Resenha: O Visconde Que Me Amava – Julia Quinn

Oi gente bonita! Como estão?

Eu adoro a adaptação de Bridgerton, mas nunca tive vontade de ler os livros (mesmo que eles façam sucesso entre os fãs de romance de época). Acontece que o romance de Anthony e Kate na segunda temporada me deixou muuuito órfã, então resolvi ler unicamente O Visconde Que Me Amava pra matar a saudade dos dois. Todavia, a experiência não foi bem como eu esperava… 👀

Garanta o seu!

Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

Diferente da adaptação, em O Visconde Que Me Amava temos duas irmãs londrinas, sem ascendência indiana – Kate e Edwina Sheffield – que estão debutando por conta própria com o apoio da mãe. Elas também passam por dificuldades financeiras, então essa temporada social é crucial pra ambas, pois não terão condições de financiar mais tempo na capital inglesa. Edwina é uma verdadeira joia preciosa, bonita e delicada, o sonho de qualquer nobre cavalheiro – e é por isso que Anthony Bridgerton decide que ela deverá ser sua esposa. O chefe da família Bridgerton vê o casamento como um negócio entre duas partes, sem nenhum sentimento envolvido, por isso deseja resolver a questão do modo mais pragmático possível. Porém, existe um obstáculo inesperado: ao conhecer Kate, irmã de Edwina, sua vida vira de cabeça pra baixo. Primeiro porque Kate está determinada a impedir a união (pois acredita que Edwina merece um matrimônio por amor); segundo porque a irmã Sheffield mais velha mexe com todas as suas estruturas.

Acho que existem três diferenças cruciais entre o livro e a série que foram também as coisas que ou contaram pontos a favor do livro ou tiraram pontos dele: a personalidade de Kate e Anthony; o triângulo amoroso; a união do casal principal. Vamos começar pela personalidade dos protagonistas, então. Kate Sheffield, diferente de Kate Sharma, é uma personagem que não se comporta de acordo com a etiqueta social. Ela não sabe dançar, é atrapalhada, não controla a própria língua e se sente desajustada e inadequada nos bailes e soirées. Já na série ela não apenas domina essas situações como é a principal pessoa a instruir Edwina sobre as boas maneiras. A Kate do livro me pareceu uma personagem bem estereotipada, a clássica “garota diferente das outras”, que conquista o mocinho mesmo sendo desajeitada. Além disso, além de não ter a mesma altivez de sua contraparte televisiva, a protagonista feminina não é nem de perto tão mordaz quanto ela. Eu lia os comentários do fandom dizendo que Anthony é cadelinha da Kate, mas o que eu vi foi o contrário: ela apaixonadinha por ele e, uma vez casada, sendo muito mais passiva do que eu jamais esperaria.

Anthony foi outra decepção e também diferiu bastante da versão da Netflix. Como pontos positivos, gostei dele ser mais provocador, engraçado e espirituoso (enquanto na série ele é bem sisudo e formal). Porém, a maneira como ele a trata no início da história é grotesca pros meus parâmetros: ele manda ela calar a boca, segura seu rosto com força a ponto de machucar e a CHUTA em uma cena na qual ela está escondida no escritório dele. Tá, tudo bem que ele só faz isso depois que Kate morde sua canela (outra sem noção) porque ele a viu embaixo da mesa e a está provocando, mas como Julia Quinn espera que eu suspire por um mocinho capaz de chutar seu futuro par romântico? De novo: pros MEUS parâmetros, isso não dá, não é justificável e muito menos fofo e engraçado. Fora a agressão verbal que mencionei antes, quem ele pensa que é pra mandar Kate calar a boca? Enfim, sei que coisas muito piores aconteciam no século 19, mas se eu quisesse ler esse tipo de coisa leria romance histórico, não romance de época.

A união dos dois protagonistas ocorre bem cedo na história, ao serem flagrados em uma situação comprometedora porque Kate foi picada por uma abelha e Anthony tenta sugar o veneno (fiquei com vergonha alheia nessa cena). O lado positivo disso é que temos mais momentos Kathony, que eu senti muita falta na série. O lado negativo é que, por ser um casamento forçado, a coisa toda acaba sendo menos romântica do que aquele momento maravilhoooso no último episódio, em que Anthony se declara e pede Kate em casamento. O livro faz um bom trabalho em explicar os motivos pelos quais o mocinho não deseja envolver afeto na relação: ele se inspirava no pai para tudo e, considerando que o pai morreu aos 38 anos devido a uma picada de abelha, Anthony não acredita que conseguirá ultrapassá-lo nem mesmo em idade. Por isso, ele não quer viver a experiência de ter um grande amor sabendo que seus dias estão contados. Esse trauma é bem trabalhado, assim como o de Kate: sua mãe morreu quando ela era muito pequena em uma noite de tempestade, e ela tem crises de pânico sempre que chove forte. Os dois compartilham um momento de abertura e apoio mútuos muito bonito no livro, que infelizmente não foi retratado na TV. Por fim, temos a falta de triângulo amoroso, a melhor parte da obra pra mim. Detestei esse elemento em Bridgerton, ele serviu apenas pra dar menos tempo de tela pro casal Kathony e causar uma desnecessária briga entre as irmãs – que no livro são muito unidas (e Edwina não tá nem aí pro Anthony, sendo bem sincera).

