Séries leves na Netflix pra assistir na quarentena

Oi galera, tudo bem?

Quem diria, lá em março, que chegaríamos a julho ainda em isolamento social? Há 4 meses sem ver a minha família e amigos, o que mais tenho valorizado nos últimos tempos é o entretenimento leve e puro, capaz de tirar minha mente das espirais provocadas pela situação atual. E, depois de tantos feedbacks positivos a respeito dos posts de leituras leves pra ler na quarentena, resolvi fazer uma listinha de indicações de séries disponíveis da Netflix capazes de distrair e alegrar. Espero que gostem! ❤

Aggretsuko

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Essa animação fofíssima que acompanha uma jovem red panda lidando com o amadurecimento é simplesmente imperdível. O mais engraçado é o modo com que Retsuko, a protagonista fofa, lida com suas frustrações: cantando death metal no karaokê.

Atypical

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Extremamente cativante, Atypical narra a aventura de Sam em busca de uma namorada. Acontece que Sam não é um garoto totalmente comum: ele faz parte do espectro autista e, para a surpresa de sua família (em especial de sua mãe superprotetora), ele deseja conquistar mais independência. Com uma abordagem responsável, Atypical desmistifica vários tabus com episódios engraçados e emocionantes.

Brooklyn Nine-Nine

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Divertida e cheia de personagens marcantes, Brooklyn Nine-Nine é uma das minhas comédias queridinhas. A série narra o dia a dia dos detetives da 99ª delegacia do Brooklyn resolvendo os mais variados casos, e o clima dos episódios é de leveza (quase) total. Amo! ❤

Dead to Me

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Essa série merece (e vai ter!) uma resenha completa aqui no blog, mas foi uma das minhas surpresas da quarentena. A trama nos apresenta à amizade inesperada de uma recém-viúva cética e sarcástica tentando lidar com o luto, Jen, e de uma doce professora de artes, Judy. O que Jen não imagina é o segredo por trás de tal aproximação – que rende momentos de tensão, lágrimas e também risadas (muitas vezes inapropriadas).

Gilmore Girls

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Apesar de Rory ser uma das piores personagens da vida (tá, exagerei, é o ranço falando), Gilmore Girls é uma série muito gostosinha que fala, principalmente, do laço entre mãe e filha. É uma daquelas produções que te transporta pra cidade fictícia em que a trama acontece e faz você se sentir parte daquilo tudo (inclusive das esquisitices).

Modern Family

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Uma das minhas comédias favoritas não poderia estar de fora dessa lista, especialmente agora, que voltou pra Netflix. Modern Family é protagonizada por uma grande família dividida em três núcleos: o do patriarca, Jay, o da sua filha, Claire, e o de seu filho, Mitchell. Acompanhamos o dia a dia de todos eles com muito bom humor, situações nonsense e lições de vida valiosas.

One Day at a Time

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Uma das melhores comédias do mundo? Sim (e só minha opinião importa #brinks). One Day at a Time é simplesmente perfeita e a Netflix fez a maior besteira ao cancelar. Abençoada seja a Pop TV por salvar essa produção fantástica, focada no cotidiano de uma família de origem cubana nos Estados Unidos. Humor que não ofende, assuntos relevantes e personagens cativantes são os ingredientes que fazem de One Day at a Time uma série que indico de olhos fechados.

Queer Eye

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Sabe aquela série que faz a gente acreditar na humanidade novamente? Essa é Queer Eye. O reality que, como o próprio nome diz, vai muito além de um makeover é protagonizado pelo Fabulous Five, um grupo de homens gays com especialidades distintas. Cada episódio tem um herói ou heroína cuja vida é completamente transformada pelos Fab Five, e as lições transmitidas por esses homens maravilhosos inspiram não apenas os participantes dos episódios, mas o espectador também. Assistam! ❤

Say I Do

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Terminou Queer Eye e precisa de mais uma dose de coração quentinho? Dê o play em Say I Do (ou “Felizmente… Sim”, na versão em português). Esse reality é basicamente o Queer Eye dos casamentos e, sim, a fórmula é meio parecida: três homens gays proporcionam o casamento dos sonhos para casais com histórias emocionantes. Chorei em 7 dos 8 episódios, pra vocês terem noção. É lindo demais e em breve vai ter um post só dela aqui no blog.

The Good Place

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E pra terminar a lista, eis uma série de comédia original e que soube quando terminar: com 4 temporadas e já concluída, The Good Place tem seu start com uma situação inusitada: somos apresentados à Eleanor, que na vida após a morte é enviada para o Lugar Bom (aka paraíso). Entretanto, a personagem tem um segredo: ela foi terrível e mesquinha em vida, portanto sua ida para o Lugar Bom só pode ter sido um engano. E ao buscar uma forma de permanecer lá, a personagem faz amizades e vai aprendendo na prática sobre ser uma pessoa boa.

Por hoje é isso, pessoal. 😉
Agora é só fazer a pipoca e dar o play!

O que eu achei do final de Dark

Oi pessoal, tudo bem?

