Resenha: O Fim do Mundo é Aqui – Amy Zhang

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês minha opinião sobre O Fim do Mundo é Aqui, da autora Amy Zhang. 😉

o fim do mundo é aqui amy zhang.pngGaranta o seu!

Sinopse: Janie e Micah, Micah e Janie. Desde os primeiros anos da escola. Almas gêmeas em segredo. Melhores amigos que passavam as tardes na pedreira da cidadezinha onde cresceram juntos, a mais profunda de Iowa. Até que Janie desaparece, e tudo o que Micah pensava que sabia sobre sua melhor amiga é borrado de dúvida. Até que Micah acorda no hospital, e não se lembra de nada. Mas para montar o quebra-cabeça do desaparecimento de Janie e entender seu apocalipse particular, Micah Carter precisa recuperar suas lembranças, inclusive as mais difíceis, numa jornada devastadora. Adotando uma narrativa não linear, que vai e volta entre Antes e Depois e alterna as vozes dos dois protagonistas-narradores, Amy Zhang, autora do surpreendente Quando tudo faz sentido, conta a história de uma amizade marcada por obsessões e segredos dolorosos. E, mais uma vez, entrega um romance Young Adult original, sincero, comovente e impossível de largar até a última página.

Janie e Micah são dois amigos de infância inseparáveis. Entretanto, após um acidente, Micah perde a memória e não sabe o que aconteceu com Janie, que está desaparecida. Um de seus amigos mais próximos, Dewie, se recusa a contar o que aconteceu, e Micah fica intrigado com o fato de Janie simplesmente ignorar suas mensagens e ligações. A partir disso, o protagonista passa a tentar desvendar o que aconteceu com ele e, principalmente, com Janie.

Apesar de eu sempre achar previsível o que aconteceu com o desaparecido em livros que envolvem falta de memória, em O Fim do Mundo é Aqui o mistério em relação ao que realmente aconteceu (e o porquê) se mantêm durante a maior parte da trama. O livro é narrado por Micah no presente e por Janie no passado, e os fatos que já ocorreram vão convergindo ao mesmo tempo em que as lembranças de Micah vão retornando. Essa estrutura narrativa me lembrou muito Mentirosos, da E. Lockhart, e a sensação ficou ainda mais forte devido ao uso dos diários de Janie – que contam histórias estilo “era uma vez”, nitidamente fazendo alusão à realidade (lembro que Cadence também escrevia coisas semelhantes em Mentirosos). E, já que o assunto são os diários de Janie, aproveito para elogiar a edição do livro em si: as ilustrações e desabafos da garota enchem as páginas, deixando o interior do livro muito bonito e atrativo.

Infelizmente, odiei a Janie. A autora tentou trazer à vida uma personagem sonhadora e de imaginação fértil, mas pra mim ela parecia apenas maluca (ou sob efeito de muita cafeína). A narração dela é muito picotada, o que deixa a leitura truncada – talvez o objetivo fosse dar um tom lírico às passagens de Janie mas, pra mim, não funcionou. Micah, por outro lado, é um narrador mais interessante. Ele tenta juntar as pontas soltas e esse mistério mantém o leitor entretido. Contudo, isso não torna o personagem em si instigante: ele é apático, deixa sempre “tudo pra lá” e não demonstra personalidade própria, indo sempre na onda de Janie. Aliás, a amizade deles se mostrou muito perturbadora pra mim, beirando uma relação tóxica. Janie o arrastava para todas as suas maluquices, insistia em coisas que ele visivelmente não queria fazer e sabia que ele era apaixonado por ela (o que, talvez, explicasse porque que ele cedia tanto aos desejos dela). Janie me pareceu o tipo de personagem que suga as pessoas ao redor dela ou, fazendo uma analogia com algo que ela ama, como o fogo que consome tudo até não restar nada.

resenha o fim do mundo é aqui amy zhang.png

Esse parágrafo pode ser considerado SPOILER, portanto pule para o próximo se quiser evitá-lo. Apesar da minha antipatia por Janie, devo dizer que senti meu coração se partindo devido às dores que a personagem sofre ao longo da trama.  Ela se vê em uma situação difícil sem saber para onde fugir ou o que fazer para superar. O livro faz um ótimo trabalho em mostrar os sentimentos confusos de alguém após uma situação de abuso e, principalmente, coloca em xeque como pode ser difícil denunciar esse tipo de violência, devido ao fato de que talvez as pessoas simplesmente não acreditem na vítima. É revoltante e causa uma grande sensação de impotência, que a autora soube abordar muito bem, de modo responsável e realista. Além disso, também mostrou que tais situações podem vir de pessoas de quem gostamos e em quem confiamos, o que se mostrou muito acertado.

