Resenha: Morte Súbita – J. K. Rowling

Oi, meu povo! Como estão?

Para o post de hoje, trago pra vocês o primeiro livro fora do universo Harry Potter que li da minha rainha J. K. Rowling. ❤ Me refiro a Morte Súbita, uma obra que causa muitas opiniões controversas.

morte subita jk rowling.png

Sinopse: Este livro de J.K. Rowling conta a história de Pagford e seus habitantes, que, após a morte inesperada de Barry Fairbrother, membro da Câmara do vilarejo, fica em choque. Pagford é, aparentemente, uma pacata cidade inglesa com tudo o de mais comum e organizado que pode haver, mas o que está por trás da fachada bonita é uma cidade em guerra – uma guerra de classes, credos, gerações e interesses. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com seus maridos, professores em guerra com seus pupilos – Pagford não é o que parece ser. O assento vazio deixado por Barry no conselho municipal logo se torna o catalisador para a maior guerra que a cidade já viu. Quem triunfará em uma eleição repleta de duplicidade, paixão e revelações inesperadas?

Se não me falha a memória, eu ganhei esse livro de uma amiga em 2012 e, até então, nunca havia dado uma chance a ele. As duras críticas na internet acabaram me fazendo ter uma impressão negativa (ou talvez receosa) em relação à obra e acabei me enrolando pra conferi-la. Esse ano, na tentativa de diminuir cada vez mais os livros não lidos da minha estante, decidi que era hora de conhecê-lo e tirar minhas próprias conclusões. E minha opinião é bem positiva!

Morte Súbita tem seu start com a morte de Barry Fairbrother, um importante membro da cidade fictícia de Pagford. Membro do Conselho Distrital, pai de família exemplar, treinador do time de remo da escola, Barry era uma pessoa cujo nome todos conheciam. Mas nem só de amizade e admiração eram feitas suas relações: no Conselho Distrital, Barry tinha muitos conflitos por defender o bairro conhecido como Fields – uma zona da cidade bastante pobre e com altos índices de criminalidade. E eu diria que uns 80% do enredo do livro rodeia todo esse conflito em relação a Fields e Barry, por mais que o personagem morra no prólogo. Mesmo sendo ausente, ele é uma peça-chave na trama.

A partir da morte de Barry, vários acontecimentos têm início. O casal Howard e Shirley Mollison (os maiores rivais de Barry no Conselho) se preparam para tentar eleger seu filho, Miles, como substituto de Barry; Samantha Mollison, esposa de Miles, se afasta cada vez mais do marido por essa decisão; Gavin Hughes, sócio de Miles, vive um relacionamento conturbado com a namorada, Kay Bawden, uma mulher com quem ele não tem coragem de terminar; Kay, por sua vez, lida com a revolta da filha, Gaia (que não queria ter se mudado de Londres para o vilarejo de Pagford) e com as dificuldades do seu emprego como assistente social, no qual ajuda a família Wheedon; Krystal Wheedon, uma garota problemática, tenta manter a mãe longe das drogas enquanto cuida do irmão de apenas três anos; Andrew Price, colega de Gaia e Krystal, sofre com a violência de um pai abusivo; o casal Colin e Tessa Wall tentam lidar com o filho rebelde Stuart (Bola), ao mesmo tempo em que Colin se candidata ao Conselho; Parminder Jawanda, médica e membro do Conselho, lida com a tristeza após a morte de Barry, mas sem perceber que parte de sua família tem seus próprios sofrimentos; Sukhvinder Jawanda, filha de Parminder, sofre bullying e é maltratada por Bola, mas não tem coragem de contar a situação a ninguém… e por aí vai.

resenha morte subita jk rowling.png

Sim, existem MUITOS nomes em Morte Súbita (eu nem citei todos). E sim, todos eles são importantes. Porque Morte Súbita é um livro que fala sobre as relações pessoais em uma cidadezinha interiorana com valores conservadores. E esses valores caem por terra quando começam a invadir o site do Conselho Distrital para postar verdades sujas sobre diversos membros daquela comunidade. Esse gatilho coloca tudo em movimento, e vemos as máscaras de vários personagens caindo.

