Review: Corra!

Oi gente, tudo bem?

Já diria o ditado, “antes tarde do que nunca”. E cá estou, um pouquinho atrasada, resenhando Corra!, o aclamado longa do diretor Jordan Peele.

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Sinopse: Chris é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose. A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

O único motivo pelo qual demorei tanto a conferir Corra! é muito simples: eu sou uma medrosa rs. Filmes de terror (ou de um suspense mais tenso) me impressionam facilmente e, como meu namorado não curte, acabo sem coragem de assistir sozinha. Mas aproveitei um dia ensolarado das férias pra matar a curiosidade e adianto que valeu a pena! O filme não é assustador (no sentido “terror” da coisa), mas ainda assim tem cenas angustiantes e uma trama muito inteligente.

Chris é um rapaz negro que vai visitar os pais da namorada – Rose, uma garota branca – pela primeira vez. Obviamente, ele ouve os clássicos “eles não são racistas” e “meu pai votaria no Obama de novo”, mas ainda assim o rapaz se dispõe a relevar possíveis comentários desagradáveis. Chegando lá, ele é recepcionado pelos Armitage, onde é tratado com muita cortesia e afabilidade – apesar de rapidamente perceber que, a despeito do discurso de “não somos racistas”, os empregados da casa são negros. Para aumentar o desconforto de Chris, dois agravantes: naquele fim de semana acontece uma festa em homenagem aos falecidos avós de Rose (com convidados majoritariamente brancos) e o comportamento dos empregados é assombroso, com seus sorrisos congelados e olhares vazios. Chris não demora a perceber que algo MUITO errado acontece naquela casa, e o fato de sua sogra ser uma psiquiatra especializada em hipnose não ajuda em nada em sua desconfiança.

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É impossível não ficar desconfortável presenciando os diálogos de Corra! e as situações pelas quais Chris passa. Enquanto assistia ao longa, só podia imaginar o quão frustrante e doloroso deve ser para pessoas negras viverem isso na vida real; porque, apesar de se tratar de uma obra de ficção, muitas das situações apresentadas no longa podem ser facilmente vistas no nosso dia a dia. Conheço inúmeras pessoas que já relataram ter vivido situações semelhantes às que Chris vive. O personagem tem seu corpo hipersexualizado, é visto como alguém de “físico superior” simplesmente por ser negro, tem sua inocência questionada por um policial sem evidência nenhuma para tal… Infelizmente, nada disso é surreal, nada disso é incomum.

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Corra! não precisa de jump scares nem de uma trilha sonora constantemente aflitiva para causar desconforto. Os momentos em que ambos ocorrem são pontuais, servindo para aumentar os níveis de tensão. A apatia dos personagens negros, seus olhares vidrados e seus sorrisos forçados conseguem causar muito mais medo do que qualquer recurso tradicional de filmes de terror. Você começa a temer pela segurança de Chris, quer que ele saia logo dali, mas percebe o quanto o personagem está sendo enredado pelo que acontece na casa da família de Rose. As atuações são sensacionais e as expressões faciais do elenco entregam toda a emoção necessária para causar temor, asco ou empatia. As pequenas doses de humor, de responsabilidade de Rod (melhor amigo de Chris) também são bem-vindas, mesmo esporádicas. O relacionamento de Chris e Rose também convence, e a química entre os dois torna muitos dos acontecimentos ainda mais surpreendentes.

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As críticas à desigualdade racial não estão somente na experiência de Chris na casa dos Armitage. O longa já abre com um personagem negro receoso por estar caminhando sozinho em um bairro mais chique, temendo se meter em problemas por “não pertencer” àquele lugar. Rod, apesar do tom cômico, também revela sua preocupação sobre Chris estar indo visitar os pais da namorada branca – sabendo que o amigo pode sofrer preconceitos. E, é claro, na situação com o policial antes mesmo de chegar na casa dos sogros. Basicamente, Chris nunca esteve 100% seguro, mesmo antes de passar pelas experiências aterrorizantes na casa. E isso se deve ao fato dele ser negro.

