Assisti, mas não resenhei #6

Oi pessoal, tudo certo?

Ando numa vibe bem cinematográfica nos últimos tempos, então resolvi explorar um pouco mais as opções disponíveis no Prime Video (todos os filmes da lista, com exceção do primeiro, estão disponíveis na plataforma). Com isso, bora pra mais um Assisti, mas não resenhei recheado de dicas? 😉

Contágio

contagio

Não, essa não é uma adaptação do livro que resenhei aqui no blog, sendo este Contágio um filme de ficção – mas que flerta muito com a realidade. Na trama, um novo vírus letal se espalha rapidamente pelo mundo, e vemos os esforços das autoridades globais e dos cientistas de tentarem entender e combater a pandemia. Pasmem, mas eu assisti a esse filme no primeiro fim de semana do isolamento (masoquista talvez? rs). Acho que na época eu tinha esperanças de que não ficaríamos trancafiados por tanto tempo, mas né… Sabemos que a coisa não se desenrolou dessa forma. 😂 Seja como for, eu adorei o longa! Ele tem um ritmo alucinante e é mega envolvente, ainda mais pra quem curte uma pegada mais “teoria da conspiração” feelings.

A Chegada

a chegada

Eu já tinha vontade de conferir A Chegada desde a época do lançamento, que provocou inúmeras críticas positivas e rendeu a Amy Adams uma indicação ao Oscar. A trama de ficção científica aborda a chegada de alienígenas na Terra, e a personagem de Adams é uma linguista renomada convocada para tentar compreender a mensagem dos visitantes. Com um plot digno de fazer qualquer fã de Dark dar uma bugada, esse filme é um prato cheio tanto pra abordar ficção científica quanto para nos fazer refletir sobre o papel da comunicação na compreensão do outro e sobre a humanidade das nossas escolhas (por mais difíceis que sejam). Recomendadíssimo!

Os Suspeitos

os suspeitos

Outro título que estava na minha lista há muito tempo, Os Suspeitos é um excelente thriller protagonizado por Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal. O personagem de Jackman tem sua filha sequestrada e, não confiando na atuação da polícia e do detetive responsável pelo caso (interpretado por Gyllenhaal), ele decide agir por si mesmo e punir o suspeito com as próprias mãos. O final é surpreendente!

Ela

ela

Mega renomado, especialmente no cenário cult, Ela trata essencialmente da solidão humana. Ao interagir com uma inteligência artificial avançadíssima, o protagonista acaba desenvolvendo um relacionamento com ela. Ao longo da narrativa, vemos flashbacks do casamento fracassado do personagem e percebemos a desconexão que ele sente com as pessoas à sua volta desde o divórcio. Confesso que achei o filme só “legal” e não fiquei impactadíssima por ele como grande parte das pessoas que conheço ficou. 🤷‍♀

As Duas Faces de um Crime

as duas faces de um crime

Vocês sabem que eu adoro uma trama envolvendo investigação, né? Esse longa, que lançou Edward Norton ao estrelato, narra a história de um advogado de defesa bem-sucedido e arrogante (interpretado por Richard Gere) que decide ajudar um jovem coroinha acusado de matar o bispo da sua congregação. Ao longo da trama vemos toda a reconstrução do que aconteceu, inclusive o aspecto oculto e podre da vida do bispo. O final tem um plot twist incrível, daqueles que te deixam de boca aberta. Vale a pena!

E você, já assistiu a algum desses filmes?
Me conta nos comentários! 😉

Assisti, mas não resenhei #5

Oi pessoal, tudo bem?

No Assisti, mas não resenhei de hoje, vamos falar sobre filmes! 😀 Tenho algumas dicas bem legais pra compartilhar, então já podem ir preparando a pipoca.