Uma semana e meia depois da estreia, já podemos falar sobre o final de Dark, né? A aclamada série alemã da Netflix chegou à sua última temporada e, mesmo antes de ser disponibilizada, a crítica já a elogiava como uma verdadeira obra-prima. Obviamente meu hype não poderia estar maior, né? Maratonei a série no fim de semana de estreia e agora vim contar pra vocês o que achei do final. Portanto, obviamente esse post está cheio de spoilers. 😉

As árvores genealógicas fizeram todo mundo de trouxa

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Sim, gente: todo o esforço que fizemos pra saber quem era parente de quem ao longo das idas e vindas temporais foi inútil, falando grosseiramente. No fim das contas, essas conexões pouco tinham a ver com a resolução do problema central (encontrar e acabar com a origem do loop), sendo mais consequência do que causa, já que tais incestos e relações só foram possíveis pelo apocalipse. Quem mais sentiu que fez papel de trouxa levanta a mão! o/

Temporada arrastada, episódio final corrido

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A terceira temporada de Dark investe muito tempo em nos apresentar o mundo alternativo, de onde vem a Martha 2 que salva Jonas no episódio final da temporada anterior. Ficam claros os diversos paralelos, ainda que Jonas não exista no segundo mundo, e a série mostra na prática que o loop sempre encontra uma forma de acontecer. A inevitabilidade do apocalipse é algo que vinha sendo trabalhado há bastante tempo, então esses paralelos fizeram todo o sentido. O problema maior reside no episódio final: somos apresentados a um conceito novo, de um terceiro mundo, que originou as duas dimensões de Jonas e Martha 2. Apesar da existência desse terceiro mundo não ser completamente nonsense – afinal, a triquetra foi o elemento principal do Sic Mundus e da série –, o que espanta é que ele seja apresentado só no último episódio. Com isso, temos apenas 1h pra entender esse conceito, acreditar que ele é o caminho para acabar com a origem e ainda conferir o resultado de todo esse esforço. Achei corrido. :/

Jonas confiando no Adam como se nada tivesse acontecido

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Quando Claudia conta a Adam sobre o mundo original, ele finalmente compreende que o mundo dele e de Eva (a versão idosa da Martha 2) nunca deveriam ter existido, e que a única solução para o loop temporal era impedir a origem (sobre a qual falarei em seguida). Desse modo, ele viaja para o momento da morte de Martha e fala com Jonas sobre esse assunto. Me impressionou negativamente quão rápido Jonas acreditou em Adam e no seu novo plano, considerando que não fazia nem dois minutos que o Adam anterior tinha acabado de atirar na sua amada. Sabe conveniência de roteiro? Pareceu uma das grandes. E adivinhem? Acumulada no episódio final.

Quem era o Tannhaus na fila do pão mesmo?

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Tá, brincadeira. Mas eu tive dificuldade de comprar o drama pessoal do personagem, que foi o pivô para a criação dos mundos de Jonas (Adam) e Martha (Eva). Ao perder o filho, a nora e a neta num acidente de carro, Tannhaus fica obcecado com a ideia de voltar no tempo e é responsável pela explosão que dá origem às realidades paralelas. A origem, portanto, nada tem a ver com o filho de Jonas e Martha e tampouco com os personagens envolvidos nas ramificações familiares. Minha primeira impressão foi não curtir muito esse rolê, principalmente por ter sido trazido somente no… isso mesmo, acertaram: episódio final! Percebam que grande parte dos meus ranços em relação ao desfecho da série residem nisso. 😛

Tá, dúvida real: como a Claudia sacou os paranauês?

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Que Claudia Tiedemann é a rainha de Dark não há dúvidas. Acho totalmente plausível que ela tenha conseguido viajar entre os dois mundos e enganar tanto Adam quanto Eva, porque a inteligência da personagem ficou evidente ao longo das temporadas. Mas, na busca da personagem por uma forma de manter a filha viva, em nenhum momento ficou claro pra mim qual foi o estalo que ela teve que levou à descoberta do mundo de origem e da perda pessoal de Tannhaus. Se eu esqueci de algum detalhe ou se alguém aí entendeu esse ponto, fiquem à vontade pra me contar nos comentários! 😂

Vamos falar de coisa boa: o simbolismo do final

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Não apenas decepções me foram causadas pelo final de Dark. Eu gostei muito da coragem de Jonas e Martha 2 de tomarem a atitude necessária para dar fim a tanto sofrimento. A maneira como eles se despedem é bastante comovente, por trazer a frase do “somos um par perfeito, nunca duvide disso” e tudo mais (apesar que né, Jonas e aquela Martha deram só uma transadinha, não deu pra comprar aquele sentimento todo não). Curti muito como toda a cena foi construída, a forma como os personagens que bugaram a nossa mente ao longo de três temporadas foram aceitando o seu fim e transformando-se em uma espécie de poeira cósmica, partículas, átomos, enfim, seja o que for. A cena do jantar também foi interessante, restando apenas os personagens que nada tinham a ver com a árvore genealógica intrincada das outras famílias. Li uma teoria de que o déjà vu de Hannah e a preferência pelo nome “Jonas” foi a forma como o personagem deixou sua marca no universo (ainda que não seja ele a criança que ela espera) e, sinceramente, eu gostei de acreditar nela. ❤

Ufa! Desde o dia 28 eu não paro de falar a respeito de Dark, então foi um alívio botar tudo isso pra fora em único post hahaha! Pra resumir minha opinião, eu diria que Dark é uma série excelente e original, com atuações primorosas e um desenvolvimento instigante, mas que deixa a peteca cair na sua conclusão – que não atinge a grandiosidade das temporadas anteriores. Ainda assim é uma série que eu não hesito em recomendar, porque a qualidade da produção e o desenrolar da história são provocativos e fazem você querer discutir, entender e mergulhar naquele universo. Já são motivos suficientes pra dar uma chance, não é mesmo? 😉

E vocês, o que acharam do final de Dark?
Vamos conversar sobre nos comentários! 🙌

Assisti, mas não resenhei #4

Alô, alô, pessoal. Tudo bem?

