Minhas impressões sobre Stranger Things 4

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de 3 longos anos de espera, a quarta temporada de Stranger Things estreou e foi finalizada anteontem, dia 1º. Como praticamente toda a internet, eu também estava no maior hype e devorei os episódios – com direito a enxaqueca provocada pelas lágrimas da series finale rs. E agora que a temporada oficialmente terminou, vim dividir com vocês minhas opiniões (positivas e negativas) do que vimos até aqui. \o/ Obviamente esse post contém spoilers, então se você não terminou de assistir, não recomendo que leia.

Atmosfera que inspira medo

Stranger Things sempre teve aquele pé no suspense/terror, mas de uma forma que considero jovem e “inocente”, especialmente na primeira temporada. Contudo, na season 4 eu me peguei apreensiva e com medo real em vários momentos. O som dissonante das badaladas do relógio do Vecna mexeram comigo e, sendo medrosa como sou, pedi até pro meu namorado me acompanhar em alguns episódios. 😂 

Um vilão ainda mais ameaçador

Além desse clima perigoso que a temporada trouxe, adorei o fato de haver um vilão humanoide, cruel e inteligente – muito mais ameaçador que qualquer demogorgon. Durante a maior parte do tempo, não sabemos o quê e quem é Vecna, apenas que é um ser capaz de atacar a mente das pessoas. O fato dele se apropriar das fraqueza emocionais das pessoas e explorá-las para seu próprio benefício – sendo uma analogia bem factível à depressão – o torna ainda mais cruel. A revelação de sua identidade também foi um dos pontos altos da temporada, conectando todo o perigo que está sendo apresentado desde 2016, quando a Eleven era uma criança misteriosa encontrada na chuva no meio da floresta.

Pontas soltas que precisam ser logo resolvidas

Apesar de terem revelado a identidade de Vecna (a primeira cobaia de Brenner), muitas coisas não ficaram claras. Afinal, o Devorador de Mentes é uma criatura manipulada pelo grande vilão ou é algum tipo de energia que Henry Creel/Vecna/001 absorveu? Como ele já desenhava essa criatura quando ainda era criança, sendo que ainda nem tinha ido para o Mundo Invertido? Considerando que já mostraram o passado do personagem, estou um pouco cética sobre investirem muito mais tempo nisso na próxima temporada, mas eu acho que esse tema ainda rende e gostaria que esses pontos ficassem mais claros.

Max: ponto forte e ponto fraco ao mesmo tempo

Eu adoro a Max e acho que ela acrescentou muitas coisas positivas desde que entrou para o grupo na segunda temporada. Por isso, fiquei de coração partido ao vê-la distante e tão quebrada emocionalmente após a morte de Billy em Stranger Things 3. Ela acaba sendo marcada por Vecna, mas consegue escapar em uma das cenas mais incríveis e emocionantes da temporada, em que ela corre na direção da luz e de seus amigos ao som de Running Up That Hill, de Kate Bush. Porém, Stranger Things 4 foi covarde ao selar seu destino. A garota bola um plano arriscado, em que sua vida está em perigo, e ela realmente se torna uma vítima de Vecna. Por mais que Eleven faça de tudo para impedir, ela ainda não está forte o bastante (falarei sobre os poderes dela em seguida), e Max sucumbe ao vilão. A cena em que ela diz a Lucas que não enxerga nem sente nada e que não está pronta pra morrer me levou às lágrimas, sendo emocionante e significativa… até Eleven dar uma de Jesus e reviver a menina, cujo coração havia parado. Desde quando telecinese faz isso, gente? Privilégio de protagonista, só pode. E o pior de tudo: El não sente a mente de Max voltar – o que pode ser a explicação para o portal de Vecna para a Hawkins real se abrir: ele precisava de uma quarta vítima e aparentemente Max concluiu essa necessidade, ainda que sua amiga tenha feito seu coração voltar a bater. Sinto que a temporada terminaria de forma mais impactante se os roteiristas tivessem tido coragem de dar adeus à ruiva que amamos.

O que fizeram com a Robin?

