Resenha: Lendo de Cabeça Para Baixo – Jo Platt

Oi gente, tudo bem?

Eu acho que, até este ano, eu nunca tinha lido um chick-lit. Quando a Editora Rocco lançou Lendo de Cabeça Para Baixo, me apaixonei pela sinopse e não pensei 2x em solicitar. Bora descobrir o que eu achei?

lendo de cabeça para baixo jo platt.pngGaranta o seu!

Sinopse: A felicidade parecia estar batendo à porta de Rosalind Shaw naquele que deveria ser o dia mais feliz da vida dela. Abandonada no altar, sem qualquer explicação ou justificativa, a jovem mergulha numa depressão sem fim, daquelas de passar dias e dias largada à frente da TV, sem força para sair do sofá. Até que um dia seu amigo Tom propõe que ela se torne coproprietária de uma loja de livros antigos, numa cidade do interior. Ro aceita a proposta e se torna sócia de Andrew, o reservado amigo de Tom, e conhece novos amigos, capazes de mudar a vida dela para sempre. Uma história leve e divertida sobre sentimentos feridos e mal-entendidos, equívocos e perdões.

Ros passou por um trauma muito grande e humilhante em sua vida pessoal: foi largada no altar. Antes uma mulher bem-sucedida e confiante, agora Ros tenta superar a depressão que a acometeu depois do episódio. Com a ajuda dos amigos e da família, ela decide sair do emprego anterior, se mudar para uma cidade mais tranquila e virar sócia da Chapters, uma livraria especializada em livros antigos. Lá, ela constrói uma amizade muito bacana com Andrew (seu sócio), George e Joan (suas funcionárias; a primeira é uma mulher linda e elegante, com um coração generoso, e a segunda é uma senhora alto-astral, mas um tanto fofoqueira). Porém, um dia Ros é surpreendida por seu vizinho barbudo e desleixado, que bate à sua porta para pedir desculpas e lhe dar a notícia de que atropelou seu porquinho-da-índia acidentalmente. Essa é a primeira de uma série de gafes, mal-entendidos e situações engraçadas que Ros vai viver.

Lendo de Cabeça Para Baixo tem um clima muito leve, apesar de iniciar contando sobre o passado depressivo de Ros devido ao abandono. A personagem começa a obra bastante desmotivada, apenas “existindo” (e fugindo de alguns banhos), porém, com o passar das páginas, a antiga Ros começa a dar as caras novamente, e muito disso se deve à convivência com seus amigos da Chapters e – por que não? – de seu vizinho, Daniel. Ao contrário da atual Ros, Daniel na realidade é um homem confiante, engraçado e irreverente. Para a surpresa da protagonista, ele é também muito bonito – especialmente depois de tirar a barba desgrenhada. Os dois vivem diversas situações constrangedoras, especialmente graças ao comportamento (meio irritante rs) autocentrado de Ros, que é potencializado pela insegurança que a personagem sente. Afinal, depois de ser abandonada no altar, faz sentido que sua autoconfiança não esteja no melhor nível possível.

lendo de cabeça para baixo.png

Os diálogos do livro são muito divertidos. Eu me peguei rindo em diversos momentos, porque a leveza é uma constante ao longo da obra. Joan é responsável por alguns desses diálogos mas, ao mesmo tempo, a personagem me causou certo ranço, pois ela faz certos comentários que interpretei como homofóbicos e machistas. Andrew e George são personagens excelentes, sendo uma fonte de apoio muito importante na recuperação de Ros. Contudo, eles são tão interessantes que muitas vezes a própria Ros ficava ofuscada durante a trama. Para mim, esse foi um ponto positivo E negativo da leitura: positivo porque os personagens secundários são envolventes e têm vida própria; negativo porque a autora dedicou tanto tempo a seus plots que, em determinado ponto, a história de Ros deixa de ter tanta relevância.

Entretanto, no terço final do livro coisas BEM interessantes começam a acontecer com a protagonista, dando fôlego à história novamente. O relacionamento com Daniel vai aos poucos se transformando, tornando-se menos constrangedor, ao passo em que Ros vai retomando pouco a pouco sua antiga “eu”. E isso é muito bacana: apesar de ter começado o livro como uma pessoa insegura e muito magoada, ao longo dos meses a protagonista consegue voltar a ser quem era: uma pessoa segura de si mesma e com vontade de viver (inclusive um novo amor). O fato de seu relacionamento com Daniel ser divertido e instigante torna o processo ainda melhor. 😉

Lendo de Cabeça Para Baixo é um chick-lit fofo, com um romance bacana, uma narrativa leve e bons personagens. Mesmo com o desvio de foco para os personagens secundários durante a trama, o livro não cansa o leitor, pois todos os personagens são cativantes. E o que falar da capa? Muito amorzinho! ❤ Em suma, o livro foi uma ótima porta de entrada para os chick-lits e já quero ler mais obras do gênero!