Cá estou para mais uma edição do Assisti, mas não resenhei. Bora descobrir quais são os títulos da vez? 😉

Black Mirror

black mirror

Black Mirror causou em mim o mesmo efeito que provavelmente causou na maioria das pessoas: choque já no primeiro episódio (que considero um dos melhores da série). A primeira e a segunda temporada trazem a tecnologia como cenário e catalisador de diversos dilemas morais e humanos e eu gostei muito da proposta. Porém, acabei enjoando na terceira temporada e larguei a série. :/

Flash

flash

Flash foi a primeira série derivada do Arrowverse e eu não demorei a maratoná-la (especialmente porque eu gostava muito de Arrow na época). Assisti às duas primeiras temporadas assiduamente, mas quando chegou na terceira eu desisti. Os crossovers começaram a acontecer com frequência demais pro meu gosto, e a adição de títulos derivados como Supergirl e Legends of Tomorrow a esse bolo não ajudou. Além disso, parece que todos os personagens foram ganhando poderes e toda hora aparecia um velocista mais rápido que o Barry. Sem tempo, irmão.

Gypsy

gypsy

A série (cancelada após sua primeira e única temporada) acompanha uma psicóloga que começa a se interessar de maneira obsessiva pela vida pessoal de seus pacientes. Vivendo uma rotina aparentemente perfeita, ela cria uma segunda identidade para se aproximar de pessoas-chave que são tema das conversas no seu consultório. A premissa é bem instigante e, particularmente, gostei da temporada. Achei uma pena ter sido cancelada, ainda mais com o final que a série teve.

Mr. Robot

mr robot

Eu assisti somente à primeira temporada de Mr. Robot, mas adorei. A trama acompanha o programador Elliot, que é  convidado a fazer parte de uma organização de hackers secreta (conhecida como Fsociety), cujo objetivo é destruir uma companhia global – a companhia em que Elliot trabalha.

E aí, quais dessas séries vocês gostariam de assistir? 😀
Me contem nos comentários!

Assisti, mas não resenhei #3

Oi, meu povo! Tudo certo?

E lá vamos nós para mais um post da coluna Assisti, mas não resenhei. E dessa vez eu trouxe filmes na lista também. Bora? 😉

Shooter

shooter

Eu não sou muito fã de histórias de guerra e ação, mas como meu namorado curte, resolvi assisti Shooter com ele. Na trama, Bobby Lee Swagger é um ex-fuzileiro que é incriminado em um atentado contra o Presidente. Ao longo dos episódios, vivendo como um fugitivo, Bobby Lee procura formas de encontrar o culpado e provar sua inocência. Apesar dos clichês americanos (soldado patriota badass que mete bala em todo mundo), a série tem um ritmo interessante e acaba prendendo nossa atenção. Contudo, larguei na terceira temporada e não sei se pretendo terminar, já que a série foi cancelada.

Big Mouth

big mouth

Esse desenho com temática adulta da Netflix é ótimo! A trama gira em torno de um grupo de crianças entrando na puberdade, então temas como sexo, mudanças físicas e descobertas a respeito do próprio corpo são constantes. A melhor parte do humor fica por conta dos Monstros Hormonais – responsáveis pela ebulição típica da idade (e por diálogos cheios de piadas sujas e hilárias).

That 70’s Show

that 70s show

Eis uma comédia que eu maratonei por um bom tempo, até pegar alguns spoilers sobre o final e me emputecer rs. Se tem uma coisa que me tira do sério é quando uma produção desenvolve personagens pra depois retroceder sua evolução (alô alô, 8ª temporada de Game of Thrones). Mas, resumidamente, a trama acompanha um grupo de adolescentes nos anos 70 aprendendo sobre a vida adulta e o amor – com bastante marijuana envolvida, lógico.

Extraordinário

extraordinario

O filme que adapta o livro homônimo é uma doçura. ❤ Trazendo o espírito da obra original pras telas, Extraordinário é um longa comovente e cheio de lições sobre empatia e amizade. Como ponto fraco eu citaria apenas o pouco tempo de tela dos personagens secundários (que narram alguns capítulos do livro).

Bohemian Rhapsody

bohemian rhapsody

Podem me julgar, mas não achei esse filme nada demais. Assisti na viagem, a caminho de San Andrés, e não consegui me emocionar com a dramatização da história do Queen, especialmente depois de pesquisar as diferenças entre o filme e a vida real (e perceber o quanto a imagem de Freddie Mercury foi apresentada de maneira unilateral). Além disso, achei a interpretação do Remi Malek caricata – apesar da excelente postura corporal, as expressões faciais (e os dentes) ficaram demasiado forçadas. Mas as cenas musicais são boas. ¯\_(ツ)_/¯

E vocês, já assistiram a algum dos títulos citados?
Me contem nos comentários! 😀

Assisti, mas não resenhei #2

Oi povo, tudo bem?

