TAG: BBB Book Tag

Oi pessoal, tudo bem?

Faz tempo que eu não respondo TAGs por aqui e, quando vi a BBB Book Tag no blog da Ale, achei divertidíssima e fiquei com vontade de responder também.

Ah, um detalhe que gostaria de ressaltar: tem algumas categorias que até combinam com alguns livros que eu cito com muita frequência, então vou abrir o leque pra variar mais as dicas. Que tal? 🙌 Agora bora pra TAG!

Anjo: um livro que se tornou seu amorzinho e você daria imunidade

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Faz tempo que eu não cito esse romance que entrou na lista de favoritos de 2020: Teto Para Dois! Ele está sendo adaptado em uma série e não vejo a hora de conferir. ❤

BigFone: um livro que estava mais ou menos, mas algo aconteceu (telefone tocou), teve um plot twist e tudo mudou

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Amanhã, Amanhã, E Ainda Outro Amanhã encaixa bem aqui, especialmente porque eu não gostei de grande parte do livro – até que uma coisa aconteceu e eu não consegui mais parar de ler (em meio a lágrimas rs).

Líder: o livro que lidera seu coração

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Atualmente, digo num piscar de olhos que é Os Sete Maridos de Evelyn Hugo. Dentre as minhas experiências recentes (e sem ser Harry Potter) é o meu livro favorito. ❤

Paredão: um livro que te irritou, você não gostou, e com certeza colocaria no paredão

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Você Não É Invisível, infelizmente, porque eu queria ter gostado. Mas não consegui superar a irritação enquanto lia as gírias datadas e forçadas de Carrinho, um adolescente de 16 anos bem chatonildo.

Planta: um livro que passou pela sua vida e você nem lembra (um livro que não acrescentou nada a você)

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A Bruxa Não Vai Para a Fogueira Neste Livro foi um título que me irritou bastante e poderia se encaixar na categoria anterior. A diferença, porém, é que de Você Não É Invisível eu ainda consegui tirar alguns pontos fortes, enquanto aqui esse livro não fez diferença mesmo na minha vida.

Barraco: aquele livro que chega causando e divide opiniões

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A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes teve bastante repercussão na época do lançamento. Muitos fãs de Jogos Vorazes adoraram, enquanto outros odiaram. Pra mim, foi uma experiência bem ok – gostei, dei 3 estrelas, mas não amei de paixão.

Casal: o livro que só foi bom por causa do casal protagonista

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Vou me inspirar na resposta da Ale e escolher Acorda Pra Vida, Chloe Brown. Apesar do livro não ter me cativado totalmente, adorei a química da Chloe e do Red.

Estalecas: livro que você investiu muito pra ter e valeu ou não a pena

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Não gastei muuuito dinheiro porque estava em promoção, mas uma compra recente foi Daisy Jones & The Six, que ainda não resenhei por aqui. Spoiler: não achei tudo isso. 🤐

Festeiro: um livro que tenha uma data comemorativa importante

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Nessa eu vou de Malibu Renasce (a Taylor Jenkins Reid já pode pedir música com 3 aparições por aqui na mesma TAG 😂). Escolhi esse livro porque parte do enredo gira em torno da festa dos irmãos Riva na mansão de Nina, a irmã mais velha. A data é lendária em Malibu, e todo ano reúne celebridades de todos os tipos. Vale, né? 😛

Fofoqueiro: um livro com um personagem com caráter duvidoso

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Jane, de Sete Mentiras, é um ótimo exemplo. Quem dera ela só fosse fofoqueira, porque na verdade ela é uma pessoa doentia em sua obsessão pela melhor amiga.

Prova de resistência: um livro que você levou muito tempo para concluir

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Sem dúvidas, Dormir em um Mar de Estrelas. Eu não sou muito adepta de sci-fi, o que já faz a leitura se tornar lenta, e pra completar esse é um calhamaço de 832 páginas (o maior que eu já li na vida). Mas não me arrependi de ter insistido, seu universo e história são muito bem construídos.

Game over: um livro eliminado, que você quer se desfazer esse ano

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Morte no Verão, um livro policial noir com um qual não me identifiquei nadinha. Não tinha pensado nessa opção ainda, mas agora me parece uma boa ideia doar.

Se identificaram com alguma das minhas respostas ou já leram os livros citados?
Vou adorar saber nos comentários! ❤

Dica de Série: Ted Lasso

Oi gente, tudo bem?

Nem só de decepções minhas últimas semanas têm sido (quem leu os dois posts anteriores vai entender 😂). Hoje eu quero dividir com vocês uma dica que simplesmente ganhou meu coração todinho, me arrancando sorrisos, lágrimas e esperança: Ted Lasso, uma série que já ganhou vários prêmios e é super elogiada. ❤

Sinopse: Jason Sudeikis é Ted Lasso, treinador de um pequeno time de futebol americano de faculdade da cidade de Kansas contratado para ser o técnico de um time de futebol profissional na Inglaterra, apesar da falta de experiência.

Quem diria que eu, que sou zero apegada a esportes, teria meu coração arrebatado por uma série que fala sobre isso? Na trama, Ted Lasso é um treinador de futebol americano que é contratado, junto de seu treinador técnico – Beard –, para treinar um time de futebol inglês (ou seja, nosso futebol tradicional). Ted nada entende do assunto, mas topa o desafio mesmo assim, e é recebido em Londres com muita animosidade, já que o esporte é forte na cultura do país e o time para qual Ted é contratado – AFC Richmond – tem uma legião leal de fãs. Com o tempo, Ted precisa construir relações fortes no time, ao mesmo tempo que passa por desafios na sua vida pessoal.

Como descrever Ted Lasso? Bom, começo dizendo que ele é o tipo de amigo que todo mundo deveria ter na vida. Ele é quase irreal de tão perfeito? Sim, mas isso não vem ao caso. 😂 Ted é alguém que te cativa à primeira vista. Ele tem um nível de empatia enorme, um coração que mal cabe no peito e uma crença ferrenha no potencial de cada uma das pessoas com quem trabalha. Um exemplo dos seus gestos de carinho tão naturais é o ritual que ele constrói com Rebecca, sua chefe: toda segunda-feira ele vai até o escritório dela com biscoitos pelos quais ela se apaixona, e esse dia da semana ganha um caráter especial graças a esse pequeno momento.

Rebecca é uma personagem que, à primeira vista, pode incomodar. Ela contratou Ted sabendo que ele tinha zero experiência com futebol porque seu intuito verdadeiro era afundar o Richmond. Essa atitude é um desejo de vingança contra o ex-marido, que a traiu e a trocou por mulheres mais jovens, mas que tinha no clube de futebol sua maior paixão. Como Rebecca ficou com Richmond após a separação, ela quer feri-lo levando o time para o buraco. Isso é super mesquinho, né? É claro. Mas juro pra vocês, a série consegue humanizar Rebecca de uma forma muito natural. A gente sente a dor do abandono, o medo de ficar sozinha e a humilhação e o escárnio públicos que ela enfrenta. Porém, quanto mais convive com Ted, mais ela vai sendo contagiada por seu otimismo e a amizade que os dois constroem pouco a pouco se torna uma das melhores coisas da produção.

