Resenha: Soppy: Os Pequenos Detalhes do Amor – Philippa Rice

Oi galera, tudo bem?

Em junho, ainda no clima de Dia dos Namorados, resolvi solicitar à Editora Rocco um livro muito fofo que estava no meu radar há um tempo: Soppy: Os Pequenos Detalhes do Amor, da designer Philippa Rice. Hoje conto (e mostro!) o que achei, além de comparar com Love Is, outra obra bem semelhante da editora.

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Sinopse: Soppy: os pequenos detalhes do amor, de Philippa Rice, é uma reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar. Soppy chega às prateleiras pelo Fábrica231, o selo de entretenimento da Rocco, a tempo de se tornar uma ótima opção de presente para o Dia dos Namorados.

É impossível pensar em Soppy e não lembrar imediatamente de Love Is, da Puuung. Afinal, a proposta é a mesma: ilustrar o amor no dia a dia, com suas sutilezas e detalhes do cotidiano. Ao terminar o livro, a conclusão se repete: o amor é algo a ser construído diariamente, com cuidado e dedicação; relacionamentos não duram baseados somente no fogo da paixão, mas se sustentam graças ao empenho em transformar mesmo algo simples em um momento especial. Os gestos mais despretensiosos podem ser uma forma de dizer “eu te amo”, como por exemplo preparar um chá quentinho para o seu amor, ajeitar o cachecol do(a) parceiro(a) em um dia frio, dividir as tarefas de casa ou simplesmente dormir de conchinha (dividindo-se entre quem vai ser a conchinha maior ou menor, é claro!). Me digam: como não ficar com um sorriso no rosto diante disso?

Mas apesar da proposta e conclusão serem semelhantes, Soppy tem diferenças bem importantes e marcantes em relação a Love Is. Philippa Rice traz mais personalidade aos seus personagens e tirinhas, trazendo inclusive diversos diálogos, de tom mais brincalhão e debochado. A protagonista é bem sapeca (como quando “trapaceia” no cara ou coroa para pedir pizza), e o seu namorado também tem uma participação mais ativa. O legal do livro trazer os diálogos dos dois é que isso confere personalidade ao casal, trazendo suas vivências para a nossa realidade de uma maneira mais natural. Além das cenas fofas, Soppy também aborda momentos engraçados, conseguindo me fazer rir durante a leitura (corri pra marcar meu namorado na tirinha da pizza, porque eu também sempre tento trapacear para pedir comida em vez de cozinhar rs). Por fim, também vale elogiar o fato de que a ilustradora traz o ponto de vista dos dois personagens juntos, mas também separados – valorizando a individualidade, um elemento muito importante em qualquer relação.

Apesar do estilo artístico de Love Is ser mais “bonito” visualmente (em função do traço e da aquarela), eu gostei mais de Soppy. Curti o fato de haver diálogos no livro, além de ter me identificado mais com as situações vividas pelos personagens. O traço é mais minimalista, mas não deixa de ser fofíssimo, e é muito legal acompanhar as diferentes situações que o casal vivencia. Recomendo muito, especialmente se você aprecia ilustrações e quer se divertir enquanto tem o coração aquecido ao mesmo tempo. ❤ Sem mais delongas, bora para as fotos!

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“Podemos pedir pizza mesmo assim?” 😂

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Título Original: Soppy: A Love Story
Autor: Philippa Rice
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 112
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.
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Resenha: Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo – Iain Reid

Oi pessoal, tudo certinho?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo, um livro que divide opiniões (especialmente no Skoob rs).

eu estou pensando em acabar com tudoGaranta o seu!

Sinopse: No romance de estreia do canadense Iain Reid, Jake conduz o carro em que ele e a namorada, que narra a história, vão à fazenda dos pais do rapaz. Durante a longa viagem por estradas desertas e escuras, a garota, atormentada com a perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz em seu telefone, pensa em encerrar o relacionamento com Jake. Mas talvez seja tarde demais. Reid, que tem dois livros de não-ficção elogiados pela crítica e contribui para veículos de prestígio como a revista New Yorker, une, numa narrativa profundamente psicológica, tanto referências de terror clássico, quanto elementos de suspenses menos tradicionais, sustentando a trama para além das limitações inerentes ao gênero. Um thriller denso que esconde, em meio ao medo provocado pela sensação de uma tragédia iminente, alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.

