Review: Fullmetal Alchemist Brotherhood

Oi pessoal, como estão?

Me dei conta de que nunca havia falado sobre um dos meus animes favoritos da vida aqui no blog! Trata-se de Fullmetal Alchemist Brotherhood, uma obra cuja trama é incrível e a produção é excelente. ❤ Vamos conhecer?

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Sinopse: Com seus corpos em péssimo estado, os irmãos Edward e Alphonse enfrentam forças sinistras para recuperá-los.

Fullmetal Alchemist Brotherhood é o segundo anime feito para adaptar o mangá Fullmetal Alchemist. A primeira versão acabou se distanciando bastante do material original – que ainda estava sendo publicado em paralelo – e eu optei por não assisti-la. Quando soube que haviam feito uma nova adaptação (e, dessa vez, fiel ao mangá), não perdi tempo em conferir e me tornei fã. ❤ Já assisti umas 2 ou 3 vezes desde então. Mas sobre o que é a história? Em um universo fictício, no qual a alquimia faz parte do dia a dia das pessoas, conhecemos os irmãos Elric, Edward e Alphonse. Após perder a mãe, os dois garotos tentaram uma transmutação proibida: a de trazer alguém de volta à vida. Contudo, além da empreitada não ter dado certo, eles sofreram perdas terríveis: Edward perdeu o braço e a perna, enquanto Alphonse perdeu seu corpo inteiro, tendo sua alma fixada em uma armadura. Isso aconteceu porque, na alquimia, existe o princípio básico da troca equivalente: para se obter algo, é preciso oferecer algo de mesmo valor. Após sofrerem esse baque, os dois irmãos decidem partir em busca da respostas para terem seus corpos de volta, acreditando que a lendária Pedra Filosofal possa ser a solução.

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Fullmetal Alchemist já tem uma premissa bastante séria e pesada, quando paramos para analisar que duas crianças órfãs tomam medidas desesperadas para ter a mãe de volta e acabam perdendo ainda mais no processo. Mas agora, adolescentes, Edward e Alphonse continuam enfrentando desafios enormes em suas jornadas. O irmão mais velho, Ed, é membro do exército, que comanda o seu país, de modo a ter recursos financeiros e conexões importantes para auxiliá-los em sua busca por um modo de reaver seus corpos. Contudo, os irmãos Elric vão descobrindo em suas missões que o exército esconde muito mais segredos do que eles imaginavam. Com o passar dos episódios, Ed e Al vão fazendo novos amigos, que desejam ajudá-los a recuperar seus corpos, e também inimigos perigosos, como os homúnculos. Criaturas aparentemente imortais, com capacidade regenerativa acelerada e habilidades sobre-humanas, os homúnculos parecem pessoas normais, porém são feitos artificialmente usando… a Pedra Filosofal. Obviamente, Ed e Al ficam ainda mais intrigados por esse fato, e o caminho dos dois se cruza com o dos homúnculos por diversas vezes.

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Com o passar dos episódios, o espectador vai ficando cada vez mais envolvido com a trama. Fullmetal Alchemist Brotherhood tem cenas incríveis de batalha, mas o anime vai muito além disso. As intrigas políticas, as mentiras, o medo e a desconfiança são constantes, especialmente quando percebemos que ninguém está de fato seguro. Existem episódios MUITO tristes logo no início do anime, mostrando que ele não poupa personagens e que as consequências das intrigas são severas. Por outro lado, o apoio que os irmãos recebem de diversos personagens ao longo do caminho também é comovente, de um jeito que aquece o coração. Existem muitas pessoas incríveis no caminho dos irmãos, que fornecem apoio emocional das mais diferentes maneiras. Esse é outro trunfo do anime: todos os personagens que surgem ao longo da história têm um propósito e são bem desenvolvidos, assim como suas relações interpessoais; e, mesmo quando você acha que alguém sumiu e não vai mais aparecer, o anime consegue fazer com que esse indivíduo tenha importância.

