Os melhores livros de 2021

Oi pessoal, tudo bem?

Que eu adoro uma retrospectiva quem me acompanha há mais tempo já deve ter notado, né?
Então, como já é tradição aqui no blog, vim dividir com vocês a minha lista dos melhores livros de 2021. ❤

E aqui estão os links se quiserem conferir também as melhores leituras de 2020, 2019 e 2018. \o/

Depois do Sim – Taylor Jenkins Reid

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Minha primeira experiência com essa autora que vem sendo tão aclamada não poderia ter sido melhor. Amei a forma como ela descreve as dificuldades comuns a um relacionamento longo, a necessidade de afastamento e a busca por uma identidade descolada do parceiro – mas sem cair no cinismo e na amargura. Esse livro é incrível e eu recomendo muito!

O Impulso – Ashley Audrain

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Um thriller de respeito, que te faz roer as unhas e temer pela segurança das pessoas envolvidas. Com um agravante: a causa dessa aflição é uma criança. A obra retrata a dificuldade de uma mãe em se conectar com a filha e o medo de que a criança seja um verdadeiro perigo. Mas, muito além desse plot de suspense, O Impulso é um excelente retrato de como a maternidade compulsória funciona.

A Morte da Sra. Westway – Ruth Ware

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A louca do suspense ataca novamente. 😂 Cês me perdoem, mas não resisto hahaha! E o mais recente livro da Ruth Ware foi uma surpresa mais do que bem-vinda, oferecendo uma trama com um bom suspense, mas também um excelente desenvolvimento da protagonista, Hal, que se vê tomando atitudes de caráter duvidoso (fingir ser herdeira de uma grande fortuna) devido a uma situação impossível.

Sono – Haruki Murakami

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Mais uma primeira experiência bem-sucedida por aqui: Sono, do Haruki Murakami, foi surpreendente. A trama acompanha uma mulher que se vê sem conseguir dormir, e com isso ela passa a ter experiências no seu cotidiano que a vida rotineira não permitia. A trama é muito interessante por colocar em perspectiva o fato da protagonista sem nome retomar o controle da própria vida ao conseguir ter um tempo “secreto” para si mesma. Quando pensamos que é um livro que retrata a realidade japonesa, na qual a vida da mulher gira muito em torno da do marido, isso ganha ainda mais peso. Destaco também essa edição física, que é ilustrada e tá maravilhosa!

Uma Herdeira Apaixonada – Lisa Kleypas

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Tem lugar pra romance nessa lista sim! ❤ Estou curtindo bastante a série Os Ravenels, e esse foi meu volume favorito até agora. Eu sou apaixonada pelo West desde Um Sedutor Sem Coração, então fiquei bem contente em vê-lo encontrando seu final feliz. A química entre os personagens funciona muito bem e eu também gostei muito de conhecer melhor Phoebe, filha de Sebastian e Evie (de As Quatro Estações do Amor), que tinha feito pequenas aparições nos volumes anteriores.

As Sombras de Outubro – Søren Sveistrup

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Livro policial raiz? Temos! As Sombras de Outubro acompanha uma dupla de investigadores correndo contra o tempo para encontrar um serial killer que parece sempre estar vários passos a frente da polícia. A obra, de ritmo intenso e grande fluidez, ganhou uma ótima adaptação pela Netflix, que eu resenhei aqui no blog também.

Gente Ansiosa – Fredrik Backman

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Tive muita sorte esse ano, porque foram várias primeiras vezes excelentes. Gente Ansiosa foi minha estreia com Fredrik Backman e eu amei demais! O livro rapidamente se tornou um dos meus queridinhos e eu venho recomendando pra todo mundo. Ele tem uma trama inusitada (um assalto que deu errado e vira, sem querer, um drama de reféns), uma narrativa irônica e divertida e um desenvolvimento de personagens que faz você se apegar aos envolvidos. Leiam! ❤

E aí pessoal, o que acharam da minha lista? Já leram ou pretendem ler algum dos títulos?
Me contem nos comentários qual foi a leitura favorita de vocês, vou adorar saber! 🥰

Resenha: Uma Herdeira Apaixonada – Lisa Kleypas

Oi meu povo, tudo bem?

