Dica de Série: Sherlock

Oi gente, tudo bem?

Muita gente já conhece, mas eu não poderia deixar de falar sobre uma das séries de que mais gosto aqui no blog (e indicar pra quem não viu, é claro!): Sherlock.

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Sinopse: O Dr. John Watson precisa de um lugar para morar em Londres. Ele é apresentado ao detetive Sherlock Holmes e os dois acabam desenvolvendo uma parceria intrigante, na qual a dupla vagará pela capital inglesa solucionando assassinatos e outros crimes brutais. Tudo isso em pleno século XXI.

A versão da BBC de Sherlock traz as clássicas histórias de um dos detetives mais famosos da literatura para o século XXI, modernizando a trama e os personagens. Temos um Sherlock excêntrico e genial (interpretado pelo meu queridinho Benedict Cumberbatch) e um Watson leal e deslumbrado com as habilidades dedutivas do colega de apartamento (interpretado pelo carismático Martin Freeman).

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As temporadas são curtas, compostas de três episódios longos (de cerca de 1h30 de duração). Cada um deles adapta um livro ou história de Sherlock Holmes, mas o tema principal da temporada está todo costurado. Em Sherlock, vemos aventuras clássicas como Um Estudo em Vermelho, O Cão dos Baskerville e O Signo dos Quatro reimaginadas para o nosso tempo, apesar de contar com todo o brilhantismo e extravagância do detetive. ❤

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A produção da série também é fantástica. Os figurinos combinam com os personagens (até o chapéu clássico faz sua aparição!) e a ambientação londrina é apaixonante. Sherlock é uma série de grande qualidade técnica, e isso se aplica também às excelentes atuações. Sinceramente, pra mim não há versão melhor do Sherlock que a de Benedict Cumberbatch. Os trejeitos do personagem e sua inteligência acima da média são muito bem retratados. Entretanto, a série transforma Sherlock em uma figura mais arrogante e grosseira do que me recordo em relação aos livros; porém, mesmo com esses defeitos, Cumberbatch consegue deixá-lo carismático. Também tenho simpatia pelo Watson de Martin Freeman, apesar de achá-lo submisso e conformado (diferente de sua contraparte literária). 🤐 A relação entre os dois – sua amizade cheia de altos e baixos – também tem grande importância durante a trama.

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Apesar da 4ª temporada da série ter decaído um pouco em relação às anteriores, Sherlock é uma série que recomendo de olhos fechados. Talvez não exista uma nova temporada (em função das agendas lotadas dos atores), e a série termina de modo que não precisa necessariamente de uma renovação, o que me deixou satisfeita (já que eu odeio séries que são interrompidas abruptamente, com um gancho no final). Em suma, Sherlock é uma série incrível e vale a pena ser vista, seja você fã ou não de um dos detetives mais notórios da ficção. 🙂

Título original: Sherlock
Ano de lançamento: 2010
Criadores: Steven Moffat, Mark Gatiss
Elenco: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Mark Gatiss, Rupert Graves, Amanda Abbington, Una Stubbs, Andrew Scott

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Review: Sexy Por Acidente

Oi pessoal, tudo bem?

Estou bem louca das comédias românticas ultimamente, então hoje vim falar sobre mais uma que eu conferi nas últimas semanas: Sexy Por Acidente.

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Sinopse: Renee (Amy Schumer) convive diariamente com insegurança e baixa autoestima por conta de suas formas físicas. Depois de cair e bater a cabeça numa aula de spinning, ela volta a si acreditando ter o corpo que sempre sonhou e assim começa uma nova vida cheia de confiança e sem medo de seguir seus desejos.

Renee trabalha no departamento digital de uma grande marca da indústria cosmética feminina. Tendo como escritório um porão apertado e como colega um cara super ranzinza, o maior sonho de Renee é virar recepcionista no prédio principal da marca. Entretanto, seus problemas de autoestima – que envolvem principalmente seu corpo, considerado acima do peso – fazem da protagonista uma mulher bastante insegura. Contudo, em uma aula de spinning, um acidente faz com que ela bata a cabeça e… tudo muda!