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Além de todas as qualidades da trama, que é excelente, os aspectos técnicos também são sensacionais. A animação é maravilhosa, as cores e traços são lindos e as cenas de batalha são fluidas. E o que dizer da trilha sonora? Eu dificilmente pulo as openings e endings, porque são ótimas e cheias de feeling. Muitas das canções do anime já foram parar na minha playlist, e olha que eu não sou a maior fã de j-music do mundo!

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Resumindo, Fullmetal Alchemist Brotherhood é um anime imperdível. Se você nunca teve contato com o gênero, é uma ótima sugestão para começar. Em primeiro lugar, a trama é de GRANDE qualidade, envolvente e bem desenvolvida. Em segundo, os personagens são cativantes e verossímeis, com objetivos, dores e sentimentos próprios. Em terceiro, o anime não é sexualmente apelativo (um defeito que encontro em muitas produções shounen por aí). E, por último, é uma produção de qualidade técnica inegável. E tem na Netflix, hein? Vale a pena dar uma chance e se apaixonar pela trajetória dos irmãos Elric. 😉

Título original: Hagane no Renkinjutsushi
Ano de lançamento: 2009
Direção: Yasuhiro Irie
Roteiro: Hiroshi Ōnogi
Elenco: Romi Paku, Rie Kugimiya, Shin-ichiro Miki, Kenta Miyake, Fumiko Orikasa, Megumi Takamoto

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Review: My Hero Academia

Oi gente, tudo bem?

Faz eras que eu não falo sobre animes por aqui, né? Pra falar a verdade, prefiro produções antigas, que eu assistia quando eu era adolescente, e não assisto a tantos animes novos. Porém, por insistência do meu namorado, dei uma chance a My Hero Academia (ou Boku no Hero) e me apaixonei. ❤

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Sinopse: Em um mundo onde quase toda a população possui algum poder sobre-humano, Izuku Midoriya é um dos poucos casos de pessoas comuns. Mas esse não é o maior de seus problemas. Exatamente por ser desprovido de qualquer poder, Izuku sofre constantemente nas mãos de seus colegas de classe. Nesse mundo fictício, desde o primeiro caso constatado de um recém-nascido com algum tipo de poder, o índice de criminalidade cresceu proporcional ao surgimento de heróis com as mais variadas capacidades. E, como não poderia deixar de ser, o sonho de Izuku é se tornar um super-herói. Isso parecia impossível até o dia que ele ajuda o poderoso All Might na captura de um vilão gosmento. Ao demonstrar grande coragem e um forte senso de justiça, com a ajuda do famoso herói de cabelos louros, o garoto, enfim, terá a chance de se tornar quem sempre sonhou!

No futuro, a maioria das pessoas nasce com alguma habilidade especial, chamada de Peculiaridade. Esses dons, obviamente, também se manifestam em pessoas que os utilizam para o mal, o que faz surgir a necessidade de existirem super-heróis para combatê-las. Só que agora os super-heróis não precisam ocultar suas identidades, pois é uma profissão regulamentada e admirada, sendo o sonho de muitos jovens. Um desses jovens é Midoriya Izuku, o protagonista.

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Midoriya sonha em ser um herói e tem como grande ídolo All Might, um dos maiores heróis do mundo, conhecido como Símbolo da Paz. O problema é que, infelizmente, Midoriya é um dos raros casos que nasceu sem Peculiaridade. Entretanto, um dia ele demonstra muita coragem ao tentar salvar seu colega de escola, Bakugou, de um vilão – cena presenciada pelo próprio All Might, que acaba decidindo ajudar o garoto a se tornar um super-herói e entrar para a U.A., uma escola para heróis prestigiada.

