Review: O Plano Imperfeito

Oi meu povo, tudo certo?

Vamos de filme fofo para animar o domingo? Vamos! Hoje vou contar o que achei de O Plano Imperfeito, comédia romântica da Netflix. 😉

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Sinopse: Harper (Zoey Deutch) e Charlie (Glen Powell) trabalham como assistentes para dois executivos em Manhattan. O temperamento e a dinâmica de seus chefes transformam suas vidas em um verdadeiro inferno. Desesperados e exaustos, os dois jovens se juntam para elaborar um plano um tanto quanto ousado: fazer com que os seus superiores se apaixonem e, dessa forma, fiquem mais tranquilos em relação ao trabalho.

Harper e Charlie são assistentes de dois profissionais extremamente exigentes e sem noção. Harper trabalha para uma grande jornalista esportiva, Kirsten, e tem o sonho de tê-la como mentora; Charlie é assistente de Rick, um profissional importante do ramo de investimentos, e deseja sua tão sonhada promoção, de modo a ter mais tempo e status para oferecer à sua namorada, uma modelo em ascensão. Os dois assistentes acabam se conhecendo por acaso (fazendo hora extra, é claro) e, ao perceberem que ambos sofrem com os abusos dos chefes, decidem armar um encontro para que fiquem juntos (e parem de incomodar rs).

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O Plano Imperfeito nada mais é do que uma comédia romântica clichê. Isso é um defeito? Claro que não! Quando bem feito, eu adoro! ❤ E, aqui, deu muito certo. Harper é uma pessoinha apaixonante: bem humorada, ligada no 220v, espontânea e dedicada. Seu grande sonho é escrever sobre esportes, mas ela nunca tem tempo para se dedicar a isso devido à carga de trabalho. Charlie, por outro lado, é alguém ambicioso, cujo status importa (tanto na profissão quanto no seu relacionamento com a modelo Suze). Entretanto, ao conviver com Harper, ele começa a perceber que existem outras coisas muito mais importantes do que as aparências e, principalmente, do que investir sua vida em um trabalho no qual você não acredita.

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É bem engraçado ver as armações que os dois preparam para juntar Rick e Kirsten. Harper e Charlie têm muita química, e suas diferenças fazem com que seja ainda mais fofo vê-los juntos. As cenas da amizade improvável dos dois são muito bacanas, e a dupla esbanja carisma. Quando os sentimentos vão se transformando, é impossível não shippar e torcer loucamente pra que tudo dê certo. E o mais bacana é que ambos aprendem que precisam se desafiar, e isso não necessariamente quer dizer dar um passo em frente na carreira. Às vezes, você precisa dar um pause, olhar para dentro de si mesmo e refletir sobre quem você é e sobre quem você quer ser.

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Outro aspecto bacana é que, apesar de ser uma comédia romântica, o filme não foca apenas no aspecto amoroso envolvendo os personagens. Mesmo em um tempo curto de duração, O Plano Imperfeito consegue mostrar outros aspectos do dia a dia de Harper e Charlie que não necessariamente o romance. Ambos têm amigos, uma vida própria e ambições que desejam conquistar, o que dá mais profundidade às suas personalidades. Até Kirsten e Rick tem um certo desenvolvimento (apesar de não serem o foco). E, apesar de eu não ter gostado do fato de Kirsten ser apresentada como “a mulher de negócios que abriu mão do amor para ser bem-sucedida”, no final ela demonstra sua força ao tomar uma decisão muito acertada. 😉

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O Plano Imperfeito é o filme ideal se você quer curtir uma produção despretensiosa, mas cativante. Ele é engraçado, tem bons personagens e traz um casal que conquista. Com  Plano Imperfeito, uma pipoquinha e um cobertor, tenho certeza de que o seu domingo vai ficar ainda mais aconchegante. ❤

Título original: Set It Up
Ano de lançamento: 2018
Direção: Claire Scanlon
Elenco: Zoey Deutch, Glen Powell, Lucy Liu, Taye Diggs, Meredith Hagner, Pete Davidson

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Dica de Série: Brooklyn Nine-Nine

Oi pessoal, tudo bem?