Título Original: Reading Upside Down
Autor: Jo Platt
Editora: Fábrica231
Número de páginas: 288
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.
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Resenha: Uma Curva no Tempo – Dani Atkins

Oi gente, tudo bem?

Em fevereiro, o tema da coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer) foi “livros encalhados”. Basicamente, listamos aqueles livros que estavam esperando há um tempão na estante (ou nos e-readers rs) e que nunca ganhavam vez.

uma amiga indicou

A Carol, do Caverna Literária, me indicou a leitura de Uma Curva no Tempo, e hoje vim contar pra vocês o que achei. Preparem os lencinhos!

uma curva no tempo dani atkins.pngGaranta o seu!

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona? A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

Rachel vivia uma vida praticamente perfeita: estava terminando o Ensino Médio, tinha um namorado lindo e em breve iria para a faculdade. Até que, no jantar de despedida com os amigos, um acidente mudou tudo. Um carro desgovernado atingiu o restaurante no qual eles estavam e seu melhor amigo, Jimmy, morreu ao salvar a vida de Rachel. O livro então dá um salto para 5 anos para o futuro (vou chamar de realidade A) e descobrimos que a vida da protagonista saiu totalmente dos trilhos: ela convive com dores de cabeça atordoantes, mora em um apartamento minúsculo e nunca foi para a faculdade. A morte de Jimmy afetou Rachel das mais diferentes maneiras e ela sente o luto com uma intensidade esmagadora. Quando é forçada a voltar à sua cidade natal para o casamento de sua outra melhor amiga, Sarah, Rachel decide confrontar a sua dor e visitar a lápide de Jimmy; entretanto, uma crise de enxaqueca a faz desmaiar e bater a cabeça no chão frio do cemitério. E então o livro nos mostra outra realidade 5 anos depois do acidente – que agora vou chamar de realidade B. Nela, Rachel conquistou tudo o que queria: seu namoro de Ensino Médio transformou-se em noivado, ela formou-se em jornalismo e tem um apartamento incrível. Porém, ao voltar à cidade natal para o casamento de Sarah, um assalto faz com que ela caia no chão e bata a cabeça com força. Quem acorda na realidade B, entretanto, é a Rachel da realidade A, e ela se depara com esse turbilhão de novidades, sendo a principal delas o fato de que Jimmy está vivo. O problema é que ela não tem nenhuma memória dessa linha do tempo e tenta a todo custo provar que as vivências estão trocadas.

Dani Atkins consegue nos deixar tão confusos quanto Rachel quando as realidades paralelas – se é que podemos chamar assim – se misturam. De certa forma, conhecemos a Rachel A (da realidade em que Jimmy morreu), depois Rachel B (da realidade em que Jimmy não morreu) e, por fim, Rachel A inserida na realidade da Rachel B. Deu pra entender, né? 😂 Entretanto, acredito que a autora tenha dedicado tempo demais ao momento de confusão da “Rachel A”, com muitas e muitas páginas desenvolvendo sua estranheza com aquele mundo e sua tentativa de retornar ao velho. Isso torna a reação dela verossímil? Talvez. Mas quando você vive uma vida terrível e tem a chance de recomeçar, você realmente tentaria voltar? Eu, no lugar dela, acho que não. E todo esse plot de Rachel tentando se conectar com sua “verdadeira realidade” acaba sendo um pouco cansativo, porque não ajuda a conferir carisma à protagonista-narradora.

Com o passar das páginas, Rachel tem a oportunidade de se aproximar de uma versão adulta de Jimmy e finalmente confrontar uma situação que todos ao seu redor já tinham percebido, menos ela: o sentimento que o rapaz sempre nutriu a vida toda pela melhor amiga. Na nova realidade, Rachel tem a chance de visualizar como as coisas poderiam ser entre eles e percebe que Jimmy – ou melhor, seus sentimentos por ele – sempre foram a resposta para tudo que ela viveu desde o acidente. E, já que o rapaz está em pauta, devo dizer que o personagem é um amor, mas não causa o mesmo impacto da linha do tempo “original”. Acontece que o relato de Rachel sobre a noite do acidente deixou a importância de Jimmy tão evidentes que o apego foi instantâneo – assim como a dor que sentimos quando descobrimos que ele se foi.

