Review: El Camino: A Breaking Bad Movie

Oi pessoal, tudo bem?

Quem já leu minha resenha de Breaking Bad sabe que minha relação com a série foi do ódio ao amor, e eu terminei de assisti-la totalmente impressionada com a qualidade narrativa e técnica. Portanto, era óbvia minha ansiedade para conferir El Camino: A Breaking Bad Movie, o longa da Netflix que mostra o desfecho da jornada do meu personagem favorito: Jesse Pinkman. Por tratar-se de um epílogo, há spoilers da série!

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Sinopse: O fugitivo Jesse Pinkman tenta superar o passado. Escrito e dirigido pelo criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, e estrelado por Aaron Paul.

Após ser sequestrado, ver a mulher que gostava ser assassinada, ser torturado de todas as formas e finalmente conseguir escapar de Todd, Jack e seus capangas, o último vislumbre que tivemos de Jesse foi dele pilotando o carro que roubou de seus captores (um El Camino, que dá nome ao filme) com os olhos marejados e uma sensação de êxtase. Mas e o que acontece depois? Jesse consegue se recuperar psicologicamente? Ele é preso? Ele foge? São perguntas que o longa vem para esclarecer.

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Ao longo das cinco temporadas de Breaking Bad, sempre ficou nítido para mim que Jesse era uma pessoa que tomou decisões erradas, trilhou um caminho ruim, mas tinha um coração essencialmente bom. Senti muita pena de todas as vezes em que ele tentou se desvencilhar de Walter (conhecido como o personagem mais egoísta do mundo, te odeio Walter White bjs) e fiquei de coração partido quando ele foi capturado e torturado na reta final da trama. Por todos esses motivos, mesmo sabendo que o personagem tem sua parcela de culpa em tudo que aconteceu, eu sempre torci por ele, para que ele conseguisse mudar de vida e encontrar a felicidade. El Camino vem para mostrar como essa jornada se desenrola, afinal, os traumas, o remorso e a culpa que acompanham Jesse são profundos.

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Apesar de descobrirmos mais sobre o tempo de Jesse em cativeiro e também vislumbrarmos as cicatrizes (literais e metafóricas) que toda a vivência do personagem deixou, El Camino não se concentra tempo demais em torno desse drama, evitando superexpor as cenas de sofrimento. A história é ágil, direta, objetiva: são 2h e 2 minutos de duração que têm um ritmo muito semelhante ao da série, fazendo com que o longa pareça um episódio mais duradouro de Breaking Bad. Com adição de alguns flashbacks para contextualizar certas situações, El Camino ainda nos agracia com a possibilidade de matar a saudade de alguns personagens (ou de odiá-los mais um pouquinho rs). Porém, fica um pequeno alerta: mesmo com o resumo no início, há alguns detalhes da trama original que eu não consegui me lembrar tão bem quanto gostaria. O filme contextualiza depois, mas talvez valha a pena assistir à quinta temporada de novo, ou pelo menos aos episódios finais, caso você também fique com a sensação de “hmmm quem é esse mesmo?”. 😛

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Outro aspecto incrível sobre El Camino é a consistência em relação à série. Vince Gilligan conseguiu recriar toda a atmosfera de Breaking Bad mesmo 6 anos após seu fim. E olha que eu não sou a maior entusiasta de spin-offs! Aaron Paul, por sua vez, retoma todo o peso dramático com qual Jesse terminou na series finale e desenvolve os desdobramentos disso com perfeição, até chegar ao ponto de esperança e renovação para o personagem. E o que dizer da fotografia? Assim como sua contraparte televisiva, que trazia cenas icônicas, El Camino também tem momentos tão belos quanto a produção que o antecede. Destaque para um dos cenários finais, que traz toda a sensação de liberdade que a narrativa inteira buscou.

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El Camino é a história que os fãs de Breaking Bad não sabiam que precisavam: um desfecho digno para Jesse, que finalmente teve a chance de tomar as rédeas da própria vida. O longa faz isso com respeito ao legado da série, com consistência em relação a tudo que faz de Breaking Bad o que ela é e, principalmente, dá protagonismo ao personagem que foi usado como um fantoche em diversos momentos da produção original. Ter a chance de ver Jesse como alguém livre da influência de Walter, com a possibilidade de fazer o que quiser com essa liberdade, foi revigorante. Porque, ao contrário de Walter, Jesse é alguém cuja humanidade nunca desapareceu, apesar dos crimes cometidos. E é nessa humanidade que a gente aposta. 🙂

Título original: El Camino: A Breaking Bad Movie
Ano de lançamento: 2019
Direção: Vince Gilligan
Elenco: Aaron Paul, Jonathan Banks, Matt Jones, Charles Baker, Jesse Plemons, Tom Bower

