Review: O Livro dos Personagens de Harry Potter

Oi gente, tudo bem? 😀

Há um tempo eu prometi um post mostrando mais dos livros especiais que falam sobre a produção dos filmes de Harry Potter e hoje finalmente vim (começar a) cumprir a promessa. 🙈

A primeira dessas edições incríveis que eu li foi O Livro dos Personagens de Harry Potter, cujo enfoque é trazer informações sobre os núcleos principais dos personagens da saga, então temos uma sessão dedicada aos Alunos de Hogwarts, aos Comensais da Morte, aos Professores e por aí vai. Em cada categoria, a obra explora detalhes da produção dos personagens ao longo dos filmes, e isso envolve a preparação dos atores, a produção do figurino, mudanças em relação aos livros, curiosidades técnicas e muito mais.

A edição em si é um capricho só. A capa é maravilhosa, as páginas são de gramatura mais grossinha e as fotos e ilustrações encantam. O livro é bem visual, então durante a leitura você provavelmente vai levar um bom tempo apreciando as imagens e os detalhes. É o tipo de obra que vai encantar os fãs, sem sombra de dúvidas! Se você puder, vale a pena ter na estante. ❤

E agora vou deixar as fotos falarem por mim! 😉

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Capa dura, design incrível e aplicações em verniz. ❤

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Detalhes da produção e alguns rascunhos de A Câmara Secreta à direita.

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Na parte do livro dedicada ao Harry, há detalhes sobre a varinha, figurinos e objetos utilizados pelo personagem, como a Capa da Invisibilidade.

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Claro que eu ia trazer uma foto da parte dedicada à melhor personagem da saga, né? ❤

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Um “mini-livrinho” que mostra detalhes do design das máscaras dos Comensais da Morte.

Gostaram dessa edição especial?
Querem mais posts assim, mostrando detalhes dos outros livros da coleção?

Beijos e até o próximo post. ❤

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Review: Castlevania

Oi pessoal, tudo bem?

Apesar de não ter jogado os jogos que deram origem à série animada, eu assisti e adorei Castlevania, e hoje vim contar um pouquinho mais a respeito pra vocês. 😀

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Sinopse: Um caçador de vampiros luta para salvar uma cidade sitiada por um exército de criaturas controladas pelo próprio Drácula.

A trama se inicia após o temido conde Drácula, um vampiro poderoso, perder sua esposa, Lisa, que é queimada viva na fogueira por acusação de bruxaria – quando na realidade ela apenas ajudava os aldeões com seus conhecimentos em medicina. Convencido de que a humanidade é podre e não merece viver, Drácula libera suas criaturas infernais para exterminar todos os seres humanos. O fanfarrão Trevor Belmont, herdeiro e único membro vivo oriundo de uma família de caçadores de monstros, se opõe à destruição e, com a ajuda de Sypha Belnades (uma maga nômade), combate as criaturas. Após batalhas sangrentas, os dois decidem acordar e se aliar ao poderoso Alucard – meio-vampiro, meio-humano e filho de Dracula, que vê a atitude do pai como completamente insana.

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Castlevania é uma série curtinha, com apenas 2 temporadas (por enquanto) e episódios de cerca de 20 minutos. É uma ótima opção para maratonar, o que é facilitado pelo enredo envolvente e pelas cenas de batalha. O traço é lindíssimo, uma mistura de animações ocidentais com traços orientais. Porém, preciso criticar a animação propriamente dita: eu achei a movimentação dos personagens e suas expressões faciais muito “dura” e travada, sem a fluidez necessária para que eu sentisse naturalidade enquanto assistia. Na segunda temporada há uma melhora, mas na primeira isso me incomodou tanto que quase desisti da série hahaha! 🙈

A dinâmica do trio principal é muito divertida de acompanhar: Sypha é a voz da razão em meio às brigas infantis de Trevor e Alucard, que têm personalidades totalmente opostas. Enquanto o primeiro é malandro e fanfarrão, o segundo é discreto e racional. Entretanto, em batalha, os três se complementam e se protegem, tendo habilidades e conhecimentos únicos que os transformam em um time incrível. Mas é inegável que o personagem mais interessante (e crushante, plmdds) é Alucard, que precisa ir contra o próprio pai para honrar a memória da mãe; em sua opinião, a escolha de Drácula de dizimar a humanidade vai contra tudo o que Lisa acharia certo e, por isso, ele precisa ser impedido. Mas enfrentar essa situação não é fácil, afinal, Drácula é seu único parente e laço sanguíneo no mundo, o que torna o dilema muito mais pesado.