resenha uma curva no tempo

Apesar do romance ser um aspecto importante da trama, meu conselho pra vocês é o seguinte: não se deixem enganar pela capa e pela sinopse, essa não é só uma história de amor. Eu me mantive desconfiada durante a leitura inteira e simplesmente não consegui comprar aquilo que Rachel estava vivendo como real. A verdade é que o livro fala sobre perda, escolhas, a importância da família e o quanto, muitas vezes, gostaríamos de ter uma segunda chance na vida. Além disso, a obra também mostra a importância de abrir o coração, falar o que sente e ser honesto consigo mesmo. Nunca sabemos qual será a próxima oportunidade de fazê-lo, então cada dia importa e cada momento é único, justamente por sua fugacidade. O final do livro é um pouco previsível, pois as pistas estavam todas lá, no decorrer das páginas. Ainda assim, é impossível não concluir a leitura com um misto de tristeza e conformidade, pois ele nos faz pensar que talvez tenha sido melhor daquele jeito. Afinal, na situação apresentada pela obra, o que é melhor: viver uma realidade esmagadora ou aquilo que você sempre sonhou, ainda que com sacrifícios? Portanto, o fim acaba tendo um sabor agridoce.

Falando um pouco sobre o que não curti na obra: existem alguns erros de continuidade ao longo do livro (por exemplo: uma hora a Rachel fala em cinco anos e em outro, sete). Também menciona que jamais revelaria x informação ao pai, e páginas depois ela o faz. São pequenos detalhes que não chegam a atrapalhar a trama, mas os notei. Outro aspecto não tão legal diz respeito ao fato de que as coisas demoram a “pegar no tranco”, especialmente pela confusão experimentada por Rachel A ao acordar na realidade B. O livro se demora muito nisso e, somado ao fato de que a narrativa de Dani Atkins é mais poética e trabalhada, a leitura não foi tão ágil quanto eu esperava.

Em suma, Uma Curva no Tempo me agradou bastante, mesmo não entrando para o meu hall de favoritos. É um livro tocante, que utiliza uma situação triste para trazer belas lições. Se você gosta de romances dramáticos, vale a pena dar uma chance. Porém, prepare-se para as eventuais lágrimas que surgirem pelo caminho. 😉

Título Original: Fractured
Autor: Dani Atkins
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 240
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Dica de Série: Ordem na Casa com Marie Kondo

Oi gente, tudo bem?

Em uma manhã de domingo, após acordar às 7h da manhã, comecei a assistir Ordem na Casa com Marie Kondo. Aparentemente, abracei de vez a senhorinha que sou! 😂

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Sinopse: A famosa especialista em arrumação Marie Kondo ajuda clientes a colocarem ordem na casa e na própria vida, transformando lares com muita inspiração.

A série é um reality show no qual Marie Kondo, criadora do método de organização KonMari, visita diversas famílias que gostariam de colocar ordem em suas casas e suas vidas. Para auxiliá-los na organização, Marie não apenas ensina técnicas de arrumação, mas também o conceito de “trazer alegria” (spark joy) para que alguém decida se um item permanecerá em sua vida ou não, buscando entender se existe um desejo de levá-lo consigo para o futuro.

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Marie visita famílias dos mais diversos tipos: famílias com filhos pequenos, uma senhora viúva que agora precisa aprender a viver sozinha, casais LGBT, famílias com animais de estimação e casais que estão esperando o primeiro filho. O mais bacana de assistir essas diferentes famílias organizando suas coisas é perceber que existem muitas diferenças entre as pessoas, mas que o apego sentimental é um denominador comum que muitas vezes nos faz acumular coisas de que não precisamos mais. Ainda assim, Marie Kondo respeita cada indivíduo, suas particularidades e decisões sobre o que vai e o que fica. Ela não julga nenhuma escolha, mas faz o seu melhor para guiar os envolvidos em uma análise sobre o que determinado item realmente significa para si.

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Obviamente, as dicas de arrumação são muito boas. É impossível não ficar com vontade de organizar a casa toda enquanto assiste (eu já arrumei meu guarda-roupa, que tá bem bonitinho rs). Marie dá algumas dicas maravilhosas que você fica “como não pensei nisso antes?”. Ela ensina a dobrar roupas, a organizar itens de cozinha, separar documentos, entre diversos outros itens. Claro, como a série é curta (somente 8 episódios de 30-40 minutos), acredito que grande parte das dicas de seus livros tenha ficado de fora. E sim, fiquei com vontade de ler suas obras também!

