Dica de Série: Inacreditável

Oi pessoal, tudo certo?

No finzinho do ano passado conferi uma série poderosa da Netflix – mas muito difícil de assistir, tamanha a dor envolvida na trama: Inacreditável.

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Sinopse: Uma jovem é acusada de falsa denúncia de estupro. Anos depois, duas investigadoras encaram casos assustadoramente parecidos. Série inspirada em fatos reais.

Inacreditável é uma dramatização em 8 episódios de uma reportagem (vencedora do prêmio Pulitzer) que narra a história de uma jovem acusada de falsa denúncia de estupro. A série conta essa história por meio de duas linhas temporais: 2008 e 2011. Em 2008, Marie Adler é estuprada em seu próprio dormitório durante a madrugada. Ao acionar as autoridades, a menina tem dificuldade de lembrar detalhes do ocorrido, e a abordagem é bastante invasiva. Pela falta de evidências físicas e pelas ditas inconsistências no discurso de Marie, a dupla de detetives (homens) responsável pelo caso conduz a investigação de modo que Marie simplesmente desiste de contar a sua história, afirmando ter mentido. Para piorar a situação, o Estado decide processá-la por falso testemunho, o que impacta na vida da jovem em diversas instâncias. Em 2011, em outra parte do país, a detetive Karen Duvall atende a um caso de estupro muito semelhante ao de Marie (ainda que na época ela não saiba disso). Conversando com seu marido, também policial, ela descobre que outra detetive, a experiente Grace Rasmussen, também está lidando com um caso parecido. Karen procura Grace e ambas percebem que as semelhanças nos casos não podem ser coincidência, fundindo as investigações e chegando ao culpado (isso não é spoiler, faz parte do caso real).

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Inacreditável é uma série de paralalelos. Paralelos entre a maneira irresponsável e negligente com que os policiais cuidaram do caso de Marie versus a empatia e a sensibilidade das investigadoras em 2011, que perseguiram o estuprador serial. Paralelos entre as falas das pessoas que circundavam Marie, duvidando de sua história e posicionando-se ao lado do sistema versus a revolta de Karen e Grace ao perceber como seus colegas lidaram com os casos. Paralelos até mesmo entre a forma de lidar com a agressão: enquanto Marie teve dificuldade para lembrar dos detalhes, Amber (a vítima do caso de Karen) podia dar informações precisas. E a série deixa claro como cada reação é particular: outras vítimas também bloquearam completamente a memória do ocorrido (sendo inclusive um mecanismo de defesa do cérebro), mas não foram desacreditadas por isso – diferente do que ocorreu no caso de Marie, em que os envolvidos (tanto os investigadores quanto sua família) não tinham sensibilidade suficiente para entender isso.

Esses paralelos permeiam todos os episódios, que vão e voltam entre 2008 e 2011, deixando o espectador ainda mais desconfortável ao assistir o abismo que existe no tratamento e na condução dos casos. Os dois primeiros episódios evidenciam isso, com uma diferença gritante entre o caso de Marie (hostilizada pela polícia, tratada sem nenhuma delicadeza no hospital e desacreditada pela família) e o caso de Amber (que teve acompanhamento de Karen o tempo todo, além do reforço de que as decisões dela não precisam de justificativa e que ela tem o poder sobre elas – algo que vítimas de estupro sentem que foi tirado delas, o poder sobre o próprio corpo).

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Inacreditável ainda levanta uma discussão pertinente até hoje: ninguém questiona a veracidade de um sequestro, ninguém questiona a veracidade de um assalto. Por que se questiona a veracidade de uma agressão sexual? É um reflexo da cultura do estupro, em que o corpo feminino não é visto como dono de si mesmo, mas sim como parte do prazer masculino, como algo que serve, que está disponível. Marie Adler não foi violentada somente na ocasião do estupro; ela foi violentada pela polícia, pelo sistema e pelas pessoas de seu círculo social. E presenciar o sofrimento silencioso da personagem expõe uma verdade difícil de aceitar: a de que nossa palavra não tem valor. Assistir Inacreditável torna mais fácil de entender porque tantas mulheres hesitam em denunciar seus agressores; quem garante que elas não passarão por uma lente de aumento, em busca de suas fragilidades ou “inconsistências” discursivas? É compreensível que, após sofrer uma violência tão permanente, as vítimas não queiram vivenciar detalhe por detalhe ao fazer uma denúncia (o que faz nosso estômago revirar quando vemos as autoridades obrigando Marie a reviver cada detalhe do estupro).