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Os vilões, infelizmente, não são tão interessantes, à exceção do próprio Drácula – que, na minha visão, é praticamente um anti-herói. Devastado pela perda do amor de sua vida, Drácula não foi capaz de seguir em frente. Entretanto, sua decisão de exterminar os seres humanos causou grande discordância entre os vampiros sob seu comando, gerando algumas intrigas políticas e traições ao longo da série. É difícil não torcer (nem que seja um pouquinho) para que Drácula seja bem-sucedido em sua vingança: a cena em que Lisa morre é de uma crueldade tão grande que fica um pouco mais fácil entender as motivações do vilão (não que exterminar inocentes por causa disso se justifique, mas a gente entende a revolta rs).

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Resumindo, Castlevania é uma ótima animação, com uma história bacana, cheia de ação e personagens carismáticos (alguns dublados por nomes de peso, como Richard Armitage e Graham McTavish, ambos de O Hobbit). Para quem gosta do universo do jogo ou simplesmente é fã de vampiros, vale a pena conferir.

Título original: Castlevania
Ano de lançamento: 2017
Direção: Sam Deats
Elenco: Richard Armitage, Graham McTavish, James Callis, Emily Swallow

Review: Fullmetal Alchemist Brotherhood

Oi pessoal, como estão?

Me dei conta de que nunca havia falado sobre um dos meus animes favoritos da vida aqui no blog! Trata-se de Fullmetal Alchemist Brotherhood, uma obra cuja trama é incrível e a produção é excelente. ❤ Vamos conhecer?

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Sinopse: Com seus corpos em péssimo estado, os irmãos Edward e Alphonse enfrentam forças sinistras para recuperá-los.

Fullmetal Alchemist Brotherhood é o segundo anime feito para adaptar o mangá Fullmetal Alchemist. A primeira versão acabou se distanciando bastante do material original – que ainda estava sendo publicado em paralelo – e eu optei por não assisti-la. Quando soube que haviam feito uma nova adaptação (e, dessa vez, fiel ao mangá), não perdi tempo em conferir e me tornei fã. ❤ Já assisti umas 2 ou 3 vezes desde então. Mas sobre o que é a história? Em um universo fictício, no qual a alquimia faz parte do dia a dia das pessoas, conhecemos os irmãos Elric, Edward e Alphonse. Após perder a mãe, os dois garotos tentaram uma transmutação proibida: a de trazer alguém de volta à vida. Contudo, além da empreitada não ter dado certo, eles sofreram perdas terríveis: Edward perdeu o braço e a perna, enquanto Alphonse perdeu seu corpo inteiro, tendo sua alma fixada em uma armadura. Isso aconteceu porque, na alquimia, existe o princípio básico da troca equivalente: para se obter algo, é preciso oferecer algo de mesmo valor. Após sofrerem esse baque, os dois irmãos decidem partir em busca da respostas para terem seus corpos de volta, acreditando que a lendária Pedra Filosofal possa ser a solução.

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Fullmetal Alchemist já tem uma premissa bastante séria e pesada, quando paramos para analisar que duas crianças órfãs tomam medidas desesperadas para ter a mãe de volta e acabam perdendo ainda mais no processo. Mas agora, adolescentes, Edward e Alphonse continuam enfrentando desafios enormes em suas jornadas. O irmão mais velho, Ed, é membro do exército, que comanda o seu país, de modo a ter recursos financeiros e conexões importantes para auxiliá-los em sua busca por um modo de reaver seus corpos. Contudo, os irmãos Elric vão descobrindo em suas missões que o exército esconde muito mais segredos do que eles imaginavam. Com o passar dos episódios, Ed e Al vão fazendo novos amigos, que desejam ajudá-los a recuperar seus corpos, e também inimigos perigosos, como os homúnculos. Criaturas aparentemente imortais, com capacidade regenerativa acelerada e habilidades sobre-humanas, os homúnculos parecem pessoas normais, porém são feitos artificialmente usando… a Pedra Filosofal. Obviamente, Ed e Al ficam ainda mais intrigados por esse fato, e o caminho dos dois se cruza com o dos homúnculos por diversas vezes.