Vocês curtiram o primeiro post Assisti, mas não resenhei, por isso resolvi continuar com essa temática. 😀 Bora conhecer mais algumas produções que conferi, mas que nunca ganharam um post exclusivo por aqui?

Sex and the City

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Eu assisti a todas as temporadas de SATC recentemente, mas acabei não resenhando por aqui por se tratar de uma série antiga, que talvez a maioria já conheça. As primeiras três temporadas eu assisti um pouco na força do ódio, mas gostei muito das últimas. O aspecto que mais me conquistou foi, sem dúvidas, o laço de amizade das quatro protagonistas: Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda. Elas são totalmente diferentes entre si, com crenças e personalidades distintas, mas que ainda assim conseguem respeitar umas às outras e manter a amizade viva independentemente das mudanças na vida. Quem não gostaria de fazer parte de um grupo assim? ❤

How To Get Away With Murder

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Eu devoreeei a primeira temporada de HTGAWM, que é super instigante e gira em torno de um assassinato. O mais legal é que a série começa com a cena em que as pessoas envolvidas tentam se livrar do corpo e, a partir disso, a trama retrocede para contar como os personagens chegaram naquela situação. É uma ótima primeira temporada! Porém, entretanto, contudo, todavia… a verdade é que com o passar do tempo a série foi adquirindo uma atmosfera de novelão, o que me fez perder o interesse. Eu parei na season 3 e não sei quando (e se) vou continuar. 😦

The Walking Dead

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Eu já fui uma grande fã de The Walking Dead. Acompanhar a tentativa dos humanos de se re-estruturarem após o apocalipse zumbi, acompanhar seus dramas e perdas e testemunhar como os piores inimigos não eram mortos-vivos foi algo que fiz por muito tempo. Acontece que a série acabou se tornando cansativa pra mim, com uma repetição de padrões e plots que me faziam não ter paciência de encarar os longos episódios. Mais um exemplo de série que assisti quase inteira, mas que acabei largando por pura falta de paciência.

Everything Sucks!

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Cancelada após sua única temporada (o que me desestimulou a trazer um post exclusivo a respeito), Everything Sucks! é uma série que retrata a vida de um grupo de estudantes nos anos 90. O aspecto nostálgico é bacana, há representatividade lésbica mas, infelizmente, falta brilho e carisma nos personagens, além de um enredo enfadonho. Não me apaixonei pela trama, apesar de ter assistido super rápido à primeira temporada (provavelmente por falta de opção melhor na época).

Quem aí também assistiu a alguma dessas séries?
Beijos e até o próximo post. 😘

Top 5 coisas favoritas em Stranger Things 3

Oi galera, tudo bem?

Agora que já faz três semanas que Stranger Things 3 estreou, resolvi trazer pra vocês meus pontos favoritos sobre a temporada. ❤ Dei um tempinho pra falar a respeito pra que mais pessoas pudessem ter terminado de assistir, então esse post CONTÉM SPOILERS, ok?

1) Empoderamento feminino

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Uma coisa que Stranger Things 3 acertou em cheio foi a representação das mulheres na série. Até a segunda temporada, infelizmente não havíamos tido muitas interações relevantes entre mulheres, tendo uma grande repetição da Síndrome da Smurfete: uma mulher badass no meio de um núcleo masculino. Em Stranger Things 3, tivemos três ótimas discussões nesse sentido. A primeira delas diz respeito à amizade de Eleven e Max: as duas, que começaram a relação com animosidade, tornaram-se grandes amigas. Isso é positivo por diversas questões: mostra que mulheres podem ser amigas e que a rivalidade é nociva, trouxe mais independência e segurança para Eleven como indivíduo e fortaleceu a sororidade. Amei demais! ❤ A segunda discussão importante diz respeito ao trabalho de Nancy, que agora é estagiária no jornal local e tem que ouvir piadas misóginas enquanto serve café – mesmo tendo um instinto muito mais aguçado do que os jornalistas homens que a ridicularizam. A série evidencia o quanto era complicado para as mulheres na época conseguirem seu espaço (uma realidade que ainda hoje acontece). Felizmente, a jovem não desiste de seus objetivos, apesar de se sentir emocionalmente abalada. Por fim, esse plot do jornal nos deu um terceiro momento valioso: a conversa entre Nancy e sua mãe, Karen. Além da demonstração de afeto de Nancy, que revela se inspirar na figura materna, também temos uma lição valiosa de Karen, que impulsiona Nancy e não desistir de seus objetivos e não se deixar vencer pelo machismo que ela enfrenta. Um dos melhores diálogos da temporada! ❤

2) Ritmo alucinante

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Em diversos momentos da temporada eu literalmente segurei a respiração. Stranger Things 3 está recheada de cenas de perseguição e outras tantas de muita tensão. Há um quê de filme de terror na temporada, em que você fica ansioso pelo que vai acontecer e com medo pelo destino dos personagens. Nenhuma temporada antes tinha me causado tanta ansiedade quanto essa, e a vontade de maratonar era insaciável. Do início ao fim, Stranger Things 3 se mantém envolvente e eletrizante, mostrando o quanto a série cresceu.