O maior mérito de O Fim do Mundo é Aqui, para mim, é justamente esse. Ele fala de abuso de uma maneira bastante madura, aprofundando os sentimentos da personagem que o sofreu, e não por meio do olhar de terceiros. Amy Zhang narra a angústia e a desolação de alguém que teve sua confiança quebrada e seu corpo violado, mas que se vê sem ter a quem recorrer, além de sofrer diariamente com os julgamentos e descrença alheios. Essa discussão é de grande relevância e o modo como foi abordada mexe com o leitor, incomodando e machucando. Sendo um livro voltado ao público jovem, a escolha da autora de falar nesse assunto se mostra ainda mais acertada, pois é preciso conscientizar os leitores e mostrar que tais violências acontecem. Só é uma pena que o livro, assim como 13 Reasons Why (por exemplo), não mostre nenhum tipo de superação ou um modo de ajudar as vítimas.

O Fim do Mundo é Aqui não funcionou pra mim. Entretanto, o tema principal trazido em suas páginas é relevante e bastante sério. Amy Zhang ainda aborda homossexualidade de uma das formas mais naturais que já li, além de trazer um mistério que nos mantém envolvidos em suas páginas. Vale conferir se você tem afinidade com livros voltados ao público jovem guiados por um mistério, ou ainda se quiser tirar suas próprias conclusões sobre a obra. Apesar de o livro não ter conquistado meu coração, a reflexão que ele propõe é válida sempre! 

Título Original: This Is Where the World Ends
Autor: Amy Zhang
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 272
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.
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Resenha: A Mulher Na Cabine 10 – Ruth Ware

Oi gente, tudo bem?

Hoje trago a resenha de um excelente thriller pra vocês: A Mulher Na Cabine 10, de Ruth Ware, publicado pela Editora Rocco.

a mulher na cabine 10 ruth wareGaranta o seu!

Sinopse: No livro, uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do Aurora borealis.

Lo Blacklock é uma jornalista de viagens que vive uma experiência traumatizante: no meio da noite, percebe que sua casa está sendo invadida. Apesar dos ladrões não a agredirem diretamente, o trauma e a sensação de violação causam na personagem sintomas semelhantes ao TEPT (crises de ansiedade, pesadelos e até mesmo alucinações). Dali a dois dias, Lo precisa viajar a trabalho para cobrir a viagem inaugural do cruzeiro de luxo Aurora borealis e, mesmo estando com o emocional virado de cabeça para baixo, ela decide não abrir mão da oportunidade de crescer na carreira. Na primeira noite a bordo do navio, Lo se dá conta que esqueceu o rímel, e decide recorrer à pessoa na cabine ao lado da sua, a cabine 10. Lá, Lo se depara com uma mulher jovem e bonita, que empresta o rímel com pressa, fechando-se novamente em sua cabine. Até aí, nada de (muito) estranho, né? O problema acontece durante a noite: Lo escuta um grito na cabine vizinha e, logo depois, o barulho de algo pesado sendo jogado no mar. Ao espiar pela varanda, uma mancha escura muito semelhante a sangue chama a sua atenção, e ela corre para acionar a segurança do navio. A questão é: segundo a equipe, não havia ninguém hospedado na cabine 10.

O plot de A Mulher Na Cabine 10 me conquistou de cara: uma personagem instável emocionalmente devido a um trauma, passando por uma situação tensa em um ambiente claustrofóbico e sem ninguém que acredite nela. A minha curiosidade para entender o que estava acontecendo era instigada a cada página, ao mesmo tempo em que Ruth Ware nos fazia duvidar da sanidade de Lo. A única prova que a personagem dispunha para provar a existência da tal mulher era o rímel que fora emprestado por ela, mas as evidências iam todas contra a teoria de Lo: ninguém da equipe vira tal mulher, ela não estava na lista da tripulação, tampouco dos passageiros. Não havia nenhum registro que comprovasse sua existência. A experiência traumática recente e o excessivo consumo de bebida alcoólica também não estavam a favor de Lo, que acaba entrando em um estado paranoico, temendo tudo e todos ao seu redor.