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Com o passar dos episódios, o espectador vai ficando cada vez mais envolvido com a trama. Fullmetal Alchemist Brotherhood tem cenas incríveis de batalha, mas o anime vai muito além disso. As intrigas políticas, as mentiras, o medo e a desconfiança são constantes, especialmente quando percebemos que ninguém está de fato seguro. Existem episódios MUITO tristes logo no início do anime, mostrando que ele não poupa personagens e que as consequências das intrigas são severas. Por outro lado, o apoio que os irmãos recebem de diversos personagens ao longo do caminho também é comovente, de um jeito que aquece o coração. Existem muitas pessoas incríveis no caminho dos irmãos, que fornecem apoio emocional das mais diferentes maneiras. Esse é outro trunfo do anime: todos os personagens que surgem ao longo da história têm um propósito e são bem desenvolvidos, assim como suas relações interpessoais; e, mesmo quando você acha que alguém sumiu e não vai mais aparecer, o anime consegue fazer com que esse indivíduo tenha importância.

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Além de todas as qualidades da trama, que é excelente, os aspectos técnicos também são sensacionais. A animação é maravilhosa, as cores e traços são lindos e as cenas de batalha são fluidas. E o que dizer da trilha sonora? Eu dificilmente pulo as openings e endings, porque são ótimas e cheias de feeling. Muitas das canções do anime já foram parar na minha playlist, e olha que eu não sou a maior fã de j-music do mundo!

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Resumindo, Fullmetal Alchemist Brotherhood é um anime imperdível. Se você nunca teve contato com o gênero, é uma ótima sugestão para começar. Em primeiro lugar, a trama é de GRANDE qualidade, envolvente e bem desenvolvida. Em segundo, os personagens são cativantes e verossímeis, com objetivos, dores e sentimentos próprios. Em terceiro, o anime não é sexualmente apelativo (um defeito que encontro em muitas produções shounen por aí). E, por último, é uma produção de qualidade técnica inegável. E tem na Netflix, hein? Vale a pena dar uma chance e se apaixonar pela trajetória dos irmãos Elric. 😉

Título original: Hagane no Renkinjutsushi
Ano de lançamento: 2009
Direção: Yasuhiro Irie
Roteiro: Hiroshi Ōnogi
Elenco: Romi Paku, Rie Kugimiya, Shin-ichiro Miki, Kenta Miyake, Fumiko Orikasa, Megumi Takamoto

Review: My Hero Academia

Oi gente, tudo bem?

Faz eras que eu não falo sobre animes por aqui, né? Pra falar a verdade, prefiro produções antigas, que eu assistia quando eu era adolescente, e não assisto a tantos animes novos. Porém, por insistência do meu namorado, dei uma chance a My Hero Academia (ou Boku no Hero) e me apaixonei. ❤

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Sinopse: Em um mundo onde quase toda a população possui algum poder sobre-humano, Izuku Midoriya é um dos poucos casos de pessoas comuns. Mas esse não é o maior de seus problemas. Exatamente por ser desprovido de qualquer poder, Izuku sofre constantemente nas mãos de seus colegas de classe. Nesse mundo fictício, desde o primeiro caso constatado de um recém-nascido com algum tipo de poder, o índice de criminalidade cresceu proporcional ao surgimento de heróis com as mais variadas capacidades. E, como não poderia deixar de ser, o sonho de Izuku é se tornar um super-herói. Isso parecia impossível até o dia que ele ajuda o poderoso All Might na captura de um vilão gosmento. Ao demonstrar grande coragem e um forte senso de justiça, com a ajuda do famoso herói de cabelos louros, o garoto, enfim, terá a chance de se tornar quem sempre sonhou!

No futuro, a maioria das pessoas nasce com alguma habilidade especial, chamada de Peculiaridade. Esses dons, obviamente, também se manifestam em pessoas que os utilizam para o mal, o que faz surgir a necessidade de existirem super-heróis para combatê-las. Só que agora os super-heróis não precisam ocultar suas identidades, pois é uma profissão regulamentada e admirada, sendo o sonho de muitos jovens. Um desses jovens é Midoriya Izuku, o protagonista.

