Resenha: Histórias em Retalhos – Alana Gabriela

Oi, povo! Tudo certo?

Hoje eu trago pra vocês a resenha do primeiro livro que li da autora parceira Alana Gabriela! 🙂 Trata-se de Histórias em Retalhos, uma coletânea de “histórias curtas” (como a autora as chama) e poemas.

historias em retalhos alana gabriela.png

Sinopse: O amor é a meta infinita da história do mundo. Histórias em Retalhos é uma coletânea de histórias curtas intrínsecas e sinceras, que narra de forma sensível o sentimento mais singelo de todos: o amor. Um relato de uma mãe introspectiva, o amor de uma irmã pelos irmãos, uma carta de uma garota apaixonada para seu melhor amigo e uma filha que enfrenta dificuldades com a perda dos pais. Além, de uma história extra sobre o descobrimento do amor pela leitura. Todas essas histórias compactam a sutileza e nuances desse sentimento dolorido, complicado e bonito em seus diversos ângulos.

Histórias em Retalhos é formado por duas partes, por assim dizer: contos e poemas. No primeiro conto (Querido Louis) eu já senti que o livro tinha, de certa forma, um caráter autobiográfico – informação que foi confirmada na Nota da Autora, nas últimas páginas. A personagem principal tinha um jeito de falar semelhante ao da Alana, além de também escrever músicas e livros. Deu pra sentir que havia emoções reais naquela história. O segundo conto (Os Filhos do Meu Pai) também parecia um desabafo, além de trazer um tema mais polêmico: a relação de uma garota com os irmãos, que são frutos do adultério do pai. Nesse conto algumas coisas me incomodaram: o uso de estrangeirismos, ao mesmo tempo em que eram utilizadas palavras regionais (como “painho”), e também a idade dos irmãos mais novos (Tommy teria 5 anos, mas no final do conto a narradora diz que ele sabe mexer no Skoob, o que me parece um pouco avançado para uma criança dessa idade).

resenha historias em retalhos alana gabriela.png

Os contos seguintes (O Inverno de Aurora e A Menina da Biblioteca) são carregados de melancolia, mas ambos trazem uma mensagem bonita e otimista no final. Enquanto O Inverno de Aurora nos lembra que devemos valorizar os pequenos momentos com quem amamos, e A Menina da Biblioteca nos mostra que pequenas atitudes podem transformar o mundo de alguém de um modo muito positivo. Por fim, Rosas de Cabeceira (o último conto) e encerra essa primeira parte de um modo bastante triste: somos apresentados a uma mãe que se arrepende por nunca ter dito “eu te amo” à filha, que morreu prematuramente de câncer. E o recado do conto é claro: diga o que você sente a quem você ama, pois nunca sabemos quando será tarde demais.

Infelizmente não sou uma grande fã de poemas, por isso não me senti muito conectada a nenhum em especial. É um estilo que não me chama muito a atenção e, consequentemente, não mexe muito comigo. Se eu tiver que escolher um como destaque, eu escolheria Manga Longa ou Manga Curta?, por trazer um tema bem relevante.

De modo geral, eu acho que Histórias em Retalhos é uma série de desabafos que a autora decidiu dividir com o mundo. Infelizmente, notei que existem diversos erros de revisão e ortografia, e não posso negar: eles me incomodaram bastante durante a leitura. Acredito que uma revisão mais caprichada deixaria o livro mais coeso e “redondinho”. Quem sabe não rola uma nova edição no futuro? 🙂

Título Original: Histórias em Retalhos
Autor: Alana Gabriela
Editora: Amazon
Número de páginas: 109

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28 comentários sobre “Resenha: Histórias em Retalhos – Alana Gabriela

  1. Oi, Priih

    Que fofa a nova capa, ainda não tinha visto.
    Eu também não sou fã de poemas/poesias. Eu geralmente não me conecto com nenhum também, é raro a conexão acontecer.
    Mas que legal que você se propôs a ler o livro, às vezes é bom sair da nossa zona de conforto.
    Que pena haver errinhos, mas é só revisar novamente!