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Outro ponto positivo de Inacreditável reside no fato de que a produção não explora visualmente os estupros. Existem flashbacks que, sim, são perturbadores, mas que não utilizam o corpo das vítimas como produto. Mesmo quando Karen e Grace conseguem encontrar as fotografias que o estuprador serial tirava de suas vítimas, a câmera passa muito mais tempo concentrada nas expressões faciais das duas. Confesso que, em determinado momento as fotos são mostradas rapidamente e, pra mim, isso não era necessário. Achei mais poderoso enquanto a luz ia piscando no monitor, com o foco no rosto das detetives. Ainda assim, a série trata o assunto com muito respeito, dando destaque a todas as mulheres que fizeram parte daquela história. Ter uma mulher como diretora de uma história assim fez toda a diferença.

Também é impossível não elogiar as atuações. Merritt Wever, que eu conhecia de The Walking Dead, dá vida a uma Karen sensível, comprometida e profundamente empática. A personagem é uma detetive que não mede esforços para fazer seu trabalho e dar suporte às vítimas. Uma de suas cenas, em que ela repreende a falta de urgência de um de seus colegas (homens), é impactante. Toni Collette também está fantástica como Grace, uma detetive badass com uma carreira extensa e admirável. A relação das duas não engrena de início, mas elas aprendem a lidar com a personalidade (tão diferente) uma da outra e se tornam uma dupla incansável. Grace também se mostra uma mulher generosa e aplica a sororidade na prática, ao deixar Karen (ainda construindo sua reputação) brilhar. Kaitlyn Dever impressiona como Marie, trazendo todas as nuances de uma personagem cujo sofrimento não era compreendido. Revolta, tristeza e solidão são alguns dos sentimentos que a atriz transmite na fala, no olhar e na linguagem corporal. Esse comportamento também aparece na atuação de Danielle Macdonald, que interpreta Amber. Eu só conhecia a atriz de Dumplin’ e fiquei admirada com a sua performance.

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Não é fácil assistir Inacreditável, ainda mais se você for mulher. A série retrata uma violência física e sistêmica que causa um sentimento de revolta e de impotência, mas também dá voz a mulheres fortes e que sobreviveram às mais diversas dificuldades. É uma produção que coloca as mulheres no centro da narrativa, mas também nos obriga a encarar uma dor que é legitimada por discursos ainda utilizados (duvido que você nunca tenha lido ou ouvido algo semelhante a “ah, mas saiu com essa roupa? Tava pedindo”). Não é fácil lidar com uma trama tão intensa e dolorida, mas é imprescindível que esse tema seja abordado. Torço para que a reflexão proporcionada chegue em quem ainda não entendeu que nossos corpos pertencem somente a nós.

Título original: Unbelievable
Ano de lançamento:
2019
Direção:
Susannah Grant
Elenco: 
Kaitlyn Dever, Merritt Wever, Toni Collette

Resenha: Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow – Jessica Townsend

Oi galera, tudo bem?

Fazia tempo que eu não lia um livro de fantasia, e Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow (primeiro volume de uma série com 9 títulos planejados) foi uma grata surpresa. Vamos conhecer? 🙂

resenha nevermoor.pngGaranta o seu!