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Em primeiro lugar, preciso elogiar a atuação da Amy Schumer. Que atriz engraçada e carismática! Após Renee bater a cabeça, sua visão se transforma e ela passa a enxergar a si mesma como uma mulher deslumbrante, de corpo escultural. Mas o maior acerto do filme é manter Amy Schumer no papel, em vez de substituí-la para mostrar o que Renee está enxergando. É justamente essa decisão que 1) torna tudo tão engraçado, porque a personagem segue a mesma, mas muda totalmente de postura e 2) evidencia justamente como a única coisa que faltava em Renee não era uma aparência de top model, mas sim autoconfiança. E assistir Renee flertando sem medo, dançando sem nenhuma vergonha e falando sobre seu próprio corpo escultural enquanto as pessoas ao redor ficam “ué, por que ela tá agindo assim do nada?” é engraçado demais.

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Ao longo da trama, a recém-adquirida autoconfiança de Renee faz com que a personagem alce voos cada vez mais altos. Creditando todas essas conquistas apenas a seu novo corpo, a personagem acaba deixando parte de sua personalidade para trás, o que a afasta das pessoas próximas e a distancia de sua verdadeira essência. Entretanto, como todo bom clichê de comédia romântica, Renee precisa enfrentar esses dilemas e entender quem ela é de verdade: uma mulher interessante, engraçada e bonita do jeito que ela é. Suas conquistas não são originadas de uma beleza irrefutável e óbvia, mas sim do conjunto de características que a tornam única.

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Sexy Por Acidente tem muitas cenas engraçadas e trata de um ponto muito importante: a autoestima feminina e a cobrança excessiva por padrões. É possível ser bonita e feliz sem necessariamente ter um corpo de modelo da Victoria’s Secret. Existem diversos fatores que nos fazem quem somos, e o corpo é apenas um deles. Lição válida e sempre necessária! 😉

Título original: I Feel Pretty
Ano de lançamento: 2018
Direção: Abby Kohn, Marc Silverstein
Elenco: Amy Schumer, Michelle Williams, Rory Scovel, Busy Philipps, Aidy Bryant, Tom Hopper

Dica de Série: O Mundo Sombrio de Sabrina

Oi meu povo, tudo bem?

Pra comemorar o Dia das Bruxas, nesta edição da coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da AleCaverna LiteráriaA Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer) decidimos escolher entre duas séries que têm tudo a ver com a data: A Maldição da Residência Hill ou O Mundo Sombrio de Sabrina.

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Eu sou SUPER medrosa e, apesar dos elogios à Residência Hill, não tive coragem de assistir. Somado isso ao fato de que eu estava looouca para conferir o remake de Sabrina, bom… resolvi unir o útil ao agradável. 😛

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Sinopse: Bruxa e também mortal, a jovem Sabrina Spellman fica dividida entre a vida normal de adolescente e o legado de sua família feiticeira.

Quando eu era criança, lembro de gostar de Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, mas confesso pra vocês de que mal me lembro da história. Por isso, pude assistir a O Mundo Sombrio de Sabrina com a mente totalmente aberta, sem comparações ou expectativas, o que foi ótimo! Adorei o clima macabro, a ambientação sinistra e o cast maravilhoso!

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Sabrina é uma jovem prestes a completar 16 anos que se vê dividida entre dois mundos: ela é metade bruxa, metade mortal. No seu aniversário, ela deverá passar pelo Batismo das Trevas, de modo a entrar para a Academia de Artes Ocultas, onde desenvolverá sua magia e servirá ao Senhor das Trevas (aka Satã). Para isso, entretanto, ela deverá abrir mão de sua vida mortal, ou seja, de seu namorado e suas melhores amigas. Obviamente, Sabrina entra em um conflito frente a tal decisão, optando por não seguir tal caminho – o que causa muito alvoroço na comunidade bruxa.