Acho importantíssimo falar também sobre a crítica social incrivelmente inteligente que J. K. Rowling constrói por meio da polêmica a respeito de Fields. Os protagonistas desse plot são os membros da família Wheedon. Krystal e sua mãe, Terri, são personagens difíceis e problemáticas e, em um primeiro momento, é muito fácil que nossa tendência seja a de de julgá-las e desprezá-las. Porém, com o passar das páginas, vamos descobrindo muito mais a respeito delas: conhecemos suas dores, seu sofrimento, seus traumas. Percebemos que a pobreza e a desigualdade social as levaram para esse caminho difícil, do qual nem todos conseguem voltar. E, sendo brasileira, foi muito fácil enxergar como essa realidade acontece todos os dias em nosso país, tão desigual e injusto. A crítica que J. K. tão habilmente constrói se aplica totalmente à nossa realidade, o que torna todo esse enredo da família Wheedon ainda mais indigesto e amargo.

Morte Súbita tem uma história que se desenrola aos poucos. A narrativa, feita em terceira pessoa, mas sob a ótica de vários personagens, leva um tempo para engrenar. Mas, assim que você entende quem é quem em Pagford e quais são suas motivações e suas histórias, a trama fica muito mais instigante. Pra vocês terem ideia de quanto fui sendo absorvida pela história, eu devorei as últimas 100 páginas (fiquei lendo até às 3h da manhã e quase morri de sono no outro dia hahaha). O final é um soco no estômago e me deixou bastante impactada, ao mesmo tempo em que tenta trazer uma visão positiva sobre alguns aspectos. Resumindo, Morte Súbita é uma obra excelente, bem construída e com críticas extremamente importantes. J. K. Rowling não decepciona! ❤

Título Original: The Casual Vacancy
Autor: J. K. Rowling
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 501

Resenha: Mentirosos – E. Lockhart

Oi pessoal, tudo bem?

Para o post de hoje, trago uma resenha de um livro que estava na minha wishlist há muito tempo (graças às resenhas na blogosfera, que super elogiavam a história): Mentirosos, da E. Lockhart.

mentirosos e lockhart.png

Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano eles passam as férias de verão numa ilha particular. Cadence — neta primogênita e principal herdeira —, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Cadence admira Gat por suas convicções políticas e, conforme os anos passam, a amizade com aquele garoto intenso evolui para algo mais. Mas tudo desmorona durante o verão de seus quinze anos, quando Cadence sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

A sinopse de Mentirosos já resume muito bem a trama, então não vou explicá-la novamente pra não tornar essa resenha maior do que precisa ser. Vou partir direto para a minha análise da obra. 🙂

A narrativa em primeira pessoa tem um tom poético, reminiscente e melancólico. Existem dois momentos da vida da protagonista que são mais esmiuçados ao longo do livro: o verão dos quinze (ou o verão do acidente) e o verão dos dezessete (o presente). Com o passar das páginas, vamos descobrindo fatos sobre o verão dos quinze que Cadence esqueceu ao mesmo tempo em que vivenciamos com ela o que acontece com sua família no presente. O livro tem um desenrolar lento, ainda que não seja maçante. O problema é que os finais de capítulo não tinham ganchos imperdíveis, então nem sempre eu tinha vontade de prosseguir a leitura (por mais curiosa que estivesse pra saber o que havia acontecido). Isso me fez demorar mais do que pretendia pra terminar Mentirosos, que é um livro curto. As descrições também vem na medida certa, sem exageros. A autora se preocupa muito em trabalhar as relações familiares e os personagens, o que é fundamental para a trama.

Falando em personagens, preciso comentar sobre os quatro Mentirosos. Infelizmente, a narrativa de Cadence não foi o ponto forte. Não consegui me afeiçoar a ela no verão dos quinze, e tampouco no verão dos dezessete. A personagem era uma adolescente apaixonada como qualquer outra, mas depois do acidente ela se vê num looping de sofrimento e autopiedade que não causou grandes emoções em mim. Gat, outro personagem fundamental, tinha tudo para ser interessante: ele era o primeiro amor de Cadence, era questionador, era o “estranho no ninho” na família Sinclair… mas faltou carisma. Mirren não ganhou minha simpatia nem no passado, nem no presente. A menina não parecia ter vontade alguma de questionar seus privilégios, além do comportamento autoritário e mimado. Johnny, por fim, foi meu Mentiroso favorito. Tudo que faltou nos outros três elementos do quarteto foi reunido nele: Johnny é carismático, divertido e envolvente. Em determinado momento, ele também mostra a força de seu caráter. O resto da família Sinclair, infelizmente, não tenho como elogiar. Harris, o avô, é o exemplo do patriarca da “família tradicional”, preconceituoso e preocupado com seu poder em primeiro lugar. As filhas são mulheres fracassadas que não conseguem sair debaixo da asa do pai e precisam se humilhar constantemente para garantir seu sustento – com os luxos a que estão acostumadas. E as crianças menores são pouco desenvolvidas, não tendo grande impacto durante a narrativa.

