Resenha: O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome – N. S. Moraes

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje trago pra vocês a resenha de O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome, da autora parceira N. S. Moraes. Pra facilitar, vou chamá-lo apenas de O Saotur, certo? 😉

O Saotur - Natalia Smirnova Moraes - Livro 1

Sinopse: Depois de se aventurar pelo mundo em um navio de saqueadores e criminosos, Constantin Teller é levado por um trágico naufrágio à terras das quais o mundo nunca ouviu falar. Terras guardadas por escudos de Menelau como se fossem o maior dos segredos. O forasteiro é resgatado por Lyhty Morken Fin, uma jovem que chama a atenção pelo olhar de cor púrpura e vitalidade contagiante, e que torna-se uma amiga para a qual ele confessa uma vida de crimes e promiscuidade. Aspirante a escritor, Constantin deseja espiar seus crimes quando é levado até a capital onde passa a morar. Mas nem tudo está em paz nessas terras estranhas e a aparição do forasteiro apenas esquenta ainda mais os ânimos de um povo dividido, de uma raça oprimida e de um castelo envolto em mistérios. Um confronto entre o povo das águas e o reino já é inevitável. Aventuras, segredos, traições, orgulho e amores proibidos são apenas algumas das facetas de um lugar cuja existência foi oculta por séculos. Histórias envolventes que vão mudar o rumo de muitas vidas, criaturas majestosas e revelações chocantes ilustram os capítulos deste livro.

A obra nos apresenta a Constantin Teller, um rapaz que passou a vida toda a bordo do navio pirata Volvet, até que uma tempestade causou o seu naufrágio. Contudo, ele sobrevive ao acidente e acorda em uma praia – lembrando apenas do desastre e de uma mão cadavérica que parece tê-lo guiado até o local. O rapaz é resgatado por uma bela e curiosa jovem, Lyhty, com quem rapidamente faz amizade. Conforme se recupera, Constantin percebe que as terras nas quais se encontra parecem fazer parte de um mundo totalmente à parte do nosso. E, ao ser convocado pela realeza – os governantes e protetores do local –, Constantin tem uma chance de deixar de ser um forasteiro e fazer parte daquele mundo fantástico.

Eu fiquei muito impressionada com a criatividade da Natalia. Ela construiu um universo tão rico que, a cada página, eu me encantava tanto quanto o próprio Constantin. Com a ajuda de Lyhty, o forasteiro vai descobrindo como aquelas terras desconhecidas funcionam. O local é protegido pelos Escudos de Menelau, que o separa do mundo exterior (algo semelhante à ilha de Themyscira, da Mulher-Maravilha). As pessoas fazem parte de casas que determinam seu ofício: a casa de Astoria, por exemplo, é a casa dos estudiosos; a casa de Paeron é a casa dos escritores, a qual Constantin almeja pertencer; a casa Silith (da qual Lyhty faz parte) é a casa dos costureiros, e por aí vai. A princípio, o lugar é muito pacifico e harmonioso, com uma exceção: as pessoas vivem com medo das criaturas conhecidas como Saotur, que vivem no mar e se alimentam de carne – inclusive humana. Devido a acordos antigos, da época da construção dos Escudos de Menelau, é permitido aos Saotur viver sob sua proteção. Contudo, existe um clima de tensão entre as espécies, porque os Saotur não podem pisar em terra firme e, nos mares, os alimentos ficam cada vez mais escassos. Enquanto os personagens temem e odeiam essa espécie, a autora habilmente apresenta ao leitor outros aspectos dessas criaturas. Por meio de uma narrativa em terceira pessoa com múltiplos enfoques, N. S. Moraes nos permite conhecer um lado dos Saotur que os humanos da história se recusam a enxergar. E Saphere, uma criança meio-humana, meio-Saotur, é um elemento-chave nesse dilema entre as espécies.

