Resenha: Filhos de Virtude e Vingança – Tomi Adeyemi

Oi pessoal, tudo bem?

Filhos de Sangue e Osso, o primeiro livro da trilogia O Legado de Orïsha, foi um verdadeiro sucesso. Por isso, a ansiedade para conferir a continuação, Filhos de Virtude e Vingança, era alta. Hoje conto pra vocês o que achei. 😀

Garanta o seu!

Sinopse: No segundo volume da série, depois de enfrentar o impossível, Zélie e Amari conseguiram trazer a magia de volta para Orïsha. Entretanto, o ritual foi mais poderoso do que elas imaginaram e os poderes reapareceram não somente para os maji, mas também para todos que tinham ancestrais mágicos. Agora, Zélie se esforça para unir todos os maji em uma Orïsha onde o inimigo é tão poderoso quanto eles. Quando a realeza e os militares formam uma aliança perigosa, Zélie precisa lutar para garantir o direito de Amari ao trono e proteger os novos maji da ira da monarquia. Com uma guerra civil iminente, Zélie tem uma missão: encontrar uma forma de unir o reino ou assistir a Orïsha ruir.

O livro começa poucas semanas depois do fim do primeiro. Após o ritual que trouxe a magia de volta, descobrimos que algo no processo saiu errado e despertou magia também naqueles que tivessem ancestrais mágicos, criando assim os tîtán. Com isso, as tensões sociais ficam ainda mais desequilibradas: os maji conseguiram sua magia de volta, sim, mas agora precisam enfrentar a nobreza e o exército que os odeiam e que agora têm magia pra contra-atacar. É nesse contexto que o trio composto por Zélie, Amari e Tzain precisa agir, mas o espírito da protagonista está profundamente abalado. Desde a morte de seu pai, Zél acha que toda a sua jornada não valeu a pena e que só serviu para dar ainda mais poder aos opressores. A personagem está apática e mergulhada na dor, diferente da sua versão no primeiro livro que era impetuosa (e até imprudente). Para tornar a dinâmica ainda mais complicada, uma guerra civil ameaça estourar: um grupo de maji conhecido como Iyika (A Revolução) está disposto a atacar a monarquia com força total, indo contra o desejo de Amari de reivindicar o trono.

Começo essa resenha dizendo que início do livro foi MUITO confuso e truncado pra mim. Ele já mostra Amari tentando realizar comícios para convencer o povo a aceitá-la como rainha, ao mesmo tempo em que a narrativa simplesmente insere o novo conceito de tîtán do nada, como se já tivesse usado esse termo antes (o que volta a se repetir mais pra frente, quando a autora insere nomes de personagens como se já os conhecêssemos). Me obriguei a reler algumas páginas do início para ter certeza de que não, Tomi Adeyemi não tinha feito uma explicação prévia sobre aqueles novos conceitos, e eu meio que me forcei a simplesmente aceitá-los.

Os personagens também estão em lugares sombrios. Zélie está deprimida (e com razão) após perder seu Baba e ser traída por Inan. O que me incomodou nela, na verdade, não foi sua apatia. Foi a forma como sua relação com Amari retrocedeu: a protagonista deixa os Iyika tratarem sua amiga com muita rispidez e preconceito, o que pra mim é um gesto de deslealdade. Esperava que a personagem defendesse o caráter de Amari frente aos Iyika, e não é o que acontece. Em compensação, Zélie floresce ao conhecer três ceifadores que fazem parte do grupo rebelde, em especial seu novo braço direito, Mâzeli. Se responsabilizar por aqueles jovens e ensinar a eles tudo que sabe sobre o poder dado por Oya são duas motivações que a engrandecem como líder e como pessoa. Ainda na família Adebola, preciso dizer quão frustrante foi ver Tzain sendo esquecido no churrasco. O irmão de Zélie foi uma figura central no primeiro livro, ainda que não tenha tido espaço para se desenvolver. Eu torcia para que isso acontecesse nesse volume, mas infelizmente Tzain segue sendo preterido.

Agora vamos falar da monarquia? Os dilemas morais de Amari e Inan não me convenceram. Ambos ficavam argumentando para si mesmos coisas como “se eu fizer isso, serei uma pessoa horrível; mas se eu não fizer, não darei fim a este horror causado pela guerra”. Parecia que eles mudavam seus parâmetros morais o tempo todo, trazendo uma inconsistência irritante pros dois. Amari em especial me incomodou demais, não me lembrando em nada a menina cheia de atitude e justiça do primeiro livro, e sim uma garota mimada que coloca os outros em risco desnecessariamente. Esse vai e vem de decisões e dilemas deixou o livro bem mais cansativo do que precisava ser. Já Inan mete os pés pelas mãos mais de uma vez, em especial sob a influência de sua mãe, Nehanda. Nada de novo no front, né? O príncipe (agora rei) nunca foi consistente, então nem esperava isso dele – ainda que no final ele tenha surpreendido positivamente.

Existem outros personagens importantes, mas não quero entrar no detalhe sobre todos eles, com exceção de dois: Roën, o mercenário do primeiro livro, apareceu pouco, mas roubou a cena. Gostaria que ele tivesse tido uma participação mais constante, considerando seu carisma e sua relação com Zélie. Mama Agma novamente se torna uma presença importante, ainda que não apareça o tempo todo. Ela é decisiva para a condução da guerra e obriga Zélie a abrir mãos dos medos e laços do passado que a impedem de agir.

O que foi complicado pra mim ao ler Filhos de Virtude e Vingança é que o livro anda em círculos. Há diversos momentos que poderiam ter sido mais curtos, o que evitaria tantas inconsistências no comportamento e nos sentimentos dos personagens. A história não é ruim, ela tem bons momentos, mas não consegue atingir o mesmo patamar do livro que iniciou a trilogia. Apesar dos pesares, Tomi Adeyemi nos traz um final bombástico e chocante, e eu realmente não sei o que esperar do que vem por aí. Com todas essas ressalvas e ponderações, continuo gostando e indicando a trilogia O Legado de Orïsha, mas recomendo apenas que vocês não esperem de Filhos de Virtude e Vingança a mesma maestria narrativa vista no livro anterior.

Título Original: Children of Virtue and Vengeance
Série: O Legado de Orïsha
Autor:
 Tomi Adeyemi
Editora: Fantástica Rocco
Número de páginas: 432
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Fabulador: O Chamado de Morrigan Crow – Jessica Townsend

Oi pessoal, tudo bem?

A resenha de hoje é um combo entre manter o foco na minha meta literária de 2021 e matar a curiosidade sobre a continuação de Nevermoor, uma série que já me cativou. Fabulador é o segundo volume e desenvolve ainda mais a história da ex-azarada Morrigan Crow. Atenção: a resenha tem alguns spoilers do volume anterior!

Garanta o seu!