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Meu primeiro comentário sobre a série é: A PROTAGONISTA É A CARA DA HERMIONE. Reparem! E o namorado de Sabrina, Harvey, é a cara do Tate (American Horror Story). São muitos doppelgangers nessa série, socorro. 😂 Dito isso, preciso elogiar a performance do elenco. Eu adorei cada personagem de seu próprio modo, e todos eles têm uma personalidade bem marcante, com tempo de tela suficiente para que possamos conhecê-los. Sabrina é obstinada, justa, teimosa e empoderada; ela luta pelos direitos das mulheres, pelo fim do bullying na escola e em momento nenhum incentiva briguinhas entre garotas (mesmo aquelas que a provocam). Porém, como toda adolescente, ela toma decisões impulsivas e acaba pecando por sua ingenuidade. Harvey é o namorado fofo que toda garota gostaria de ter. Suas amigas, Ros e Susie, fogem dos padrões estéticos (Ros é negra e tem um black power maravilhoso e Susie é interpretada por um ator não-binário, tendo ainda um plot de transexualidade).

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As tias de Sabrina, Hilda e Zelda, bem como seu primo, Ambrose, também são cativantes e brilham em diversos momentos. Fiquei surpresa com a atuação de Miranda Otto como uma Zelda controladora e rígida, especialmente por só tê-la visto atuando como Éowyn. Os personagens da Igreja da Noite também são interessantes e, até certo ponto, assustadores: o Padre Blackwood e a “Sra. Wardwell”, por exemplo, nos intimidam porque sabemos que eles escondem segredos envolvendo seus planos para Sabrina.

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A estética da série é incrível. Parece meio anos 90 mas, ao mesmo tempo, existem smartphones. Os figurinos são retrô, mas os pensamentos e diálogos são condizentes com nosso momento social atual. Acredito que foi uma estratégia da série para manter uma ideia de atemporalidade, anacronismo. Seja como for, eu gostei. 😀 A série também arrasa nos cenários (o casarão das Spellman é digno de uma história de bruxas!) e fotografia, apostando em tons escuros e sombras para criar uma ambientação mais macabra. A única coisa que me desagradou bastante foram os constantes blur nas cenas, normalmente nas que envolviam feitiços ou coisas sobrenaturais. Me sentia míope assistindo!

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Apesar de falar em rituais satânicos, ocultismo, demônios, bruxaria e afins, não acho que O Mundo Sombrio de Sabrina se enquadre como uma série de terror propriamente dito. Ela equilibra muito bem as cenas mais aflitivas com certo bom humor e ironia, o que colabora bastante para não deixar o tom tão pesado. Algumas cenas são tensas, sim, mas se mesmo eu (que sou medrosa) consegui assistir de boa, acho que você também consegue. Na verdade, o estilo de “medo” que senti em O Mundo Sombrio de Sabrina me faz recordar de Stranger Things. É de boas, juro! 😉

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O Mundo Sombrio de Sabrina é uma série cativante. Apesar dos episódios longos (não curto muito quando eles têm mais de 50 minutos), o carisma dos personagens – em especial de sua protagonista – envolve o espectador, e a trama cheia de mistérios e reviravoltas também faz com que você queira assistir um episódio atrás do outro. Por fim, a série aborda diversas questões relevantes (como o feminismo e a identidade de gênero) de modo natural e preciso. E, se pensarmos bem, a história da bruxaria está totalmente conectada à história das mulheres, não é mesmo? Uma série atual, divertida e envolvente. Recomendadíssima! 😉

Título original: Chilling Adventures of Sabrina
Ano de lançamento: 2018
Criador:Roberto Aguirre-Sacasa
Elenco: Kiernan Shipka, Miranda Otto, Lucy Davis, Ross Lynch, Chance Perdomo, Michelle Gomez, Richard Coyle

Review: Com Amor, Simon

Oi pessoal, como estão?

Demorei, mas finalmente assisti ao fofíssimo Com Amor, Simon! ❤

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Sinopse: Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de escola, anônimo, com quem troca confidências diariamente via internet.

