Livros leves para ler na quarentena (parte 2)

Oi pessoal, tudo bem?

No mês passado eu fiz uma lista com leituras leves e despretensiosas, no intuito de ajudar vocês a encontrarem na literatura um pouco de descontração pra esse momento difícil que estamos vivendo. Os feedbacks foram bem positivos e, por isso, resolvi trazer uma segunda parte, com novas indicações. 😀 Vamos lá?

Daniel, Daniel, Daniel – Wesley King

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Apesar de abordar o sofrimento do protagonista (que dá nome à obra) ao lidar com o Transtorno Obsessivo Compulsivo, esse livro também é repleto de momentos de doçura. A amizade inesperada entre Daniel e Sara é cativante, e o plot da investigação do sumiço do pai da garota também prende a atenção. É um livro fofo que cumpre muito bem o seu papel em conscientizar a respeito do TOC.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Difícil deixar esse título de fora de uma lista que fala sobre leituras leves e despretensiosas, né? O primeiro volume da trilogia trata do acordo entre Lara Jean e Peter Kavinski, que fingem ser namorados pra atingir objetivos próprios. Como um bom clichê adolescente, as coisas saem um pouquinho do controle e a gente se pega torcendo pelos dois. Tem resenha do filme aqui no blog também, se quiser conferir. 😉

Ruínas de Gorlan – John Flannagan

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Aqui vai uma dica para os fãs de fantasia! O livro é o primeiro volume de uma longa série que é ambientada em um reino fictício medieval. A linguagem é bem simples e a história flui sem maiores dificuldades. Na trama, acompanhamos o treinamento de Will para ser um arqueiro, enquanto a ameaça de retorno de um antigo vilão assombra o reino.

Todos Nós Vemos Estrelas – Larissa Siriani e Leo Oliveira

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Esse conto natalino foi uma grata surpresa! Apesar de ser curtinho, ele faz um ótimo trabalho em nos apresentar a duas histórias distintas: Lucien, o protagonista de uma série de ficção medieval, é trazido para o nosso tempo após Lisa, uma adolescente com dificuldades de se encaixar, faz um pedido em seu diário. As confusões que a situação gera são muito divertidas, e o desenvolvimento da trama é bem bacana.

Soppy: Os Pequenos Detalhes do Amor – Philippa Rice

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O livro é uma coletânea de tirinhas da artista Philippa Rice e narra o cotidiano de um casal com muita ternura e bom humor. Eu adoro os diálogos e me identifiquei com muitas das situações retratadas. É um livro fofo que deixa o coração bem quentinho. ❤

Agora me contem: qual livro você adicionaria nessa lista? 😀
Beijos e até a próxima!

Resenha: Ruínas de Gorlan – John Flanagan

Olá, pessoal!

A resenha de hoje trata-se de um livro que li há alguns anos, o primeiro volume da (extensa) série Rangers: Ordem dos Arqueiros, Ruínas de Gorlan.

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Sinopse: Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e… um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava.

Há alguns anos atrás (em 2009, para ser mais precisa), eu me senti muito atraída pelas capas dos livros da série Rangers: Ordem dos Arqueiros. Sou fissurada nessa temática medieval e livros “épicos” sempre me chamaram muito a atenção. Porém, demorei um tempo até começar a leitura (acredito que isso aconteceu somente em 2010) e, infelizmente não foi bem o que eu esperava. Li diversas resenhas positivas a respeito e não me senti muito contemplada pela maioria. Bem, a leitura não foi uma experiência ruim, mas também não foi muito marcante.

O nosso protagonista, Will, é um adolescente órfão que vive no feudo Redmont, no castelo do barão Arald, e sonha em entrar para a Escola de Guerra do castelo para se tornar um guerreiro corajoso e destemido como seu pai fora. Todos os jovens precisam escolher uma “escola” na qual entrar no dia da Escolha, uma tradição que define o destino dos jovens candidatos. Porém, Will não é escolhido para a Escola de Guerra devido ao seu porte, que não é bem aquele desejado para um guerreiro: o garoto é franzino e baixinho, bem diferente do que se espera de um cavaleiro. Porém, Will tem outras qualidades, como a inteligência, a perspicácia e a agilidade, o que faz dele um candidato perfeito para ser um aprendiz de arqueiro. E é exatamente isso que acontece: Halt, um grande e misterioso arqueiro, o escolhe como seu pupilo. E é a partir dessa união que a história começa.