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Review: It – Capítulo 2

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de um longo período cheeeio de expectativa, It – Capítulo 2 chegou aos cinemas e é claro que eu corri para conferir! 🎈

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Sinopse: 27 anos depois dos eventos de “It A Coisa”, Mike (Isaiah Mustafa) percebe que o palhaço Pennywise (Bill Skarsgard) está de volta à cidade de Derry. Ele convoca os antigos amigos do Clube dos Otários para honrar a promessa de infância e acabar com o inimigo de uma vez por todas. Mas quando Bill (James McAvoy), Beverly (Jessica Chastain), Ritchie (Bill Hader), Ben (Jay Ryan) e Eddie (James Ransone) retornam às suas origens, eles precisam se confrontar a traumas nunca resolvidos de suas infâncias, e que repercutem até hoje na vida adulta.

27 anos após a luta com Pennywise na casa amaldiçoada, o Clube dos Otários (agora separado) vive suas próprias vidas. Porém, após um assassinato homofóbico brutal, Mike Hanlon o único que ficou em Derry toma a decisão de ligar para cada um dos membros do grupo, a fim de relembrá-los da promessa feita tantos anos antes: se o Palhaço Dançarino voltasse, eles também voltariam para acabar de uma vez por todas com a ameaça. Uma vez reunidos novamente, os membros do Clube dos Otários precisam enfrentar não apenas Pennywise, mas principalmente as lembranças dolorosas que eles pensavam ter esquecido, bem como seus medos mais profundos.

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O mais complicado quando você ama muito uma produção que terá continuação é que, inevitavelmente, as expectativas vão lá pro alto. E, quando elas não são atendidas, a queda também é grande. E foi isso que senti assistindo It Capítulo 2. 😦 Eu sou completamente apaixonada pelo primeiro filme, mas infelizmente não consegui me conectar ao desfecho da história.

Eu não sou fã de filmes de terror, e It A Coisa é uma exceção justamente porque foge da fórmula tradicional. Ele me remete a uma vibe Stranger Things, quase uma aventura mais sombria, e foca na história e na forte conexão do Clube dos Otários. It Capítulo 2, entretanto, peca ao substituir esses elementos por jump scares e excesso de efeitos especiais. Falando primeiro dos jump scares: além de extremamente cansativos, eles roubam tempo de tela de cenas que, para mim, são realmente assustadoras, envolvendo a persuasão ameaçadora de Pennywise. Para mim não há jump scare que ganhe da tensão que a cena do bueiro com Georgie me causou, por exemplo. Em relação aos efeitos especiais, eles são usados com demasia, beirando o ridículo em diversos momentos. O fato do filme ter focado menos nos personagens e mais nos sustos me decepcionou, porque o que me fez gostar de It foram justamente… os personagens!

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Além disso, é nítido que o longa tem uma “barriga” narrativa no segundo ato, quando cada membro do grupo precisa partir em uma missão individual que faz parte do plano para acabar com a Coisa. Essa parte da narrativa me causou uma sensação de tipo “okay, move oooon”. Em parte essa sensação aconteceu porque a trama traz de volta um antigo inimigo que é totalmente dispensável e só serve para tornar a história mais longa do que o necessário (são quase 3h de duração). E, para concluir as críticas negativas, devo mencionar os erros de continuidade: tudo bem, isso pode ser chatice minha, mas eu assisti ao filme 1 no dia anterior para “aquecer” e, como estava com a memória fresca, percebi cenas refilmadas que estavam diferentes das originais rs. Acho isso bem amador, ainda mais em uma superprodução, cês me desculpem hahaha!

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Porém, não posso deixar de exaltar as qualidades que o filme também tem. O casting foi sensacional e é possível enxergar cada um dos membros originais nos atores adultos. Gostaria de destacar o Richie de Bill Hader, que traz a mesma essência que Finn Wolfhard imprimiu no personagem no longa anterior. De maneira geral, todos os atores se saem muito bem, mas confesso que esperava mais de Jessica Chastain: pra mim, ela não conseguiu invocar o carisma que Sophia Lillis concedeu à versão adolescente de Beverly (cuja personalidade forte ficou apagada na vida adulta). O fato de existirem muitos flashbacks envolvendo o elenco infantil também não ajudou muito no desenvolvimento de suas contrapartes adultas, já que o filme os coloca em comparação o tempo todo (mesmo que de modo não intencional).

Outra coisa bacana envolvendo os personagens é que são reveladas informações a respeito deles que seu predecessor não tinha abordado. Isso dá a eles mais profundidade, mas também explica algumas situações e reações: a culpa de Bill ganha um novo significado, assim como Richie e seus (reais) medos são aprofundados – algo que não aconteceu no primeiro filme, em que ele era mais um alívio cômico.

