Stranger Things 2: erros e acertos

Oi gente, tudo bem?

Não costumo resenhar séries por temporada aqui no blog e pretendo continuar não o fazendo. Contudo, Stranger Things é um verdadeiro fenômeno e sua continuação foi muito aguardada. Como já resenhei e recomendei a série por aqui, no post de hoje resolvi fazer um balanço entre os erros e acertos da nova temporada. Obviamente, esse post está cheio de spoilers! 😉 Aviso dado, agora vamos lá!

Erros

Pra mim, a temporada realmente ficou boa a partir do 6º episódio (apesar de já ter gostado do 5º). Complicado, considerando que foram apenas 9 no total. Isso quer dizer que mais da metade da season não foi tão bacana quanto eu esperava. Vou tentar explicar o porquê:

nancy jonathan stranger things 2

Excesso de plots: ao expandir o universo construído na primeira temporada, acredito que Stranger Things tenha exagerado. Temos a relação Eleven x Hopper, a busca pelo passado de Eleven, as consequências do que aconteceu com Will, a aproximação com Max, o drama familiar de Max, mais crianças parecidas com Eleven, a investigação e exposição da morte de Barb… Foram tantas coisas acontecendo paralelamente que em determinados momentos tive a sensação de estar vendo uma colcha de retalhos. Minha atenção vagou em vários momentos e a vontade de maratonar não foi tão grande (apesar de eu ter feito isso anyway, hihihi). Isso é bem triste, considerando que a série me prendeu já no primeiro episódio na season anterior.

kali eleven stranger things 2.png

Kali/Episódio 7: como a primeira cena de Stranger Things 2 foi uma apresentação da 8 (que posteriormente descobrimos se chamar Kali), eu imaginava que ela teria mais importância. No fim, sua participação resumiu-se a um episódio isolado no qual Eleven conhece um pouco mais sobre seu passado e sobre essa antiga amiga/”irmã” de laboratório. A sensação que fica, pelo menos por enquanto, é que foi uma expectativa gerada meio à toa, já que o episódio foi meio fechado em si mesmo. A única coisa útil dele foi que Eleven aprendeu a canalizar melhor seus poderes, o que permitiu à garota vencer o Devorador de Mentes na season finale.

dustin stranger things 2.png

Dustin vacilão: O QUE FIZERAM COM O MEU DUSTIN??? Se na primeira temporada ele era o garoto mais inteligente e sensato do grupo (sempre com ótimos insights e acabando com as brigas dos amigos), nessa ele foi meio pamonha. Além das piadas dele terem ficado um pouco forçadas em algumas cenas (especialmente nos episódios finais), o Dustin ADOTA UMA LESMA DO MUNDO INVERTIDO COMO PET, PUTA QUE PARIU! Que ideia de jerico foi essa? Tudo bem que ele estivesse encantado pela Max (faz parte da idade), mas o Dustin sempre foi muito esperto. Na primeira temporada ele jamais faria isso, especialmente às custas da segurança dos amigos. Em determinado momento, quando Will revela que aquela “lesma” era oriunda do Mundo Invertido, o Dustin não apenas esconde o fato de que está com ela, como a protege! Sério, essa foi uma das decisões de roteiro mais difíceis de engolir.

max billy stranger things 2.png

Muito tempo de tela para Billy: Max ganhou importância ao longo da temporada, e acho bacana explorar a personagem e o contexto que a envolve. Mas já entendi que o Billy é um cuzão personagem detestável na primeira cena em que ele surge. Não precisavam ter perdido tanto tempo mostrando o personagem fazendo as mesmas coisas: maltratando a irmã, implicando com o Lucas e provocando o Steve.

Acertos

Agora vamos ao lado bom da temporada? ❤ Felizmente, eles foram mais abundantes (apesar de terem levado alguns episódios pra acontecer):

will byers stranger things 2

Will em destaque: eu me afeiçoei ao Will de cara na primeira temporada. Sempre que Jonathan ou Joyce se lembravam dele, eu podia perceber a criança doce e cativante que ele era. Por isso, estava ansiosa pra vê-lo com maior destaque na continuação, e isso felizmente aconteceu (apesar das circunstâncias difíceis). Noah Schnapp dá um show de atuação, especialmente nos momentos em que vemos Will lidando com o fato de estar conectado ao mal que assola Hawkins e sofrendo as consequências do que aconteceu no ano anterior.

steve stranger things 2.png

Steve “Awesome” Harrington: apesar de Steve começar a primeira temporada sendo o típico galã meio babaca, eu sempre vi potencial no personagem. Sempre acreditei no seu amor pela Nancy e na sua boa índole – mesmo quando as pessoas o criticavam e diziam que ele era um idiota. QUERO VER FALAREM MAL DELE AGORA HAHAHA! O personagem cresceu muito, teve uma participação ainda mais importante e provou pra todo mundo porque ele merece o lugar dele no meu coração!

