Resenha: Vazíola: A Caçada a Morrigan Crow – Jessica Townsend

Oi pessoal, tudo bem?

A série Nevermoor conseguiu de novo, e mais uma vez entrou pra lista dos meus queridinhos! Hoje vim contar pra vocês minhas impressões sobre Vazíola: A Caçada a Morrigan Crow, terceiro volume da saga – e meu favorito até agora! ❤ Atenção: como essa resenha fala do terceiro livro, existem alguns spoilers dos volumes anteriores.

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Sinopse: Morrigan Crow e seus amigos não só sobreviveram ao primeiro ano como integrantes da exclusiva Sociedade Fabulosa, mas também ajudaram a acabar com o Mercado Macabro e se provaram leais a Unidade 919. Agora, Morrigan enfrenta um novo e empolgante desafio: dominar as Artes Fabulosas e controlar o poder que ameaça consumi-la. Mas uma estranha doença tomou conta de Nevermoor, infectando os Fabulanimais, fazendo com que eles percam a razão e se tornem nãonimais raivosos e agressivos. Conforme o número de vítimas da Vazíola se multiplica e o pânico se instaura, a cidade que Morrigan tanto ama se vê dominada pelo medo e pela desconfiança. Morrigan então se dá conta de que talvez seja capaz de encontrar uma cura para a doença, mas sua solução pode colocar não só a ela, mas a toda Nevermoor em um perigo maior do que jamais imaginaria.

De uns anos pra cá, confesso pra vocês que tem sido difícil pra mim ler séries de fantasia porque elas trazem conceitos e nomes que eu esqueço entre o lançamento de um livro e outro. 😂🤡 Felizmente, Jessica Townsend é maravilhosa e ajuda as Dorys humanas como eu, rememorando tanto os nomes dos personagens como também os locais anteriormente mencionados e os principais fatos ocorridos nos volumes anteriores. Foi assim que lembrei do que era necessário para ler Vazíola: no segundo volume de Nevermoor, acompanhamos Morrigan tendo suas primeiras lições a respeito do Fabulânio na Sociedade Fabulosa, sendo todas elas carregadas de um julgamento negativo por parte do seu professor, Onstald. Acontece que o final do segundo livro traz uma reviravolta importante quando Onstald se sacrifica para salvar Morrigan e a garota mais uma vez é tentada por Ezra Squall, o maior inimigo de Nevermoor, a se tornar sua aprendiz. A jovem Mog segue categórica em sua decisão de aprender a controlar o Fabulânio sozinha, e é nessa situação que Vazíola começa. Quando Fabulanimais (seres que parecem animais, mas são tão inteligentes quanto seres humanos) começam a agir de modo estranho, transformando-se em nãonimais (animais comuns), Morrigan percebe que a Vazíola é muito mais do que uma simples doença.

Se eu tiver que escolher uma única palavra pra definir os caminhos tomados por Jessica Townsend em Vazíola, seria fascinante. Eu simplesmente amei a forma como a autora aprofundou assuntos anteriormente abordados na saga que até então não tinham tido tanto espaço. O primeiro deles é o desabrochar de Morrigan como estudante da Soculosa: se antes a garota só era ensinada sobre o lado negativo dos Fabuladores, em Vazíola ela começa a aprender as maravilhas projetadas e realizadas por eles. O leitor, assim como Mog, fica encantado ao descobrir que existe toda uma escola da Soculosa destinada aos Estudos Fabulosos (a Escola das Artes Fabulosas), e que há um grupo de estudos que se debruça sobre essa habilidade e sua história. Morrigan se aproxima dessas pessoas, em especial da Faburraposa chamada Sophia, que a guia pela Escola e a apresenta ao seu principal material de estudo: o Livro das Horas Fantasmagóricas. Aqui novamente eu faço um paralelo entre Nevermoor e Harry Potter, porque o Livro me remeteu instantaneamente à Penseira: é um objeto fantástico capaz de transportar o usuário até um momento específico do passado (ou trazer essa cena do passado para ser assistida no presente). É desse modo que Mog não apenas aprende mais técnicas sobre o domínio do Fabulânio como também se depara com um jovem – e ainda inocente – Ezra Squall.

