Resenha: Histórias em Retalhos – Alana Gabriela

Oi, povo! Tudo certo?

Hoje eu trago pra vocês a resenha do primeiro livro que li da autora parceira Alana Gabriela! 🙂 Trata-se de Histórias em Retalhos, uma coletânea de “histórias curtas” (como a autora as chama) e poemas.

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Sinopse: O amor é a meta infinita da história do mundo. Histórias em Retalhos é uma coletânea de histórias curtas intrínsecas e sinceras, que narra de forma sensível o sentimento mais singelo de todos: o amor. Um relato de uma mãe introspectiva, o amor de uma irmã pelos irmãos, uma carta de uma garota apaixonada para seu melhor amigo e uma filha que enfrenta dificuldades com a perda dos pais. Além, de uma história extra sobre o descobrimento do amor pela leitura. Todas essas histórias compactam a sutileza e nuances desse sentimento dolorido, complicado e bonito em seus diversos ângulos.

Histórias em Retalhos é formado por duas partes, por assim dizer: contos e poemas. No primeiro conto (Querido Louis) eu já senti que o livro tinha, de certa forma, um caráter autobiográfico – informação que foi confirmada na Nota da Autora, nas últimas páginas. A personagem principal tinha um jeito de falar semelhante ao da Alana, além de também escrever músicas e livros. Deu pra sentir que havia emoções reais naquela história. O segundo conto (Os Filhos do Meu Pai) também parecia um desabafo, além de trazer um tema mais polêmico: a relação de uma garota com os irmãos, que são frutos do adultério do pai. Nesse conto algumas coisas me incomodaram: o uso de estrangeirismos, ao mesmo tempo em que eram utilizadas palavras regionais (como “painho”), e também a idade dos irmãos mais novos (Tommy teria 5 anos, mas no final do conto a narradora diz que ele sabe mexer no Skoob, o que me parece um pouco avançado para uma criança dessa idade).

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Os contos seguintes (O Inverno de Aurora e A Menina da Biblioteca) são carregados de melancolia, mas ambos trazem uma mensagem bonita e otimista no final. Enquanto O Inverno de Aurora nos lembra que devemos valorizar os pequenos momentos com quem amamos, e A Menina da Biblioteca nos mostra que pequenas atitudes podem transformar o mundo de alguém de um modo muito positivo. Por fim, Rosas de Cabeceira (o último conto) e encerra essa primeira parte de um modo bastante triste: somos apresentados a uma mãe que se arrepende por nunca ter dito “eu te amo” à filha, que morreu prematuramente de câncer. E o recado do conto é claro: diga o que você sente a quem você ama, pois nunca sabemos quando será tarde demais.

Infelizmente não sou uma grande fã de poemas, por isso não me senti muito conectada a nenhum em especial. É um estilo que não me chama muito a atenção e, consequentemente, não mexe muito comigo. Se eu tiver que escolher um como destaque, eu escolheria Manga Longa ou Manga Curta?, por trazer um tema bem relevante.

De modo geral, eu acho que Histórias em Retalhos é uma série de desabafos que a autora decidiu dividir com o mundo. Infelizmente, notei que existem diversos erros de revisão e ortografia, e não posso negar: eles me incomodaram bastante durante a leitura. Acredito que uma revisão mais caprichada deixaria o livro mais coeso e “redondinho”. Quem sabe não rola uma nova edição no futuro? 🙂

Título Original: Histórias em Retalhos
Autor: Alana Gabriela
Editora: Amazon
Número de páginas: 109

Resenha tripla: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio – Nina Spim

Oi gente, tudo bem?
Estão aproveitando bastante o feriado de Carnaval? Espero que sim! ❤

Hoje eu trago pra vocês as primeiras resenhas de parceria do ano, começando pelas obras da Nina Spim: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio! 😀
Como os contos da Nina são bem curtinhos, resolvi falar um pouquinho sobre cada um nesse post.

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Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca.

Sutilmente é narrado em primeira pessoa por Giovana, uma estudante que fica imediatamente interessada na nova colega de classe, Laura. Enquanto narra seu dia na escola e o fascínio que Laura exerce sobre ela, Giovana vai nos mostrando um pouco do seu dia a dia e também como é a sensação de se interessar por uma pessoa à primeira vista. O jeito tímido e misterioso de Laura – que parece assustada, mas ao mesmo tempo tem uma energia envolvente – conquista Giovana, que faz de tudo para se aproximar da garota.