dustin e steve stranger things 2.png

Parceria entre Steve e Dustin: aproveitando que falei do Steve ali em cima, outro acerto da temporada foi a parceria inusitada entre ele e Dustin. Os dois se unem para enfrentar “Dart” (apelido do filhote de Demogorgon que Dustin criou) e, em meio aos planos, Steve dá dicas amorosas pro Dustin e impressiona o garoto ao servir de isca para a criatura. Muito amorzinho! ❤

jonathan nancy stranger things 2.png

Jonancy: eita tensão sexual que não se desenrolava nunca! Apesar de ter ficado de coração partido pelo Steve, eu torcia pelo Jonathan e pela felicidade dele (adoro os underdogs, admito). Consequentemente, queria que ele ficasse com a Nancy, até porque acredito que a química entre eles sempre funcionou muito bem. ❤

bob joyce stranger things 2.png

Bob Newby: apesar de shippar a Joyce com o Hopper, gostei muito de Bob, o namorado dela. Ele é um cara legal, que realmente se importa com Joyce e sua família. E depois de viver um relacionamento tóxico com o ex-marido e ainda lidar com toda a situação envolvendo Will, foi bom ver alguém estável capaz de fazer Joyce feliz. Bob é um amorzinho! E, além disso, é interpretado por Sean Astin, o Sam (um dos meus personagens favoritos de O Senhor dos Anéis). ❤ Minha única tristeza em relação a esse personagem foi o seu fim: ele finalmente virou o Bob Super-Herói. 😥 Sofri e chorei com a cena de sua morte, mas também entendo que – sendo realista – o personagem não tinha uma grande função no futuro da série.

barb stranger things 2.png

Família Holland lidando com a morte da Barb: uma das coisas estranhas (ba dum tss) da temporada anterior foi a pouca importância dada pro desaparecimento de Barb. Isso chegou até a virar meme na época! Na season atual, porém, os roteiristas deram a devida atenção a isso, concluindo de vez essa ponta solta.

trilha sonora stranger things 2.png

Trilha sonora: nessa temporada, diversos clássicos fizeram parte da trilha sonora. Além de Should I Stay or Should I Go, tivemos também Rock You Like a Hurricane, Love is a Battlefield, Time After Time, Every Breath You Take… só musicão!

mike e eleven stranger things 2.png

Baile da Neve: essa cena foi maravilhosa simplesmente pelo fato de dar algum respiro aos personagens. Pela primeira vez desde que tudo aconteceu, pudemos ver as crianças sendo… crianças! E isso traz um pouco de conforto aos nossos corações, principalmente após uma temporada tão intensa e cheia de sofrimento.

Talvez eu tenha sido um pouco grumpy nas minhas críticas, ou talvez o Monstro da Expectativa tenha feito com que eu me decepcionasse um pouco, principalmente no início da temporada. De modo geral, senti que a segunda temporada foi um “filme 2” que foi ótimo, mas não tão bom quanto o “filme original”. No 6º episódio, a série ganhou novamente o ritmo e as características que me fizeram amá-la de cara no ano passado: enredo envolvente, núcleos de personagens interagindo, tensão, suspense e aquela pitadinha de terror. 

Gostaria muito de saber o que vocês acharam da season e também das minhas observações. Me contem nos comentários? 😉

Beijos e até semana que vem!

Anúncios

Dica de Série: Mindhunter

Oi, pessoal. Tudo bem?

Hoje trago pra vocês minhas impressões sobre uma das séries mais recentes (e interessantes) da Netflix: Mindhunter!

mindhunter poster.png

Sinopse: Baseada no livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit, a série se passa em 1977 e gira em torno de dois agentes do FBI, interpretados por Jonathan Groff e Holt McCallany, que entrevistam assassinos em série presos para tentar resolver casos em andamento.

Como a sinopse já menciona, Mindhunter conta a história de dois agentes do FBI que passam a entrevistar serial killers presos para entender um pouco mais sobre eles: como eles pensam, o que os motiva, o que aconteceu em seu passado, etc. Holden Ford, o protagonista, é um jovem agente muito idealista, que trabalhava como negociador em casos de sequestro. Insatisfeito e incompreendido por seus métodos, ele é transferido e passa a ser assistente de Bill Tench, um agente veterano responsável pela escola móvel, um programa do FBI que viaja por todo o país para capacitar policiais e ensinar algumas técnicas da instituição. Nessas viagens, Holden e Bill passam a entrevistar também alguns presos – chamados inicialmente de “assassinos sequenciais” – para compreender o aspecto psicológico que os envolve e tentar detectar esses mesmos sinais em outros possíveis criminosos ou casos em aberto. Após muita dificuldade e burocracia, os dois passam a representar a Unidade de Ciência Comportamental do FBI e ganham uma aliada: a Dra. Wendy Carr, uma psicóloga e pesquisadora que vê grande potencial no projeto.