Sabe quando você se vicia em uma série e quer falar dela pra todo mundo? Após sentir isso por One Day at a Time, cá estou para falar sobre meu novo amor: Brooklyn Nine-Nine!

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Sinopse: O brilhante e imaturo detetive Jake Peralta precisa aprender a seguir as regras e trabalhar em equipe quando um capitão exigente assume o comando de seu esquadrão.

Jake Peralta é um detetive extremamente talentoso, mas muuuito imaturo. Quando Raymond Holt, o novo (e sisudo) capitão, assume o 99º distrito policial do Brooklyn, o rapaz encara o desafio de lidar com alguém tão diferente dele no comando. Essa é a premissa inicial, a pontinha do iceberg de Brooklyn Nine-Nine (carinhosamente chamada pelos fãs de B99). A verdade é que a graça dessa série está em seus diversos personagens, suas relações, as atuações primorosas dos atores e, é claro, em suas excelentes piadas.

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Existem alguns papéis estereotipados em B99, mas eles não têm a função de menosprezar ou minimizar certos perfis de personagens; são arquétipos que ajudam o espectador a identificar as principais características de cada um. Entretanto, os personagens têm mais camadas do que aparentam: Jake é o cara esperto e imaturo, mas ele é um profissional extremamente dedicado e um amigo de ouro; Amy é a CDF que quer agradar seu chefe mais do que qualquer coisa, mas é também uma mulher decidida e competente; o próprio Holt é um homem que tem a postura séria e inabalável, mas que foge do padrão por ser um policial negro e gay; e por aí vai. Cada personagem de B99 colabora do seu modo para tornar a série marcante, engraçada e viciante como é (exceto a Gina, não gosto da Gina… tá, ela é importante também). Como não amar Terry amando iogurtes ou falando de suas filhinhas? Ou Rosa sendo a maior badass? Ou ainda Charles e sua admiração por Jake (e por comidas estranhas)? ❤

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Brooklyn Nine-Nine traz os detetives da 99ª resolvendo diversos crimes, e é deliciosamente engraçado acompanhar esse tipo de trama em uma série de comédia (já que, normalmente, isso ocorre em séries policiais dramáticas). Brooklyn Nine-Nine explora os clichês desse tipo de história propositalmente, sempre com bom humor. E isso funciona perfeitamente, já que a leveza da série sempre se mantém, fazendo o espectador rir das mais diversas situações. Entretanto, mesmo sendo uma série alto astral, existem temas que são trabalhados de modo brilhante (ainda que de modo sutil em alguns casos): homofobia, machismo e racismo são alguns exemplos, e a série consegue desenvolver esses conteúdos de modo competente, mesmo sem utilizar grandes cenas dramáticas como recurso. Discussões como a importância das mulheres se apoiarem, ou a opressão sofrida por negros e gays apenas por serem quem são são alguns exemplos dos temas trazidos por B99. Outro aspecto muito bacana sobre a série é que sua trama não é repetitiva: Brooklyn Nine-Nine não fica explorando os mesmos temas à exaustão e fazendo sempre as mesmas piadas (como a imaturidade do Jake, por exemplo). Ela cresce e se diversifica, assim como seus personagens.

