Lista #7: Minhas séries de comédia favoritas

Oi gente, como estão?

Vocês sabem que eu sou aloka das séries, né? E, apesar de já ter feito review de várias delas aqui no blog, percebi que ainda não tinha organizado em uma lista as minhas favoritas. Por isso, no post de hoje resolvi contar pra vocês quais são as minhas séries preferidas, começando por um dos estilos que mais gosto: comédia! ❤

#1 Friends

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Friends é a minha série favorita da vida! Eu tenho até uma tatuagem homenageando essa sitcom que foi e é tão importante pra mim. Em momentos bem complicados da minha vida eu encontrei consolo nos seis amigos que dividiam as alegrias e as agruras do dia a dia em um café charmoso e aconchegante de Nova York. ❤ Até hoje, quando estou passando por algum momento mais tenso ou estressante, recorro a Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Joey e Ross. E sempre funciona!

#2 One Day at a Time

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Minha segunda série de comédia favorita é essa sitcom MARAVILHOSA que todo mundo deveria conhecer. One Day at a Time acompanha uma família de origem cubana vivendo nos Estados Unidos e é repleta de humor, piadas conscientes, responsabilidade e carisma. Nunca vi uma série que abordasse tão bem questões psicológicas como depressão e ansiedade, além de trazer críticas sociais e temas fortes como alcoolismo, drogas e homossexualidade de maneira natural e responsável. One Day at a Time é uma série necessária, que sabe fazer humor sem ofender e ainda conscientizar sem forçar a barra. É muito amor envolvido! ❤

#3 Brooklyn Nine-Nine

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Mais um exemplo de série que sabe fazer humor sem precisar pisar ou debochar de ninguém. Brooklyn Nine-Nine (ou B99, para os íntimos) fala sobre racismo, homofobia, machismo, empoderamento feminino e muito mais, enquanto acompanha os casos investigados pelos detetives da 99ª delegacia do Brooklyn. Apesar do grande número de personagens masculinos, vai totalmente contra os conceitos de masculinidade tóxica, e as personagens femininas são diversas e badass, cada uma à sua maneira.

#4 Mom

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Essa série foi uma grata surpresa. Nunca tinha ouvido falar nela mas, um dia, zapeando pela tv a cabo, meu namorado e eu vimos parte de um episódio (que achamos muito engraçado). Começamos a assistir do início e foi amor instantâneo! Trazendo como tema principal o alcoolismo – pois a série acompanha uma relação disfuncional entre mãe e filha, ambas ex-alcoólatras que frequentam o AA) –, Mom tem ótimos personagens, diálogos e cenas de humor. Entretanto, assim como em um momento você está rindo, no próximo você está chorando, pois a série é capaz de trabalhar um tema forte (o vício) de maneira muito tocante e real.

#5 Modern Family

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Apesar de ter perdido um pouco do fôlego nas temporadas mais recentes (talvez da 5ª ou 6ª em diante), Modern Family ainda ocupa um lugar muito especial no meu coração. A série acompanha uma família muito diversa, cujos pilares são um patriarca bem tradicional, Jay (casado com uma mulher mais jovem, Gloria, que tem um filho do casamento anterior) e seus dois filhos, Claire (uma mulher forte e determinada, mãe de três filhos e casada com o doce Phil) e Mitchell (que é assumidamente gay e casado com Cam). O forte de Modern Family é justamente acompanhar as tensões, reconciliações e os momentos fraternos dessa família tão diversa. E é claro que não faltam boas cenas de comédia e personagens muito engraçados, com destaque para Phil e Gloria.

#6 Grace and Frankie

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Como não amar essa dupla? Grace and Frankie tem um plot ótimo: duas mulheres na terceira idade descobrem que seus maridos são gays e pretendem pedir o divórcio para se casar. De modo improvável, as duas acabam morando juntas e, pouco a pouco, vão aprendendo com as diferenças entre elas. A amizade de Grace e Frankie é admirável e vai se construindo aos poucos, até porque as duas têm personalidades opostas. Além disso, a série faz muito bem em trazer a terceira idade como pilar, pois dá voz a essa parcela da população e mostra que essa fase da vida pode ser muito mais interessante do que a gente julga.

