Criminal: UK e sua problemática segunda temporada

Oi pessoal, tudo bem?

Esse é um Dica de Série e ao mesmo tempo não é. Recentemente assisti à versão britânica de Criminal (que tem versões na Espanha, na França e na Alemanha também) e curti muito a proposta: cada episódio é focado em um acusado que um grupo de detetives precisa interrogar. E Criminal: UK já inicia com um nome de peso, David Tennant, na posição do acusado – cuja interpretação foi, como sempre, brilhante. Durante a primeira temporada, fiquei muito empolgada com cada trama. Eram acusações diversificadas, com backgrounds distintos e ainda assim muito atuais: enquanto no episódio de David a investigação era o abuso e o assassinato de uma adolescente, no segundo episódio falou-se de violência doméstica e, no terceiro, imigração ilegal. Até que chegamos à segunda temporada e… Bom, pra conseguir problematizá-la, terei que dar spoilers, ok?

O hype em cima da última season vem acompanhado de um nome ilustre no elenco: Kit Harington, pouco depois de ter finalizado Game of Thrones. Em seu episódio, Kit interpreta um empresário sendo acusado de estupro por uma de suas funcionárias. Acontece que, para a surpresa do espectador, descobre-se que ela fez uma falsa acusação para conseguir dinheiro. Sim. Isso mesmo. A série faz um episódio inteiro focado em um homem de poder sendo falsamente acusado de estupro.

E antes que vocês me acusem e digam que isso acontece na vida real: eu sei. Existem sim difamações, calúnias e falsas acusações. Mas a proporção, gente, é absurdamente discrepante. E quando uma série de amplo alcance (por estar na Netflix) escolhe justamente esse olhar enviesado pra abordar algo que costuma ser exceção, temos um problema. Argumentos como “a denúncia acabou com a vida do cara” e “mas como ela vai provar que não foi consensual?” são um desencorajamento a mulheres que têm medo de denunciar seus agressores. Porque, em geral, a mulher não sofre apenas na mão do abusador; ela sofre de novo na mão do Estado e da mídia ao ter sua história questionada e inúmeras vezes repassada. Lembram de Inacreditável? A minissérie, que dramatiza fatos reais, é um tapa na cara que mostra o quanto estamos despreparados enquanto sociedade pra lidar com a dor das vítimas de abuso sexual – e o impacto negativo que não dar o devido crédito ao relato causa.

E, quanto ao argumento de que uma denúncia dessas “acaba com a vida de um homem”, bom… O goleiro Bruno conseguiu emprego mesmo após esquartejar a mãe de seu filho e dar os pedaços pros cães comerem, né? Até publi ele já fez. 🙂 E o Robinho? Só teve seu contrato com o Santos pausado após muita pressão popular.

Mas tá, até o momento tinha sido apenas um episódio de Criminal: UK a me causar desconforto. Seguimos, certo? Cheguei então no episódio seguinte, em que uma mulher é acusada de difamação ao usar seu site para acusar homens de pedofilia. O episódio é bastante chato, o plot twist no final é sem pé nem cabeça mas o foco aqui é: a dona do site acusou um homem de maneira errônea e causou graves consequências à sua vida.

É óbvio que acusar as pessoas sem provas é errado. No caso do episódio, a mulher era uma desocupada que fazia as vezes de justiceira na internet. E, de fato, ela trouxe problemas enormes para a vida de um homem inocente, o que é bastante condenável. Entretanto, a causa maior de desconforto aqui foi, novamente, em episódios consecutivos, ver uma mulher na posição de falsa acusadora. A segunda temporada da série, roteirizada por homens, parece gostar de colocar suas personagens femininas em um papel de “destruidoras de vidas”, o que corrobora em muito para a visão deturpada que muitos ainda têm e que se reflete diretamente em casos de estupro e abuso, como debati mais acima.

Eu não sou contra colocar mulheres em papel de vilania, pelo contrário. Acho importante romper o estereótipo angelical, afinal, mulheres também são capazes de atrocidades por pura maldade. Mas eu sou MUITO contra o uso de estereótipos deturpados e machistas que causam impactos reais na vida de muitas de nós. Usar o espaço midiático e o amplo alcance pra reforçar esse tipo de visão é problemático e, diria também, misógino: qualquer mulher vítima de abuso que não teve coragem de denunciar, por exemplo, pode assistir a essas tramas e se sentir ainda pior, sabendo que o Estado e a sociedade não iriam acreditar nela.

Então, por mais que Criminal: UK tenha atuações incríveis e uma ótima primeira temporada, não é o tipo de série que eu vá panfletar. Prefiro indicar e fortalecer tramas como a já citada Inacreditável, que faz um trabalho impecável em mostrar o ponto de vista da vítima e a diferença abismal entre a abordagem masculina e a feminina no que diz respeito à sensibilidade quanto a vítimas de estupro. Se tiverem que escolher uma dessas séries para a sua próxima maratona, sugiro que escolham a segunda.

