O que eu achei do final de Dark

Oi pessoal, tudo bem?

Uma semana e meia depois da estreia, já podemos falar sobre o final de Dark, né? A aclamada série alemã da Netflix chegou à sua última temporada e, mesmo antes de ser disponibilizada, a crítica já a elogiava como uma verdadeira obra-prima. Obviamente meu hype não poderia estar maior, né? Maratonei a série no fim de semana de estreia e agora vim contar pra vocês o que achei do final. Portanto, obviamente esse post está cheio de spoilers. 😉

As árvores genealógicas fizeram todo mundo de trouxa

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Sim, gente: todo o esforço que fizemos pra saber quem era parente de quem ao longo das idas e vindas temporais foi inútil, falando grosseiramente. No fim das contas, essas conexões pouco tinham a ver com a resolução do problema central (encontrar e acabar com a origem do loop), sendo mais consequência do que causa, já que tais incestos e relações só foram possíveis pelo apocalipse. Quem mais sentiu que fez papel de trouxa levanta a mão! o/

Temporada arrastada, episódio final corrido

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A terceira temporada de Dark investe muito tempo em nos apresentar o mundo alternativo, de onde vem a Martha 2 que salva Jonas no episódio final da temporada anterior. Ficam claros os diversos paralelos, ainda que Jonas não exista no segundo mundo, e a série mostra na prática que o loop sempre encontra uma forma de acontecer. A inevitabilidade do apocalipse é algo que vinha sendo trabalhado há bastante tempo, então esses paralelos fizeram todo o sentido. O problema maior reside no episódio final: somos apresentados a um conceito novo, de um terceiro mundo, que originou as duas dimensões de Jonas e Martha 2. Apesar da existência desse terceiro mundo não ser completamente nonsense – afinal, a triquetra foi o elemento principal do Sic Mundus e da série –, o que espanta é que ele seja apresentado só no último episódio. Com isso, temos apenas 1h pra entender esse conceito, acreditar que ele é o caminho para acabar com a origem e ainda conferir o resultado de todo esse esforço. Achei corrido. :/

Jonas confiando no Adam como se nada tivesse acontecido

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Quando Claudia conta a Adam sobre o mundo original, ele finalmente compreende que o mundo dele e de Eva (a versão idosa da Martha 2) nunca deveriam ter existido, e que a única solução para o loop temporal era impedir a origem (sobre a qual falarei em seguida). Desse modo, ele viaja para o momento da morte de Martha e fala com Jonas sobre esse assunto. Me impressionou negativamente quão rápido Jonas acreditou em Adam e no seu novo plano, considerando que não fazia nem dois minutos que o Adam anterior tinha acabado de atirar na sua amada. Sabe conveniência de roteiro? Pareceu uma das grandes. E adivinhem? Acumulada no episódio final.

Quem era o Tannhaus na fila do pão mesmo?

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Tá, brincadeira. Mas eu tive dificuldade de comprar o drama pessoal do personagem, que foi o pivô para a criação dos mundos de Jonas (Adam) e Martha (Eva). Ao perder o filho, a nora e a neta num acidente de carro, Tannhaus fica obcecado com a ideia de voltar no tempo e é responsável pela explosão que dá origem às realidades paralelas. A origem, portanto, nada tem a ver com o filho de Jonas e Martha e tampouco com os personagens envolvidos nas ramificações familiares. Minha primeira impressão foi não curtir muito esse rolê, principalmente por ter sido trazido somente no… isso mesmo, acertaram: episódio final! Percebam que grande parte dos meus ranços em relação ao desfecho da série residem nisso. 😛

Tá, dúvida real: como a Claudia sacou os paranauês?

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Que Claudia Tiedemann é a rainha de Dark não há dúvidas. Acho totalmente plausível que ela tenha conseguido viajar entre os dois mundos e enganar tanto Adam quanto Eva, porque a inteligência da personagem ficou evidente ao longo das temporadas. Mas, na busca da personagem por uma forma de manter a filha viva, em nenhum momento ficou claro pra mim qual foi o estalo que ela teve que levou à descoberta do mundo de origem e da perda pessoal de Tannhaus. Se eu esqueci de algum detalhe ou se alguém aí entendeu esse ponto, fiquem à vontade pra me contar nos comentários! 😂

Vamos falar de coisa boa: o simbolismo do final

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Não apenas decepções me foram causadas pelo final de Dark. Eu gostei muito da coragem de Jonas e Martha 2 de tomarem a atitude necessária para dar fim a tanto sofrimento. A maneira como eles se despedem é bastante comovente, por trazer a frase do “somos um par perfeito, nunca duvide disso” e tudo mais (apesar que né, Jonas e aquela Martha deram só uma transadinha, não deu pra comprar aquele sentimento todo não). Curti muito como toda a cena foi construída, a forma como os personagens que bugaram a nossa mente ao longo de três temporadas foram aceitando o seu fim e transformando-se em uma espécie de poeira cósmica, partículas, átomos, enfim, seja o que for. A cena do jantar também foi interessante, restando apenas os personagens que nada tinham a ver com a árvore genealógica intrincada das outras famílias. Li uma teoria de que o déjà vu de Hannah e a preferência pelo nome “Jonas” foi a forma como o personagem deixou sua marca no universo (ainda que não seja ele a criança que ela espera) e, sinceramente, eu gostei de acreditar nela. ❤