Quando me deparei com esse título, pensei que pudesse ser a história de alguém cogitando o suicídio. Será que é isso mesmo que acontece? Vou deixar pra vocês descobrirem. O que posso dizer é que inicialmente a obra quebra essa expectativa e nos guia pelos conflitos internos de uma jovem que cogita terminar seu relacionamento com o namorado, Jake. Ela decidiu viajar com o rapaz para conhecer seus pais, na esperança de que isso a ajude a tomar a decisão. E é assim que o livro começa: acompanhamos o casal no carro, indo rumo ao interior, enquanto conversam sobre a vida e ela, secretamente, reflete sobre a vontade de manter ou não o namoro. Porém, o livro ganha um tom totalmente diferente quando eles chegam na fazenda dos pais de Jake: em primeiro lugar, o rapaz começa a agir estranhamente, muito mais introspectivo do que de costume; em segundo, a casa e os pais de Jake transmitem uma aura que causa desconforto na protagonista, embora eles sejam gentis e ela não saiba o motivo da sensação. É a partir disso que o livro cumpre o que promete: você vai sentir medo, mas não vai saber porquê.

As primeiras 100 páginas de Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo não são particularmente envolventes, e eu achei o casal um tanto pedante. Jake é o típico cara gentil e intelectual, sempre com algo inteligente na ponta da língua e opiniões bem fortes sobre as coisas (boooring rs). Já a protagonista (cujo nome permanece um mistério) é alguém que se sente muito atraída por Jake, embora tenha o sentimento de que a relação não vai durar por incompatibilidade. Além disso, a moça também guarda um segredo: ela recebe diversas chamadas perturbadoras em seu telefone, e a pessoa que liga sempre deixa mensagens estranhas em sua caixa postal. Nesse ponto o leitor já sente que há algo de muito esquisito na trama, ainda que ela pareça tranquila e mundana. Para deixar as coisas ainda mais interessantes, os capítulos narrados pela protagonista são intercalados com capítulos curtinhos, que se passam no presente, e consistem apenas em um diálogo de duas pessoas que não aparecem na trama: elas estão discutindo sobre uma morte que aconteceu, falando sobre as circunstâncias e sobre alguém que não sabemos quem é. Esses capítulos auxiliam muito a criar o clima de tensão, porque você começa a temer pela segurança dos personagens.

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Quando Jake e a namorada chegam na casa dos pais dele, comecei a me sentir tão desconfortável quanto a protagonista. Sabe aquela sensação de filme de terror, em que você tem certeza de que algo pode acontecer a qualquer momento? É isso que Iain Reid transmite na narrativa. Se até a metade o livro é um tanto cansativo – especialmente pelas filosofadas entediantes do casal –, depois que a obra ganha esse tom inquietante é impossível parar de ler. Pra vocês terem ideia: levei mais de duas semanas para ler a primeira metade do livro, e apenas uma noite para ler o resto. 👀

Conforme os capítulos (tanto os protagonizados pelo casal quanto os capítulos dos diálogos) ganham ritmo, é muito difícil largar a leitura. Mas foi no final que a obra realmente conseguiu me deixar sem fôlego: bem construído e surpreendente, ele quebra todas as expectativas construídas até o momento. A narrativa repentinamente torna-se confusa e talvez você precise ler mais de uma vez pra entender que sim, é aquilo mesmo que está acontecendo. Como crítica ao final eu deixo somente alguns elementos que não foram explicados mas, de resto, foi um desfecho excelente. É o tipo de reviravolta que faz você questionar tudo o que leu até ali, dando uma vontade súbita de voltar as páginas e ler tudo de novo (e eu fiz isso com os capítulos curtos, dos diálogos. Adorei ver como tudo se encaixou, por sinal). E eu sou o tipo de pessoa que leva finais MUITO em consideração pra avaliar uma obra. Quando o enredo é bom, mas o final é ruim, eu costumo ficar decepcionada. Quando o desenrolar não é dos melhores, mas o desfecho é mindblowing, isso costuma fazer a obra ganhar pontos comigo. E foi o que aconteceu com Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo: não foi uma leitura que eu amei, por diversas vezes me deu sono e eu nem mesmo gostei do casal protagonista. Ainda assim, o final foi tão bom e me fez pensar nele por tanto tempo que eu simplesmente não consigo classificá-lo como uma experiência negativa. 