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Eu não li o livro, mas sei que o Stephen King estava completamente drogado na época em que escreveu It (o que gerou situações bem polêmicas, tipo a cena de sexo infantil). Não sei avaliar o desfecho do filme, mas sendo alguém que apenas assistiu à adaptação, confesso que esperava um encerramento melhor, uma explicação mais estruturada sobre a Coisa. A maneira como eles a derrotam me pareceu bobinha, não condizente com a ameaça que a criatura tinha sido até então. Enfim…

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Eu não odiei It – Capítulo 2, mas dizer que gostei eu também não posso. 😦 Fiquei cansada dos jump scares, achei os efeitos especiais das criaturas bem toscos e senti falta do maior desenvolvimento das emoções dos personagens e de sua ligação. A atmosfera que fez com que eu me apaixonasse pelo primeiro longa não existe aqui e, pra mim, foi isso que fez toda a diferença. Ainda assim, It enquanto obra vale a pena, porque vai além dos argumentos clássicos do terror e abordando muito mais os traumas de infância e os medos que carregamos conosco (muitas vezes) por toda a vida. E vocês, já assistiram It Capítulo 2? Me contem o que acharam nos comentários!

P.S.: o que dizer da aparição ~Marvel que rolou? Entendedores entenderão. 😛

Título original: It Chapter Two
Ano de lançamento: 2019
Direção: Andy Muschietti
Elenco: James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader, James Ransone, Jay Ryan (III), Isaiah Mustafa, Bill Skarsgård, Andy Bean

Review: Como Ser Solteira

Oi gente, tudo bem?

Na vibe das comédias românticas despretensiosas, acabei assistindo a Como Ser Solteira, um filme do qual nunca tinha ouvido falar, mas que acabou me surpreendendo.

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Sinopse: Alice (Dakota Johnson) acabou de sair de um relacionamento e não sabe muito bem como agir sem outra metade. Para sua sorte, ela tem uma animada amiga (Rebel Wilson), especialista na vida noturna de Nova York, que passa a ensiná-la como ser solteira.

Alice é uma jovem acostumada a estar em relacionamentos. Estando em um namoro duradouro com Josh, ela resolve “dar um tempo” para se descobrir. Alice logo percebe que cometeu um erro e, ao tentar voltar com o rapaz, descobre que ele já seguiu em frente. A partir desse momento (e do sofrimento causado pelo término real oficial), a jovem começa a descobrir um novo jeito de viver, aproximando-se de sua nova amiga de trabalho (a solteira inveterada, Robin) e experimentando novas possibilidades. Além da jornada de Alice, o filme também traz de maneira um pouco menos aprofundada os dramas amorosos de Meg (irmã de Alice, que sempre prioriza a carreira e evita relacionamentos) e Lucy (a romântica que não perde a esperança de encontrar o cara ideal).

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Com os diversos núcleos de personagens, o filme me lembrou outras comédias românticas semelhantes, como Ele Não Está Tão Afim de Você. Ao longo da 1h50 de duração, Como Ser Solteira vai nos conduzindo pelas delícias e dificuldades de não ter um relacionamento, enquanto explora o jeito de cada personagem lidar com a situação. Existem os clichês, obviamente, como o barman gostosão que não abre mão da solteirice, mas se apaixona pela pessoa mais improvável. Mas quem disse que eu ligo pra clichês em comédias românticas? Gosto e assumo. 😂 Contudo, mesmo com os clichês, o filme também traz algumas quebras de expectativas. Quando pensamos que determinado personagem vai ter um desfecho X, a condução da narrativa o leva para o caminho Y. Isso é bem legal, porque tira a obviedade de alguns plots e nos traz algumas surpresas bem-vindas.

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Mas, sem dúvidas, a trama mais interessante é justamente a de Alice (apesar da performance nada surpreendente de Dakota Johnson, com sua Anastasia 2.0). Existe uma pressão social bem grande para que encontremos um grande amor e, tratando-se das mulheres, isso é redobrado. Se para um homem ser solteirão não é um problema, para mulheres isso (ainda) traz um estigma negativo. E Alice é a jovem que nunca soube ficar sozinha, tendo sua vida orbitando em torno de uma relação; quando ela é forçada a encarar o mundo por si mesma, transformações incríveis acontecem de dentro para fora. Por mais que doa em alguns momentos, é um processo fundamental. Afinal, é impossível estar pleno e feliz ao lado de alguém quando você mesma não se conhece, e essa é a lição mais bacana que o filme traz.