A partir daí, Midoriya recebe de All Might sua Peculiaridade, a One For All, e passamos a acompanhar seus desafios na U.A.. O garoto está cercado por pessoas talentosas e habilidosas, que tiveram a vida toda para se habituar a seus dons, enquanto Midoriya precisa aprender a controlar seu novo – e expressivo – poder. Além dos desafios proporcionados pela escola, Midoriya também tem que lidar com colegas cujas personalidades são extremamente difíceis, com destaque para Bakugou, um jovem que ele conhece desde a infância. Bakugou também se inspira em All Might, mas sua personalidade explosiva e o bullying que pratica fazem dele alguém desequilibrado. Seus poderes excepcionais são vistos pelos colegas e professores, mas ele nem sempre consegue atingir seus objetivos devido ao seu temperamento (o que acaba sendo um desafio que o próprio Bakugou precisa enfrentar). Existem inúmeros outros personagens que têm seus sonhos e ambições: Uraraka é uma jovem que quer auxiliar os pais financeiramente; Iida sonha em ser um grande herói, assim como o irmão mais velho; Todoroki tem traumas de infância relacionados ao pai que precisa superar, e por aí vai. E é muuuito legal acompanhar o crescimento desses jovens não apenas como heróis, mas também como pessoas.

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A animação propriamente dita é fantástica. Por ser um anime cheio de lutas, é incrível ver a fluidez dos movimentos e a qualidade dos episódios. A trilha sonora também é ótima e empolgante, o que combina com o tom frenético da maior parte dos episódios. Outro aspecto bacana é que – apesar de ter alguns plots previsíveis (como torneios e treinamentos) – o anime tem muitas reviravoltas e episódios que deixam o espectador tenso, querendo saber o que vai acontecer e se os heróis conseguirão deter os planos dos vilões.

Mas, como nem tudo são flores, minhas críticas negativas começam pelos vilões: existem alguns mais interessantes mas, de modo geral, as situações são mais aflitivas do que os vilões em si. Até agora nenhum apresentou ameaça REAL, exceto pelo arqui-inimigo de All Might, All For One. Outro defeito que My Hero Academia apresenta é compartilhado com muuuuitos outros animes do gênero: pouca valorização das personagens femininas e exploração do corpo delas para entretenimento masculino. 😦 

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Porém, apesar das lutas serem envolventes e emocionantes, o que mais mexe com a gente é a superação dos personagens. É algo bem clichê em animes (especialmente shounen, voltados ao público jovem masculino, com tramas cheias de lutas), mas mesmo assim é difícil não ficar arrepiada quando algum personagem consegue superar seus limites e fazer algo que não conseguia antes. Midoriya é o maior exemplo disso, sendo alguém cuja determinação é inabalável. A cada vez que ele demonstra maior controle sobre o grande poder do One For All, temos vontade de vibrar com ele! ❤

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My Hero Academia é um anime com personagens muito carismáticos, traz uma nova forma de trabalhar a ideia de super-heróis (que podem ser considerados saturados hoje em dia, apesar de eu amar) e tem episódios que prendem e criam expectativa. Se você tem afinidade com animes, vale MUITO a pena dar uma chance!

Título original: Boku no Hīrō Akademia
Ano de lançamento: 2016
Direção: Kenji Nagasaki
Roteiro: Yōsuke Kuroda
Elenco: Daiki Yamashita, Kenta Miyake, Nobuhiko Okamoto, Kaito Ishikawa, Ayane Sakura, Yûki Kaji

Review: Aggretsuko

Oi galera, tudo bem?

Faz tempo que eu não falo sobre animes por aqui, né? E se eu te contar que Aggretsuko (de Aggresive Retsuko) foi uma das surpresas mais agradáveis e engraçadas dos últimos tempos? 😉 Vamos conhecer!

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Sinopse: Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente.

Uma red panda fofinha de 25 anos, que trabalha no setor de Contabilidade de uma grande empresa, sofre diariamente com o abuso de seu chefe preguiçoso e machista e desconta as frustrações do dia a dia cantando death metal num karaokê. Sim, essa é a trama de Aggretsuko, o novo anime da Sanrio (a mesma empresa criadora da Hello Kitty). 😂 E sabem o que é mais engraçado? A trama não é nada surreal, não!