Por fim, vale elogiar a edição caprichada da Fábrica231. Com capa dura e aplicações em verniz, o livro já chama a atenção à primeira vista. As contracapas contam com ilustrações que reforçam o clima perturbador da trama, e as páginas pretas e riscadas combinam com o teor (e até mesmo o desfecho) da obra. É muito legal quando você conclui uma história e percebe que tudo nela conversa entre si, inclusive o trabalho gráfico.

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Com uma construção crescente de tensão – e até mesmo claustrofobia –, Iain Reid nos apresenta uma história aflitiva, surpreendente e (por que não dizer?) triste. A obra traz o conceito da memória como uma invenção: mesmo as lembranças de acontecimentos reais são floreadas e deturpadas pela nossa mente. Com isso (e outras cositas más), a trama evidencia o quanto as nossas mentes podem ser fascinantes e perigosas na mesma medida. Mas é só isso que posso dizer a respeito das reflexões da trama: Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo é o tipo de livro cuja história você não pode aprofundar muito numa resenha para não estragar a experiência de quem lê, pois é muito melhor ir juntando as peças aos poucos. Recomendo, nem que seja para você descobrir por si mesmo se vai amar ou odiar. 😉

Título Original: I’m Thinking of Ending Things
Autor: Iain Reid
Editora: Fábrica231
Número de páginas: 224
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Branco Letal – Robert Galbraith

Oi gente, tudo bem?

Depois de mais de 600 páginas, cá estou para contar o que achei do muito aguardado (por mim, pelo menos rs) Branco Letal, a nova aventura de Cormoran Strike e Robin Ellacott. ❤ A resenha tem spoilers dos livros anteriores, ok?

branco letal robert galbraithGaranta o seu!

Sinopse: Quando Billy, um jovem problemático, vai à agência do detetive particular Cormoran Strike procurando sua ajuda na investigação de um crime que ele pensa ter testemunhado quando criança, Strike fica profundamente aflito. Embora tenha problemas mentais evidentes e não consiga se lembrar de muitos detalhes concretos, há algo de sincero nele e na história que conta. Mas antes que Strike consiga interrogá-lo melhor, Billy foge de seu escritório em pânico. Tentando chegar ao fundo da história de Billy, Strike e Robin Ellacott — antes sua secretária, agora uma sócia na agência — partem seguindo um rastro tortuoso que os leva pelas ruas do submundo de Londres, até um refúgio secreto dentro do Parlamento e a uma mansão bela, porém sinistra, no interior do país. E durante esta investigação labiríntica, a própria vida de Strike não está nada fácil: graças à fama recente como detetive particular, ele não consegue mais agir nos bastidores, como antigamente. Além disso, sua relação com a antiga secretária carrega mais tensão do que no passado — Robin agora é inestimável para Strike nos negócios, mas a relação pessoal dos dois é muito mais espinhosa.

Após o final bombástico de Vocação Para o Mal, o novo livro de Robert Galbraith vem para elucidar o que aconteceu após o casamento de Robin e Matthew. Strike e ela fazem as pazes e ele pede para que ela volte ao trabalho – mas não é só isso que acontece no casamento. De cara, os sentimentos que até então estavam sutis nos volumes anteriores ficam muito mais evidentes, e é nítido que Robin e Strike sentem mais do que amizade e camaradagem um pelo outro. Ainda assim, movida por diversos sentimentos (culpa, confusão, incerteza), Robin acaba dando uma chance ao casamento – cuja viagem para a lua de mel a afasta de vez de Strike.