Desde sua primeira aparição, Robin roubou a cena. Sua dinâmica com Steve é incrível e os dois são amigos cujo apoio mútuo é inspirador – isso sem contar a representatividade LGBTQIA+ que a personagem trouxe para a série antes disso ser explorado por meio de Will. Mas se antes eu via Robin como uma pessoa sagaz e espirituosa, nessa temporada transformaram a garota numa goofy atrapalhada, que tem medo até de tropeçar nos próprios pés. :/

Eddie Munson: outro queridinho desperdiçado

Desde a primeira cena do novo personagem, Eddie Munson, seu carisma ficou explícito para o espectador. Líder do novo grupo de RPG do qual os meninos fazem parte, ele é caçado pela cidade por pensarem que ele faz rituais satânicos e é culpado das mortes dos adolescentes – uma crítica bem interessante ao fundamentalismo religioso e ao conservadorismo irracional. Ele tem uma dinâmica com Dustin que é de muita parceria, similar a que o garoto tem com Steve, causando até olhares de ciúme por parte deste rs. Mas Eddie é mais um personagem novato colocado na série pra que a gente se apegue e logo em seguida tenha que ver morrer. E o pior de tudo: morreu protegendo a cidade que o considera culpado e, dois dias depois, ninguém mais falava nele no grupo, exceto Dustin. Seja como for, a verdade é que a despedida dele e de Dustin me fez chorar rios, com direito a nariz entupido e tudo mais.

Nancy, Steve e Jonathan: wtf?

Se teve alguém que me tirou do sério nessa temporada, foi Nancy. Ela e Jonathan agem covardemente um com o outro durante a temporada inteira, porque ambos não se abrem para uma conversa honesta a respeito da distância e dos planos futuros. E aí o que acontece? Ela começa a se engraçar pro Steve de novo. Ele é um dos meus personagens favoritos e simplesmente merece mais que uma garota que pula dele pro Jonathan e do Jonathan pra ele de volta. 😦

Plot da Eleven e do Mike: dai-me forças, Senhor

Eu não gosto da Eleven. Pronto, falei. Senti pena dela sofrendo bullying, é claro, mas todas as cenas que a envolviam foram muito cansativas pra mim. Seu drama amoroso com Mike não me comoveu (somente me cansou) e senti muita vergonha alheia da declaração de amor dele na series finale. Aliás, esse garoto foi uma pamonha a temporada inteira e tem sido irritante desde a season passada, em que não dava a menor bola pro Will – que realmente tem que estar muito crushado pra dizer que o Mike (ainda) é o coração de tudo. 😂 Pode até ter sido, mas faz tempo que não é mais. Em relação a essa dupla de personagens, a única coisa de que gostei foi o foco no passado de Eleven durante as imersões para que ela recuperasse seus poderes, mas somente porque estava relacionado à origem de Vecna também. De resto, zZzzZzzZzz.

Will: reizinho queer, mas injustiçado

Eu amo os underdogs, e Will claramente sempre foi um deles: não fazia parte de um grupo popular, foi levado para o Mundo Invertido, quando voltou foi hospedeiro do Devorador de Mentes e, ao se ver livre de tudo isso, viu que seus amigos estavam em outra fase da vida, com namoradas e outros compromissos (ele só queria jogar um RPGzinho, gente! Que que custa?). Essa temporada trouxe mais uma camada de profundidade ao personagem, que é a indicação de que Will é gay (ou, no mínimo, bi). Esse fato gerou uma cena emocionante em que ele projeta um discurso sobre a Eleven pro Mike que, na verdade, é sobre ele, e também um momento entre irmãos na qual Jonathan fala nas entrelinhas – pra não forçá-lo – que o ama independentemente de qualquer coisa. O Jonathan não serviu pra quase nada nessa temporada, mas essa cena foi de arrepiar. ❤ Como ponto negativo, ressalto apenas o fato de que Will nunca ganhou o espaço merecido na trama como um personagem ativo e condutor de ações importantes, e espero que isso mude na próxima temporada.