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Brooklyn Nine-Nine entrou para o meu Top 3 de séries de comédia favoritas, junto com Friends e One Day at a Time. É difícil pra mim ser objetiva para explicar todos os motivos pelos quais me apaixonei instantaneamente por Brooklyn Nine-Nine série desde o primeiro episódio, mas o que posso dizer com certeza é que é fácil perceber como todos os envolvidos se dedicam a fazer da série o que ela é. Os atores entregam performances maravilhosas, os personagens se desenvolvem (ganhando nuances e amadurecimento), os episódios envolvem e fazem rir. E os bordões, então? “Noice”, “Cool, cool, c-cool, cool, cool…”, “Nine-Nine!” são alguns dos que fazem parte do meu vocabulário agora. 😂

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Eu não sei o quê passou pela cabeça da Fox ao cancelar essa série, mas sou uma das pessoas que estão exultantes pelo fato da NBC ter escolhido salvá-la. E se você ainda não conhece Brooklyn Nine-Nine, meu conselho hoje é: assista! São poucas as séries que me cativam a ponto de ganhar um espaço garantido no meu coração, e essa é uma delas. Espero que conquiste você também. 😉

Título original: Brooklyn Nine-Nine
Ano de lançamento: 2013
Criadores: Dan Goor, Michael Schur
Elenco: Andy Samberg, Andre Braugher, Melissa Fumero, Joe Lo Truglio, Stephanie Beatriz, Terry Crews, Chelsea Peretti, Dirk Blocker, Joel McKinnon Miller

Review: Para Todos Os Garotos Que Já Amei

Oi gente, tudo bem?

Depois de muita espera e ansiedade, Para Todos Os Garotos Que Já Amei finalmente chegou na Netflix, e hoje eu vim contar pra vocês o que achei dessa adaptação tão aguardada. ❤

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Mas essa não é a única coisa especial do post de hoje: ele também inaugura uma nova parceria aqui do blog: o grupo Uma Amiga Indicou! Junto da Ale (Estante da Ale), da Carol Antonucci (Caverna Literária), da Carol Cristina (A Colecionadora de Histórias) e da Pam (Interrupted Dreamer), todo mês vou trazer aqui no blog alguma indicação bem especial, pensada pelo grupo especialmente pra vocês. ❤ Espero que vocês gostem tanto quanto a gente!

Agora vamos ao review!

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Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

Resumindo o plot principal: Lara Jean é uma garota romântica que escreve cartas de amor para cada garoto por quem se apaixonou. Um dia, as cartas são misteriosamente enviadas, e ela entra em pânico, pois um dos destinatários é Josh, seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã. Para evitar uma confusão entre ela, Josh e sua irmã, ela aceita fingir um namoro com Peter Kavinsky, o garoto mais popular da escola (que deseja reconquistar a ex-namorada, Genevieve).

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Em primeiro lugar, eu amei a atmosfera do longa, e de como ele conseguiu traduzir perfeitamente o clima que permeia a leitura. A decoração do quarto de Lara Jean, suas roupas e até o modo de prender o cabelo refletem perfeitamente aquilo que está escrito nas páginas, transportando o espectador para o universo da trilogia. Lana Condor fez com que eu me apaixonasse de vez por Lara Jean. Se no livro eu a acho um pouco apática e sonhadora demais, no filme eu fiquei encantada com seu jeitinho atrapalhado, doce, gentil – e, ainda assim, determinado e cheio de opiniões. A personalidade de Peter condiz totalmente com sua contraparte literária: ele é confiante e carismático, exatamente como eu imaginei. A única coisa que me decepcionou foi a aparência: desculpa gente, não achei o ator bonito não. 😂 Ele é no máximo ajeitadinho (e o Peter é descrito como deslumbrante, né).

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Existem algumas pequenas mudanças em relação ao livro. Alguns personagens e cenas foram cortados, e isso é compreensível quando pensamos que o filme tem apenas 1h40 (aproximadamente) de duração. Entretanto, conversando com a Carol C., me dei conta de que poderiam existir mais cenas entre Lara Jean e Peter, para que a aproximação dos dois fosse mais natural, como no livro. As mudanças não prejudicaram minha experiência e eu adorei as cenas do casal (especialmente quando conversam sobre família), mas se tivessem mais momentos apenas entre os dois, o filme ficaria ainda mais incrível.

