Review: Capitã Marvel

Oi gente, tudo bem?

Capitã Marvel teve sua estreia no significativo dia 8 de Março, e a data não poderia ter sido melhor escolhida, considerando a força e a representatividade trazidas por Carol Danvers. Vamos conhecê-la? 😉

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Sinopse: Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-agente da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite. Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos, e assim vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson).

Carol Danvers é membro do time Starforce da raça alienígena Kree. Seu principal objetivo é acabar com os Skrulls, uma outra espécie que é capaz de mudar sua aparência para qualquer forma que tenham visto antes, o que possibilita que eles se infiltrem em diversos planetas. Porém, depois de uma missão mal-sucedida, Carol cai na Terra, junto de alguns Skrulls. Devotada à sua missão de capturá-los, ela acaba chamando a atenção do (muito mais jovem) Nick Fury, que inesperadamente se une a Carol ao ver de perto a ameaça dos Skrulls. Sabendo que os inimigos desejam encontrar uma tecnologia secreta, elaborada por uma mulher que faz parte do passado de Carol – cujas memórias da vida na Terra estão apagadas –, a dupla parte em busca de informações. O que encontram, porém, são verdades ocultas, segredos revelados e uma realidade totalmente diferente da que acreditavam.

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Depois de assistir a Capitã Marvel, ficou ainda mais nítido pra mim porque o filme sofreu boicotes no Rotten Tomatoes antes da estreia ou porque tem tanto machinho escroto reclamando pelo fato de Brie Larson ser feminista. Capitã Marvel não precisa fazer nenhum discurso verbal para atacar o machismo de forma contundente; o longa faz isso com maestria em todas as cenas em que Carol é menosprezada, diminuída e desmerecida. Por meio de flashbacks, conhecemos o passado – até então esquecido – da protagonista e, desde a infância, Carol sofreu todos os tipos de desencorajamento possíveis. Ao decidir entrar na Força Aérea, um campo tipicamente masculino, ela teve que lutar o dobro pra provar o seu valor. O filme se passa nos anos 80 e 90, mas estamos tão distantes assim dessa realidade? Acho que vocês sabem a resposta. De qualquer forma, o mais incrível nessas sequências do passado de Carol é ver que ela sempre levanta. Não importa que digam que ela não é capaz, que ela nunca vai conseguir, que aquele não é ambiente pra ela; ela sabe que consegue e sabe o que quer. Uma frase do filme resume tudo: ela não precisa se provar a ninguém. Nem nós, garotas, lembrem-se disso. 😉

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Dito isso, devo dizer que o filme é deveras divertido, equilibrando muito bem as cenas intensas de ação e os alívios cômicos. Que surpresa foi ver essa nova face de Nick Fury, que no longa é responsável por muitas falas cheias de humor. Seu relacionamento com o gato Goose arranca diversas risadas, mas sem necessidade de apelação ou piadas forçadas (viu, Thor: Ragnarok?). Além de Nick, temos duas personagens incríveis chamadas Maria e Monica Rambeau. Mãe e filha, as duas são o elo familiar de Carol e, assim como a protagonista, também são uma força da natureza: Maria é mãe solteira e também fez parte da Força Aérea, sendo uma mulher negra, corajosa e independente; Monica, ainda com sua pouca idade, já demonstra muita força de caráter e visivelmente se inspira nas duas mulheres fortes de sua vida. A amizade de Carol e Maria por si só já é inspiradora pois, além de mostrar uma relação entre mulheres – que estão na mesma profissão e almejam a mesma coisa – sem nem um pingo de rivalidade, as duas são fonte de apoio e impulsionam uma à outra em busca de seus sonhos.

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Ainda falando sobre representatividade, mais um aspecto a respeito de Carol foi totalmente desmistificado após a estreia do filme: vi muitos comentários na internet reclamando que Brie Larson não sorria e, por isso, a chamavam de “sem expressão”. Muitos dos que faziam essa reclamação logo traziam Gal Gadot e seu belo sorriso para a comparação, mostrando como deveria ser um filme de super-heroína. Pois bem, vamos lá: não é segredo que eu amei Mulher-Maravilha e acho que o filme abriu portas pra mostrar quão lucrativos e bem-sucedidos filmes protagonizados por heroínas podem ser. Mas essa exigência de sorriso e afabilidade é uma das expressões mais frequentes do machismo diário que sofremos. Quando um homem é sério, ele é determinado, focado, confiável. Quando uma mulher é séria – mesmo enfrentando todas as dificuldades que Carol enfrenta, por exemplo – ela é antipática e sem expressão. Então fica o recado: nós não somos obrigadas a sorrir. Cuidem das suas vidas e não dos nossos rostos, beleza? 🙂 E eu fico ainda mais puta com o fato de que essas críticas não tem cabimento: Carol Danvers sorri, faz piada, é divertida, debochada e é interpretada pela excelente Brie Larson. Mas, quando a porra fica séria, é óbvio que a personagem se comporta tal como a situação exige. Então caras, na boa… parem de forçar a barra.

