Review: O Plano Imperfeito

Oi meu povo, tudo certo?

Vamos de filme fofo para animar o domingo? Vamos! Hoje vou contar o que achei de O Plano Imperfeito, comédia romântica da Netflix. 😉

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Sinopse: Harper (Zoey Deutch) e Charlie (Glen Powell) trabalham como assistentes para dois executivos em Manhattan. O temperamento e a dinâmica de seus chefes transformam suas vidas em um verdadeiro inferno. Desesperados e exaustos, os dois jovens se juntam para elaborar um plano um tanto quanto ousado: fazer com que os seus superiores se apaixonem e, dessa forma, fiquem mais tranquilos em relação ao trabalho.

Harper e Charlie são assistentes de dois profissionais extremamente exigentes e sem noção. Harper trabalha para uma grande jornalista esportiva, Kirsten, e tem o sonho de tê-la como mentora; Charlie é assistente de Rick, um profissional importante do ramo de investimentos, e deseja sua tão sonhada promoção, de modo a ter mais tempo e status para oferecer à sua namorada, uma modelo em ascensão. Os dois assistentes acabam se conhecendo por acaso (fazendo hora extra, é claro) e, ao perceberem que ambos sofrem com os abusos dos chefes, decidem armar um encontro para que fiquem juntos (e parem de incomodar rs).

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O Plano Imperfeito nada mais é do que uma comédia romântica clichê. Isso é um defeito? Claro que não! Quando bem feito, eu adoro! ❤ E, aqui, deu muito certo. Harper é uma pessoinha apaixonante: bem humorada, ligada no 220v, espontânea e dedicada. Seu grande sonho é escrever sobre esportes, mas ela nunca tem tempo para se dedicar a isso devido à carga de trabalho. Charlie, por outro lado, é alguém ambicioso, cujo status importa (tanto na profissão quanto no seu relacionamento com a modelo Suze). Entretanto, ao conviver com Harper, ele começa a perceber que existem outras coisas muito mais importantes do que as aparências e, principalmente, do que investir sua vida em um trabalho no qual você não acredita.

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É bem engraçado ver as armações que os dois preparam para juntar Rick e Kirsten. Harper e Charlie têm muita química, e suas diferenças fazem com que seja ainda mais fofo vê-los juntos. As cenas da amizade improvável dos dois são muito bacanas, e a dupla esbanja carisma. Quando os sentimentos vão se transformando, é impossível não shippar e torcer loucamente pra que tudo dê certo. E o mais bacana é que ambos aprendem que precisam se desafiar, e isso não necessariamente quer dizer dar um passo em frente na carreira. Às vezes, você precisa dar um pause, olhar para dentro de si mesmo e refletir sobre quem você é e sobre quem você quer ser.

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Outro aspecto bacana é que, apesar de ser uma comédia romântica, o filme não foca apenas no aspecto amoroso envolvendo os personagens. Mesmo em um tempo curto de duração, O Plano Imperfeito consegue mostrar outros aspectos do dia a dia de Harper e Charlie que não necessariamente o romance. Ambos têm amigos, uma vida própria e ambições que desejam conquistar, o que dá mais profundidade às suas personalidades. Até Kirsten e Rick tem um certo desenvolvimento (apesar de não serem o foco). E, apesar de eu não ter gostado do fato de Kirsten ser apresentada como “a mulher de negócios que abriu mão do amor para ser bem-sucedida”, no final ela demonstra sua força ao tomar uma decisão muito acertada. 😉

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O Plano Imperfeito é o filme ideal se você quer curtir uma produção despretensiosa, mas cativante. Ele é engraçado, tem bons personagens e traz um casal que conquista. Com  Plano Imperfeito, uma pipoquinha e um cobertor, tenho certeza de que o seu domingo vai ficar ainda mais aconchegante. ❤

Título original: Set It Up
Ano de lançamento: 2018
Direção: Claire Scanlon
Elenco: Zoey Deutch, Glen Powell, Lucy Liu, Taye Diggs, Meredith Hagner, Pete Davidson

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Review: Para Todos Os Garotos Que Já Amei

Oi gente, tudo bem?