Título original: Criminal: UK
Ano de lançamento: 2019
Criadores: Jim Field Smith
Elenco: Katherine Kelly, Lee Ingleby, Rochenda Sandall, Mark Stanley, Shubham Saraf, David Tennant, Kit Harington, Hayley Atwell, Sharon Horgan, Kunal Nayyar

Resenha: Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis – Jarid Arraes

Oi pessoal, tudo bem?

Amanhã, às 19h, vai rolar uma live no perfil da Editora Seguinte pra divulgar o lançamento do livro Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis, e eu aproveitei a oportunidade pra indicar essa leitura indispensável pra vocês. Bora conhecer?

heroinas negrasGaranta o seu!

Sinopse: Talvez você já tenha ouvido falar de Dandara e Carolina Maria de Jesus. Mas e Eva Maria do Bonsucesso? Luisa Mahin? Na Agontimé? Tia Ciata? Essas (e tantas outras) mulheres negras foram verdadeiras heroínas brasileiras, mas pouco se fala delas, seja na escola ou nos meios de comunicação. Diante desse apagamento, há anos a escritora Jarid Arraes tem se dedicado a recuperar ― e recontar ― suas histórias. O resultado é uma coleção de cordéis que resgata a memória dessas personagens, que lutaram pela sua liberdade e seus direitos, reivindicaram seu espaço na política e nas artes, levantaram sua voz contra a injustiça e a opressão. A multiplicidade de histórias revela as mais diversas estratégias de sobrevivência e resistência, seja na linha de frente ― como Tereza de Benguela, que liderou o quilombo de Quariterê ― ou pelas brechas ― como a quituteira Luisa Mahin, que transmitia bilhetes secretos durante a Revolta dos Malês. Este livro reúne quinze dessas histórias impressionantes, ilustradas por Gabriela Pires. Agora, cabe a você conhecê-las, espalhá-las, celebrá-las. Para que as próximas gerações possam crescer com seu próprio panteão de heroínas negras brasileiras.

Após a leitura de Extraordinárias, fiquei com bastante vontade de conhecer mais histórias inspiradoras de mulheres brasileiras que fizeram a diferença na conquista de direitos que temos hoje. Mas, mais do que isso, fui sentindo cada vez mais necessidade de conhecer o papel das mulheres negras nessa construção, já que muitas delas têm suas histórias invisibilizadas.

E, no formato de cordel, a escritora Jarid Arraes traz à luz o nome de inúmeras mulheres que foram primordiais na história do nosso país. De princesas africanas que lideraram seu povo contra a escravidão até a primeira mulher negra eleita no Brasil, Jarid Arraes conta histórias que precisamos conhecer de uma forma poética, envolvente e lúdica. Ao fim de cada capítulo há também um pequeno resumo sobre a protagonista do cordel que amplia as informações trazidas até então em um formato mais tradicional, completando a experiência.

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Jarid Arraes faz questão de romper com um estereótipo deturpado de que as pessoas negras foram escravas passivas e sem orgulho de sua ancestralidade. Muito pelo contrário: a cordelista exalta as origens do povo negro e evidencia quanta luta, quanta resistência, quanto enfrentamento o povo precisou enfrentar até que esse aspecto hediondo da nossa sociedade fosse abolido. Até hoje a desigualdade se faz presente e ainda hoje as pessoas parecem esperar que os negros falem apenas sobre esse viés, mas Jarid Arraes rompe com essa expectativa ao nos apresentar personalidades fortes, líderes, determinadas e, em meio a muito sofrimento, lutadoras. 

Isso me faz pensar na necessidade de Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis estar presente desde cedo entre as crianças negras, estar presente nas escolas, com fácil acesso a jovens que estão em processo de construção da sua identidade. O livro exala orgulho da ancestralidade e das raízes, dos traços que se originaram de príncipes e princesas, e coloca em destaque as mulheres que fizeram parte da construção da identidade brasileira. Falamos muito em representatividade – e precisamos continuar falando cada vez mais –, e esse livro é uma adição valiosa nesse sentido, porque cada palavra traz afeto e orgulho ao contar cada história nele presente.

Como mulher branca, eu posso apenas imaginar o impacto que um livro como Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis pode provocar em uma jovem negra. Por isso, usando esse espaço de privilégio, gostaria de convidar você a conferi-lo. Precisamos reconhecer o árduo caminho que ainda temos pela frente para combater as desigualdades que seguem presentes, e parte disso é entregar o microfone (ou as páginas) para pessoas negras que tem muito o que dizer. E Jarid Arraes tem muito a dizer.

Título original: Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis
Autor: Jarid Arraes
Editora: Seguinte
Número de páginas: 176
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: Curta Essa com Zac Efron

Oi pessoal, tudo bem?

Desde a leitura de Contágio eu comecei a refletir com mais frequência sobre o nosso papel enquanto seres humanos na preservação do planeta – e consequentemente nas doenças causadas por sua destruição. Isso me fez querer assistir ao documentário Curta Essa com Zac Efron, no qual o ator viaja pelo mundo para conhecer modos de vida mais sustentáveis. Vamos conhecer? 😀

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Sinopse: O ator Zac Efron roda o mundo com o guru dos superalimentos Darin Olien em busca de formas de viver com saúde e sustentabilidade.

