Resenha: Sem Coração – Marissa Meyer

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Sem Coração, o primeiro romance avulso de Marissa Meyer, autora das Crônicas Lunares.

sem coração marissa meyerGaranta o seu!

Sinopse: Sem Coração é a história da jovem de 17 anos que sonha em abrir uma confeitaria com sua melhor amiga e empregada, Mary Ann. Mas Catherine é de família nobre, e confeiteira é uma função exercida por meros plebeus. Para realizar seu sonho, Catherine tenta conquistar o rei, enviando para ele macarrons, tortas de limão e outras delícias. O que ela não previa era que o rei se apaixonasse por ela e a pedisse em casamento. E pior: numa das festas no palácio, ela conhece o Coringa, o novo bobo da corte, por quem se apaixona perdidamente. Nasce aí um amor proibido que marcará a vida de Catherine para sempre.

Não sou uma grande fã do universo de Lewis Carroll, apesar de ter lido Alice No País das Maravilhas e Alice Através do Espelho e, também, assistido aos filmes. Por algum motivo, o mundo excêntrico do autor nunca conseguiu me cativar. Ainda assim, Sem Coração consegue agradar quem adora esse universo e também quem não dá tanta bola assim (como eu). Apesar das maluquices do Reino de Copas estarem presentes e de vários personagens icônicos aparecerem, esses aspectos não são o foco da narrativa (como nos livros de Alice), mas sim os sonhos e sentimentos de Catherine, bem como sua trajetória rumo à vilania.

Catherine é a filha do Marquês do Recanto da Pedra da Tartaruga. O sonho de seus pais para seu futuro é que ela seja Rainha, dado o fato de que o Rei parece encantado por ela e está decidido a pedi-la em casamento. Porém, o sonho de Cath é abrir uma confeitaria com sua criada e melhor amiga, Mary Ann. Cozinhar e preparar doces é sua grande paixão e, por mais bondoso que o Rei seja, Cath despreza seu jeito atrapalhado e ineficiente de cuidar do reino. Seus sentimentos ficam ainda mais bagunçados após conhecer o novo bobo da corte, Jest. O Coringa, com seus belos olhos amarelos e jeito misterioso, não demora a conquistar o coração de Cath, que se vê em um dilema sobre que caminho seguir: o dos seus sonhos ou o que seus pais esperam para ela.

Falando em Catherine, ela é uma personagem que me causou múltiplos sentimentos: por um lado, gostei de seu jeito sonhador, sua autoconfiança, sua bondade e gentileza; porém, não dá pra negar: ela foi uma covarde o livro inteiro. Entendo que ela tivesse medo de decepcionar os pais, mas de que adianta ser tão sonhadora se ela não é nada determinada? Em diversos momentos a própria personagem conclui que não impediu o Rei de cortejá-la, não disse o que realmente pensava ou não agiu como deveria. Portanto, “corajosa” definitivamente não é o adjetivo que melhor lhe descreve. E isso causa um certo cansaço, porque vemos Catherine “deixando” as coisas acontecerem sem reagir. De Jest eu gostei, fiquei envolvida em seus mistérios e sua personalidade encantadora. Assim como Cath, Jest tem uma essência doce e gentil (o que fica evidente em seu respeito pelo Rei e pelos sentimentos que o monarca nutre por Cath). Entendo que Cath tenha ficado fascinada por ele, já que o personagem consegue “enfeitiçar” todos ao seu redor.

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É meio triste você começar um livro sabendo seu desfecho, especialmente quando se trata da história de origem de uma vilã. Afinal, por mais esperanças que o leitor possa sentir, você sabe que toda a inocência e bondade da protagonista serão afogadas em algum acontecimento que a transformará na temida Rainha de Copas. O que me deixou mais chateada, nesse caso, é que o acontecimento poderia ter sido evitado se ela não fosse tão teimosa e descrente. Há inúmeras evidências de magia e coisas impossíveis em Copas, mas mesmo assim Cath teima e age contra tudo que lhe foi avisado. Porém, devo admitir que o motivo para tal atitude é nobre, o que redimiu um pouco a personagem aos meus olhos.

Outra questão interessante é o modo como Hatta, o Chapeleiro Maluco, foi construído. Em primeiro lugar, seus sentimentos por Jest são genuínos e, no final, faz todo sentido seu comportamento ao longo do livro. Em segundo lugar, seu medo de encarar seu destino – a perda da sanidade – é palpável, e ele busca de todas as formas escapar disso. Até que o final do livro muda tudo, para todos.

