Dica de Série: The Sinner

Oi gente, tudo bem?

Se você curte histórias de investigação com muitos mistérios, você vai curtir a dica de hoje: The Sinner!

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Sinopse: A investigação acerca de um crime precisa acabar quando se sabe qual foi o crime e quem foi o criminoso? Quando uma jovem mãe de família comete um crime nefasto em público e se vê incapaz de explicar o motivo que a levou àquele estado de fúria súbito, um investigador se torna cada vez mais obcecado em entender as profundezas da psique da mulher, desenterrando os momentos de violência que ela tenta manter no passado, longe dos olhos do mundo.

The Sinner é uma série curtinha, com duas temporadas lançadas, tendo cada uma 8 episódios. Cada temporada é focada em um caso diferente, mas com um elemento em comum: Harry Ambrose, o detetive veterano que investiga os mistérios. Essa vibe me lembrou séries literárias policiais, em que temos um mesmo protagonista resolvendo diversos casos, o que é algo que gosto bastante. 🙂 Porém, The Sinner tem um grande diferencial: logo no primeiro episódio nós já sabemos quem cometeu o crime. Só não sabemos o porquê.

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A season 1 traz o caso de Cora Tannetti, uma mulher aparentemente normal: ela trabalha, é casada, tem um filho pequeno e parece ser feliz. Até que um dia, curtindo um dia de praia com a família, ela ouve uma música que a perturba, vinda do aparelho de som de um casal próximo. Cora entra em frenesi e parte para cima do homem, assassinando-o com a faca que usava para cortar frutas para o filho. Em estado de choque, ela é levada pela polícia e simplesmente se declara culpada, dizendo que não sabe porquê fez o que fez, mas sabe que é responsável pelo ato. Intrigado com a situação, o detetive Harry Ambrose decide investigar a vida de Cora, tentando compreender o que levaria uma mulher tão comum – e sem nenhum registro na polícia – a cometer um ato explosivo de tamanha violência.

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A atuação de Jessica Biel merece destaque: a atriz consegue trazer toda a confusão de Cora apenas no olhar. Desolada, confusa e resignada, Cora simplesmente aceita o que acontece com ela, até que Harry a convence a ir mais fundo no passado – e nas memórias enterradas. Conforme os episódios vão passando, o espectador vai descobrindo junto de Harry (e da própria Cora) diversos acontecimentos marcantes que foram apagados das lembranças da personagem. E isso deixa a história ainda mais intrigante, porque nada parece fazer sentido.

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Eu desenvolvi diversas teorias enquanto assistia à primeira temporada e, no fim, não acertei nenhuma delas. 😂 Os flashbacks utilizados na série serviram para me confundir e me enganar mas, no final, todas as peças se encaixaram e fizeram sentido. Cheguei ao final da série muito satisfeita com o desenrolar da investigação e com a verdade por trás de tudo, e obviamente esperei ansiosa pela estreia da season 2, que foi ao ar esse ano. A segunda temporada, apesar de menos envolvente que a primeira (em parte pela falta de carisma de alguns dos novos personagens), também me envolveu. A vibe da trama me lembrou muito dos crimes de Charles Manson e sua seita.

The Sinner é uma série investigativa que se diferencia não por correr atrás dos assassinos, mas sim por adentrar na mente deles em busca de respostas. O aspecto psicológico dos personagens é muito bem trabalhado, e o mistério que permeia cada caso nos deixa interessados e curiosos. Recomendo!

Título original: The Sinner
Ano de lançamento: 2017
Criador: Derek Simonds
Elenco: Jessica Biel, Bill Pullman, Christopher Abbott, Jacob Pitts, Nadia Alexander, Carrie Coon, Natalie Paul, Elisha Henig, Hannah Gross

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Dica de Série: And Then There Were None

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim recomendar pra vocês a minissérie da BBC And Then There Were None, que adapta o livro de mesmo nome da Agatha Christie. 😀

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Sinopse: Oito estranhos são convidados para visitar uma pequena ilha localizada na costa de Devon, no sul da Inglaterra. Isolados do resto do mundo, eles são recebidos pelos anfitriões Sr. e Sra. U.N. Owen, que passam a maior parte do tempo ausentes. Mas, quando alguns membros do grupo começam a sumir misteriosamente, os convidados logo percebem que há um assassino entre eles.