mentirosos e lockhart (2).png

Mentirosos traz alguns temas bem interessantes em suas páginas, como a crítica às aparências. E. Lockhart nos mostra uma família decadente, cada vez mais fracassada em diversos aspectos da vida, mas que se recusa a deixar a soberba de lado. A verdade é que os quatro Mentirosos não são os únicos a merecer esse título. Além da crítica a essa “aristocracia” da família Sinclair, a autora também traz discussões (ainda que superficiais) raciais e de classe – principalmente pela voz de Gat, que é o personagem responsável por levar Cadence à reflexão.

O final é simplesmente… arrebatador. A autora faz você pensar em mil possibilidades, traça uma linha que parece a explicação mais plausível para, na revelação final, te mostrar que você estava completamente errado. Quando li o final, tive que parar na mesma hora e, juro pra vocês, fiquei olhando pro teto e pras paredes, atordoada. Senti como se tivesse levado um soco na boca do estômago e perdi o fôlego, então precisei reler várias vezes pra assimilar não apenas o final – mas toda a trajetória. Na hora eu pude entender porque tudo foi contado tão aos poucos, com tantos detalhes que, em um primeiro momento, poderiam parecer preciosistas. Se durante a leitura eu havia pensado “ok, já entendi que os Sinclair são assim”, ao terminar o livro eu soube as razões da autora pra desenvolver a história – e os personagens – da forma que desenvolveu. E como eu sou fã de bons finais (sim, um final ruim pode estragar uma experiência pra mim), esse livro, que já era bom, subiu de patamar, entrou pra lista de leituras que provavelmente não vou esquecer e me causou uma ressaca literária violenta, já que não consigo parar de pensar nele. Mesmo agora, que já comecei a próxima leitura, Mentirosos segue constantemente na minha cabeça.

Mentirosos é um livro com alguns problemas (como a falta de carisma de Cadence e o desenrolar lento da trama), mas faz um excelente trabalho ao construir as relações familiares e apresentar aos poucos as memórias da protagonista. O final é de tirar o fôlego, junta todas as peças soltas e te faz questionar como você não percebeu a verdade antes. Só por esse final eu já recomendo Mentirosos sem pensar duas vezes: vale a pena!

Título Original: We Were Liars
Autor: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Número de páginas: 272

Resenha tripla: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio – Nina Spim

Oi gente, tudo bem?
Estão aproveitando bastante o feriado de Carnaval? Espero que sim! ❤

Hoje eu trago pra vocês as primeiras resenhas de parceria do ano, começando pelas obras da Nina Spim: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio! 😀
Como os contos da Nina são bem curtinhos, resolvi falar um pouquinho sobre cada um nesse post.

sutilmente nina spim.png

Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca.

Sutilmente é narrado em primeira pessoa por Giovana, uma estudante que fica imediatamente interessada na nova colega de classe, Laura. Enquanto narra seu dia na escola e o fascínio que Laura exerce sobre ela, Giovana vai nos mostrando um pouco do seu dia a dia e também como é a sensação de se interessar por uma pessoa à primeira vista. O jeito tímido e misterioso de Laura – que parece assustada, mas ao mesmo tempo tem uma energia envolvente – conquista Giovana, que faz de tudo para se aproximar da garota.

Pela sinopse, eu achei que Sutilmente falaria mais de um romance em si, mas na realidade o conto aborda o início do interesse entre as duas garotas. Não consegui me conectar às personagens, porque os devaneios da protagonista me deixaram um pouco confusa, e algumas frases curtas deixaram a narrativa um pouco truncada. O ponto forte desse conto, sem dúvida, é a naturalidade com que a sexualidade de Giovana e Laura foi tratada. Com leveza (e até mesmo poesia), Nina construiu  o interesse romântico das duas de um modo muito tranquilo – exatamente como esse tema deve ser. Fiquei muito contente com essa abordagem e espero ver mais obras assim!

Título Original: Sutilmente
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 14
Compre aqui!

imersão nina spim.png

Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama?