mindhunter 6.png

Mindhunter, que foi produzida por David Fincher e Charlize Theron, tem a cara do diretor: o clima é tenso, os diálogos são inteligentes e a história vai se desenrolando aos poucos, enquanto aprofunda cada aspecto da narrativa e dos personagens. Mesmo uma cena inocente (como aquela em que Wendy alimenta um gato que vive escondido na lavanderia) traz uma tensão e uma urgência palpáveis, deixando o espectador desconfiado e acreditando que a qualquer momento algo horrível irá acontecer. Mas Mindhunter não é focada em plot twists e em cenas de ação. O grande atrativo da série está em seus personagens.

mindhunter.png

A dinâmica entre Holden e Bill é muito interessante. Eles começam a série como pupilo e professor mas, aos poucos, Holden vai criando mais confiança em si mesmo e em seus métodos – aproximando-se muito de seus próprios objetos de estudo. Desde o início, o personagem demonstra seu lado egocêntrico, que vai ficando mais evidente conforme ele adentra o mundo (e a mente) dos serial killers. Bill, por outro lado, seria aquele estereótipo do agente durão, mas que tem mais jogo de cintura para lidar com a burocracia do FBI. Ao longo dos episódios, o espectador se depara com a fragilidade do personagem, que tem uma situação complicada e questões mal resolvidas na família (especialmente por não saber lidar com um filho autista).

mindhunter 4.png

Temos também duas mulheres importantes na trama: a Dra. Wendy é uma acadêmica cética e centrada, que tenta  (muitas vezes em vão) manter o estudo com os assassinos dentro de parâmetros acadêmicos, para que os dados sejam válidos em termos de pesquisa. Ela sugere questionários e metodologias, mas Holden é resistente e prefere ser metido seguir seus instintos. A outra mulher é a namorada de Holden, Debbie. Estudante de Sociologia, a moça tem uma visão bem diferente de Holden e, no início da série, acaba sendo uma influência que flexibiliza o namorado. Com o passar dos episódios, contudo, Holden fica cada vez mais autocentrado e a relação dos dois enfrenta diversas tensões. Afinal, Holden lida todos os dias com assassinos que – em sua maioria – subjugam, humilham, estupram e assassinam mulheres (pelas mais diversas motivações). Seria praticamente impossível sair imune desse tipo de proximidade, e Holden sente as consequências de seu trabalho na pele.

mindhunter 3.png

Outro aspecto muito bacana é ver os desafios que a equipe precisa enfrentar para se fazer ouvir. Se hoje o termo serial killer já existe e é encarado com seriedade, naquela época esse conceito nem existia. Nos anos 70, as autoridades só se importavam com capturar os criminosos e condená-los à pena de morte, por isso foi extremamente complicado para a Unidade de Ciência Comportamental encontrar seu espaço nesse contexto. Tanto o FBI quanto os policiais tinham resistência de acreditar e até mesmo aceitar o trabalho que eles faziam com as entrevistas, mapeamento e catalogação de comportamentos dos criminosos. Mas, aos poucos, as pessoas passam a enxergar a importância desse estudo quando eles passam a dar frutos e a equipe auxilia em alguns casos de difícil resolução pelo país.

mindhunter 2.png

Mindhunter é uma série extremamente interessante e envolvente, que disseca não apenas o comportamento dos serial killers, mas de seus próprios protagonistas. Com episódios instigantes – ainda que focados no diálogo –, atuações sensacionais, fotografia que nos leva direto aos anos 70 e trilha sonora cheia de clássicos, é uma experiência obrigatória pra quem gosta do tema. Recomendo muito!

Título original: Mindhunter
Ano de lançamento: 2017
Criador: Joe Penhall
Elenco: Jonathan Gorff, Holt McCallany, Anna Torv, Hannah Gross, Cotter Smith

Dica de Série: Modern Family

Oi, gente! Tudo certo?

Para o post de hoje, decidi aproveitar a estreia recente da 9º temporada para falar um pouquinho sobre uma (das inúmeras) séries que eu assisti esse ano, uma comédia que ganhou meu coração: Modern Family!

poster modern family.png

Sinopse: A série de comédia é filmada no estilo de documentário e mostra a vida da família Pritchett. O pai, Jay, é um homem bem sucedido nos negócios e casou-se recentemente com uma bela colombiana, Gloria, que vem morar nos EUA junto com seu filho pré-adolescente, Manny. A filha mais velha de Jay, Claire, tem seus próprios “bebezões” para cuidar: o que inclui um marido, que sempre tenta fazer o papel de “pai legal”; uma adolescente que está começando a dar dor cabeça para a família; e o filho mais novo, que sempre tem atitudes bizarras. Talvez a mais adulta da casa seja a filha do meio, que tenta manter um ar de intelectual. O seriado acompanha também a vida do casal gay Mitchell, filho de Jay, e Cameron, que recentemente adotaram uma bebê vietnamita.