    Beijos
    – Tami
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

  2. Helloo, Priih. Tudo numa nice?!
    Bem, primeiro gostaria de agradecer por ter feito a leitura da obra. *-* Alguns contos tratam da minha vida sim, e outros são apenas observações que fiz durante o tempo que escrevi os textos. Eu gosto de estória tristes, me fazem refletir ainda mais sobre a vida. Eu também não suportava poemas, mas quando comecei a faculdade passei a gostar do gênero. Sinto muito se o livro não correspondeu suas expectativas de algum modo, mas obrigada por essa resenha sincera. Sério mesmo. Vou dar uma olhada nessa questão da revisão.
    * Ah, sobre as suas observações acerca de Os filhos do meu pai. Como bem observou, o conto é quase autobiográfico também – o desfecho da história curta é diferente do da vida real, até porque se fosse igual não seria literatura e sim uma biografia – então a protagonista fala como eu mesma falo. Tenho o hábito de misturar as línguas, várias na verdade, não só inglês, e usar um pouco de regionalismo em alguns momentos. Era só esse ponto que gostaria de ressaltar.
    Obrigada novamente pela resenha. *-*
    Beijin…

    • Oie, Alana!
      Mais uma vez, eu que agradeço pela confiança no meu trabalho e pela oportunidade. ❤ Gosto muito de sair da minha zona de conforto, e essa leitura me permitiu isso. Fico feliz que tenha gostado da resenha!
      Super beijo! :*

  3. Oi Priih, sua linda, tudo bem?
    Não tenho o costume de ler livros de contos ou poesias, mas achei a mensagem muito bonita. Dizer eu te amo, pode parecer tão fácil, mas é tão difícil para algumas pessoas. Não deveríamos desperdiçar os poucos momentos que temos com aqueles que amamos. Acho que esse seria o conto que mais me tocaria. Gostei muito da sua resenha sincera!!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

  4. Oláá Tudo bem?
    Eu adoro poesias, por isso já fiquei bem curiosa para saber mais!! Achei os títulos bem lindos, principalmente o da menina da biblioteca!! ^^ e gostei também de saber que foram meio inspirados na vida dela.. gosto quando isso acontecer, porque fica cheio de emoções reais, né
    beeijo

    https://lecaferouge.blogspot.com.br/

  5. Oi Priih, tudo bem?
    Não sou muito fã de poemas mas gosto muito de contos, fiquei interessada na leitura por ser um desabafo, mas esses errinhos que comentou me deixam com receio.
    Achei a capa do livro muito linda!

    Obrigada pelo carinho. Um super beijo :*
    Claris

  6. Oi Prih,
    Que fofinha essa capa, pena que a leitura tenha grandes ressalvas.
    Tenho que dizer que também não sou muito chegada a poemas, acho que sou muito fria pra eles hahaha se bem que ando fascinada pela Rupi Kaur, já leu?

    tenha uma ótima terça 😀
    Nana – Canto Cultzíneo

  7. Oi Pri! Adorei conhecer um pouco mais sobre essa obra da autora. Eu li um livro dela no mês passado e não foi a leitura que imaginei que seria! Gostei da resenha, tbm não sou de ler poemas rs Beijos

  8. Também não sou muito acostumada a ler poemas, mas há algumas semanas atrás li um livro bem curtinho de poemas e gostei bastante, então acho que depende muito do poema em si, sabe? Adorei a sinceridade na resenha, é bem chato quando um livro não corresponde às nossas expectativas, né? :/
    Um beijão,
    Gabs | likegabs.blogspot.com ❥

  9. Oi, Priih.
    Parece um bom livro.
    Gosto de histórias curtas, quando bem desenvolvidas.
    Infelizmente faltou um pouco mais de cuidado na hora da revisão, né?
    A capa é realmente muito bonita.
    O uso de estrangeirismos simultaneamente com palavras regionais talvez tenha sido mesmo um erro.
    Abraços.

  10. Não conhecia o livro, mas só essa capa já chamaria a minha atenção. Eu amo histórias curtinhas, é ótimo pra quando vc está sem muito tempo de ler, mas não consegue ficar sem ler uma coisinha. Achei legal vc ressaltar o probleminha com a revisão. Esse feedback é legal pra autora fazer as correções e conseguir, assim, conquistar mais leitores. É realmente complicado de ler quando tem erros de mais. Claro, se a história for legal, acaba compensando. Mas se dá pra ficar bonitinho, redondinho, porque não fazê-lo, não é verdade?

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    Romantic Girl

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