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Outro aspecto interessante da série é o choque cultural a qual somos apresentados por meio de Marie. Ela é japonesa, um povo bem diferente dos ocidentais em muitos aspectos. Marie tem uma relação bem espiritual com as casas que visita, com o processo KonMari, com os objetos que ficam e que são descartados e com o que tudo representa para as famílias que auxilia. A primeira coisa que ela faz antes de começar a arrumação, por exemplo, é “cumprimentar” a casa, conectando-se com a energia do lugar e visualizando o futuro dele. Para nós, ocidentais, isso pode soar um pouco estranho a princípio; mas com o passar dos episódios vai ficando mais natural, assim como o respeito pela diferença cultural cresce.

Ordem na Casa com Marie Kondo é uma série bem bacana, com cenas emocionantes, famílias diversas e muitas dicas úteis. Se você está buscando inspiração para seu próprio lar ou gosta de realities, recomendo que você dê uma chance. Aposto que vai achar a Marie uma fofa também! ❤

Título original: Tidying Up with Marie Kondo
Ano de lançamento: 2019
Criador: Marie Kondo
Elenco: Marie Kondo

Resenha: Desafiando as Estrelas – Claudia Gray

Oi gente, tudo bem?

A resenha de hoje é sobre Desafiando as Estrelas, um livro de ficção científica cheio de cenas de ação.

desafiando as estrelas claudia gray.pngGaranta o seu!

Sinopse: Noemi Vidal é uma soldado do planeta Gênesis, que um dia já foi uma colônia da Terra e hoje está em guerra por sua independência. Os humanos da Gênesis lutaram contra os exércitos de mecans, robôs humanoides terrestres, por décadas e o conflito não parece estar chegando ao fim. Depois de um ataque surpresa, Noemi acaba presa em uma nave abandonada, onde conhece Abel, o protótipo mecan mais sofisticado já feito. E ele deveria ser seu inimigo. Mas a programação de Abel o força a obedecer a Noemi como sua comandante, o que significa que ele tem que ajudar a salvar a Gênesis — mesmo que o plano dela para chegar à vitória implique a morte dele. Forçados a trabalhar juntos, os dois embarcam numa perigosíssima aventura pela galáxia e se veem obrigados a questionar tudo o que sempre tomaram como verdade absoluta.

Em um futuro muito distante, a Terra atingiu avanços tecnológicos memoráveis, criando inclusive andróides humanóides – chamados mecans, cujos modelos vão de B a Z – com as mais diversas funções: temos o modelo Tare, para a medicina, as Rainhas e os Charlies para a guerra, entre muitos outros. Porém, o avanço tecnológico também culminou na total destruição do meio ambiente, tornando o planeta incapaz de suportar a quantidade de seres humanos que nele vivia. Assim, a Terra conseguiu colonizar outros planetas no que agora é chamado de Loop, um sistema que envolve a própria Terra e seus mundos: Stronghold (onde se extrai ferro, minério e afins), Cray (um local árido, em que vivem as maiores mentes e cientistas oriundos da Terra), Kismet (uma espécie de destino paradisíaco, para onde vão os ricos e famosos de férias) e Gênesis (o planeta mais parecido com a própria Terra). Acontece que a Gênesis iniciou a chamada Guerra da Liberdade, de modo a ter independência da Terra, pois acredita que os terráqueos farão com eles o mesmo que fizeram com o próprio planeta: exploração e destruição.

O plot por si só já é extremamente interessante, com uma construção de universo riquíssima e cheia de detalhes a serem explorados. Isso fica ainda mais interessante quando conhecemos nossos dois protagonistas-narradores: Noemi Vidal, uma jovem de 17 anos e soldado da Gênesis, e Abel, o mecan mais avançado da galáxia e único exemplar do modelo A, criado pelo próprio Burton Mansfield (a mente por trás da invenção dos mecans). Os dois se reúnem da maneira mais improvável: Noemi vê sua melhor amiga se ferir em uma batalha inesperada e a conduz até uma nave aparentemente abandonada; o que ela não sabia é que Abel estava preso lá há 30 anos, após a fuga da tripulação e de seu criador. As coisas ficam ainda mais surpreendentes quando Abel é forçado por sua programação a obedecer a maior autoridade humana à bordo, tornando Noemi sua comandante. A jovem agarra essa chance e traça um plano envolvendo Abel e a destruição do Portão Gênesis, uma construção que une buracos de minhoca e permite viagens espaciais – inclusive dos mecans da Terra, que dizimam cada vez mais soldados da Gênesis. Para isso, os dois partem em uma missão que envolve explorar a galáxia em busca do objeto capaz de destruir o Portão.

