Resenha: O Hobbit – J. R. R. Tolkien

Oi pessoal, tudo bem?

Para a resenha de hoje eu trouxe um livro clássico de um autor ainda mais clássico, que criou um dos meus universos favoritos: O Hobbit, de J. R. R. Tolkien!

o hobbit j r r tolkienGaranta o seu!

Sinopse: Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem em sua porta e levam-no para uma expedição.

Começo a resenha dizendo que, apesar do meu amor pela Terra-Média (nascido graças aos filmes de O Senhor dos Anéis), O Hobbit foi um dos livros que mais demorei pra ler na minha vida toda. Após um total de 1 ano e 19 dias, um longo hiatus e muita insistência, eu finalmente terminei a leitura. Após a conclusão da leitura, eu fiquei um tempo sem saber se tinha gostado ou não, mas acho que a balança pendeu mais pro lado positivo. 😛

Acredito que todos estejam familiarizados com o enredo, mas vamos lá: O Hobbit conta a história do pacato Bilbo Bolseiro, que em um dia tranquilo é abordado pelo mago Gandalf e convidado para uma aventura, a qual ele nega polidamente. Mas Gandalf não se dá por satisfeito e chama seus amigos anões para a casa do hobbit de surpresa e, após certa confusão, Bilbo aceita embarcar na empreitada. A aventura, liderada por Thorin Escudo-de-Carvalho, consiste em recuperar a Montanha Solitária, lar dos anões, que foi tomada há muitos anos por Smaug, um impiedoso dragão. E Bilbo acaba por se tornar o ladrão da companhia de Thorin, embarcando em uma aventura sem igual.

Eu nunca tinha lido nada de Tolkien, mas sabia da fama de “enrolão” do autor. Por isso escolhi O Hobbit como minha primeira experiência, por se tratar de um livro mais leve. E eu não achei a narrativa tão ruim, até certo ponto. Principalmente no início eu senti bastante simpatia pelo modo de escrever do autor, que conta a história como um velho amigo do leitor. Ele faz comentários sobre os acontecimentos, “antecipa” alguns fatos e diz que vai explicar depois, enfim, é bem-humorado. Contudo, Tolkien gasta diversos parágrafos discorrendo sobre fatos de pouca importância para a história. Por exemplo: para desenvolver a personalidade de Bilbo, o autor fala por muito tempo sobre os dois lados da família do hobbit, sendo um deles mais pacato e o outro mais aventureiro. Isso ocorre também com as descrições de eventos repetitivos, como quando a companhia se perde em uma floresta. E essas coisas tornam a leitura extremamente cansativa em diversos momentos, ainda que em outros ele acelere muito os acontecimentos. Outro aspecto que percebi, dessa vez comparando com os filmes (que já assisti): o livro é uma obra completamente diferente, em especial da metade pro final. Por um lado, isso foi um aspecto positivo, já que o início da leitura foi cansativo justamente por eu saber o que aconteceria graças aos filmes. Por outro lado, o livro também é muito mais simplório do que os filmes em alguns aspectos (como o desenvolvimento dos personagens). Mas eu curti bastante as diferenças da história, gostei dos ocorridos do livro e acho que os filmes não precisavam ter enchido tanta linguiça desnecessária em relação à história. 😛

Acho que meu maior problema com o livro foram os personagens. Sério, gente, só o Bilbo se salva! O Gandalf também é carismático, mas aparece por bem menos tempo no enredo. Agora, os anões… Pelo amor de Deus, que bando de inúteis! Eles só serviam para fazer número e a maioria deles nem teve falas ao longo de todo o livro. Eram fracotes, burros e covardes, deixando toda a responsabilidade da resolução dos problemas na mão do chorão Bilbo. Além do mais, a raça dos anões não é nem um pouco nobre, e são ainda mais mesquinhos e ambiciosos do que nos filmes, pois no livro eles não ligam tanto para o lar perdido, apenas para o tesouro. Sério, foi impossível me afeiçoar a qualquer um deles (ok, pra não ser muito malvada, Balin, Fili e Kili ainda se salvam). Thorin é o pior de todos: ele não tem carisma pra ser um líder, é extremamente escroto com o Bilbo o livro todo e não faz quase nada que preste. Argh! Bilbo, em contrapartida, evolui de um personagem chorão e medroso para alguém que se orgulha das próprias decisões e atitudes, que bola planos engenhosos e que realmente faz a diferença na aventura. Ele tem um coração muito nobre e suas ações são repletas de bondade. Bilbo ftw! ❤

Tentando resumir a minha experiência, posso dizer pra vocês: apesar dos pesares, eu gostei de O Hobbit. A história em si, os acontecimentos, o desenrolar dos eventos me agradou. A escrita do Tolkien não foi de todo cansativa, apenas em alguns momentos. Acho que minha maior crítica se dá aos personagens rasos, já que o autor se preocupou mais com outros elementos, como o desenvolvimento da “mitologia” e da ambientação necessárias à sua história. Acredito que seja um bom livro pra quem gosta do tema e tem interesse em ler Tolkien, mas também recomendo um pouquinho de paciência. No fim das contas, acho que valeu a pena a minha insistência! 😉

Título Original: The Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 297
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