Resenha: Malibu Renasce – Taylor Jenkins Reid

Oi pessoal, tudo bem?

Falar de Malibu Renasce é desafiador por dois motivos: é um livro muito popular na blogosfera e foi escrito por uma autora que me impressionou muito em seu primeiro romance que eu li, Depois do Sim. Será que essa popularidade toda me arrebatou?

Garanta o seu!

Sinopse: Malibu, agosto de 1983. É o dia da festa anual de Nina Riva, e todos anseiam pelo cair da noite e por toda a emoção que ela promete trazer. A pessoa menos interessada no evento é Nina, que nunca gostou de ser o centro das atenções e acabou de ter o fim do relacionamento com um tenista profissional totalmente explorado pela mídia. Talvez Hud também esteja tenso, pois precisa admitir para o irmão algo que tem mantido em segredo por tempo demais, e parece que esse é o momento. Jay está contando os minutos, pois não vê a hora de encontrar uma menina que não sai de sua cabeça. E Kit também tem seus segredos ― e convidado ― especiais. Até a meia-noite, a festa estará completamente fora de controle. O álcool vai fluir, a música vai tocar e segredos acumulados ao longo de gerações vão voltar para assombrar todos ― até as primeiras horas do dia, quando a primeira faísca surgir e a mansão Riva for totalmente consumida pelas chamas.

Malibu Renasce gira em torno de duas linhas do tempo: a do passado começa nos anos 50, a do presente, nos anos 80. No passado, acompanhamos a criação da família Riva; no presente, a história gira em torno da festa lendária que acontece todo ano e é oferecida pelos quatro irmãos Riva. E são esses cenários que levam o leitor a um drama familiar cheio de sofrimento, traição, resiliência, força, altruísmo, dor e abnegação.

Para começar a falar dos Riva, é importante citar as duas figuras centrais, June e Mick. Os jovens se conhecem e rapidamente se apaixonam, o que leva a um romance ardente que não demora a virar casamento. Mick é um rapaz de origem humilde que tem o sonho de se tornar um cantor famoso, enquanto June deseja mais que tudo escapar do seu futuro inevitável, que é assumir o restaurante da família. Ela encontra em Mick não apenas o amor e a paixão, mas também a possibilidade de realizar esse sonho, enquanto Mick encontra em June a chance de constituir a própria família, já que a sua é completamente desestruturada. Mas conforme Mick ascende na carreira, ele passa a ter diversos affairs e abandona June com os filhos mais de uma vez. É desesperador “presenciar” toda a dor que ele causa à esposa, humilhando-a seguidamente e pedindo a ela que o aceite de volta sempre que se arrepende (momentaneamente, é claro, porque não demora a traí-la de novo). Depois da última e derradeira traição, Mick a deixa de vez e June se afunda cada vez mais no álcool como forma de consolo.

A relação de June e Mick tem como frutos Nina, Jay e Kit – mas, além dos três, June adota Hud, filho de uma das escapadas do então marido. Os quatro crescem tendo a mãe como pilar, e Nina é a única que chegou a conviver com o pai durante mais tempo. Ela cria um vínculo forte com ele, e quando Mick abandona a família mais uma vez, Nina é tão atingida quanto a mãe por essa quebra de confiança. Conforme os anos passam, uma sequência triste de fatos leva Nina a assumir a responsabilidade pela família, e aí o leitor passa a sofrer novamente ao acompanhar tudo que ela precisou abrir mão. A jovem, cedo demais, precisa abandonar suas perspectivas de futuro e dar tudo de si para cuidar dos irmãos mais novos para que nenhum deles caia nas mãos do sistema de adoção. Nina se vê contando cada centavo e administrando uma família e um restaurante sem nenhuma rede de apoio. Felizmente, ela é descoberta por um olheiro e passa a ganhar a vida como modelo, mas nem isso é capaz de tirar dela o medo da pobreza e a postura de abnegação que foi obrigada a tomar durante toda a vida. Em determinado momento, na linha temporal da festa, sua melhor amiga a provoca sobre isso, dizendo que Nina nunca tomou nenhuma decisão sequer pautada em seus verdadeiros desejos. 😦

Apesar desses três nomes (June, Mick e Nina) terem sido os grandes destaques do livro pra mim, Malibu Renasce também trabalha os dramas de Jay, Hud e Kit. Os dois primeiros, além de irmãos, são melhores amigos e parceiros, e ambos escondem segredos sobre os quais estão criando coragem para falar; Kit, a caçula, está em uma fase de autodescoberta e a festa é “o momento da verdade” para ela. Eu gostei dos três, mas nenhum deles ganhou tanto meu coração quanto Nina. Seus dramas são relevantes, mas quando a gente sente “na pele” por meio da narrativa tudo que a irmã mais velha passou, acaba que as histórias dos três não impactam tanto assim.

Mas por mais que as atitudes de Nina sejam admiráveis, são também irritantes. Eu amei a personagem ao mesmo tempo em que queria sacudi-la pelos ombros e gritar “reage, mulher!” (bota um cropped rs), sabem? Tive uma sensação parecida em relação a June, mas em menor intensidade (no caso desta, tive mais pena mesmo). Fiquei muito aflita com tudo que a autora fez as duas passarem por causa de Mick, mas sei que é reflexo de uma cultura e de uma época que esperavam esse tipo de postura das mulheres, voltada para a constituição de uma família e na posição de cuidadoras. E já que o assunto é o sofrimento causado por Mick, quero ressaltar que ele foi o personagem mais odioso das minhas últimas leituras. Ele é um ególatra autocentrado e narcisista que só soube destruir a vida de todo mundo que já se importou com ele. E o pior de tudo é que, além de usar o discursinho do arrependimento, ele parecia realmente achar que suas justificativas pra todo o mal que causou eram válidas. Se preparem pra odiá-lo, caso ainda não tenham lido Malibu Renasce ou Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (fiquei sabendo que ele aparece por lá também, mas ainda não li).

O maior problema de Malibu Renasce pra mim (além do desgraçado do Mick rs) foi a festa em si. Desculpe quem gostou, mas achei muito chata. O livro usa os capítulos da festa pra focar em vários figurantes e na realidade dos ricos de Malibu (regada a glamour, álcool, drogas e sexo), e eu não via a hora de passar logo por aquilo pra chegar de novo ao que me interessava. Se não fosse o estilo envolvente de Taylor Jenkins Reid, teria sido muito mais difícil encarar toda essa encheção de linguiça. E aqui aproveito pra trazer também a dificuldade de ler uma obra quando a gente vem cheio de expectativas: eu esperava muito tanto do título em si quanto da autora, e como não me apaixonei pelo livro, acabei ficando com aquele gostinho levemente decepcionado na boca.

