Review: Corra!

Oi gente, tudo bem?

Já diria o ditado, “antes tarde do que nunca”. E cá estou, um pouquinho atrasada, resenhando Corra!, o aclamado longa do diretor Jordan Peele.

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Sinopse: Chris é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose. A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

O único motivo pelo qual demorei tanto a conferir Corra! é muito simples: eu sou uma medrosa rs. Filmes de terror (ou de um suspense mais tenso) me impressionam facilmente e, como meu namorado não curte, acabo sem coragem de assistir sozinha. Mas aproveitei um dia ensolarado das férias pra matar a curiosidade e adianto que valeu a pena! O filme não é assustador (no sentido “terror” da coisa), mas ainda assim tem cenas angustiantes e uma trama muito inteligente.

Chris é um rapaz negro que vai visitar os pais da namorada – Rose, uma garota branca – pela primeira vez. Obviamente, ele ouve os clássicos “eles não são racistas” e “meu pai votaria no Obama de novo”, mas ainda assim o rapaz se dispõe a relevar possíveis comentários desagradáveis. Chegando lá, ele é recepcionado pelos Armitage, onde é tratado com muita cortesia e afabilidade – apesar de rapidamente perceber que, a despeito do discurso de “não somos racistas”, os empregados da casa são negros. Para aumentar o desconforto de Chris, dois agravantes: naquele fim de semana acontece uma festa em homenagem aos falecidos avós de Rose (com convidados majoritariamente brancos) e o comportamento dos empregados é assombroso, com seus sorrisos congelados e olhares vazios. Chris não demora a perceber que algo MUITO errado acontece naquela casa, e o fato de sua sogra ser uma psiquiatra especializada em hipnose não ajuda em nada em sua desconfiança.

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É impossível não ficar desconfortável presenciando os diálogos de Corra! e as situações pelas quais Chris passa. Enquanto assistia ao longa, só podia imaginar o quão frustrante e doloroso deve ser para pessoas negras viverem isso na vida real; porque, apesar de se tratar de uma obra de ficção, muitas das situações apresentadas no longa podem ser facilmente vistas no nosso dia a dia. Conheço inúmeras pessoas que já relataram ter vivido situações semelhantes às que Chris vive. O personagem tem seu corpo hipersexualizado, é visto como alguém de “físico superior” simplesmente por ser negro, tem sua inocência questionada por um policial sem evidência nenhuma para tal… Infelizmente, nada disso é surreal, nada disso é incomum.

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Corra! não precisa de jump scares nem de uma trilha sonora constantemente aflitiva para causar desconforto. Os momentos em que ambos ocorrem são pontuais, servindo para aumentar os níveis de tensão. A apatia dos personagens negros, seus olhares vidrados e seus sorrisos forçados conseguem causar muito mais medo do que qualquer recurso tradicional de filmes de terror. Você começa a temer pela segurança de Chris, quer que ele saia logo dali, mas percebe o quanto o personagem está sendo enredado pelo que acontece na casa da família de Rose. As atuações são sensacionais e as expressões faciais do elenco entregam toda a emoção necessária para causar temor, asco ou empatia. As pequenas doses de humor, de responsabilidade de Rod (melhor amigo de Chris) também são bem-vindas, mesmo esporádicas. O relacionamento de Chris e Rose também convence, e a química entre os dois torna muitos dos acontecimentos ainda mais surpreendentes.

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As críticas à desigualdade racial não estão somente na experiência de Chris na casa dos Armitage. O longa já abre com um personagem negro receoso por estar caminhando sozinho em um bairro mais chique, temendo se meter em problemas por “não pertencer” àquele lugar. Rod, apesar do tom cômico, também revela sua preocupação sobre Chris estar indo visitar os pais da namorada branca – sabendo que o amigo pode sofrer preconceitos. E, é claro, na situação com o policial antes mesmo de chegar na casa dos sogros. Basicamente, Chris nunca esteve 100% seguro, mesmo antes de passar pelas experiências aterrorizantes na casa. E isso se deve ao fato dele ser negro.

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A sequência final surpreende pela ação, que durante todo o longa não se faz presente – dando enfoque, até então, ao terror psicológico. Porém, no desfecho, Corra! traz uma eletrizante reviravolta que faz o espectador vibrar. Apesar de eu ter achado a mudança de ritmo um pouco abrupta e repentina, é um verdadeiro deleite observar a reviravolta dos acontecimentos.