Ufa! Desde o dia 28 eu não paro de falar a respeito de Dark, então foi um alívio botar tudo isso pra fora em único post hahaha! Pra resumir minha opinião, eu diria que Dark é uma série excelente e original, com atuações primorosas e um desenvolvimento instigante, mas que deixa a peteca cair na sua conclusão – que não atinge a grandiosidade das temporadas anteriores. Ainda assim é uma série que eu não hesito em recomendar, porque a qualidade da produção e o desenrolar da história são provocativos e fazem você querer discutir, entender e mergulhar naquele universo. Já são motivos suficientes pra dar uma chance, não é mesmo? 😉

E vocês, o que acharam do final de Dark?
Vamos conversar sobre nos comentários! 🙌

Dica de Série: Peaky Blinders

Oi galera, tudo bem?

Já que o isolamento me obriga a passar quase todo o tempo livre na frente da TV (como se eu já não fizesse isso antes), vim contar pra vocês o que achei de uma das séries que a que assisti recentemente: Peaky (“focking” – sim, com “o”) Blinders.

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Sinopse: Uma notória gangue da Inglaterra de 1919 é liderada pelo cruel Tommy Shelby, um criminoso disposto a subir na vida a qualquer preço.

Ambientada no início do século XX, a série dramatiza a história do grupo criminoso de mesmo nome. A gangue Peaky Blinders realmente existiu, mas sua influência na vida real foi bem menor. Nas telas, entretanto, vemos a ascensão do grupo – comandado por Thomas Shelby – nos territórios de corridas e apostas ilegais e, posteriormente, com outros tipos de contrabando.

Peaky Blinders é capaz de transportar o espectador para o tempo na qual se passa, dos cenários sujos de fuligem aos figurinos típicos da época. A produção, que se passa pouco depois da Primeira Guerra Mundial, trata de assuntos como Transtorno do Estresse Pós-Traumático, luta de classes, greves operárias, popularização de ideais comunistas, corrupção policial e, é claro, muita violência. Por meio de movimentos estratégicos inteligentes, mas também inúmeras lutas sangrentas com outras gangues e rivais, Thomas guia os Peaky Blinders por um caminho que os eleva a “donos” de Birmingham. Conforme as temporadas avançam, os Shelby buscam expandir seu território, entrando em conflito com outros gângsters e até mesmo com nomes importantes da política inglesa.

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Com a ressalva de ser uma série bastante focada na “virilidade” dos irmãos Shelby (aspecto que pode causar uma reviradinha de olho), Peaky Blinders tem um desenrolar bastante envolvente. A busca de Thomas por ascensão o coloca em diversas situações em que a sagacidade se faz necessária. Entre alianças e traições, o líder do grupo acaba sendo um anti-herói pelo qual nos vemos torcendo. Somado a isso, especialmente na primeira temporada, há toda a tensão causada pela existência de uma infiltrada em seus negócios: Grace é uma agente da coroa que passa a trabalhar em um  dos pubs dos Shelby para fornecer informações à polícia. A tensão sexual entre ela e Thomas vai crescendo com o passar dos episódios, e as reviravoltas no final da primeira temporada são ótimas.

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É difícil dizer que os personagens são exemplares porque, afinal, a maioria deles está envolvida com merda até o pescoço. Ainda assim, as atuações competentes e o desenvolvimento gradual da trama faz com que a gente comece a empatizar com eles, especialmente quando a fragilidade oculta pela dureza do cotidiano se manifesta. Thomas, por exemplo, é um líder implacável, mas também alguém atormentado pelas lembranças da guerra. Arthur, seu irmão mais velho, é um dos personagens mais emocionalmente quebrados da série: ele se questiona por não ser o líder da família (apesar de ser o primogênito), busca consolo nas brigas e na bebida, se envolve com drogas, enfim… tem diversos problemas emocionais com os quais ele não sabe lidar. E, com o passar dos episódios, a série vai revelando as nuances dos outros personagens também – com um foco maior, é claro, em Tommy.

Peaky Blinders trabalha bem a realidade e as dificuldades vividas pela sociedade inglesa no início do século XX. As cenas de violência podem incomodar um pouco os mais sensíveis, mas não chegam nem perto de ser grotescas ou gore. A qualidade da produção – da trama às atuações e ambientação – é inegável, e se você procura uma série capaz de envolver e transportar você pra realidade de outrora, vale a pena dar uma chance. 🙂

Título original: Peaky Blinders
Ano de lançamento: 2013
Direção: Steven Knight
Elenco: Cillian Murphy, Helen McCrory, Paul Anderson (XVIII), Annabelle Wallis, Joe Cole

Dica de Série: The Witcher

Oi pessoal, tudo bem?

Apesar de estar bem hypada antes da série estrear, demorei eras pra terminar The Witcher. Hoje eu conto um pouquinho mais os porquês.

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Sinopse: Henry Cavill estrela esta série épica repleta de monstros, magia e destino, baseada nos livros de Andrzej Sapkowski.