o saotur ns moraes.png

Os personagens são muito cativantes. Constantin foi um homem que viveu diversas aventuras e partiu muitos corações ao longo da sua jornada com os piratas. Contudo, seu sonho é deixar essa vida para trás e tornar-se um escritor – oportunidade que lhe é concedida pela realeza. Lyhty é uma personagem encantadora: divertida, carismática, curiosa e cheia de vida. Os dois têm uma química incrível e eu amei a amizade (e o posterior interesse) entre eles se desenvolver. Mas uma das tramas que mais me conquistou foi a história de amor proibida entre Helena e Lótus. Fiquei emocionada com o sentimento deles, que era genuíno e teve como fruto Saphere. Outros personagens interessantes surgiram, como Orpheu (o líder do Alto Conselho), Theonis (um dos sábios da casa de Astoria) e a própria realeza em si: Amaranth (que eu já odeio!), Ayohan (odeio mais ainda!) e Eliot. Acredito que existem muitas coisas esperando por esses personagens no futuro, e mal posso esperar para descobrir.

Encontrei pouquíssimos erros de revisão ou ortografia. Aliás, fiquei admirada com a habilidade de Natalia – que é uma autora russa – escrevendo uma fantasia tão rica em português. Claro, ela veio para o Brasil muito jovem (conforme ela contou na entrevista aqui do blog), mas nosso idioma não é tão simples, e ela o domina perfeitamente (escrevendo melhor do que muitos autores que já li, inclusive). Enquanto eu lia O Saotur, eu podia facilmente imaginar a história tornando-se um filme ou uma série de TV. Potencial para isso a obra tem, pois é cheia de elementos fantásticos criativos, personagens cativantes e intrigas políticas que, suponho, serão aprofundadas no volume seguinte.

O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome foi uma leitura maravilhosa e envolvente. O final é de cair o queixo (sério, fui correndo chamar a Natalia inbox para falar a respeito quando terminei de ler HAHAHA!) e eu me apaixonei pelo universo construído pela autora. Mal vejo a hora de poder conferir a continuação! ❤ Agradeço novamente à autora por ter confiado no meu trabalho e ter me dado a oportunidade de conferir essa história incrível. ❤ Se você é fã de fantasias, O Saotur é uma obra promissora e imperdível. Vale a pena conferir!

Título Original: O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome
Série: O Saotur
Autor: N. S. Moraes
Editora: Independente
Número de páginas: 230

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Resenha: Ossos do Clima – André Souto

Oi pessoal, tudo bem?

Para o post de hoje, trago mais uma resenha de parceria! \o/ Trata-se de Ossos do Clima, do autor André Souto.

ossos do clima andre souto

Sinopse: O misterioso desaparecimento de um renomado cientista, um incêndio criminoso, um roubo que deu errado e as mortes inexplicáveis de diferentes pesquisadores ao redor do mundo. Aparentemente nenhum desses fatos está relacionado, mas com o desenrolar da história fica evidente cada pequena conexão. Algumas nem tão pequenas assim. Entre inúmeras perguntas sem respostas e enigmas que parecem insolúveis acontece, em Brasília, a Cúpula Mundial do Clima, pano de fundo para tramas políticas que podem mexer com algumas das mais íntimas certezas dos protagonistas da trama, assassinatos e uma caçada pelas pessoas que podem mudar a nova ordem mundial. Junte-se a Alice Gianne e Amilton Vidal para tentar desvendar esse mistério e entender quais são os Ossos do Clima.

Como adoro livros policiais, me interessei de cara pela sinopse de Ossos do Clima. O livro nos apresenta à professora Alice Gianne, que sofre com uma espécie de autismo (alexitimia) que faz com que ela não saiba demonstrar emoções. Contudo, Alice acaba sendo dominada por elas quando seu padrasto, Caio Sodré, desaparece. Ele deixa diversas pistas de que uma conspiração está acontecendo, e o auge dela acontecerá na Cúpula do Clima, em Brasília – um evento organizado pela ONU, em que as nações do mundo todo discutem a mudança climática. Contando com um aliado um tanto improvável (Amilton Vidal, um mercenário que ganha a vida roubando obras de arte) e um antigo amigo de Caio (Oliver Hermann), Alice acaba descobrindo que existem evidências de que o aquecimento global é uma mentira, e que pessoas poderosas estão dispostas a mantê-la.