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Midoriya sonha em ser um herói e tem como grande ídolo All Might, um dos maiores heróis do mundo, conhecido como Símbolo da Paz. O problema é que, infelizmente, Midoriya é um dos raros casos que nasceu sem Peculiaridade. Entretanto, um dia ele demonstra muita coragem ao tentar salvar seu colega de escola, Bakugou, de um vilão – cena presenciada pelo próprio All Might, que acaba decidindo ajudar o garoto a se tornar um super-herói e entrar para a U.A., uma escola para heróis prestigiada.

A partir daí, Midoriya recebe de All Might sua Peculiaridade, a One For All, e passamos a acompanhar seus desafios na U.A.. O garoto está cercado por pessoas talentosas e habilidosas, que tiveram a vida toda para se habituar a seus dons, enquanto Midoriya precisa aprender a controlar seu novo – e expressivo – poder. Além dos desafios proporcionados pela escola, Midoriya também tem que lidar com colegas cujas personalidades são extremamente difíceis, com destaque para Bakugou, um jovem que ele conhece desde a infância. Bakugou também se inspira em All Might, mas sua personalidade explosiva e o bullying que pratica fazem dele alguém desequilibrado. Seus poderes excepcionais são vistos pelos colegas e professores, mas ele nem sempre consegue atingir seus objetivos devido ao seu temperamento (o que acaba sendo um desafio que o próprio Bakugou precisa enfrentar). Existem inúmeros outros personagens que têm seus sonhos e ambições: Uraraka é uma jovem que quer auxiliar os pais financeiramente; Iida sonha em ser um grande herói, assim como o irmão mais velho; Todoroki tem traumas de infância relacionados ao pai que precisa superar, e por aí vai. E é muuuito legal acompanhar o crescimento desses jovens não apenas como heróis, mas também como pessoas.

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A animação propriamente dita é fantástica. Por ser um anime cheio de lutas, é incrível ver a fluidez dos movimentos e a qualidade dos episódios. A trilha sonora também é ótima e empolgante, o que combina com o tom frenético da maior parte dos episódios. Outro aspecto bacana é que – apesar de ter alguns plots previsíveis (como torneios e treinamentos) – o anime tem muitas reviravoltas e episódios que deixam o espectador tenso, querendo saber o que vai acontecer e se os heróis conseguirão deter os planos dos vilões.

Mas, como nem tudo são flores, minhas críticas negativas começam pelos vilões: existem alguns mais interessantes mas, de modo geral, as situações são mais aflitivas do que os vilões em si. Até agora nenhum apresentou ameaça REAL, exceto pelo arqui-inimigo de All Might, All For One. Outro defeito que My Hero Academia apresenta é compartilhado com muuuuitos outros animes do gênero: pouca valorização das personagens femininas e exploração do corpo delas para entretenimento masculino. 😦 

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Porém, apesar das lutas serem envolventes e emocionantes, o que mais mexe com a gente é a superação dos personagens. É algo bem clichê em animes (especialmente shounen, voltados ao público jovem masculino, com tramas cheias de lutas), mas mesmo assim é difícil não ficar arrepiada quando algum personagem consegue superar seus limites e fazer algo que não conseguia antes. Midoriya é o maior exemplo disso, sendo alguém cuja determinação é inabalável. A cada vez que ele demonstra maior controle sobre o grande poder do One For All, temos vontade de vibrar com ele! ❤

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My Hero Academia é um anime com personagens muito carismáticos, traz uma nova forma de trabalhar a ideia de super-heróis (que podem ser considerados saturados hoje em dia, apesar de eu amar) e tem episódios que prendem e criam expectativa. Se você tem afinidade com animes, vale MUITO a pena dar uma chance!

Título original: Boku no Hīrō Akademia
Ano de lançamento: 2016
Direção: Kenji Nagasaki
Roteiro: Yōsuke Kuroda
Elenco: Daiki Yamashita, Kenta Miyake, Nobuhiko Okamoto, Kaito Ishikawa, Ayane Sakura, Yûki Kaji

Review: Aggretsuko

Oi galera, tudo bem?

