Review: Homem-Aranha no Aranhaverso

Oi gente, tudo bem?

Fui conferir o comentadíssimo Homem-Aranha no Aranhaverso e hoje conto pra vocês o que achei desse filme surpreendente.

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Sinopse: Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

Eu já tinha lido diversas críticas positivas em relação ao filme mas, ainda assim, fui de coração aberto sem saber bem o que esperar em relação à trama. Para a minha surpresa, o filme já me impressionou nas primeiras cenas pela incrível direção de arte: apesar de ser uma animação 3D, há referências claras a animações 2D e quadrinhos. Até alguns recursos das HQs estão lá, como balões de fala e hachuras, por exemplo. É muito prazeroso de assistir e um verdadeiro espetáculo visual!

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A história também convence: nessa realidade, Peter Parker já está estabelecido como Homem-Aranha. O novo protagonista é Miles Morales, um adolescente que acidentalmente também é picado por uma aranha radioativa, ganhando habilidades muito semelhantes às de Peter. Porém, o Rei do Crime causa a morte do Homem-Aranha original e, em uma experiência perigosa com um colisor de partículas, provoca uma espécie de buraco no espaço-tempo, trazendo para a nossa dimensão outras versões do Homem-Aranha. A missão de Miles a partir de então é cumprir a promessa que fez ao Peter Parker de sua dimensão antes que ele morresse: destruir o colisor e impedir que a realidade seja apagada. Para isso, ele precisa aprender a dominar os seus poderes e, obviamente, lidar com as responsabilidades (sorry não resisti rs).

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Miles é um personagem bastante carismático e com conflitos pessoais que fazem com que o espectador simpatize com ele. Há grandes expectativas por parte de sua família, que deseja que ele seja um estudante exemplar, mas não entendem que as paixões do garoto são a arte, a música e o grafitti. Seu tio Andrew parece ser o único capaz de compreendê-lo, mas ele não é exatamente bem-vindo em sua família. Esses detalhes sobre seu background e sobre sua personalidade enriquecem o personagem, que tem a difícil missão de conquistar um espaço que até então pertencia somente a Peter Parker.

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Os outros Homem-Aranha (e Mulheres-Aranha, por que não?) que chegam de diferentes dimensões também são ótimos. Há um Peter Parker do futuro (desiludido com a vida e já cansado), Gwen Stacy como Spider-Gwen, um Homem-Aranha Noir, outro vindo direto de um cenário de cartoon e uma Homem-Aranha inspirada em animes. É muito divertido como o filme brinca com as origens de cada um, fazendo uma retrospectiva rápida sobre suas histórias nos quadrinhos. Esse estilo narrativo é diferente de tudo que eu já vi antes e eu adorei o bom humor do longa em trazer esses elementos para o espectador de forma didática e engraçada.

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Falando em graça… Eu gargalhei DEMAIS assistindo a Homem-Aranha no Aranhaverso! O Peter Parker do futuro foi um dos maiores responsáveis por isso, mas de forma geral o tom do filme é alto astral. Apesar disso, o longa também foi capaz de me levar às lágrimas nos momentos necessários. Existem mortes importantes (como não ficar chocada ao descobrir que no universo de Miles Morales o Peter Parker morre?!) e diálogos que conseguem comover.

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Resumindo, Homem-Aranha no Aranhaverso é uma animação sensacional, que vale totalmente o ingresso do cinema. Além da riquíssima experiência visual, a trilha sonora também é envolvente e a trama nunca deixa de ser interessante. Se o universo atual do aracnídeo (interpretado por Tom Holland) não me causa muita euforia, podem ter certeza que Homem-Aranha no Aranhaverso conseguiu causar. Recomendo muito e já quero ver de novo! 😉

P.S.: essa participação do Stan Lee foi de aquecer e partir o coração ao mesmo tempo! 😢 ❤

Título original: Spider-Man: Into the Spider-Verse
Ano de lançamento: 2019
Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman
Elenco: Shameik Moore, Jake Johnson (XVI), Hailee Steinfeld, Mahershala Ali, Brian Tyree Henry, Lily Tomlin, Liev Schreiber, Stan Lee

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Review: Bird Box

Oi gente, tudo bem?