Menções honrosas: The Good Place é outra série sensacional e nonsense que me faz rir MUITO. Adoro a temática e acho o plot twist da primeira season finale SENSACIONAL. Além dela, a criança que eu fui ficaria profundamente magoada se eu não citasse as primeiras séries que fizeram parte da minha vida, me aproximando desse tipo de produção: Eu, a Patroa e as Crianças, Um Maluco no Pedaço e Todo Mundo Odeia o Chris. ❤

Já conferiram alguma das séries da lista, pessoal? Gostam de alguma?
Me contem nos comentários quais são as favoritas de vocês! ❤

Beijos e até o próximo post.

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Dica de Série: You

Oi pessoal, tudo bem?

A coluna Uma Amiga Indicou – uma parceria linda com os queridos blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer já começou janeiro bombando! ❤

uma amiga indicou

Hoje vim contar pra vocês o que achei de You (ou Você), o novo thriller da Netflix, que foi escolhido por nós para ser assistido coletivamente.

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Sinopse: Obcecado por uma aspirante a escritora, um charmoso gerente de livraria lança mão de medidas extremas para entrar na vida dela.

Imagine como seria adentrar a mente de um psicopata, saber cada pensamento, lógica distorcida e obsessão. É exatamente isso que You proporciona. Na trama, Joe Goldberg é o carismático gerente de uma livraria que se “apaixona” perdidamente por Guinevere Beck, uma bela aspirante a escritora. Quando a jovem flerta com ele na livraria, o rapaz se encanta completamente, convencendo-se de que eles são perfeitos um para o outro, e utiliza o nome no cartão de crédito da moça para stalkeá-la e conseguir informações a seu respeito na internet. Quanto mais “conhece” Beck, mais determinado Joe fica a conquistá-la – mesmo que para isso precise eliminar quem estiver em seu caminho.

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You é cheia de absurdos. Existem inúmeras situações inverossímeis, especialmente no que tange o stalk de Joe e os crimes que ele comete. Contudo, de maneira surpreendente, a série consegue fazer com que você, espectador, não ligue pra nada disso. A narração em off, feita por Joe e direcionada a Beck, é instigante e cativante, e por mais perturbador que seja o personagem, você quer continuar acompanhando seus devaneios. Os episódios são tão envolventes que você aceita essas situações em nome do espetáculo e da ansiedade para conferir o que está por vir. E muito disso é mérito do insano Joe.

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O personagem é um verdadeiro psicopata doentio. Mas, por mais que ele cause repulsa e revolta, ele também fascina (e aqui cabem muitos elogios ao seu intérprete, Penn Badgley). Joe é um personagem cheio de nuances que nos confundem: ao mesmo tempo em que é capaz de diversas atrocidades, ele também demonstra carinho e zelo com Paco, uma criança que vive no apartamento ao lado e presencia a mãe sofrendo violência doméstica. Certamente Joe vê em Paco a criança que ele mesmo foi, negligenciado e vítima de violência por parte do homem que o criou (outro psicopata sem escrúpulos, diga-se de passagem). As cenas entre os dois são repletas de ternura, o que quase nos faz esquecer da verdadeira faceta do protagonista: a de um homem obsessivo, controlador e doentio.

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Joe passa a temporada inteira justificando suas atitudes “em nome do amor” e “para proteger Beck”. Ele invade a privacidade dela, manipula diversas situações e não demonstra nenhum rancor em relação aos assassinatos que comete. E o pior de tudo: ele acredita piamente que está fazendo a coisa certa. Joe é tão imerso e crente em suas próprias fantasias que se sente no direito de, por exemplo, julgar a melhor amiga de Beck (outra stalker manipuladora) por fazer a MESMA COISA que ele faz. O personagem é totalmente incapaz de compreender o quão abusivo ele é, e suas justificativas me incomodaram DEMAIS (eu só queria dar um tapa na cara dele, sério).