Ossos do Clima tem um estilo de narrativa muito parecido com os livros de Dan Brown: uma dupla, que até então não se conhecia, acaba se unindo para impedir alguma conspiração em meio a diversas cenas de ação. A fórmula é usada em diversas obras, mas isso não me incomoda, porque dá agilidade à história. Alice é uma personagem que não tem muito carisma (talvez até pelo seu tipo de autismo), mas Amilton compensa: ele é um anti-herói que dá a personalidade necessária à história. A única coisa que sabemos dele é que ele fazia parte de uma organização mercenária que roubava obras de arte. No início da história ele deserta, fugindo com peças valiosas, e é caçado durante todo o livro por essa organização. Contudo, Alice e Amilton também são perseguidos pelos seguranças do diretor-executivo do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Philip Saduceu. E, enquanto fogem, os dois precisam desvendar os mistérios deixados pelo desaparecido Caio Sodré e provar a verdade ao mundo.

resenha ossos do clima andre souto

Meu maior problema com Ossos do Clima se deu pelo fato de que não “comprei” a justificativa. O aquecimento global sendo uma mentira utilizada pelos países desenvolvidos para manter os países pobres atrasados tecnológica e financeiramente não me convenceu (principalmente porque, na vida real, são os países desenvolvidos os que mais relutam em aceitar tais medidas de proteção ambiental – vide os Estados Unidos, por exemplo). E, por não ter ficado convencida pelo plot central, eu acabei não me envolvendo com o livro e com os personagens, cujas motivações não mexeram comigo.

Contudo, achei que o autor foi corajoso em abordar algo totalmente diferente. Outro aspecto positivo é o ritmo da narrativa, que se mantém intenso e com cenas cheias de reviravoltas. Minha ressalva na narrativa fica por conta do excesso de analogias rebuscadas atrapalha um pouco a leitura, porque compromete a naturalidade. O final é um pouco abrupto e deixa muitas pontas soltas – não tanto para o enredo, mas para o fechamento dos personagens.

Ossos do Clima tem uma premissa interessante e uma narrativa bastante fluida. André Souto é um autor criativo, e espero que ele continue escrevendo e se aperfeiçoando, porque vejo muito potencial nele. 🙂

Título Original: Ossos do Clima
Autor: André Souto
Editora: Arwen
Número de páginas: 206

Resenha: Histórias em Retalhos – Alana Gabriela

Oi, povo! Tudo certo?

Hoje eu trago pra vocês a resenha do primeiro livro que li da autora parceira Alana Gabriela! 🙂 Trata-se de Histórias em Retalhos, uma coletânea de “histórias curtas” (como a autora as chama) e poemas.

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Sinopse: O amor é a meta infinita da história do mundo. Histórias em Retalhos é uma coletânea de histórias curtas intrínsecas e sinceras, que narra de forma sensível o sentimento mais singelo de todos: o amor. Um relato de uma mãe introspectiva, o amor de uma irmã pelos irmãos, uma carta de uma garota apaixonada para seu melhor amigo e uma filha que enfrenta dificuldades com a perda dos pais. Além, de uma história extra sobre o descobrimento do amor pela leitura. Todas essas histórias compactam a sutileza e nuances desse sentimento dolorido, complicado e bonito em seus diversos ângulos.

Histórias em Retalhos é formado por duas partes, por assim dizer: contos e poemas. No primeiro conto (Querido Louis) eu já senti que o livro tinha, de certa forma, um caráter autobiográfico – informação que foi confirmada na Nota da Autora, nas últimas páginas. A personagem principal tinha um jeito de falar semelhante ao da Alana, além de também escrever músicas e livros. Deu pra sentir que havia emoções reais naquela história. O segundo conto (Os Filhos do Meu Pai) também parecia um desabafo, além de trazer um tema mais polêmico: a relação de uma garota com os irmãos, que são frutos do adultério do pai. Nesse conto algumas coisas me incomodaram: o uso de estrangeirismos, ao mesmo tempo em que eram utilizadas palavras regionais (como “painho”), e também a idade dos irmãos mais novos (Tommy teria 5 anos, mas no final do conto a narradora diz que ele sabe mexer no Skoob, o que me parece um pouco avançado para uma criança dessa idade).

