Dica de Série: O Mundo Sombrio de Sabrina

Oi meu povo, tudo bem?

Pra comemorar o Dia das Bruxas, nesta edição da coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da AleCaverna LiteráriaA Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer) decidimos escolher entre duas séries que têm tudo a ver com a data: A Maldição da Residência Hill ou O Mundo Sombrio de Sabrina.

uma amiga indicou

Eu sou SUPER medrosa e, apesar dos elogios à Residência Hill, não tive coragem de assistir. Somado isso ao fato de que eu estava looouca para conferir o remake de Sabrina, bom… resolvi unir o útil ao agradável. 😛

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Sinopse: Bruxa e também mortal, a jovem Sabrina Spellman fica dividida entre a vida normal de adolescente e o legado de sua família feiticeira.

Quando eu era criança, lembro de gostar de Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, mas confesso pra vocês de que mal me lembro da história. Por isso, pude assistir a O Mundo Sombrio de Sabrina com a mente totalmente aberta, sem comparações ou expectativas, o que foi ótimo! Adorei o clima macabro, a ambientação sinistra e o cast maravilhoso!

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Sabrina é uma jovem prestes a completar 16 anos que se vê dividida entre dois mundos: ela é metade bruxa, metade mortal. No seu aniversário, ela deverá passar pelo Batismo das Trevas, de modo a entrar para a Academia de Artes Ocultas, onde desenvolverá sua magia e servirá ao Senhor das Trevas (aka Satã). Para isso, entretanto, ela deverá abrir mão de sua vida mortal, ou seja, de seu namorado e suas melhores amigas. Obviamente, Sabrina entra em um conflito frente a tal decisão, optando por não seguir tal caminho – o que causa muito alvoroço na comunidade bruxa.

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Meu primeiro comentário sobre a série é: A PROTAGONISTA É A CARA DA HERMIONE. Reparem! E o namorado de Sabrina, Harvey, é a cara do Tate (American Horror Story). São muitos doppelgangers nessa série, socorro. 😂 Dito isso, preciso elogiar a performance do elenco. Eu adorei cada personagem de seu próprio modo, e todos eles têm uma personalidade bem marcante, com tempo de tela suficiente para que possamos conhecê-los. Sabrina é obstinada, justa, teimosa e empoderada; ela luta pelos direitos das mulheres, pelo fim do bullying na escola e em momento nenhum incentiva briguinhas entre garotas (mesmo aquelas que a provocam). Porém, como toda adolescente, ela toma decisões impulsivas e acaba pecando por sua ingenuidade. Harvey é o namorado fofo que toda garota gostaria de ter. Suas amigas, Ros e Susie, fogem dos padrões estéticos (Ros é negra e tem um black power maravilhoso e Susie é interpretada por um ator não-binário, tendo ainda um plot de transexualidade).

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As tias de Sabrina, Hilda e Zelda, bem como seu primo, Ambrose, também são cativantes e brilham em diversos momentos. Fiquei surpresa com a atuação de Miranda Otto como uma Zelda controladora e rígida, especialmente por só tê-la visto atuando como Éowyn. Os personagens da Igreja da Noite também são interessantes e, até certo ponto, assustadores: o Padre Blackwood e a “Sra. Wardwell”, por exemplo, nos intimidam porque sabemos que eles escondem segredos envolvendo seus planos para Sabrina.

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A estética da série é incrível. Parece meio anos 90 mas, ao mesmo tempo, existem smartphones. Os figurinos são retrô, mas os pensamentos e diálogos são condizentes com nosso momento social atual. Acredito que foi uma estratégia da série para manter uma ideia de atemporalidade, anacronismo. Seja como for, eu gostei. 😀 A série também arrasa nos cenários (o casarão das Spellman é digno de uma história de bruxas!) e fotografia, apostando em tons escuros e sombras para criar uma ambientação mais macabra. A única coisa que me desagradou bastante foram os constantes blur nas cenas, normalmente nas que envolviam feitiços ou coisas sobrenaturais. Me sentia míope assistindo!