Os personagens são definitivamente o ponto alto de Ted Lasso. Adoro a alegria contagiante de Keeley (e sua amizade com Rebecca), os palavrões do craque veterano Roy Kent, o caminho de redenção do petulante Jamie Tartt, o jeitão taciturno (mas leal ao Ted) de Beard, entre outros personagens que roubam a cena quando estão na tela. Até os vilões conseguem causar uma profunda comoção na gente. Por mais que Ted Lasso seja uma série sobre um time de futebol, ela é muito mais sobre as relações humanas, o poder dos laços e, é claro, sobre liderança.

Me senti inspirada pelo jeito de liderar de Ted. Ele é muito mais atento do que as pessoas ao seu redor imaginam, prestando atenção em pequenos detalhes que podem fazer a diferença na motivação de alguém. Ele se preocupa genuinamente com as pessoas que ele lidera, fazendo tudo que está ao seu alcance pra que elas acreditem em si mesmas tanto quanto ele acredita nelas. Ted Lasso foi uma série que mexeu comigo até em questões profissionais, no sentido de admirar profundamente o modo que o personagem lida com o dia a dia e querer ser cada vez mais parecida com ele. ❤

Ted Lasso é tudo e mais um pouco. Ela é bom humor, ela é emoção, ela é amadurecimento, ela é sensível (fala inclusive sobre saúde mental), ela é emoção (com os jogos de futebol) e ela é inspiração. Se você nunca quis dar uma chance por não se identificar com o mundo esportivo, juro que te entendo porque eu também não me identifico. Mas meu conselho é: abra seu coração e conheça essa série e esse personagem – ou melhor, essa gama de personagens – que vão te deixar com um sorriso no rosto.

Título original: Ted Lasso
Ano de lançamento: 2020
Direção: Jason Sudeikis, Bill Lawrence, Joe Kelly
Elenco: Jason Sudeikis, Brendan Hunt, Hannah Waddingham, Nick Mohammed, Brett Goldstein, Juno Temple, Phil Dunster, Jeremy Swift, Toheeb Jimoh

Resenha: Você Não É Invisível – Lázaro Ramos

Oi oi, tudo bem com vocês?

Se tem uma coisa que minhas experiências literárias e audiovisuais recentes têm me ensinado, é a controlar as expectativas e lidar com decepções. 😂 E isso infelizmente aconteceu com Você Não É Invisível, do Lázaro Ramos.

Garanta o seu!

Sinopse: Esta é a história de uma família em quarentena. Carlos e Vitória são irmãos e moram com o pai, mas só o encontram no fim do dia. Muito diferentes um do outro, se expressam cada um a seu modo. Porém, possuem uma mesma motivação: entender seu lugar no mundo. Carlos vive trancado no quarto, gravando vídeos e áudios sobre si mesmo ou postando nas redes sociais. Já Vitória é mais do papel, escreve um diário e inventa contos de fadas num caderno antigo que era de sua mãe. Mesmo confinados, os irmãos vão trilhando seus caminhos com os recursos e instrumentos que possuem. O autor explora os muitos jeitos que temos de nos comunicar e com linguagem ágil, esse livro nos ensina que, se temos de encarar nossos monstros, que o façamos com coragem, segurando na mão de quem nos ama e quer bem – porque ninguém é, ou deveria se sentir, invisível.

Meu respeito pelo trabalho e pelas opiniões do Lázaro Ramos me deixaram muito animada pra conferir seu primeiro livro infantojuvenil, mas a obra infelizmente não funcionou comigo. Faixa etária, talvez? Não sei. Mas vou tentar explicar meus pontos e ser justa ao mesmo tempo.

A obra se passa durante a pior fase da pandemia, em que ficamos naquele “lockdown” (entre aspas porque o governo nunca instituiu um lockdown real), isolados das nossas atividades sociais e das pessoas que amamos. Os protagonistas são os irmãos Carlos (também conhecido como Carrinho) e Vitória, que lidam com a solidão e o isolamento à sua própria maneira. Na falta da companhia do pai (um homem negro que não pôde se dar ao luxo de se isolar e se proteger), Carlos direciona sua energia para a criação de vídeos, lives e áudios, enquanto Vitória busca conforto nas palavras – e no diário da mãe, ausente por estar viajando e estudando.

Meus aspectos favoritos da obra residem nesses dois pontos de tensão que citei: o fato de que o pai dos jovens precisa trabalhar mesmo em um período perigoso da pandemia e a decisão da mãe de fazer sua pós-graduação no exterior. No caso do primeiro, Lázaro Ramos expõe a problemática de qual camada da população foi obrigada a ficar mais vulnerável, enquanto outras (repletas de gente antivacina, pra não dizer pior) podiam usufruir do privilégio da segurança de suas casas. O racismo estrutural não é debatido como maior foco da obra, mas está ali, nítido nas entrelinhas pra qualquer um que esteja disposto a abrir os olhos. Já no caso da mãe, temos o conflito de emoções: ao mesmo tempo em que a empodera como mulher e profissional, mostrando que a família não é um impeditivo para correr atrás dos sonhos, existem também as consequências dolorosas que isso causa na família – especialmente em Carrinho, que se ressente dela por escolher ficar longe. Esses são, na minha opinião, os pontos fortes da leitura, que dão uma camada de profundidade à trama. Em relação à edição física, também fica meu elogio às ilustrações, que tornam a experiência mais imersiva e estão muito bonitas.

Porém, o andamento do enredo é fraquíssimo. Carlos é um personagem chato, que só fala por gírias, mas não de uma forma natural – parece que Lázaro não sabe como “os jovens” falam e me senti constrangida por ler essa tentativa. Ele é um garoto de 16 anos que fica “viajando” nas lives dele e tentando dar lição de moral nos seus seguidores de uma forma que nem sentido faz. Em paralelo, ele pega o diário da irmã às escondidas e lê o que ela escreve, num exemplo terrível de invasão de privacidade. Os dois convivem na mesma casa e mal interagem, então as leituras do diário são o único elo que Carlos constrói com Vitória. Já Vi é uma menina criativa e sonhadora, que entende o que sua mãe está perseguindo e usa sua imaginação pra criar e contar suas próprias histórias – mas que mal aparece no enredo, tendo pouquíssimo (pra não dizer nenhum) espaço.

O livro também é muito raso, sem se aprofundar em nenhum tema. Ainda que seja uma obra infantojuvenil, acho que o autor pecou em trazer muito o ponto de vista de Carrinho em suas lives, focando nos discursos cheios de gírias e expressões que parecem ter vindo direto da Malhação dos anos 2000. O potencial da obra e da premissa eram enormes, mas infelizmente foi desperdiçado por uma falta de foco, por transmitir a sensação de não saber onde a história queria chegar.

Você Não É Invisível não foi uma boa experiência pra mim, mas talvez seja pra um público bem mais jovem, crianças entrando na adolescência, talvez. Apesar disso, ressalto os pontos positivos ditos no início da resenha e o fato da ambientação ser muito relacionável e (infelizmente) fresca na memória. Nesse sentido, você consegue se identificar com os personagens, que fazem de tudo pra que o tempo passe em um período que cada minuto parece se arrastar. Mas infelizmente os minutos se arrastaram durante a leitura também. 😦

Título original: Você Não É Invisível
Autor:
Lázaro Ramos
Editora: Objetiva
Número de páginas: 112
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: Quem Era Ela

Oi pessoal, tudo bem?

