Lista #6: Livros com mães memoráveis

Oi gente, tudo bem?

O mês de maio foi uma loucura pra mim, por isso não consegui publicar no prazo o post da coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer). Me perdoem pelo vacilo, meninas! 🙈

uma amiga indicou

Para maio, uma das nossas opções de assunto era o Dia das Mães, e eu fiz uma lista com livros que trazem mães memoráveis (a lista não segue uma ordem de preferência, mas sim a ordem alfabética dos livros que originaram as personagens). Espero que gostem! 😉

Sra. Lancaster – A Culpa é das Estrelas

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A mãe de Hazel é um exemplo de força e faz tudo para que a filha tenha a vida mais confortável e plena possível, apesar das circunstâncias. As cenas das duas são bem emocionantes e é possível sentir o amor e a dedicação existentes na relação familiar.

Camilla Traynor – Como Eu Era Antes de Você

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A mãe de Will, Camilla, também enfrenta uma situação difícil (assim como a Sra. Lancaster). Lidar com a tetraplegia do filho e com seu desejo pela eutanásia é um grande e dolorido desafio, e nem sempre ela consegue respeitar as vontades de Will. Ainda assim, o amor dela é inegável e ela não mede esforços para fazê-lo feliz.

Lilian Potter e Molly Weasley – Harry Potter

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O que dizer da mãe cujo amor protegeu O Escolhido? Lilian não hesitou em se sacrificar para proteger Harry, e o sentimento seguiu com o garoto por toda a sua vida – inclusive impedindo o Lorde das Trevas de tocar nele. E o que dizer da segunda mãe de Harry? Molly Weasley não apenas “adotou” o garoto em sua família como também dedicou todo o amor a cada um de seus filhos. Dois exemplos de mães incríveis!

Cecilia, Rachel e Tess – O Segredo do Meu Marido

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Três mulheres totalmente diferentes entre si, mas com algo muito forte em comum: a maternidade e a capacidade de fazer coisas impensáveis pelo bem dos filhos. Cecilia, para protegê-los, estava disposta a guardar um segredo terrível; Rachel, que nunca superou a morte da filha, tomou atitudes extremas; e Tess “liberou” o marido para ter um caso, desde que não afetasse o filho. De maneiras imperfeitas e muito particulares, as três são exemplos de mulheres e mães memoráveis da literatura.

Marcelline Noirot – Sedução da Seda

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Ambiciosa e talentosa, Marcelline enfrentou diversos preconceitos em uma época que não favorecia mulheres empreendedoras. Tudo que ela faz é para dar uma vida digna à filha, fruto de um casamento que terminou com a morte prematura de seu marido. Desde então, Marcelline não mede esforços para, sozinha, criar a filha da melhor forma possível, mesmo com as adversidades.

Jean McClellan – Vox

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Vivendo em um futuro ditatorial no qual as mulheres podem dizer somente 100 palavras por dia, a Dra. Jean vê seu filho mais velho sucumbir ao sistema e a filha mais nova desde cedo aprender que não deve falar. Quando a oportunidade de mudar essa situação surge, Jean se envolve em um projeto complexo e perigoso, visando apenas a chance de dar um futuro melhor à sua filha.

Gostaram da lista, pessoal?
Quem mais vocês incluiriam nela? 😀

Beijos e até o próximo post!

 

Resenha: Sedução da Seda – Loretta Chase

Oi pessoal, tudo bem?

Cá estou, novamente me aventurando pelos romances de época, um gênero que recentemente tem ganhado meu coração. O livro da vez é Sedução da Seda, o primeiro volume da série As Modistas, escrita por Loretta Chase. 😉

sedução da seda loretta chase.pngGaranta o seu!

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista, Marcelline Noirot, é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: Lady Clara Fairfax, futura noiva do Duque de Clevedon. Tornar-se a modista de Lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Duque de Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O Duque se considera um especialista na arte da sedução, mas Madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

Marcelline Noirot é uma modista inglesa (ou seja, uma pessoa que desenha e cria roupas, semelhante ao que hoje chamamos de estilista) de grande talento. Junto das três irmãs mais novas, administra a Maison Noirot, um atelier que Marcelline luta para fazer prosperar. Para obter prestígio, a modista parte rumo a Paris, com o objetivo de conhecer e encantar o libertino Duque de Clevedon – com o único e exclusivo objetivo de ser escolhida como a modista que vestirá a futura Duquesa. Porém, durante a viagem, uma atração irresistível surge entre os dois, e Clevedon não mede esforços para seduzi-la, o que pode colocar os planos de Marcelline a perder.