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Apesar de falar em rituais satânicos, ocultismo, demônios, bruxaria e afins, não acho que O Mundo Sombrio de Sabrina se enquadre como uma série de terror propriamente dito. Ela equilibra muito bem as cenas mais aflitivas com certo bom humor e ironia, o que colabora bastante para não deixar o tom tão pesado. Algumas cenas são tensas, sim, mas se mesmo eu (que sou medrosa) consegui assistir de boa, acho que você também consegue. Na verdade, o estilo de “medo” que senti em O Mundo Sombrio de Sabrina me faz recordar de Stranger Things. É de boas, juro! 😉

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O Mundo Sombrio de Sabrina é uma série cativante. Apesar dos episódios longos (não curto muito quando eles têm mais de 50 minutos), o carisma dos personagens – em especial de sua protagonista – envolve o espectador, e a trama cheia de mistérios e reviravoltas também faz com que você queira assistir um episódio atrás do outro. Por fim, a série aborda diversas questões relevantes (como o feminismo e a identidade de gênero) de modo natural e preciso. E, se pensarmos bem, a história da bruxaria está totalmente conectada à história das mulheres, não é mesmo? Uma série atual, divertida e envolvente. Recomendadíssima! 😉

Título original: Chilling Adventures of Sabrina
Ano de lançamento: 2018
Criador:Roberto Aguirre-Sacasa
Elenco: Kiernan Shipka, Miranda Otto, Lucy Davis, Ross Lynch, Chance Perdomo, Michelle Gomez, Richard Coyle

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Dica de Série: The Good Place

Olar, tudo bem?

Cá estou com mais uma dica de série de comédia bem divertida: The Good Place. 😉

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Sinopse: Depois de morrer, a egocêntrica Eleanor é enviada por engano ao lado bom do Além. Agora ela está determinada a se tornar uma pessoa melhor para continuar lá.

Eleanor Shellstrop morreu. No pós-morte, ela acorda no paraíso (o Lugar Bom) e é recepcionada por Michael, seu mentor, que explica que as pessoas recebem pontos ao longo da vida de acordo com suas atitudes (boas ou más), que definem se elas irão para o Céu ou para o Inferno. O problema é que Eleanor não foi uma pessoa boa. Muito pelo contrário! Ela era egoísta, ácida, desagradável, inconsequente, trapaceira, mentirosa… e a lista não para. Houve algum engano e, provavelmente, sua xará foi parar no Lugar Mau (sim, o Inferno). Pra tornar tudo pior, no Lugar Bom as pessoas são apresentadas às suas almas gêmeas, e o par perfeito de Eleanor é um professor de filosofia extremamente ético, Chidi. Já dá pra imaginar a confusão, né?

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The Good Place não é uma série genial, mas ela é muito engraçada por não se levar a sério, abusando de situações nonsense. No Lugar Bom, as pessoas têm as casas perfeitas, convivem com sua alma gêmea, são felizes o tempo todo, têm frozen yogurt à vontade e desfrutam de todas as coisas boas que a vida após a morte poderia oferecer. Mas para alguém egoísta, impulsivo e manipulador como Eleanor, isso é praticamente tortura. Sua vizinha, por exemplo, é enlouquecedora: Tahani é uma socialite inglesa cheia de pompa, casada com um monge que fez voto de silêncio. Nem palavrões são ditos no Lugar Bom (sendo substituídos por palavras inocentes quando tentam ser ditos, como a clássica “What the fork?”), tamanha a santidade do lugar! O problema é que, desde a chegada da Eleanor “falsa”, o paraíso parece dar sinais de colapso – uma provável tentativa de equilíbrio do universo. Eleanor então pede ajuda a Chidi, para ensiná-la a ser uma pessoa boa e, consequentemente, merecedora de estar ali.

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É muito engraçado ver Eleanor penando para tentar se adaptar à ética e às atitudes corretas. E é mais engraçado ainda ver os personagens interagindo, sendo eles tão diferentes uns dos outros. Além dos já mencionados Eleanor, Chidi e Tahani, também dou muita risada com o monge Jianyu e com Janet (uma espécie de “assistente pessoal” onisciente). Com o passar do tempo, esse grupo passa a se conhecer melhor e uma amizade inesperada  (e divertida!) surge.

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O plot twist da primeira temporada é fantástico! Sério, fiquei de queixo caído e adoreeei a ideia dos criadores da série. Foi surpreendente e proporcionou uma reviravolta tremenda para a história. Só lamento que a série tenha decaído um pouco a partir da segunda temporada, tornando-se levemente repetitiva.