Modern Family tem um formato curioso: é como se o espectador estivesse acompanhando a gravação de um documentário sobre os personagens, que frequentemente dão seus depoimentos sobre determinadas situações. Na série, acompanhamos a rotina de três famílias (que são parentes): os Pritchett (formados pelo patriarca, Jay, sua nova esposa Gloria, e o filho dela, Manny), os Dunphy (formados pela filha de Jay, Claire, por Phil e pelos três filhos do casal: Haley, Alex e Luke) e o casal Mitchell Pritchett (filho de Jay, irmão de Claire) e Cameron Turner, que acaba de adotar uma menina vietnamita, Lily. A série nos mostra o dia a dia dessas pessoas e suas interações uns com os outros, o que proporciona cenas muito engraçadas e também reflexões sobre amor, amizade e, é claro, família.

modern family.png

Como em toda família, existem tensões e questões mal resolvidas. Claire, a filha de Jay, tem certa relutância em aceitar a nova esposa do pai, uma mulher muito mais jovem do que ele; para Jay, é complicado aceitar a sexualidade do filho e seu casamento com outro homem; para Mitchell, não atender às expectativas do pai é fonte de frustração, e por aí vai. Apesar de Jay e seus filhos serem o fio condutor e núcleo da narrativa, os seus parceiros têm tanta importância quanto eles na trama. Phil Dunphy, por exemplo, é meu personagem favorito! ❤ Ele é engraçado de um jeito muito inocente e nonsense. Gloria também é ótima: uma latina com sangue quente que adora falar alto (impossível não rir quando ela grita “JAAAY!” pela casa). As crianças também têm uma dinâmica muito divertida, especialmente Luke e Manny, que são opostos um do outro: enquanto o primeiro é… hmmm… dono de uma inteligência peculiar HAHAHA, Manny é um gentleman que parece ter muito mais idade do que aparenta.

modern family 3.png

O que eu mais gosto em Modern Family é que a série não tem um enredo mirabolante. O gostoso mesmo é acompanhar o dia a dia (e as maluquices, é claro) dessas famílias, suas relações, seus conflitos e seu amadurecimento. Existem vários episódios com lições importantes sobre compreensão, empatia, perdão e sobre valorizar o que realmente importa na vida: o amor e a convivência com quem nos é querido. ❤ Tudo isso em meio a MUITAS gargalhadas! Sério, Modern Family é uma das séries de comédia que mais me faz rir. Além disso, a série lida com muita naturalidade várias questões, como homossexualidade (a relação de Mitchell e Cam é como qualquer outra, exatamente como deveria ser!), e também com a diferença de idade entre Jay e Gloria.

modern family 2.png

Infelizmente, a série tem perdido o fôlego nas últimas temporadas. Acredito que ela esteja se arrastando um pouco além do necessário e, com isso, vem repetindo alguns plots e perdendo um pouco do brilho que tinha no início (o que fica bastante claro nas crianças, que cresceram e perderam não só a graça, como também desenvolvimento). Sigo como uma fã fiel e acompanho cada episódio, mas confesso que já estou na torcida para um desfecho digno para essa série que fala sobre relações familiares de maneira tão doce e engraçada. Apesar dessas ressalvas, eu recomendo DEMAIS Modern Family!Em seu humor singelo e em suas situações cotidianas, é uma série que conquista e conforta ao mesmo tempo em que te arranca gargalhadas. Vale a pena! 😉

Título original: Modern Family
Ano de lançamento: 2009
Criadores: Christopher Lloyd, Steven Levitan
Elenco: Ed O’Neill, Sofía Vergara, Julie Bowen, Ty Burrell, Jesse Tyler Ferguson, Eric Stonestreet, Sarah Hyland, Ariel Winter, Nolan Gould, Rico Rodriguez

5 motivos para assistir Outlander!

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje finalmente estreia a 3ª temporada de Outlander e eu estou empolgadíssima! Já fiz resenha dela aqui no blog (logo que a série começou, em 2014) e mantenho o que disse na época: a série segue como uma das minhas favoritas! E, para fazer um aquecimento para a nova temporada, resolvi listar 5 motivos pelos quais você deve dar uma chance a essa série JÁ!

1) O enredo

jamie claire outlander 2.png
Outlander conta a história de Claire Randall que, ao viajar pela Escócia com o marido em uma segunda lua de mel, acaba sendo transportada 200 anos no passado. Lá, ela conhece Jamie Fraser, um highlander encantador que a protege e por quem ela se apaixona, sendo correspondida. Contudo, em uma época cheia de riscos e com muitos inimigos à espreita, o casal precisa vencer diversos desafios que colocam suas vidas em perigo. Essa é só a pontinha do iceberg do enredo de Outlander. Não tem como não se encantar com a história de amor de Claire e Jamie e torcer para que tudo dê certo. Além de tudo isso, a série é cheia de referências histórias, incluindo momentos como a Revolução Jacobina. A trama é riquíssima, envolvente e deixa o espectador ansiando por mais um episódio.

