Resenha: Um Sedutor Sem Coração – Lisa Kleypas

Oi pessoal, como estão?

E quem diria que eu estaria toda interessada em romances de época, depois de ter demorado tanto para conhecê-los? 😀 Pois é! E hoje vim resenhar Um Sedutor Sem Coração, o primeiro livro da nova série da Lisa Kleypas, Os Ravenels.

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Sinopse: Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Após a morte de um primo, o boêmio Devon Ravenel se vê como herdeiro de um título de nobreza e um condado cheio de dívidas. Agora conde Trenear, seu único objetivo é vender o Priorado Eversby e se livrar das responsabilidades o mais breve possível. Entretanto, seus planos vão por água abaixo quando ele conhece a viúva do primo, lady Kathleen. A moça mora com as três cunhadas na casa do ex-marido, com quem ficou casada apenas três dias antes do fatídico acidente que o matou. E, após algumas discussões acaloradas – e uma atração irresistível –, Devon decide manter o condado e assumir aquilo que sempre temeu: responsabilidades.

Esse livro já me chamou a atenção por ser bem mais longo que os volumes da série As Quatro Estações do Amor (meu primeiro contato com Lisa Kleypas). Portanto, aqui a história se desenrola de modo bem mais gradual. Após ser confrontado por Kathleen, Devon encara o desafio de assumir o condado. Para isso, o personagem – antes um libertino beberrão e inconsequente – precisa amadurecer, estudar, trabalhar muito e se dedicar às suas novas atribuições. Kathleen, por outro lado, é uma personagem bastante obstinada e de espírito vigoroso, mas que precisa assumir um manto de luto e a compostura de uma viúva. O grande problema nisso é que ela foi cortejada pelo falecido marido por poucos meses e ficou casada apenas três dias: ou seja, ela mal o conhecia. Com o passar das páginas, Devon vai sendo influenciado pelo senso de responsabilidade de Kathleen, enquanto ela vai relaxando e abrindo mão de algumas convenções sociais por influência dele.

Outro personagem que vale mencionar é West, irmão de Devon. O rapaz inicia o livro como alguém sem propósito, totalmente contrário à decisão do irmão de manter a propriedade. O desenrolar da trama traz profundas transformações em sua personalidade, que ganha uma nova motivação de vida ao se envolver com o dia a dia dos arrendatários do condado. West é alguém que cresce muito ao longo do livro, e é impossível não se apaixonar por ele! Sua amizade fraternal com Kathleen também é comovente, e eu gosto muito dos dois. As irmãs do falecido conde também são fofas: elas viveram a maior parte da vida reclusas, em função do luto (primeiro, pelos pais; depois, pelo irmão). Helen é uma moça doce, gentil e refinada; as gêmeas, Pandora e Cassandra, são inseparáveis e divertidas.

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Preciso fazer uma ressalva em relação ao título! 😛 Para mim, Devon não tem absolutamente NADA de “sedutor sem coração”. Apesar de ter dificuldade em perceber que deseja se casar, o sentimento dele por Kathleen rapidamente se mostra verdadeiro e intenso. Devon é um homem apaixonado, que se esforça continuamente para fazê-la feliz. Desde a decisão de manter sua propriedade, o Priorado Eversby, até uma cena específica em que ele age como um verdadeiro herói, o protagonista demonstra seu bom coração e sua índole honrada. Pronto, defesa ao Devon feita! 😂 Ele é ótimo, e tenho dito hahaha!

O romance de Devon e Kathleen não foi arrebatador, daqueles que tiram o nosso fôlego. A personagem tem traumas relacionados a abandono e foi muito maltratada pelo marido, mesmo na brevidade de seu casamento. O bonito da relação dela com Devon é a paciência dele em lidar com ela, e o modo como as coisas mudam entre eles conforme o tempo passa e o respeito cresce. Pra mim, é o maior mérito da relação dos dois, muito mais que a paixão arrebatadora.

Acredito que o livro poderia ser um pouco mais curto do que ele é, de modo a tornar os acontecimentos mais ágeis. Entretanto, o lado positivo é que a personalidade e a relação entre os personagens se constrói de modo gradual e verossímil. Isso se aplica ao casal protagonista, mas também a West com as meninas e Helen com Winterborne (um amigo de Devon, com quem o protagonista deseja que Helen se case). Isso demonstra a preocupação de Lisa Kleypas em construir a relação dos personagens dessa e das próximas histórias da série, o que acho ótimo.