Sinopse: Nascida no Escurecer, o pior dia para uma criança nascer, Morrigan é considerada culpada por todos os infortúnios de sua cidade – de tempestades de granizo a ataques cardíacos – e, o que é pior, a maldição a condena a morrer à meia-noite de seu décimo primeiro aniversário. Mas, enquanto Morrigan aguarda seu destino, um homem estranho e extraordinário chamado Jupiter North aparece. Perseguidos por cães de fumaça e sombrios caçadores montados a cavalo, ele a leva para a segurança de uma cidade secreta e mágica: Nevermoor. Mas, para permanecer definitivamente em Nevermoor, Morrigan precisará passar por quatro desafios difíceis e perigosos, competindo com centenas de outras crianças – caso contrário, terá de deixar a cidade e enfrentar seu destino fatal.

Morrigan Crow é uma menina muito azarada. Nascida no último dia do Escurecer, ela se enquadra na categoria de Crianças Amaldiçoadas e é responsabilizada por tudo de errado que acontece em seu lar, Chacalfax. Mas a pior parte de ser uma Criança Amaldiçoada reside no fato de que Morrigan está fadada a morrer em seu aniversário de 11 anos. Entretanto, no fatídico dia, algo surpreendente acontece: um homem misterioso chamado Jupiter North surge e se oferece como patrono de Morrigan (uma tradição em que escolas prestigiadas fazem ofertas a crianças para que sejam suas alunas). A menina, entusiasmada com a oferta e assustada com a iminência de seu fim, aceita o convite de Jupiter, que não a leva para uma simples escola, mas sim para um lugar até então desconhecido pela protagonista: Nevermoor. Lá, Morrigan terá de vencer diversos desafios para ser considerada digna de entrar para a prestigiada Sociedade Fabulosa, da qual Jupiter faz parte. Entretanto, quando problemas relacionados ao fabulânio (a fonte de energia utilizada no livro) começam a acontecer, Morrigan desconfia que a maldição a seguiu, enquanto os locais temem pelo retorno de uma ameaça secular conhecida como Fabulador – responsável por um verdadeiro massacre que ainda assombra Nevermoor.

Ufa! Acreditem, isso é só a pontinha do iceberg de Os Desafios de Morrigan Crow. O livro, como praticamente toda obra introdutória de uma série de fantasia, traz diversos conceitos novos que são fundamentais para a construção de seu universo e mitologia. Começando pela própria Nevermoor, que é um Estado Livre, diferente de Chacalfax (que faz parte da República do Mar Invernal). Lá não existe a cultura das Crianças Amaldiçoadas, as pessoas são vibrantes e a mágica acontece. Acostumada a ser hostilizada por todos (inclusive sua própria família) devido à maldição, Morrigan encontra em Nevermoor a possibilidade de viver uma vida inimaginável, em que ela não é culpada por tudo de errado que acontece e onde, pela primeira vez, existe a chance de fazer amigos.

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Morrigan é uma menina carismática e da qual é possível sentir muita pena. Ela nunca conheceu afeto nem carinho e, mesmo assim, não é uma personagem amarga – ainda que tenha uma personalidade inquieta e por vezes levemente birrenta. Quando ela faz seu primeiro amigo, Hawthorne, outro candidato à Sociedade Fabulosa, é muito bacana vê-la desabrochar e vivenciar momentos que toda criança de 11 anos deveria, inclusive as traquinagens. Jupiter, seu patrono, é um personagem que conquista o leitor de imediato, ainda que pareça maluco em diversos momentos. Suas respostas evasivas às dúvidas de Morrigan me fizeram lembrar de Dumbledore ao tentar escapar de certas perguntas feitas por Harry. E mesmo o vilão tem os elementos que o tornam interessante, desde o mistério sobre sua identidade até a extensão de seus poderes.

E já que mencionei Harry Potter, vale dizer que solicitei Nevermoor à editora Rocco em parte pelos comentários que comparavam as duas séries. Em certo nível, sim, existem semelhanças: a protagonista é uma jovem criança que é resgatada de uma realidade horrível e adentra um mundo mágico onde praticamente tudo é possível. Mas, apesar de seguir a clássica fórmula da Jornada do Herói, Jessica Townsend conseguiu conceber um universo de fantasia bastante original e um enredo que nos prende devido aos desafios que Morrigan precisa ultrapassar. São quatro no total (numa vibe meio Torneio Tribruxo rs), que testam inteligência, determinação e talento, entre outras qualidades. Com o passar das páginas, vamos descobrindo junto da protagonista todos os elementos que tornam Nevermoor tão fantástica – e desejando fazer parte daquela Sociedade também.

Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow inicia com o pé direito uma série que tem tudo para ser divertida, envolvente e eletrizante. Com uma ótima promessa de vilão, uma personagem aprendendo sobre seu real potencial e um mentor cheio de carisma, não faltam bons personagens para nos conduzir por um universo criativo e cheio de boas promessas. Recomendo! 😉

Título Original: Nevermoor: The Trials of Morrigan Crow
Série: Nevermoor
Autor: Jessica Townsend
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 352
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Lista #9: Séries que combinam com o verão

Oi pessoal, tudo certo?

O tema do mês na coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de HistóriasInterrupted Dreamer e Tear de Informações) são férias de verão! Por isso, cada uma de nós preparou uma listinha de séries que têm tudo a ver com essa época.

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Prepara a pipoca, pega o protetor solar e bora maratonar! ☀

1) Gilmore Girls

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Apesar de não ser ambientada em uma cidade litorânea, Gilmore Girls se caracteriza como uma série leve e repleta de cenas bem-humoradas. Os personagens protagonizam diálogos ágeis e divertidos (especialmente Lorelai) e não faltam eventos pitorescos que agitam a pequena comunidade de Stars Hollow. Se considerarmos ainda o especial da Netflix, há um episódio dedicado à estação mais ensolarada do ano.

2) Brooklyn Nine-Nine

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Verão combina com alto astral, então como não lembrar de Brooklyn Nine-Nine? A série, que se tornou uma das minhas comédias favoritas, tem um humor inocente, divertindo-se com seus personagens e plots sem nunca estereotipar as pessoas ou reproduzir preconceitos. Há também bons momentos que falam sobre racismo, feminismo e representatividade. Muito amor! ❤

3) Dexter

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Ambientada em Miami, com direito a muitas camisas floridas e dias quentes, Dexter foi uma das primeiras séries que acompanhei. A trama gira ao redor de Dexter Morgan, um serial killer que mata apenas assassinos. Parte da ironia reside no fato de que Dexter trabalha para a polícia como especialista forense – o que lhe garante ótimas informações sobre seus alvos.

4) Friends

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Minha sitcom favorita não poderia estar fora da lista. Além de ser muito divertida e contar com momentos e personagens icônicos, Friends tem vários episódios que têm tudo a ver com a estação: há um especial na praia, em Las Vegas e até em Barbados. Um clássico que nunca perde a graça!

5) Fruits Basket

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Pra finalizar a lista, que tal uma dica de anime? Fruits Basket tem a doçura do verão tanto na trama quanto nos personagens. Apesar de parecer uma história leve sobre uma colegial que acaba indo morar na casa de seu colega de escola, Furuba (apelido carinhoso do anime e do mangá) vai revelando uma trama que fala sobre solidão, bullying, preconceito e sobre a força que o amor e a amizade exercem em nossas vidas. Lindo demais. ❤

Quais séries que combinam com o verão vocês indicariam?
Me contem nos comentários! 😀

Dica de Série: Safe

Oi pessoal, tudo bem?

Harlan Coben é um autor mega popular entre os fãs de livros policiais, e agora ele também roteirizou uma minissérie da Netflix, Safe. Hoje eu te conto o que achei dela. 😉

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Sinopse: Após o desaparecimento de sua filha mais velha, um cirurgião viúvo faz descobertas terríveis sobre pessoas bem próximas.

Safe narra a busca de Tom Delaney, um pai viúvo cuja filha mais velha, Jenny, desaparece após sair para uma festa com os amigos em uma das casas do condomínio fechado onde vivem. A comunidade fica ainda mais inquieta quando, além do sumiço de Jenny, seu namorado, Chris, é encontrado morto. Tom então coloca todos os seus esforços em investigar o paradeiro da filha, tendo como apoio seu melhor amigo, Pete, e a detetive Sophie (sua vizinha e envolvimento amoroso).