resenha a mulher na cabine 10 ruth ware

Um recurso que Ruth Ware adotou e eu achei genial para aumentar ainda mais a tensão foi utilizar, ao fim de cada parte do livro, informações sobre o que estava acontecendo com pessoas externas ao navio, como o namorado de Lo (Jude) ou notícias que saíam na mídia. Essas passagens eram narradas alguns dias no futuro, e mostravam fatos como, por exemplo, Jude entrando em contato com os amigos pois estava sem notícias de Lo, uma notícia falando sobre um corpo encontrado no mar, outra notícia narrando o desaparecimento de uma jornalista do Aurora borealis chamada Laura Blacklock… Esses momentos do livro aumentavam em muito a curiosidade, a tensão e a expectativa para saber o que afinal aconteceria com Lo, mais até do que descobrir afinal quem era a tal mulher. O plot twist que envolve a revelação final também foi muito bom e convincente, me deixando muito satisfeita com o desfecho do livro.

A ambientação em um navio a mar aberto colabora muito com a sensação de claustrofobia e medo sentido pela personagem (e por nós, leitores). Me lembrei muito de Assassinato no Expresso do Oriente (o filme, pois não li o livro) e o receio constante de que qualquer pessoa ali possa ser um assassino. O fato de Lo estar sozinha, encarando a possibilidade de ter um criminoso em seu encalço, é uma situação muito aflitiva. O cansaço da personagem, que não consegue dormir direito desde a invasão ao seu apartamento, também é palpável, e o leitor fica agoniado com a exaustão psicológica da protagonista. Mas ela também se revela uma personagem forte, especialmente na reta final, e empática. Apesar de sofrer muito nas mãos dos responsáveis por tudo que aconteceu, ela ainda consegue perceber quem é também uma vítima e quem é apenas algoz na situação.

A Mulher Na Cabine 10 é um livro incrível e envolvente, excelente para quem é apaixonado por thrillers. Vai ser impossível não ficar angustiado, querendo descobrir o que realmente aconteceu no luxuoso Aurora borealis. Recomendo muito!

Título Original: The Woman in Cabin 10
Autor: Ruth Ware
Editora: Rocco
Número de páginas: 320
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Warcross – Marie Lu

Oi povo, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Warcross, uma leitura UAU que foi também minha primeira experiência com a autora Marie Lu.

warcross marie lu.pngGaranta o seu!

Sinopse: O Warcross não é apenas um jogo. Para seus milhões de fãs, é uma fuga, uma forma de ganhar dinheiro, um modo de vida. Com tecnologias avançadas e uma proposta de realidade virtual impressionante, o jogo conquistou adeptos em todo o mundo… inclusive Emika Chen, um jovem hacker órfã que luta pela sobrevivência em Nova York. Agora, uma decisão precipitada está prestar a mudar sua vida. Emika viaja para o outro lado do planeta e vai precisar de toda a sua experiência no mundo virtual para enfrentar uma ameaça desconhecida, que pode transformar o jogo numa guerra cruzada e afetar toda a humanidade.

Imagine que existe um gadget chamado NeuroLink capaz de projetar realidade virtual em absolutamente tudo ao seu redor. Utilizando-o, é possível ver tudo mais colorido, animações nas paredes dos prédios, pessoas utilizando armaduras ou a aparência que desejarem ao andar na rua. Além disso, imagine que essa tecnologia é utilizada para jogar o jogo mais popular do mundo, que também acontece em realidade virtual. É esse o cenário de Warcross. O jogo (que dá nome ao livro) e, principalmente, o universo virtual que o envolve determinam como os indivíduos se relacionam (entre si e com o mundo), devido às inúmeras possibilidades oferecidas pelo NeuroLink. A invenção, que revolucionou a tecnologia, pertence a Hideo Tanaka que, aos 13 anos, criou o gadget e o jogo. O NeuroLink é um óculos capaz de “enganar” o usuário, fazendo com que o cérebro crie projeções realistas, semelhantes a um sonho. Agora, aos 21, o rapaz é bilionário e dono da bem-sucedida Henka Games, proprietária de Warcross. Emika Chen, nossa protagonista, é uma caçadora de recompensas endividada que decide hackear a transmissão da abertura do campeonato mundial de Warcross para tentar capturar um item do jogo e posteriormente vendê-lo; contudo, ela é exposta para o mundo inteiro durante a tentativa. Em vez de ser processada, a moça de 18 anos (dona de um talento sem igual para a programação) é surpreendida por uma proposta de trabalho vinda do próprio Hideo, que desconfia de ataques de um hacker ao sistema de Warcross.