Em suma, Um Sedutor Sem Coração inicia com o pé direito a nova série de Lisa Kleypas, trazendo personagens bem construídos, que crescem e amadurecem conforme a história evolui. Recomendo a todos os fãs de romances de época! ❤

Título Original: Cold-Hearted Rake
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320
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Resenha: Uma Noite Inesquecível – Lisa Kleypas

Oi galerinha, tudo bem? 😀

Depois de concluir a história das quatro Flores Secas originais em As Quatro Estações do Amor, Lisa Kleypas trouxe mais um volume a essa série fofíssima: Uma Noite Inesquecível. Vamos conferir o que eu achei? 😉

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Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés. No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava. Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer?

O mocinho dessa história de amor é Rafe Bowman, irmão mais velho de Lillian e Daisy. O rapaz vem à Inglaterra para cortejar a bela Natalie Blandford, uma jovem aristocrata com quem deve se casar. Entretanto, ele encontra um obstáculo em seu caminho: Hannah, a acompanhante e prima da jovem. Hannah cresceu com os Blandford e tem muito carinho por Natalie, desejando que a prima case com alguém à sua altura – e Rafe, com seus modos grosseiros e americanizados, bem como seu histórico libertino, com certeza não se encaixa nos pré-requisitos. Entretanto, uma fagulha inesperada se acende entre Rafe e Hannah, o que pode colocar tudo a perder.

O maior defeito deste livro é ele ser tão curto! Eu adorei Rafe e Hannah, e sua dinâmica de gato e rato é encantadora. Rafe é um homem impulsivo, despreocupado e divertido – entretanto, sofre uma cobrança sem tamanho por parte de seu pai, Thomas Bowman. A pressão para atingir as altas expectativas do pai é algo que sempre o acompanha (sendo também o motivo para ele cortejar Natalie). Hannah, por outro lado, é uma jovem dedicada, modesta e leal. É nítido seu sentimento genuíno por Natalie, ainda que esta seja uma personagem bem temperamental. As passagens em que as duas interagem contêm cenas bem engraçadas, especialmente quando Natalie demonstra o seu lado mais “travesso”, desconcertando Hannah e seus modos “puritanos”.

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O livro acaba focando um pouco demais em Lillian e Westcliff, o que eu julguei desnecessário. Pra mim, não havia motivos para esses personagens terem tanto espaço novamente (ainda mais que eu não tenho mais simpatia por Lillian). Também existe uma questão importante envolvendo os sentimentos de Natalie, mas que me deixou bem satisfeita. Todos os casais que são mostrados ao longo das (poucas) páginas tiveram um desfecho que me deixou contente, o que foi positivo. Mas, em função disso, o casal principal acabou tendo menos destaque do que deveria, o que é uma pena (considerando o quão carismáticos Rafe e Hannah são). 😦 Ah! Outra coisinha que me incomodou durante a leitura, e que eu já havia comentado em Escândalos na Primavera, é a questão da cronologia estranha, algo meio recorrente na série que se repete aqui.

Uma Noite Inesquecível demonstra mais uma vez a habilidade de cupido das Flores Secas, que adotam Hannah nesse grupo tão cativante. O livro também reforça a capacidade de Lisa Kleypas de criar uma história leve, divertida e repleta de muito romance. Apesar de curto, o livro é um spin-off digno da série de origem. 🙂

Título Original: A Wallflower Christmas
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 144
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Resenha: Agora e Para Sempre, Lara Jean – Jenny Han

Oi, meu povo! Turubom? 🙂

Aproveitando que o filme Para Todos Os Garotos Que Já Amei estreia nessa sexta-feira (yay! ❤), hoje vim contar minhas impressões sobre o último volume da trilogia, Agora e Para Sempre, Lara Jean!