Para resumir, Malibu Renasce é mais uma demonstração de que Taylor Jenkins Reid é capaz de construir uma narrativa envolvente mesmo quando a história em si é capaz de nos fazer odiar vários personagens e aspectos dela rs. Amei? Não, tanto que avaliei com 3 estrelas no Skoob (o que encaro como um “bom”). Mas é inegável o talento que a autora tem de construir personagens e situações tão reais que mexem com o leitor em um nível muito intenso. Infelizmente não me arrebatou como Depois do Sim, mas é uma história muito bem construída. Deixo pra cada um de vocês tirar suas conclusões finais a respeito. 😉

Título original: Malibu Rising
Autora:
Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Número de páginas: 368
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Jack e o Porquinho de Natal – J. K. Rowling

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim fazer uma resenha que me causou diversos dilemas, porque enquanto eu fazia a leitura, a autora trouxe mais uma vez comentários preconceituosos à tona. Acho importante ser honesta com vocês – como sempre – e dizer que eu gosto muito do que a J. K. Rowling escreve (tive uma ótima experiência com seu outro livro infantil O Ickabog), mas que não corroboro em nada com seus posicionamentos sobre a comunidade trans. Com isso em pratos limpos, partiu resenhar Jack e o Porquinho de Natal, o novo livro infantil da autora que recebi em parceria com a Rocco. 😀

Garanta o seu!

Sinopse: Jack tem um porquinho de pelúcia cor-de-rosa que ele chama de O Poto. OP, como ficou conhecido, está ao lado de Jack nos bons e maus momentos e compreende todos os seus sentimentos. Até que, em uma véspera de Natal, para grande tristeza do menino, OP é perdido. Jack ganha um novo brinquedo, o Porquinho de Natal, e é este substituto que vai armar um plano para que, juntos, eles embarquem em uma jornada repleta de magia em busca do que foi perdido e a fim de reencontrar o melhor amigo que Jack já teve.

Jack é um menino de 8 anos que tem a sorte de ter um melhor amigo capaz de entendê-lo sem que ele nem precise abrir a boca. Esse amigo é O Poto (ou OP), seu porquinho de pelúcia. Mesmo no período mais difícil que Jack viveu, marcado pela separação de seus pais, ele sabia que podia contar com o cheirinho meio sujo do Poto, com a maciez do seu tecido já gasto e com suas orelhinhas tortas. Porém, quando sua mãe se casa novamente, a vida de Jack se torna um pouco mais difícil: a filha do marido de sua mãe, Holly, é uma colega de escola de Jack que está passando por um período de muita revolta devido ao fato de seu pai ter encontrado um novo amor e também por estar sendo pressionada pela mãe em um esporte que ela não gosta mais. Holly desconta toda essa frustração em Jack e eles começam a brigar feito gato e rato, até que em um certo dia, andando de carro, Holly fica furiosa e joga OP pela janela. Jack entra em desespero e, apesar dos melhores esforços, eles não conseguem encontrar O Poto. Para se desculpar, Holly o presenteia com um porco novinho, que Jack despreza; mas é véspera de Natal, e coisas mágicas acontecem nesse dia. O novo porquinho, que se chama O Porquinho de Natal, ganha vida e oferece a Jack a chance de recuperar OP. Como? Infiltrando-se na Terra das Coisas Perdidas.

Jack e o Porquinho de Natal é um livro infantil lúdico e muito gostoso de ler. Quando a dupla inusitada se une para resgatar O Poto, diversas aventuras têm início. A Terra das Coisas Perdidas é o lugar para onde tudo aquilo que perdemos vai. Lá, as Coisas são categorizadas de acordo com o quão amadas elas são e o quanto seus donos sentem sua falta. Quando você perde algo, aquele item fica durante 1h em Extraviada, onde há maiores chances de ser encontrado e voltar para a Terra dos Vivos. Depois desse tempo, as Coisas são separadas e destinadas a três cidades: Descartável, Alguém-Se-Importa e A Cidade dos Saudosos. Ou é isso que Jack e o Porquinho pensam, pelo menos.

A dinâmica dos dois protagonistas é a clássica “enemies to friends”. Jack é muito relutante em aceitar a ajuda do Porquinho, porque acha ofensivo que ele tenha sido dado como um substituto ao Poto. Já o Porquinho se ressente de Jack pela sua grosseria, já que o menino bateu e quase arrancou a cabeça do bichinho de pelúcia quando Holly o entregou. O acordo entre os dois é que O Porquinho de Natal vai ajudá-lo no resgate a OP, mas depois ele próprio será presenteado a Holly. Jack, obviamente, topou na hora. Mas conforme eles vão adentrando a Terra das Coisas Perdidas, eles percebem o perigo que os rodeia: esse “reino” é comandado pelo Perdedor, uma criatura capaz de matar as Coisas ao comê-las e destruí-las; desse modo, elas nunca poderão ser encontradas na Terra dos Vivos. Enquanto tentam passar despercebidos e fazer de conta que Jack é um boneco articulado, o menino e o porco percebem a necessidade de se unir para vencer as adversidades.

A criatividade de J. K. Rowling está em cada página de Jack e o Porquinho de Natal. Esse universo que ela construiu é muito rico e as explicações seguem uma lógica que torna muito fácil mergulhar de cabeça na proposta da trama. Além disso, é inevitável torcer para que a dupla seja bem-sucedida na missão de resgatar O Poto, porque a autora dedicou um bom tempo nos primeiros capítulos para nos mostrar (e não deixar dúvidas) de quão importante ele é para Jack. Ao longo das páginas, conhecemos personagens que não têm a mesma sorte de serem tão amados quanto OP, e vários deles se tornam aliados da dupla – ganhando também nossa afeição e torcida. Com o desenrolar da trama, vemos que a postura dos protagonistas vai mudando devagarinho: Jack deixa de ser tão implicante com O Porquinho de Natal e se aproxima dele; já O Porquinho vai assumindo uma posição de porto-seguro para Jack.

No fim das contas, Jack e o Porquinho de Natal é um livro infantil encantador que traz lições muito bonitas. Ele nos mostra a importância da amizade e de não desistir daqueles que amamos, assim como também nos faz refletir sobre o fato de que nem tudo é como aparenta ser. Muitas vezes as pessoas ao nosso redor estão lidando com coisas pesadas e difíceis, e ao olharmos somente para o nosso sofrimento nos tornamos insensíveis a essas dores. Além disso, aproveito pra elogiar a edição física, que é em capa dura e recheada de belas ilustrações. Leitura super aprovada!

Título original: The Christmas Pig
Autora:
 J. K. Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 320
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Review: Harry Potter: De Volta a Hogwarts

Oi pessoal, tudo bem?

Dia 1º de janeiro foi muito marcante para os potterheads: o especial de 20 anos da estreia de Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter: De Volta a Hogwarts, estreou na HBO Max. ❤ A reunião contou com nomes importantes do elenco e revisitou toda a trajetória dos filmes da franquia de um dos bruxos mais amados da literatura e do cinema, então imaginem minha emoção ao conferir esse documentário. ❤

Sinopse: O tempo passou, e a saga do menino que viveu para enfrentar Lord Voldemort completou 20 anos! E pra comemorar em grande estilo, nada melhor do que reunir todo o elenco. Participe desse reencontro mágico, e reviva a história que marcou toda uma geração.