The Witcher tem três arcos narrativos: o de Geralt de Rívia, um bruxo poderoso que vive como um mercenário, ganhando dinheiro em troca do extermínio de monstros; o da Princesa Cirilla, herdadeira do trono de Cintra, cujo lar foi atacado por outro reino e agora foge em busca de Geralt; e da maga Yennefer, que se transformou de uma menina solitária e alvo de bullying em uma mulher poderosa e sedutora. Ao longo dos episódios vemos como a jornada de cada um desses personagens evolui e como seus destinos se cruzam.

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De certo modo (especialmente no início da série), os episódios de The Witcher parecem contar aventuras isoladas. O plot de Geralt é permeado por suas caçadas aos demônios e pelas suas empreitadas enquanto mercenário. Sabemos muito pouco de seu passado e o personagem mal fala de si. No caso de Ciri isso não acontece, e seu arco narrativo é mais linear: da fuga de Cintra até às inúmeras dificuldades pelo caminho, as cenas focadas na menina se destinam a mostrar sua luta pela sobrevivência. Yennefer, por outro lado, tem o plot que pra mim foi o mais confuso: o backstory da personagem é mal desenvolvido e do nada você entende que ela é uma maga e vai ser treinada pra isso. Aí ela passa por um makeover fodão, se transforma em uma beldade e, daí em diante, vira também uma mulher desagradável e antipática. Sem contar que são poucos os momentos em que a atuação dela enquanto maga faz diferença nas coisas (exceto no episódio final, única vez em que vi a extensão do seu poder e potencial). Sinceramente, não sei porque o fandom baba ovo por ela. 🤷‍♀

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A série constantemente me causou uma sensação de “hmmm que aventura legal, não entendi nada”, e isso me incomoda bastante. A impressão que tive é que, pra entender realmente o que estava sendo mostrado, você precisava ter lido os livros ou jogado os jogos – o que já é uma falha no desenvolvimento, porque cada obra precisa ser autoexplicativa, sem depender do material base. Encontrei muitas informações que fizeram toda a diferença na compreensão da trama lendo os comentários dos episódios no aplicativo em que registro as séries a que assisti, pra vocês terem noção. Isso fez com que eu não me conectasse verdadeiramente à série ou aos seus personagens, tampouco ansiasse em saber sobre seus destinos.

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A série é bem produzida e tem uma ótima trilha sonora (impossível assistir sem ficar com Toss a Coin To Your Witcher na cabeça por semanas). O bardo responsável por parte das canções, Jaskier, é o personagem mais carismático e o único ao qual me afeiçoei. Os figurinos são bonitos e as cenas de luta são muito bem coreografadas, o que dá uma pegada mais épica à série. As atuações também são competentes, à exceção de Henry Cavill como Geralt: os “hmmm” constantes cansam e parece que a voz é modificada pra parecer mais profunda e ameaçadora. Sei lá, não colou. Também vale dizer que, para uma série chamada The Witcher, magia é uma das coisas que menos aparece.

Eu esperava me tornar fã de The Witcher e, quem sabe, preencher a lacuna de uma série medieval deixada por Game of Thrones. A verdade é que isso não aconteceu e foram poucos os episódios que me entusiasmaram. The Witcher não funcionou pra mim e não sei dizer se vou continuar assistindo às próximas temporadas. :/ E vocês, já assistiram? Me contem o que acharam nos comentários!

Título original: The Witcher
Ano de lançamento: 2019
Direção: Lauren Schmidt Hissrich
Elenco: Henry Cavill, Freya Allan, Anya Chalotra, Joey Batey

Dica de Série: A Vida e a História de Madam C.J. Walker

Oi pessoal, tudo certo?

Hoje vim dividir com vocês minha opinião a respeito da minissérie A Vida e a História de Madam C.J. Walker, da Netflix. Pra facilitar a minha vida ao longo do texto, vou chamar a série só de Madam C.J. Walker e a personagem de Sarah, combinado? 😂

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Sinopse: A história de Madam C.J. Walker (Octavia Spencer), ativista social e primeira mulher milionária dos Estados Unidos a conquistar a própria fortuna: por meio de uma linha de produtos capilares e cosméticos para mulheres negras.

A minissérie de apenas 4 episódios é a dramatização da história real de Sarah Breedlove, posteriormente conhecida como Madam C.J. Walker. Tendo uma infância difícil (Sarah foi a primeira filha nascida livre de um casal que fora escravo), a vida adulta não trouxe muito alívio. Sarah casou cedo, ficou viúva, sofreu nas mãos do segundo marido, se separou e sustentava a família com muita dificuldade sendo lavadeira. Em determinado momento, porém, Sarah encontra a oportunidade de mudar de profissão e, consequentemente, de vida. Ela vê na cosmetologia a chance de fazer história, criando produtos específicos para as necessidades capilares das mulheres negras.

Como mencionei antes, Madam C.J. Walker é uma dramatização. Com isso, há um novo elemento na série que não existiu, mas que cumpre seu papel de causar reviravoltas e dificuldades para a protagonista: a vilanização da concorrente Addie Munroe. Addie foi a mulher cujo produto capilar salvou Sarah da calvície; entretanto, foi também a pessoa que recusou Sarah como vendedora devido à sua aparência. E o mais interessante na relação de Sarah e Addie reside no fato de que ambas são mulheres negras, mas que sofrem de maneira diferente com o racismo da época, marcado por uma abolição da escravatura ainda recente: Sarah é uma mulher negra retinta que, em diversos momentos, tem seu potencial questionado por não apresentar a imagem que os outros desejavam; Addie, por sua vez, sendo filha de uma mulher negra e um estuprador pai branco, tem cabelos ondulados e pele clara, e usa sua imagem para vender seus produtos e se aproximar do padrão branco europeu que era é muito mais aceito.