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Sinopse: Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

Depois de viverem um relacionamento de mentira que se tornou um namoro de verdade, de superarem dificuldades como o vazamento do vídeo do ofurô e mesmo a dúvida causada por um triângulo amoroso, Lara Jean e Peter estão mais fortes do que nunca. Eles estão prestes a concluir o Ensino Médio e seus destinos estão traçados: eles pretendem ir juntos para a mesma faculdade, a Universidade de Virgínia (ou UVA). Entretanto, a vida às vezes acontece da maneira mais inesperada, e Lara Jean precisa lidar com uma mudança brusca no rumo de seus planos quando ela descobre que não foi aceita na universidade dos seus sonhos.

Agora e Para Sempre, Lara Jean nos traz de volta o romance encantador de Lara Jean e Peter K., que agora estão um pouco mais maduros e certos do que sentem um pelo outro. Contudo, a vida da protagonista vira de cabeça pra baixo quando ela precisa encarar o fato de que 1) não vai para a universidade que tanto queria e 2) vai ter que estudar longe de Peter. A distância iminente é uma sombra que paira na cabeça dos protagonistas. E isso se torna um fardo pesado pois, apesar de eles terem evoluído desde o primeiro volume, Lara Jean e Peter ainda não conseguem sentar e conversar a respeito de modo maduro e honesto (o que é facilmente explicado pela idade dos dois que, afinal, ainda são adolescentes).

O que mais gostei nesse livro foi ver Lara Jean se desafiando. Apesar do baque inicial com a rejeição inesperada, a garota é aceita em outras universidades ainda mais renomadas e concorridas. Apesar de ter uma possibilidade de escolha confortável à frente, Lara Jean se permite ousar e ouvir seu coração, sem abrir mão de sua essência. Chris, sua melhor amiga, tem um papel bem importante nesse processo, incentivando Lara Jean e mostrando as inúmeras possibilidades que ela tem pela frente. Contudo, o ponto negativo é que Peter acaba ficando bastante apagado ao longo da trama, quase como um agente passivo na relação.

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E, em parte, eu culpo a falta de prioridades de Jenny Han pelo pouco desenvolvimento que o casal protagonista teve neste volume. Por que digo isso? Porque a autora preferiu dedicar páginas e mais páginas ao casamento do pai de Lara Jean com a vizinha, Treena. A protagonista se envolveu em cada detalhe do casamento (como válvula de escape para a ansiedade), e o leitor se vê no meio disso tudo: acompanhando a dinâmica familiar, o estranhamento de Margot com a nova membro da família, vendo os preparativos para o casamento, etc. Isso é bacana para aprofundar os outros personagens da família de Lara Jean mas, na minha opinião, foram dedicadas páginas demais a esse plot e de menos ao relacionamento de Lara Jean e Peter. 😦

Outro aspecto negativo é que o livro é linear demais. Tirando a surpresa em relação às universidades, nada demais acontece. Há o baile de formatura, a viagem a Nova York, o casamento… e todos esses acontecimentos são muito sem sal. Você fica esperando que algo bombástico aconteça, mas isso não vem. Talvez eu esperasse mais emoção e entrega nesse último livro, o que não aconteceu. Isso me fez sentir que Jenny Han se manteve na zona de conforto. E o final… sinceramente, não foi o que eu esperava. De certo modo, foi doce e otimista. Por outro lado, a chance de dar merda tudo acabar mal é grande. Eu gostaria de algo mais fechado, que me desse certeza de que eles deram certo. Depois de uma trilogia tão fofinha, o que eu menos queria era um final que desse abertura para sentimentos de tristeza. 😦 Utópico, talvez, mas acho que combinaria com o tom da história como um todo (que em nenhum momento se propôs a ser um retrato cínico dos relacionamentos reais).

Apesar de eu ter considerado parte da obra um desperdício narrativo (em função dessa subtrama toda do casamento, principalmente), Agora e Para Sempre, Lara Jean foi uma experiência mais positiva do que negativa. Ele conclui a história desse casal improvável, unido por uma carta que não deveria ter sido enviada, e nos deixa com gostinho de quero mais. Vou sentir saudades de Lara Jean e de Peter K.

Título Original: Always And Forever, Lara Jean
Série: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 304
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Resenha: Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Oi pessoal, tudo bem?

Vim resenhar pra vocês mais um suspense psicológico (gênero que adoro). Hoje é dia de falar sobre Em Águas Sombrias, da Paula Hawkins.

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Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.