3) Vários núcleos de personagens

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Durante a temporada, vemos os personagens interagindo com pessoas diferentes e envolvendo-se em missões distintas – ainda que ligadas ao mesmo objetivo. Foi muito legal ver Nancy e Jonathan investigando a questão dos fertilizantes enquanto Eleven e companhia se envolviam na investigação das pessoas ~abduzidas pelo Mind Flayer, por exemplo. Essa dinâmica fez com que a série não ficasse repetitiva e trouxesse novos ares para os personagens, e acho que o núcleo que mais se beneficiou disso foi o de Dustin e Steve: como não amar todas as cenas deles com Robin e Erica?

4) Novos (e representativos!) personagens

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Isso nos traz a um item muito bacana da temporada: Stranger Things 3 apresentou sua primeira personagem assumidamente LGBT. Robin roubou a cena durante toda a temporada e, apesar de eu tê-la shippado com o Steve (afinal, meu nenê merece uma namorada tão incrível quanto a Robin), a cena em que ela revela ser lésbica foi emocionante. Além da excelente reação super natural do Steve, apesar de estar apaixonado por ela, foi um grande passo em termos de representatividade – especialmente quando consideramos que, se hoje o preconceito ainda é enorme, nos anos 80 deveria ser mil vezes pior. Além de Robin, tivemos a adição de mais uma personagem negra de modo recorrente e importante na temporada, a atrevida Erica (irmã mais nova de Lucas, que já havia aparecido na season 2). Adorei as interações dela com o grupo e espero que ela participe ativamente da próxima temporada também! 

5) Amadurecimento

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O mote principal da divulgação da terceira temporada foi “eles não são mais crianças”, e a série conseguiu trabalhar em cima desse conceito com sucesso. Isso fica nítido na sensação de deslocamento de Will (cuja infância foi de certa forma roubada), que agora vê seus amigos mais preocupados com namoradas do que com passar tempo juntos jogando e se divertindo; fica nítido também nas dificuldades de Nancy e Jonathan ao enfrentar os primeiros dilemas da vida adulta; e, principalmente, é reforçado no final emocionante da temporada. A perda de Hopper traz uma carga emocional muito importante para todos os protagonistas, demonstrando que os perigos que eles enfrentam são reais e que a vida também pode ser cheia de dor. Para um grupo tão jovem quanto o de Eleven e companhia, é uma lição bastante dura de aprender. E o fato dela ter acontecido enfatiza a necessidade de se adaptar às mudanças e amadurecer (e isso que eu, com quase 26 anos na cara, chorei que nem criança na cena da carta).

E vocês, o que acharam da temporada? Me contem nos comentários, vou adorar saber! ❤
E não esqueçam de deixar 8 centímetros de porta aberta! :’)

Assisti, mas não resenhei

Oi gente, tudo bem?

Eu amo assistir séries e isso não é novidade pra quem me conhece ou acompanha o blog. Porém, nem sempre eu consigo trazer minha opinião sobre todas elas – seja porque é uma série mais antiga, seja porque não foi marcante o suficiente ou talvez porque eu tenha largado no meio do caminho.

Por isso, resolvi fazer uma listinha e falar brevemente sobre algumas séries que se encaixam nesses exemplos. E, se vocês gostarem, posso trazer mais um post nesse estilo no futuro. 😉

Friends

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Começando com a minha série favorita. ❤ Acho que 90% das pessoas conhecem Friends e, por isso, acabei nunca dedicando um post exclusivo para resenhá-la. Acontece que Friends é minha “comfort series” e, sempre que estou mal, sei que ela consegue me animar. Durante uma fase bem tensa da minha vida (de muuuuitas responsabilidades e stress acumulado) eu pude encontrar diversão e conforto em Friends e, por mais datadas que algumas situações e personagens sejam, eu amo com todo o coração. ❤

The Big Bang Theory

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Eu tinha uma grande antipatia por TBBT devido ao meu ranço pelo Sheldon. Porém, decidi dar uma chance pra tirar minhas próprias conclusões e, no fim, acabei gostando. The Big Bang Theory (que chegou ao fim esse ano, após 12 temporadas) não é uma série perfeita e tem muuuitos problemas com diversos personagens e comportamentos. Ainda assim, ela trouxe o mundo geek para um patamar muito mais popular e, é claro, é bem engraçada, o que me fez acabar curtindo bastante.

How I Met Your Mother

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Essa série me causou amor e ódio por diversas vezes. Os personagens são super imperfeitos, o que é bem relacionável, e tanto as cenas de humor quanto as de drama são muito boas. Porém, o final me causou um ranço inexplicável, fico irritada até hoje quando penso nele. E não pela decisão em si, mas sim pela condução mal-feita (mais ou menos como aconteceu com Game of Thrones rs).

House, M. D.

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Eu adoooro House, M. D. (ou simplesmente House), mas também acabei não resenhando por aqui por se tratar de uma série mais antiga, que muitas pessoas já devem ter visto. House foi uma das primeiras séries que eu baixava e acompanhava antes de ter esse hábito mais “consolidado”, então tenho bastante carinho por ela. Além disso, o final é impecável e condizente com a trajetória dos protagonistas.

Master of None

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Essa é uma série que se encaixa na categoria “não fede nem cheira” pra mim. Apesar de algumas sacadas MUITO boas (como nos episódios “Parents” e “Thanksgiving”), Master of None não teve carisma o suficiente pra ME conquistar – apesar das inúmeras críticas positivas que recebe. A série terminou de um modo meio aberto e não há previsão de continuação, por isso acabei não me animando pra fazer uma resenha mais completa.