Um ano depois, o relacionamento dos dois está abalado, restringindo-se à esfera profissional. Porém, eles precisam trabalhar juntos novamente em um caso quando o jovem Billy, um garoto perturbado, invade o escritório e alega ter visto um assassinato quando era criança. As coisas ficam ainda mais estranhas quando a dupla de detetives é procurada pelo Ministro da Cultura, Jasper Chiswell, que alega estar sendo chantageado por ninguém mais, ninguém menos que o irmão do tal Billy. Isso é o suficiente para que uma pulga persistente fique atrás da orelha de Strike, que aceita o caso e decide investigar Billy também.

Com 656 páginas, é óbvio que acontece MUITA coisa em Branco Letal. Acompanhamos Strike e Robin investigando diversos ambientes – incluindo a Câmara dos Comuns, onde Robin se infiltra para investigar outros políticos – e também várias pessoas diferentes. Enquanto tenta descobrir os segredos daqueles que chantageiam Chiswell, Strike também tenta juntar as peças que formam o quebra-cabeça da história (não tão) maluca de Billy. Porém, é lá pela metade do livro que uma reviravolta surpreendente acontece, e eu diria que é a partir daí que as coisas realmente ganham fôlego. 

branco letal robert galbraith

O maior trunfo de Branco Letal está no desenvolvimento da dupla de detetives que tanto me cativa. Strike e Robin têm seus sentimentos mais explorados do que nunca nesse volume, e muitas vezes seus anseios ganham mais destaque do que a investigação. Sendo fã da série principalmente por causa deles, gostei muito disso e me envolvi com seus dramas – especialmente de Robin, que casou com um verdadeiro embuste. Além disso, esse aprofundamento dos personagens também vai sustentando as mudanças pelas quais eles passam e dão mais força aos seus sentimentos. Por outro lado, o ponto fraco do livro está em uma característica que já pontuei em volumes anteriores: Robert Galbaith enrola demais. Definitivamente, Branco Letal poderia ser um livro mais ágil e mais curto, especialmente quando penso que aquilo que realmente bota a história em movimento acontece lá pela metade (pois, até então, a investigação estava super morna). Sendo bem sincera, existem plots e personagens que são praticamente descartáveis, cuja resolução é tão simplória que poderiam ter sido facilmente removidos (selecione se quiser ler: na boa, todo o auê envolvendo o Billy foi desnecessário, e Robert Galbraith poderia ter feito a história ser bem mais dinâmica sem perder tempo com isso).

Apesar de ser um livro inegavelmente mais longo do que o necessário, a narrativa envolvente da qual tanto gosto não me decepcionou. Mesmo com tantas páginas e plots que pareciam não ter fim, era gostoso ler Branco Letal, e as páginas fluíam com muita facilidade. Tinha dias que eu lia um monte e ficava com aquele gosto de quero mais, sem vontade de ir dormir porque precisava de mais um capítulo. E, quando um livro consegue me causar essa sensação, eu consigo perdoá-lo por ser um pouco prolixo. 😛 Além disso, vale mencionar o final, que trouxe uma resolução bastante surpreendente – me senti enganada pelo(a) culpado(a) e adoro quando isso acontece!

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Sobre questões técnicas da edição em si: há algumas falhas de revisão, e em alguns momentos o nome dos personagens aparece errado, o que me incomoda um pouco. Também não curti muito que a identidade visual da capa tenha mudado, porque agora os livros não combinam na estante. 😦 Por outro lado, amei ver que nessa capa Strike não está sozinho, tendo a companhia de Robin! ❤ Nada mais justo, agora que eles são oficialmente sócios!

Resumindo, Branco Letal foi um livro do qual gostei bastante, apesar de ser desnecessariamente longo. A narrativa de Robert Galbraith sempre me envolve, e o carisma de Strike e Robin, que me cativou desde O Chamado do Cuco, está presente. O final surpreende, com uma ótima reviravolta, e ainda traz novas possibilidades bem interessantes para os protagonistas. Não vejo a hora de conferir a próxima aventura da dupla e, apesar dos deslizes que o autor possa cometer, sei que é grande a probabilidade de eu novamente adorar a experiência. ❤

Título Original: Letal White
Série: Cormoran Strike
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Número de páginas: 656
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Livro cedido em parceria com a editora.
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Resenha: Love Is: Ilustrações Sobre o Amor – Puuung

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei do fofíssimo Love Is: Ilustrações Sobre o Amor, da ilustradora sul-coreana Puuung.

love isGaranta o seu!