Sendo bem sincera, o início do livro não me fisgou. Apesar de eu já ter sido uma grande fã de videogames, atualmente esse universo não faz parte do meu dia a dia, então fiquei um pouco saturada com as inúmeras descrições das maravilhas possibilitadas pelo NeuroLink. Em cada cenário no qual Emika aparece são feitas descrições detalhadas e esplendorosas sobre luzes, cores e detalhes que só são vistos e possibilitados pela realidade virtual. Entendo que isso seja importante para criar uma base sólida a um novo universo mas, infelizmente, essa parte do livro não prendeu minha atenção. Porém, quando a trama engatou, não consegui mais parar de ler!

Emika é colocada em um time profissional de Warcross, os Phoenix Riders, de modo que possa investigar de perto os jogadores (pois Hideo acredita que um deles é o hacker). A partir daí, mergulhamos com Emika no dia a dia com o time, nos treinamentos exaustivos, nos riscos do DarkWorld (uma espécie de Deep Web do mundo de Warcross) e, também, nos sentimentos avassaladores que surgem durante o processo. Eu shippei DEMAIS um certo casal desse livro. ❤

resenha warcross marie lu.png

Outro aspecto bacana do livro é a representatividade. Emika e Hideo são orientais, Asher (o capitão dos Phoenix Riders) é cadeirante, Hammie (a Ladra do  time) é latina e possivelmente negra e Roshan (o Escudo) tem ascendência indiana e é gay ou bissexual. Emika, ainda, é uma personagem que está saindo da adolescência e entrando na vida adulta – ou seja, com os hormônios em ebulição -, e demonstra sua sexualidade com muita segurança e desenvoltura, sem aquela limitação somente do amor romântico. Ainda sobre a protagonista, devo dizer que ela me conquistou totalmente. Ela é muito inteligente e também é bonita (ou seja, as coisas não precisam ser excludentes). Contudo, ela é bonita de um jeito diferente: como eu já disse, sua beleza não é a do padrão ocidental, e ela tem um estilo marcante graças ao cabelo multicolorido e ao braço tatuado. Mas, mais do que suas características físicas, me encantei pela personalidade de Emika: ela passou por inúmeras dificuldades na vida e sofreu grandes perdas pessoais, mas não se tornou alguém amargo, egoísta ou injusto por conta disso. Apesar da dificuldade em trabalhar em equipe, Emika é guiada pela sua coragem, discernindo o certo do errado – mesmo nos momentos mais difíceis. E, por fim, é especialista em um assunto predominantemente masculino, mostrando que mulheres são tão capazes quanto homens no universo da tecnologia e da programação. É um baita mulherão ou não é? ❤

Da metade pro final do livro, o ritmo da narrativa fica alucinante. Emika passa a compreender que os riscos que corre vão muito além do mundo virtual. Zero, o hacker misterioso por trás dos ataques, mostra que é uma ameaça palpável, e não apenas um avatar de um jogo online. Eu até tinha uma aposta para o desfecho e acertei 50% da minha teoria. Ainda assim, fiquei impactada. Quando eu menos esperava, Marie Lu conseguiu trazer à tona um dilema que não poderia ser mais atual, provocando reflexões sobre o papel da tecnologia nas nossas vidas e o quanto realmente somos livres ao utilizá-la do modo que utilizamos hoje. Tudo isso em meio a revelações bombásticas e muita ação, é claro.

Warcross foi uma leitura maravilhosa com diversos elementos que conquistam: a trama é envolvente, o universo é bem construído e os personagens têm um excelente desenvolvimento. Comecei Warcross com um leve desinteresse pelo universo sci-fi de Marie Lu e terminei a leitura implorando pelo segundo volume. Recomendo MUITO!

Título Original: Warcross: player, hunter, hacker, pawn
Série: Warcross
Autor: Marie Lu
Editora: Fantástica Rocco (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 320
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: A Fogueira – Krysten Ritter

Oi pessoal, tudo bem?

Preparados para mais uma resenha em parceria com a Editora Rocco? 😀 Hoje vim contar pra vocês o que achei de A Fogueira, o livro de estreia de Krysten Ritter (mais conhecida por interpretar a personagem Jessica Jones).

a fogueira krysten ritter.pngGaranta o seu!

Sinopse: Na trama, Abby Williams é uma advogada de 28 anos especializada em questões ambientais. Hoje uma mulher independente vivendo em Chicago, Abby teve uma adolescência problemática numa cidadezinha no estado de Indiana que até hoje ela luta para esquecer. Mas um caso de contaminação envolvendo uma grande empresa obriga Abby a voltar à pequena Barrens e confrontar seu próprio passado. Quanto mais sua equipe avança nas investigações sobre a Optimal Plastics, mais Abby se aproxima também da verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua antiga melhor amiga anos atrás e de outros acontecimentos até então sem resposta.