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Os contos seguintes (O Inverno de Aurora e A Menina da Biblioteca) são carregados de melancolia, mas ambos trazem uma mensagem bonita e otimista no final. Enquanto O Inverno de Aurora nos lembra que devemos valorizar os pequenos momentos com quem amamos, e A Menina da Biblioteca nos mostra que pequenas atitudes podem transformar o mundo de alguém de um modo muito positivo. Por fim, Rosas de Cabeceira (o último conto) e encerra essa primeira parte de um modo bastante triste: somos apresentados a uma mãe que se arrepende por nunca ter dito “eu te amo” à filha, que morreu prematuramente de câncer. E o recado do conto é claro: diga o que você sente a quem você ama, pois nunca sabemos quando será tarde demais.

Infelizmente não sou uma grande fã de poemas, por isso não me senti muito conectada a nenhum em especial. É um estilo que não me chama muito a atenção e, consequentemente, não mexe muito comigo. Se eu tiver que escolher um como destaque, eu escolheria Manga Longa ou Manga Curta?, por trazer um tema bem relevante.

De modo geral, eu acho que Histórias em Retalhos é uma série de desabafos que a autora decidiu dividir com o mundo. Infelizmente, notei que existem diversos erros de revisão e ortografia, e não posso negar: eles me incomodaram bastante durante a leitura. Acredito que uma revisão mais caprichada deixaria o livro mais coeso e “redondinho”. Quem sabe não rola uma nova edição no futuro? 🙂

Título Original: Histórias em Retalhos
Autor: Alana Gabriela
Editora: Amazon
Número de páginas: 109

Resenha tripla: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio – Nina Spim

Oi gente, tudo bem?
Estão aproveitando bastante o feriado de Carnaval? Espero que sim! ❤

Hoje eu trago pra vocês as primeiras resenhas de parceria do ano, começando pelas obras da Nina Spim: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio! 😀
Como os contos da Nina são bem curtinhos, resolvi falar um pouquinho sobre cada um nesse post.

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Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca.

Sutilmente é narrado em primeira pessoa por Giovana, uma estudante que fica imediatamente interessada na nova colega de classe, Laura. Enquanto narra seu dia na escola e o fascínio que Laura exerce sobre ela, Giovana vai nos mostrando um pouco do seu dia a dia e também como é a sensação de se interessar por uma pessoa à primeira vista. O jeito tímido e misterioso de Laura – que parece assustada, mas ao mesmo tempo tem uma energia envolvente – conquista Giovana, que faz de tudo para se aproximar da garota.

Pela sinopse, eu achei que Sutilmente falaria mais de um romance em si, mas na realidade o conto aborda o início do interesse entre as duas garotas. Não consegui me conectar às personagens, porque os devaneios da protagonista me deixaram um pouco confusa, e algumas frases curtas deixaram a narrativa um pouco truncada. O ponto forte desse conto, sem dúvida, é a naturalidade com que a sexualidade de Giovana e Laura foi tratada. Com leveza (e até mesmo poesia), Nina construiu  o interesse romântico das duas de um modo muito tranquilo – exatamente como esse tema deve ser. Fiquei muito contente com essa abordagem e espero ver mais obras assim!

Título Original: Sutilmente
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 14
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Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama?

O conto traz a história do casal Lou e Caio, que se conhecem desde a escola e estão juntos há aproximadamente 10 anos. Lou convive com a depressão, uma doença invisível incompreendida por muitos. O conto, contudo, é narrado por Caio, e pelos olhos dele conseguimos vivenciar alguns dos sentimentos de alguém que ama uma pessoa com depressão.