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A sequência final surpreende pela ação, que durante todo o longa não se faz presente – dando enfoque, até então, ao terror psicológico. Porém, no desfecho, Corra! traz uma eletrizante reviravolta que faz o espectador vibrar. Apesar de eu ter achado a mudança de ritmo um pouco abrupta e repentina, é um verdadeiro deleite observar a reviravolta dos acontecimentos.

Corra! é um filme excelente, que aborda o racismo por meio de metáforas muito claras e dolorosas de assistir. Com um elenco extremamente competente e um desenvolvimento envolvente, é difícil desgrudar os olhos do longa. E, para os medrosos como eu, que evitam filmes de terror a todo custo, podem ficar tranquilos. Muito mais assustador do que Corra! é pensar que situações muito semelhantes às retratadas na tela acontecem diariamente, na vida real.

Título original: Get Out
Ano de lançamento: 2017
Direção: Jordan Peele
Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, Bradley Whitford, Caleb Landry Jones, Lakeith Stanfield, Stephen Root, Lil Rel Howery

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Review: Podres de Ricos

Oi pessoal, como estão?

Faz um tempo que estou na vibe de filmes leves, geralmente comédias românticas, pra passar o tempo. Um que eu estava super ansiosa pra conferir era Podres de Ricos (que assisti no avião, na longa viagem a Bogotá hahaha!). Vamos descobrir o que achei? o/

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Sinopse: Rachel Chu (Constance Wu) é uma professora de economia nos EUA e namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ele esquece de avisar à namorada que, como herdeiro de uma fortuna, ele é um dos solteiros mais cobiçados do local, colocando Rachel na mira de outras candidatas e da mãe de Nick, que desaprova o namoro.

Rachel Chu é uma professora da NYU e namora Nick Young há cerca de um ano. O jovem, que será padrinho de casamento do melhor amigo, convida Rachel a ir com ele a Singapura para participar da celebração e conhecer sua família. Acontece que, chegando lá, Rachel descobre muitos detalhes sobre a vida de Nick que até então ela desconhecia: o principal deles é que ele é herdeiro da família mais rica do país. Em meio a pressões sociais, a pessoas venenosas e à família de Nick (que a desaprova), Rachel precisa enfrentar diversos desafios e refletir sobre insistir ou não no relacionamento.

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A primeira coisa que chama a atenção no filme é a ostentação – o que faz o maior sentido, considerando a riqueza envolvida. Porém, Nick não é o cara deslumbrado com tudo isso; ele e Rachel vivem uma vida comum em Nova York e ele a ama por quem ela é (e também por ela amá-lo por quem ele é, ou seja, sem segundas intenções envolvendo seu dinheiro). Rachel é uma personagem divertida, simples, bem-resolvida e carismática – alguém relacionável, por quem é fácil torcer. Já deu pra perceber que esse casal conquista, não é mesmo? Desde o início você sente o carinho genuíno e o amor que eles sentem um pelo outro. E isso torna ainda mais injusto tudo que Rachel vive em Singapura.

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A mãe de Nick, Eleanor, é a primeira a deixar claro seu desgosto pela escolha do filho. Por Rachel ser americana (ainda que descendente de chineses) e de origem humilde, Eleanor não crê que ela seja a escolha certa para o herdeiro de seu império. As pessoas do círculo social da família Young também são hostis com Rachel, acusando-a de ser uma interesseira. As únicas duas pessoas que acolhem a protagonista são Peik Lin, sua antiga colega de universidade, e Astrid, a enigmática e discreta prima de Nick. Enquanto a primeira serve mais como alívio cômico, a segunda traz mais camadas e dramas próprios: Astrid é alguém de bom coração e bastante altruísta, mas vive um drama conjugal semelhante ao de Nick e Rachel, já que seu marido também não tem a mesma origem rica, o que causa atritos graves entre eles. A amizade que ela constrói com Rachel é muito bonita e um exemplo de apoio entre mulheres em uma trama na qual todas parecem desdenhar e prejudicar umas às outras.