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Retsuko é uma jovem solteira, infeliz no trabalho, insegura quanto sua aparência e que precisa contar as moedinhas no fim do mês pra pagar o aluguel e viver com dignidade. Seus dias são repletos de gritos e cobranças infundadas por parte de seu chefe, o Supervisor Porcão, um homem abusivo, machista e preguiçoso, que passa o dia inteiro polindo seus tacos de golfe e treinando novos movimentos e tacadas. Como todo jovem adulto que precisa do emprego, Retsuko engole diversos sapos e tenta lidar com a rotina da melhor forma possível. Sua maneira de extravasar é cantando sozinha no karaokê, e a comédia fica por conta da discrepância entre sua aparência fofa e o estilo musical favorito da protagonista, o death metal. Gritos, riffs pesados de guitarra, letras xingando o chefe e muito headbang marcam essas cenas, nas quais Retsuko aparece “possuída” pela música, com maquiagem pesada e língua de fora. Impossível não rir! 😂

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Aggretsuko traz, de maneira leve (mas surpreendentemente real) situações cotidianas que todo mundo já passou ou vai passar um dia: a convivência com colegas puxa-saco e fofoqueiros, um crush em um colega de trabalho, a cegueira em relação aos defeitos de alguém logo que nos apaixonamos, a dor de ter que dar um presente caro a amigos que estão se casando (o que compromete as finanças do mês), a sensação de frustração ao comparar sua vida à de uma amiga… São inúmeras situações relacionáveis, o que nos faz criar uma empatia instantânea por Retsuko.

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As amizades femininas também merecem destaque. Para a surpresa da protagonista, ela se vê amiga de duas funcionárias importantes da empresa em que trabalha: Gori e Washimi. Bonitas e bem-sucedidas, elas eram objeto de admiração de Retsuko, até que uma aula de yoga em comum acaba por uni-las. E as duas são incríveis, apoiando e incentivando Retsuko, especialmente  no que diz respeito à vida profissional.

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Com episódios de apenas 15 minutos, Aggretsuko foi uma grata surpresa que a Netflix me proporcionou. Confesso que só topei assistir porque meu namorado insistiu mas, no fim, me vi gargalhando e me identificando com os dramas da vida de Retsuko (que, aliás, tem praticamente a mesma idade que eu kkk rindo de nervoso). É um anime curtinho, que você assiste numa sentada, e vai te arrancar boas risadas. Vale a pena dar uma chance! 😀

Título original: Aggretsuko
Ano de lançamento: 2018
Criador: “Yeti” (pseudônimo)
Elenco: Kaolip, Komegumi Koiwasaki, Maki Tsuruta, Sohta Arai, Rina Inoue, Shingo Kato, Yuki Takahashi

Review: Puella Magi Madoka Magica

Olá, pessoal! Tudo bem?

Conforme o prometido, vim trazer mais um conteúdo que eu queria falar a respeito há um tempo. Já falei de muitos mangás por aqui, mas hoje resolvi trazer um anime pro blog! Trata-se de Puella Magi Madoka Magica ou, simplesmente, Madoka Magica.

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Sinopse: Suicídios sem explicação? Acidentes de trânsito? Mortes de pacientes quase curados? Tudo isso é causado pelo poder das bruxas. Elas causam o mal e estão presentes em todos os lugares. Para combate-las, há apenas uma saída: algumas meninas têm que firmar um contrato com Kyubey e tornarem-se Garotas Mágicas. Em troca, essas garotas receberão como prêmio um desejo concedido. Em Puella Magi Madoka Mágica seguimos a vida de Madoka Kaname e os dramas causados após descobrir a existência das bruxas e das garotas mágicas. Em meio a outras personagens, temos Homura Akemi e sua tentativa de impedir que Madoka se torne uma garota mágica. Fonte.

