Resenha: E Não Sobrou Nenhum – Agatha Christie

Oi gente, como estão?

Recentemente, tive minha primeira experiência lendo Agatha Christie e hoje eu vim contar um pouquinho a respeito pra vocês! 🙂 Escolhi um livro que já me ganhou na sinopse: E Não Sobrou Nenhum, que é também um dos maiores best-sellers de todos os tempos e o livro mais vendido da autora.

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Sinopse: Uma ilha misteriosa, um poema infantil, dez soldadinhos de porcelana e muito suspense são os ingredientes com que Agatha Christie constrói seu romance mais importante. Na ilha do Soldado, antiga propriedade de um milionário norte-americano, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente são confrontadas por uma voz misteriosa com fatos marcantes de seus passados. É neste clima de tensão e desconforto que as mortes inexplicáveis começam e, sem comunicação com o continente devido a uma forte tempestade, a estadia transforma-se em um pesadelo. Todos se perguntam: quem é o misterioso anfitrião, mr. Owen? Existe mais alguém na ilha? O assassino pode ser um dos convidados? Que mente ardilosa teria preparado um crime tão complexo? E, sobretudo, por quê? Medo, confinamento e angústia: que o leitor descubra por si mesmo porque E não sobrou nenhum foi eleito o melhor romance policial de todos os tempos.

Dez pessoas são convidadas (com pretextos diferentes) a passar uma semana na ilha do Soldado, nos arredores do condado de Devon. Ao chegar lá, elas descobrem que o misterioso anfitrião, o Mr. U. N. Owen, não chegou ao local ainda, o que causa certo estranhamento. Contudo, as coisas realmente ficam estranhas quando uma gravação começa a tocar por meio de um gramofone, e uma voz misteriosa acusa cada uma daquelas pessoas de ter cometido algum crime e saído impune. Quando as primeiras mortes começam a acontecer, os sobreviventes ficam cada vez mais assustados e, é claro, desconfiados uns dos outros.

Pra vocês terem ideia do quanto esse livro me prendeu, eu li cerca de 317 páginas (ou 226 de 286, na proporção do Kobo) numa sentada. Pra mim, que venho me queixando de não conseguir ficar muito tempo lendo, só essa pequena conquista já foi suficiente pra me deixar exultante. Mas o mérito é da autora e da história extremamente envolvente que ela construiu. A cada página virada eu ficava mais curiosa pra saber o que iria acontecer, por mais que exista o spoiler sem graça do título do livro e uma pista bem óbvia logo de cara. Essa pista não é um spoiler: trata-se do poema que os hóspedes encontram nos quartos, que fala sobre 10 soldadinhos que vão “sumindo” (ou morrendo) um a um. Mesmo com esses dois fatores (o título e o poema), eu queria muito descobrir quem seria o próximo da lista – enquanto tentava descobrir quem era o responsável pelo crime.

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Minha única decepção ficou por conta de alguns aspectos do final do livro. A seguinte frase tem spoiler, selecione se quiser ler: eu achei a última morte, da Vera, meio nonsense. Mesmo com o trauma de ter matado Lombard, eu não achei que ela tinha o perfil de quem se mataria. Pareceu que a personagem tava hipnotizada (apesar de não estar, como o vilão revela mais tarde). O vilão era alguém de quem eu tinha desconfiado até certo ponto da narrativa, mas que descartei, então fiquei surpresa com a maneira que a autora desenvolveu essa revelação e o crime em si. A próxima frase também tem spoiler, selecione se quiser ler: só fiquei decepcionada com a motivação do vilão, que era um psicopata justiceiro com uma doença terminal. Achei essa uma alternativa fácil demais.

A ambientação do livro foi um dos pontos fortes. Por se passar em uma ilha, a sensação de claustrofobia e angústia se manteve presente ao longo de toda a leitura – sensação que os próprios personagens sentiam. Quando uma tempestade atinge o local e impossibilita qualquer chance de resgate, é impossível não sentir ainda mais medo da situação. Além disso, Agatha Christie também consegue desenvolver muito bem as emoções dos seus personagens. Com histórias totalmente diferentes, mas aspectos em comum em seu passado, cada personagem tem uma personalidade bem marcante. Meus favoritos foram Lombard, Armstrong, Vera e Wargrave. Eles tiveram uma participação mais ativa na trama e nos diálogos, então foi mais interessante ler as cenas nas quais eles estavam em evidência. Porém, gostar deles é um paradoxo, já que os personagens são acusados de crimes terríveis (mesmo que alguns deles demonstrem remorso pelo que fizeram). Nesse sentido, Lombard é o meu preferido, pois é o mais autêntico do grupo.