A HBO tem feito um ótimo trabalho em mexer com o coração de uma fangirl como eu, hein? Primeiro tivemos a reunião de Friends, que foi maravilhosa, e agora fomos presenteados com um especial delicado e bem produzido de Harry Potter. As cenas iniciais do documentário são responsáveis por nos ambientar a esse retorno, mostrando nomes como Emma Watson (Hermione), Robbie Coltrane (Hogwarts) e Matthew Lewis (Neville) recebendo cartas de Hogwarts que os convidam a voltar para celebrar o 20º aniversário do início da saga. Acompanhamos Emma chegando à estação 9 3/4 e reencontrando colegas de elenco como Bonnie Wright (Gina) e Evanna Lynch (Luna) no icônico Expresso de Hogwarts. Ao chegarem à escola, os atores (e os espectadores) são recebidos com cenários deslumbrantes e um baile incrível no Salão Principal, capaz de encher os olhos e nos deixar de queixo caído. Rupert Grint (Rony) também se junta ao time e, pra fechar com chave de ouro, vemos Dan Radcliffe (Harry) caminhando pelo Beco Diagonal – local tão importante pra sua história, o primeiro contato de Harry com o mundo bruxo.

De Volta a Hogwarts se divide em “capítulos” organizados por pares de filmes. Começamos com A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta, depois evoluímos para O Prisioneiro de Azkaban e O Cálice de Fogo, e assim por diante. Cada um desses capítulos conta com entrevistas e relatos não apenas do elenco, mas também da produção. Chris Columbus, o primeiro diretor da saga, tem bastante espaço para dividir a experiência de como foi dar o tom inicial dos filmes, algo tão importante para criar as bases fundamentais para o que viria posteriormente. É muito legal ouvir dos diretores e da produção curiosidades de bastidores, como por exemplo o fato de que Richard Harris (o primeiro Dumbledore) ter achado que Fawkes era um animal real bem treinado, quando na verdade era um animatrônico. 😂 Ou, ainda, descobrir que a Helena Bonham Carter guarda um autógrafo do Dan de quando ele era mais novo, em que ele dizia querer que eles tivessem uma idade parecida pra que ele pudesse ter uma chance com ela HAHAHAHA!

Outro aspecto muito bacana foi perceber como diferentes momentos da vida do elenco pediam por conduções diferentes. Enquanto Chris Columbus precisava lidar com crianças (o que pede mais leveza e sensibilidade pra conduzir a direção), Alfonso Cuarón foi o primeiro diretor a trabalhar com jovens atores, já no período da adolescência. Conforme o elenco dos alunos crescia, novos desafios iam acontecendo, como a chegada dos hormônios e as crises de identidade geradas pela idade. A própria Emma relata que, em determinado ponto da franquia, chegou a pensar em desistir – tamanha a pressão da fama. Pra nós, fãs, é fácil esquecer que aqueles rostos que nos acompanharam enquanto crescíamos também estavam vivendo a mesma experiência (e os mesmos dilemas), então adorei ter a perspectiva dos atores sobre como foi crescer e viver os momentos mais marcantes do início da vida sendo parte de Harry Potter. Algumas das minhas partes favoritas são as cenas em que o trio principal conversa sobre esses momentos e rememora o tempo juntos – ainda que, confesso, pessoalmente eu sinta algum tipo de “distância” entre a Emma, o Rupert e o Dan. 👀

A emoção correu solta em diversos momentos, e ao mesmo tempo em que me provocou muitas risadas, o especial me levou às lágrimas mais de uma vez. Parte do documentário se dedicou a homenagear os membros do elenco e da produção que faleceram, e a falta que essas pessoas fizeram foi sentida. Alan Rickman (Snape) é o nome que provavelmente tem o maior peso nessa questão: além de ser um ator fantástico, ele também era querido por todos e muito generoso. Helen McCrory (Narcisa) também foi mencionada com destaque, e ambos foram pessoas que partiram muito cedo.

Harry Potter: De Volta a Hogwarts é um belo presente a quem cresceu com Harry Potter e às novas gerações que estão se encantando com a saga agora. Ele me lembrou as revistas que eu colecionava na adolescência, que eram lançadas próximo das estreias dos filmes e traziam várias entrevistas e informações de bastidores. 🥰 Essa sensação foi muito nostálgica e aproveitei cada segundo. Harry Potter sempre vai fazer parte da minha vida e voltar a esse universo tem um gostinho mágico que nunca vai embora. ❤

Título original: Harry Potter 20th Anniversary: Return to Hogwarts
Ano de lançamento: 2022
Direção: Casey Patterson
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Gary Oldman, Helena Bonham Carter, Tom Felton, Jason Isaacs, Bonnie Wright, Evanna Lynch, Matthew Lewis, Robbie Coltrane

Dica de Série: Arcane

Oi pessoal, tudo bem?

Começo esse post desejando um feliz Ano Novo a todos, cheio de esperanças renovadas, muita saúde e #ForaBolsonaro. ❤ Espero que tenham passado uma boa virada ao lado de quem vocês amam!

Pra começar 2022, ainda que o timing esteja um pouco atrasado, gostaria de compartilhar uma dica imperdível da Netflix: Arcane, uma série de animação impecável que, por sinal, é baseada nos personagens de League of Legends. E por que digo isso de forma tão casual? Pra não te assustar caso você não goste do jogo: a série não depende nadinha de conhecimentos acerca dele e você não precisa ser gamer pra gostar. 😉 Bora lá?

Sinopse: Em meio ao conflito entre as cidades-gêmeas de Piltover e Zaun, duas irmãs lutam em lados opostos de uma guerra entre tecnologias mágicas e convicções incompatíveis.

A trama de Arcane é focada na rica Piltover, conhecida como a Cidade do Progresso, e sua antítese, a Subferia – uma parte subterrânea da cidade deixada à própria sorte pelos governantes de Piltover. Em ambas as cidades, existem tramas que vão se desenvolvendo paralelamente até se encontrarem e darem início a combates cada vez mais ferrenhos entre elas. Em Piltover, acompanhamos principalmente uma dupla de cientistas (Jayce e Viktor) tentando provar que é seguro usar magia atrelada à tecnologia, no que eles chamam de Hextec. Seu mentor, Heimerdinger, é o principal oponente dessa ideia, porque sabe dos perigos de colocar algo com potencial tão destrutivo nas mãos humanas. Enquanto isso, na Subferia, acompanhamos a ascensão de Silco, um homem determinado a conquistar independência para a região, transformando-a numa própria cidade chamada Zaun. É nesse contexto que conhecemos as duas protagonistas mais marcantes de Arcane: Vi e Powder (ou Jinx).

As duas são irmãs cujos pais morreram numa batalha entre a Subferia e Piltover, mas foram acolhidas pelo gentil Vander, que “comanda” a Subferia com temperança. Quando Silco ascende na região, uma sequência de eventos afasta Vi de Powder, o que dá a Silco a oportunidade de usar o trauma da mais nova (que a leva à beira da insanidade) para transformá-la em Jinx. A partir dessa ruptura, Vi sofre diariamente pelo arrependimento de ter brigado com a irmã, querendo tê-la de volta, enquanto Jinx se vincula de forma intensa a Silco, encontrando um pai substituto nele. Existe uma passagem de tempo entre o início da série, em que as duas são crianças, para a metade final, em que já são adultas, e a transição de Arcane é muito bem feita para que o espectador entenda como elas chegaram onde chegaram. Minha única exceção, e é um ponto de que não gostei, foi a mudança abrupta de Powder para Jinx, que subitamente aceitou como seu mentor o homem que destruiu sua família e seus amigos – mesmo que ela seja desequilibrada mentalmente, me soou forçado, já que nos primeiros episódios ela não demonstra ser alguém desequilibrada a esse ponto. Sim, dá pra ver que ela tem problemas, mas aceitar Silco como seu novo “pai”? Depois de tudo que ele fez? Pra mim, não rolou.