Na companhia de seu amigo Darin Olien, conhecido por ser uma espécie de guru dos superalimentos, Zac Efron viaja para diversos locais, alguns mais remotos do que outros, e aprende sobre assuntos variados relacionados à sustentabilidade, ao poder dos nutrientes na nossa saúde, ao “segredo” da longevidade, a tecnologias modernas que permitem a criação de energia sem combustíveis fósseis, entre outros temas. Cada episódio se passa em alguma cidade e foca em alguns desses assuntos, sendo 8 no total.

Um dos aspectos que mais curti em Curta Essa com Zac Efron é a ignorância do protagonista – e eu falo isso no melhor dos sentidos! Calma que eu vou explicar. Zac Efron não assume uma postura arrogante frente ao novo e se permite deslumbrar pelas novas experiências que vive. Ele genuinamente demonstra não entender nada do assunto, mas querer aprender a respeito. É como se ele representasse os olhos do espectador, fazendo as perguntas que qualquer um de nós gostaria de fazer se estivesse em seu lugar. Enquanto Darin tem mais conhecimento e vivência nos assuntos abordados, auxiliando Zac ao longo da jornada mas também aprendendo junto com ele, o próprio Zac fica surpreso, maravilhado, curioso, inseguro e pensativo a respeito de tudo que vivencia.

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De maneira geral, a série é bastante feliz em escolher as pessoas com as quais a dupla vai conversar. Existem episódios que fazem a gente colocar tudo em perspectiva, como por exemplo o que se passa em Porto Rico, que até hoje enfrenta as consequências do furacão Maria – responsável pela destruição de grande parte da ilha. É palpável o desconforto de Zac ao pensar na desigualdade que existe entre pessoas como ele e pessoas como as que moram em Porto Rico, e ele demonstra muita humildade ao conversar com os moradores (ficando visivelmente desconfortável de ser homenageado em pé de igualdade com outros famosos que atuaram na ilha na época do desastre, por exemplo).

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A série comete alguns deslizes? Sim, comete. O episódio que se passa na Costa Rica é bem descolado da realidade alienado, até. Quando Zac e Darin vão de barco até uma comunidade que vive numa ilha pertencente à Costa Rica (sendo levados por dois rapazes que parecem ser adolescentes e nativos do local), somos apresentados a uma comunidade cheia de gente branca não nativa que inevitavelmente nos faz pensar em hippies privilegiados. A abordagem natureba e afastada da tecnologia e das coisas “mundanas” parece mais um ano sabático de americanos que resolveram fugir do seu cotidiano, ao passo que, na minha opinião, seria muito mais interessante conhecer a perspectiva real dos moradores da ilha. Mas enfim, acho que foi o único episódio que me causou esse desconforto.

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Assistir Curta Essa com Zac Efron foi bastante emocionante em muitos momentos e, mais uma vez, me peguei pensando sobre meus hábitos e sobre a vontade de mudá-los. Desde que assisti a série eu passei a seguir perfis vegetarianos e busquei reduzir meu consumo de carne; ainda que esteja longe do ideal e que eu não tenha planos concretos de fazer uma virada de chave alimentar no momento, a série foi capaz de provocar em mim pequenas mudanças de hábito e muuuitas reflexões. Perceber o quão afastados estamos do cuidado com o nosso planeta é um chacoalhão que coloca muita coisa sob uma nova lente, e acho difícil sair ileso ao final da temporada – especialmente com a virada surpreendente (e trágica) que acontece no último episódio.

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Curta Essa com Zac Efron é uma série leve, mas emocionante; divertida, mas capaz de provocar reflexão; aparentemente despretensiosa, mas envolvente. Eu, que não cresci sendo fã do Zac Efron e de High School Musical, fiquei positivamente impressionada com a postura e com a consciência do ator. Espero que retornem para uma segunda temporada mas, caso isso não aconteça, já fico satisfeita com as mudanças que ele e Darin estimularam em mim. Recomendo e torço pra que essa ótima série documental mexa com você também. 😀

Título original: Down to Earth with Zac Efron
Ano de lançamento: 2020
Produtores executivos: Zac Efron, Darin Olien
Elenco: Zac Efron, Darin Olien

Dica de Série: Eu Nunca…

Oi pessoal, tudo bem?

Nas minhas últimas férias aproveitei para conferir alguns títulos que amigos vinham me indicando na Netflix, e um deles é Eu Nunca… (sim, com reticências rs).

Sinopse: Ela teve um ano complicado. Agora, tudo que essa jovem quer é melhorar seu status social. Será que os amigos, a família e seus sentimentos vão ajudar?

