#Lista 6: Melhores filmes de 2018

Oi pessoal, tudo bem?

E pra encerrar 2018 com mais dicas bacanas pra vocês, chegou a hora de falar sobre os filmes de que mais gostei neste ano. Novamente, a lista está ordenada pela data de lançamento, não necessariamente por preferência. 🎬

Viva – A Vida é Uma Festa

poster viva a vida e uma festaReview

Lançado em janeiro, esse filme é simplesmente sensacional. Disney-Pixar não falhou na missão de fazer os marmanjos chorarem na sala de cinema, além de trazer lições valiosas e comoventes sobre a importância da família e da memória. :’)

Pantera Negra

poster pantera negraReview

Um filme com elenco predominante negro, com várias mulheres empoderadas e um vilão cujo discurso dá vários tapas na cara: os filmes de super-herói começaram MUITO bem em 2018 com a chegada desse filmão da porra chamado Pantera Negra. ❤

Vingadores: Guerra Infinita

vingadores guerra infinita posterReview

Um dos filmes mais aguardados pelos fãs da Marvel, Vingadores: Guerra Infinita não decepcionou. Com muita ação e, mais uma vez, um vilão de respeito, a Marvel acertou a mão nesse filme que considerado um dos melhores do MCU.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei

filme para todos os garotos que ja ameiReview

Uma adaptação fofa e muito bem feita do livro homônimo. ❤ Para Todos Os Garotos Que Já Amei é um romance que deixa o coração quentinho e faz a gente querer assistir várias vezes.

Felicidade Por Um Fio

felicidade por um fio posterReview

Uma comédia romântica que foge de diversos clichês e, principalmente, trata sobre empoderamento feminino, negritude, padrões de beleza e amor próprio. Amei demais!

Nasce Uma Estrela

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A estreia de Lady Gaga como atriz não poderia ter sido melhor, e a química com Bradley Cooper é inegável. A trilha sonora poderosa fecha com chave de ouro a experiência maravilhosa e emocionante que tive com esse filme (Shallow ainda me dá vontade de chorar rs).

Aquaman

aquaman posterReview

O lançamento mais recente da DC surpreendeu muito! Os efeitos visuais são lindos, a trama transcorre de modo envolvente (apesar de simples e linear) e o Aquaman de Jason Momoa é muito carismático. Espero que a DC continue assim!

E com essas dicas eu me despeço de 2018! 🙌
Obrigada por me acompanharem em mais um ano, pessoal. Espero que 2019 nos traga muitas experiências incríveis para compartilharmos! 😍

Beijos e até o próximo post ano!

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Review: Maze Runner: A Cura Mortal

Oi pessoal, tudo bem?

Ontem fui conferir Maze Runner: A Cura Mortal, o desfecho da trilogia Maze Runner, e hoje conto o que achei pra vocês (sem spoilers)! 😉

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Sinopse: No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.

Tiro, porrada e bomba: isso resume A Cura Mortal. O filme começa com um plano ousado de Thomas e dos outros sobreviventes de resgatar Minho (que, no longa anterior, foi raptado pela C.R.U.E.L. após a traição de Teresa), mas o grupo não é bem sucedido. Thomas, contudo, não desiste de seu objetivo. Na companhia de Newt, Brenda e Jorge, ele parte em direção à Última Cidade (onde fica a sede da C.R.U.E.L.) para resgatar o amigo.

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Eu não gostei muito de Prova de Fogo, o segundo filme da trilogia. Achei confuso, bagunçado, sem foco. A Cura Mortal não é perfeito, mas é muuuito melhor, e encerra com dignidade a saga Maze Runner. Thomas e Newt têm uma parceria incrível, que fica ainda mais evidenciada quanto os sintomas do Fulgor começam a se manifestar com mais força em Newt (que foi mordido no filme anterior). Brenda também é uma personagem bacana, que convence o espectador de suas motivações e emoções.

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Teresa é uma das personagens mais interessantes: comentei no review do filme anterior que eu achava que ela pudesse ter sido manipulada pela C.R.U.E.L. para trair os amigos, mas ela tomou essa decisão por vontade própria. A personagem sabe que está fazendo algo errado, mas acredita que suas atitudes são válidas em nome de um bem maior: a cura da humanidade. Essa dualidade torna Teresa alguém complexo, e eu gosto de personagens assim. Os vilões, entretanto, deixam muito a desejar. O Janson de Aidan Gillen é caricato (e me lembra demais o Mindinho, de Game of Thrones) e Ava é totalmente descartável. Temos também a adição de um novo personagem, Lawrence, que tem zero aproveitamento.

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Apesar dos deslizes em relação a alguns personagens, a trama é mais consistente que Prova de Fogo. Os personagens estão focados em seus objetivos e a ação se mantém sempre ao redor disso. Entretanto, as soluções de último minuto (deus ex-machina) e o excesso de reviravoltas acabam tornando o filme um pouco cansativo – olhei o horário durante a sessão uma ou duas vezes. Os cenários são bastante impressionantes. O ambiente árido mostra a desolação causada pelo Fulgor, enquanto a Última Cidade se ergue em seu esplendor, contrastando com toda a destruição ao redor.