Imersão foi, de longe, o conto que mais gostei. Em suas poucas páginas, pude me sentir conectada à história de Lou e Caio e de seu amor genuíno e duradouro. Por meio da visão de Caio não apenas vivenciamos junto a ele o que é conviver com alguém que tem depressão, mas também sentimos o amor incondicional que ele tem pela esposa. Apesar de um ou outro errinho de revisão, esse conto me envolveu e me emocionou. Nina desenvolveu esse tema com muita sensibilidade e doçura.

Título Original: Imersão
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
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Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram.

Caleidoscópio traz um tema interessante, sobre o qual até então eu não havia lido: a deficiência visual. Júlia e Daniel se conhecem desde pequenos, e o rapaz é cego desde que nasceu. Por conviver com ele desde pequena, Júlia sempre lidou com a situação com naturalidade. Porém, o conto nos lembra que, infelizmente, nem todo mundo lida com isso dessa forma.

Por meio da narrativa de Júlia, Caleidoscópio nos mostra formas distintas de lidar com as diferenças: enquanto criança, Júlia só queria tratar Daniel como um igual e, depois de adulta, ela admira justamente aquilo que o faz diferente. Em um mundo de preconceitos e falta de empatia, Caleidoscópio nos lembra de que as pessoas são diferentes e que está tudo bem ser assim. Daniel pode não enxergar, mas isso não limita o personagem de maneira nenhuma, e Caleidoscópio mostra que ele é muito mais do que sua deficiência. O final é super fofinho, me lembrou A Culpa é das Estrelas hahaha! :3

Título Original: Caleidoscópio
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
Compre aqui!

Espero que tenham gostado da resenha tripla, pessoal. Foi um prazer ter esse primeiro contato com a escrita da Nina e espero que ela continue publicando cada vez mais. \o/

Beijos e até semana que vem! ❤

Parceria e entrevista: Alana Gabriela

Oi, meu povo! Tudo certo com vocês?

Sim, o blog tem mais uma parceria pra anunciar: dessa vez com a autora Alana Gabriela! ❤
Eu estou super feliz com esse início de ano, que veio cheio de surpresas bacanas!

A Alana tem diversos livros publicados, vamos conhecê-los? 😉

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A Estranha Mente de Seth: Seth R. é um jovem extremista, um pensador que vive entre aulas matinais na faculdade e noites de treino numa sociedade clandestina e assassina em Vojerasa. Seth tem duas obsessões que controla com frieza e paciência: manter Lauren, seu amor platônico e sôfrego, pura para sempre e matar o conde Luendres Marquez. Tudo foi planejado. Ele tem um plano perfeito. O mártir perfeito em quem se apoiar. Seth fará o impensado e causará a Primeira Grande Guerra.

Efeito Dominó – Parte I: “É melhor ser enganado do que não confiar.” Um assassinato. Um caso sem suspeitos… Uma testemunha ocular misteriosa. Após a morte de sua mãe, Helena, em um passeio à Saquarema, Cora se vê solitária e desestabilizada pela perda do pilar de sua vida. Reclusa, a garota se torna relapsa e instável e a relação com seu pai bem como com a maioria das pessoas a sua volta fica cada vez mais distante e frágil. Sua vida caótica vira do avesso quando presencia uma tentativa de homicídio que põe a vida de Lucas, seu amigo, em perigo. No processo, Cora é feita refém de um criminoso enigmático que está disposto a tudo para trazer à luz todos os segredos que rodeiam a morte de Helena. Ela só precisa decidir entrar no jogo. Entre mentiras, assassinatos e segredos perigosos, Cora se vê num impasse pelo qual lado se aliar. Ela precisa decidir qual segredo é digno do silêncio e se estará pronta para desencadear o efeito dominó.