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Eu amo histórias policiais com todas as forças. Basta ter um sumiço ou uma morte misteriosa que eu já fico enlouquecida querendo maratonar (seja livro, seja série). Safe tem uma premissa bem legal e os episódios mostram flashbacks da noite da festa, de modo que a curiosidade sobre o destino de Jenny é crescente. Ao longo dos 8 episódios que compõem a minissérie vamos descobrindo segredos que a garota esconde – não somente sobre si mesma, mas sobre sua própria família. E fica evidente que apesar da suposta segurança oferecida pelo condomínio, muitos dos problemas estão na verdade no lado de dentro de suas grades.

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Apesar da premissa instigante, Safe sofre com algumas reviravoltas dignas de novela mexicana. Eu nunca li nada do Harlan Coben, então fica difícil dizer se a obra original também tem esse problema ou se a adaptação não conseguiu tornar certas situações mais verossímeis no curto espaço de episódios disponíveis. Existem momentos que a única reação possível é o meme “não pode c”, sinceramente: um corpo sendo encoberto da maneira mais burra possível, um médico metido a McGyver no meio da quebrada e um plot meio DNA no Programa do Ratinho são alguns exemplos disso.

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As atuações também não brilham, sendo raros os momentos em que algum personagem conquista simpatia. O próprio protagonista não tem muito carisma, e isso que ele é interpretado pelo Michael C. Hall, que ganhou meu coração em Dexter. Foi a primeira vez que o vi em um papel diferente e infelizmente não fiquei impressionada. Por outro lado, elogio o fato da série trazer personagens que transitam em uma zona cinza, com qualidades e defeitos facilmente encontrados fora da ficção.

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Não posso negar que há diversas tosquices de Safe, mas também preciso admitir que a série tem um bom ritmo e consegue prender a atenção. Porém, fiquei curiosa pra saber se os livros do Harlan Coben são mais verossímeis, porque não foi apenas uma vez que eu me perguntei “sério que isso é Harlan Coben?” rs. Resumindo, não é uma série perfeita, mas é ágil e entretém. Se você estiver de bobeira e quiser um entretenimento rápido e com temporada única, pode ser uma boa opção.

Título original: Safe
Ano de lançamento: 2018
Direção: Harlan Coben, Danny Brocklehurst
Elenco: Michael C. Hall, Amanda Abbington, Marc Warren, Amy James-Kelly, Hannah Aterton, Audrey Fleurot

O Infinitas Vidas fez aniversário (e tem sorteio!)

Seis anos.
Ontem o blog completou 6 anos de existência.

Dá pra acreditar que eu tenho um blog com idade equivalente a uma criança que já vai pra escola? Um blog que me trouxe várias amizades na blogosfera, uma parceria com uma das minhas editoras favoritas e a experiência de conhecer diversos autores nacionais?

Sério, eu ando muito #gratidão ultimamente, mas é inevitável. É esse o sentimento que me toma quando penso em tudo que vivi graças a esse espaço. Gratidão e orgulho! O blog se tornou um portfólio e me permite estar sempre exercitando o que mais amo fazer – escrever.

Obrigada por me permitirem fazer isso. Por estarem aqui, acompanharem e comentarem os posts, me dizerem que curtiram ou compraram algo que eu indiquei, me perguntarem se tenho alguma dica… Vocês não fazem ideia do quanto isso me motiva. Obrigada, obrigada, obrigada! ❤

E pra não perder o costume, que tal um sorteio pra comemorar? O prêmio é um exemplar de Corpos Ocultos, da Caroline Kepnes, obra que inspirou a segunda temporada de You (cuja série resenhei aqui no blog).

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E agora vamos às informações sobre o sorteio! Vocês devem preencher o formulário disponibilizado neste post e cumprir os pré-requisitos solicitados. No dia definido, usarei o site Random.org para sortear um número aleatório (eles estarão na planilha gerada pelo formulário), que indicará o vencedor. Vou conferir se a pessoa cumpriu os passos e entrarei em contato via e-mail ou Facebook para a entrega do prêmio! 😀

Como participar?