Quem Era Ela estava no meu radar de leituras há mil anos, mas acabei conhecendo a história por meio da sua adaptação em minissérie. Hoje divido minha opinião sobre essa produção com vocês!

Sinopse: Uma mulher se apaixona por um arquiteto e tem uma estranha premonição sobre sua casa, quando descobre que outra mulher morreu ali.

Jane é uma mulher que passou por um terrível trauma pessoal e decide se mudar para começar seu processo de cura. Ao ser aprovada em um rígido “processo seletivo” para morar na Folgate Street, Nº 1 – uma casa minimalista projetada por um arquiteto de renome –, Jane sente que finalmente terá seu recomeço. Só que, morando na casa, ela começa a se sentir desconfortável ao perceber as inúmeras interações tecnológicas que parecem vigiá-la. Ao mesmo tempo, ela descobre que a inquilina anterior morreu na residência e, para completar o estranho panorama, ela se aproxima do tal arquiteto, Edward. Aos poucos Jane fica em dúvida do papel desse homem tão misterioso nos acontecimentos trágicos da casa, e começa a investigar tudo que aconteceu ali.

Quem Era Ela transcorre em duas timelines diferentes: a de Jane e a de Emma, a garota que morreu. Na história de Emma, descobrimos que ela se mudou para a casa com Simon, seu então noivo. A jovem também tem seus traumas e segredos, buscando na casa consolo e também status. Assim como Jane, Emma se vê envolvida pelo mistério e charme de Edward, rompendo com Simon e entrando de cabeça nesse novo relacionamento. Em ambas as linhas do tempo, a série nos apresenta a um Edward metódico, agindo inclusive da mesma forma com ambas as mulheres. É óbvia a tentativa do roteiro de deixar claro o quão problemático é esse comportamento, já que Edward também tem traços controladores não só na casa que projetou, mas em sua vida pessoal também.

A premissa de Quem Era Ela sempre me interessou muito, mas a execução da minissérie se revelou decepcionante. Achei o andamento dos episódios morno e, além de tudo, o roteiro inverossímil. Não consegui engolir o encantamento das duas personagens por Edward, mas especialmente o de Jane (já que Emma era mais bobinha e imatura mesmo). A personagem desconfia dele, se sente desconfortável com o que passa a descobrir na casa e, mesmo assim, entra em um relacionamento com o arquiteto. Why, God? Esse tipo de atitude me faz querer gritar com a personagem e xingá-la por não ter um único neurônio operante na cabeça.

Emma, a personagem por quem deveríamos sentir empatia, é alguém bem difícil de engolir. Carente, chata e dependente, a forma como ela se apoia em Edward é meio deprimente. Isso faz com que metade do enredo – que foca nela – seja difícil de assistir. Jane pelo menos tem um senso de autopreservação e, ao mesmo tempo que se relaciona com Edward, resolve investigá-lo, bem como a planta da casa em si.

A casa por si só é um personagem bem assustador. Ela não é só minimalista: ela é sem vida, sem alma, sem aconchego. Existem regras inegociáveis para morar nela: você não pode redecorá-la, você não pode beber no sofá, você não pode fazer isso, você não pode fazer aquilo. Como chamar um espaço assim de lar? Ela é toda tecnológica e faz tudo por comando de voz (o que encanta Emma, por exemplo, que quer exibir o sucesso pros amigos), mas aos poucos vai ficando doentio o fato de que a casa pergunta coisas cada vez mais pessoais e determinantes para o morador, como seu posicionamento político, crenças e valores pessoais. Cadê a LGPD pra barrar esse projeto? 🗣️

Queria dizer pra vocês que gostei de Quem Era Ela, mas a verdade é que minhas expectativas foram bastante frustradas. Gostei apenas do final, em que Jane toma uma atitude muito bacana em relação a si mesma, protegendo seus interesses e respeitando o seu momento. Apesar de não ter sido um final “comercial de margarina”, ele foi bem otimista, dado tudo que aconteceu. Infelizmente, já tirei o livro da minha wishlist de leituras, porque não fiquei morrendo de vontade de conferir essa história de novo. :/ E vocês, já leram ou assistiram? Se sim, quero saber o que acharam nos comentários!

Título original: The Girl Before
Ano de lançamento: 2021
Direção: Lisa Brühlmann
Elenco: Gugu Mbatha-Raw, David Oyelowo, Jessica Plummer, Ben Hardy

Resenha: Carrie Soto Está de Volta

Oi gente, tudo certo?

A resenha de hoje é sobre um livro que li faz um tempinho, mas que ainda não tinha encontrado inspiração pra escrever sobre. Espero que essa resenha consiga fazer jus a ele. 😉 Vamos conhecer Carrie Soto Está de Volta?

Garanta o seu!

Sinopse: A tenista Carrie Soto se aposentou no auge, com a tranquilidade de ter atingido um recorde imbatível: foram vinte títulos Grand Slam conquistados ao longo de sua carreira. Mas apenas cinco anos depois de seu retiro das quadras, ela assiste Nicki Chan igualar sua marca, trazendo a sensação de que seu legado está comprometido. Disposta a chegar aos seus limites, Carrie tem o apoio de seu pai, Javier, ex-tenista que a treina desde os dois anos de idade. Ele parece ter seus próprios motivos para incentivar a filha nesta última temporada que promete desafiar ambos num jogo que exige tanto física quanto mentalmente. Em uma inesquecível história sobre segundas chances e determinação, Taylor Jenkins Reid nos cativa com uma protagonista forte como sempre e um romance emocionante como poucos.

Quem leu Malibu Renasce pode reconhecer esse nome: Carrie é a amante de Brandon, o marido de Nina Riva, protagonista do romance. Por isso, inevitavelmente fiquei curiosa quando soube que a Taylor Jenkins Reid escreveria sobre ela, uma personagem com uma carga tão pesada de antipatia prévia. Mas uma coisa eu já adianto pra vocês: o caso de Carrie com o marido de Nina foi uma fração tão pequena de tudo que ela viveu que logo você esquece e passa a focar na complexidade de sua história.

Carrie perdeu a mãe muito cedo, sendo então criada pelo pai, Javier Soto, um ex-jogador de tênis argentino muito talentoso. Ele dava aulas em um clube de ricaços e desde cedo começou a treinar a filha no esporte, tanto como uma forma de conexão com ela (pois sempre acreditou que Carrie estava destinada à grandeza) como também para afastar a dor causada pela perda da esposa. Desde que começou a se entender por gente, Carrie ouvia do pai que seria a melhor tenista do mundo, e eles não faziam ideia do quanto essa frase teria consequências sérias na vida da garota. A confiança do pai nela era motivadora, mas também foi criando uma expectativa colossal e um objetivo tão fixo que não permitia nenhum tipo de desvio na rota.

Carrie Soto Está de Volta gira em torno da carreira de Carrie antes e após a aposentadoria. Esse contexto de sua criação é o “antes”, contando a sua trajetória da infância até a faixa dos 30 anos, quando é obrigada a se aposentar por uma lesão. Aos 37 anos, porém, Carrie vê uma nova tenista em ascensão, Nicki Chan, conquistando todos os títulos que ela conseguiu e estando a apenas uma vitória de bater o seu recorde mundial. É aí que a protagonista decide voltar às quadras para defendê-lo, entrando novamente numa rotina pesada de treinos e tendo que lidar com feridas físicas e psicológicas junto ao pai.