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Como Ser Solteira é uma comédia romântica bacana, com cenas divertidas e até mesmo algumas reviravoltas. Assisti sem nenhuma expectativa e acabei me surpreendendo, pois o filme conseguiu me entreter e me fazer refletir – mesmo que de modo mais superficial. Não é inesquecível e nem vai marcar a sua vida, mas com uma pipoquinha e um cobertor vale muito a pena conferir! 😀

Título original: How to be Single
Ano de lançamento: 2016
Direção: Christian Ditter
Elenco: Dakota Johnson, Rebel Wilson, Leslie Mann, Alison Brie, Anders Holm, Nicholas Braun, Jason Mantzoukas, Damon Wayans Junior

Review: O Rei Leão (e diferenças do original!)

Oi gente, tudo bem?

Esse momento finalmente chegou e eu não poderia estar mais ansiosa pra escrever a resenha de O Rei Leão, também conhecido como meu filme favorito da vida! ❤

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Sinopse: Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar (Chiwetel Ejiofor) faz com que Mufasa (James Earl Jones), o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote. Consumido pela culpa, Simba deixa o reino rumo a um local distante, onde encontra amigos que o ensinam a mais uma vez ter prazer pela vida.

Acho que é desnecessário falar qualquer coisa a respeito do enredo, né? Um clássico que a maioria já conhece, O Rei Leão mora no coração de muita gente, e também mora no meu. Por se tratar do meu filme favorito, é bem provável que essa resenha fique bastante pessoal, mas é impossível falar desse longa sem relacionar com as minhas memórias afetivas e com momentos importantes da minha vida. Dito isso, vamos descobrir o que achei da nova versão hiper-realista de Jon Favreau?

Adaptando praticamente quadro a quadro a animação de 1994, O Rei Leão retorna aos cinemas com aparência totalmente repaginada: o nível de realismo do live-action impressiona. Cada detalhe da grama, cada pelo de cada animal, tudo nos faz acreditar que aquilo não é CGI, mas real. E essa verossimilhança se aplica até mesmo nas canções: um belo exemplo é I Just Can’t Wait To Be King, em que Jon Favreau encontrou uma excelente solução para torná-la divertida, mas sem a psicodelia que a animação original permitia. 

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Apesar de visualmente encantador, o hiper-realismo cobra um preço: as vozes dos dubladores dão o tom e nos guiam pelas emoções dos personagens, mas inevitavelmente o novo O Rei Leão perde um pouco em expressividade. Nas cenas felizes esse aspecto não se sobressai, ficando mais evidente nas cenas mais dramáticas. Eu diria que esse é o principal (e um dos poucos rs) defeito do filme, já que O Rei Leão tem uma história bastante emocional.

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Falando em emocional… bom, eu chorei já nos primeiros segundos de Circle of Life. Como eu disse, O Rei Leão evoca em mim sentimentos bem intensos e me transporta diretamente para a minha infância. Além disso, também faz com que eu me recorde do meu pai (que faleceu quando eu tinha 12 anos), uma das pessoas com quem eu assistia ao filme milhares de vezes. Não é um assunto no qual eu fale sempre, mas é impossível não rememorar essas vivências (e meu pai, é claro) ao assistir ao novo O Rei Leão. 

E, é claro, o mérito também fica por conta da trilha sonora, que é intensa, emocionante e clássica: da primeira aparição de Simba até à morte de Mufasa, as canções originais estão presentes e fazendo o espectador lembrar daquilo que viu tantas e tantas vezes ao longo da infância. Música é um negócio poderoso demais, né? ❤ Porém, aqui vai uma opinião possivelmente impopular (fãs da Beyoncé, não me matem): não curti Spirit e achei que não combinou em nada com o momento do filme. Acho beeem melhor a música sem letra do desenho original, com seu tom aflitivo e urgente, enquanto o close ficava nas patas do Simba correndo. Sorry. 🤷‍♀

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E já que mencionei a trilha sonora, chegou a hora de falar dos dubladores. Eu assisti ao filme legendado (e na semana que vem irei conferir dublado) e gostei das performances. Esse é o momento em que elogio Beyoncé: apesar de em alguns momentos ela ter soado um pouco exagerada no jeito dramático de falar, eu gostei mais do que esperava de sua performance como Nala, sendo uma surpresa mais positiva do que negativa. Do Simba de Donald Glover infelizmente não posso dizer o mesmo: além de ter sido eclipsado por Beyoncé em Can You Feel The Love Tonight, também fiquei um tantinho decepcionada com ele nas cenas mais dramáticas, em que senti falta de mais intensidade. Porém, nos momentos mais leves, achei a atuação suficiente. Não preciso falar nada sobre Mufasa, né? Ouvir a voz clássica é arrepiante. ❤ E, por fim, adorei as novas vozes de Timão e Pumba – que estão divertidíssimos! Minhas impressões positivas se estendem aos vilões também: gostei da voz escolhida para Scar (Chiwetel Ejiofor traz uma versão mais sombria do personagem) e para as hienas, que estão um pouco menos bobas no longa (especialmente Shenzi).

