Review: It: A Coisa

Oi gente, tudo bem?

Apesar de sempre ter odiado palhaços e não ser fã de filmes terror (confesso: morro de medo!), os trailers, o burburinho e a curiosidade falaram mais alto e ontem fui conferir It: A Coisa, nova adaptação do clássico de Stephen King.

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Sinopse: Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o Clube dos Otários. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

O longa já começa mostrando a que veio, com a clássica cena do bueiro, em que o pequeno Georgie Denbrough desaparece. Após um salto temporal de alguns meses, vemos que seu irmão, Bill, não está lidando bem com a situação e estuda uma forma de encontrá-lo. Junto com seus amigos mais antigos (Richie, Eddie e Stanley) e com algumas novas amizades (Ben, Beverly e Mike), o grupo – que se intitula Clube dos Otários – passa a investigar não apenas o desaparecimento de Georgie, mas também a estranha circunstância que faz com que diversas crianças também estejam desaparecendo. 

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O filme dedica um bom tempo de tela a desenvolver cada criança individualmente, mostrando não apenas suas personalidades, mas também o contexto na qual estão inseridas e, principalmente, seus medos. São esses medos que servem como combustível para que Pennywise os atormente e os atraia, fazendo com que eles vivam diversos momentos de puro terror. Como se não bastasse a ameaça do palhaço, o grupo ainda sofre com o bullying de alguns valentões (momento no qual o filme aproveita para mostrar como violência gera violência) e com conflitos na própria casa (especialmente no caso de Beverly, mas esse tópico merece uma atenção especial). O pano de fundo, desenvolvido gradualmente, bem como as atuações incríveis e extremamente competentes – destaque para Finn Wolfhard, que não lembra em nada o Mike de Stranger Things –, fazem com que o público se apegue aos personagens e também explica a origem de seus temores, dando motivação para que o grupo enfrente a ameaça que atormenta a cidade de Derry há séculos – e aparece a cada 27 anos.

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Pelas resenhas que li e comentários que ouvi, eu achei que o filme seria mais brutal visualmente, mas não é tanto assim. Ele assusta, sim, e as cenas feitas para te dar pulos na cadeira funcionam. Entretanto, pelo menos pra mim, o que realmente apavora é o clima de insegurança que toma conta dos personagens. A ameaça era quase onipresente, já que Pennywise faz aparições em diversos pontos distintos. As cenas foram construídas com uma tensão crescente, da trilha sonora à iluminação. Ao mesmo tempo, o filme é muito… engraçado! Eu ri alto em diversos momentos, porque as piadas eram naturais e com excelente timing. Richie e Eddie são os personagens que mais me fizeram rir, cada um à sua maneira: enquanto o primeiro tem aquele jeitão desaforado e imaturo típico da idade, o segundo é hipocondríaco e começa a trama se preocupando mais com higiene e doenças do que com o perigo que se aproxima. Esses momentos engraçado foram ótimos, pois trouxeram leveza a um filme que assusta na medida certa, sem forçar a barra.

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Agora, preciso comentar sobre o medo da Beverly. Se você não quiser saber o que é, pule para o próximo parágrafo. 😉 A menina vive sozinha com o pai, é abusada e vive em pânico das investidas dadas por ele. O homem, que é desprezível em cada fio de cabelo, sexualiza e objetifica a filha, das roupas aos longos cabelos (que ela corta para causar repulsa no pai, que diz que ela ficou parecendo um menino). Uma das cenas mais tensas e assustadoras do filme não envolveu o Pennywise, mas sim uma tentativa de abuso por parte do pai de Beverly: revoltado por saber que a menina está andando com os garotos, ele vai pra cima dela, que revida e consegue se defender. Quando ela vence o homem que a aterroriza (acertando-o com um golpe poderoso na cabeça) é impossível não ficar exultante. E mesmo no fim, quando o palhaço tenta assombrá-la com a imagem do pai, Beverly consegue enfrentá-lo novamente. Pra mim, esse foi o pior dos medos trabalhados no filme, simplesmente porque ele é… real. Acontece todos os dias, com milhares de meninas (70% dos estupros acontecem dentro de casa, cometidos por parentes da vítima). E isso torna a vivência da Beverly muito mais assustadora do que qualquer entidade fictícia, pois ilustra com maestria como o ser humano pode ser um dos piores vilões.