Flor de Cerejeira: “Qualquer um pode cometer um erro.” Yoko tinha uma vida relativamente boa e estável. Participava da organização do Festival Cherry Blossom todos os anos, tinha amigos na escola, tocava violino e estava treinando para fazer parte da orquestra da Juventude de Macon quando tudo começou a dar errado. Seu pai causou um grave acidente e foi parar na prisão. Em meio à dor da ausência, Yoko conhece Aidan Hirsch, um garoto que parece tão desestruturado, taciturno e solitário quanto ela, e que é capaz, acima de tudo, de não julgar, simplesmente ouvir. Aos poucos, um sentimento singelo e inefável ganha forma, surgindo uma história delicada de autoconhecimento, arrependimento, culpa e superação que poderá mudar a vida desses adolescentes se assim escolherem.

Histórias em Retalhos: O amor é a meta infinita da história do mundo. Histórias em Retalhos é uma coletânea de histórias curtas intrínsecas e sinceras, que narra de forma sensível o sentimento mais singelo de todos: o amor. Um relato de uma mãe introspectiva, o amor de uma irmã pelos irmãos, uma carta de uma garota apaixonada para seu melhor amigo e uma filha que enfrenta dificuldades com a perda dos pais. Além, de uma história extra sobre o descobrimento do amor pela leitura. Todas essas histórias compactam a sutileza e nuances desse sentimento dolorido, complicado e bonito em seus diversos ângulos.

E, pra terminar esse post com o pé direito, eu convidei a Alana pra responder à tradicional entrevista do Infinitas Vidas! \o/

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Helloo! Bem, eu não tinha pensado em ser escritora quando comecei a desenvolver meu primeiro livro em 2013. Eu só queria escrever uma história e comecei a fazer isso. Não foi algo premeditado. Acredito que as coisas simplesmente acontecem e se você tem uma habilidade escondida, em algum momento ele vai aparecer.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Quando comecei a escrever não lia muito, tinha certa dificuldade para me concentrar então não tive inspirações literárias. Mas um autor que gosto muito é o – muso – Pierce Brown.

3. Como foi o processo de desenvolvimento dos seus livros? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

O primeiro livro que escrevi demorei pelo menos cinco meses. Depois disso deslanchei e passei a escrever de forma desenfreada. Acredito que o tempo mais rápido que escrevi um livro foi em um dia. Sempre estudo para escrever meus livros, então alguns tenho mais dificuldades que outros. Porque por exemplo, um livro de fantasia é muito mais complicado de escrever do que um romance, pois tem muito mais coisa para estudar e leva mais tempo em decorrência de tudo que precisa estudar.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Bem, é super difícil publicar um livro no Brasil, com todas as condições que um autor almeja. Mas digo que se você, novo autor, tem o desejo de compartilhar suas histórias com os leitores, encontre uma maneira de conseguir esse canal de comunicação e leitura. Eu não gostaria de dizer isso, mas a realidade é que um autor brasileiro precisa de dinheiro para ser publicado.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Well, muito boas leituras para vocês.

Espero que tenham gostado da novidade e da entrevista, pessoal!
Em breve teremos as resenhas dos autores parceiros aqui no blog, então fiquem ligados. ❤

Beijos e até semana que vem! :*

Parceria e entrevista: André Souto

Oi gente! Tudo certo?

Lembram quando comentei que mais novidades seriam anunciadas por aqui? 😉 Pois então: André Souto, autor do livro Ossos do Clima, agora é parceiro do Infinitas Vidas! \o/

ossos do clima andre souto.png

Sinopse: O misterioso desaparecimento de um renomado cientista, um incêndio criminoso, um roubo que deu errado e as mortes inexplicáveis de diferentes pesquisadores ao redor do mundo. Aparentemente nenhum desses fatos está relacionado, mas com o desenrolar da história fica evidente cada pequena conexão. Algumas nem tão pequenas assim. Entre inúmeras perguntas sem respostas e enigmas que parecem insolúveis acontece, em Brasília, a Cúpula Mundial do Clima, pano de fundo para tramas políticas que podem mexer com algumas das mais íntimas certezas dos protagonistas da trama, assassinatos e uma caçada pelas pessoas que podem mudar a nova ordem mundial.
Junte-se a Alice Gianne e Amilton Vidal para tentar desvendar esse mistério e entender quais são os Ossos do Clima.