A história começa quando Madoka Kaname, nossa protagonista, tem um sonho em que uma garota luta sozinha contra um monstro imenso. No dia seguinte, na aula, ela vê que a menina do seu sonho é a nova aluna transferida: Homura Akemi. Posteriormente, enquanto faz compras no shopping com as amigas, Madoka vê Homura perseguindo um animal diferente, que lembra um gato. Madoka e sua melhor amiga, Sayaka, salvam essa criatura – chamada Kyubey – mas acabam presas em uma espécie de mundo paralelo, onde são atacadas por um monstro. As duas são salvas por Mami Tomoe, uma garota mágica. E Kyubey é a criatura capaz de transformar garotas normais em garotas mágicas, como Mami. Ele explica que o objetivo das garotas mágicas é lutar contra as bruxas, criaturas horrendas que se alimentam de humanos, levando-os inclusive a se suicidar, cometer assassinato, entre outras coisas. A trama realmente ganha propósito no momento em que Kyubey oferece a Madoka e a Sayaka um contrato para que elas sejam garotas mágicas também – e, em troca, elas podem ter qualquer desejo atendido. Porém, Homura está determinada a impedir que isso aconteça.

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Os traços delicados e a premissa de “garotas mágicas lutando contra o mal” fazem Madoka Magica parecer um anime bobinho, beirando até mesmo o infantil, certo? Errado. Porque em Madoka Magica todo esse conceito de “mahou shoujo”/garotas mágicas é subvertido e desconstruído, principalmente por ter um enredo profundo e doloroso (coisa que eu nunca vi em nenhum outro “mahou shoujo”, por sinal).

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Em apenas 12 episódios, o anime nos apresenta a personagens femininas complexas, com fardos pesados a carregar e arrependimentos com os quais precisam conviver. Madoka é doce, altruísta e gentil, mas extremamente insegura, e esse sentimento faz com que ela não se sinta importante ou necessária; Sayaka é apaixonada pelo melhor amigo desde a infância, mas ele sofreu um acidente que o impede de tocar violino, seu maior talento e paixão, e ela não tem coragem de dizer o que sente; Mami e Kyoko, outras duas garotas mágicas, tem suas próprias histórias que motivaram a decisão de se tornarem garotas mágicas. E, por fim, temos Homura: uma personagem fria, calculista, com um semblante apático, mas capaz de tudo para cumprir seu objetivo – eliminar Kyubey e impedir Madoka de se tornar uma garota mágica. As motivações da personagem são obscuras e demoramos muito a entendê-la, mas prometo que, quando isso acontece, é impossível não se emocionar.

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Madoka Magica também traz algumas discussões sobre moralidade. As personagens viram garotas mágicas para salvar o mundo das bruxas? Ou para ter seu desejo atendido? A questão é que junto do desejo atendido vem também o sacrifício. E essa é uma palavra importante nesse anime. Porque ser uma garota mágica e ver seu desejo sendo realizado não é nada perto do sofrimento que esse “trabalho” exige. A próxima frase tem um spoiler, selecione se quiser ler: a verdade é que o trabalho de garota mágica é eterno e tem apenas um fim, a morte. Porque as bruxas, na realidade, são antigas garotas mágicas que sucumbiram pelo acúmulo de energias negativas. Kyubey é outro personagem que vale a pena mencionar. Vindo de outro planeta, ele tem uma noção de certo e errado totalmente diferente da nossa. Por isso, ele não vê problema algum em fazer o que faz com jovens garotas – induzi-las a se transformarem em garotas mágicas sem contar a verdade por trás disso.

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Puella Magi Madoka Magica é um anime com protagonismo feminino, que traz uma forma totalmente diferente de apresentar o conceito de garotas mágicas. Ele mostra, sem poupar o espectador, que toda ação tem sua consequência, e que pessoas podem morrer e sofrer no processo. Com personagens repletas de camadas, dores e responsabilidades, além de cenas de luta psicodélicas e visualmente impactantes, Madoka Magica foi uma grata surpresa que tive em 2015. É um anime sofrido, por mais que suas cores delicadas e traços fofos não deixem transparecer essa dor em um primeiro momento. Recomendo muito, principalmente pra quem gosta de histórias surpreendentes. 🙂

Título original: Mahō Shōjo Madoka Magica
Ano de lançamento: 2011
Direção: Akiyuki Shinbo
Roteiro: Atsuhiro Iwakami
Elenco: Aoi Yūki, Chiwa Saitō, Eri Kitamura, Kaori Mizuhashi, Ai Nonaka, Emiri Katō