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Beck, por outro lado, é uma personagem difícil de torcer. Além das expressões de “sou muito bonitinha” o tempo todo (que cansam pra caramba), Beck tem falhas de caráter graves: ela trai, mente e não assume a responsabilidade por seus atos, fazendo-se de vítima o tempo todo. O problema é que ela é REALMENTE uma vítima, mas não faz ideia disso. Vamos ser honestos: Beck é burrinha. Foi enervante ver a personagem caindo em desculpas mais furadas que uma peneira, mesmo quando Joe não tinha como justificar determinadas coisas de maneira aceitável (o evento literário no qual ela vai com o pai é um bom exemplo disso entendedores entenderão). Somado a isso está o fato de que Joe vende uma imagem de namorado perfeito, fazendo de tudo para agradá-la e incentivá-la, em uma tentativa de fazer com que não apenas Beck, mas também o espectador também goste dele. Contudo, por mais que Beck seja chata e problemática, NADA justifica as coisas que Joe faz com ela. Em certos momentos, especialmente na reta final, me senti muito mal assistindo You e pensando que – em maior ou menor escala – muitas mulheres na vida real são realmente perseguidas, tolhidas, controladas, agredidas ou até mesmo mortas por homens que se sentem no direito de possuí-las. You pode ter diversas situações absurdas, mas essa infelizmente não é uma delas.

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A série ainda faz diversas críticas ao excesso de exposição na internet e nas redes sociais, jogando na nossa cara como fornecemos muitos detalhes da nossa vida pessoal para completos estranhos. Por meio de Beck e de sua tentativa desesperada de pertencer a um grupo social do qual não faz parte (o que a conduz a uma amizade extremamente nociva com Peach), You mostra como o feed do Instagram pode não estar alinhado com a realidade, sendo somente uma vitrine para aquilo que queremos mostrar. Confesso que foi difícil não sentir uma paranoiazinha ao terminar a série e pensar “e se um stalker estiver olhando minhas coisas?” 😂👀

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You (ou Você) é um thriller excelente e perturbador. Não é fácil acompanhar uma história pelos olhos do vilão (exceto quando ele é o Dexter e mata somente outros assassinos rs), mas os episódios conseguem manter o espectador aflito e querendo mais. As situações inverossímeis não estragam a experiência, já que You não se propõe a ser uma série investigativa, mas um mergulho em uma relação perigosa, obsessiva e disfuncional. Recomendo!

Título original: You
Ano de lançamento: 2018
Criadores: Greg Berlanti, Sera Gamble
Elenco: Penn Badgley, Elizabeth Lail, Shay Mitchell, John Stamos, Zach Cherry, Luca Padovan

Dica de Série: Sharp Objects

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Sharp Objects, minissérie da HBO (baseada no livro Objetos Cortantes) que rendeu a Amy Adams diversos elogios e concorre a vários prêmios.

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Sinopse: Camille Preaker, repórter do St. Louis Chronicle, é enviada para sua cidade natal para investigar a história de duas garotas que estão desaparecidas e, supostamente, foram assassinadas. O caso, mais o fato de se reunir com sua prepotente mãe, desperta recordações traumáticas de sua infância, incluindo a morte de sua irmã mais nova, Marian.

Camille é uma jornalista que se vê obrigada a voltar à Wind Gap, sua cidade natal, para cobrir o brutal assassinato de duas jovens. Atormentada por lembranças do passado, convivendo com o alcoolismo e odiando tudo que envolva Wind Gap, essa missão é um verdadeiro desafio para Camille. Muito desse sofrimento tem origem familiar: ela perdeu uma irmã ainda na adolescência, tem uma péssima relação com a mãe, Adora, e nem sequer conhece sua meia-irmã mais nova, Amma. Esses elementos combinados levam Camille a uma experiência dolorosa e intensa durante seu período na cidade em que cresceu.

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Como sou apaixonada por thrillers e admiro o trabalho de Amy Adams, estava louca para conferir Sharp Objects. A verdade é que, em um primeiro momento, a série não conseguiu cativar minha atenção. Tentei relevar a lentidão do primeiro episódio porque compreendo que é necessário apresentar com competência o aspecto psicológico de uma protagonista tão quebrada; o problema é que esse ritmo não muda ao longo dos episódios seguintes.