Pela sinopse, eu achei que Sutilmente falaria mais de um romance em si, mas na realidade o conto aborda o início do interesse entre as duas garotas. Não consegui me conectar às personagens, porque os devaneios da protagonista me deixaram um pouco confusa, e algumas frases curtas deixaram a narrativa um pouco truncada. O ponto forte desse conto, sem dúvida, é a naturalidade com que a sexualidade de Giovana e Laura foi tratada. Com leveza (e até mesmo poesia), Nina construiu  o interesse romântico das duas de um modo muito tranquilo – exatamente como esse tema deve ser. Fiquei muito contente com essa abordagem e espero ver mais obras assim!

Título Original: Sutilmente
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 14
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Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama?

O conto traz a história do casal Lou e Caio, que se conhecem desde a escola e estão juntos há aproximadamente 10 anos. Lou convive com a depressão, uma doença invisível incompreendida por muitos. O conto, contudo, é narrado por Caio, e pelos olhos dele conseguimos vivenciar alguns dos sentimentos de alguém que ama uma pessoa com depressão.

Imersão foi, de longe, o conto que mais gostei. Em suas poucas páginas, pude me sentir conectada à história de Lou e Caio e de seu amor genuíno e duradouro. Por meio da visão de Caio não apenas vivenciamos junto a ele o que é conviver com alguém que tem depressão, mas também sentimos o amor incondicional que ele tem pela esposa. Apesar de um ou outro errinho de revisão, esse conto me envolveu e me emocionou. Nina desenvolveu esse tema com muita sensibilidade e doçura.

Título Original: Imersão
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
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Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram.

Caleidoscópio traz um tema interessante, sobre o qual até então eu não havia lido: a deficiência visual. Júlia e Daniel se conhecem desde pequenos, e o rapaz é cego desde que nasceu. Por conviver com ele desde pequena, Júlia sempre lidou com a situação com naturalidade. Porém, o conto nos lembra que, infelizmente, nem todo mundo lida com isso dessa forma.

Por meio da narrativa de Júlia, Caleidoscópio nos mostra formas distintas de lidar com as diferenças: enquanto criança, Júlia só queria tratar Daniel como um igual e, depois de adulta, ela admira justamente aquilo que o faz diferente. Em um mundo de preconceitos e falta de empatia, Caleidoscópio nos lembra de que as pessoas são diferentes e que está tudo bem ser assim. Daniel pode não enxergar, mas isso não limita o personagem de maneira nenhuma, e Caleidoscópio mostra que ele é muito mais do que sua deficiência. O final é super fofinho, me lembrou A Culpa é das Estrelas hahaha! :3

Título Original: Caleidoscópio
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
Compre aqui!

Espero que tenham gostado da resenha tripla, pessoal. Foi um prazer ter esse primeiro contato com a escrita da Nina e espero que ela continue publicando cada vez mais. \o/

Beijos e até semana que vem! ❤

Parceria e entrevista: Alana Gabriela

Oi, meu povo! Tudo certo com vocês?

Sim, o blog tem mais uma parceria pra anunciar: dessa vez com a autora Alana Gabriela! ❤
Eu estou super feliz com esse início de ano, que veio cheio de surpresas bacanas!

A Alana tem diversos livros publicados, vamos conhecê-los? 😉

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A Estranha Mente de Seth: Seth R. é um jovem extremista, um pensador que vive entre aulas matinais na faculdade e noites de treino numa sociedade clandestina e assassina em Vojerasa. Seth tem duas obsessões que controla com frieza e paciência: manter Lauren, seu amor platônico e sôfrego, pura para sempre e matar o conde Luendres Marquez. Tudo foi planejado. Ele tem um plano perfeito. O mártir perfeito em quem se apoiar. Seth fará o impensado e causará a Primeira Grande Guerra.

Efeito Dominó – Parte I: “É melhor ser enganado do que não confiar.” Um assassinato. Um caso sem suspeitos… Uma testemunha ocular misteriosa. Após a morte de sua mãe, Helena, em um passeio à Saquarema, Cora se vê solitária e desestabilizada pela perda do pilar de sua vida. Reclusa, a garota se torna relapsa e instável e a relação com seu pai bem como com a maioria das pessoas a sua volta fica cada vez mais distante e frágil. Sua vida caótica vira do avesso quando presencia uma tentativa de homicídio que põe a vida de Lucas, seu amigo, em perigo. No processo, Cora é feita refém de um criminoso enigmático que está disposto a tudo para trazer à luz todos os segredos que rodeiam a morte de Helena. Ela só precisa decidir entrar no jogo. Entre mentiras, assassinatos e segredos perigosos, Cora se vê num impasse pelo qual lado se aliar. Ela precisa decidir qual segredo é digno do silêncio e se estará pronta para desencadear o efeito dominó.

