Resenha: O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome – N. S. Moraes

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje trago pra vocês a resenha de O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome, da autora parceira N. S. Moraes. Pra facilitar, vou chamá-lo apenas de O Saotur, certo? 😉

O Saotur - Natalia Smirnova Moraes - Livro 1Garanta o seu!

Sinopse: Depois de se aventurar pelo mundo em um navio de saqueadores e criminosos, Constantin Teller é levado por um trágico naufrágio à terras das quais o mundo nunca ouviu falar. Terras guardadas por escudos de Menelau como se fossem o maior dos segredos. O forasteiro é resgatado por Lyhty Morken Fin, uma jovem que chama a atenção pelo olhar de cor púrpura e vitalidade contagiante, e que torna-se uma amiga para a qual ele confessa uma vida de crimes e promiscuidade. Aspirante a escritor, Constantin deseja espiar seus crimes quando é levado até a capital onde passa a morar. Mas nem tudo está em paz nessas terras estranhas e a aparição do forasteiro apenas esquenta ainda mais os ânimos de um povo dividido, de uma raça oprimida e de um castelo envolto em mistérios. Um confronto entre o povo das águas e o reino já é inevitável. Aventuras, segredos, traições, orgulho e amores proibidos são apenas algumas das facetas de um lugar cuja existência foi oculta por séculos. Histórias envolventes que vão mudar o rumo de muitas vidas, criaturas majestosas e revelações chocantes ilustram os capítulos deste livro.

A obra nos apresenta a Constantin Teller, um rapaz que passou a vida toda a bordo do navio pirata Volvet, até que uma tempestade causou o seu naufrágio. Contudo, ele sobrevive ao acidente e acorda em uma praia – lembrando apenas do desastre e de uma mão cadavérica que parece tê-lo guiado até o local. O rapaz é resgatado por uma bela e curiosa jovem, Lyhty, com quem rapidamente faz amizade. Conforme se recupera, Constantin percebe que as terras nas quais se encontra parecem fazer parte de um mundo totalmente à parte do nosso. E, ao ser convocado pela realeza – os governantes e protetores do local –, Constantin tem uma chance de deixar de ser um forasteiro e fazer parte daquele mundo fantástico.

Eu fiquei muito impressionada com a criatividade da Natalia. Ela construiu um universo tão rico que, a cada página, eu me encantava tanto quanto o próprio Constantin. Com a ajuda de Lyhty, o forasteiro vai descobrindo como aquelas terras desconhecidas funcionam. O local é protegido pelos Escudos de Menelau, que o separa do mundo exterior (algo semelhante à ilha de Themyscira, da Mulher-Maravilha). As pessoas fazem parte de casas que determinam seu ofício: a casa de Astoria, por exemplo, é a casa dos estudiosos; a casa de Paeron é a casa dos escritores, a qual Constantin almeja pertencer; a casa Silith (da qual Lyhty faz parte) é a casa dos costureiros, e por aí vai. A princípio, o lugar é muito pacifico e harmonioso, com uma exceção: as pessoas vivem com medo das criaturas conhecidas como Saotur, que vivem no mar e se alimentam de carne – inclusive humana. Devido a acordos antigos, da época da construção dos Escudos de Menelau, é permitido aos Saotur viver sob sua proteção. Contudo, existe um clima de tensão entre as espécies, porque os Saotur não podem pisar em terra firme e, nos mares, os alimentos ficam cada vez mais escassos. Enquanto os personagens temem e odeiam essa espécie, a autora habilmente apresenta ao leitor outros aspectos dessas criaturas. Por meio de uma narrativa em terceira pessoa com múltiplos enfoques, N. S. Moraes nos permite conhecer um lado dos Saotur que os humanos da história se recusam a enxergar. E Saphere, uma criança meio-humana, meio-Saotur, é um elemento-chave nesse dilema entre as espécies.

o saotur ns moraes.png

Os personagens são muito cativantes. Constantin foi um homem que viveu diversas aventuras e partiu muitos corações ao longo da sua jornada com os piratas. Contudo, seu sonho é deixar essa vida para trás e tornar-se um escritor – oportunidade que lhe é concedida pela realeza. Lyhty é uma personagem encantadora: divertida, carismática, curiosa e cheia de vida. Os dois têm uma química incrível e eu amei a amizade (e o posterior interesse) entre eles se desenvolver. Mas uma das tramas que mais me conquistou foi a história de amor proibida entre Helena e Lótus. Fiquei emocionada com o sentimento deles, que era genuíno e teve como fruto Saphere. Outros personagens interessantes surgiram, como Orpheu (o líder do Alto Conselho), Theonis (um dos sábios da casa de Astoria) e a própria realeza em si: Amaranth (que eu já odeio!), Ayohan (odeio mais ainda!) e Eliot. Acredito que existem muitas coisas esperando por esses personagens no futuro, e mal posso esperar para descobrir.