Simon tem uma vida praticamente normal: tem pais amorosos, uma irmã mais nova de quem ele gosta, amigos incríveis e uma rotina confortável. O problema é que ele esconde um segredo: ele é gay. Tentando entender como se sente, Simon não tem coragem de contar a ninguém (nem mesmo a Leah, sua melhor amiga desde os 4 anos) a respeito disso. Até que, em uma página da escola, um aluno admite sua homossexualidade em uma postagem anônima – sob o pseudônimo de Blue –, o que inspira Simon a criar um e-mail secreto para entrar em contato com ele.

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Existem dois fatores centrais que movem a trama de Simon: o primeiro deles é a chantagem que o rapaz sofre por parte de Martin, um colega de escola apaixonado por uma das amigas do protagonista. Para que seus e-mails com Blue não sejam espalhados pela escola, Simon aceita “dar uma de Cupido”, o que resulta em diversas mentiras e mágoas pelo percurso. O segundo ponto são os diálogos entre Simon e Blue: é muito fofo ver Simon se apaixonando e a química entre os dois rolando solta. E, é claro, as cenas em que Simon tenta adivinhar quem é Blue (projetando suas expectativas em cada possível candidato que vai surgindo) são muito engraçadas.

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Com Amor, Simon trata a homossexualidade com muita naturalidade, do jeito que deve ser. O romance é tão bem desenvolvido quanto em qualquer comédia romântica heterossexual, e o espectador shippa e torce para que Simon e Blue tenham uma chance de ficar juntos. Além disso, o filme também mostra como, em pleno século XXI, existem pessoas babacas prontas a julgar e a debochar de quem é diferente. Contudo, apesar dessas cenas existirem, Com Amor, Simon é bastante leve nesse sentido: o rapaz não sofre problemas com a família ou preconceitos mais graves – o que, infelizmente, ainda está longe da realidade da maioria dos jovens da comunidade LGBT. Por outro lado, quem disse que todos os filmes que tratem da homossexualidade precisam ter um viés mais pesado? Vale lembrar que a proposta do longa é ser uma comédia romântica fofa mesmo, e não uma trama mais reflexiva e dramática. Além disso, é muito bacana ver filmes voltados ao público jovem que falem da descoberta do amor e da sexualidade de modo tão tranquilo e positivo. ❤

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Com Amor, Simon tem ótimos personagens, atuações cativantes e um romance pelo qual vale a pena torcer. É um daqueles filmes que te deixa sorrindo e com o coração quentinho quando termina. Adorei e recomendo! ❤

Título original: Love, Simon
Ano de lançamento: 2018
Direção: Greg Berlanti
Elenco: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Jorge Lendeborg Jr., Keiynan Lonsdale, Jennifer Garner, Josh Duhamel

Dica de Série: The Sinner

Oi gente, tudo bem?

Se você curte histórias de investigação com muitos mistérios, você vai curtir a dica de hoje: The Sinner!

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Sinopse: A investigação acerca de um crime precisa acabar quando se sabe qual foi o crime e quem foi o criminoso? Quando uma jovem mãe de família comete um crime nefasto em público e se vê incapaz de explicar o motivo que a levou àquele estado de fúria súbito, um investigador se torna cada vez mais obcecado em entender as profundezas da psique da mulher, desenterrando os momentos de violência que ela tenta manter no passado, longe dos olhos do mundo.

The Sinner é uma série curtinha, com duas temporadas lançadas, tendo cada uma 8 episódios. Cada temporada é focada em um caso diferente, mas com um elemento em comum: Harry Ambrose, o detetive veterano que investiga os mistérios. Essa vibe me lembrou séries literárias policiais, em que temos um mesmo protagonista resolvendo diversos casos, o que é algo que gosto bastante. 🙂 Porém, The Sinner tem um grande diferencial: logo no primeiro episódio nós já sabemos quem cometeu o crime. Só não sabemos o porquê.

