Resenha: O Conto da Aia: Graphic Novel – Margaret Atwood e Renee Nault

Oi pessoal, tudo bem?

No ano passado eu contei aqui no blog todas as inquietações e reflexões provocadas pela leitura de O Conto da Aia. 2019 me trouxe a oportunidade de revivê-las por meio de uma graphic novel maravilhosa (e, em breve, com a continuação da história, Os Testamentos). Hoje eu mostro pra vocês alguns detalhes da versão ilustrada desse livro que precisa ser lido por todo mundo. Vem ver!

o conto da aia graphic novelGaranta o seu!

Sinopse: Tudo o que as Aias usam é vermelho: como a cor do sangue, que nos define. Offred é uma aia da República de Gilead, um lugar onde as mulheres são proibidas de ler, trabalhar e manter amizades. Ela serve na casa do Comandante e de sua esposa, e sob a nova ordem social ela tem apenas um propósito: uma vez por mês, deve deitar-se de costas e rezar para que o Comandante a engravide, porque em uma época de declínio da natalidade, Offred e as outras Aias têm valor apenas se forem férteis. Mas Offred se recorda dos anos anteriores a Gilead, quando era uma mulher independente, com um emprego, uma família e um nome próprio. Hoje, suas lembranças e sua vontade de sobreviver são atos de rebeldia. Provocante, surpreendente, profético. O conto da Aia é um fenômeno mundial, já adaptado para cinema, ópera, balé e uma premiada série de TV. Nessa nova versão em graphic novel, com arte arrebatadora de Renée Nault, a aterrorizante realidade de Gilead é trazida à vida como nunca antes.

Não é fácil adaptar um livro denso em uma história em quadrinhos. O Conto da Aia é narrado em primeira pessoa por Offred, uma Aia, cujo fluxo de pensamento não é linear. Enquanto rememora o passado e tenta reconstruir o passo a passo vivido pela sociedade para chegarem até onde estão, Offred também narra o presente opressivo no qual vive. E apesar de não ser fácil retratar essas idas e vindas de maneira clara, a graphic novel consegue fazer isso mantendo a fluidez da narrativa. Algumas ilustrações falam por si só, com frases mais soltas que retratam a desconexão das memórias de Offred – bem como sua tentativa de se desconectar com o próprio corpo, para tornar a vida mais suportável.

resenha o conto da aia graphic novel

Porém, obviamente, nem todos os detalhes da obra original têm espaço na graphic novel (não quero dar spoilers, mas tem um relacionamento importante, especialmente pelo caráter afrontoso, que ganha pouco espaço na HQ). Esse aspecto não chega a atrapalhar a condução da história, e mesmo o controverso (e chocante) epílogo aparece na graphic novel, ainda que de maneira condensada. É normal que algumas coisas precisem ser deixadas de fora quando uma obra é adaptada para os quadrinhos, e nesse caso os principais fatos foram mantidos e a história permaneceu coesa. Entretanto, a narrativa de Margaret Atwood é ímpar, e vale a pena conferir a obra original para absorver toda a intensidade de O Conto da Aia.

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Por último, mas não menos importante: a edição em si está incrível. A capa é aveludada, há um marca-páginas acetinado e as laterais das páginas trazem um pattern floral lindo. Não poderia deixar de mencionar o vermelho, cor marcante da obra (a cor das Aias), que faz parte de todos esses detalhes que mencionei. E o que dizer das ilustrações? Renee Nault usa a aquarela e o vermelho vibrante como pilares em toda a graphic novel. O traço da artista é muito bonito e cada virar de página merece uma atenção especial, para absorver cada detalhe.

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O Conto da Aia: Graphic Novel é uma obra imperdível pra quem já é apaixonado pela obra de Margaret Atwood, pela série The Handmaid’s Tale ou pra quem quer ter um primeiro contato com essa história impactante e necessária. Recomendo mil vezes! ❤

Título Original: The Handmaid’s Tale: Graphic Novel
Autor: Margaret Atwood e Renee Nault
Editora: Rocco
Número de páginas: 240
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: The Handmaid’s Tale

Oi pessoal, tudo bem?

Agora que The Handmaid’s Tale chegou à TV aberta, acho que é uma ótima oportunidade de falar novamente sobre essa trama tão poderosa, dolorida e necessária – agora no formato de série.