Flor de Cerejeira: “Qualquer um pode cometer um erro.” Yoko tinha uma vida relativamente boa e estável. Participava da organização do Festival Cherry Blossom todos os anos, tinha amigos na escola, tocava violino e estava treinando para fazer parte da orquestra da Juventude de Macon quando tudo começou a dar errado. Seu pai causou um grave acidente e foi parar na prisão. Em meio à dor da ausência, Yoko conhece Aidan Hirsch, um garoto que parece tão desestruturado, taciturno e solitário quanto ela, e que é capaz, acima de tudo, de não julgar, simplesmente ouvir. Aos poucos, um sentimento singelo e inefável ganha forma, surgindo uma história delicada de autoconhecimento, arrependimento, culpa e superação que poderá mudar a vida desses adolescentes se assim escolherem.

Histórias em Retalhos: O amor é a meta infinita da história do mundo. Histórias em Retalhos é uma coletânea de histórias curtas intrínsecas e sinceras, que narra de forma sensível o sentimento mais singelo de todos: o amor. Um relato de uma mãe introspectiva, o amor de uma irmã pelos irmãos, uma carta de uma garota apaixonada para seu melhor amigo e uma filha que enfrenta dificuldades com a perda dos pais. Além, de uma história extra sobre o descobrimento do amor pela leitura. Todas essas histórias compactam a sutileza e nuances desse sentimento dolorido, complicado e bonito em seus diversos ângulos.

E, pra terminar esse post com o pé direito, eu convidei a Alana pra responder à tradicional entrevista do Infinitas Vidas! \o/

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Helloo! Bem, eu não tinha pensado em ser escritora quando comecei a desenvolver meu primeiro livro em 2013. Eu só queria escrever uma história e comecei a fazer isso. Não foi algo premeditado. Acredito que as coisas simplesmente acontecem e se você tem uma habilidade escondida, em algum momento ele vai aparecer.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Quando comecei a escrever não lia muito, tinha certa dificuldade para me concentrar então não tive inspirações literárias. Mas um autor que gosto muito é o – muso – Pierce Brown.

3. Como foi o processo de desenvolvimento dos seus livros? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

O primeiro livro que escrevi demorei pelo menos cinco meses. Depois disso deslanchei e passei a escrever de forma desenfreada. Acredito que o tempo mais rápido que escrevi um livro foi em um dia. Sempre estudo para escrever meus livros, então alguns tenho mais dificuldades que outros. Porque por exemplo, um livro de fantasia é muito mais complicado de escrever do que um romance, pois tem muito mais coisa para estudar e leva mais tempo em decorrência de tudo que precisa estudar.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Bem, é super difícil publicar um livro no Brasil, com todas as condições que um autor almeja. Mas digo que se você, novo autor, tem o desejo de compartilhar suas histórias com os leitores, encontre uma maneira de conseguir esse canal de comunicação e leitura. Eu não gostaria de dizer isso, mas a realidade é que um autor brasileiro precisa de dinheiro para ser publicado.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Well, muito boas leituras para vocês.

Espero que tenham gostado da novidade e da entrevista, pessoal!
Em breve teremos as resenhas dos autores parceiros aqui no blog, então fiquem ligados. ❤

Beijos e até semana que vem! :*

Parceria e entrevista: André Souto

Oi gente! Tudo certo?

Lembram quando comentei que mais novidades seriam anunciadas por aqui? 😉 Pois então: André Souto, autor do livro Ossos do Clima, agora é parceiro do Infinitas Vidas! \o/

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Sinopse: O misterioso desaparecimento de um renomado cientista, um incêndio criminoso, um roubo que deu errado e as mortes inexplicáveis de diferentes pesquisadores ao redor do mundo. Aparentemente nenhum desses fatos está relacionado, mas com o desenrolar da história fica evidente cada pequena conexão. Algumas nem tão pequenas assim. Entre inúmeras perguntas sem respostas e enigmas que parecem insolúveis acontece, em Brasília, a Cúpula Mundial do Clima, pano de fundo para tramas políticas que podem mexer com algumas das mais íntimas certezas dos protagonistas da trama, assassinatos e uma caçada pelas pessoas que podem mudar a nova ordem mundial.
Junte-se a Alice Gianne e Amilton Vidal para tentar desvendar esse mistério e entender quais são os Ossos do Clima.

E é claro que eu o convidei para responder à tradicional entrevista que faço com os autores parceiros. 😉 Vamos conferir as respostas dele?

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1. Como e quando você decidiu ser escritor?

