo geral, as situações são mais aflitivas do que os vilões em si. Até agora nenhum apresentou ameaça REAL, exceto pelo arqui-inimigo de All Might, All For One. Outro defeito que My Hero Academia apresenta é compartilhado com muuuuitos outros animes do gênero: pouca valorização das personagens femininas e exploração do corpo delas para entretenimento masculino. 😦 

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Porém, apesar das lutas serem envolventes e emocionantes, o que mais mexe com a gente é a superação dos personagens. É algo bem clichê em animes (especialmente shounen, voltados ao público jovem masculino, com tramas cheias de lutas), mas mesmo assim é difícil não ficar arrepiada quando algum personagem consegue superar seus limites e fazer algo que não conseguia antes. Midoriya é o maior exemplo disso, sendo alguém cuja determinação é inabalável. A cada vez que ele demonstra maior controle sobre o grande poder do One For All, temos vontade de vibrar com ele! ❤

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My Hero Academia é um anime com personagens muito carismáticos, traz uma nova forma de trabalhar a ideia de super-heróis (que podem ser considerados saturados hoje em dia, apesar de eu amar) e tem episódios que prendem e criam expectativa. Se você tem afinidade com animes, vale MUITO a pena dar uma chance!

Título original: Boku no Hīrō Akademia
Ano de lançamento: 2016
Direção: Kenji Nagasaki
Roteiro: Yōsuke Kuroda
Elenco: Daiki Yamashita, Kenta Miyake, Nobuhiko Okamoto, Kaito Ishikawa, Ayane Sakura, Yûki Kaji

Review: Bird Box

Oi gente, tudo bem?

Depois de uma divulgação pesada, Bird Box (ou Caixa de Pássaros) chegou à Netflix. Eu não li o livro, então esse review vai ser baseado apenas no filme, ok?

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Sinopse: Uma misteriosa presença leva as pessoas ao suicídio. Cinco anos depois, uma sobrevivente e seus dois filhos saem em busca de um abrigo seguro.

O filme começa com Malorie, nossa protagonista, avisando duas crianças de que farão uma viagem perigosa e que eles não podem tirar a venda dos olhos de jeito nenhum. O trio parte então para uma viagem de barco rumo a um abrigo, e então a narrativa muda para cinco anos no passado, período em que Malorie está vivenciando uma gravidez aparentemente indesejada. Ela e sua irmã vão até o hospital para um exame de rotina mas, saindo de lá, as duas percebem que o caos subitamente se instaurou: as pessoas ao redor começam a agir estranhamente, machucando os outros ou a si próprias, cometendo suicídios por toda parte. Durante a tentativa de fuga, a irmã de Malorie parece enxergar algo apavorante, suicidando-se em seguida. Desesperada e sem rumo em meio à confusão, Mal é ajudada por um homem a chegar em uma casa na qual outras pessoas se refugiaram.

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Bird Box não é um filme que se proponha a explicar de onde surgiram as criaturas que induzem as pessoas a se suicidar (eu aposto em alienígenas). O foco do longa é trabalhar as emoções das pessoas que estão lutando para sobreviver  – o que me lembrou um pouco The Walking Dead e O Nevoeiro nesse sentido. A única coisa que fica claro é que, uma vez que você olha para as criaturas, você perde o controle de si mesmo e precisa se machucar ou machucar alguém próximo. Por isso, os sobreviventes fazem o possível para tapar cada janela, porta e fresta para o mundo exterior. O problema é que dentro da casa também existem desafios, já que o grupo é muito heterogêneo e com interesses e personalidades diferentes. Essa premissa poderia ser bem interessante, mas acaba sendo uma parte do filme bastante clichê e mal desenvolvida. Os personagens da casa são estereotipados e não cativam o espectador. 

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Bird Box até tentou criar uma conexão entre os personagens, mas não funcionou muito bem. Malorie e Tom são a dupla com mais química, e o desagradável Douglas acaba sendo necessário também pra mexer um pouco com os ânimos (por mais babaca que seja). Olympia, por outro lado, parece alguém totalmente fora da casinha. Não consegui “comprar” a aproximação dela com Malorie, especialmente porque essa amizade parece um tanto quanto indesejada pela segunda. As duas compartilham um momento de ternura envolvendo a gravidez (já que ambas estão com a gestação em uma fase aproximada), mas pra mim não foi forte o suficiente para o desenrolar com as crianças. Acho super estranho que a filha de Olympia pareça ter mais destaque que o filho de Malorie, inclusive. Entretanto, em termos de atuação isso foi positivo, já que a menina é a mais expressiva da dupla mirim.