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Outro aspecto sensacional do filme é, obviamente, o elenco de ascendência asiática. E não é nada estranho não ver pessoas brancas no longa, ao contrário do que muitos erroneamente podem pensar. Os atores são competentes, a cultura diferente encanta e a trama é uma típica comédia romântica (ou seja, não há motivos para resistência a personagens de outras etnias). Fiquei muito feliz que a produção não tenha “enfiado” atores ocidentais em uma trama que não precisava deles (algo que acontece muito no cinema, por sinal), dando espaço para novos tipos de cultura e representação. Os cenários e figurinos são um show à parte. Para uma reles mortal como eu, chega a ser difícil imaginar tanta exuberância e extravagância na vida real. Mas, apesar dos exageros (e até da breguice), é muito bacana perceber que os personagens principais sabem quem são e não se deixam seduzir por esse universo. Acho que esse foi o aspecto que mais me fez gostar de Rachel. Além disso, ela ama Nick a ponto de fazer o que é melhor pra ele – independente do quanto seu próprio coração possa sair machucado. O final do filme é clichê, mas me emocionou e me fez sorrir. Não é isso o que buscamos em comédias românticas? Eu sim! 😛

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Podres de Ricos é um ótimo romance, com cenas exuberantes, a dose certa de drama e um amor pelo qual vale a pena torcer. Apesar de trazer alguns clichês do gênero em sua trama, o filme se diferencia por trazer uma nova cultura, por respeitar a etnia dos personagens que representa, por criticar o julgamento baseado em aparências e por atuações competentes que fazem com que o espectador se afeiçoe aos personagens – especialmente Rachel, uma protagonista forte e admirável. Recomendo muito que você assista! ❤

Título original: Crazy Rich Asians
Ano de lançamento: 2018
Direção: Jon M. Chu
Elenco: Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh, Gemma Chan, Lisa Lu, Awkwafina, Nico Santos

Review: O Livro dos Personagens de Harry Potter

Oi gente, tudo bem? 😀

Há um tempo eu prometi um post mostrando mais dos livros especiais que falam sobre a produção dos filmes de Harry Potter e hoje finalmente vim (começar a) cumprir a promessa. 🙈

A primeira dessas edições incríveis que eu li foi O Livro dos Personagens de Harry Potter, cujo enfoque é trazer informações sobre os núcleos principais dos personagens da saga, então temos uma sessão dedicada aos Alunos de Hogwarts, aos Comensais da Morte, aos Professores e por aí vai. Em cada categoria, a obra explora detalhes da produção dos personagens ao longo dos filmes, e isso envolve a preparação dos atores, a produção do figurino, mudanças em relação aos livros, curiosidades técnicas e muito mais.

A edição em si é um capricho só. A capa é maravilhosa, as páginas são de gramatura mais grossinha e as fotos e ilustrações encantam. O livro é bem visual, então durante a leitura você provavelmente vai levar um bom tempo apreciando as imagens e os detalhes. É o tipo de obra que vai encantar os fãs, sem sombra de dúvidas! Se você puder, vale a pena ter na estante. ❤

E agora vou deixar as fotos falarem por mim! 😉

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Capa dura, design incrível e aplicações em verniz. ❤

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Detalhes da produção e alguns rascunhos de A Câmara Secreta à direita.

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Na parte do livro dedicada ao Harry, há detalhes sobre a varinha, figurinos e objetos utilizados pelo personagem, como a Capa da Invisibilidade.

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Claro que eu ia trazer uma foto da parte dedicada à melhor personagem da saga, né? ❤

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Um “mini-livrinho” que mostra detalhes do design das máscaras dos Comensais da Morte.

Gostaram dessa edição especial?
Querem mais posts assim, mostrando detalhes dos outros livros da coleção?