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Outros personagens de quem eu não gostava no livro acabaram me conquistando no filme: Chris mantém a essência “livre” e meio maluca, mas é uma amiga que defende Lara Jean com unhas e dentes (enquanto, no livro, ela me parece meio… aproveitadora); Kitty, que eu acho um pé no saco no livro (sim, devo ser a única a não curtir a personagem, mas paciência) ficou muito engraçada e carismática. Josh tem uma participação quase insignificante, o que considero um ponto negativo: parece mais difícil “comprar” todo o sentimento de Lara Jean por ele, porque o personagem não tem a chance de brilhar e de demonstrar sua personalidade no filme.

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Para Todos Os Garotos Que Já Amei fez um trabalho maravilhoso em adaptar o livro e, principalmente, conquistar seu próprio tom. O filme é engraçado, divertido, romântico e fofo – sem nunca ficar meloso ou forçado demais. O longa também traz a importância da família, do perdão e da força do apoio mútuo. A química entre os atores torna cada cena divertida de assistir, arrancando sorrisos e emoções do espectador. Se eu já tinha me apaixonado antes pelo romance de Lara Jean e Peter K., depois desse filme meu coração ficou ainda mais quentinho ao pensar neles. ❤ Adorei!

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P.S. (com spoilers, selecione se quiser ler): AI QUE MEU JOHN AMBROSE MCCLAREN APARECEU NA CENA PÓS-CRÉDITOS!!! 😱 Cadê o próximo filme, produção?

Título original: To All The Boys I’ve Loved Before
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susan Johnson
Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Israel Broussard, John Corbett, Janel Parrish, Anna Cathcart

Dica de Série: Alias Grace

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei da minissérie Alias Grace, baseada no livro Vulgo Grace, da Margaret Atwood (que, por sua vez, é baseado numa história real ocorrida no Canadá, no século 19).

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Sinopse: Nesta série baseada no premiado livro de Margaret Atwood, um psiquiatra tenta decidir se uma assassina deve ser perdoada mediante a alegação de insanidade.

Na série, acompanhamos o psiquiatra Simon Jordan, cujo objetivo é entrevistar a prisioneira Grace Marks (acusada e condenada pelo assassinato de seu antigo patrão, Thomas Kinnear, e sua governanta, Nancy Montgomery) para avaliar sua sanidade e, a partir disso, determinar se ela merece o perdão para ganhar novamente sua liberdade. Em suas conversas com a moça, Grace vai rememorando sua vida sofrida e narrando os fatos que a levaram até ali. Com o passar dos dias, o Dr. Jordan vai ficando fascinado com sua história e, principalmente, com as ambiguidades de seus relatos.

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Alias Grace é uma série que constrói sua narrativa lentamente, mas jamais de modo entediante. Grace é um verdadeiro mistério, para nós e para Jordan, e vai se revelando aos poucos – sempre na perspectiva que a jovem nos permite enxergar. Sua história de vida é bastante sofrida: ela fugiu de uma casa em que passava por maus tratos vindos de um pai abusador, foi trabalhar em uma casa de família na qual sua melhor amiga morreu e, posteriormente, mudou-se para a casa de Kinnear, local que selou seu destino. Sob as ordens da governanta Nancy (que era também amante de Kinnear), Grace passou a ser tratada com rispidez e severidade. Durante sua estada na propriedade, ela conhece o jovem James McDermott, que odeia profundamente Kinnear e Nancy. Ele foi acusado de orquestrar o crime e, por isso, foi para a forca; entretanto, mesmo em seus momentos finais, o rapaz acusava Grace de ser responsável pelo assassinato.

