Dica de Série: Nove Desconhecidos

Oi pessoal, tudo bem?

Terminei de assistir à minissérie Nove Desconhecidos, que adapta o livro de mesmo nome que resenhei um tempinho atrás. Bora pro review e pro comparativo com o livro?

Sinopse: Nove pessoas problemáticas se hospedam em um sofisticado retiro de bem-estar que promete uma transformação total. Lá, os hóspedes se entregam a um tratamento radical que ameaça levar esse instável grupo ao limite de suas emoções e medos.

O plot básico da série é o mesmo que o da obra original: nove pessoas contratam um pacote no spa Tranquillum House em busca de descanso para o corpo e para a mente por motivos diversos. Lá, eles encontram cenários paradisíacos, consultores de bem-estar bonitos e de voz tranquila e a diretora do lugar: Masha, uma russa magnética e enigmática. Logo fica claro que ela utiliza abordagens pouco ortodoxas e que o spa não é somente um espaço para o relaxamento, mas sim para terapias que podem levar cada um dos presentes ao extremo.

É nítido que a minissérie traz mais elementos de suspense para a trama do que o livro. Não demora para que o espectador comece a ficar desconfortável com algumas medidas adotadas na Tranquillum House, como o fato de fazerem exames de sangue diários nos hóspedes, por exemplo. Existem tensões entre os hóspedes, alguns rompantes de raiva e outras situações que nos levam a questionar se aquele é um ambiente totalmente seguro. Quando Masha começa a receber vídeos dela na propriedade (como se fosse de um stalker), o clima de mistério – e perigo – se acentua.

Diferente do que ocorre no livro, a série revela um de seus principais mistérios logo de início: a metodologia do tratamento de Masha. A partir daí, vemos os personagens “entrando na onda” e aceitando os tratamentos de forma voluntária. Essa é uma das principais diferenças em relação à obra original, e acho que é uma bem importante; particularmente, senti falta da revolta dos personagens com o que acontece em Tranquillum House. Eles não só aceitam aquilo que lhes é oferecido como entram de cabeça nas propostas arriscadas de Masha, sem medo das consequências.

Enquanto o livro é lento, mais focado no drama de cada personagem e menos no mistério, aqui a série se inverte, tendo mais cenas de tensão e fazendo com que alguns personagens mal tenham tempo de tela (como o casal cujo casamento está em crise, Ben e Jessica). Felizmente, duas das minhas tramas favoritas foram bem exploradas ao longo dos episódios: a primeira delas é a aproximação da escritora Frances (que sofreu um golpe de amor pela internet) e do ex-atleta Tony (que teve que parar de jogar após uma lesão e se fechou para o mundo). A química entre Melissa McCarthy e Bobby Cannavale transborda na tela e eles protagonizam cenas emocionantes e outras engraçadas. A segunda trama que eu curti demais, superando a emoção do livro, foi a da família Marconi, que foi ao spa na tentativa de superar o luto pela perda do filho/irmão. Heather, Napoleon e a filha, Zoe, carregam muita culpa e sofrimento, e todas as cenas em que eles enfrentaram tais sentimentos me fizeram chorar. A atuação visceral de Asher Keddie (Heather) me deixou arrepiada e de coração partido.

A reta final da série é um pouco fraca. O clímax não causa aflição, o que ocorre nas páginas. Por outro lado, a produção televisiva foca em humanizar Masha e suas experiências, transformando-a em uma personagem que causa mais simpatia (enquanto no livro ela está em busca de fama e reconhecimento). Além disso, diferente do que ocorre no material original, a minissérie tem um final aberto – cabendo a você escolher no que acreditar.

A adaptação de Nove Desconhecidos é uma ótima produção, com um enredo bacana e ganchos interessantes. Mas seu maior mérito é o mesmo que o do livro: seus personagens – aqui muito bem representados por um elenco que entrega atuações impecáveis. As mesmas coisas que me incomodaram no livro também me incomodaram na série, mas em ambos os casos minha percepção geral da história é muito boa. Vale a pena colocar Nove Desconhecidos na lista e passar um tempinho em Tranquillum House. 😉

P.S.: pra quem ficou interessado em saber as diferenças entre a série e o livro (com spoilers, obviamente), é só conferir a lista abaixo:

  • Descoberta da verdade sobre o tratamento: quem se liga que Masha está drogando os hóspedes é Heather, que é enfermeira. Ela também é a primeira a se revoltar, assim como Ben, que odeia drogas por ter perdido a irmã para o vício;
  • Plot de Ben e Jessica: o casal vai até o spa para tentar salvar o casamento e, enquanto na série os dois realmente se reaproximam, no livro eles percebem cada vez mais o abismo que se construiu na relação. Ele inclusive se aproxima de Zoe, dando a entender que eles vão manter uma amizade (ou algo mais) no futuro;
  • Propósito das alucinações: diferente do que a série mostra, o livro não traz todo o plot de alucinações com os mortos como uma tentativa de trazê-los de volta;
  • Passado da Masha: no livro ela também perde a filha, mas quando ainda é um bebê. Ela também não tem nenhuma relação com Carmel e não sofreu uma experiência de quase morte pelo tiro, e sim por infarto;
  • Propósito da Masha: enquanto na série ela quer uma forma de reencontrar a filha morta e, por isso, faz os tratamentos nos hóspedes, no livro ela deseja reconhecimento e sucesso por seu método inovador;
  • Yao e Delilah: no livro a Delilah transa com Yao mas não existe a camada romântica/amorosa que a série traz. Consequentemente, ela é uma personagem mais “foda-se” na obra original, que vai embora muito mais por medo de ser pega pela polícia do que por princípios;
  • Plot da Carmel: a mudança mais drástica da série. No livro ela também é uma mulher insegura e magoada pelo fato de ter sido trocada pelo marido e confesso que, no início da trama, achei que ela seria meio maluca por venerar a Masha. No fim, foi uma personagem bem sem sal. Na série ela é completamente desequilibrada, sendo a pessoa por trás do tiro em Masha e responsável por stalkear a diretora da Tranquillum House;
  • Passado do Tony: diferente do que a série mostra, o ex-atleta não se envolveu em uma briga que culminou na morte de um homem, e também não era viciado em analgésicos. Ele decide ir a Tranquillum por estar completamente sozinho e perceber que ficou “triste” ao ir ao médico e descobrir que sua saúde estava ok, servindo de sinal de alerta para buscar ajuda.