Beijos e até o próximo post. ❤

Review: Vingadores: Ultimato

Oi gente, tudo bem?

O filme mais esperado do ano finalmente chegou e meu coração de Marvete não poderia ter ficado mais feliz com Vingadores: Ultimato. ❤ E eu vim contar pra vocês o que achei, SEM SPOILERS. 😉

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Sinopse: Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanov (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco.

Como seguir em frente quando tudo que você conhecia e amava se foi? Esse é o principal dilema que os Vingadores – e os habitantes da Terra num geral – precisam enfrentar. Após o estalar de dedo de Thanos, que dizimou metade dos seres vivos do planeta, o luto e a tristeza fazem parte da vida das pessoas, que tentam como podem seguir em frente. Porém, algumas pessoas não conseguem verdadeiramente seguir em frente; quando Steve Rogers e Natasha recebem o contato inesperado do (até então) desaparecido Scott Lang, que alega ter uma teoria de como consertar tudo, dois dos grandes líderes dos Vingadores decidem agir.

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Vingadores: Ultimato é o filme que veio para encerrar essa primeira grande fase do Universo Cinematográfico da Marvel e, com ele, temos diversas homenagens aos inúmeros longas e heróis que fizeram parte desses 11 anos de histórias. O filme é emocionante do início ao fim, principalmente porque vemos os personagens que amamos sofrendo com a falta daqueles que não puderam ser salvos e vivendo com a culpa de não terem sido capazes de evitar a tragédia. Todos os atores, sem exceção, entregam performances sensíveis, que deixam claros os sentimentos de dor e os fantasmas que os atormentam. Os reencontros entre eles e o apoio mútuo também são comoventes, porque deixam claro que não importam as diferenças que possam existir, a confiança e o carinho são imutáveis.

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Falando especificamente dos personagens, o trio Steve Rogers, Natasha e Tony Stark mais uma vez roubaram a cena. Enquanto os dois primeiros não encontram motivação para tentar seguir a vida (até porque ambos viam os Vingadores como sua família), Tony de certa forma acabou tendo mais sorte que seus companheiros. A frase a seguir pode ser considerada spoiler por algumas pessoas, então fique à vontade para selecionar: Por isso, é bastante compreensível quando o Homem de Ferro hesita em se juntar aos companheiros para tentar mudar o que aconteceu, afinal, ele tem medo que interferir nos fatos interfira também no seu futuro e no futuro de sua família. Porém, há tempos ficou claro que Tony Stark tem sim um coração e, portanto, ele não consegue deixar de fazer aquilo que é certo. Steve Rogers segue como o grande líder que sempre foi, acreditando até o fim que eles podem fazer a diferença. Nas cenas finais, a coragem do personagem é de arrepiar, e ele conquista um título que sempre soubemos que ele merece (não vou contar o que é rs). Já Natasha mostra uma face mais sensível e vulnerável, deixando claro que há muito a personagem deixou de ser uma espiã para se tornar uma verdadeira heroína, que faz o necessário para salvar as pessoas, “custe o que custar”.

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Clint Barton, o Gavião Arqueiro, tornou-se o Ronin, alguém amargurado e implacável que persegue seus inimigos (que, confesso, não entendi bem quem eram rs máfia?) sem dó. Bruce Banner e Scott Lang tiveram importância, mas de uma maneira mais leve. E, por fim, gostaria de falar sobre Thor: nas primeiras cenas o personagem é movido pelo ódio e pela vontade de se vingar de Thanos mas, uma vez que eles acreditam não ser possível mudar o que aconteceu, o personagem entra em uma depressão intensa. Ele não se preocupa mais em comandar a Nova Asgard e passa o dia se dedicando a atividades supérfluas e/ou autodestrutivas. Em certos momentos do filme, é vista a fragilidade emocional do personagem (que, em Guerra Infinita, teve a oportunidade de matar Thanos e, por ter falhado, não consegue se perdoar). Entretanto, na maior parte do longa ele é usado como alívio cômico, mesmo nessa situação tão delicada. Particularmente, não gosto muito dessa abordagem, mas como a Marvel percebeu que essa versão do Thor agrada mais o público, me parece que vão seguir investindo nela. Por fim, um rápido comentário sobre a Capitã Marvel: entendo que não queiram ter explorado tanto a personagem porque, afinal de contas, o filme era sobre os Vingadores originais e seus desfechos. Além disso, ela também seria um recurso muito “apelão” na luta contra o Thanos. Ainda assim, por toda a divulgação de como ela seria importante e tudo mais, minhas expectativas estavam um pouquinho mais altas em relação à sua participação. Veremos como será no futuro do MCU!