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It: A Coisa é um filme assustador e divertido, com atuações impecáveis e uma trama que te prende na cadeira e não te deixa desviar os olhos do que ocorre na tela. Vale a pena seguir o exemplo do Clube dos Otários e vencer o medo para conferir esse longa. 😉

Título original: It
Ano de lançamento: 2017
Direção: Andy Muschietti
Elenco:  Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs,  Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff, Bill Skarsgård, Nicholas Hamilton

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Review: Planeta dos Macacos – A Guerra

Oi, pessoal. Tudo certo?

Apesar de não ter assistido a Planeta dos Macacos – A Origem e a Planeta dos Macacos – O Confronto no cinema, eu tinha muita simpatia pela série por ter visto algumas cenas do primeiro filme na TV e curtido. Com a estreia do terceiro longa, resolvi assistir aos predecessores e, feito isso, fui ao cinema conferir Planeta dos Macacos – A Guerra. E já posso adiantar: estou muito feliz com essa saga!

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Sinopse: Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César (Andy Serkis) e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel (Woody Harrelson). Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.

Após o confronto que aconteceu no filme anterior, César e seu grupo de macacos vivem em uma comunidade na floresta. Eles estão sob constante ataque por parte dos militares – comandados pelo inescrupuloso Coronel – que foram chamados pelo rádio também no filme anterior. A primeira cena do filme já nos apresenta a esse clima de tensão constante, com um embate feroz na floresta repleto de baixas para ambos os lados, símios e humanos. Os macacos pretendem ir embora para um local afastado, com o intuito de fugir dessa guerra incessante, mas o Coronel surge para impedir esses planos. Em uma sequência extremamente tensa – com vários cortes, muitas sombras e uma trilha sonora angustiante – uma tragédia acontece, colocando César em um caminho de ódio e vingança. Com o intuito de acabar de uma vez por todas com o Coronel, César parte com mais três fieis companheiros (Maurice, Rocket e Luca) em busca da base militar humana.

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Toda a nova trilogia de Planeta dos Macacos traz diversos questionamentos importantes, como a questão da empatia e o que realmente é ser “humano” ou “racional”. Toda a história é contada pela perspectiva de César, então acompanhamos os conflitos internos do personagem – que um dia foi criado e amado por humanos, mas há muito tempo tem se deparado com o pior deles – bem como as dores e a luta para manter sua comunidade segura. Em contrapartida, do lado humano da narrativa (que nunca assume o fio condutor do enredo) temos terríveis exemplos, muito mais bestiais e incapazes de dialogar e tentar fazer as coisas de uma nova forma. Mais uma vez, humanos cometem os mesmos erros do passado, causando segregação, extermínio e intolerância. Já deu pra perceber que o filme é uma alegoria incrível sobre o que acontece na política mundial hoje, né? A própria construção de um muro para a separação dos inimigos é mostrada no longa, que não poderia ser mais atual, ao mesmo tempo em que faz referências ao holocausto em uma espécie de “campo de concentração símio”.

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A atuação de Andy Serkis por meio da tecnologia de captura de movimentos é sensacional, e ficou cada vez mais profunda com o passar dos filmes, acompanhando a evolução do protagonista (há uma cena em específico na qual toda a dor e sofrimento do personagem transparecem, e eu fiquei de boca aberta com a competência do ator e com a evolução dessa tecnologia). César é um personagem extremamente verossímil, cheio de nuances e sentimentos conflitantes. Após passar por uma perda terrível em A Guerra, o personagem fica cada vez mais sombrio e parecido com seu antigo amigo e traidor, Koba, o antagonista de O Confronto. Ao mesmo tempo, o espectador nunca deixa de compreender suas motivações, justamente porque acompanhamos a complexidade do personagem ser construída ao longo da trilogia. Outra atuação importante é a de Woody Harrelson no papel de Coronel. Cruel, o personagem é ao mesmo tempo insano e crível, porque o enredo o constrói de modo a explicar (mas jamais justificar) suas ações.