Título original: Nine Perfect Strangers
Ano de lançamento: 2021
Criadores: John-Henry ButterworthDavid E. Kelley
Elenco: Amy Poehler, Rashida Jones, Nick Offerman, Aubrey Plaza, Chris Pratt, Adam Scott, Aziz Ansari, Retta, Jim O’Heir, Rob Lowe

Dica de Série: Parks and Recreation

Oi pessoal, tudo bem?

Apesar do meu gênero favorito ser thriller/policial, ele é seguido de perto por sitcoms. Sempre preciso ter alguma série divertida, com episódios de 20 minutos, no radar. Por isso, vim dividir com vocês uma que ganhou meu coração: Parks and Recreation.

Sinopse: Leslie Knope, uma burocrata de nível médio no Departamento de Parques e Recreação de Indiana espera embelezar sua cidade (e impulsionar sua própria carreira) ajudando a enfermeira Ann Logan a transformar uma construção abandonada em um parque comunitário, mas o que deveria ser um projeto relativamente simples é frustrado o tempo todo por burocratas estúpidos, vizinhos egoístas, a burocracia governamental e um infinidade de outros desafios.

Assim como aconteceu com The Office, foram necessárias duas tentativas pra gostar de Parks. Acredito que ter me acostumado com a vibe da primeira fez com que tornasse mais fácil gostar da segunda quando me propus a tentar de novo. E como valeu a pena! Parks é incrível ao início ao fim, cheia de cenas memoráveis e personagens cativantes.

A trama acompanha Leslie Knope, uma funcionária pública apaixonada pelo que faz e por sua cidade, Pawnee. Ela é vice-diretora do setor de Parques e Recreação da prefeitura, e leva seu trabalho muito a sério. Tentar descrever Leslie é como tentar descrever um unicórnio fofinho e saltitante: ela é otimista, fofa, carinhosa, leal e inocente. Por isso, quando a enfermeira Ann Perkins comparece a uma reunião pública e revela que seu namorado caiu numa cratera que deveria ser de responsabilidade da prefeitura, Leslie faz de sua missão de vida ajudar Ann e conseguir transformar aquele espaço em um parque. Esse é o início de uma das amizades mais fofas da televisão.

Parks and Recreation, portanto, começa girando em torno desse objetivo de fechar a cratera. Porém, com o desenrolar das temporadas, vemos Leslie se envolvendo em mais camadas políticas e assumindo tarefas cada vez mais desafiadoras – tudo isso com muito bom humor e leveza. E, pra mim, o grande mérito da série está nos personagens (e seu elenco que dá vida a cada um deles). O grupo do setor de Parques e Recreação é composto por pessoas muito diferentes, mas com o tempo vemos que há algo em comum entre todos: a lealdade, especialmente à Leslie.

Parks é tão engraçada que conseguiu fazer com que o chefe de Leslie, Ron Swanson, fosse um dos meus personagens favoritos. E por que isso é uma grande conquista da série? Porque Ron personifica tudo que eu abomino e, na vida real, eu atravessaria a rua pra não ter que cruzar com ele: o homem é pró-armas, acha os Estados Unidos a única nação que presta, é conservador e come carne até de sobremesa. Só que eu juro pra vocês que na série esse jeitão dele funciona, e todos os momentos em que ele demonstra seus sentimentos e vulnerabilidade são incríveis de assistir. Há também uma dupla que eu adoro demais, mas sobre a qual não posso falar muito pra não dar spoilers: Ben e Chris. Eles são auditores do governo e chegam à série na segunda temporada, sendo adições essenciais pro desenvolvimento da trama. Por último, mas não menos importante, vale comentar que Pawnee por si só é um personagem. A cidade é a grande paixão de Leslie, que a defende com unhas e dentes, e tem inúmeras peculiaridades (como o fato de idolatrar um pônei, Lil’ Sebastian).

Se você procura um entretenimento capaz de levantar o seu astral, corre na Amazon Prime Video pra dar o play em Parks and Recreation. Você vai se divertir em cada episódio com o jeito marcante de cada personagem e provavelmente vai terminar a série acreditando também que Pawnee é um lugar incrível. 😀

Título original: Parks and Recreation
Ano de lançamento: 2009
Direção: Greg Daniels, Michael Schur
Elenco: Amy Poehler, Rashida Jones, Nick Offerman, Aubrey Plaza, Chris Pratt, Adam Scott, Aziz Ansari, Retta, Jim O’Heir, Rob Lowe

Dica de Série: Clickbait

Oi galera, tudo bem?

O Dica de Série de hoje é um misto de (não) indicação provocada pela indignação. 😂 Mas eu não podia deixar de comentar a série que tem estado no Top 10 da Netflix Brasil e que é do meu gênero favorito (tramas policiais). Estou falando de Clickbait.

Sinopse: Quando Nick Brewer é sequestrado e sua vida passa a depender de um sinistro jogo online, as pessoas próximas a ele correm para descobrir quem está por trás disso.

Clickbait é uma minissérie de 8 episódios que gira em torno do sequestro de Nick Brewer, um fisioterapeuta respeitado, marido e pai amoroso. O fato mais grotesco do sequestro é que os raptores filmaram Nick segurando uma placa dizendo que ele abusa de mulheres e que, quando o vídeo atingir 5 milhões de visualizações, ele vai morrer – sim, no melhor estilo Black Mirror. É desnecessário dizer que não leva 24h pra um vídeo apelativo assim, que descreve perfeitamente o nome da série, viralizar, certo? Com isso, os episódios se concentram em não apenas investigar o caso de Nick, mas também desnudar o personagem (e os segredos por trás das acusações nas placas).