Uma das minhas melhores leituras do ano passado foi E Não Sobrou Nenhum, então fiquei animadíssima quando soube pela Carol que havia uma série baseada no livro. Com apenas 3 episódios de duração, a série consegue trazer toda a trama e a atmosfera criadas pela Rainha do Crime para a televisão, com atuações competentes e desenvolvimento envolvente.

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O plot principal se mantém fiel ao material de origem: dez pessoas aparentemente sem ligação nenhuma são convidadas (sob diferentes pretextos) por Mr. U. N. Owen a passar o fim de semana na Ilha do Soldado. Contudo, uma gravação misteriosa acusa todos os presentes de terem saído impunes de crimes cometidos no passado, causando um clima de desconfiança e tensão. Quando os convidados passam a morrer, um a um, e toda a comunicação com o mundo exterior é cortada graças a uma tempestade, os convidados passam a tentar descobrir quem é o assassino – bem como controlar o próprio pânico.

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Sou suspeita pra falar dessa trama, porque eu acho essa história genial. ❤ A sensação claustrofóbica presente no livro é transmitida perfeitamente para a tela: os personagens estão em uma ilha, na presença de um assassino misterioso, cercados por desconhecidos e enfrentando uma tempestade que impede qualquer tentativa de fuga. Essas circunstâncias já são suficientes para deixar qualquer um em estado de alerta e ansiedade.

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A série também acerta ao desenvolver as emoções dos personagens. Novamente, Vera, Lombard, Armstrong e Wargrave tiveram maior destaque, assim como no livro. Na série, há uma tensão sexual entre Vera e Lombard, e uma cena que não existe no material original: os personagens fazem uma festa pra tentar acalmar os próprios nervos e relaxar, o que é até bem compreensível, quando você imagina que eles estão em uma situação de extrema tensão, sem chance de fuga ou de “salvação”. Os atores entregam ótimas atuações, passando ao espectador o medo e a desconfiança constante que sentem (e, no caso de alguns, remorso). A fotografia e os figurinos são incríveis, trazendo ainda mais riqueza à produção. Por fim, o final também é bem interessante, trazendo um novo ângulo para o fechamento do caso. 

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And Then There Were None é uma minissérie de grande qualidade, que adapta o (maravilhoso) material de origem com total competência. Se você é fã da Agatha Christie ou de tramas investigativas, não pode deixar de conferir. 😉

Título original:  And Then There Were None
Ano de lançamento: 2015
Roteirista: Sarah Phelps
Elenco: Charles Dance, Maeve Dermody, Aidan Turner, Toby Stephens, Burn Gorman

Dica de Série: The Good Place

Olar, tudo bem?

Cá estou com mais uma dica de série de comédia bem divertida: The Good Place. 😉

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Sinopse: Depois de morrer, a egocêntrica Eleanor é enviada por engano ao lado bom do Além. Agora ela está determinada a se tornar uma pessoa melhor para continuar lá.

Eleanor Shellstrop morreu. No pós-morte, ela acorda no paraíso (o Lugar Bom) e é recepcionada por Michael, seu mentor, que explica que as pessoas recebem pontos ao longo da vida de acordo com suas atitudes (boas ou más), que definem se elas irão para o Céu ou para o Inferno. O problema é que Eleanor não foi uma pessoa boa. Muito pelo contrário! Ela era egoísta, ácida, desagradável, inconsequente, trapaceira, mentirosa… e a lista não para. Houve algum engano e, provavelmente, sua xará foi parar no Lugar Mau (sim, o Inferno). Pra tornar tudo pior, no Lugar Bom as pessoas são apresentadas às suas almas gêmeas, e o par perfeito de Eleanor é um professor de filosofia extremamente ético, Chidi. Já dá pra imaginar a confusão, né?

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The Good Place não é uma série genial, mas ela é muito engraçada por não se levar a sério, abusando de situações nonsense. No Lugar Bom, as pessoas têm as casas perfeitas, convivem com sua alma gêmea, são felizes o tempo todo, têm frozen yogurt à vontade e desfrutam de todas as coisas boas que a vida após a morte poderia oferecer. Mas para alguém egoísta, impulsivo e manipulador como Eleanor, isso é praticamente tortura. Sua vizinha, por exemplo, é enlouquecedora: Tahani é uma socialite inglesa cheia de pompa, casada com um monge que fez voto de silêncio. Nem palavrões são ditos no Lugar Bom (sendo substituídos por palavras inocentes quando tentam ser ditos, como a clássica “What the fork?”), tamanha a santidade do lugar! O problema é que, desde a chegada da Eleanor “falsa”, o paraíso parece dar sinais de colapso – uma provável tentativa de equilíbrio do universo. Eleanor então pede ajuda a Chidi, para ensiná-la a ser uma pessoa boa e, consequentemente, merecedora de estar ali.