The Good Place é aquela série despretensiosa, bacana para passar o tempo de forma leve quando não queremos conferir nada muito longo ou pesado na TV. Tem bons personagens, uma história bastante original e um final surpreendente. E, de quebra, foi criada por um dos responsáveis por Brooklyn Nine-Nine e tem atores que participam dela também, o que é bem divertido de conferir. 😂 Vale a pena dar uma chance. 😉

Título original: The Good Place
Ano de lançamento: 2017
Criador: Michael Schur
Elenco: Kristen Bell, William Jackson Harper, Jameela Jamil, Manny Jacinto, Ted Danson, D’Arcy Carden

Review: Felicidade Por Um Fio

Oi gente, tudo bem?

Sexta-feira estreou um filme que vinha sendo muito aguardado por mim: Felicidade Por Um Fio!

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Sinopse: Uma publicitária perfeccionista com problemas na vida amorosa embarca em uma jornada de autoconhecimento que começa no visual radicalmente novo.

Violet é a definição de uma mulher de sucesso: bonita, bem-sucedida, tem um apartamento dos sonhos, está sempre impecável e em breve será pedida em casamento pelo médico com quem namora. Ou, pelo menos, é isso que ela pensa. Quando os planos não saem como o esperado e o relacionamento termina, Violet passa pela clássica fase pós-término de sair para beber, e é numa noite dessas em que ela tem um surto emocional e… raspa a cabeça! A partir desse acontecimento, Violet precisa repensar sua relação com os outros mas, principalmente, consigo mesma.

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Não sei nem por onde começar a elogiar esse filme, gente, sério! Em 2016 eu passei pela transição capilar e fiz o big chop (grande corte) para tirar o que restava da progressiva. Não vou mentir: não foi fácil e até hoje não é, mas desde então venho me redescobrindo e aprendendo a lidar com meu cabelo natural. Por isso, me identifiquei de cara com Violet e seus dilemas. No caso da protagonista, tudo fica ainda mais acentuado pelo fato dela ser uma mulher negra: a primeira cena do filme já coloca em perspectiva as diferenças de como crianças brancas e crianças negras têm preocupações (e tratamentos) diferentes no que diz respeito ao seu cabelo. Violet cresceu achando que, se seu cabelo não estivesse perfeitamente liso e alinhado, ela jamais seria considerada bonita. E, quando paramos para pensar que ser bonita é uma das maiores cobranças sofridas pelas mulheres, é ainda mais difícil aceitar um cabelo que foge totalmente do padrão amplamente aceito.

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Nesse contexto, o longa mostra de maneira nítida a importância da família na construção da autoestima: enquanto Violet cresceu sendo tolhida pela mãe, ensinada a odiar o seu cabelo natural, Zoe (uma menininha por quem Violet se afeiçoa) tem um pai cabeleireiro que exalta sua beleza natural todos os dias, o que proporciona o ambiente ideal para que sua autoestima seja construída. A publicidade também recebe sua parcela de culpa, e Violet percebe isso somente após raspar o cabelo. Se antes ela era uma especialista em comerciais de produtos femininos, depois de sua mudança (interna e externa), Violet percebe que os comerciais repetem padrões excludentes, trazendo poucas formas, corpos e possibilidades diferentes. Felicidade Por Um Fio basicamente joga na nossa cara algo que deveria ser óbvio: representatividade importa!

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Outra questão envolvendo esse filme que me deixou apaixonada por ele é o crescimento pessoal de Violet. Depois que ela raspa o cabelo, ela acaba se aproximando de Zoe e de seu pai, Will. Ela os havia conhecido em uma circunstância hostil no salão de Will, mas com o passar do tempo uma amizade (e posterior interesse romântico) surgem. Acontece que Will não é o responsável pelo amadurecimento (ou pela “salvação”) de Violet e de sua autoestima. Ele ajuda, claro, reforçando o quanto ela é bonita como é, mas não é o relacionamento com Will que transforma Violet na mulher que ela pode ser. A empoderada Zoe tem um forte papel ao inspirar Violet, e as amigas da protagonista também ajudam muito no processo. Mas a grande responsável pela mudança é a própria Violet: a protagonista se permite experimentar coisas novas, entender o que deseja para si mesma, observar o mundo sob uma nova perspectiva, fazendo com que ela evolua como mulher e como profissional. Felicidade Por Um Fio acerta MUITO nisso, dando tempo a Violet para se redescobrir; afinal, não é do dia para a noite que a autoaceitação vem (depois de toda uma construção de vida dizendo o contrário) e tudo muda ao seu redor.