Vale pontuar também que Arcane é uma série visualmente impecável. O traço é maravilhoso e as cores me lembram pintura a óleo, com pinceladas marcadas e uma singularidade que confere muita personalidade à obra. As cenas de luta são bem coreografadas e a animação é fluida, o que torna cada episódio muito bom de assistir. É muito bacana ver as discrepâncias entre Piltover e a Subferia: enquanto a primeira é brilhante, cheia de tons claros, com pessoas bem vestidas e cenários deslumbrantes, a segunda é marcada por tons de preto, roxo e cinza, com muita escuridão, sujeira e contraste. A “fotografia” (entre aspas porque né, é uma animação) dá o tom certo pra ficarem nítidas as desigualdades entre os dois locais.

O plot de Piltover foi o que menos me agradou. Jayce é um personagem muito do chatinho, bem sapatênis mesmo, e a sua luta para fazer a tecnologia Hextec acontecer simplesmente não dialogou comigo. Há em seu plot algumas maquinações políticas que até produzem alguma reviravolta, mas eu fiquei muito mais intrigada pela trama de seu melhor amigo, Viktor. Tão brilhante quanto Jayce, Viktor tem o azar de estar com os dias contados devido a uma doença, e coloca suas esperanças na tecnologia Hextec. Como eu já joguei League of Legends, sei que ele é um personagem jogável bem diferente, então fiquei muito curiosa pra ver como seria seu desenrolar.

Gostei muito da trama da Vi e da Jinx, ainda que eu já tenha dito ali em cima o que não gostei na transformação da segunda. Mas, na busca da irmã mais velha por resgatar a mais nova, vale comentar sobre outra personagem: Caitlyn, uma jovem policial de Piltover que deseja resolver um caso envolvendo a Subferia e acaba se tornando aliada de Vi. As duas têm uma química fortíssima e pra mim já são o shipp do momento. ❤ Cait é uma jovem muito responsável, corajosa e determinada, e traz um pouco de prudência à personalidade explosiva e impulsiva de Vi.

Arcane é uma série tecnicamente impecável e com um roteiro que te prende do início ao fim. Tanto pra quem gosta quanto pra quem não gosta de League of Legends, digo sem sombra de dúvidas que é um play muito bem dado na Netflix. E eu duvido que você não fique com a música de abertura na cabeça (de autoria do Imagine Dragons) por alguns dias depois de começar a assistir. 😛

Título original: Arcane
Ano de lançamento: 2021
Criação: Christian Linke, Alex Yee
Elenco: Hailee Steinfeld, Ella Purnell, Kevin Alejandro, Jason Spisak, Harry Lloyd, Katie Leung

Resenha: Garota, 11 – Amy Suiter Clarke

Oi galera, tudo bem?

Apesar de não ser uma ouvinte de podcasts, adoro ler sobre true crimes. Por isso, fiquei bem animada quando recebi Garota, 11, um thriller da Suma que tem um podcast de true crime como enfoque!

Garanta o seu!

Sinopse: Elle Castillo é a apresentadora de um podcast popular sobre crimes reais. Depois de quatro temporadas de sucesso, ela decide encarar um caso pelo qual sempre foi obcecada ― o do Assassino da Contagem Regressiva, um serial-killer que aterrorizou a comunidade vinte anos atrás. Suas vítimas eram sempre meninas, cada qual um ano mais jovem que a anterior. Depois que ele levou sua última vítima, os assassinatos pararam abruptamente. Ninguém nunca soube o motivo. Enquanto a mídia e a polícia concluíram há muito tempo que o assassino havia se suicidado, Elle nunca acreditou que ele estava morto. Ao seguir uma pista inesperada, no entanto, novas vítimas começam a aparecer. Agora, tudo indica que ele está de volta, e Elle está decidida a parar sua contagem regressiva.

Elle Castillo é a voz por trás do Justiça Tardia, um podcast investigativo sobre true crime que se encontra em sua 5ª temporada. O foco do podcast é trazer justiça a vítimas cujos casos nunca foram encerrados, então Elle se dedica (com a ajuda dos ouvintes e de suas próprias skills) a encontrar os criminosos. A apresentadora já conquistou um status de sucesso, pois nas temporadas passadas conseguiu solucionar os casos a que se propôs, além ser convidada pela polícia a trabalhar como consultora vez ou outra. Em sua 5ª temporada, Elle lança seu projeto mais ambicioso: encontrar o serial killer conhecido como Assassino da Contagem Regressiva, conhecido por fazer vítimas sempre um ano mais novas que as anteriores, mas que desapareceu há cerca de 20 anos sem deixar rastros. Porém, ao mexer com o passado, Elle se depara com um perigo iminente em seu presente.

Eu adorei o formato que Garota, 11 é narrado: temos capítulos em terceira pessoa que acompanham o ponto de vista de alguns personagens (sendo em sua maioria o de Elle) intercalados com transcrições de áudios da protagonista e roteiros de episódio do podcast. Minha parte favorita, obviamente, foi a do podcast rs. Amy Suiter Clarke conseguiu me deixar totalmente imersa no caso do ACR e me vi querendo saber mais e mais sobre seu modus operandi e timeline dos acontecimentos. E é com esse gancho que aproveito para fazer um elogio à proposta do livro: ao mergulhar de cabeça no caso mais complexo que já investigou, Elle coloca o assassino em evidência (coisa que até então não fizera). E ela se depara com consequências graves decorrentes disso: ela começa a receber ameaças por e-mail, uma testemunha que colaboraria com ela é encontrada morta e uma pessoa querida se vê ameaçada. Garota, 11 aproveita esses acontecimentos para fazer Elle (e o leitor) enxergar os perigos de glamourizar criminosos, levantando uma provocação sobre a ética por trás desse tipo de conteúdo – que hoje é encontrado à exaustão na internet. Porém, tratando-se de um livro mais juvenil, Garota, 11 acaba ficando em um território mais superficial desse debate, que poderia ser mais aprofundado.

Os capítulos que se passam no presente, com Elle interagindo com a família (composta por seu marido, Martín, sua vizinha e melhor amiga, Sash, e sua afilhada, Natalie) e investigando pistas atuais do ACR são menos instigantes. E eu diria que o maior ponto fraco deles, assim como do livro no geral, é a sua previsibilidade: existem dois plot twists que a autora provavelmente desejou que fossem bombásticos, mas que vi chegando a milhas e milhas de distância. Você nem precisa ler nas entrelinhas com tanta atenção assim pra descobrir, o que é uma pena e causa um efeito bem anticlimático. :/ Quando as evidências indicam que o ACR “despertou” de sua hibernação e voltou a agir, em tese deveríamos ficar aflitos, certo? Mas não é o que acontece, ainda que o ponteiro do relógio esteja correndo contra Elle e a polícia. 