E é claro que eu o convidei para responder à tradicional entrevista que faço com os autores parceiros. 😉 Vamos conferir as respostas dele?

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1. Como e quando você decidiu ser escritor?

Em algum momento na infância migrei dos gibis para os livros, ler sempre foi uma necessidade vital do meu cotidiano. Escrever eclodiu. Ninguém nasce escritor, aos poucos, o desejo de preencher as lacunas foi se delineando impulsionado por uma vontade de contar estórias sob uma ótica brasileira, entendendo que também outras pessoas gostariam de reconhecer-se em nossas ruas e modos típicos. Terminei o primeiro livro antes dos vinte, mas não tenho interesse em publicá-lo. Comecei e abandonei outros ao longo da jornada. Escrevi uma peça de teatro, Ventre Nosso, produzida e dirigida profissionalmente pelo saudoso Wellington Dias. Redigi contos e roteirizei um deles para um curta-metragem. Elaborei artigos e textos acadêmicos. Lapidava a voz narrativa, Ossos do Clima ganhou forma a partir do momento que me senti pronto para retomar minha essência romancista.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Li muitos clássicos antes de escrever. Entretanto, foram dois autores contemporâneos que mudaram o modo que enxergo a literatura, Milton Hatoum, que conheci pessoalmente em 2004; e Patrícia Melo, uma das responsáveis por minha paixão pela literatura policial. Existem vários outros, pois estou sempre querendo aprender, todo autor deve buscar dissecar as estruturas e a forma dos grandes mestres, mesmo quando se busca a especialização no gênero, período em que obrigatoriamente deve conhecer as obras daqueles que fizeram da consagrada estrutura de crime e mistérios uma vertente da literatura urbana. Quando estou escrevendo, as leituras são sempre correlacionadas ao texto em produção.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de Ossos do Clima? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

Eu não tenho uma fórmula, mantenho uma rotina de escrita. O desenvolvimento de Ossos do Clima surge da temática tratada como pano de fundo da trama. Sempre que lecionava ou palestrava sobre as questões climatológicas havia uma agitação nas pessoas, percebi que muitos não conheciam as teorias, fadados a um único ponto de vista. Decidi testar as mais íntimas certezas de um maior número de leitores confeccionando um enredo policial, onde as investigações e conflitos são alimentados por uma complexidade moral orquestrada sobre uma teia eletrizante repleta de intrigas, reviravoltas e mistérios.
Uma parte bacana do processo foi aprender sobre os assuntos que permeiam a obra. São elementos e personagens que se enredam em questões globais em uma investigação lógica, um quebra-cabeças, exigindo uma profunda pesquisa, mas estudar sempre foi uma paixão.
O maior desafio consistiu na construção da protagonista, Alice Gianne, portadora de Alexitimia, um tipo raro de autismo, que inibe as reações emocionais. Confeccionar as cenas sob um ponto de vista complexo, em analogia à trama, exigiu o desenvolvimento de uma técnica de percepção escrita a fim de parecer verossímil, e fazer com que o leitor sinta-se como a personagem.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Leia grandes livros, teóricos e ficcionais, anseie sempre melhorar a técnica, escrever melhor. Embora, muitos digam que é apenas inspiração, lembre-se, outros artistas (pintores, cantores e atores) trabalham diariamente. Crie sua rotina. A literatura nacional está crescendo, acredite em você.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Continuem seguindo o Infinitas Vidas! Espero que curtam Ossos do Clima, trabalhei com muito carinho e determinação pensando em você, leitor. Amei escrever esta estória, desejo que experimente em cada da palavra o que senti. Estou sempre à disposição para elogios, críticas e sugestões. Vem comigo!

Meu muito obrigada ao André pela confiança e por participar dessa entrevista!
Estou ansiosa para ler Ossos do Clima e trazer pra vocês uma resenha bem bacana. 😉

E vocês, gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre o autor e sua obra?
Me contem nos comentários!