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Por fim, o final do filme não é clichê. Apesar de ser uma comédia romântica, o longa acerta em focar na sua protagonista, e eu atribuo isso à sensibilidade de uma diretora mulher. Uma das frases que mais me marcaram é quando Violet diz que, quando parou de gastar tanta energia com o cabelo, passou a ter mais tempo para si mesma e para outros aspectos importantes de sua vida. Vou tentar seguir esse conselho. ❤ Em suma, Felicidade Por Um Fio traz um enredo muito crível com uma protagonista relacionável, com uma trama que respeita a trajetória de Violet. As portas para o amor ficam abertas, mas a verdade é que toda a trama é sobre ela, e não sobre um possível amor salvador. Se eu amei? Eu amei MUITO!

Título original: Nappily Ever After
Ano de lançamento: 2018
Direção: Haifaa Al-Mansour
Elenco: Sanaa Lathan, Lyriq Bent, Daria Johns, Ricky Whittle, Lynn Whitfield, Ernie Hudson, Brittany S. Hall, Camille Guaty

Review: O Plano Imperfeito

Oi meu povo, tudo certo?

Vamos de filme fofo para animar o domingo? Vamos! Hoje vou contar o que achei de O Plano Imperfeito, comédia romântica da Netflix. 😉

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Sinopse: Harper (Zoey Deutch) e Charlie (Glen Powell) trabalham como assistentes para dois executivos em Manhattan. O temperamento e a dinâmica de seus chefes transformam suas vidas em um verdadeiro inferno. Desesperados e exaustos, os dois jovens se juntam para elaborar um plano um tanto quanto ousado: fazer com que os seus superiores se apaixonem e, dessa forma, fiquem mais tranquilos em relação ao trabalho.

Harper e Charlie são assistentes de dois profissionais extremamente exigentes e sem noção. Harper trabalha para uma grande jornalista esportiva, Kirsten, e tem o sonho de tê-la como mentora; Charlie é assistente de Rick, um profissional importante do ramo de investimentos, e deseja sua tão sonhada promoção, de modo a ter mais tempo e status para oferecer à sua namorada, uma modelo em ascensão. Os dois assistentes acabam se conhecendo por acaso (fazendo hora extra, é claro) e, ao perceberem que ambos sofrem com os abusos dos chefes, decidem armar um encontro para que fiquem juntos (e parem de incomodar rs).

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O Plano Imperfeito nada mais é do que uma comédia romântica clichê. Isso é um defeito? Claro que não! Quando bem feito, eu adoro! ❤ E, aqui, deu muito certo. Harper é uma pessoinha apaixonante: bem humorada, ligada no 220v, espontânea e dedicada. Seu grande sonho é escrever sobre esportes, mas ela nunca tem tempo para se dedicar a isso devido à carga de trabalho. Charlie, por outro lado, é alguém ambicioso, cujo status importa (tanto na profissão quanto no seu relacionamento com a modelo Suze). Entretanto, ao conviver com Harper, ele começa a perceber que existem outras coisas muito mais importantes do que as aparências e, principalmente, do que investir sua vida em um trabalho no qual você não acredita.

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É bem engraçado ver as armações que os dois preparam para juntar Rick e Kirsten. Harper e Charlie têm muita química, e suas diferenças fazem com que seja ainda mais fofo vê-los juntos. As cenas da amizade improvável dos dois são muito bacanas, e a dupla esbanja carisma. Quando os sentimentos vão se transformando, é impossível não shippar e torcer loucamente pra que tudo dê certo. E o mais bacana é que ambos aprendem que precisam se desafiar, e isso não necessariamente quer dizer dar um passo em frente na carreira. Às vezes, você precisa dar um pause, olhar para dentro de si mesmo e refletir sobre quem você é e sobre quem você quer ser.