Depois de muita espera e ansiedade, Para Todos Os Garotos Que Já Amei finalmente chegou na Netflix, e hoje eu vim contar pra vocês o que achei dessa adaptação tão aguardada. ❤

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Mas essa não é a única coisa especial do post de hoje: ele também inaugura uma nova parceria aqui do blog: o grupo Uma Amiga Indicou! Junto da Ale (Estante da Ale), da Carol Antonucci (Caverna Literária), da Carol Cristina (A Colecionadora de Histórias) e da Pam (Interrupted Dreamer), todo mês vou trazer aqui no blog alguma indicação bem especial, pensada pelo grupo especialmente pra vocês. ❤ Espero que vocês gostem tanto quanto a gente!

Agora vamos ao review!

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Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

Resumindo o plot principal: Lara Jean é uma garota romântica que escreve cartas de amor para cada garoto por quem se apaixonou. Um dia, as cartas são misteriosamente enviadas, e ela entra em pânico, pois um dos destinatários é Josh, seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã. Para evitar uma confusão entre ela, Josh e sua irmã, ela aceita fingir um namoro com Peter Kavinsky, o garoto mais popular da escola (que deseja reconquistar a ex-namorada, Genevieve).

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Em primeiro lugar, eu amei a atmosfera do longa, e de como ele conseguiu traduzir perfeitamente o clima que permeia a leitura. A decoração do quarto de Lara Jean, suas roupas e até o modo de prender o cabelo refletem perfeitamente aquilo que está escrito nas páginas, transportando o espectador para o universo da trilogia. Lana Condor fez com que eu me apaixonasse de vez por Lara Jean. Se no livro eu a acho um pouco apática e sonhadora demais, no filme eu fiquei encantada com seu jeitinho atrapalhado, doce, gentil – e, ainda assim, determinado e cheio de opiniões. A personalidade de Peter condiz totalmente com sua contraparte literária: ele é confiante e carismático, exatamente como eu imaginei. A única coisa que me decepcionou foi a aparência: desculpa gente, não achei o ator bonito não. 😂 Ele é no máximo ajeitadinho (e o Peter é descrito como deslumbrante, né).

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Existem algumas pequenas mudanças em relação ao livro. Alguns personagens e cenas foram cortados, e isso é compreensível quando pensamos que o filme tem apenas 1h40 (aproximadamente) de duração. Entretanto, conversando com a Carol C., me dei conta de que poderiam existir mais cenas entre Lara Jean e Peter, para que a aproximação dos dois fosse mais natural, como no livro. As mudanças não prejudicaram minha experiência e eu adorei as cenas do casal (especialmente quando conversam sobre família), mas se tivessem mais momentos apenas entre os dois, o filme ficaria ainda mais incrível.

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Outros personagens de quem eu não gostava no livro acabaram me conquistando no filme: Chris mantém a essência “livre” e meio maluca, mas é uma amiga que defende Lara Jean com unhas e dentes (enquanto, no livro, ela me parece meio… aproveitadora); Kitty, que eu acho um pé no saco no livro (sim, devo ser a única a não curtir a personagem, mas paciência) ficou muito engraçada e carismática. Josh tem uma participação quase insignificante, o que considero um ponto negativo: parece mais difícil “comprar” todo o sentimento de Lara Jean por ele, porque o personagem não tem a chance de brilhar e de demonstrar sua personalidade no filme.

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Para Todos Os Garotos Que Já Amei fez um trabalho maravilhoso em adaptar o livro e, principalmente, conquistar seu próprio tom. O filme é engraçado, divertido, romântico e fofo – sem nunca ficar meloso ou forçado demais. O longa também traz a importância da família, do perdão e da força do apoio mútuo. A química entre os atores torna cada cena divertida de assistir, arrancando sorrisos e emoções do espectador. Se eu já tinha me apaixonado antes pelo romance de Lara Jean e Peter K., depois desse filme meu coração ficou ainda mais quentinho ao pensar neles. ❤ Adorei!

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P.S. (com spoilers, selecione se quiser ler): AI QUE MEU JOHN AMBROSE MCCLAREN APARECEU NA CENA PÓS-CRÉDITOS!!! 😱 Cadê o próximo filme, produção?