A verdade é que, de modo geral, eu adoro a série Bridgerton mas não gostei nadinha da escrita de Julia Quinn (não me xinguem, fãs da autora 😂). O Visconde Que Me Amava não me cativou, não me deixou com borboletas no estômago e nem me fez admirar o amor dos protagonistas – elementos que sempre busco nos romances de época. Sendo otimista, foi bom tirar essa prova real, já que sempre via a blogosfera elogiando a autora, e agora comprovei que Julia Quinn não é pra mim. Vou seguir lendo Lisa Kleypas e pretendo me aventurar por outras autoras como Tessa Dare e Sarah MacLean, que também são super elogiadas. E se vocês tiverem mais indicações, deixem nos comentários, por favor. Vou adorar expandir meu repertório. 📚

Título original: The Viscount Who Loved Me
Série: Os Bridgertons
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
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Resenha: Pelo Amor de Cassandra – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo bem?

A série Os Ravenels se aproxima da reta final, e hoje vim contar pra vocês como foi minha experiência com Pelo Amor de Cassandra, a última Ravenel a protagonizar a série (pois o próximo livro não tem a ver com a família o que é bizarro).

Garanta o seu!

Sinopse: Tom Severin, o magnata das ferrovias, tem dinheiro e poder suficientes para realizar todos os seus desejos. Por isso, quando resolve que está na hora de se casar, acha que deve ser fácil encontrar a esposa perfeita. Assim que ele pousa os olhos em lady Cassandra Ravenel pela primeira vez, decide que ela é essa mulher. O problema é que a bela e perspicaz Cassandra é tão determinada quanto ele, e faz questão de se casar por amor – a única coisa que Tom não pode oferecer. Além disso, ela não tem o menor interesse em viver no mundo frenético de alguém que só joga para vencer. No entanto, mesmo com o coração de gelo, ele é o homem mais charmoso que Cassandra já conheceu. E quando um inimigo recém-descoberto quase destrói a reputação dela, Tom aproveita a oportunidade que estava esperando para conquistá-la. Ao contrário do que pensa, porém, ele ainda não conseguiu o que queria. Porque a busca pela mão de Cassandra pode até ter chegado ao fim, mas a batalha por seu coração está apenas começando.

Diferente da irmã gêmea, Pandora, Cassandra sempre quis se casar por amor e construir uma família. Por isso, quando Tom Severin, amigo de longa data de seus primos Devon e West, a pede em casamento, ela recusa: o homem se encanta por ela à primeira vista e deseja oferecer uma vida de rainha a Cassandra, mas é muito claro sobre não ser capaz de oferecer amor. Apesar de serem totalmente diferentes nesse sentido, os dois têm uma afinidade instantânea, a conversa flui fácil e a atração mútua é óbvia. Ainda assim, Cassandra está determinada a não deixar seu coração ser partido, e segue recusando as propostas de Tom. Quando um escândalo recai sobre a família, Tom vê a oportunidade de conseguir o que tanto quer: a mão de Cassandra.

Começo essa resenha dizendo o quanto amei ler a perspectiva de Tom Severin nesse volume! Até então, o personagem era apresentado como alguém genial para os negócios, mas muito frio – inclusive tentando passar os próprios amigos pra trás em uma negociação lá em Um Sedutor Sem Coração. Porém, aqui vemos Tom se abrindo para os aspectos emocionais que qualquer relação (inclusive de amizade) envolve. Ele é um homem pragmático e lógico, tendo uma facilidade enorme de deixar o coração de lado, mas ao perceber que magoou seus amigos, ele entende que cometeu um erro. E por que estou dizendo isso? Porque é mais um elemento que ajuda a construir a mudança do personagem, que é fundamental para prepará-lo para o romance com Cassandra.

É nítido que Tom fica obcecado pela jovem e sua beleza de imediato. Mas logo ele também se encanta com sua personalidade, sua doçura e seu senso de humor. Ele faz Cassandra se sentir querida e apreciada, e pra ele isso é o bastante em um casamento – mas pra ela não. A jovem também fica fascinada pela inteligência de Tom, bem como pelos seus olhos de tons diferentes de verde com pontinhos azulados. Ela o admira, o deseja e contribui para que Tom se abra para o afeto. Um exemplo disso é o fato dela ser tão incisiva sobre Tom cuidar de Bazzle, um menino que trabalhava nas ruas e que ele contratou para varrer sua empresa; Tom também teve um começo de vida sofrido (e justamente por isso é tão fechado e rigoroso com suas emoções), e Cassandra mostra a ele como existem traços em comum com esse jovem menino que rapidamente conquista o coração de ambos.