Por mergulhar nos seus estudos fabulosos e por nutrir uma profunda curiosidade em saber mais sobre a juventude de Squall, Mog acaba se afastando dos seus amigos da Soculosa, que infelizmente perdem um pouco de espaço nas páginas do livro. A garota divide sua atenção entre os estudos de Fabulânio e a preocupação com a Vazíola pois, conforme ela se espalha pela cidade, a Sociedade Fabulosa e os cidadãos de Nevermoor começam a entrar em pânico, já que os Fabulanimais passam a atacar pessoas e, uma vez que a onda de fúria passa, eles entram em uma espécie de coma seguido pela perda daquilo que fazem deles seres pensantes. É em relação a esse fato que reside uma pequena decepção que tive: a obviedade do segredo por trás do vírus que acredita-se ser a Vazíola; não é nada difícil descobrir o que ele significa, ainda que isso tenha pouca importância ao olharmos o panorama geral da trama.

Um dos pontos mais importantes desse volume é o fato de que a autora traz o debate sobre a tolerância, o medo do desconhecido e o perigo do preconceito. Usando como desculpa o medo da Vazíola, as “pessoas de bem” (aqui citados como Cidadãos Preocupados de Nevermoor, um partido político que se coloca contra todos os Fabulanimais) começam eles mesmos a tomar atitudes violentas, repressoras e hostis contra Fabulanimais – não tendo nem o vírus pra justificar tais ações, diferente daqueles que perdem o controle devido à doença. Fica claro que existem muitas pessoas no reino que não consideram Fabulanimais como seus iguais, e o uso do vírus é o argumento para diminuí-los, isolá-los e ferir sua dignidade. Como se não bastasse, mesmo as instituições nas quais Mog deveria confiar passam a desapontá-la, tendo como exemplo disso as ações de cortina de fumaça utilizadas pela Soculosa (nós, brasileiros, conhecemos bem essa estratégia).

Enquanto Morrigan, seu Patrono Jupiter e outros membros influentes da Sociedade tentam vencer a ameaça da Vazíola, outro personagem bem instigante vai ganhando espaço nas páginas. Para a minha surpresa, me vi muito mais interessada nele do que em qualquer outro nesse momento: estou falando do nosso infame Ezra Squall. Não costumo ser fã de vilões, acho que Ezra tem mais a oferecer do que somente sua vilania. A participação de Squall foi muito mais relevante ao longo da trama, saindo um pouco da fórmula “seja minha aprendiz” usada nos livros um e dois. Como mencionei, Morrigan viu o passado dele nas Horas Fantasmagóricas e se pegou se perguntando em que momento ele se transformou de um menino aprendiz para um assassino que traiu seus amigos Fabuladores, provocando o massacre de Nevermoor. Nas interações entre os dois personagens, senti que existem aspectos não contados da história do antagonista que podem render reviravoltas na forma como o leitor o encara. Uma história de redenção, talvez? Ainda não sei. Mas no momento em que fica claro que a Soculosa é capaz de manipular os fatos a seu favor, sacrificando pessoas se necessário, e também com a presença de uma ameaça tão grande quanto a de Squall surgindo, essa teoria ganha força na minha cabeça.

Vazíola: A Caçada a Morrigan Crow é um livro que não para. Ele é cheio de novas informações, tem muitas reviravoltas e o final é incrível, fazendo com que o leitor mal possa esperar pelo próximo volume. Mas o que mais gostei na obra é ver que Morrigan está crescendo – assim como a série. É muito prazeroso ver que a trama evolui e amadurece junto da sua protagonista; Mog ainda é jovem e tem muito pela frente, mas Vazíola já fez com que a garota assumisse desafios e responsabilidades bastante pesados para seus pequenos ombros. Já estou ansiosa pra acompanhar seus próximos passos. E se você gosta de séries de fantasia com um universo criativo e bons personagens, se joga em Nevermoor. É fabulosa! 😉

Título original: Hollowpox: The Hunt for Morrigan Crow
Série: Nevermoor
Autora: Jessica Townsend
Editora: Rocco
Número de páginas: 400
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Fabulador: O Chamado de Morrigan Crow – Jessica Townsend

Oi pessoal, tudo bem?

A resenha de hoje é um combo entre manter o foco na minha meta literária de 2021 e matar a curiosidade sobre a continuação de Nevermoor, uma série que já me cativou. Fabulador é o segundo volume e desenvolve ainda mais a história da ex-azarada Morrigan Crow. Atenção: a resenha tem alguns spoilers do volume anterior!

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Sinopse: Morrigan Crow pode ter derrotado sua maldição mortal, superado os desafios perigosos e entrado para a Sociedade Fabulosa, mas sua jornada por Nevermoor e todos os seus segredos está apenas começando… Os cidadãos da mágica e secreta cidade de Nevermoor têm uma memória viva dos ataques orquestrados pelo único Fabulador que conhecem, Ezra Squall – e sem dar uma chance para Morrigan, agem como se ela fosse tão mortal quanto. Por isso, não é surpresa que, quando integrantes da Sociedade Fabulosa começam a sumir, Morrigan se torne a principal suspeita. Agora, Morrigan e seus amigos, os antigos e os novos, terão que provar sua inocência antes que ela seja expulsa da Sociedade, o único lugar que ela chama de casa, para sempre.