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A discussão sobre colorismo percorre todos os episódios de Madam C.J. Walker. O posicionamento de Sarah é inspirador e ela recusa toda e qualquer alusão a um padrão de mulher ideal atrelado a seus produtos. Da fórmula à embalagem, o objetivo de Sarah é incluir todas as mulheres negras, de todos os tons de pele e de todas as formas. Obviamente a personagem tem suas inseguranças, o que fica claro na sua relação conturbada com Addie e em todas as vezes em que ela reforça não ser aquele modelo padrão, mas isso não faz com que Sarah ceda e mude de ideia. Quando seu terceiro marido (C.J. Walker, de quem Sarah apropria-se do nome) sugere uma campanha publicitária excludente, ela se recusa a utilizá-la. Outro ponto importante é o empoderamento feminino e a construção da autoestima por meio do cabelo (tema também abordado no ótimo Felicidade Por Um Fio). Madam C.J. Walker evidencia que os fios vão além da estética, eles significam ascensão, negritude, ancestralidade e beleza.

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A trama ainda pincela assuntos importantes, além da construção da autoestima negra. Há um acontecimento bem forte, relacionado a movimentos de ódio como Ku Klux Klan, em que homens brancos assassinam um personagem apenas por ele ter tido a “ousadia” de enfrentar seus filhos enquanto eles faziam bullying. E o mais chocante é pensar que, diferente da série (em que a escravidão havia acabado há cerca de 40, 50 anos), até hoje a violência contra pessoas negras acontece e com uma frequência alarmante. Outro ponto importante é a abordagem natural relacionada à sexualidade de Lelia, filha de Sarah – futuramente conhecida como “deusa da alegria do Harlem”, um bairro marcado pela diversidade e pela representatividade negra.

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A transformação de Sarah Breedlove em Madam C.J. Walker é inspiradora. O modo como ela não desiste frente ao racismo, ao machismo e todas as dificuldades impostas em seu caminho é uma lição sobre determinação. De lavadeira a milionária, Madam C. J. Walker transformou a vida de inúmeras pessoas, fazendo uma verdadeira revolução em uma época na qual pessoas negras – principalmente mulheres – não tinham voz nem espaço. Se há algum defeito na série é o fato dela ser tão curta: Madam C.J. Walker não apenas fez a diferença na indústria cosmética, mas também foi ativista e filantropa, sempre colaborando com a causa negra e incentivando a emancipação feminina, e seria bem legal ver isso retratado na tela também. Mas e aí, tá esperando o quê pra dar o play na Netflix e conhecer um pouquinho dessa mulher incrível? 😉

Título original: Self Made: Inspired by the Life of Madam C.J. Walker
Ano de lançamento: 2020
Direção: Nicole Asher
Elenco: Octavia Spencer, Tiffany Haddish, Carmen Ejogo, Blair Underwood, Kevin Carroll

Assisti, mas não resenhei #4

Alô, alô, pessoal. Tudo bem?

Cá estou para mais uma edição do Assisti, mas não resenhei. Bora descobrir quais são os títulos da vez? 😉

Black Mirror

black mirror

Black Mirror causou em mim o mesmo efeito que provavelmente causou na maioria das pessoas: choque já no primeiro episódio (que considero um dos melhores da série). A primeira e a segunda temporada trazem a tecnologia como cenário e catalisador de diversos dilemas morais e humanos e eu gostei muito da proposta. Porém, acabei enjoando na terceira temporada e larguei a série. :/

Flash

flash

Flash foi a primeira série derivada do Arrowverse e eu não demorei a maratoná-la (especialmente porque eu gostava muito de Arrow na época). Assisti às duas primeiras temporadas assiduamente, mas quando chegou na terceira eu desisti. Os crossovers começaram a acontecer com frequência demais pro meu gosto, e a adição de títulos derivados como Supergirl e Legends of Tomorrow a esse bolo não ajudou. Além disso, parece que todos os personagens foram ganhando poderes e toda hora aparecia um velocista mais rápido que o Barry. Sem tempo, irmão.

Gypsy

gypsy

A série (cancelada após sua primeira e única temporada) acompanha uma psicóloga que começa a se interessar de maneira obsessiva pela vida pessoal de seus pacientes. Vivendo uma rotina aparentemente perfeita, ela cria uma segunda identidade para se aproximar de pessoas-chave que são tema das conversas no seu consultório. A premissa é bem instigante e, particularmente, gostei da temporada. Achei uma pena ter sido cancelada, ainda mais com o final que a série teve.

Mr. Robot

mr robot

Eu assisti somente à primeira temporada de Mr. Robot, mas adorei. A trama acompanha o programador Elliot, que é  convidado a fazer parte de uma organização de hackers secreta (conhecida como Fsociety), cujo objetivo é destruir uma companhia global – a companhia em que Elliot trabalha.