A série acompanha a rotina de Devi, uma adolescente de ascendência indiana que passou por maus bocados no último ano: ela perdeu o pai, seu melhor amigo, subitamente e, devido ao trauma, ficou com as pernas paralisadas por meses. Agora que ela voltou a andar, seu maior objetivo é perder a virgindade e se tornar popular na sua escola, de modo a afastar o estigma de “garota estranha e paralisada”.

eu nunca

Eu Nunca… é uma série bastante engraçada, com episódios de aproximadamente 30 minutos cada. Devi tem duas melhores amigas, a inteligente Fabiola e a criativa Eleanor, que fazem de tudo por ela. O problema é que Devi está obcecada pelo seu crush, Paxton, e ao longo da trama eles vão se aproximando de forma inesperada. Um outro elemento importante nessa equação é o rival de Devi, Ben: os dois competem pelas melhores notas desde crianças, mas aos poucos eles percebem que têm mais em comum do que imaginam.

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Uma das principais características de Eu Nunca… é o fato de que Devi é uma personagem imperfeita. Ela age por impulso, magoa as pessoas e pisa na bola muitas vezes com suas amigas. Mas antes de julgá-la, vamos relembrar como é ter 15 anos? Não sei vocês, mas eu cometia vários erros de julgamento na época e também trocava os pés pelas mãos em muitas situações. Isso não quer dizer que Devi não seja irritante, porque ela é (e eu acho que a atuação linear de Maitreyi Ramakrishnan não ajuda em nada nesse quesito). Sua obsessão por Paxton a torna negligente com sua família e amigos e se revela como uma das válvulas de escape da garota para não lidar com o luto pela perda do pai. O interessante, porém, é vê-la amadurecer: conforme Devi é obrigada a lidar com as consequências dos seus atos, ela passa a crescer como pessoa e, no fim das contas, a adolescência é também sobre isso.

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Outro acerto de Eu Nunca… reside na representatividade. O trio de melhores amigas (Devi, Fabiola e Eleanor) é composto por uma menina indiana, uma negra e uma asiática. Há também uma naturalidade muito grande para lidar com o processo de descoberta de determinada personagem LGBTQI+. Os aspectos culturais da família de Devi também são abordados ao longo da temporada, sendo protagonizados pela própria Devi, sua mãe e sua prima (que mora com elas). O bacana é que a série fala sobre a cultura indiana sem recorrer a estereótipos e, principalmente, sem ser ofensiva – ainda que levante um debate tímido sobre determinadas práticas.

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Eu Nunca… é uma série muito gostosinha e divertida, daquelas que você dá o play e nem vê o tempo passar. Pra quem busca uma comédia adolescente bacana e respeitosa com diferentes culturas e pessoas, é uma ótima pedida! E o melhor: com poucos episódios curtinhos e uma segunda temporada já confirmada. 😉

Título original: Never Have I Ever
Ano de lançamento: 2020
Criador: Mindy Kaling, Lang Fisher
Elenco: Maitreyi Ramakrishnan, Darren Barnet, Jaren Lewison, Lee Rodriguez, Ramona Young, Poorna Jagannathan, Richa Moorjani, Sendhil Ramamurthy

Assisti, mas não resenhei #6

Oi pessoal, tudo certo?

Ando numa vibe bem cinematográfica nos últimos tempos, então resolvi explorar um pouco mais as opções disponíveis no Prime Video (todos os filmes da lista, com exceção do primeiro, estão disponíveis na plataforma). Com isso, bora pra mais um Assisti, mas não resenhei recheado de dicas? 😉

Contágio

contagio

Não, essa não é uma adaptação do livro que resenhei aqui no blog, sendo este Contágio um filme de ficção – mas que flerta muito com a realidade. Na trama, um novo vírus letal se espalha rapidamente pelo mundo, e vemos os esforços das autoridades globais e dos cientistas de tentarem entender e combater a pandemia. Pasmem, mas eu assisti a esse filme no primeiro fim de semana do isolamento (masoquista talvez? rs). Acho que na época eu tinha esperanças de que não ficaríamos trancafiados por tanto tempo, mas né… Sabemos que a coisa não se desenrolou dessa forma. 😂 Seja como for, eu adorei o longa! Ele tem um ritmo alucinante e é mega envolvente, ainda mais pra quem curte uma pegada mais “teoria da conspiração” feelings.

A Chegada

a chegada

Eu já tinha vontade de conferir A Chegada desde a época do lançamento, que provocou inúmeras críticas positivas e rendeu a Amy Adams uma indicação ao Oscar. A trama de ficção científica aborda a chegada de alienígenas na Terra, e a personagem de Adams é uma linguista renomada convocada para tentar compreender a mensagem dos visitantes. Com um plot digno de fazer qualquer fã de Dark dar uma bugada, esse filme é um prato cheio tanto pra abordar ficção científica quanto para nos fazer refletir sobre o papel da comunicação na compreensão do outro e sobre a humanidade das nossas escolhas (por mais difíceis que sejam). Recomendadíssimo!