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Sandra Bullock é um dos destaques do filme. Ela dá vida a uma protagonista forte e determinada, ainda que tenha dificuldades em lidar com seus sentimentos pelas crianças – já que fica claro no início do longa que talvez a maternidade não fosse algo desejado. O medo é bastante palpável, e ela usa da racionalidade para lidar com a situação, fazendo disso o pilar da criação dos filhos. Chega a ser estranho ver como Malorie interage com eles (de modo seco e rígido o tempo todo), mas também é possível compreender o estado de nervos fragilizado e permanente em que a personagem se encontra (e a vontade de fazer com que as crianças sobrevivam).

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Os momentos de tensão são dignos de um thriller e conseguiram me deixar apreensiva. Cenas como a busca por suprimentos, a sequência envolvendo Gary e a viagem pelo rio me deixaram atenta, e acredito que muito disso se deva ao mistério que envolve as criaturas e o medo daquilo que não conhecemos. Só de pensar na situação já é algo bastante aflitivo, por saber que a ameaça está à espreita e você não pode abrir os olhos para tentar se defender. Além das criaturas, os personagens também precisam enfrentar algo tão cruel quanto: os próprios seres humanos.

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Bird Box não é um filme perfeito, especialmente por ter muitas falhas ao desenvolver os personagens e a dinâmica entre eles. Contudo, a experiência não foi negativa. Sim, em alguns momentos senti que o filme estava se arrastando demais, mas em outros fiquei bastante aflita (que é o que espero de um thriller). O pano de fundo da trama assusta, assim como os desafios enfrentados por Malorie e seus filhos. Apesar de alguns defeitos no desenvolvimento, acho que vale a pena conferir! 🙂

Título original: Bird Box
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susanne Bier
Elenco: Sandra Bullock, Trevante Rhodes, John Malkovich, Danielle Macdonald, Tom Hollander, Sarah Paulson, Vivien Lyra Blair, Julian Edwards

Review: Aquaman

Oi pessoal, tudo certo?

Fui ao cinema conferir o elogiadíssimo Aquaman e hoje conto tudo pra vocês (sem spoilers!). ❤

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Sinopse: Filho do humano Tom Curry (Temuera Morrison) com a atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) cresce com a vivência de um humano e as capacidades metahumanas de um atlante. Quando seu irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, subjugando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a Arthur a tarefa de impedir a guerra iminente. Para tanto, ele recebe a ajuda de Mera (Amber Heard), princesa de um dos reinos, e o apoio de Vulko (Willem Dafoe), que o treinou secretamente desde a adolescência.

Se você é daqueles que achava o Aquaman um super-herói tosco e sem graça, digo apenas uma coisa: reveja seus conceitos, parça! 😂 O Aquaman de Jason Momoa é tão badass que consegue deixar até mesmo o uniforme amarelo e verde incrível. Vimos o personagem pela primeira vez em Liga da Justiça, mas em seu primeiro filme solo podemos conhecer mais de sua personalidade e história de origem.

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O filme se passa depois da Liga, mas traz muitos vislumbres do passado do herói: ele nasceu do amor de um humano, Tom, e uma atlante, mais especificamente a rainha de Atlantis, Atlanna (sim, repetitivo rs). A rainha fugiu de um casamento arranjado e acabou se apaixonando por Tom, na superfície, com quem teve o pequeno Arthur. Porém, alguns anos depois, ela retorna a Atlantis para proteger a sua família, já que o noivo abandonado enviou soldados para buscá-la, colocando Arthur e Tom em risco. Já no presente, vemos Arthur desempenhando seu papel heróico de modo mais “tímido”, geralmente ajudando marinheiros e combatendo piratas. Porém, a ação realmente começa quando a princesa Mera procura Arthur para informar que seu meio-irmão, Orm, está reinando em Atlantis e planejando um ataque devastador à superfície. O único modo de impedi-lo é Arthur reivindicar o trono.

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Apesar da trama simples e linear (a típica jornada do herói em sua fórmula mais óbvia), Aquaman consegue costurar cada acontecimento de modo muito satisfatório. A sequência dos fatos ocorre de modo bastante natural, dando muito sentido às escolhas e ações dos personagens. Arthur nunca desejou ser rei mas, ao perceber e ameaça que paira sobre a superfície, ele decide agir para impedir o meio-irmão. Essa decisão o leva em uma jornada em busca do Tridente do primeiro rei de Atlantis, cuja posse o legitima como verdadeiro Mestre dos Oceanos. Como aliados, Arthur conta como Vulko (um conselheiro real que, a pedido de Atlanna, o treinou durante a infância) e Mera (princesa de Xebel, um dos reinos marítimos aliados de Atlantis). A busca pelo tridente é cheia de cenas de ação incríveis, que mantêm o espectador entretido e animado.