A Fogueira tem um enredo bastante familiar a quem está acostumado a ler thrillers: uma jovem bem-sucedida precisa voltar à cidade natal (normalmente no interior) e se vê envolvida por mistérios do passado. A trama não é muito original e remete a várias outras obras do gênero, causando uma sensação de “já vi isso antes” durante a leitura. Porém, Krysten Ritter é capaz de unir esses elementos clichês em uma história envolvente com uma narração competente: a autora usa diversas alegorias e analogias interessantes, que deixam a escrita rica sem ser cansativa.

Outro aspecto positivo da leitura são os capítulos curtos, que conferem agilidade à história. O livro é narrado por Abby, a protagonista, e consequentemente tem muitos devaneios dela em relação ao passado (muitos deles extremamente “convenientes” à trama, como se viessem para preencher a lacuna necessária naquele instante. Isso me desagradou um pouco). Entretanto, apesar de Abby ficar refletindo bastante sobre o que aconteceu, a personagem não é irritante ou enfadonha, e seus pensamentos não entediam o leitor. Além disso, o final foi muito satisfatório! Em determinado ponto, eu já pensava que não aconteceria nada muito “uau” na trama, e Krysten Ritter me surpreendeu com o desenrolar dos fatos na reta final. Surge uma situação aflitiva e uma resolução pra trama que fecha muito bem o enredo, concluindo não só a história do livro, mas também o passado de Abby. Por fim, vale elogiar a edição em si, que tem páginas amareladas e fonte confortável, com poucos erros de revisão ao longo do livro.

resenha a fogueira krysten ritter

Agora, preciso falar sobre os aspectos negativos da obra. Em primeiro lugar, fiquei meio ??? com as atitudes da Abby assim que chega em Barrens. Ela vai até o local para resolver uma questão profissional (investigar a maior empresa da região, a Optimal Plastics, e seu envolvimento com a possível poluição da represa local); entretanto, a personagem passa mais tempo beijando as duas primeiras bocas do passado (aka ex-colegas de escola) que vê pela frente: Condor, um cara fortão e bonito que trabalha em uma loja de bebidas, e Brent, um executivo importante da Optimal, por quem Abby foi apaixonada na adolescência. A advogada me pareceu meio imatura demais com essa atitude, que desviou muito a atenção dela em relação ao caso.

Outro aspecto decepcionante diz mais respeito à trama em si. A trama da poluição se resolve rapidamente, e o livro dá uma guinada em uma direção que não tem nada a ver com esse problema em si. Foi isso que me deu a sensação de que a autora tentou juntar elementos demais em um livro tão curto. Ela poderia ter focado em um plot só, desenvolvendo-o melhor, mas acabou falando em poluição de água, o tal Jogo, o mistério de Kaycee, entre outras coisas. Achei too much. Falando em Kaycee, infelizmente não consegui comprar toda a consternação sentida por Abby em relação à antiga amiga desaparecida; por mais que as duas tenham sido muito próximas quando crianças, o adoecimento e posterior “fuga” de Kaycee me parecem situações quase triviais pra perturbar tanto assim a protagonista.

Como tenho experiência lendo thrillers (já que sou apaixonada pelo gênero), não vi nada de muito novo em A Fogueira. Entretanto, percebi o incrível potencial de Krysten Ritter para criar uma história envolvente e bem escrita, que conseguiu me manter entretida mesmo nos pontos da trama que não me agradavam tanto assim. A autora tem potencial, isso é inegável. Eu diria que A Fogueira é uma ótima obra pra quem quer dar o pontapé inicial na leitura de thrillers: é de rápida leitura, tem narração objetiva e uma conclusão satisfatória. Se você está procurando uma obra para começar a se aventurar nesse gênero literário, A Fogueira é uma ótima pedida. 😉

Título Original: Bonfire
Autor: Krysten Ritter
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 288
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Clube da Luta Feminista – Jessica Bennett

Oi galera, tudo certo?

A resenha de hoje trata-se do primeiro livro recebido em parceria com a Editora Rocco: Clube da Luta Feminista, da jornalista Jessica Bennett! 💪

clube da luta feministaGaranta o seu!