Sinopse: Com suas ilustrações sensíveis e criativas, a jovem artista Puuung escolheu celebrar o amor cotidiano, retratando o dia a dia de um casal apaixonado, inspirando-se nos momentos que ela própria compartilhou com o namorado. Puuung acredita, no entanto, que qualquer casal pode se sentir retratado em suas ilustrações e a série de animação com os mesmos personagens.

Do que é feito um grande amor? De grandes gestos? De declarações colossais? Para Puuung, o amor está nas pequenas atitudes do dia a dia, no carinho cotidiano, na simplicidade que mantém o amor aceso.

Por meio de ilustrações singelas, em estilo aquarelado e traço simples, Puuung celebra os detalhes que transformam uma situação comum em um gesto de amor. Seja colocando um cobertorzinho na pessoa amada, para protegê-la do frio quando ela pegou no sono; seja trazendo algo que você sabe que ela ama comer; seja nos diálogos sobre tudo e sobre nada; seja em trabalhar juntinhos, no mesmo ambiente, mesmo que em projetos separados; seja em dar aquele abraço apertado quando tudo que a pessoa precisa é chorar.

Love Is: Ilustrações sobre o amor é um livro que aquece o coração e demonstra que o amor é construído dia a dia, com dedicação e comprometimento. São os pequenos gestos, o cuidado e o carinho constantes, que mantêm o sentimento vivo. Vejam as fotos abaixo e me digam: tem como não se encantar com essa obra (que, aliás, é uma ótima opção de presente romântico)? ❤

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Título Original: Puuung Illustration Book Love is
Autor: Puuung
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 208
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Livro cedido em parceria com a editora.
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Resenha: O Livro do Cemitério: Volume 2 – Neil Gaiman e P. Craig Russell

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de conferir O Livro do Cemitério: Volume 1, segui imediatamente para a leitura do Volume 2, de modo que pudesse ter uma conclusão mais embasada sobre a trama. Vamos descobrir o que achei? 🙂

o livro do cemitério volume 2.pngGaranta o seu!

Sinopse: Na adaptação em quadrinhos deste premiado bestseller, feita pelo parceiro de longa data de Gaiman, P. Graig Russel, a fantástica e comovente história do jovem Nin consegue atingir novos patamares. No segundo volume, é pelas mãos dos talentosos artistas David Lafuente, Scott Hampton, Kevin Nowlan, Galen Showman e o próprio P. Craig Russel, que a saga do herói de carne e ossos e seus amigos espectrais chega a seu agridoce, mas esperançoso, fim.

Em O Livro do Cemitério: Volume 2, o menino vivo, Nin Owens, está mais crescido. Essa parte da trama acompanha sua vida dos 11 anos a aproximadamente a maioridade, e várias coisas mudam em sua rotina. Aqui, o interessante é perceber os conflitos vivenciados pelo jovem, que – ao contrário das pessoas que o rodeiam – sofre com a ação do tempo, vê seus interesses mudarem e a maturidade chegar aos poucos. As crianças com quem ele brincava continuam crianças (enquanto ele cresce), os assuntos que ele tinha com elas já não o satisfazem mais. A cada dia que passa, Nin sente de maneira mais intensa o anseio de sair e explorar o mundo, de ver o que há além dos portões do cemitério.

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Esse aspecto da trama é bem relacionável e vejo como uma alegoria para o processo de crescer. Durante a adolescência e, principalmente, no início da vida adulta, são muito comuns os sentimentos experienciados pelo protagonista: sensação de não-pertencimento, vontade de ir além, curiosidade em explorar o mundo e suas inúmeras possibilidades… As angústias de Nin fazem muito sentido e refletem o que a maioria dos jovens adultos vivencia nessa fase da vida. Foi um dos aspectos que mais gostei na leitura e, só por isso, a obra já ganhou muitos pontos comigo quando comparada ao volume anterior.