Sinopse: Morrigan Crow pode ter derrotado sua maldição mortal, superado os desafios perigosos e entrado para a Sociedade Fabulosa, mas sua jornada por Nevermoor e todos os seus segredos está apenas começando… Os cidadãos da mágica e secreta cidade de Nevermoor têm uma memória viva dos ataques orquestrados pelo único Fabulador que conhecem, Ezra Squall – e sem dar uma chance para Morrigan, agem como se ela fosse tão mortal quanto. Por isso, não é surpresa que, quando integrantes da Sociedade Fabulosa começam a sumir, Morrigan se torne a principal suspeita. Agora, Morrigan e seus amigos, os antigos e os novos, terão que provar sua inocência antes que ela seja expulsa da Sociedade, o único lugar que ela chama de casa, para sempre.

Após descobrir que é uma Fabuladora, compartilhando da mesma habilidade que o grande vilão Ezra Squall possui, Morrigan fica bastante insegura com o seu futuro em Nevermoor. A jovem conseguiu vencer os desafios e ser aceita na Sociedade Fabulosa, mas será que seus colegas de unidade também farão o mesmo por ela? Quando um bilhete que ameaça expor o segredo de Morrigan e da Unidade 919 para toda a Sociedade chega, seus membros passam a ser chantageados – e quase todos se ressentem de Morrigan por isso. Para tornar o ano da garota ainda mais difícil, seu patrono Jupiter North está em uma missão para encontrar membros desaparecidos da Soculosa, e Ezra Squall segue como uma presença que vigia cada passo da menina que ele deseja como aprendiz.

Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow terminou de um jeito que tornou impossível não aguardar ansiosamente pela continuação. O desejo do vilão em ser professor de Morrigan, somado ao fato de que finalmente conheceremos a Sociedade Fabulosa pela perspectiva da protagonista, foram o gancho perfeito para a continuação. Fabulador flerta bastante com Harry Potter, mais do que o primeiro livro: há uma escola dividida por “casas” (aqui representadas pelas Artes Arcanas e as Artes Mundanas), há um vilão usando uma conexão secreta com a protagonista para plantar dúvidas em sua mente e há até mesmo uma traição. Mas, apesar de isso tornar Fabulador um pouquinho mais lugar-comum, não chega a tirar o brilho da obra. Jessica Townsend conseguiu manter o carisma de sua história e desenvolver mais elementos interessantes.

Jupiter, infelizmente, fica um pouco apagado nesse volume, perdendo aquele arzinho de Chapeleiro Maluco que eu achava bem charmoso nele. Morrigan, por outro lado, se torna uma protagonista da qual gosto mais. Ela tem mais atitude, mas não é egoísta; ela pensa no bem dos outros, mas também luta por si mesma; ela fica triste pela sua exclusão, mas tem empatia para compreender os dilemas de seus colegas. Hawthorne continua sendo o amigo mais leal possível, enquanto Cadence ganha um espaço bastante merecido no trio (mais uma semelhança com Harry Potter, invertendo o gênero dos personagens rs).

Além de aprofundar o cenário que envolve a Sociedade Fabulosa, Fabulador também nos leva a outros lugares em Nevermoor (como o interessantíssimo Museu dos Momentos Roubados). O plot do desaparecimento de membros da Soculosa é muito legal e coloca os jovens protagonistas em uma missão investigativa cheia de ação, o que torna a leitura ágil e envolvente. Além disso, ver Morrigan aprender pouco a pouco sobre o que significa ser uma Fabuladora e a controlar seus poderes é muito instigante.

Fabulador é uma ótima sequência para a série Nevermoor e não caiu na “maldição do segundo livro”. Apesar das semelhanças com outras séries infantojuvenis do gênero, gosto da proposta de Jessica Townsend e do universo construído por ela. Enxergo muito potencial na saga e mal posso esperar pra ver Morrigan aprendendo mais sobre seus poderes e convivendo com outras pessoas habilidosas. ❤ E se você curte esse estilo de livro, te digo que com certeza vale a pena adicionar a série à sua listinha de leituras!

Título original: Wundersmith: The Calling of Morrigan Crow
Série: Nevermoor
Autora: Jessica Townsend
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 368
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: O Ickabog – J. K. Rowling

Oi pessoal, tudo certo?

Assim como boa parte do fandom, eu também me decepcionei demais com a J. K. Rowling desde seus tweets transfóbicos. Inclusive não pretendia (nem pretendo, até o momento) adquirir seus livros novos, mas acabei recebendo como uma ação de divulgação da Editora Rocco um exemplar de O Ickabog. Decidi fazer um esforço de descolar um pouco a experiência de leitura da obra das coisas horríveis que ela disse, e felizmente esse esforço foi recompensado, porque eu me deparei com um ótimo livro (e devo admitir: mesmo zangada, continuo gostando de tudo que essa mulher escreve – exceto seus tweets, obviamente).

Garanta o seu!

Sinopse: Com a altura de dois cavalos, olhos que brilham como bolas de fogo, garras afiadas e compridas feito navalhas, o Ickabog está chegando. Um monstro mítico, um reino em perigo e uma aventura que irá testar a bravura de duas crianças. Descubra uma história brilhantemente original, divertida e irônica, sobre o poder da esperança e da amizade, de J.K. Rowling, autora de Harry Potter, uma das maiores contadoras de história de todos os tempos. O reino da Cornucópia já foi o mais feliz do mundo. Tinha muito ouro, um rei com os melhores bigodes que você poderia imaginar, e açougueiros, padeiros e queijeiros cujas comidas deliciosas faziam uma pessoa dançar de prazer. Tudo parecia perfeito, mas nos pântanos enevoados ao norte, segundo a lenda, vivia o monstruoso Ickabog. Qualquer pessoa sensata sabia que o Ickabog era apenas um mito para assustar as crianças e fazê-las se comportar. Mas quando esse mito ganha vida própria, lançando uma sombra sobre o reino, duas crianças – os melhores amigos Bert e Daisy – embarcam em uma grande aventura para desvendar a verdade, descobrir onde está o verdadeiro monstro e trazer a esperança e a felicidade de volta para Cornucópia. Em uma bela edição capa dura O Ickabog traz 34 ilustrações coloridas de crianças brasileiras de 7 a 12 anos de vários estados do Brasil, vencedoras do Concurso de Ilustração Ickabog.

O Ickabog é um livro que J. K. começou a escrever para os seus filhos quando eles eram pequenos, mas só concluiu durante a pandemia no ano passado. Cada capítulo foi sendo disponibilizado na internet e também rolou um concurso no qual crianças brasileiras foram escolhidas para ilustrar o livro. A edição física está fantástica, a Editora Rocco caprichou muito em cada detalhe: a capa é dura e alguns elementos têm um brilho dourado muito bonito, além das ilustrações nas páginas internas. 