Título original: To All The Boys I’ve Loved Before
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susan Johnson
Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Israel Broussard, John Corbett, Janel Parrish, Anna Cathcart

Dica de Série: Alias Grace

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei da minissérie Alias Grace, baseada no livro Vulgo Grace, da Margaret Atwood (que, por sua vez, é baseado numa história real ocorrida no Canadá, no século 19).

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Sinopse: Nesta série baseada no premiado livro de Margaret Atwood, um psiquiatra tenta decidir se uma assassina deve ser perdoada mediante a alegação de insanidade.

Na série, acompanhamos o psiquiatra Simon Jordan, cujo objetivo é entrevistar a prisioneira Grace Marks (acusada e condenada pelo assassinato de seu antigo patrão, Thomas Kinnear, e sua governanta, Nancy Montgomery) para avaliar sua sanidade e, a partir disso, determinar se ela merece o perdão para ganhar novamente sua liberdade. Em suas conversas com a moça, Grace vai rememorando sua vida sofrida e narrando os fatos que a levaram até ali. Com o passar dos dias, o Dr. Jordan vai ficando fascinado com sua história e, principalmente, com as ambiguidades de seus relatos.

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Alias Grace é uma série que constrói sua narrativa lentamente, mas jamais de modo entediante. Grace é um verdadeiro mistério, para nós e para Jordan, e vai se revelando aos poucos – sempre na perspectiva que a jovem nos permite enxergar. Sua história de vida é bastante sofrida: ela fugiu de uma casa em que passava por maus tratos vindos de um pai abusador, foi trabalhar em uma casa de família na qual sua melhor amiga morreu e, posteriormente, mudou-se para a casa de Kinnear, local que selou seu destino. Sob as ordens da governanta Nancy (que era também amante de Kinnear), Grace passou a ser tratada com rispidez e severidade. Durante sua estada na propriedade, ela conhece o jovem James McDermott, que odeia profundamente Kinnear e Nancy. Ele foi acusado de orquestrar o crime e, por isso, foi para a forca; entretanto, mesmo em seus momentos finais, o rapaz acusava Grace de ser responsável pelo assassinato.

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É inquietante perceber as dissonâncias da narrativa de Grace e dos registros oficiais em relação ao crime. Em nenhum momento a série deixa claro quem está falando a verdade, Grace ou McDermott. Entretanto, é impossível não se afeiçoar à moça (ou melhor, ao seu relato): ela transmite uma tranquilidade e uma inocência que fazem com que a gente queira confiar e acreditar nela. E é justamente sua capacidade de se mostrar como um ser dócil e passivo (características esperadas do gênero feminino, especialmente naquela época) que a salva da morte e permite que ela seja avaliada para ter uma chance de liberdade, como foi dito pela historiadora canadense Ashley Banbury. De certo modo, Grace é bastante subversiva, especialmente por conseguir manipular não apenas o júri, como também o Dr. Jordan e, é claro, o espectador.

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Alias Grace também traz críticas ao modo como a sexualidade feminina é vista pela sociedade. Grace questiona porquê mulheres pagam com a vida quando erram, enquanto homens gozam de privilégios e liberdade. A morte de sua melhor amiga, Mary, tem um grande impacto em sua personalidade, causando uma reviravolta no final que deixa o espectador com a pulga atrás da orelha sobre o que é real ou não em sua história. Ainda assim, a amizade das duas é comovente e de grande importância na vida de Grace.

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Os episódios tem uma fotografia incrível, bem como figurinos belíssimos, que transportam quem assiste diretamente para aquela época. Além disso, o desenrolar lento também é repleto de tensão, especialmente durante as entrevistas do Dr. Jordan e Grace. Eu ficava super ansiosa pelo próximo capítulo, e fiquei muito satisfeita com a duração da série: a história foi perfeitamente contada em 6 episódios de cerca de 45 minutos. O final, em aberto, é sen-sa-cio-nal, e te faz questionar tudo que você assistiu (e acreditou) até então.