O conto traz a história do casal Lou e Caio, que se conhecem desde a escola e estão juntos há aproximadamente 10 anos. Lou convive com a depressão, uma doença invisível incompreendida por muitos. O conto, contudo, é narrado por Caio, e pelos olhos dele conseguimos vivenciar alguns dos sentimentos de alguém que ama uma pessoa com depressão.

Imersão foi, de longe, o conto que mais gostei. Em suas poucas páginas, pude me sentir conectada à história de Lou e Caio e de seu amor genuíno e duradouro. Por meio da visão de Caio não apenas vivenciamos junto a ele o que é conviver com alguém que tem depressão, mas também sentimos o amor incondicional que ele tem pela esposa. Apesar de um ou outro errinho de revisão, esse conto me envolveu e me emocionou. Nina desenvolveu esse tema com muita sensibilidade e doçura.

Título Original: Imersão
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
Compre aqui!

caleidoscopio nina spim.png

Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram.

Caleidoscópio traz um tema interessante, sobre o qual até então eu não havia lido: a deficiência visual. Júlia e Daniel se conhecem desde pequenos, e o rapaz é cego desde que nasceu. Por conviver com ele desde pequena, Júlia sempre lidou com a situação com naturalidade. Porém, o conto nos lembra que, infelizmente, nem todo mundo lida com isso dessa forma.

Por meio da narrativa de Júlia, Caleidoscópio nos mostra formas distintas de lidar com as diferenças: enquanto criança, Júlia só queria tratar Daniel como um igual e, depois de adulta, ela admira justamente aquilo que o faz diferente. Em um mundo de preconceitos e falta de empatia, Caleidoscópio nos lembra de que as pessoas são diferentes e que está tudo bem ser assim. Daniel pode não enxergar, mas isso não limita o personagem de maneira nenhuma, e Caleidoscópio mostra que ele é muito mais do que sua deficiência. O final é super fofinho, me lembrou A Culpa é das Estrelas hahaha! :3

Título Original: Caleidoscópio
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
Compre aqui!

Espero que tenham gostado da resenha tripla, pessoal. Foi um prazer ter esse primeiro contato com a escrita da Nina e espero que ela continue publicando cada vez mais. \o/

Beijos e até semana que vem! ❤

O Infinitas Vidas completou 3 anos (e tem sorteio!)

Oi gente! Tudo bem?

No último dia 11, o Infinitas Vidas completou mais um ano de vida!
O blog já tem 3 anos de existência e, a cada ano, eu me sinto mais e mais realizada com o trabalho que faço aqui. Sabem por quê? Porque é muito gratificante compartilhar com vocês conteúdo sobre o universo literário, as séries e os filmes a que assisto e os temas que me inspiram! E eu agradeço de coração a cada um de vocês que me acompanha, que interage comigo, que me incentiva a continuar. Isso é muito importante pra mim, então meu muito obrigada!

3 anos de infinitas vidas.png

Conforme o aniversário do blog se aproximava, meu desejo por começar um novo projeto também se intensificava. Eu falei a respeito no post de fim de ano, mas agora eu posso contar o que é: o blog agora está também no Instagram! Resolvi unir essas duas paixões (escrita e fotografia) pra fazer posts em uma das redes sociais que mais gosto. Prometo que não faltarão fotos de livros, conteúdo relacionado a séries e filmes além de muita nerdice e itens geeks (que a gente adora!), então espero vocês lá! 😉

E é claro que também vai ter sorteio especial de aniversário! 😀 Mas, antes de falar a respeito, gostaria de agradecer à Amazon, que tornou possível pra mim realizar esse sorteio especial. Após algumas confusões no processo de compra, a loja me deu todo o suporte necessário e acabou me dando o livro de presente pra que não houvesse mais transtornos com cartões de crédito e afins. ❤ E, quando eu recebi a notícia, não pensei duas vezes: vou presentear um leitor do blog! E o livro em questão é o LINDO Livro dos Sith, da editora Bertrand Brasil. Ele tem capa dura e é uma obra imperdível pra fãs de Star Wars!