A história começa com um típico “Era uma vez…”, que já nos transporta para o tempo tranquilo da infância. A autora conta a história do reino da Cornucópia, um lugar feliz, tranquilo e conhecido por sua excelente gastronomia e produção de vinho. O reino era governado pelo gentil (mas ingênuo e vaidoso) Rei Fred, cujos amigos mais próximos eram o vil Lorde Cuspêncio e Lorde Palermo, braço direito de Cuspêncio. Quando um aldeão pede ajuda ao rei para que salve seu cachorro desaparecido de um monstro conhecido como Ickabog (até então apenas uma lenda), uma série de eventos trágicos dá a Cuspêncio a desculpa perfeita para manipular o rei e fazer da Cornucópia apenas uma sombra do que era. E mudar esse destino é algo que está em mãos muito jovens: mais precisamente os amigos de infância Daisy e Bert.

Dá pra notar como a premissa já transmite o caráter lúdico da história, não é mesmo? A obra trata de assuntos pertinentes de uma forma fácil para que as crianças entendam, mas também capaz de fazer os adultos refletirem: há um governo que se isenta da responsabilidade (causando muita desigualdade e sofrimento), a corrupção destruindo a vida de milhares de pessoas, as graves consequências das “fake news” (ainda que ditas de outra forma) e também o preconceito contra aquilo que é desconhecido. E ao mesmo tempo em que fiquei impressionada com o quanto o livro dialoga com a realidade em que vivemos, também foi impossível não ficar me perguntando como uma autora que fala com tanta sensibilidade sobre esses assuntos pode corroborar na vida real com discursos que oprimem grupos já marginalizados. Tenho muita dificuldade de assimilar isso, sério. :/

Agora, falando sobre os protagonistas, Daisy e Bert são personagens cativantes. Ambos tiveram perdas familiares causadas pelas pessoas no poder e tiveram suas vidas radicalmente mudadas. Daisy em especial é uma personagem que causa muita afeição: mesmo com toda a crueldade que ela presenciou e mesmo com uma carga tão grande de dor ainda na infância, a menina se transformou numa jovem que cuida do próximo e que crê na bondade dos outros. Daisy é um ótimo exemplo para as crianças, tanto de coragem quanto de resiliência e de empatia.

Como pontos negativos eu traria somente dois aspectos: o livro ganha uma certa “barriga” lá pela metade que torna um pouco mais difícil prosseguir, especialmente porque há uma longa sequência de negatividade acontecendo; o segundo ponto é o final, que soou apressado em comparação a todo o tempo que a autora dedicou ao resto da narrativa – especialmente porque é no terço final que um personagem MUITO importante aparece, e ele merecia mais espaço.

O Ickabog foi uma leitura leve, divertida e que me transportou pras histórias que eu lia quando era pequena, ainda que com uma crítica social mais elaborada. É difícil não fazer paralelos com os (des)governos que ganharam força nos últimos anos e pensar que países como o nosso estão sendo jogados cada vez mais fundo na lama por irresponsabilidade e crueldade alheia. Mas, apesar de trazer a dor e o sofrimento da Cornucópia ao longo das páginas, O Ickabog termina como um livro infantil deve terminar: com a esperança de um “felizes para sempre”. E em tempos como esses, toda dose de esperança é bem-vinda. 🙂

Título original: The Ickabog
Autora:
J. K. Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 288
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Sono: Mude Seu Modo de Dormir em 90 Minutos – Nick Littlehales

Oi pessoal, tudo bem?

Em função da pandemia, a parceria com as editoras foi um pouquinho diferente esse ano. No caso da Editora Rocco, o foco dos envios foi lançamentos e livros de ação promocional, o que me fez sair da zona de conforto em mais de uma oportunidade. Nem todas foram experiências bacanas, como por exemplo Você É Fodona!, mas Sono: Mude Seu Modo de Dormir em 90 Minutos, de Nick Littlehales, é um exemplo um pouco melhor. Vamos conhecer?

Garanta o seu!

Sinopse: Neste livro inovador, Nick Littlehales, coach do sono para algumas das principais estrelas do mundo do esporte, como Cristiano Ronaldo e David Beckham, expõe suas estratégias para que as utilizemos de forma ideal. Ele apresenta seu programa de recuperação do sono R90 sustentado por sete elementos que chama de Indicadores-Chave, ou os sete passos para melhorar a qualidade do descanso e da recuperação. Você vai descobrir como mapear seu próprio ciclo do sono, melhorar o ambiente em que dorme, identificando qual a temperatura ideal e o melhor colchão, e por que tirar um cochilo é realmente bom para você. A observação dessas condições, aliada a uma consequente mudança de hábitos, fará com que utilize o tempo que passa dormindo para obter o máximo de recuperação física e mental. Você sentirá uma melhora de ânimo e, em consequência, na sua capacidade de desempenho no trabalho, em casa, nas relações interpessoais, assim como conseguirá identificar o momento certo para se desligar (e também as luzes e o celular) e, desta forma, evitar o estresse, outras doenças e viver mais confiante e feliz.

Eu sempre tive problemas pra dormir, tanto para pegar no sono quanto com a leveza dele. Eu culpo, no geral, minha ansiedade. 😛 Mas ao ler Sono eu aprendi que existem outros fatores que interferem na qualidade do nosso descanso, e alguns deles são mais fáceis de controlar do que eu pensava.

Nick Littlehales ascendeu como coach do sono ao trabalhar para grandes clubes de futebol, como Real Madrid e Manchester United. Ao estudar o assunto e conseguir colocar suas orientações em prática com atletas de elite, o autor criou sua própria metodologia, o programa R90. O ambiente em que você dorme, o tamanho do colchão e sua rotina diária são alguns exemplos que estão contemplados nesse programa, e não faltam dicas práticas pra tentarmos adaptar em casa.

Apesar de o livro ter uma narrativa “bem de coach” (o que, vindo de mim, não é um elogio), eu aprendi várias informações interessantes sobre o sono. Uma delas diz respeito ao nosso ritmo circadiano, ou seja, a forma como nosso cérebro reage às mudanças de horário e de luz do sol ao longo de 24h. Entender o ritmo circadiano é entender também o porquê algumas medidas práticas são importantes pra nos levar ao repouso. Quer um exemplo? Usar luzes azuis ou brancas à noite é prejudicial porque atrapalha a síntese de melatonina pela glândula pineal; a melatonina é liberada à medida que escurece, portanto o cuidado com a luz ambiente é fundamental após determinado horário. Pra ser honesta, eu já sabia dessa informação antes de ler Sono, mas Nick Littlehales reforça a necessidade desse tipo de cuidado e é um exemplo fácil do tipo de conteúdo que o livro traz. 🙂

Outro ponto que eu gostei bastante diz respeito aos nossos cronótipos, ou seja, nosso modo de funcionamento natural. Existem pessoas matutinas (cronótipo M), vespertinas (cronótipo V) e intermediárias, que se adequam a ambas as faixas com mais facilidade. As pessoas M têm muito mais facilidade de serem produtivas pela manhã, enquanto as pessoas V são o posto. Sabendo qual é o nosso cronótipo (e o autor indica um teste de uma universidade que auxilia nisso) é possível remanejar as nossas tarefas diárias para os momentos em que estamos mais despertos e, portanto, mais alertas. Se você tem o cronótipo M, pode deixar aquele relatório importante para o período da manhã e atividades mais chatas e mecânicas, como organizar um arquivo, para o período da tarde, por exemplo.

