Review: Vingadores: Ultimato

Oi gente, tudo bem?

O filme mais esperado do ano finalmente chegou e meu coração de Marvete não poderia ter ficado mais feliz com Vingadores: Ultimato. ❤ E eu vim contar pra vocês o que achei, SEM SPOILERS. 😉

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Sinopse: Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanov (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco.

Como seguir em frente quando tudo que você conhecia e amava se foi? Esse é o principal dilema que os Vingadores – e os habitantes da Terra num geral – precisam enfrentar. Após o estalar de dedo de Thanos, que dizimou metade dos seres vivos do planeta, o luto e a tristeza fazem parte da vida das pessoas, que tentam como podem seguir em frente. Porém, algumas pessoas não conseguem verdadeiramente seguir em frente; quando Steve Rogers e Natasha recebem o contato inesperado do (até então) desaparecido Scott Lang, que alega ter uma teoria de como consertar tudo, dois dos grandes líderes dos Vingadores decidem agir.

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Vingadores: Ultimato é o filme que veio para encerrar essa primeira grande fase do Universo Cinematográfico da Marvel e, com ele, temos diversas homenagens aos inúmeros longas e heróis que fizeram parte desses 11 anos de histórias. O filme é emocionante do início ao fim, principalmente porque vemos os personagens que amamos sofrendo com a falta daqueles que não puderam ser salvos e vivendo com a culpa de não terem sido capazes de evitar a tragédia. Todos os atores, sem exceção, entregam performances sensíveis, que deixam claros os sentimentos de dor e os fantasmas que os atormentam. Os reencontros entre eles e o apoio mútuo também são comoventes, porque deixam claro que não importam as diferenças que possam existir, a confiança e o carinho são imutáveis.

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Falando especificamente dos personagens, o trio Steve Rogers, Natasha e Tony Stark mais uma vez roubaram a cena. Enquanto os dois primeiros não encontram motivação para tentar seguir a vida (até porque ambos viam os Vingadores como sua família), Tony de certa forma acabou tendo mais sorte que seus companheiros. A frase a seguir pode ser considerada spoiler por algumas pessoas, então fique à vontade para selecionar: Por isso, é bastante compreensível quando o Homem de Ferro hesita em se juntar aos companheiros para tentar mudar o que aconteceu, afinal, ele tem medo que interferir nos fatos interfira também no seu futuro e no futuro de sua família. Porém, há tempos ficou claro que Tony Stark tem sim um coração e, portanto, ele não consegue deixar de fazer aquilo que é certo. Steve Rogers segue como o grande líder que sempre foi, acreditando até o fim que eles podem fazer a diferença. Nas cenas finais, a coragem do personagem é de arrepiar, e ele conquista um título que sempre soubemos que ele merece (não vou contar o que é rs). Já Natasha mostra uma face mais sensível e vulnerável, deixando claro que há muito a personagem deixou de ser uma espiã para se tornar uma verdadeira heroína, que faz o necessário para salvar as pessoas, “custe o que custar”.

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Clint Barton, o Gavião Arqueiro, tornou-se o Ronin, alguém amargurado e implacável que persegue seus inimigos (que, confesso, não entendi bem quem eram rs máfia?) sem dó. Bruce Banner e Scott Lang tiveram importância, mas de uma maneira mais leve. E, por fim, gostaria de falar sobre Thor: nas primeiras cenas o personagem é movido pelo ódio e pela vontade de se vingar de Thanos mas, uma vez que eles acreditam não ser possível mudar o que aconteceu, o personagem entra em uma depressão intensa. Ele não se preocupa mais em comandar a Nova Asgard e passa o dia se dedicando a atividades supérfluas e/ou autodestrutivas. Em certos momentos do filme, é vista a fragilidade emocional do personagem (que, em Guerra Infinita, teve a oportunidade de matar Thanos e, por ter falhado, não consegue se perdoar). Entretanto, na maior parte do longa ele é usado como alívio cômico, mesmo nessa situação tão delicada. Particularmente, não gosto muito dessa abordagem, mas como a Marvel percebeu que essa versão do Thor agrada mais o público, me parece que vão seguir investindo nela. Por fim, um rápido comentário sobre a Capitã Marvel: entendo que não queiram ter explorado tanto a personagem porque, afinal de contas, o filme era sobre os Vingadores originais e seus desfechos. Além disso, ela também seria um recurso muito “apelão” na luta contra o Thanos. Ainda assim, por toda a divulgação de como ela seria importante e tudo mais, minhas expectativas estavam um pouquinho mais altas em relação à sua participação. Veremos como será no futuro do MCU!

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Como eu disse, o filme é focado no grupo principal de Vingadores originais e, por isso, os outros personagens obviamente têm menos espaço de tela. Entretanto, quando as cenas de ação acontecem e vemos todos interagindo juntos, cada pelo do corpo se arrepia! Eu chorei em cenas tristes, chorei em cenas felizes de reencontros, chorei nas cenas de ação… Sim, eu sou chorona, mas acontece que Vingadores: Ultimato soube extrair o melhor de cada situação para dar aos fãs uma verdadeira homenagem a todo o amor que dedicamos a esse universo desde a estreia do icônico e inesquecível Homem de Ferro, em 2008. As batalhas, que unem personagens tão distintos, são alucinantes e você não consegue desgrudar os olhos.