E já que mencionei o final, vale dizer que até a metade do livro eu não estava sendo envolvida pela história. Marissa Meyer narra MUITO bem, mas a trama em si não estava conseguindo me prender. Basicamente, nada acontecia: Cath e Jest flertavam, ela ficava indecisa e se acovardava. O mistério sobre Sir Peter e sua esposa (um casal super estranho, com atitudes suspeitas) me deixava mais curiosa do que a trama de Cath, apesar do plot previsível. Entretanto, no terço final do livro as coisas ganham ritmo. Cath passa a agir mais e, junto de Jest, toma atitudes ousadas em nome do próprio futuro e felicidade. As cenas de ação que ocorrem a partir disso são muito boas, e o desfecho de certos personagens conseguiu me deixar com os olhos marejados.

Sem Coração demorou a engrenar e me conquistar mas, no geral, foi uma boa experiência. Adorei o modo de Marissa Meyer de contar histórias (e fiquei com vontade de ler as Crônicas Lunares, inclusive). Apesar do tom fatalista inerente de qualquer história de origem de um vilão, Sem Coração consegue mostrar que a temida Rainha de Copas já teve sonhos, gentileza e amor. O problema é que, quando tudo lhe é tirado, seu coração já não serve pra mais nada. Vale a leitura! 😉

Título original: Heartless
Autor: Marissa Meyer
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 416
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.
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Resenha: A Herdeira da Morte – Melinda Salisbury

Oi gente, tudo certinho?

O post de hoje é sobre A Herdeira da Morte, o primeiro volume de uma trilogia de fantasia escrita por Melinda Salisbury. 🙂

a herdeira da morte melinda salisbury.pngGaranta o seu!

Sinopse: Twylla tem 17 anos, vive num castelo e, embora seja noiva do príncipe, não é exatamente um membro da corte. Ela é o carrasco. Primeiro de uma surpreendente série de fantasia, Herdeira da Morte conta a história de uma garota capaz de matar instantaneamente qualquer pessoa que ela toca. Até mesmo seu noivo, cujo sangue real supostamente o torna imune ao toque fatal de Twylla, evita sua companhia. Porém, quando um novo guarda chega ao castelo, ele enxerga a garota por trás da Deusa mortal que ela encarna, e um amor proibido nasce entre os dois. Mas a rainha tem um plano para acabar com seus inimigos, e eles incluem os dons de Twylla. Será que a jovem se manterá fiel a seu reino ou abandonará tudo em nome de um amor condenado?

Twylla é a Daunen Encarnada. Basicamente, isso quer dizer que ela é a reencarnação da filha de dois deuses, Daeg e Naeht (Sol e Lua, respectivamente), e deve servir como fonte de esperança ao reino de Lormere. Mas suas funções vão além de orar, cuidar do templo e ser a futura esposa do príncipe: ela é também o carrasco da corte. Por ser a Daunen Encarnada, ela é a única capaz de sobreviver ao pior veneno do reino, a Praga-da-Manhã, e esse veneno fica impregnado em sua pele – tornando-a capaz de matar com um simples toque. Acostumada a viver isolada e sem nenhum contato humano, Twylla vê sua rotina mudar com a chegada de um novo guarda, Lief: um rapaz jovem, curioso e impulsivo, que a trata sem cerimônias e conversa com ela como igual. Twylla precisa então decidir entre seus sentimentos e seus deveres para com o reino.

A Herdeira da Morte tinha tanto potencial: uma garota com a capacidade de matar, uma rainha odiosa e controladora, uma corte cheia de segredos, uma mitologia bastante rica… Infelizmente, a maior parte da trama não explora esses elementos. Para começar, o livro demora bastante a engrenar, e os acontecimentos relevantes começam a ocorrer lá pela metade da trama. Eu até relevei essa questão, já que os primeiros livros de séries de fantasia costumam ser mais descritivos e introdutórios, mas não posso negar que essa característica fez com que a leitura demorasse a “pegar no tranco”. Entretanto, devo elogiar a capacidade de Melinda Salisbury de criar a ambientação do seu universo, dando aos poucos as informações que foram moldando o mundo fictício onde a história se passa. O problema maior nesse livro foi… o casal.