Encontrei pouquíssimos erros de revisão ou ortografia. Aliás, fiquei admirada com a habilidade de Natalia – que é uma autora russa – escrevendo uma fantasia tão rica em português. Claro, ela veio para o Brasil muito jovem (conforme ela contou na entrevista aqui do blog), mas nosso idioma não é tão simples, e ela o domina perfeitamente (escrevendo melhor do que muitos autores que já li, inclusive). Enquanto eu lia O Saotur, eu podia facilmente imaginar a história tornando-se um filme ou uma série de TV. Potencial para isso a obra tem, pois é cheia de elementos fantásticos criativos, personagens cativantes e intrigas políticas que, suponho, serão aprofundadas no volume seguinte.

O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome foi uma leitura maravilhosa e envolvente. O final é de cair o queixo (sério, fui correndo chamar a Natalia inbox para falar a respeito quando terminei de ler HAHAHA!) e eu me apaixonei pelo universo construído pela autora. Mal vejo a hora de poder conferir a continuação! ❤ Agradeço novamente à autora por ter confiado no meu trabalho e ter me dado a oportunidade de conferir essa história incrível. ❤ Se você é fã de fantasias, O Saotur é uma obra promissora e imperdível. Vale a pena conferir!

Título Original: O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome
Série: Segredos de um Reino Sem Nome
Autor: N. S. Moraes
Editora: Independente
Número de páginas: 230
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31 comentários sobre “Resenha: O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome – N. S. Moraes

  1. Primeiramente, essa capa é muito linda!! E em segundo, embora o gênero não seja muito o que costumo ler, achei super criativo da parte da autora o mundo que ela criou e todas as conexões que existem nele. Realmente é algo fácil de se encontrar na televisão. Desejo muito sucesso pra autora, que pelo visto tem talento de sobra!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br
    Leia a resenha do meu livro O Poder da Vingança lá no blog e aproveite para adquirir o seu exemplar!

  2. Olá, Priih.
    Fiquei intrigada com essa capa hehe. Ainda não tinha lido nenhuma resenha desse livro e nunca li nada com piratas que eu me lembre. Mas no momento acho que não leria ele. Estou com tantos livros na fila que o livro tem que me despertar muita vontade mesmo para eu comprar ele hehe. E ainda mais que não é livro único.

    Prefácio

  3. Oi Priih, tudo bem?
    Não conhecia o livro, fiquei muito curiosa a respeito desse universo que a autora criou, gostei muito da premissa e espero ter a oportunidade de ler o livro um dia, o que me desanima é saber que é uma série, mas se for bom mesmo, acredito que vale a pena! 😀

    Obrigada pelo carinho. Volte sempre!
    Um super beijo :*
    Claris – http://www.plasticodelic.com

  4. Oi, Priih.
    Gostei do livro de cara.
    A temática é muito interessante e tem muito potencial pra virar uma excelente série de livros.
    O que achei mais legal é que o livro não tem tantas páginas, como a maioria dessas obras de ficção/aventura/distopia.
    A autora é russa, mas no fundo é brasileira também, o que me deixa muito contente.
    Amor proibido, mundo desconhecido, realeza, criaturas diferentes, mistério, segredos, intrigas políticas… tem tudo que eu gosto haha
    Bela resenha.
    Abraços.
    http://www.diegomorais18.blogspot.com.br/

  5. Oi, Priih

    Que legal que a autora é Russa, com esse sobrenome eu nunca imaginaria! A história parece mesmo ser criativa e eu curto muito essr lance de pirata, mas ao que parece o foco não é esse. Esse negócio de dividir a sociedade em castas/grupos/familias/ e afins já é um recurso meio batido, mas me agrada. Acho que leria sim!

    Beijoca
    -Tami
    http://www.meuepilogo.com

  6. Olá, só li um livro com a temática de piratas e gostei bastante. Não conhecia esse livro mais fiquei super curiosa para saber o que vai acontecer com Constanti e a capa é linda 😉

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  8. Pingback: TAG: Copa do Mundo Literária | Infinitas Vidas

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