Trama arrastada de resgate ao Hopper

Gostei de como os roteiristas não tornaram fácil libertar o Hopper, mas não posso dizer que essa parte da trama tenha me instigado. Achei cansativa e dando muitas voltas no mesmo lugar, sem realmente provocar um frio na barriga. Afinal, se salvaram o personagem no fim da temporada passada, minha conclusão é de que não o matariam nessa. Portanto, não consegui engajar com os riscos sofridos e com as dificuldades enfrentadas.

Squad de Hawkins

Sem sombra de dúvidas, o plot mais interessante foi o que chamo de squad de Hawkins. Adorei a dinâmica do grupo que estava na cidade e de como eles foram investigando cada vez mais a fundo as mortes dos adolescentes e descobrindo um passado sombrio da cidade. Fiquei instigada e muito curiosa durante todo esse processo, entretanto meu elogio não se resume à investigação em si, mas também à coragem de cada um deles. Afinal, sem sequer hesitar, Nancy, Steve, Dustin, Max e o resto do grupo se arriscaram para enfrentar Vecna sem contar com o apoio dos poderes de Eleven. Badass é pouco pra defini-los! 💪

De forma geral, gostei muito de Stranger Things 4 e sigo sendo fã dessa história tão cativante e envolvente. Claro que nem tudo foi perfeito, contudo nesse caso os pontos positivos me impactaram mais do que os negativos. Estou ansiosíssima para a próxima e última temporada (e torcendo pra que não leve mais 3 anos pra chegar), mas ao mesmo tempo sem coragem de dar um adeus definitivo.

E vocês, o que acharam de Stranger Things 4?
Me contem nos comentários! 😍

Top 5 coisas favoritas em Stranger Things 3

Oi galera, tudo bem?

Agora que já faz três semanas que Stranger Things 3 estreou, resolvi trazer pra vocês meus pontos favoritos sobre a temporada. ❤ Dei um tempinho pra falar a respeito pra que mais pessoas pudessem ter terminado de assistir, então esse post CONTÉM SPOILERS, ok?

1) Empoderamento feminino

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Uma coisa que Stranger Things 3 acertou em cheio foi a representação das mulheres na série. Até a segunda temporada, infelizmente não havíamos tido muitas interações relevantes entre mulheres, tendo uma grande repetição da Síndrome da Smurfete: uma mulher badass no meio de um núcleo masculino. Em Stranger Things 3, tivemos três ótimas discussões nesse sentido. A primeira delas diz respeito à amizade de Eleven e Max: as duas, que começaram a relação com animosidade, tornaram-se grandes amigas. Isso é positivo por diversas questões: mostra que mulheres podem ser amigas e que a rivalidade é nociva, trouxe mais independência e segurança para Eleven como indivíduo e fortaleceu a sororidade. Amei demais! ❤ A segunda discussão importante diz respeito ao trabalho de Nancy, que agora é estagiária no jornal local e tem que ouvir piadas misóginas enquanto serve café – mesmo tendo um instinto muito mais aguçado do que os jornalistas homens que a ridicularizam. A série evidencia o quanto era complicado para as mulheres na época conseguirem seu espaço (uma realidade que ainda hoje acontece). Felizmente, a jovem não desiste de seus objetivos, apesar de se sentir emocionalmente abalada. Por fim, esse plot do jornal nos deu um terceiro momento valioso: a conversa entre Nancy e sua mãe, Karen. Além da demonstração de afeto de Nancy, que revela se inspirar na figura materna, também temos uma lição valiosa de Karen, que impulsiona Nancy e não desistir de seus objetivos e não se deixar vencer pelo machismo que ela enfrenta. Um dos melhores diálogos da temporada! ❤

2) Ritmo alucinante

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Em diversos momentos da temporada eu literalmente segurei a respiração. Stranger Things 3 está recheada de cenas de perseguição e outras tantas de muita tensão. Há um quê de filme de terror na temporada, em que você fica ansioso pelo que vai acontecer e com medo pelo destino dos personagens. Nenhuma temporada antes tinha me causado tanta ansiedade quanto essa, e a vontade de maratonar era insaciável. Do início ao fim, Stranger Things 3 se mantém envolvente e eletrizante, mostrando o quanto a série cresceu.