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Alias Grace é uma série provocativa, que não se propõe a dar respostas definitivas sobre o que aconteceu no caso de Grace Marks. Ela questiona o papel da mulher na sociedade, bem como mostra o uso da performance feminina para subjugar os homens no poder. Também critica as injustiças que ocorrem com mulheres que não chegam nem perto de atingir os homens. E, é claro, tem um enredo instigante e envolvente, narrado por uma personagem nada confiável, mas fascinante.

Título original: Alias Grace
Ano de lançamento: 2017
Criador: Sarah Polley
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Anna Paquin, Paul Gross, Zachary Levi, Kerr Logan, Rebecca Liddiard

Review: Aggretsuko

Oi galera, tudo bem?

Faz tempo que eu não falo sobre animes por aqui, né? E se eu te contar que Aggretsuko (de Aggresive Retsuko) foi uma das surpresas mais agradáveis e engraçadas dos últimos tempos? 😉 Vamos conhecer!

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Sinopse: Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente.

Uma red panda fofinha de 25 anos, que trabalha no setor de Contabilidade de uma grande empresa, sofre diariamente com o abuso de seu chefe preguiçoso e machista e desconta as frustrações do dia a dia cantando death metal num karaokê. Sim, essa é a trama de Aggretsuko, o novo anime da Sanrio (a mesma empresa criadora da Hello Kitty). 😂 E sabem o que é mais engraçado? A trama não é nada surreal, não!

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Retsuko é uma jovem solteira, infeliz no trabalho, insegura quanto sua aparência e que precisa contar as moedinhas no fim do mês pra pagar o aluguel e viver com dignidade. Seus dias são repletos de gritos e cobranças infundadas por parte de seu chefe, o Supervisor Porcão, um homem abusivo, machista e preguiçoso, que passa o dia inteiro polindo seus tacos de golfe e treinando novos movimentos e tacadas. Como todo jovem adulto que precisa do emprego, Retsuko engole diversos sapos e tenta lidar com a rotina da melhor forma possível. Sua maneira de extravasar é cantando sozinha no karaokê, e a comédia fica por conta da discrepância entre sua aparência fofa e o estilo musical favorito da protagonista, o death metal. Gritos, riffs pesados de guitarra, letras xingando o chefe e muito headbang marcam essas cenas, nas quais Retsuko aparece “possuída” pela música, com maquiagem pesada e língua de fora. Impossível não rir! 😂

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Aggretsuko traz, de maneira leve (mas surpreendentemente real) situações cotidianas que todo mundo já passou ou vai passar um dia: a convivência com colegas puxa-saco e fofoqueiros, um crush em um colega de trabalho, a cegueira em relação aos defeitos de alguém logo que nos apaixonamos, a dor de ter que dar um presente caro a amigos que estão se casando (o que compromete as finanças do mês), a sensação de frustração ao comparar sua vida à de uma amiga… São inúmeras situações relacionáveis, o que nos faz criar uma empatia instantânea por Retsuko.

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As amizades femininas também merecem destaque. Para a surpresa da protagonista, ela se vê amiga de duas funcionárias importantes da empresa em que trabalha: Gori e Washimi. Bonitas e bem-sucedidas, elas eram objeto de admiração de Retsuko, até que uma aula de yoga em comum acaba por uni-las. E as duas são incríveis, apoiando e incentivando Retsuko, especialmente  no que diz respeito à vida profissional.

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Com episódios de apenas 15 minutos, Aggretsuko foi uma grata surpresa que a Netflix me proporcionou. Confesso que só topei assistir porque meu namorado insistiu mas, no fim, me vi gargalhando e me identificando com os dramas da vida de Retsuko (que, aliás, tem praticamente a mesma idade que eu kkk rindo de nervoso). É um anime curtinho, que você assiste numa sentada, e vai te arrancar boas risadas. Vale a pena dar uma chance! 😀

Título original: Aggretsuko
Ano de lançamento: 2018
Criador: “Yeti” (pseudônimo)
Elenco: Kaolip, Komegumi Koiwasaki, Maki Tsuruta, Sohta Arai, Rina Inoue, Shingo Kato, Yuki Takahashi

Dica de Série: Dear White People

Oi pessoal, tudo bem?