A pressão causada pela grandeza é o fio condutor de Carrie Soto Está de Volta. Na primeira parte do livro, vemos uma Carrie tão focada em vencer que não consegue criar uma conexão genuína: uma amizade, um amor, nada. Ela vive para vencer sua “nêmesis”, Paulina Stepanova, e rompe com diversos limites para conseguir seu objetivo. A ruptura em sua relação com o pai é uma das consequências disso, quando Carrie decide que ele não está mais apto a treiná-la por não acreditar que ela possa vencer Stepanova. É bastante triste ver o isolamento da tenista e o fato de ela se fechar para o mundo e para a vulnerabilidade, especialmente porque sabemos que muito da obsessão pela vitória foi incutida sem querer por seu pai desde que ela era uma garotinha. Javier, por sua vez, é um homem amoroso e que sente muito orgulho de Carrie, o que também ajuda o leitor a sentir empatia apesar de suas atitudes que levaram a personagem a um nível tão alto de autocobrança. Ainda que as consequências tenham sido essas, Javier sempre se orgulhou da Carrie independentemente do resultado de cada jogo. A relação dos dois é um dos principais pilares do livro e rende cenas emocionantes. O amor que sentem um pelo outro é palpável e o fato de ambos se unirem novamente para ultrapassarem seus limites juntos (cada um à sua maneira) consolida uma relação de pai e filha pautada em devoção, respeito e orgulho.

A história de Carrie fica ainda mais inspiradora quando ela já tem 37 anos e ninguém acredita que ela vai conseguir manter seu recorde ou ganhar um Grand Slam. Aqui a discussão começa a ficar mais forte em torno do machismo e do etarismo. Do machismo porque Carrie é melhor do que inúmeros jogadores masculinos e mesmo assim precisa ficar lendo e ouvindo comentaristas esportivos falando mal dela e de seu comportamento, querendo obrigá-la a ser simpática e sorridente para merecer empatia; do etarismo porque fica evidente que todos colocam um selo com prazo de validade em Carrie, partindo do pressuposto que ela não é capaz de vencer mesmo que treine mais duro que todo mundo e seja um dos maiores talentos que o tênis já viu. Se você envelheceu sendo uma mulher, você já era: é isso que o livro critica.

O que mais gosto em Carrie é sua imperfeição e sua recusa a seguir aquilo que esperam dela. Ela é uma pessoa isolada, competitiva, arrogante, mas também determinada e sincera sobre quem ela é. Ela é um exemplo de mulher que recusa a docilidade que querem impor: se os jornalistas e comentaristas esportivos desejam que ela sorria mais pra ser aprovada por todos, ela faz questão de vencer e bater todos os recordes sem se dobrar a nenhuma expectativa que eles tenham. Ela enfrenta o escárnio público sozinha após o caso com Brandon não dar certo, mostrando mais uma vez como as mulheres saem perdendo mesmo quando o pior erro foi o do homem (já que Brandon era a pessoa casada naquela relação). Com o tempo, porém, Carrie vai se tornando mais maleável. Não pela pressão citada anteriormente, mas porque ela amadurece: a protagonista começa a perceber que vinha aceitando migalhas de afeto e que merece mais; passa a aceitar melhor as derrotas, tão raras na sua carreira e mais recorrentes nesse novo momento; ela também permite que seu parceiro de treinos, Bowe, se aproxime dela; passa a jogar tênis novamente por amor, e não para vencer alguém de forma obcecada. Minha conclusão é que perder faz bem à Carrie e lhe dá perspectiva sobre o que realmente importa.

Carrie Soto Está de Volta é um livro que mexe com você. Mesmo quando Carrie está sendo arrogante, teimosa ou metendo os pés pelas mãos, você sente empatia por entender de onde tudo aquilo está vindo, onde o vazio dela se encontra. Nem todas as atitudes da personagem são louváveis, mas ela é brutalmente honesta sobre si mesma e é retratada como alguém cuja garra é inegável e admirável. Carrie é um exemplo de alguém que tem tudo e todos torcendo contra ela, mas ela vai lá e enfrenta mesmo assim. Acho que só por isso já vale a pena conhecê-la. 😉

P.S.: o final é um pouco abrupto, mas nada que estrague a experiência, principalmente porque faz muito sentido.
P.S. 2: fico admirada com a capacidade da Taylor Jenkins Reid de me entreter com assuntos pelos quais nunca tive o menor interesse, como o tênis. 😂

Título original: Carrie Soto is Back
Autora:
 Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Número de páginas: 352
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: Wandinha

Oi gente, tudo bem?

Ainda dá tempo de falar sobre a série que se tornou febre no TikTok? Espero que sim, porque eu amei Wandinha e não poderia deixar de indicar por aqui. 🤭

Sinopse: Inteligente, sarcástica e apática, Wandinha Addams pode estar meio morta por dentro, mas na Escola Nunca Mais ela vai fazer amigos, inimigos e investigar assassinatos.

Após um… digamos… “incidente” na escola que Wandinha frequentava (também conhecido como defender seu irmão de bullies usando piranhas enquanto eles treinavam na piscina), a jovem Addams é transferida pra uma escola especial, na qual seus pais também estudaram: a Nevermore Academy. Ela é conhecida por ser um internato para quem tem habilidades e características especiais, então por lá existem lobisomens, vampiros, sereias e outras pessoas excluídas da sociedade que possuem dons. A escola fica ao lado de uma cidade minúscula, Jericho, cuja economia até gira em torno do internato, mas tem um histórico não superado de ódio aos excluídos. Quando mortes estranhas começam a acontecer e todos passam a desconfiar dos alunos da Nevermore, Wandinha decide investigar por conta própria, dando início a uma trama muito maior do que ela – e com consequências letais.

É impossível falar desse fenômeno da Netflix sem mencionar a atuação de Jenna Ortega, que entregou uma Wandinha maravilhosamente ácida e cativante, mesmo que cheia de defeitos. A arrogância é um deles, por exemplo. 😂 Pra completar, ela tem uma postura totalmente fechada a novos amigos e relações. Por outro lado, Wandinha é inteligente, destemida e obstinada, além de engraçada justamente pelo seu modo seco, apático e cínico de ver a vida. Os comentários dela envolvendo morte e outras coisas obscuras são divertidos e rapidamente você se afeiçoa ao jeito turrão da personagem. O grande mérito por trás disso reside na atuação entregue e dedicada de Jenna Ortega, que se empenhou a criar vários “detalhes” na personagem (como o fato de atuar sem piscar). 

As amizades que a série constrói também são um ponto forte. Wandinha e Mãozinha, sua fiel escudeira, bolam planos juntas e Mãozinha está sempre ali para o que a protagonista precisa: seja entrar num cômodo trancado e desligar as câmeras, seja para amolecer um pouco o coração de gelo da garota. Como pode a gente torcer tanto pra uma mão, né? 😂 A outra amizade que surge na vida de Wandinha é Enid, sua colega de quarto e exato oposto em todos os sentidos possíveis. Eu adoro os paralelos de como tudo que cerca Enid é colorido, vibrante e otimista, enquanto o universo de Wandinha é preto, branco e cinza. Enid tem que insistir nessa amizade e por um bom tempo se doa mais do que Wandinha, mas é também com essa persistência que Enid consegue transformar o coração da amiga de uma forma significativa e bonita.