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Enfim, seguindo adiante… Duas coisas pra mim não ficaram tão legais, mas nem de longe chegaram a estragar minha experiência com o longa. A primeira delas são os flashbacks do passado de Carol, cujo teor eu elogiei. Justamente por trazerem uma característica tão importante da personalidade de Carol, acho que poderiam ter sido mais bem estruturados, dando um pouco mais de tempo para o espectador absorvê-los. O segundo é a relação dos Kree com Ronan; eu só lembrava que Ronan era um Kree, mas não entendi bem qual o papel dele e qual o “cargo” na hierarquia. Talvez seja falta de memória em relação a Guardiões da Galáxia, mas enfim.

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Capitã Marvel não tem a intenção de ser o melhor filme da Casa das Ideias, nem o mais inovador em termos de enredo. E tá tudo bem! Seu papel é introduzir Carol Danvers ao MCU e mostrar o quão poderosa ela é – antes e depois dos poderes. Ao fazer isso, o filme faz diversas quebras de paradigmas no que diz respeito à representação de super-heroínas (e olha que eu posso falar disso com propriedade, já que foi o tema do meu TCC rs): Carol não precisa de um par romântico, trabalha em um ambiente tipicamente masculino, é forte e determinada, nunca desiste de seus objetivos e é uma fonte de coragem e inspiração. Vocês têm noção do que é ser mulher e poder ver isso no cinema? É impossível não vibrar. Ainda que o caminho seja longo no que diz respeito à representatividade, devo dizer que, como mulher e como nerd, saí da sessão com a esperança renovada, sabendo que as próximas gerações terão perspectivas ainda melhores sobre o que podem ser e fazer no mundo. Obrigada por ser parte disso, Carol!

Título original: Captain Marvel
Ano de lançamento: 2019
Direção: Anna Boden, Ryan Fleck
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law, Ben Mendelsohn, Lashana Lynch, Annette Bening

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Review: Dumplin’

Oi pessoal, tudo certo?

Para o mês de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer) escolheu o tema “filmes protagonizados por mulheres”, de forma a comemorar a data, discutir temas pertinentes ao universo feminino e trazer dicas bem incríveis pra vocês. ❤

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Eu escolhi falar sobre Dumplin’, uma das novas produções da Netflix que, além de ter um elenco predominantemente feminino (e, é claro,  protagonistas mulheres), também vai contra diversos paradigmas relacionados à representação de pessoas gordas.

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Sinopse: Determinada a desafiar os padrões impostos pela sociedade, a adolescente Willowdean Dickson se inscreve no concurso de beleza organizado por sua mãe, uma ex-miss.

Willowdean, ou simplesmente Will, é uma jovem do Texas que é completamente apaixonada por Dolly Parton, vive trocando confidências com a melhor amiga, trabalha em uma lanchonete, flerta com o colega charmoso e está em constante conflito com sua mãe, Rosie, uma ex-miss e organizadora do concurso de beleza das jovens da cidade. Outra característica de Will é que ela é uma garota gorda; porém, ao contrário de muitas produções por aí, em Dumplin’ isso não é apresentado como algo a ser desesperadamente alterado, pois desde o início do longa percebemos a referência corporal positiva que Will teve por meio de sua tia, Lucy, também uma mulher gorda – e linda e feliz. Contudo, desde a morte precoce de Lucy, Will está enfrentando uma fase difícil, tendo que lidar sozinha não apenas com o luto, mas também com a obsessão de sua mãe com dietas e aparência física. Em um certo dia, ao mexer nos pertences de Lucy, Will encontra uma inscrição jamais feita no concurso de misses da cidade e, em um impulso, decide ela mesma se inscrever – para honrar sua tia e desafiar os padrões que sua própria mãe tanto exalta. A partir desse momento, outras meninas seguem o exemplo de Will por suas próprias razões e acompanhamos sua jornada de preparação para o concurso.