A segunda temporada de Dear White People estreou na Netflix na última sexta-feira e, pra celebrar o retorno da série, vim contar minha opinião pra vocês! 😉

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Sinopse: Alunos negros de uma conceituada universidade norte-americana enfrentam desrespeito e a política evasiva da escola, que está longe de ser “pós-racial”.

Assisti a Dear White People no ano passado e, infelizmente, na época ela não teve a visibilidade que merecia (especialmente depois do boom que foi 13 Reasons Why). A série conta a história de alguns estudantes negros da Universidade de Winchester, um lugar repleto de indivíduos privilegiados e com uma falsa fachada de tolerância racial. Cada episódio da série é focado na perspectiva de um dos alunos negros da universidade e, por isso, são abordados diversos dilemas diferentes, bem como suas origens, posicionamentos e, é claro, opressões sofridas. A trama se inicia após uma festa em que acontece blackface; é esse acontecimento coloca a série em movimento, revoltando os alunos negros e gerando denúncias e tensões.

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Sam é a protagonista, e encabeça o programa de rádio Dear White People. Com sarcasmo e eloquência, ela coloca o dedo na ferida ao abordar diversas formas de racismo, velado ou não, que os negros sofrem. Mas, mesmo ela, uma mulher negra, tem seus privilégios: sua pele é mais clara e seus olhos são verdes, o que lhe confere algumas “vantagens” em relação a mulheres negras de pele mais escura. Isso se chama colorismo: quanto mais escura é a pele do indivíduo, mais discriminação ele sofre. Um episódio que deixa isso bastante claro é protagonizado por Coco: ao contrário de Sam – que exibe seu cabelo afro e é uma militante ativa –, a moça usa os cabelos alisados, está sempre preocupada com a aparência e muitas vezes fecha os olhos para problemas de discriminação racial que ocorrem no campus em nome da diplomacia, pois Coco tem o objetivo de ascender social e politicamente. Mas engana-se quem pensa que Coco não luta contra o sistema apenas porque ela difere dos métodos de Sam; justamente por ter sofrido a vida toda com o colorismo, a personagem criou suas próprias defesas e estratégias para sobreviver e vencer em um mundo que privilegia pessoas de pele clara.

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Além dessas duas personagens, temos também um garoto negro e gay se descobrindo; um rapaz que precisa ser nada menos que excelente em tudo que faz para ser reconhecido; e, por fim, um aluno que se vê vítima de violência policial. Aliás, essa última situação faz parte de um dos melhores episódios da série. É esse episódio que escancara o abismo que existe no que diz respeito à valorização da vida negra e da vida branca, mostrando como um jovem negro pode facilmente ser assassinado apenas por ser quem ele é. Enfim, essas questões todas são apenas a pontinha do iceberg, e a série cumpre muito bem o seu papel ao trazer a visão dos personagens negros em sua narrativa. Suas histórias, suas dores, suas vivências: é disso que Dear White People se trata. A série também traz questões como lugar de fala (que fica mais evidenciado nas discussões entre Sam e seu namorado branco, Gabe) e diferenças políticas dentro do próprio movimento (como a diferença de opressão sofrida por Sam e Coco em função do colorismo, por exemplo, o que faz com que cada uma tenha um modo de agir e ver o mundo).

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Os episódios são curtinhos e o estilo da série é leve e até mesmo engraçado. O narrador (o excelente Giancarlo Esposito) dá um tom irônico e envolvente aos episódios, que narram o dia a dia dos alunos negros em Winchester. Com personagens e situações cotidianas críveis, Dear White People consegue abordar as diversas camadas do racismo – desde o mais óbvio e descarado até o mais sutil e ardiloso – de uma maneira ilustrativa, que incomoda e revolta, justamente por ser algo tão absurdo.

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Enquanto mulher branca, posso apenas imaginar as dores que os negros sofrem diariamente. Porém, o que realmente quero dizer nesse post é: deem uma chance a Dear White People. Além da qualidade das atuações e dos episódios envolventes, as temáticas abordadas são de extrema importância. Não podemos negar a presença do racismo no nosso dia a dia. Mas podemos refletir sobre isso e fazer tudo que estiver ao nosso alcance pra mudar essa realidade. Dear White People merece e precisa ser vista.