Outro ponto que não achei tão legal é a personalidade da Elle em si. Amy Suiter Clarke tenta nos fazer comprar a imagem de que sua protagonista é fodona e consegue resolver qualquer coisa (o que é reforçado com frases como “se tem alguém que consegue, é você”), mas a verdade é que não temos tantas informações assim que justifiquem por que a Elle é competente no que faz. Os únicos dados que comprovam isso é que ela já trabalhou como assistente social e que conseguiu resolver casos nas temporadas anteriores do podcast. Pra mim, não foi o suficiente, e senti falta de mais momentos que evidenciassem sua competência como investigadora – até porque todas as suas teorias sobre o ACR ao longo do livro foram sendo derrubadas ou mostraram-se problemáticas em algum nível. Pode ser implicância minha? Talvez. Mas né, foi a impressão que me marcou.

De forma geral, Garota, 11 foi uma experiência de leitura legal, porque a trama é ágil e as transcrições do podcast envolvem muito o leitor. Toda a energia que a autora colocou na criação do Assassino da Contagem Regressiva valeu a pena, porque realmente é um caso que instiga a ponto de fazer parecer real. Porém, sendo seu primeiro livro publicado, dá pra ver que existe imaturidade em sua escrita, e isso se reflete principalmente na obviedade dos plot twists (o principal ponto negativo pra mim). Mas, se você relevar esse aspecto (e gostar de podcasts!), é um livro bacana com uma “ambientação” diferente das que já havia visto por aí. 😀

Título original: Girl, 11
Autor:
Amy Suiter Clarke
Editora: Suma
Número de páginas: 304
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Roube Como Um Artista – Austin Kleon

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de ler a trilogia do Austin Kleon de trás pra frente, hoje vim dividir minha opinião sobre seu primeiro livro, Roube Como Um Artista.

Garanta o seu!

Sinopse: Verdadeiro manifesto ilustrado de como ser criativo na era digital, Roube como um artista, do designer e escritor Austin Kleon, ganhou a lista dos mais vendidos do The New York Times e figurou no ranking de 2012 da rede Amazon ao mostrar – com bom humor, ousadia e simplicidade – que não é preciso ser um gênio para ser criativo, basta ser autêntico. Baseado numa palestra feita pelo autor na Universidade do Estado de Nova York que em pouco tempo se viralizou na internet, Roube como um artista coloca os leitores em contato direto com seu lado criativo e artístico e é um verdadeiro manual para o sucesso no século XXI.

Após ter tido ótimas experiências com as publicações posteriores do autor, ler Roube Como Um Artista foi como um belo fechamento dessa experiência. De certo modo, ainda que teoricamente não faça sentido dizer isso em função da cronologia, pra mim a obra serviu como um lembrete de tudo que havia mexido comigo em seus livros até então, principalmente o incentivo que Austin Kleon dá à criação de hobbies (e não sentirmos uma necessidade urgente de capitalizarmos em cima disso), assim como à coragem de colocar seu trabalho no mundo.

Como uma pessoa frequentemente autossabotadora, já deixei vários dos meus trabalhos criativos pela metade ou guardados na gaveta. Se você leu meu post sobre Mostre Seu Trabalho!, talvez possa lembrar que tenho um conto que ainda não tive coragem de publicar. Porém, temos vitórias no caminho também: no post sobre Siga Em Frente eu conto um pouquinho sobre como foi retomar um hobby que eu amava e sentir zero pressão a respeito de ser a melhor possível e ganhar dinheiro com ele. ❤ Essas são duas dicas importantes de Roube Como um Artista: “projetos paralelos e hobbies são importantes” e “o segredo: faça um bom trabalho e compartilhe-o com as pessoas”. 

Além delas, que são fundamentais para que o trabalho criativo ganhe vida e inspiração, o autor também desmistifica a genialidade criativa. Para ele, o trabalho criativo é a soma de várias ideias e referências, pois nada é 100% original, e devemos praticar os “bons roubos” durante o processo de criação. E o que são os “bons roubos”? Diferentes do plágio, eles dão os devidos créditos, são retirados de várias inspirações diferentes, se dedicam a estudar outros trabalhos e transformam o que eram fragmentos de referências em algo seu. Na minha opinião, esse modo de pensar é libertador, pois retira um peso enorme dos ombros daqueles que pensam que somente quando tiverem uma ideia inovadora e totalmente única, sem nenhuma influência externa, é que estarão fazendo um bom trabalho – quando provavelmente quase ninguém consegue fazer isso.

Também existe uma dica dada por Austin Kleon que eu já havia aprendido há pouco tempo, com um líder que tive, que diz: “fingir até conseguir”. Não espere estar totalmente preparado, não espere as condições perfeitas, não espere ser um mestre na skill que você deseja aprimorar: simplesmente comece. Finja desde já que você já é um artista, que você já é um escritor, que você já é um ator ou seja lá a profissão que você deseja conseguir. Coloque a sua energia em tentar todos os dias ser aquilo que você deseja ser até que, quando se der conta, vai ter aprendido o suficiente para que não seja mais fingimento. E, acreditem em mim, ter essa postura no ambiente profissional é capaz de tirar vários quilos dos seus ombros!

Roube Como Um Artista não trouxe muitas novidades pra mim em termos de insights, mas curiosamente funcionou como um bom fechamento aos livros que li anteriormente. A lógica de publicação faz sentido, porque aqui Austin Kleon aborda vários temas que são mais esmiuçados nas obras seguintes, e eu te diria pra ler todas elas na ordem correta – mesmo que você não tenha uma profissão “tradicionalmente” criativa. Afinal, todos nós temos essa habilidade de forma inerente, basta exercitá-la. 😉 

Título original: Steal Like an Artist: 10 Things Nobody Told You About Being Creative
Autor:
 Austin Kleon
Editora: Rocco
Número de páginas: 160
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: O Homem das Castanhas

Oi galera, tudo bem?

Eu tava devendo pra vocês a dica de hoje há um tempinho, mas cá estou pra me redimir e contar o que achei de O Homem das Castanhas, série policial da Netflix que adapta o romance As Sombras de Outubro (já resenhado aqui no blog).

Sinopse: Um boneco feito com castanhas é encontrado na cena de um crime e leva dois detetives a caçar um assassino ligado ao desaparecimento de uma criança.

A trama da série segue de forma muito fidedigna a do livro: acompanhamos uma dupla de policiais, Thulin e Hess, correndo contra o tempo para capturar um assassino que logo se torna conhecido como Sr. Castanha. Seus crimes são brutais e não deixam rastros, sendo a única pista possível um bonequinho de castanha deixado no lugar do assassinato. Acontece que nesse bonequinho é identificada a digital da filha da Ministra do Bem-Estar Social, que foi dada como desaparecida e morta no ano anterior.