Após descobrir que é uma Fabuladora, compartilhando da mesma habilidade que o grande vilão Ezra Squall possui, Morrigan fica bastante insegura com o seu futuro em Nevermoor. A jovem conseguiu vencer os desafios e ser aceita na Sociedade Fabulosa, mas será que seus colegas de unidade também farão o mesmo por ela? Quando um bilhete que ameaça expor o segredo de Morrigan e da Unidade 919 para toda a Sociedade chega, seus membros passam a ser chantageados – e quase todos se ressentem de Morrigan por isso. Para tornar o ano da garota ainda mais difícil, seu patrono Jupiter North está em uma missão para encontrar membros desaparecidos da Soculosa, e Ezra Squall segue como uma presença que vigia cada passo da menina que ele deseja como aprendiz.

Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow terminou de um jeito que tornou impossível não aguardar ansiosamente pela continuação. O desejo do vilão em ser professor de Morrigan, somado ao fato de que finalmente conheceremos a Sociedade Fabulosa pela perspectiva da protagonista, foram o gancho perfeito para a continuação. Fabulador flerta bastante com Harry Potter, mais do que o primeiro livro: há uma escola dividida por “casas” (aqui representadas pelas Artes Arcanas e as Artes Mundanas), há um vilão usando uma conexão secreta com a protagonista para plantar dúvidas em sua mente e há até mesmo uma traição. Mas, apesar de isso tornar Fabulador um pouquinho mais lugar-comum, não chega a tirar o brilho da obra. Jessica Townsend conseguiu manter o carisma de sua história e desenvolver mais elementos interessantes.

Jupiter, infelizmente, fica um pouco apagado nesse volume, perdendo aquele arzinho de Chapeleiro Maluco que eu achava bem charmoso nele. Morrigan, por outro lado, se torna uma protagonista da qual gosto mais. Ela tem mais atitude, mas não é egoísta; ela pensa no bem dos outros, mas também luta por si mesma; ela fica triste pela sua exclusão, mas tem empatia para compreender os dilemas de seus colegas. Hawthorne continua sendo o amigo mais leal possível, enquanto Cadence ganha um espaço bastante merecido no trio (mais uma semelhança com Harry Potter, invertendo o gênero dos personagens rs).

Além de aprofundar o cenário que envolve a Sociedade Fabulosa, Fabulador também nos leva a outros lugares em Nevermoor (como o interessantíssimo Museu dos Momentos Roubados). O plot do desaparecimento de membros da Soculosa é muito legal e coloca os jovens protagonistas em uma missão investigativa cheia de ação, o que torna a leitura ágil e envolvente. Além disso, ver Morrigan aprender pouco a pouco sobre o que significa ser uma Fabuladora e a controlar seus poderes é muito instigante.

Fabulador é uma ótima sequência para a série Nevermoor e não caiu na “maldição do segundo livro”. Apesar das semelhanças com outras séries infantojuvenis do gênero, gosto da proposta de Jessica Townsend e do universo construído por ela. Enxergo muito potencial na saga e mal posso esperar pra ver Morrigan aprendendo mais sobre seus poderes e convivendo com outras pessoas habilidosas. ❤ E se você curte esse estilo de livro, te digo que com certeza vale a pena adicionar a série à sua listinha de leituras!

Título original: Wundersmith: The Calling of Morrigan Crow
Série: Nevermoor
Autora: Jessica Townsend
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 368
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow – Jessica Townsend

Oi galera, tudo bem?

Fazia tempo que eu não lia um livro de fantasia, e Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow (primeiro volume de uma série com 9 títulos planejados) foi uma grata surpresa. Vamos conhecer? 🙂

resenha nevermoor.pngGaranta o seu!

Sinopse: Nascida no Escurecer, o pior dia para uma criança nascer, Morrigan é considerada culpada por todos os infortúnios de sua cidade – de tempestades de granizo a ataques cardíacos – e, o que é pior, a maldição a condena a morrer à meia-noite de seu décimo primeiro aniversário. Mas, enquanto Morrigan aguarda seu destino, um homem estranho e extraordinário chamado Jupiter North aparece. Perseguidos por cães de fumaça e sombrios caçadores montados a cavalo, ele a leva para a segurança de uma cidade secreta e mágica: Nevermoor. Mas, para permanecer definitivamente em Nevermoor, Morrigan precisará passar por quatro desafios difíceis e perigosos, competindo com centenas de outras crianças – caso contrário, terá de deixar a cidade e enfrentar seu destino fatal.