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Como eu disse, o filme é focado no grupo principal de Vingadores originais e, por isso, os outros personagens obviamente têm menos espaço de tela. Entretanto, quando as cenas de ação acontecem e vemos todos interagindo juntos, cada pelo do corpo se arrepia! Eu chorei em cenas tristes, chorei em cenas felizes de reencontros, chorei nas cenas de ação… Sim, eu sou chorona, mas acontece que Vingadores: Ultimato soube extrair o melhor de cada situação para dar aos fãs uma verdadeira homenagem a todo o amor que dedicamos a esse universo desde a estreia do icônico e inesquecível Homem de Ferro, em 2008. As batalhas, que unem personagens tão distintos, são alucinantes e você não consegue desgrudar os olhos.

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Vingadores: Ultimato tem o final agridoce prometido e te faz chorar de tristeza e também sorrir de satisfação. O longa encerra a trajetória dos nossos super-heróis favoritos de maneira magistral, entregando um resultado que impressiona e emociona qualquer fã. O filme se concentra em trabalhar de maneira excelente o estado psicológico de seus personagens e suas motivações para fazerem o que fazem, além de trazer uma grande nostalgia ao revisitar cenários conhecidos e marcantes da história dos heróis. Há 7 anos, eu não imaginava o impacto que Vingadores – e o MCU – teriam na minha vida enquanto mulher geek. Há 11 anos, eu não imaginava o quanto o Homem de Ferro abriria portas para uma nova paixão. Agora eu sinto apenas orgulho e gratidão por ter vivenciado toda essa experiência e ter visto sua conclusão da melhor forma possível. Obrigada, Marvel.

Título original: Avengers: Endgame
Ano de lançamento: 2019
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Jeremy Renner, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin

Review: O Touro Ferdinando

Oi gente, tudo bem?

Eu assisti a vários filmes nas férias (tanto em casa quanto na trip – especialmente nas longas horas de voo), então não estranhem a frequência de reviews por aqui, tá? 😂

Um dos mais fofinhos que conferi nas últimas semanas foi uma animação que eu queria assistir há tempos: O Touro Ferdinando!

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Sinopse: Ferdinando é um touro gigante com um grande coração. Depois de ser confundido com um animal perigoso, ele é capturado e arrancado de sua casa. Determinado a voltar para sua família, ele se une a uma equipe desajustada nessa grande aventura. Situado na Espanha, Ferdinando prova que você não pode julgar ninguém pela sua aparência.

Ferdinando é um bezerro que vive na Casa del Toro, um estabelecimento que fornece animais para grandes toureiros da Espanha. Porém, ao contrário dos outros filhotes, Ferdinando não sonha em se tornar um futuro campeão e lutar nas arenas: ele prefere cheirar o perfume das flores e apreciar a natureza. Quando seu pai, entretanto, não volta vivo de uma tourada, o pequeno bezerro entra em pânico e foge, embarcando em um trem de carga e indo para longe dali. Em determinado ponto, já cansado, ele acaba tropeçando e desmaiando, sendo salvo por uma família muito gentil, dona de uma fazenda espaçosa e cheia de flores. A amizade com a filha, Nina, é instantânea, e eles começam a fazer tudo juntos. Porém, já crescido, Ferdinando se mete em uma confusão que o coloca de volta à Casa del Toro, onde reencontra seus antigos colegas – e agora a pressão para ser um touro lutador é ainda maior.

