Dica de Série: Dark

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje é véspera de Natal e “nois” tá como? Produzindo conteúdo pra pauta não atrasar, é claro! 😂 Vim contar pra vocês o que achei de Dark, a nova série da Netflix que foi apelidada por alguns como “a Stranger Things alemã”. Já adianto que apenas o plot inicial é parecido, porque a série tem sua própria personalidade e temas bem distintos. 😉

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Sinopse: A história acompanha quatro diferentes famílias que vivem em uma pequena cidade alemã. Suas vidas pacatas são completamente atormentadas quando duas crianças desaparecem misteriosamente e os segredos obscuros das suas famílias começam a ser desvendados.

A série se passa também em 2019 e seu enredo é posto em movimento com o sumiço do jovem Mikkel Nielsen, uma criança que desaparece na floresta da pequena cidade de Winden. Ele não é o primeiro jovem a desaparecer em um curto espaço de tempo, o que intriga os moradores e a polícia local.

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Dark é uma série de ficção científica que fala sobre buracos de minhoca e viagens no tempo, mas também (e talvez principalmente) sobre personagens. Existem quatro famílias que estão interligadas de diversas formas: os Kahnwald, os Nielsen, os Tiedemann e os Doppler. No centro da trama está Jonas Kahnwald, um jovem cujo pai se suicidou recentemente. Ele estava presente no dia em que Mikkel sumiu e passa a investigar os acontecimentos estranhos que acontecem em Winden – que se assemelham muito a fatos ocorridos 33 anos antes. Ulrich Nielsen, pai de Mikkel, é um policial que também resolve investigar a fundo o sumiço de seu filho, explorando a floresta e os túneis de Winden, que ficam próximos à usina nuclear da cidade (um local bem importante na trama). Além do desaparecimento de Mikkel, Ulrich tem outro trauma pessoal: em 1986, seu irmão sumiu em circunstâncias semelhantes. Quanto mais o personagem se aprofunda na investigação, mais o espectador fica confuso (e intrigado).

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A fotografia e a trilha sonora da série são incríveis. O clima sombrio e chuvoso colabora para nos mostrar o estado de espírito da cidade e de seus moradores. Minha única pergunta é: POR QUE NINGUÉM USA GUARDA-CHUVA? Vão todos pegar friagem. Pronto, passou. 😛

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Com três linhas temporais distintas, é muito importante prestar atenção nos nomes e nos rostos dos personagens (aqui tem uma colinha). Dark vai mostrando cada um deles pouco a pouco, até conectá-los de uma forma surpreendente. O episódio 5 é o melhor de todos, com um incrível plot twist realmente mindblowing.

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Dark conclui sua primeira temporada com muitas pontas soltas, e foi isso que me decepcionou. Quando eu achava que a série resolveria suas questões em aberto (ou pelo menos parte delas), ela apresenta mais caminhos e possibilidades. Eu adorei o desenvolvimento da narrativa e a gradual construção de cada personagem, mas senti que que o final da temporada se perdeu. Contudo, é impossível assistir a essa série e ficar sem teorizar mil possibilidades com quem tenha assistido também. 😛 Vale conferir!

Título original: Dark
Ano de lançamento: 2017
Criadores: Baran bo Odar, Jantje Friese
Elenco: Louis Hofmann, Oliver Masucci, Daan Lennard Liebrenz, Karoline Eichhorn, Jördis Triebel, Andreas Pietschmann

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Dica de Série: O Justiceiro

Oi gente! Tudo certo?

Tenho falado muito sobre super-heróis aqui no blog, né? Então, pra variar, o tema hoje é a história de um anti-herói. 😛 Vim contar pra vocês o que achei de O Justiceiro, a nova série da Marvel e da Netflix.

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Sinopse: O ex-marine Frank Castle só quer punir os criminosos responsáveis pela morte da sua família, mas torna-se alvo de uma conspiração militar.

Frank Castle, o Justiceiro, fez sua primeira aparição na segunda temporada de Demolidor e acabou roubando a cena. O personagem era interessante e sua trama, envolvente. Os fãs ficaram enlouquecidos esperando por sua série solo, então um trailer sangrento deixou os ânimos ainda mais alvoroçados e no último dia 15 ela finalmente chegou. E foi intensa!

Após matar todas as pessoas que ele sabia ter envolvido na morte de sua família, Frank passou a trabalhar como pedreiro sob o pseudônimo de Pete Castiglione. Vivendo um dia de cada vez e enfrentando seus fantasmas na forma de pesadelos e noites mal dormidas, seu dia a dia era extremamente solitário. As coisas mudam quando ele recebe uma ligação de um homem que se autodenomina Micro. O homem misterioso alega que Frank e ele podem ser de grande ajuda um para o outro e, após alguns percalços, acabam tornando-se aliados improváveis. Micro é na verdade David Lieberman, um antigo funcionário da NSA (Agência de Segurança Nacional) que foi fingiu a própria morte para não ser assassinado pelo governo americano. Ele foi responsável por enviar à agente Dinah Madani um vídeo que revelava uma ação secreta da CIA que culminou no assassinato de um policial afegão. E, é claro, Frank fazia parte de tal ação. Unidos por motivos distintos, Frank e David passam a trabalhar juntos para descobrir a verdade por trás dos fatos.

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Vi alguns comentários por aí reclamando que O Justiceiro é uma série parada, com diálogos demais e desenvolvimento lento. Eis o primeiro ponto que sou obrigada a discordar. A série é sim violenta e visceral – mas ela não é somente isso. A trama aborda de maneira exemplar o estado psicológico no qual Frank se encontra e dá ao espectador um pano de fundo muito maior em relação à morte de sua família. Graças ao desenvolvimento gradual da trama, percebemos as conexões que faziam parte da vida de Frank na época do exército (como a amizade com Billy Russo) e também o quanto o personagem culpa a si mesmo pela tragédia que aconteceu. Aliás, a atuação de Jon Berthal é impecável ao trazer toda essa angústia e impotência que o personagem sente. Outro aspecto incrível é que O Justiceiro também mostra Frank se conectando a outros seres humanos – especialmente Karen Page, com quem ele tem uma ligação muito forte, mas também David e sua família -, o que humaniza e enriquece o personagem (que deixa de ser uma simples “máquina de matar badass”). Eu sei que o personagem é pautado na violência e que o trailer possa ter levado os fãs a esperarem por isso. Entretanto, os aspectos que mencionei não deixam a trama monótona, mas sim enriquecem a série e a tornam verdadeiramente interessante. Afinal, se eu quisesse assistir apenas violência gratuita, era só colocar qualquer filme de ação pastelão na TV.

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Outro aspecto bacana de O Justiceiro é que, em determinado momento, novamente a série obriga o protagonista a confrontar suas ações ao ser comparado com o terrorista Lewis Walcott, um jovem ex-soldado mentalmente perturbado que aparentemente sofre de Transtorno do Estresse Pós-Traumático. Quando o rapaz utiliza Frank como exemplo para o que faz, Frank se vê em um conflito moral. Além disso, esse plot traz um contraponto muito interessante ao patriotismo americano, ao amor desse povo pelas armas (e pela violência) e à “glamourização” da vida militar. A série mostra que há complicações e danos muitas vezes irreparáveis na vida dos soldados (aliás, aproveito para indicar o livro Nada de Novo no Front, resenhado aqui no blog, que também faz isso muito bem).

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Uma adição valiosa para a trama foi Dinah Madani, uma agente íntegra e determinada que está disposta a tudo para desmascarar a podridão da CIA. A personagem tem um crescimento notável durante a trama, principalmente após ser obrigada a lidar com as trágicas consequências de suas decisões como líder. Karen Page, outra mulher importante no enredo, infelizmente não teve tanto espaço quanto eu imaginava que teria (ainda mais protagonizando um dos pôsteres individuais da série). Ela acaba aparecendo em plots pontuais e acaba servindo mais como um motivador para Frank. A química entre os personagens é notável (prefiro mil vezes ela com o Frank do que com o Matt #prontofalei) e é possível ver uma centelha que pode ficar cada vez mais forte no futuro. Por fim, temos vilões infinitamente melhores do que os apresentados em Luke Cage, Punho de Ferro e até mesmo Os Defensores. Não direi quem são porque é spoiler, mas afirmo que eles são muito bem introduzidos e desenvolvidos ao longo da temporada. O vilão principal, inclusive, me fez sentir raiva e revolta graças às suas ações traiçoeiras e repletas de frieza.

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As cenas de ação são fantásticas, mas também difíceis de assistir. Seja nos flashbacks de Frank no exército ou no presente, enquanto enfrenta seus inimigos, a violência está presente sem pudores. As cenas de tortura sempre são mais complicadas pra mim, e não faltam momentos poderosos nesse sentido. E, justamente por isso, admito que em determinado momento eu fiquei meio “como assim ele já tá fazendo isso se acabou de sofrer tal e tal coisa?”. Mas tudo bem, sou capaz de ignorar esses detalhes. 😛

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O Justiceiro é forte, instigante e também emocional. Abordando os traumas de Frank de modo muito mais profundo do que em sua participação em Demolidor, a série faz com que o espectador tenha empatia pela sua dor e compreenda suas ações (ainda que, muitas vezes, condenáveis). Frank Castle é um anti-herói multifacetado e cheio de fantasmas a serem exorcizados, mas que promete crescer cada vez mais. Amei a série e recomendo demais!

Título original: Marvel’s The Punisher
Ano de lançamento: 2017
Criador: Steve Lightfoot
Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bachrach, Ben Barnes, Amber Rose Revah, Deborah Ann Woll

Stranger Things 2: erros e acertos

Oi gente, tudo bem?

Não costumo resenhar séries por temporada aqui no blog e pretendo continuar não o fazendo. Contudo, Stranger Things é um verdadeiro fenômeno e sua continuação foi muito aguardada. Como já resenhei e recomendei a série por aqui, no post de hoje resolvi fazer um balanço entre os erros e acertos da nova temporada. Obviamente, esse post está cheio de spoilers! 😉 Aviso dado, agora vamos lá!

Erros

Pra mim, a temporada realmente ficou boa a partir do 6º episódio (apesar de já ter gostado do 5º). Complicado, considerando que foram apenas 9 no total. Isso quer dizer que mais da metade da season não foi tão bacana quanto eu esperava. Vou tentar explicar o porquê:

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Excesso de plots: ao expandir o universo construído na primeira temporada, acredito que Stranger Things tenha exagerado. Temos a relação Eleven x Hopper, a busca pelo passado de Eleven, as consequências do que aconteceu com Will, a aproximação com Max, o drama familiar de Max, mais crianças parecidas com Eleven, a investigação e exposição da morte de Barb… Foram tantas coisas acontecendo paralelamente que em determinados momentos tive a sensação de estar vendo uma colcha de retalhos. Minha atenção vagou em vários momentos e a vontade de maratonar não foi tão grande (apesar de eu ter feito isso anyway, hihihi). Isso é bem triste, considerando que a série me prendeu já no primeiro episódio na season anterior.

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Kali/Episódio 7: como a primeira cena de Stranger Things 2 foi uma apresentação da 8 (que posteriormente descobrimos se chamar Kali), eu imaginava que ela teria mais importância. No fim, sua participação resumiu-se a um episódio isolado no qual Eleven conhece um pouco mais sobre seu passado e sobre essa antiga amiga/”irmã” de laboratório. A sensação que fica, pelo menos por enquanto, é que foi uma expectativa gerada meio à toa, já que o episódio foi meio fechado em si mesmo. A única coisa útil dele foi que Eleven aprendeu a canalizar melhor seus poderes, o que permitiu à garota vencer o Devorador de Mentes na season finale.

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Dustin vacilão: O QUE FIZERAM COM O MEU DUSTIN??? Se na primeira temporada ele era o garoto mais inteligente e sensato do grupo (sempre com ótimos insights e acabando com as brigas dos amigos), nessa ele foi meio pamonha. Além das piadas dele terem ficado um pouco forçadas em algumas cenas (especialmente nos episódios finais), o Dustin ADOTA UMA LESMA DO MUNDO INVERTIDO COMO PET, PUTA QUE PARIU! Que ideia de jerico foi essa? Tudo bem que ele estivesse encantado pela Max (faz parte da idade), mas o Dustin sempre foi muito esperto. Na primeira temporada ele jamais faria isso, especialmente às custas da segurança dos amigos. Em determinado momento, quando Will revela que aquela “lesma” era oriunda do Mundo Invertido, o Dustin não apenas esconde o fato de que está com ela, como a protege! Sério, essa foi uma das decisões de roteiro mais difíceis de engolir.

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Muito tempo de tela para Billy: Max ganhou importância ao longo da temporada, e acho bacana explorar a personagem e o contexto que a envolve. Mas já entendi que o Billy é um cuzão personagem detestável na primeira cena em que ele surge. Não precisavam ter perdido tanto tempo mostrando o personagem fazendo as mesmas coisas: maltratando a irmã, implicando com o Lucas e provocando o Steve.

Acertos

Agora vamos ao lado bom da temporada? ❤ Felizmente, eles foram mais abundantes (apesar de terem levado alguns episódios pra acontecer):

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Will em destaque: eu me afeiçoei ao Will de cara na primeira temporada. Sempre que Jonathan ou Joyce se lembravam dele, eu podia perceber a criança doce e cativante que ele era. Por isso, estava ansiosa pra vê-lo com maior destaque na continuação, e isso felizmente aconteceu (apesar das circunstâncias difíceis). Noah Schnapp dá um show de atuação, especialmente nos momentos em que vemos Will lidando com o fato de estar conectado ao mal que assola Hawkins e sofrendo as consequências do que aconteceu no ano anterior.

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Steve “Awesome” Harrington: apesar de Steve começar a primeira temporada sendo o típico galã meio babaca, eu sempre vi potencial no personagem. Sempre acreditei no seu amor pela Nancy e na sua boa índole – mesmo quando as pessoas o criticavam e diziam que ele era um idiota. QUERO VER FALAREM MAL DELE AGORA HAHAHA! O personagem cresceu muito, teve uma participação ainda mais importante e provou pra todo mundo porque ele merece o lugar dele no meu coração!

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Parceria entre Steve e Dustin: aproveitando que falei do Steve ali em cima, outro acerto da temporada foi a parceria inusitada entre ele e Dustin. Os dois se unem para enfrentar “Dart” (apelido do filhote de Demogorgon que Dustin criou) e, em meio aos planos, Steve dá dicas amorosas pro Dustin e impressiona o garoto ao servir de isca para a criatura. Muito amorzinho! ❤

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Jonancy: eita tensão sexual que não se desenrolava nunca! Apesar de ter ficado de coração partido pelo Steve, eu torcia pelo Jonathan e pela felicidade dele (adoro os underdogs, admito). Consequentemente, queria que ele ficasse com a Nancy, até porque acredito que a química entre eles sempre funcionou muito bem. ❤

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Bob Newby: apesar de shippar a Joyce com o Hopper, gostei muito de Bob, o namorado dela. Ele é um cara legal, que realmente se importa com Joyce e sua família. E depois de viver um relacionamento tóxico com o ex-marido e ainda lidar com toda a situação envolvendo Will, foi bom ver alguém estável capaz de fazer Joyce feliz. Bob é um amorzinho! E, além disso, é interpretado por Sean Astin, o Sam (um dos meus personagens favoritos de O Senhor dos Anéis). ❤ Minha única tristeza em relação a esse personagem foi o seu fim: ele finalmente virou o Bob Super-Herói. 😥 Sofri e chorei com a cena de sua morte, mas também entendo que – sendo realista – o personagem não tinha uma grande função no futuro da série.

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Família Holland lidando com a morte da Barb: uma das coisas estranhas (ba dum tss) da temporada anterior foi a pouca importância dada pro desaparecimento de Barb. Isso chegou até a virar meme na época! Na season atual, porém, os roteiristas deram a devida atenção a isso, concluindo de vez essa ponta solta.

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Trilha sonora: nessa temporada, diversos clássicos fizeram parte da trilha sonora. Além de Should I Stay or Should I Go, tivemos também Rock You Like a Hurricane, Love is a Battlefield, Time After Time, Every Breath You Take… só musicão!

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Baile da Neve: essa cena foi maravilhosa simplesmente pelo fato de dar algum respiro aos personagens. Pela primeira vez desde que tudo aconteceu, pudemos ver as crianças sendo… crianças! E isso traz um pouco de conforto aos nossos corações, principalmente após uma temporada tão intensa e cheia de sofrimento.

Talvez eu tenha sido um pouco grumpy nas minhas críticas, ou talvez o Monstro da Expectativa tenha feito com que eu me decepcionasse um pouco, principalmente no início da temporada. De modo geral, senti que a segunda temporada foi um “filme 2” que foi ótimo, mas não tão bom quanto o “filme original”. No 6º episódio, a série ganhou novamente o ritmo e as características que me fizeram amá-la de cara no ano passado: enredo envolvente, núcleos de personagens interagindo, tensão, suspense e aquela pitadinha de terror. 

Gostaria muito de saber o que vocês acharam da season e também das minhas observações. Me contem nos comentários? 😉

Beijos e até semana que vem!

Dica de Série: Mindhunter

Oi, pessoal. Tudo bem?

Hoje trago pra vocês minhas impressões sobre uma das séries mais recentes (e interessantes) da Netflix: Mindhunter!

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Sinopse: Baseada no livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit, a série se passa em 1977 e gira em torno de dois agentes do FBI, interpretados por Jonathan Groff e Holt McCallany, que entrevistam assassinos em série presos para tentar resolver casos em andamento.

Como a sinopse já menciona, Mindhunter conta a história de dois agentes do FBI que passam a entrevistar serial killers presos para entender um pouco mais sobre eles: como eles pensam, o que os motiva, o que aconteceu em seu passado, etc. Holden Ford, o protagonista, é um jovem agente muito idealista, que trabalhava como negociador em casos de sequestro. Insatisfeito e incompreendido por seus métodos, ele é transferido e passa a ser assistente de Bill Tench, um agente veterano responsável pela escola móvel, um programa do FBI que viaja por todo o país para capacitar policiais e ensinar algumas técnicas da instituição. Nessas viagens, Holden e Bill passam a entrevistar também alguns presos – chamados inicialmente de “assassinos sequenciais” – para compreender o aspecto psicológico que os envolve e tentar detectar esses mesmos sinais em outros possíveis criminosos ou casos em aberto. Após muita dificuldade e burocracia, os dois passam a representar a Unidade de Ciência Comportamental do FBI e ganham uma aliada: a Dra. Wendy Carr, uma psicóloga e pesquisadora que vê grande potencial no projeto.

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Mindhunter, que foi produzida por David Fincher e Charlize Theron, tem a cara do diretor: o clima é tenso, os diálogos são inteligentes e a história vai se desenrolando aos poucos, enquanto aprofunda cada aspecto da narrativa e dos personagens. Mesmo uma cena inocente (como aquela em que Wendy alimenta um gato que vive escondido na lavanderia) traz uma tensão e uma urgência palpáveis, deixando o espectador desconfiado e acreditando que a qualquer momento algo horrível irá acontecer. Mas Mindhunter não é focada em plot twists e em cenas de ação. O grande atrativo da série está em seus personagens.

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A dinâmica entre Holden e Bill é muito interessante. Eles começam a série como pupilo e professor mas, aos poucos, Holden vai criando mais confiança em si mesmo e em seus métodos – aproximando-se muito de seus próprios objetos de estudo. Desde o início, o personagem demonstra seu lado egocêntrico, que vai ficando mais evidente conforme ele adentra o mundo (e a mente) dos serial killers. Bill, por outro lado, seria aquele estereótipo do agente durão, mas que tem mais jogo de cintura para lidar com a burocracia do FBI. Ao longo dos episódios, o espectador se depara com a fragilidade do personagem, que tem uma situação complicada e questões mal resolvidas na família (especialmente por não saber lidar com um filho autista).

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Temos também duas mulheres importantes na trama: a Dra. Wendy é uma acadêmica cética e centrada, que tenta  (muitas vezes em vão) manter o estudo com os assassinos dentro de parâmetros acadêmicos, para que os dados sejam válidos em termos de pesquisa. Ela sugere questionários e metodologias, mas Holden é resistente e prefere ser metido seguir seus instintos. A outra mulher é a namorada de Holden, Debbie. Estudante de Sociologia, a moça tem uma visão bem diferente de Holden e, no início da série, acaba sendo uma influência que flexibiliza o namorado. Com o passar dos episódios, contudo, Holden fica cada vez mais autocentrado e a relação dos dois enfrenta diversas tensões. Afinal, Holden lida todos os dias com assassinos que – em sua maioria – subjugam, humilham, estupram e assassinam mulheres (pelas mais diversas motivações). Seria praticamente impossível sair imune desse tipo de proximidade, e Holden sente as consequências de seu trabalho na pele.

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Outro aspecto muito bacana é ver os desafios que a equipe precisa enfrentar para se fazer ouvir. Se hoje o termo serial killer já existe e é encarado com seriedade, naquela época esse conceito nem existia. Nos anos 70, as autoridades só se importavam com capturar os criminosos e condená-los à pena de morte, por isso foi extremamente complicado para a Unidade de Ciência Comportamental encontrar seu espaço nesse contexto. Tanto o FBI quanto os policiais tinham resistência de acreditar e até mesmo aceitar o trabalho que eles faziam com as entrevistas, mapeamento e catalogação de comportamentos dos criminosos. Mas, aos poucos, as pessoas passam a enxergar a importância desse estudo quando eles passam a dar frutos e a equipe auxilia em alguns casos de difícil resolução pelo país.

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Mindhunter é uma série extremamente interessante e envolvente, que disseca não apenas o comportamento dos serial killers, mas de seus próprios protagonistas. Com episódios instigantes – ainda que focados no diálogo –, atuações sensacionais, fotografia que nos leva direto aos anos 70 e trilha sonora cheia de clássicos, é uma experiência obrigatória pra quem gosta do tema. Recomendo muito!

Título original: Mindhunter
Ano de lançamento: 2017
Criador: Joe Penhall
Elenco: Jonathan Gorff, Holt McCallany, Anna Torv, Hannah Gross, Cotter Smith

Dica de Série: Modern Family

Oi, gente! Tudo certo?

Para o post de hoje, decidi aproveitar a estreia recente da 9º temporada para falar um pouquinho sobre uma (das inúmeras) séries que eu assisti esse ano, uma comédia que ganhou meu coração: Modern Family!

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Sinopse: A série de comédia é filmada no estilo de documentário e mostra a vida da família Pritchett. O pai, Jay, é um homem bem sucedido nos negócios e casou-se recentemente com uma bela colombiana, Gloria, que vem morar nos EUA junto com seu filho pré-adolescente, Manny. A filha mais velha de Jay, Claire, tem seus próprios “bebezões” para cuidar: o que inclui um marido, que sempre tenta fazer o papel de “pai legal”; uma adolescente que está começando a dar dor cabeça para a família; e o filho mais novo, que sempre tem atitudes bizarras. Talvez a mais adulta da casa seja a filha do meio, que tenta manter um ar de intelectual. O seriado acompanha também a vida do casal gay Mitchell, filho de Jay, e Cameron, que recentemente adotaram uma bebê vietnamita.

Modern Family tem um formato curioso: é como se o espectador estivesse acompanhando a gravação de um documentário sobre os personagens, que frequentemente dão seus depoimentos sobre determinadas situações. Na série, acompanhamos a rotina de três famílias (que são parentes): os Pritchett (formados pelo patriarca, Jay, sua nova esposa Gloria, e o filho dela, Manny), os Dunphy (formados pela filha de Jay, Claire, por Phil e pelos três filhos do casal: Haley, Alex e Luke) e o casal Mitchell Pritchett (filho de Jay, irmão de Claire) e Cameron Turner, que acaba de adotar uma menina vietnamita, Lily. A série nos mostra o dia a dia dessas pessoas e suas interações uns com os outros, o que proporciona cenas muito engraçadas e também reflexões sobre amor, amizade e, é claro, família.

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Como em toda família, existem tensões e questões mal resolvidas. Claire, a filha de Jay, tem certa relutância em aceitar a nova esposa do pai, uma mulher muito mais jovem do que ele; para Jay, é complicado aceitar a sexualidade do filho e seu casamento com outro homem; para Mitchell, não atender às expectativas do pai é fonte de frustração, e por aí vai. Apesar de Jay e seus filhos serem o fio condutor e núcleo da narrativa, os seus parceiros têm tanta importância quanto eles na trama. Phil Dunphy, por exemplo, é meu personagem favorito! ❤ Ele é engraçado de um jeito muito inocente e nonsense. Gloria também é ótima: uma latina com sangue quente que adora falar alto (impossível não rir quando ela grita “JAAAY!” pela casa). As crianças também têm uma dinâmica muito divertida, especialmente Luke e Manny, que são opostos um do outro: enquanto o primeiro é… hmmm… dono de uma inteligência peculiar HAHAHA, Manny é um gentleman que parece ter muito mais idade do que aparenta.

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O que eu mais gosto em Modern Family é que a série não tem um enredo mirabolante. O gostoso mesmo é acompanhar o dia a dia (e as maluquices, é claro) dessas famílias, suas relações, seus conflitos e seu amadurecimento. Existem vários episódios com lições importantes sobre compreensão, empatia, perdão e sobre valorizar o que realmente importa na vida: o amor e a convivência com quem nos é querido. ❤ Tudo isso em meio a MUITAS gargalhadas! Sério, Modern Family é uma das séries de comédia que mais me faz rir. Além disso, a série lida com muita naturalidade várias questões, como homossexualidade (a relação de Mitchell e Cam é como qualquer outra, exatamente como deveria ser!), e também com a diferença de idade entre Jay e Gloria.

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Infelizmente, a série tem perdido o fôlego nas últimas temporadas. Acredito que ela esteja se arrastando um pouco além do necessário e, com isso, vem repetindo alguns plots e perdendo um pouco do brilho que tinha no início (o que fica bastante claro nas crianças, que cresceram e perderam não só a graça, como também desenvolvimento). Sigo como uma fã fiel e acompanho cada episódio, mas confesso que já estou na torcida para um desfecho digno para essa série que fala sobre relações familiares de maneira tão doce e engraçada. Apesar dessas ressalvas, eu recomendo DEMAIS Modern Family!Em seu humor singelo e em suas situações cotidianas, é uma série que conquista e conforta ao mesmo tempo em que te arranca gargalhadas. Vale a pena! 😉

Título original: Modern Family
Ano de lançamento: 2009
Criadores: Christopher Lloyd, Steven Levitan
Elenco: Ed O’Neill, Sofía Vergara, Julie Bowen, Ty Burrell, Jesse Tyler Ferguson, Eric Stonestreet, Sarah Hyland, Ariel Winter, Nolan Gould, Rico Rodriguez

5 motivos para assistir Outlander!

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje finalmente estreia a 3ª temporada de Outlander e eu estou empolgadíssima! Já fiz resenha dela aqui no blog (logo que a série começou, em 2014) e mantenho o que disse na época: a série segue como uma das minhas favoritas! E, para fazer um aquecimento para a nova temporada, resolvi listar 5 motivos pelos quais você deve dar uma chance a essa série JÁ!

1) O enredo

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Outlander conta a história de Claire Randall que, ao viajar pela Escócia com o marido em uma segunda lua de mel, acaba sendo transportada 200 anos no passado. Lá, ela conhece Jamie Fraser, um highlander encantador que a protege e por quem ela se apaixona, sendo correspondida. Contudo, em uma época cheia de riscos e com muitos inimigos à espreita, o casal precisa vencer diversos desafios que colocam suas vidas em perigo. Essa é só a pontinha do iceberg do enredo de Outlander. Não tem como não se encantar com a história de amor de Claire e Jamie e torcer para que tudo dê certo. Além de tudo isso, a série é cheia de referências histórias, incluindo momentos como a Revolução Jacobina. A trama é riquíssima, envolvente e deixa o espectador ansiando por mais um episódio.

2) Fotografia e figurinos

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Gente do céu, que ambientação mais linda a dessa série! Seja com as paisagens escocesas da primeira temporada ou nos bailes parisienses da segunda, os cenários são de cair o queixo! Outro aspecto de encher os olhos são os figurinos. Na primeira temporada, os trajes escoceses roubam a cena e já encantam, com seu aspecto mais rústico e cores mais frias. Mas é na segunda temporada que os figurinos ficam ainda mais encantadores. Na França, Jamie e Claire utilizam roupas típicas da região e da época, e cada peça é cheia de detalhes, como os vestidos coloridos de tecidos nobres cheios de bordados e trajes masculinos galantes bem trabalhados.

3) A abertura

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“Sing me a song of a lass that is gone…” Como não se arrepiar quando essa música começa a tocar? Com um arranjo maravilhoso, inspirado nas músicas tradicionais escocesas, e a voz incrível de Raya Yarbrough cantando a melodia, é impossível não ficar apaixonada por essa abertura. As cenas que passam ao fundo também são muito significativas e trazem deslumbres importantes da história. Eis uma abertura que eu não pulo. 😉

4) Protagonista feminina empoderada

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Mesmo em 1945, Claire já era uma mulher à frente de seu tempo. Teimosa, forte, determinada, bem resolvida sexualmente, independente, excelente profissional… esses são só alguns dos atributos que passam pela minha cabeça quando penso na Claire. E isso se mantém em evidência mesmo quando ela volta no tempo: ela não baixa a cabeça para ninguém, sendo ousada e atrevida – características vistas com maus olhos na época. Claro que, sob alguns aspectos, a personagem precisa ceder, já que se encontra em uma posição e em um contexto totalmente diferente, mas isso mostra também sua versatilidade e adaptabilidade. A personagem também vai contra os estereótipos de mocinha indefesa ao partir para a ação em diversos momentos (dadas suas limitações). Ela arquiteta planos e não teme fazer o que for necessário para proteger as pessoas que ama. Além de tudo isso, também é bacana que ela seja sexualmente mais experiente que Jamie, invertendo os papéis que já estamos de saco cheio costumamos ver em romances, nos quais o homem é o galã conquistador. Em suma, Claire é uma protagonista forte e empoderada em qualquer época.

5) Jamie Fraser

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Mas é óbvio que eu separaria um tópico só pra falar do Jamie, meu maior crush fictício ever! ❤ O sotaque charmoso, o cabelo ruivo cacheado, os olhos azuis… por onde a gente começa? HAHAHA! Mas, muito além da aparência, eu preciso falar sobre a personalidade de Jamie. Ele é um rapaz (apesar da idade dos atores não fazer jus à descrição dos livros, na história original ele é super jovem) corajoso, exímio guerreiro, teimoso e romântico. Por mais que ele viva e faça parte de um contexto extremamente machista (o que explica algumas atitudes menos nobres que ele toma em determinados momentos), o personagem faz tudo o que está ao seu alcance para melhorar essas falhas e se adequar ao que a Claire espera de uma relação – considerando que ela vem de um casamento saudável, respeitoso e a 200 anos dali. Quando digo “se adequar”, isso não significa “se moldar, perder a essência, ser capacho”. Significa entender o que Claire diz, refletir a respeito e buscar melhorar, para que a relação dos dois se mantenha saudável. Obviamente é um desafio: Claire é uma mulher questionadora e de atitude forte, que toma as rédeas de muitas situações. Mas isso não o desencoraja ou o intimida: isso o excita, o deixa mais apaixonado, faz com que ele a admire ainda mais. Sério gente… tem como não amar esse cara?

Bônus: as cenas de sexo. Só vou dizer isso a respeito. Assistam e entendam o que tô querendo dizer HAHAHAHAHA!

E aí, depois de ler esse post vocês também ficaram animados para a estreia da 3ª temporada? Ou talvez com vontade de conhecer a série? De uma coisa eu tenho certeza: vocês não vão se arrepender! Outlander é viciante!

Beijos e até semana que vem!

Dica de Série: Os Defensores

Oi gente! Como vocês estão?

Depois de aguardar com MUITA ansiedade, finalmente Os Defensores chegaram à Netflix! ❤ Apesar de ter visto a série numa sentada no fim de semana passado, resolvi esperar os ânimos acalmarem pra falar a respeito. Então vamos ao review!

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Sinopse: Eles não estão nem aí para fazer amigos. O lance deles é salvar Nova York. Demolidor, Luke Cage, Jessica Jones e Punho de Ferro são os Defensores.

Na cronologia das séries Marvel e Netflix, Os Defensores se passa alguns meses depois da segunda temporada de Demolidor e começa mostrando cada personagem individualmente: Matt deixou o uniforme pra trás e está trabalhando como advogado de casos pro bono; Jessica não voltou a atuar como investigadora após vencer Kilgrave; Luke saiu da prisão e voltou ao Harlem e Danny segue caçando membros do Tentáculo pelo mundo na companhia de Colleen. Contudo, após um terremoto suspeito, todos os personagens acabam se envolvendo com investigações próprias que culminam no mesmo ponto: o prédio do Mirdland Circle, epicentro dos tremores e sede do Tentáculo. Movidos por motivações próprias, mas com um inimigo em comum, Os Defensores acabam se unindo contra a ameaça.

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Eu amei o fato da série ter levado alguns episódios construindo o enredo individual de cada personagem antes de unir o grupo. Isso fez com que eles não parecessem um time de super amigos (uma piada da própria série, btw) repentinamente, mas sim pessoas com interesses próprios que viram nessa união algo imprescindível para a vitória. Outro aspecto extremamente positivo é que a trama do Tentáculo – que vinha se desenrolando desde as temporadas solo de Demolidor – teve aprofundamento e explicações, e eu fiquei muito satisfeita.

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Agora vamos falar dos personagens. Como não amar cada momento que aproximava Matt, Jessica, Luke e Danny? Se antes eu achava que a Claire seria o principal ponto de contato deles, com o passar dos episódios vi que a trama por si só estruturou esses encontros de maneira muito coerente. A dinâmica entre eles foi maravilhosa e rolou muita química entre os personagens. Destaque para Luke e Jessica (que são casados nas HQs): foi possível ver o carinho existente entre os personagens nos diálogos e no apoio mútuo. Só achei um pouco esquisito ver tanto afeto porque, na série solo de Luke, ele parece nem querer falar a respeito dela. De qualquer forma, se forem construir um romance novamente, espero que a Claire não saia magoada nesse processo (amo a Jess, mas também amo a Claire!).

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Também gostei da evolução de Danny nessa série. Se eu achei Punho de Ferro péssima, acredito que o personagem tenha melhorado muito em Os Defensores. A dinâmica dele com Luke foi super bacana, trazendo a jovialidade do personagem de uma maneira mais positiva (e não tão impulsiva como na sua série solo). Também adorei a reação dos personagens e as zoações sempre que Danny falava de K’un-Lun. Por último, temos Matt, que está vivendo um momento de crise por tentar viver apenas como advogado – sendo que sua essência e real personalidade é a de Demolidor. Eu admito que o plot dele foi o menos interessante pra mim, por não ser fã da Elektra (em seguida me aprofundarei nisso), mas ainda assim gosto muito do personagem.

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O Tentáculo também foi bem trabalhado, e Alexandra foi uma líder muito interessante. Porém, como já mencionei, meu ranço fica por conta da Elektra: eu acho a personagem boring e sem carisma. Não consigo gostar dela e acho que já deu de Elektra (ao menos como vilã) nesse universo. Alguns membros da organização não tiveram tanto destaque, como Bakuto, Sowande e Murakami. Parecia que eles estavam ali apenas para serem os outros braços do Tentáculo, já que Alexandra e, principalmente, Gao, roubavam a cena.

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Outra coisa que eu preciso elogiar são os jogos de luzes e cores na abertura (que é fantástica!) e ao longo dos episódios! Eu adorava assistir as cenas de transição dos personagens e perceber como as cores influenciavam o ambiente dependendo de quem fosse o foco. Quando Os Defensores finalmente estão juntos, também é possível perceber as luzes e as cores tendo maior ou menor destaque, dependendo de quem fosse o “protagonista” de determinado diálogo ou enquadramento (eu ficava dizendo “vermelho!”, “roxo!”, “verde!”, “amarelo!” que nem uma criança chata e empolgada nesses momentos HAHAHA!).

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Em suma, eu amei real oficial Os Defensores. 😛 Amei a história, amei a forma como os personagens se uniram e amei como a série encaminhou as histórias deles individualmente, deixando muito material para as próximas temporadas solo. Apesar da temporada ter sido mais curta (Punho de Ferro é que deveria ter tido apenas 8 episódios #fikdik) e eu já estar morrendo de saudade dos personagens, acredito que a história ficou na medida perfeita! ❤ Recomendo mil vezes!

Título original: Marvel’s The Defenders
Ano de lançamento: 2017
Criadores: Douglas Petrie, Marco Ramirez
Elenco: Charlie Cox, Krysten Ritter, Mike Colter, Finn Jones, Elodie Yung, Sigourney Weaver, Wai Ching Ho