Resenha: Death Note – Tsugumi Ohba e Takeshi Obata

Olá, pessoal!

Lembram do post em que mostrei pra vocês minha coleção de mangás? Algumas pessoas se mostraram interessadas no tema e, como sou fã, decidi escrever o post de hoje sobre isso! Trago pra vocês a resenha de um dos melhores mangás que já li: Death Note, de Tsugumi Ohba com ilustrações de Takeshi Obata.

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Sinopse: A história centra-se em Light Yagami, um estudante do ensino médio que descobre um caderno sobrenatural chamado “Death Note”, no qual pode matar pessoas se os nomes forem escritos nele enquanto o portador visualizar mentalmente o rosto de alguém que quer assassinar. A partir daí Light tenta eliminar todos os criminosos e criar um mundo onde não exista o mal, mas seus planos são contrariados por L, um famoso detetive particular.

Depois de vencer o meu preconceito contra Death Note (causado basicamente pelo fandom da série), eu me deparei com uma das melhores e mais bem construídas histórias policiais que já li. A história, apesar de conter elementos sobrenaturais, é extremamente verossímil. Além disso, os fatos são todos muito bem conectados, fazendo com que o leitor compreenda as motivações de cada personagem bem como o enredo como um todo, que é repleto de reviravoltas e estratégias – quase um jogo de xadrez, cujos adversários são os protagonistas.

A história começa quando o promissor estudante Light Yagami encontra, por acaso, um caderno perdido. Logo ele descobre que esse caderno – o Death Note – possui poderes mágicos: ele mata qualquer um que tenha seu nome escrito dele, sem chance de voltar atrás. Light, mostrando-se então um personagem totalmente megalomaníaco, passa a idealizar um novo mundo, em que todos os criminosos serão punidos sob sua justiça, e ele será o “deus” desse mundo. Porém, o caderno tem um dono: o shinigami (Deus da Morte) Ryuk, que derrubou o caderno na Terra de propósito, a fim de combater o tédio interminável que sentia no mundo dos shinigamis. E Ryuk passa a acompanhar Light o tempo todo e a analisar cada atitude do protagonista.

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Porém, Light tem um rival à altura: L, um detetive misterioso que já solucionou diversos casos, mas que nunca mostra o rosto. Nesse caso, é ainda mais fundamental para L não ter seu rosto revelado, pois ele deduz – observando as mortes causadas por Kira, apelido que a população deu ao “justiceiro” – que é necessário não apenas conhecer o nome da vítima, mas também seu rosto. E junto do departamento de polícia (cujo chefe é o pai de Light), ele começa a investigação.

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Outros personagens surgem ao longo do caminho farão toda a diferença na história. Misa Amane (outra portadora de um Death Note) e sua shinigami, Remu, são cruciais no desenvolvimento do enredo. A garota encontra Light no intuito de conhecer aquele que também possui o poder do Death Note. Mas, ao contrário dele, Misa tem um poder ainda maior: ela possui o Olho do Shinigami, capaz de descobrir o nome de qualquer pessoa apenas olhando para ela. O preço desse poder, contudo, é bastante caro: metade da estimativa de vida daquele que o possui. Light percebe que a jovem apaixona-se perdidamente por ele e passa a manipulá-la sem escrúpulos, a fim de usufruir desse poder decisivo. Não posso falar muito mais sobre outros personagens porque o risco de spoiler é gigantesco, então vou me ater aos que aparecem no primeiro arco do mangá. 😛

Light e L, nossos protagonistas, são os personagens mais envolventes da história. Eles são extremamente semelhantes em diversos aspectos, principalmente no que diz respeito à inteligência e ao ego. A diferença está na maneira em que cada um usa esses atributos: Light acredita estar fazendo um bem ao mundo ao “limpar” a sociedade dos bandidos, mas se intitula “deus” nesse processo, numa atitude totalmente autoritária e egocêntrica; já L se sente estimulado a “vencer” esse bandido, já que sempre obteve sucesso em suas investigações. Porém, apesar do desejo de vencer um ao outro, eles também sentem admiração pelo oponente. Os dois têm consciência de quão inteligente o adversário é, o que faz com que nenhum subestime a capacidade do outro. Light não pode ser descoberto por L, pois a consequência é a prisão (e o fim de seu futuro como Kira e como o brilhante estudante que é). Para L, a questão é de vida ou morte: se for descoberto por Kira, sua morte será certa. E essa necessidade de proteção de L faz com que ele escolha pouquíssimos membros do departamento de polícia para ajudá-lo na investigação – o pai de Light entre eles. Obviamente, isso terá desdobramentos bastante importantes no futuro.

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O que mais me encanta em Death Note é como a história sempre tem uma reviravolta surpreendente. Quando você pensa que o rumo das coisas te leva para um desfecho e que não há nada que Light ou L possam fazer para evitá-lo, um deles “move uma peça” que muda tudo. Em nenhum momento a história fica cansativa ou maçante, pois todos os fatos vão se encaixando e fazendo sentido. Em alguns momentos isso demora um pouco mais pra acontecer, mas quando acontece o leitor fica de boca aberta! Para completar, o traço de Takeshi Obata é lindíssimo! Um dos meus favoritos de todos os ilustradores, para falar a verdade. Os traços clássicos de mangá estão presentes, mas sua forma de desenhar é muito mais adulta e realista. Sou apaixonada pela arte de Death Note! ❤

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Bom, pessoal, por hoje é isso! Espero que tenham gostado da resenha desse mangá maravilhoso. Death Note é recomendadíssimo a todos os fãs do gênero policial, mesmo que não gostem de mangás ou histórias e quadrinhos. Para quem não se anima muito a encarar os mangás, há também a opção de assistir ao anime (que é super fiel!) ou mesmo assistir aos filmes. A história de Death Note é profunda e elaborada, levando os leitores a um questionamento sobre moral, sobre o que é certo e o que é errado, sobre a liberdade de escolha e sobre até que ponto uma única pessoa pode julgar e decidir o destino e a vida de outra. Uma verdadeira obra-prima!

Título original: Death Note
Autor: Tsugumi Ohba
Ilustrações: Takeshi Obata
Editora: JBC
Volumes: 12
Número de páginas (por volume): 200