Eu adorei o filme A Garota no Trem. Achei a construção do mistério e a crítica ao machismo tão poderosas que fiquei ansiosa pra ler algum livro da Paula Hawkins. Decidi começar com Em Águas Sombrias, para ter uma experiência inédita, mas infelizmente a leitura não foi o que eu esperava. Como a sinopse é bem satisfatória e objetiva, vou partir direto para as minhas considerações sobre a obra, certo? 😉 Então, o livro não é ruim, e eu seria injusta se dissesse isso. Mas ele também passa longe de ser maravilhoso. Percebi que o livro não estava me ganhando logo nas primeiras páginas, que já não são tão envolventes. Praticamente cada capítulo é narrado por um personagem diferente, o que, nesse caso, não funcionou (porque quebrou muitas vezes o ritmo da narrativa, diminuindo minha curiosidade).

Além disso, tive problemas com personagens. Jules é uma personagem sem brilho e sem carisma, e isso não me parece ter a ver somente com seus traumas do passado. Na verdade, ela é tão desinteressante quando comparada a outras personagens (como Lena, Nickie e até mesmo a já falecida Nel) que os capítulos dela simplesmente não me envolveram ao longo da narrativa. Entretanto, é importante exaltar uma qualidade do plot da Jules, pois ele aborda uma questão que precisa ser discutida: consentimento.

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Outra trama importante, a de Katie e Mark, não me agradou. Em primeiro lugar, por ter sido previsível; em segundo, porque me pareceu desconectada, especialmente quando penso no plot de Nel. Parece que toda a questão envolvendo os personagens serviu apenas para criar um mistério maior ao longo do livro que, na verdade, não teve impacto. A fuga e o desfecho de Mark também foram desconexos, e não teriam feito diferença caso não existissem. A morte de Nel, por outro lado, conduz a uma série de revelações sobre os moradores de Beckford, e sua morte – ao contrário da de Katie – faz sentido dentro do contexto maior que envolve o livro.

Mas os elogios também merecem ser feitos. Paula Hawkins mais uma vez traz um enredo que expõe os diversos tipos de violência que nós, mulheres, sofremos ou corremos o risco de sofrer apenas por sermos mulheres. O Poço dos Afogamentos, o local para se livrar de mulheres encrenqueiras, infelizmente não é tão distante da nossa realidade.

Outro aspecto interessante de Em Águas Sombrias é a sensação cíclica que o fim proporciona. Senti, ao fechar o livro, que a autora conclui sua narrativa colocando os personagens em pontos diferentes da vida – mas que outros já ocuparam anteriormente. Existe ainda a inquietação e o desejo por saber a verdade, existe uma tentativa de recomeço, existe uma sensação de continuidade. Não pude evitar lembrar de O Segredo do Meu Marido, da Liane Moriarty, quando cheguei ao final da trama, porque Paula Hawkins também me causou a sensação de que existem coisas que, no fim das contas, nunca serão reveladas. Nesse caso, ficarão submersas nas águas de Beckford.

Título Original: Into The Water
Autor: Paula Hawkins
Editora: Record
Número de páginas: 364
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Resenha: Sedução da Seda – Loretta Chase

Oi pessoal, tudo bem?

Cá estou, novamente me aventurando pelos romances de época, um gênero que recentemente tem ganhado meu coração. O livro da vez é Sedução da Seda, o primeiro volume da série As Modistas, escrita por Loretta Chase. 😉

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Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista, Marcelline Noirot, é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: Lady Clara Fairfax, futura noiva do Duque de Clevedon. Tornar-se a modista de Lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Duque de Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O Duque se considera um especialista na arte da sedução, mas Madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

Marcelline Noirot é uma modista inglesa (ou seja, uma pessoa que desenha e cria roupas, semelhante ao que hoje chamamos de estilista) de grande talento. Junto das três irmãs mais novas, administra a Maison Noirot, um atelier que Marcelline luta para fazer prosperar. Para obter prestígio, a modista parte rumo a Paris, com o objetivo de conhecer e encantar o libertino Duque de Clevedon – com o único e exclusivo objetivo de ser escolhida como a modista que vestirá a futura Duquesa. Porém, durante a viagem, uma atração irresistível surge entre os dois, e Clevedon não mede esforços para seduzi-la, o que pode colocar os planos de Marcelline a perder.