Eu comecei a leitura achando a proposta super interessante, especialmente devido à mitologia criada pela autora. Mas a verdade é que faltou carisma nos personagens. Twylla não chega a ser irritante, mas está longe de conquistar o leitor. Eu consigo compreender sua personalidade mais fechada, especialmente por carregar a culpa de ser a carrasca do reino, mas a grande questão é que a personagem não brilha. Ela não luta pelo próprio destino, ela não toma decisões, ela permanece estagnada. Lief, por outro lado, é um tanto forçado. A relação entre eles é construída às pressas, e basta apenas um mês para que ambos estejam apaixonadíssimos e fazendo juras de amor eterno. Acho que estou ficando velha, por isso não cola mais pra mim. 😛

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Merek, o príncipe e terceiro elemento do triângulo amoroso, começa como um personagem misterioso e interessante, mas no fim não é nada além de patético e digno de pena. Porém, apesar dos “mocinhos” serem esquecíveis, temos uma vilã bem digna, com uma vibe meio Cersei Lannister/Rainha Má: maldosa, ambiciosa, egoísta e louca. Ela é cruel apenas pelo prazer de ser cruel. O problema? Ela SOME durante METADE do livro! Enquanto o romance se desenrola, a autora cria uma desculpa meio furada para o sumiço da rainha, que deixa de ser uma ameaça real durante boa parte da trama. Que desperdício!

Os plot twists do final conseguem manter o leitor interessado, mas em contrapartida são bem nonsense e, até certo ponto, clichês. A trama do Príncipe Adormecido (uma das lendas que fazem parte da mitologia de Lormere) ganha espaço DO NADA e o leitor fica “ué”. E o epílogo? Não sei até agora o que senti a respeito. Por um lado, foi bacana ver Twylla tomando as rédeas da própria vida; por outro, fiquei insatisfeita com tantas coisas importantes em aberto.

Eu terminei A Herdeira da Morte com sentimentos confusos. De modo geral, não gostei das decisões de Melinda Salisbury para o desenvolvimento da história. Por outro lado, achei muito rico e interessante o universo criado por ela, cheio de mitos e lendas instigantes. Sabe quando um livro tem muito potencial e você fica triste porque ele não foi bem explorado? Pois é. 😦

Título Original: The Sin Eater’s Daughter
Série: A Herdeira da Morte
Autor: Melinda Salisbury
Editora: Fantástica Rocco
Número de páginas: 320
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Vocação Para o Mal – Robert Galbraith

Oi gente, tudo certo?

Terminei o livro mais recente (publicado no Brasil) da série Cormoran Strike, Vocação Para o Mal, e hoje vim contar pra vocês minhas impressões sobre ele.

vocação para o mal robert galbraithGaranta o seu!

Sinopse: Quando um pacote contendo a perna decepada de uma mulher é entregue a Robin Ellacott, seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, suspeita de quatro pessoas de seu passado que poderiam ser capazes de tamanha brutalidade. Mas quando a polícia foca no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin precisam correr contra o tempo para descobrir a verdade. Depois de O chamado do Cuco e O bicho-da-seda, o terceiro romance da aclamada série escrita por Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling, é um suspense inteligente, com reviravoltas inesperadas a cada página, e também a emocionante história de um homem e de uma mulher numa encruzilhada em suas vidas pessoais e profissionais.

Após a resolução de dois casos com grande destaque na mídia, Strike finalmente pode respirar mais tranquilamente, sabendo que as finanças estão ficando em dia e que o escritório prospera. Robin também está exultante nesse volume, após finalmente ter realizado o curso de contravigilância pago por Strike. Entretanto, a calmaria é interrompida quando Robin recebe uma encomenda destinada a ela: em vez das esperadas câmeras descartáveis (para o casamento com Matthew), o que a jovem recebe é uma perna decepada.

Vocação Para o Mal é interessante especialmente porque, nesse caso, existem motivações pessoais contra Strike. De imediato, após o recebimento da perna, o detetive já faz uma lista de homens em seu passado que teriam bons motivos para querer destruí-lo: Jeff Whittaker (ex-marido de sua mãe, que Strike acredita tê-la matado), Noel Brockbank (ex-soldado e pedófilo em quem Strike causou lesão cerebral) e Donald Laing (também ex-membro do Exército, colocado atrás das grades por Strike). Todos os homens têm um grande histórico de violência, que os tornam perfeitamente capazes de terem cometido tal atrocidade. Entretanto, a maior fonte de preocupação de Strike é Robin.