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Cenários espetaculares, trilha sonora impecável e jogo de luzes envolvente são alguns dos elementos que mais chamaram a atenção no filme, porque constroem perfeitamente a atmosfera. Também não faltam cenas emocionantes que me levaram às lágrimas mais de uma vez. Contudo, nem tudo são flores, e eu achei que o filme peca em alguns quesitos (principalmente quando comparo aos longas anteriores, que pra mim foram extremamente envolventes). O roteiro parece se perder um pouco da metade para o final do filme, com a inserção de muitas informações novas que eu julguei desnecessárias. Parece que forçaram um pouco a analogia (que já estava bem clara) de que humanos são mais feras que os macacos com a nova mutação do vírus, sei lá. Também achei que o foco na humana Nova foi um desperdício, já que as estrelas do filme sempre foram os macacos. Ela protagoniza algumas cenas sensíveis que, ao meu ver, não tinham espaço para a participação dela (pôster incluso, cof cof). O Macaco Mau é um novo personagem que traz alívio cômico ao longa, é cativante, mas me pareceu deslocado, já que nenhum filme da trilogia tinha essa pegada. E em relação ao desfecho… bom, achei coerente, mas previsível. Antes de entrar na sala de cinema eu ainda comentei com o meu namorado que imaginava que determinada coisa aconteceria, e aconteceu. Faz sentido com a jornada do personagem, mas a maneira como isso aconteceu me pareceu um pouco utópica (selecione se quiser ler: o César se machucou seriamente na batalha, mas ainda assim conseguiu marchar com sua família até a nova “terra prometida” e só morreu ao chegar lá. Forçado, né?).

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Planeta dos Macacos – A Guerra não é o meu filme favorito da trilogia, mas encerra de forma digna, competente e emocionante a jornada de César. Por mais que existam algumas falhas em relação aos longas anteriores, o filme foi capaz de me emocionar e me deixar satisfeita com os rumos tomados por essa saga que me conquistou completamente. Recomendo não apenas esse filme, mas a nova trilogia Planeta dos Macacos como um todo. Vocês não vão se arrepender!

Título original: War for the Planet of the Apes
Ano de lançamento: 2017
Direção: Matt Reeves
Elenco: Andy Serkis, Woody Harrelson, Karin Konoval, Steve Zahn, Terry Notary, Michael Adamthwaite, Amiah Miller

Infinitas Vidas Informa #20

Olar, meu povo! Tudo certo?

Chegamos a mais um fim de mês, junto com um final de semestre pelo qual eu aguardei ansiosamente. 😛
E como hoje é o último domingo de julho, é também dia de Infinitas Vidas Informa! Vamos conferir as novidades? 😉

Harry Potter ganhará novas edições em capa dura

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No dia 19 de agosto, chegam às livrarias as novas edições de Harry Potter (lançadas pela Rocco), com capa dura e ilustrações inéditas. Confira!

Trailer da segunda temporada de Stranger Things divulgado

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Stranger Things volta dia 27 de outubro, e a Netflix divulgou o primeiro trailer da segunda temporada da série. Assista!

Trailer de Liga da Justiça divulgado

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Com muitas cenas de ação e mais tempo de tela para cada herói, o trailer da Liga da Justiça foi divulgado. Confira!

Para Todos Os Garotos Que Já Amei vai virar filme

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A obra de Jenny Han vai virar filme, e a protagonista já foi anunciada: Lana Condor, que interpretou Jubileu em X-Men: Apocalipse. Saiba mais!

O mês foi mais paradinho até a chegada da San Diego Comic-Con, na qual sempre rolam vários trailers incríveis. E eu admito: já estou super na hype pra Stranger Things e Liga da Justiça!

Beijos e até semana que vem! ❤

Review: Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Oi pessoal, como estão?

Ontem fui conferir o tão aguardado Homem-Aranha: De Volta ao Lar! Cheguei uns 10 minutos atrasada na sessão, mas deu tudo certo hahaha!