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A season 1 traz o caso de Cora Tannetti, uma mulher aparentemente normal: ela trabalha, é casada, tem um filho pequeno e parece ser feliz. Até que um dia, curtindo um dia de praia com a família, ela ouve uma música que a perturba, vinda do aparelho de som de um casal próximo. Cora entra em frenesi e parte para cima do homem, assassinando-o com a faca que usava para cortar frutas para o filho. Em estado de choque, ela é levada pela polícia e simplesmente se declara culpada, dizendo que não sabe porquê fez o que fez, mas sabe que é responsável pelo ato. Intrigado com a situação, o detetive Harry Ambrose decide investigar a vida de Cora, tentando compreender o que levaria uma mulher tão comum – e sem nenhum registro na polícia – a cometer um ato explosivo de tamanha violência.

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A atuação de Jessica Biel merece destaque: a atriz consegue trazer toda a confusão de Cora apenas no olhar. Desolada, confusa e resignada, Cora simplesmente aceita o que acontece com ela, até que Harry a convence a ir mais fundo no passado – e nas memórias enterradas. Conforme os episódios vão passando, o espectador vai descobrindo junto de Harry (e da própria Cora) diversos acontecimentos marcantes que foram apagados das lembranças da personagem. E isso deixa a história ainda mais intrigante, porque nada parece fazer sentido.

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Eu desenvolvi diversas teorias enquanto assistia à primeira temporada e, no fim, não acertei nenhuma delas. 😂 Os flashbacks utilizados na série serviram para me confundir e me enganar mas, no final, todas as peças se encaixaram e fizeram sentido. Cheguei ao final da série muito satisfeita com o desenrolar da investigação e com a verdade por trás de tudo, e obviamente esperei ansiosa pela estreia da season 2, que foi ao ar esse ano. A segunda temporada, apesar de menos envolvente que a primeira (em parte pela falta de carisma de alguns dos novos personagens), também me envolveu. A vibe da trama me lembrou muito dos crimes de Charles Manson e sua seita.

The Sinner é uma série investigativa que se diferencia não por correr atrás dos assassinos, mas sim por adentrar na mente deles em busca de respostas. O aspecto psicológico dos personagens é muito bem trabalhado, e o mistério que permeia cada caso nos deixa interessados e curiosos. Recomendo!

Título original: The Sinner
Ano de lançamento: 2017
Criador: Derek Simonds
Elenco: Jessica Biel, Bill Pullman, Christopher Abbott, Jacob Pitts, Nadia Alexander, Carrie Coon, Natalie Paul, Elisha Henig, Hannah Gross

Review: Nasce Uma Estrela

Oi gente, tudo bem?

Fui conferir o tão aguardado Nasce Uma Estrela, com Lady Gaga e Bradley Cooper, e hoje trago pra vocês minha opinião sobre esse filme lindo e devastador. ❤

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Sinopse: Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.

Jackson Maine é um cantor famoso, mas que enfrenta o declínio de sua carreira devido a problemas relacionados ao alcoolismo e abuso de drogas. Em uma noite, após um show, ele vai para um bar e acaba assistindo à apresentação de Ally, uma garçonete que se apresenta no local cantando covers após o expediente. Jack fica encantado pela voz e pelo talento de Ally e a convida para sair depois da apresentação, dando início a um relacionamento cheio de paixão e intensidade. Jack começa a incentivar Ally a cantar suas próprias composições e, conforme a moça vai ganhando os holofotes, o próprio Jack vai perdendo prestígio, graças a um problema auditivo que vai se agravando e, é claro, ao seu abuso de substâncias.

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Gente, por onde começar a falar desse filme que mexeu TANTO comigo? Pra começo de conversa, preciso dizer que saí do cinema lavada de lágrimas. Mais de uma hora depois da sessão, quando eu pensava no filme eu ficava com vontade de chorar. Nasce Uma Estrela conta uma história de amor tão profunda, mas tão cheia de percalços, que é difícil não se emocionar. Grande parte do mérito do filme fica por conta da química inegável entre Bradley Cooper e Lady Gaga: é delicioso assistir à história de amor deles começando, a admiração que Jack sente por Ally, o apoio que ela sempre dedica a ele (mesmo nos momentos mais sombrios). Além disso, a direção delicada e nada apelativa de Cooper, focada nas expressões e emoções dos personagens, também merece elogios.