Em algum momento na infância migrei dos gibis para os livros, ler sempre foi uma necessidade vital do meu cotidiano. Escrever eclodiu. Ninguém nasce escritor, aos poucos, o desejo de preencher as lacunas foi se delineando impulsionado por uma vontade de contar estórias sob uma ótica brasileira, entendendo que também outras pessoas gostariam de reconhecer-se em nossas ruas e modos típicos. Terminei o primeiro livro antes dos vinte, mas não tenho interesse em publicá-lo. Comecei e abandonei outros ao longo da jornada. Escrevi uma peça de teatro, Ventre Nosso, produzida e dirigida profissionalmente pelo saudoso Wellington Dias. Redigi contos e roteirizei um deles para um curta-metragem. Elaborei artigos e textos acadêmicos. Lapidava a voz narrativa, Ossos do Clima ganhou forma a partir do momento que me senti pronto para retomar minha essência romancista.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Li muitos clássicos antes de escrever. Entretanto, foram dois autores contemporâneos que mudaram o modo que enxergo a literatura, Milton Hatoum, que conheci pessoalmente em 2004; e Patrícia Melo, uma das responsáveis por minha paixão pela literatura policial. Existem vários outros, pois estou sempre querendo aprender, todo autor deve buscar dissecar as estruturas e a forma dos grandes mestres, mesmo quando se busca a especialização no gênero, período em que obrigatoriamente deve conhecer as obras daqueles que fizeram da consagrada estrutura de crime e mistérios uma vertente da literatura urbana. Quando estou escrevendo, as leituras são sempre correlacionadas ao texto em produção.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de Ossos do Clima? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

Eu não tenho uma fórmula, mantenho uma rotina de escrita. O desenvolvimento de Ossos do Clima surge da temática tratada como pano de fundo da trama. Sempre que lecionava ou palestrava sobre as questões climatológicas havia uma agitação nas pessoas, percebi que muitos não conheciam as teorias, fadados a um único ponto de vista. Decidi testar as mais íntimas certezas de um maior número de leitores confeccionando um enredo policial, onde as investigações e conflitos são alimentados por uma complexidade moral orquestrada sobre uma teia eletrizante repleta de intrigas, reviravoltas e mistérios.
Uma parte bacana do processo foi aprender sobre os assuntos que permeiam a obra. São elementos e personagens que se enredam em questões globais em uma investigação lógica, um quebra-cabeças, exigindo uma profunda pesquisa, mas estudar sempre foi uma paixão.
O maior desafio consistiu na construção da protagonista, Alice Gianne, portadora de Alexitimia, um tipo raro de autismo, que inibe as reações emocionais. Confeccionar as cenas sob um ponto de vista complexo, em analogia à trama, exigiu o desenvolvimento de uma técnica de percepção escrita a fim de parecer verossímil, e fazer com que o leitor sinta-se como a personagem.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Leia grandes livros, teóricos e ficcionais, anseie sempre melhorar a técnica, escrever melhor. Embora, muitos digam que é apenas inspiração, lembre-se, outros artistas (pintores, cantores e atores) trabalham diariamente. Crie sua rotina. A literatura nacional está crescendo, acredite em você.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Continuem seguindo o Infinitas Vidas! Espero que curtam Ossos do Clima, trabalhei com muito carinho e determinação pensando em você, leitor. Amei escrever esta estória, desejo que experimente em cada da palavra o que senti. Estou sempre à disposição para elogios, críticas e sugestões. Vem comigo!

Meu muito obrigada ao André pela confiança e por participar dessa entrevista!
Estou ansiosa para ler Ossos do Clima e trazer pra vocês uma resenha bem bacana. 😉

E vocês, gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre o autor e sua obra?
Me contem nos comentários!

Beijos e até semana que vem! ❤

Parceria e entrevista: Nina Spim

Oi pessoal, como estão?

Tenho uma novidade super bacana pra compartilhar com vocês: a autora Nina Spim agora é parceira do blog! Que belo modo de começar 2017, hein? ❤
E, pra iniciarmos essa parceria com o pé direito, eu trouxe pra vocês uma entrevista com a Nina e também mais informações sobre os contos dela! Espero que gostem. 😉

Sobre a autora

Nina Spim é uma escritora sonhadora dotada de blue feelings e acadêmica do curso de Jornalismo na PUC-RS. Autora dos contos “Heart and Love” e “Coisas, definitivamente, de Amélia”, das Antologias Amor nas Entrelinhas e Aquarela, respectivamente, pela Andross Editora. Autora dos contos “Caleidoscópio”, “Imersão” e “Sutilmente”, publicados na Amazon, e do conto “Roda-gigante”, publicado online na revista Fluxo. “No Silêncio de um retrato” (Antologia Ridículas Cartas de Amor, 2015), “Entre as cinzas e o fogo” (Antologia Valquírias, 2017) e poemas (Antologia Ondas Poéticas, 2016) foram publicados pela Darda Editora. Colaboradora nos sites CONTI outra, Revista Pólen e HEADCANONS.