Acompanhamos Camille investigando a morte das jovens assassinadas, enquanto o detetive Richard Willis faz a mesma coisa em paralelo. Assim como Camille, Willis é considerado pela população de Wind Gap um outsider, alguém que não está habituado aos costumes daquela cidade interiorana cheia de segredos. Tanto ele quanto Camille sofrem certos olhares de desconfiança por estarem “fuçando onde não devem”, especialmente por parte de Adora (mãe de Camille), considerada um pilar para a comunidade, e pelo xerife Vickery. Contudo, o plot da investigação dos assassinatos não chega a ser instigante a ponto de deixar o espectador verdadeiramente curioso, porque parece que nada acontece.

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Por outro lado, os mistérios referentes à família de Camille são muito mais interessantes. A morte de sua irmã mais nova marcou muito a dinâmica familiar dos Preaker, e Adora tem uma necessidade de controle doentia. Apesar de ter negligenciado Camille a vida toda, Adora investe todas as suas energias em cuidar de Amma, tratando a adolescente como uma menininha indefesa – sem nem imaginar o quão dissimulada é a filha mais jovem, que se finge de menina comportada na frente da mãe, mas sai às escondidas à noite e mantém seus próprios segredos.

A própria Camille é um grande vulcão emocional, e a cada episódio descobrimos mais detalhes de seu passado que nos fazem sentir pena dela: além de ter perdido a irmã que amava, Camille foi internada em um hospital psiquiátrico, se automutilava, sofreu mais perdas pelo caminho e agora convive com o alcoolismo. No desenvolvimento dos personagens, a série acerta em cheio: eles são muito bem trabalhados, tem diversas nuances e nem sempre agem como esperamos, o que os torna bastante verossímeis. Os mistérios mais interessantes da série, diga-se de passagem, estão relacionados às verdades por trás do que os personagens aparentam ser (e eu não posso falar muito sobre isso porque a graça da série, ao meu ver, está nesses segredos).

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As atuações certamente merecem grande destaque. Amy Adams e Patricia Clarkson (Camille e Adora, respectivamente) roubam a cena por motivos diferentes: de Camille sentimos pena, por Adora, aversão. A dedicação das atrizes – especialmente Amy Adams – aos papéis é intensa e visceral, sendo impossível assistir a diversas cenas sem sentir grande desconforto. Eliza Scanlen (Amma) também surpreende, trazendo à vida uma personagem falsa, sedutora, mentirosa, intensa, vítima e algoz – tudo ao mesmo tempo.

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Sharp Objects traz uma trama de assassinatos que não prendeu minha atenção e me deixou bastante entediada em diversos momentos, porém é muito competente em trabalhar seus personagens imperfeitos e os traumas que se acumulam no seu emocional. O final é surpreendente, me deixou de queixo caído e eu amei! Vi gente que leu o livro reclamando que foi mal explicado (inclusive catei o final do livro pra ler), mas eu achei ótimo o fato da minissérie ter optado por ser mais chocante do que reveladora. Apesar das ressalvas, o desfecho e o desenvolvimento psicológico dos personagens “ganharam a batalha”, tornando a experiência positiva! 😉

Título original: Sharp Objects
Ano de lançamento: 2018
Diretor: Jean-Marc Vallée
Elenco: Amy Adams, Patricia Clarkson, Eliza Scanlen, Chris Messina, Matt Craven, Taylor John Smith

Dica de Série: Sherlock

Oi gente, tudo bem?

Muita gente já conhece, mas eu não poderia deixar de falar sobre uma das séries de que mais gosto aqui no blog (e indicar pra quem não viu, é claro!): Sherlock.

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Sinopse: O Dr. John Watson precisa de um lugar para morar em Londres. Ele é apresentado ao detetive Sherlock Holmes e os dois acabam desenvolvendo uma parceria intrigante, na qual a dupla vagará pela capital inglesa solucionando assassinatos e outros crimes brutais. Tudo isso em pleno século XXI.

A versão da BBC de Sherlock traz as clássicas histórias de um dos detetives mais famosos da literatura para o século XXI, modernizando a trama e os personagens. Temos um Sherlock excêntrico e genial (interpretado pelo meu queridinho Benedict Cumberbatch) e um Watson leal e deslumbrado com as habilidades dedutivas do colega de apartamento (interpretado pelo carismático Martin Freeman).