Os Suspeitos

os suspeitos

Outro título que estava na minha lista há muito tempo, Os Suspeitos é um excelente thriller protagonizado por Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal. O personagem de Jackman tem sua filha sequestrada e, não confiando na atuação da polícia e do detetive responsável pelo caso (interpretado por Gyllenhaal), ele decide agir por si mesmo e punir o suspeito com as próprias mãos. O final é surpreendente!

Ela

ela

Mega renomado, especialmente no cenário cult, Ela trata essencialmente da solidão humana. Ao interagir com uma inteligência artificial avançadíssima, o protagonista acaba desenvolvendo um relacionamento com ela. Ao longo da narrativa, vemos flashbacks do casamento fracassado do personagem e percebemos a desconexão que ele sente com as pessoas à sua volta desde o divórcio. Confesso que achei o filme só “legal” e não fiquei impactadíssima por ele como grande parte das pessoas que conheço ficou. 🤷‍♀

As Duas Faces de um Crime

as duas faces de um crime

Vocês sabem que eu adoro uma trama envolvendo investigação, né? Esse longa, que lançou Edward Norton ao estrelato, narra a história de um advogado de defesa bem-sucedido e arrogante (interpretado por Richard Gere) que decide ajudar um jovem coroinha acusado de matar o bispo da sua congregação. Ao longo da trama vemos toda a reconstrução do que aconteceu, inclusive o aspecto oculto e podre da vida do bispo. O final tem um plot twist incrível, daqueles que te deixam de boca aberta. Vale a pena!

E você, já assistiu a algum desses filmes?
Me conta nos comentários! 😉

Assisti, mas não resenhei #5

Oi pessoal, tudo bem?

No Assisti, mas não resenhei de hoje, vamos falar sobre filmes! 😀 Tenho algumas dicas bem legais pra compartilhar, então já podem ir preparando a pipoca.

Um Pequeno Favor

um pequeno favor

A trama de Um Pequeno Favor gira em torno da amizade de Stephanie, uma mãe solitária, e Emily, uma mulher de negócios imponente, cujos filhos estudam na mesma escola (o que serve como pontapé para a aproximação). Certo dia, Emily pede a Stephanie que pegue seu filho depois da aula e… desaparece. O sumiço causa grande comoção e a própria Stephanie começa sua busca por respostas. Apesar da premissa, Um Pequeno Favor não segue a fórmula tradicional de thrillers – ele é um filme um tanto quanto… cômico. Apelando pro nonsense, a trama surpreende muito mais pela quebra de expectativa do que pelos mistérios propriamente ditos. É uma boa distração, disponível no Amazon Prime Video. 🙂

12 Homens e Uma Sentença

12 homens e uma sentença

Esse é um filme antigo, em preto e branco, que vi há alguns anos e me surpreendeu muito. A trama é simples em seu cerne: 12 homens (brancos) formam o júri, que vai decidir o destino de um jovem (porto-riquenho) acusado de matar o próprio pai. Para 11 dos jurados o rapaz é culpado. Entretanto, o Sr. Davis (o único membro do júri a ter seu nome revelado) está em dúvida sobre a culpa do jovem, e passa o filme todo tentando convencer os outros homens a repensarem sua opinião. Mesmo se passando em uma única sala e tendo sua trama completa girando em torno do debate, o filme é envolvente e mostra de forma impecável os traços sutis de cada personagem, assim como o abismo racial que os leva para um caminho leviano no processo inicial de tomada de decisão.

Precisamos Falar Sobre o Kevin

precisamos falar sobre o kevin

Sempre tive muita curiosidade sobre esse título, que narra pelo ponto de vista de uma mãe como foi lidar com um filho sociopata, que vai preso após provocar um massacre na escola. A história é desconfortável e mexe bastante com o espectador, além de contar com atuações primorosas por parte de Ezra Miller e Tilda Swinton. O desenrolar da trama é lento, focado na reminiscência da personagem principal a respeito de sua vida enquanto esposa e mãe – um papel que visivelmente lhe era desconfortável. Apesar de sabermos o que leva à prisão de Kevin, o final conta com uma reviravolta chocante (não necessariamente surpreendente, se você reparar nas cenas no presente, mas ainda assim chocante pelo modo como ocorre). É um boa produção de caráter psicológico e também está disponível no Amazon Prime Video.

O Estagiário (ou Um Senhor Estagiário)

um senhor estagiario

A trama acompanha Ben Whittaker, um viúvo que está enjoado da aposentadoria e decide se candidatar a um programa de estágio em uma empresa de moda. Lá, ele é designado para ser assistente da fundadora da marca, a competente e dedicada Jules, com quem uma amizade inesperada se inicia. O relacionamento dos dois vai evoluindo aos poucos e é fofíssimo de acompanhar: ele age como uma espécie de pai, protegendo os interesses de Jules e incentivando-a no seu dia a dia intenso e corrido; Jules, por sua vez, percebe que precisa encontrar espaço na sua agenda lotada para cuidar de si mesma e ter bons momentos com a sua família – mas jamais sendo incentivada a abrir mão da sua empresa, o que considero um dos melhores acertos do filme. O fato de Jules ser poderosa e capaz é algo que Ben admira e incentiva, e precisamos de representações assim nas telas. Além disso, a comédia é mega gostosa e o filme é bem realista no núcleo amoroso da trama. Tem na Netflix e recomendo muito. ❤

Espero que tenham gostado das dicas! 😉
Beijos e até o próximo post.