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É inquietante perceber as dissonâncias da narrativa de Grace e dos registros oficiais em relação ao crime. Em nenhum momento a série deixa claro quem está falando a verdade, Grace ou McDermott. Entretanto, é impossível não se afeiçoar à moça (ou melhor, ao seu relato): ela transmite uma tranquilidade e uma inocência que fazem com que a gente queira confiar e acreditar nela. E é justamente sua capacidade de se mostrar como um ser dócil e passivo (características esperadas do gênero feminino, especialmente naquela época) que a salva da morte e permite que ela seja avaliada para ter uma chance de liberdade, como foi dito pela historiadora canadense Ashley Banbury. De certo modo, Grace é bastante subversiva, especialmente por conseguir manipular não apenas o júri, como também o Dr. Jordan e, é claro, o espectador.

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Alias Grace também traz críticas ao modo como a sexualidade feminina é vista pela sociedade. Grace questiona porquê mulheres pagam com a vida quando erram, enquanto homens gozam de privilégios e liberdade. A morte de sua melhor amiga, Mary, tem um grande impacto em sua personalidade, causando uma reviravolta no final que deixa o espectador com a pulga atrás da orelha sobre o que é real ou não em sua história. Ainda assim, a amizade das duas é comovente e de grande importância na vida de Grace.

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Os episódios tem uma fotografia incrível, bem como figurinos belíssimos, que transportam quem assiste diretamente para aquela época. Além disso, o desenrolar lento também é repleto de tensão, especialmente durante as entrevistas do Dr. Jordan e Grace. Eu ficava super ansiosa pelo próximo capítulo, e fiquei muito satisfeita com a duração da série: a história foi perfeitamente contada em 6 episódios de cerca de 45 minutos. O final, em aberto, é sen-sa-cio-nal, e te faz questionar tudo que você assistiu (e acreditou) até então.

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Alias Grace é uma série provocativa, que não se propõe a dar respostas definitivas sobre o que aconteceu no caso de Grace Marks. Ela questiona o papel da mulher na sociedade, bem como mostra o uso da performance feminina para subjugar os homens no poder. Também critica as injustiças que ocorrem com mulheres que não chegam nem perto de atingir os homens. E, é claro, tem um enredo instigante e envolvente, narrado por uma personagem nada confiável, mas fascinante.

Título original: Alias Grace
Ano de lançamento: 2017
Criador: Sarah Polley
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Anna Paquin, Paul Gross, Zachary Levi, Kerr Logan, Rebecca Liddiard

Dica de Série: The Alienist

Oi pessoal, tudo bem?

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer imensamente a quem respondeu à Pesquisa de Opinião no post anterior! ❤ Pude tirar uns insights ótimos graças às respostas de vocês, e prometo me esforçar pra deixar o Infinitas Vidas cada vez melhor. Muuuito obrigada! 😍 E agora vamos à dica de hoje!

Que eu amo histórias de investigação não é novidade, por isso fiquei louca de vontade de conferir The Alienist, da Netflix. Hoje vim contar o que achei dessa série e, já adianto: vale a pena! 😉

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Sinopse: Na trama, quando uma série de horríveis assassinatos de garotos prostitutos assombra a cidade, o recém-nomeado Comissário de Polícia Theodore Roosevelt encarrega o psicólogo criminal (também conhecido como alienista) Dr. Laszlo Kreizler (Brühl) e o jornalista John Moore (Evans) para conduzir a investigação em segredo. Eles contam com a ajuda de uma equipe singular, incluindo a intrépida Sara Howard, uma jovem secretária da equipe de Roosevelt que está determinada a se tornar a primeira detetive de polícia da cidade de Nova York. Usando os conhecimentos emergentes de psicologia e as primeiras técnicas de investigação forense, este grupo investiga um dos primeiros serial killers de Nova York.