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Dumplin’, em essência, é um filme bem clichê. Temos a protagonista insegura, o boy magia, o makeover e a superação. Mas o que chama a atenção no longa é que todos esses elementos respeitam a identidade gorda de Will, sem necessidade de mudá-la ou emagrecê-la. Ao mesmo tempo, Dumplin’ também consegue mostrar com delicadeza as inseguranças sentidas pela protagonista: em uma cena específica com o garoto dos seus sonhos, vivendo um momento lindo, ela fica travada por pensar nas dobrinhas de sua cintura. A personagem fica emocionalmente fragilizada por conta da situação, mas nem por isso corre para a academia ou para uma dieta restritiva, o que é um ponto MUITO positivo do filme. Afinal, a autoestima é uma construção diária e, não é porque gostamos de quem somos que isso nos impede de ter momentos de insegurança.

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E Will é alguém que vive nesse limiar da (in)segurança. Ela não demonstra o desejo de mudar seu corpo, mas ainda assim se julga indigna de amor por conta da sua forma. Com o passar da trama, entretanto, ela vai entendendo cada vez mais a importância de ser quem ela é e não se desculpar por isso. Uma das frases de Dolly Parton, musa inspiradora da personagem, é recitada mais de uma vez: “Descubra quem você é e faça de propósito”, e esse lema conduz a narrativa até o fim. Além disso, temos a participação de incríveis drag queens que auxiliam no processo de ajudar Will e suas amigas a desabrocharem e ganharem autoconfiança. Entretanto, apesar dessas boas intenções do longa, eu tive grande dificuldade de gostar genuinamente de Will. Não sei se foi falta de carisma da atriz ou se foi a personalidade da personagem, mas pra mim ela era a pessoa menos interessante de acompanhar ao longo da trama. Ainda assim, isso não impediu que eu admirasse sua trajetória de construção de amor próprio e o fortalecimento de suas relações interpessoais.

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Essas relações, por sinal, são a base do filme. O relacionamento com Rosie sempre foi conturbado, afinal, Will nunca se “encaixou” no mundo perfeito da mãe, que passava a maior parte do tempo ocupada e ausente. Justamente por isso, o vínculo criado com a tia tornou-se ainda mais forte, já que Lucy foi um modelo presente e acessível durante toda a infância da jovem. Além disso, a relação com a melhor amiga, Ellen, também tem um peso enorme: entretanto, apesar de Ellen ter deixado claro que nunca viu Will como alguém gordo, essa característica – ou melhor, a diferença entre seus corpos – é vista por Will e acaba se tornando um tema delicado entre as duas em determinado momento da trama. Por fim, temos também a relação com Bo (o crush) e com os novos amigos e amigas que a auxiliam no concurso. Em suma, os elos construídos por Will ao longo da vida são a base para o que ela é hoje e para o que ela vem a se tornar, sendo fonte de apoio na construção e fortalecimento de sua identidade.

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Dumplin’ não é um filme memorável por sua trama, que pode ser encontrada em muitas outras comédias românticas. Entretanto, apesar de não ser meu lugar de fala, acredito que o longa trabalhe com delicadeza o ser gordo, bem como o sentimento de perda, a jornada de autodescoberta e a construção do amor próprio. É um filme que não precisa machucar nenhuma existência para passar sua mensagem, e é sempre importante celebrar produções assim (mesmo que suas tramas não sejam inesquecíveis). Afinal, enquanto mulheres, somos constantemente vigiadas e pressionadas por conta de questões estéticas, e já passou da hora de repensarmos os estereótipos que estamos reforçando e o tipo de produção (seja ela filme, série ou livro) que estamos exaltando. 😉

Título original: Dumplin’
Ano de lançamento: 2018
Direção: Anne Fletcher
Elenco: Danielle Macdonald, Jennifer Aniston, Odeya Rush, Maddie Baillio, Bex Taylor-Klaus, Luke Benward, Harold Perrineau, Hilliary Begley

Review: Como Treinar o Seu Dragão 3

Oi gente, tudo bem?

No fim de semana, fui conferir (com um misto de empolgação e tristeza pela despedida) Como Treinar o Seu Dragão 3, e hoje conto pra vocês o que achei do filme que encerra uma das minhas franquias favoritas. ❤

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Sinopse: Soluço tem um grande sonho: encontrar um lar onde os dragões possam viver em paz. Mas, no meio deste plano, o perigo começa a rondar a sociedade viking quando o vilão Grimmel aparece para acabar com a liberdade dos dragões – especialmente Banguela.