Séries leves na Netflix pra assistir na quarentena

Oi galera, tudo bem?

Quem diria, lá em março, que chegaríamos a julho ainda em isolamento social? Há 4 meses sem ver a minha família e amigos, o que mais tenho valorizado nos últimos tempos é o entretenimento leve e puro, capaz de tirar minha mente das espirais provocadas pela situação atual. E, depois de tantos feedbacks positivos a respeito dos posts de leituras leves pra ler na quarentena, resolvi fazer uma listinha de indicações de séries disponíveis da Netflix capazes de distrair e alegrar. Espero que gostem! ❤

Aggretsuko

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Essa animação fofíssima que acompanha uma jovem red panda lidando com o amadurecimento é simplesmente imperdível. O mais engraçado é o modo com que Retsuko, a protagonista fofa, lida com suas frustrações: cantando death metal no karaokê.

Atypical

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Extremamente cativante, Atypical narra a aventura de Sam em busca de uma namorada. Acontece que Sam não é um garoto totalmente comum: ele faz parte do espectro autista e, para a surpresa de sua família (em especial de sua mãe superprotetora), ele deseja conquistar mais independência. Com uma abordagem responsável, Atypical desmistifica vários tabus com episódios engraçados e emocionantes.

Brooklyn Nine-Nine

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Divertida e cheia de personagens marcantes, Brooklyn Nine-Nine é uma das minhas comédias queridinhas. A série narra o dia a dia dos detetives da 99ª delegacia do Brooklyn resolvendo os mais variados casos, e o clima dos episódios é de leveza (quase) total. Amo! ❤

Dead to Me

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Essa série merece (e vai ter!) uma resenha completa aqui no blog, mas foi uma das minhas surpresas da quarentena. A trama nos apresenta à amizade inesperada de uma recém-viúva cética e sarcástica tentando lidar com o luto, Jen, e de uma doce professora de artes, Judy. O que Jen não imagina é o segredo por trás de tal aproximação – que rende momentos de tensão, lágrimas e também risadas (muitas vezes inapropriadas).

Gilmore Girls

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Apesar de Rory ser uma das piores personagens da vida (tá, exagerei, é o ranço falando), Gilmore Girls é uma série muito gostosinha que fala, principalmente, do laço entre mãe e filha. É uma daquelas produções que te transporta pra cidade fictícia em que a trama acontece e faz você se sentir parte daquilo tudo (inclusive das esquisitices).

Modern Family

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Uma das minhas comédias favoritas não poderia estar de fora dessa lista, especialmente agora, que voltou pra Netflix. Modern Family é protagonizada por uma grande família dividida em três núcleos: o do patriarca, Jay, o da sua filha, Claire, e o de seu filho, Mitchell. Acompanhamos o dia a dia de todos eles com muito bom humor, situações nonsense e lições de vida valiosas.

One Day at a Time

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Uma das melhores comédias do mundo? Sim (e só minha opinião importa #brinks). One Day at a Time é simplesmente perfeita e a Netflix fez a maior besteira ao cancelar. Abençoada seja a Pop TV por salvar essa produção fantástica, focada no cotidiano de uma família de origem cubana nos Estados Unidos. Humor que não ofende, assuntos relevantes e personagens cativantes são os ingredientes que fazem de One Day at a Time uma série que indico de olhos fechados.

Queer Eye

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Sabe aquela série que faz a gente acreditar na humanidade novamente? Essa é Queer Eye. O reality que, como o próprio nome diz, vai muito além de um makeover é protagonizado pelo Fabulous Five, um grupo de homens gays com especialidades distintas. Cada episódio tem um herói ou heroína cuja vida é completamente transformada pelos Fab Five, e as lições transmitidas por esses homens maravilhosos inspiram não apenas os participantes dos episódios, mas o espectador também. Assistam! ❤

Say I Do

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Terminou Queer Eye e precisa de mais uma dose de coração quentinho? Dê o play em Say I Do (ou “Felizmente… Sim”, na versão em português). Esse reality é basicamente o Queer Eye dos casamentos e, sim, a fórmula é meio parecida: três homens gays proporcionam o casamento dos sonhos para casais com histórias emocionantes. Chorei em 7 dos 8 episódios, pra vocês terem noção. É lindo demais e em breve vai ter um post só dela aqui no blog.

The Good Place

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E pra terminar a lista, eis uma série de comédia original e que soube quando terminar: com 4 temporadas e já concluída, The Good Place tem seu start com uma situação inusitada: somos apresentados à Eleanor, que na vida após a morte é enviada para o Lugar Bom (aka paraíso). Entretanto, a personagem tem um segredo: ela foi terrível e mesquinha em vida, portanto sua ida para o Lugar Bom só pode ter sido um engano. E ao buscar uma forma de permanecer lá, a personagem faz amizades e vai aprendendo na prática sobre ser uma pessoa boa.