É muito difícil falar sobre esse livro sem me aprofundar um pouco mais sobre o enredo, mas acredito que tenha conseguido contar tudo que vocês precisam saber para entender a trama. Apesar de parecer complexo, Desafiando as Estrelas vai apresentando os fatos de maneira gradual e facilmente compreensível. Com o passar dos capítulos, vamos aprendendo mais sobre a personalidade fechada e a baixa autoestima de Noemi, sobre sua relação com a melhor amiga, sobre sua conexão com o planeta natal, sobre a extensão do universo, bem como sobre a solidão sentida por Abel ao longo dos 30 anos presos na nave, sua maneira peculiar de funcionar, os aspectos orgânicos e cibernéticos que formam seu corpo, as novas conexões neurais que seu cérebro foi capaz de produzir nas últimas três décadas… Ou seja, nenhuma informação é jogada de modo brusco ao leitor, tornando fácil acreditar e assimilar esse novo mundo que Claudia Gray propõe.

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E como não amar a dinâmica de Noemi e Abel? Os dois começam a trama como inimigos declarados, tornam-se cúmplices e parceiros, desenvolvem uma amizade sólida e, por fim, sentimentos mais profundos florescem. Só que tudo isso ocorre de maneira gradual, após atitudes e situações que fazem com que tudo faça sentido. Abel inicialmente é compelido a ajudar Noemi devido à sua programação, mas ao conviver com ela percebe sua coragem, seu altruísmo e seu caráter. A jovem, por outro lado, pouco a pouco percebe que Abel está longe de ser somente uma máquina, mas sim um ser diferente de tudo que ela já viu, com pensamentos e opiniões próprias… com uma alma (e vamos separar um minuto para exaltar o fato da personagem ser latina? Já quero ver essa representatividade em um filme ou série!). O melhor de tudo é que cada um aflora no outro o melhor que eles podem ser: enquanto Noemi é a primeira a acreditar na alma de Abel, ele mostra a ela o quanto sua vida é valiosa e o quanto ela é importante. Mas, se eu tivesse que escolher um favorito, acho que ficaria com Abel. Os comentários práticos e diretos dele me divertiram demais (especialmente quando ele sugere prostituição como a solução óbvia para conseguirem dinheiro HAHAHA! Sério, essa cena é bem engraçada).

Outro aspecto muito bacana do livro é que ele nos mostra que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Conforme vai conhecendo outras realidades – e as dificuldades que os seres humanos passam em todos os planetas do Loop –, Noemi passa a questionar o quão correto é a Gênesis se fechar para os outros mundos. Ao conviver com pessoas diferentes, a jovem passa a abrir sua mente e entender que nada é preto no branco, e que suas crenças sobre os mundos do Loop eram deturpadas e sem proximidade com a realidade; isso fica nítido em sua relação com Abel. Se antes ela julgava os mecans seres descartáveis, somente objetos, o dia a dia com ele a faz perceber que muito do que ela acreditava não era correto. Perceber como a personagem se abre a novas experiências e permite que suas crenças sejam questionadas é algo interessante e saudável, afinal, nem sempre existe uma única verdade que sirva para todos. Agora, como crítica negativa, deixo somente a obviedade do plot twist, que eu já havia previsto muito tempo antes de acontecer.

Desafiando as Estrelas tem uma excelente construção de universo, uma narrativa muito envolvente e personagens excelentes (inclusive os secundários, que surgem enquanto Abel e Noemi exploram o universo). Eu até admito que demorei mais do que o normal para terminar essa leitura e, em alguns momentos, acabei ficando entediada ou com sono, mas atribuo isso ao fato de que o último mês foi muito exaustivo pra mim (por motivos pessoais e profissionais). Desafiando as Estrelas é uma obra excelente, que tem todos os elementos necessários para agradar a fãs de sci-fi ou, simplesmente, leitores que adoram histórias cheias de ação, novos mundos, personagens divertidos e ambientação bem desenvolvida. Recomendo! ❤

Título Original: Defy the Stars
Série: Constelação
Autor: Claudia Gray
Editora: Fantástica Rocco
Número de páginas: 387
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: The Handmaid’s Tale

Oi pessoal, tudo bem?