2) Fotografia e figurinos

jamie claire outlander.png

Gente do céu, que ambientação mais linda a dessa série! Seja com as paisagens escocesas da primeira temporada ou nos bailes parisienses da segunda, os cenários são de cair o queixo! Outro aspecto de encher os olhos são os figurinos. Na primeira temporada, os trajes escoceses roubam a cena e já encantam, com seu aspecto mais rústico e cores mais frias. Mas é na segunda temporada que os figurinos ficam ainda mais encantadores. Na França, Jamie e Claire utilizam roupas típicas da região e da época, e cada peça é cheia de detalhes, como os vestidos coloridos de tecidos nobres cheios de bordados e trajes masculinos galantes bem trabalhados.

3) A abertura

abertura outlander.png
“Sing me a song of a lass that is gone…” Como não se arrepiar quando essa música começa a tocar? Com um arranjo maravilhoso, inspirado nas músicas tradicionais escocesas, e a voz incrível de Raya Yarbrough cantando a melodia, é impossível não ficar apaixonada por essa abertura. As cenas que passam ao fundo também são muito significativas e trazem deslumbres importantes da história. Eis uma abertura que eu não pulo. 😉

4) Protagonista feminina empoderada

claire fraser outlander.png
Mesmo em 1945, Claire já era uma mulher à frente de seu tempo. Teimosa, forte, determinada, bem resolvida sexualmente, independente, excelente profissional… esses são só alguns dos atributos que passam pela minha cabeça quando penso na Claire. E isso se mantém em evidência mesmo quando ela volta no tempo: ela não baixa a cabeça para ninguém, sendo ousada e atrevida – características vistas com maus olhos na época. Claro que, sob alguns aspectos, a personagem precisa ceder, já que se encontra em uma posição e em um contexto totalmente diferente, mas isso mostra também sua versatilidade e adaptabilidade. A personagem também vai contra os estereótipos de mocinha indefesa ao partir para a ação em diversos momentos (dadas suas limitações). Ela arquiteta planos e não teme fazer o que for necessário para proteger as pessoas que ama. Além de tudo isso, também é bacana que ela seja sexualmente mais experiente que Jamie, invertendo os papéis que já estamos de saco cheio costumamos ver em romances, nos quais o homem é o galã conquistador. Em suma, Claire é uma protagonista forte e empoderada em qualquer época.

5) Jamie Fraser

jamie fraser outlander.png
Mas é óbvio que eu separaria um tópico só pra falar do Jamie, meu maior crush fictício ever! ❤ O sotaque charmoso, o cabelo ruivo cacheado, os olhos azuis… por onde a gente começa? HAHAHA! Mas, muito além da aparência, eu preciso falar sobre a personalidade de Jamie. Ele é um rapaz (apesar da idade dos atores não fazer jus à descrição dos livros, na história original ele é super jovem) corajoso, exímio guerreiro, teimoso e romântico. Por mais que ele viva e faça parte de um contexto extremamente machista (o que explica algumas atitudes menos nobres que ele toma em determinados momentos), o personagem faz tudo o que está ao seu alcance para melhorar essas falhas e se adequar ao que a Claire espera de uma relação – considerando que ela vem de um casamento saudável, respeitoso e a 200 anos dali. Quando digo “se adequar”, isso não significa “se moldar, perder a essência, ser capacho”. Significa entender o que Claire diz, refletir a respeito e buscar melhorar, para que a relação dos dois se mantenha saudável. Obviamente é um desafio: Claire é uma mulher questionadora e de atitude forte, que toma as rédeas de muitas situações. Mas isso não o desencoraja ou o intimida: isso o excita, o deixa mais apaixonado, faz com que ele a admire ainda mais. Sério gente… tem como não amar esse cara?

Bônus: as cenas de sexo. Só vou dizer isso a respeito. Assistam e entendam o que tô querendo dizer HAHAHAHAHA!

E aí, depois de ler esse post vocês também ficaram animados para a estreia da 3ª temporada? Ou talvez com vontade de conhecer a série? De uma coisa eu tenho certeza: vocês não vão se arrepender! Outlander é viciante!

Beijos e até semana que vem!

Dica de Série: Os Defensores

Oi gente! Como vocês estão?

Depois de aguardar com MUITA ansiedade, finalmente Os Defensores chegaram à Netflix! ❤ Apesar de ter visto a série numa sentada no fim de semana passado, resolvi esperar os ânimos acalmarem pra falar a respeito. Então vamos ao review!

os defensores poster

Sinopse: Eles não estão nem aí para fazer amigos. O lance deles é salvar Nova York. Demolidor, Luke Cage, Jessica Jones e Punho de Ferro são os Defensores.