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É muito engraçado ver Eleanor penando para tentar se adaptar à ética e às atitudes corretas. E é mais engraçado ainda ver os personagens interagindo, sendo eles tão diferentes uns dos outros. Além dos já mencionados Eleanor, Chidi e Tahani, também dou muita risada com o monge Jianyu e com Janet (uma espécie de “assistente pessoal” onisciente). Com o passar do tempo, esse grupo passa a se conhecer melhor e uma amizade inesperada  (e divertida!) surge.

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O plot twist da primeira temporada é fantástico! Sério, fiquei de queixo caído e adoreeei a ideia dos criadores da série. Foi surpreendente e proporcionou uma reviravolta tremenda para a história. Só lamento que a série tenha decaído um pouco a partir da segunda temporada, tornando-se levemente repetitiva.

The Good Place é aquela série despretensiosa, bacana para passar o tempo de forma leve quando não queremos conferir nada muito longo ou pesado na TV. Tem bons personagens, uma história bastante original e um final surpreendente. E, de quebra, foi criada por um dos responsáveis por Brooklyn Nine-Nine e tem atores que participam dela também, o que é bem divertido de conferir. 😂 Vale a pena dar uma chance. 😉

Título original: The Good Place
Ano de lançamento: 2017
Criador: Michael Schur
Elenco: Kristen Bell, William Jackson Harper, Jameela Jamil, Manny Jacinto, Ted Danson, D’Arcy Carden

Dica de Série: C. B. Strike

Oi pessoal, tudo bem?

Recentemente resenhei O Bicho-da-Seda por aqui e, poucas semanas após terminar a leitura, fui conferir os episódios referentes a essa história na série de TV C. B. Strike (ou, simplesmente, Strike). A produção adapta os livros de Robert Galbraith, e até então eu só tinha assistido aos de O Chamado do Cuco. Hoje vim contar o que achei da série de modo geral. 😉

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Sinopse: Londres. O veterano de guerra Cormoran Strike decidiu virar detetive particular e investiga os mais chocantes crimes ao lado de sua determinada e inteligente assistente, Robin. A cada caso, eles descobrem um pouco mais sobre o outro e percebem que as aparências podem enganar.

C. B. Strike é uma série curta com episódios longos, de aproximadamente 1h cada. Em três episódios, ela adapta a história de O Chamado do Cuco e, em dois, a de O Bicho-da-Seda. Há também dois episódios que adaptam Vocação Para o Mal, mas como não o li ainda eu optei por não assistir. O bacana dessa estrutura é que você pode ir assistindo aos episódios conforme lê os livros se quiser, porque, assim como na versão impressa, a série traz os casos fechados (mas com continuidade).

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Cormoran Strike é um veterano de guerra que, após perder a perna em uma explosão, é enviado para casa e passa a trabalhar como detetive particular. Sua vida pessoal está de cabeça para baixo após o término com a noiva, e suas finanças vão de mal a pior: ele precisa dormir no escritório e praticamente não tem clientes. Quando uma agência de empregos envia Robin Ellacott como secretária temporária, ele inicialmente fica insatisfeito, porque havia cancelado o serviço; contudo, Robin se mostra uma profissional competente e com um faro aguçado, ganhando a admiração de Strike. As coisas mudam no escritório do detetive quando John Bristow surge em sua porta pedindo que Strike investigue novamente o suposto suicídio de sua irmã, a modelo internacional Lula Landry. Para John, a moça não cometeu suicídio, mas foi assassinada. E é a partir desse caso que Strike demonstra toda a sua sagacidade, enquanto percorre Londres em busca da verdade (contando com o apoio de Robin, uma ajuda improvável de grande utilidade).

