Resenha: O Símbolo Perdido – Dan Brown

Oi pessoal, tudo bem?

Uma das minhas metas desde 2015 (!!!) era não comprar mais tantos livros e me concentrar no que eu tinha na minha estante. Digamos que isso tenha dado certo parcialmente: eu realmente não comprei livros por impulso, comprei apenas livros “de colecionador” (como Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada, O Livro dos Personagens de Harry Potter, etc.). Porém, acabei colocando várias leituras na frente do que eu tinha na estante: livros de parcerias ou que ganhei de presente, por exemplo. Mas, para o post de hoje, eu trouxe a resenha de um livro que ganhei há anos e que estava na minha estante esperando pacientemente pra ser lido: O Símbolo Perdido.

o simbolo perdido dan brown.pngGaranta o seu!

Sinopse: Em O Símbolo Perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon – eminente maçom e filantropo – a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal’akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.

Em O Símbolo Perdido, a nova aventura do simbologista Robert Langdon após O Código da Vinci, nós somos apresentados aos mistérios da maçonaria. O professor é levado a acreditar que vai dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos a pedido de seu velho amigo Peter Solomon – um maçom de alto grau -, mas lá ele descobre que seu amigo foi sequestrado por um homem que se apresenta como Mal’akh. Ele está em busca de um velho segredo maçom (a Pirâmide Maçônica) e acredita que Robert Langdon é o único que pode decifrá-lo.

Dan Brown é um autor que utiliza de diversos elementos reais para dar veracidade às suas histórias e nos fazer acreditar que tudo que estamos lendo é verdade. Obviamente não é o caso, mas a sensação ao ler suas obras é essa. Eu já havia lido Anjos e Demônios há alguns anos e lembro de ter adorado, então comecei O Símbolo Perdido tendo ciência desse estilo do autor. Apesar do tema não ser tão envolvente pra mim – maçonaria –, Dan Brown continua utilizando dos recursos que vi em Anjos e Demônios: mistérios envolvendo lugares reais, longas explicações históricas e capítulos com desfechos instigantes, que te fazem não fechar o livro enquanto você não descobre o que aconteceu.

Outro aspecto positivo da narrativa de Dan Brown que se faz presente em O Símbolo Perdido é o uso de mais de uma perspectiva pra narrar a história. Apesar de grande parte do livro se passar sob a ótica de Robert Langdon, vemos também o que se passa com Katherine Solomon, irmã de Peter; Sato Inoue, a diretora do Escritório de Segurança da CIA; Bellamy Warren, o Arquiteto do Capitólio; e, é claro, Mal’akh. O que eu mais gosto nesse tipo de narrativa é que ela permite que o leitor possa ter uma visão mais ampla da história, dos personagens e de seus objetivos, sem ficar preso à visão limitada do protagonista.

Porém, apesar desses pontos positivos, o livro também possui alguns aspectos que eu não curti (e que me fizeram quase desistir da leitura): o início é MUITO arrastado. Leva mais ou menos 100 páginas pra que as coisas comecem a acontecer, pois até então os personagens ficam discutindo no mesmo ambiente. É bem cansativo. Porém, para ser justa, depois que a ação começa, ela não para mais! Dan Brown dedica longos parágrafos a explicar aspectos históricos para tentar “enganar” o leitor de que tudo que está dizendo – inclusive as conspirações – são reais, então muitas vezes parecia que o livro não era mais uma ficção, mas um livro didático. 😛 De modo geral, gosto dessas explicações, porque elas conseguem nos deixar mais imersos na história, mas em O Símbolo Perdido especificamente eu achei cansativo, porque o desenrolar da trama demorou a acontecer. E, por último, o vilão foi extremamente previsível. Eu estava na metade da leitura e já sabia quem ele era (até twittei sobre isso HAHAHA), o que tirou totalmente o impacto de sua revelação.

Em suma, O Símbolo Perdido é uma leitura despretensiosa, na qual Dan Brown segue o mesmo molde ao qual está acostumado a escrever. Tem momentos mais cansativos no início, mas depois o desenrolar da trama se dá de maneira frenética e envolvente, em especial graças aos capítulos com desfechos cheios de cliffhangers. Pra quem gosta do estilo do autor ou curte leituras repletas de mistérios e ação, O Símbolo Perdido é uma boa escolha! 