O único ponto que não gostei é o triângulo amoroso da primeira temporada, envolvendo um “normie” de Jericho e um aluno da Nevermore. Enquanto o primeiro, Tyler, vai conquistando Wandinha aos poucos por mostrar que, independentemente dela ser diferente, ela merece seu afeto, o segundo, Xavier, tem uma aura de mistério e uma química com a garota que fica clara desde o início da série. Os dois acabam envolvidos na investigação de Wandinha, que descobre que há um monstro à solta causando as mortes, e são muito importantes para todo o desenrolar da trama. Não posso falar muito sobre nenhum deles pra não soltar spoilers, mas posso dizer que são nomes que vão estar presentes de forma significativa em toda a investigação – e na conclusão dela.

Adorei o plot investigativo, porque naturalmente tenho afinidade com esse tipo de história. O fato de Wandinha não ser só uma série adolescente sobre romance, os poderes de clarividência da protagonista ou sua adaptação à escola nova me agradou muito, porque deu um senso de propósito à história e ótimos ganchos. A cada nova descoberta que Wandinha faz sobre o monstro e os mistérios envolvendo Jericho e Nevermore, você fica com mais e mais vontade de continuar dando play. Gostei bastante do desfecho da história e acho que amarrou bem as pontas soltas, deixando um caminho de possibilidades para uma segunda temporada, mas sem depender exclusivamente dela (ainda bem que a confirmação da renovação já chegou!).

Independentemente da coreografia que tomou conta do TikTok, Wandinha é uma série divertida e envolvente por si só. O clima macabro, o humor ácido e a investigação são pontos fortes que tornam a produção um entretenimento de qualidade, daqueles que divertem e fazem você nem ver o tempo passar, mesmo com episódios mais longos. Vale o hype e vale o play! 📺

Título original: Wednesday
Ano de lançamento: 2022
Criação: Alfred Gough, Miles Millar
Elenco: Jenna Ortega, Emma Myers, Hunter Doohan, Percy Hynes White, Joy Sunday, Georgie Farmer, Christina Ricci, Victor Dorobantu, Gwendoline Christie, Riki Lindhome

Dica de Série: Abbott Elementary

Oi galera, tudo bem por aí?

No clima de Critics Choice Awards (que rolou no último domingo) vim indicar pra vocês uma série maravilhosa que levou dois prêmios pra casa, incluindo de melhor comédia: Abbott Elementary!

Sinopse: Abbott Elementary conta os dramas de um grupo de professores dedicados os quais provam seu amor ao ensino nas escolas públicas da Filadélfia.

A trama acompanha um grupo de professores que atua numa escola carente da Filadélfia, a Abbott Elementary. A série é feita no estilo mocumentário (como The Office e Modern Family) e segue como principal ponto de vista o da jovem professora Janine Teagues. Otimista, determinada e um tanto ingênua, Janine coloca toda a sua energia e seu coração em ser uma boa professora para as crianças, mas muitas vezes sua boa vontade acaba colocando a si mesma e aos outros professores em maus lençóis. Ao longo da primeira temporada, vemos a personagem ganhar mais camadas enquanto ela evolui de uma profissional insegura e uma mulher na zona de conforto para alguém que confia mais em si mesma e nas suas decisões, ao mesmo tempo que provoca mudanças importantes em seus colegas.

O grupo de funcionários da escola também é sensacional. Jacob Hill é um dos professores mais jovens, assim como a protagonista, o que lhes confere um vínculo de amizade mais próximo; Barbara Howard é uma veterana da escola bastante competente, mas sisuda, e a verdadeira ídola de Janine, que tenta fazer de tudo pra agradá-la; Melissa Schemmenti é engraçadíssima, uma personagem que se envolve em várias “mutretas” estranhas e possivelmente tem umas conexões criminosas aqui e acolá; Gregory Eddie é o novato que deseja ser diretor da escola, mas que começa a admirar o trabalho diário que Janine faz (e eu diria que não só o trabalho… 👀); e como não falar da personagem mais sem noção que vi nos últimos tempos? Me refiro à hilária diretora Ava Coleman, que só conseguiu o cargo por ter chantageado o superintendente ao pegá-lo traindo a esposa. Sério, inacreditável. 😂 Por último, mas não menos importante, temos também o rabugento zelador, Mr. Johnson, que sempre tem umas tiradas que nos fazem rir.

A química dos personagens em tela faz com que você logo se afeiçoe a cada um deles, e a relação que eles constroem fica cada vez mais interessante. Muitos dos professores mais antigos meio que já perderam a fé no sistema e sabem que o governo pouco se importa com uma escola periférica de população mais expressivamente negra. Verbas pra coisas simples, como materiais escolares, um novo tapetinho de descanso pros alunos ou pra consertar uma luz no corredor são dificílimas e burocráticas de se conseguir, e o tempo fez com que os funcionários da escola se tornassem céticos e simplesmente aceitassem que a vida é assim mesmo. É aí que Janine, sendo praticamente um unicórnio brilhante e cheio de alegria, faz a diferença: por mais que suas atitudes às vezes gerem algumas confusões, ela também consegue inspirar seus colegas a não desistirem. Janine surge como um sopro de esperança e de motivação para que, trabalhando juntos, eles ofereçam o melhor que podem às crianças.

Claro que isso é uma crítica social ao sucateamento da educação pública e periférica dos Estados Unidos (aplicável ao Brasil também), que muitas vezes terceiriza para o professor resolver problemas que a escola e o governo deveriam se encarregar, mas apesar disso ela é trazida com um viés positivo. A série ainda explora alguns dramas de pais e alunos, o que traz um peso leve, mas bem-vindo, à história, dando-lhe dimensões mais profundas. Ainda assim, Abbott Elementary consegue fazer isso sem perder de vista seu cerne engraçado e contagiante, que foca mais na esperança do que nas dificuldades.

E tem espaço pra uma pitadinha de romance também, viu? 👀 Pra quem assistiu The Office, acredito que rapidamente vocês vão identificar um mood “Jim e Pam” entre a Janine e o Gregory. Ela também namora um cara desde a escola, e Gregory é pego pela câmera olhando pra ela em diversos momentos (e ficando todo sem graça por isso rs). Eles têm afinidade e Janine ajuda Gregory a enxergar como seu papel de professor temporário pode mudar a vida das crianças para as quais ele leciona. O vínculo entre eles cresce aos poucos e é impossível não shippar esse casal.

Abbott Elementary era tudo que eu vinha buscando numa série de comédia: episódios curtinhos, personagens um pouquinho caricatos mas cheios de carisma e situações genuinamente engraçadas. Ri alto em diversos episódios e me diverti do início ao fim da primeira temporada. Não vejo a hora da segunda também chegar ao Star+, porque já quero rever o corpo docente dessa escola que deixou saudades. 🥰 Série recomendadíssima!

Título original: Abbott Elementary
Ano de lançamento: 2021
Criação: Quinta Brunson
Elenco: Quinta Brunson, Tyler James Williams, Janelle James, Lisa Ann Walter, Sheryl Lee Ralph, Chris Perfetti, William Stanford Davis

Resenha: Flores Feitas de Espinhos – Gina Chen

Oi pessoal, tudo bem?