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Sinopse: Baseado na obra de Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale conta a história na distopia de Gilead, uma sociedade totalitária que foi anteriormente parte dos Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governada por um fundamentalismo religioso que trata as mulheres como propriedade do Estado. Como uma das poucas mulheres férteis restantes, Offred é uma serva na casa do Comandante, sendo parte de uma das castas de mulheres forçadas à servidão sexual como uma última tentativa desesperada para repovoar um mundo devastado. Nesta sociedade aterrorizante onde uma palavra errada pode acabar com sua vida, Offred vive entre Comandantes, as suas mulheres cruéis e seus servos – onde qualquer um poderia ser um espião para Gilead – tudo com um único objetivo: sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela.

The Handmaid’s Tale é baseada no livro O Conto da Aia, sobre o qual já falei aqui no blog. A história segue basicamente a mesma premissa e se desenvolve de maneira muito fiel ao que é descrito no livro: em um futuro distópico, uma ditadura religiosa retirou os direitos civis das mulheres nos Estados Unidos (agora República de Gilead), determinando suas funções na sociedade em um modelo de castas. Há as Marthas (mulheres dedicadas ao serviço doméstico), as Tias (que educam as Aias), as Esposas (casadas com os Comandantes, membros do alto escalão militar dessa nova sociedade religiosa) e, por fim, as Aias (mulheres férteis responsáveis pela reprodução). Nossa protagonista é Offred, uma mulher que teve seu marido e filha arrancados de si e agora serve ao lar de seu Comandante como uma Aia. Com o passar dos episódios, Offred vai nos contando como tudo aconteceu e como é a vida nesse novo modelo de existência.

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Porém, diferentemente do livro, aqui temos uma visão bem mais ampla sobre o que ocorre em Gilead. Além do ponto de vista de Offred, também vislumbramos o papel da Esposa do Comandante no golpe, e a angústia que ela sente por ser deixada de lado pelo novo sistema que ajudou a construir. É um paradoxo muito interessante este: ela, a mulher por trás do ideal de Gilead, vê-se praticamente na mesma posição que as mulheres que ela ajudou a oprimir; ou seja, descartada e sem voz. Além disso, na série também temos acesso a mais cenas do passado de Offred com sua família, suas tentativas de fuga e até mesmo sobre o que aconteceu com seu marido, Luke.

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Offred é a personagem que mais muda do livro para a série, mas não de maneira negativa. Na produção audiovisual, ela tem um nome e faz questão de relembrá-lo: June. Mais irônica, sarcástica e afrontosa que sua contraparte literária, a June da série é alguém que causa ainda mais empatia e simpatia no espectador. No livro me entristecia ver a apatia de Offred, que só conseguia transgredir em atitudes muito pequenas. Na série, contudo, June é mais ativa e revoltada, ao mesmo tempo que transmite toda a dor e a emoção que permeiam sua nova existência. Elizabeth Moss, que a interpreta, faz um trabalho fenomenal nesse sentido, pois apenas com o olhar ela consegue passar os mais diversos sentimentos vividos por sua personagem. Mas ela não é a única a realizar um excelente trabalho; as atuações de modo geral são primorosas e causam as mais diversas reações: pena, asco, revolta, tristeza, desprezo.

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De certo modo, achei mais difícil assistir The Handmaid’s Tale do que ler O Conto da Aia. Se no livro Offred rememora tudo que lhe aconteceu de maneira mais linear e apática, em The Handmaid’s Tale somos obrigados a assistir todas as torturas e abusos sofridos pelas mulheres de Gilead. A primeira cena do primeiro episódio já me levou às lágrimas e, devo dizer, praticamente todos os episódios da primeira temporada o fizeram. A cada nova cena que surgia na tela, a cada nova violência a qual as mulheres eram submetidas, era um novo soco no estômago. Por outro lado, diferentemente do livro, existem cenas de MUITO girl power e empoderamento feminino. Há momentos de subversão tão poderosos – ainda que relativamente simples – que é impossível não ficar com cada pelo do corpo arrepiado. Somado a isto está uma fotografia de qualidade impecável, que abusa dos tons pálidos para reforçar ainda mais o destaque e o incômodo causados pelo vermelho das vestes das Aias.

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The Handmaid’s Tale é, assim como O Conto da Aia, uma obra necessária. Em tempos como os nossos, em que o fundamentalismo religioso se faz presente em diversas esferas do governo, é ainda mais necessário que a gente mantenha os olhos abertos. O retrocesso é muito mais fácil de acontecer do que pensamos, e manter nossos direitos é uma luta constante que jamais pode esmorecer. A série traz reflexões sobre o direito aos nossos próprios corpos, sobre a velocidade com que o retrocesso ganha espaço e sobre como precisamos nos unir enquanto mulheres. Todo mundo deveria assistir The Handmaid’s Tale. E cuidado: Gilead pode estar na esquina.