Apesar de ter dicas relevantes e que fazem sentido, o livro cansa pelo já mencionado tom de coach, que considerei meio exagerado. Em determinado momento eu não aguentava mais ler as palavras “com o programa R90”, e fiquei incomodada com o quanto o texto parecia um publipost em forma de livro. Mas, relevando esse aspecto, dá pra tirar informações e dicas proveitosas – ainda que eu tenha sido uma cara de pau que pegava o celular depois de fechar o livro, mesmo sabendo que isso prejudica o sono. 😂

Sono: Mude Seu Modo de Dormir em 90 Minutos talvez não transforme totalmente a sua vida, mas é uma boa leitura pra quem quer entender mais sobre a importância da recuperação para o nosso cérebro e pra nossa saúde. Colocar o repouso adequado com o mesmo peso de “alimentação saudável” e “praticar exercícios regularmente” no discurso para uma vida mais saudável é algo que Nick Littlehales defende e que faz todo o sentido. Vale a pena olhar com mais carinho pra esse momento e fazer o possível pra dar ao nosso corpo o descanso que ele merece.

Título original: Sleep: Change the Way You Sleep with this 90 Minute Read
Autor:
Nick Littlehales
Editora: Rocco
Número de páginas: 192
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Renegados – Marissa Meyer

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de escrever a aclamada série sci-fi Crônicas Lunares e reimaginar a origem da Rainha de Copas em Sem Coração, Marissa Meyer agora se aventura pelo mundo dos super-heróis com Renegados, o primeiro livro de sua nova trilogia. Vamos conhecer?

Garanta o seu!

Sinopse: Os Renegados são um grupo de prodígios – humanos com habilidades extraordinárias – que emergiram das ruínas de uma sociedade colapsada. Foram eles que estabeleceram a paz onde, antes, o caos reinava. Eles continuaram sendo um símbolo de esperança e coragem para todos… exceto para os vilões que foram derrotados por eles. Nova, que faz parte do grupo dos Anarquistas, tem um motivo para odiar os Renegados, e está em uma missão em busca de vingança. Enquanto se aproxima de seu alvo, ela conhece Adrian, um garoto Renegado que acredita na justiça – e em Nova. Mas a lealdade de Nova está com os Anarquistas e há um vilão que tem o poder de acabar com os dois, e tudo em que acreditam.

The Boys encontra My Hero Academia e X-Men: esse é o meu resumo para Renegados. No passado, os prodígios (pessoas com poderes) eram perseguidos pela sociedade, até que Ace Anarquia iniciou uma revolução que deu início à Era da Anarquia. Com a sociedade em colapso, surgiram os super-heróis conhecidos como Renegados, que deram um fio à revolução de Ace e passaram a governar a sociedade. Nossos narradores estão de lados opostos dessa rivalidade: Nova é uma anarquista que nutre profundo rancor dos Renegados após seus pais terem morrido sem a proteção dos heróis; Adrian é filho adotivo de dois Renegados originais, que fazem parte hoje do Conselho que rege a cidade. O destino dos dois se cruza em definitivo quando Nova decide entrar para os Renegados como uma espiã dos anarquistas, e a química entre os dois fica impossível de negar.

Quem acompanha o blog e vê meus reviews empolgadíssimos a respeito dos filmes da Marvel sabe que adoro o universo de super-heróis. Mas, por algum motivo, a proposta de Marissa Meyer simplesmente não me arrebatou como achei que faria. Não me entendam mal: Renegados é um bom livro, mas não foi uma experiência memorável, sabem? Não sei se foi o clichê do romance entre rivais, se foram os inúmeros erros de revisão da edição (ou a mania da autora/da tradução de escrever “a revolução do Ace” em vez de “a revolução de Ace” HAHAHAHAHA implicância boba, mas que eu precisava comentar) ou se foi porque senti que a obra foi uma colcha de retalhos de outras histórias que consumi antes.

Mas não tive dificuldades com todos os aspectos do livro, e eu preciso ser justa com ele. As cenas de ação de Renegados são muuuito boas! É fácil de imaginar esse universo da Marissa Meyer ganhando vida em uma série ou filme, sabem? Os diversos poderes criados pela autora também tornam o livro instigante, porque queremos ver os personagens colocando suas habilidades em prática durante o confronto. A habilidade de Rabisco/Adrian é uma das mais interessantes: ele é capaz de dar vida aos seus desenhos. Isso permite que ele faça experimentos que o transformam no Sentinela, um alterego justiceiro que ele mantém em segredo. O plot do personagem também traz o mistério da morte de sua mãe biológica, que também era uma Renegada original, e essa dúvida que paira na mente do jovem também instiga o leitor a continuar.

Apesar de eu não ter sido a maior entusiasta do romance clichê entre rivais, novamente preciso fazer uma ressalva em nome da justiça: Marissa Meyer soube construí-lo de modo que nos faça torcer por Nova e Adrian. Os personagens são fofos juntos, eles fazem com que o outro questione as próprias verdades e repense os mitos e ideias pré-estabelecidas a respeito de suas origens. Isso é bem legal e eu torço para que essa relação se desenvolva ainda mais nos próximos volumes. 

Nova não é uma protagonista muito carismática. Eu entendo o rancor dela e o fato dela sentir que os Renegados falharam com os seus pais. Também entendo que ela não ache certo que os super-heróis governem a cidade, pois existe uma distribuição injusta de poder (que é um ponto importantíssimo no desenvolvimento da história). Mas eu não consegui comprar a vibe “badass amargurada” dela – pra mim ela é só cansativa mesmo. Porém, apesar dessa falta de conexão com a protagonista, eu gosto desse questionamento que ela levanta sobre o quão perigoso é deixar a condução da sociedade nas mãos de poucos poderosos. É nesse ponto que lembrei de The Boys, que justamente levanta esse ponto (de uma maneira bem mais pungente) ao evidenciar que nem todas as pessoas com poderes são boas pessoas, dispostas a fazer a coisa certa.

Renegados é um livro bacana e que entretém, mas não foi uma obra especialmente marcante. Senti a mesma coisa com Sem Coração, minha única outra experiência com a Marissa Meyer: foi legal, mas talvez em breve eu esqueça de você, sabem? Se você é fã da autora ou da temática de super-heróis, acho que há grandes chances de aproveitar a experiência. Se você não se enquadra em nenhum desses casos, recomendo só que tenha as expectativas sob controle pra curtir essa obra de entretenimento sem se frustrar. 😉

Título original: Renegades
Série: Renegados
Autora:
Marissa Meyer
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 512
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Siga Em Frente – Austin Kleon

Oi pessoal, tudo bem?