Agora que The Handmaid’s Tale chegou à TV aberta, acho que é uma ótima oportunidade de falar novamente sobre essa trama tão poderosa, dolorida e necessária – agora no formato de série.

the handmaids tale

Sinopse: Baseado na obra de Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale conta a história na distopia de Gilead, uma sociedade totalitária que foi anteriormente parte dos Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governada por um fundamentalismo religioso que trata as mulheres como propriedade do Estado. Como uma das poucas mulheres férteis restantes, Offred é uma serva na casa do Comandante, sendo parte de uma das castas de mulheres forçadas à servidão sexual como uma última tentativa desesperada para repovoar um mundo devastado. Nesta sociedade aterrorizante onde uma palavra errada pode acabar com sua vida, Offred vive entre Comandantes, as suas mulheres cruéis e seus servos – onde qualquer um poderia ser um espião para Gilead – tudo com um único objetivo: sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela.

The Handmaid’s Tale é baseada no livro O Conto da Aia, sobre o qual já falei aqui no blog. A história segue basicamente a mesma premissa e se desenvolve de maneira muito fiel ao que é descrito no livro: em um futuro distópico, uma ditadura religiosa retirou os direitos civis das mulheres nos Estados Unidos (agora República de Gilead), determinando suas funções na sociedade em um modelo de castas. Há as Marthas (mulheres dedicadas ao serviço doméstico), as Tias (que educam as Aias), as Esposas (casadas com os Comandantes, membros do alto escalão militar dessa nova sociedade religiosa) e, por fim, as Aias (mulheres férteis responsáveis pela reprodução). Nossa protagonista é Offred, uma mulher que teve seu marido e filha arrancados de si e agora serve ao lar de seu Comandante como uma Aia. Com o passar dos episódios, Offred vai nos contando como tudo aconteceu e como é a vida nesse novo modelo de existência.

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Porém, diferentemente do livro, aqui temos uma visão bem mais ampla sobre o que ocorre em Gilead. Além do ponto de vista de Offred, também vislumbramos o papel da Esposa do Comandante no golpe, e a angústia que ela sente por ser deixada de lado pelo novo sistema que ajudou a construir. É um paradoxo muito interessante este: ela, a mulher por trás do ideal de Gilead, vê-se praticamente na mesma posição que as mulheres que ela ajudou a oprimir; ou seja, descartada e sem voz. Além disso, na série também temos acesso a mais cenas do passado de Offred com sua família, suas tentativas de fuga e até mesmo sobre o que aconteceu com seu marido, Luke.

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Offred é a personagem que mais muda do livro para a série, mas não de maneira negativa. Na produção audiovisual, ela tem um nome e faz questão de relembrá-lo: June. Mais irônica, sarcástica e afrontosa que sua contraparte literária, a June da série é alguém que causa ainda mais empatia e simpatia no espectador. No livro me entristecia ver a apatia de Offred, que só conseguia transgredir em atitudes muito pequenas. Na série, contudo, June é mais ativa e revoltada, ao mesmo tempo que transmite toda a dor e a emoção que permeiam sua nova existência. Elizabeth Moss, que a interpreta, faz um trabalho fenomenal nesse sentido, pois apenas com o olhar ela consegue passar os mais diversos sentimentos vividos por sua personagem. Mas ela não é a única a realizar um excelente trabalho; as atuações de modo geral são primorosas e causam as mais diversas reações: pena, asco, revolta, tristeza, desprezo.

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De certo modo, achei mais difícil assistir The Handmaid’s Tale do que ler O Conto da Aia. Se no livro Offred rememora tudo que lhe aconteceu de maneira mais linear e apática, em The Handmaid’s Tale somos obrigados a assistir todas as torturas e abusos sofridos pelas mulheres de Gilead. A primeira cena do primeiro episódio já me levou às lágrimas e, devo dizer, praticamente todos os episódios da primeira temporada o fizeram. A cada nova cena que surgia na tela, a cada nova violência a qual as mulheres eram submetidas, era um novo soco no estômago. Por outro lado, diferentemente do livro, existem cenas de MUITO girl power e empoderamento feminino. Há momentos de subversão tão poderosos – ainda que relativamente simples – que é impossível não ficar com cada pelo do corpo arrepiado. Somado a isto está uma fotografia de qualidade impecável, que abusa dos tons pálidos para reforçar ainda mais o destaque e o incômodo causados pelo vermelho das vestes das Aias.