Título original: The Handmaid’s Tale
Ano de lançamento: 2017
Criador: Bruce Miller
Elenco: Elisabeth Moss, Yvonne Strzechowski, Joseph Fiennes, Alexis Bledel, Samira Wiley, Ann Dowd, Madeline Brewer, Max Minghella, O. T. Fagbenle

Melhores séries de 2018

Oi gente, tudo bem?

Continuando a retrospectiva de 2018, fiz uma lista com as séries de que mais gostei em 2018. Meu critério de escolha foi ter começado a assisti-las esse ano, e elas estão organizadas pela ordem cronológica em que eu as comecei. 😀

Alias Grace

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Essa minissérie, baseada em um livro de mesmo nome de Margaret Atwood, tem um enredo instigante, um elenco primoroso e uma produção incrível. Grace, nossa protagonista e narradora, é uma personagem ambígua, que nos mantém desconfiados e incertos o tempo todo.

The Alienist

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Pra quem me acompanha, não é novidade o quanto eu gosto de tramas policiais. Esta se passa no início do século 20 e traz uma equipe improvável se unindo para capturar um serial killer. Gostei demaaais!

Brooklyn Nine-Nine

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Brooklyn Nine-Nine ganhou meu coração de modo arrebatador. Essa série de comédia, que acompanha os detetives da 99ª delegacia de polícia do Brooklyn, tem ótimos personagens, o tipo de humor que eu gosto e um carisma sem igual.

The Handmaid’s Tale

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Ainda farei um post exclusivo pra falar sobre essa série, que comecei a assistir poucos dias depois de ter terminado de ler O Conto da Aia. A série conseguiu mexer muito comigo, tanto quanto o livro (ou até mais), e eu estou dando um tempo pra minha cabeça antes de começar a segunda temporada. Sim, é forte. Sim, é doloroso.

My Hero Academia

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Faz tempo que eu não falo de animes por aqui, né? Comecei a assistir My Hero Academia (ou Boku no Hero) por insistência do meu namorado e, quando percebi, estava viciada. Os episódios são muito envolventes e os personagens conquistam o espectador enquanto estudam para tornarem-se grandes super-heróis.

Mom

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Uma das melhores surpresas desse ano, Mom é uma dramédia SENSACIONAL. Trazendo como plot principal o relacionamento disfuncional de mãe e filha, ambas alcoólatras, Mom consegue te levar do riso às lágrimas em instantes. Amo real oficial!

E vocês, já assistiram a alguma dessas séries?
Quais vocês mais curtiram esse ano? 😀

Beijos e até o próximo post!

Resenha: O Conto da Aia – Margaret Atwood

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de O Conto da Aia, clássico distópico de Margaret Wood que deu origem à série The Handmaid’s Tale. 😉

o conto da aia margaret atwood.pngGaranta o seu!

Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump.

Offred é uma moradora da República de Gilead (conhecida, no passado, como Estados Unidos). Diversos fatores fizeram com que grande parte da população tenha se tornado infértil, e há uma grande preocupação com a natalidade em declínio. A função de Offred nessa nova sociedade é ser uma Aia: uma mulher responsável por gerar um filho para a família de um membro do alto escalão do governo. Gilead é um país teocrata, calcado nas crenças do Antigo Testamento, e as mulheres têm papéis bem delimitados: reprodutoras (Aias), esposas, professoras (Tias) ou “domésticas” (Marthas). É através dos olhos de Offred que o leitor tem um vislumbre dos horrores que envolvem esse sistema

Eu terminei de ler esse livro em julho, mas só agora consegui escrever a respeito. A verdade é que O Conto da Aia não é um livro para ser devorado e lido de uma vez, mas sim uma obra que deve ser lida com calma, para que você possa absorver sua atmosfera enquanto compreende sua realidade. A autora é bem misteriosa no início da trama: você vai entendendo aos poucos, de acordo com as reflexões da protagonista.

A narrativa de Offred vai e vem no passado. Sabemos apenas que ela foi capturada 3 anos antes e, desde então, passou pelo treinamento necessário para se tornar uma Aia. Em Gilead, as mulheres são proibidas de ler e escrever (com exceção das Tias), então a oralidade é uma característica da narrativa: como Offred não pode escrever, ela conta ao leitor o que aconteceu com ela; desse modo, acompanhamos seu fluxo de pensamentos e seus devaneios. Isso confere à narrativa um tom intimista e também sufocante: estamos o tempo todo imersos na mente de Offred. Ela narra seu tédio, sua apatia e, claro, suas lembranças. Ela viveu em um mundo com liberdades e direitos civis e presenciou isso ser retirado das mulheres, o que é muito doloroso.