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C. B. Strike faz um ótimo trabalho em transportar para as telas os personagens dos livros, conseguindo melhorar diversos aspectos deles. O Cormoran Strike de Tom Burke, por exemplo, tem uma personalidade muito similar ao original, porém dotado de mais carisma e até certa leveza. O personagem sorri mais, faz mais piadas e interage de modo menos brusco com as pessoas ao seu redor, apesar de manter sua essência sisuda. Robin é doce, dedicada, bonita e cativante, exatamente como eu a imaginei. E os dois têm uma química incrível na tela, que vai ficando cada vez mais evidente ao longo dos episódios.

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Como os livros que dão origem aos episódios são muito longos, a série acaba sendo mais direta, cortando várias passagens do material de origem. Em alguns pontos, ela acerta por fazer isso; em outros, não. Os acertos se devem ao fato de que acho que Robert Galbraith enrola mais do que deveria, e a série consegue dispensar vários personagens e cenas que não são tão necessários assim, conferindo agilidade à história. Por outro lado, a série acaba ficando muito mais superficial, não demonstrando todos os detalhes que o autor pensou ao construir o mistério. A montagem de alguns episódios acaba ficando um pouco confusa, já que eles precisam mostrar muitas coisas de forma acelerada (especialmente no caso O Bicho-da-Seda, que infelizmente tem um episódio a menos que O Chamado do Cuco). Ainda assim, acho que o resultado final é muito competente, especialmente porque os elementos necessários para o desfecho sempre são apresentados. A série também vai revelando alguns pensamentos de Strike sobre os casos que investiga, sem deixar tudo para o final (como acontece nos livros), tornando mais fácil assimilar a lógica do detetive.

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A ambientação também é ótima, e na série finalmente podemos ter um vislumbre de Londres e das andanças que Cormoran precisa realizar. Se durante a leitura é difícil se transportar para certos locais descritos por Galbraith, na versão televisiva o espectador vivencia várias partes da capital inglesa junto com os protagonistas.

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Sei que esse review ficou um pouco comparativo, então vou tentar terminá-lo dizendo os motivos pelos quais acredito que C. B. Strike mereça uma chance. A série traz casos investigativos interessantes, tem uma dupla de protagonistas de muito carisma e com uma química inegável, tem uma produção competente e é uma ótima porta de entrada pra quem quer conhecer as obras de Robert Galbraith. Se você curte histórias policiais e quer conferir uma série curtinha, de poucos episódios e com histórias fechadas, C. B. Strike é pra você. 😉

Título original: Strike (site da BBC) ou C. B. Strike (site do Cinemax)
Ano de lançamento: 2017
Produtora executiva: Ruth Kenley-Letts
Elenco: Tom Burke, Holliday Grainger, Kerr Logan

Dica de Série: Brooklyn Nine-Nine

Oi pessoal, tudo bem?

Sabe quando você se vicia em uma série e quer falar dela pra todo mundo? Após sentir isso por One Day at a Time, cá estou para falar sobre meu novo amor: Brooklyn Nine-Nine!

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Sinopse: O brilhante e imaturo detetive Jake Peralta precisa aprender a seguir as regras e trabalhar em equipe quando um capitão exigente assume o comando de seu esquadrão.

Jake Peralta é um detetive extremamente talentoso, mas muuuito imaturo. Quando Raymond Holt, o novo (e sisudo) capitão, assume o 99º distrito policial do Brooklyn, o rapaz encara o desafio de lidar com alguém tão diferente dele no comando. Essa é a premissa inicial, a pontinha do iceberg de Brooklyn Nine-Nine (carinhosamente chamada pelos fãs de B99). A verdade é que a graça dessa série está em seus diversos personagens, suas relações, as atuações primorosas dos atores e, é claro, em suas excelentes piadas.

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Existem alguns papéis estereotipados em B99, mas eles não têm a função de menosprezar ou minimizar certos perfis de personagens; são arquétipos que ajudam o espectador a identificar as principais características de cada um. Entretanto, os personagens têm mais camadas do que aparentam: Jake é o cara esperto e imaturo, mas ele é um profissional extremamente dedicado e um amigo de ouro; Amy é a CDF que quer agradar seu chefe mais do que qualquer coisa, mas é também uma mulher decidida e competente; o próprio Holt é um homem que tem a postura séria e inabalável, mas que foge do padrão por ser um policial negro e gay; e por aí vai. Cada personagem de B99 colabora do seu modo para tornar a série marcante, engraçada e viciante como é (exceto a Gina, não gosto da Gina… tá, ela é importante também). Como não amar Terry amando iogurtes ou falando de suas filhinhas? Ou Rosa sendo a maior badass? Ou ainda Charles e sua admiração por Jake (e por comidas estranhas)? ❤