Morrigan Crow é uma menina muito azarada. Nascida no último dia do Escurecer, ela se enquadra na categoria de Crianças Amaldiçoadas e é responsabilizada por tudo de errado que acontece em seu lar, Chacalfax. Mas a pior parte de ser uma Criança Amaldiçoada reside no fato de que Morrigan está fadada a morrer em seu aniversário de 11 anos. Entretanto, no fatídico dia, algo surpreendente acontece: um homem misterioso chamado Jupiter North surge e se oferece como patrono de Morrigan (uma tradição em que escolas prestigiadas fazem ofertas a crianças para que sejam suas alunas). A menina, entusiasmada com a oferta e assustada com a iminência de seu fim, aceita o convite de Jupiter, que não a leva para uma simples escola, mas sim para um lugar até então desconhecido pela protagonista: Nevermoor. Lá, Morrigan terá de vencer diversos desafios para ser considerada digna de entrar para a prestigiada Sociedade Fabulosa, da qual Jupiter faz parte. Entretanto, quando problemas relacionados ao fabulânio (a fonte de energia utilizada no livro) começam a acontecer, Morrigan desconfia que a maldição a seguiu, enquanto os locais temem pelo retorno de uma ameaça secular conhecida como Fabulador – responsável por um verdadeiro massacre que ainda assombra Nevermoor.

Ufa! Acreditem, isso é só a pontinha do iceberg de Os Desafios de Morrigan Crow. O livro, como praticamente toda obra introdutória de uma série de fantasia, traz diversos conceitos novos que são fundamentais para a construção de seu universo e mitologia. Começando pela própria Nevermoor, que é um Estado Livre, diferente de Chacalfax (que faz parte da República do Mar Invernal). Lá não existe a cultura das Crianças Amaldiçoadas, as pessoas são vibrantes e a mágica acontece. Acostumada a ser hostilizada por todos (inclusive sua própria família) devido à maldição, Morrigan encontra em Nevermoor a possibilidade de viver uma vida inimaginável, em que ela não é culpada por tudo de errado que acontece e onde, pela primeira vez, existe a chance de fazer amigos.

resenha nevermoor

Morrigan é uma menina carismática e da qual é possível sentir muita pena. Ela nunca conheceu afeto nem carinho e, mesmo assim, não é uma personagem amarga – ainda que tenha uma personalidade inquieta e por vezes levemente birrenta. Quando ela faz seu primeiro amigo, Hawthorne, outro candidato à Sociedade Fabulosa, é muito bacana vê-la desabrochar e vivenciar momentos que toda criança de 11 anos deveria, inclusive as traquinagens. Jupiter, seu patrono, é um personagem que conquista o leitor de imediato, ainda que pareça maluco em diversos momentos. Suas respostas evasivas às dúvidas de Morrigan me fizeram lembrar de Dumbledore ao tentar escapar de certas perguntas feitas por Harry. E mesmo o vilão tem os elementos que o tornam interessante, desde o mistério sobre sua identidade até a extensão de seus poderes.

E já que mencionei Harry Potter, vale dizer que solicitei Nevermoor à editora Rocco em parte pelos comentários que comparavam as duas séries. Em certo nível, sim, existem semelhanças: a protagonista é uma jovem criança que é resgatada de uma realidade horrível e adentra um mundo mágico onde praticamente tudo é possível. Mas, apesar de seguir a clássica fórmula da Jornada do Herói, Jessica Townsend conseguiu conceber um universo de fantasia bastante original e um enredo que nos prende devido aos desafios que Morrigan precisa ultrapassar. São quatro no total (numa vibe meio Torneio Tribruxo rs), que testam inteligência, determinação e talento, entre outras qualidades. Com o passar das páginas, vamos descobrindo junto da protagonista todos os elementos que tornam Nevermoor tão fantástica – e desejando fazer parte daquela Sociedade também.

Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow inicia com o pé direito uma série que tem tudo para ser divertida, envolvente e eletrizante. Com uma ótima promessa de vilão, uma personagem aprendendo sobre seu real potencial e um mentor cheio de carisma, não faltam bons personagens para nos conduzir por um universo criativo e cheio de boas promessas. Recomendo! 😉

Título Original: Nevermoor: The Trials of Morrigan Crow
Série: Nevermoor
Autor: Jessica Townsend
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 352
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.