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As temporadas são curtas, compostas de três episódios longos (de cerca de 1h30 de duração). Cada um deles adapta um livro ou história de Sherlock Holmes, mas o tema principal da temporada está todo costurado. Em Sherlock, vemos aventuras clássicas como Um Estudo em Vermelho, O Cão dos Baskerville e O Signo dos Quatro reimaginadas para o nosso tempo, apesar de contar com todo o brilhantismo e extravagância do detetive. ❤

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A produção da série também é fantástica. Os figurinos combinam com os personagens (até o chapéu clássico faz sua aparição!) e a ambientação londrina é apaixonante. Sherlock é uma série de grande qualidade técnica, e isso se aplica também às excelentes atuações. Sinceramente, pra mim não há versão melhor do Sherlock que a de Benedict Cumberbatch. Os trejeitos do personagem e sua inteligência acima da média são muito bem retratados. Entretanto, a série transforma Sherlock em uma figura mais arrogante e grosseira do que me recordo em relação aos livros; porém, mesmo com esses defeitos, Cumberbatch consegue deixá-lo carismático. Também tenho simpatia pelo Watson de Martin Freeman, apesar de achá-lo submisso e conformado (diferente de sua contraparte literária). 🤐 A relação entre os dois – sua amizade cheia de altos e baixos – também tem grande importância durante a trama.

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Apesar da 4ª temporada da série ter decaído um pouco em relação às anteriores, Sherlock é uma série que recomendo de olhos fechados. Talvez não exista uma nova temporada (em função das agendas lotadas dos atores), e a série termina de modo que não precisa necessariamente de uma renovação, o que me deixou satisfeita (já que eu odeio séries que são interrompidas abruptamente, com um gancho no final). Em suma, Sherlock é uma série incrível e vale a pena ser vista, seja você fã ou não de um dos detetives mais notórios da ficção. 🙂

Título original: Sherlock
Ano de lançamento: 2010
Criadores: Steven Moffat, Mark Gatiss
Elenco: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Mark Gatiss, Rupert Graves, Amanda Abbington, Una Stubbs, Andrew Scott

Dica de Série: C. B. Strike

Oi pessoal, tudo bem?

Recentemente resenhei O Bicho-da-Seda por aqui e, poucas semanas após terminar a leitura, fui conferir os episódios referentes a essa história na série de TV C. B. Strike (ou, simplesmente, Strike). A produção adapta os livros de Robert Galbraith, e até então eu só tinha assistido aos de O Chamado do Cuco. Hoje vim contar o que achei da série de modo geral. 😉

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Sinopse: Londres. O veterano de guerra Cormoran Strike decidiu virar detetive particular e investiga os mais chocantes crimes ao lado de sua determinada e inteligente assistente, Robin. A cada caso, eles descobrem um pouco mais sobre o outro e percebem que as aparências podem enganar.

C. B. Strike é uma série curta com episódios longos, de aproximadamente 1h cada. Em três episódios, ela adapta a história de O Chamado do Cuco e, em dois, a de O Bicho-da-Seda. Há também dois episódios que adaptam Vocação Para o Mal, mas como não o li ainda eu optei por não assistir. O bacana dessa estrutura é que você pode ir assistindo aos episódios conforme lê os livros se quiser, porque, assim como na versão impressa, a série traz os casos fechados (mas com continuidade).

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Cormoran Strike é um veterano de guerra que, após perder a perna em uma explosão, é enviado para casa e passa a trabalhar como detetive particular. Sua vida pessoal está de cabeça para baixo após o término com a noiva, e suas finanças vão de mal a pior: ele precisa dormir no escritório e praticamente não tem clientes. Quando uma agência de empregos envia Robin Ellacott como secretária temporária, ele inicialmente fica insatisfeito, porque havia cancelado o serviço; contudo, Robin se mostra uma profissional competente e com um faro aguçado, ganhando a admiração de Strike. As coisas mudam no escritório do detetive quando John Bristow surge em sua porta pedindo que Strike investigue novamente o suposto suicídio de sua irmã, a modelo internacional Lula Landry. Para John, a moça não cometeu suicídio, mas foi assassinada. E é a partir desse caso que Strike demonstra toda a sua sagacidade, enquanto percorre Londres em busca da verdade (contando com o apoio de Robin, uma ajuda improvável de grande utilidade).