E aí, quais dessas séries vocês gostariam de assistir? 😀
Me contem nos comentários!

Dica de Série: Sex Education

Oi gente, tudo certo?

Meu vício mais recente tem nome: Sex Education. E hoje vim contar pra vocês as razões para darem o play nessa série o quanto antes. 😉

sex education poster

Sinopse: Em Sex Education, Otis (Asa Butterfield) é um adolescente socialmente inapto que vive com sua mãe, uma terapeuta sexual. Apesar de não ter perdido a virgindade ainda, ele é uma espécie de especialista em sexo. Junto com Maeve, uma colega de classe rebelde, ele resolve montar sua própria clínica de saúde sexual para ajudar outros estudantes da escola.

Sex Education é protagonizada por Otis, um rapaz tímido e reservado. Apesar de estar no auge da puberdade, sexo é uma questão delicada pra ele, especialmente porque sua mãe, terapeuta sexual, fala abertamente sobre o assunto, o que causa ainda mais constrangimento no garoto. Porém, quando Otis dá um conselho valioso a um colega de escola e passa a ser conhecido como uma espécie de “guru do sexo”, Maeve (uma garota badass que enfrenta sérios problemas financeiros) enxerga uma oportunidade de negócio, e eles viram uma dupla que passa a capitalizar as sessões clandestinas de terapia sexual.

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Eis um exemplo de série que eu gostaria MUITO de ter assistido na adolescência. Ela utiliza o plot dos conselhos sexuais para mergulhar em todas as dúvidas, mitos e tabus que envolvem o assunto e que muitos jovens não têm coragem de admitir. A importância de saber do que você gosta, o prazer feminino, o sexo lésbico, a bissexualidade e a gravidez na adolescência são alguns dos tópicos abordados – nenhum deles de modo estereotipado.

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Além do sexo, a produção também traz debates sobre saúde mental. Os traumas de Otis (que aconteceram na infância mas ainda impactam sua adolescência), as crises de pânico de Jackson (um atleta promissor sufocado pela cobrança materna) e até mesmo o bullying causado e sofrido por Adam (um personagem que ganha complexidade ao longo dos episódios) são alguns exemplos do aprofundamento dos personagens e das consequências de não dar a devida atenção àquilo que machuca. A adolescência é um período conturbado por si só, uma fase na qual buscamos entender quem somos e consolidar nossa identidade. Quando existem feridas expostas sobre as quais não falamos e não tratamos, esse processo (cheio de hormônios e dúvidas) ganha novos níveis de dificuldade.

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Sex Education também nos faz refletir sobre situações que fazem parte do nosso cotidiano, mas não deveriam fazer. Um plot emblemático é o de Aimee, melhor amiga de Maeve: após sofrer assédio sexual no ônibus, a jovem não percebe que está sofrendo profundamente com o trauma. Assim como a maioria de nós, mulheres, é ensinada desde cedo, Aimee se culpa pelo que aconteceu ao mesmo tempo em que relativiza a situação, achando que o agressor era só mais um “maluco” que não fez nada de tão sério assim. Quantas de nós já não fomos assediadas e tivemos como primeiro instinto sentir vergonha ou buscar justificativas (na roupa, no horário, no local)? Sex Education faz um excelente trabalho ao evidenciar que isso não é normal e não deve ser ignorado. Entretanto, a situação não é mostrada de modo ingênuo, e vemos na tela as dificuldades da vida real: a burocracia pra denunciar esse tipo de agressão, as dúvidas veladas das autoridades (também mostradas em Inacreditável) e o receio da vítima em se expor à toa.

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Agora vamos aos maravilhosos personagens? A série tem uma representatividade enorme não apenas no que diz respeito à orientação sexual, mas por contar também com pessoas de todas as cores e formas. Eric, o melhor amigo de Otis (também conhecido como MELHOR personagem da série) merece destaque: negro e gay, o jovem sente na pele a opressão causada pelo preconceito e pela ignorância. Em uma cena dolorosa de assistir, Eric vivencia o quanto as pessoas podem ser cruéis com o que é diferente do padrão hegemônico. Porém, é lindo presenciar quando o personagem cura suas feridas e passa a sentir orgulho de si mesmo de novo. E eu não poderia deixar de falar de Maeve, a cabeça por trás da clínica sexual: abertamente feminista, a jovem é independente e batalhadora. Vivendo sozinha devido ao problema com drogas de sua família, a garota passa por inúmeras situações difíceis. Quando uma professora vê seu potencial sendo desperdiçado e a incentiva a ir mais longe, é um verdadeiro alento, especialmente quando pensamos em quantos professores exercem esse importante papel fora da tela.

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Por fim, vamos a um comentário rápido sobre a fotografia e a ambientação. Sex Education é uma série um tanto anacrônica, e você nunca sabe qual é a época real em que a trama se passa: existem smartphones, mas o visual dos lugares e das pessoas é super oitentista. Os cenários são lindos, com florestas e campos que encantam a cada episódio.