Eu já esperava que a série fosse adaptar com fidelidade o livro, já que ele foi escrito por um roteirista – ou seja, as cenas já eram muito bem pensadas pra televisão. Søren Sveistrup se envolveu na produção e no roteiro de O Homem das Castanhas, então todo o clima aflitivo do livro acontece, com a vantagem de que a série melhora alguns aspectos que eu não havia curtido tanto na obra original (enquanto mantém outros rs).

A maior diferença positiva está nos protagonistas. Se no livro eu não “comprei” a parceria entre Hess e Thulin, aqui ela se desenvolve de forma mais orgânica. A própria Thulin é uma personagem da qual não gosto nas páginas, mas que conseguiu me cativar na tela. Diferente de sua contraparte literária, temos uma detetive mais empática e menos rabugenta, ainda que continue badass e competente. Ela se envolve mais nas deduções importantes e se torna um elemento que faz a diferença na investigação. Hess, por outro lado, é como imaginei e gostei bastante de vê-lo personificado. A única diferença que não caiu tão bem são seus estouros de raiva, que no livro não acontecem e achei meio fora do personagem. Mas nem só de elogios vivemos: quem leu a resenha talvez se lembre que reclamei dos personagens tomando atitudes burras (tipo entrar sozinho num lugar escuro). Pois é, elas acontecem, e sim, ainda irritam rs.

A ambientação e a trilha sonora da série são excelentes pra criar o clima sombrio que o thriller pede. As paisagens geladas e inóspitas do cenário nórdico casam perfeitamente com a tensão que os personagens experienciam, onde não há espaço para um minuto de paz porque a polícia está sempre muito atrás dos passos do assassino. Cada episódio traz cada vez mais desafios aos detetives, a investigação vai ficando cada vez mais complexa, e isso faz com que seja muito fácil dar o play e maratonar. A única ressalva é que, na adaptação televisiva, achei mais fácil adivinhar quem é a pessoa por trás dos crimes.

Outro aspecto muito bacana em O Homem das Castanhas é que a série coloca um enfoque maior em problematizar/evidenciar a diferença na cobrança de homens e mulheres nos seus papéis como pais. Thulin, por exemplo, é uma mãe bastante ausente por conta do trabalho, e no livro isso é pouco trabalhado. Na série, porém, não somente a mágoa de sua filha é abordada como também Thulin é criticada em determinado momento por conta dessa ausência. Acontece que a detetive não deixa por menos, se posicionando como alguém que não é uma mãe pior apenas porque precisa trabalhar. Sim, a ausência dela é um problema, mas ela está fazendo tudo que está ao seu alcance para encerrar o caso, trocar de departamento e ficar mais perto da filha. A frase seguinte pode ser um spoiler, mas é importante pra esse debate, então pule se não quiser ler: por que o assassino foca seus esforços nas mães que ele julga negligentes em vez de nos pais, que muitas vezes são as pessoas que realmente machucam e prejudicam os filhos? Confesso pra vocês que fico até um pouco incomodada de sempre ver mulheres sendo vítimas desses atos de violência brutais em tramas envolvendo serial killers, porque realmente me dói pensar no sofrimento dessas mulheres.

Resumindo, galera, eu curti muito O Homem das Castanhas e achei que a adaptação fez um trabalho excelente ao trazer a história das páginas para a tela. Se você gosta de romances policiais instigantes e cheios de tensão, essa minissérie é uma ótima pedida pra você. E, assim como no livro, apesar da trama terminar bem fechadinha, há potencial para expandir para uma nova temporada se a Netflix quiser. Quem sabe? 😉

Título original: The Chestnut Man
Ano de lançamento: 2021
Criação: Søren Sveistrup, Dorte W. Høgh, David Sandreuter, Mikkel Serup
Elenco: Danica Curcic, Mikkel Boe Følsgaard, Iben Dorner, David Dencik, Esben Dalgaard Andersen

Resenha: Gente Ansiosa – Fredrik Backman

Oi pessoal, tudo bem?

Cá estou para falar sobre minha última leitura favoritada, Gente Ansiosa, que em breve vai ganhar uma adaptação na Netflix. ❤ Vamos conhecer?

Garanta o seu!

Sinopse: A busca por um apartamento não costuma ser uma situação de vida ou morte, mas uma visita imobiliária toma tais dimensões quando um fracassado assaltante de banco invade o apartamento e faz de reféns um grupo de desconhecidos. O grupo inclui um casal recém-aposentado que procura sem parar, casas para reformar, evitando a verdade dolorosa de que não é possível reformar o casamento. Há um diretor de banco rico, ocupado demais para se preocupar com outras pessoas, e um casal que, prestes a ter o primeiro filho, não concorda sobre nada. Acrescenta-se uma mulher de 87 anos que já viveu demais para temer uma ameaça à mão armada, um corretor imobiliário assustado, mas ainda disposto a vender, e um homem misterioso que se trancou no único banheiro do apartamento, e assim completamos o pior grupo de reféns do mundo. Cada personagem carrega uma vida de reclamações, mágoas, segredos e paixões prestes a transbordar. Ninguém é exatamente o que parece. E todos — inclusive o ladrão — estão desesperados por algum tipo de resgate. Conforme as autoridades e a imprensa cercam o prédio, os aliados relutantes revelam verdades surpreendentes e desencadeiam eventos tão inusitados que nem eles próprios são capazes de explicar.

“A vida não devia ser assim.” Você já teve a sensação de que a sua vida tomou um rumo completamente errado e você nem teve tempo de reajustar a rota? Ou, de maneira ainda mais simples, já enfrentou um daqueles dias de cão em que você tem a certeza de ter levantado com o pé esquerdo da cama? Sob certo ponto de vista, é isso que acontece em Gente Ansiosa: um assaltante de banco tem a brilhante ideia de assaltar um banco que não trabalha com dinheiro físico. Na fuga, ele acaba se refugiando em um apartamento que estava aberto para visitação em plena véspera da véspera de Ano Novo, 30 de dezembro. O que era pra ser um assalto a banco rápido e indolor se transforma em um drama de reféns, já que 8 pessoas estão presentes no tal apartamento. A polícia está com poucos funcionários em serviço devido à proximidade do Réveillon, o assaltante de banco não queria machucar ninguém e as 8 pessoas não poderiam ser mais diversas – inclusive nas reações à situação. Esse é o cenário com que o autor, Fredrik Backman, nos apresenta a uma história cativante desde a primeira página.

Gente Ansiosa é um livro tragicômico, e isso fica nítido no estilo narrativo da obra. O autor usa de ironias muito bem colocadas e tem um senso de humor meio “autodepreciativo” que eu gostei muito. O livro intercala três tipos de narração: uma em que o narrador onisciente se afasta da situação dos reféns pra revelar fatos importantes sobre o passado de uma ponte, na qual 10 anos atrás um homem se suicidou (e isso é relevante); uma em que é a narração do que está ocorrendo dentro do apartamento durante o incidente ou entre os policiais responsáveis pelo caso (que, por sinal, são pai e filho); e uma terceira que são as transcrições dos depoimentos dos reféns após sua liberação por parte do assaltante (que é a parte mais chatinha, confesso). Ao navegar por esses momentos, Fredrik Backman nos conduz por uma história essencialmente simples, mas cheias de conexões entre os personagens que, pouco a pouco, ganham o coração do leitor.