Um Pequeno Favor

um pequeno favor

A trama de Um Pequeno Favor gira em torno da amizade de Stephanie, uma mãe solitária, e Emily, uma mulher de negócios imponente, cujos filhos estudam na mesma escola (o que serve como pontapé para a aproximação). Certo dia, Emily pede a Stephanie que pegue seu filho depois da aula e… desaparece. O sumiço causa grande comoção e a própria Stephanie começa sua busca por respostas. Apesar da premissa, Um Pequeno Favor não segue a fórmula tradicional de thrillers – ele é um filme um tanto quanto… cômico. Apelando pro nonsense, a trama surpreende muito mais pela quebra de expectativa do que pelos mistérios propriamente ditos. É uma boa distração, disponível no Amazon Prime Video. 🙂

12 Homens e Uma Sentença

12 homens e uma sentença

Esse é um filme antigo, em preto e branco, que vi há alguns anos e me surpreendeu muito. A trama é simples em seu cerne: 12 homens (brancos) formam o júri, que vai decidir o destino de um jovem (porto-riquenho) acusado de matar o próprio pai. Para 11 dos jurados o rapaz é culpado. Entretanto, o Sr. Davis (o único membro do júri a ter seu nome revelado) está em dúvida sobre a culpa do jovem, e passa o filme todo tentando convencer os outros homens a repensarem sua opinião. Mesmo se passando em uma única sala e tendo sua trama completa girando em torno do debate, o filme é envolvente e mostra de forma impecável os traços sutis de cada personagem, assim como o abismo racial que os leva para um caminho leviano no processo inicial de tomada de decisão.

Precisamos Falar Sobre o Kevin

precisamos falar sobre o kevin

Sempre tive muita curiosidade sobre esse título, que narra pelo ponto de vista de uma mãe como foi lidar com um filho sociopata, que vai preso após provocar um massacre na escola. A história é desconfortável e mexe bastante com o espectador, além de contar com atuações primorosas por parte de Ezra Miller e Tilda Swinton. O desenrolar da trama é lento, focado na reminiscência da personagem principal a respeito de sua vida enquanto esposa e mãe – um papel que visivelmente lhe era desconfortável. Apesar de sabermos o que leva à prisão de Kevin, o final conta com uma reviravolta chocante (não necessariamente surpreendente, se você reparar nas cenas no presente, mas ainda assim chocante pelo modo como ocorre). É um boa produção de caráter psicológico e também está disponível no Amazon Prime Video.

O Estagiário (ou Um Senhor Estagiário)

um senhor estagiario

A trama acompanha Ben Whittaker, um viúvo que está enjoado da aposentadoria e decide se candidatar a um programa de estágio em uma empresa de moda. Lá, ele é designado para ser assistente da fundadora da marca, a competente e dedicada Jules, com quem uma amizade inesperada se inicia. O relacionamento dos dois vai evoluindo aos poucos e é fofíssimo de acompanhar: ele age como uma espécie de pai, protegendo os interesses de Jules e incentivando-a no seu dia a dia intenso e corrido; Jules, por sua vez, percebe que precisa encontrar espaço na sua agenda lotada para cuidar de si mesma e ter bons momentos com a sua família – mas jamais sendo incentivada a abrir mão da sua empresa, o que considero um dos melhores acertos do filme. O fato de Jules ser poderosa e capaz é algo que Ben admira e incentiva, e precisamos de representações assim nas telas. Além disso, a comédia é mega gostosa e o filme é bem realista no núcleo amoroso da trama. Tem na Netflix e recomendo muito. ❤

Espero que tenham gostado das dicas! 😉
Beijos e até o próximo post.

Review: Liga da Justiça

Oi pessoal, tudo bem?

Voltei do cinema agora há pouco e vim correndo contar pra vocês o que achei de um dos filmes mais esperados do ano: Liga da Justiça! 

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Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

Devido a uma sequência de erros da DC, muita gente temia (com razão) o resultado de Liga da Justiça. Felizmente, Mulher-Maravilha acalmou meu coração e eu fui de mente aberta assistir à Liga.