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C. B. Strike faz um ótimo trabalho em transportar para as telas os personagens dos livros, conseguindo melhorar diversos aspectos deles. O Cormoran Strike de Tom Burke, por exemplo, tem uma personalidade muito similar ao original, porém dotado de mais carisma e até certa leveza. O personagem sorri mais, faz mais piadas e interage de modo menos brusco com as pessoas ao seu redor, apesar de manter sua essência sisuda. Robin é doce, dedicada, bonita e cativante, exatamente como eu a imaginei. E os dois têm uma química incrível na tela, que vai ficando cada vez mais evidente ao longo dos episódios.

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Como os livros que dão origem aos episódios são muito longos, a série acaba sendo mais direta, cortando várias passagens do material de origem. Em alguns pontos, ela acerta por fazer isso; em outros, não. Os acertos se devem ao fato de que acho que Robert Galbraith enrola mais do que deveria, e a série consegue dispensar vários personagens e cenas que não são tão necessários assim, conferindo agilidade à história. Por outro lado, a série acaba ficando muito mais superficial, não demonstrando todos os detalhes que o autor pensou ao construir o mistério. A montagem de alguns episódios acaba ficando um pouco confusa, já que eles precisam mostrar muitas coisas de forma acelerada (especialmente no caso O Bicho-da-Seda, que infelizmente tem um episódio a menos que O Chamado do Cuco). Ainda assim, acho que o resultado final é muito competente, especialmente porque os elementos necessários para o desfecho sempre são apresentados. A série também vai revelando alguns pensamentos de Strike sobre os casos que investiga, sem deixar tudo para o final (como acontece nos livros), tornando mais fácil assimilar a lógica do detetive.

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A ambientação também é ótima, e na série finalmente podemos ter um vislumbre de Londres e das andanças que Cormoran precisa realizar. Se durante a leitura é difícil se transportar para certos locais descritos por Galbraith, na versão televisiva o espectador vivencia várias partes da capital inglesa junto com os protagonistas.

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Sei que esse review ficou um pouco comparativo, então vou tentar terminá-lo dizendo os motivos pelos quais acredito que C. B. Strike mereça uma chance. A série traz casos investigativos interessantes, tem uma dupla de protagonistas de muito carisma e com uma química inegável, tem uma produção competente e é uma ótima porta de entrada pra quem quer conhecer as obras de Robert Galbraith. Se você curte histórias policiais e quer conferir uma série curtinha, de poucos episódios e com histórias fechadas, C. B. Strike é pra você. 😉

Título original: Strike (site da BBC) ou C. B. Strike (site do Cinemax)
Ano de lançamento: 2017
Produtora executiva: Ruth Kenley-Letts
Elenco: Tom Burke, Holliday Grainger, Kerr Logan

Dica de Série: Brooklyn Nine-Nine

Oi pessoal, tudo bem?

Sabe quando você se vicia em uma série e quer falar dela pra todo mundo? Após sentir isso por One Day at a Time, cá estou para falar sobre meu novo amor: Brooklyn Nine-Nine!

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Sinopse: O brilhante e imaturo detetive Jake Peralta precisa aprender a seguir as regras e trabalhar em equipe quando um capitão exigente assume o comando de seu esquadrão.

Jake Peralta é um detetive extremamente talentoso, mas muuuito imaturo. Quando Raymond Holt, o novo (e sisudo) capitão, assume o 99º distrito policial do Brooklyn, o rapaz encara o desafio de lidar com alguém tão diferente dele no comando. Essa é a premissa inicial, a pontinha do iceberg de Brooklyn Nine-Nine (carinhosamente chamada pelos fãs de B99). A verdade é que a graça dessa série está em seus diversos personagens, suas relações, as atuações primorosas dos atores e, é claro, em suas excelentes piadas.