Sobre as obras

A Nina tem três contos publicados: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio. Vamos conhecer um pouquinho sobre cada um deles?

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Sutilmente: Este conto se encaixa na categoria de literatura LGBT. Por duas vezes, já esteve entre os 100 e-books gratuitos mais vendidos da plataforma e constantemente aparece no ranking geral. Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca. Compre aqui!

Imersão:  Escrito para o Prêmio Kindle de Literatura em 2015, o conto trata da depressão. Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama? Compre aqui!

Caleidoscópio: Também escrito para o Prêmio Kindle de Literatura em 2015, o conto traz representação a pessoas com deficiência visual. Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram. Compre aqui! 

E, pra finalizar esse post especial, confiram a entrevista! 😉

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Eu escrevo desde criança, mas achava que era um passatempo. No ensino médio, uma professora de Português me mostrou que eu tinha potencial para a escrita, mas foi somente aos 18 anos que tive coragem de publicar fanfics como forma de saber se estava mesmo no caminho certo. Eu não acho que decidi ser escritora, eu sempre fui – apenas demorei bastante tempo para me declarar assim.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

No começo, foi a Meg Cabot, pois gostava de histórias como as dela. Hoje em dia, me identifico bem mais com a Virginia Woolf, Jennifer Niven, Cecília Meireles e Caio Fernando Abreu.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de seus contos? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

Cada um tem um propósito diferente, então, o desenvolvimento também foi diferente. O que houve em comum com eles é que foram histórias que demorei para encontrar e que, quando nasceram, foram grandes orgulhos – e continuam sendo. Eu busco dar voz a grupos invisibilizados ou incompreendidos e essa foi a parte boa, saber que estava fazendo de coração, porque acredito na igualdade e na empatia. A parte difícil foi entender as limitações desses grupos e conseguir passar credibilidade às histórias.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Escreva sem amarras, sem estipular metas loucas. Mas, após terminar o rascunho (a primeira versão de algo), invista muito tempo na revisão. Também digo para não se prender a publicações físicas. Existem muitas e muitas formas de publicações hoje em dia e maneiras alternativas/independentes podem ser muito mais vantajosas do que as tradicionais/físicas.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Oi, gente! Espero que a literatura sempre inspire vocês a buscar sonhos e a transformar aquilo que são e aquilo que desejam às pessoas ao redor.

Espero que tenham gostado da novidade tanto quanto eu!
Obrigada mais uma vez pela confiança, Nina! ❤
E aguardem, pois em breve teremos mais novidades aqui no blog. 😉

Beijos e até semana que vem!

Resenha: O Vilarejo – Raphael Montes

Oi pessoal, como estão?

Para o post de hoje, trago a resenha de um livro que eu queria muito ler: O Vilarejo, do Raphael Montes! 😀

o vilarejo raphael montes

Sinopse: Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

Uma das primeiras coisas a me chamar a atenção nesse livro é que Raphael Montes se apresenta como um tradutor que recebeu um caderno cheio de contos obscuros e ilustrações aterrorizantes e resolveu organizá-los de modo a fazer sentido. Os contos, apesar de independentes, tratam de um mesmo vilarejo e de seus habitantes, e em cada conto temos um demônio que influencia os acontecimentos retratados. Os demônios, que também representam os pecados capitais, são: Belzebu (gula), Leviathan (inveja), Lúcifer (soberba), Asmodeus (luxúria), Belphegor (preguiça), Mammon (ganância) e Satan (ira). Vou contar um pouquinho sobre cada conto pra deixar vocês mais curiosos – sem spoilers, é claro. 😉

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Banquete Para Anatole: nesse conto, somos apresentados a uma situação terrível que assola o vilarejo, o frio e a fome. Graças a uma terrível nevasca e a uma guerra civil que acontece na capital, o vilarejo está totalmente isolado da civilização. Felika, uma mãe de família, é a protagonista. O marido, Anatole, saiu do vilarejo há semanas para enfrentar a neve e tentar caçar alguma coisa que possa alimentar a família, mas enquanto isso Felika precisa fazer o que estiver ao seu alcance para manter a família viva e alimentada. Os vizinhos morrem de fome pouco a pouco, e o pânico de que alguém bata à porta e roube o pouco alimento que lhes resta é constante. O clima desse conto é esse: tensão e pânico pelo que pode acontecer. Comentários: Não achei o desfecho surpreendente (para ser honesta, eu suspeitei que seria como foi), mas gostei dele. Foi um dos melhores e mais “aterrorizantes”.