E por hoje é só!
Me contem nos comentários se vocês curtiram o formato, que eu trago mais posts parecidos. ❤

Beijos e até mais!

Lista #4: Minhas séries de comédia favoritas

Oi gente, como estão?

Vocês sabem que eu sou aloka das séries, né? E, apesar de já ter feito review de várias delas aqui no blog, percebi que ainda não tinha organizado em uma lista as minhas favoritas. Por isso, no post de hoje resolvi contar pra vocês quais são as minhas séries preferidas, começando por um dos estilos que mais gosto: comédia! ❤

#1 Friends

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Friends é a minha série favorita da vida! Eu tenho até uma tatuagem homenageando essa sitcom que foi e é tão importante pra mim. Em momentos bem complicados da minha vida eu encontrei consolo nos seis amigos que dividiam as alegrias e as agruras do dia a dia em um café charmoso e aconchegante de Nova York. ❤ Até hoje, quando estou passando por algum momento mais tenso ou estressante, recorro a Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Joey e Ross. E sempre funciona!

#2 One Day at a Time

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Minha segunda série de comédia favorita é essa sitcom MARAVILHOSA que todo mundo deveria conhecer. One Day at a Time acompanha uma família de origem cubana vivendo nos Estados Unidos e é repleta de humor, piadas conscientes, responsabilidade e carisma. Nunca vi uma série que abordasse tão bem questões psicológicas como depressão e ansiedade, além de trazer críticas sociais e temas fortes como alcoolismo, drogas e homossexualidade de maneira natural e responsável. One Day at a Time é uma série necessária, que sabe fazer humor sem ofender e ainda conscientizar sem forçar a barra. É muito amor envolvido! ❤

#3 Brooklyn Nine-Nine

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Mais um exemplo de série que sabe fazer humor sem precisar pisar ou debochar de ninguém. Brooklyn Nine-Nine (ou B99, para os íntimos) fala sobre racismo, homofobia, machismo, empoderamento feminino e muito mais, enquanto acompanha os casos investigados pelos detetives da 99ª delegacia do Brooklyn. Apesar do grande número de personagens masculinos, vai totalmente contra os conceitos de masculinidade tóxica, e as personagens femininas são diversas e badass, cada uma à sua maneira.

#4 Mom

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Essa série foi uma grata surpresa. Nunca tinha ouvido falar nela mas, um dia, zapeando pela tv a cabo, meu namorado e eu vimos parte de um episódio (que achamos muito engraçado). Começamos a assistir do início e foi amor instantâneo! Trazendo como tema principal o alcoolismo – pois a série acompanha uma relação disfuncional entre mãe e filha, ambas ex-alcoólatras que frequentam o AA) –, Mom tem ótimos personagens, diálogos e cenas de humor. Entretanto, assim como em um momento você está rindo, no próximo você está chorando, pois a série é capaz de trabalhar um tema forte (o vício) de maneira muito tocante e real.

#5 Modern Family

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Apesar de ter perdido um pouco do fôlego nas temporadas mais recentes (talvez da 5ª ou 6ª em diante), Modern Family ainda ocupa um lugar muito especial no meu coração. A série acompanha uma família muito diversa, cujos pilares são um patriarca bem tradicional, Jay (casado com uma mulher mais jovem, Gloria, que tem um filho do casamento anterior) e seus dois filhos, Claire (uma mulher forte e determinada, mãe de três filhos e casada com o doce Phil) e Mitchell (que é assumidamente gay e casado com Cam). O forte de Modern Family é justamente acompanhar as tensões, reconciliações e os momentos fraternos dessa família tão diversa. E é claro que não faltam boas cenas de comédia e personagens muito engraçados, com destaque para Phil e Gloria.

#6 Grace and Frankie

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Como não amar essa dupla? Grace and Frankie tem um plot ótimo: duas mulheres na terceira idade descobrem que seus maridos são gays e pretendem pedir o divórcio para se casar. De modo improvável, as duas acabam morando juntas e, pouco a pouco, vão aprendendo com as diferenças entre elas. A amizade de Grace e Frankie é admirável e vai se construindo aos poucos, até porque as duas têm personalidades opostas. Além disso, a série faz muito bem em trazer a terceira idade como pilar, pois dá voz a essa parcela da população e mostra que essa fase da vida pode ser muito mais interessante do que a gente julga.

Menções honrosas: The Good Place é outra série sensacional e nonsense que me faz rir MUITO. Adoro a temática e acho o plot twist da primeira season finale SENSACIONAL. Além dela, a criança que eu fui ficaria profundamente magoada se eu não citasse as primeiras séries que fizeram parte da minha vida, me aproximando desse tipo de produção: Eu, a Patroa e as Crianças, Um Maluco no Pedaço e Todo Mundo Odeia o Chris. ❤

Já conferiram alguma das séries da lista, pessoal? Gostam de alguma?
Me contem nos comentários quais são as favoritas de vocês! ❤

Beijos e até o próximo post.

Dica de Série: You

Oi pessoal, tudo bem?

A coluna Uma Amiga Indicou – uma parceria linda com os queridos blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer já começou janeiro bombando! ❤

uma amiga indicou

Hoje vim contar pra vocês o que achei de You (ou Você), o novo thriller da Netflix, que foi escolhido por nós para ser assistido coletivamente.