Corra! é um filme excelente, que aborda o racismo por meio de metáforas muito claras e dolorosas de assistir. Com um elenco extremamente competente e um desenvolvimento envolvente, é difícil desgrudar os olhos do longa. E, para os medrosos como eu, que evitam filmes de terror a todo custo, podem ficar tranquilos. Muito mais assustador do que Corra! é pensar que situações muito semelhantes às retratadas na tela acontecem diariamente, na vida real.

Título original: Get Out
Ano de lançamento: 2017
Direção: Jordan Peele
Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, Bradley Whitford, Caleb Landry Jones, Lakeith Stanfield, Stephen Root, Lil Rel Howery

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Review: Podres de Ricos

Oi pessoal, como estão?

Faz um tempo que estou na vibe de filmes leves, geralmente comédias românticas, pra passar o tempo. Um que eu estava super ansiosa pra conferir era Podres de Ricos (que assisti no avião, na longa viagem a Bogotá hahaha!). Vamos descobrir o que achei? o/

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Sinopse: Rachel Chu (Constance Wu) é uma professora de economia nos EUA e namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ele esquece de avisar à namorada que, como herdeiro de uma fortuna, ele é um dos solteiros mais cobiçados do local, colocando Rachel na mira de outras candidatas e da mãe de Nick, que desaprova o namoro.

Rachel Chu é uma professora da NYU e namora Nick Young há cerca de um ano. O jovem, que será padrinho de casamento do melhor amigo, convida Rachel a ir com ele a Singapura para participar da celebração e conhecer sua família. Acontece que, chegando lá, Rachel descobre muitos detalhes sobre a vida de Nick que até então ela desconhecia: o principal deles é que ele é herdeiro da família mais rica do país. Em meio a pressões sociais, a pessoas venenosas e à família de Nick (que a desaprova), Rachel precisa enfrentar diversos desafios e refletir sobre insistir ou não no relacionamento.

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A primeira coisa que chama a atenção no filme é a ostentação – o que faz o maior sentido, considerando a riqueza envolvida. Porém, Nick não é o cara deslumbrado com tudo isso; ele e Rachel vivem uma vida comum em Nova York e ele a ama por quem ela é (e também por ela amá-lo por quem ele é, ou seja, sem segundas intenções envolvendo seu dinheiro). Rachel é uma personagem divertida, simples, bem-resolvida e carismática – alguém relacionável, por quem é fácil torcer. Já deu pra perceber que esse casal conquista, não é mesmo? Desde o início você sente o carinho genuíno e o amor que eles sentem um pelo outro. E isso torna ainda mais injusto tudo que Rachel vive em Singapura.

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A mãe de Nick, Eleanor, é a primeira a deixar claro seu desgosto pela escolha do filho. Por Rachel ser americana (ainda que descendente de chineses) e de origem humilde, Eleanor não crê que ela seja a escolha certa para o herdeiro de seu império. As pessoas do círculo social da família Young também são hostis com Rachel, acusando-a de ser uma interesseira. As únicas duas pessoas que acolhem a protagonista são Peik Lin, sua antiga colega de universidade, e Astrid, a enigmática e discreta prima de Nick. Enquanto a primeira serve mais como alívio cômico, a segunda traz mais camadas e dramas próprios: Astrid é alguém de bom coração e bastante altruísta, mas vive um drama conjugal semelhante ao de Nick e Rachel, já que seu marido também não tem a mesma origem rica, o que causa atritos graves entre eles. A amizade que ela constrói com Rachel é muito bonita e um exemplo de apoio entre mulheres em uma trama na qual todas parecem desdenhar e prejudicar umas às outras.

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Outro aspecto sensacional do filme é, obviamente, o elenco de ascendência asiática. E não é nada estranho não ver pessoas brancas no longa, ao contrário do que muitos erroneamente podem pensar. Os atores são competentes, a cultura diferente encanta e a trama é uma típica comédia romântica (ou seja, não há motivos para resistência a personagens de outras etnias). Fiquei muito feliz que a produção não tenha “enfiado” atores ocidentais em uma trama que não precisava deles (algo que acontece muito no cinema, por sinal), dando espaço para novos tipos de cultura e representação. Os cenários e figurinos são um show à parte. Para uma reles mortal como eu, chega a ser difícil imaginar tanta exuberância e extravagância na vida real. Mas, apesar dos exageros (e até da breguice), é muito bacana perceber que os personagens principais sabem quem são e não se deixam seduzir por esse universo. Acho que esse foi o aspecto que mais me fez gostar de Rachel. Além disso, ela ama Nick a ponto de fazer o que é melhor pra ele – independente do quanto seu próprio coração possa sair machucado. O final do filme é clichê, mas me emocionou e me fez sorrir. Não é isso o que buscamos em comédias românticas? Eu sim! 😛

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Podres de Ricos é um ótimo romance, com cenas exuberantes, a dose certa de drama e um amor pelo qual vale a pena torcer. Apesar de trazer alguns clichês do gênero em sua trama, o filme se diferencia por trazer uma nova cultura, por respeitar a etnia dos personagens que representa, por criticar o julgamento baseado em aparências e por atuações competentes que fazem com que o espectador se afeiçoe aos personagens – especialmente Rachel, uma protagonista forte e admirável. Recomendo muito que você assista! ❤

Título original: Crazy Rich Asians
Ano de lançamento: 2018
Direção: Jon M. Chu
Elenco: Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh, Gemma Chan, Lisa Lu, Awkwafina, Nico Santos

Review: Vingadores: Ultimato

Oi gente, tudo bem?

O filme mais esperado do ano finalmente chegou e meu coração de Marvete não poderia ter ficado mais feliz com Vingadores: Ultimato. ❤ E eu vim contar pra vocês o que achei, SEM SPOILERS. 😉

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Sinopse: Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanov (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco.

Como seguir em frente quando tudo que você conhecia e amava se foi? Esse é o principal dilema que os Vingadores – e os habitantes da Terra num geral – precisam enfrentar. Após o estalar de dedo de Thanos, que dizimou metade dos seres vivos do planeta, o luto e a tristeza fazem parte da vida das pessoas, que tentam como podem seguir em frente. Porém, algumas pessoas não conseguem verdadeiramente seguir em frente; quando Steve Rogers e Natasha recebem o contato inesperado do (até então) desaparecido Scott Lang, que alega ter uma teoria de como consertar tudo, dois dos grandes líderes dos Vingadores decidem agir.

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Vingadores: Ultimato é o filme que veio para encerrar essa primeira grande fase do Universo Cinematográfico da Marvel e, com ele, temos diversas homenagens aos inúmeros longas e heróis que fizeram parte desses 11 anos de histórias. O filme é emocionante do início ao fim, principalmente porque vemos os personagens que amamos sofrendo com a falta daqueles que não puderam ser salvos e vivendo com a culpa de não terem sido capazes de evitar a tragédia. Todos os atores, sem exceção, entregam performances sensíveis, que deixam claros os sentimentos de dor e os fantasmas que os atormentam. Os reencontros entre eles e o apoio mútuo também são comoventes, porque deixam claro que não importam as diferenças que possam existir, a confiança e o carinho são imutáveis.

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Falando especificamente dos personagens, o trio Steve Rogers, Natasha e Tony Stark mais uma vez roubaram a cena. Enquanto os dois primeiros não encontram motivação para tentar seguir a vida (até porque ambos viam os Vingadores como sua família), Tony de certa forma acabou tendo mais sorte que seus companheiros. A frase a seguir pode ser considerada spoiler por algumas pessoas, então fique à vontade para selecionar: Por isso, é bastante compreensível quando o Homem de Ferro hesita em se juntar aos companheiros para tentar mudar o que aconteceu, afinal, ele tem medo que interferir nos fatos interfira também no seu futuro e no futuro de sua família. Porém, há tempos ficou claro que Tony Stark tem sim um coração e, portanto, ele não consegue deixar de fazer aquilo que é certo. Steve Rogers segue como o grande líder que sempre foi, acreditando até o fim que eles podem fazer a diferença. Nas cenas finais, a coragem do personagem é de arrepiar, e ele conquista um título que sempre soubemos que ele merece (não vou contar o que é rs). Já Natasha mostra uma face mais sensível e vulnerável, deixando claro que há muito a personagem deixou de ser uma espiã para se tornar uma verdadeira heroína, que faz o necessário para salvar as pessoas, “custe o que custar”.

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Clint Barton, o Gavião Arqueiro, tornou-se o Ronin, alguém amargurado e implacável que persegue seus inimigos (que, confesso, não entendi bem quem eram rs máfia?) sem dó. Bruce Banner e Scott Lang tiveram importância, mas de uma maneira mais leve. E, por fim, gostaria de falar sobre Thor: nas primeiras cenas o personagem é movido pelo ódio e pela vontade de se vingar de Thanos mas, uma vez que eles acreditam não ser possível mudar o que aconteceu, o personagem entra em uma depressão intensa. Ele não se preocupa mais em comandar a Nova Asgard e passa o dia se dedicando a atividades supérfluas e/ou autodestrutivas. Em certos momentos do filme, é vista a fragilidade emocional do personagem (que, em Guerra Infinita, teve a oportunidade de matar Thanos e, por ter falhado, não consegue se perdoar). Entretanto, na maior parte do longa ele é usado como alívio cômico, mesmo nessa situação tão delicada. Particularmente, não gosto muito dessa abordagem, mas como a Marvel percebeu que essa versão do Thor agrada mais o público, me parece que vão seguir investindo nela. Por fim, um rápido comentário sobre a Capitã Marvel: entendo que não queiram ter explorado tanto a personagem porque, afinal de contas, o filme era sobre os Vingadores originais e seus desfechos. Além disso, ela também seria um recurso muito “apelão” na luta contra o Thanos. Ainda assim, por toda a divulgação de como ela seria importante e tudo mais, minhas expectativas estavam um pouquinho mais altas em relação à sua participação. Veremos como será no futuro do MCU!

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Como eu disse, o filme é focado no grupo principal de Vingadores originais e, por isso, os outros personagens obviamente têm menos espaço de tela. Entretanto, quando as cenas de ação acontecem e vemos todos interagindo juntos, cada pelo do corpo se arrepia! Eu chorei em cenas tristes, chorei em cenas felizes de reencontros, chorei nas cenas de ação… Sim, eu sou chorona, mas acontece que Vingadores: Ultimato soube extrair o melhor de cada situação para dar aos fãs uma verdadeira homenagem a todo o amor que dedicamos a esse universo desde a estreia do icônico e inesquecível Homem de Ferro, em 2008. As batalhas, que unem personagens tão distintos, são alucinantes e você não consegue desgrudar os olhos.

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Vingadores: Ultimato tem o final agridoce prometido e te faz chorar de tristeza e também sorrir de satisfação. O longa encerra a trajetória dos nossos super-heróis favoritos de maneira magistral, entregando um resultado que impressiona e emociona qualquer fã. O filme se concentra em trabalhar de maneira excelente o estado psicológico de seus personagens e suas motivações para fazerem o que fazem, além de trazer uma grande nostalgia ao revisitar cenários conhecidos e marcantes da história dos heróis. Há 7 anos, eu não imaginava o impacto que Vingadores – e o MCU – teriam na minha vida enquanto mulher geek. Há 11 anos, eu não imaginava o quanto o Homem de Ferro abriria portas para uma nova paixão. Agora eu sinto apenas orgulho e gratidão por ter vivenciado toda essa experiência e ter visto sua conclusão da melhor forma possível. Obrigada, Marvel.

Título original: Avengers: Endgame
Ano de lançamento: 2019
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Jeremy Renner, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin

Review: O Touro Ferdinando

Oi gente, tudo bem?

Eu assisti a vários filmes nas férias (tanto em casa quanto na trip – especialmente nas longas horas de voo), então não estranhem a frequência de reviews por aqui, tá? 😂

Um dos mais fofinhos que conferi nas últimas semanas foi uma animação que eu queria assistir há tempos: O Touro Ferdinando!

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Sinopse: Ferdinando é um touro gigante com um grande coração. Depois de ser confundido com um animal perigoso, ele é capturado e arrancado de sua casa. Determinado a voltar para sua família, ele se une a uma equipe desajustada nessa grande aventura. Situado na Espanha, Ferdinando prova que você não pode julgar ninguém pela sua aparência.

Ferdinando é um bezerro que vive na Casa del Toro, um estabelecimento que fornece animais para grandes toureiros da Espanha. Porém, ao contrário dos outros filhotes, Ferdinando não sonha em se tornar um futuro campeão e lutar nas arenas: ele prefere cheirar o perfume das flores e apreciar a natureza. Quando seu pai, entretanto, não volta vivo de uma tourada, o pequeno bezerro entra em pânico e foge, embarcando em um trem de carga e indo para longe dali. Em determinado ponto, já cansado, ele acaba tropeçando e desmaiando, sendo salvo por uma família muito gentil, dona de uma fazenda espaçosa e cheia de flores. A amizade com a filha, Nina, é instantânea, e eles começam a fazer tudo juntos. Porém, já crescido, Ferdinando se mete em uma confusão que o coloca de volta à Casa del Toro, onde reencontra seus antigos colegas – e agora a pressão para ser um touro lutador é ainda maior.

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Apesar de forte e imponente, Ferdinando é dono de um coração de ouro. Ele sempre sofreu bullying por não se encaixar no que esperavam dele, mas nem por isso ele mudou sua essência ou suas crenças. Por ter uma personalidade mais dócil e não venerar as touradas, Ferdinando percebe antes de seus companheiros que, na realidade, nenhum touro sai vencedor de uma prática tão cruel quanto esta. Todas as cenas que demonstram o que acontece com os animais nas touradas são bem difíceis, e eu tenho grande aversão a entretenimento com animais. Sinceramente, como as pessoas podem gostar de touradas? Sinto asco só de pensar. Maltratam e assassinam animais somente para um público se deleitar. Quão doentio isso é? No filme, um dos vilões é um toureiro conhecido por ser um dos maiores matadores. Ele representa essa cultura que enxerga os animais somente como um desafio a ser vencido, e não como vidas a serem respeitadas. Sei que pode soar hipócrita vindo de alguém que come carne, mas ainda assim acho que esse tipo de prática é muito pior, enfim.

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Os personagens secundários são muito engraçados, com destaque para a cabra Lupe, que em tese deveria acalmar os touros (mas na realidade deixa todo mundo louco). Os outros touros também são ótimos e contribuem para o humor de diferentes formas. Além disso, há um trio de cavalos no terreno adjacente ao dos touros que quase nos mata de rir. A cena do duelo de coreografias é uma das melhores do filme! A união dos touros é sensacional, especialmente quando conseguem vencer as diferenças e apreciar o que cada um tem de melhor.

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O Touro Ferdinando é um filme que exalta o “ser diferente”, mostrando quão importante é ser verdadeiro consigo mesmo. Além disso, é cheio de momentos divertidos, com uma animação muito bonita e personagens cativantes. Por meio da amizade e do respeito, as relações entre os animais vão se fortalecendo e cada um passa a apreciar não somente o outro, mas a si mesmo. Filme fofinho demais que recomendo que você assista! 😀

Título original: Ferdinand
Ano de lançamento: 2017
Direção: Carlos Saldanha
Elenco: John Cena, Gina Rodriguez, David Tennant, Lily Day, Jerrod Carmichael, Kate McKinnon, Bobby Cannavale, Peyton Manning, Anthony Anderson

Review: Shazam!

Oi gente, tudo bem?

Aproveitando minha última semana de férias, na última quinta-feira fui conferir a estreia de Shazam! Além de ter me divertido muito, devo dizer que foi ótimo ir ao cinema em um horário no qual ninguém vai. 😂 E hoje conto pra vocês o que achei, sem spoilers.

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Sinopse: Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa sua poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).

Billy Batson é um garoto que vive pulando de uma casa de acolhimento para outra, tentando investigar o paradeiro de sua mãe biológica – da qual se perdeu quando era um menininho. Em sua casa atual, ele se depara com uma família grande e amorosa, mas ainda assim ele não sente que aquele é seu lar. Em uma de suas tentativas de fuga, o garoto é surpreendido ao ser transportado para uma espécie de dimensão paralela, onde o mago Shazam lhe explica que Billy foi escolhido para ser seu campeão e derrotar os Sete Pecados Capitais. O mago então confere ao adolescente poderes descomunais, que são ativados ao gritar a palavra “Shazam!”. Além dos poderes, Billy também muda de aparência, transformando-se em sua contraparte adulta. A partir desse momento, vemos como um jovem lida com essas novas habilidades (e, é claro, com as possibilidades que um corpo adulto oferece – como comprar cerveja).

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Shazam! é um filme cômico e alto astral. É aquele entretenimento sem compromisso, perfeito para acompanhar uma tarde no cinema (ou em casa) com um combo de pipoca e refrigerante. A vibe “filme de aventura da Sessão da Tarde” faz de Shazam! um longa que diverte sem cansar, com um tom acertado e personagens carismáticos. A começar por Billy: apesar de ter tido uma infância difícil e bancar o durão para sua família adotiva, o personagem é engraçado e fácil de gostar. Tanto na forma adolescente quanto na adulta, é nítida a imaturidade do garoto, que primeiro se preocupa em ganhar dinheiro, fazer vídeos e se divertir com os novos poderes e só depois com a responsabilidade que eles trazem. E poderia ser diferente? Afinal, ele só tem 14 anos! E tudo isso fica ainda mais engraçado quando a maior parte das atitudes imaturas fica por conta da excelente atuação de Zachary Levi, que consegue interpretar muito bem o papel de um garoto que repentinamente pode ter o corpo de um adulto.

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A família de Billy também é ótima! Apesar de alguns personagens serem mais coadjuvantes, é impossível não se apaixonar pela fofura cativante de Darla e pelo sarcasmo de Freddy, que vem a se tornar uma espécie de sidekick de Billy. Os dois garotos têm uma química inegável – tanto na versão adolescente quanto na versão adulta do protagonista – e, assim como verdadeiros amigos e irmãos, vivem momentos de cumplicidade, mas também de desentendimentos. O papel da família no longa é fundamental para que Billy amadureça e perceba suas responsabilidades enquanto super-herói mas, principalmente, porque o ensina uma lição valiosa sobre pertencimento, lar e o que família realmente significa. Muito mais do que o sangue, é o amor e o carinho uns pelos outros que formam o elo familiar.

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O vilão de Shazam! é bem caricato. Thaddeus Sivana, quando criança, teve a oportunidade de se tornar o escolhido do mago Shazam, mas demonstrou um coração corrompido e acabou falhando no teste. Dedicando sua vida a descobrir o portal, conseguir o poder que um dia ele vislumbrou e se vingar de sua família, Sivana não mede esforços para atingir seus objetivos. Ele é uma contraparte interessante a Billy: apesar de ambos desejarem aceitação e serem oriundos de famílias desestruturadas e lares instáveis, o primeiro desde cedo demonstrou sua ganância e seu desejo de provar seu valor, enquanto Billy sempre foi motivado pelo desejo de reencontrar sua mãe e sentir-se parte de uma família. Apesar de não ser um santo (especialmente na fase inicial, após a conquista dos poderes) Billy é um jovem que se importa, especialmente com quem ama.

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Achei o arco final especialmente a última batalha um pouco estranho. Me surpreendeu, mas não de um jeito tão positivo, porque senti uma perda do fôlego e uma diminuição no protagonismo de Billy. Ainda assim, as sequências de ação são ótimas e constantes, mantendo o ritmo do longa bem acelerado. O bom humor e a leveza da narrativa e dos personagens também são muito bem-vindos: Shazam! é um filme sobre crianças, para crianças e não tem pretensão de ser uma obra-prima de super-heróis, muito menos aprofundar questões mais éticas e morais. Pra mim, essa foi uma ótima decisão da DC, que está começando a mostrar filmes com tons de voz particulares, que combinam com o herói que está na tela.

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Em suma, Shazam! é o filme pra quem quer dar boas risadas e curtir sem maiores pretensões. Ao contrário de Thor: Ragnarok – que também tem uma pegada mais infantil e tenta ser engraçadão, mas falha miseravelmente (pelo menos pra mim) –, Shazam! traz uma história simples, bem-humorada e com ótimos personagens, cuja química funciona e é fundamental para o desenrolar dos fatos. É entretenimento puro, daqueles que fazem você sair mais leve do cinema devido à diversão proporcionada. Vale a pena conferir!

Título original: Shazam!
Ano de lançamento: 2019
Direção: David F. Sandberg
Elenco: Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Mark Strong, Djimon Hounsou, Faithe Herman

Review: Megarrromântico

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de uma viagem de férias maravilhosa, estou de volta! ❤ Ainda estou organizando as fotos e preparando os conteúdos sobre a viagem, então para hoje eu trouxe como dica um filme leve e bem divertido disponível na Netflix: Megarrromântico!

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Sinopse: Após bater a cabeça, uma arquiteta com horror a sentimentalidades vê sua vida se transformar em uma comédia romântica cafona e cheia de clichês.

Desde a infância, Natalie foi incentivada a desacreditar no amor e desprezar quaisquer tipos de clichês de comédias românticas. Sua personalidade cética, somada ao fato de que Natalie acredita que uma garota como ela (ou seja, uma mulher gorda) jamais será vista e notada, fazem com que a personagem seja muito fechada e resignada em suas relações. Entretanto, após ser assaltada no metrô e bater a cabeça, Natalie acorda e vê sua vida virada de cabeça pra baixo: TUDO ao seu redor se transformou em um clichê de comédia romântica! Seu apartamento ficou maravilhoso, todos os homens lindos ficam babando por ela, seu emprego é incrível… porém, sua melhor amiga se tornou rival e seu melhor amigo é um homem gay cujo único papel é justamente ser seu amigo. Basicamente, todas as coisas boas e ruins do universo das comédias românticas passam a “assombrar” Natalie, que deseja mais do que tudo voltar à sua realidade – nem que, para isso, ela precise “viver o filme” até o fim.

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Megarrromântico é uma comédia romântica que satiriza comédias românticas. No filme, Nova York é perfumada, há flores por todo lado e o romance está no ar. Entretanto, o sexo não se consuma, o amigo gay é apenas um souvenir e mulheres não podem ser amigas. Essas críticas são bem diretas e óbvias e, ao mesmo tempo que divertem, por exagerarem a situação, também apontam a falta de diversidade nesse tipo de produção.

Entretanto, apesar de satirizar comédias românticas, Megarrromântico acaba reforçando várias delas, principalmente no desenvolvimento do romance da protagonista. Entretanto, isso não me incomodou e não atrapalhou minha experiência, principalmente porque acho incrível que estejam surgindo mais produções que tenham mulheres gordas como protagonistas conquistando tudo que até então apenas mulheres magras conquistavam: sucesso, autoconfiança, amizade e, também, amor romântico. Afinal, é fácil criticar um clichê quando se está dentro dos padrões, não é mesmo? Para quem está à margem, o clichê não é tão fácil de conseguir. E, assim como ocorre em Dumplin’, Natalie chega onde chega sem necessidade de mudar quem ela é, mas sim abraçando suas características – que ela, acima de todos, é capaz de amar.

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Eu adorei Natalie e morri de rir com suas “aventuras” na realidade paralela. A personagem é carismática, divertida e causa simpatia no espectador. Seu melhor amigo, Josh, acaba sendo mais uma variação das interpretações de Adam DeVine (pelo menos as que eu já vi), mas ainda assim é um personagem fofo. Mas um dos que mais fazem rir é Blake, interpretado por Liam Hemsworth. O personagem é o típico ~bonitão bem-sucedido e, justamente por isso, é responsável por muitos e muitos clichês que arrancam boas risadas. A interação dele com Natalie é ótima!

Megarrromântico é um filme leve, curto e divertido, perfeito para uma tarde preguiçosa em que você quer um entretenimento despretensioso – que ainda consegue pincelar algumas críticas aos estereótipos e falar sobre amor próprio. E, apesar de não conseguir se desvencilhar de todos os clichês que critica, é sempre bom ver uma protagonista fora dos padrões estéticos ganhando espaço e voz. 😉

Título original: Isn’t It Romantic
Ano de lançamento: 2019
Direção: Todd Strauss-Schulson
Elenco: Rebel Wilson, Liam Hemsworth, Adam DeVine, Priyanka Chopra, Betty Gilpin, Brandon Scott Jones

Review: Capitã Marvel

Oi gente, tudo bem?

Capitã Marvel teve sua estreia no significativo dia 8 de Março, e a data não poderia ter sido melhor escolhida, considerando a força e a representatividade trazidas por Carol Danvers. Vamos conhecê-la? 😉

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Sinopse: Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-agente da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite. Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos, e assim vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson).

Carol Danvers é membro do time Starforce da raça alienígena Kree. Seu principal objetivo é acabar com os Skrulls, uma outra espécie que é capaz de mudar sua aparência para qualquer forma que tenham visto antes, o que possibilita que eles se infiltrem em diversos planetas. Porém, depois de uma missão mal-sucedida, Carol cai na Terra, junto de alguns Skrulls. Devotada à sua missão de capturá-los, ela acaba chamando a atenção do (muito mais jovem) Nick Fury, que inesperadamente se une a Carol ao ver de perto a ameaça dos Skrulls. Sabendo que os inimigos desejam encontrar uma tecnologia secreta, elaborada por uma mulher que faz parte do passado de Carol – cujas memórias da vida na Terra estão apagadas –, a dupla parte em busca de informações. O que encontram, porém, são verdades ocultas, segredos revelados e uma realidade totalmente diferente da que acreditavam.

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Depois de assistir a Capitã Marvel, ficou ainda mais nítido pra mim porque o filme sofreu boicotes no Rotten Tomatoes antes da estreia ou porque tem tanto machinho escroto reclamando pelo fato de Brie Larson ser feminista. Capitã Marvel não precisa fazer nenhum discurso verbal para atacar o machismo de forma contundente; o longa faz isso com maestria em todas as cenas em que Carol é menosprezada, diminuída e desmerecida. Por meio de flashbacks, conhecemos o passado – até então esquecido – da protagonista e, desde a infância, Carol sofreu todos os tipos de desencorajamento possíveis. Ao decidir entrar na Força Aérea, um campo tipicamente masculino, ela teve que lutar o dobro pra provar o seu valor. O filme se passa nos anos 80 e 90, mas estamos tão distantes assim dessa realidade? Acho que vocês sabem a resposta. De qualquer forma, o mais incrível nessas sequências do passado de Carol é ver que ela sempre levanta. Não importa que digam que ela não é capaz, que ela nunca vai conseguir, que aquele não é ambiente pra ela; ela sabe que consegue e sabe o que quer. Uma frase do filme resume tudo: ela não precisa se provar a ninguém. Nem nós, garotas, lembrem-se disso. 😉

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Dito isso, devo dizer que o filme é deveras divertido, equilibrando muito bem as cenas intensas de ação e os alívios cômicos. Que surpresa foi ver essa nova face de Nick Fury, que no longa é responsável por muitas falas cheias de humor. Seu relacionamento com o gato Goose arranca diversas risadas, mas sem necessidade de apelação ou piadas forçadas (viu, Thor: Ragnarok?). Além de Nick, temos duas personagens incríveis chamadas Maria e Monica Rambeau. Mãe e filha, as duas são o elo familiar de Carol e, assim como a protagonista, também são uma força da natureza: Maria é mãe solteira e também fez parte da Força Aérea, sendo uma mulher negra, corajosa e independente; Monica, ainda com sua pouca idade, já demonstra muita força de caráter e visivelmente se inspira nas duas mulheres fortes de sua vida. A amizade de Carol e Maria por si só já é inspiradora pois, além de mostrar uma relação entre mulheres – que estão na mesma profissão e almejam a mesma coisa – sem nem um pingo de rivalidade, as duas são fonte de apoio e impulsionam uma à outra em busca de seus sonhos.

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Ainda falando sobre representatividade, mais um aspecto a respeito de Carol foi totalmente desmistificado após a estreia do filme: vi muitos comentários na internet reclamando que Brie Larson não sorria e, por isso, a chamavam de “sem expressão”. Muitos dos que faziam essa reclamação logo traziam Gal Gadot e seu belo sorriso para a comparação, mostrando como deveria ser um filme de super-heroína. Pois bem, vamos lá: não é segredo que eu amei Mulher-Maravilha e acho que o filme abriu portas pra mostrar quão lucrativos e bem-sucedidos filmes protagonizados por heroínas podem ser. Mas essa exigência de sorriso e afabilidade é uma das expressões mais frequentes do machismo diário que sofremos. Quando um homem é sério, ele é determinado, focado, confiável. Quando uma mulher é séria – mesmo enfrentando todas as dificuldades que Carol enfrenta, por exemplo – ela é antipática e sem expressão. Então fica o recado: nós não somos obrigadas a sorrir. Cuidem das suas vidas e não dos nossos rostos, beleza? 🙂 E eu fico ainda mais puta com o fato de que essas críticas não tem cabimento: Carol Danvers sorri, faz piada, é divertida, debochada e é interpretada pela excelente Brie Larson. Mas, quando a porra fica séria, é óbvio que a personagem se comporta tal como a situação exige. Então caras, na boa… parem de forçar a barra.

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Enfim, seguindo adiante… Duas coisas pra mim não ficaram tão legais, mas nem de longe chegaram a estragar minha experiência com o longa. A primeira delas são os flashbacks do passado de Carol, cujo teor eu elogiei. Justamente por trazerem uma característica tão importante da personalidade de Carol, acho que poderiam ter sido mais bem estruturados, dando um pouco mais de tempo para o espectador absorvê-los. O segundo é a relação dos Kree com Ronan; eu só lembrava que Ronan era um Kree, mas não entendi bem qual o papel dele e qual o “cargo” na hierarquia. Talvez seja falta de memória em relação a Guardiões da Galáxia, mas enfim.

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Capitã Marvel não tem a intenção de ser o melhor filme da Casa das Ideias, nem o mais inovador em termos de enredo. E tá tudo bem! Seu papel é introduzir Carol Danvers ao MCU e mostrar o quão poderosa ela é – antes e depois dos poderes. Ao fazer isso, o filme faz diversas quebras de paradigmas no que diz respeito à representação de super-heroínas (e olha que eu posso falar disso com propriedade, já que foi o tema do meu TCC rs): Carol não precisa de um par romântico, trabalha em um ambiente tipicamente masculino, é forte e determinada, nunca desiste de seus objetivos e é uma fonte de coragem e inspiração. Vocês têm noção do que é ser mulher e poder ver isso no cinema? É impossível não vibrar. Ainda que o caminho seja longo no que diz respeito à representatividade, devo dizer que, como mulher e como nerd, saí da sessão com a esperança renovada, sabendo que as próximas gerações terão perspectivas ainda melhores sobre o que podem ser e fazer no mundo. Obrigada por ser parte disso, Carol!

Título original: Captain Marvel
Ano de lançamento: 2019
Direção: Anna Boden, Ryan Fleck
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law, Ben Mendelsohn, Lashana Lynch, Annette Bening