E como falar de Gente Ansiosa sem mencionar as pessoas que inspiram esse título? O livro se passa em uma cidade no interior da Suécia, e o departamento de polícia está despreparado para um caso de sequestro, o que pede o envolvimento de autoridades de Estocolmo, a cidade grande da qual os “figurões” tomam as decisões – e que causa grande mal-estar entre os policiais que conduzem o caso. Acontece que Estocolmo também é uma referência à síndrome referente a vítimas que tentam se identificar ou até mesmo conquistar a simpatia de seus captores, e certamente essa decisão não foi por acaso: talvez eu, como leitora, também tenha sofrido dessa síndrome ao simpatizar imediatamente com o assaltante de banco. Esse personagem tem um background impossível de não provocar empatia, principalmente quando o autor nos fornece informações sobre a quantia que ele desejava do banco e também os motivos pelos quais ele fez o que fez.

Mas a ansiedade (de forma às vezes mais, às vezes menos literal) se manifesta de formas diferentes em cada personagem. Há um casal, por exemplo, cujo “hobby” de aposentados é comprar e reformar apartamentos para vender. Ele, Roger, lida com a falta de propósito da nova rotina. Ela, Anna-Lena, com o medo de não ter mais conexão com o marido e seu único vínculo ser esse hobby. Os dois ilustram muito bem aquele arrependimento de quando a vida passa e você não realizou tudo que queria/podia, e nesse caso a figura que experienciou isso foi Roger, que optou por ficar em casa cuidando dos filhos devido à decolagem da carreira da esposa. Quem nunca se perguntou se não estava vivendo seu máximo potencial, né? Ademais, é uma inversão de gênero muito legal também, que subverte a ideia de que a carreira da mulher deve ser pausada na hora de constituir família.

Outra personagem marcante, ainda que irritante, é Zara. Ela é diretora de um banco e, no passado, recusou um empréstimo para o homem que se jogou da ponte que mencionei antes. Ela é antipática e desagradável mas, ao mesmo tempo, o autor também consegue trazer sua angústia para as páginas, amenizando um pouco o efeito negativo da sua personalidade. Zara também tem alguns dos melhores diálogos, e sua acidez rende frases bem engraçadas. Encontramos representatividade LGBTQIA+ no casal lésbico formado por Julia e Ro, que estão esperando um bebê. Julia é ainda mais irritante do que Zara e só sabe reclamar de Ro, não sendo uma personagem da qual eu tenha gostado. E é claro que vale uma menção honrosa a Estelle, uma senhora que perdeu o marido e foi à visitação do apartamento na tentativa de não se sentir tão sozinha na época do final de ano (revelando-se excelente em acabar com uma garrafa de vinho rs).

Os policiais responsáveis pelo caso, Jack e Jim, não ficam pra trás, tendo seus próprios dramas desenvolvidos. Os motivos pelos quais Jack virou policial são bem comoventes, e é nítido que ele passa a vida tentando fazer o melhor possível para salvar quem está ao seu redor – ainda que isso não dependa dele. Jim, como todo pai deveria fazer, se preocupa com o sofrimento do filho e que sua vida fique paralisada por essa pressão que ele coloca em si mesmo. Os dois brigam em diversos momentos do livro por serem obrigados a trabalhar juntos em um caso complexo, e nesses momentos o leitor percebe os sentimentos não ditos entre os dois.

Ao longo das páginas, o leitor vai se deparando com os pequenos tiques de cada personagem que denunciam sua ansiedade (um tensiona os dedos dos pés, outro esfrega a ponta dos dedos), e aos poucos as preocupações de cada um deles vêm chegando à superfície. Por mais que existam assuntos pesados como a depressão e o suicídio, Gente Ansiosa lida com eles com muita leveza, mas sem deixar de lado a importância de cuidar da saúde mental. Os medos dos personagens são relacionáveis e, ainda que não na mesma medida, muitos de nós provavelmente vão se identificar com eles – porque são medos humanos. Medos de não ser bom o suficiente pra determinada função, remorso por uma culpa do passado, pressão para dar conta de todas as responsabilidades da vida adulta, solidão de enfrentar o mundo sozinho. Gente Ansiosa é sobre isso. E também sobre empatia, sobre a criação de laços e sobre amizades surgindo dos lugares mais inesperados.

Acho que ficou claro que amei Gente Ansiosa, né? Pra mim, é um daqueles livros que a gente lê querendo marcar todas as quotes possíveis, porque elas dialogam diretamente com o nosso coração. Me apaixonei pelos personagens e por tudo que eles viveram juntos, e não vejo a hora de conferir outros livros de Fredrik Backman. Recomendo muito e espero que vocês sejam envolvidos por esse livro que, segundo o próprio autor, é um livro sobre idiotas. E eu amei o tempo que passei com cada um desses idiotas.

Título original: Anxious People
Autor:
Fredrik Backman
Editora: Rocco
Número de páginas: 368
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: Superstore

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje tem uma indicação de série de comédia super gostosinha que vi no Amazon Prime Video, mas que também chegou recentemente à Netflix: Superstore.

Sinopse: Em um hipermercado de Saint Louis, um grupo de funcionários com personalidades únicas lida com os clientes, as tarefas cotidianas e uns com os outros.

Superstore é uma série de 6 temporadas com episódios de 20 minutinhos, ou seja, perfeita pra maratonar. A trama acompanha o dia a dia dos vendedores de uma loja de departamentos, a Cloud Nine, bem como as bizarrices que acontecem em supermercados (normalmente apresentadas em cenas de transição muito engraçadas). O foco principal está em Jonah e Amy: ele consegue um emprego no episódio piloto e já começa com o pé esquerdo ao agir de forma meio condescendente com Amy – que, até então, ele não sabe que é sua supervisora. Porém, logo fica claro que na verdade Jonah é um sonhador otimista, enquanto Amy tem uma visão cética sobre a vida devido a muitos desafios que ela precisou vencer sendo uma mulher latina que engravidou no fim do Ensino Médio. Com o tempo, porém, Jonah vai mostrando que um momento de beleza extraordinário (ou “a moment of beauty”) pode acontecer na vida deles também.

Apesar de Jonah e Amy serem os personagens principais, Superstore está longe de depender dos dois pra funcionar. A série conta com personagens ótimos e muito engraçados, cada um à sua maneira. Dina é a assistente do gerente e é tão correta e rígida que chega a ser um meme ambulante (o desenvolvimento dela é um dos melhores da série, porque ela começa sendo uma general chata e, com o tempo, vai se tornando só meio peculiar de um jeito engraçado), Garrett é o cara que é a definição da lei do menor esforço, Glenn é o gerente inocente e sem noção, Sandra é uma das melhores coadjuvantes de todos os tempos, entre outros.