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The Handmaid’s Tale é, assim como O Conto da Aia, uma obra necessária. Em tempos como os nossos, em que o fundamentalismo religioso se faz presente em diversas esferas do governo, é ainda mais necessário que a gente mantenha os olhos abertos. O retrocesso é muito mais fácil de acontecer do que pensamos, e manter nossos direitos é uma luta constante que jamais pode esmorecer. A série traz reflexões sobre o direito aos nossos próprios corpos, sobre a velocidade com que o retrocesso ganha espaço e sobre como precisamos nos unir enquanto mulheres. Todo mundo deveria assistir The Handmaid’s Tale. E cuidado: Gilead pode estar na esquina.

Título original: The Handmaid’s Tale
Ano de lançamento: 2017
Criador: Bruce Miller
Elenco: Elisabeth Moss, Yvonne Strzechowski, Joseph Fiennes, Alexis Bledel, Samira Wiley, Ann Dowd, Madeline Brewer, Max Minghella, O. T. Fagbenle

Resenha: Aenir – Garth Nix

Oi povo, tudo bem?

Seguindo as resenhas da série A Sétima Torre, fiz a releitura do terceiro volume, Aenir. Spoiler alert: que experiência ótima! ❤

resenha aenir garth nix

Sinopse: O mundo de sonhos de Aenir não é um lugar seguro. Um passo em falso pode levar ao perigo, a ciladas ou… à morte. Tal e Milla precisam encontrar seu caminho através dessa paisagem enganosa. Estão procurando o Códex, um estranho objeto mágico que decidirá o destino de seus mundos. Muitas criaturas se interpõem em seu caminho – desde os Pastores de Tempestades, feitos de nuvens, e do enxame de Vêsboras até uma figura horripilante chamada Rudbrut. Tal e Milla não podem ir embora de Aenir sem o Códex. Mas encontrá-lo é muito mais perigoso do que poderiam imaginar…

Aenir começa logo após o final de O Castelo. Tal, o Escolhido, e Milla, a Garota-do-Gelo, conseguiram fazer a passagem a Aenir, o Reino dos Espíritos. O problema é que, logo de cara, eles são atacados por duas criaturas ameaçadoras, conhecidos como Pastores de Tempestades. A contragosto, Tal acaba selando um pacto com eles, tornando-os Espíritos-Sombra dos dois garotos. Porém, essa atitude impensada causa uma ruptura em sua frágil amizade com a jovem, o que os leva à separação; afinal, os Homens-do-Gelo valorizam as sombras naturais e têm aversão pelos Espíritos-Sombra.

Depois que Tal e Milla partem em jornadas diferentes, o leitor tem a oportunidade de conhecer ambos com mais profundidade. Tal está incomodado por ter tomado para si um Espírito-Sombra que ele julga pouco imponente; Milla sente-se desonrada e acredita que seu sonho de virar uma Donzela Guerreira terminou. A busca pelo Códex dos Escolhidos, missão que os levou a Aenir, é cheia de percalços – que ficam ainda mais desafiadores por estarem separados.

O crescimento dos protagonistas é palpável nesse volume. Apesar de muito jovens, Tal e Milla carregam uma grande responsabilidade. Para o garoto, a missão envolve proteger sua família e descobrir o que aconteceu com seu pai; para a garota, conseguir uma Pedra-do-Sol significa salvar seu clã e provar seu valor como guerreira. Durante seu tempo em Aenir, Tal e Milla enfrentam diversos inimigos e criaturas ameaçadoras, o que só se torna possível com a ajuda dos Pastores de Tempestades.

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Aliás, que adição carismática a desses dois! Adras e Odris são irmãos com personalidades distintas: Adras é “macho”, muito forte, mas completamente burro; Odris é fêmea, tem um tamanho menor, mas é muito inteligente. De certa forma, eles são complementares a Tal e Milla. Enquanto o jovem “letrado e culto” conseguiu um Espírito-Sombra de inteligência abaixo da média, a “bruta e rude” Milla ficou com uma Espírito-Sombra gentil e racional. Essas relações acabam auxiliando os protagonistas em seu crescimento pessoal, por terem que lidar com diferenças tão gritantes de modo tão próximo.

Aenir é um mundo à parte, com criaturas totalmente novas e muita magia. Novamente preciso elogiar a construção de universo feita por Garth Nix, que nos apresenta a uma fantasia infantojuvenil muito original e diversificada. Os mistérios – que envolvem o sumiço do pai de Tal, as diferentes visões que Escolhidos e Homens-do-Gelo têm das sombras e, é claro, as intenções do Mestre-das-Sombras Sushin – permanecem nesse volume, que tem um desfecho cheio de ação. Além disso, nesse volume percebemos ainda mais semelhanças entre o povo dos Escolhidos e o povo dos Homens-do-Gelo, o que inclui antepassados em comum. Espero que em breve mais respostas sejam dadas (já que, a partir daqui, as leituras serão inéditas pra mim, já que nunca concluí a série).