sorteio o livro dos sith.png

E agora vamos às informações sobre o sorteio, que vai funcionar como nos anos anteriores. Devido a algumas limitações do WordPress gratuito, o sorteio vai acontecer da seguinte forma: vocês devem preencher o formulário disponibilizado neste post e cumprir os pré-requisitos solicitados. Posteriormente, usarei o site Random.Org para sortear um número aleatório, que indicará o leitor vencedor (cujos números estarão na planilha gerada pelo formulário). Vou conferir se o sorteado cumpriu os passos e entrarei em contato via e-mail para a entrega do prêmio! 😀

Vamos às regras? Para participar, você deve:

  • Seguir o perfil do Infinitas Vidas no Instagram.
  • Curtir a página do Infinitas Vidas no Facebook.
  • Curtir e compartilhar o post da promoção em modo público no seu perfil.
  • Preencher o formulário no fim do post.
  • Ter endereço de entrega no Brasil, com alguém que possa receber o livro (eu arco com o custo do frete, mas caso haja algum problema na entrega por falta de alguém para receber o presente, eu envio novamente desde que o segundo frete seja pago pelo sorteado, ok?).

Importante! Depois que o sorteio for realizado, vou conferir se o sorteado cumpriu os pré-requisitos. Em caso negativo, refaço o sorteio. Ah! O R2-D2 é meramente ilustrativo. 😛

Super fácil, né? 😉
Então corre pra participar, o sorteio será realizado dia 12 de fevereiro!

Beijos e até semana que vem! ❤

[EDITADO em 12/02/2017, às 10:45]

Oi, povo!

E cá estou com o resultado do sorteio! 😀
Removi o formulário pra que ninguém se inscreva acidentalmente e trouxe prints (aqui e aqui) pra vocês conferirem o vencedor. Também vou colocar vídeos do momento do sorteio no Stories do Instagram. 😉

E o sortudo que vai levar O Livro dos Sith pra casa é… o Flávio da Silva Coelho! \o/ Obrigada por participar e faça bom proveito do livro novo!

Obrigada a todos que participaram e até o próximo sorteio! ❤

Resenha: O Símbolo Perdido – Dan Brown

Oi pessoal, tudo bem?

Uma das minhas metas desde 2015 (!!!) era não comprar mais tantos livros e me concentrar no que eu tinha na minha estante. Digamos que isso tenha dado certo parcialmente: eu realmente não comprei livros por impulso, comprei apenas livros “de colecionador” (como Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada, O Livro dos Personagens de Harry Potter, etc.). Porém, acabei colocando várias leituras na frente do que eu tinha na estante: livros de parcerias ou que ganhei de presente, por exemplo. Mas, para o post de hoje, eu trouxe a resenha de um livro que ganhei há anos e que estava na minha estante esperando pacientemente pra ser lido: O Símbolo Perdido.

o simbolo perdido dan brown.png

Sinopse: Em O Símbolo Perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon – eminente maçom e filantropo – a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal’akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.

Em O Símbolo Perdido, a nova aventura do simbologista Robert Langdon após O Código da Vinci, nós somos apresentados aos mistérios da maçonaria. O professor é levado a acreditar que vai dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos a pedido de seu velho amigo Peter Solomon – um maçom de alto grau -, mas lá ele descobre que seu amigo foi sequestrado por um homem que se apresenta como Mal’akh. Ele está em busca de um velho segredo maçom (a Pirâmide Maçônica) e acredita que Robert Langdon é o único que pode decifrá-lo.

Dan Brown é um autor que utiliza de diversos elementos reais para dar veracidade às suas histórias e nos fazer acreditar que tudo que estamos lendo é verdade. Obviamente não é o caso, mas a sensação ao ler suas obras é essa. Eu já havia lido Anjos e Demônios há alguns anos e lembro de ter adorado, então comecei O Símbolo Perdido tendo ciência desse estilo do autor. Apesar do tema não ser tão envolvente pra mim – maçonaria –, Dan Brown continua utilizando dos recursos que vi em Anjos e Demônios: mistérios envolvendo lugares reais, longas explicações históricas e capítulos com desfechos instigantes, que te fazem não fechar o livro enquanto você não descobre o que aconteceu.

Outro aspecto positivo da narrativa de Dan Brown que se faz presente em O Símbolo Perdido é o uso de mais de uma perspectiva pra narrar a história. Apesar de grande parte do livro se passar sob a ótica de Robert Langdon, vemos também o que se passa com Katherine Solomon, irmã de Peter; Sato Inoue, a diretora do Escritório de Segurança da CIA; Bellamy Warren, o Arquiteto do Capitólio; e, é claro, Mal’akh. O que eu mais gosto nesse tipo de narrativa é que ela permite que o leitor possa ter uma visão mais ampla da história, dos personagens e de seus objetivos, sem ficar preso à visão limitada do protagonista.