A parceira de Strike vive um turbilhão de emoções nesse livro. Além de ter recebido a perna, ela descobre algo sobre o noivo, Matthew, que a deixa completamente desestabilizada. São nessas circunstâncias que ela conta a Strike o que aconteceu para que ela tivesse tido agorafobia e largado a faculdade de Psicologia. Ao descobrirmos mais sobre o passado de Robin, não apenas entendemos algumas de suas escolhas de vida como também a admiramos ainda mais por sua força e sua coragem. Robin é um mulherão da porra (e merecia mais que o embuste do Matthew). Não sei como me sinto sobre um possível envolvimento romântico dela com Strike nos livros (porque na série eu shippo loucamente, em função da química dos atores) mas, se isso acontecer no futuro, vai ser de maneira natural, já que o autor construiu a relação de confiança dos dois ao longo dos três livros.

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Minha crítica a esse volume permanece a mesma dos anteriores: Robert Galbraith enrola demais! Existem cenas que podem ser facilmente classificadas como fillers, não existindo necessidade de estarem ali. Se o autor fosse um pouco mais direto – mesmo para dar as várias pistas (verdadeiras e falsas) – o livro fluiria muito melhor. Confesso que esse aspecto da escrita de Robert Galbraith está me deixando um pouco apreensiva para o seu novo livro, Lethal White (lançado em setembro no Reino Unido), que tem mais de 600 páginas. Se grande parte delas forem encheção de linguiça, ficarei bastante decepcionada. 😦 A conclusão do livro não foi tão impactante quanto nos volumes anteriores, pois já sabemos quem são os suspeitos e que eles são odiosos. Não é como se fosse uma surpresa descobrir que qualquer um era um assassino, sabem? Nesse sentido, O Chamado do Cuco ganha disparado, tendo o melhor desfecho da série até agora.

Vocação Para o Mal foi um livro muito bacana para desenvolver a dupla de detetives, mas pecou um pouco no mistério em si. A resolução do caso foi arrastada e o final não surpreendeu, o que é um pouco decepcionante em livros policiais. Entretanto, eu gosto demais de Strike e de Robin e curti muito ver suas emoções e pensamentos em destaque. Não foi o melhor livro da série, mas não chegou a decepcionar. 😉

Título Original: Career of Evil
Série: Cormoran Strike
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Número de páginas: 496
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Confissões de Uma Garota Desastrada – Emma Chastain

Oi galera, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Confissões de Uma Garota Desastrada, um dos lançamentos de agosto da Editora Rocco. 😉

confissoes de uma garota desastrada emma chastainGaranta o seu!

Sinopse: Escrito em forma de diário, Confissões de Uma Garota Desastrada relata um ano na vida de Chloe Snow e sua chegada ao Ensino Médio. Estão lá os típicos dilemas de uma adolescente às voltas com o amadurecimento, as amizades e os amores. Para Chloe, a vida dela é um verdadeiro desastre: ela nunca beijou ninguém, está apaixonada pelo veterano mais desejado da escola e sua melhor amiga não tem mais nada a ver com ela. Para completar, sua mãe se mudou para o México de repente, deixando a menina sozinha com o pai. Divertido, sensível e emocionante, o livro é uma espécie de Diário de Bridget Jones para jovens, capaz de arrancar lágrimas e gargalhadas a cada página.

O livro é narrado em formato de diário por Chloe Snow, uma garota de 14 anos que está prestes a iniciar o primeiro ano do Ensino Médio. Diariamente, a menina escreve os principais acontecimentos do seu dia, além de suas preocupações, medos, alegrias e inseguranças. A principal mudança em sua vida é contada já no primeiro dia: sua mãe, uma escritora, decidiu passar uma temporada no México em busca de inspiração para o próximo livro. Isso, somado ao fato de que o Ensino Médio é uma fase marcante na vida de qualquer jovem, deixa Chloe ainda mais ansiosa (por mais que ela tente fingir que está tudo bem). E, para completar, a garota está decidida a dar o primeiro beijo e perder o BV!

Confissões de Uma Garota Desastrada é um livro leve e fácil de ler, principalmente devido ao formato de relatos diários de Chloe. A protagonista em si não é uma personagem encantadora: ela é meio mimada e irresponsável. Mas, quando lembramos que Chloe tem apenas 14 anos, as atitudes da garota fazem mais sentido. É impossível não lembrar de como era ter a idade (e as preocupações) dela: Chloe é uma adolescente, está com hormônios em ebulição, surta por qualquer coisa e quer descobrir o mundo. Familiar? Pois é! Além disso, Emma Chastain fala sobre sexo e primeiros crushes de modo muito natural e saudável, permitindo que Chloe fale e reflita sobre sua sexualidade e seus desejos.