Porém, nem tudo são flores nesse volume. Depois que o casal principal finalmente fica junto, a obra perde o fôlego. São poucas as cenas hot pra dar uma movimentada nas coisas, e também temos uma espécie de marasmo na trama que faz com que seja necessário dar às últimas páginas uma empurrada com a barriga. Fiquei muito mais entretida com as histórias individuais dos dois e aquele clima de tensão sexual do que encantada pelos dois como um casal formado. Além disso, os antagonistas são fraquíssimos e não são suficientes pra dar o senso de urgência que Lisa Kleypas provavelmente esperava. Em contrapartida, fica o elogio para a condução da união dos dois: Tom e Cassandra decidem negociar juntos os acordos do casamento em um formato de contrato (mais Tom, impossível), e essas passagens são divertidas e fofas ao mesmo tempo. É nítido o esforço de Tom para ser flexível, ao passo que Cassandra busca aplicar e compreender a lógica analítica dele. Essa negociação é uma das minhas partes favoritas dos dois como casal e é lindo de ver como eles vão aprendendo a ceder e encontrar um meio-termo. 

Pelo Amor de Cassandra não é meu favorito da série Os Ravenels, mas é um bom livro. Temos um casal formado por dois personagens muito bacanas, especialmente o protagonista masculino, mas infelizmente eles ficam um pouco sem sal depois que finalmente se unem. Apesar de tudo, fiquei muito feliz de ver o desenvolvimento pessoal de Tom Severin e ele se tornou meu terceiro mocinho favorito da série (sendo Devon e West os primeiros, é claro). Tirando as pequenas ressalvas, é uma bela história de amor e recomendo pra quem gosta do gênero. 😀

Título original: Chasing Cassandra
Série: Os Ravenels
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272
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Resenha: Uma Herdeira Apaixonada – Lisa Kleypas

Oi meu povo, tudo bem?

Bora seguir com as resenhas de Os Ravenels? Hoje vim contar pra vocês minha opinião sobre o livro que já se transformou no meu favorito da série: Uma Herdeira Apaixonada. ❤

Garanta o seu!

Sinopse: Embora a bela jovem viúva Phoebe, Lady Clare, nunca tenha conhecido West Ravenel, ela sabe uma coisa com certeza: ele é mau e um valentão podre. Quando estava no colégio interno, ele fez da vida de seu falecido marido uma desgraça, e ela nunca o perdoará por isso. Mas quando Phoebe participa de um casamento de família, encontra um estranho arrojado e impossivelmente charmoso, que a abala com um choque de atração de fogo e gelo. E então ele se apresenta como ninguém menos que West Ravenel. West é um homem com um passado manchado. Sem perdão, sem desculpas. No entanto, a partir do momento em que conhece Phoebe, West é consumido por um desejo irresistível, sem mencionar a amarga consciência de que uma mulher como ela está fora de seu alcance. O que West não negocia é que Phoebe não é uma dama aristocrática. Ela é filha de uma Wallflower obstinada que há muito tempo fugiu com Sebastian, lorde St. Vincent – o libertino mais diabolicamente perverso da Inglaterra. Em pouco tempo, Phoebe começa a seduzir o homem que despertou sua natureza ardente e demonstrou um prazer inimaginável. Sua paixão avassaladora será suficiente para superar os obstáculos do passado? Só a filha do diabo sabe…

Fui conquistada por West Ravenel desde Um Sedutor Sem Coração. O antigo libertino preguiçoso acaba se inspirando no irmão mais velho, Devon, e decide ajudá-lo com lealdade e força de vontade a transformar o Priorado Eversby em uma propriedade lucrativa e saudável para os arrendatários. Como não amar esse serzinho? É óbvio que eu ia querer acompanhar sua história de amor, né! E aqui ele encontra alguém à altura: Phoebe, lady Clare, filha de ninguém mais, ninguém menos que um dos casais mais populares da série As Quatro Estações do Amor: Eve e Sebastian (a Lisa não perde a chance de aproveitar esse casal, né? 😂). A jovem é uma viúva que já viveu um grande amor e, por conta disso, não sonha em ter uma experiência assim novamente, pois acredita que já tirou a sorte grande por ter tido essa oportunidade uma vez. Para completar, ela inicia sua relação com West de forma antagônica, pois ele esteve envolvido de forma negativa no passado de Henry, seu falecido marido.

Ai, gente, não sei nem o que dizer. Esse livro me fez suspirar do início ao fim! Phoebe e West se conhecem graças às festividades em celebração do noivado de Pandora (prima de West) com Gabriel (irmão de Phoebe), protagonistas do terceiro livro. Como quase sempre acontece nos romances de época, a atração entre eles logo se torna óbvia. Entretanto, há um obstáculo no coração de Phoebe: quando criança, seu marido, Henry, foi vítima de bullying por West. Ambos estudaram no mesmo colégio interno e o jovem foi muito atormentado, relatando tudo em cartas para Phoebe. Por isso, a primeira reação da moça é se afastar de West em respeito à memória do marido, mas ela não contava com as mudanças profundas pelas quais nosso protagonista masculino passou. Logo fica nítida a afinidade existente entre eles, que se divertem juntos e conversam de igual pra igual.

Uma Herdeira Apaixonada é um livro mais tranquilo, por assim dizer. Diferente da maior parte dos volumes antecessores, que contam com mais riscos, vilões e perigos ao longo da trama, a história de West e Phoebe é mais linear, como um rio tranquilo. Isso é um defeito? Na na ni na não. Essa dinâmica funciona muito bem aqui, porque faz total sentido com o comportamento dos personagens e suas dificuldades, que são muito mais emocionais e subjetivas. Ainda que o final da trama tente trazer um elemento mais aflitivo, a verdade é que ele quase não faz diferença, e o que fisga o leitor é realmente o processo gradual e delicioso pelo qual o casal protagonista se aproxima e se apaixona.