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E o que dizer dos efeitos especiais? Parte do longa, obviamente, se passa embaixo d’água, e somos apresentados a diversas civilizações que existem no fundo do mar. A riqueza de detalhes das cidades submersas, bem como seus diferentes povos, encantam quem assiste. Atlantis é colorida, cheia de efeitos neon e criaturas interessantes. Além disso, a fluidez dos movimentos embaixo d’água é admirável, tornando tudo o mais verossímil possível (considerando as circunstâncias fantásticas, é claro rs).

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Jason Momoa é um ator extremamente carismático, que dá vida a um Aquaman meio fanfarrão, divertido e bem-humorado. As piadas têm um ótimo timing e trazem uma leveza MUITO bem-vinda aos filmes da DC. Apesar de ele não entregar uma performance tão boa em cenas mais dramáticas, isso não chega a prejudicar a experiência. Também gostei de Amber Heard como Mera. Ela é uma personagem bastante firme, um pouco autoritária e muito decidida, além de poderosa e badass (e é a cara da Scarlett Johanson!). A química entre os personagens funciona e, apesar das personalidades muito diferentes, eles se complementam muito bem.

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Os vilões são um pouco rasos, com motivações um tanto óbvias. Arraia Negra é um pirata que busca vingança pela morte do pai, enquanto Orm tem dois sentimentos principais guiando suas decisões: ressentimento de Arthur (pois o culpa pela morte da mãe) e ódio da superfície (pela poluição e desrespeito com o mar). Nesse cenário, Orm acaba sendo mais interessante, apesar da reflexão bastante superficial sobre os danos causados pelos humanos à vida marinha.

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Aquaman foi um BAITA acerto da DC esse ano, sendo um filme divertido, fluido e coerente. O tom do longa também é ótimo, entregando uma história eficiente com uma dose de humor acertada e bem-vinda. Os efeitos especiais encantam e a performance dos atores é competente, com destaque para o carisma de Jason Momoa. Resumindo: assistam!

Título original: Aquaman
Ano de lançamento: 2018
Direção: James Wan
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Nicole Kidman, Temuera Morrison, Dolph Lundgren

Review: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Oi povo, tudo certo?

Cá estou para falar sobre o tão aguardado Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald.

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Sinopse: No final do primeiro filme, o poderoso bruxo das trevas Gellert Grindelwald foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander. Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapa da custódia e prepara-se para reunir seguidores a fim de criar bruxos de sangue puro e dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore recruta seu ex-aluno Newt. Mas essa missão também testará a lealdade deles à medida que enfrentam novos perigos em um mundo mágico cada vez mais perigoso e dividido.

O filme começa alguns meses depois de seu antecessor. Após conseguir aliados infiltrados no MACUSA, Grindelwald foge da prisão e inicia o seu plano de encontrar e recrutar Credence – que sobreviveu – à sua causa. Paralelamente, Alvo Dumbledore incentiva Newt a ir para a França em busca do jovem, de modo a protegê-lo (já que o Ministério da Magia britânico acredita que Credence seja uma ameaça).

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Digamos que esse seja o plot básico que move a trama. Se o foco permanecesse este, acredito que Os Crimes de Grindelwald poderia ter sido um filme muito melhor. Porém, existem muitos outros núcleos no longa: Queenie e seu desejo de se casar com Jacob (algo proibido pelas leis retrógradas dos EUA), a missão de Tina – agora auror – em busca de Credence, o mistério envolvendo o passado de Leta Lestrange, a trama de vingança do novo personagem (Yusuf Kama)… Já deu pra sentir que o filme tem mais histórias do que comporta, né? Porque é exatamente isso que acontece.

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O grande problema de Os Crimes de Grindelwald, na minha opinião, foi o roteiro de J. K. Rowling. Sabemos que ela sabe costurar muito bem diversas tramas e personagens ao longo de seus livros, entretanto, a dinâmica no cinema é diferente. Ela tem cerca de 2h para contar uma história (ainda que seja um filme de transição) e nesse tempo o enredo precisa funcionar, nem que para isso sejam cortadas tramas e cenas desnecessárias. Se a J. K. tivesse um roteirista mais experiente trabalhando junto com ela, talvez a sensação de “colcha de retalhos” não tivesse predominado mas, infelizmente, foi isso que senti ao sair da sala de cinema.