Siga Em Frente é o livro mais recente de Austin Kleon, que ficou famoso com Roube Como Um Artista, e hoje vim contar pra vocês como foi minha experiência com ele. 😉

siga em frente austin kleonGaranta o seu!

Sinopse: A vida criativa não é uma jornada linear em direção a uma linha de chegada, ela é como um loop – portanto, encontre uma rotina diária, já que hoje é o único dia que importa. Desconecte-se do mundo para conectar-se a si mesmo – e às vezes você só precisa mudar para o modo avião para que isso aconteça. SIGA EM FRENTE celebra as atividades ao ar livre e incentiva pequenas escapadas, nem que seja apenas para um passeio curto (como o diretor Ingmar Bergman disse à filha: “Os demônios odeiam ar fresco”). Preste atenção e, principalmente, preste atenção no que você presta atenção. Preocupe-se menos em terminar as coisas e preocupe-se mais com o valor do que você está fazendo. Foque menos em deixar sua marca nas coisas, trabalhe mais para deixar as coisas melhores do que estavam quando você as encontrou. SIGA EM FRENTE traz princípios éticos, atemporais e práticos para aqueles que tentam manter uma vida produtiva e significativa.

Apesar de não ter lido os livros anteriores do autor, fiquei bem animada por ter a chance de conferir Siga Em Frente. O livro é dividido em 10 capítulos com conselhos para quem está buscando motivação para viver uma vida mais criativa, e eu acho que estou num momento muito propício para refletir sobre assunto – tanto na minha vida profissional quanto aqui no blog.

Um dos pontos mais marcantes do livro é que ele nos relembra de que está tudo bem não ser criativo o tempo todo e que faz parte vezes perdermos o rumo. Com uma narrativa irreverente e dialogada, Siga Em Frente causa a sensação de que estamos debatendo sobre a vida com um amigo na mesa do bar ou tomando um café. E o tema dessa conversa é, em essência, focar no nosso propósito. Para isso, é de suma importância encontrarmos nossa “estação da bem-aventurança”, que o autor descreve como um espaço físico ou um período de tempo na rotina dedicado a nos conectarmos a nós mesmos. Temos falado muito sobre autocuidado em 2020 e acho que um bom exercício pra isso é buscar essa nossa estação da bem-aventurança: seja um tempinho produtivo quando você acorda ou um espaço da sua casa dedicado aos seus projetos e à sua rotina.

Outro conselho que dialogou diretamente com o que eu penso é o de tomarmos cuidado com métricas de vaidade. Austin Kleon nos convida a olhar com cuidado para os números por si só: eles não dizem se alguém amou tanto seu trabalho que indicou pros amigos, se ficou pensando nele, se mexeu internamente com suas emoções. E, já que estamos falando de sentimentos, ainda nesse assunto Austin Kleon problematiza a mercantilização das nossas paixões. No sistema capitalista em que vivemos é muito fácil querer monetizar nossos hobbies ou até mesmo elogiar alguém dizendo que o que essa pessoa faz é tão bom que poderia ser vendido. Mas nem tudo precisa ser a respeito de lucro – podemos produzir apenas pelo prazer de trazer algo ao mundo. A minha escolha de foto pra ilustrar esse post não é à toa: eu sempre amei desenhar e por muito tempo parei de fazê-lo porque achava que não era boa o bastante pra ser profissional. Aí 2020 chegou e me fez ver uma coisa: quem disse que preciso ser? Foi maravilhoso me reconectar a essa parte de mim que ficou tanto tempo adormecida. ❤

Siga Em Frente também é uma obra que encoraja a mudança. Eu sou uma pessoa que tem dificuldades de lidar com o imprevisto, mas me senti acolhida pela forma como o autor nos faz repensar esse medo do desconhecido. Austin Kleon nos incentiva a acolher essas possibilidades que o novo traz, pois o trabalho criativo reside nesse não-saber, reside na nossa adaptabilidade e também no fato de que não sabemos onde o processo vai nos levar. E, para lidar com essa incerteza, temos um recurso poderoso: a esperança.

Siga Em Frente é aquela leitura rápida, fácil e leve que proporciona momentos de reflexão e otimismo. Por mais que os conselhos possam parecer lugares-comuns, a maneira como Austin Kleon divide seus pensamentos com o leitor faz com que seja muito fácil se conectar ao que ele diz. É um livro que atende ao que se propõe e o qual recomendo pra todos que precisam de uma boa dose de incentivo pra viver uma vida mais criativa e fiel a seus próprios valores. =)

Título original: Keep Going: 10 Ways to Stay Creative in Good Times and Bad
Autor:
Austin Kleon
Editora: Rocco
Número de páginas: 224
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Sobre Amor e Estrelas (e Algumas Lágrimas) – Daniel Bovolento, Pam Gonçalves e Solaine Chioro

Oi gente, tudo bem?

Eu sou fã da Pam Gonçalves e queria muito ler algum dos livros dela. Em outubro essa oportunidade chegou: a Editora Rocco me mandou um exemplar de Sobre Amor e Estrelas (E Algumas Lágrimas), o primeiro volume de uma coleção baseada em signos. 😀

Garanta o seu!

Sinopse: Nicolas não acredita em astrologia, mas sabe que está vivendo o pior inferno astral de sua vida. Cheio de dúvidas sobre o futuro, o libriano embarca para São Paulo visando uma bolsa de estudos e pode ser que se depare com a mudança que precisava: a chegada da Era de Peixes. Diana abraça suas características intensas de escorpiana. O que muitos entendem como mistério é uma grande dificuldade de se expressar ou perdoar. A psicóloga recomenda que escreva um diário, confiando a ele seus mais profundos sentimentos, e assim a garota vai começar a entender um pouco de si mesma e de seus relacionamentos amorosos. Não há nada que Cléo goste mais do que o frio na barriga de se apaixonar, e ela e a melhor amiga analisam no horóscopo todas as chances de um final feliz. A dificuldade é encontrar alguém que retribua com tanta sensibilidade os sentimentos da canceriana. Sobre amor e estrelas (e algumas lágrimas) é o primeiro volume da coleção Sobre amor e estrelas, que reúne histórias de amor inspiradas em astrologia escritas por autores nacionais. Este volume engloba os signos de água: peixes, escorpião e câncer.