Esse é o plot que guia a trama de Sedução da Seda. Marcelline é uma mulher cheia de responsabilidades: ela tem uma filha pequena (cujo pai já é falecido) e três irmãs mais novas que dependem do sucesso da Maisot Noirot. Vinda de uma família de picaretas, Marcelline e as irmãs nunca tiveram estrutura familiar e amparo, sendo necessário que a protagonista aprendesse desde muito cedo a se virar sozinha. O Duque de Clevedon, por outro lado, está acostumado a ter tudo que deseja, como os típicos nobres da época. Prometido à Lady Clara Fairfax desde a infância, o Duque resolveu passar uma temporada em Paris antes de se casar. Por lá, sua vida era rodeada por mulheres, bebedeiras e extravagâncias. Quando Marcelline, uma mulher misteriosa, bela e graciosa surge em seu caminho, ele fica estupefato e tomado pelo desejo de seduzi-la. E, por mais que Marcelline sinta-se atraída pelo Conde, ela sabe que não pode colocar seu negócio em risco.

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Admito pra vocês que, de início, não curti muito a trama. O fato de Marcelline ficar repetindo “eu sou a maior modista do mundo” o tempo todo me irritou e me fez revirar os olhos para a personagem diversas vezes. Também achei um pouco inverossímil a postura excessivamente pra frentex dela, considerando a época. Se hoje, em pleno século XXI, as mulheres se veem oprimidas por diversos padrões, naquela época, então, nem se fala. Mas ok, dá pra relevar em nome da ficção. 😛 Também não gostei de ler as diversas traições de Clevedon a Clara – por mais que os mocinhos de romances de época sejam experientes sexualmente, em Sedução da Seda ficou mais explícito que Clevedon tinha alguém esperando por ele, o que torna suas aventuras sexuais ainda piores.

Os capítulos iniciais são um pouco confusos. O livro começa em Londres, com as meninas da Maison Noirot descobrindo que o Duque de Clevedon vai ficar noivo de Lady Clara. Repentinamente, Marcelline já viajou para Paris para encontrá-lo! Além disso, achei o livro mais longo do que o necessário, especialmente na reta final. Porém, há um aspecto bem interessante na resolução do conflito amoroso: Lady Clara tem um papel bem mais ativo, o que me fez admirar a personagem e seu crescimento.

Falando em crescimento dos personagens, esse é o ponto positivo de que mais gostei nessa leitura. Apesar das minhas ressalvas nos parágrafos anteriores, eu gostei muito de como Loretta Chase constrói as nuances de seus personagens, que vão amadurecendo ao longo das páginas. Conforme a leitura avança e vamos conhecendo mais sobre o passado de Marcelline e Clevedon, algumas coisas passam a fazer sentido e torna-se possível sentir empatia por eles. Marcelline, por exemplo, deixa de ser uma mera trapaceira ambiciosa; ela se revela como uma mulher que faz o que é necessário para manter sua família viva e seu negócio prosperando, pois é uma mulher sozinha em uma época que não facilitava em nada para jovens solteiras ou viúvas. Esse lado mais “humano” da personagem colaborou para que eu passasse a admirar sua obstinação. Clevedon, por outro lado, também cresce em frente aos nossos olhos: sua futilidade vai dando espaço a uma faceta mais altruísta e heróica, ao mesmo tempo em que vai se dando conta de que seus preconceitos em relação a Marcelline (pelo fato dela ser uma lojista) são infundados. O próprio ofício da personagem passa a ser uma característica que o Duque admira, e eu acho comovente quando ele auxilia a Maison Noirot em um momento de grande dificuldade. ❤

Sedução da Seda não fisgou completamente meu coração, mas trouxe uma história que evolui e personagens que crescem juntos. O final é promissor e eu gostei muito da dinâmica do casal no desfecho do livro. Lembro que também não me apaixonei por Segredos de uma Noite de Verão, da Lisa Kleypas, mas insisti e acabei adorando a maior parte da série. Por isso, acredito que lerei o próximo volume da série As Modistas também. Alguém já leu? Me recomendam? Me contem nos comentários! 😀

Título Original: Silk is For Seduction
Série: As Modistas
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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Resenha: O Poderoso Chefão – Mario Puzo

Olar, tudo bem?