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As Irmãs Vália, Velma e Vonda: aqui, conhecemos as três irmãs que dão nome ao conto. Vália, a mais velha, namora o belo Krieger, e sempre leva as irmãs mais novas (as gêmeas Velma e Vonda) para brincar com a amiga Jekaterina. As garotas têm o hábito de brincar de contar histórias, e cada uma é responsável por uma parte do enredo. Contudo, a tímida e insegura Vonda, sempre à sombra das irmãs, aproveita o momento de contar histórias para fantasiar um romance com Krieger. Essa obsessão acaba levando a garota para caminhos obscuros, que mudam a vida de todos eles. Comentários: É um conto estranho, não gostei muito.

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O Negro Caolho: nesse conto, o vilarejo é surpreendido pela chegada de um homem negro, estrangeiro e muito forte. Ele é capturado por Ivan, o ferreiro, e é quase executado em nome do medo e do preconceito. No último segundo, entretanto, a doce Helga impede a barbárie, defendo o homem perante todos e o acolhendo em sua casa para ajudá-la nas tarefas domésticas e no cuidado com seu bebê recém-nascido. Helga descobre que o homem se chama Mobuto e veio da África em busca das filhas, que foram sequestradas. Porém, com o passar do tempo, a solidão de Helga – cujo marido, o capitão Dimitri, está ocupado na guerra civil que começou na capital – faz com que suas atitudes sejam cada  vez menos humanas em relação a Mobuto. Comentários: Achei esse um dos piores contos, principalmente pela mudança brusca e meio sem sentido no comportamento de Helga. 😦 Sim, dá pra entender a frustração e a solidão da personagem, mas pra mim os fatos não justificam a reviravolta na sua personalidade.

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A Doce Jekaterina: aqui, conhecemos Mikhail, o ferreiro do vilarejo. Desprezível e pervertido, o homem passa seu tempo livre gastando as poucas moedas que tem com prostitutas na capital. Em uma dessas noites, vê uma garota muito jovem sendo acariciada por um homem muito velho, cena que o excita como nada havia excitado. De volta ao vilarejo e com uma vontade não saciada, ele fica obcecado pela jovem Jekaterina, filha do vizinho. Ele a persegue e analisa toda a sua rotina, até que, na primeira oportunidade, abusa da menina. E, por meio de ameaças, ele continua abusando dela por anos. Porém, o passado volta para cobrar o seu preço. Comentários: Esse foi o conto que me deixou mais enojada e com raiva. Nojo e revolta definem a leitura.

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A Verdadeira História de Ivan, o Ferreiro: nesse conto, descobrimos que o ícone de masculinidade e dedicação do vilarejo, Ivan, não passa de uma fraude. Sua alta produção e sua dedicação ao trabalho, na realidade, são uma farsa: quem realiza todas as tarefas de Ivan são duas escravas adquiridas há muito tempo. Ivan é preguiçoso e trata as meninas como objetos, mantendo-as enclausuradas em uma jaula. Porém, a chegada de Mobuto e também do frio impiedoso trazem problemas incomparáveis a Ivan, problemas que não podem ser resolvidos utilizando suas jovens escravas. Comentários: Esse conto é cruel, principalmente no que diz respeito às condições de vida das meninas. Porém, é muito interessante ver as conexões entre os personagens, principalmente no que diz respeito ao (ótimo) desfecho.

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O Bonequinho de Porcelana da Sra. Branka: após a morte da mãe em seu nascimento, a pequena Latasha foi adotada pela avó, Branka. Porém, a vida financeira das duas foi se complicando cada vez mais com o passar dos anos. Aconselhada pelo seu contador, Branka passa a tomar atitudes drásticas para manter as finanças em dia, o que inclui tirar a neta da escola e colocá-la para trabalhar durante horas a fio. A tensão entre as duas piora quando Branka faz com que Latasha trabalhe de graça, pegando todas as moedas recebidas pela neta e colocando-as em um porquinho de porcelana dado pelo misterioso contador. A partir desse momento, mais nada pode restaurar a relação das duas, e o ódio de Latasha pela avó cresce cada vez mais. Comentários: esse conto é um tanto sem graça, e os personagens não são nem um pouco cativantes. Porém, gostei bastante do desfecho.