A primeira leitura do ano foi uma fantasia incrível que eu estava louca pra dividir com vocês: Flores Feitas de Espinhos, da autora estreante Gina Chen.

Garanta o seu!

Sinopse: Violet é uma vidente e uma mentirosa que influencia a corte com profecias cuidadosamente formuladas — e nem sempre verdadeiras. Honestidade é para os otários, como o nem-tão-encantado príncipe Cyrus, que planeja destituí-la de seu cargo assim que assumir a coroa, no fim do verão. A menos que ela faça algo a respeito. Mas quando o rei pede que ela invente uma profecia sobre Cyrus encontrar seu verdadeiro amor no próximo baile, Violet sem querer dá início a uma temida maldição, que pode tanto destruir quanto salvar o reino — dependendo de quem o príncipe escolher como futura esposa. Ela então precisa encarar as próprias opções: aproveitar a oportunidade de controlar seu destino, a qualquer custo, ou ceder à perigosa atração que vem crescendo entra ela e Cyrus. Sua esperteza pode protegê-la das tramas cruéis da corte, mas não pode mudar seu destino. Conforme a linha entre ódio e amor se embaça, Violet deve desvendar uma terrível teia de enganações para salvar a si mesma e ao reino… ou condenar a todos.

Como não gosto dessa sinopse, vou resumir a história com minhas próprias palavras pra vocês: Violet é uma garota com o poder da Visão, capaz de enxergar os fios do passado e do futuro, o que faz com que ela exerça o papel de Vidente do rei de Auveny, um dos reinos mais prósperos do Continente Solar. Porém, mesmo com o reino em paz, uma profecia proferida pela Vidente que ocupou o cargo antes dela assombra a todos: ela diz que o coração do príncipe será responsável pela danação ou pela maldição do reino, pois guerra, sangue e rosas estão a caminho. O prazo limite da profecia se aproxima, a Floresta Feérica (uma floresta mágica que faz divisa com o reino e onde residem as fadas) está apodrecendo, e Cyrus, o príncipe, não está nem perto de encontrar uma noiva. Tudo isso leva seu pai, o rei Emilius, a pedir a Violet que proclame uma profecia falsa sobre o verdadeiro amor de Cyrus ser encontrado no baile que o ocorrerá no palácio. As consequências de mexer com o destino passam a pesar nos ombros da jovem, do príncipe e de todos aqueles que residem em Auveny.

Eu gostei de cara de Flores Feitas de Espinhos por causa de Violet. Ela é sarcástica e tem a língua ferina de um jeito perspicaz e genuinamente engraçado, o que me fez sorrir enquanto lia algumas frases debochadas que ela usava pra se referir sobre pessoas ou situações. Seus pensamentos são cínicos e pragmáticos, talvez um pouco pessimistas, mas aos poucos o leitor vai entendendo o motivo de sua casca ser tão grossa e impenetrável. A protagonista ficou órfã antes mesmo de sua mãe lhe dar um nome, então tudo que ela aprendeu foi com e nas ruas do Distrito Lunar, o mais pobre da Capital Solar, e essa criação a tornou desconfiada – mas também independente. Para completar o panorama de sua personalidade, Violet transborda de teimosia e orgulho, que são as partes mais difíceis de lidar da personagem. Apesar disso, o balanço geral a respeito de Violet é de que ela é uma ótima protagonista, bem atrevida e dona de si, e eu criei simpatia por ela sem demora. Além disso, também criei empatia: por mais que Violet diga que prefere o isolamento e afirme não se importar com ninguém, aos poucos fica nítido que a personagem gostaria de acolhimento e aceitação, o que também nos faz torcer ainda mais por ela.

Cyrus, por sua vez, é sua contraparte total: o príncipe é idealista, honrado e – por que não dizer? – charmoso, daquelas pessoas que sabem que são bonitas e usam seus “dotes” pra deixar todo mundo mais confortável e à vontade. Isso enerva Violet, que o enxerga como um hipócrita. Ele, por sua vez, se ressente dela devido às mentiras que ela por ventura conta a pedido do rei. Os dois juntos funcionam como um barril de pólvora que você sabe que vai estourar a qualquer momento, mas fica o aviso: é necessário ter paciência, porque o óbvio romance estilo enemies to lovers demora bastante a engrenar. Os dois se conhecem desde pequenos, após Violet salvá-lo e ele apresentá-la ao pai, e existe uma mágoa bastante grande de ambas as partes pela forma como o relacionamento transcorreu ao longo dos anos.

Gostei muito do fio principal da história, girando em torno da maldição. O livro mescla elementos de vários contos de fada, como por exemplo a Cinderela (na profecia mentirosa da Violet), A Bela e a Fera (com as rosas e as Feras que ameaçam o reino a partir do apodrecimento da Floresta Feérica) e até referências mais simples que aparecem em ditados populares como “tão confiável quanto uma casa feita de doces”. São pequenos detalhes que tornam a experiência de leitura muito divertida, porque você fica com aquela reação de “ahá, peguei essa referência!”, sabem? 😂 Além disso, conforme o prazo da maldição se aproxima, o livro ganha um senso de urgência maior. A vilã por trás dos acontecimentos vem ameaçando Violet ao longo de toda a história, até que finalmente faz a sua estreia e causa uma série de consequências devastadoras – a principal delas sendo a instabilidade causada na mente de Violet.

Como pontos negativos, eu traria a duração do livro (que poderia ser um pouquinho mais objetivo), e também a falta de visão sobre os pensamentos e atitudes de Cyrus, para que ele fosse mais do que “apenas o Príncipe Encantado amaldiçoado”. Acredito que a trama ganharia em profundidade caso os capítulos fossem alternados entre a narração dele e dela, até porque, no meu ponto de vista, isso nos ajudaria a entender o romance um pouco melhor. As cenas entre os dois são muito mais atreladas a tesão do que a amor, então fica bem difícil “comprar” o discurso de homem apaixonado de Cyrus quando isso acontece. Se tivéssemos acesso a seus anseios e angústias, talvez ficasse mais fácil compreender porque Cyrus toma atitudes tão contraditórias em diversos momentos da trama.

Flores Feitas de Espinhos foi uma ótima leitura pra começar o ano. O livro é uma mistura deliciosa de contos de fada com Disney e Once Upon a Time, trazendo uma visão própria a vários elementos conhecidos e unindo todos eles em uma história que tem um fio condutor bem instigante. Recomendo!

Título original: Violet Made of Thorns
Autora:
Gina Chen
Editora: Rocco
Número de páginas: 384
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Assisti, mas não resenhei #9

Oi pessoal, tudo bem?