3) Vários núcleos de personagens

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Durante a temporada, vemos os personagens interagindo com pessoas diferentes e envolvendo-se em missões distintas – ainda que ligadas ao mesmo objetivo. Foi muito legal ver Nancy e Jonathan investigando a questão dos fertilizantes enquanto Eleven e companhia se envolviam na investigação das pessoas ~abduzidas pelo Mind Flayer, por exemplo. Essa dinâmica fez com que a série não ficasse repetitiva e trouxesse novos ares para os personagens, e acho que o núcleo que mais se beneficiou disso foi o de Dustin e Steve: como não amar todas as cenas deles com Robin e Erica?

4) Novos (e representativos!) personagens

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Isso nos traz a um item muito bacana da temporada: Stranger Things 3 apresentou sua primeira personagem assumidamente LGBT. Robin roubou a cena durante toda a temporada e, apesar de eu tê-la shippado com o Steve (afinal, meu nenê merece uma namorada tão incrível quanto a Robin), a cena em que ela revela ser lésbica foi emocionante. Além da excelente reação super natural do Steve, apesar de estar apaixonado por ela, foi um grande passo em termos de representatividade – especialmente quando consideramos que, se hoje o preconceito ainda é enorme, nos anos 80 deveria ser mil vezes pior. Além de Robin, tivemos a adição de mais uma personagem negra de modo recorrente e importante na temporada, a atrevida Erica (irmã mais nova de Lucas, que já havia aparecido na season 2). Adorei as interações dela com o grupo e espero que ela participe ativamente da próxima temporada também! 

5) Amadurecimento

stranger things 3 eleven hopper

O mote principal da divulgação da terceira temporada foi “eles não são mais crianças”, e a série conseguiu trabalhar em cima desse conceito com sucesso. Isso fica nítido na sensação de deslocamento de Will (cuja infância foi de certa forma roubada), que agora vê seus amigos mais preocupados com namoradas do que com passar tempo juntos jogando e se divertindo; fica nítido também nas dificuldades de Nancy e Jonathan ao enfrentar os primeiros dilemas da vida adulta; e, principalmente, é reforçado no final emocionante da temporada. A perda de Hopper traz uma carga emocional muito importante para todos os protagonistas, demonstrando que os perigos que eles enfrentam são reais e que a vida também pode ser cheia de dor. Para um grupo tão jovem quanto o de Eleven e companhia, é uma lição bastante dura de aprender. E o fato dela ter acontecido enfatiza a necessidade de se adaptar às mudanças e amadurecer (e isso que eu, com quase 26 anos na cara, chorei que nem criança na cena da carta).

E vocês, o que acharam da temporada? Me contem nos comentários, vou adorar saber! ❤
E não esqueçam de deixar 8 centímetros de porta aberta! :’)

Stranger Things 2: erros e acertos

Oi gente, tudo bem?

Não costumo resenhar séries por temporada aqui no blog e pretendo continuar não o fazendo. Contudo, Stranger Things é um verdadeiro fenômeno e sua continuação foi muito aguardada. Como já resenhei e recomendei a série por aqui, no post de hoje resolvi fazer um balanço entre os erros e acertos da nova temporada. Obviamente, esse post está cheio de spoilers! 😉 Aviso dado, agora vamos lá!

Erros

Pra mim, a temporada realmente ficou boa a partir do 6º episódio (apesar de já ter gostado do 5º). Complicado, considerando que foram apenas 9 no total. Isso quer dizer que mais da metade da season não foi tão bacana quanto eu esperava. Vou tentar explicar o porquê:

nancy jonathan stranger things 2

Excesso de plots: ao expandir o universo construído na primeira temporada, acredito que Stranger Things tenha exagerado. Temos a relação Eleven x Hopper, a busca pelo passado de Eleven, as consequências do que aconteceu com Will, a aproximação com Max, o drama familiar de Max, mais crianças parecidas com Eleven, a investigação e exposição da morte de Barb… Foram tantas coisas acontecendo paralelamente que em determinados momentos tive a sensação de estar vendo uma colcha de retalhos. Minha atenção vagou em vários momentos e a vontade de maratonar não foi tão grande (apesar de eu ter feito isso anyway, hihihi). Isso é bem triste, considerando que a série me prendeu já no primeiro episódio na season anterior.