Sex Education é mais um exemplo de série que sabe fazer humor sem ofender, que equilibra cenas engraçadas com assuntos relevantes e intensos e que brilha por trazer representatividade e diversidade. E não importa o quanto você seja experiente, tenho certeza que Sex Education vai te ensinar lições valiosas – sobre amor próprio, sobre respeitar o próximo, sobre machismo, sobre tabus… e sobre sexo. Recomendo demais!

Título original: Sex Education
Ano de lançamento: 2019
Direção: Laurie Nunn
Elenco: Asa Butterfield, Emma Mackey, Ncuti Gatwa, Gillian Anderson, Connor Swindells, Aimee Lou Woods, Kedar Williams-Stirling

Dica de Série: Não Fale Com Estranhos

Oi galera, tudo bem?

A parceria entre Harlan Coben e Netflix promete vários frutos, e um deles é a minissérie Não Fale Com Estranhos (baseada no livro homônimo). Será que ela é melhor que Safe, a primeira produção em conjunto entre esses dois nomes? 😉

não fale com estranhos

Sinopse: Quando segredos obscuros vêm à tona, o pai de família Adam Price (Richard Armitage) parte em uma busca desesperada e implacável pela verdade sobre todas as pessoas que têm algum nível de proximidade com sua vida.

O que você faria se uma pessoa completamente desconhecida te contasse um segredo horrível sobre alguém que você ama? E se, logo depois disso, essa pessoa exposta sumisse sem maiores explicações? É isso que Adam Price enfrenta quando uma mulher misteriosa revela um segredo sobre Corinne, sua esposa. Quando ele a confronta, Corinne promete que em breve vai esclarecer tudo – mas na verdade ela desaparece sem avisar pra onde foi. Em paralelo, outros mistérios vêm à tona: um jovem é encontrado nu e inconsciente na floresta, uma alpaca é decapitada e a dona de uma cafeteria é assassinada. Situações aparentemente desconexas são o start para instigar no espectador a curiosidade necessária para maratonar a série de apenas 8 episódios.

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Mais uma vez temos uma trama com uma premissa bem interessante, e a série não demora a nos fazer querer saber mais sobre a estranha e suas motivações. Porém, com o decorrer dos episódios, as tramas paralelas ganham mais destaque e envolvem mais do que o plot inicial, o segredo de Corinne. O assassinato na cafeteria, por exemplo, é bastante envolvente – especialmente pela conexão pessoal que a detetive responsável pelas investigações tem com a vítima. 

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Contudo, assim como acontece em Safe, novamente temos uma trama cheia de inverossimilhanças – e eu já identifiquei esse padrão como algo que afasta qualquer vontade que eu tinha de conferir os livros de Harlan Coben. Entretanto, apesar de algumas reviravoltas bem improváveis, Não Fale Com Estranhos se sai melhor do que sua “irmã mais velha” nesse sentido, tendo menos momentos nonsense.

Gostei bastante do elenco, especialmente da química entre a dupla de detetives formada pela veterana Johanna e pelo jovem irreverente Wesley. Richard Armitage entrega uma boa performance como Adam, mas o roteiro não ajuda, já que as tramas paralelas instigam mais do que sua busca pela esposa desaparecida.

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Não Fale Com Estranhos não é uma série memorável, mas é um entretenimento fácil de consumir. Os episódios não são demasiado longos e contam com cliffhangers que fazem você querer dar play no próximo episódio. A abertura também é ótima, outro ponto em comum com Safe. Se você quer conferir uma história policial curtinha (especialmente agora, em tempos de isolamento social, em que vamos usufruir bastante da Netflix), mas sem grandes expectativas, vale espiar.

Título original: The Stranger
Ano de lançamento: 2020
Direção: Harlan Coben, Danny Brocklehurst
Elenco: Richard Armitage, Siobhan Finneran, Hannah John-Kamen, Dervla Kirwan, Shaun Dooley

Dica de Série: Cara x Cara

Oi pessoal, tudo bem?

Em outubro do ano passado estreou Cara x Cara na Netflix. O trailer instigante e o fato de ser protagonizada por Paul Rudd foram o suficiente para me fazer conferir a série. Bora falar a respeito? 😀

cara x cara

Sinopse: Empenhado em se tornar uma pessoa melhor, um homem decide começar um tratamento especial e descobre que foi substituído por uma nova e aperfeiçoada versão – revelando que seu pior inimigo é ele mesmo.

Cara x Cara nos apresenta a Miles, um homem cuja vida estagnou: ele não consegue criar uma peça publicitária realmente criativa há muito tempo, seu casamento está à beira da ruína e nenhum dos seus projetos sai do papel. Quando ele ouve falar de um SPA que promete trazer à tona sua melhor versão, ele não hesita em fazer o tratamento (extremamente suspeito, em uma clínica com ares de clandestinidade). O resultado, porém, é surpreendente: Miles é clonado, e é seu clone o indivíduo que tem as tais características aperfeiçoadas, ainda que não saiba que é um doppelgänger. Quando uma das etapas do processo dá errado, o Miles original e o novo Miles ficam frente a frente e precisam decidir juntos como conduzir a situação.