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Vingadores: Ultimato tem o final agridoce prometido e te faz chorar de tristeza e também sorrir de satisfação. O longa encerra a trajetória dos nossos super-heróis favoritos de maneira magistral, entregando um resultado que impressiona e emociona qualquer fã. O filme se concentra em trabalhar de maneira excelente o estado psicológico de seus personagens e suas motivações para fazerem o que fazem, além de trazer uma grande nostalgia ao revisitar cenários conhecidos e marcantes da história dos heróis. Há 7 anos, eu não imaginava o impacto que Vingadores – e o MCU – teriam na minha vida enquanto mulher geek. Há 11 anos, eu não imaginava o quanto o Homem de Ferro abriria portas para uma nova paixão. Agora eu sinto apenas orgulho e gratidão por ter vivenciado toda essa experiência e ter visto sua conclusão da melhor forma possível. Obrigada, Marvel.

Título original: Avengers: Endgame
Ano de lançamento: 2019
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Jeremy Renner, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin

Review: Vingadores: Guerra Infinita

Olar, meu povo! Tudo bem?

Hoje trago minha opinião SEM SPOILERS sobre Vingadores: Guerra Infinita! ❤ Após 10 anos do início da construção do Universo Cinematográfico da Marvel, finalmente chegamos ao ponto em que tudo converge.

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Sinopse: Thanos (Josh Brolin) enfim chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes.

Em Guerra Infinita, a ameaça que vinha pairando ao longo da última década finalmente aparece: Thanos causa destruição por onde passa, implacável em sua missão de reunir as seis Joias do Infinito. Seu objetivo? Trazer equilíbrio ao universo já que, na visão do vilão, há pessoas demais e os recursos são finitos. Devido a essa ameaça e algumas coincidências, grupos de heróis distintos veem-se unidos, lutando contra esse mal avassalador.

E que mal, hein? Thanos é um vilão digno da palavra. Se a Marvel muitas vezes peca ao trazer antagonistas rasos, que não condizem com a ameaça que tentam transmitir, Thanos já intimida com sua própria presença. Na primeira cena ele mostra a que veio, não dando espaço para o espectador sequer respirar, tamanha a tensão. Apesar da força dos seus aliados, que também são adversários difíceis, nenhum se compara à ameaça que Thanos representa. Mas o personagem vai além de pura força física: com seu jeito racional e tranquilo de falar, ele demonstra que tem plena convicção em seus objetivos, que ele realmente crê que está sendo benevolente e fazendo algo em prol do universo. A excelente atuação de Josh Brolin humaniza o personagem, dando-lhe camadas que o tornam ainda mais interessante.

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O segundo aspecto que merece todos os elogios é a união entre os grupos de heróis. A dinâmica entre eles foi impecável, e os personagens se aliaram de modo convincente e orgânico. Tony Stark e Stephen Strange, por exemplo, não se dão bem logo de cara, tendo uma animosidade presente na relação. Os Guardiões da Galáxia e Thor são protagonistas de uma cena pra lá de engraçada, o que condiz com o tom de seus próprios filmes (no caso de Thor, especialmente após Ragnarok). A parceria entre Steve Rogers e T’Challa é nítida, algo que teve início lá em Guerra Civil. Ou seja, é em Guerra Infinita que todas essas pontas finalmente se uniram, e isso foi feito de modo exemplar. ❤ As cenas de ação são de tirar o fôlego, e os efeitos especiais combinados à trilha sonora dão toda a imponência que o momento pede e precisa. Em termos de narrativa, minha única ressalva fica por conta do plot do Thor, que me pareceu um retrocesso em relação ao que foi construído em Ragnarok. Selecione se quiser ler: em Thor 3, o personagem perdeu o Mjolnir e, no fim, percebeu que não precisava do martelo para ser quem é, dominando os trovões e tudo mais. Em Guerra Infinita, a primeira coisa que ele precisa pra ficar fodão de novo é justamente uma arma nova, agora um machado. Confesso que fiquei meio “ué”, mas ok, a gente ignora pelo bem do espetáculo. 😛

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Ainda sobre a narrativa, notei que em alguns momentos o ritmo do longa acaba sendo um pouco prejudicado. O filme precisa mostrar as jornadas individuais dos grupos de heróis que estão espalhados pela galáxia, o que acaba quebrando um pouco o clímax. Entretanto, compreendo que isso é necessário: os heróis precisam realizar seus próprios objetivos para tentar impedir o Titã Louco. São justamente nesses momentos que presenciamos encontros inesperados e temos a oportunidade de ver dinâmicas jamais imaginadas, além de interações que nos arrancam risadas e também emoção.

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Aliás, o filme soube dosar com perfeição a comédia e o drama. Ao contrário de Thor: Ragnarok, aqui as piadas não são estilo pastelão, tendo um timing maravilhoso e arrancando gargalhadas genuínas; por outro lado, as cenas dramáticas são poderosas, e as atuações competentes são fundamentais pra trazer a carga emocional relativa à tudo que acontece no filme. E olha, não é pouca coisa, viu? Saí do cinema de queixo caído.