Cada episódio de Clickbait é focado em um personagem, começando pela irmã e melhor amiga de Nick, Pia. Ela é uma mulher intensa e cheia de defeitos, mas com uma vulnerabilidade e um amor tão profundo pelo irmão que fazem o espectador nutrir certa simpatia por ela (mesmo com suas grosserias). Além dela, temos o ponto de vista do detetive Amir (um personagem íntegro, justo e muito comprometido com o seu trabalho), da viúva de Nick, Sophie (outra personagem que não é muito palatável, mas por quem nos solidarizamos), entre outros que não vou mencionar porque seriam spoilers. O bacana dessa dinâmica é que cada personagem tem seu próprio espaço para ser desenvolvido enquanto a trama principal – a investigação – acontece.

Aliás, a investigação em si é muito bacana e envolve muito mais do que os personagens já citados. A série trabalha superbem os cliffhangers e faz com que você não queira sair da frente da tv até descobrir toda a verdade sobre o caso. Obviamente, como o nome da série sugere, existe sim um apelo relacionado ao “cuidado com o que você compartilha por aí” e “cuidado com o que você acredita na internet”, e algumas pessoas podem achar um pouco forçado. A mim, não incomodou. Discussões sobre fornecimento de dados, golpes e fraudes não são coisas recentes, então não vi problema da série abusar um pouco disso pra fins ilustrativos.

O que me incomodou a ponto de causar a indignação do início do post, então? 😂 O final, gente, o final. Quem me acompanha aqui há mais tempo sabe o quanto valorizo bons finais, a ponto de aumentar uma nota de uma obra mediana quando o desfecho é bom ou diminuí-la no caso de uma obra incrível mas cujo final não seja. E Clickbait peca gravemente em seu encerramento, porque se desfaz de todas as premissas construídas até ali em busca de um plot twist chocante que parece ter sido pensado apenas com esse propósito: chocar. Os motivos pelos quais toda a história acontece são esdrúxulos e tudo que a trama estabelece até a season finale é desperdiçado em nome de um caminho completamente sem sentido e preguiçoso – incluindo até mesmo as discussões sobre segurança na internet e (a falta de) limites da mídia sensacionalista e obcecada por cliques. Eu prefiro finais mais óbvios, mas coerentes, do que plot twists de explodir a cabeça que não fazem sentido nenhum, e pra mim esse é o grande problema da série.

Conversei com algumas pessoas que também se frustraram com o final de Clickbait, então queria saber de vocês: quem já assistiu, gostou? Porque se eu tiver que resumir, diria que Clickbait é uma minissérie de ritmo envolvente, premissa instigante e que joga fora seu potencial com um final fraco e mal executado. Uma pena. :/

Título original: Clickbait
Ano de lançamento: 2021
Criação: Tony Ayres, Christian White
Elenco: Zoe Kazan, Betty Gabriel, Phoenix Raei, Adrian Grenier, Camaron Engels, Jaylin Fletcher, Becca Lish

Dica de Série: Falcão e o Soldado Invernal

Oi pessoal, tudo bem?

Eu sou bem cadelinha da Marvel, e provavelmente esse foi o principal motivo que me fez assinar o Disney+ rs. E é óbvio que eu não ia perder a série envolvendo um dos meus personagens favoritos, o Bucky (que inclusive deu nome ao meu cachorro). 🥰 Bora saber mais sobre Falcão e o Soldado Invernal?

Sinopse: Falcão e o Soldado Invernal são obrigados a formar uma dupla incompatível e embarcarem em uma aventura global que deve testar tanto suas habilidades de sobrevivência quanto sua paciência.

Ao final de Vingadores: Ultimato, vemos um Steve Rogers envelhecido, que optou por ficar no passado vivendo ao lado da sua amada Peggy Carter. Quando ele retorna ao presente, ele se despede de seus amigos mais próximos, Bucky e Sam, e oficialmente aposenta o escudo – indicando que deseja que Sam o assuma. Para a nossa surpresa, ao iniciar Falcão e o Soldado Invernal vemos Sam atuando ainda como Falcão, e o escudo do Capitão foi para o museu em sua homenagem. Bucky visivelmente não aceita a decisão de Sam, revoltando-se com o fato de que o Falcão (em sua opinião) está deixando o legado de Steve pra trás, especialmente quando outro soldado (John Walker) é escolhido para vestir o manto. Apesar das suas diferenças, Bucky e Steve precisam se unir quando um grupo terrorista conhecido como Apátridas parece estar fazendo uso do soro do super soldado para promover protestos e atentados em nome da sua ideologia.

Falcão e o Soldado Invernal é, até agora, a série com mais cenas de ação das lançadas no Disney+. Os dois protagonistas são guerreiros competentes e verdadeiros soldados. Mas, apesar disso, os episódios não focam somente nesse aspecto dos personagens, e foi isso que me fez gostar tanto dela: ela trabalha as emoções de Sam e de Bucky de uma forma que até então não havíamos visto nos filmes. Sam, por exemplo, sofre a pressão por não ter carregado o escudo e o manto de Steve. O fato de ser um soldado negro e ele saber que os Estados Unidos escolhem homens brancos, loiros e de olhos azuis para representar o país enquanto afro-americanos são desprezados, sofrem violência e são vítimas da desigualdade é um peso em seus ombros, que fica ainda mais evidente quando ele descobre que houve um super soldado negro (Isaiah Bradley) que, além de não ter tido reconhecimento por parte do país, ainda teve que fingir sua morte e viver escondido para não ser preso ou eliminado. Esse debate sobre as questões raciais também aparece em uma cena na qual Sam e Bucky são abordados por policiais mas somente a Sam é solicitada a documentação, por exemplo. São aspectos bem relevantes e que eu gostei muito de ver na série.