Phoebe é uma jovem altruísta e leal a todos que ela ama. Isso inclui a Henry, que foi seu amor de infância e sofreu de uma doença que o manteve debilitado por toda a vida. Por isso, a viúva se contenta com uma vida pacata, dedicando seu amor e energia aos filhos pequenos e aceitando o galanteio tímido do primo de Henry, que foi um candidato aprovado pelo próprio falecido para desposá-la. Porém, quando conhece West, Phoebe se dá conta de duas coisas: em primeiro lugar, ele não é mais o valentão que infernizou a vida de Henry; em segundo lugar, ele não apenas a respeita e a instiga a controlar as rédeas da própria vida como também demonstra um amor genuíno por seus filhos. Com isso em mente, Phoebe muda de postura e se transforma em uma pessoa que toma as próprias decisões e conduz seu destino: o que inclui transar com West mesmo sabendo que ele não deseja se casar e isso pode trazer consequências à sua reputação.

West, em contrapartida, tem mais camadas de si reveladas nesse livro. Quem acompanha a série já sabe que ele é corajoso, carismático e trabalha duro. Ele respeita os arrendatários e estende a mão para quem precisa. Mas seu passado o assombra: ele foi protagonista de vários vexames e, desde a infância, esteve acostumado a resolver as coisas com violência e alarde. Se já tínhamos alguns sinais do motivo por causa de Devon, aqui Lisa Kleypas os reforça: os dois irmãos não tiveram pais amorosos e, quando eles morreram, foram “jogados de mão em mão” entre os parentes, até irem parar no colégio interno. West não conheceu o amor familiar, exceto o do seu irmão, por isso ele tem um medo enorme de estragar tudo com Phoebe e, principalmente, com seus filhos. Ele se sente tão indigno de tal amor que foge de assumir qualquer compromisso com ela, ainda que fique extremamente deprimido quando precisam se afastar. Felizmente existem personagens secundários muuuito úteis pra desenrolar essa história. ❤

Como pontos negativos, trago uma questão que sempre se repete nos livros da Lisa Kleypas que li até hoje: erros de continuidade e revisão. Um exemplo, pra ficar mais palpável: no início do livro, temos uma página em que Pandora surge descrita como prima e, após 2 páginas, como irmã do West. Isso acontece com datas também: Uma Herdeira Apaixonada se passa entre os livros 2-3, mas o timing não bate. Em determinado momento é dito que a Helen quer apresentar a Garrett pro West e que ela esteve lá com o Ransom, mas o livro 3 (de Pandora e Gabriel) é em 1876 e Uma Herdeira Apaixonada em 1877. Um outro ponto que me decepcionou um pouquinho foi o final apressado. A obra leva mais de 200 páginas pra consumar o romance, e até que isso não é um problema, porque o andamento é bem envolvente e carismático. Porém, nos capítulos finais, tudo acontece em um piscar de olhos, como se o livro nos desse um soco na boca do estômago e nos deixasse sem ar rs. A obra merecia ao menos um epílogo pra contar os próximos passos do novo casal.

Uma Herdeira Apaixonada me lembrou um pouco o meu livro favorito de As Quatro Estações do Amor, Escândalos na Primavera, em termos de estrutura – um romance sólido, tranquilo e com personagens doces e cativantes parece ser a fórmula que mais conquista o meu coração, e Lisa Kleypas conseguiu isso aqui. Que pena que tenha sido o livro mais curto até então, porque comecei a leitura apaixonada pelo West e terminei apaixonada pelo casal, querendo ainda mais dos dois. Recomendo muito! 🥰

Título original: Devil’s Daughter
Série: Os Ravenels
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272
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Resenha: Um Estranho Irresistível – Lisa Kleypas

Oi galera, tudo bem?

Hoje vim dividir com vocês minha experiência com Um Estranho Irresistível, o quarto volume da série Os Ravenels!

Garanta o seu!

Sinopse: Uma mulher que desafia seu tempo. Dr. Garret Gibson, a única médica mulher na Inglaterra, é tão ousada e independente quanto qualquer homem – por que não lidar com os próprios desejos como se fosse um? No entanto, ela nunca ficou tentada a se envolver com alguém, até agora. Ethan Ransom, um ex-detetive da Scotland Yard, é tão galante quanto secreto, e sua lealdade é um verdadeiro mistério. Em uma noite emocionante, eles cedem a uma poderosa atração mútua antes de se tornarem estranhos novamente. Um homem que quebra todas as regras. Ethan tem pouco interesse pela alta sociedade, mas é cativado pela preciosa e bela Garrett. Apesar da promessa de resistir um ao outro depois daquela noite sublime, ela logo será atraída para sua tarefa mais perigosa. Quando a missão dá errado, Garret usa toda a sua habilidade e coragem para se salvar. À medida que enfrentam a ameaça de uma traição do governo, Ethan fica disposto a assumir qualquer risco pelo amor da mulher mais extraordinária que já conheceu.