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O Livro do Cemitério: Volume 2 também traz mais sequências de ação. Silas, o guardião de Nin, e a Srta. Lupescu (uma espécie de “professora substituta”, apresentada no Volume 1), protagonizam um plot interessante que envolve proteger o rapaz do perigo que ele sempre correu. Infelizmente, a abordagem é extremamente superficial e deixa um gosto de quero mais que não é saciado. O mesmo acontece com o plot do homem chamado Jack: apesar de haver uma explicação, ela fica num território muito raso e subaproveitado. Entretanto, apesar do pouco desenvolvimento, ainda assim foi bem mais interessante de acompanhar do que o volume anterior. O motivo? Aqui, senti que a história tinha um objetivo a cumprir e estava se encaminhando para algum lugar (cuja falta foi minha maior crítica em relação à obra anterior). O final é agridoce e conseguiu me emocionar. A decisão dos personagens foi a mais sensata possível e, principalmente, foi totalmente coerente com suas trajetórias ao longo da história. Gosto muito quando isso acontece e, nesse caso, o desfecho me deu uma sensação muito satisfatória de encerramento.

Falando um pouquinho da edição, novamente temos o mesmo capricho e qualidade do volume anterior. Alguns ilustradores se mantiveram e outros novos foram adicionados. O capítulo mais longo tem um traço que não foi meu favorito, mas que ainda assim é bem interessante de observar. O capítulo final foi o que mais gostei nesse sentido, trazendo ilustrações de alguns artistas de que eu já havia gostado no Volume 1.

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O Livro do Cemitério: Volume 2 superou em muito seu antecessor, especialmente pelas questões existenciais abordadas, pela condução narrativa direcionada a um objetivo e pelo ótimo desfecho. A história ganhou muito mais valor pra mim graças a esse volume. Apesar de eu não ter me apaixonado pela trama de O Livro do Cemitério, agora fiquei com uma sensação muito mais satisfeita do que quando havia lido somente o Volume 1. E, considerando a beleza das graphic novels, acredito que seja uma experiência válida para qualquer leitor que aprecie esse tipo de obra – e mais ainda para quem é fã de Neil Gaiman.

Título Original: The Graveyard Book: Volume 2
Autor: Neil Gaiman e P. Craig Russell
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 176
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Livro cedido em parceria com a editora.
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Resenha: O Livro do Cemitério: Volume 1 – Neil Gaiman e P. Craig Russell

Oi gente, tudo bem?

Eu adoro graphic novels e, em maio, tive a oportunidade de ler o primeiro volume da adaptação ilustrada de O Livro do Cemitério, de Neil Gaiman. Foi minha primeira experiência lendo algo do autor (ou talvez, melhor dizendo, uma adaptação de uma obra dele).

o livro do cemitério volume 1.pngGaranta o seu!

Sinopse: Bestseller do The New York Times e premiado com as medalhas Newbery (EUA) e Carnegie (Reino Unido), o romance O livro do cemitério, do cultuado escritor Neil Gaiman, ganha versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, parceiro de Gaiman em diversos livros, incluindo a versão em HQ de outro clássico do autor, Coraline. O livro é o primeiro de dois volumes que acompanham a trajetória de Ninguém Owens, ou Nin, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de morar em um cemitério e ser criado por fantasmas. Cada capítulo nesta adaptação de Russell acompanha dois anos da vida do menino e é ilustrado por um artista diferente, apresentando uma variedade fascinante de estilos que dão ainda mais vida à atmosfera ao mesmo tempo afetuosa e sombria da história.

O livro inicia com o homem chamado Jack (sim, é desse modo que a obra se refere a ele) assassinando uma família (quase) inteira. Porém, ao chegar no quarto do último membro, um bebê, o homem chamado Jack encontra somente um berço vazio. A verdade é que, atraído por um aroma envolvente, o bebê caminhou até o cemitério da cidade, no qual foi encontrado por um casal de fantasmas, o Sr. e a Sra. Owens. Eles decidem adotá-lo e, depois de muita deliberação com os outros membros do cemitério, a criança é aceita – e é chamada de Ninguém Owens. A partir daí, acompanhamos a vida do menino conforme os anos passam, sob a proteção do cemitério.