Bucky, por sua vez, lida com outro tipo de pressão: ele é um soldado com mais de 100 anos e que passou os últimos como um servo da H.I.D.R.A. devido à lavagem cerebral sofrida. Apesar de ter conseguido, com a ajuda de Wakanda, retomar seu verdadeiro eu, ele é um homem perdido nesse novo tempo. E a única referência que ele tinha, seu melhor amigo, se foi para sempre. Isso torna ainda mais doloroso pra ele ver Walker assumindo o título de novo Capitão América, porque em sua interpretação Sam não honrou Steve e tampouco merecia a chance de carregar o escudo. Para além de sua mágoa relacionada ao título, vemos Bucky tendo que lidar com profundas cicatrizes emocionais causadas pelo tempo em que foi o Soldado Invernal. Ele é obrigado pelo Estado a fazer terapia como forma de compensação pelos seus atos, e uma parte de seu “tema de casa” é contar a verdade sobre seu passado às pessoas que feriu. Uma dessas pessoas é um dos poucos vínculos que ele tem no presente, e é palpável a dor e o peso que o personagem carrega. Ele e a Wanda são uma dupla e tanto no que diz respeito a cenas difíceis e lágrimas cheias de peso e significado. 😥

Falando um pouco sobre a ação, são interessantes os debates gerados pelos Apátridas. Esse grupo acredita que o planeta estava melhor durante o Blip, pois durante aqueles 5 anos as fronteiras caíram e os países foram obrigados a trabalhar juntos, já que metade da população mundial se foi. Com o retorno de todas essas pessoas, os governos começaram a levantar muros novamente e grande parte da população começou a ser expulsa de sua nova vida para dar espaço às que retornaram. Por mais que a forma como os Apátridas seja questionável, os motivos valem uma reflexão interessante. Sua líder, Karli, é uma jovem disposta a tudo, inclusive perder a própria vida, em nome desse objetivo que ela considera muito maior que ela. Sendo uma pessoa que sofreu preconceito também, Sam vê nela uma intenção boa por trás de seus atos, fazendo com que ele deseje ajudá-la e convencê-la de que existem outras formas pra agir. Isso tudo, é claro, em meio a cenas de luta intensas, já que quase todos Apátridas usam o soro. Por fim, não posso deixar de mencionar uma dupla inesperada que também auxilia Sam e Bucky: o Barão Zemo e Sharon Carter (atenção pra esse nome, que talvez ele tenha mais desdobramentos no futuro do MCU).

John Walker é um personagem que também vale a menção. Ele inicia seu trabalho como novo Capitão América com boas intenções, mas ao longo dos episódios percebemos que ele tem traumas da guerra e não sabe lidar com eles. Walker toma decisões duvidosas, demonstra ser antiético em mais de uma circunstância e faz abuso de seu poder (não apenas como Capitão, mas em seu passado no Afeganistão também). O importante aqui é que Falcão e o Soldado Invernal, por meio de Walker, introduz uma personagem chamada Valentina Allegra de Fontaine, que também aparece em Viúva Negra. Esse tipo de informação que o MCU vai jogando aos poucos em suas produções torna um pouco “obrigatório” acompanhar tudo que eles lançam se você quiser ficar 100% por dentro, mas também se não estiver a fim é só jogar no Youtube ou no Google depois. 😛

Eu gostei muito das séries lançadas pela Marvel até o momento, e minha ordem de preferência é WandaVision, Falcão e o Soldado Invernal e, por último, Loki (ainda que provavelmente tenha sido a mais hypada). Adorei acompanhar essa nova aventura de Sam e de Bucky, assim como ver o nascimento do nosso novo Capitão América e o processo de cura de um dos personagens mais injustiçados do MCU, assim como o surgimento de uma nova amizade e uma parceria cheia de química (e cheia de cenas muito engraçadas). Agora fico ansiosa pra que o Bucky encontre um novo codinome (Lobo Branco, talvez?), porque faz tempo que ele deixou de ser o Soldado Invernal – e, caso mantenha o nome, torço pra que o fardo fique pra trás (e felizmente algumas cenas trazem essa alegria pro coração). ❤ #TeamBucky Enfim, resumindo: adorei a série e recomendo demais!

Título original: The Falcon and the Winter Soldier
Ano de lançamento: 2021
Criação: Malcolm Spellman
Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Erin Kellyman, Daniel Brühl, Emily VanCamp

Dica de Série: Mare of Easttown

Oi pessoal, tudo bem?

Vamos de dica de seriezão da porra? Vamos! Hoje vim falar pra vocês sobre uma das melhores minisséries a que assisti recentemente: Mare of Easttown.

Sinopse: Uma detetive de uma pequena cidade investiga um assassinato local enquanto sua vida desmorona.

Essa minissérie da HBO acompanha a vida na pequena cidade de Easttown, sendo protagonizada pela detetive Mare Sheehan, uma mulher pragmática, competente mas com uma vida pessoal completamente conturbada. Ela é atormentada por um caso que não conseguiu resolver (o desaparecimento de uma menina chamada Katie) e por um acontecimento marcante em seu passado recente (que não vou contar pra evitar spoilers), e tenta viver um dia de cada vez. Porém, quando Erin, uma jovem mãe solteira e parente de sua melhor amiga, é encontrada morta, Mare sente uma necessidade irrefreável de solucionar o caso – especialmente porque acredita ter algum tipo de conexão com o de Katie.

Eu chego a ser repetitiva por aqui, mas sempre gosto de ressaltar pra que pessoas novas aqui no blog saibam: suspenses policiais são meus tipos favoritos de histórias. Se tiver um drama bem desenvolvido junto então, melhor ainda. Isso e muito mais encontramos em Mare of Easttown. Os episódios da minissérie são longos, com cerca de 1h de duração, mas o ritmo flui tão bem que você nem sente o tempo passar. E não porque a série tenha infinitas sequências alucinantes de ação; é que ela tem personagens tão bem construídos e uma trama que se desenrola aos poucos, mas de maneira sólida, que você se vê fisgado pelo dia a dia da pequena cidade.