Sinopse: Contratada para assumir a recém-criada editoria de gênero do The New York Times, a jornalista Jessica Benett constrói um guia incisivo e irônico de como sobreviver ao sexismo no ambiente de trabalho em Clube da Luta Feminista. Mesclando experiências pessoais e de outras mulheres e conselhos nada politicamente corretos com pesquisas e estatísticas sérias, Bennett oferece dicas valiosas e bem-humoradas para a mulher enfrentar o machismo na sociedade atual e combater o terreno minado e muitas vezes sutil do preconceito no ambiente corporativo. Com projeto gráfico moderno, repleto de ilustrações e esquemas divertidos, o livro fala tanto dos desafios externos enfrentados pelas mulheres cotidianamente, quanto dos comportamentos arraigados e autossabotadores delas próprias no dia a dia do escritório, sempre num tom informal e sarcástico.

Mesmo não sendo uma grande fã de obras de não-ficção, quando vi a temática desse livro não hesitei em solicitá-lo à editora. E que acerto foi ter tomado essa decisão, viu? Jessica Bennett, com uma acidez deliciosa e um bom humor envolvente, começa seu livro explicando a origem do Clube da Luta Feminista (o CLF). Mulheres entre 20 e 40 anos reuniam-se em um apartamento para reclamar sobre as frustrações profissionais e, juntas, perceberam que suas vivências eram muito similares: era um cara que roubava suas ideias, uma promoção dada a um colega homem, uma piadinha machista no ambiente de trabalho. A partir disso, a autora nos leva a refletir sobre como o machismo institucionalizado é sutil nos dias de hoje. Se antes essas atitudes eram escancaradas, agora a dificuldade está em reconhecê-las, pois elas fazem com que nós, mulheres, questionemos: “será que isso aconteceu? Será que exagerei?”.

Com essa reflexão, Jessica Bennett nos apresenta aos diversos tipos de inimigos no ambiente de trabalho. Temos o Mansplainer (o cara que acha necessário explicar tudo à mulher de modo condescendente e pedante); o Bropropriator (o colega que toma para si uma ideia de uma mulher); o Fiscal da Menstruação (aquele inconveniente que atribui qualquer stress ou fala agressiva da mulher – que muitas vezes pode ser oriunda de incompetência de colegas no ambiente de trabalho – à TPM), entre muitos outros. Além de apresentá-los, a autora propõe diversas formas de combatermos e vencermos essas situações constrangedoras no dia a dia profissional.

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Mas Jessica Bennett também aborda uma questão fundamental: como nós, mulheres, nos autossabotamos. Histórica e socialmente, as mulheres não foram incentivadas tanto quanto os homens a serem ambiciosas, confiantes e independentes. Consequentemente, é um desafio para nós nos impormos e garantirmos nosso espaço quando homens naturalmente sentem que sua autoridade é validada. Nessa segunda parte da obra, a autora reflete essa autossabotagem feminina, com dicas práticas e empoderadoras. Sério, se você é uma mulher inserida no mercado de trabalho, você vai se identificar com essas situações. Sabe quando você ri de nervoso por enxergar uma semelhança que não gostaria? Me senti dessa forma lendo algumas atitudes prejudiciais que não apenas eu, mas muitas profissionais mulheres acabam tomando. Por outro lado, foi extremamente confortador perceber que isso acontece com muitas de nós. O sentimento é de acolhimento e compreensão, o que é sempre muito bem-vindo. Aliás, um dos maiores ensinamentos do livro é: mulheres, unam-se. Cresçam e ajudem outras mulheres a crescerem com vocês. Sejam impulso para outras mulheres.

Com dicas práticas, exemplos reais, ilustrações divertidas e MUITOS dados (durante a leitura eu fiquei me questionando de onde a autora tirava suas informações, até que vi ao fim do livro as referências), Jessica Bennett aborda um tema extremamente atual de modo leve, irônico e envolvente. Ao expor as diversas formas de sexismo sutil que as mulheres enfrentam diariamente no ambiente corporativo, a jornalista nos mune não apenas de conhecimento para saber que sim, isso ocorre, e não, não estamos loucas, mas também de coragem para enfrentar essas situações. Além disso, a edição está extremamente caprichada, com excelente revisão, diagramação confortável e miolo da capa e da contracapa cor de rosa hahaha! ❤

Clube da Luta Feminista já se tornou uma das melhores leituras desse ano e eu recomendo fortemente, especialmente se você é mulher e já está inserida no mercado de trabalho. Mas homens, não se acanhem: o livro é excelente pra vocês nos compreenderem (e se unirem à nossa luta) também. 😉

Título Original: Feminist Fight Club: A Survival Manual for a Sexist Workplace
Autor: Jessica Bennett
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 336
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Parceria com a Rocco, primeiro “recebidos” e sorteio!