Na cronologia das séries Marvel e Netflix, Os Defensores se passa alguns meses depois da segunda temporada de Demolidor e começa mostrando cada personagem individualmente: Matt deixou o uniforme pra trás e está trabalhando como advogado de casos pro bono; Jessica não voltou a atuar como investigadora após vencer Kilgrave; Luke saiu da prisão e voltou ao Harlem e Danny segue caçando membros do Tentáculo pelo mundo na companhia de Colleen. Contudo, após um terremoto suspeito, todos os personagens acabam se envolvendo com investigações próprias que culminam no mesmo ponto: o prédio do Mirdland Circle, epicentro dos tremores e sede do Tentáculo. Movidos por motivações próprias, mas com um inimigo em comum, Os Defensores acabam se unindo contra a ameaça.

os defensores 6.png

Eu amei o fato da série ter levado alguns episódios construindo o enredo individual de cada personagem antes de unir o grupo. Isso fez com que eles não parecessem um time de super amigos (uma piada da própria série, btw) repentinamente, mas sim pessoas com interesses próprios que viram nessa união algo imprescindível para a vitória. Outro aspecto extremamente positivo é que a trama do Tentáculo – que vinha se desenrolando desde as temporadas solo de Demolidor – teve aprofundamento e explicações, e eu fiquei muito satisfeita.

os defensores 4.png

Agora vamos falar dos personagens. Como não amar cada momento que aproximava Matt, Jessica, Luke e Danny? Se antes eu achava que a Claire seria o principal ponto de contato deles, com o passar dos episódios vi que a trama por si só estruturou esses encontros de maneira muito coerente. A dinâmica entre eles foi maravilhosa e rolou muita química entre os personagens. Destaque para Luke e Jessica (que são casados nas HQs): foi possível ver o carinho existente entre os personagens nos diálogos e no apoio mútuo. Só achei um pouco esquisito ver tanto afeto porque, na série solo de Luke, ele parece nem querer falar a respeito dela. De qualquer forma, se forem construir um romance novamente, espero que a Claire não saia magoada nesse processo (amo a Jess, mas também amo a Claire!).

os defensores 3.png

Também gostei da evolução de Danny nessa série. Se eu achei Punho de Ferro péssima, acredito que o personagem tenha melhorado muito em Os Defensores. A dinâmica dele com Luke foi super bacana, trazendo a jovialidade do personagem de uma maneira mais positiva (e não tão impulsiva como na sua série solo). Também adorei a reação dos personagens e as zoações sempre que Danny falava de K’un-Lun. Por último, temos Matt, que está vivendo um momento de crise por tentar viver apenas como advogado – sendo que sua essência e real personalidade é a de Demolidor. Eu admito que o plot dele foi o menos interessante pra mim, por não ser fã da Elektra (em seguida me aprofundarei nisso), mas ainda assim gosto muito do personagem.

os defensores 5.png

O Tentáculo também foi bem trabalhado, e Alexandra foi uma líder muito interessante. Porém, como já mencionei, meu ranço fica por conta da Elektra: eu acho a personagem boring e sem carisma. Não consigo gostar dela e acho que já deu de Elektra (ao menos como vilã) nesse universo. Alguns membros da organização não tiveram tanto destaque, como Bakuto, Sowande e Murakami. Parecia que eles estavam ali apenas para serem os outros braços do Tentáculo, já que Alexandra e, principalmente, Gao, roubavam a cena.

os defensores 2.png

Outra coisa que eu preciso elogiar são os jogos de luzes e cores na abertura (que é fantástica!) e ao longo dos episódios! Eu adorava assistir as cenas de transição dos personagens e perceber como as cores influenciavam o ambiente dependendo de quem fosse o foco. Quando Os Defensores finalmente estão juntos, também é possível perceber as luzes e as cores tendo maior ou menor destaque, dependendo de quem fosse o “protagonista” de determinado diálogo ou enquadramento (eu ficava dizendo “vermelho!”, “roxo!”, “verde!”, “amarelo!” que nem uma criança chata e empolgada nesses momentos HAHAHA!).

os defensores.png

Em suma, eu amei real oficial Os Defensores. 😛 Amei a história, amei a forma como os personagens se uniram e amei como a série encaminhou as histórias deles individualmente, deixando muito material para as próximas temporadas solo. Apesar da temporada ter sido mais curta (Punho de Ferro é que deveria ter tido apenas 8 episódios #fikdik) e eu já estar morrendo de saudade dos personagens, acredito que a história ficou na medida perfeita! ❤ Recomendo mil vezes!