Halt é o personagem mais interessante do livro. Ele é o típico mestre exigente que raramente faz elogios, mas que no fundo cria um vínculo afetivo e deseja proteger seu aprendiz. Ele ensina Will os segredos da arquearia e da camuflagem, e também presenteia Will com um pônei muito divertido, Puxão. Diversas cenas cômicas são protagonizadas pelo inteligente pônei. Will também evolui durante a narrativa. Apesar de ter apenas 15 anos, a vida do rapaz nunca foi fácil, já que cresceu sendo órfão e sofrendo gozações graças ao seu sonho de entrar na Escola de Guerra com seu porte pequeno e frágil. Ao longo do livro é mostrado o potencial do garoto e o amadurecimento dele, que passa não só a admirar o mestre como também se orgulhar dos arqueiros. Outro personagem que vale a pena mencionar é Horace, o garoto que cresceu no castelo com Will e que foi um dos causadores do bullying sofrido pelo protagonista. Horace consegue entrar na Escola de Guerra e se mostra um guerreiro talentosíssimo, mas com o passar do tempo ele amadurece e abandona a postura covarde com que tratava Will e se torna um dos melhores amigos do garoto, fazendo tudo que está ao seu alcance para protegê-lo e ajudá-lo.

A trama ganha força quando somos apresentados ao terrível Morgarath, um vilão que há muitos anos entrou em guerra com o reino de Araluen. O senhor das Montanhas da Chuva e da Noite retorna e planeja o assassinato do rei como forma de vingança, e Halt e Will são peças fundamentais para evitar que Morgarath atinja seus objetivos. Halt, inclusive, foi o grande diferencial na antiga guerra, bolando uma estratégia que definiu os rumos da batalha, fazendo do arqueiro uma lenda viva.

A ideia geral de Ruínas de Gorlan é bem interessante, apesar do clichê “vilão em busca de vingança”. Eu gosto muito de livros com esse teor “RPGístico” e adoro as referências a castelos, a cavaleiros, a guerras épicas e a grandes heróis. O grande problema pra mim em Ruínas de Gorlan é o fato de ser um livro infanto-juvenil (beeeem infanto-juvenil). John Flanagan escreveu o livro com a intenção de fazer seu filho de 12 anos começar a se interessar por literatura, então a narrativa e a escrita são fluidas e superficiais, voltadas para uma faixa etária bem jovem. Gosto bastante de livros infanto-juvenis e vários deles estão na minha lista de favoritos, mas acho que não estava preparada para algo tão fácil quanto Ruínas de Gorlan acabou sendo. Não me senti muito envolvida com a história e tampouco me senti aflita ou ansiosa pelo destino dos personagens, porque pra mim era muito claro que as coisas acabariam dando certo. Mesmo assim, gostei da ideia da história e acabei lendo a continuação (li até o terceiro livro; até agora foram 11 volumes publicados no Brasil). Além disso, como vários outros livros voltados a um público mais jovem, Ruínas de Gorlan trata de temas como bullying e superação, além das lições de vida e metáforas que buscam ensinar e transmitir valores, mas sem um tom piegas desagradável. Outro elogio que não posso deixar de fazer: a diagramação! As páginas dos livros são lindíssimas e cada uma delas é decorada no canto inferior.

Ruínas de Gorlan é uma opção divertida pra quem gosta de histórias infanto-juvenis com temática medieval e pitadas de RPG. Não é uma leitura que exija muito tempo e pode ser uma boa opção pra quem busca algo mais leve pra passar o tempo. Porém, é válido lembrar que é uma série longa. Eu acredito que vou demorar bastante até finalizá-la, porque não sinto urgência em saber o que vai acontecer na história, mas pretendo sim conclui-la um dia. 🙂 Acredito que seja uma série bacana, mas não imperdível.

Título Original: Ranger’s Apprentice: The Ruins of Gorlan
Série: Rangers: Ordem dos Arqueiros
Autor: John Flanagan
Editora: Fundamento
Número de páginas: 239
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