Título original: Dear White People
Ano de lançamento: 2017
Criador: Justin Simien
Elenco: Logan Browning, Brandon P. Bell, Marque Richardson, Antoinette Robertson, Ashley Blaine Featherson, DeRon Horton, John Patrick Amedori, Giancarlo Esposito

Dica de Série: La Casa de Papel

Oi meu povo, tudo bem?

Agora que passou um pouco o hype, vim contar o que achei de La Casa de Papel, uma série que deu o que falar. 🙂

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Sinopse: Oito habilidosos ladrões se trancam na Casa da Moeda da Espanha com o ambicioso plano de realizar o maior roubo da história e levar com eles mais de 2 bilhões de euros. Para isso, a gangue precisa lidar com as dezenas de pessoas que manteve como refém, além dos agentes da força de elite da polícia, que farão de tudo para que a investida dos criminosos fracasse.

A premissa de La Casa de Papel já é bastante instigante: criminosos que não se conhecem nem sabem nada uns sobre os outros são unidos pelo misterioso Professor e embarcam na ousada missão de roubar a Casa da Moeda da Espanha. Eles são identificados por nomes de cidades, não devem se relacionar intimamente uns com os outros e precisam seguir à risca as orientações de seu líder. Alguma dúvida de que isso pode dar errado? 😛 Ao longo dos episódios, acompanhamos a dinâmica dos personagens durante o assalto/sequestro e também momentos do passado que os levaram até ali.

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O maior mérito de La Casa de Papel são as reviravoltas, capazes de manter o espectador atento e interessado. Sempre que a inspetora Murillo ou algum de seus colegas investigadores chega perto de descobrir a verdade sobre o Professor, sentimos aquele frio na barriga de quem está torcendo pelos vilões (Dexter, lembrei de você!). Além disso, o plano do Professor é genial e cada etapa do processo está prevista e planejada. Toda vez em que o espectador imagina que algo vai sair dos trilhos, o líder do assalto vem para mostrar que sua astúcia e perspicácia não devem ser subestimadas.

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Infelizmente, eu detestei a personagem “principal” e seu par romântico. Tókio é uma mulher temperamental, egoísta e impulsiva, que vive para atrapalhar o plano e colocar os próprios sentimentos acima de todo o resto. Rio é um rapaz jovem e apaixonado que acaba fazendo todas as vontades de Tókio, mesmo que isso prejudique outras pessoas. Além disso, o garoto é extremamente sem sal. Falando em sem sal, tá pra nascer personagem mais sem graça que Alison Parker, uma refém que é peça-chave para o sucesso do plano. Por outro lado, o carisma de personagens como o próprio Professor, Denver e Nairóbi (uma das poucas a manter a cabeça fria e dona de uma das melhores frases da série) compensa.

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Se por um lado La Casa de Papel é capaz de nos manter entretidos, a reta final tem uma vibe totalmente novela mexicana (especialmente no final). Reviravoltas forçadas e vários Deus ex-machina surgem para solucionar os problemas do Professor e seus comparsas. O desfecho me deixou meio incrédula de tão fantasioso que foi mas, ainda assim, não chegou a estragar minha experiência.

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La Casa de Papel é uma série muito bacana, sim, mas cujo hype não necessariamente condiz com a qualidade do enredo. Existem situações extremamente nonsense que a série trata com a maior naturalidade. Apesar das ressalvas, acho que vale a pena conferir, especialmente por se tratar de uma temporada única com enredo fechado (que a Netflix resolveu dividir em duas sabe-se Deus por quê). Ah! E a abertura é maravilhosa. 😉

Título original: La Casa de Papel
Ano de lançamento: 2017
Criador: Álex Pina
Elenco: Úrsula Corberó, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Pedro Alonso, Miguel Herrán, Alba Flores, Jaime Lorente López, Esther Acebo, Enrique Arce, María Pedraza

Dica de Série: Lovesick

Oi, pessoal. Tudo bem?