O talento e o carisma de Paul Rudd são inegáveis. O ator consegue transmitir por meio das expressões faciais e da linguagem corporal qual Miles estamos vendo em cena: ora o infeliz Miles original, ora o novo Miles melhorado. Os conflitos na série acontecem em parte porque eles precisam trabalhar juntos pra que ninguém descubra que existem duas versões do mesmo homem, e isso os obriga a olhar para suas imperfeições. O novo Miles traz fôlego à carreira do original e o auxilia na ascensão profissional, mas ele não consegue deixar de se sentir uma fraude, já que todas as suas memórias não são realmente dele. O Miles original, em contrapartida, se sente ameaçado pela suposta perfeição de seu clone, que aparentemente faz tudo muito melhor do que ele seria capaz – inclusive se relacionar com a esposa, Kate.

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Conforme os episódios vão passando e vamos conhecendo mais o personagem de Miles, a série sutilmente nos mostra que ele parece viver um quadro depressivo bastante significativo. O que inicialmente é visto como estagnação vai se revelando como uma apatia pela vida, uma incapacidade de sentir prazer nas coisas e consequentemente uma falta de movimento. Esse aspecto é bem interessante porque torna Miles mais complexo, menos unidimensional: ele não é só um cara que “encheu” o saco das coisas e não tem coragem de mudar. 

cara x cara (2)

Os dramas do novo Miles também são interessantes. Como se sentir verdadeiramente você quando tudo que você viveu e lembra são experiências de outra pessoa? Como construir sua verdadeira identidade quando você é uma cópia de alguém que já existe? Enquanto tenta conquistar o afeto de Kate, o doppelgänger percebe que não basta ser cheio de qualidades: o amor também é baseado nas coisas difíceis que um casal supera, nos momentos em que uma pessoa está ali para apoiar a outra – e não foi ele quem fez parte daqueles momentos. Toda essa dúvida sobre a própria existência é bem bacana e ajuda a humanizar o personagem.

Contudo, apesar das discussões instigantes e do ritmo dos episódios ser bem fácil de acompanhar, Cara x Cara se perde um pouco na reta final. O triângulo amoroso que se forma não cativa e o final da temporada é bastante brusco, dando margem a uma continuação que possivelmente nem aconteça. Sinto que a série perdeu um pouco da minha atenção quando começou a tirar o foco da dualidade entre os dois Miles e ir por um caminho mais “quem vai ficar com Kate?”.

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Um dos maiores trunfos de Cara x Cara é conseguir equilibrar humor e questões existenciais em episódios de 25 minutos que não cansam o espectador. É muito fácil se relacionar com os conflitos vividos por ambos os Miles. Quem nunca se questionou sobre si mesmo? Buscar a nossa melhor versão nem sempre é fácil, e os traumas pelo caminho podem tornar o processo ainda mais exaustivo. Contudo, vale lembrar que às vezes essa tal “melhor versão” pode ser uma projeção irreal, baseada nas expectativas que os outros (e nós mesmos) criamos. A ironia disso reside no fato de que tanto o Miles original quanto o novo Miles não se sentem completos e suficientes, invejando o outro.

Resumindo, Cara x Cara não foi a série mais inesquecível que assisti no último ano, mas foi uma experiência que me surpreendeu positivamente. Gostei da performance de Paul Rudd e dos debates propostos pela série. O ritmo fluido, os ótimos momentos de humor, as discussões sobre identidade e a curta duração dos episódios formam um combo propício a uma maratona. Vale espiar! 😉

Título original: Living With Yourself
Ano de lançamento: 2019
Direção: Timothy Greenberg
Elenco: Paul Rudd, Aisling Bea, Desmin Borges, Karen Pittman

Dica de Série: Modern Love

Oi gente, tudo bem?

Apesar de ter assinado a Amazon Prime logo que a plataforma saiu (afinal, o valor mensal de R$ 9,90 é bem atrativo), ainda assisti a poucas de suas produções. Depois da ótima The Boys, resolvi explorar mais o Prime Video e acabei conferindo outra série original da qual gostei muito: Modern Love.

modern love

Sinopse: Um compilado de histórias reais que exploram não só o amor em suas múltiplas formas – romântica, sexual, familiar, platônica -, mas também outros sentimentos comuns à experiência humana, como perda e redenção.

Essa minissérie antológica dramatiza histórias reais publicadas em uma coluna semanal do The New York Times. Com temáticas e personagens distintos a cada episódio, Modern Love tem aquele gostinho de comédia romântica intercalado com boas cenas de drama. Entretanto, é importante dizer que nem todos os episódios brilham, e em alguns deles falta carisma à trama e aos personagens. Vou contar pra vocês quais foram os maiores destaques. 😀

O primeiro episódio (When the Doorman Is Your Main Man) é provavelmente o meu favorito. Protagonizado por Cristin Miliotti (a eterna Mother, de How I Met Your Mother) e Laurentiu Possa, a trama narra a busca da jovem por um par romântico. Seu porteiro, porém, é a pessoa que sempre a alerta sobre as ciladas, como se sentisse o cheiro de encrenca de longe. Quando a moça fica grávida por acidente, é na amizade com o porteiro que ela encontra suporte. Retratando um amor genuíno e fraternal, esse primeiro episódio me causou melancolia e felicidade na mesma medida.