Título Original: The Lost Symbol
Autor: Dan Brown
Editora: Sextante
Número de páginas: 496
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Resenha: O Totem do Lobo – Jiang Rong

Oi, pessoal! Como estão?

Para o post dessa semana eu escolhi um livro bem singular, que eu li há bastante tempo: O Totem do Lobo, de Jiang Rong. Vamos conferir? 😀

o totem do loboGaranta o seu!

Sinopse: Na década de 1960, em plena Revolução Cultural da China, o jovem estudante Chen Zhen parte para as estepes do Olonbulag, na Mongólia Interior. Sob a tutela do sábio Bilgee, Chen aprende muito mais do que pastorear ovelhas: ele descobre como superar as dificuldades da vida nômade e a sinergia milenar que une o povo aos lobos selvagens das planícies. Fascinado pela relação entre os homens e esses animais temidos e idolatrados, Chen compreende a rica relação espiritual que existe entre esses adversários e o que cada um pode aprender com o outro. No entanto, a paz da existência solitária de Chen é destruída quando membros da República Popular formam multidões nas cidades para levar modernização e produtividade aos campos, interrompendo o delicado equilíbrio entre os habitantes das estepes. Usando o lobo como metáfora, Jiang Rong constrói uma linda história, que é também uma dura crítica aos ideais da revolução, expondo a grave ferida aberta na cultura milenar que o estudante Chen aprendeu a amar e defender. Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos na China, O totem do lobo é um belo e comovente retrato de uma terra e uma cultura que não existem mais e, ao mesmo tempo, uma revelação fascinante da visão do país sobre si mesmo, sua história e seu povo.

O protagonista do livro é Chen, um jovem que vai para as estepes mongóis por conta da Revolução Chinesa que está ocorrendo em seu país. O responsável por ele nas planícies é Bilgee, um senhor muito sábio e paciente, que ensina ao jovem o funcionamento daquela sociedade mongol e do pastoreio de ovelhas, a função que Chen assume. Lentamente, Chen começa a se interessar cada vez mais pelos ensinamentos de seu mentor e passa a vivenciar as experiências proporcionadas pela vida nas estepes como, por exemplo, vigiar e proteger as ovelhas dos lobos da região, que costumam atacá-las com certa frequência.

Apesar de serem “inimigos”, os homens e os lobos vivem em harmonia: os lobos se alimentam de outros animais que também comem grama (o que é negativo pros pastores, que precisam da grama para suas ovelhas) e os homens só caçam os lobos quando estes estão em maior número e começam a atacar seus rebanhos. Bilgee passa esses ensinamentos a Chen, além de contar diversas histórias sobre as táticas de guerra dos lobos e como as alcateias funcionam em unidade. Eu me lembro de me sentir totalmente imersa na história enquanto lia sobre os lobos, enquanto Bilgee narrava os ataques deles aos animais, ou quando ele contava sobre as relações dos lobos entre eles mesmos. Ao aprender sobre esses animais tão envolventes, Chen fica obcecado por eles e acaba roubando um filhote de lobo para si.

Ao obter sucesso em sua empreitada, Chen começa a criar o filhote e a tentar domesticá-lo. No início, as coisas funcionam do jeito que ele esperava. Porém, conforme as pessoas descobrem o que ele fez e o filhote começa a crescer, as complicações surgem e Chen percebe que ele não poderia simplesmente ter tirado um animal selvagem de seu habitat natural e de seus iguais. O pequeno lobo sofre com o aprisionamento e a saúde do animal também fica prejudicada, o que obriga Chen a soltá-lo. Com isso, o jovem finalmente compreende o funcionamento da natureza e percebe que o universo funciona em equilíbrio e que não se pode interferir nesse equilíbrio.

O Totem do Lobo é uma leitura interessante e cheia de metáforas. É possível aprender muito durante a história, inclusive sobre a Revolução Chinesa e sobre a filosofia oriental. Não é uma leitura que vá agradar a todos os leitores, mas acredito que quem goste de histórias reflexivas e profundas possa se envolver bastante com Chen e com os lobos, aprendendo e evoluindo junto com eles. 🙂

Título Original: 狼图腾
Autor: Jiang Rong
Editora: Sextante
Número de páginas: 512
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