Hoje eu vim falar um pouquinho sobre uma dramédia romântica que, em poucos episódios, ganhou um espaço muito especial no meu coração: Lovesick!

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Sinopse: Dylan (Johnny Flynn) descobre que contraiu uma DST e precisa entrar em contato com todas as mulheres com quem já teve relações sexuais para informá–las e orientá-las a fazer o teste. Para tal, terá a ajuda do seu melhor amigo Luke (Daniel Ings) e de Evie (Antonia Thomas), uma amiga que já teve uma queda enorme por ele mas manteve o segredo até superar, e hoje está noiva de outro.

Originalmente chamada Scrotal Recall, Lovesick foi salva do cancelamento pela Netflix. Que alegria isso ter acontecido! A série conta a história de Dylan, um rapaz que é diagnosticado com clamídia (uma DST) e aconselhado a entrar em contato com suas parceiras sexuais dos últimos 3 anos para avisá-las (assim elas podem fazer o exame também). Esse plot dá início às situações cômicas da série, pois acompanhamos os acertos e fracassos amorosos do personagem, bem como situações muito relacionáveis e reais (afinal, quem nunca quis ter um encontro perfeito ou sofreu por um amor não correspondido?). Além de Dylan, acompanhamos também a trajetória de seus dois melhores amigos: Luke, o estereótipo de bonitão conquistador, e Evie, uma garota madura e doce que foi secretamente apaixonada por Dylan durante muito tempo. O grande drama da série acontece porque Dylan também está apaixonado por Evie – mas agora ela está noiva.

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O enredo de Lovesick não é extremamente original ou inovador, eu sei. Um triângulo amoroso, um amigo engraçado e mulherengo, a busca pelo amor verdadeiro… Esses elementos já foram utilizados em diversas produções. Mas o carisma de Lovesick está nas situações cotidianas que os personagens enfrentam e em suas “desventuras” amorosas. Cada episódio traz uma lembrança de Dylan em relação a alguma mulher com quem ele se relacionou, e é engraçado acompanhar essa trajetória porque muitos dos encontros foram inusitados e até mesmo cômicos. Por outro lado, a série também tem seu lado dramático ao aprofundar os problemas e dores dos três protagonistas, Dylan, Luke e Evie. 

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Eu não sou uma grande fã do Dylan. O personagem é o mais insosso dos três, além de idealizar o amor de uma maneira um tanto quanto utópica (Ted Mosby feelings). Evie, por outro lado, é uma garota incrível. Seu maior defeito, eu diria, é a falta de iniciativa. Apaixonada por Dylan desde sempre, ela não tem coragem de dizer o que sente e acaba reprimindo seus sentimentos. Luke, surpreendentemente, é meu personagem masculino favorito. Eu não costumo ser fã de conquistadores baratos (seguindo o paralelo com How I Met Your Mother, à primeira vista ele seria tipo o Barney), mas Luke é muito mais do que isso. O personagem tem dores e cicatrizes que só são mostradas ao espectador com o passar dos episódios, e isso não apenas o humaniza como também nos aproxima dele. Ele é um amigo leal, daqueles que você quer ter por perto. E uma das cenas mais engraçadas da série é protagonizada por ele (Luke narrando um filme ao Dylan é priceless hahaha!). Por fim, temos um quarto elemento no grupo de amigos: Angus. Apesar de não ter um enfoque tão grande, também é uma pessoa bacana (e azarada).

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Lovesick é uma série que aquece o coração. Fui conquistada por ela de cara, no primeiro episódio, e estou ansiosa esperando pela renovação (a terceira temporada estreou em janeiro desse ano). Amor, amadurecimento, vida adulta, indecisão, a sensação de estar perdido… todos os elementos que fazem parte do processo de “virar adulto” estão em Lovesick com uma roupagem delicada, doce e engraçada. Recomendo demais! ❤

Título original: Scrotal Recall / Lovesick
Ano de lançamento: 2014
Criador: Tom Edge
Elenco: Johnny Flynn, Antonia Thomas, Daniel Ings, Hannah Britland, Joshua McGuire, Richard Thomson