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O plot de Leta Lestrange, por exemplo, parece um grande filler, com objetivo (falho) de tentar nos enganar sobre o passado de certo personagem. O fanservice ao longo da trama também rolou solto, parecendo que a autora queria conectar Animais Fantásticos a Harry Potter a todo fuckin’ custo. Nagini e todo o auê causado por sua revelação? Esqueçam. Se ela tem quatro ou cinco falas o filme inteiro é muito. A mudança no comportamento de Queenie foi brusca, inverossímil e feita de maneira muito rápida, tornando difícil de engolir sua transformação psicológica. A montagem cheia de cortes não conferiu fluidez ao longa, que acabou me cansando e me provocando a sensação de “tá, mas para onde isso está indo?”. Fora que a divulgação prévia deixou extremamente óbvio o destino de uma das personagens mais importantes do filme anterior.

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Mas seria injusto fazer apenas críticas a Os Crimes de Grindelwald. O elenco segue excelente e as atuações merecem destaque. Zoë Kravitz (Leta) e Alison Sudol (Queenie), na minha opinião, tiveram duas das melhores performances, com atuações cheias de nuances e expressividade. Jude Law entregou um ótimo Dumbledore, nos fazendo sentir a conexão com o personagem que conhecemos em Harry Potter. Até o embuste Johnny Depp conseguiu me surpreender, saindo da caricatura de Jack Sparrow e entregando um Grindelwald cujo discurso persuasivo, argumentativo e sedutor o torna muito mais perigoso.

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Além disso, a fotografia e os figurinos seguem espetaculares. O filme é visualmente muito bonito, com efeitos especiais incríveis. As magias também foram ótimas, de encher os olhos (algo que eu sentia falta nesse novo universo mágico). Outro detalhe que adorei: ver a casa de Newt e um pouco mais de seu dia a dia com as criaturas mágicas. A ternura do personagem fica evidente no modo como ele as trata, sempre com muito carinho e respeito. E, já que falei em Newt, vale mencionar que a química com Tina também funcionou melhor nesse filme.

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Em suma, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald tem alguns pontos positivos, mas é um filme bem mediano. Mesmo sendo potterhead de carteirinha, não pude fechar os olhos às falhas na construção do roteiro e espero, de coração, que a J. K. Rowling entenda que filmes são mídias bem diferentes de livros ao construir o roteiro do próximo longa. De qualquer forma, a experiência não foi ruim: o filme é divertido e entretém. Só não é tão bom quanto poderia ser.

Título original: Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald
Ano de lançamento: 2018
Direção: David Yates
Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterson, Alison Sudol, Dan Fogler, Jude Law, Johnny Depp, Ezra Miller, Zoë Kravitz

Review: Sexy Por Acidente

Oi pessoal, tudo bem?

Estou bem louca das comédias românticas ultimamente, então hoje vim falar sobre mais uma que eu conferi nas últimas semanas: Sexy Por Acidente.

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Sinopse: Renee (Amy Schumer) convive diariamente com insegurança e baixa autoestima por conta de suas formas físicas. Depois de cair e bater a cabeça numa aula de spinning, ela volta a si acreditando ter o corpo que sempre sonhou e assim começa uma nova vida cheia de confiança e sem medo de seguir seus desejos.

Renee trabalha no departamento digital de uma grande marca da indústria cosmética feminina. Tendo como escritório um porão apertado e como colega um cara super ranzinza, o maior sonho de Renee é virar recepcionista no prédio principal da marca. Entretanto, seus problemas de autoestima – que envolvem principalmente seu corpo, considerado acima do peso – fazem da protagonista uma mulher bastante insegura. Contudo, em uma aula de spinning, um acidente faz com que ela bata a cabeça e… tudo muda!

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Em primeiro lugar, preciso elogiar a atuação da Amy Schumer. Que atriz engraçada e carismática! Após Renee bater a cabeça, sua visão se transforma e ela passa a enxergar a si mesma como uma mulher deslumbrante, de corpo escultural. Mas o maior acerto do filme é manter Amy Schumer no papel, em vez de substituí-la para mostrar o que Renee está enxergando. É justamente essa decisão que 1) torna tudo tão engraçado, porque a personagem segue a mesma, mas muda totalmente de postura e 2) evidencia justamente como a única coisa que faltava em Renee não era uma aparência de top model, mas sim autoconfiança. E assistir Renee flertando sem medo, dançando sem nenhuma vergonha e falando sobre seu próprio corpo escultural enquanto as pessoas ao redor ficam “ué, por que ela tá agindo assim do nada?” é engraçado demais.