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As atuações do casal protagonista também merecem destaque. Bradley Cooper traz ao espectador um Jack carismático, mas extremamente problemático. O personagem tem problemas para lidar consigo mesmo, o que fica evidente em seu olhar, no seu modo de encarar o chão e, obviamente, na dependência química. A primeira cena do filme já deixa claro que o personagem consome drogas e álcool em um nível alarmante, chegando até mesmo a apagar por causa disso. Entretanto, por mais mancadas que ele dê e por mais “quebrado” que Jack seja, Bradley Cooper conseguiu transformá-lo em alguém por quem sentimos empatia (especialmente porque é nítido o amor e a ternura que ele sente em relação a Ally). A gente torce por Jack, torce para que ele supere tudo isso, e esse sentimento não seria possível sem a atuação sensível de Cooper.

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Lady Gaga, por sua vez, me surpreendeu. Devo admitir que, nas cenas mais descontraídas e leves, sua atuação não me impressionou, principalmente pela falta de naturalidade. Entretanto, nas cenas de grande carga e intensidade dramática, Gaga me conquistou com sua atuação cheia de sentimento: seu olhar intenso dizia tudo, e a emoção transbordava. Mas se o casal principal é o foco de Nasce Uma Estrela, não posso deixar de mencionar outro personagem importante: Bobby, irmão mais velho de Jack. Uma das cenas protagonizadas pelos dois, com pouquíssimos diálogos, me levou às lágrimas. A atuação de Sam Elliott (que eu só tinha visto na comédia Grace and Frankie) me comoveu, e um simples olhar vermelho e marejado foi capaz de me emocionar profundamente.

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Outro acerto do filme está em não ser preto e branco, mas cinza. Em vários momentos a gente discorda da atitude dos personagens, mas as compreende. Jack, por exemplo: apesar de sentirmos empatia por ele, os ciúmes do cantor em relação ao sucesso de Ally demonstra uma falha de caráter grave. Ally, por outro lado, também traça um caminho que divide opiniões: ela é completamente apaixonada e leal a Jack, estando ao lado dele em diversos momentos; entretanto, ela parece trair sua própria essência ao se “vender” à indústria pop. Essa é uma crítica bastante importante de Nasce Uma Estrela: assim como Lady Gaga na vida real, Ally precisou se encaixar em padrões estéticos e musicais para atingir o estrelato e chegar ao show business. A mudança na sua aparência e no caráter de suas canções é nítido e, apesar da personagem parecer lidar bem com isso, é difícil não sentir uma pontada no coração por perceber sua essência sendo alterada e moldada para caber no modelo comercial da indústria fonográfica. 😦

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Por último, mas não menos importante: e as músicas, minha gente? Que hino de trilha sonora. Lady Gaga ofusca tudo ao seu redor quando coloca a emoção e a sua voz nas canções. A cena em que Ally canta Shallow pela primeira vez, no estacionamento, arrepiou cada centímetro do meu corpo. Bradley Cooper também se sai muito bem com seu estilo country rock, e as vozes combinadas são ótimas. O mais bacana é perceber como as letras se encaixam com os diversos momentos do filme, revelando um pouco mais do que a cena mostra.

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Sentimentos sobre o final (parágrafo com SPOILERS, pule para o próximo se quiser evitá-los): QUE FINAL DEVASTADOR! Achei o filme um pouco corrido depois da cena no Grammy, e o diálogo de Jack com seu colega da reabilitação não foi suficiente para que eu assimilasse sua depressão e suicídio iminentes. E QUE ÓDIO DO EMPRESÁRIO DA ALLY! Ele não tinha o direito de interferir na vida do casal daquela forma. 😦 Era decisão dela permanecer ou não com Jack, e seu discurso irresponsável tirou não apenas seu direito de escolha, como a vida de Jack. Como eu queria que ela descobrisse e o demitisse!