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Sinopse: Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker (Tom Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Obviamente, o filme se passa após Capitão América: Guerra Civil, então temos um Peter Park que já é Homem-Aranha há algum tempo e que, agora, está em contato com Tony Stark. Ou melhor, com Happy, um assistente do Tony. Enquanto as instruções de Peter dizem para ele trabalhar na sua própria região, ajudando quem precisa, o garoto aspira por mais, empolgado com a perspectiva de se tornar um Vingador de verdade. E esse desejo faz com que ele acabe se envolvendo na luta contra um traficante de armas perigoso, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades (não foi piadinha, juro!) na escola e nas suas relações pessoais.

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O que eu mais gostei de Homem-Aranha (não vou voltar o título todo sempre, tá?) foi o humor. O filme me fez rir o tempo todo, trazendo uma leveza enorme na maneira como o personagem foi retratado. Peter é engraçado, divertido, carismático e é um típico menino de 15 anos que quer provar o seu valor, mas mal tem coragem de chamar a garota que gosta pra sair, o que também o torna muito real. Além disso, uma das melhores sequências é quando o Homem-Aranha ajuda as pessoas do Queens das maneiras mais adoráveis possíveis (como instruir uma senhora a chegar em determinado endereço), mostrando o lado “amigo da vizinhança” que todos queríamos ver. Outra cena super bacana foi aquela na balsa, em que há uma clara referência à primeira trilogia do Homem-Aranha, de Sam Reimi.

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Outro aspecto positivo: a participação do Homem de Ferro não foi maior do que precisava ser. Muitos fãs temiam que ele fosse tomar conta do longa, mas não foi o que aconteceu. E, pra mim, ainda foi ainda mais legal porque mostraram novamente uma personagem da qual senti falta, então foi só sucesso hahaha! Outros personagens não tiveram uma importância tão grande no longa, com exceção talvez de Ned, o melhor amigo de Peter. Deslumbrado com a possibilidade de auxiliá-lo na luta contra o crime, Ned é aquele personagem total alívio cômico. Porém, muitas vezes acabei achando-o sem graça, já que o próprio Peter cumpria esse papel do humor muito bem. Por fim, vale mencionar que Zendaya teve uma participação muito pequena. Os fãs (racistas, cof cof) fizeram um auê enorme pensando que ela seria a Mary Jane e, no fim, ela nem teve tanto tempo de tela. Porém, gostei da personagem, que é divertida e carismática.

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O ponto fraco do filme, novamente, foi o vilão. Mas também existe um ponto positivo nele. Calma, vou explicar! 😛 O lado negativo é que novamente não temos um desenvolvimento bacana, as motivações do personagem são muito fracas e vazias. O lado positivo é que não era um vilão megalomaníaco, não era um combate contra a destruição do mundo, ou algo semelhante, sabem? E isso é bacana, porque deixa o filme mais coerente e com uma história própria e fechadinha em si mesma. 🙂

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Homem-Aranha: De Volta ao Lar é um filme carismático, leve e divertido. Foi prazeroso assistir a Peter realmente se transformando em Homem-Aranha e entendendo seu valor. A Marvel fez um excelente trabalho com esse personagem, mostrando que soube lidar com as expectativas e com a responsabilidade (tá, agora foi zuera, sorry HAHA!). Bem-vindo ao MCU, Peter! ❤

Título original: Spider-Man: Homecoming
Ano de lançamento: 2017
Direção: Jon Watts
Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Zendaya, Jacob Batalon, Marisa Tomei, Laura Harrier

Review: Mulher-Maravilha

Oi, pessoal! Como estão?

Demorei um pouquinho, mas finalmente vim escrever um pouquinho sobre esse Filmão da Porra™ que estreou no início do mês: Mulher-Maravilha! ❤

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Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Minhas expectativas pra esse filme estavam altas. Bem altas. Primeiro porque a Mulher-Maravilha é minha heroína favorita. Ela é um ícone para todas nós, mulheres. Segundo porque né, a DC não tem feito um trabalho muito bom nos últimos filmes, então sempre rolava um medinho de que as coisas não dessem certo nesse filme. E, sendo esse um dos maiores e mais esperados filmes protagonizados por uma heroína, era muito importante que desse certo! E gente… deu! ❤ Todas as minhas expectativas foram atendidas (e superadas!) e eu saí da sala de cinema me sentindo plena.