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Outro aspecto bacana é que, apesar de ser uma comédia romântica, o filme não foca apenas no aspecto amoroso envolvendo os personagens. Mesmo em um tempo curto de duração, O Plano Imperfeito consegue mostrar outros aspectos do dia a dia de Harper e Charlie que não necessariamente o romance. Ambos têm amigos, uma vida própria e ambições que desejam conquistar, o que dá mais profundidade às suas personalidades. Até Kirsten e Rick tem um certo desenvolvimento (apesar de não serem o foco). E, apesar de eu não ter gostado do fato de Kirsten ser apresentada como “a mulher de negócios que abriu mão do amor para ser bem-sucedida”, no final ela demonstra sua força ao tomar uma decisão muito acertada. 😉

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O Plano Imperfeito é o filme ideal se você quer curtir uma produção despretensiosa, mas cativante. Ele é engraçado, tem bons personagens e traz um casal que conquista. Com  Plano Imperfeito, uma pipoquinha e um cobertor, tenho certeza de que o seu domingo vai ficar ainda mais aconchegante. ❤

Título original: Set It Up
Ano de lançamento: 2018
Direção: Claire Scanlon
Elenco: Zoey Deutch, Glen Powell, Lucy Liu, Taye Diggs, Meredith Hagner, Pete Davidson

Review: Para Todos Os Garotos Que Já Amei

Oi gente, tudo bem?

Depois de muita espera e ansiedade, Para Todos Os Garotos Que Já Amei finalmente chegou na Netflix, e hoje eu vim contar pra vocês o que achei dessa adaptação tão aguardada. ❤

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Mas essa não é a única coisa especial do post de hoje: ele também inaugura uma nova parceria aqui do blog: o grupo Uma Amiga Indicou! Junto da Ale (Estante da Ale), da Carol Antonucci (Caverna Literária), da Carol Cristina (A Colecionadora de Histórias) e da Pam (Interrupted Dreamer), todo mês vou trazer aqui no blog alguma indicação bem especial, pensada pelo grupo especialmente pra vocês. ❤ Espero que vocês gostem tanto quanto a gente!

Agora vamos ao review!

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Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

Resumindo o plot principal: Lara Jean é uma garota romântica que escreve cartas de amor para cada garoto por quem se apaixonou. Um dia, as cartas são misteriosamente enviadas, e ela entra em pânico, pois um dos destinatários é Josh, seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã. Para evitar uma confusão entre ela, Josh e sua irmã, ela aceita fingir um namoro com Peter Kavinsky, o garoto mais popular da escola (que deseja reconquistar a ex-namorada, Genevieve).

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Em primeiro lugar, eu amei a atmosfera do longa, e de como ele conseguiu traduzir perfeitamente o clima que permeia a leitura. A decoração do quarto de Lara Jean, suas roupas e até o modo de prender o cabelo refletem perfeitamente aquilo que está escrito nas páginas, transportando o espectador para o universo da trilogia. Lana Condor fez com que eu me apaixonasse de vez por Lara Jean. Se no livro eu a acho um pouco apática e sonhadora demais, no filme eu fiquei encantada com seu jeitinho atrapalhado, doce, gentil – e, ainda assim, determinado e cheio de opiniões. A personalidade de Peter condiz totalmente com sua contraparte literária: ele é confiante e carismático, exatamente como eu imaginei. A única coisa que me decepcionou foi a aparência: desculpa gente, não achei o ator bonito não. 😂 Ele é no máximo ajeitadinho (e o Peter é descrito como deslumbrante, né).

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Existem algumas pequenas mudanças em relação ao livro. Alguns personagens e cenas foram cortados, e isso é compreensível quando pensamos que o filme tem apenas 1h40 (aproximadamente) de duração. Entretanto, conversando com a Carol C., me dei conta de que poderiam existir mais cenas entre Lara Jean e Peter, para que a aproximação dos dois fosse mais natural, como no livro. As mudanças não prejudicaram minha experiência e eu adorei as cenas do casal (especialmente quando conversam sobre família), mas se tivessem mais momentos apenas entre os dois, o filme ficaria ainda mais incrível.

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Outros personagens de quem eu não gostava no livro acabaram me conquistando no filme: Chris mantém a essência “livre” e meio maluca, mas é uma amiga que defende Lara Jean com unhas e dentes (enquanto, no livro, ela me parece meio… aproveitadora); Kitty, que eu acho um pé no saco no livro (sim, devo ser a única a não curtir a personagem, mas paciência) ficou muito engraçada e carismática. Josh tem uma participação quase insignificante, o que considero um ponto negativo: parece mais difícil “comprar” todo o sentimento de Lara Jean por ele, porque o personagem não tem a chance de brilhar e de demonstrar sua personalidade no filme.