Depois de me enrolar por 4 anos após ganhar um exemplar de presente, finalmente li o clássico O Poderoso Chefão!

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Sinopse: Publicada em 1969, a saga O Poderoso Chefão é, ainda hoje, a mais perfeita reconstrução das famílias mafiosas de Nova York. O carismático Don Vito Corleone é o chefão de uma delas. Apesar de implacável, Don Vito é, essencialmente, um homem justo. Padrinho benevolente, nada recasa a seus afilhados: conselho, dinheiro, vingança e até mesmo o assassinato de alguém. Em troca, o poderoso chefão pede apenas o respeito e a amizade de seus protegidos. Mas ninguém pode vencer as trapaças da idade. Quando todos os seus inimigos resolverem atacar, e seu bem mais precioso, a família, estiver por um fio, o velho Corleone terá de escolher, entre seus filhos, um sucessor à altura. Mario Puzo constrói, de maneira hábil, um mundo de intrigas, decisões cruéis e honra, num legado de tradição e sangue.

É bem provável que a maioria de vocês, assim como eu, conheçam O Poderoso Chefão por meio dos filmes da trilogia. O livro de Mario Puzo (que foi adaptado no primeiro longa) aprofunda ainda mais a história, com uma narrativa envolvente e personagens bem construídos.

Don Vito Corleone veio da Sicília, na Itália, para os Estados Unidos ainda criança, fugindo de uma ameaça de morte. Em terras americanas, ao longo das décadas ele construiu o seu império por meio da importação de azeite e de negócios ilegais (principalmente no ramo dos jogos). O livro se passa na década de 40, após a Segunda Guerra Mundial, e Don Corleone é chefe de uma das Famílias mais poderosas de Nova York. E, por Família, quero dizer grupo mafioso mesmo. 😛 Don Corleone é um homem muito respeitado, com grande influência política. Tendo amizade e relações de negócios com juízes, senadores, governadores e outros figurões, seu poder vai muito além do financeiro. Seus filhos o auxiliam nos negócios, com exceção da única pessoa da família Corleone que não deseja ter envolvimento com esse universo: seu filho homem mais novo, Michael. O rapaz lutou na guerra, está noivo de uma típica moça americana e traça um caminho bem diferente dos seus outros irmãos, que trabalham para a Família (percebam que, quando utilizo Família com F maiúsculo, me refiro à máfia). As coisas ficam complicadas quando Don Corleone sofre um atentado à sua vida, após recusar sua participação no negócio de entorpecentes, proposta por um homem perigoso chamado Sollozzo. O tiroteio que debilitou o chefe dos Corleone faz com que Michael precise se envolver, mudando todo o rumo da história.

O Poderoso Chefão tem um início lento, com o objetivo de mostrar a extensão dos poderes de Don Corleone. Com uma essência diplomática e justa, mas ainda assim implacável, o líder dos Corleone valoriza a amizade e o respeito: ele ajuda sua comunidade e seus amigos sem hesitar, desde que possa contar com seu apoio quando necessário. No início do livro, Don Corleone manda seu consigliere, Tom Hagen (que é também seu filho adotivo) resolver um problema que seu afilhado, o ator e cantor Johnny Fontane, enfrenta: o jovem deseja estrelar um filme de Hollywood, mas o diretor do longa tem uma implicância pessoal com ele. Tom Hagen viaja até lá e, a mando de Don Corleone, resolve o problema de um modo bastante sangrento. Essa situação é apenas um exemplo que ilustra a fidelidade de Don Corleone para com seus protegidos, bem como seu modo de resolver as coisas: primeiro, com uma tentativa de diálogo; em caso de recusa, com métodos mais “diretos”.