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A autora faz uma reflexão que mexeu bastante comigo: ela mostra ao leitor que as transformações podem ocorrer lentamente. Nem sempre é algo explosivo e repentino que causa mudanças drásticas em uma sociedade; muitas vezes, o discurso dos indivíduos vai dando indícios do que está por vir. Em O Conto da Aia, existem matérias nos jornais que dão pistas de que algo grave está por acontecer, mas a população não liga, não leva a sério, simplesmente porque parece distante e irreal demais. Até que acontece. Não nos comportamos exatamente assim fora da ficção?

Outra reflexão óbvia trazida por Margaret Atwood é a questão do papel da mulher em Gilead. Nessa sociedade extremista religiosa, as mulheres são designadas a papéis estereotipados: reprodutoras, professoras, donas de casa, esposas. Elas não podem ler, trabalhar, amar, conversar… Não podem nada. Nesse contexto, as Tias gozam de autoridade, mas somente sobre as mulheres sob sua tutela. Quando todos os seus direitos e liberdades são retirados, exercer poder sobre um grupo acaba sendo muito tentador, e as Tias ilustram essa situação. O papel biológico dita as regras em Gilead; sendo a reprodução o pilar dessa sociedade, gays e lésbicas não-férteis são descartáveis.

O Conto da Aia faz um trabalho primoroso em expor sutilezas do patriarcado de modo gritante. Por meio de lavagem cerebral (ou imposição de medo mesmo), as Tias fazem com que as mulheres aceitem seus papéis e condenem quem sai da normaGilead também exerce vigilância constante, por meio dos Olhos (espiões) e das próprias Aias, que fiscalizam e denunciam umas às outras, demonstrando o quanto mulheres estão inseridas em um contexto que as coloca contra si mesmas. Além disso, a obra também escancara a hipocrisia do sistema: apesar de ser baseado em regras religiosas rigorosas e punitivas, os Comandantes usufruem de prazeres proibidos graças ao seu status elevado.

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Eu tinha a expectativa de que a trama fosse sofrer alguma reviravolta. Mas a verdade é que o livro não se trata de uma revolta. Inclusive, esse aspecto me lembrou muito 1984 (do George Orwell), cujo foco é fazer o leitor mergulhar na realidade opressora dos personagens, muito mais do que propor um enredo que busque impressionar por conta dos acontecimentos em si. O final do livro incomoda, causa desconforto. As notas históricas mostram Offred sob a luz acadêmica – de um homem. Ele fala de suas vivências com frieza e até certo divertimento/ironia. É muito doloroso perceber a história de Offred, de uma mulher com tantos sofrimentos e nuances, sendo resumida a um estudo.

Como crítica, eu diria que o estilo narrativo é um pouco estranho. Não tem aspas nem travessão pra demarcar a maior parte dos diálogos: eles acontecem realmente como uma narração oral (o que faz sentido, considerando que é essa a sensação que a protagonista deseja transmitir). Essas situações ocorrem quando a personagem rememora conversas do passado, como as lições dadas pelas Tias. Com o tempo o leitor acostuma, mas é estranho ler frases construídas assim: Olá, meninas, disse a Tia Lydia. Vocês são especiais.

Sendo mulher e feminista, devo dizer que foi doloroso chegar ao fim de O Conto da Aia. O livro é poderoso não por trazer inúmeras reviravoltas de tirar o fôlego, mas por narrar com muito realismo e verossimilhança uma situação distópica com alicerces reais. Não é difícil imaginar algo desse nível acontecendo (lembrei da revolução no Irã, por exemplo, e Marjane Satrapi fala sobre as mudanças na sociedade em Persépolis). Entretanto, por mais difícil que a leitura seja, ela também tem seus momentos de inspiração: os lampejos de revolta e insubordinação de Offred dão certo consolo.

Sei que a resenha ficou enorme, mas fiz o melhor que pude pra botar pra fora todos os sentimentos e reflexões que tive ao ler O Conto da Aia. Esse é um daqueles livros que podem até não agradar todo mundo, mas que definitivamente mexem com você. Recomendo MUITO essa leitura, e obrigada por ter lido até aqui! ❤

Título Original: The Handmaid’s Tale
Autor: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Número de páginas: 368
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.
Esta resenha foi selecionada para fazer parte da comemoração Shelfie Day da editora educativa Twinkl, com o objetivo de incentivar a leitura no Brasil.