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Um Homem de Muitos Nomes: aqui, acompanhamos a difícil trajetória de Anatole em busca de comida. Descobrimos mais sobre o personagem e sua relação com a família ao mesmo tempo em que o vemos definhar por causa da fome e do frio. Entretanto, sua vida é salva por um velho que o encontra no meio da floresta. Além de alimentá-lo, o velho também presenteia Anatole com alimentos, para que ele volte para casa e salve sua família. Entretanto, após chegar no vilarejo e perceber o que realmente aconteceu por lá, Anatole se desespera e sai de casa em casa em busca de respostas. E ele as encontra da pior maneira possível. Comentários: talvez esse tenha sido meu conto favorito do livro. Ele encerra a história perfeitamente, até mesmo porque retoma a situação do primeiro conto. O desfecho é coerente e traz a conclusão que o livro todo tenta passar: os verdadeiros demônios moram dentro de nós.

O Vilarejo é um livro que me causou muitas expectativas – a proposta de um livro de contos de terror me lembrou muito Branca de Neve e os Sete Zumbis, do qual gostei bastante – mas tenho de admitir: ele não atendeu a todas elas. Muitos contos foram fracos, ou não causaram medo, ou ainda foram muito previsíveis. Contudo, a narrativa de Raphael Montes é envolvente e faz com que o leitor não consiga parar de ler. A maneira como ele entrelaça os contos e coloca elementos se repetindo em todo o livro, costurando todas as histórias, é incrível. A mensagem final é clara e condiz com tudo que é mostrado ao longo das páginas: o mal está nos seres humanos. Em suma, foi uma ótima leitura, apesar dos aspectos negativos. Recomendo! 🙂

Título Original: O Vilarejo
Autor: Raphael Montes
Ilustrações: Marcelo Damm
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 96

Parceria e entrevista: Raphael Miguel!

Oi pessoal, como estão?

O ano começou muito bem, e eu trouxe mais uma novidade super bacana pra vocês: o autor Raphael Miguel agora é parceiro do Infinitas Vidas! \o/ Sua obra, O Livro do Destino, já vem fazendo sucesso na blogosfera. Confiram a sinopse:

o livro do destino raphael miguel

Sinopse: O que você faria se recebesse um artefato capaz de alterar o destino das pessoas ao seu redor, interferir no futuro e destruir realidades? O que faria se um instrumento de tamanho poder caísse em suas mãos? Praticaria o bem ou o mal? Utilizaria para sanar as desgraças do Mundo ou para alcançar objetivos egoístas? Tentaria salvar àqueles ao seu lado, ou salvaria apenas a si próprio? Eric Dias é um rapaz de recém feitos dezessete anos. Pacato, vive uma vida tranquila, sem grandes preocupações. No entanto, um presente inusitado pode alterar para sempre seu destino e de todos ao seu redor. O que o rapaz fará com tal responsabilidade sobre seus jovens ombros?

Eu convidei o Raphael pra responder a uma rápida entrevista, pra que vocês o conheçam melhor. Vamos conferir? 😀

autor raphael miguel

1. Como e quando você decidiu ser escritor?

Bem, a decisão de se tornar escritor não foi premeditada. Digamos que, simplesmente, aconteceu. Sabe quando você sente que está fazendo o que realmente gosta? Foi bem isso. Desde quando era criança, gostava de roteirizar, criar histórias, enredos, personagens e mundos imaginários. Foi dessa vocação que a escrita se desenvolveu. Na adolescência, arrisquei algumas palavras e textos, mas nada muito sério ou que houvesse comprometimento. Acumulei certo material dessa época, mas acabei perdendo o “time”, sabe? Muito disso se perdeu com o tempo. Foi apenas depois da faculdade, com alguns anos de carreira, casado e pai que comecei a investir mais nessa veia de escritor. A ideia surgiu de uma vontade que eu tinha de registrar no papel algumas histórias vividas apenas no meu imaginário. Assim, em 2012, comecei a escrever e passei mais de dois anos desenvolvendo a trama de uma saga medieval chamada A Saga de Esplendor (ainda não publicada, mas disponível prévia gratuita no WOMOU). Em maio de 2015, com a Andross Editora, publiquei pela primeira vez um conto que se passa dentro do universo dessa saga, O Domador de Dragões foi publicado na antologia Além das Cruzadas. De lá para cá, não parei mais. Então, não houve uma decisão, houve uma vontade que se tornou um sonho e que, agora, vai se tornando uma realidade e meta de vida. Estou vivenciando com muita empolgação cada momento no mundo literário.
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2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Sempre que me perguntam isso, fico com medo de esquecer de alguém e cometer certa injustiça. Gosto desde clássicos até a modernidade e escrita contemporânea. Vou citar alguns autores que me ocorrem no momento: Júlio Verne (Viagem ao Centro da Terra) ; Victor Hugo (Os Miseráveis); William Shakespeare (Sonhos de uma noite de verão); J.R.R. Tolkien (O Senhor dos Anéis); George R.R. Martin (As Crônicas de Gelo e Fogo); Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias); Luis de Camões (Os Lusíadas); Gil Vicente (O Alto da Barca do Inferno); George Orwell (1984); Aluísio Azevedo (O Cortiço); Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas); Jô Soares (Assassinato na Academia Brasileira de Letras); Creio que esses não são os únicos, mas os mais importantes.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de O Livro do Destino? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