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Nasce Uma Estrela mexeu muito comigo: me fez sorrir, me arrepiou, me emocionou, me fez chorar… me marcou. É um daqueles filmes que ficam na memória porque são capazes de mexer com nossas emoções e sentimentos. Atuações sensíveis, uma história de amor linda e trágica e uma trilha sonora de tirar o fôlego fazem de Nasce Uma Estrela um filme que merece o hype e precisa ser visto. Recomendado e favoritado!

Título original: A Star Is Born
Ano de lançamento: 2018
Direção: Bradley Cooper
Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Rafi Gavron, Anthony Ramos

Dica de Série: And Then There Were None

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim recomendar pra vocês a minissérie da BBC And Then There Were None, que adapta o livro de mesmo nome da Agatha Christie. 😀

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Sinopse: Oito estranhos são convidados para visitar uma pequena ilha localizada na costa de Devon, no sul da Inglaterra. Isolados do resto do mundo, eles são recebidos pelos anfitriões Sr. e Sra. U.N. Owen, que passam a maior parte do tempo ausentes. Mas, quando alguns membros do grupo começam a sumir misteriosamente, os convidados logo percebem que há um assassino entre eles.

Uma das minhas melhores leituras do ano passado foi E Não Sobrou Nenhum, então fiquei animadíssima quando soube pela Carol que havia uma série baseada no livro. Com apenas 3 episódios de duração, a série consegue trazer toda a trama e a atmosfera criadas pela Rainha do Crime para a televisão, com atuações competentes e desenvolvimento envolvente.

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O plot principal se mantém fiel ao material de origem: dez pessoas aparentemente sem ligação nenhuma são convidadas (sob diferentes pretextos) por Mr. U. N. Owen a passar o fim de semana na Ilha do Soldado. Contudo, uma gravação misteriosa acusa todos os presentes de terem saído impunes de crimes cometidos no passado, causando um clima de desconfiança e tensão. Quando os convidados passam a morrer, um a um, e toda a comunicação com o mundo exterior é cortada graças a uma tempestade, os convidados passam a tentar descobrir quem é o assassino – bem como controlar o próprio pânico.

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Sou suspeita pra falar dessa trama, porque eu acho essa história genial. ❤ A sensação claustrofóbica presente no livro é transmitida perfeitamente para a tela: os personagens estão em uma ilha, na presença de um assassino misterioso, cercados por desconhecidos e enfrentando uma tempestade que impede qualquer tentativa de fuga. Essas circunstâncias já são suficientes para deixar qualquer um em estado de alerta e ansiedade.

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A série também acerta ao desenvolver as emoções dos personagens. Novamente, Vera, Lombard, Armstrong e Wargrave tiveram maior destaque, assim como no livro. Na série, há uma tensão sexual entre Vera e Lombard, e uma cena que não existe no material original: os personagens fazem uma festa pra tentar acalmar os próprios nervos e relaxar, o que é até bem compreensível, quando você imagina que eles estão em uma situação de extrema tensão, sem chance de fuga ou de “salvação”. Os atores entregam ótimas atuações, passando ao espectador o medo e a desconfiança constante que sentem (e, no caso de alguns, remorso). A fotografia e os figurinos são incríveis, trazendo ainda mais riqueza à produção. Por fim, o final também é bem interessante, trazendo um novo ângulo para o fechamento do caso. 

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And Then There Were None é uma minissérie de grande qualidade, que adapta o (maravilhoso) material de origem com total competência. Se você é fã da Agatha Christie ou de tramas investigativas, não pode deixar de conferir. 😉

Título original:  And Then There Were None
Ano de lançamento: 2015
Roteirista: Sarah Phelps
Elenco: Charles Dance, Maeve Dermody, Aidan Turner, Toby Stephens, Burn Gorman