Depois de uma divulgação pesada, Bird Box (ou Caixa de Pássaros) chegou à Netflix. Eu não li o livro, então esse review vai ser baseado apenas no filme, ok?

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Sinopse: Uma misteriosa presença leva as pessoas ao suicídio. Cinco anos depois, uma sobrevivente e seus dois filhos saem em busca de um abrigo seguro.

O filme começa com Malorie, nossa protagonista, avisando duas crianças de que farão uma viagem perigosa e que eles não podem tirar a venda dos olhos de jeito nenhum. O trio parte então para uma viagem de barco rumo a um abrigo, e então a narrativa muda para cinco anos no passado, período em que Malorie está vivenciando uma gravidez aparentemente indesejada. Ela e sua irmã vão até o hospital para um exame de rotina mas, saindo de lá, as duas percebem que o caos subitamente se instaurou: as pessoas ao redor começam a agir estranhamente, machucando os outros ou a si próprias, cometendo suicídios por toda parte. Durante a tentativa de fuga, a irmã de Malorie parece enxergar algo apavorante, suicidando-se em seguida. Desesperada e sem rumo em meio à confusão, Mal é ajudada por um homem a chegar em uma casa na qual outras pessoas se refugiaram.

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Bird Box não é um filme que se proponha a explicar de onde surgiram as criaturas que induzem as pessoas a se suicidar (eu aposto em alienígenas). O foco do longa é trabalhar as emoções das pessoas que estão lutando para sobreviver  – o que me lembrou um pouco The Walking Dead e O Nevoeiro nesse sentido. A única coisa que fica claro é que, uma vez que você olha para as criaturas, você perde o controle de si mesmo e precisa se machucar ou machucar alguém próximo. Por isso, os sobreviventes fazem o possível para tapar cada janela, porta e fresta para o mundo exterior. O problema é que dentro da casa também existem desafios, já que o grupo é muito heterogêneo e com interesses e personalidades diferentes. Essa premissa poderia ser bem interessante, mas acaba sendo uma parte do filme bastante clichê e mal desenvolvida. Os personagens da casa são estereotipados e não cativam o espectador. 

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Bird Box até tentou criar uma conexão entre os personagens, mas não funcionou muito bem. Malorie e Tom são a dupla com mais química, e o desagradável Douglas acaba sendo necessário também pra mexer um pouco com os ânimos (por mais babaca que seja). Olympia, por outro lado, parece alguém totalmente fora da casinha. Não consegui “comprar” a aproximação dela com Malorie, especialmente porque essa amizade parece um tanto quanto indesejada pela segunda. As duas compartilham um momento de ternura envolvendo a gravidez (já que ambas estão com a gestação em uma fase aproximada), mas pra mim não foi forte o suficiente para o desenrolar com as crianças. Acho super estranho que a filha de Olympia pareça ter mais destaque que o filho de Malorie, inclusive. Entretanto, em termos de atuação isso foi positivo, já que a menina é a mais expressiva da dupla mirim.

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Sandra Bullock é um dos destaques do filme. Ela dá vida a uma protagonista forte e determinada, ainda que tenha dificuldades em lidar com seus sentimentos pelas crianças – já que fica claro no início do longa que talvez a maternidade não fosse algo desejado. O medo é bastante palpável, e ela usa da racionalidade para lidar com a situação, fazendo disso o pilar da criação dos filhos. Chega a ser estranho ver como Malorie interage com eles (de modo seco e rígido o tempo todo), mas também é possível compreender o estado de nervos fragilizado e permanente em que a personagem se encontra (e a vontade de fazer com que as crianças sobrevivam).

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Os momentos de tensão são dignos de um thriller e conseguiram me deixar apreensiva. Cenas como a busca por suprimentos, a sequência envolvendo Gary e a viagem pelo rio me deixaram atenta, e acredito que muito disso se deva ao mistério que envolve as criaturas e o medo daquilo que não conhecemos. Só de pensar na situação já é algo bastante aflitivo, por saber que a ameaça está à espreita e você não pode abrir os olhos para tentar se defender. Além das criaturas, os personagens também precisam enfrentar algo tão cruel quanto: os próprios seres humanos.

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Bird Box não é um filme perfeito, especialmente por ter muitas falhas ao desenvolver os personagens e a dinâmica entre eles. Contudo, a experiência não foi negativa. Sim, em alguns momentos senti que o filme estava se arrastando demais, mas em outros fiquei bastante aflita (que é o que espero de um thriller). O pano de fundo da trama assusta, assim como os desafios enfrentados por Malorie e seus filhos. Apesar de alguns defeitos no desenvolvimento, acho que vale a pena conferir! 🙂

Título original: Bird Box
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susanne Bier
Elenco: Sandra Bullock, Trevante Rhodes, John Malkovich, Danielle Macdonald, Tom Hollander, Sarah Paulson, Vivien Lyra Blair, Julian Edwards

Review: Aquaman

Oi pessoal, tudo certo?

Fui ao cinema conferir o elogiadíssimo Aquaman e hoje conto tudo pra vocês (sem spoilers!). ❤

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Sinopse: Filho do humano Tom Curry (Temuera Morrison) com a atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) cresce com a vivência de um humano e as capacidades metahumanas de um atlante. Quando seu irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, subjugando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a Arthur a tarefa de impedir a guerra iminente. Para tanto, ele recebe a ajuda de Mera (Amber Heard), princesa de um dos reinos, e o apoio de Vulko (Willem Dafoe), que o treinou secretamente desde a adolescência.

Se você é daqueles que achava o Aquaman um super-herói tosco e sem graça, digo apenas uma coisa: reveja seus conceitos, parça! 😂 O Aquaman de Jason Momoa é tão badass que consegue deixar até mesmo o uniforme amarelo e verde incrível. Vimos o personagem pela primeira vez em Liga da Justiça, mas em seu primeiro filme solo podemos conhecer mais de sua personalidade e história de origem.

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O filme se passa depois da Liga, mas traz muitos vislumbres do passado do herói: ele nasceu do amor de um humano, Tom, e uma atlante, mais especificamente a rainha de Atlantis, Atlanna (sim, repetitivo rs). A rainha fugiu de um casamento arranjado e acabou se apaixonando por Tom, na superfície, com quem teve o pequeno Arthur. Porém, alguns anos depois, ela retorna a Atlantis para proteger a sua família, já que o noivo abandonado enviou soldados para buscá-la, colocando Arthur e Tom em risco. Já no presente, vemos Arthur desempenhando seu papel heróico de modo mais “tímido”, geralmente ajudando marinheiros e combatendo piratas. Porém, a ação realmente começa quando a princesa Mera procura Arthur para informar que seu meio-irmão, Orm, está reinando em Atlantis e planejando um ataque devastador à superfície. O único modo de impedi-lo é Arthur reivindicar o trono.

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Apesar da trama simples e linear (a típica jornada do herói em sua fórmula mais óbvia), Aquaman consegue costurar cada acontecimento de modo muito satisfatório. A sequência dos fatos ocorre de modo bastante natural, dando muito sentido às escolhas e ações dos personagens. Arthur nunca desejou ser rei mas, ao perceber e ameaça que paira sobre a superfície, ele decide agir para impedir o meio-irmão. Essa decisão o leva em uma jornada em busca do Tridente do primeiro rei de Atlantis, cuja posse o legitima como verdadeiro Mestre dos Oceanos. Como aliados, Arthur conta como Vulko (um conselheiro real que, a pedido de Atlanna, o treinou durante a infância) e Mera (princesa de Xebel, um dos reinos marítimos aliados de Atlantis). A busca pelo tridente é cheia de cenas de ação incríveis, que mantêm o espectador entretido e animado.

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E o que dizer dos efeitos especiais? Parte do longa, obviamente, se passa embaixo d’água, e somos apresentados a diversas civilizações que existem no fundo do mar. A riqueza de detalhes das cidades submersas, bem como seus diferentes povos, encantam quem assiste. Atlantis é colorida, cheia de efeitos neon e criaturas interessantes. Além disso, a fluidez dos movimentos embaixo d’água é admirável, tornando tudo o mais verossímil possível (considerando as circunstâncias fantásticas, é claro rs).

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Jason Momoa é um ator extremamente carismático, que dá vida a um Aquaman meio fanfarrão, divertido e bem-humorado. As piadas têm um ótimo timing e trazem uma leveza MUITO bem-vinda aos filmes da DC. Apesar de ele não entregar uma performance tão boa em cenas mais dramáticas, isso não chega a prejudicar a experiência. Também gostei de Amber Heard como Mera. Ela é uma personagem bastante firme, um pouco autoritária e muito decidida, além de poderosa e badass (e é a cara da Scarlett Johanson!). A química entre os personagens funciona e, apesar das personalidades muito diferentes, eles se complementam muito bem.

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Os vilões são um pouco rasos, com motivações um tanto óbvias. Arraia Negra é um pirata que busca vingança pela morte do pai, enquanto Orm tem dois sentimentos principais guiando suas decisões: ressentimento de Arthur (pois o culpa pela morte da mãe) e ódio da superfície (pela poluição e desrespeito com o mar). Nesse cenário, Orm acaba sendo mais interessante, apesar da reflexão bastante superficial sobre os danos causados pelos humanos à vida marinha.

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Aquaman foi um BAITA acerto da DC esse ano, sendo um filme divertido, fluido e coerente. O tom do longa também é ótimo, entregando uma história eficiente com uma dose de humor acertada e bem-vinda. Os efeitos especiais encantam e a performance dos atores é competente, com destaque para o carisma de Jason Momoa. Resumindo: assistam!

Título original: Aquaman
Ano de lançamento: 2018
Direção: James Wan
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Nicole Kidman, Temuera Morrison, Dolph Lundgren

Review: Sexy Por Acidente

Oi pessoal, tudo bem?

Estou bem louca das comédias românticas ultimamente, então hoje vim falar sobre mais uma que eu conferi nas últimas semanas: Sexy Por Acidente.

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Sinopse: Renee (Amy Schumer) convive diariamente com insegurança e baixa autoestima por conta de suas formas físicas. Depois de cair e bater a cabeça numa aula de spinning, ela volta a si acreditando ter o corpo que sempre sonhou e assim começa uma nova vida cheia de confiança e sem medo de seguir seus desejos.

Renee trabalha no departamento digital de uma grande marca da indústria cosmética feminina. Tendo como escritório um porão apertado e como colega um cara super ranzinza, o maior sonho de Renee é virar recepcionista no prédio principal da marca. Entretanto, seus problemas de autoestima – que envolvem principalmente seu corpo, considerado acima do peso – fazem da protagonista uma mulher bastante insegura. Contudo, em uma aula de spinning, um acidente faz com que ela bata a cabeça e… tudo muda!

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Em primeiro lugar, preciso elogiar a atuação da Amy Schumer. Que atriz engraçada e carismática! Após Renee bater a cabeça, sua visão se transforma e ela passa a enxergar a si mesma como uma mulher deslumbrante, de corpo escultural. Mas o maior acerto do filme é manter Amy Schumer no papel, em vez de substituí-la para mostrar o que Renee está enxergando. É justamente essa decisão que 1) torna tudo tão engraçado, porque a personagem segue a mesma, mas muda totalmente de postura e 2) evidencia justamente como a única coisa que faltava em Renee não era uma aparência de top model, mas sim autoconfiança. E assistir Renee flertando sem medo, dançando sem nenhuma vergonha e falando sobre seu próprio corpo escultural enquanto as pessoas ao redor ficam “ué, por que ela tá agindo assim do nada?” é engraçado demais.

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Ao longo da trama, a recém-adquirida autoconfiança de Renee faz com que a personagem alce voos cada vez mais altos. Creditando todas essas conquistas apenas a seu novo corpo, a personagem acaba deixando parte de sua personalidade para trás, o que a afasta das pessoas próximas e a distancia de sua verdadeira essência. Entretanto, como todo bom clichê de comédia romântica, Renee precisa enfrentar esses dilemas e entender quem ela é de verdade: uma mulher interessante, engraçada e bonita do jeito que ela é. Suas conquistas não são originadas de uma beleza irrefutável e óbvia, mas sim do conjunto de características que a tornam única.

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Sexy Por Acidente tem muitas cenas engraçadas e trata de um ponto muito importante: a autoestima feminina e a cobrança excessiva por padrões. É possível ser bonita e feliz sem necessariamente ter um corpo de modelo da Victoria’s Secret. Existem diversos fatores que nos fazem quem somos, e o corpo é apenas um deles. Lição válida e sempre necessária! 😉

Título original: I Feel Pretty
Ano de lançamento: 2018
Direção: Abby Kohn, Marc Silverstein
Elenco: Amy Schumer, Michelle Williams, Rory Scovel, Busy Philipps, Aidy Bryant, Tom Hopper

Review: Com Amor, Simon

Oi pessoal, como estão?

Demorei, mas finalmente assisti ao fofíssimo Com Amor, Simon! ❤

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Sinopse: Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de escola, anônimo, com quem troca confidências diariamente via internet.

Simon tem uma vida praticamente normal: tem pais amorosos, uma irmã mais nova de quem ele gosta, amigos incríveis e uma rotina confortável. O problema é que ele esconde um segredo: ele é gay. Tentando entender como se sente, Simon não tem coragem de contar a ninguém (nem mesmo a Leah, sua melhor amiga desde os 4 anos) a respeito disso. Até que, em uma página da escola, um aluno admite sua homossexualidade em uma postagem anônima – sob o pseudônimo de Blue –, o que inspira Simon a criar um e-mail secreto para entrar em contato com ele.

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Existem dois fatores centrais que movem a trama de Simon: o primeiro deles é a chantagem que o rapaz sofre por parte de Martin, um colega de escola apaixonado por uma das amigas do protagonista. Para que seus e-mails com Blue não sejam espalhados pela escola, Simon aceita “dar uma de Cupido”, o que resulta em diversas mentiras e mágoas pelo percurso. O segundo ponto são os diálogos entre Simon e Blue: é muito fofo ver Simon se apaixonando e a química entre os dois rolando solta. E, é claro, as cenas em que Simon tenta adivinhar quem é Blue (projetando suas expectativas em cada possível candidato que vai surgindo) são muito engraçadas.

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Com Amor, Simon trata a homossexualidade com muita naturalidade, do jeito que deve ser. O romance é tão bem desenvolvido quanto em qualquer comédia romântica heterossexual, e o espectador shippa e torce para que Simon e Blue tenham uma chance de ficar juntos. Além disso, o filme também mostra como, em pleno século XXI, existem pessoas babacas prontas a julgar e a debochar de quem é diferente. Contudo, apesar dessas cenas existirem, Com Amor, Simon é bastante leve nesse sentido: o rapaz não sofre problemas com a família ou preconceitos mais graves – o que, infelizmente, ainda está longe da realidade da maioria dos jovens da comunidade LGBT. Por outro lado, quem disse que todos os filmes que tratem da homossexualidade precisam ter um viés mais pesado? Vale lembrar que a proposta do longa é ser uma comédia romântica fofa mesmo, e não uma trama mais reflexiva e dramática. Além disso, é muito bacana ver filmes voltados ao público jovem que falem da descoberta do amor e da sexualidade de modo tão tranquilo e positivo. ❤

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Com Amor, Simon tem ótimos personagens, atuações cativantes e um romance pelo qual vale a pena torcer. É um daqueles filmes que te deixa sorrindo e com o coração quentinho quando termina. Adorei e recomendo! ❤

Título original: Love, Simon
Ano de lançamento: 2018
Direção: Greg Berlanti
Elenco: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Jorge Lendeborg Jr., Keiynan Lonsdale, Jennifer Garner, Josh Duhamel

Review: Nasce Uma Estrela

Oi gente, tudo bem?

Fui conferir o tão aguardado Nasce Uma Estrela, com Lady Gaga e Bradley Cooper, e hoje trago pra vocês minha opinião sobre esse filme lindo e devastador. ❤

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Sinopse: Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.

Jackson Maine é um cantor famoso, mas que enfrenta o declínio de sua carreira devido a problemas relacionados ao alcoolismo e abuso de drogas. Em uma noite, após um show, ele vai para um bar e acaba assistindo à apresentação de Ally, uma garçonete que se apresenta no local cantando covers após o expediente. Jack fica encantado pela voz e pelo talento de Ally e a convida para sair depois da apresentação, dando início a um relacionamento cheio de paixão e intensidade. Jack começa a incentivar Ally a cantar suas próprias composições e, conforme a moça vai ganhando os holofotes, o próprio Jack vai perdendo prestígio, graças a um problema auditivo que vai se agravando e, é claro, ao seu abuso de substâncias.

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Gente, por onde começar a falar desse filme que mexeu TANTO comigo? Pra começo de conversa, preciso dizer que saí do cinema lavada de lágrimas. Mais de uma hora depois da sessão, quando eu pensava no filme eu ficava com vontade de chorar. Nasce Uma Estrela conta uma história de amor tão profunda, mas tão cheia de percalços, que é difícil não se emocionar. Grande parte do mérito do filme fica por conta da química inegável entre Bradley Cooper e Lady Gaga: é delicioso assistir à história de amor deles começando, a admiração que Jack sente por Ally, o apoio que ela sempre dedica a ele (mesmo nos momentos mais sombrios). Além disso, a direção delicada e nada apelativa de Cooper, focada nas expressões e emoções dos personagens, também merece elogios.

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As atuações do casal protagonista também merecem destaque. Bradley Cooper traz ao espectador um Jack carismático, mas extremamente problemático. O personagem tem problemas para lidar consigo mesmo, o que fica evidente em seu olhar, no seu modo de encarar o chão e, obviamente, na dependência química. A primeira cena do filme já deixa claro que o personagem consome drogas e álcool em um nível alarmante, chegando até mesmo a apagar por causa disso. Entretanto, por mais mancadas que ele dê e por mais “quebrado” que Jack seja, Bradley Cooper conseguiu transformá-lo em alguém por quem sentimos empatia (especialmente porque é nítido o amor e a ternura que ele sente em relação a Ally). A gente torce por Jack, torce para que ele supere tudo isso, e esse sentimento não seria possível sem a atuação sensível de Cooper.

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Lady Gaga, por sua vez, me surpreendeu. Devo admitir que, nas cenas mais descontraídas e leves, sua atuação não me impressionou, principalmente pela falta de naturalidade. Entretanto, nas cenas de grande carga e intensidade dramática, Gaga me conquistou com sua atuação cheia de sentimento: seu olhar intenso dizia tudo, e a emoção transbordava. Mas se o casal principal é o foco de Nasce Uma Estrela, não posso deixar de mencionar outro personagem importante: Bobby, irmão mais velho de Jack. Uma das cenas protagonizadas pelos dois, com pouquíssimos diálogos, me levou às lágrimas. A atuação de Sam Elliott (que eu só tinha visto na comédia Grace and Frankie) me comoveu, e um simples olhar vermelho e marejado foi capaz de me emocionar profundamente.

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Outro acerto do filme está em não ser preto e branco, mas cinza. Em vários momentos a gente discorda da atitude dos personagens, mas as compreende. Jack, por exemplo: apesar de sentirmos empatia por ele, os ciúmes do cantor em relação ao sucesso de Ally demonstra uma falha de caráter grave. Ally, por outro lado, também traça um caminho que divide opiniões: ela é completamente apaixonada e leal a Jack, estando ao lado dele em diversos momentos; entretanto, ela parece trair sua própria essência ao se “vender” à indústria pop. Essa é uma crítica bastante importante de Nasce Uma Estrela: assim como Lady Gaga na vida real, Ally precisou se encaixar em padrões estéticos e musicais para atingir o estrelato e chegar ao show business. A mudança na sua aparência e no caráter de suas canções é nítido e, apesar da personagem parecer lidar bem com isso, é difícil não sentir uma pontada no coração por perceber sua essência sendo alterada e moldada para caber no modelo comercial da indústria fonográfica. 😦

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Por último, mas não menos importante: e as músicas, minha gente? Que hino de trilha sonora. Lady Gaga ofusca tudo ao seu redor quando coloca a emoção e a sua voz nas canções. A cena em que Ally canta Shallow pela primeira vez, no estacionamento, arrepiou cada centímetro do meu corpo. Bradley Cooper também se sai muito bem com seu estilo country rock, e as vozes combinadas são ótimas. O mais bacana é perceber como as letras se encaixam com os diversos momentos do filme, revelando um pouco mais do que a cena mostra.

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Sentimentos sobre o final (parágrafo com SPOILERS, pule para o próximo se quiser evitá-los): QUE FINAL DEVASTADOR! Achei o filme um pouco corrido depois da cena no Grammy, e o diálogo de Jack com seu colega da reabilitação não foi suficiente para que eu assimilasse sua depressão e suicídio iminentes. E QUE ÓDIO DO EMPRESÁRIO DA ALLY! Ele não tinha o direito de interferir na vida do casal daquela forma. 😦 Era decisão dela permanecer ou não com Jack, e seu discurso irresponsável tirou não apenas seu direito de escolha, como a vida de Jack. Como eu queria que ela descobrisse e o demitisse!

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Nasce Uma Estrela mexeu muito comigo: me fez sorrir, me arrepiou, me emocionou, me fez chorar… me marcou. É um daqueles filmes que ficam na memória porque são capazes de mexer com nossas emoções e sentimentos. Atuações sensíveis, uma história de amor linda e trágica e uma trilha sonora de tirar o fôlego fazem de Nasce Uma Estrela um filme que merece o hype e precisa ser visto. Recomendado e favoritado!

Título original: A Star Is Born
Ano de lançamento: 2018
Direção: Bradley Cooper
Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Rafi Gavron, Anthony Ramos

Review: Felicidade Por Um Fio

Oi gente, tudo bem?

Sexta-feira estreou um filme que vinha sendo muito aguardado por mim: Felicidade Por Um Fio!

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Sinopse: Uma publicitária perfeccionista com problemas na vida amorosa embarca em uma jornada de autoconhecimento que começa no visual radicalmente novo.

Violet é a definição de uma mulher de sucesso: bonita, bem-sucedida, tem um apartamento dos sonhos, está sempre impecável e em breve será pedida em casamento pelo médico com quem namora. Ou, pelo menos, é isso que ela pensa. Quando os planos não saem como o esperado e o relacionamento termina, Violet passa pela clássica fase pós-término de sair para beber, e é numa noite dessas em que ela tem um surto emocional e… raspa a cabeça! A partir desse acontecimento, Violet precisa repensar sua relação com os outros mas, principalmente, consigo mesma.

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Não sei nem por onde começar a elogiar esse filme, gente, sério! Em 2016 eu passei pela transição capilar e fiz o big chop (grande corte) para tirar o que restava da progressiva. Não vou mentir: não foi fácil e até hoje não é, mas desde então venho me redescobrindo e aprendendo a lidar com meu cabelo natural. Por isso, me identifiquei de cara com Violet e seus dilemas. No caso da protagonista, tudo fica ainda mais acentuado pelo fato dela ser uma mulher negra: a primeira cena do filme já coloca em perspectiva as diferenças de como crianças brancas e crianças negras têm preocupações (e tratamentos) diferentes no que diz respeito ao seu cabelo. Violet cresceu achando que, se seu cabelo não estivesse perfeitamente liso e alinhado, ela jamais seria considerada bonita. E, quando paramos para pensar que ser bonita é uma das maiores cobranças sofridas pelas mulheres, é ainda mais difícil aceitar um cabelo que foge totalmente do padrão amplamente aceito.

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Nesse contexto, o longa mostra de maneira nítida a importância da família na construção da autoestima: enquanto Violet cresceu sendo tolhida pela mãe, ensinada a odiar o seu cabelo natural, Zoe (uma menininha por quem Violet se afeiçoa) tem um pai cabeleireiro que exalta sua beleza natural todos os dias, o que proporciona o ambiente ideal para que sua autoestima seja construída. A publicidade também recebe sua parcela de culpa, e Violet percebe isso somente após raspar o cabelo. Se antes ela era uma especialista em comerciais de produtos femininos, depois de sua mudança (interna e externa), Violet percebe que os comerciais repetem padrões excludentes, trazendo poucas formas, corpos e possibilidades diferentes. Felicidade Por Um Fio basicamente joga na nossa cara algo que deveria ser óbvio: representatividade importa!

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Outra questão envolvendo esse filme que me deixou apaixonada por ele é o crescimento pessoal de Violet. Depois que ela raspa o cabelo, ela acaba se aproximando de Zoe e de seu pai, Will. Ela os havia conhecido em uma circunstância hostil no salão de Will, mas com o passar do tempo uma amizade (e posterior interesse romântico) surgem. Acontece que Will não é o responsável pelo amadurecimento (ou pela “salvação”) de Violet e de sua autoestima. Ele ajuda, claro, reforçando o quanto ela é bonita como é, mas não é o relacionamento com Will que transforma Violet na mulher que ela pode ser. A empoderada Zoe tem um forte papel ao inspirar Violet, e as amigas da protagonista também ajudam muito no processo. Mas a grande responsável pela mudança é a própria Violet: a protagonista se permite experimentar coisas novas, entender o que deseja para si mesma, observar o mundo sob uma nova perspectiva, fazendo com que ela evolua como mulher e como profissional. Felicidade Por Um Fio acerta MUITO nisso, dando tempo a Violet para se redescobrir; afinal, não é do dia para a noite que a autoaceitação vem (depois de toda uma construção de vida dizendo o contrário) e tudo muda ao seu redor.

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Por fim, o final do filme não é clichê. Apesar de ser uma comédia romântica, o longa acerta em focar na sua protagonista, e eu atribuo isso à sensibilidade de uma diretora mulher. Uma das frases que mais me marcaram é quando Violet diz que, quando parou de gastar tanta energia com o cabelo, passou a ter mais tempo para si mesma e para outros aspectos importantes de sua vida. Vou tentar seguir esse conselho. ❤ Em suma, Felicidade Por Um Fio traz um enredo muito crível com uma protagonista relacionável, com uma trama que respeita a trajetória de Violet. As portas para o amor ficam abertas, mas a verdade é que toda a trama é sobre ela, e não sobre um possível amor salvador. Se eu amei? Eu amei MUITO!

Título original: Nappily Ever After
Ano de lançamento: 2018
Direção: Haifaa Al-Mansour
Elenco: Sanaa Lathan, Lyriq Bent, Daria Johns, Ricky Whittle, Lynn Whitfield, Ernie Hudson, Brittany S. Hall, Camille Guaty