Título original: Marvel’s The Defenders
Ano de lançamento: 2017
Criadores: Douglas Petrie, Marco Ramirez
Elenco: Charlie Cox, Krysten Ritter, Mike Colter, Finn Jones, Elodie Yung, Sigourney Weaver, Wai Ching Ho

Dica de Série: Big Little Lies

Oi, gente! Tudo bem?

Para o post de hoje, trouxe a resenha de uma minissérie maravilhosa da HBO: Big Little Lies! Baseada no livro homônimo da autora Liane Moriarty, a série conquistou várias indicações (merecidas) ao Emmy desse ano.

poster big little lies.png

Sinopse: Big Little Lies conta a história de três mães que se aproximam quando seus filhos passam a estudar juntos no jardim de infância. Até então, elas levam vidas aparentemente perfeitas, mas os acontecimentos que se desenrolam levam as três a extremos como assassinato e subversão.

Em Big Little Lies, acompanhamos três mulheres de uma cidade australiana: Madeline, Celeste e Jane. As três acabam se aproximando, pois seus filhos estudam juntos, e uma amizade muito forte nasce entre elas. Ao longo dos episódios, vemos esse laço se estreitando, ao mesmo tempo em que acompanhamos os segredos que elas guardam, entre eles relacionamento abusivo, infidelidade, abuso sexual, entre outros.

big little lies 2

É complicado falar sobre Big Little Lies sem dar spoilers, já que a série é bem curtinha (com apenas 7 episódios) e fala de assuntos muito importantes. Mas vamos lá, vou me esforçar. 😛 A série tem duas linhas temporais: no presente, sabemos que uma pessoa morreu – mas não sabemos quem, sendo este o mistério condutor da narrativa. Diversas pessoas da cidade estão sendo interrogadas, e elas opinam a respeito das três protagonistas sob diversos aspectos. A outra linha temporal mostra o que aconteceu antes dessa morte, e a maior parte das cenas se dá nesse contexto.

big little lies 6.png

O mistério a respeito de quem morreu é uma das coisas que mantém o espectador atento? Sem dúvidas. Mas, definitivamente, não é esse o aspecto mais interessante da trama. O que realmente me envolveu em Big Little Lies é a relação entre as mulheres: suas rivalidades, suas amizades, seus segredos. A série se passa inteiramente sob a perspectiva de mulheres, sendo elas totalmente diferentes entre si, com qualidades e defeitos. Assuntos importantes, como estupro e violência doméstica, não são romantizados e são representados de forma realista, o que nos causa extremo desconforto e revolta – justamente pela aproximação com a realidade. Outro fator muito importante e empoderador de Big Little Lies é a sororidade. Na minissérie, vemos mulheres apoiando uma a outra de modo inspirador. As três amigas protagonistas são o maior exemplo disso, mas com o passar dos episódios temos outras provas de que que mulheres unidas são muito mais fortes. ❤

big little lies 4.png

Acho complicado falar das personagens individualmente, justamente porque quero evitar dar spoilers. O que posso dizer é que Madeline, Celeste e Jane me conquistaram, ainda que não sejam perfeitas (ou talvez justamente por isso). Madeline é meio obsessiva, mas tem um coração de ouro. Celeste é uma mãe dedicada e uma mulher muito sensível. Jane é jovem, mas tem muitas responsabilidades nos ombros, principalmente por ser uma mãe solteira. Ainda assim, a personagem lida com tudo da melhor maneira que consegue, sendo um grande exemplo de força (bem como Celeste). As atuações também estão fantásticas, com destaque para Nicole Kidman, que teve uma carga emocional bastante pesada em sua personagem, e Shailene Woodley, que me surpreendeu muito pelas diversas nuances apresentadas. Alexander Skarsgård também fez muito bem o seu papel, mostrando com perfeição como um homem abusivo se comporta e manipula suas vítimas (e me fazendo odiá-lo mais a cada segundo). Por fim, as crianças também roubam a cena, com destaque para a filha mais nova de Madeline (que faz as melhores playlists!) e o filhinho de Jane (que é um amorzinho). ❤

big little lies 5.png

Outro aspecto incrível da série é a montagem. Com diversas alegorias maravilhosas, que incluem cenas com o oceano batendo nas pedras para representar violência, a série tem diversas cenas hipnotizantes. A fotografia é incrível e o desenrolar dos episódios é extremamente envolvente.

big little lies.png

Peço desculpas se a resenha ficou um pouco vaga, mas realmente não quero estragar a surpresa de ninguém revelando mais do que o necessário a respeito do enredo. O que eu posso dizer com convicção é: Big Little Lies é uma minissérie girl power de qualidade inquestionável, com um enredo maravilhoso e temas extremamente importantes – por mais dolorosos e difíceis que sejam. O único ponto negativo fica por conta do final. Não me entendam mal: ele me fez vibrar! Mas, ainda assim, foi bem previsível. De qualquer forma, essa foi uma das melhores séries que já assisti e me deixou de boca aberta. Recomendo demais!