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Existem alguns papéis estereotipados em B99, mas eles não têm a função de menosprezar ou minimizar certos perfis de personagens; são arquétipos que ajudam o espectador a identificar as principais características de cada um. Entretanto, os personagens têm mais camadas do que aparentam: Jake é o cara esperto e imaturo, mas ele é um profissional extremamente dedicado e um amigo de ouro; Amy é a CDF que quer agradar seu chefe mais do que qualquer coisa, mas é também uma mulher decidida e competente; o próprio Holt é um homem que tem a postura séria e inabalável, mas que foge do padrão por ser um policial negro e gay; e por aí vai. Cada personagem de B99 colabora do seu modo para tornar a série marcante, engraçada e viciante como é (exceto a Gina, não gosto da Gina… tá, ela é importante também). Como não amar Terry amando iogurtes ou falando de suas filhinhas? Ou Rosa sendo a maior badass? Ou ainda Charles e sua admiração por Jake (e por comidas estranhas)? ❤

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Brooklyn Nine-Nine traz os detetives da 99ª resolvendo diversos crimes, e é deliciosamente engraçado acompanhar esse tipo de trama em uma série de comédia (já que, normalmente, isso ocorre em séries policiais dramáticas). Brooklyn Nine-Nine explora os clichês desse tipo de história propositalmente, sempre com bom humor. E isso funciona perfeitamente, já que a leveza da série sempre se mantém, fazendo o espectador rir das mais diversas situações. Entretanto, mesmo sendo uma série alto astral, existem temas que são trabalhados de modo brilhante (ainda que de modo sutil em alguns casos): homofobia, machismo e racismo são alguns exemplos, e a série consegue desenvolver esses conteúdos de modo competente, mesmo sem utilizar grandes cenas dramáticas como recurso. Discussões como a importância das mulheres se apoiarem, ou a opressão sofrida por negros e gays apenas por serem quem são são alguns exemplos dos temas trazidos por B99. Outro aspecto muito bacana sobre a série é que sua trama não é repetitiva: Brooklyn Nine-Nine não fica explorando os mesmos temas à exaustão e fazendo sempre as mesmas piadas (como a imaturidade do Jake, por exemplo). Ela cresce e se diversifica, assim como seus personagens.

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Brooklyn Nine-Nine entrou para o meu Top 3 de séries de comédia favoritas, junto com Friends e One Day at a Time. É difícil pra mim ser objetiva para explicar todos os motivos pelos quais me apaixonei instantaneamente por Brooklyn Nine-Nine série desde o primeiro episódio, mas o que posso dizer com certeza é que é fácil perceber como todos os envolvidos se dedicam a fazer da série o que ela é. Os atores entregam performances maravilhosas, os personagens se desenvolvem (ganhando nuances e amadurecimento), os episódios envolvem e fazem rir. E os bordões, então? “Noice”, “Cool, cool, c-cool, cool, cool…”, “Nine-Nine!” são alguns dos que fazem parte do meu vocabulário agora. 😂

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Eu não sei o quê passou pela cabeça da Fox ao cancelar essa série, mas sou uma das pessoas que estão exultantes pelo fato da NBC ter escolhido salvá-la. E se você ainda não conhece Brooklyn Nine-Nine, meu conselho hoje é: assista! São poucas as séries que me cativam a ponto de ganhar um espaço garantido no meu coração, e essa é uma delas. Espero que conquiste você também. 😉

Título original: Brooklyn Nine-Nine
Ano de lançamento: 2013
Criadores: Dan Goor, Michael Schur
Elenco: Andy Samberg, Andre Braugher, Melissa Fumero, Joe Lo Truglio, Stephanie Beatriz, Terry Crews, Chelsea Peretti, Dirk Blocker, Joel McKinnon Miller

Dica de Série: Alias Grace

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei da minissérie Alias Grace, baseada no livro Vulgo Grace, da Margaret Atwood (que, por sua vez, é baseado numa história real ocorrida no Canadá, no século 19).

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Sinopse: Nesta série baseada no premiado livro de Margaret Atwood, um psiquiatra tenta decidir se uma assassina deve ser perdoada mediante a alegação de insanidade.