Talvez pelo fato de eu ter demorado bastante pra ler Um Estranho Irresistível após a leitura de Um Acordo Pecaminoso, mas a verdade é que estranhei muito o começo do livro. Ele me soou abrupto e a forma como Garrett se viu envolvida por Ethan foi muito rápida pra mim, especialmente quando pensamos na animosidade que a doutora dirigiu a ele nos volumes anteriores (sim, me prestei a procurar a participação dele). Há também uma série de detalhes que Um Estranho Irresistível retoma que eu havia esquecido, então reler o envolvimento de Ethan foi útil pra me lembrar de pontas soltas que Lisa Kleypas se propôs a fechar a respeito do personagem.

Tirando esse início truncado causado pelo meu lapso de memória, o livro segue a mesma fórmula de sempre: flertes, algo que impede o casal de ficar junto, mais flertes, sexo, resolução dos problemas. E, no geral, eu adoro essa dinâmica dos romances de época e sempre fico animada e suspirante. Com Um Estranho Irresistível, isso não aconteceu. 😦 Eu esperava ser arrebatada por Garrett, que é uma personagem feminina forte e muito à frente de seu tempo, mas acho que o timing não foi favorável e eu não estava no meu melhor momento pra essa leitura (tanto que levei mais dias do que o normal pra concluí-la). Não há nada específico que tenha me incomodado, é mais como se simplesmente não tivéssemos dado match, sabem? Por isso que não quero ser injusta com Um Estranho Irresistível e criticar coisas que, no geral, eu costumo gostar e que dificilmente me incomodam (como os clichês do gênero, por exemplo).

A história de Ethan é mais interessante: ex-investigador da polícia, agora trabalhando diretamente para um homem de alto escalão do Ministério do Interior, o protagonista masculino é cheio de mistérios. Além da relação abusiva que o seu chefe mantém, sabendo que Ethan tem problemas mal resolvidos com seu pai e usando disso para manipulá-lo, existem elementos sobre seu passado que nos deixam curiosos para descobrir. Para ser justa, é bem fácil desvendar esse segredo, mas a ansiedade fica por conta de saber quando e como ele será revelado, assim como as reações dos envolvidos.

Um Estranho Irresistível se afasta bastante do núcleo principal dos Ravenels, e talvez por isso eu não tenha me envolvido tanto quanto poderia. Felizmente existe espaço para um dos meus favoritos, West, que mais uma vez rouba a cena. Não vejo a hora de ler a história focada nele! Mas, em resumo, Um Estranho Irresistível é um bom romance de época e tem tudo pra agradar, só que pra mim acabou sendo só mais uma leitura. Às vezes acontece, né? 🤷‍♀ Eu adoraria de ouvir a opinião de quem já leu: vocês gostaram desse livro? Se sim, me contem nos comentários! Vou adorar ver pontos de vista diferentes, que talvez me façam sentir mais carinho por essa experiência. 😀

Título original: Hello Stranger
Série: Os Ravenels
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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Resenha: Um Acordo Pecaminoso – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo bem?

Demorei, mas comprei e li o terceiro volume da série Os Ravenels, Um Acordo Pecaminoso. Eu estava bem curiosa por essa história e já adianto que foi mais uma ótima experiência lendo Lisa Kleypas.

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Sinopse: Lady Pandora Ravenel é muito diferente das debutantes de sua idade. Enquanto a maioria delas não perde uma festa da temporada londrina e sonha encontrar um marido, Pandora prefere ficar em casa idealizando jogos de tabuleiro e planejando se tornar uma mulher independente. Mas certa noite, num baile deslumbrante, ela é flagrada numa situação muito comprometedora com um malicioso e lindo estranho. Gabriel, o lorde St. Vincent, passou anos conseguindo evitar o casamento, até ser conquistado por uma garota rebelde que não quer nada com ele. Só que ele acha Pandora irresistível e fará o que for preciso para possuí-la. Para alcançar seus objetivos, os dois fazem um acordo curioso, e entram em uma batalha de vontades divertida e sensual, como só Lisa Kleypas é capaz de criar.

Pandora Ravenel já tinha roubado a cena nos livros anteriores da série graças ao seu jeito travesso e espontâneo de ser. A jovem é inteligente, perspicaz e curiosa – características que afastam qualquer pretendente da nobreza. Em uma certa noite, ao tentar resgatar o brinco perdido de uma amiga no meio de um baile, Pandora fica com o vestido preso em um banco, precisando ser auxiliada por um rapaz que passava despreocupado. A identidade dele faz qualquer fã de As Quatro Estações do Amor se empolgar: trata-se de Gabriel, lorde St. Vincent, filho de Sebastian e Evie (sim, o casal de Pecados no Inverno). Após serem flagrados, a ideia de um casamento por obrigação vira uma ameaça: Gabriel não tinha o intuito de se prender a uma garota tão selvagem; Pandora tem pânico de se casar e perder sua independência. O que ambos não esperavam, porém, é perceber o quão intrigados e atraídos eles ficaram um pelo outro.