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Outro aspecto interessante do livro é o modo como a autora aborda as tensões familiares. Para o leitor adulto, é nítido que o casamento dos pais de Chloe está ruindo; para uma menina que idealiza a própria família, não. Toda criança ou adolescente imagina que seus pais são almas gêmeas e que vão ficar juntos pra sempre, mas a realidade pode ser bem diferente disso. E, por mais que Chloe tente encarar a situação de modo positivo (ou até fingir não ligar), é nítido em diversas partes da trama que a garota não está sabendo lidar com a situação, vendo suas emoções transbordarem. E não é apenas o relacionamento dos pais de Chloe que passa por uma ruptura: a amizade de infância com Hannah, sua melhor amiga, também. Essa é outra abordagem bem realista de Confissões de Uma Garota Desastrada: quem nunca se afastou de um BFF sem razão? Apenas porque as mudanças aconteceram e a afinidade morreu? Eu passei por isso várias vezes, e tenho certeza de que vocês também.

O aspecto mais irritante no livro é o fato de Chloe se apaixonar por um cara comprometido e “não largar o osso”. Ela toma atitudes bem mesquinhas e egoístas – o que condiz com seu jeito mimado e sua pouca maturidade -, que tornam difícil torcer por ela. O “casal” não é nada shippável, o que eu considerei ótimo, já que eu dificilmente torço por relacionamentos que começam na infidelidade. Felizmente, a conclusão do livro foi muito satisfatória, trazendo um grande amadurecimento para a protagonista.

Confissões de Uma Garota Desastrada é um túnel do tempo que te transporta direto para a adolescência. É um livro divertido e despretensioso, que você lê e nem vê o tempo passar. É uma literatura voltada a um público mais jovem, mas mesmo os adultos conseguem se divertir (e se identificar) com as situações vividas por Chloe. Vale dar uma chance! 😉

Título original: Confessions of a High School Disaster
Série: O Diário de Chloe Snow
Autor: Emma Chastain
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 320
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Livro cedido em parceria com a editora.
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Resenha: Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia – Anne Rice e Ashley Marie Witter

Oi pessoal, tudo bem?

Eu estava louca para conferir a graphic novel Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia desde seu lançamento. Recebi um exemplar da Editora Rocco no mês passado e hoje vim contar pra vocês o que achei. ❤

entrevista com o vampiro a historia de claudia.pngGaranta o seu!

Sinopse: Esta não é simplesmente uma adaptação para os quadrinhos de Entrevista com o Vampiro, best-seller de Anne Rice que virou filme em 1994. Meticulosamente ilustrado por Ashley Marie Witter, a versão em graphic novel do livro de estreia da rainha dos vampiros reconta a história sob um ponto de vista inédito: o da vampira criança Cláudia, a imortal de 6 anos de idade, órfã e assassina, vítima e monstro, representada por Kirsten Dunst na versão cinematográfica.

Eu nunca li o livro Entrevista com o Vampiro, mas assisti ao filme e gostei bastante. O universo vampiresco de Anne Rice é o mais sombrio que conheço, e eu gosto dessa visão menos romantizada dos vampiros. A História de Cláudia (vou me referir à graphic novel assim, ok?) traz uma parte da história original – mais especificamente, a vida da personagem-título – sob o ponto de vista da própria vampira. E, assim como no filme, a atmosfera sombria, gótica e sedutora estão presentes nas páginas.

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Cláudia foi transformada em vampira por Lestat, cuja intenção era manter seu companheiro Louis por perto. Lestat determinou que Cláudia seria a filha dois, fazendo com que Louis se sentisse impelido a permanecer ao lado deles. De início, ela tem todo o suporte de que precisa de ambos os pais: Lestat a ensina sobre sua nova natureza, enquanto Louis lhe dá suporte afetivo. Entretanto, conforme os anos (ou melhor, as décadas) vão se passando, a menina vai se transformando em mulher, com exceção de seu corpo, paralisado para sempre na forma de criança. Essa situação, somada à vontade de Cláudia de entender de onde veio e de descobrir se existem mais vampiros por aí, vai criando uma tensão latente entre a “família”, culminando no plano de Cláudia para assassinar Lestat.