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Apesar de forte e imponente, Ferdinando é dono de um coração de ouro. Ele sempre sofreu bullying por não se encaixar no que esperavam dele, mas nem por isso ele mudou sua essência ou suas crenças. Por ter uma personalidade mais dócil e não venerar as touradas, Ferdinando percebe antes de seus companheiros que, na realidade, nenhum touro sai vencedor de uma prática tão cruel quanto esta. Todas as cenas que demonstram o que acontece com os animais nas touradas são bem difíceis, e eu tenho grande aversão a entretenimento com animais. Sinceramente, como as pessoas podem gostar de touradas? Sinto asco só de pensar. Maltratam e assassinam animais somente para um público se deleitar. Quão doentio isso é? No filme, um dos vilões é um toureiro conhecido por ser um dos maiores matadores. Ele representa essa cultura que enxerga os animais somente como um desafio a ser vencido, e não como vidas a serem respeitadas. Sei que pode soar hipócrita vindo de alguém que come carne, mas ainda assim acho que esse tipo de prática é muito pior, enfim.

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Os personagens secundários são muito engraçados, com destaque para a cabra Lupe, que em tese deveria acalmar os touros (mas na realidade deixa todo mundo louco). Os outros touros também são ótimos e contribuem para o humor de diferentes formas. Além disso, há um trio de cavalos no terreno adjacente ao dos touros que quase nos mata de rir. A cena do duelo de coreografias é uma das melhores do filme! A união dos touros é sensacional, especialmente quando conseguem vencer as diferenças e apreciar o que cada um tem de melhor.

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O Touro Ferdinando é um filme que exalta o “ser diferente”, mostrando quão importante é ser verdadeiro consigo mesmo. Além disso, é cheio de momentos divertidos, com uma animação muito bonita e personagens cativantes. Por meio da amizade e do respeito, as relações entre os animais vão se fortalecendo e cada um passa a apreciar não somente o outro, mas a si mesmo. Filme fofinho demais que recomendo que você assista! 😀

Título original: Ferdinand
Ano de lançamento: 2017
Direção: Carlos Saldanha
Elenco: John Cena, Gina Rodriguez, David Tennant, Lily Day, Jerrod Carmichael, Kate McKinnon, Bobby Cannavale, Peyton Manning, Anthony Anderson

Review: Castlevania

Oi pessoal, tudo bem?

Apesar de não ter jogado os jogos que deram origem à série animada, eu assisti e adorei Castlevania, e hoje vim contar um pouquinho mais a respeito pra vocês. 😀

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Sinopse: Um caçador de vampiros luta para salvar uma cidade sitiada por um exército de criaturas controladas pelo próprio Drácula.

A trama se inicia após o temido conde Drácula, um vampiro poderoso, perder sua esposa, Lisa, que é queimada viva na fogueira por acusação de bruxaria – quando na realidade ela apenas ajudava os aldeões com seus conhecimentos em medicina. Convencido de que a humanidade é podre e não merece viver, Drácula libera suas criaturas infernais para exterminar todos os seres humanos. O fanfarrão Trevor Belmont, herdeiro e único membro vivo oriundo de uma família de caçadores de monstros, se opõe à destruição e, com a ajuda de Sypha Belnades (uma maga nômade), combate as criaturas. Após batalhas sangrentas, os dois decidem acordar e se aliar ao poderoso Alucard – meio-vampiro, meio-humano e filho de Dracula, que vê a atitude do pai como completamente insana.