A vida de Mare dá uma guinada que a leva de chamados de vizinhos idosos em seu telefone particular para uma investigação que aponta para um caminho ainda mais obscuro do que ela imaginava. A morte de Erin é a ponta do iceberg de um caso complexo e perigoso por si só, mas que se agrava quando pensamos que a protagonista está em um momento de fragilidade emocional. Felizmente, ela não precisa trabalhar nisso sozinha, e conta com a ajuda de Colin Zabel, um investigador que vem ganhando notoriedade por ter resolvido outro caso de desaparecimento. A dinâmica dos dois é a clássica “ranzinza e fechado vs otimista e entusiasmado”, sendo Mare a representante do mau humor e do estilo mais reservado. 😛

Conforme os episódios evoluem, Mare of Easttown vai se aprofundando na vida pessoal da protagonista, o que inclui também seus relacionamentos mais próximos. A detetive sofreu uma perda familiar irreparável e, ao longo dos episódios, percebemos como essa dor moldou seu jeito de agir e de viver, destruindo seu casamento e afastando-a da filha. É nítido que ela não processou essa perda e que a forma como ela lida com isso beira a autodestruição. Para além dela, a minissérie também desenvolve aos poucos os personagens que orbitam sua vida, como a família de Erin. A jovem é parente do marido da melhor amiga de Mare, Lori, então o peso da investigação acaba recaindo também nessa relação – uma das únicas com quem Mare é capaz de se abrir.

Por último, mas não menos importante, é impossível não elogiar as atuações. O destaque, é claro, fica para Kate Winslet. Na postura física, no tom de voz e no olhar, a atriz transmite com excelência todas as camadas que Mare possui, indo muito além do clichê da detetive durona. Mas o elenco de apoio também brilha e todos os outros personagens têm suas tramas desenvolvidas de maneira satisfatória, entregando mais do que o necessário para fazer o espectador mergulhar no dia a dia (e nos acontecimentos trágicos) de Easttown.

Com episódios muito bem conduzidos, várias pistas sutis sendo entregues e um final redondo, Mare of Easttown é uma série imperdível pra quem curte um bom drama policial. As relações familiares – especialmente o amor entre mãe e filhos – é um dos principais pilares que regem a trama, assim como o impacto da coletividade em uma pequena comunidade entrelaçada. Altamente recomendada!

Título original: Mare of Easttown
Ano de lançamento: 2021
Criador: Brad Ingelsby
Elenco: Kate Winslet, Julianne Nicholson, Evan Peters, Joe Tippett, John Douglas Thompson, Cameron Mann, Jack Mulhern

Dica de Série: Loki

Oi pessoal, tudo bem?

Na última quarta-feira Loki, a série do Disney+ focada no Deus da Trapaça, chegou ao fim, e hoje vim compartilhar minhas impressões a respeito com vocês!

Sinopse: Depois de roubar o Tesseract em “Vingadores: Ultimato”, Loki acaba perante a Autoridade de Variância Temporal (AVT), uma organização burocrática kafkiana que existe fora do tempo e do espaço.

Quem viu Vingadores: Ultimato lembra que o plano dos heróis era voltar no tempo para recuperar as Joias do Infinito, certo? Ao voltarem para 2012, porém, uma confusão acontece e o Loki daquela timeline escapa, e é nessa série que descobrimos o que acontece com ele. O protagonista não demora a ser capturado por outra organização: a AVT (Autoridade de Variância Temporal), responsável por cuidar da Linha Temporal Sagrada que mantém os eventos do universo onde devem estar, e por eliminar qualquer elemento que fuja desse “script”, as chamadas Variantes (sendo este o caso de Loki). Porém, em vez de ser eliminado, Loki é recrutado por um dos agentes da AVT – Mosbius – para auxiliá-lo num problema muito maior: existe alguma outra Variante do Loki causando perturbações consideráveis na linha do tempo e eliminando os agentes da organização, e Mosbius acredita que não há ninguém melhor que um Loki para ajudá-lo a encontrar outro.

Para ser totalmente sincera com vocês, demorei um pouquinho a gostar de Loki. Os primeiros episódios foram bem medianos pra mim, ainda que divertidos. Tom Hiddleston tem carisma, assim como Owen Wilson, então a dupla funciona bem. Obviamente, Mosbius não confia totalmente em Loki, e Loki também tenta enganar Mosbius sempre que possível para benefício próprio. Mas ao longo dos primeiros episódios os dois conseguem focar na missão de rastrear a Variante Loki que está causando as perturbações: uma mulher que abdicou do nome Loki e se autodenomina Sylvie.

Sylvie teve uma vida ainda mais difícil que a do Loki que conhecemos: ela foi identificada como Variante e removida do seu universo original ainda na infância. Porém, ela deu um jeito de escapar da AVT ao roubar um dos dispositivos que eles usam para se mover pelo espaço-tempo (conhecidos como Temp Pads). Seu objetivo máximo é destruir a AVT e se vingar da vida que lhe roubaram, mas devido a inúmeras situações problemáticas, ela e Loki acabam sendo obrigados a trabalhar em conjunto para escaparem da aniquilação por parte da organização.

Vou dizer pra vocês que o que mais gostei em Loki foi da relação que ele construiu com esses personagens, mais até do que do protagonista. O “nosso” Loki em si, pra mim, brilhou menos do que eu esperava. Na AVT ele tem a oportunidade de assistir ao filme da própria vida e isso faz com que uma chave seja virada em sua mente e ele bruscamente se transforma no Loki que conhecemos em Ultimato. Isso, pra mim, foi um tanto forçado – afinal, um homem que estava no auge da sua vilania se transformou completamente ao ver sua vida em uma tela? Entendo que tenha um apelo forte devido a tudo que ele sofreu, mas o Loki de Ultimato levou 8 anos para chegar naquele estágio de desconstrução, e o espectador acompanhou isso acontecer. Na série, por mais que a AVT não siga as regras do espaço-tempo que conhecemos, ainda assim me pareceu brusca a mudança do protagonista.