Esse primeiro volume é focado nos signos de Água e têm como protagonistas um libriano (que se envolve com um pisciano, que seria o representante do elemento Água), uma escorpiana e uma canceriana. Foi muito fácil ler Sobre Amor e Estrelas, porque todos os contos têm uma narrativa leve e pouco descritiva. As três histórias são narradas em primeira pessoa por jovens na faixa etária entre a adolescência e o início da vida adulta com dilemas bastante condizentes com a fase da vida em que estão: Nicolas está numa maré de azar após o término com seu primeiro namorado, Diana não consegue expressar seus sentimentos com o vai e vem no relacionamento dos pais e em relação ao seu interesse amoroso e Cléo precisa vencer a timidez para se declarar para um veterano da faculdade. O problema é que existe um quê de infantilidade em todos os personagens que tornou a leitura um pouco cansativa pra mim.

Em A Era de Peixes (conto do Nicolas), eu achei o personagem querido, mas completamente alheio a problemas de verdade. Eu sei bem que um coração partido dói, mas não sei se tenho mais saco pra quem acha que isso é o fim do mundo. 😂 Além disso, ver um personagem com 19 anos na cara ganhando mesada é algo que eu tenho ranço, pessoalmente falando. Mas isso é super particular meu, ok? Vocês podem ler e não sentir implicância alguma. O lado bom desse conto é que o final é aberto de um jeito muito bacana. Não costumo curtir esse tipo de desfecho, mas nesse caso o desfecho combina totalmente com a história e traz um sopro muito bem-vindo de otimismo e empolgação em relação ao futuro. 

Tudo o Que Posso Esconder (conto da Diana) era o que eu mais queria conferir. A Pam não me decepcionou e escreveu uma história bacana. Porém, fiquei muito mais interessada na relação de Diana com os pais no que na relação dela com o crush boy lixo. É como se tivesse um potencial desperdiçado ali, sabem? Em contrapartida, tem uma questão muito legal nesse conto que é o modo como a bissexualidade aparece: ela é tratada com muita naturalidade, sendo apenas uma dentre várias características do crush dela, e não algo no qual a trama gire em torno. E, pra concluir, um aspecto curioso nesse conto foi o fato de que senti muito da Pam na Diana, como se ela tivesse sido o molde para a personagem. Várias características que a Pam já falou sobre si mesma nos Stories, por exemplo, coincidem com Diana, o que me faz pensar que a personagem é um reflexo da autora (ainda que em partes). Me pergunto se foi intencional, seria uma curiosidade legal de saber.

O terceiro conto, O Efeito Zodíaco (da Cléo) foi o de que menos gostei. Cléo é uma garota tímida que recém entrou na faculdade e quer muito conquistar um vetereno. Pra atingir esse objetivo ela conta com a ajuda do irmão da sua melhor amiga e, como um bom clichê, percebe que está investindo no cara errado. Meu ranço aqui reside na infantilidade de Cléo: ela é muuuito bobinha e me transmitiu uma sensação de ser meio deslocada do mundo real. Por outro lado, como aspecto positivo, aqui também há naturalidade ao inserir a bissexualidade na história.

Sobre Amor e Estrelas (E Algumas Lágrimas) não foi uma experiência ruim, mas também não foi extraordinária. É um título bacana pra quando você precisa de uma leitura leve e despretensiosa. O ônus disso é que, em geral, esse tipo de livro traz histórias que não marcam. Mas pra passar o tempo são muito bem-vindas. 😉

Título original: Sobre Amor e Estrelas (E Algumas Lágrimas)
Série: Sobre Amor e Estrelas
Autores:
 Daniel Bovolento, Pam Gonçalves e Solaine Chioro
Editora: Rocco
Número de páginas: 208
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes – Suzanne Collins

Oi pessoal, tudo bem?

Quando a gente tem a oportunidade de ler um livro novo de uma saga que amamos, as emoções ficam balançadas, né? Por isso que precisei de um tempo pra assentar minha opinião a respeito de A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, o prequel de Jogos Vorazes.

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Sinopse: É a manhã do dia da colheita que iniciará a décima edição dos Jogos Vorazes. Na Capital, o jovem de dezoito anos Coriolanus Snow se prepara para sua oportunidade de glória como um mentor dos Jogos. A outrora importante casa Snow passa por tempos difíceis e o destino dela depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas estudantes para conseguir mentorar o tributo vencedor. A sorte não está a favor dele. A ele foi dada a tarefa humilhante de mentorar a garota tributo do Distrito 12, o pior dos piores. Os destinos dos dois estão agora interligados – toda escolha que Coriolanus fizer pode significar sucesso ou fracasso, triunfo ou ruína. Na arena, a batalha será mortal. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar a já condenada garota tributo… e deverá pesar a necessidade de seguir as regras e o desejo de sobreviver custe o que custar.

Como um país vai do mais profundo pesar e desespero pós-guerra para uma alienação total à base de pão e circo? É isso que A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes se propõe a explicar. Aqui, conhecemos uma versão muito diferente daquele que viria a se tornar o temido presidente de Panem: Coriolanus Snow é um jovem sagaz que vê nos Jogos Vorazes a oportunidade de reconquistar o prestígio e a riqueza dos quais outrora sua família desfrutara ao atuar como mentor. Seu ânimo sofre um baque quando ele é designado à Tributo do Distrito 12, o menos prestigioso de todos. Mas, ao perceber o talento da jovem Lucy Gray (que encanta a todos ao cantar na Colheita), Snow decide utilizar esse elemento a seu favor.

Existe um abismo entre a Capital que conhecemos em Jogos Vorazes versus a Capital apresentada na Cantiga. Os efeitos da guerra ainda são muito recentes, Panem está em processo de reconstrução e mesmo famílias de linhagens importantes ainda flertam com a fome, como é o caso dos Snow. Coriolanus vive com a avó orgulhosa e a prima, Tigris, que faz tudo ao seu alcance para proporcionar um pouco de alegria e dignidade para a família. A ligação dos primos é bastante forte, o que torna mais triste pensar no futuro de Tigris e na corrupção moral de Snow.

Os Jogos Vorazes também não se aproximam em nada da versão antes apresentada. Esqueçam dos bailes luxuosos, dos jantares abundantes e do tratamento especial dedicado aos tributos. Em A Cantiga, vemos um lado ainda pior dessa punição já tão cruel: os tributos são tratados feito lixo, sendo deixados para passar fome e presos em uma cela no zoológico até o momento de entrarem na Arena. Diferente de todo o pão e circo conhecido, na 10ª edição o desafio dos Idealizadores (e dos mentores, incluindo Snow) é justamente fazer com que a prática se torne uma atração capaz de envolver as pessoas. E eu diria que esse é o maior mérito do livro: com transformações sutis e ideias que surgem de forma tímida, o leitor consegue perceber quais foram as atitudes que serviram como faísca para a transformação dos Jogos. Ao mesmo tempo em que ficamos desconfortáveis com o tratamento ainda mais desumano do que aquele que conhecíamos, é também fascinante perceber os primeiros passos na direção do grande espetáculo em que a Capital transforma os Jogos Vorazes. Esse aspecto de A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes foi, sem dúvida, meu favorito: para mim, o livro é sobre isso, sobre a transformação dos Jogos, muito mais do que sobre o Snow.