Na série, acompanhamos o psiquiatra Simon Jordan, cujo objetivo é entrevistar a prisioneira Grace Marks (acusada e condenada pelo assassinato de seu antigo patrão, Thomas Kinnear, e sua governanta, Nancy Montgomery) para avaliar sua sanidade e, a partir disso, determinar se ela merece o perdão para ganhar novamente sua liberdade. Em suas conversas com a moça, Grace vai rememorando sua vida sofrida e narrando os fatos que a levaram até ali. Com o passar dos dias, o Dr. Jordan vai ficando fascinado com sua história e, principalmente, com as ambiguidades de seus relatos.

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Alias Grace é uma série que constrói sua narrativa lentamente, mas jamais de modo entediante. Grace é um verdadeiro mistério, para nós e para Jordan, e vai se revelando aos poucos – sempre na perspectiva que a jovem nos permite enxergar. Sua história de vida é bastante sofrida: ela fugiu de uma casa em que passava por maus tratos vindos de um pai abusador, foi trabalhar em uma casa de família na qual sua melhor amiga morreu e, posteriormente, mudou-se para a casa de Kinnear, local que selou seu destino. Sob as ordens da governanta Nancy (que era também amante de Kinnear), Grace passou a ser tratada com rispidez e severidade. Durante sua estada na propriedade, ela conhece o jovem James McDermott, que odeia profundamente Kinnear e Nancy. Ele foi acusado de orquestrar o crime e, por isso, foi para a forca; entretanto, mesmo em seus momentos finais, o rapaz acusava Grace de ser responsável pelo assassinato.

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É inquietante perceber as dissonâncias da narrativa de Grace e dos registros oficiais em relação ao crime. Em nenhum momento a série deixa claro quem está falando a verdade, Grace ou McDermott. Entretanto, é impossível não se afeiçoar à moça (ou melhor, ao seu relato): ela transmite uma tranquilidade e uma inocência que fazem com que a gente queira confiar e acreditar nela. E é justamente sua capacidade de se mostrar como um ser dócil e passivo (características esperadas do gênero feminino, especialmente naquela época) que a salva da morte e permite que ela seja avaliada para ter uma chance de liberdade, como foi dito pela historiadora canadense Ashley Banbury. De certo modo, Grace é bastante subversiva, especialmente por conseguir manipular não apenas o júri, como também o Dr. Jordan e, é claro, o espectador.

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Alias Grace também traz críticas ao modo como a sexualidade feminina é vista pela sociedade. Grace questiona porquê mulheres pagam com a vida quando erram, enquanto homens gozam de privilégios e liberdade. A morte de sua melhor amiga, Mary, tem um grande impacto em sua personalidade, causando uma reviravolta no final que deixa o espectador com a pulga atrás da orelha sobre o que é real ou não em sua história. Ainda assim, a amizade das duas é comovente e de grande importância na vida de Grace.

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Os episódios tem uma fotografia incrível, bem como figurinos belíssimos, que transportam quem assiste diretamente para aquela época. Além disso, o desenrolar lento também é repleto de tensão, especialmente durante as entrevistas do Dr. Jordan e Grace. Eu ficava super ansiosa pelo próximo capítulo, e fiquei muito satisfeita com a duração da série: a história foi perfeitamente contada em 6 episódios de cerca de 45 minutos. O final, em aberto, é sen-sa-cio-nal, e te faz questionar tudo que você assistiu (e acreditou) até então.

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Alias Grace é uma série provocativa, que não se propõe a dar respostas definitivas sobre o que aconteceu no caso de Grace Marks. Ela questiona o papel da mulher na sociedade, bem como mostra o uso da performance feminina para subjugar os homens no poder. Também critica as injustiças que ocorrem com mulheres que não chegam nem perto de atingir os homens. E, é claro, tem um enredo instigante e envolvente, narrado por uma personagem nada confiável, mas fascinante.

Título original: Alias Grace
Ano de lançamento: 2017
Criador: Sarah Polley
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Anna Paquin, Paul Gross, Zachary Levi, Kerr Logan, Rebecca Liddiard