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A história começa quando Diana recebe uma foto de Bruce Wayne (a mesma foto dela e de alguns soldados na Primeira Guerra, que apareceu pela primeira vez em Batman vs Superman) e ela passa a relembrar seu passado. Acompanhamos então sua história desde pequena: a pequena Diana, filha de Hipólita, rainha da ilha de Themyscira, sonha em ser uma guerreira feroz como as outras Amazonas. Depois de muita insistência, a rainha autoriza que sua irmã, a maior guerreira da ilha, Antíope, treine a garota. A resistência da rainha em relação a esse treinamento se dá pelo fato de que ela teme que Diana descubra a verdade sobre si mesma: ela é uma semideusa, filha de Hipólita e Zeus, e está destinada a derrotar Ares, o Deus da Guerra. Os anos passam e, em um certo dia, um avião cai na ilha de Themyscira. Diana salva o único tripulante, o soldado Steve Trevor, que conta às Amazonas que o mundo está em guerra. Diana fica perturbada ao saber o que acontece fora de Themyscira e decide ir embora com Steve, no intuito de matar Ares e salvar o mundo dos homens. E é a partir desse momento que os dois passam a trabalhar juntos e lutar na guerra.

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Mulher-Maravilha é um filme de origem excelente. Acompanhamos uma Diana que sonha em se tornar uma grande guerreira e, aos poucos, transforma-se em uma mulher que deseja genuinamente salvar o mundo. As cenas em Themyscira são de tirar o fôlego: as Amazonas são totalmente badass, independentes, fortes e determinadas. É lindo ver mulheres sendo representadas daquela maneira no cinema, principalmente quando vemos tantos exemplos de personagens femininas sendo ou hipersexualizadas ou sendo trabalhadas apenas como interesse romântico do mocinho, sabem? Fiquei toda arrepiada HAHAHA!

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Mas uma das melhores cenas do longa não acontece na Ilha Paraíso (como foi apelidada por Steve), mas na Terra de Ninguém, uma zona de guerra na qual os soldados não conseguiam progredir e as mortes eram incessantes. Lá, vemos Diana transformando-se na Mulher-Maravilha de fato. É a primeira vez que o uniforme completo da personagem surge na tela, e podemos assistir à heroína colocando seu altruísmo acima de qualquer plano que ela e seu grupo pudessem ter em relação à guerra. Ela simplesmente larga tudo e vai em direção às trincheiras inimigas em uma cena cheia de slow motion, girl power e muito impacto visual. ❤

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Falando um pouquinho sobre os personagens, Diana Prince/Mulher-Maravilha e Steve Trevor roubaram a cena. Ela é uma mulher determinada, forte e corajosa, que tem uma certa inocência por desconhecer o mundo fora da ilha na qual viveu. Isso faz com que Steve muitas vezes seja meio babaca condescendente com Diana. Mas em momento algum ela deixa que ele a diminua ou menospreze. Aos poucos, mesmo duvidando de que Ares seja real, Steve consegue enxergar a obstinação e a força de vontade de Diana, e inevitavelmente se apaixona por ela. E gente, é impossível não shippar. ❤ A química entre os personagens é palpável (e entre os atores também HAHAHA). Os companheiros do casal, antigos amigos de Steve, também são carismáticos e leais, apesar de não terem me feito sentir uma grande conexão com eles. Acredito que o único desperdício do filme tenha ficado por conta dos vilões. Não vou falar muitos detalhes a respeito para não dar spoilers, mas acho que a Doutora Veneno e Ares poderiam ter sido muito melhores do que foram. A Mulher-Maravilha é uma heroína tão incrível, mas infelizmente os vilões não chegaram aos pés dela.