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O que eu mais gostei durante a leitura foi, sem dúvidas, o desenvolvimento dos personagens. Mario Puzo consegue fazer com que o leitor se identifique e sinta empatia por… criminosos. Simples assim. Ao descrever o bom coração do violento Sonny Corleone, filho mais velho do Don, muitas vezes nos esquecemos dos episódios de infidelidade, dos crimes cometidos, entre outras coisas. Ao narrar os excelentes diálogos de Don Vito Corleone, muitas vezes nos pegamos torcendo pelo sucesso de suas empreitadas. E Tom Hagen, um rapaz dedicado, inteligente e fiel a Don Corleone, nos conquista (ainda que saibamos que ele está envolvido em cada detalhe sujo dos negócios da Família). Mas quem tem o melhor desenvolvimento, na minha opinião, é Michael Corleone. No filme, eu senti que a decadência moral do personagem foi um tanto rápida demais, me surpreendendo como um rapaz de tanta ética poderia sucumbir tão rápido à realidade da Família. Porém, no livro, Mario Puzo vai narrando o prazer que Michael sente ao auxiliar os planos da Família, a eletricidade que corre por seu corpo quando ele participa de algum plano. Isso, somado às tragédias que o assolam posteriormente, é uma justificativa muito mais plausível para explicar a trajetória do personagem.

As discussões sobre moralidade também são um ponto fortíssimo no livro. Don Vito e os outros líderes mafiosos não confiam no sistema. O chefe dos Corleone, inclusive, o tem na mão (por meio de suas conexões com políticos e juízes). Em um mundo que não protege os indivíduos e beneficia quem tem nome e/ou dinheiro, os mafiosos cumprem esse papel, acolhendo e dando suporte aos seus protegidos e passando por cima da justiça tradicional e das regras do Estado. O caso de Amerigo Bonasera, que viu os jovens que espancaram sua filha sendo soltos graças à influência de seus sobrenomes, ilustra muito bem essa situação. O senso de justiça é muito presente na obra, ainda que muitas vezes de modo deturpado. Entretanto, o livro aborda essas questões de modo a fazer o leitor refletir e, até certo ponto, entender e concordar com o posicionamento e as atitudes dos Corleone.

Como crítica negativa, eu diria apenas que o livro dedica tempo demais a personagens pouco relevantes. Temos toda uma parte da obra que narra a história de Lucy Mancini, ex-amante de Sonny Corleone, por exemplo. Durante essa passagem, o enredo foca nos problemas sexuais da moça e em como ela consegue resolvê-los. E não, isso não tem impacto nenhum para a história de modo geral. O mesmo ocorre com Johnny Fontane, que tem mais páginas do que deveria. Isso serve para aprofundar os personagens secundários e torná-los mais reais, o que é algo que valorizo; entretanto, achei que isso se prolongou por tempo demais, afastando o livro da trama principal (que era a que realmente me mantinha interessada).

O Poderoso Chefão reúne diversos elementos atrativos: uma história bem contada, um enredo envolvente, uma narrativa instigante e personagens excelentes. Não há preto e branco, mas cinza: as diversas camadas dos personagens (com qualidades e defeitos) fazem com que eles sejam verossímeis e relacionáveis. O livro questiona ainda a integridade do Estado, mostrando que existe muita sujeira e corrupção nas diversas camadas das autoridades (o que fica explícito graças aos contatos políticos de Don Corleone). É uma obra excelente sobre a máfia, mas que aborda também as relações familiares e suas complicações, bem como a decadência e a desconstrução moral dos personagens. Recomendadíssimo!

Título Original: The Godfather
Autor: Mario Puzzo
Editora: Record
Número de páginas: 461
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Resenha: Escândalos na Primavera – Lisa Kleypas

Olá, meu povo! Tudo certinho?

Chegamos ao último livro da série As Quatro Estações do Amor protagonizado por uma das Flores Secas originais: Escândalos na Primavera. ❤

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Sinopse: Daisy Bowman sempre preferiu um bom livro a qualquer baile. Talvez por isso já esteja na terceira temporada de eventos sociais em Londres sem encontrar um marido. Cansado da solteirice da filha, Thomas Bowman lhe dá um ultimato: se não conseguir arranjar logo um pretendente adequado, ela será forçada a se casar com Matthew Swift, seu braço direito na empresa. Daisy está horrorizada com a possibilidade de viver para sempre com alguém tão sério e controlador, tão parecido com seu pai. Mas não admitirá a derrota. Com a ajuda de suas amigas, está decidida a se casar com qualquer um, menos o Sr. Swift. Ela só não contava com o charme inesperado de Matthew nem com a ardente atração que nasce entre os dois. Será que o homem ganancioso de quem se lembrava era apenas fachada e ele na verdade é tão romântico quanto os heróis dos livros que ela lê? Ou, como sua irmã Lillian suspeita, o Sr. Swift é apenas um interesseiro com algum segredo escandaloso muito bem guardado? Escândalos Na Primavera é um presente para os leitores, que podem ter certeza de uma coisa: embora as estações do ano sempre terminem, a amizade desse quarteto de amigas é eterna.