Depois de conquistar a paz entre Berk e os dragões, enfrentar um vilão terrível que tinha um exército formado por eles, perder o próprio pai e assumir a liderança de seu povo, Soluço agora se dedica – junto de seus amigos Cavaleiros de Dragões – a resgatar os animais capturados por caçadores. Com uma bela sequência de abertura, o filme nos mostra como os jovens aperfeiçoaram suas vestes e habilidades para poderem lutar pela liberdade das criaturas. Contudo, uma nova ameaça surge: Grimmel, um notório e cruel caçador, responsável pela quase extinção dos Fúrias da Noite, que deseja terminar o que começou (ou seja, destruir Banguela também).

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Entretanto, descobrimos que Banguela não é o único Fúria da Noite existente. Uma fêmea surge em seu caminho, apelidada de Fúria da Luz devido à sua coloração branca e leve brilho da pele. Parênteses: gente, me desculpem, mas achei ela muito feia HAHAHA! Ela parece visguenta e melequenta, e não pude deixar de pensar naquele bichinho, axolote (ou salamandra mexicana). 😂 Desabafo feito, vamos continuar: Banguela obviamente se apaixona pela Fúria da Luz, percebendo que finalmente pode construir os laços de afeto que ele vê outros dragões construindo. Pela primeira vez, o jovem dragão contempla a possibilidade de construir uma família. E, sabendo do peso que essa revelação tem, Soluço está disposto a tudo para proteger Banguela e a Fúria da Luz: inclusive encontrar o Mundo Escondido dos Dragões, um lugar mítico que seu pai sempre acreditou existir, localizado no fim do mundo.

Apesar de ter diversas cenas de ação bem empolgantes, especialmente devido à missão de salvar os dragões de Grimmel, Como Treinar o Seu Dragão 3 não se destaca por esses momentos. As cenas que mais marcam são aquelas que desenvolvem o aspecto emocional dos personagens, que estão em uma difícil jornada de amadurecimento. É muito bonito perceber que Soluço e Banguela vivem as mesmas experiências em simultâneo: viram líderes, depois precisam tomar decisões difíceis para proteger o grupo e vislumbram o desejo de construir uma família. Em Como Treinar o Seu Dragão 3, vemos com clareza duas linhas se formando, e cada uma vai sendo percorrida por Soluço e por Banguela, que precisam decidir em definitivo seus destinos.

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O filme tem um tom mais infantil que seu antecessor, especialmente no plot de Banguela apaixonado. É bem engraçado assistir o inexperiente dragão cortejando a fêmea, mas por ser um filme de conclusão, acaba destoando um pouco do tom a que estamos acostumados – já que os filmes anteriores trazem situações bem desafiadoras e até mesmo tristes em suas tramas. Ainda comparando com o filme anterior, senti que o vilão também foi mais superficial e nada inovador: assim como Drago, Grimmel é um caçador de dragões que foi vitimado por eles no passado, deseja vingança e utiliza uma forma de controle não-ortodoxa para controlá-los. Isso acabou tornando o plot do vilão repetitivo e sem surpresas, sendo a parte mais fraca do filme, na minha opinião. O terceiro ponto não tão legal diz respeito ao Mundo Escondido: apesar de fazer parte até do nome original do filme, sua participação é breve e ele acaba sendo mais uma solução para um problema do que algo explorado e desenvolvido.

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O grande mérito de Como Treinar o Seu Dragão 3 está nas reflexões sobre responsabilidade e autoconfiança que o longa propõe. No caso de Soluço, é nítido que ele duvida MUITO de si mesmo, devido ao seu histórico de achar que só faz besteira. Para o líder de Berk, somente ao lado de Banguela ele foi capaz de fazer coisas grandiosas e, se seu dragão partir, ele não será mais capaz disso. Astrid, que segue como sua namorada, desempenha um papel valioso nessa dinâmica, relembrando a Soluço que todas as suas conquistas vieram de sua personalidade questionadora, impulsiva e determinada – e que Banguela não é o responsável por sua essência. Que casalzão! ❤ Nesse ponto, Soluço percebe que precisa retomar a crença em si mesmo e entender quem realmente é. É tão lindo presenciar personagens que cresceram TANTO para chegar até aqui. ❤

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O final do filme é agridoce, tendo potencial de agradar tanto a quem esperava algo mais triste como quem prefere finais felizes. Existem cenas que emocionam e partem o coração – ainda que eu as tenha achado mais leves que os filmes 1 e 2 –, mas a trama vai sendo construída com delicadeza e competência para nos levar àquele momento. Soluço finalmente compreende que os dragões são especiais demais e que a humanidade não está pronta para lidar com criaturas tão inteligentes e dóceis; Banguela finalmente assume seu papel de liderança, pensando na proteção do grupo e no que é melhor para sua espécie. Não foi tão triste quanto Toy Story 3, por exemplo, mas concluiu de maneira lindíssima essa história de amizade que tanto amamos e respeitamos.

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Como Treinar o Seu Dragão é um dos meus filmes favoritos, e esse amor foi crescendo com o tempo e com os filmes. Não é fácil dar adeus a uma história que amamos, mas – assim como Soluço e Banguela entenderam -, é necessário. Como Treinar o Seu Dragão 3 conclui uma das trilogias de animação mais incríveis já feitas de modo muito bonito, respeitando a trajetória e a evolução de cada um dos personagens. Obrigada por tudo, Berk. Obrigada por tudo, Soluço e Banguela!

P.S.: gente, a Valka não era ruiva no filme anterior, era???
P.S. 2: assistam aos créditos, são lindos e emocionantes. ❤

Título original: How To Train Your Dragon: The Hidden World
Ano de lançamento: 2019
Direção: Dean DeBlois
Elenco: Jay Baruchel, America Ferrera, Gerard Butler, Cate Blanchett, Kit Harington, Craig Ferguson, Kristen Wiig, Jonah Hill, F. Murray Abraham, T. J. Miller, Christoper Mintz-Plasse

Review: Homem-Aranha no Aranhaverso

Oi gente, tudo bem?

Fui conferir o comentadíssimo Homem-Aranha no Aranhaverso e hoje conto pra vocês o que achei desse filme surpreendente.

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Sinopse: Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

Eu já tinha lido diversas críticas positivas em relação ao filme mas, ainda assim, fui de coração aberto sem saber bem o que esperar em relação à trama. Para a minha surpresa, o filme já me impressionou nas primeiras cenas pela incrível direção de arte: apesar de ser uma animação 3D, há referências claras a animações 2D e quadrinhos. Até alguns recursos das HQs estão lá, como balões de fala e hachuras, por exemplo. É muito prazeroso de assistir e um verdadeiro espetáculo visual!

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A história também convence: nessa realidade, Peter Parker já está estabelecido como Homem-Aranha. O novo protagonista é Miles Morales, um adolescente que acidentalmente também é picado por uma aranha radioativa, ganhando habilidades muito semelhantes às de Peter. Porém, o Rei do Crime causa a morte do Homem-Aranha original e, em uma experiência perigosa com um colisor de partículas, provoca uma espécie de buraco no espaço-tempo, trazendo para a nossa dimensão outras versões do Homem-Aranha. A missão de Miles a partir de então é cumprir a promessa que fez ao Peter Parker de sua dimensão antes que ele morresse: destruir o colisor e impedir que a realidade seja apagada. Para isso, ele precisa aprender a dominar os seus poderes e, obviamente, lidar com as responsabilidades (sorry não resisti rs).

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Miles é um personagem bastante carismático e com conflitos pessoais que fazem com que o espectador simpatize com ele. Há grandes expectativas por parte de sua família, que deseja que ele seja um estudante exemplar, mas não entendem que as paixões do garoto são a arte, a música e o grafitti. Seu tio Andrew parece ser o único capaz de compreendê-lo, mas ele não é exatamente bem-vindo em sua família. Esses detalhes sobre seu background e sobre sua personalidade enriquecem o personagem, que tem a difícil missão de conquistar um espaço que até então pertencia somente a Peter Parker.

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Os outros Homem-Aranha (e Mulheres-Aranha, por que não?) que chegam de diferentes dimensões também são ótimos. Há um Peter Parker do futuro (desiludido com a vida e já cansado), Gwen Stacy como Spider-Gwen, um Homem-Aranha Noir, outro vindo direto de um cenário de cartoon e uma Homem-Aranha inspirada em animes. É muito divertido como o filme brinca com as origens de cada um, fazendo uma retrospectiva rápida sobre suas histórias nos quadrinhos. Esse estilo narrativo é diferente de tudo que eu já vi antes e eu adorei o bom humor do longa em trazer esses elementos para o espectador de forma didática e engraçada.

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Falando em graça… Eu gargalhei DEMAIS assistindo a Homem-Aranha no Aranhaverso! O Peter Parker do futuro foi um dos maiores responsáveis por isso, mas de forma geral o tom do filme é alto astral. Apesar disso, o longa também foi capaz de me levar às lágrimas nos momentos necessários. Existem mortes importantes (como não ficar chocada ao descobrir que no universo de Miles Morales o Peter Parker morre?!) e diálogos que conseguem comover.

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Resumindo, Homem-Aranha no Aranhaverso é uma animação sensacional, que vale totalmente o ingresso do cinema. Além da riquíssima experiência visual, a trilha sonora também é envolvente e a trama nunca deixa de ser interessante. Se o universo atual do aracnídeo (interpretado por Tom Holland) não me causa muita euforia, podem ter certeza que Homem-Aranha no Aranhaverso conseguiu causar. Recomendo muito e já quero ver de novo! 😉

P.S.: essa participação do Stan Lee foi de aquecer e partir o coração ao mesmo tempo! 😢 ❤

Título original: Spider-Man: Into the Spider-Verse
Ano de lançamento: 2019
Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman
Elenco: Shameik Moore, Jake Johnson (XVI), Hailee Steinfeld, Mahershala Ali, Brian Tyree Henry, Lily Tomlin, Liev Schreiber, Stan Lee

Review: Bird Box

Oi gente, tudo bem?

Depois de uma divulgação pesada, Bird Box (ou Caixa de Pássaros) chegou à Netflix. Eu não li o livro, então esse review vai ser baseado apenas no filme, ok?

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Sinopse: Uma misteriosa presença leva as pessoas ao suicídio. Cinco anos depois, uma sobrevivente e seus dois filhos saem em busca de um abrigo seguro.

O filme começa com Malorie, nossa protagonista, avisando duas crianças de que farão uma viagem perigosa e que eles não podem tirar a venda dos olhos de jeito nenhum. O trio parte então para uma viagem de barco rumo a um abrigo, e então a narrativa muda para cinco anos no passado, período em que Malorie está vivenciando uma gravidez aparentemente indesejada. Ela e sua irmã vão até o hospital para um exame de rotina mas, saindo de lá, as duas percebem que o caos subitamente se instaurou: as pessoas ao redor começam a agir estranhamente, machucando os outros ou a si próprias, cometendo suicídios por toda parte. Durante a tentativa de fuga, a irmã de Malorie parece enxergar algo apavorante, suicidando-se em seguida. Desesperada e sem rumo em meio à confusão, Mal é ajudada por um homem a chegar em uma casa na qual outras pessoas se refugiaram.

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Bird Box não é um filme que se proponha a explicar de onde surgiram as criaturas que induzem as pessoas a se suicidar (eu aposto em alienígenas). O foco do longa é trabalhar as emoções das pessoas que estão lutando para sobreviver  – o que me lembrou um pouco The Walking Dead e O Nevoeiro nesse sentido. A única coisa que fica claro é que, uma vez que você olha para as criaturas, você perde o controle de si mesmo e precisa se machucar ou machucar alguém próximo. Por isso, os sobreviventes fazem o possível para tapar cada janela, porta e fresta para o mundo exterior. O problema é que dentro da casa também existem desafios, já que o grupo é muito heterogêneo e com interesses e personalidades diferentes. Essa premissa poderia ser bem interessante, mas acaba sendo uma parte do filme bastante clichê e mal desenvolvida. Os personagens da casa são estereotipados e não cativam o espectador. 

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Bird Box até tentou criar uma conexão entre os personagens, mas não funcionou muito bem. Malorie e Tom são a dupla com mais química, e o desagradável Douglas acaba sendo necessário também pra mexer um pouco com os ânimos (por mais babaca que seja). Olympia, por outro lado, parece alguém totalmente fora da casinha. Não consegui “comprar” a aproximação dela com Malorie, especialmente porque essa amizade parece um tanto quanto indesejada pela segunda. As duas compartilham um momento de ternura envolvendo a gravidez (já que ambas estão com a gestação em uma fase aproximada), mas pra mim não foi forte o suficiente para o desenrolar com as crianças. Acho super estranho que a filha de Olympia pareça ter mais destaque que o filho de Malorie, inclusive. Entretanto, em termos de atuação isso foi positivo, já que a menina é a mais expressiva da dupla mirim.

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Sandra Bullock é um dos destaques do filme. Ela dá vida a uma protagonista forte e determinada, ainda que tenha dificuldades em lidar com seus sentimentos pelas crianças – já que fica claro no início do longa que talvez a maternidade não fosse algo desejado. O medo é bastante palpável, e ela usa da racionalidade para lidar com a situação, fazendo disso o pilar da criação dos filhos. Chega a ser estranho ver como Malorie interage com eles (de modo seco e rígido o tempo todo), mas também é possível compreender o estado de nervos fragilizado e permanente em que a personagem se encontra (e a vontade de fazer com que as crianças sobrevivam).

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Os momentos de tensão são dignos de um thriller e conseguiram me deixar apreensiva. Cenas como a busca por suprimentos, a sequência envolvendo Gary e a viagem pelo rio me deixaram atenta, e acredito que muito disso se deva ao mistério que envolve as criaturas e o medo daquilo que não conhecemos. Só de pensar na situação já é algo bastante aflitivo, por saber que a ameaça está à espreita e você não pode abrir os olhos para tentar se defender. Além das criaturas, os personagens também precisam enfrentar algo tão cruel quanto: os próprios seres humanos.

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Bird Box não é um filme perfeito, especialmente por ter muitas falhas ao desenvolver os personagens e a dinâmica entre eles. Contudo, a experiência não foi negativa. Sim, em alguns momentos senti que o filme estava se arrastando demais, mas em outros fiquei bastante aflita (que é o que espero de um thriller). O pano de fundo da trama assusta, assim como os desafios enfrentados por Malorie e seus filhos. Apesar de alguns defeitos no desenvolvimento, acho que vale a pena conferir! 🙂

Título original: Bird Box
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susanne Bier
Elenco: Sandra Bullock, Trevante Rhodes, John Malkovich, Danielle Macdonald, Tom Hollander, Sarah Paulson, Vivien Lyra Blair, Julian Edwards

Review: Aquaman

Oi pessoal, tudo certo?

Fui ao cinema conferir o elogiadíssimo Aquaman e hoje conto tudo pra vocês (sem spoilers!). ❤

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Sinopse: Filho do humano Tom Curry (Temuera Morrison) com a atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) cresce com a vivência de um humano e as capacidades metahumanas de um atlante. Quando seu irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, subjugando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a Arthur a tarefa de impedir a guerra iminente. Para tanto, ele recebe a ajuda de Mera (Amber Heard), princesa de um dos reinos, e o apoio de Vulko (Willem Dafoe), que o treinou secretamente desde a adolescência.

Se você é daqueles que achava o Aquaman um super-herói tosco e sem graça, digo apenas uma coisa: reveja seus conceitos, parça! 😂 O Aquaman de Jason Momoa é tão badass que consegue deixar até mesmo o uniforme amarelo e verde incrível. Vimos o personagem pela primeira vez em Liga da Justiça, mas em seu primeiro filme solo podemos conhecer mais de sua personalidade e história de origem.

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O filme se passa depois da Liga, mas traz muitos vislumbres do passado do herói: ele nasceu do amor de um humano, Tom, e uma atlante, mais especificamente a rainha de Atlantis, Atlanna (sim, repetitivo rs). A rainha fugiu de um casamento arranjado e acabou se apaixonando por Tom, na superfície, com quem teve o pequeno Arthur. Porém, alguns anos depois, ela retorna a Atlantis para proteger a sua família, já que o noivo abandonado enviou soldados para buscá-la, colocando Arthur e Tom em risco. Já no presente, vemos Arthur desempenhando seu papel heróico de modo mais “tímido”, geralmente ajudando marinheiros e combatendo piratas. Porém, a ação realmente começa quando a princesa Mera procura Arthur para informar que seu meio-irmão, Orm, está reinando em Atlantis e planejando um ataque devastador à superfície. O único modo de impedi-lo é Arthur reivindicar o trono.

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Apesar da trama simples e linear (a típica jornada do herói em sua fórmula mais óbvia), Aquaman consegue costurar cada acontecimento de modo muito satisfatório. A sequência dos fatos ocorre de modo bastante natural, dando muito sentido às escolhas e ações dos personagens. Arthur nunca desejou ser rei mas, ao perceber e ameaça que paira sobre a superfície, ele decide agir para impedir o meio-irmão. Essa decisão o leva em uma jornada em busca do Tridente do primeiro rei de Atlantis, cuja posse o legitima como verdadeiro Mestre dos Oceanos. Como aliados, Arthur conta como Vulko (um conselheiro real que, a pedido de Atlanna, o treinou durante a infância) e Mera (princesa de Xebel, um dos reinos marítimos aliados de Atlantis). A busca pelo tridente é cheia de cenas de ação incríveis, que mantêm o espectador entretido e animado.

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E o que dizer dos efeitos especiais? Parte do longa, obviamente, se passa embaixo d’água, e somos apresentados a diversas civilizações que existem no fundo do mar. A riqueza de detalhes das cidades submersas, bem como seus diferentes povos, encantam quem assiste. Atlantis é colorida, cheia de efeitos neon e criaturas interessantes. Além disso, a fluidez dos movimentos embaixo d’água é admirável, tornando tudo o mais verossímil possível (considerando as circunstâncias fantásticas, é claro rs).

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Jason Momoa é um ator extremamente carismático, que dá vida a um Aquaman meio fanfarrão, divertido e bem-humorado. As piadas têm um ótimo timing e trazem uma leveza MUITO bem-vinda aos filmes da DC. Apesar de ele não entregar uma performance tão boa em cenas mais dramáticas, isso não chega a prejudicar a experiência. Também gostei de Amber Heard como Mera. Ela é uma personagem bastante firme, um pouco autoritária e muito decidida, além de poderosa e badass (e é a cara da Scarlett Johanson!). A química entre os personagens funciona e, apesar das personalidades muito diferentes, eles se complementam muito bem.

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Os vilões são um pouco rasos, com motivações um tanto óbvias. Arraia Negra é um pirata que busca vingança pela morte do pai, enquanto Orm tem dois sentimentos principais guiando suas decisões: ressentimento de Arthur (pois o culpa pela morte da mãe) e ódio da superfície (pela poluição e desrespeito com o mar). Nesse cenário, Orm acaba sendo mais interessante, apesar da reflexão bastante superficial sobre os danos causados pelos humanos à vida marinha.

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Aquaman foi um BAITA acerto da DC esse ano, sendo um filme divertido, fluido e coerente. O tom do longa também é ótimo, entregando uma história eficiente com uma dose de humor acertada e bem-vinda. Os efeitos especiais encantam e a performance dos atores é competente, com destaque para o carisma de Jason Momoa. Resumindo: assistam!

Título original: Aquaman
Ano de lançamento: 2018
Direção: James Wan
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Nicole Kidman, Temuera Morrison, Dolph Lundgren

Review: Sexy Por Acidente

Oi pessoal, tudo bem?

Estou bem louca das comédias românticas ultimamente, então hoje vim falar sobre mais uma que eu conferi nas últimas semanas: Sexy Por Acidente.

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Sinopse: Renee (Amy Schumer) convive diariamente com insegurança e baixa autoestima por conta de suas formas físicas. Depois de cair e bater a cabeça numa aula de spinning, ela volta a si acreditando ter o corpo que sempre sonhou e assim começa uma nova vida cheia de confiança e sem medo de seguir seus desejos.

Renee trabalha no departamento digital de uma grande marca da indústria cosmética feminina. Tendo como escritório um porão apertado e como colega um cara super ranzinza, o maior sonho de Renee é virar recepcionista no prédio principal da marca. Entretanto, seus problemas de autoestima – que envolvem principalmente seu corpo, considerado acima do peso – fazem da protagonista uma mulher bastante insegura. Contudo, em uma aula de spinning, um acidente faz com que ela bata a cabeça e… tudo muda!

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Em primeiro lugar, preciso elogiar a atuação da Amy Schumer. Que atriz engraçada e carismática! Após Renee bater a cabeça, sua visão se transforma e ela passa a enxergar a si mesma como uma mulher deslumbrante, de corpo escultural. Mas o maior acerto do filme é manter Amy Schumer no papel, em vez de substituí-la para mostrar o que Renee está enxergando. É justamente essa decisão que 1) torna tudo tão engraçado, porque a personagem segue a mesma, mas muda totalmente de postura e 2) evidencia justamente como a única coisa que faltava em Renee não era uma aparência de top model, mas sim autoconfiança. E assistir Renee flertando sem medo, dançando sem nenhuma vergonha e falando sobre seu próprio corpo escultural enquanto as pessoas ao redor ficam “ué, por que ela tá agindo assim do nada?” é engraçado demais.

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Ao longo da trama, a recém-adquirida autoconfiança de Renee faz com que a personagem alce voos cada vez mais altos. Creditando todas essas conquistas apenas a seu novo corpo, a personagem acaba deixando parte de sua personalidade para trás, o que a afasta das pessoas próximas e a distancia de sua verdadeira essência. Entretanto, como todo bom clichê de comédia romântica, Renee precisa enfrentar esses dilemas e entender quem ela é de verdade: uma mulher interessante, engraçada e bonita do jeito que ela é. Suas conquistas não são originadas de uma beleza irrefutável e óbvia, mas sim do conjunto de características que a tornam única.

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Sexy Por Acidente tem muitas cenas engraçadas e trata de um ponto muito importante: a autoestima feminina e a cobrança excessiva por padrões. É possível ser bonita e feliz sem necessariamente ter um corpo de modelo da Victoria’s Secret. Existem diversos fatores que nos fazem quem somos, e o corpo é apenas um deles. Lição válida e sempre necessária! 😉

Título original: I Feel Pretty
Ano de lançamento: 2018
Direção: Abby Kohn, Marc Silverstein
Elenco: Amy Schumer, Michelle Williams, Rory Scovel, Busy Philipps, Aidy Bryant, Tom Hopper