Dica de Série: The Office

Oi gente, tudo bem?

Quem me acompanha há mais tempo sabe que eu não resisto a uma série de comédia, preferencialmente com episódios curtinhos. Assinando o Amazon Prime Video, vi a oportunidade de conhecer uma bem aclamada: The Office. E, apesar de ter odiado a primeira temporada (inclusive tendo desistido dela no meio), é com muita alegria que digo que paguei com a língua. 😉 Vem que eu te explico melhor.

Sinopse: No formato de pseudodocumentário, a série retrata o cotidiano de um escritório em Scranton, na Pensilvânia, filial da empresa fictícia Dunder Mifflin, de suprimento de papel. Michael Scott (Steve Carell) é um patrão insensível mas que se preocupa com o bem-estar de seus empregados, enquanto a série traça um olhar sobre todos eles, destacando suas diferenças e particularidades. 

The Office (US) é a versão americana de uma minissérie britânica de mesmo nome. A primeira temporada tem só 6 episódios e se inspira bastante no material de origem (que eu não assisti, mas sobre o qual pesquisei). Acontece que essa primeira temporada é insuportável: somos apresentados a Michael Scott, o gerente regional de uma filial da Dunder Mifflin, uma empresa de suprimento de papel. A série tem formato de documentário e o protagonista se dirige às câmeras falando sobre sua excelência como chefe, mas o que o espectador vê é Michael sendo grosseiro, arrogante, sem noção, preconceituoso, machista e desagradável. Como seguir assistindo uma série assim? Bom, um amigo me garantiu que da segunda temporada em diante muita coisa mudava, e eu sou curiosa; portanto, dei uma nova chance. E que chance bem dada, meu povo!

Ao renovarem The Office e planejarem uma série mais longeva, os produtores fizeram uma grande transformação no personagem de Michael. De um idiota sem noção ele passa a ser um idiota sem noção, mas ingênuo, e que se esforça. A série mostra que ele é um homem solitário e que deseja ter amigos acima de tudo, o que faz com que ele force a intimidade com seus funcionários. Mas ele também coloca as pessoas da sua filial como prioridade, sendo um chefe que odeia anunciar demissões, cortes de benefícios ou qualquer coisa que lhe soe injusta ou difícil. E, além da transformação de Michael, The Office também passa a dar espaço a outros personagens marcantes, como Dwight (seu “fiel” escudeiro aka puxa-saco) e o casal dos sonhos que qualquer pessoa que assista à produção vai shippar loucamente: Jim e Pam. ❤

Mas não me entendam mal, mesmo com a mudança progressiva na personalidade de Michael, ele continua sendo protagonista de cenas embaraçosas. Porém, a série encontra equilíbrio ao mostrar lampejos da sua competência que possam justificar seu cargo (algo impensável na primeira temporada). Existem diversas subtramas envolvendo os personagens, mas todas elas se concentram no ambiente de trabalho, então o cenário acaba sendo o mesmo durante boa parte dos episódios. Por mais que possa ser enjoativo, The Office consegue fazer com que não seja. A cena de abertura do episódio Stress Relief (S05E03) foi uma das melhores que eu já vi em séries de comédia, me fazendo gargalhar com vontade.

The Office é uma série que me cativou aos poucos mas, quando isso aconteceu, aconteceu pra valer. Aprendi a gostar dos personagens, mesmo com suas falhas. Aos poucos os episódios vão nos mostrando o que está além da superfície de cada um deles, explorando mais detalhes das suas vidas pessoais e seus sentimentos. Mas sem sombra de dúvidas o ponto forte de The Office é a abundância de cenas nonsense e a infinidade de gifs e memes que seus episódios produzem (e aposto que, assim como eu, vocês vão adorar pegar as referências). 😂 Resumindo: recomendadíssima!

Título original: The Office (US)
Ano de lançamento: 2005
Direção: Greg Daniels, Paul Lieberstein, Ricky Gervais
Elenco: Steve Carell, John Krasinski, Jenna Fischer, Rainn Wilson, Ed Helms