Mas olha só quem tá com uma fila enorme de títulos pra serem resenhados, não é mesmo? 👀 Pra fazer justiça a algumas séries e filmes que aguardam pacientemente sua vez de aparecerem por aqui, cheguei com mais uma edição do Assisti, mas não resenhei. Bora? o/

Bem-vindos à Vizinhança

Essa série deu o que falar quando estreou na Netflix por ser baseada na história real de uma família que comprou um casarão chiquérrimo mas que nunca conseguiu morar lá porque começou a receber bilhetes anônimos super ameaçadores de alguém que se intitulava como “The Watcher”. Essa premissa é ótima e, sendo baseada em fatos reais, dá bem mais curiosidade pra assistir. A série toma liberdades criativas pra “engrossar o caldo” – como o fato de que, na adaptação do caso, a família chega a se mudar e tem que lidar com as ameaças já dentro de casa –, mas o desfecho é um pouco frustrante por ser totalmente aberto. E assim, eu concordo que não ter uma conclusão específica faz sentido se compararmos ao que aconteceu à família que sofreu as ameaças (eles nunca descobriram de quem era a autoria das cartas), mas na verdade acaba sendo um gancho que a Netflix deixou pra uma segunda temporada. Minha opinião sincera sobre a produção como um todo: a série me instigou, mas tem defeitos. Os personagens são meio estranhos, o pai tem uma obsessão/mania bem esquisita de sexualizar a filha com comentários julgadores e, apesar de algumas cenas boas de tensão, tem uma temporada mais lenta do que o necessário. Em contrapartida, a trama faz um ótimo trabalho em te deixar desconfiado de todos os personagens, naquela sensação de vigilância constante.

Easy-Bake Battle

Eu assisti a esse reality por um único motivo, e ele se chama Antoni Porowski. Eu sou apaixonada por Queer Eye e ele é um dos integrantes mais fofos e queridos do squad, então fiquei bem animada ao entrar na Netflix e ver que existe um reality de cozinha amadora conduzido por ele. Antoni é a segunda pessoa dos Fab Five que me recordo de ter ganhado uma produção própria na Netflix (sendo o primeiro Jonathan, cuja série não gostei e larguei na metade) e, apesar de não ser uma temporada memorável, fiquei com o coração quentinho só por matar a saudade do seu jeito meigo e acolhedor. A premissa é: os competidores são desafiados a preparar receitas caseiras e usarem truques que qualquer pessoa poderia aplicar em casa, como por exemplo colocar bolachas dentro de um saquinho ziplock e triturá-las com um rolo de massa (exemplo específico, eu sei, mas é o que me veio à cabeça 😂). Porém, apesar de foto, o reality é meio estranho porque as regras não são bem definidas e os critérios também não, fazendo com que torcer pra algum candidato seja meio pointless. Provavelmente não assistiria a uma segunda temporada, mas não considerei um tempo perdido pela vibe otimista que o Antoni transmite.

O Enfermeiro da Noite

Adoro séries e filmes que falem sobre crimes reais, e esse longa da Netflix estrelado por Jessica Chastain e Eddie Redmayne conta uma parte da história de um dos criminosos mais letais dos Estados Unidos a partir do ponto de vista da sua amiga do trabalho. Na trama, Jessica interpreta Amy Loughren, uma enfermeira noturna que está passando por dificuldades de saúde e em casa, sendo mãe solo de duas meninas. Ela cria um forte vínculo de amizade com o novo enfermeiro transferido, Charles Cullen, que a ajuda no trabalho e também com suas filhas. Porém, quando vários pacientes noturnos da UTI começam a falecer de forma inesperada, Amy passa a desconfiar que Charles tenha algum envolvimento nisso. Na história real, estima-se que ele foi responsável por mais de 300 mortes, e seu modus operandi envolvia principalmente adulterar bolsas de soro, adicionando doses letais de insulina ou outros fármacos. Amy foi essencial para ajudar a polícia a finalmente pegá-lo, pois até então ele só vinha sendo transferindo de hospital para hospital. Achei o filme bacana e ele prende a atenção, contudo não foi a produção mais marcante do mundo pra mim. Jessica Chastain e Eddie Redmayne são excelentes, mas o foco do filme é bem mais a relação dos dois e menos a investigação – e acho que eu tinha expectativas de que fosse diferente. Mas vale a pena dar o play e tirar suas próprias conclusões. O filme é bom, só não achei memorável. 😉

Não se Preocupe, Querida

Esse filme veio embalado em um mundo de polêmicas graças às brigas nos bastidores, que provavelmente ganharam mais atenção que a história em si. Apesar dos pesares, achei o thriller de Olivia Wilde envolvente: acompanhamos um casal, Alice e Jack, que aparentemente vive na década de 50 em uma vida saída diretamente de um comercial de margarina. Eles moram num bairro planejado construído pela empresa de Jack e Alice vive como uma perfeita dona de casa exemplar. Porém, quando ela começa a ter alucinações e memórias estranhas, somadas ao fato de que uma de suas amigas passou pelos mesmos sintomas e depois desapareceu, Alice resolve investigar o que a empresa do marido tanto esconde. É um filme que angustia pelo silenciamento feminino e pelo gaslighting constante, já que todos tentam fazer com que Alice pareça louca. Só fica um aviso sobre o final aberto: não gostei dele e acho que foi aberto até demais para o meu gosto, não me dando nenhuma sensação de conclusão da trama.

E aí, pessoal, já assistiram a algum dos títulos?
Se sim, me contem a opinião de vocês sobre eles nos comentários! 🥰

Roteiro por Fernando de Noronha (parte 2)

Oi pessoal, tudo bem?

Uma das minhas metas pra 2023 é viajar mais, por isso nada melhor do que jogar essa energia pro universo começando o ano com um post de viagem, né? Então bora pra segunda parte do roteiro por Fernando de Noronha! ❤ No post de hoje, vou dividir minha opinião sobre os passeios pagos que fizemos e também abrir valores pra que você possa se planejar também caso queira conhecer o arquipélago. E se você ainda não viu a parte 1 desse roteiro, recomendo correr lá! Tem dicas de onde se hospedar, quando ir e muito mais. 😉

Importante: os valores mencionados aqui são referentes a setembro de 2022, podendo ser mudados pelas empresas a qualquer momento.

O que fazer em Fernando de Noronha

1. Ilha Tour

O Ilha Tour foi nosso primeiro passeio, feito no dia seguinte à nossa chegada. Ele funciona assim: a agência de passeios busca você na pousada e leva você pelos principais pontos turísticos da ilha. No nosso caso, ainda tivemos a sorte de ter um bônus no nosso tour que, pelo que vi por aí, não é tão comum: paramos na Praia do Porto (de onde saem os passeios de barco) e fizemos um snorkeling guiado até um navio naufragado próximo da costa que serve de abrigo pra vida marinha. Foi lindo! De cara já vimos arraias, tartarugas e muitos cardumes. A única parte não tão legal é que, voltando, eu caí um tombo nas pedras e fiquei com hematoma gigantesco na bunda e uma mini cicatriz no braço. 😂 O Ilha Tour, além das praias gratuitas, também vai praquelas que ficam no Parque Nacional Marinho (incluindo a praia eleita a mais linda do mundo, a Praia do Sancho), passa por pontos turísticos culturais e termina em um ponto específico pra contemplar um pôr do sol lindo! O legal desse passeio é que você consegue conhecer a ilha toda e decidir o que gostou mais pra voltar nos dias seguintes.