O longa começa nos mostrando onde cada herói está. Bruce está tomado pelo remorso, sentindo-se responsável pela morte do Superman; Diana está lutando contra vilões “nas sombras”, sem revelar sua identidade; Barry Allen, o Flash, não tem uma vida estável, pulando de emprego em emprego, enquanto tenta arrumar um jeito de inocentar seu pai (que está na cadeia); Arthur Curry, o Aquaman, está ajudando uma vila de pescadores, sem assumir sua posição como rei de Atlantis; Victor Stone, o Ciborgue, está em conflito, não sabendo até que ponto ele é homem ou máquina após o acidente com uma das Caixas Maternas (fontes de energia infinita, capazes de criar e destruir). Essa introdução foi bastante necessária e interessante, porque pudemos conhecer um pouco de cada personagem e ter um contexto que justifique sua união posteriormente. A formação da Liga não ocorre “do nada”, os personagens têm motivos para tomarem a decisão de lutarem juntos. Ponto muito positivo!

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A introdução do vilão foi um pouco estranha. Do nada, o Lobo da Estepe – uma criatura que enfrentou as Amazonas, o povo de Atlantis e os homens há muitas eras – volta de seu exílio em busca das Caixas Maternas. A morte do Superman, o medo das pessoas e a falta de fé delas no mundo parecem ser pontos-chave na volta do vilão, que utiliza o medo como combustível e alimento para os demônios que o acompanham. Infelizmente, não achei o desenvolvimento do vilão e de sua mitologia satisfatórios. Outros dois personagens que não tiveram um desenvolvimento bem feito foram o Aquaman, cujo plot em Atlantis foi rápido e confuso, não deixando muito claras as relações do personagem (especialmente com Mera), e Ciborgue, que não tem muito de seu passado revelado e nem seu “renascimento” como Ciborgue explicado.

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Um aspecto muito positivo foi a adição de humor no longa. Os filmes da DC tendem a ser mais sérios, e isso não me incomoda nem um pouco. Contudo, as doses de comédia (em sua maioria protagonizadas por Barry) caíram muito bem. E o melhor: o personagem do Flash não se resume a piadinhas fora de contexto, justamente porque em suas primeiras cenas conhecemos um lado mais profundo do personagem (ao ver sua conexão com o pai e o drama familiar que o envolve).

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Agora, se teve uma coisa MUITO zoada no filme, foi o CGI. Assim como aconteceu em Mulher-Maravilha, os efeitos foram exagerados e artificiais, especialmente nas cenas de luta. O Lobo da Estepe não tem expressões faciais e fica deslocado em meio aos atores reais. Além disso, o que foi a boca do Superman??? Gente, era impossível não ficar encarando enquanto ele falava! Muuuito tosco, serião. Henry Cavill não podia raspar o bigode por uma questão contratual de outro filme que estava filmando e, no fim, o resultado ficou beeem ruim. Uma pena! Também senti falta de uma trilha sonora mais marcante. Não tivemos os temas clássicos dos heróis, nem o da própria Liga. 😦

Eu saí da sessão satisfeita com Liga da Justiça. Apesar de alguns deslizes, o filme teve o que eu gosto em filmes de super-heróis: boas cenas de luta, uma história que me manteve interessada, personagens (em sua maioria) desenvolvidos, atuações competentes e muita química entre os heróis. Estou ansiosa para conferir os próximos! \o/

Título original: Justice League
Ano de lançamento: 2017
Direção: Zack Snyder
Elenco:  Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Amy Adams, Jeremy Irons, Ciarán Hinds

Review: Mãe!

Oi pessoal, como estão?

Apesar de ter visto Mãe! no cinema, outras pautas acabaram virando prioridade aqui no blog e demorei um pouquinho pra escrever o review. Porém, sem mais delongas, vamos à minha opinião sobre esse filme simbólico e controverso. 😉

poster mãe!.png

Sinopse: Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções.

Infelizmente, eu acabei lendo uma crítica com spoilers (odeio quem não avisa que a resenha tem spoiler) e já sabia qual era a simbologia principal do filme antes de assisti-lo. Achei que isso estragaria minha experiência mas, no fim das contas, fiquei absorta na história mesmo sabendo de antemão qual era a metáfora que o diretor estava fazendo.

Basicamente, Mãe! conta a história de um casal que vive tranquilamente em uma casa isolada. Ele (Javier Barden) é um poeta que enfrenta uma crise criativa; Ela, a Mãe (Jennifer Lawrence), é uma dona de casa devotada ao marido, que está empenhada em reformar a casa onde moram e transformá-la em um paraíso para o casal. A paz da personagem termina quando um visitante misterioso (vou chamá-lo pelo nome do ator, Ed Harris) chega ao local e é convidado pelo anfitrião a passar a noite. Posteriormente, o casal é incomodado novamente: a esposa de “Ed Harris” chega à casa e também se instala – mesmo contra a vontade da Mãe. A chegada dessa dupla misteriosa desencadeia eventos perturbadores.