Esse é o plot que guia a trama de Sedução da Seda. Marcelline é uma mulher cheia de responsabilidades: ela tem uma filha pequena (cujo pai já é falecido) e três irmãs mais novas que dependem do sucesso da Maisot Noirot. Vinda de uma família de picaretas, Marcelline e as irmãs nunca tiveram estrutura familiar e amparo, sendo necessário que a protagonista aprendesse desde muito cedo a se virar sozinha. O Duque de Clevedon, por outro lado, está acostumado a ter tudo que deseja, como os típicos nobres da época. Prometido à Lady Clara Fairfax desde a infância, o Duque resolveu passar uma temporada em Paris antes de se casar. Por lá, sua vida era rodeada por mulheres, bebedeiras e extravagâncias. Quando Marcelline, uma mulher misteriosa, bela e graciosa surge em seu caminho, ele fica estupefato e tomado pelo desejo de seduzi-la. E, por mais que Marcelline sinta-se atraída pelo Conde, ela sabe que não pode colocar seu negócio em risco.

resenha sedução da seda loretta chase.png

Admito pra vocês que, de início, não curti muito a trama. O fato de Marcelline ficar repetindo “eu sou a maior modista do mundo” o tempo todo me irritou e me fez revirar os olhos para a personagem diversas vezes. Também achei um pouco inverossímil a postura excessivamente pra frentex dela, considerando a época. Se hoje, em pleno século XXI, as mulheres se veem oprimidas por diversos padrões, naquela época, então, nem se fala. Mas ok, dá pra relevar em nome da ficção. 😛 Também não gostei de ler as diversas traições de Clevedon a Clara – por mais que os mocinhos de romances de época sejam experientes sexualmente, em Sedução da Seda ficou mais explícito que Clevedon tinha alguém esperando por ele, o que torna suas aventuras sexuais ainda piores.

Os capítulos iniciais são um pouco confusos. O livro começa em Londres, com as meninas da Maison Noirot descobrindo que o Duque de Clevedon vai ficar noivo de Lady Clara. Repentinamente, Marcelline já viajou para Paris para encontrá-lo! Além disso, achei o livro mais longo do que o necessário, especialmente na reta final. Porém, há um aspecto bem interessante na resolução do conflito amoroso: Lady Clara tem um papel bem mais ativo, o que me fez admirar a personagem e seu crescimento.

Falando em crescimento dos personagens, esse é o ponto positivo de que mais gostei nessa leitura. Apesar das minhas ressalvas nos parágrafos anteriores, eu gostei muito de como Loretta Chase constrói as nuances de seus personagens, que vão amadurecendo ao longo das páginas. Conforme a leitura avança e vamos conhecendo mais sobre o passado de Marcelline e Clevedon, algumas coisas passam a fazer sentido e torna-se possível sentir empatia por eles. Marcelline, por exemplo, deixa de ser uma mera trapaceira ambiciosa; ela se revela como uma mulher que faz o que é necessário para manter sua família viva e seu negócio prosperando, pois é uma mulher sozinha em uma época que não facilitava em nada para jovens solteiras ou viúvas. Esse lado mais “humano” da personagem colaborou para que eu passasse a admirar sua obstinação. Clevedon, por outro lado, também cresce em frente aos nossos olhos: sua futilidade vai dando espaço a uma faceta mais altruísta e heróica, ao mesmo tempo em que vai se dando conta de que seus preconceitos em relação a Marcelline (pelo fato dela ser uma lojista) são infundados. O próprio ofício da personagem passa a ser uma característica que o Duque admira, e eu acho comovente quando ele auxilia a Maison Noirot em um momento de grande dificuldade. ❤

Sedução da Seda não fisgou completamente meu coração, mas trouxe uma história que evolui e personagens que crescem juntos. O final é promissor e eu gostei muito da dinâmica do casal no desfecho do livro. Lembro que também não me apaixonei por Segredos de uma Noite de Verão, da Lisa Kleypas, mas insisti e acabei adorando a maior parte da série. Por isso, acredito que lerei o próximo volume da série As Modistas também. Alguém já leu? Me recomendam? Me contem nos comentários! 😀

Título Original: Silk is For Seduction
Série: As Modistas
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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