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E para finalizar, que tal um comparativo rapidinho, com as diferenças de O Rei Leão de 1994 e a nova versão em live-action? Leia somente se já tiver visto o filme ou não se importar em saber esses “spoilers”. 😉

  • Scar, diferente da versão em desenho animado, tem um comportamento menos afetado e sarcástico no live-action. Ele inclusive insiste para que Sarabi seja sua rainha – algo que não havíamos visto no filme original, mas que faz bastante sentido, considerando que, como o novo alfa, além do respeito do bando Scar também precisa gerar prole.
  • Shenzi, ao contrário de sua contrapartida de 1994, é uma líder astuta, mais cruel e com mais espaço na trama – rivalizando diretamente com Nala.
  • Be Prepared, que era uma sequência INCRÍVEL no desenho animado, perdeu totalmente a graça no live-action. 😦 O resultado foi uma cena curta, pouco musical e beeem menos impressionante do que eu esperava.
  • O jeito que Scar é descoberto como assassino é diferente e mais sem graça: em vez de Simba o forçando a falar, é Nala quem realmente o pressiona, questionando como ele viu a expressão nos olhos de Mufasa se supostamente não estava no desfiladeiro.

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  • Nala também tem um papel mais ativo ao fugir para procurar ajuda para combater Scar, e não “simplesmente” para buscar ajuda. Zazu é um aliado importante nesse momento, que traz toda uma cena bem diferente da animação original.
  • Há mais animais no local onde Timão, Pumba e Simba vivem. Isso é bem legal, porque realmente não fazia sentido somente os três estarem em uma região tão paradisíaca e fértil. 😛
  • Não temos a cena MARAVILHOSA em que Rafiki ensina Simba sobre os erros e dores do passado. Esse vacilo foi difícil perdoar. 😥 
  • Logo depois dessa cena há o momento em que Simba fala com o espírito de seu pai nas nuvens. No live-action achei um pouco menos emotiva do que no original, além de algumas falas meio clichês (tipo “meu orgulho era você ser meu filho” ou coisa do tipo).
  • Easter-egg: na hora de atrair as hienas, Timão começa a cantar Be Our Guest (de A Bela e a Fera) enquanto apresenta Pumba como prato principal. É bem engraçado, mesmo sem a cena da hula. 

Ufa. Falei bastante, né? Espero que esse review tenha deixado claro o quanto amei a nova versão de O Rei Leão e o quanto vale a pena correr para o cinema para conferir. ❤

Título original: The Lion King
Ano de lançamento: 2019
Direção: Jon Favreau
Elenco: Donald Glover, Beyoncé, Chiwetel Ejiofor, James Earl Jones, Seth Rogen, Billy Eichner, Alfre Woodard, Florence Kasumba, Eric André, Keegan-Michael Key, John Kani, John Oliver

Review: Homem-Aranha: Longe de Casa

Oi gente, tudo bem?

Sexta-feira fui conferir o novo filme do MCU, Homem-Aranha: Longe de Casa, e agora conto pra vocês o que achei sem spoilers. 😉

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Sinopse: Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Precisando de ajuda para enfrentar monstros nomeados como Elementais, Fury o convoca para lutar ao lado de Mysterio (Jake Gyllenhaal), um novo herói que afirma ter vindo de uma Terra paralela. Além da nova ameaça, Peter precisa lidar com a lacuna deixada por Tony Stark, que deixou para si seu óculos pessoal, com acesso a um sistema de inteligência artificial associado à Stark Industries.

Depois dos acontecimentos de Vingadores: Ultimato, Peter carrega o luto pela perda de Tony Stark e alimenta um desejo de viver uma adolescência normal (ou o mais próximo disso). Com uma viagem da escola se aproximando, o jovem planeja se afastar um pouco do universo dos super-heróis e também se declarar para a garota que gosta, MJ. Acontece que as coisas não saem como o planejado e, durante a Eurotrip, ele é contatado por Nick Fury, que precisa de sua ajuda para enfrentar seres Elementais que surgiram na Terra. E é nesse cenário que um novo herói entra em cena: Mysterio, oriundo de uma dimensão paralela, na qual enfrentou os Elementais e perdeu. A partir daí, Peter precisa tomar uma decisão: ele vai se posicionar como Homem-Aranha e priorizar suas responsabilidades como super-herói ou vai deixar tudo isso pra trás em busca de uma vida normal?