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Kali/Episódio 7: como a primeira cena de Stranger Things 2 foi uma apresentação da 8 (que posteriormente descobrimos se chamar Kali), eu imaginava que ela teria mais importância. No fim, sua participação resumiu-se a um episódio isolado no qual Eleven conhece um pouco mais sobre seu passado e sobre essa antiga amiga/”irmã” de laboratório. A sensação que fica, pelo menos por enquanto, é que foi uma expectativa gerada meio à toa, já que o episódio foi meio fechado em si mesmo. A única coisa útil dele foi que Eleven aprendeu a canalizar melhor seus poderes, o que permitiu à garota vencer o Devorador de Mentes na season finale.

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Dustin vacilão: O QUE FIZERAM COM O MEU DUSTIN??? Se na primeira temporada ele era o garoto mais inteligente e sensato do grupo (sempre com ótimos insights e acabando com as brigas dos amigos), nessa ele foi meio pamonha. Além das piadas dele terem ficado um pouco forçadas em algumas cenas (especialmente nos episódios finais), o Dustin ADOTA UMA LESMA DO MUNDO INVERTIDO COMO PET, PUTA QUE PARIU! Que ideia de jerico foi essa? Tudo bem que ele estivesse encantado pela Max (faz parte da idade), mas o Dustin sempre foi muito esperto. Na primeira temporada ele jamais faria isso, especialmente às custas da segurança dos amigos. Em determinado momento, quando Will revela que aquela “lesma” era oriunda do Mundo Invertido, o Dustin não apenas esconde o fato de que está com ela, como a protege! Sério, essa foi uma das decisões de roteiro mais difíceis de engolir.

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Muito tempo de tela para Billy: Max ganhou importância ao longo da temporada, e acho bacana explorar a personagem e o contexto que a envolve. Mas já entendi que o Billy é um cuzão personagem detestável na primeira cena em que ele surge. Não precisavam ter perdido tanto tempo mostrando o personagem fazendo as mesmas coisas: maltratando a irmã, implicando com o Lucas e provocando o Steve.

Acertos

Agora vamos ao lado bom da temporada? ❤ Felizmente, eles foram mais abundantes (apesar de terem levado alguns episódios pra acontecer):

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Will em destaque: eu me afeiçoei ao Will de cara na primeira temporada. Sempre que Jonathan ou Joyce se lembravam dele, eu podia perceber a criança doce e cativante que ele era. Por isso, estava ansiosa pra vê-lo com maior destaque na continuação, e isso felizmente aconteceu (apesar das circunstâncias difíceis). Noah Schnapp dá um show de atuação, especialmente nos momentos em que vemos Will lidando com o fato de estar conectado ao mal que assola Hawkins e sofrendo as consequências do que aconteceu no ano anterior.

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Steve “Awesome” Harrington: apesar de Steve começar a primeira temporada sendo o típico galã meio babaca, eu sempre vi potencial no personagem. Sempre acreditei no seu amor pela Nancy e na sua boa índole – mesmo quando as pessoas o criticavam e diziam que ele era um idiota. QUERO VER FALAREM MAL DELE AGORA HAHAHA! O personagem cresceu muito, teve uma participação ainda mais importante e provou pra todo mundo porque ele merece o lugar dele no meu coração!

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Parceria entre Steve e Dustin: aproveitando que falei do Steve ali em cima, outro acerto da temporada foi a parceria inusitada entre ele e Dustin. Os dois se unem para enfrentar “Dart” (apelido do filhote de Demogorgon que Dustin criou) e, em meio aos planos, Steve dá dicas amorosas pro Dustin e impressiona o garoto ao servir de isca para a criatura. Muito amorzinho! ❤

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Jonancy: eita tensão sexual que não se desenrolava nunca! Apesar de ter ficado de coração partido pelo Steve, eu torcia pelo Jonathan e pela felicidade dele (adoro os underdogs, admito). Consequentemente, queria que ele ficasse com a Nancy, até porque acredito que a química entre eles sempre funcionou muito bem. ❤