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Cláudia não é uma personagem que conquista o leitor. Ela é mesquinha, egoísta e manipuladora – exatamente como Lestat. Ela utiliza do amor de Louis para conseguir o que quer e convencê-lo a fazer suas vontades, por mais arriscadas que sejam. Entretanto, a graphic novel também revela com clareza as angústias da personagem, que se vê presa em um corpo que não lhe permite ter autonomia (já que todas as pessoas a olham como uma criança indefesa). Seus desejos e paixões evoluem para os de um adulto, mas seu físico não lhe permite realizá-los. Todas essas questões levam a personagem a um vazio existencial que é bastante compreensível, ainda que seu caráter seja extremamente falho.

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Mas a melhor parte de A História de Cláudia é, sem sombra de dúvidas, a arte. Eu coloquei mais fotos no post justamente para tentar transmitir a vocês a lindeza que é esse livro! Capa dura, título em letras douradas, páginas e ilustrações em tons de sépia (com exceção do vermelho do sangue)… cada detalhe torna essa graphic novel uma obra de arte! Eu adoro mangás, e o traço de Ashley Marie Witter conversa bastante com esse estilo de ilustração, o que já me conquistou de cara. As expressões dos personagens, seus figurinos e os cenários são feitos com tantos detalhes que é impossível não ficar admirando as ilustrações durante a leitura.

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Do capricho da edição à nova abordagem de uma história vampiresca clássica, Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia tem todos os elementos necessários para conquistar fãs da mitologia de Anne Rice ou de vampiros em si. É um livro que vale a pena ser conferido não apenas pelo enredo, mas pela beleza presente em cada página. Recomendo!

Título Original: Interview with the Vampire: Claudia’s Story
Autor: Anne Rice e Ashley Marie Witter
Editora: Rocco
Número de páginas: 224
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Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: O Conto da Aia – Margaret Atwood

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de O Conto da Aia, clássico distópico de Margaret Wood que deu origem à série The Handmaid’s Tale. 😉

o conto da aia margaret atwood.pngGaranta o seu!

Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump.

Offred é uma moradora da República de Gilead (conhecida, no passado, como Estados Unidos). Diversos fatores fizeram com que grande parte da população tenha se tornado infértil, e há uma grande preocupação com a natalidade em declínio. A função de Offred nessa nova sociedade é ser uma Aia: uma mulher responsável por gerar um filho para a família de um membro do alto escalão do governo. Gilead é um país teocrata, calcado nas crenças do Antigo Testamento, e as mulheres têm papéis bem delimitados: reprodutoras (Aias), esposas, professoras (Tias) ou “domésticas” (Marthas). É através dos olhos de Offred que o leitor tem um vislumbre dos horrores que envolvem esse sistema

Eu terminei de ler esse livro em julho, mas só agora consegui escrever a respeito. A verdade é que O Conto da Aia não é um livro para ser devorado e lido de uma vez, mas sim uma obra que deve ser lida com calma, para que você possa absorver sua atmosfera enquanto compreende sua realidade. A autora é bem misteriosa no início da trama: você vai entendendo aos poucos, de acordo com as reflexões da protagonista.

A narrativa de Offred vai e vem no passado. Sabemos apenas que ela foi capturada 3 anos antes e, desde então, passou pelo treinamento necessário para se tornar uma Aia. Em Gilead, as mulheres são proibidas de ler e escrever (com exceção das Tias), então a oralidade é uma característica da narrativa: como Offred não pode escrever, ela conta ao leitor o que aconteceu com ela; desse modo, acompanhamos seu fluxo de pensamentos e seus devaneios. Isso confere à narrativa um tom intimista e também sufocante: estamos o tempo todo imersos na mente de Offred. Ela narra seu tédio, sua apatia e, claro, suas lembranças. Ela viveu em um mundo com liberdades e direitos civis e presenciou isso ser retirado das mulheres, o que é muito doloroso.

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A autora faz uma reflexão que mexeu bastante comigo: ela mostra ao leitor que as transformações podem ocorrer lentamente. Nem sempre é algo explosivo e repentino que causa mudanças drásticas em uma sociedade; muitas vezes, o discurso dos indivíduos vai dando indícios do que está por vir. Em O Conto da Aia, existem matérias nos jornais que dão pistas de que algo grave está por acontecer, mas a população não liga, não leva a sério, simplesmente porque parece distante e irreal demais. Até que acontece. Não nos comportamos exatamente assim fora da ficção?