The Alienist se passa no século 19, em uma época no qual as doenças mentais eram um terreno nebuloso e desconhecido. Os médicos que se encarregavam de tratar essas doenças eram conhecidos como alienistas, e um desses profissionais protagoniza a trama. Lazslo Kreizler é um alienista com experiência no tratamento de crianças; quando um jovem garoto de programa é encontrado morto de forma brutal, o Dr. Kreizler percebe semelhanças com um antigo caso que acompanhou, o que o perturba, mas também atiça sua curiosidade. Contando como aliados o ilustrador John Moore (um homem de bom coração, que enfrenta dificuldades com o alcoolismo), Sara Howard (a primeira mulher a ser admitida como funcionária do Departamento de Polícia) e dois irmãos peritos em ciência forense, Laszlo Kreizler se vê adentrando em um terreno perigoso, cheio de crueldade e corrupção.

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Os personagens têm grande destaque nessa série, e provavelmente foi isso que mais me deixou envolvida com a trama. Laszlo é o típico homem brilhante, mas com problemas de relacionamento interpessoal. Há mistérios em seu passado que o personagem se recusa a revelar, e seu modo racional muitas vezes afasta quem está ao seu redor. John é extremamente carismático e com forte senso de justiça. Porém, a perda de seu irmão e a traição de sua ex-noiva deixaram nele marcas profundas, que ele tenta compensar com bebida e sexo sem sentido. Sara é uma personagem determinada e independente, mas com traumas de infância que moldaram muito de sua personalidade. Ela não suporta depender de homens, e muito menos ser menosprezada por eles. O machismo do ambiente de trabalho (e fora dele) a perseguem, mas ela sabe lidar com isso sem baixar a cabeça. Por fim, temos os carismáticos irmãos Isaacson: dois jovens brilhantes e cheios de ideias inovadoras sobre a ciência forense. Apesar do menor desenvolvimento, gostei muito deles.

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As atuações são primorosas. Daniel Brühl dá vida a um Laszlo cheio de nuances, com qualidades e defeitos que o tornam um personagem totalmente cinza. Luke Evans, por sua vez, traz um John cativante, por quem é impossível não sentir afeição. Confesso que a atuação de Dakota Fanning não me convenceu durante a maior parte da série, me lembrando muito a Jane, de Crepúsculo. Entretanto, na reta final ela conseguiu me emocionar.

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A trama tem pontos muito fortes e alguns pontos fracos. A excelente ambientação, os figurinos impecáveis e imponentes, a fotografia escura e a trilha sonora aflitiva causam muitos sentimentos ao espectador, combinando perfeitamente com a época na qual a série se passa. A própria Nova York do século 19, com seus prostíbulos, pessoas pobres, carruagens pra todo lado e prédios em construção acaba sendo um personagem vivo e pulsante na trama. Além disso, The Alienist trata de corrupção policial, evidenciando como nomes importantes da sociedade nova-iorquina têm prioridade em relação a assassinatos de jovens prostitutos. Em meio a tudo isso, Ted Roosevelt (o futuro presidente dos EUA, na trama comissário de polícia), tenta fazer o seu melhor – ainda que rodeado de funcionários não confiáveis. O ritmo da série e o desenrolar da investigação também são envolventes e provocam um senso de urgência, já que o próximo assassinato é iminente, e essa ameaça paira o tempo todo no desenrolar dos episódios.

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Entretanto, há alguns pontos negativos também. A série nos entrega um suspeito que encaixa com todas as características para, depois, descartá-lo sem consequências. Fiquei incomodada com isso, especialmente porque não vi razão de tal trama sequer existir. Além disso, a investigação fica um pouco confusa quando o trio protagonista chega perto de descobrir a identidade do assassino; e talvez eu tenha sentido isso justamente por causa das evidências que apontavam para outra pessoa.

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Apesar das poucas ressalvas, eu amei The Alienist. A série tem um desfecho satisfatório, concluindo bem sua trama, mas com uma leve abertura que pode ou não dar margem para futuras investigações. Com personagens bem construídos, uma ambientação impecável e um desenrolar envolvente, The Alienist é uma ótima pedida pra quem aprecia séries investigativas. 😉

Título original: The Alienist
Ano de lançamento: 2018
Criador: Hossein Amini
Elenco: Daniel Brühl, Luke Evans, Dakota Fanning, Brian Geraghty, Douglas Smith, Matthew Shear, Robert Wisdom, Q’Orianka Kilcher, Matthew Lintz

Review: Jurassic World: Reino Ameaçado

Oi galera, tudo bem?