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Em suma, Mulher-Maravilha é um dos melhores filmes de super-heróis que saíram nos últimos anos, e merece todos os elogios e toda a excelente bilheteria que vem conquistando. Gal Gadot fez um trabalho memorável e estou muito feliz por ela representar essa personagem tão icônica nos cinemas. DC, continue assim, porque você acertou 100% a mão nesse longa! ❤

Título original: Wonder Woman
Ano de lançamento: 2017
Direção: Patty Jenkins
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Elena Anaya

Review: Logan

Oi, gente! Tudo bem?

Vocês devem ter notado que o post dessa semana veio um dia depois do habitual, né? Acontece que eu estava na praia aproveitando minhas merecidas férias, e acabei não deixando o post agendado. Vocês me perdoam, né? 😛

Mas voltando à rotina, hoje vim contar um pouquinho do que achei de Logan, o filme de despedida de Hugh Jackman como Wolverine!

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Sinopse: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.

Depois de tantas mancadas por parte da Fox – tanto nos filmes dos X-Men como nos dos Wolverine –, admito que eu não estava na hype de Logan. Contudo, conforme as primeiras críticas (super) positivas começaram a sair, fui ficando mais e mais curiosa. E valeu a pena! O filme é incrível, sendo e não sendo um filme de super-herói ao mesmo tempo, além de seguir um estilo totalmente diferente dentro desse tema.

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O longa se passa em um futuro distópico (2029, mais precisamente), e os mutantes praticamente não existem mais. Logan se vê com suas habilidades regenerativas debilitadas e vivendo isolado na companhia do mutante Caliban e do velho amigo Charles Xavier, que agora sofre com o Alzheimer. A rotina do grupo muda quando Gabriela López, uma enfermeira que trabalhava para a Transigen (empresa que herdou o projeto Arma X), entra em contato com Logan. Ela está acompanhada da jovem Laura/X-23, uma mutante sobrevivente do projeto originada a partir do DNA de Logan, e implora para que ele as leve ao “Eden”, o único local seguro para a menina. Com a morte de Gabriela e a perseguição por parte de Donald Pierce – um membro da Transigen –, Logan se vê responsável pela menina.

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Logan tem um estilo road movie, já que a maior parte de seu enredo é contado na estrada. A partir do momento em que Logan assume a responsabilidade por Laura, ele sabe que não pode parar, pois a perseguição ao grupo é implacável. Incentivado por Charles, que ainda carrega aquele sentimento de esperança em relação aos mutantes, Logan enfrenta diversas dificuldades para levar Laura a seu destino.

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O clima do filme é tenso. Não apenas pelo ritmo frenético, pela perseguição constante e pelas diversas tragédias que acontecem ao longo da trama. Mas principalmente pelo triste estado em que vemos personagens tão queridos e que acompanhamos há tanto tempo. É difícil ver Logan sofrendo para colocar as garras pra dentro, por exemplo, assim como é doloroso ver Charles convulsionando e causando um risco enorme a quem o cerca, devido ao seu poder telepático. Aliás, essas convulsões foram responsáveis por um episódio decisivo no passado dos personagens – que não é contado de maneira explícita, mas que ainda assim dá pra entender. Por sinal, diversos acontecimentos entre Dias de um Futuro Esquecido e Logan ficam nas entrelinhas, sendo necessária atenção pra captar tudo o que o filme está mostrando. Outro aspecto que merece destaque são as cenas de luta, tanto as de Logan como as de Laura: é impossível desgrudar os olhos da tela enquanto esses momentos acontecem. As batalhas são brutais, sangrentas e eletrizantes!

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As atuações também são intensas. Hugh Jackman encerra seu ciclo como Logan/Wolverine de uma maneira sublime, mostrando o cansaço do personagem – que já viveu tempo demais e sofreu perdas demais. (Sir) Patrick Stewart também é maravilhoso, com um Charles extremamente debilitado, mas que segue  fiel a suas crenças. Donald Pierce e os cientistas da Transigen são insistentes, mas não me marcaram muito. E por último, mas não menos importante, temos Laura (ou X-23). Durante boa parte do longa, a garota não fala uma única palavra. E tampouco é necessário: a expressividade dela fala por si só. Laura tem um passado sofrido, e a personagem transparece tudo aquilo que faz parte de sua construção: insegurança, desconfiança, raiva, agressividade, mas também a capacidade de amar as pessoas que cuidam dela.

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Logan é um filme diferente de qualquer filme dos X-Men ou do Wolverine até agora. Como eu disse no início do post, ele é e não é um filme de super-herói. Apesar de falar sobre um, dessa vez a abordagem é humana. Não nos deparamos com uma “aventura” dos X-Men, mas sim com um outro lado de Logan (e Charles): o das pessoas, e não dos mutantes. Logan traz o encerramento perfeito para personagens icônicos, com um enredo envolvente e emocionante. Recomendo demais!

Título original: Logan
Ano de lançamento: 2017
Direção: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Elizabeth Rodriguez

Review: Moana: Um Mar de Aventuras

Oi pessoal, tudo bem?

Moana: Um Mar de Aventuras finalmente chegou aos cinemas em janeiro, e eu fui correndo conferir! Estava super ansiosa pra assistir ao novo filme da Disney e ver de perto a primeira princesa ondulada (lógico que rolou identificação capilar hahaha!) ❤

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Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Moana é a filha do chefe de uma tribo polinésia da ilha de Moto Nui e, desde pequena, espera-se que a garota siga os passos do pai e guie seu povo em uma vida tranquila na ilha em que vivem. Contudo, ainda na infância, Moana foi escolhida pelo oceano para cumprir uma missão: devolver o coração roubado de Te Fiti, uma deusa com o poder de criar a vida. Maui, o semideus, foi o responsável pelo roubo, e agora todas as ilhas criadas pela deusa estão perecendo. Moana, após descobrir que essa antiga história é real e incentivada pela sua avó, Tala (que conhece a neta como ninguém), parte rumo ao oceano no intuito de encontrar Maui e fazê-lo devolver o coração de Te Fiti.

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De forma muito resumida, esse é o eixo central do enredo do longa. Entretanto, diversos outros temas são abordados no filme: o rompimento com a tradição, a busca pela própria essência, a independência e a determinação na busca por um objetivo. Moana é uma personagem que ama sua família e seu povo e, justamente por isso, quer atender às expectativas que colocaram sobre ela. Porém, ela também não consegue ignorar quem ela realmente é – uma exploradora, com ambição para ir além e descobrir o que há depois do horizonte.

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Moana é um filme bastante feminista. Temos uma protagonista forte e determinada que rompe com diversos padrões de beleza e não precisa ser salva por homem algum. O que me leva a comentar outro aspecto bacana do filme: a falta de um par romântico. Moana encontra Maui e, depois de algumas desavenças, os dois passam a se respeitar e gostar um do outro. Como amigos! E isso é muito bacana, por dois motivos: 1) Moana é perfeitamente segura de si e totalmente independente, não precisando de um par romântico para se manter motivada ou realizar seus objetivos; e 2) o filme mostra que é normal haver amizade entre homens e mulheres, sem que isso seja levado para um sentido romântico.

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Por último, mas não menos importante: a trilha sonora e a arte do filme são fantásticas! ❤ As músicas são maravilhosas e muitas delas têm uma vibe “típica”, o que auxilia muito na ambientação do filme. A arte também é um show à parte: é impossível não se encantar pelo movimento dos cabelos da Moana e pelo mar azul e cristalino representado no filme.

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Com protagonistas fortes e cheios de personalidade, coadjuvantes super engraçados, uma história envolvente e uma pegada feminista, Moana: Um Mar de Aventuras é uma animação necessária. Aos poucos os padrões estão mudando e paradigmas estão sendo quebrados e eu, como fã incondicional da Disney e de animações, não poderia estar mais feliz. ❤ Amei esse filme e recomendo demais! 😉

Título original: Moana
Ano de lançamento: 2017
Direção: John Musker, Ron Clements
Elenco: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison, Nicole Scherzinger, Jemaine Clement, Alan Tudyk