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Ao longo da trama, a recém-adquirida autoconfiança de Renee faz com que a personagem alce voos cada vez mais altos. Creditando todas essas conquistas apenas a seu novo corpo, a personagem acaba deixando parte de sua personalidade para trás, o que a afasta das pessoas próximas e a distancia de sua verdadeira essência. Entretanto, como todo bom clichê de comédia romântica, Renee precisa enfrentar esses dilemas e entender quem ela é de verdade: uma mulher interessante, engraçada e bonita do jeito que ela é. Suas conquistas não são originadas de uma beleza irrefutável e óbvia, mas sim do conjunto de características que a tornam única.

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Sexy Por Acidente tem muitas cenas engraçadas e trata de um ponto muito importante: a autoestima feminina e a cobrança excessiva por padrões. É possível ser bonita e feliz sem necessariamente ter um corpo de modelo da Victoria’s Secret. Existem diversos fatores que nos fazem quem somos, e o corpo é apenas um deles. Lição válida e sempre necessária! 😉

Título original: I Feel Pretty
Ano de lançamento: 2018
Direção: Abby Kohn, Marc Silverstein
Elenco: Amy Schumer, Michelle Williams, Rory Scovel, Busy Philipps, Aidy Bryant, Tom Hopper

Review: Com Amor, Simon

Oi pessoal, como estão?

Demorei, mas finalmente assisti ao fofíssimo Com Amor, Simon! ❤

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Sinopse: Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de escola, anônimo, com quem troca confidências diariamente via internet.

Simon tem uma vida praticamente normal: tem pais amorosos, uma irmã mais nova de quem ele gosta, amigos incríveis e uma rotina confortável. O problema é que ele esconde um segredo: ele é gay. Tentando entender como se sente, Simon não tem coragem de contar a ninguém (nem mesmo a Leah, sua melhor amiga desde os 4 anos) a respeito disso. Até que, em uma página da escola, um aluno admite sua homossexualidade em uma postagem anônima – sob o pseudônimo de Blue –, o que inspira Simon a criar um e-mail secreto para entrar em contato com ele.

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Existem dois fatores centrais que movem a trama de Simon: o primeiro deles é a chantagem que o rapaz sofre por parte de Martin, um colega de escola apaixonado por uma das amigas do protagonista. Para que seus e-mails com Blue não sejam espalhados pela escola, Simon aceita “dar uma de Cupido”, o que resulta em diversas mentiras e mágoas pelo percurso. O segundo ponto são os diálogos entre Simon e Blue: é muito fofo ver Simon se apaixonando e a química entre os dois rolando solta. E, é claro, as cenas em que Simon tenta adivinhar quem é Blue (projetando suas expectativas em cada possível candidato que vai surgindo) são muito engraçadas.

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Com Amor, Simon trata a homossexualidade com muita naturalidade, do jeito que deve ser. O romance é tão bem desenvolvido quanto em qualquer comédia romântica heterossexual, e o espectador shippa e torce para que Simon e Blue tenham uma chance de ficar juntos. Além disso, o filme também mostra como, em pleno século XXI, existem pessoas babacas prontas a julgar e a debochar de quem é diferente. Contudo, apesar dessas cenas existirem, Com Amor, Simon é bastante leve nesse sentido: o rapaz não sofre problemas com a família ou preconceitos mais graves – o que, infelizmente, ainda está longe da realidade da maioria dos jovens da comunidade LGBT. Por outro lado, quem disse que todos os filmes que tratem da homossexualidade precisam ter um viés mais pesado? Vale lembrar que a proposta do longa é ser uma comédia romântica fofa mesmo, e não uma trama mais reflexiva e dramática. Além disso, é muito bacana ver filmes voltados ao público jovem que falem da descoberta do amor e da sexualidade de modo tão tranquilo e positivo. ❤

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Com Amor, Simon tem ótimos personagens, atuações cativantes e um romance pelo qual vale a pena torcer. É um daqueles filmes que te deixa sorrindo e com o coração quentinho quando termina. Adorei e recomendo! ❤

Título original: Love, Simon
Ano de lançamento: 2018
Direção: Greg Berlanti
Elenco: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Jorge Lendeborg Jr., Keiynan Lonsdale, Jennifer Garner, Josh Duhamel