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Castlevania é uma série curtinha, com apenas 2 temporadas (por enquanto) e episódios de cerca de 20 minutos. É uma ótima opção para maratonar, o que é facilitado pelo enredo envolvente e pelas cenas de batalha. O traço é lindíssimo, uma mistura de animações ocidentais com traços orientais. Porém, preciso criticar a animação propriamente dita: eu achei a movimentação dos personagens e suas expressões faciais muito “dura” e travada, sem a fluidez necessária para que eu sentisse naturalidade enquanto assistia. Na segunda temporada há uma melhora, mas na primeira isso me incomodou tanto que quase desisti da série hahaha! 🙈

A dinâmica do trio principal é muito divertida de acompanhar: Sypha é a voz da razão em meio às brigas infantis de Trevor e Alucard, que têm personalidades totalmente opostas. Enquanto o primeiro é malandro e fanfarrão, o segundo é discreto e racional. Entretanto, em batalha, os três se complementam e se protegem, tendo habilidades e conhecimentos únicos que os transformam em um time incrível. Mas é inegável que o personagem mais interessante (e crushante, plmdds) é Alucard, que precisa ir contra o próprio pai para honrar a memória da mãe; em sua opinião, a escolha de Drácula de dizimar a humanidade vai contra tudo o que Lisa acharia certo e, por isso, ele precisa ser impedido. Mas enfrentar essa situação não é fácil, afinal, Drácula é seu único parente e laço sanguíneo no mundo, o que torna o dilema muito mais pesado.

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Os vilões, infelizmente, não são tão interessantes, à exceção do próprio Drácula – que, na minha visão, é praticamente um anti-herói. Devastado pela perda do amor de sua vida, Drácula não foi capaz de seguir em frente. Entretanto, sua decisão de exterminar os seres humanos causou grande discordância entre os vampiros sob seu comando, gerando algumas intrigas políticas e traições ao longo da série. É difícil não torcer (nem que seja um pouquinho) para que Drácula seja bem-sucedido em sua vingança: a cena em que Lisa morre é de uma crueldade tão grande que fica um pouco mais fácil entender as motivações do vilão (não que exterminar inocentes por causa disso se justifique, mas a gente entende a revolta rs).

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Resumindo, Castlevania é uma ótima animação, com uma história bacana, cheia de ação e personagens carismáticos (alguns dublados por nomes de peso, como Richard Armitage e Graham McTavish, ambos de O Hobbit). Para quem gosta do universo do jogo ou simplesmente é fã de vampiros, vale a pena conferir.

Título original: Castlevania
Ano de lançamento: 2017
Direção: Sam Deats
Elenco: Richard Armitage, Graham McTavish, James Callis, Emily Swallow

Review: Shazam!

Oi gente, tudo bem?

Aproveitando minha última semana de férias, na última quinta-feira fui conferir a estreia de Shazam! Além de ter me divertido muito, devo dizer que foi ótimo ir ao cinema em um horário no qual ninguém vai. 😂 E hoje conto pra vocês o que achei, sem spoilers.

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Sinopse: Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa sua poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).

Billy Batson é um garoto que vive pulando de uma casa de acolhimento para outra, tentando investigar o paradeiro de sua mãe biológica – da qual se perdeu quando era um menininho. Em sua casa atual, ele se depara com uma família grande e amorosa, mas ainda assim ele não sente que aquele é seu lar. Em uma de suas tentativas de fuga, o garoto é surpreendido ao ser transportado para uma espécie de dimensão paralela, onde o mago Shazam lhe explica que Billy foi escolhido para ser seu campeão e derrotar os Sete Pecados Capitais. O mago então confere ao adolescente poderes descomunais, que são ativados ao gritar a palavra “Shazam!”. Além dos poderes, Billy também muda de aparência, transformando-se em sua contraparte adulta. A partir desse momento, vemos como um jovem lida com essas novas habilidades (e, é claro, com as possibilidades que um corpo adulto oferece – como comprar cerveja).