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Vingadores: Guerra Infinita é um verdadeiro presente aos fãs da Marvel e aos fãs de super-heróis. Essa primeira parte da guerra trouxe não apenas um crossover digno entre todo o universo Marvel, como também um vilão à altura de tantos super-heróis que aprendemos a amar. O filme celebra os 10 anos desse Universo Cinematográfico exaltando tudo que a Marvel tem de melhor. O resultado não poderia ser outro: imperdível, sensacional, arrebatador. ❤ Assistam!

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Agora, pra quem já assistiu, seguem comentários com spoilers (selecionem se quiserem ler):

  • Não acredito que levaram meu Bucky embora de novo! 💔
  • Achei que o Capitão América teria uma presença mais marcante do que teve.
  • Como a galera conseguiu respirar sem os capacetes no planeta Titan???
  • CHO-CA-DA com a morte da Gamora! 😱
  • Algo me diz que na próxima parte as mortes serão revertidas (até porque teremos mais um filme de Homem-Aranha, pelo que sei). Porém, nada me tira da cabeça que alguém da formação original dos Vingadores vai morrer real oficial. 😦
  • Sobre a cena pós-créditos: quero só ver como vão justificar o sumiço/não-participação da Capitã Marvel na batalha. Será que ela tá presa em algum lugar? 🤔

Título original: Avengers: Infinity War
Ano de lançamento: 2018
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo, Josh Brolin, Chadwick Boseman, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Chris Pratt, Zoe Saldana, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Sebastian Stan, Bradley Cooper

Review: Vingadores: Era de Ultron

Oi, gente bonita! Aproveitaram bem o feriado? 😀

A resenha de hoje é sobre um filme que vi no fim de semana passado, mas pelo qual esperei ansiosamente: Vingadores: Era de Ultron! poster

Sinopse: Tentanto proteger o planeta de ameaças como as vistas no primeiro Os Vingadores, Tony Stark busca construir um sistema de inteligência artifical que cuidaria da paz mundial. O projeto acaba dando errado e gera o nascimento do Ultron (voz de James Spader). Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão que se unir para mais uma vez salvar o dia.

O filme já começa mostrando uma nova postura dos Vingadores: agora não mais como heróis solitários lutando em conjunto devido a um perigo maior, mas sim como uma equipe que se completa, com funções mais definidas e que se preocupa com os companheiros. As primeiras cenas mostram a invasão de uma base da Hidra, com o intuito de recuperar o cajado usado por Loki no primeiro filme, e são de tirar o fôlego: tiros, lutas e muuuita ação! Ação, obviamente, é um elemento presente em boa parte do longa, mas em nenhum momento eu achei que foram cenas cansativas ou desnecessárias. Claro, o filme é um blockbuster, mas nem por isso ele se limita às cenas de ação.

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O enredo principal gira em torno de uma invenção de Tony Stark e de Bruce Banner para trazer paz ao mundo de uma vez por todas (já que Tony ficou bastante traumatizado após a invasão alienígena do filme anterior). Esse projeto se chama Ultron, uma inteligência artificial extremamente poderosa. Porém, Ultron traz consigo o egocentrismo de Tony Stark, e torna-se uma ameaça ao propor que a paz mundial só pode ser alcançada com o extermínio dos seres humanos. Inicialmente, Ultron conta com a ajuda de dois mutantes da Hidra: Wanda e Pietro Maximoff (alguém reconhece esses nomes? :P), os futuros Feiticeira Escarlate e Mercúrio, que posteriormente se unem aos Vingadores ao perceberem as reais intenções de Ultron.

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Contudo, o filme vai além desse enredo principal. Ele traz alguns subplots muito interessantes, que podem dar margem a mais filmes da Marvel e ainda embasar a Guerra Civil que vai ocorrer em Capitão América 3. Já visualizamos os primeiros conflitos ideológicos entre Tony Stark e Steve Rogers, o afastamento do grupo, o medo de Bruce Banner em ser Hulk – já que uma das cenas de ação mais devastadoras ocorre entre Hulk e a armadura Hulkbuster – e também vislumbramos cenas do passado da misteriosa Natasha Romanoff (o que pode ser o indício de um filme solo da heroína?). Em suma, o filme mostra diversas facetas dos personagens, explorando-os com mais profundidade, principalmente em comparação ao primeiro Vingadores.

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Vingadores – Era de Ultron foi um filme perfeito para ser visto no cinema, com ação, alívios cômicos e aprofundamento na medida certa. Foi impossível não ficar empolgada conforme a história se desenrolava e mesmo sem um vilão tão carismático quando Loki (apesar de eu ter adorado o humor ácido do Ultron) tudo que vi no cinema me deixou ainda mais empolgada pra conferir as próximas produções da Marvel – e, provavelmente, até mesmo os filmes anteriores que não vi ainda. Super recomendado!

Título original: The Avengers: Age of Ultron
Ano de lançamento: 2015
Direção: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Aaron Taylor-Johnson