  •  Seguir o Infinitas Vidas por e-mail ou via WordPress.
  • Seguir o perfil do Infinitas Vidas no Instagram.
  • Chance extra: curtir a página do Infinitas Vidas no Facebook.
  • Preencher o formulário no fim do post.
  • Ter endereço de entrega no Brasil, com alguém que possa receber o livro (sou responsável pelo custo do frete, mas caso haja algum problema na entrega por falta de alguém para receber o presente, quando o livro retornar para o destinatário enviarei novamente – desde que o segundo frete seja pago pelo sorteado, ok?).
  • O livro pode ter marcas de manuseio, pois trata-se de um exemplar fora de comercialização recebido em parceria.

O resultado sai aqui nesse post, dia 09 de fevereiro! ❤
Boa sorte a todos!

Review: Frozen 2

Oi pessoal, tudo bem?

Seis anos depois da estreia do icônico Frozen, finalmente sua sequência chegou aos cinemas, e eu corri pra conferir. Fiquem tranquilos que o review não tem spoilers!

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Sinopse: De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes.

Tudo parece bem em Arendelle. Elsa governa com carinho e sabedoria, Anna (que segue em um relacionamento com Kristoff) está sempre ali para apoiar a irmã e as coisas seguem seu curso em paz. Porém, quando Elsa começa a ouvir uma voz misteriosa e manifestações estranhas da natureza passam a ocorrer em seu reino, as duas irmãs descobrem que há um segredo oculto sobre o passado de Arendelle. Para descobri-lo – e acalmar os elementos que perturbam o reino –, Elsa e Anna terão que adentrar a chamada Floresta Encantada, cuja névoa a separa do resto do mundo desde que seu povo e o povo nativo da floresta guerreou, há muitos e muitos anos. Nesse processo elas aprendem não apenas sobre o conflito de seus ancestrais, mas também sobre si mesmas.

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Frozen 2 traz um novo elemento à mitologia pouco explorada no primeiro filme: agora somos apresentados ao conceito de que existem espíritos da natureza responsáveis pelo fogo, pelo ar, pela terra e pela água. Esses espíritos estão inquietos e demandam de Elsa e Anna que elas descubram a verdade sobre o conflito entre o exército de Arendelle e o povo de Northuldra que, teoricamente, estavam confraternizando em paz. Uma vez dentro da Floresta Encantada, o grupo carismático que tanto nos conquistou no primeiro longa (formado por Elsa, Anna, Kristoff, Sven e Olaf) se depara com as pessoas que estiveram presas durante todos esses anos e percebem que mesmo para elas o motivo do conflito não era claro. Esse plot promove às jovens uma jornada de aprendizado a respeito do passado de seus pais e da sua verdadeira origem.

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Se Frozen é um filme sobre autoaceitação, Frozen 2 é sobre identificação, sobre a busca do seu lugar no mundo. O primeiro longa termina com Elsa em um lugar feliz, mas ainda assim deslocado. Sem saber de onde vem sua magia (e mesmo o porquê dela ser mágica), a jovem não sabe exatamente qual o seu propósito. Em Frozen 2, entretanto, Elsa parte em uma missão própria que não é motivada apenas pelo desejo de salvar Arendelle, mas também para descobrir mais sobre si mesma e seu papel. Essa jornada confere mais complexidade à personagem, que desde o primeiro filme já era interessante. Outro ponto positivo desse plot é que ele serve para romper o cordão umbilical que conecta Elsa a Anna – por mais que o amor entre as irmãs seja lindo e admirável, eu honestamente fico meio cansada da Anna correndo atrás da Elsa que nem uma desesperada. É sufocante!