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Bob Newby: apesar de shippar a Joyce com o Hopper, gostei muito de Bob, o namorado dela. Ele é um cara legal, que realmente se importa com Joyce e sua família. E depois de viver um relacionamento tóxico com o ex-marido e ainda lidar com toda a situação envolvendo Will, foi bom ver alguém estável capaz de fazer Joyce feliz. Bob é um amorzinho! E, além disso, é interpretado por Sean Astin, o Sam (um dos meus personagens favoritos de O Senhor dos Anéis). ❤ Minha única tristeza em relação a esse personagem foi o seu fim: ele finalmente virou o Bob Super-Herói. 😥 Sofri e chorei com a cena de sua morte, mas também entendo que – sendo realista – o personagem não tinha uma grande função no futuro da série.

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Família Holland lidando com a morte da Barb: uma das coisas estranhas (ba dum tss) da temporada anterior foi a pouca importância dada pro desaparecimento de Barb. Isso chegou até a virar meme na época! Na season atual, porém, os roteiristas deram a devida atenção a isso, concluindo de vez essa ponta solta.

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Trilha sonora: nessa temporada, diversos clássicos fizeram parte da trilha sonora. Além de Should I Stay or Should I Go, tivemos também Rock You Like a Hurricane, Love is a Battlefield, Time After Time, Every Breath You Take… só musicão!

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Baile da Neve: essa cena foi maravilhosa simplesmente pelo fato de dar algum respiro aos personagens. Pela primeira vez desde que tudo aconteceu, pudemos ver as crianças sendo… crianças! E isso traz um pouco de conforto aos nossos corações, principalmente após uma temporada tão intensa e cheia de sofrimento.

Talvez eu tenha sido um pouco grumpy nas minhas críticas, ou talvez o Monstro da Expectativa tenha feito com que eu me decepcionasse um pouco, principalmente no início da temporada. De modo geral, senti que a segunda temporada foi um “filme 2” que foi ótimo, mas não tão bom quanto o “filme original”. No 6º episódio, a série ganhou novamente o ritmo e as características que me fizeram amá-la de cara no ano passado: enredo envolvente, núcleos de personagens interagindo, tensão, suspense e aquela pitadinha de terror. 

Gostaria muito de saber o que vocês acharam da season e também das minhas observações. Me contem nos comentários? 😉

Beijos e até semana que vem!

Infinitas Vidas Informa #20

Olar, meu povo! Tudo certo?

Chegamos a mais um fim de mês, junto com um final de semestre pelo qual eu aguardei ansiosamente. 😛
E como hoje é o último domingo de julho, é também dia de Infinitas Vidas Informa! Vamos conferir as novidades? 😉

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No dia 19 de agosto, chegam às livrarias as novas edições de Harry Potter (lançadas pela Rocco), com capa dura e ilustrações inéditas. Confira!

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Com muitas cenas de ação e mais tempo de tela para cada herói, o trailer da Liga da Justiça foi divulgado. Confira!

Para Todos Os Garotos Que Já Amei vai virar filme

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O mês foi mais paradinho até a chegada da San Diego Comic-Con, na qual sempre rolam vários trailers incríveis. E eu admito: já estou super na hype pra Stranger Things e Liga da Justiça!

Beijos e até semana que vem! ❤

Dica de Série: Stranger Things

Oi, pessoal, tudo bem? 😀

Nos últimos dias um assunto vem tomando conta da timeline de todas as minhas redes sociais: Stranger Things, a nova produção da Netflix! E é claro que eu vim correndo indicar essa série sensacional pra vocês! ❤

stranger things poster

Sinopse: Stranger Things conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas, eles acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.