Porém, apesar desses pontos positivos, o livro também possui alguns aspectos que eu não curti (e que me fizeram quase desistir da leitura): o início é MUITO arrastado. Leva mais ou menos 100 páginas pra que as coisas comecem a acontecer, pois até então os personagens ficam discutindo no mesmo ambiente. É bem cansativo. Porém, para ser justa, depois que a ação começa, ela não para mais! Dan Brown dedica longos parágrafos a explicar aspectos históricos para tentar “enganar” o leitor de que tudo que está dizendo – inclusive as conspirações – são reais, então muitas vezes parecia que o livro não era mais uma ficção, mas um livro didático. 😛 De modo geral, gosto dessas explicações, porque elas conseguem nos deixar mais imersos na história, mas em O Símbolo Perdido especificamente eu achei cansativo, porque o desenrolar da trama demorou a acontecer. E, por último, o vilão foi extremamente previsível. Eu estava na metade da leitura e já sabia quem ele era (até twittei sobre isso HAHAHA), o que tirou totalmente o impacto de sua revelação.

Em suma, O Símbolo Perdido é uma leitura despretensiosa, na qual Dan Brown segue o mesmo molde ao qual está acostumado a escrever. Tem momentos mais cansativos no início, mas depois o desenrolar da trama se dá de maneira frenética e envolvente, em especial graças aos capítulos com desfechos cheios de cliffhangers. Pra quem gosta do estilo do autor ou curte leituras repletas de mistérios e ação, O Símbolo Perdido é uma boa escolha! 

Título Original: The Lost Symbol
Autor: Dan Brown
Editora: Sextante
Número de páginas: 496

Resenha: Anexos – Rainbow Rowell

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje trago pra vocês minhas impressões sobre o primeiro livro que li da Rainbow Rowell: Anexos!

anexos-rainbow-rowell

Sinopse: Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas. Enquanto isso, Lincoln O’Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria…?

Desde que li @mor, do Daniel Glattauer, eu passei a curtir muito livros cuja narrativa envolvem cartas, e-mails, trocas de mensagens, e por aí vai. Por isso, escolhi conhecer a escrita de Rainbow Rowell (autora super elogiada na blogosfera) por meio de Anexos, que tem parte de sua história contada em e-mails. O livro se divide em duas narrativas: na primeira acompanhamos a troca de mensagens entre Beth e Jennifer, duas amigas que trabalham no mesmo jornal, o The Courier; na segunda, acompanhamos a rotina de Lincoln, um técnico de informática contratado pelo jornal para ler e acompanhar todos os e-mails, a fim de enviar advertências para os funcionários que utilizarem a ferramenta de modo não profissional. Porém, ao ler as divertidas mensagens que Beth e Jennifer enviam uma para a outra, Lincoln começa a se afeiçoar a elas, decide não enviar nenhuma advertência e passa a acompanhar todas as conversas como um espectador. O problema real se dá quando Lincoln se apaixona por Beth, já que ele jamais poderia contar a verdade a ela (afinal, seria bem creepy).

Bom, a premissa do livro parece super leve e divertida: o cara da TI atrapalhado se apaixona pela mulher inatingível de uma maneira doida. Praticamente um filme da Sessão da Tarde, né? Pois é, eu gosto de romances assim, costumam me fazer rir e acho que são uma ótima maneira de passar o tempo. De fato, era super gostoso acompanhar as conversas de Beth e Jennifer e eu entendo porque Lincoln quis continuar lendo suas mensagens: as duas são engraçadas, carismáticas e cheias de personalidade. Jennifer é casada, mas morre de medo de ser mães; Beth namora desde a faculdade, mora com o namorado e sonha em se casar, mas Chris (seu namorado) está mais preocupado com a sua banda e seu sonho de ser rockstar. Ou seja, não faltam desabafos e comentários interessantes nas conversas das duas. O grande problema do livro tem nome: Lincoln.

Lincoln seria o tipo de personagem pra quem eu torceria e por quem eu me afeiçoaria: ele é o típico good guy. O problema é que, lendo os capítulos narrados pela perspectiva dele, é impossível não pensar que ele é um loser. Ele é assombrado pelo fracasso de sua única experiência amorosa (foi traído pela ex, seu primeiro amor), mora com a mãe, não tem a menor ambição de sair de casa e é extremamente acomodado na vida. Ele odeia trabalhar à noite vigiando os e-mails do jornal, mas ainda assim não busca outro emprego. Ele se incomoda com a mãe dando pitaco sobre tudo, mas ainda assim acha conveniente morar na casa dela. Toda a narrativa dele é arrastada, cheia de autopiedade e estagnação, o que fez eu não curtir o personagem do início ao fim por puro cansaço.

Um dos pontos positivos do livro foi que todos os personagens tiveram evolução. Tanto Jennifer quanto Beth passaram por situações difíceis ao longo da história e tiveram coragem para tomar as decisões necessárias. Lincoln, ao “conviver” com as garotas, também se transformou, tornando-se alguém mais corajoso e dono da própria vida. Gosto de ver personagens que melhoram ao longo do enredo e, nesse caso, me senti “recompensada” pela paciência que dediquei a essa leitura. Outro aspecto positivo foram os companheiros de RPG de Lincoln: são aqueles amigos divertidos que todo mundo adoraria ter. 🙂

Anexos não foi um livro que fez eu me apaixonar por Rainbow Rowell e fiquei um tanto decepcionada, considerando os elogios que a autora recebe. A leitura tinha momentos ótimos (em especial nos capítulos de Jennifer e Beth), mas sempre que o ponto de vista era focado em Lincoln eu me sentia extremamente cansada e entediada. Acredito que foram páginas demais pra uma história relativamente simples. Eu não leria mais nada da autora, mas ganhei Eleanor & Park de presente e resolvi dar uma segunda chance (ainda bem, tô adorando!). Em suma, Anexos não foi uma leitura ruim, mas também não foi nem um pouco memorável.

Título Original: Attachments
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Número de páginas: 368

Review: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Edição Ilustrada)

Oi pessoal, tudo bem?

Quem me acompanha no Instagram viu que em junho eu me dei de presente a edição ilustrada de Harry Potter e a Pedra Filosofal. ❤ O review demorou (sorry, my bad), mas finalmente chegou! \o/

O livro foi ilustrado por Jim Kay e traz a história completa de Harry Potter e a Pedra Filosofal. O trabalho feito nessa edição é impecável, da capa ao conteúdo das páginas e, é claro, às riquíssimas ilustrações. O livro é um hardcover (capa dura com uma capa removível de papel por cima) e as páginas internas não são de um papel comum, são mais resistentes e têm um certo brilho. A edição também contém um marca-páginas de fitinha e letras brilhantes na capa. Resumindo: um capricho só! ❤

Definitivamente, Harry Potter e a Pedra Filosofal (Edição Ilustrada) é um item obrigatório na coleção de qualquer potterhead! É um livro caprichado, lindíssimo e mágico, pois nos transporta pra dentro das páginas não apenas pela escrita, mas também pelas ilustrações encantadoras. E agora vou deixar as fotos falarem por mim! 😉

harry potter ilustrado 1.png

Capa removível de papel

harry-potter-ilustrado-2

Lombada com letras brilhantes e, ao lado, a capa de papel

harry-potter-ilustrado-3

O primeiro capítulo ❤

harry-potter-ilustrado-4

O armário sob a escada

harry-potter-ilustrado-5

Hagrid ❤ Reparem nos detalhes incríveis nos inícios de capítulo!

harry-potter-ilustrado-6

A cabana do nosso guarda-caça favorito em uma ilustração de página dupla

harry-potter-ilustrado-7

O livro também traz ilustrações e informações didáticas, como esse Guia de Trasgos (por Newt Scamander)

harry-potter-ilustrado-8

Mais uma ilustração informativa, dessa vez com os ovos de dragão

harry potter ilustrado 9.png

O menino que sobreviveu ❤

harry potter ilustrado 10.png

E a Grifinória ganha a Taça das Casas! ❤

E é isso, gente! 😀
Espero que as fotos tenham mostrado pra vocês o quanto esse livro é maravilhoso! ❤ Qualquer dúvida a respeito, podem me perguntar nos comentários que eu respondo. 😀

Beijos e até semana que vem! ❤

Título Original: Harry Potter And The Philosopher’s Stone – Illustrated Edition
Autor: J. K. Rowling
Arte: Jim Kay
Editora: Rocco
Número de páginas: 256