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Brooklyn Nine-Nine traz os detetives da 99ª resolvendo diversos crimes, e é deliciosamente engraçado acompanhar esse tipo de trama em uma série de comédia (já que, normalmente, isso ocorre em séries policiais dramáticas). Brooklyn Nine-Nine explora os clichês desse tipo de história propositalmente, sempre com bom humor. E isso funciona perfeitamente, já que a leveza da série sempre se mantém, fazendo o espectador rir das mais diversas situações. Entretanto, mesmo sendo uma série alto astral, existem temas que são trabalhados de modo brilhante (ainda que de modo sutil em alguns casos): homofobia, machismo e racismo são alguns exemplos, e a série consegue desenvolver esses conteúdos de modo competente, mesmo sem utilizar grandes cenas dramáticas como recurso. Discussões como a importância das mulheres se apoiarem, ou a opressão sofrida por negros e gays apenas por serem quem são são alguns exemplos dos temas trazidos por B99. Outro aspecto muito bacana sobre a série é que sua trama não é repetitiva: Brooklyn Nine-Nine não fica explorando os mesmos temas à exaustão e fazendo sempre as mesmas piadas (como a imaturidade do Jake, por exemplo). Ela cresce e se diversifica, assim como seus personagens.

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Brooklyn Nine-Nine entrou para o meu Top 3 de séries de comédia favoritas, junto com Friends e One Day at a Time. É difícil pra mim ser objetiva para explicar todos os motivos pelos quais me apaixonei instantaneamente por Brooklyn Nine-Nine série desde o primeiro episódio, mas o que posso dizer com certeza é que é fácil perceber como todos os envolvidos se dedicam a fazer da série o que ela é. Os atores entregam performances maravilhosas, os personagens se desenvolvem (ganhando nuances e amadurecimento), os episódios envolvem e fazem rir. E os bordões, então? “Noice”, “Cool, cool, c-cool, cool, cool…”, “Nine-Nine!” são alguns dos que fazem parte do meu vocabulário agora. 😂

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Eu não sei o quê passou pela cabeça da Fox ao cancelar essa série, mas sou uma das pessoas que estão exultantes pelo fato da NBC ter escolhido salvá-la. E se você ainda não conhece Brooklyn Nine-Nine, meu conselho hoje é: assista! São poucas as séries que me cativam a ponto de ganhar um espaço garantido no meu coração, e essa é uma delas. Espero que conquiste você também. 😉

Título original: Brooklyn Nine-Nine
Ano de lançamento: 2013
Criadores: Dan Goor, Michael Schur
Elenco: Andy Samberg, Andre Braugher, Melissa Fumero, Joe Lo Truglio, Stephanie Beatriz, Terry Crews, Chelsea Peretti, Dirk Blocker, Joel McKinnon Miller

Dica de Série: Alias Grace

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei da minissérie Alias Grace, baseada no livro Vulgo Grace, da Margaret Atwood (que, por sua vez, é baseado numa história real ocorrida no Canadá, no século 19).

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Sinopse: Nesta série baseada no premiado livro de Margaret Atwood, um psiquiatra tenta decidir se uma assassina deve ser perdoada mediante a alegação de insanidade.

Na série, acompanhamos o psiquiatra Simon Jordan, cujo objetivo é entrevistar a prisioneira Grace Marks (acusada e condenada pelo assassinato de seu antigo patrão, Thomas Kinnear, e sua governanta, Nancy Montgomery) para avaliar sua sanidade e, a partir disso, determinar se ela merece o perdão para ganhar novamente sua liberdade. Em suas conversas com a moça, Grace vai rememorando sua vida sofrida e narrando os fatos que a levaram até ali. Com o passar dos dias, o Dr. Jordan vai ficando fascinado com sua história e, principalmente, com as ambiguidades de seus relatos.

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Alias Grace é uma série que constrói sua narrativa lentamente, mas jamais de modo entediante. Grace é um verdadeiro mistério, para nós e para Jordan, e vai se revelando aos poucos – sempre na perspectiva que a jovem nos permite enxergar. Sua história de vida é bastante sofrida: ela fugiu de uma casa em que passava por maus tratos vindos de um pai abusador, foi trabalhar em uma casa de família na qual sua melhor amiga morreu e, posteriormente, mudou-se para a casa de Kinnear, local que selou seu destino. Sob as ordens da governanta Nancy (que era também amante de Kinnear), Grace passou a ser tratada com rispidez e severidade. Durante sua estada na propriedade, ela conhece o jovem James McDermott, que odeia profundamente Kinnear e Nancy. Ele foi acusado de orquestrar o crime e, por isso, foi para a forca; entretanto, mesmo em seus momentos finais, o rapaz acusava Grace de ser responsável pelo assassinato.