Essa é uma das últimas paradas do Ilha Tour, esse mirante fica depois do mirante da Praia do Sancho e tem essa vista linda dos Dois Irmãos! ❤

Com quem fizemos: Noronha Passeios
Quanto custou: R$ 250 por pessoa

2. Canoa havaiana

Esse passeio pode ser feito ao nascer do sol, às 8h e aaacho que às 10h (mas não me recordo com 100% de certeza). Escolhemos o nascer do sol por acreditarmos que veríamos golfinhos e que a vista seria mais bonita. Até foi, mas não vimos golfinhos. 😦 Descobri quando cheguei na ilha que o horário mais propício é o das 8h, mas já tinha contratado pro nascer do sol. Foi um passeio legal, mas eu não faria novamente caso voltasse, por exemplo. O motivo? Além de eu não ter achado tão “uau” assim, cansa DEMAIS. É uma coisa que senti em várias atividades em Fernando de Noronha, muitas realmente exigem um preparo físico. O passeio de canoa havaiana é feito num grupo de umas 10 pessoas e é necessário que todas remem juntas. Se tiver um ou dois preguiçosos no grupo (como tivemos o azar de ter HAHAHA) a coisa já é mais complicada e o esforço é maior. Você vai remando a favor do mar na ida, que é a parte tranquila do passeio, e o instrutor vai falando sobre as praias e curiosidades sobre a ilha. É na volta que o bicho pega: 40 minutos de remada sem parar contra a corrente. Minhas costas pediram arrego e meu namorado e eu tivemos que tirar um tempinho no dia pra descansar. 🥵

Pausa pra contemplar o nascer do sol no mar. 🙂

Com quem fizemos: Noronha Canoe Clube
Quanto custou: R$ 360 por pessoa

3. Entardecer Vip

É engraçado como gosto é algo super particular, né? Pouco antes da nossa viagem, uma blogueira que sigo tava em Fernando de Noronha também e não curtiu nadinha esse passeio. Pra minha surpresa, foi um dos nossos favoritos! Mas tivemos sorte: diferente de outros grupos que fizeram o passeio em catamarãs enormes e cheios de gente, o nosso foi em um barco quase particular, com mais 3 casais apenas. O barco sai lá pelas 16h, faz umas voltas na ilha e para em um ponto específico pra você pular no mar e relaxar. Enquanto o sol se põe, rola um churrasco de peixe a bordo, que por sinal tava super gostoso. Nesse passeio você também pode fazer o Plana Sub, que funciona assim: eles te dão uma pranchinha que fica presa ao barco e te puxam, aí você pode mergulhar com ela ou ficar na superfície olhando a vida marinha. Mas o grande ponto que fez do Entardecer Vip um dos meus passeios favoritos é que eu realizei o sonho de ver golfinhos. ❤ Foi MUITO inesperado, porque eles costumam aparecer cedinho, que é quando fazem a rota deles pra se proteger e se alimentar. Ver golfinhos à tarde é pouquíssimo provável, mas isso aconteceu e eu quase chorei de tanta emoção. Eles nadavam bem pertinho do barco e essa visão ficou guardada na minha memória pra sempre! Não tirei fotos, só vídeos, mas quem quiser ver, fiz um Reels aqui.

Sendo meu próprio velho da lancha. 😂

Com quem fizemos: Noronha Passeios
Quanto custou: R$ 280 por pessoa

4. Passeio de barco

Na minha humilde opinião, se você faz o Entardecer Vip, o passeio de barco não é mais tão necessário. A única diferença substancial é que no passeio de barco você para pra nadar na Praia do Sancho, o que é bem bacana, mas o resto do passeio eu achei bem tedioso. Pegamos um catamarã e fizemos uma rota muito parecida com a canoa havaiana e o Entardecer Vip, então acabou sendo mais do mesmo, sabem? Além de tudo, o passeio é demorado, e devido a isso senti que “perdi” um turno em que poderia estar aproveitando alguma praia. Não faria novamente.

Como não curti tanto o passeio, tirei poucas fotos. Mas aqui é a vista da Praia do Sancho a partir do barco. E aquele paredão de pedra lá atrás é o que você desce quando acessa via terrestre. 👀

Com quem fizemos: Noronha Passeios
Quanto custou: R$ 280 por pessoa

5. Mergulho de cilindro

Minha primeira experiência mergulhando de cilindro foi em Providencia, na Colômbia. Contei nesse post aqui como foi difícil pra mim, e até ataque de pânico eu tive. Porém, eu queria muito me desafiar novamente em um lugar conhecido pelas belezas naturais e pela vida marinha, e não poderia perder a chance de mergulhar em Noronha – que é justamente um dos pontos mais incríveis pra mergulho no Brasil. Pois bem, tentei me manter tranquila o máximo possível, principalmente porque o passeio contratado incluía acompanhamento de um instrutor o tempo todo. Mas chegou na hora H e minha ansiedade me deixou nervosa de novo, e eu não conseguia fazer as coisas sozinha (controlar a respiração, posicionar o corpo corretamente, medir a quantidade de ar pra subir e descer, essas coisas). Novamente precisei que o instrutor me desse a mão e me levasse. 😂 Um ponto legal aqui é que o mergulho com a empresa que fizemos partiu da praia, então não tivemos que ir pro meio do mar e pular (fator que piorou minha crise de pânico em Providencia). Graças a essa diferença, aos poucos fui me acalmando e consegui curtir muuuito mais dessa vez! Meu instrutor era incrível e paciente, me mostrava os animais mais legais e, quando cruzávamos com algumas tartarugas (sim, no plural!), ele soltava minha mão e me posicionava do lado delas pra tirar fotos. ❤ Aproveitei o mergulho e vi coisas lindas, então não me arrependi nadinha de ter enfrentado o medo mais uma vez. Porém, agora eu já sei que mergulhar com cilindro não é pra mim: fui corajosa, tentei novamente e ainda assim fiquei desconfortável, portanto simplesmente aceitei que não pretendo fazer esse tipo de passeio novamente. Mas que foi ótimo criar uma nova lembrança ainda melhor dessa experiência, foi. ❤

O mergulho foi assim: fazendo novas amigas que nadavam bem pertinho. 🥰

Com quem fizemos: Sea Paradise
Quanto custou: R$ 550 por pessoa + R$ 250 para registro de fotos pro casal (opcional)

De passeios pagos, foram esses que fizemos. Noronha oferece outras opções, como trilhas com guias em partes mais difíceis da ilha, sessões de fotos em pontos turísticos, trilhas pelas piscinas naturais, etc., mas é sempre importante priorizar aquilo que você tem mais curiosidade de fazer, se não é beeem fácil extrapolar o orçamento da viagem.

Em relação às empresas que contratamos, tudo foi bem tranquilo, com a maior parte dos combinados sendo feitos pelo WhatsApp. Tivemos alguns problemas de comunicação com a Noronha Passeios, que não nos respondeu algumas mensagens ou demorou demais pra dar retorno (quase perdemos um passeio por isso), nos fazendo ir até o escritório físico deles pra saber como proceder. Seria o único feedback negativo das experiências que tivemos. Como ponto positivo, eles dão desconto se você contratar mais de um passeio, então os valores que mencionei ao longo do post podem ficar mais baratos. Em relação ao Noronha Canoe Clube e ao Sea Paradise, só elogios: o pessoal nos atendeu super bem e os instrutores eram muito gente boa.

Espero que estejam gostando das dicas! Para a parte final do roteiro em Noronha, vou contar um pouquinho mais sobre as praias que visitamos e quais foram as nossas favoritas. ❤

Beijos e até o próximo post!