Eu adorei reler Aenir e fiquei, novamente, encantada com o universo de A Sétima Torre. Foi uma leitura muito prazerosa e envolvente, com aquela narrativa fluida típica de livros infantojuvenis – mas sem se tornar superficial ou boba. Se você gosta de universos fantásticos criativos, vale muito a pena dar uma chance a essa série. 😉 Recomendo muito!

Título Original: Aenir
Série: A Sétima Torre
Autor: Garth Nix
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 240

Dica de Série: Vikings

Oi gente, tudo bem?

Como sou fã de Game of Thrones, ao longo dos anos ouvi de vários amigos que eu também deveria conferir Vikings. E então decidi dar uma chance. 😉

poster vikings

Sinopse: Produzida pelo History Channel, Vikings apresenta os famosos exploradores, comerciantes, guerreiros e corsários nórdicos a partir do seu ponto de vista. A história é centrada em Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel, deBeast), um agricultor e guerreiro que acredita ser descendente direto do deus Odin, que decide partir e lutar para conquistar novas terras.

Vikings é uma série baseada na vida real do Rei Viking Ragnar Lothbrok. Na série, o protagonista é um viking que deseja mais do que apenas fazer incursões em nome do conde a qual serve. Para Ragnar, o mundo é muito grande e existem diversos territórios a serem explorados (e saqueados, é claro). Com o apoio de seguidores leais, ele consegue tal façanha, causando a inveja de seu irmão, Rollo, e do próprio conde. Essa é a pontinha do iceberg, o pontapé inicial que coloca a trama (cheia de traições) em movimento.

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Ragnar é um homem ambicioso e corajoso. Ele acredita ser descendente direto de Odin, o que serve como incentivo em sua busca cada vez mais ousada por territórios inimigos distantes. Em um de seus saques, ele toma como escravo o monge Athelstan, com quem começa uma amizade improvável. Athelstan acaba se afeiçoando a Ragnar e a também sua família, composta por Lagherta (sua esposa) e seus filhos. O interessante dessa relação é o choque cultural advindo dela: Ragnar passa a ouvir as histórias e crenças de Athelstan, cuja religião é o cristianismo, enquanto o monge também faz o mesmo em relação à cultura e religião nórdicos.

A trama vai se desenvolvendo gradualmente, com as conquistas de Ragnar sendo cada vez mais expressivas. Aconselho fortemente que vocês não pesquisem nenhum personagem no Google para não tomar spoilers, já que eles são baseados em figuras reais. 😛 Enfim, voltando… Conforme Ragnar ascende na hierarquia de seu povo e domina novas terras, as batalhas vão ficando cada vez maiores e mais sangrentas. Mas, para ser honesta, não achei Vikings tão brutal quanto eu esperava que fosse. Existem cenas de violência explícita, sim, mas são menos frequentes ou chocantes quanto eu imaginava.

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A série também conta com ótimos personagens e diversas reviravoltas. Lagherta é um exemplo de mulherão da porra que enfrenta várias adversidades de cabeça erguida, além de ser uma guerreira tão incrível quanto qualquer homem. Seu filho, Bjorn, também é um dos meus queridinhos, tendo grande força física e, principalmente, de caráter. Ragnar, entretanto, é alguém de quem eu não gosto. Ele trata as mulheres com quem se relaciona de modo péssimo (embuste, cof cof) e tem uma arrogância difícil de engolir. Com o passar do tempo, mais personagens controversos entram na história, o que acaba gerando mais traições e situações inesperadas.

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A produção da série, os figurinos e a ambientação são incríveis e transportam o espectador para os tempos medievais. Entretanto, nem sempre a narrativa é tão instigante a ponto de nos querer fazer maratonar. Existem momentos alucinantes em Vikings, mas durante algumas fases da série eu meio que me forçava a continuar. Ou seja, é uma produção de grande qualidade, mas que tem seus altos e baixos em alguns plots. Então, para concluir: se você curte séries medievais com muitas lutas, sangue, traições e intrigas políticas, Vikings é pra você!

Título original: Vikings
Ano de lançamento: 2013
Criador: Michael Hirst
Elenco: Travis Fimmel, Katheryn Winnick, Clive Standen, Jessalyn Gilsig, Gustaf Skarsgård, George Blagden, Alyssa Sutherland, Alexander Ludwig