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É inquietante perceber as dissonâncias da narrativa de Grace e dos registros oficiais em relação ao crime. Em nenhum momento a série deixa claro quem está falando a verdade, Grace ou McDermott. Entretanto, é impossível não se afeiçoar à moça (ou melhor, ao seu relato): ela transmite uma tranquilidade e uma inocência que fazem com que a gente queira confiar e acreditar nela. E é justamente sua capacidade de se mostrar como um ser dócil e passivo (características esperadas do gênero feminino, especialmente naquela época) que a salva da morte e permite que ela seja avaliada para ter uma chance de liberdade, como foi dito pela historiadora canadense Ashley Banbury. De certo modo, Grace é bastante subversiva, especialmente por conseguir manipular não apenas o júri, como também o Dr. Jordan e, é claro, o espectador.

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Alias Grace também traz críticas ao modo como a sexualidade feminina é vista pela sociedade. Grace questiona porquê mulheres pagam com a vida quando erram, enquanto homens gozam de privilégios e liberdade. A morte de sua melhor amiga, Mary, tem um grande impacto em sua personalidade, causando uma reviravolta no final que deixa o espectador com a pulga atrás da orelha sobre o que é real ou não em sua história. Ainda assim, a amizade das duas é comovente e de grande importância na vida de Grace.

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Os episódios tem uma fotografia incrível, bem como figurinos belíssimos, que transportam quem assiste diretamente para aquela época. Além disso, o desenrolar lento também é repleto de tensão, especialmente durante as entrevistas do Dr. Jordan e Grace. Eu ficava super ansiosa pelo próximo capítulo, e fiquei muito satisfeita com a duração da série: a história foi perfeitamente contada em 6 episódios de cerca de 45 minutos. O final, em aberto, é sen-sa-cio-nal, e te faz questionar tudo que você assistiu (e acreditou) até então.

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Alias Grace é uma série provocativa, que não se propõe a dar respostas definitivas sobre o que aconteceu no caso de Grace Marks. Ela questiona o papel da mulher na sociedade, bem como mostra o uso da performance feminina para subjugar os homens no poder. Também critica as injustiças que ocorrem com mulheres que não chegam nem perto de atingir os homens. E, é claro, tem um enredo instigante e envolvente, narrado por uma personagem nada confiável, mas fascinante.

Título original: Alias Grace
Ano de lançamento: 2017
Criador: Sarah Polley
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Anna Paquin, Paul Gross, Zachary Levi, Kerr Logan, Rebecca Liddiard

Dica de Série: The Alienist

Oi pessoal, tudo bem?

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer imensamente a quem respondeu à Pesquisa de Opinião no post anterior! ❤ Pude tirar uns insights ótimos graças às respostas de vocês, e prometo me esforçar pra deixar o Infinitas Vidas cada vez melhor. Muuuito obrigada! 😍 E agora vamos à dica de hoje!

Que eu amo histórias de investigação não é novidade, por isso fiquei louca de vontade de conferir The Alienist, da Netflix. Hoje vim contar o que achei dessa série e, já adianto: vale a pena! 😉

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Sinopse: Na trama, quando uma série de horríveis assassinatos de garotos prostitutos assombra a cidade, o recém-nomeado Comissário de Polícia Theodore Roosevelt encarrega o psicólogo criminal (também conhecido como alienista) Dr. Laszlo Kreizler (Brühl) e o jornalista John Moore (Evans) para conduzir a investigação em segredo. Eles contam com a ajuda de uma equipe singular, incluindo a intrépida Sara Howard, uma jovem secretária da equipe de Roosevelt que está determinada a se tornar a primeira detetive de polícia da cidade de Nova York. Usando os conhecimentos emergentes de psicologia e as primeiras técnicas de investigação forense, este grupo investiga um dos primeiros serial killers de Nova York.