Depois dos primeiros dois ou três episódios, que achei mais parados, Loki começa a ter uns plot twists mais interessantes e fui ficando mais animada para descobrir os segredos da AVT. Porém, a season finale veio com um balde de água fria e um excesso de diálogos expositivos que me passou a impressão de que o roteirista correu pra explicar tudo que precisava para pavimentar o terreno para Doutor Estranho 2, que vai focar nessa questão do multiverso. Porém, não posso negar que o carisma de Loki é bastante envolvente e faz você querer assistindo à série. Sua relação de gato e rato com Sylphie também é bacana, exceto quando os roteiristas decidem colocar uma tensão romântica/sexual que me causou o mesmo constrangimento de estar assistindo a uma cena de sexo com minha mãe do lado rs.

Das três séries da Marvel que já saíram no Disney+, considerei Loki a mais fraca. Mas ela traz conceitos importantes para entendermos o que vem pela frente, e vale a pena assistir para matar as saudades do Deus da Trapaça. Não achei genial nem fora da média, mas é um entretenimento legal, com um final BEM mindblowing (adoro!) e que traz de volta um personagem que foi ganhando cada vez mais o coração do fandom ao longo de todos esses anos de MCU. 🙂

Título original: Loki
Ano de lançamento: 2021
Direção: Michael Waldron
Elenco: Tom Hiddleston, Owen Wilson, Sophia Di Martino, Gugu Mbatha-Raw

Séries que abandonei #2

Oi meu povo, tudo bem?

Preparados pra mais uma listinha de desistências televisivas? Hoje vim dividir com vocês algumas séries que eu simplesmente aceitei que não tinham mais a ver comigo. Sabem como é… acontece! 🤷‍♀

Please Like Me

Adoro comédias e vi Please Like Me sendo bastante elogiada, mas assisti a uns 3 ou 4 episódios e não demos match. Acho que a personalidade irritante e egoísta do protagonista foi o fator de decisão mais crucial.

La Casa de Papel

Review

Apesar das várias cenas forçadas, como a Tokio invadindo a Casa da Moeda de moto com um monte de policiais ao redor, achei a primeira temporada (dividida em duas pela Netflix) bem legal. Mas pra mim aquele final resolvia, sabem? Senti zero necessidade de continuação e fiquei com muita preguiça quando renovaram.

Shooter

Não sou nada fã de armas e afins, mas meu namorado gosta de filmes de ação e com isso acabei vendo Shooter com ele. Mesmo sem ser um estilo que eu normalmente consuma, a série é bem envolvente porque tem várias reviravoltas e momentos de tensão. Acontece que a série foi cancelada e isso me tirou todo o tesão de seguir assistindo. 😦

How to Get Away With Murder

Adoreeei a primeira temporada e curti a segunda também, mas quando cheguei na terceira eu já tava achando desgastante. How to Get Away With Murder virou muito novelão (pro meu gosto), por isso desisti dela.

The Walking Dead

Essa série já figurou entre as minhas favoritas, mas hoje sequer penso em retomar. The Walking Dead começou a pecar na repetição dos plots toda vez que uma nova ameaça surgia, e isso somado a episódios muito longos foi algo que me desanimou bastante.

O Mundo Sombrio de Sabrina

Review

Pra mim Sabrina foi decaindo da primeira temporada em diante. As situações foram ficando cada vez mais inverossímeis (mesmo pra um universo mágico) e a pegada adolescente foi ficando mais forte – e hoje em dia já não tenho muita afinidade com esse estilo. Quando vi as críticas bem ruins a respeito da series finale, fiquei com menos energia pra conferir a última temporada (na qual parei). Catei uns spoilers, descobri o que acontece e deixei por isso mesmo.

Fleabag

Sei que essa é uma série aclamada, mas vi uns 2 ou 3 episódios e não curti nenhum. Não sei se foi o estilo da série ou o jeito da própria Fleabag (que não me cativou), mas rapidamente decidi que não investiria mais tempo tentando gostar. Abandonei sem dó!

Agora quero saber quais são as séries abandonadas de vocês! 👀
Me contem nos comentários?

Dica de Série: O Inocente

Oi pessoal, tudo bem?

Prontos pra mais uma dica de minissérie bem bacana pra maratonar? Hoje vamos conhecer O Inocente que, até agora, é minha produção favorita das que adaptam os livros do Harlan Coben e estão sendo disponibilizadas na Netflix. 😀

Sinopse: Uma morte acidental lança um homem em uma espiral de intrigas e assassinato. Ele encontra o amor e recupera a liberdade, mas um telefonema traz de volta o seu passado.

Mateo era um jovem com um futuro brilhante pela frente, até que um piscar de olhos mudou sua vida completamente: em uma briga de bar, causada por um homem que ficou com ciúmes dele, Mat acabou empurrando um dos envolvidos, que caiu e quebrou o pescoço. Mesmo tendo sido um acidente, a justiça condenou Mat à maior pena possível, transformando sua vida de forma permanente. Apesar disso, ao sair da cadeia Mat teve apoio para se restabelecer: seu irmão, já formado, chamou Mat para trabalhar em seu escritório de advocacia e, por coincidência, no escritório Mat reencontrou uma jovem com quem ele teve uma noite incrível em uma das suas saídas condicionais no tempo de prisão. Esse reencontro reacendeu a chama entre Mat e a jovem, Olivia, e os dois casaram e deram início a uma vida juntos… até que Olivia some misteriosamente e Mat começa a receber vídeos dela adormecida com um homem ao seu lado.