Faz tempo que eu não falo sobre animes por aqui, né? E se eu te contar que Aggretsuko (de Aggresive Retsuko) foi uma das surpresas mais agradáveis e engraçadas dos últimos tempos? 😉 Vamos conhecer!

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Sinopse: Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente.

Uma red panda fofinha de 25 anos, que trabalha no setor de Contabilidade de uma grande empresa, sofre diariamente com o abuso de seu chefe preguiçoso e machista e desconta as frustrações do dia a dia cantando death metal num karaokê. Sim, essa é a trama de Aggretsuko, o novo anime da Sanrio (a mesma empresa criadora da Hello Kitty). 😂 E sabem o que é mais engraçado? A trama não é nada surreal, não!

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Retsuko é uma jovem solteira, infeliz no trabalho, insegura quanto sua aparência e que precisa contar as moedinhas no fim do mês pra pagar o aluguel e viver com dignidade. Seus dias são repletos de gritos e cobranças infundadas por parte de seu chefe, o Supervisor Porcão, um homem abusivo, machista e preguiçoso, que passa o dia inteiro polindo seus tacos de golfe e treinando novos movimentos e tacadas. Como todo jovem adulto que precisa do emprego, Retsuko engole diversos sapos e tenta lidar com a rotina da melhor forma possível. Sua maneira de extravasar é cantando sozinha no karaokê, e a comédia fica por conta da discrepância entre sua aparência fofa e o estilo musical favorito da protagonista, o death metal. Gritos, riffs pesados de guitarra, letras xingando o chefe e muito headbang marcam essas cenas, nas quais Retsuko aparece “possuída” pela música, com maquiagem pesada e língua de fora. Impossível não rir! 😂

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Aggretsuko traz, de maneira leve (mas surpreendentemente real) situações cotidianas que todo mundo já passou ou vai passar um dia: a convivência com colegas puxa-saco e fofoqueiros, um crush em um colega de trabalho, a cegueira em relação aos defeitos de alguém logo que nos apaixonamos, a dor de ter que dar um presente caro a amigos que estão se casando (o que compromete as finanças do mês), a sensação de frustração ao comparar sua vida à de uma amiga… São inúmeras situações relacionáveis, o que nos faz criar uma empatia instantânea por Retsuko.

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As amizades femininas também merecem destaque. Para a surpresa da protagonista, ela se vê amiga de duas funcionárias importantes da empresa em que trabalha: Gori e Washimi. Bonitas e bem-sucedidas, elas eram objeto de admiração de Retsuko, até que uma aula de yoga em comum acaba por uni-las. E as duas são incríveis, apoiando e incentivando Retsuko, especialmente  no que diz respeito à vida profissional.

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Com episódios de apenas 15 minutos, Aggretsuko foi uma grata surpresa que a Netflix me proporcionou. Confesso que só topei assistir porque meu namorado insistiu mas, no fim, me vi gargalhando e me identificando com os dramas da vida de Retsuko (que, aliás, tem praticamente a mesma idade que eu kkk rindo de nervoso). É um anime curtinho, que você assiste numa sentada, e vai te arrancar boas risadas. Vale a pena dar uma chance! 😀

Título original: Aggretsuko
Ano de lançamento: 2018
Criador: “Yeti” (pseudônimo)
Elenco: Kaolip, Komegumi Koiwasaki, Maki Tsuruta, Sohta Arai, Rina Inoue, Shingo Kato, Yuki Takahashi

Review: Puella Magi Madoka Magica

Olá, pessoal! Tudo bem?

Conforme o prometido, vim trazer mais um conteúdo que eu queria falar a respeito há um tempo. Já falei de muitos mangás por aqui, mas hoje resolvi trazer um anime pro blog! Trata-se de Puella Magi Madoka Magica ou, simplesmente, Madoka Magica.

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Sinopse: Suicídios sem explicação? Acidentes de trânsito? Mortes de pacientes quase curados? Tudo isso é causado pelo poder das bruxas. Elas causam o mal e estão presentes em todos os lugares. Para combate-las, há apenas uma saída: algumas meninas têm que firmar um contrato com Kyubey e tornarem-se Garotas Mágicas. Em troca, essas garotas receberão como prêmio um desejo concedido. Em Puella Magi Madoka Mágica seguimos a vida de Madoka Kaname e os dramas causados após descobrir a existência das bruxas e das garotas mágicas. Em meio a outras personagens, temos Homura Akemi e sua tentativa de impedir que Madoka se torne uma garota mágica. Fonte.

A história começa quando Madoka Kaname, nossa protagonista, tem um sonho em que uma garota luta sozinha contra um monstro imenso. No dia seguinte, na aula, ela vê que a menina do seu sonho é a nova aluna transferida: Homura Akemi. Posteriormente, enquanto faz compras no shopping com as amigas, Madoka vê Homura perseguindo um animal diferente, que lembra um gato. Madoka e sua melhor amiga, Sayaka, salvam essa criatura – chamada Kyubey – mas acabam presas em uma espécie de mundo paralelo, onde são atacadas por um monstro. As duas são salvas por Mami Tomoe, uma garota mágica. E Kyubey é a criatura capaz de transformar garotas normais em garotas mágicas, como Mami. Ele explica que o objetivo das garotas mágicas é lutar contra as bruxas, criaturas horrendas que se alimentam de humanos, levando-os inclusive a se suicidar, cometer assassinato, entre outras coisas. A trama realmente ganha propósito no momento em que Kyubey oferece a Madoka e a Sayaka um contrato para que elas sejam garotas mágicas também – e, em troca, elas podem ter qualquer desejo atendido. Porém, Homura está determinada a impedir que isso aconteça.

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Os traços delicados e a premissa de “garotas mágicas lutando contra o mal” fazem Madoka Magica parecer um anime bobinho, beirando até mesmo o infantil, certo? Errado. Porque em Madoka Magica todo esse conceito de “mahou shoujo”/garotas mágicas é subvertido e desconstruído, principalmente por ter um enredo profundo e doloroso (coisa que eu nunca vi em nenhum outro “mahou shoujo”, por sinal).

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Em apenas 12 episódios, o anime nos apresenta a personagens femininas complexas, com fardos pesados a carregar e arrependimentos com os quais precisam conviver. Madoka é doce, altruísta e gentil, mas extremamente insegura, e esse sentimento faz com que ela não se sinta importante ou necessária; Sayaka é apaixonada pelo melhor amigo desde a infância, mas ele sofreu um acidente que o impede de tocar violino, seu maior talento e paixão, e ela não tem coragem de dizer o que sente; Mami e Kyoko, outras duas garotas mágicas, tem suas próprias histórias que motivaram a decisão de se tornarem garotas mágicas. E, por fim, temos Homura: uma personagem fria, calculista, com um semblante apático, mas capaz de tudo para cumprir seu objetivo – eliminar Kyubey e impedir Madoka de se tornar uma garota mágica. As motivações da personagem são obscuras e demoramos muito a entendê-la, mas prometo que, quando isso acontece, é impossível não se emocionar.

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Madoka Magica também traz algumas discussões sobre moralidade. As personagens viram garotas mágicas para salvar o mundo das bruxas? Ou para ter seu desejo atendido? A questão é que junto do desejo atendido vem também o sacrifício. E essa é uma palavra importante nesse anime. Porque ser uma garota mágica e ver seu desejo sendo realizado não é nada perto do sofrimento que esse “trabalho” exige. A próxima frase tem um spoiler, selecione se quiser ler: a verdade é que o trabalho de garota mágica é eterno e tem apenas um fim, a morte. Porque as bruxas, na realidade, são antigas garotas mágicas que sucumbiram pelo acúmulo de energias negativas. Kyubey é outro personagem que vale a pena mencionar. Vindo de outro planeta, ele tem uma noção de certo e errado totalmente diferente da nossa. Por isso, ele não vê problema algum em fazer o que faz com jovens garotas – induzi-las a se transformarem em garotas mágicas sem contar a verdade por trás disso.

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Puella Magi Madoka Magica é um anime com protagonismo feminino, que traz uma forma totalmente diferente de apresentar o conceito de garotas mágicas. Ele mostra, sem poupar o espectador, que toda ação tem sua consequência, e que pessoas podem morrer e sofrer no processo. Com personagens repletas de camadas, dores e responsabilidades, além de cenas de luta psicodélicas e visualmente impactantes, Madoka Magica foi uma grata surpresa que tive em 2015. É um anime sofrido, por mais que suas cores delicadas e traços fofos não deixem transparecer essa dor em um primeiro momento. Recomendo muito, principalmente pra quem gosta de histórias surpreendentes. 🙂

Título original: Mahō Shōjo Madoka Magica
Ano de lançamento: 2011
Direção: Akiyuki Shinbo
Roteiro: Atsuhiro Iwakami
Elenco: Aoi Yūki, Chiwa Saitō, Eri Kitamura, Kaori Mizuhashi, Ai Nonaka, Emiri Katō

Review: Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar

Oi pessoal! Tudo certo?

Conforme prometi na semana passada, para o post de hoje eu trago meu review/Dica de Série sobre Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar, o tão falado revival da Netflix. Esse especial se passa em quatro episódios, cada um narrando uma estação do ano. 🙂

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Sinopse: Bem-vindo de volta a Stars Hollow. Nove anos depois, saiba o que está acontecendo na vida das mulheres Gilmore: a relação de Lorelai (Lauren Graham) com Luke (Scott Patterson) está em uma pausa desconcertante; a carreira jornalística de Rory (Alexis Bledel) parou antes mesmo de começar e o mundo de Emily (Kelly Bishop) virou de cabeça para baixo após a morte de Richard (Edward Herrmann).

Preciso dizer que, ao contrário da maioria das pessoas, eu gostei da sétima temporada de Gilmore Girls. As pessoas têm muitas críticas a ela por não ter sido obra de Amy-Sherman e Daniel Palladino, que saíram ao final da sexta temporada por problemas contratuais. Porém, todas as coisas toscas e erradas que aconteceram na sétima temporada tiveram origem no fim da sexta, sendo, portanto, criação dos Palladino. Concordo que alguns desenvolvimentos (em especial o de Lane e o de Lorelai e Christopher) foram decepcionantes mas, de modo geral, não achei a temporada ruim. Além disso, a cena final foi perfeita pra mim, sendo um encerramento digno e intimista para uma série como Gilmore Girls, que em seu enredo simples e realista trabalha justamente as relações entre os personagens e os fatos do cotidiano.

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Dito isso, serei sincera: não gostei muito do revival. O primeiro motivo: as duas garotas Gilmore principais não parecem ter evoluído em 9 anos. Lorelai passa por uma crise de meia-idade (bastante compreensível e bem fundamentada), mas continua agindo de modo imaturo em relação à mãe e continua tendo problemas de comunicação com Luke. Contudo, a personagem é extremamente cativante e divertida, então dificilmente consigo me irritar com ela por muito tempo. Além disso, Lauren Graham protagonizou uma das cenas mais bonitas de Gilmore Girls no episódio Outono. Rory, por sua vez, parece não ter aprendido nada com os erros do passado: tem um amante (ou seja, mais uma vez não liga para os sentimentos de outra mulher e, para piorar, dessa vez ela não tem peso algum na consciência), está totalmente perdida na carreira, continua se achando boa demais para determinadas funções (mesmo estando sem perspectiva alguma) e perdeu totalmente a garra que víamos naquela estudante dedicada e focada das primeiras temporadas. A série inclusive brinca com essa inadequação e imaturidade da Rory em relação a vida adulta quando nos apresenta a um novo grupo de Stars Hollow: a Gangue dos 30 e Poucos – jovens adultos que estudaram, viajaram, tiveram várias oportunidades, mas foram “cuspidos” pelo mundo real de volta à casa dos pais. O grande destaque da família Gilmore fica por conta de Emily e – por que não dizer? – Richard. O ator Edward Herrmann, que interpretava Richard, faleceu em 2014, e o revival se preocupa muito em trabalhar a sua ausência durante as quatro estações que compõem o revival. Kelly Bishop que dormiu no formol soube trabalhar de maneira impecável o luto de uma mulher que viveu 50 anos ao lado do marido, vivendo em função dele e cuidando de seu bem estar. Emily passa por diversas fases do luto: vemos a personagem lidando com a tristeza e a melancolia, vemos também um momento “hiperativo” no qual ela tenta se livrar de tudo que há na mansão em que vive, vemos também ela abrindo o coração para novas experiências e, por fim, entendendo como lidar com essa dor. Todo o autoconhecimento e evolução que faltam nas outras duas Gilmore nós encontramos em Emily. Ela foi, de longe, a melhor parte desse revival. ❤ O segundo motivo que me fez não curtir tanto Um Ano Para Recordar é que a passagem do tempo não ficou bacana. Cada episódio mostra uma estação, e a transição não fica natural, sendo um tanto confusa em determinados momentos (principalmente pelas idas e vindas da Rory). Além do mais, alguns minutos preciosos de tela foram gastos com besteiras que estamos cansados de saber que acontecem em Stars Hollow (como aquele musical bizarro, por exemplo).

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Os outros personagens clássicos da série estiveram presentes, e eu gostei da participação de todos. Não vou falar sobre as mudanças na vida de cada um porque o review ficaria muito longo e cansativo, mas fiquei muito satisfeita ao perceber que a maioria deles teve evolução. Apesar de Stars Hollow ser uma cidade pequena e sem grandes novidades, a série soube explorar o que os 9 anos fizeram na vida de seus habitantes. Minha única decepção nesse sentido ficou por conta de Sookie, pois o destino da personagem foi extremamente nonsense. Agora, sobre os tão falados ex-namorados da Rory: quando Gilmore Girls finalmente fez com que eu me apaixonasse pelo Logan, esse revival veio pra me fazer odiá-lo novamente. Assistam, vocês vão entender. Jess, que eu comecei odiando, ganha meu coração desde a season 5, e não foi diferente dessa vez. ❤ E fiquei feliz ao ver o respeito e carinho mútuo entre Dean e Rory. Mas Luke continua sendo o melhor personagem masculino dessa série, e tenho dito! ❤ Por último, mas não menos importante, as duas melhores amigas de Rory voltaram com tudo: Lane continua na música e Paris está mais incrível do que nunca!

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Agora, sobre “as últimas quatro palavras” que Amy-Sherman Palladino pediu para que não divulgássemos: pra mim não foram um bom encerramento. Prefiro a cena final da season 7, honestamente. Quem já assistiu ao revival pode selecionar o próximo trecho (POR FAVOR COMENTEM SOBRE ISSO COMIGO NOS COMENTÁRIOS!): eu entendo que Rory estar grávida possa fechar um ciclo importante na vida das Gilmore. Ela, que sempre foi tão próxima da mãe, agora repete os mesmos passos. Contudo, Lorelai passou por essa experiência com 16 anos, no auge da imaturidade. Rory tem 32, gente! Ela não é uma menininha, toda a relação dela com o Logan é extremamente errada e tóxica. A personagem demonstra que suas graves falhas de caráter continuam, e eu fico muito triste por Rory ter se transformado… nisso. Claro, sem nem precisar mencionar a falta de foco, determinação e perspectivas, características tão marcantes na Rory das primeiras temporadas. Ela é uma pessoa que teve todas as oportunidades do mundo e, ainda assim, sempre deixa a imaturidade e o ego falarem mais alto.

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Bom, pessoal, eu sei que esse review não foi cheio de amores, mas espero que eu tenha conseguido explicar pra vocês o que gostei e o que não gostei em Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar. A qualidade da série em si é muito boa e se mantém fiel ao material original. Os relacionamentos estão ali, os diálogos inteligentes e ágeis também. Contudo, os quatro episódios deixam mais pontas soltas do que conclusões, o que é decepcionante. Mas, para ser honesta, Gilmore Girls sempre foi uma série que me trouxe muitas decepções, principalmente quando eu via os personagens cometendo os mesmos erros. E, por um lado, esse é um dos seus charmes: com personagens falhos e situações verossímeis, é impossível não tomar partido e ficar indiferente ao que assistimos. E, se o revival tinha como missão reacender os antigos sentimentos proporcionados pela série original, ele fez isso muito bem.

Título original: Gilmore Girls: A Year in the Life
Ano de lançamento: 2016
Criadora: Amy Sherman-Palladino
Elenco: Lauren Graham, Alexis Bledel, Scott Patterson, Melissa McCarthy, Kelly Bishop, Liza Weil, Keiko Agena, Yanic Truesdale, Matt Czuchry, Milo Ventimiglia