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Sinopse: Obcecado por uma aspirante a escritora, um charmoso gerente de livraria lança mão de medidas extremas para entrar na vida dela.

Imagine como seria adentrar a mente de um psicopata, saber cada pensamento, lógica distorcida e obsessão. É exatamente isso que You proporciona. Na trama, Joe Goldberg é o carismático gerente de uma livraria que se “apaixona” perdidamente por Guinevere Beck, uma bela aspirante a escritora. Quando a jovem flerta com ele na livraria, o rapaz se encanta completamente, convencendo-se de que eles são perfeitos um para o outro, e utiliza o nome no cartão de crédito da moça para stalkeá-la e conseguir informações a seu respeito na internet. Quanto mais “conhece” Beck, mais determinado Joe fica a conquistá-la – mesmo que para isso precise eliminar quem estiver em seu caminho.

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You é cheia de absurdos. Existem inúmeras situações inverossímeis, especialmente no que tange o stalk de Joe e os crimes que ele comete. Contudo, de maneira surpreendente, a série consegue fazer com que você, espectador, não ligue pra nada disso. A narração em off, feita por Joe e direcionada a Beck, é instigante e cativante, e por mais perturbador que seja o personagem, você quer continuar acompanhando seus devaneios. Os episódios são tão envolventes que você aceita essas situações em nome do espetáculo e da ansiedade para conferir o que está por vir. E muito disso é mérito do insano Joe.

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O personagem é um verdadeiro psicopata doentio. Mas, por mais que ele cause repulsa e revolta, ele também fascina (e aqui cabem muitos elogios ao seu intérprete, Penn Badgley). Joe é um personagem cheio de nuances que nos confundem: ao mesmo tempo em que é capaz de diversas atrocidades, ele também demonstra carinho e zelo com Paco, uma criança que vive no apartamento ao lado e presencia a mãe sofrendo violência doméstica. Certamente Joe vê em Paco a criança que ele mesmo foi, negligenciado e vítima de violência por parte do homem que o criou (outro psicopata sem escrúpulos, diga-se de passagem). As cenas entre os dois são repletas de ternura, o que quase nos faz esquecer da verdadeira faceta do protagonista: a de um homem obsessivo, controlador e doentio.

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Joe passa a temporada inteira justificando suas atitudes “em nome do amor” e “para proteger Beck”. Ele invade a privacidade dela, manipula diversas situações e não demonstra nenhum rancor em relação aos assassinatos que comete. E o pior de tudo: ele acredita piamente que está fazendo a coisa certa. Joe é tão imerso e crente em suas próprias fantasias que se sente no direito de, por exemplo, julgar a melhor amiga de Beck (outra stalker manipuladora) por fazer a MESMA COISA que ele faz. O personagem é totalmente incapaz de compreender o quão abusivo ele é, e suas justificativas me incomodaram DEMAIS (eu só queria dar um tapa na cara dele, sério).

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Beck, por outro lado, é uma personagem difícil de torcer. Além das expressões de “sou muito bonitinha” o tempo todo (que cansam pra caramba), Beck tem falhas de caráter graves: ela trai, mente e não assume a responsabilidade por seus atos, fazendo-se de vítima o tempo todo. O problema é que ela é REALMENTE uma vítima, mas não faz ideia disso. Vamos ser honestos: Beck é burrinha. Foi enervante ver a personagem caindo em desculpas mais furadas que uma peneira, mesmo quando Joe não tinha como justificar determinadas coisas de maneira aceitável (o evento literário no qual ela vai com o pai é um bom exemplo disso entendedores entenderão). Somado a isso está o fato de que Joe vende uma imagem de namorado perfeito, fazendo de tudo para agradá-la e incentivá-la, em uma tentativa de fazer com que não apenas Beck, mas também o espectador goste dele. Contudo, por mais que Beck seja chata e problemática, NADA justifica as coisas que Joe faz com ela. Em certos momentos, especialmente na reta final, me senti muito mal assistindo You e pensando que – em maior ou menor escala – muitas mulheres na vida real são realmente perseguidas, tolhidas, controladas, agredidas ou até mesmo mortas por homens que se sentem no direito de possuí-las. You pode ter diversas situações absurdas, mas essa infelizmente não é uma delas.

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A série ainda faz diversas críticas ao excesso de exposição na internet e nas redes sociais, jogando na nossa cara como fornecemos muitos detalhes da nossa vida pessoal para completos estranhos. Por meio de Beck e de sua tentativa desesperada de pertencer a um grupo social do qual não faz parte (o que a conduz a uma amizade extremamente nociva com Peach), You mostra como o feed do Instagram pode não estar alinhado com a realidade, sendo somente uma vitrine para aquilo que queremos mostrar. Confesso que foi difícil não sentir uma paranoiazinha ao terminar a série e pensar “e se um stalker estiver olhando minhas coisas?” 😂👀

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You (ou Você) é um thriller excelente e perturbador. Não é fácil acompanhar uma história pelos olhos do vilão (exceto quando ele é o Dexter e mata somente outros assassinos rs), mas os episódios conseguem manter o espectador aflito e querendo mais. As situações inverossímeis não estragam a experiência, já que You não se propõe a ser uma série investigativa, mas um mergulho em uma relação perigosa, obsessiva e disfuncional. Recomendo!