Beijos e até semana que vem! ❤

Parceria e entrevista: Nina Spim

Oi pessoal, como estão?

Tenho uma novidade super bacana pra compartilhar com vocês: a autora Nina Spim agora é parceira do blog! Que belo modo de começar 2017, hein? ❤
E, pra iniciarmos essa parceria com o pé direito, eu trouxe pra vocês uma entrevista com a Nina e também mais informações sobre os contos dela! Espero que gostem. 😉

Sobre a autora

Nina Spim é uma escritora sonhadora dotada de blue feelings e acadêmica do curso de Jornalismo na PUC-RS. Autora dos contos “Heart and Love” e “Coisas, definitivamente, de Amélia”, das Antologias Amor nas Entrelinhas e Aquarela, respectivamente, pela Andross Editora. Autora dos contos “Caleidoscópio”, “Imersão” e “Sutilmente”, publicados na Amazon, e do conto “Roda-gigante”, publicado online na revista Fluxo. “No Silêncio de um retrato” (Antologia Ridículas Cartas de Amor, 2015), “Entre as cinzas e o fogo” (Antologia Valquírias, 2017) e poemas (Antologia Ondas Poéticas, 2016) foram publicados pela Darda Editora. Colaboradora nos sites CONTI outra, Revista Pólen e HEADCANONS.

Sobre as obras

A Nina tem três contos publicados: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio. Vamos conhecer um pouquinho sobre cada um deles?

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Sutilmente: Este conto se encaixa na categoria de literatura LGBT. Por duas vezes, já esteve entre os 100 e-books gratuitos mais vendidos da plataforma e constantemente aparece no ranking geral. Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca. Compre aqui!

Imersão:  Escrito para o Prêmio Kindle de Literatura em 2015, o conto trata da depressão. Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama? Compre aqui!

Caleidoscópio: Também escrito para o Prêmio Kindle de Literatura em 2015, o conto traz representação a pessoas com deficiência visual. Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram. Compre aqui! 

E, pra finalizar esse post especial, confiram a entrevista! 😉

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Eu escrevo desde criança, mas achava que era um passatempo. No ensino médio, uma professora de Português me mostrou que eu tinha potencial para a escrita, mas foi somente aos 18 anos que tive coragem de publicar fanfics como forma de saber se estava mesmo no caminho certo. Eu não acho que decidi ser escritora, eu sempre fui – apenas demorei bastante tempo para me declarar assim.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

No começo, foi a Meg Cabot, pois gostava de histórias como as dela. Hoje em dia, me identifico bem mais com a Virginia Woolf, Jennifer Niven, Cecília Meireles e Caio Fernando Abreu.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de seus contos? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

Cada um tem um propósito diferente, então, o desenvolvimento também foi diferente. O que houve em comum com eles é que foram histórias que demorei para encontrar e que, quando nasceram, foram grandes orgulhos – e continuam sendo. Eu busco dar voz a grupos invisibilizados ou incompreendidos e essa foi a parte boa, saber que estava fazendo de coração, porque acredito na igualdade e na empatia. A parte difícil foi entender as limitações desses grupos e conseguir passar credibilidade às histórias.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Escreva sem amarras, sem estipular metas loucas. Mas, após terminar o rascunho (a primeira versão de algo), invista muito tempo na revisão. Também digo para não se prender a publicações físicas. Existem muitas e muitas formas de publicações hoje em dia e maneiras alternativas/independentes podem ser muito mais vantajosas do que as tradicionais/físicas.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Oi, gente! Espero que a literatura sempre inspire vocês a buscar sonhos e a transformar aquilo que são e aquilo que desejam às pessoas ao redor.

Espero que tenham gostado da novidade tanto quanto eu!
Obrigada mais uma vez pela confiança, Nina! ❤
E aguardem, pois em breve teremos mais novidades aqui no blog. 😉

Beijos e até semana que vem!