Por hoje é isso, pessoal. 😉
Agora é só fazer a pipoca e dar o play!

O que eu achei do final de Dark

Oi pessoal, tudo bem?

Uma semana e meia depois da estreia, já podemos falar sobre o final de Dark, né? A aclamada série alemã da Netflix chegou à sua última temporada e, mesmo antes de ser disponibilizada, a crítica já a elogiava como uma verdadeira obra-prima. Obviamente meu hype não poderia estar maior, né? Maratonei a série no fim de semana de estreia e agora vim contar pra vocês o que achei do final. Portanto, obviamente esse post está cheio de spoilers. 😉

As árvores genealógicas fizeram todo mundo de trouxa

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Sim, gente: todo o esforço que fizemos pra saber quem era parente de quem ao longo das idas e vindas temporais foi inútil, falando grosseiramente. No fim das contas, essas conexões pouco tinham a ver com a resolução do problema central (encontrar e acabar com a origem do loop), sendo mais consequência do que causa, já que tais incestos e relações só foram possíveis pelo apocalipse. Quem mais sentiu que fez papel de trouxa levanta a mão! o/

Temporada arrastada, episódio final corrido

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A terceira temporada de Dark investe muito tempo em nos apresentar o mundo alternativo, de onde vem a Martha 2 que salva Jonas no episódio final da temporada anterior. Ficam claros os diversos paralelos, ainda que Jonas não exista no segundo mundo, e a série mostra na prática que o loop sempre encontra uma forma de acontecer. A inevitabilidade do apocalipse é algo que vinha sendo trabalhado há bastante tempo, então esses paralelos fizeram todo o sentido. O problema maior reside no episódio final: somos apresentados a um conceito novo, de um terceiro mundo, que originou as duas dimensões de Jonas e Martha 2. Apesar da existência desse terceiro mundo não ser completamente nonsense – afinal, a triquetra foi o elemento principal do Sic Mundus e da série –, o que espanta é que ele seja apresentado só no último episódio. Com isso, temos apenas 1h pra entender esse conceito, acreditar que ele é o caminho para acabar com a origem e ainda conferir o resultado de todo esse esforço. Achei corrido. :/

Jonas confiando no Adam como se nada tivesse acontecido

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Quando Claudia conta a Adam sobre o mundo original, ele finalmente compreende que o mundo dele e de Eva (a versão idosa da Martha 2) nunca deveriam ter existido, e que a única solução para o loop temporal era impedir a origem (sobre a qual falarei em seguida). Desse modo, ele viaja para o momento da morte de Martha e fala com Jonas sobre esse assunto. Me impressionou negativamente quão rápido Jonas acreditou em Adam e no seu novo plano, considerando que não fazia nem dois minutos que o Adam anterior tinha acabado de atirar na sua amada. Sabe conveniência de roteiro? Pareceu uma das grandes. E adivinhem? Acumulada no episódio final.

Quem era o Tannhaus na fila do pão mesmo?

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Tá, brincadeira. Mas eu tive dificuldade de comprar o drama pessoal do personagem, que foi o pivô para a criação dos mundos de Jonas (Adam) e Martha (Eva). Ao perder o filho, a nora e a neta num acidente de carro, Tannhaus fica obcecado com a ideia de voltar no tempo e é responsável pela explosão que dá origem às realidades paralelas. A origem, portanto, nada tem a ver com o filho de Jonas e Martha e tampouco com os personagens envolvidos nas ramificações familiares. Minha primeira impressão foi não curtir muito esse rolê, principalmente por ter sido trazido somente no… isso mesmo, acertaram: episódio final! Percebam que grande parte dos meus ranços em relação ao desfecho da série residem nisso. 😛

Tá, dúvida real: como a Claudia sacou os paranauês?

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Que Claudia Tiedemann é a rainha de Dark não há dúvidas. Acho totalmente plausível que ela tenha conseguido viajar entre os dois mundos e enganar tanto Adam quanto Eva, porque a inteligência da personagem ficou evidente ao longo das temporadas. Mas, na busca da personagem por uma forma de manter a filha viva, em nenhum momento ficou claro pra mim qual foi o estalo que ela teve que levou à descoberta do mundo de origem e da perda pessoal de Tannhaus. Se eu esqueci de algum detalhe ou se alguém aí entendeu esse ponto, fiquem à vontade pra me contar nos comentários! 😂

Vamos falar de coisa boa: o simbolismo do final

final de dark (4)