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O ponto fonte de Homem-Aranha: Longe de Casa são justamente os conflitos emocionais pelos quais Peter está passando. Lidando com a perda de seu mentor e sentindo-se perdido e até mesmo incapaz, o jovem Amigo da Vizinhança passa a maior parte da trama debatendo consigo mesmo, porque seu desejo genuíno é se afastar de tudo isso – e o remorso vem junto com esse sentimento. Existe uma espécie de pressão por parte das pessoas que o cercam, pois Tony Stark deixou um legado e uma expectativa de que Peter possa até mesmo a tomar o seu lugar. A questão é: o garoto genuinamente quer isso para si? E, se não quiser, como lidar com essa decisão sem se sentir uma decepção para Tony e sua memória?

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Acontece que eu tenho um problema com o universo do Homem-Aranha do MCU, e isso atrapalha muito a minha experiência com os filmes solo do Cabeça de Teia. Reforçando: EU tenho um problema com isso e EU, pessoalmente, não gosto de algumas coisas que vou pontuar agora (e isso não tem a ver com HQs, porque não as leio). Desde a primeira aparição do Peter de Tom Holland eu simplesmente não sentia que ele fosse o Peter Parker, sabem? Parece que não dá match na minha cabeça as histórias protagonizadas por Tom Holland com o que há no meu imaginário a respeito do Homem-Aranha. A própria conexão com o Tony é algo que, pra mim, nunca engrenou, e eu sempre achei um pouco exagerada. Obviamente, dá para imaginar que não sinto o mesmo impacto com plots envolvendo os dois, né? Depois que assisti Homem-Aranha no Aranhaverso essa sensação de “desconexão” entre Peter Parker x Tom Holland ficou ainda mais forte porque, pra mim, ele é basicamente o Miles Morales, tanto na ambientação quanto na personalidade. Enfim, essas questões fazem com que eu não consiga me sentir conectada ao Homem-Aranha de Tom Holland e, consequentemente, não aprecie tanto os filmes solo dele.

Dito isso, acho justo elogiar as coisas que funcionam no longa. As atuações estão ótimas (o fato de eu não curtir essa versão do Homem-Aranha não muda o fato de que Tom Holland é MUITO bom) e as cenas de ação estão eletrizantes. As batalhas que o Homem-Aranha enfrenta na Europa são muito envolventes e contam com efeitos especiais muito bons, que te deixam com a mesma sensação de desorientação que o super-herói enfrenta. Existem boas cenas de humor também, o que traz um tom jovial que combina bastante com a faixa etária dos personagens. Agora, sobre o vilão: achei suas motivações bem fracas e clichês, mas ele consegue fazer um BELO estrago que me deixou ansiosa pelo futuro (assistam as cenas pós-créditos e vocês vão entender do que estou falando).

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Resumindo, Homem-Aranha: Longe de Casa é um filme divertido, que entretém, mas que eu não consigo elogiar muito mais em função da falta de conexão que sinto com essa versão do Amigo da Vizinhança – e toda a “forçação” de barra em cima da relação com Tony Stark. Pra mim, acabou sendo uma experiência mediana, mas se você é fã do personagem e dessa nova proposta, provavelmente vai curtir bem mais que eu. E pra quem já assistiu ao filme: o que acharam? Me contem nos comentários! 😉

Título original: Spider-Man: Far From Home
Ano de lançamento: 2019
Direção: Jon Watts
Elenco: Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya, Samuel L. Jackson, Jon Favreau, Jacob Batalon, Cobie Smulders, Marisa Tomei

Review: Toy Story 4

Oi gente, tudo bem?

Quando Toy Story 4 foi anunciado, eu fiquei com o pé atrás. Afinal, depois de uma conclusão tão perfeita e emocionante como a do 3, o que mais eles teriam para contar? Pois bem, o filme estreou, fui conferir e hoje trago minhas considerações pra vocês. 😉

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Sinopse: Agora morando na casa da pequena Bonnie, Woody apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho, baseado em um garfo de verdade. O novo posto de brinquedo não o agrada nem um pouco, o que faz com que Garfinho fuja de casa. Decidido a trazer de volta o atual brinquedo favorito de Bonnie, Woody parte em seu encalço e, no caminho, reencontra Betty, que agora vive em um parque de diversões.

O filme inicia 9 anos no passado, quando Andy ainda era uma criança. Os brinquedos estão empenhados em salvar um de seus companheiros, que está sendo levado por uma chuva torrencial depois de ter sido deixado no jardim. Após concluírem a missão com sucesso, uma situação desagradável acontece: Betty, a namorada de Woody, está sendo doada. Em uma despedida emocionante, o cowboy não tem coragem de ir com ela, optando por ficar com Andy. E, dessa forma, Toy Story 4 começa explicando um dos mistérios do último filme, que era justamente o paradeiro da pastora.