Ontem fui conferir Jurassic World: Reino Ameaçado e hoje conto o que achei pra vocês, sem spoilers. 😉

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Sinopse: Três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

O filme se passa 3 anos após seu antecessor, O Mundo dos Dinossauros. Claire e Owen não estão juntos, e ela trabalha em uma organização que luta pela preservação dos dinossauros. Os animais estão novamente ameaçados de extinção, pois um vulcão da Ilha Nublar foi reclassificado como ativo, e a qualquer minuto ele pode entrar em erupção. As esperanças de Claire se renovam quando Benjamin Lockwood, antigo parceiro de John Hammond (cuja companhia criou os clones dos dinossauros), oferece a Claire a chance de resgatar os animais da Ilha Nublar. Quem organiza toda a empreitada é o braço direito do idoso, Mills, que é também responsável por gerenciar a fortuna de Lockwood. Claire, então, procura Owen para ajudá-la na missão de trazer os dinossauros em segurança, e ele aceita. Entretanto, a ganância humana e a falta de escrúpulos levam os protagonistas a uma situação extremamente perigosa.

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Não posso negar, existem algumas coisas que são óbvias ao espectador logo de cara. O chefe da expedição tem todo o estereótipo de vilão traidor, e o alívio cômico do filme passa 80% do longa sendo apenas isso. Como críticas negativas, ressalto ainda as repetições no roteiro. T-Rex e Blue aparecendo no último minuto pra salvar os humanos é uma fórmula que já não surpreende mais. Ainda assim, o filme é cativante e, assim como o longa anterior, tem cenas de ação que te fazem prender a respiração e agarrar a poltrona do cinema. Seja na erupção do vulcão ou nas cenas da mansão Lockwood, eu levei vários sustinhos e fiquei imóvel de expectativa, tamanha a tensão que Reino Ameaçado causa.

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Nesse longa, o objetivo dos vilões é transformar os dinossauros em armas, leiloando-os a ricaços pelo mundo inteiro (fica aqui a crítica pro estereótipo tosco de comprador russo). O animal mais precioso do “catálogo” é o Indoraptor, uma espécie de fusão entre a Indominus Rex (do filme anterior) com o velociraptor. Além da crítica à ganância humana em si, que brinca com a natureza sem pensar nas consequências, o filme também mostra os maus tratos aos animais, que ficam sofrendo agressões em jaulas minúsculas. Essa atitude causa ainda mais desconforto quando percebemos que os animais sentem dor, medo e outras emoções – como fica nítido no caso de Blue, que demonstra também sentir empatia.

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Os personagens principais seguem carismáticos, e eu gosto muito da dinâmica de gato e rato de Claire e Owen. A nova adição infantil ao elenco, Maisie, também conquista (e está envolvida em um plot twist bem mindblowing, mas que não tem impacto na trama). A menina é neta de Lockwood e tem um papel fundamental no desfecho do longa. Aliás, o final deixa uma possibilidade de continuação incrível, questionando como será possível que a humanidade conviva com os dinossauros, que agora estão em liberdade. Devo dizer, inclusive, que a condução dos fatos nesses novos filmes me lembram a nova trilogia Planeta dos Macacos: inicia com um macaco que passa por experimentos, aí no segundo filme eles ganham o mundo e, no terceiro, há uma batalha pela sobrevivência. Ficarei de olho no terceiro longa de Jurassic World pra ver se vai rolar mais alguma semelhança. 😛

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Jurassic World: Reino Ameaçado é um filme de ação com várias cenas que deixam o espectador tenso e na expectativa pelo que vai acontecer (ainda que eu não tenha achado que seja uma vibe de terror, como outras críticas na internet comentaram). É um excelente entretenimento, que diverte e empolga durante sua duração. Recomendo!