Lillian e Daisy foram, de cara, minhas personagens favoritas lá em Segredos de Uma Noite de Verão. Lillian foi perdendo um pouco do meu apreço, então fiquei ansiosa para conferir a história de Daisy. Confesso que me senti um tantinho decepcionada quando soube que Cam Rohan não seria o par da mais jovem irmã Bowman mas, quando conheci Matthew Swift, esse desapontamento sumiu rapidinho!

Thomas Bowman está cansado de investir em Daisy, que segue solteira. Por isso, ele decide resolver a questão de seu próprio jeito: arranjando um casamento com seu funcionário favorito e braço direito, o americano Matthew Swift. O problema é que Daisy odeia o rapaz: ele é um reflexo de seu pai, um homem fechado e voltado apenas aos negócios. Decidida a encontrar um nobre com quem se casar, Daisy acaba sendo surpreendida ao reencontrar um Matthew mais maduro, gentil e bonito do que se lembrava no passado. Matthew, por sua vez, luta para esconder os sentimentos que nutre por Daisy desde que há conhecera, tantos anos atrás. Contudo, o rapaz possui segredos que o impedem de abrir seu coração, o que cria uma barreira entre eles.

Escandâlos na Primavera é, disparado, o meu livro favorito da série. Daisy é encantadora e divertida, uma protagonista que conquista o leitor. Apesar de sonhadora e cheia de imaginação, ela é prática e pé no chão. E o que dizer de Matthew Swift? Simplesmente o protagonista mais apaixonante da série inteira! ❤ Ele é honrado e genuinamente preocupado com Daisy e sua felicidade. Os segredos que mantêm dela são uma tentativa de protegê-la e, quando vêm à tona, fazem com que a gente se emocione com a fragilidade do personagem e com sua capacidade de abrir o coração. Felizmente para nós, leitores, o romance de Daisy e Matthew não demora a acontecer e eles conseguem rapidamente se entender: ela, aceitando seus sentimentos por ele e deixando seus julgamentos errôneos de lado; ele, enfrentando o passado para finalmente estar com ela e viver seu amor.

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O único defeito do livro em si é o fato de ser o mais curto da série. Queria mais de Daisy e Matthew HAHAHA! 😦 Mas há também um problema recorrente em As Quatro Estações do Amor, que é a falta de revisão (os erros são frequentes demais, Arqueiro!) e a cronologia estranha. Em alguns momentos, Lisa Kleypas faz parecer que poucos meses se passaram de um livro para o outro. Em outros, dá a entender que os acontecimentos tem distância de um ano ou mais! Isso acontece no próximo livro também, Uma Noite Inesquecível. Vacilo, hein? 😦

Além de eu ter amado acompanhar a história curtindo os dois protagonistas (algo que não tinha acontecido em nenhum volume até agora), eu me apaixonei completamente por Matthew. Ele é a personificação de um good guy e, particularmente, gosto muito desse tipo de protagonista masculino! ❤ Carinhoso, honrado, incrivelmente bonito e inteligente: são apenas alguns dos atributos do personagem de que mais gostei em As Quatro Estações do Amor. Sua amizade com Westcliff também é muito bacana de acompanhar (Marcus, inclusive, é o personagem que mais aparece na série, tendo participação relevante em todos os livros).

Encerrando As Quatro Estações do Amor com chave de ouro, Escândalos na Primavera foi o volume que mais me fez suspirar. Lisa Kleypas nos presenteia com um romance puro e verdadeiro entre dois jovens que complementam um ao outro com respeito e admiração e traz um enredo que flui e tem reviravoltas emocionantes em sua reta final. Valeu a pena ter chegado até aqui.

(Fun fact/spoiler +18: reparei que o sexo entre os protagonistas segue um padrão. No primeiro livro, rola depois do casamento. No segundo, antes. No terceiro, depois. No quarto, antes. Pelo visto as irmãs Bowman compartilham a ansiedade de transar HAHAHA!)

Título Original: Scandal in Spring
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 224
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