Bora seguir com as resenhas de Os Ravenels? Hoje vim contar pra vocês minha opinião sobre o livro que já se transformou no meu favorito da série: Uma Herdeira Apaixonada. ❤

Garanta o seu!

Sinopse: Embora a bela jovem viúva Phoebe, Lady Clare, nunca tenha conhecido West Ravenel, ela sabe uma coisa com certeza: ele é mau e um valentão podre. Quando estava no colégio interno, ele fez da vida de seu falecido marido uma desgraça, e ela nunca o perdoará por isso. Mas quando Phoebe participa de um casamento de família, encontra um estranho arrojado e impossivelmente charmoso, que a abala com um choque de atração de fogo e gelo. E então ele se apresenta como ninguém menos que West Ravenel. West é um homem com um passado manchado. Sem perdão, sem desculpas. No entanto, a partir do momento em que conhece Phoebe, West é consumido por um desejo irresistível, sem mencionar a amarga consciência de que uma mulher como ela está fora de seu alcance. O que West não negocia é que Phoebe não é uma dama aristocrática. Ela é filha de uma Wallflower obstinada que há muito tempo fugiu com Sebastian, lorde St. Vincent – o libertino mais diabolicamente perverso da Inglaterra. Em pouco tempo, Phoebe começa a seduzir o homem que despertou sua natureza ardente e demonstrou um prazer inimaginável. Sua paixão avassaladora será suficiente para superar os obstáculos do passado? Só a filha do diabo sabe…

Fui conquistada por West Ravenel desde Um Sedutor Sem Coração. O antigo libertino preguiçoso acaba se inspirando no irmão mais velho, Devon, e decide ajudá-lo com lealdade e força de vontade a transformar o Priorado Eversby em uma propriedade lucrativa e saudável para os arrendatários. Como não amar esse serzinho? É óbvio que eu ia querer acompanhar sua história de amor, né! E aqui ele encontra alguém à altura: Phoebe, lady Clare, filha de ninguém mais, ninguém menos que um dos casais mais populares da série As Quatro Estações do Amor: Eve e Sebastian (a Lisa não perde a chance de aproveitar esse casal, né? 😂). A jovem é uma viúva que já viveu um grande amor e, por conta disso, não sonha em ter uma experiência assim novamente, pois acredita que já tirou a sorte grande por ter tido essa oportunidade uma vez. Para completar, ela inicia sua relação com West de forma antagônica, pois ele esteve envolvido de forma negativa no passado de Henry, seu falecido marido.

Ai, gente, não sei nem o que dizer. Esse livro me fez suspirar do início ao fim! Phoebe e West se conhecem graças às festividades em celebração do noivado de Pandora (prima de West) com Gabriel (irmão de Phoebe), protagonistas do terceiro livro. Como quase sempre acontece nos romances de época, a atração entre eles logo se torna óbvia. Entretanto, há um obstáculo no coração de Phoebe: quando criança, seu marido, Henry, foi vítima de bullying por West. Ambos estudaram no mesmo colégio interno e o jovem foi muito atormentado, relatando tudo em cartas para Phoebe. Por isso, a primeira reação da moça é se afastar de West em respeito à memória do marido, mas ela não contava com as mudanças profundas pelas quais nosso protagonista masculino passou. Logo fica nítida a afinidade existente entre eles, que se divertem juntos e conversam de igual pra igual.

Uma Herdeira Apaixonada é um livro mais tranquilo, por assim dizer. Diferente da maior parte dos volumes antecessores, que contam com mais riscos, vilões e perigos ao longo da trama, a história de West e Phoebe é mais linear, como um rio tranquilo. Isso é um defeito? Na na ni na não. Essa dinâmica funciona muito bem aqui, porque faz total sentido com o comportamento dos personagens e suas dificuldades, que são muito mais emocionais e subjetivas. Ainda que o final da trama tente trazer um elemento mais aflitivo, a verdade é que ele quase não faz diferença, e o que fisga o leitor é realmente o processo gradual e delicioso pelo qual o casal protagonista se aproxima e se apaixona.