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O segundo episódio (When Cupid Is a Prying Journalist) também é excelente. Ao entrevistar um jovem desenvolvedor a respeito do sucesso de seu app de relacionamentos, uma jornalista descobre que o rapaz não tem muita sorte nessa área. Após ser traído pela ex-namorada, ele nunca mais conseguiu se reconectar com ninguém. Em paralelo, a própria jornalista precisa encarar pendências do passado e amores não superados. Esse episódio é muito bacana porque retrata personagens absurdamente humanos, com defeitos que não são exaltados, mas que os tornam mais reais. No fim, parece que as peças se encaixam onde de fato deveriam estar.

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O terceiro episódio (Take Me as I Am, Whoever I Am) é incrível, protagonizado pela excelente Anne Hathaway. Vivendo em segredo com o Transtorno Bipolar, a trama nos causa uma angústia muito grande. A personagem oscila entre euforia e depressão e nos sentimos impotentes enquanto a vemos tentando lidar com o dia a dia e com os relacionamentos (tanto amorosos quanto amizades) em meio a um turbilhão de emoções. Aqui temos mais um exemplo de que, muitas vezes, o amor de que tanto precisamos não tem nada a ver com romance.

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Os episódios 4, 5 e 6 não funcionaram pra mim (especialmente o 6º, que é deveras problemático). No episódio 7 temos uma melhora no ritmo com o episódio “Hers Was a World of One, que narra a história de um casal gay que deseja adotar uma criança e da jovem grávida que está esperando o futuro bebê que o casal vai adotar. Eu gostei muito da dinâmica da Olivia Cooke e do Andrew Scott (que também fez Moriarty, em Sherlock), trazendo uma dose de bom humor bem-vinda. Por fim, temos o episódio 8 (The Race Grows Sweeter Near Its Final Lap), que traz o amor maduro como principal pilar. A história é agridoce: ela nos lembra que nunca é tarde para amar, mas também expõe a dor da perda. Sem dúvidas é muito emocionante.

Modern Love é uma daquelas séries curtinhas, com episódios de 30 minutos, que fazem o tempo passar voando. Apesar 3 dos 8 episódios não serem arrebatadores, os outros 5 valem cada segundo. Se você busca histórias de amor pé no chão, que poderiam ser vividas por qualquer um ao seu redor, você vai gostar de Modern Love (e seu coração provavelmente vai ficar quentinho). 🙂

Título original: Modern Love
Ano de lançamento: 2019
Direção: John Carney
Elenco: Cristin Milioti, Laurentiu Possa, Catherine Keener, Dev Patel, Anne Hathaway, Gary Carr, Tina Fey, John Slattery

Assisti, mas não resenhei #3

Oi, meu povo! Tudo certo?

E lá vamos nós para mais um post da coluna Assisti, mas não resenhei. E dessa vez eu trouxe filmes na lista também. Bora? 😉

Shooter

shooter

Eu não sou muito fã de histórias de guerra e ação, mas como meu namorado curte, resolvi assisti Shooter com ele. Na trama, Bobby Lee Swagger é um ex-fuzileiro que é incriminado em um atentado contra o Presidente. Ao longo dos episódios, vivendo como um fugitivo, Bobby Lee procura formas de encontrar o culpado e provar sua inocência. Apesar dos clichês americanos (soldado patriota badass que mete bala em todo mundo), a série tem um ritmo interessante e acaba prendendo nossa atenção. Contudo, larguei na terceira temporada e não sei se pretendo terminar, já que a série foi cancelada.

Big Mouth

big mouth

Esse desenho com temática adulta da Netflix é ótimo! A trama gira em torno de um grupo de crianças entrando na puberdade, então temas como sexo, mudanças físicas e descobertas a respeito do próprio corpo são constantes. A melhor parte do humor fica por conta dos Monstros Hormonais – responsáveis pela ebulição típica da idade (e por diálogos cheios de piadas sujas e hilárias).

That 70’s Show

that 70s show

Eis uma comédia que eu maratonei por um bom tempo, até pegar alguns spoilers sobre o final e me emputecer rs. Se tem uma coisa que me tira do sério é quando uma produção desenvolve personagens pra depois retroceder sua evolução (alô alô, 8ª temporada de Game of Thrones). Mas, resumidamente, a trama acompanha um grupo de adolescentes nos anos 70 aprendendo sobre a vida adulta e o amor – com bastante marijuana envolvida, lógico.

Extraordinário

extraordinario

O filme que adapta o livro homônimo é uma doçura. ❤ Trazendo o espírito da obra original pras telas, Extraordinário é um longa comovente e cheio de lições sobre empatia e amizade. Como ponto fraco eu citaria apenas o pouco tempo de tela dos personagens secundários (que narram alguns capítulos do livro).

Bohemian Rhapsody

bohemian rhapsody

Podem me julgar, mas não achei esse filme nada demais. Assisti na viagem, a caminho de San Andrés, e não consegui me emocionar com a dramatização da história do Queen, especialmente depois de pesquisar as diferenças entre o filme e a vida real (e perceber o quanto a imagem de Freddie Mercury foi apresentada de maneira unilateral). Além disso, achei a interpretação do Remi Malek caricata – apesar da excelente postura corporal, as expressões faciais (e os dentes) ficaram demasiado forçadas. Mas as cenas musicais são boas. ¯\_(ツ)_/¯

E vocês, já assistiram a algum dos títulos citados?
Me contem nos comentários! 😀