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Para Todos Os Garotos Que Já Amei fez um trabalho maravilhoso em adaptar o livro e, principalmente, conquistar seu próprio tom. O filme é engraçado, divertido, romântico e fofo – sem nunca ficar meloso ou forçado demais. O longa também traz a importância da família, do perdão e da força do apoio mútuo. A química entre os atores torna cada cena divertida de assistir, arrancando sorrisos e emoções do espectador. Se eu já tinha me apaixonado antes pelo romance de Lara Jean e Peter K., depois desse filme meu coração ficou ainda mais quentinho ao pensar neles. ❤ Adorei!

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P.S. (com spoilers, selecione se quiser ler): AI QUE MEU JOHN AMBROSE MCCLAREN APARECEU NA CENA PÓS-CRÉDITOS!!! 😱 Cadê o próximo filme, produção?

Título original: To All The Boys I’ve Loved Before
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susan Johnson
Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Israel Broussard, John Corbett, Janel Parrish, Anna Cathcart

Dica de Série: Alias Grace

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei da minissérie Alias Grace, baseada no livro Vulgo Grace, da Margaret Atwood (que, por sua vez, é baseado numa história real ocorrida no Canadá, no século 19).

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Sinopse: Nesta série baseada no premiado livro de Margaret Atwood, um psiquiatra tenta decidir se uma assassina deve ser perdoada mediante a alegação de insanidade.

Na série, acompanhamos o psiquiatra Simon Jordan, cujo objetivo é entrevistar a prisioneira Grace Marks (acusada e condenada pelo assassinato de seu antigo patrão, Thomas Kinnear, e sua governanta, Nancy Montgomery) para avaliar sua sanidade e, a partir disso, determinar se ela merece o perdão para ganhar novamente sua liberdade. Em suas conversas com a moça, Grace vai rememorando sua vida sofrida e narrando os fatos que a levaram até ali. Com o passar dos dias, o Dr. Jordan vai ficando fascinado com sua história e, principalmente, com as ambiguidades de seus relatos.

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Alias Grace é uma série que constrói sua narrativa lentamente, mas jamais de modo entediante. Grace é um verdadeiro mistério, para nós e para Jordan, e vai se revelando aos poucos – sempre na perspectiva que a jovem nos permite enxergar. Sua história de vida é bastante sofrida: ela fugiu de uma casa em que passava por maus tratos vindos de um pai abusador, foi trabalhar em uma casa de família na qual sua melhor amiga morreu e, posteriormente, mudou-se para a casa de Kinnear, local que selou seu destino. Sob as ordens da governanta Nancy (que era também amante de Kinnear), Grace passou a ser tratada com rispidez e severidade. Durante sua estada na propriedade, ela conhece o jovem James McDermott, que odeia profundamente Kinnear e Nancy. Ele foi acusado de orquestrar o crime e, por isso, foi para a forca; entretanto, mesmo em seus momentos finais, o rapaz acusava Grace de ser responsável pelo assassinato.

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É inquietante perceber as dissonâncias da narrativa de Grace e dos registros oficiais em relação ao crime. Em nenhum momento a série deixa claro quem está falando a verdade, Grace ou McDermott. Entretanto, é impossível não se afeiçoar à moça (ou melhor, ao seu relato): ela transmite uma tranquilidade e uma inocência que fazem com que a gente queira confiar e acreditar nela. E é justamente sua capacidade de se mostrar como um ser dócil e passivo (características esperadas do gênero feminino, especialmente naquela época) que a salva da morte e permite que ela seja avaliada para ter uma chance de liberdade, como foi dito pela historiadora canadense Ashley Banbury. De certo modo, Grace é bastante subversiva, especialmente por conseguir manipular não apenas o júri, como também o Dr. Jordan e, é claro, o espectador.

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Alias Grace também traz críticas ao modo como a sexualidade feminina é vista pela sociedade. Grace questiona porquê mulheres pagam com a vida quando erram, enquanto homens gozam de privilégios e liberdade. A morte de sua melhor amiga, Mary, tem um grande impacto em sua personalidade, causando uma reviravolta no final que deixa o espectador com a pulga atrás da orelha sobre o que é real ou não em sua história. Ainda assim, a amizade das duas é comovente e de grande importância na vida de Grace.

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Os episódios tem uma fotografia incrível, bem como figurinos belíssimos, que transportam quem assiste diretamente para aquela época. Além disso, o desenrolar lento também é repleto de tensão, especialmente durante as entrevistas do Dr. Jordan e Grace. Eu ficava super ansiosa pelo próximo capítulo, e fiquei muito satisfeita com a duração da série: a história foi perfeitamente contada em 6 episódios de cerca de 45 minutos. O final, em aberto, é sen-sa-cio-nal, e te faz questionar tudo que você assistiu (e acreditou) até então.