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Apesar dos clichês, das soluções fáceis (é difícil de engolir que Thomas e seu grupo consiga fazer tanta coisa foda) e de alguns personagens subaproveitados, gostei muito de Maze Runner: A Cura Mortal. O filme traz algumas perdas que emocionam, tem um ritmo que te deixa interessado e conclui de forma competente a história iniciada em Correr ou Morrer. Pra quem já é fã da saga, recomendo! 😉

Título original: Maze Runner: The Death Cure
Ano de lançamento: 2018
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O’Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Rosa Salazar, Aidan Gillen, Ki Hong Lee, Giancarlo Esposito

Review: Viva – A Vida É Uma Festa

Oi pessoal, tudo bem?

Finalmente arranjei um tempinho para ir ao cinema conferir Viva – A Vida É Uma Festa! ❤ Eu amo animações e estava mega ansiosa pra conferir a nova obra da Disney-Pixar (que inclusive até já ganhou Globo de Ouro).

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Sinopse: Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

Miguel é um menino mexicano que vem de uma longa linhagem de sapateiros. Essa linhagem começou com Mama Amélia, sua tataravó, que criou a filha Inês sozinha após seu marido deixá-las para perseguir o sonho de ser um músico famoso. Por causa dessa decisão, a música é proibida e odiada na família de Miguel – o que causa uma grande frustração no garoto, que é apaixonado por cantar e tocar violão.

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As coisas viram de cabeça pra baixo quando Miguel decide se inscrever no show de talentos que ocorre na celebração do Dia dos Mortos. O menino invade a cripta de seu grande ídolo, Ernesto de la Cruz (um músico e ator famoso que morreu precocemente) para pegar seu violão e participar do concurso. Porém, essa atitude desencadeia uma consequência inesperada: Miguel é transportado para o Mundo dos Mortos e precisa da benção de um parente para voltar.

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Viva (fun fact: o nome real do filme, Coco, se refere ao nome original da bisavó de Miguel, Inês. No Brasil, o nome foi mudado em função da semelhança com a palavra… “cocô” hahaha!) já encanta pela animação em si. Os cenários e os personagens são tão detalhados, cheios de cor e de vida (não foi um trocadilho, juro) que é impossível não ficar com os olhos brilhando enquanto assistimos. Toda a mitologia do Dia dos Mortos é muito bem trabalhada no longa, além da beleza visual da data (com suas caveiras mexicanas e altares decorados). O filme também trata da importância dessa data na cultura mexicana: as pessoas preparam cada altar e cada oferenda com todo o carinho, de modo a possibilitar a passagem dos espíritos à Terra para que possam visitar suas famílias. É lindo! Além disso, a trilha sonora (obviamente) tem um papel fundamental na trama, nos envolvendo em cada situação na qual se faz presente. Outro aspecto bacana é que o filme trouxe um vilão de respeito! Sabe aqueles vilões clássicos das animações que nos fazem odiá-los com todas as forças? Temos!

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Já no Mundo dos Mortos, Miguel vivencia uma outra experiência familiar. Se na Terra ele se sentia incompreendido e amaldiçoado por não poder viver de música, no outro plano ele aprende muito mais sobre o passado de sua família ao encontrar Mama Amélia e seus parentes. O garoto foge deles e acaba contando com a ajuda de Héctor, um rapaz que só deseja que alguém leve sua foto para o Mundo dos Vivos para que ele possa cruzar a ponte que une os dois mundos também. Mortos que não possuem foto alguma em nenhum altar não podem retornar e, para piorar, uma vez que esses mortos sejam esquecidos pelos vivos, eles somem para sempre. Já deu pra notar que, apesar das cores alegres e vívidas, a trama tem diversos aspectos melancólicos, né?

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E se teve uma coisa que esse filme provocou em mim foi emoção. Chorei tanto, mas tanto… Viva é um filme lindo e tocante, que aborda o perdão e as relações familiares como poucos filmes de animação já fizeram. Traz o papel da memória para manter os laços com quem amamos, e também a dor de uma mãe solteira que foi deixada, o arrependimento de um pai que não teve tempo suficiente e as cicatrizes que ficaram dessa situação. No fim do filme, não é apenas Miguel aprende que não há nada mais importante do que a família. Nós também saímos com essa mensagem da sala de cinema. ❤

Título original: Coco
Ano de lançamento: 2017 (EUA) e 2018 (Brasil)
Direção: Lee Unkrich, Adrian Molina
Elenco: Anthony Gonzalez (VIII), Gael Garcia Bernal, Benjamin Bratt, Alanna Ubach, Renée Victor, Ana Ofelia Murguía