Uma mistura de Stephen King e Os Goonies: essa é apenas uma das definições que surgiram na internet em relação a Stranger Things. A série é uma homenagem aos anos 80 e cada detalhe da produção evidencia essa inspiração. Contudo, apesar das inúmeras referências, é importante mencionar que a série é original e tem personalidade própria. Stranger Things se passa em 1983 no condado de Hawkins (Indiana) e começa com quatro amigos – Will, Mike, Dustin e Lucas – jogando Dungeons & Dragons. A trama tem início quando Will desaparece a caminho de casa. A cidade toda começa a procurá-lo, inclusive os três amigos. Em suas buscas, Mike, Dustin e Lucas acabam encontrando uma garotinha misteriosa, que atende por Eleven. Ela tem a cabeça raspada, mal fala e, o mais importante: tem poderes especiais, como telecinese.

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Essa é apenas uma pontinha do enredo, mas já no primeiro episódio a série te deixa curioso pra continuar assistindo e descobrir o que aconteceu a Will. A mãe do menino, Joyce, passa a receber ligações e sinais sobrenaturais em sua casa, o que a faz acreditar que Will ainda está por perto. Paralelamente, os amigos de Will começam a descobrir a extensão dos poderes de Eleven e desvendar os mistérios que rodeiam a garota. Com o passar dos episódios, o clima fica cada vez mais tenso e assustador: a presença de uma criatura misteriosa, as aparições sobrenaturais na casa de Joyce e os flashbacks que mostram a origem de Eleven deixam o enredo cada vez mais instigante. Outro aspecto clássico existente na série é o Laboratório de Hawkins, aquele típico cenário de filmes antigos, nos quais o governo americano faz experiências de moral duvidosa. A cidade interiorana, repleta de florestas e estradas isoladas, também confere à série a ambientação perfeita para trazer tensão e também nostalgia, pois se assemelha muito a outras obras da época.

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Os personagens são ótimos e todos eles são bem desenvolvidos e têm histórias próprias. Mike, Dustin e Lucas são garotos inteligentes, curiosos e muito leais. Mesmo quando brigam, acabam se unindo novamente em nome da sua amizade e da missão de resgatar Will. Winona Ryder, no papel de Joyce, realmente passa ao espectador o desespero de uma mãe que se sente responsável pelo sumiço do filho mais novo (apesar de eu ter me irritado de vez em quando, parece que ela tá miando). O desespero com que Joyce fala de Will faz com que todos duvidem de sua sanidade, mas ela jamais desiste de buscar pelo filho. Hopper, o detetive da cidade, é um homem corajoso, mas com um passado dolorido. Sagaz, é o primeiro a perceber a conexão do Laboratório de Hawkins com os eventos estranhos que acontecem. Nancy (irmã mais velha de Mike), Steve (namorado de Nancy) e Jonathan (irmão mais velho de Will) são o núcleo jovem que mostra como eram as relações escolares naquela época. Porém, com o passar dos episódios, cada um deles acaba se envolvendo com o mistério de Hawkins e, consequentemente, evoluindo muito como personagem. E, por último mas não menos importante, temos Eleven. Com pouquíssimas falas, mas com muita expressão facial, Millie Bobby Brown traz à vida uma personagem intensa e carismática. Eleven aprende com seus novos amigos sobre amizade e sobre união, algo que nunca pôde experimentar. Tratada apenas como arma humana, a menina nunca teve uma vida normal. Ao ajudar os meninos, ela acaba tendo uma oportunidade de redenção.

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Além disso, a série também aborda guerra fria e o projeto MKULTRA, um programa clandestino conduzido pela CIA de experiências em seres humanos. A mistura de ficção científica e terror casa de forma perfeita, fazendo com que a série seja capaz de tirar o fôlego do espectador a cada episódio. Outros aspectos que valem ser mencionados: trilha sonora fantástica, fotografia incrível e uma abertura nostálgica, que lembra a qualidade dos antigos VHS.

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Resumindo: Stranger Things foi uma das melhores séries que já assisti e entrou pra lista de favoritas. É interessante, envolvente, assustadora na medida certa, tem doses de humor e tem ação, perfeita pra maratonar. Preciso falar mais ou já convenci vocês? 😛 Apenas: assistam!

Título original: Stranger Things
Ano de lançamento: 2016
Criadores: The Duffer Brothers
Elenco: Winona Ryder, David Harbour, Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Caleb McLaughlin, Gaten Matarazzo, Noah Schnapp, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery