Resenha: Fabulador: O Chamado de Morrigan Crow – Jessica Townsend

Oi pessoal, tudo bem?

A resenha de hoje é um combo entre manter o foco na minha meta literária de 2021 e matar a curiosidade sobre a continuação de Nevermoor, uma série que já me cativou. Fabulador é o segundo volume e desenvolve ainda mais a história da ex-azarada Morrigan Crow. Atenção: a resenha tem alguns spoilers do volume anterior!

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Sinopse: Morrigan Crow pode ter derrotado sua maldição mortal, superado os desafios perigosos e entrado para a Sociedade Fabulosa, mas sua jornada por Nevermoor e todos os seus segredos está apenas começando… Os cidadãos da mágica e secreta cidade de Nevermoor têm uma memória viva dos ataques orquestrados pelo único Fabulador que conhecem, Ezra Squall – e sem dar uma chance para Morrigan, agem como se ela fosse tão mortal quanto. Por isso, não é surpresa que, quando integrantes da Sociedade Fabulosa começam a sumir, Morrigan se torne a principal suspeita. Agora, Morrigan e seus amigos, os antigos e os novos, terão que provar sua inocência antes que ela seja expulsa da Sociedade, o único lugar que ela chama de casa, para sempre.

Após descobrir que é uma Fabuladora, compartilhando da mesma habilidade que o grande vilão Ezra Squall possui, Morrigan fica bastante insegura com o seu futuro em Nevermoor. A jovem conseguiu vencer os desafios e ser aceita na Sociedade Fabulosa, mas será que seus colegas de unidade também farão o mesmo por ela? Quando um bilhete que ameaça expor o segredo de Morrigan e da Unidade 919 para toda a Sociedade chega, seus membros passam a ser chantageados – e quase todos se ressentem de Morrigan por isso. Para tornar o ano da garota ainda mais difícil, seu patrono Jupiter North está em uma missão para encontrar membros desaparecidos da Soculosa, e Ezra Squall segue como uma presença que vigia cada passo da menina que ele deseja como aprendiz.

Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow terminou de um jeito que tornou impossível não aguardar ansiosamente pela continuação. O desejo do vilão em ser professor de Morrigan, somado ao fato de que finalmente conheceremos a Sociedade Fabulosa pela perspectiva da protagonista, foram o gancho perfeito para a continuação. Fabulador flerta bastante com Harry Potter, mais do que o primeiro livro: há uma escola dividida por “casas” (aqui representadas pelas Artes Arcanas e as Artes Mundanas), há um vilão usando uma conexão secreta com a protagonista para plantar dúvidas em sua mente e há até mesmo uma traição. Mas, apesar de isso tornar Fabulador um pouquinho mais lugar-comum, não chega a tirar o brilho da obra. Jessica Townsend conseguiu manter o carisma de sua história e desenvolver mais elementos interessantes.

Jupiter, infelizmente, fica um pouco apagado nesse volume, perdendo aquele arzinho de Chapeleiro Maluco que eu achava bem charmoso nele. Morrigan, por outro lado, se torna uma protagonista da qual gosto mais. Ela tem mais atitude, mas não é egoísta; ela pensa no bem dos outros, mas também luta por si mesma; ela fica triste pela sua exclusão, mas tem empatia para compreender os dilemas de seus colegas. Hawthorne continua sendo o amigo mais leal possível, enquanto Cadence ganha um espaço bastante merecido no trio (mais uma semelhança com Harry Potter, invertendo o gênero dos personagens rs).

Além de aprofundar o cenário que envolve a Sociedade Fabulosa, Fabulador também nos leva a outros lugares em Nevermoor (como o interessantíssimo Museu dos Momentos Roubados). O plot do desaparecimento de membros da Soculosa é muito legal e coloca os jovens protagonistas em uma missão investigativa cheia de ação, o que torna a leitura ágil e envolvente. Além disso, ver Morrigan aprender pouco a pouco sobre o que significa ser uma Fabuladora e a controlar seus poderes é muito instigante.

Fabulador é uma ótima sequência para a série Nevermoor e não caiu na “maldição do segundo livro”. Apesar das semelhanças com outras séries infantojuvenis do gênero, gosto da proposta de Jessica Townsend e do universo construído por ela. Enxergo muito potencial na saga e mal posso esperar pra ver Morrigan aprendendo mais sobre seus poderes e convivendo com outras pessoas habilidosas. ❤ E se você curte esse estilo de livro, te digo que com certeza vale a pena adicionar a série à sua listinha de leituras!

Título original: Wundersmith: The Calling of Morrigan Crow
Série: Nevermoor
Autora: Jessica Townsend
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 368
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow – Jessica Townsend

Oi galera, tudo bem?

Fazia tempo que eu não lia um livro de fantasia, e Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow (primeiro volume de uma série com 9 títulos planejados) foi uma grata surpresa. Vamos conhecer? 🙂

resenha nevermoor.pngGaranta o seu!