Nin é um menino vivo que tem a “liberdade do cemitério”, ou seja, pode entrar em lugares e fazer coisas que outras pessoas vivas não podem. Além dos pais adotivos, ele também é protegido por Silas, seu guardião, um vampiro sábio e misterioso, responsável por contar a Nin tudo que existe fora dos muros de onde vivem. A passagem do tempo acompanha também as mudanças naturais da infância, e Nin vai se tornando um menino cada vez mais inquieto e curioso, cheio de vontade de saber mais sobre o mundo e sobre a vida – o que é paradoxal, já que todos ao seu redor, que podem dar algum vislumbre de como ela funciona, estão mortos.

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O Livro do Cemitério é uma literatura fantástica no sentido literal da palavra: a trama é fantasiosa, cheia de cenas meio malucas e muita criatividade. O problema, pra mim, é que cada capítulo parece um “conto” à parte, explorando diversas mitologias diferentes (como os sabujos de Deus e a dança macabra) e cuja única coisa em comum com o anterior ou posterior é o núcleo de personagens. Eu não senti como se a obra estivesse evoluindo para um “objetivo final” – e talvez nem fosse essa a ideia; talvez o livro queira somente explorar situações da vida de um menino vivo em meio aos mortos. Seja como for, isso acabou me desestimulando um pouco ao longo da leitura, por não saber aonde a história queria chegar.

O aspecto que me prendeu, pra falar a verdade, foram as artes maravilhosas. Cada capítulo é ilustrado por um artista diferente e, além de amar ilustrações de modo geral, eu também adorei observar com atenção cada quadro, absorvendo e reparando nas diferenças de estilo dos ilustradores. Os traços e cores são fantásticos e imersivos, criando uma atmosfera envolvente e mágica.

resenha o livro do cemitério volume 2

O Livro do Cemitério: Volume 1 tem um estilo narrativo que não me conquistou, mas vou ler o Volume 2 para chegar a conclusões mais embasadas sobre a trama e seus objetivos. A qualidade gráfica da obra é inegável e as ilustrações são belíssimas, o que certamente vai encantar quem já é fã de Neil Gaiman ou da versão original de O Livro do Cemitério. E aguardem, em breve volto com minha conclusão final a respeito da trama. 😉

Título Original: The Graveyard Book: Volume 1
Autor: Neil Gaiman e P. Craig Russell
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 192
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: O Jogo do Coringa – Marie Lu

Oi gente, tudo bem?

Depois de muita espera e ansiedade, hoje vim contar pra vocês o que achei de O Jogo do Coringa, continuação de Warcross. ❤ Ah, fica o aviso: o texto possui spoilers do livro anterior.

o jogo do coringa marie luGaranta o seu!

Sinopse: Emika Chen quase não conseguiu sair viva do campeonato de Warcross. Agora que ela sabe a verdade por trás do algoritmo e Hideo no NeuroLink, ela não pode mais confiar na pessoa que ela mais acreditava estar do seu lado. Determinada a parar os terríveis planos de Hideo, Emika e os Phoenix Riders se juntam para lutar contra uma nova ameaça a solta nas ruas iluminadas de Tokyo. Entretanto, ela vai descobrir que tudo tem seu preço e que a história por trás de Zero vai muito além do que ela achava que conhecia. Uma vez dentro dessa história, o único caminho é seguir em frente. Determinada a salvar todos que ama, Emika não vai poupar esforços para descobrir a verdade sobre a história da família de Hideo, destruir seu algoritmo e salvar o mundo de Warcross.