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Frozen 2 também é um filme muito engraçado. Olaf é, obviamente, um dos pontos altos da sequência, e ele protagoniza a MELHOR CENA de retrospectiva possível. Fica a dica: o filme tem cena pós-créditos e vale a pena esperar! Mas Olaf não é o único responsável pelas minhas risadas; a cena musical do Kristoff é constrangedoramente engraçada e remete a clipes dos anos 80-90 (eu ri pra caramba!). Já Elsa vivencia uma cena que homenageia e ao mesmo tempo brinca com o primeiro longa, ironizando alguns momentos dramáticos e divertindo ao mesmo tempo. Outro aspecto que merece elogios é a direção de arte: Frozen 2 é um filme deslumbrante. Dos novos figurinos aos ricos detalhes do cenário, cada cena é um deleite visual. Os flocos de neve deixam de ser as únicas estrelas e a Floresta Encantada torna-se o palco de momentos incríveis, com suas folhas coloridas pelo outono. Amei cada detalhe!

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Porém, o filme não é perfeito. Existem dois detalhes que preciso pontuar: o primeiro é referente à trilha sonora. Apesar de ter músicas excelentes (e muitas delas usam o mesmo campo harmônico das canções do primeiro filme, ativando a nossa memória afetiva), a verdade é que não existe uma “Let it Go” em Frozen 2. Nenhuma música me desagradou, mas nenhuma marcou o suficiente pra me fazer sair cantando após a sessão. O segundo aspecto é referente à falta de plot twist: não há um vilão em Frozen 2, não há uma revelação que faça cair o queixo ou um momento de aflição que nos faça temer pelos personagens. O filme transita em um terreno muito seguro e acaba sendo um pouco previsível por conta disso (foi fácil descobrir os dois elementos revelados no longa). Apesar disso, a trama não deixa de ter brilho próprio, porque a jornada de crescimento de Elsa e Anna compensa a falta de surpresas.

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Frozen 2 é uma ótima sequência, que aprofunda a mitologia iniciada no primeiro longa e promove a evolução de suas protagonistas. É nítido o quanto Elsa e Anna crescem no final, assumindo papeis que se encaixam com aquilo que elas acreditam e defendem. E, é claro, reforça a ideia de que o amor nos conecta de qualquer lugar, sendo uma força que motiva e impulsiona mesmo nos momentos mais escuros. Apesar de não ser tão marcante quanto o primeiro filme, Frozen 2 é uma experiência que enriquece muito esse universo (não mais tão) congelado que amamos. ❤

Título original: Frozen II
Ano de lançamento: 2020
Direção: Jennifer Lee, Chris Buck
Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad, Jonathan Groff, Sterling K. Brown, Evan Rachel Wood

As melhores (e piores!) leituras de 2019

Oi pessoal, tudo bem?

Eu não poderia iniciar 2020 sem fazer uma retrospectiva das leituras de 2019. Não foi um ano tão produtivo quanto 2018, mas ainda assim tive ótimas experiências literárias (e algumas não tão boas assim…). Bora conferir?

Top 3 melhores leituras

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Lendo de Cabeça Para Baixo: essa foi minha primeira experiência com chick-lits e eu me apaixonei. A trama é divertida, os personagens são ótimos e até a capa é pura fofura. Resenha | Compre aqui
Daniel, Daniel, Daniel: além de abordar um tema pouco visto na literatura jovem (o TOC), o livro transborda carisma graças à dupla de protagonistas. Resenha | Compre aqui
Desafiando as Estrelas: eu não sou a maior leitora de sci-fi, mas gostei muito desse livro. Além da ambientação criativa, o desenrolar da história é super envolvente. Resenha | Compre aqui

Top 3 piores leituras

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Garotas Incompletas: uma antologia que tinha tudo pra ser interessante, mas que peca ao reunir contos mal desenvolvidos (com algumas exceções). Resenha | Compre aqui
A Bruxa Não Vai Para a Fogueira Neste Livro: infelizmente, encerrei 2019 com uma péssima experiência. Esse livro de poemas é pobríssimo, repetitivo e exaustivo. Compre aqui
A Mulher na Janela: não que o livro seja terrível, mas ele não funcionou comigo. Achei enfadonho e previsível (e torço pra que o filme seja melhor). Resenha | Compre aqui

E pra vocês, como foi o balanço de leituras em 2019?
Me contem nos comentários! ❤