resenha a cantiga dos passaros e das serpentes

Falando em Snow, ressalto que os protagonistas definitivamente não me conquistaram. O livro consegue demonstrar com nem tanta sutileza assim que Coriolanus faz as coisas tendo interesses egoístas por trás. Ele não chega a ser um sociopata desalmado, mas mesmo achando os Jogos Vorazes difíceis de engolir, ele está mais preocupado com a recuperação financeira da sua família e sua própria ascensão. Em diversos momentos ao longo do livro seus pensamentos revelam a frieza com que ele lida com situações delicadas, o seu senso de superioridade e seu desprezo pelos costumes dos distritos e a maneira como ele mantém relações de acordo com que cada pessoa pode oferecer. Sua relação com Lucy Gray é confusa e, pra mim, não funciona (o final deixa isso ainda mais nítido, mas falo sobre isso mais pra frente). A personagem foi feita com a intenção de nos cativar, assim como cativou Coriolanus, mas ela é bastante linear e ganha pouco aprofundamento.

Os personagens secundários não têm carisma e brilho nenhum, e eu não fiz nenhuma questão de guardar seus nomes por saber que na trilogia original eles não causam impacto – com exceção de Tigris, que tem papel crucial em A Esperança, da Dra. Gaul, por ser a Chefe dos Idealizadores dos Jogos, e de Sejanus, que representa a voz da razão em meio ao massacre, nos lembrando de que o sofrimento dos distritos é muito maior do que o da Capital. O livro tem a intenção de narrar os traumas dos cidadãos da Capital em relação à guerra e mostrar o outro lado desse sofrimento; o problema é que não sabemos no detalhe os motivos dessa guerra, então um leitor mais desatento pode acabar sentindo uma empatia mal dimensionada pela Capital. Eu acho que tem muita gente inocente na Capital que sim, merece empatia, mas a gente não pode esquecer que uma vez que a guerra acabou a decisão deles foi de seguir com um massacre na forma de Jogos Vorazes. Pensando nisso, considero a narração em terceira pessoa uma escolha acertada da autora, pois nos afasta do risco de romantizar o ponto de vista do Snow e da Capital. Diferente da trilogia original, em que estamos dentro da cabeça da Katniss, aqui a gente tem acesso a uma visão externa que não mascara as falhas de caráter do personagem e nos ajuda a não esquecer do sofrimento dos distritos.

Assim como os outros livros da série, A Cantiga é dividido em três partes, e na terceira delas o livro tem uma “barriga” que torna a história bem arrastada. O dia a dia de Coriolanus no terço final da trama parece descolado de tudo que vimos até então, e sua dinâmica com Lucy Gray também não melhora. Existem cenas que só me pareceram servir como fanservice (envolvendo a palavra “katniss” e até a música da Árvore-Forca), e o final é abrupto, corrido e até meio sem sentido, de modo que fiquei “sério que isso tá acontecendo?”, tamanha minha descrença.

A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes é um livro bom, ainda que não seja espetacular, e ele não merece todo o hate que recebeu. Ele é competente em nos mostrar a transformação dos Jogos Vorazes e o papel da esperança em toda essa dinâmica da Capital e dos distritos – conceito este tão importante no futuro. Apesar de ser um livro mais longo do que o necessário e dividir um final tão frustrante quanto, achei melhor que A Esperança rs. Resumindo, vale a leitura, tendo em mente as ressalvas que mencionei. 😉

Título original: The Ballad of Songbirds and Snakes
Série: Jogos Vorazes
Autor: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Número de páginas: 576
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Resenha: Modern Love – Daniel Jones

Oi galera, tudo certo?

Vocês sabiam que Modern Love, da Amazon Prime Video, é baseada numa coluna do New York Times? Esse ano foi publicado pela Editora Rocco o livro homônimo, que reúne não apenas as 8 histórias da série, mas inúmeras outras. Vamos conhecer? 😀

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Sinopse: Algumas das histórias de Modern Love não são nada convencionais, enquanto outras parecem bem familiares. Algumas revelam como a tecnologia mudou para sempre o namoro, outras exploram as lutas atemporais vividas por quem já procurou amor. Acima de tudo, todas constituem relatos honestos que mostram como os relacionamentos começam, como geralmente fracassam e, quando temos sorte, perduram. Organizado pelo editor Daniel Jones, este é o livro perfeito para quem é amado, está perdido ou sendo perseguido por um ex nas redes sociais, ou para aqueles que sempre desejaram um romance verdadeiro. Em outras palavras, uma leitura para qualquer pessoa interessada no funcionamento infinitamente complicado do coração humano.

Modern Love é dividido em 4 partes, focadas em diferentes formas de amor. Entretanto, é importante pontuar que desde a introdução do livro o leitor é avisado de que nem todas as histórias são bonitas e com finais felizes. Existem amores doloridos, amores que não deram certo, amores que mudaram, amores de diferentes tipos. Essa multiplicidade de maneiras de amar torna Modern Love um livro muito real e relacionável, sendo este o primeiro ponto positivo que faz a leitura valer a pena.

E a primeira parte do livro, “Em algum lugar lá fora”, já exemplifica o aviso da introdução: ela conta histórias de relações que não foram para frente ou, quando foram, não necessariamente tiveram seu “felizes para sempre”. As histórias narradas aqui evidenciam que grande parte dos amores não são aqueles vistos em novelas ou filmes, sendo feitos de diferentes formas de viver esse sentimento. Há uma carta que narra a idealização de um rapaz pela namorada (sua própria Maniac Pixie Dream Girl, nas palavras dele); há a reflexão de uma mulher que só quer viver os relacionamentos casuais, mas acaba sofrendo devido a promessas vazias feitas pelos homens com quem se relaciona; e há a minha história favorita dessa primeira parte, que é o material de inspiração para o último episódio da minissérie: “A corrida fica mais gostosa perto da última volta”. Esse capítulo é delicioso e emocionante, mostrando uma relação madura que, apesar de ter a morte como elemento fundamental, não se torna menos importante, feliz ou valiosa.

A segunda parte do livro, “Acho que amo você”, é mais romântica e conta histórias de inúmeros relacionamentos felizes (alguns à primeira vista, outros que sobreviveram aos percalços). Uma história que me surpreendeu bastante foi a de uma mãe que diz que nada supera seu amor pelo marido, nem mesmo os próprios filhos. A maternidade é muito romantizada na nossa sociedade, e eu costumo ser bem crítica disso; entretanto, me vi enfrentando minhas próprias ideias pré-concebidas inconscientes ao me ver surpresa com a narrativa de uma mulher que ama os filhos, mas cujo amor pelo marido é ainda maior. Gosto quando um livro me faz questionar as minhas crenças, e esse capítulo foi interessante por isso. Mas o capítulo que mais gostei foi “Você talvez queira se casar com o meu marido”, escrito por uma mulher com câncer em fase terminal que deseja que seu amado siga em frente após sua partida. Encarar a própria finitude não é uma tarefa fácil, principalmente quando tudo que você gostaria é de mais tempo com quem você ama. Ainda assim, a abnegação da autora em querer que o marido encontre alguém e ame novamente é comovente.