The Alienist se passa no século 19, em uma época no qual as doenças mentais eram um terreno nebuloso e desconhecido. Os médicos que se encarregavam de tratar essas doenças eram conhecidos como alienistas, e um desses profissionais protagoniza a trama. Lazslo Kreizler é um alienista com experiência no tratamento de crianças; quando um jovem garoto de programa é encontrado morto de forma brutal, o Dr. Kreizler percebe semelhanças com um antigo caso que acompanhou, o que o perturba, mas também atiça sua curiosidade. Contando como aliados o ilustrador John Moore (um homem de bom coração, que enfrenta dificuldades com o alcoolismo), Sara Howard (a primeira mulher a ser admitida como funcionária do Departamento de Polícia) e dois irmãos peritos em ciência forense, Laszlo Kreizler se vê adentrando em um terreno perigoso, cheio de crueldade e corrupção.

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Os personagens têm grande destaque nessa série, e provavelmente foi isso que mais me deixou envolvida com a trama. Laszlo é o típico homem brilhante, mas com problemas de relacionamento interpessoal. Há mistérios em seu passado que o personagem se recusa a revelar, e seu modo racional muitas vezes afasta quem está ao seu redor. John é extremamente carismático e com forte senso de justiça. Porém, a perda de seu irmão e a traição de sua ex-noiva deixaram nele marcas profundas, que ele tenta compensar com bebida e sexo sem sentido. Sara é uma personagem determinada e independente, mas com traumas de infância que moldaram muito de sua personalidade. Ela não suporta depender de homens, e muito menos ser menosprezada por eles. O machismo do ambiente de trabalho (e fora dele) a perseguem, mas ela sabe lidar com isso sem baixar a cabeça. Por fim, temos os carismáticos irmãos Isaacson: dois jovens brilhantes e cheios de ideias inovadoras sobre a ciência forense. Apesar do menor desenvolvimento, gostei muito deles.

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As atuações são primorosas. Daniel Brühl dá vida a um Laszlo cheio de nuances, com qualidades e defeitos que o tornam um personagem totalmente cinza. Luke Evans, por sua vez, traz um John cativante, por quem é impossível não sentir afeição. Confesso que a atuação de Dakota Fanning não me convenceu durante a maior parte da série, me lembrando muito a Jane, de Crepúsculo. Entretanto, na reta final ela conseguiu me emocionar.

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A trama tem pontos muito fortes e alguns pontos fracos. A excelente ambientação, os figurinos impecáveis e imponentes, a fotografia escura e a trilha sonora aflitiva causam muitos sentimentos ao espectador, combinando perfeitamente com a época na qual a série se passa. A própria Nova York do século 19, com seus prostíbulos, pessoas pobres, carruagens pra todo lado e prédios em construção acaba sendo um personagem vivo e pulsante na trama. Além disso, The Alienist trata de corrupção policial, evidenciando como nomes importantes da sociedade nova-iorquina têm prioridade em relação a assassinatos de jovens prostitutos. Em meio a tudo isso, Ted Roosevelt (o futuro presidente dos EUA, na trama comissário de polícia), tenta fazer o seu melhor – ainda que rodeado de funcionários não confiáveis. O ritmo da série e o desenrolar da investigação também são envolventes e provocam um senso de urgência, já que o próximo assassinato é iminente, e essa ameaça paira o tempo todo no desenrolar dos episódios.

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Entretanto, há alguns pontos negativos também. A série nos entrega um suspeito que encaixa com todas as características para, depois, descartá-lo sem consequências. Fiquei incomodada com isso, especialmente porque não vi razão de tal trama sequer existir. Além disso, a investigação fica um pouco confusa quando o trio protagonista chega perto de descobrir a identidade do assassino; e talvez eu tenha sentido isso justamente por causa das evidências que apontavam para outra pessoa.

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Apesar das poucas ressalvas, eu amei The Alienist. A série tem um desfecho satisfatório, concluindo bem sua trama, mas com uma leve abertura que pode ou não dar margem para futuras investigações. Com personagens bem construídos, uma ambientação impecável e um desenrolar envolvente, The Alienist é uma ótima pedida pra quem aprecia séries investigativas. 😉

Título original: The Alienist
Ano de lançamento: 2018
Criador: Hossein Amini
Elenco: Daniel Brühl, Luke Evans, Dakota Fanning, Brian Geraghty, Douglas Smith, Matthew Shear, Robert Wisdom, Q’Orianka Kilcher, Matthew Lintz