Título original: You
Ano de lançamento: 2018
Criadores: Greg Berlanti, Sera Gamble
Elenco: Penn Badgley, Elizabeth Lail, Shay Mitchell, John Stamos, Zach Cherry, Luca Padovan

Dica de Série: Sharp Objects

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Sharp Objects, minissérie da HBO (baseada no livro Objetos Cortantes) que rendeu a Amy Adams diversos elogios e concorre a vários prêmios.

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Sinopse: Camille Preaker, repórter do St. Louis Chronicle, é enviada para sua cidade natal para investigar a história de duas garotas que estão desaparecidas e, supostamente, foram assassinadas. O caso, mais o fato de se reunir com sua prepotente mãe, desperta recordações traumáticas de sua infância, incluindo a morte de sua irmã mais nova, Marian.

Camille é uma jornalista que se vê obrigada a voltar à Wind Gap, sua cidade natal, para cobrir o brutal assassinato de duas jovens. Atormentada por lembranças do passado, convivendo com o alcoolismo e odiando tudo que envolva Wind Gap, essa missão é um verdadeiro desafio para Camille. Muito desse sofrimento tem origem familiar: ela perdeu uma irmã ainda na adolescência, tem uma péssima relação com a mãe, Adora, e nem sequer conhece sua meia-irmã mais nova, Amma. Esses elementos combinados levam Camille a uma experiência dolorosa e intensa durante seu período na cidade em que cresceu.

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Como sou apaixonada por thrillers e admiro o trabalho de Amy Adams, estava louca para conferir Sharp Objects. A verdade é que, em um primeiro momento, a série não conseguiu cativar minha atenção. Tentei relevar a lentidão do primeiro episódio porque compreendo que é necessário apresentar com competência o aspecto psicológico de uma protagonista tão quebrada; o problema é que esse ritmo não muda ao longo dos episódios seguintes.

Acompanhamos Camille investigando a morte das jovens assassinadas, enquanto o detetive Richard Willis faz a mesma coisa em paralelo. Assim como Camille, Willis é considerado pela população de Wind Gap um outsider, alguém que não está habituado aos costumes daquela cidade interiorana cheia de segredos. Tanto ele quanto Camille sofrem certos olhares de desconfiança por estarem “fuçando onde não devem”, especialmente por parte de Adora (mãe de Camille), considerada um pilar para a comunidade, e pelo xerife Vickery. Contudo, o plot da investigação dos assassinatos não chega a ser instigante a ponto de deixar o espectador verdadeiramente curioso, porque parece que nada acontece.

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Por outro lado, os mistérios referentes à família de Camille são muito mais interessantes. A morte de sua irmã mais nova marcou muito a dinâmica familiar dos Preaker, e Adora tem uma necessidade de controle doentia. Apesar de ter negligenciado Camille a vida toda, Adora investe todas as suas energias em cuidar de Amma, tratando a adolescente como uma menininha indefesa – sem nem imaginar o quão dissimulada é a filha mais jovem, que se finge de menina comportada na frente da mãe, mas sai às escondidas à noite e mantém seus próprios segredos.

A própria Camille é um grande vulcão emocional, e a cada episódio descobrimos mais detalhes de seu passado que nos fazem sentir pena dela: além de ter perdido a irmã que amava, Camille foi internada em um hospital psiquiátrico, se automutilava, sofreu mais perdas pelo caminho e agora convive com o alcoolismo. No desenvolvimento dos personagens, a série acerta em cheio: eles são muito bem trabalhados, tem diversas nuances e nem sempre agem como esperamos, o que os torna bastante verossímeis. Os mistérios mais interessantes da série, diga-se de passagem, estão relacionados às verdades por trás do que os personagens aparentam ser (e eu não posso falar muito sobre isso porque a graça da série, ao meu ver, está nesses segredos).

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As atuações certamente merecem grande destaque. Amy Adams e Patricia Clarkson (Camille e Adora, respectivamente) roubam a cena por motivos diferentes: de Camille sentimos pena, por Adora, aversão. A dedicação das atrizes – especialmente Amy Adams – aos papéis é intensa e visceral, sendo impossível assistir a diversas cenas sem sentir grande desconforto. Eliza Scanlen (Amma) também surpreende, trazendo à vida uma personagem falsa, sedutora, mentirosa, intensa, vítima e algoz – tudo ao mesmo tempo.

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Sharp Objects traz uma trama de assassinatos que não prendeu minha atenção e me deixou bastante entediada em diversos momentos, porém é muito competente em trabalhar seus personagens imperfeitos e os traumas que se acumulam no seu emocional. O final é surpreendente, me deixou de queixo caído e eu amei! Vi gente que leu o livro reclamando que foi mal explicado (inclusive catei o final do livro pra ler), mas eu achei ótimo o fato da minissérie ter optado por ser mais chocante do que reveladora. Apesar das ressalvas, o desfecho e o desenvolvimento psicológico dos personagens “ganharam a batalha”, tornando a experiência positiva! 😉

Título original: Sharp Objects
Ano de lançamento: 2018
Diretor: Jean-Marc Vallée
Elenco: Amy Adams, Patricia Clarkson, Eliza Scanlen, Chris Messina, Matt Craven, Taylor John Smith