Ai, gente. O que dizer desse livro? É impossível não torcer pela Pandora e pelo Gabriel, de verdade. Começando pela mocinha: a jovem é obstinada e criativa, e um de seus principais objetivos é fazer sucesso desenvolvendo jogos de tabuleiro (contando com o apoio do cunhado, Winterborne, para vendê-los). Para Pandora, o casamento significa prisão, pois ela sabe que todas as posses e direitos da mulher são transferidos imediatamente para o marido. Entretanto, quando Pandora percebe que Gabriel não a julga por falar demais nem se intimida com sua personalidade espevitada (somado o fato de que ele é lindíssimo, é claro), ela inevitavelmente fica balançada. Lorde St. Vincent, por sua vez, é um sonho de protagonista: ao perceber que está atraído por Pandora, ele tenta convencê-la a aceitar o casamento. Para isso, ele busca compreender os medos da jovem e vai em busca de uma solução legal que permita que Pandora empreenda.

Todo o jogo de sedução envolvendo Pandora e Gabriel é muito bacana de conferir. Nesse livro descobrimos características da personagem que até então eram um mistério, como o fato dela ter um péssimo equilíbrio (devido a um trauma no tímpano), o que explica sua falta de vontade de dançar e participar dos eventos sociais. Com toda a paciência, Gabriel vai auxiliando Pandora no processo de adquirir autoconfiança, mostrando-se um parceiro que a apoia em diversos níveis. Porém, apesar de ter herdado o título do pai, o novo lorde St. Vincent é muito diferente de seu antecessor: Gabriel é comedido e racional, buscando sempre a perfeição em tudo que faz (o que por muitas vezes torna sua sufocante). Portanto, ele também aprende com Pandora, sabendo que é necessário deixar o controle de lado em alguns momentos.

um acordo pecaminoso

Outro personagem que vale mencionar é (adivinhem?) Devon Ravenel. Se alguém tem dúvida de que esse cara é perfeito, espero que ela suma ao ler Um Acordo Pecaminoso. O apoio e a proteção que ele oferece a Pandora quando sua reputação está em risco são comoventes e provam o caráter desse personagem que me fez suspirar já em Um Sedutor Sem Coração (de cujo título eu discordo de forma veemente 😂). Outros personagens queridos também fazem aparições bacanas: além dos já citados Sebastian e Evie, temos um breve vislumbre de Westcliff, Winterborne, Dra. Garrett e Ethan Ramson (o detetive de Uma Noiva Para Winterborne).

Existem algumas reviravoltas além do romance que tornam Um Acordo Pecaminoso ainda mais interessante. O plot do casal não demora taaanto a se resolver, e o terço final do livro oferece situações de perigo que visam dar ação à trama. Eu gostei mais do plot de Pandora e Gabriel, mas também curti as escolhas que Lisa Kleypas fez na reta final.

Um Acordo Pecaminoso foi uma ótima leitura, com um casal que conquista e uma trama envolvente. Pra falar a verdade, até agora não teve um livro da série Os Ravenels que eu não tenha gostado (diferente do que ocorreu com As Quatro Estações do Amor, em que só fui me apaixonar no terceiro livro 😂). Então a dica é: se você está em busca de romances de época com ótimos personagens, essa série vai te conquistar.

Título Original: Devil in Spring
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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Resenha: Uma Noiva Para Winterborne – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim compartilhar minha opinião sobre Uma Noiva Para Winterborne, segundo volume da série Os Ravenels.

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Sinopse: Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais. No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda. Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão. Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.

No primeiro livro da série, Helen Ravenel e Rhys Winterborne ficaram noivos. Eles se aproximaram após o acidente de trem que Rhys e Devon sofrem, e é Helen quem se dedica a cuidar do visitante. Entretanto, após um mal-entendido, o noivado é rompido e há uma tremenda briga entre Devon e Rhys. No início de Uma Noiva Para Winterborne, Helen está disposta a reverter o que aconteceu e reatar o noivado.

Uma Noiva Para Winterborne já inicia quebrando paradigmas. Helen é uma moça tímida, gentil e delicada, mas vai contra todas as normas sociais ao aceitar dormir com Rhys para garantir a ele que não desistirá do casamento. Essa é a condição que ele impõe para acreditar nas intenções da moça de não abandoná-lo (porque, apesar de não admitir logo de cara, Rhys está perdidamente apaixonado por Helen). Se eu gostei disso? Olha, não muito. Não por motivos puritanos, longe disso, mas sim porque eu não sou muito fã de ultimatos. Acho meio chato que Helen tenha tido que perder a virgindade “coagida” (entre aspas, porque sei que ela queria dormir com ele), de modo a garantir o casamento.

Porém, esse é o único momento em que Rhys se parece com o homem implacável apresentado no volume anterior. Acho que a personalidade do Rhys (de homem de negócios brusco e carrancudo a alguém gentil, atencioso e apaixonado) mudou rápido demais. Ele não demora a se revelar um homem amoroso, cuidadoso e disposto a fazer de tudo para que Helen seja feliz. Isso é apaixonante? Com certeza! Mas achei muito brusco. A personalidade dele muda tanto que eu tenho dificuldade de pensar nele como o tal “comerciante ferrenho e galês incapaz de gentilezas” que a série até então tinha tentado “vender”.