Em determinado momento, Superstore também flerta com assuntos importantes, como a sindicalização dos profissionais e as injustiças da imigração americana. Contudo, a série deixa a desejar na condução de ambos os assuntos, que tomam um grande espaço de umas duas temporadas e, depois, acabam sendo deixados de lado. Porém, como contraparte positiva, a última temporada de Superstore se passa durante a pandemia, então os episódios conseguem deixar claro o quão vulneráveis os profissionais ficaram e o quanto as grandes corporações não ligam (ou ligam o mínimo) pras suas vidas. As pessoas que precisaram seguir trabalhando em supermercados, farmácias, postos de gasolina e afins também fizeram parte da linha de frente, e é importante que a gente não esqueça do valor dessas profissões. Além disso, Superstore também problematiza estereótipos – principalmente na figura de personagens como Amy e Mateo, que representam grupos minoritários como os latinos e os imigrantes. Para exemplificar, há um episódio em que pedem pra Amy vender um molho de pimenta inspirado nas receitas mexicanas, sendo que ela tem descendência hondurenha.

Admito que a série não me fisgou de cara na primeira temporada, mas da segunda em diante Superstore se tornou uma das minhas queridinhas. A série é equilibrada, tem um senso de humor cativante e me fez rir em diversos momentos. Pra coroar, ela já está terminada e o final é perfeito! ❤ Recomendo muito e torço pra que vocês gostem tanto quanto eu!

Título original: Superstore
Ano de lançamento: 2015
Criação: Justin Spitzer
Elenco: America Ferrera, Ben Feldman, Lauren Ash, Colton Dunn, Nico Santos, Mark McKinney, Nichole Sakura, Kaliko Kauahi

Resenha: Blackout – Dhonielle Clayton e outras autoras

Oi pessoal, tudo bem?

Quem aí está no clima de muito romance? ❤ A dica de hoje é um livro encantador publicado pela Seguinte e escrito por várias autoras contemporâneas de sucesso: Blackout: O Amor Também Brilha no Escuro.

Garanta o seu!

Sinopse: Uma onda de calor causa um apagão em Nova York. Multidões se formam nas ruas, o metrô para de funcionar e o trânsito fica congestionado. Conforme o sol se põe e a escuridão toma conta da cidade, seis jovens casais veem outro tipo de eletricidade surgir no ar…Um primeiro encontro ao acaso. Amigos de longa data. Ex-namorados ressentidos. Duas garotas feitas uma para a outra. Dois garotos escondidos sob máscaras. Um namoro repleto de dúvidas. Quando as luzes se apagam, os sentimentos se acendem. Relacionamentos se transformam, o amor desperta e novas possibilidades surgem ― até que a noite atinge seu ápice numa festa a céu aberto no Brooklyn. Neste romance envolvente e apaixonante, composto de seis histórias interligadas, as aclamadas autoras Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon celebram o amor entre adolescentes negros e nos dão esperança mesmo quando já não há mais luz.

A trama de Blackout acompanha diversos personagens passando por situações inusitadas durante um inesperado apagão em Nova York. Cada trama é escrita por uma autora e os personagens estão conectados de alguma forma (amigo de fulano, primo de beltrano, irmã de ciclano). Essa vibe de “você conhece alguém que eu conheço” pode confundir um pouco em função dos muitos nomes dos personagens, mas conforme você se liga em quem é quem se torna muito fácil enxergar as conexões e as histórias ficam ainda mais legais. Pra completar a naturalidade dessas relações, outro ponto muito bacana é a forma como os diálogos são escritos: os personagens usam expressões muito “vida real”, e não de jeito forçado. O uso de expressões como “dar rolê”, “fala, cara” e afins realmente trouxe uma pegada realista e fácil de se identificar. 😀

Outro aspecto super importante de Blackout é a representatividade: os personagens são todos negros e/ou latinos, e há também casais LGBTQIA+. É muito bom ler romances em que esses grupos protagonizam cenas fofas, alegres, otimistas e positivas. O preconceito e as dores causadas pelo racismo e pela homofobia são inegáveis, mas acho importante que esses grupos também possam se sentir representados em histórias nas quais a felicidade, o amor e as conquistas existam (algo que elogiei também em Acorda Pra Vida, Chloe Brown). Ainda assim, a obra traz toques sutis – mas certeiros – sobre como jovens negros são obrigados a se preocupar com os riscos do racismo: Kareem (do primeiro conto) não quis ficar no meio da multidão até escurecer, preferindo ir pra casa; JJ (do segundo conto) anda com um chaveiro com ferramentas e foi ensinado pelo pai a sair de qualquer transporte público em caso de emergência.

Além da ambientação (um blackout em Nova York) e das ligações entre os personagens, os contos têm mais uma coisa em comum: os personagens precisam se dirigir ao Brooklyn – ou pra voltar pra casa, ou pra participar de uma festa incrível de fechar quarteirão que vai rolar por lá. E enquanto a maior parte das histórias tem seu início e fim em si mesmas, existe uma delas (a mais longa) que é dividida em atos. Dá pra dizer que é um dos romances principais, e acompanha um casal de ex-namorados que se vê competindo pela mesma vaga de emprego e tendo que voltar a pé juntos pra casa (já que o transporte público não funciona). E já a ambientação está em pauta, vale dizer que Blackout nos faz querer viajar por Nova York. Os contos acompanham espaços icônicos da cidade, como a Biblioteca Pública de Nova York e o Apollo Theater.

Pra fechar, fiz um resuminho de cada conto pra vocês ficarem ainda mais curiosos com Blackout. 😉

  • A Longa Caminhada: é o conto dividido em atos que acompanha os ex-namorados voltando juntos pra casa e descobrindo que talvez a decisão de terminar não tenha sido tão boa assim.
  • Sem Máscara: meu conto favorito! ❤ Acompanha um jovem que está redescobrindo sua sexualidade. No metrô, ele encontra um antigo e secreto crush, com quem passou conversando durante uma noite em um baile de máscaras. Será que ele vai ter coragem de dizer a verdade?
  • Feitas Para se Encaixar: duas meninas se conhecem e se encantam uma pela outra em um lar para idosos – uma sendo voluntária, a outra sendo neta de um dos moradores (que, aliás, é um belo cupido!).
  • Todas as Grandes Histórias de Amor… e Pó: um conto muito fofo sobre uma garota que está reunindo coragem para contar ao seu melhor amigo de infância que está apaixonada por ele! Difícil não querer estar no mesmo lugar em que os dois: a Biblioteca Pública que mencionei antes. 
  • Sem Dormir até o Brooklyn: esse conto é bem interessante porque tem uma perspectiva diferente sobre amor e relacionamentos. Uma menina está vivendo um triângulo amoroso e precisa refletir sobre com quem deseja ficar – ou se essa é mesmo a melhor decisão.
  • Seymour & Grace: meu segundo conto favorito. 🥰 Aqui acompanhamos uma jovem que está magoada pelo término do namoro indo de Uber até a festa no Brooklyn. O que ela não imaginava era ter tanta afinidade com o motorista (que também narra trechos da história).

Em suma, Blackout é um livro muito gostoso de ler, cheio de histórias fofas e encantadoras e com uma representatividade necessária. Recomendo! 🙌

Título original: Blackout
Autoras:
Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon
Editora: Seguinte
Número de páginas: 272
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.