Oi pessoal, tudo bem?

Em fevereiro desse ano, recebi uma notícia incrível: o Infinitas Vidas foi selecionado para ser parceiro da Editora Rocco em 2018!
Esperei um pouco para contar a novidade aqui no blog porque queria aproveitar e mostrar pra vocês o primeiro “recebidos” (até porque os primeiros a gente nunca esquece, né nom?). ❤

Mas, na verdade, o objetivo principal desse post é agradecer. Em primeiro lugar, à Rocco, por confiar em mim e no meu trabalho. Eu cresci lendo os livros publicados pela editora e, das minhas séries favoritas, três são dela (Harry Potter, As Crônicas do Mundo Emerso e Jogos Vorazes). Dá pra imaginar a emoção que senti quando vi o nome do blog na lista, né? Depois de 4 anos de empenho e dedicação, finalmente o Infinitas Vidas conquistou sua primeira parceria com uma editora, o que pra mim significa um grande passo.

Agradeço também aos leitores fiéis, que toda semana estão acessando os posts e/ou deixando comentários, levando em consideração minha opinião e me incentivando a continuar, mesmo com um TCC sendo feito e um trabalho de turno integral. Obrigada, de coração! ❤

Sem mais delongas, vamos conhecer o primeiro recebido do blog em parceria com a Editora Rocco?

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Sinopse: Contratada para assumir a recém-criada editoria de gênero do The New York Times, a jornalista Jessica Benett constrói um guia incisivo e irônico de como sobreviver ao sexismo no ambiente de trabalho em Clube da luta feminista. Mesclando experiências pessoais e de outras mulheres e conselhos nada politicamente corretos com pesquisas e estatísticas sérias, Bennett oferece dicas valiosas e bem-humoradas para a mulher enfrentar o machismo na sociedade atual e combater o terreno minado e muitas vezes sutil do preconceito no ambiente corporativo. Com projeto gráfico moderno, repleto de ilustrações e esquemas divertidos, o livro fala tanto dos desafios externos enfrentados pelas mulheres cotidianamente, quanto dos comportamentos arraigados e autossabotadores delas próprias no dia a dia do escritório, sempre num tom informal e sarcástico.

Semana que vem já tem resenha aqui no blog! O que posso adiantar é o seguinte: QUE LIVRO, minhas amigas (ok, e meus amigos), que livro!

Tá achando que as novidades acabaram? Ainda não! Em abril a Rocco lançou Warcross, o novo livro de Marie Lu (autora da trilogia Legend). Com uma vibe cibernética, que conversa muito com Jogador Nº 1, o livro promete ser eletrizante. Pra comemorar esse lançamento, tá rolando o sorteio de um exemplar lá no Instagram do blog! Confiram as regras na foto oficial, participem (tá super fácil, sério) e boa sorte! ❤

Warcross.png

Sinopse: Para os milhões que se conectam todos os dias, Warcross não é apenas um jogo – é um modo de vida. Não é diferente para a hacker adolescente Emika Chen, que para se sustentar trabalha como caçadora de recompensas e rastreia jogadores que apostaram ilegalmente no jogo. Mas o mundo da caça de recompensas é competitivo, e a sobrevivência não tem sido fácil. Precisando de dinheiro rapidamente, Emika se arrisca e invade o jogo de abertura do Campeonato Internacional de Warcross… e acaba entrando acidentalmente no jogo em si e se tornando uma sensação da noite para o dia. Convencida de que vai ser presa, Emika fica surpresa quando recebe uma ligação do criador do jogo, o elusivo e jovem bilionário Hideo Tanaka, com uma proposta irresistível. Ele precisa de um espião dentro do torneio daquele ano para descobrir um problema de segurança… e quer que Emika faça o serviço. Mas logo ela descobre um plano sinistro, com consequências sérias para todo o império de Warcross. Nesta aventura de ficção científica, Marie Lu, a autora bestseller do New York Times, dá vida a um mundo envolvente e contagiante em que escolher em quem confiar pode ser a maior aposta de todas.

Bom, pessoal, as novidades de hoje são essas!
Tenham certeza de que vem muito conteúdo de qualidade por aí, fruto dessa parceria incrível. 😉
Conto com vocês pra dividir tudo isso! ❤

Resenha: O Chamado do Cuco – Robert Galbraith

Oi, pessoal. Tudo certo?