Sinopse: Nascida no Escurecer, o pior dia para uma criança nascer, Morrigan é considerada culpada por todos os infortúnios de sua cidade – de tempestades de granizo a ataques cardíacos – e, o que é pior, a maldição a condena a morrer à meia-noite de seu décimo primeiro aniversário. Mas, enquanto Morrigan aguarda seu destino, um homem estranho e extraordinário chamado Jupiter North aparece. Perseguidos por cães de fumaça e sombrios caçadores montados a cavalo, ele a leva para a segurança de uma cidade secreta e mágica: Nevermoor. Mas, para permanecer definitivamente em Nevermoor, Morrigan precisará passar por quatro desafios difíceis e perigosos, competindo com centenas de outras crianças – caso contrário, terá de deixar a cidade e enfrentar seu destino fatal.

Morrigan Crow é uma menina muito azarada. Nascida no último dia do Escurecer, ela se enquadra na categoria de Crianças Amaldiçoadas e é responsabilizada por tudo de errado que acontece em seu lar, Chacalfax. Mas a pior parte de ser uma Criança Amaldiçoada reside no fato de que Morrigan está fadada a morrer em seu aniversário de 11 anos. Entretanto, no fatídico dia, algo surpreendente acontece: um homem misterioso chamado Jupiter North surge e se oferece como patrono de Morrigan (uma tradição em que escolas prestigiadas fazem ofertas a crianças para que sejam suas alunas). A menina, entusiasmada com a oferta e assustada com a iminência de seu fim, aceita o convite de Jupiter, que não a leva para uma simples escola, mas sim para um lugar até então desconhecido pela protagonista: Nevermoor. Lá, Morrigan terá de vencer diversos desafios para ser considerada digna de entrar para a prestigiada Sociedade Fabulosa, da qual Jupiter faz parte. Entretanto, quando problemas relacionados ao fabulânio (a fonte de energia utilizada no livro) começam a acontecer, Morrigan desconfia que a maldição a seguiu, enquanto os locais temem pelo retorno de uma ameaça secular conhecida como Fabulador – responsável por um verdadeiro massacre que ainda assombra Nevermoor.

Ufa! Acreditem, isso é só a pontinha do iceberg de Os Desafios de Morrigan Crow. O livro, como praticamente toda obra introdutória de uma série de fantasia, traz diversos conceitos novos que são fundamentais para a construção de seu universo e mitologia. Começando pela própria Nevermoor, que é um Estado Livre, diferente de Chacalfax (que faz parte da República do Mar Invernal). Lá não existe a cultura das Crianças Amaldiçoadas, as pessoas são vibrantes e a mágica acontece. Acostumada a ser hostilizada por todos (inclusive sua própria família) devido à maldição, Morrigan encontra em Nevermoor a possibilidade de viver uma vida inimaginável, em que ela não é culpada por tudo de errado que acontece e onde, pela primeira vez, existe a chance de fazer amigos.

resenha nevermoor

Morrigan é uma menina carismática e da qual é possível sentir muita pena. Ela nunca conheceu afeto nem carinho e, mesmo assim, não é uma personagem amarga – ainda que tenha uma personalidade inquieta e por vezes levemente birrenta. Quando ela faz seu primeiro amigo, Hawthorne, outro candidato à Sociedade Fabulosa, é muito bacana vê-la desabrochar e vivenciar momentos que toda criança de 11 anos deveria, inclusive as traquinagens. Jupiter, seu patrono, é um personagem que conquista o leitor de imediato, ainda que pareça maluco em diversos momentos. Suas respostas evasivas às dúvidas de Morrigan me fizeram lembrar de Dumbledore ao tentar escapar de certas perguntas feitas por Harry. E mesmo o vilão tem os elementos que o tornam interessante, desde o mistério sobre sua identidade até a extensão de seus poderes.

E já que mencionei Harry Potter, vale dizer que solicitei Nevermoor à editora Rocco em parte pelos comentários que comparavam as duas séries. Em certo nível, sim, existem semelhanças: a protagonista é uma jovem criança que é resgatada de uma realidade horrível e adentra um mundo mágico onde praticamente tudo é possível. Mas, apesar de seguir a clássica fórmula da Jornada do Herói, Jessica Townsend conseguiu conceber um universo de fantasia bastante original e um enredo que nos prende devido aos desafios que Morrigan precisa ultrapassar. São quatro no total (numa vibe meio Torneio Tribruxo rs), que testam inteligência, determinação e talento, entre outras qualidades. Com o passar das páginas, vamos descobrindo junto da protagonista todos os elementos que tornam Nevermoor tão fantástica – e desejando fazer parte daquela Sociedade também.

Nevermoor: Os Desafios de Morrigan Crow inicia com o pé direito uma série que tem tudo para ser divertida, envolvente e eletrizante. Com uma ótima promessa de vilão, uma personagem aprendendo sobre seu real potencial e um mentor cheio de carisma, não faltam bons personagens para nos conduzir por um universo criativo e cheio de boas promessas. Recomendo! 😉

Título Original: Nevermoor: The Trials of Morrigan Crow
Série: Nevermoor
Autor: Jessica Townsend
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 352
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.