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Shazam! é um filme cômico e alto astral. É aquele entretenimento sem compromisso, perfeito para acompanhar uma tarde no cinema (ou em casa) com um combo de pipoca e refrigerante. A vibe “filme de aventura da Sessão da Tarde” faz de Shazam! um longa que diverte sem cansar, com um tom acertado e personagens carismáticos. A começar por Billy: apesar de ter tido uma infância difícil e bancar o durão para sua família adotiva, o personagem é engraçado e fácil de gostar. Tanto na forma adolescente quanto na adulta, é nítida a imaturidade do garoto, que primeiro se preocupa em ganhar dinheiro, fazer vídeos e se divertir com os novos poderes e só depois com a responsabilidade que eles trazem. E poderia ser diferente? Afinal, ele só tem 14 anos! E tudo isso fica ainda mais engraçado quando a maior parte das atitudes imaturas fica por conta da excelente atuação de Zachary Levi, que consegue interpretar muito bem o papel de um garoto que repentinamente pode ter o corpo de um adulto.

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A família de Billy também é ótima! Apesar de alguns personagens serem mais coadjuvantes, é impossível não se apaixonar pela fofura cativante de Darla e pelo sarcasmo de Freddy, que vem a se tornar uma espécie de sidekick de Billy. Os dois garotos têm uma química inegável – tanto na versão adolescente quanto na versão adulta do protagonista – e, assim como verdadeiros amigos e irmãos, vivem momentos de cumplicidade, mas também de desentendimentos. O papel da família no longa é fundamental para que Billy amadureça e perceba suas responsabilidades enquanto super-herói mas, principalmente, porque o ensina uma lição valiosa sobre pertencimento, lar e o que família realmente significa. Muito mais do que o sangue, é o amor e o carinho uns pelos outros que formam o elo familiar.

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O vilão de Shazam! é bem caricato. Thaddeus Sivana, quando criança, teve a oportunidade de se tornar o escolhido do mago Shazam, mas demonstrou um coração corrompido e acabou falhando no teste. Dedicando sua vida a descobrir o portal, conseguir o poder que um dia ele vislumbrou e se vingar de sua família, Sivana não mede esforços para atingir seus objetivos. Ele é uma contraparte interessante a Billy: apesar de ambos desejarem aceitação e serem oriundos de famílias desestruturadas e lares instáveis, o primeiro desde cedo demonstrou sua ganância e seu desejo de provar seu valor, enquanto Billy sempre foi motivado pelo desejo de reencontrar sua mãe e sentir-se parte de uma família. Apesar de não ser um santo (especialmente na fase inicial, após a conquista dos poderes) Billy é um jovem que se importa, especialmente com quem ama.

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Achei o arco final especialmente a última batalha um pouco estranho. Me surpreendeu, mas não de um jeito tão positivo, porque senti uma perda do fôlego e uma diminuição no protagonismo de Billy. Ainda assim, as sequências de ação são ótimas e constantes, mantendo o ritmo do longa bem acelerado. O bom humor e a leveza da narrativa e dos personagens também são muito bem-vindos: Shazam! é um filme sobre crianças, para crianças e não tem pretensão de ser uma obra-prima de super-heróis, muito menos aprofundar questões mais éticas e morais. Pra mim, essa foi uma ótima decisão da DC, que está começando a mostrar filmes com tons de voz particulares, que combinam com o herói que está na tela.

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Em suma, Shazam! é o filme pra quem quer dar boas risadas e curtir sem maiores pretensões. Ao contrário de Thor: Ragnarok – que também tem uma pegada mais infantil e tenta ser engraçadão, mas falha miseravelmente (pelo menos pra mim) –, Shazam! traz uma história simples, bem-humorada e com ótimos personagens, cuja química funciona e é fundamental para o desenrolar dos fatos. É entretenimento puro, daqueles que fazem você sair mais leve do cinema devido à diversão proporcionada. Vale a pena conferir!

Título original: Shazam!
Ano de lançamento: 2019
Direção: David F. Sandberg
Elenco: Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Mark Strong, Djimon Hounsou, Faithe Herman