Título original: Jurassic World: Fallen Kingdom
Ano de lançamento: 2018
Direção: Juan Antonio Bayona
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Justice Smith, Daniella Pineda, Rafe Spall, Isabella Sermon, James Cromwell, Toby Jones, Jeff Goldblum

Review: Aggretsuko

Oi galera, tudo bem?

Faz tempo que eu não falo sobre animes por aqui, né? E se eu te contar que Aggretsuko (de Aggresive Retsuko) foi uma das surpresas mais agradáveis e engraçadas dos últimos tempos? 😉 Vamos conhecer!

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Sinopse: Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente.

Uma red panda fofinha de 25 anos, que trabalha no setor de Contabilidade de uma grande empresa, sofre diariamente com o abuso de seu chefe preguiçoso e machista e desconta as frustrações do dia a dia cantando death metal num karaokê. Sim, essa é a trama de Aggretsuko, o novo anime da Sanrio (a mesma empresa criadora da Hello Kitty). 😂 E sabem o que é mais engraçado? A trama não é nada surreal, não!

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Retsuko é uma jovem solteira, infeliz no trabalho, insegura quanto sua aparência e que precisa contar as moedinhas no fim do mês pra pagar o aluguel e viver com dignidade. Seus dias são repletos de gritos e cobranças infundadas por parte de seu chefe, o Supervisor Porcão, um homem abusivo, machista e preguiçoso, que passa o dia inteiro polindo seus tacos de golfe e treinando novos movimentos e tacadas. Como todo jovem adulto que precisa do emprego, Retsuko engole diversos sapos e tenta lidar com a rotina da melhor forma possível. Sua maneira de extravasar é cantando sozinha no karaokê, e a comédia fica por conta da discrepância entre sua aparência fofa e o estilo musical favorito da protagonista, o death metal. Gritos, riffs pesados de guitarra, letras xingando o chefe e muito headbang marcam essas cenas, nas quais Retsuko aparece “possuída” pela música, com maquiagem pesada e língua de fora. Impossível não rir! 😂

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Aggretsuko traz, de maneira leve (mas surpreendentemente real) situações cotidianas que todo mundo já passou ou vai passar um dia: a convivência com colegas puxa-saco e fofoqueiros, um crush em um colega de trabalho, a cegueira em relação aos defeitos de alguém logo que nos apaixonamos, a dor de ter que dar um presente caro a amigos que estão se casando (o que compromete as finanças do mês), a sensação de frustração ao comparar sua vida à de uma amiga… São inúmeras situações relacionáveis, o que nos faz criar uma empatia instantânea por Retsuko.

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As amizades femininas também merecem destaque. Para a surpresa da protagonista, ela se vê amiga de duas funcionárias importantes da empresa em que trabalha: Gori e Washimi. Bonitas e bem-sucedidas, elas eram objeto de admiração de Retsuko, até que uma aula de yoga em comum acaba por uni-las. E as duas são incríveis, apoiando e incentivando Retsuko, especialmente  no que diz respeito à vida profissional.

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Com episódios de apenas 15 minutos, Aggretsuko foi uma grata surpresa que a Netflix me proporcionou. Confesso que só topei assistir porque meu namorado insistiu mas, no fim, me vi gargalhando e me identificando com os dramas da vida de Retsuko (que, aliás, tem praticamente a mesma idade que eu kkk rindo de nervoso). É um anime curtinho, que você assiste numa sentada, e vai te arrancar boas risadas. Vale a pena dar uma chance! 😀

Título original: Aggretsuko
Ano de lançamento: 2018
Criador: “Yeti” (pseudônimo)
Elenco: Kaolip, Komegumi Koiwasaki, Maki Tsuruta, Sohta Arai, Rina Inoue, Shingo Kato, Yuki Takahashi