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O forte de Mãe! não está nessa premissa, mas sim na metáfora e no simbolismo por trás de cada cena. A próxima frase tem spoiler, selecione se quiser ler: o diretor disse que o filme conta a história da Bíblia (de Gênesis ao Apocalipse), mas também existem outras interpretações possíveis. Podemos ver uma crítica ao modo como o ser humano lida com a Terra e os recursos naturais – explorando, machucando, destruindo; podemos também ver também o silenciamento feminino – já que o filme é um grito por socorro por parte da personagem de Jennifer Lawrence, que tem todos os seus pedidos negados. Acredito que cada espectador possa ter tirado uma lição diferente do filme, e isso é o mais interessante sobre o longa: ele te deixa com vontade de falar a respeito depois que você assiste.

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Esse parágrafo tem spoilers, pule para o próximo se não quiser ler. 😉 A metáfora da Bíblia, contudo, é a mais interessante (e óbvia). Ele é um Deus egocêntrico e punitivo, que é apaixonado pela devoção humana. Não sou religiosa e nunca li a Bíblia, mas o pouco que sei e pesquisei me mostrou que no Antigo Testamento essas eram as características de Deus. Depois que a Mãe! engravida e perde o bebê por causa dos seres humanos, vemos o Deus benevolente, que crê que a humanidade merece perdão. No fim, a Mãe (ou a Terra) decide dar um fim a todo aquele ciclo de sofrimento, tortura e massacre.

Tenho que mencionar a atuação de Jennifer Lawrence, que deu tudo de si nesse papel e mostrou do que é capaz. Eu estava um pouco implicante com ela após X-Men: Apocalipse (no qual ela fez da Mística uma versão loira da Katniss), mas em Mãe! ela superou minhas expectativas. Durante todo o filme a expressão da atriz ficou em evidência, já que a câmera acompanhou cada passo seu e toda a narrativa foi dada pelo seu ponto de vista. Com isso, pudemos ver todas as nuances da interpretação: o medo, a fragilidade, a revolta, o sofrimento, a força.

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Mãe! é um filme que não agrada a todos os públicos, principalmente por lidar com tantas simbologias e trazer um tema tão controverso. Pra mim, foi uma experiência instigante e envolvente e, por isso, recomendo! 😉

Título original: Mother!
Ano de lançamento: 2017
Direção: Darren Aronofsky
Elenco:  Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michele Pfeiffer, Brian Gleeson. Domhnall Gleeson, Kristen Wiig

Cosplays Literários #3

Oi povo! Como estão? 😀

Fim de semana passado eu resolvi mexer novamente no meu cosplay, que está pela metade há mais de ano (shame on me). No fim, acabei ficando com saudades de falar do assunto aqui no blog. 😛
Trouxe alguns cosplays de séries e filmes hoje pra vocês, espero que gostem! E já aviso que um deles é spoiler de algo que eu vou falar em breve aqui no blog hahaha! ❤

Malévola, por Natalya Blinkova

Malévola, por Natalya Blinkova

Daryl Dixon, por maXKennedy

Daryl Dixon, por maXKennedy

Glenn e Maggie, cosplayers não encontrados

Glenn e Maggie, cosplayers não encontrados

Loki, por Sylar

Loki, por Sylar

Sherlock Holmes, por JoanneDelany

Sherlock Holmes, por JoanneDelany

Espero que tenham gostado da seleção, pessoal. 😀
Eu amei a maquiagem da Malévola, mas também fiquei impressionada com a caracterização e a semelhança do Glenn e da Maggie! Infelizmente, não encontrei os nomes dos cosplayers. </3
Se quiserem ver algum personagem no próximo post do gênero, deixem a sugestão nos comentários que eu tento buscar! 😉

Por hoje é só! Beijos e até a próxima! ❤