De início, podemos dizer que O Inocente conta com duas narrativas: a primeira delas é a de Mat e Olivia, e gira em torno do desaparecimento desta. Mat está determinado a encontrá-la custe o que custar, contando com a ajuda de uma hacker bastante leal para rastrear os movimentos da esposa. A segunda narrativa é mais focada em Lorena Ortiz, uma detetive da polícia competente e focada, que é acionada para investigar o suposto suicídio de uma freira. E por mais que ambas as histórias não pareçam ter o menor link, aos poucos as camadas da trama vão sendo removidas e o espectador vai chegando ao cerne do mistério – junto com Mat e com Lorena.

Um recurso muito bacana utilizado pela série é o de começar cada episódio focando em um personagem-chave da trama, contando um pouco mais sobre seu passado e sobre como ele chegou até o presente momento. Isso ajuda o espectador a criar empatia de forma mais rápida, ao mesmo tempo em que instiga a curiosidade de saber qual é a relação daquelas pessoas. O episódio 1, por exemplo, é totalmente focado na história de Mat. O episódio 2 mal o menciona, pois é focado em Lorena, chegando até a dar uma “bugada” na mente de quem assiste. 😛 Eu gostei bastante dessa estrutura, acho que ajudou a manter o mistério e, ao mesmo tempo, provocar a imaginação na tentativa de juntar as peças também.

Eu diria que O Inocente gira em torno de três grandes problemáticas: a prostituição (e toda a sujeira por trás), a crueldade do sistema carcerário e a corrupção policial. Não posso me alongar muito em cada tema pra não dar nenhum tipo de spoiler, mas é importante dizer que a série expõe toda a crueldade que jovens mulheres passam nas mãos de seus cafetões, que lucram quantias exorbitantes em cima de seus corpos e de sua falta de liberdade. Somado a isso, vemos com revolta como pessoas ricas, poderosas e bem-relacionadas fazem uso desse privilégio pra fortalecer não apenas esse sistema de opressão às mulheres como também manipular a justiça.

Assim como acontece em Safe e em Não Fale Com Estranhos, existem momentos beeem forçados e inverossímeis em O Inocente. Felizmente, aqui eles são mais escassos, o que já me fez gostar bem mais dessa minissérie do que das adaptações anteriores de trabalhos do Harlan Coben. Os personagens me cativaram bastante, especialmente as mulheres fortes que fazem a história girar. Mat, infelizmente, não tem nenhum carisma, e eu juro pra vocês que não entendo porque 1) acham que o Mario Casas é um galã e 2) dizem que ele é um ótimo ator. Assisti Um Contratempo e ele tem a mesmíssima expressão facial o filme inteiro, assim como acontece aqui. 🤷‍♀ #sorrynotsorry

Com apenas 8 episódios, O Inocente é uma ótima opção na Netflix pra quem busca uma série investigativa capaz de envolver, construir bem os momentos de tensão e trazer personagens pelos quais queremos torcer. Recomendo bastante! 😉

Título original: El Inocente
Ano de lançamento: 2021
Direção: Oriol Paulo
Elenco: Mario Casas, Aura Garrido, Alexandra Jiménez, Xavi Sáez, Santi Pons, Miki Esparbé, Jose Coronado, Martina Gusman, Juana Acosta, Susi Sánchez

Review: Friends: The Reunion

Oi pessoal, tudo bem?

Friends é minha série favorita, e como todos os fãs do sexteto eu estava ansiosíssima pra conferir a tão aguardada reunion. O post de hoje é menos racional e mais emotivo, porque eu quero compartilhar as sensações sentidas ao longo desse especial de quase 2h. Vem comigo?

Sinopse: No episódio especial Friends: The Reunion, acompanhamos os bastidores de uma das maiores sitcoms de todos os tempos. Assista à reunião de Rachel, Ross, Joey, Monica, Chandler, Phoebe e outros personagens, através de entrevistas, relembrando episódios clássicos e contando histórias até então desconhecidas da série que marcou diversas gerações.

Juro pra vocês: aos 2 minutos de exibição eu já tava com lágrimas nos olhos. Assistir cada membro do elenco principal entrar no estúdio depois de tantos anos foi emocionante, e cada um deles expressou seus sentimentos a sua maneira. David Schwimmer, Matt LeBlanc, Lisa Kudrow, Courteney Cox, Matthew Perry e Jennifer Aniston não pisavam naquele espaço que foi uma “segunda casa” por 10 anos desde que a série terminou, então é contagiante ver a reação de cada um ao relembrar os momentos ali vividos.

Friends: The Reunion acerta em cheio ao não mexer com a história da série original. Há, no máximo, a opinião dos atores sobre como seus personagens estariam. O programa é conduzido com uma estrutura dividida mais ou menos em: elenco e produção sendo entrevistado por James Corben; os seis ao redor de uma mesa reproduzindo as falas de determinadas cenas; reprodução de cenas e momentos icônicos; o grupo jogando novamente aquela competição que, na série original, valeu o apartamento de Monica e Rachel; retorno de nomes importantes do elenco (não vou contar quais pra não estragar sua experiência); fãs pelo mundo contando a importância da série em suas vidas; e, é claro, momentos apenas com os seis amigos e suas reminiscências da época.