Título original:  Big Little Lies
Ano de lançamento: 2017
Criador: David E. Kelley
Elenco: Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Shailene Woodley, Zoë Kravitz, Laura Dern, Alexander Skarsgård, Adam Scott, James Tupper

Dica de Série: Shadowhunters

Oi pessoal, tudo bem?

No ano passado, quando Shadowhunters estreou, eu fiz um post de primeiras impressões, lembram? Na época, prometi que voltaria pra falar mais sobre a série quando tivesse uma opinião mais formada a respeito dela e… cá estou! 🙂

shadowhunters poster.png

Sinopse: Baseada nos livros Os Instrumentos Mortais, a série Shadowhunters acompanha a jovem Clary Fray, de 18 anos de idade, que descobre em seu aniversário que ela não é quem pensava ser, mas que vem de uma antiga linha de Caçadores de Sombras – seres híbridos de humanos e anjos que caçam demônios. Quando sua mãe Jocelyn é sequestrada, Clary se lançada no mundo de caça aos demônios junto do misterioso Caçador de Sombras Jace e seu melhor amigo, Simon. Agora vivendo entre fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens, Clary começa uma jornada de autodescoberta enquanto aprende mais sobre seu passado e percebe como poderá ser seu futuro.

A sinopse da série já diz exatamente do que ela se trata, então não vejo necessidade de falar muito além dela a respeito do enredo. A primeira temporada tem aquele clima introdutório, que apresenta aos espectador um novo universo e suas particularidades. Já na segunda, vemos esse novo mundo sendo mais aprofundado e desenvolvido.

shadowhunters clary jace.png

Admito pra vocês: Shadowhunters me ganhou no cansaço. Eu não costumo largar séries pela metade (fiz isso com pouquíssimas até hoje) e, como me interesso pelo universo construído pela Cassandra Clare, acabei “relevando” todos os defeitos que mencionei no post de primeiras impressões e segui assistindo. E eu fui recompensada! A segunda temporada (que, inclusive, tem mais orçamento, graças à Netflix) está se saindo muito melhor do que a primeira, me fazendo realmente gostar do desenvolvimento da série até o momento (sei que os fãs têm reclamado de várias alterações em relação aos livros mas, como só li o primeiro volume, isso não tem me incomodado).

shadowhunters 2.png

Shadowhunters é uma série fantasiosa e bastante juvenil, mas acaba ganhando o espectador devido aos constantes desafios que os personagens precisam vencer ao longo dos episódios (e também aos shipps). Se a primeira temporada é focada em Clary, em sua descoberta como sendo uma Caçadora de Sombras e em sua busca pela mãe – sequestrada pelo ex-marido e pai da protagonista, Valentine –, a segunda se equilibra entre a luta contra Valentine, revelações importantes e um novo (e ameaçador) vilão. A série também dá um passo acertado, ainda que não perfeito, em direção à diversidade, pois traz um casal gay super importante (Malec ftw ♥) e personagens negros (como Luke e Maia) que ganham espaço no enredo da segunda temporada.

shadowhunters magnus alec.png

Outra coisa bacana que vale mencionar: os personagens tiveram um desenvolvimento notável e as atuações também melhoraram. Katherine McNamara, principalmente, evoluiu muito em relação à season anterior. Simon e Magnus continuam sendo meus personagens favoritos. ❤ Enquanto o primeiro ganha mais espaço na temporada (yay!), o segundo infelizmente acaba sendo um pouco desperdiçado. Isabelle também recebe mais atenção e tem um plot próprio, enquanto Alec amadurece e ganha novas responsabilidades.

shadowhunters clary simon.png

Shadowhunters é uma série que teve um grande crescimento da primeira para a segunda temporada, me deixando muito satisfeita por não ter desistido de acompanhar. Essa melhora, inclusive, foi o que me motivou a escrever esse post e melhorar a imagem que eu tinha construído de série aqui no blog. Sim, é uma produção um pouco guilty pleasure, porque tem várias falhas, mas ainda assim é muito envolvente e divertida. É uma série gostosa de acompanhar, mas da qual não podemos esperar um roteiro inesquecível ou um enredo impecável. Recomendo pra quem gosta do universo de Os Instrumentos Mortais e/ou deseja uma série despretensiosa, cujo objetivo é apenas manter os fãs entretidos e envolvidos sem maiores expectativas ou pretensões. 😉

P. S.: grazadeus arrumaram a cor do cabelo da Clary, que na primeira temporada mais parecia uma cenoura! HAHAHA 😛

Título original:  Shadowhunters
Ano de lançamento: 2016
Criador: Todd Slavkin, Darren Swimmer
Elenco: Katherine McNamara, Dominic Sherwood, Alberto Rosende, Matthew Daddario, Emeraude Toubia, Harry Shum Jr., Isaiah Mustafah