Outra reflexão óbvia trazida por Margaret Atwood é a questão do papel da mulher em Gilead. Nessa sociedade extremista religiosa, as mulheres são designadas a papéis estereotipados: reprodutoras, professoras, donas de casa, esposas. Elas não podem ler, trabalhar, amar, conversar… Não podem nada. Nesse contexto, as Tias gozam de autoridade, mas somente sobre as mulheres sob sua tutela. Quando todos os seus direitos e liberdades são retirados, exercer poder sobre um grupo acaba sendo muito tentador, e as Tias ilustram essa situação. O papel biológico dita as regras em Gilead; sendo a reprodução o pilar dessa sociedade, gays e lésbicas não-férteis são descartáveis.

O Conto da Aia faz um trabalho primoroso em expor sutilezas do patriarcado de modo gritante. Por meio de lavagem cerebral (ou imposição de medo mesmo), as Tias fazem com que as mulheres aceitem seus papéis e condenem quem sai da normaGilead também exerce vigilância constante, por meio dos Olhos (espiões) e das próprias Aias, que fiscalizam e denunciam umas às outras, demonstrando o quanto mulheres estão inseridas em um contexto que as coloca contra si mesmas. Além disso, a obra também escancara a hipocrisia do sistema: apesar de ser baseado em regras religiosas rigorosas e punitivas, os Comandantes usufruem de prazeres proibidos graças ao seu status elevado.

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Eu tinha a expectativa de que a trama fosse sofrer alguma reviravolta. Mas a verdade é que o livro não se trata de uma revolta. Inclusive, esse aspecto me lembrou muito 1984 (do George Orwell), cujo foco é fazer o leitor mergulhar na realidade opressora dos personagens, muito mais do que propor um enredo que busque impressionar por conta dos acontecimentos em si. O final do livro incomoda, causa desconforto. As notas históricas mostram Offred sob a luz acadêmica – de um homem. Ele fala de suas vivências com frieza e até certo divertimento/ironia. É muito doloroso perceber a história de Offred, de uma mulher com tantos sofrimentos e nuances, sendo resumida a um estudo.

Como crítica, eu diria que o estilo narrativo é um pouco estranho. Não tem aspas nem travessão pra demarcar a maior parte dos diálogos: eles acontecem realmente como uma narração oral (o que faz sentido, considerando que é essa a sensação que a protagonista deseja transmitir). Essas situações ocorrem quando a personagem rememora conversas do passado, como as lições dadas pelas Tias. Com o tempo o leitor acostuma, mas é estranho ler frases construídas assim: Olá, meninas, disse a Tia Lydia. Vocês são especiais.

Sendo mulher e feminista, devo dizer que foi doloroso chegar ao fim de O Conto da Aia. O livro é poderoso não por trazer inúmeras reviravoltas de tirar o fôlego, mas por narrar com muito realismo e verossimilhança uma situação distópica com alicerces reais. Não é difícil imaginar algo desse nível acontecendo (lembrei da revolução no Irã, por exemplo, e Marjane Satrapi fala sobre as mudanças na sociedade em Persépolis). Entretanto, por mais difícil que a leitura seja, ela também tem seus momentos de inspiração: os lampejos de revolta e insubordinação de Offred dão certo consolo.

Sei que a resenha ficou enorme, mas fiz o melhor que pude pra botar pra fora todos os sentimentos e reflexões que tive ao ler O Conto da Aia. Esse é um daqueles livros que podem até não agradar todo mundo, mas que definitivamente mexem com você. Recomendo MUITO essa leitura, e obrigada por ter lido até aqui! ❤

Título Original: The Handmaid’s Tale
Autor: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Número de páginas: 368
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: O Bicho-da-Seda – Robert Galbraith

Oi galera, tudo bem?

Li o segundo volume da série Cormoran Strike, O Bicho-da-Seda, e hoje conto pra vocês minhas impressões a respeito. 😉

o bicho da seda robert galbraithGaranta o seu!

Sinopse: Quando o escritor Owen Quine desaparece, sua esposa vai a procura do detetive Cormoran Strike. De início, a Sra. Quine pensa que seu marido apenas se afastou por conta própria, por uns dias — como já tinha feito antes —, e ela pede a Strike para que o encontre e o traga para casa. Mas conforme Strike investiga o caso, se torna claro que há mais no desaparecimento de Owen do que sua mulher pensa. O escritor havia terminado um manuscrito contendo descrições venenosas de quase todos que conhecia. Se o livro fosse publicado, poderia arruinar vidas: o que significa que existiam várias pessoas que poderiam querer silenciá-lo. Quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias bizarras, a investigação se torna uma corrida contra o tempo para entender a motivação de um assassino impiedoso, um assassino como Strike nunca havia visto antes.

