Resenha: Warcross – Marie Lu

Oi povo, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Warcross, uma leitura UAU que foi também minha primeira experiência com a autora Marie Lu.

warcross marie lu.pngGaranta o seu!

Sinopse: O Warcross não é apenas um jogo. Para seus milhões de fãs, é uma fuga, uma forma de ganhar dinheiro, um modo de vida. Com tecnologias avançadas e uma proposta de realidade virtual impressionante, o jogo conquistou adeptos em todo o mundo… inclusive Emika Chen, um jovem hacker órfã que luta pela sobrevivência em Nova York. Agora, uma decisão precipitada está prestar a mudar sua vida. Emika viaja para o outro lado do planeta e vai precisar de toda a sua experiência no mundo virtual para enfrentar uma ameaça desconhecida, que pode transformar o jogo numa guerra cruzada e afetar toda a humanidade.

Imagine que existe um gadget chamado NeuroLink capaz de projetar realidade virtual em absolutamente tudo ao seu redor. Utilizando-o, é possível ver tudo mais colorido, animações nas paredes dos prédios, pessoas utilizando armaduras ou a aparência que desejarem ao andar na rua. Além disso, imagine que essa tecnologia é utilizada para jogar o jogo mais popular do mundo, que também acontece em realidade virtual. É esse o cenário de Warcross. O jogo (que dá nome ao livro) e, principalmente, o universo virtual que o envolve determinam como os indivíduos se relacionam (entre si e com o mundo), devido às inúmeras possibilidades oferecidas pelo NeuroLink. A invenção, que revolucionou a tecnologia, pertence a Hideo Tanaka que, aos 13 anos, criou o gadget e o jogo. O NeuroLink é um óculos capaz de “enganar” o usuário, fazendo com que o cérebro crie projeções realistas, semelhantes a um sonho. Agora, aos 21, o rapaz é bilionário e dono da bem-sucedida Henka Games, proprietária de Warcross. Emika Chen, nossa protagonista, é uma caçadora de recompensas endividada que decide hackear a transmissão da abertura do campeonato mundial de Warcross para tentar capturar um item do jogo e posteriormente vendê-lo; contudo, ela é exposta para o mundo inteiro durante a tentativa. Em vez de ser processada, a moça de 18 anos (dona de um talento sem igual para a programação) é surpreendida por uma proposta de trabalho vinda do próprio Hideo, que desconfia de ataques de um hacker ao sistema de Warcross.

Sendo bem sincera, o início do livro não me fisgou. Apesar de eu já ter sido uma grande fã de videogames, atualmente esse universo não faz parte do meu dia a dia, então fiquei um pouco saturada com as inúmeras descrições das maravilhas possibilitadas pelo NeuroLink. Em cada cenário no qual Emika aparece são feitas descrições detalhadas e esplendorosas sobre luzes, cores e detalhes que só são vistos e possibilitados pela realidade virtual. Entendo que isso seja importante para criar uma base sólida a um novo universo mas, infelizmente, essa parte do livro não prendeu minha atenção. Porém, quando a trama engatou, não consegui mais parar de ler!

Emika é colocada em um time profissional de Warcross, os Phoenix Riders, de modo que possa investigar de perto os jogadores (pois Hideo acredita que um deles é o hacker). A partir daí, mergulhamos com Emika no dia a dia com o time, nos treinamentos exaustivos, nos riscos do DarkWorld (uma espécie de Deep Web do mundo de Warcross) e, também, nos sentimentos avassaladores que surgem durante o processo. Eu shippei DEMAIS um certo casal desse livro. ❤

resenha warcross marie lu.png

Outro aspecto bacana do livro é a representatividade. Emika e Hideo são orientais, Asher (o capitão dos Phoenix Riders) é cadeirante, Hammie (a Ladra do  time) é latina e possivelmente negra e Roshan (o Escudo) tem ascendência indiana e é gay ou bissexual. Emika, ainda, é uma personagem que está saindo da adolescência e entrando na vida adulta – ou seja, com os hormônios em ebulição -, e demonstra sua sexualidade com muita segurança e desenvoltura, sem aquela limitação somente do amor romântico. Ainda sobre a protagonista, devo dizer que ela me conquistou totalmente. Ela é muito inteligente e também é bonita (ou seja, as coisas não precisam ser excludentes). Contudo, ela é bonita de um jeito diferente: como eu já disse, sua beleza não é a do padrão ocidental, e ela tem um estilo marcante graças ao cabelo multicolorido e ao braço tatuado. Mas, mais do que suas características físicas, me encantei pela personalidade de Emika: ela passou por inúmeras dificuldades na vida e sofreu grandes perdas pessoais, mas não se tornou alguém amargo, egoísta ou injusto por conta disso. Apesar da dificuldade em trabalhar em equipe, Emika é guiada pela sua coragem, discernindo o certo do errado – mesmo nos momentos mais difíceis. E, por fim, é especialista em um assunto predominantemente masculino, mostrando que mulheres são tão capazes quanto homens no universo da tecnologia e da programação. É um baita mulherão ou não é? ❤

Da metade pro final do livro, o ritmo da narrativa fica alucinante. Emika passa a compreender que os riscos que corre vão muito além do mundo virtual. Zero, o hacker misterioso por trás dos ataques, mostra que é uma ameaça palpável, e não apenas um avatar de um jogo online. Eu até tinha uma aposta para o desfecho e acertei 50% da minha teoria. Ainda assim, fiquei impactada. Quando eu menos esperava, Marie Lu conseguiu trazer à tona um dilema que não poderia ser mais atual, provocando reflexões sobre o papel da tecnologia nas nossas vidas e o quanto realmente somos livres ao utilizá-la do modo que utilizamos hoje. Tudo isso em meio a revelações bombásticas e muita ação, é claro.

Warcross foi uma leitura maravilhosa com diversos elementos que conquistam: a trama é envolvente, o universo é bem construído e os personagens têm um excelente desenvolvimento. Comecei Warcross com um leve desinteresse pelo universo sci-fi de Marie Lu e terminei a leitura implorando pelo segundo volume. Recomendo MUITO!

Título Original: Warcross: player, hunter, hacker, pawn
Série: Warcross
Autor: Marie Lu
Editora: Fantástica Rocco (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 320
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.