O Livro do Destino foi escrito e desenvolvido em 3 meses, rapidinho. Na verdade, eu já tinha imaginado o argumento da trama há um bom tempo e só precisava parar para escrever e desenvolver o enredo. Porém, nada é tão fácil. Quando você começa a escrever, várias outras coisas surgem e interferem no processo da escrita. Quero dizer que muito do que surgiu no livro não estava no argumento original da história. Apesar de a espinha dorsal do enredo não ter sido mexida, muitas subtramas se revelaram, personagens e situações que surpreenderam até mesmo a mim. Agora, quando as pessoas dizem que O LIVRO DO DESTINO tem uma leitura fácil, a explicação para isso é bastante lógica: foi um livro gostoso de escrever, não tive muitas complicações ou enroscos. A escrita fluiu muito bem.

Quanto às partes mais bacanas, muitas poderia citar. O fato de O LIVRO DO DESTINO trazer diversos questionamentos sobre as possibilidades oferecidas pelo próprio encadernado foi algo com que brinquei durante todo o tempo. Eric (o protagonista) representa o garoto comum que não gostaria de ter uma responsabilidade tão grande nas mãos e isso é algo que fica evidente durante toda a trama, o interessante é que todas as situações forçam o leitor a se colocar no lugar do personagem, questionando-o ou até mesmo concordando com suas atitudes. Outra coisa particularmente divertida foi construir diversas possibilidades a partir da existência de outras realidades e dimensões. Eu (autor) acredito que vivemos em um multiverso e poder abordar esse tema foi muito prazeroso.

As partes mais difíceis? Para este enredo, tive muito cuidado para não deixar furos no curso da história. Perguntas sem respostas. O LIVRO DO DESTINO traz uma narrativa leve sem muitas descrições e sem muito floreamento e foi o que me deu medo de não conseguir amarrar tudo em um desenvolvimento fechado. Creio que consegui cumprir meu objetivo.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Poderia fazer até mesmo uma série de dicas. (Risos) Vou mandar 3:

A – A primeira dica que posso dar é: se tens um sonho, escreva-o. O mundo literário é feito de sonhos e esses sonhos se tornam histórias para serem compartilhadas. O livro que não surge de um sonho, não envolve paixão. Mesmo que seja um sucesso do mercado, será um trabalho sem alma, um livro vazio.

B – Antes de tudo, escreva para si mesmo. O escritor deve ser seu maior fã. Se você está começando a escrever pensando na opinião dos outros, o que irão achar de seu trabalho, está fazendo algo errado! Se você não escrever aquilo que gosta, se não olhar para seu trabalho sentindo orgulho, estará fracassando muito em breve.

C – Seja crítico quanto ao seu trabalho. Apesar de ter que amar aquilo que escreve, você deve ser capaz de enxergar aquilo que não está tão bom no final das contas e saber trabalhar com isso. As histórias quando terminadas tendem a ser cruas e devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias, como um diamante a ser lapidado. Apesar de ser seu maior fã, deve ser seu maior crítico.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade de estar participando desta entrevista e muito feliz com o interesse em meu trabalho. Tenham a certeza de que pretendo ter a relação mais íntima possível com meus leitores e fiquem sempre à vontade para me contatar. Um forte abraço a todos e lembrem-se: nós é que traçamos o próprio destino.

Eu adorei as respostas do Raphael e achei as dicas dele incríveis! Até comentei com ele que também fui selecionada para a antologia Além das Cruzadas e pudemos bater um papo a respeito. 😀 O processo de produção de O Livro do Destino, com seus pontos positivos e negativos, também foi muito bacana!

Ao Raphael, meu muito obrigada pelo tempo dedicado à entrevista e pela confiança no Infinitas Vidas! 😉

E vocês, gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre o autor e sua obra?
Beijos e até o próximo post! ❤