Que eu adoro livros de investigação, não é novidade pra quem me acompanha aqui no blog. Eu curti bastante a experiência com O Chamado do Cuco e vi muito potencial em J. K. Rowling (ou melhor, Robert Galbraith) de seguir nesse tipo de história. Felizmente, os pontos positivos do primeiro volume se mantiveram; entretanto, os defeitos também.

Após solucionar o caso Lula Landry, Strike ganha certa notoriedade, trazendo mais casos ao seu escritório e permitindo que ele tenha uma vida um pouco mais confortável. Robin segue como sua secretária, mas com a expectativa de tornar-se ajudante de Strike assim que possível. As coisas no escritório iam bem (com Strike investigando, basicamente, maridos e esposas infiéis), até que Leonora Quine bate à sua porta e alega que seu marido, o escritor Owen Quine, está desaparecido. Descrente que a polícia poderá ajudá-la (já que seu excêntrico marido tinha o hábito de fugir), a estranha e rude mulher deposita suas esperanças em Strike, que aceita o caso. Strike não demora a descobrir, entretanto, que Owen Quine não está desaparecido: ele foi brutalmente assassinado. A questão é que Quine recentemente escreveu um livro que difama inúmeros nomes importantes do ramo editorial, dando motivos a diversas pessoas para querer algum tipo de retaliação.

Duas coisas me chamaram a atenção no caso de O Bicho-da-Seda: o modo como Owen Quine foi assassinado e seu próprio manuscrito, Bombyx Mori (que significa, justamente, bicho-da-seda). Para investigar os possíveis suspeitos, Strike adentra na mente doentia de Quine enquanto lê sua obra repleta de violência e sexo, fazendo conexões entre os personagens e as pessoas reais. Assim como ele, o leitor vai tentando conectar as peças enquanto lê ambos os livros: o de Quine e o de Galbraith. O interessante é que novamente Galbraith não revela nenhum detalhe dos pensamentos de Strike em relação ao criminoso ao leitor; há um momento em que o detetive está certo de quem é o assassino, mas várias páginas se passam até que a gente descubra. Se o objetivo é atiçar a curiosidade do leitor, pra mim isso deu certo! Devoreeei as páginas finais. 😛

resenha o bicho da seda robert galbraith

Robin também ganha destaque nesse volume, o que me deixou bem contente. Ela é inteligente, empática e competente. Além da beleza física, sua personalidade conquista o leitor e também os personagens com quem ela interage. Porém, seu plot demora a engrenar, já que durante boa parte do livro ela está magoada com Strike (por não treiná-la) ou brigando com Matthew (um chato que só faz criticá-la por suas escolhas profissionais). Entretanto, quando ela tem a chance de brilhar, é um arraso só! ❤

Em relação à narrativa, Galbraith peca por ser descritivo demais em relação às ruas e locais de Londres. Por um lado, isso torna a leitura bem imersiva. Por outro, é cansativo, já que são descrições específicas e “insiders” (e, como eu não conheço Londres, ficava meio difícil de imaginar, já que muitas vezes o autor cita apenas nomes de lugares). Além disso, ele repete à exaustão alguns recursos que já ficaram claros anteriormente (como as dificuldades de locomoção de Strike ou a instabilidade de Charlotte). Entretanto, no final da trama, o autor consegue fechar todas as pontas soltas, o que considero imprescindível nos romances policiais. Só não gostei tanto da revelação do assassino e suas motivações quanto curti em O Chamado do Cuco; foi menos emocionante, com motivos menos impactantes (ainda que o autor tenha me enganando novamente a respeito de sua identidade).

Em suma, terminei O Bicho-da-Seda tendo a certeza de que, apesar das ressalvas, me tornei fã de Strike e Robin. Essa dupla carismática me cativou, e o modo de Robert Galbraith contar suas histórias e manter o mistério no ar durante toda a leitura conseguiram me envolver. Além disso, o autor conseguiu trazer à tona a disputa de egos que envolve o mercado editorial, fazendo uma crítica ácida e interessante (como também fez em relação à mídia em O Chamado do Cuco, diga-se de passagem). Recomendo! 😉

Título Original: The Silkworm
Série: Cormoran Strike
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Número de páginas: 464
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.