Phoebe é uma jovem altruísta e leal a todos que ela ama. Isso inclui a Henry, que foi seu amor de infância e sofreu de uma doença que o manteve debilitado por toda a vida. Por isso, a viúva se contenta com uma vida pacata, dedicando seu amor e energia aos filhos pequenos e aceitando o galanteio tímido do primo de Henry, que foi um candidato aprovado pelo próprio falecido para desposá-la. Porém, quando conhece West, Phoebe se dá conta de duas coisas: em primeiro lugar, ele não é mais o valentão que infernizou a vida de Henry; em segundo lugar, ele não apenas a respeita e a instiga a controlar as rédeas da própria vida como também demonstra um amor genuíno por seus filhos. Com isso em mente, Phoebe muda de postura e se transforma em uma pessoa que toma as próprias decisões e conduz seu destino: o que inclui transar com West mesmo sabendo que ele não deseja se casar e isso pode trazer consequências à sua reputação.

West, em contrapartida, tem mais camadas de si reveladas nesse livro. Quem acompanha a série já sabe que ele é corajoso, carismático e trabalha duro. Ele respeita os arrendatários e estende a mão para quem precisa. Mas seu passado o assombra: ele foi protagonista de vários vexames e, desde a infância, esteve acostumado a resolver as coisas com violência e alarde. Se já tínhamos alguns sinais do motivo por causa de Devon, aqui Lisa Kleypas os reforça: os dois irmãos não tiveram pais amorosos e, quando eles morreram, foram “jogados de mão em mão” entre os parentes, até irem parar no colégio interno. West não conheceu o amor familiar, exceto o do seu irmão, por isso ele tem um medo enorme de estragar tudo com Phoebe e, principalmente, com seus filhos. Ele se sente tão indigno de tal amor que foge de assumir qualquer compromisso com ela, ainda que fique extremamente deprimido quando precisam se afastar. Felizmente existem personagens secundários muuuito úteis pra desenrolar essa história. ❤

Como pontos negativos, trago uma questão que sempre se repete nos livros da Lisa Kleypas que li até hoje: erros de continuidade e revisão. Um exemplo, pra ficar mais palpável: no início do livro, temos uma página em que Pandora surge descrita como prima e, após 2 páginas, como irmã do West. Isso acontece com datas também: Uma Herdeira Apaixonada se passa entre os livros 2-3, mas o timing não bate. Em determinado momento é dito que a Helen quer apresentar a Garrett pro West e que ela esteve lá com o Ransom, mas o livro 3 (de Pandora e Gabriel) é em 1876 e Uma Herdeira Apaixonada em 1877. Um outro ponto que me decepcionou um pouquinho foi o final apressado. A obra leva mais de 200 páginas pra consumar o romance, e até que isso não é um problema, porque o andamento é bem envolvente e carismático. Porém, nos capítulos finais, tudo acontece em um piscar de olhos, como se o livro nos desse um soco na boca do estômago e nos deixasse sem ar rs. A obra merecia ao menos um epílogo pra contar os próximos passos do novo casal.

Uma Herdeira Apaixonada me lembrou um pouco o meu livro favorito de As Quatro Estações do Amor, Escândalos na Primavera, em termos de estrutura – um romance sólido, tranquilo e com personagens doces e cativantes parece ser a fórmula que mais conquista o meu coração, e Lisa Kleypas conseguiu isso aqui. Que pena que tenha sido o livro mais curto até então, porque comecei a leitura apaixonada pelo West e terminei apaixonada pelo casal, querendo ainda mais dos dois. Recomendo muito! 🥰

Título original: Devil’s Daughter
Série: Os Ravenels
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272
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