Ao longo do reunion foi impossível não rir e chorar ao mesmo tempo. A emoção dos envolvidos te contagia, assim como a emoção dos fãs, principalmente quando você se identifica com suas falas. Eu assisti Friends em uma época difícil e conturbada da minha vida, e a série foi uma fonte importante de alegria e conforto, o que me faz ter um carinho incomensurável por ela. E no que diz respeito às risadas e surpresas, elas não faltaram: o show apresenta cenas originais da série, erros e problemas que aconteceram nas gravações e a revelação de um crush que eu fiquei cho-ca-da, porque não fazia ideia. 👀

Não sei se conseguiria ser objetiva o suficiente pra listar minhas partes favoritas, mas vou tentar (pule se não quiser pegar spoilers!):

  1. A abertura, é claro! Aqueles acordes marcantes já te colocam no mood certo e trazem de volta a nostalgia. ❤
  2. Lisa Kudrow cantando Smelly Cat com a fuckin’ Lady Gaga! E o coral também (lembram quando a Phoebe grava um clipe?).
  3. A revelação do crush que comentei anteriormente, que deu pra sentir nitidamente nas filmagens dos bastidores. 👀
  4. Os erros de gravação, em especial aquele em que o Matt LeBlanc fica tropeçando ao entrar no Central Perk e o que Matthew Perry faz a dancinha constrangedora do Chandler e os meninos imitam. 😂
  5. O jogo “pelo apartamento”, onde obviamente a palavra transponster foi mencionada hahaha!

Resumindo, Friends: The Reunion é um presente embalado com todo o carinho pelo elenco e pelos produtores aos fãs. É uma homenagem à série que, mesmo 17 anos após sua conclusão, segue atraindo novos fãs ao redor do mundo. É uma demonstração do amor e do carinho que aquelas pessoas sentem umas pelas outras, ainda que a vida as tenha levado para outras rotinas, o que também nos lembra que nossas próprias vidas podem seguir o mesmo caminho – o que não diminui nosso amor por amizades que não vemos mais todos os dias. É um especial que, para os fãs de Friends, chegou pra deixar o coração quentinho. ❤

Título original: Friends: The Reunion
Ano de lançamento: 2021
Direção: Ben Winston
Elenco: Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry, David Schwimmer

Dica de Série: Sombra e Ossos

Oi pessoal, tudo bem?

Apesar de não ter lido os livros da Leigh Bardugo, sei que são bem queridinhos na blogosfera, então fiquei animada para conferir Sombra e Ossos, série da Netflix que adapta suas obras. Bora saber mais! 😉

Sinopse: Em um mundo destruído pela guerra, a órfã Alina Starkov descobre que tem poderes extraordinários e vira alvo de forças sombrias.

Minha primeira impressão sobre a série é: puta que pariu, que série confusa. Levei 2 ou 3 episódios pra me habituar ao que estava acontecendo, e só descobri graças ao TV Time (app que uso pra acompanhar e registrar as séries a que assisto) que Sombra e Ossos adaptava duas séries distintas da autora ao mesmo tempo. Então, vamos lá: em um núcleo da trama acompanhamos o mercenário Kaz e seus leais companheiros (a assassina Inej e o pistoleiro Jesper) em busca de missões cada vez mais lucrativas; no núcleo principal, acompanhamos Alina Starkov descobrindo que tem um poder raríssimo e sendo levada para longe de seu melhor amigo (e crush) Mal para treinar sob a supervisão do General Kirigan. Com o desenvolvimento da trama, esses núcleos passam a se cruzar e a história fica mais interessante.

As pessoas que têm poderes no universo de Sombra e Ossos são chamadas de Grishas. Os Grishas sofreram perseguição por muito tempo, mas agora são respeitados e até temidos, trabalhando para o rei. Entretanto, o reino é dividido pela Dobra, uma parede de sombras criada há muito tempo e cheia de criaturas malignas. É por causa dessa parede que Alina se torna tão valiosa: ela é capaz de conjurar a luz do sol, um poder tão raro que já era considerado uma lenda. Quando ela é levada para o castelo para aprender a lidar com seu poder, ela se aproxima do General Kirigan, um homem sedutor e cheio de segredos que é também o líder dos Grisha e responde diretamente ao rei.

Sombra e Ossos tem bons momentos, especialmente no núcleo de Kaz. Jesper, por exemplo, é um personagem que eu amei muito! Ele é espirituoso, charmoso e sua habilidade com as pistolas é de cair o queixo. A dinâmica de Kaz e Inej também é muito legal de acompanhar: é palpável que existem sentimentos não pronunciados ali e que ambos são muito reservados, mas fico na torcida para que no futuro eles fiquem juntos. Agora, quando entramos no núcleo da Alina… gente, não curti não. 😂 A protagonista é chata, não tem carisma nenhum, e sua relação com Mal não convence nem faz vibrar. Apesar de ter gostado muito da lealdade que os une, não fiquei empolgada com nenhum dos dois em cena. 

Um outro ponto que eu achei bem negativo da trama é que, principalmente no início, parece que focaram somente nos fãs dos livros. Minha opinião é de que mesmo adaptações devem falar por si mesmas, afinal, são obras independentes. Demorei a me habituar a tantos termos específicos, porque a série já começa com um ritmo bastante intenso, e isso quase me fez desistir dela nos primeiros episódios. Some isso a uma protagonista apagada e com atuação fraca e já dá pra sacar por que não fui arrebatada por Sombra e Ossos, né?

Mas justiça seja feita: a série é muitíssimo bem produzida. Os efeitos especiais são incríveis, os cenários e os figurinos são lindos e você se sente imerso nesse mundo particular criado por Leigh Bardugo. A Netflix caprichou muito na parte estética da obra e não deixa nada a desejar em relação a outras séries de fantasia famosas.

Resumindo, eu não me tornei fã de Sombra e Ossos mas, conforme me habituei ao universo e aos personagens, achei mais tranquilo de acompanhar. Se você for fã dos livros é bem provável que curta muito mais do que eu. Se você não for, talvez tenha uma dificuldadezinha também (ou não, vai saber). No andar da carruagem acabei me envolvendo com a trama e o final dela teve um gancho que vai me fazer conferir a segunda temporada. Espero que eu me empolgue mais quando ela chegar. 

Título original: Shadow and Bone
Ano de lançamento: 2021
Criador: Eric Heisserer
Elenco: Jessie Mei Li, Archie Renaux, Ben Barnes, Freddy Carter, Amita Suman, Kit Young, Danielle Galligan, Calahan Skogman