Para o post de hoje trago um livro que, depois de muita expectativa, eu finalmente li no ano passado: O Chamado do Cuco, o primeiro livro policial escrito por J. K. Rowling sob o pseudônimo Robert Galbraith.

o chamado do cuco robert galbraith.pngGaranta o seu!

Sinopse: Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Galbraith (vou me referir a “o autor”) nos apresenta à Lula Landry, uma modelo internacionalmente famosa que aparentemente cometeu suicídio. Três meses depois do ocorrido, John Bristow, o irmão da falecida, procura um detetive particular para investigar novamente a morte de Lula, que ele acredita ter sido assassinato. O detetive escolhido é Cormoran Strike, antigo amigo do irmão mais novo de Bristow, também já falecido. Strike está em uma situação financeira complicada: rompeu com a ex-noiva, está morando no escritório, as dívidas estão crescendo e ele tem que arcar com o salário da secretária temporária, Robin Ellacott. Esses fatores fazem com que ele aceite o caso, ainda que acredite na hipótese de suicídio. Porém, conforme investiga e adentra o universo (não tão) glamuroso da modelo, Strike começa a mudar de ideia.

Após o salto temporal que ocorre após o falecimento de Lula Landry, temos muito contato com Robin, cujo ponto de vista inicia o primeiro capítulo. Ela está animadíssima por ter sido pedida em casamento e nem se importa com o fato de estar indo trabalhar como secretária temporária. Quando descobre que seu empregador é um detetive particular – profissão pela qual ela é secretamente apaixonada desde a infância – a moça fica ainda mais encantada. Mas a relação com Strike não começa com o pé direito: ele é um homem reservado e bastante seco (em grande parte graças aos inúmeros problemas que vem enfrentando na vida pessoal). Ex-militar, Strike perdeu a perna no Afeganistão e agora vive com os casos que ocasionalmente surgem em seu escritório. Eu gostei de O Chamado do Cuco logo nas primeiras páginas que, inclusive, me fizeram rir – devido à dinâmica entre o desajeitado Strike e a prestativa Robin. Essa dinâmica fica ainda melhor conforme o detetive gradualmente começa a perceber o valor de Robin, que o auxilia em diversos aspectos do caso, sendo extremamente pró-ativa e determinada. Com o passar das páginas, a afinidade entre eles cresce e surge uma amizade inesperada e cativante. Contudo, a maior parte do livro realmente ocorre sob o ponto de vista de Strike, que investiga quase todo o mistério sozinho – ainda que a ajuda de Robin seja importante e muito bem-vinda.

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Um aspecto extremamente positivo de O Chamado do Cuco é que, como sempre, o autor (agora me refiro à habilidade de J. K. mesmo) consegue criar personagens de modo extremamente aprofundado, convincente e real. Por mais que o foco seja o caso Lula Landry, conhecemos Strike a fundo enquanto a história se desenrola. O personagem, inicialmente fechado em si mesmo, começa a se abrir para o leitor conforme suas camadas vão sendo removidas e vamos descobrindo mais sobre ele, sua ex-noiva, seu passado no exército e seu histórico familiar. E isso é construído de maneira exemplar, fazendo com que o leitor crie um laço com ele. Robin também é uma personagem incrível, apesar de ter menos espaço no primeiro volume. Ela é profissional, determinada, cheia de iniciativa e com um grande coração. Comentário com spoiler a seguir, selecione se quiser ler: e já deu pra sentir que Galbraith foi minando o relacionamento dela com o noivo de modo sutil. Não duvido que terminem em breve.

A investigação em si tem seus momentos cansativos. São muuuitas pessoas que Strike precisa interrogar, e o detetive não nos dá pistas sobre o que está pensando a respeito do suspeito. Só descobrimos sua lógica no final mesmo e, apesar de não ter sido a situação mais surpreendente do mundo, conseguiu entrelaçar todas as pontas soltas e encerrar o caso de modo eficiente, ainda que um pouco previsível.

O Chamado do Cuco foi um ótimo romance de estreia, apesar de perder um pouco o fôlego na metade do livro. Com personagens bem construídos, uma narrativa envolvente e um desfecho satisfatório, acredito que a leitura seja extremamente válida. Além disso, já estou apaixonada por Strike e Robin, e não vejo a hora de conferir a próxima aventura dos dois. Recomendo!

Título Original: The Cuckoo’s Calling
Série: Cormoran Strike
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Número de páginas: 448
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