As cenas de romance entre os dois me pareceram mais preguiçosas do que as outras que já li de Lisa, tanto nos Ravenels quanto nas Quatro Estações do Amor. Parecia uma coisa meio “tá, vocês já sabem o que acontece” (mas isso não chegou a me incomodar, é mais uma observação mesmo). Ah, outra coisa que notei (e essa sim me incomodou): erros de revisão. Tem uma cena específica em que uma personagem muda de nome três vezes: é chamada de Agatha, depois Agnes, depois Agatha de novo. Poxa, Arqueiro. 😂

resenha uma noiva para winterborne

Esses pontos foram as únicas coisas que me desagradaram ao longo da leitura. Amei o resto da trama, as interações entre os personagens e, principalmente, Helen! ❤ Que protagonista incrível. Apesar de tímida e negligenciada a vida toda, ela floresceu ao longo do livro e amadureceu muito, tomando as próprias decisões independentemente do que os outros pensariam dela. Ela escolhe seu caminho e vai até o fim, determinada, assumindo as consequências. Helen é admirável, demonstrando como gentileza e delicadeza não impedem atitudes fortes e destemidas.

Os personagens secundários também são ótimos. Adorei Garrett Gibson, uma médica a frente de seu tempo que passa a trabalhar na Winterborne’s (e protagonizará o quarto volume da série). Também amei rever Devon e Kathleen, que estão mais unidos do que nunca. ❤️ Aproveito para repetir: Devon é um homão da porra! Me apaixonei por ele desde o livro anterior. Por fim, foi ótimo rever as gêmeas (grande fonte de apoio a Helen) e o querido primo West.

Falando um pouco sobre a trama, achei muito interessante que ela não seja focada unicamente no romance, trazendo também seus mistérios. Há um grande segredo sobre o passado de Helen que paira acima de sua cabeça durante boa parte do livro, assombrando-a em relação ao futuro. Ficamos com medo pela personagem e curiosos para saber como tudo vai se desenrolar. Mas é justamente essa trama que dá o pontapé a uma das atitudes mais corajosas da protagonista.

Eu gostei DEMAIS de Uma Noiva Para Winterborne, apesar de ainda preferir Um Sedutor Sem Coração. O livro consegue equilibrar cenas românticas com personagens fortes e reviravoltas muito interessantes, que causam grande amadurecimento aos envolvidos. Lisa Kleypas tem ganhado meu coração a cada livro, e a série Os Ravenels é uma ótima pedida se você também gosta de romances de época. Recomendo muito!

P.S.: eu ODIEI essa capa! 😂 A Helen parece um fantasma prestes a assombrar o casarão HAHAHA!

Título Original: Marrying Winterborne
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 336
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Resenha: Um Sedutor Sem Coração – Lisa Kleypas

Oi pessoal, como estão?

E quem diria que eu estaria toda interessada em romances de época, depois de ter demorado tanto para conhecê-los? 😀 Pois é! E hoje vim resenhar Um Sedutor Sem Coração, o primeiro livro da nova série da Lisa Kleypas, Os Ravenels.

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Sinopse: Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Após a morte de um primo, o boêmio Devon Ravenel se vê como herdeiro de um título de nobreza e um condado cheio de dívidas. Agora conde Trenear, seu único objetivo é vender o Priorado Eversby e se livrar das responsabilidades o mais breve possível. Entretanto, seus planos vão por água abaixo quando ele conhece a viúva do primo, lady Kathleen. A moça mora com as três cunhadas na casa do ex-marido, com quem ficou casada apenas três dias antes do fatídico acidente que o matou. E, após algumas discussões acaloradas – e uma atração irresistível –, Devon decide manter o condado e assumir aquilo que sempre temeu: responsabilidades.

Esse livro já me chamou a atenção por ser bem mais longo que os volumes da série As Quatro Estações do Amor (meu primeiro contato com Lisa Kleypas). Portanto, aqui a história se desenrola de modo bem mais gradual. Após ser confrontado por Kathleen, Devon encara o desafio de assumir o condado. Para isso, o personagem – antes um libertino beberrão e inconsequente – precisa amadurecer, estudar, trabalhar muito e se dedicar às suas novas atribuições. Kathleen, por outro lado, é uma personagem bastante obstinada e de espírito vigoroso, mas que precisa assumir um manto de luto e a compostura de uma viúva. O grande problema nisso é que ela foi cortejada pelo falecido marido por poucos meses e ficou casada apenas três dias: ou seja, ela mal o conhecia. Com o passar das páginas, Devon vai sendo influenciado pelo senso de responsabilidade de Kathleen, enquanto ela vai relaxando e abrindo mão de algumas convenções sociais por influência dele.