Depois de descobrir a verdade sobre o algoritmo de Hideo, bem como sobre a identidade de Zero, Emika Chen se vê em uma verdadeira encruzilhada: tentar caçar o homem que ama sozinha ou se juntar a seu inimigo na missão de impedir Hideo. Após um ataque no mundo real, do qual ela é salva por uma assassina que trabalha para Zero, Emika decide juntar-se a ele – ainda que cheia de desconfianças. A jovem conhece então a organização dos Blackcoats, da qual Zero faz parte, que alega ser uma espécie de justiceira, impedindo que grandes poderes fiquem sob a responsabilidade de uma única pessoa. A partir desse momento, a missão de Emika é se aproximar novamente de Hideo e impedir que ele instale o algoritmo em todas as lentes NeuroLink remanescentes, de modo a ter controle total sobre os pensamentos das pessoas. Porém, a garota também decide investigar mais a fundo o passado sombrio de seus novos “aliados”.

Assim como aconteceu comigo durante a leitura de Warcross, achei o início de O Jogo do Coringa um pouco arrastado. Emika perdeu muito de seu protagonismo, ficando refém de diversas situações que a impediam de efetivamente agir. Especialmente no primeiro terço da obra eu senti falta de sua impetuosidade e temi que ela acabasse se tornando a típica mocinha que precisa ser salva. A verdade é que, infelizmente, Emika acabou ofuscada, sendo alguém pouco ativa na obra – com exceção, talvez, das sequências finais, em que seu pensamento lógico acabou sendo útil. Aqui, Hideo acabou tendo um papel muito mais decisivo, assim como o próprio Zero. E vale dizer que o embate entre os dois, pra mim, foi a parte mais interessante de O Jogo do Coringa (que de “jogo da Coringa”, Emika, não teve praticamente nada).

Marie Lu também aprofunda um pouquinho mais o background dos companheiros de time de Emika, algo que eu tinha sentido falta em Warcross. Apesar de ainda ser um desenvolvimento raso, alguns deles ganharam camadas que os tornaram mais interessantes (especialmente Roshan e Tremaine, que acaba se tornando um aliado valioso). Além dos personagens antigos, temos a inserção de dois novos elementos importantíssimos para a trama: a Dra. Dana Taylor e Jax, ambas dos Blackcoats. A primeira é uma mulher enigmática e discreta; a segunda é a assassina que fica encarregada de proteger Emika, cujo laço misterioso com Zero é bastante instigante.

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Assim como ocorre em Warcross, o plot twist trazido aqui é muito bom e me pegou totalmente desprevenida. Quando você acha que não há muito mais a aprofundar sobre determinados personagens, o livro não hesita em mostrar que você está errado. E, seguindo o exemplo de se seu antecessor, O Jogo do Coringa novamente traz à tona discussões sobre o papel da tecnologia, sobre (falta de) ética em pesquisa, sobre nossas responsabilidades acerca das decisões que tomamos e sobre o real controle que exercemos (ou não) em nosso dia a dia, em meio a tantas evoluções e possibilidades hi-tech. A única coisa que me decepcionou em relação ao final foi o destino de um personagem-chave, que acaba sendo otimista demais em um cenário em que aquilo não parecia “caber”, dando uma sensação forçada e tirando a força de momentos emocionantes e decisivos. Se já tiver lido e quiser saber de quem estou falando, selecione a frase a seguir: para mim, Zero/Sasuke não deveria ter sobrevivido após a destruição do NeuroLink. Quando percebemos que o personagem segue vivo em forma de dados, muito do impacto da cena (e da reação de Hideo) acaba desperdiçado.

Com cenas muito emocionantes – cheias de dor, saudade e arrependimento –, grandes exemplos de amizade e personagens imperfeitos, O Jogo do Coringa é uma obra que encerra de maneira satisfatória a história iniciada em Warcross. E sem deixar de lado as cenas de ação alucinantes e os plot twists de tirar o fôlego! Apesar do segundo volume ser um pouquinho inferior em relação ao primeiro, eu gostei demais desse universo tecnológico criado por Marie Lu. E se você ainda não conferiu essa duologia incrível, está na hora de adentrar em Warcross também. 😉

Título Original: Wildcard
Série: Warcross
Autor: Marie Lu
Editora: Fantástica Rocco (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 304
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.