E Não Sobrou Nenhum é um livro de suspense policial incrível, que te deixa aflito e curioso do início ao fim. Já consegui entender porque a autora é considerada Rainha do Crime e meu único arrependimento é não ter começado a ler suas obras antes. 😛 Recomendo!

Título Original: And Then There Were None
Autor: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 400
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43 comentários sobre “Resenha: E Não Sobrou Nenhum – Agatha Christie

  1. Oie Pri =)

    Apesar de não gostar muito de suspense, abro uma exceção para as obras da Agatha e claro Arthur Conan Doyle. Lia muito os livros dela na minha adolescência e sempre admirei o fato a Agatha sempre conseguir se reinventar a cada história.

    Esse eu ainda não li, mas já está na listinha =D

    Beijos ;**

    Ane Reis | Blog My Dear Library

  2. Oi Pri, eu li muitos livros da Agatha Christie quando eu era criança, ela fez parte do meu processo de iniciação à leitura ~ mas esse eu nunca li! Achei a trama bem instigante, adoraria ler! Um beijo :*

  3. Oi Prih,
    Eu amo esse livro, por ter lido ele tão rápido – também – me fez descobrir que o gênero é meu favorito disparado haha.
    Se vc curtiu o Lombard do livro, procura a minissérie recente que teve da BBC, acho que vc vai curtir ele lá tb 😛 HAHA

    bjs
    Nana – Canto Cultzíneo

  4. Oi, Priih.
    Puxa, não li nada dessa autora ainda, apesar de ter um box dela aqui na estante… 😦
    Mas a sua resenha me fisgou e vou ter que ler esse livro, que ao meu ver é bem interessante e chamativo.
    Dela eu só conhecia por nome o Assassinato no Expresso Oriente, que também preciso ler.
    Não vi os spoilers para não estragar minha surpresa.
    Bela resenha.
    Abraços.

  5. Adorei a resenha, Priih! No fim de semana fui numa livraria e fiquei com um livro da Agatha Christie na mão, mas acabei deixando para comprar O Conto da Aia kkk Da próxima vez já sei qual será a minha compra 😉

    Bjs,

  6. Oi Priih!Este foi o primeiro livro dela que li e depois não parei mais, virei fã. Minha edição é antiga, ainda como O caso dos dez negrinhos e acho que combinava bem mais. Bjos!!!

  7. Olá, Priih.
    Fico muito feliz quando vejo alguém se rendendo aos livros da Agatha. Eu sou suspeita para falar porque amo ela desde que comecei a ler. É uma pena que já li todos, se tivesse mais mil eu leria também hehe. Eu fiquei tonta com esse livro. Nunca nem imaginei quem era o assassino. Se não tivesse aquela carta no final, eu ia ficar o resto da vida sem saber hehe. Mas prefiro o título e o poema original, não acho que seja racismo, mas… Leia outros livros dela, vale muito a pena.

    Prefácio

  8. Oiii Prih

    Eu nunca li nada da Agatha e também separei esse livro pra começar com as obras da autora e conhecer a escrita dela. Que pena esse final meio meh… Em suspenses e thrillers isso às vezes acontece mesmo. Ainda assim, pelo que vc conta a leitura vale a pena, e eu acho que vou curtir conferir essa história.

    Beijos

    aliceandthebooks.blogspot.com

  9. Oi, Priih

    Minha primeira e única (até o momento) experiência com a autora foi através do livro Assassinato no Expresso do Oriente. Eu achei o livro ruim demais, foi uma leitura master entediante, por isso meio que perdi a vontade de ler mais obras da autora. Porém, já me disserram que eu comecei pelo livro errado, que era pra eu começar a ler as obras dela exatamente por E Não Sobrou Nenhum… e agora depois dessa resenha empolgada até surgiu aquela curiosidadezinha.
    Não lerei por agora, mas caso eu resolva realmente dar mais uma chance pada a autora eu vou embarcar nessa história!

    Beijos
    – Tami
    http://www.meuepilogo.com

  10. Oie… minha mãe vive falando que aos 12 anos ela já lia livros da Agatha Cristhie (é a forma dela jogar na minha cara que eu preciso ler mais.. kkkk). Ela já me contou a sinopse desse livro, mas ele tinha outro nome no passado. Por que será que mudaram o título?
    Ah, parabéns pelo blog!

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