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O título da terceira parte, “Segurando firme nas curvas”, já nos dá uma pista do que vamos encontrar: narrativas cheias de desafios, momentos complicados a serem vencidos e a luta para erguer a cabeça e seguir em frente. Os capítulos aqui agrupados focam nas dores e nas adversidades dos diversos tipos de amores que, mesmo imperfeitos, valem a pena ser contados. É nessa parte que está uma das cartas que originou um dos melhores episódios da minissérie, protagonizado por Anne Hathaway: “Aceite-me como eu sou, não importa quem eu seja”. Apesar de menos intensa e emocionante que sua contraparte televisiva, ainda sim é relevante por falar de saúde mental. A história dos Beatles (“Agora eu preciso de um lugar para me esconder”), de uma mãe que perdeu a filha quando ela ainda era criança, foi dolorosa de ler. Mas a resiliência do ser humano é algo inspirador, e essa história traz essa característica com muita delicadeza. Por fim, a quarta parte, “Assuntos de família”, narra principalmente o amor familiar – romântico ou não. E, encerrando o livro, temos a história que dá início à adaptação televisiva, a respeito da amizade entre uma jovem e seu porteiro (eu amo essa história!).

Assim como ocorre na maioria das coletâneas, existem contos melhores do que outros em Modern Love, o que é esperado e natural. Alguns são meio enfadonhos, outros não provocam muita simpatia, mas em compensação existem inúmeros que renovam sua esperança no amor e na humanidade, bem como provocam muita gratidão pelas pessoas que nos cercam. Agora, falando especificamente sobre as 8 histórias que viraram episódios de TV, eu diria que a dramatização nos episódios conferiu um peso bem maior a elas. No livro, os relatos são mais breves e menos aprofundados, não causando a mesma comoção das contrapartes audiovisuais. Além disso, existem no livro histórias muito mais emocionantes do que as escolhidas para a série (eu realmente não gostei de uns 3 episódios, achei cansativos), e vejo um potencial enorme para uma segunda temporada focada em algumas delas.

Resumindo, Modern Love é uma leitura fácil, gostosa e cheia de emoções. O livro me fez sorrir e me fez chorar enquanto me conectava às histórias de vida de pessoas reais que, assim como eu e você, amam, sorriem, se magoam e seguem em frente dando o melhor de si. Vale a pena? Com toda a certeza. ❤

Título original: Modern Love
Autor:
Daniel Jones
Editora: Rocco
Número de páginas: 304
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Livro cedido em parceria com a editora.
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Resenha: Morte no Verão – Benjamin Black

Oi galera, tudo bem?

Hoje vim compartilhar com vocês minhas percepções a respeito de Morte no Verão, um livro policial de estilo noir.

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Sinopse: Em uma sufocante tarde de verão em Dublin, o magnata Richard Jewell – conhecido por seus inúmeros inimigos como Diamond Dick – é encontrado com a cabeça estourada por um tiro de espingarda. Jewell era o proprietário de grande parte dos veículos de imprensa do país e diretor do sensacionalista Daily Clarion, o jornal de maior vendagem da capital. Embora tudo leve a crer que tenha sido suicídio, os jornais, por convenção, não mencionam essa possibilidade. Caberá então ao detetive inspetor Hackett tocar as investigações, nas quais irá contar com a ajuda de seu velho amigo, o patologista Garret Quirke.

O que é literatura noir, para início de conversa? Segundo a biblioteca da PUCRS, ela “se caracteriza por apresentar histórias que misturam terror, mistério e elementos policiais, detetives e investigações que vão além dos conhecimentos de investigação criminal.” Na prática, o que eu senti é que é uma narrativa mais lenta, focada nas reflexões dos personagens, com uma ambientação urbana e “pálida”. Morte no Verão se passa na Dublin dos anos 50 e acompanha a investigação da morte de um magnata que aparentemente se suicidou na sua casa de campo. Quando o detetive inspetor Hackett encontra o corpo, ele percebe que, apesar da tentativa de forjar o suicídio, provavelmente trata-se de um homicídio. Então Garret Quirke (um médico forense com quem ele já trabalhou antes) é acionado, sendo ele o verdadeiro protagonista da obra.

Desde o início do livro, especialmente após a chegada de Quirke, senti que a narrativa contava com elementos prévios que eu não conhecia. Fui para o Google e bingo: trata-se do quarto livro de uma série, e nos volumes anteriores provavelmente é explicada a parceria entre Quirke e Hackett, bem como a notoriedade que o primeiro ganhou nos últimos anos. Infelizmente minha leitura foi bastante prejudicada por isso, mas foi desatenção de minha parte ao solicitar o livro à editora sem conferir previamente se era um volume único ou não.

resenha morte no verão benjamin black

A narrativa é bastante vagarosa e foca pouquíssimo na investigação policial; entretanto, quando isso acontece, temos as melhores passagens da obra. No geral, acompanhamos o relacionamento de Quirke com sua filha, de quem ele não era muito próximo, e também sua atração pela viúva da vítima, com quem ele passa a ter um caso. A ênfase da história reside na descrição de cenários e das sensações dos personagens, sendo também um livro com uma narrativa um pouco mais rebuscada e metafórica. A vantagem disso é que Morte no Verão me ajudou a expandir meu vocabulário, e fazia tempo que um livro não me proporcionava essa experiência.

Eu esperava mais do final: a resolução do caso é clichê e bastante insossa. Como comentei anteriormente, a investigação não é o que chama a atenção na obra e, pra falar a verdade, não teve nenhum elemento que realmente tenha me conquistado. Os personagens não são carismáticos, você não torce por nenhum deles e não houve conexão entre mim e a obra. Provavelmente o ponto que mais influenciou nisso foi pegar o bonde andando mesmo: Morte no Verão é o tipo de livro que tem início, meio e fim, mas que precisa do background apresentado nos volumes anteriores pra compreensão plena dos personagens.

Apesar de eu amar livros policiais, Morte no Verão não conseguiu me cativar. Parte dessa constatação eu já expliquei no parágrafo anterior, mas outra parte reside no fato de que a obra não me provocou absolutamente nenhum sentimento: nem curiosidade pela investigação e nem afeição pelos personagens (o que me prende à série Cormoran Strike, por exemplo, mesmo quando a investigação não é tão boa). Não recomendo a obra como porta de entrada pra série mas, se você acompanhou os livros anteriores, talvez sua experiência seja diferente da minha. 🙂

Título original: A Death in Summer
Autor:
Benjamin Black
Editora: Rocco
Número de páginas: 256
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.