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Alias Grace é uma série provocativa, que não se propõe a dar respostas definitivas sobre o que aconteceu no caso de Grace Marks. Ela questiona o papel da mulher na sociedade, bem como mostra o uso da performance feminina para subjugar os homens no poder. Também critica as injustiças que ocorrem com mulheres que não chegam nem perto de atingir os homens. E, é claro, tem um enredo instigante e envolvente, narrado por uma personagem nada confiável, mas fascinante.

Título original: Alias Grace
Ano de lançamento: 2017
Criador: Sarah Polley
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Anna Paquin, Paul Gross, Zachary Levi, Kerr Logan, Rebecca Liddiard

Review: Aggretsuko

Oi galera, tudo bem?

Faz tempo que eu não falo sobre animes por aqui, né? E se eu te contar que Aggretsuko (de Aggresive Retsuko) foi uma das surpresas mais agradáveis e engraçadas dos últimos tempos? 😉 Vamos conhecer!

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Sinopse: Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente.

Uma red panda fofinha de 25 anos, que trabalha no setor de Contabilidade de uma grande empresa, sofre diariamente com o abuso de seu chefe preguiçoso e machista e desconta as frustrações do dia a dia cantando death metal num karaokê. Sim, essa é a trama de Aggretsuko, o novo anime da Sanrio (a mesma empresa criadora da Hello Kitty). 😂 E sabem o que é mais engraçado? A trama não é nada surreal, não!

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Retsuko é uma jovem solteira, infeliz no trabalho, insegura quanto sua aparência e que precisa contar as moedinhas no fim do mês pra pagar o aluguel e viver com dignidade. Seus dias são repletos de gritos e cobranças infundadas por parte de seu chefe, o Supervisor Porcão, um homem abusivo, machista e preguiçoso, que passa o dia inteiro polindo seus tacos de golfe e treinando novos movimentos e tacadas. Como todo jovem adulto que precisa do emprego, Retsuko engole diversos sapos e tenta lidar com a rotina da melhor forma possível. Sua maneira de extravasar é cantando sozinha no karaokê, e a comédia fica por conta da discrepância entre sua aparência fofa e o estilo musical favorito da protagonista, o death metal. Gritos, riffs pesados de guitarra, letras xingando o chefe e muito headbang marcam essas cenas, nas quais Retsuko aparece “possuída” pela música, com maquiagem pesada e língua de fora. Impossível não rir! 😂

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Aggretsuko traz, de maneira leve (mas surpreendentemente real) situações cotidianas que todo mundo já passou ou vai passar um dia: a convivência com colegas puxa-saco e fofoqueiros, um crush em um colega de trabalho, a cegueira em relação aos defeitos de alguém logo que nos apaixonamos, a dor de ter que dar um presente caro a amigos que estão se casando (o que compromete as finanças do mês), a sensação de frustração ao comparar sua vida à de uma amiga… São inúmeras situações relacionáveis, o que nos faz criar uma empatia instantânea por Retsuko.

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As amizades femininas também merecem destaque. Para a surpresa da protagonista, ela se vê amiga de duas funcionárias importantes da empresa em que trabalha: Gori e Washimi. Bonitas e bem-sucedidas, elas eram objeto de admiração de Retsuko, até que uma aula de yoga em comum acaba por uni-las. E as duas são incríveis, apoiando e incentivando Retsuko, especialmente  no que diz respeito à vida profissional.

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Com episódios de apenas 15 minutos, Aggretsuko foi uma grata surpresa que a Netflix me proporcionou. Confesso que só topei assistir porque meu namorado insistiu mas, no fim, me vi gargalhando e me identificando com os dramas da vida de Retsuko (que, aliás, tem praticamente a mesma idade que eu kkk rindo de nervoso). É um anime curtinho, que você assiste numa sentada, e vai te arrancar boas risadas. Vale a pena dar uma chance! 😀

Título original: Aggretsuko
Ano de lançamento: 2018
Criador: “Yeti” (pseudônimo)
Elenco: Kaolip, Komegumi Koiwasaki, Maki Tsuruta, Sohta Arai, Rina Inoue, Shingo Kato, Yuki Takahashi