Não apenas decepções me foram causadas pelo final de Dark. Eu gostei muito da coragem de Jonas e Martha 2 de tomarem a atitude necessária para dar fim a tanto sofrimento. A maneira como eles se despedem é bastante comovente, por trazer a frase do “somos um par perfeito, nunca duvide disso” e tudo mais (apesar que né, Jonas e aquela Martha deram só uma transadinha, não deu pra comprar aquele sentimento todo não). Curti muito como toda a cena foi construída, a forma como os personagens que bugaram a nossa mente ao longo de três temporadas foram aceitando o seu fim e transformando-se em uma espécie de poeira cósmica, partículas, átomos, enfim, seja o que for. A cena do jantar também foi interessante, restando apenas os personagens que nada tinham a ver com a árvore genealógica intrincada das outras famílias. Li uma teoria de que o déjà vu de Hannah e a preferência pelo nome “Jonas” foi a forma como o personagem deixou sua marca no universo (ainda que não seja ele a criança que ela espera) e, sinceramente, eu gostei de acreditar nela. ❤

Ufa! Desde o dia 28 eu não paro de falar a respeito de Dark, então foi um alívio botar tudo isso pra fora em único post hahaha! Pra resumir minha opinião, eu diria que Dark é uma série excelente e original, com atuações primorosas e um desenvolvimento instigante, mas que deixa a peteca cair na sua conclusão – que não atinge a grandiosidade das temporadas anteriores. Ainda assim é uma série que eu não hesito em recomendar, porque a qualidade da produção e o desenrolar da história são provocativos e fazem você querer discutir, entender e mergulhar naquele universo. Já são motivos suficientes pra dar uma chance, não é mesmo? 😉

E vocês, o que acharam do final de Dark?
Vamos conversar sobre nos comentários! 🙌

Tatuagens geeks #7

Oi pessoal, tudo certo?

Eu não sei vocês, mas por aqui a quarentena me deixou SEDENTA por uma tatuagem nova. Pra falar a verdade, já tenho duas em mente. 😂 Mas enquanto não estamos seguros e eu continuo em isolamento social, o jeito é babar nas referências do Pinterest, né? E eu selecionei algumas bem bacanas pra compartilhar com vocês!

@kozo_tattoo

Wall-E, por @kozo_tattoo.

@kozo_tattoo 3

Pulp Fiction, por @kozo_tattoo.

@saili_ink

O Pequeno Príncipe, por @saili_ink.

@jonmap

Livro minimalista, por @jonmap.

@elgnoatto

“Não se preocupe/mantenha a calma, Sassenach”, de Outlander, por @elgnoatto.

Curtiram as referências? Fariam alguma delas?
Me contem nos comentários! 😀

Livros leves para ler na quarentena (parte 2)

Oi pessoal, tudo bem?

No mês passado eu fiz uma lista com leituras leves e despretensiosas, no intuito de ajudar vocês a encontrarem na literatura um pouco de descontração pra esse momento difícil que estamos vivendo. Os feedbacks foram bem positivos e, por isso, resolvi trazer uma segunda parte, com novas indicações. 😀 Vamos lá?

Daniel, Daniel, Daniel – Wesley King

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Apesar de abordar o sofrimento do protagonista (que dá nome à obra) ao lidar com o Transtorno Obsessivo Compulsivo, esse livro também é repleto de momentos de doçura. A amizade inesperada entre Daniel e Sara é cativante, e o plot da investigação do sumiço do pai da garota também prende a atenção. É um livro fofo que cumpre muito bem o seu papel em conscientizar a respeito do TOC.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Difícil deixar esse título de fora de uma lista que fala sobre leituras leves e despretensiosas, né? O primeiro volume da trilogia trata do acordo entre Lara Jean e Peter Kavinski, que fingem ser namorados pra atingir objetivos próprios. Como um bom clichê adolescente, as coisas saem um pouquinho do controle e a gente se pega torcendo pelos dois. Tem resenha do filme aqui no blog também, se quiser conferir. 😉

Ruínas de Gorlan – John Flannagan

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Aqui vai uma dica para os fãs de fantasia! O livro é o primeiro volume de uma longa série que é ambientada em um reino fictício medieval. A linguagem é bem simples e a história flui sem maiores dificuldades. Na trama, acompanhamos o treinamento de Will para ser um arqueiro, enquanto a ameaça de retorno de um antigo vilão assombra o reino.

Todos Nós Vemos Estrelas – Larissa Siriani e Leo Oliveira

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Esse conto natalino foi uma grata surpresa! Apesar de ser curtinho, ele faz um ótimo trabalho em nos apresentar a duas histórias distintas: Lucien, o protagonista de uma série de ficção medieval, é trazido para o nosso tempo após Lisa, uma adolescente com dificuldades de se encaixar, faz um pedido em seu diário. As confusões que a situação gera são muito divertidas, e o desenvolvimento da trama é bem bacana.

Soppy: Os Pequenos Detalhes do Amor – Philippa Rice

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O livro é uma coletânea de tirinhas da artista Philippa Rice e narra o cotidiano de um casal com muita ternura e bom humor. Eu adoro os diálogos e me identifiquei com muitas das situações retratadas. É um livro fofo que deixa o coração bem quentinho. ❤

Agora me contem: qual livro você adicionaria nessa lista? 😀
Beijos e até a próxima!