Agora, como brinquedo de Bonnie, Woody enfrenta uma nova dificuldade: ele não é mais o brinquedo favorito da garota, sendo deixado de lado e passando dias guardado no armário. Ainda assim, sua lealdade à menina é inabalável, fazendo com que ele entre na mochila dela para ajudá-la no primeiro dia de escola. Lá, Bonnie constrói um brinquedo feito a partir do lixo, e o apelida de Garfinho. Para a surpresa de Woody e seus amigos, Garfinho cria vida – mas está decidido a ir para a lixeira, convencido de que lá é seu lugar. Ao longo do filme, vemos Woody tentando manter Garfinho com a menina, por saber da importância que ele tem para ela.

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Ufa! Cansei só de escrever esses parágrafos rs. Sim, muita coisa acontece em Toy Story 4. A família de Bonnie parte em uma roadtrip, da qual Garfinho tenta fugir a todo momento. Após uma de suas tentativas de fuga, Woody o resgata e, no caminho de volta, os dois passam por um antiquário, onde Woody reconhece o abajur que fazia conjunto com Betty. É no antiquário que a vilã do filme (que não tem a mesma relevância dos vilões anteriores), Gabby Gabby, reside. A confusão na qual Woody e Garfinho se metem acaba tendo uma consequência positiva e inesperada: Woody reencontra Betty, que agora é um brinquedo perdido. Isso significa que ela não pertence a ninguém, indo aonde quiser, parando em parques de diversões e brincando com várias crianças. Para Woody, esse é um destino horrível; para Betty, significa liberdade. E essa antítese de ambições causa algumas discussões importantes, especialmente para o cowboy, que precisa refletir sobre seu passado decidir o que quer ser no futuro.

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Toy Story 4 é divertido e tem ótimas cenas de humor, protagonizadas principalmente por Buzz (e sua voz interior) e pelos novos brinquedos, o Patinho e Coelhinho. Eles são hilários e as cenas em que fantasiam seus “ataques de fofura” são algumas das melhores do filme. Os brinquedos clássicos (Jessie e companhia) mal aparecem, tendo pouquíssima importância na trama – o que achei uma pena. Entretanto, apesar das boas doses de humor, achei Toy Story 4 um tanto cansativo, com muitas repetições de padrões (especialmente vindas de Woody) que fizeram com que o filme parecesse mais longo do que é.

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O desfecho me causou uma sensação agridoce. Preciso falar com mais detalhes, então selecione se quiser ler: Woody ter escolhido deixar os amigos e Bonnie para trás para ficar com Betty foi algo que me surpreendeu muito. Eu entendo que, de certa forma, Woody sempre pertenceu e sempre vai pertencer a Andy; portanto, se ele não for de Andy, optar por não ser de nenhuma outra criança é algo bem poético e faz sentido com a jornada do personagem. Porém, Betty não foi uma personagem bem construída ao longo dos filmes, então não existe uma conexão forte com ela que faça você torcer pelo casal. Depois de tudo que Woody vivenciou em Toy Story 3 para salvar os amigos (correndo o risco de abandonar Andy, inclusive), darem um desfecho “de casalzinho” pra ele simplesmente não me convenceu.

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Eu queria dizer que Toy Story 4 foi um filme que ganhou meu coração, mas infelizmente não posso. Ele é engraçado e tem cenas emocionantes, além de encerrar o plot de Woody – que tem uma das melhores histórias de evolução e amadurecimento das animações a que já assisti. Contudo, sendo honesta com vocês, a sensação que tive foi a seguinte: bah, desnecessário. O desfecho de Toy Story 3 foi muito mais emocionante e conclusivo pra mim do que o do 4, e eu sinceramente acredito que a história poderia ter terminado lá mesmo. Mas é aquela coisa: gosto é gosto, e muita gente está curtindo a nova aventura de Woody. E vocês, já assistiram? O que acharam? Me contem nos comentários! 🙂

Título original: Toy Story 4
Ano de lançamento: 2019
Direção: Josh Cooley
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Tony Hale, Annie Potts, Christina Hendricks, Keegan-Michael Key, Jordan Peele

Review: Aladdin

Oi gente, tudo bem?

Apesar de não ser a maior fã da animação, fiquei curiosa com a quantidade de elogios ao novo filme do Aladdin. Fui conferir também e não é que eu adoreeei? ❤

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Sinopse: Aladdin (Mena Massoud) é um jovem ladrão que vive de pequenos roubos em Agrabah. Um dia, ele ajuda uma jovem a recuperar um valioso bracelete, sem saber que ela na verdade é a princesa Jasmine (Naomi Scott). Aladdin logo fica interessado nela, que diz ser a criada da princesa. Ao visitá-la em pleno palácio e descobrir sua identidade, ele é capturado por Jafar (Marwan Kenzari), o grão-vizir do sultanato, que deseja que ele recupere uma lâmpada mágica, onde habita um gênio (Will Smith) capaz de conceder três desejos ao seu dono.

O novo filme da Disney não muda a essência da trama original: Aladdin é um jovem ladrão que vive na cidade de Agrabah. Quando Jafar, o vizir do sultão, percebe suas habilidades, o convoca para roubar uma lâmpada na Caverna dos Tesouros. O plano dá errado (para Jafar), mas Aladdin fica de posse do objeto, que ele descobre ser mágico: na lâmpada vive o Gênio, um ser extremamente poderoso que pode realizar 3 desejos ao seu amo. Decidido a conquistar a princesa de Agrabah, Jasmine, que Aladdin conheceu por acaso enquanto a jovem fingia ser plebeia, o rapaz elabora um plano para “ser digno” da princesa.

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Apesar de não alterar praticamente nada do desenrolar da trama, o novo Aladdin traz adições muito válidas quando comparado ao filme original. Os sentimentos dos protagonistas são mais bem desenvolvidos aqui: Aladdin em diversos momentos aborda a sensação de desgosto por ser considerado somente um ladrão, sabendo que tem mais a oferecer; Jasmine, por sua vez, não está preocupada somente com seu direito de escolher com quem se casar, ela também deseja ter participação política e herdar o título do pai.

E esse aspecto da personalidade da princesa foi uma das coisas de que mais gostei nesse live-action. Jasmine sempre foi uma personagem mais afrontosa e decidida, mas seus anseios no filme original ainda giravam em torno do amor romântico e do casamento. Na versão 2019, o filme entende o contexto sociopolítico atual, e Jasmine – que é princesa de uma terra fictícia inspirada na cultura islâmica, onde as mulheres têm seus direitos bastante diminuídos –, quer que sua voz seja ouvida. Ela sabe que é capaz de governar e que não precisa de um homem para ser seu marido e conduzir o reino. Ela é racional, pacífica, justa e preocupada com o povo. E justamente por saber seu valor ela não admite ser silenciada pelos homens que a cercam – o que rende uma das mais belas canções do filme, que não existia no original.

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Os figurinos e ambientação também são de cair o queixo. Aladdin é um verdadeiro musical, exatamente como os desenhos da Disney costumavam ser, e eu adorei o modo como encaixaram as canções ao longo da trama. Com um clima bem Bollywood nas coreografias e cores, cada cena é um encanto. Eu fiquei tão apaixonada que mesmo cenas e canções que eu não curtia tanto no original (como a do Gênio) me conquistaram totalmente no live-action.

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Em relação ao elenco, eu adorei praticamente todas as atuações. O Aladdin de Mena Massoud é carismático, gentil e tem um sorriso que te faz simpatizar com ele na hora. O Gênio de Will Smith é muito bom, dosando muito bem as cenas de humor e as de maior seriedade. Realmente curti muito o trabalho dele nesse papel. Há também uma grata surpresa: trata-se de uma nova personagem, cujo humor inocente é muito bem-vindo. Jasmine, como eu já disse antes, é maravilhosa. O sultão não é o personagem bobo e atrapalhado do longa original, tendo uma personalidade mais realista e uma verdadeira preocupação com o bem-estar da filha (apesar dos erros cometidos).

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Entretanto, nem tudo são flores, e o maior ponto fraco do filme está justamente em seu vilão. Ao contrário do imponente Jafar da animação, o antagonista do live-action não intimida nem impressiona. Além da voz fina (que já destoa da lembrança que eu tinha do Jafar original e sua voz marcante, tanto em inglês quanto em português), o vilão não tem a imponência necessária para que a gente o considere uma verdadeira ameaça. As únicas coisas bacanas a seu respeito são: seu senso de inferioridade é bem trabalhado e o filme consegue demonstrar suas habilidades como ladrão, essenciais para a reviravolta envolvendo a lâmpada. Além de Jafar, um outro detalhe que incomoda é o CGI envolvendo o Gênio: fiquei bem agoniada olhando a cabeça do Will Smith no corpo computadorizado, parecia que ela tava descolada. 😂

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O live-action de Aladdin me surpreendeu e me conquistou, trazendo uma trama atualizada, novas cenas e personagens, mas ainda assim respeitando a essência da animação que o originou. Visualmente muito bonito, com uma trilha sonora maravilhosa e boas atuações, o filme realmente consegue encantar. Se eu não era a maior fã de Aladdin antes, agora posso dizer que me tornei fã de sua versão live-action. ❤

Título original: Aladdin
Ano de lançamento: 2019
Direção: Guy Ritchie
Elenco: Mena Massoud, Naomi Scott, Will Smith, Marwan Kenzari, Nasim Pedrad, Navid Negahban