Outro personagem que vale mencionar é West, irmão de Devon. O rapaz inicia o livro como alguém sem propósito, totalmente contrário à decisão do irmão de manter a propriedade. O desenrolar da trama traz profundas transformações em sua personalidade, que ganha uma nova motivação de vida ao se envolver com o dia a dia dos arrendatários do condado. West é alguém que cresce muito ao longo do livro, e é impossível não se apaixonar por ele! Sua amizade fraternal com Kathleen também é comovente, e eu gosto muito dos dois. As irmãs do falecido conde também são fofas: elas viveram a maior parte da vida reclusas, em função do luto (primeiro, pelos pais; depois, pelo irmão). Helen é uma moça doce, gentil e refinada; as gêmeas, Pandora e Cassandra, são inseparáveis e divertidas.

resenha um sedutor sem coração lisa kleypas.png

Preciso fazer uma ressalva em relação ao título! 😛 Para mim, Devon não tem absolutamente NADA de “sedutor sem coração”. Apesar de ter dificuldade em perceber que deseja se casar, o sentimento dele por Kathleen rapidamente se mostra verdadeiro e intenso. Devon é um homem apaixonado, que se esforça continuamente para fazê-la feliz. Desde a decisão de manter sua propriedade, o Priorado Eversby, até uma cena específica em que ele age como um verdadeiro herói, o protagonista demonstra seu bom coração e sua índole honrada. Pronto, defesa ao Devon feita! 😂 Ele é ótimo, e tenho dito hahaha!

O romance de Devon e Kathleen não foi arrebatador, daqueles que tiram o nosso fôlego. A personagem tem traumas relacionados a abandono e foi muito maltratada pelo marido, mesmo na brevidade de seu casamento. O bonito da relação dela com Devon é a paciência dele em lidar com ela, e o modo como as coisas mudam entre eles conforme o tempo passa e o respeito cresce. Pra mim, é o maior mérito da relação dos dois, muito mais que a paixão arrebatadora.

Acredito que o livro poderia ser um pouco mais curto do que ele é, de modo a tornar os acontecimentos mais ágeis. Entretanto, o lado positivo é que a personalidade e a relação entre os personagens se constrói de modo gradual e verossímil. Isso se aplica ao casal protagonista, mas também a West com as meninas e Helen com Winterborne (um amigo de Devon, com quem o protagonista deseja que Helen se case). Isso demonstra a preocupação de Lisa Kleypas em construir a relação dos personagens dessa e das próximas histórias da série, o que acho ótimo.

Em suma, Um Sedutor Sem Coração inicia com o pé direito a nova série de Lisa Kleypas, trazendo personagens bem construídos, que crescem e amadurecem conforme a história evolui. Recomendo a todos os fãs de romances de época! ❤

Título Original: Cold-Hearted Rake
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320
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Resenha: Uma Noite Inesquecível – Lisa Kleypas

Oi galerinha, tudo bem? 😀

Depois de concluir a história das quatro Flores Secas originais em As Quatro Estações do Amor, Lisa Kleypas trouxe mais um volume a essa série fofíssima: Uma Noite Inesquecível. Vamos conferir o que eu achei? 😉

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Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés. No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava. Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer?

O mocinho dessa história de amor é Rafe Bowman, irmão mais velho de Lillian e Daisy. O rapaz vem à Inglaterra para cortejar a bela Natalie Blandford, uma jovem aristocrata com quem deve se casar. Entretanto, ele encontra um obstáculo em seu caminho: Hannah, a acompanhante e prima da jovem. Hannah cresceu com os Blandford e tem muito carinho por Natalie, desejando que a prima case com alguém à sua altura – e Rafe, com seus modos grosseiros e americanizados, bem como seu histórico libertino, com certeza não se encaixa nos pré-requisitos. Entretanto, uma fagulha inesperada se acende entre Rafe e Hannah, o que pode colocar tudo a perder.

O maior defeito deste livro é ele ser tão curto! Eu adorei Rafe e Hannah, e sua dinâmica de gato e rato é encantadora. Rafe é um homem impulsivo, despreocupado e divertido – entretanto, sofre uma cobrança sem tamanho por parte de seu pai, Thomas Bowman. A pressão para atingir as altas expectativas do pai é algo que sempre o acompanha (sendo também o motivo para ele cortejar Natalie). Hannah, por outro lado, é uma jovem dedicada, modesta e leal. É nítido seu sentimento genuíno por Natalie, ainda que esta seja uma personagem bem temperamental. As passagens em que as duas interagem contêm cenas bem engraçadas, especialmente quando Natalie demonstra o seu lado mais “travesso”, desconcertando Hannah e seus modos “puritanos”.

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O livro acaba focando um pouco demais em Lillian e Westcliff, o que eu julguei desnecessário. Pra mim, não havia motivos para esses personagens terem tanto espaço novamente (ainda mais que eu não tenho mais simpatia por Lillian). Também existe uma questão importante envolvendo os sentimentos de Natalie, mas que me deixou bem satisfeita. Todos os casais que são mostrados ao longo das (poucas) páginas tiveram um desfecho que me deixou contente, o que foi positivo. Mas, em função disso, o casal principal acabou tendo menos destaque do que deveria, o que é uma pena (considerando o quão carismáticos Rafe e Hannah são). 😦 Ah! Outra coisinha que me incomodou durante a leitura, e que eu já havia comentado em Escândalos na Primavera, é a questão da cronologia estranha, algo meio recorrente na série que se repete aqui.

Uma Noite Inesquecível demonstra mais uma vez a habilidade de cupido das Flores Secas, que adotam Hannah nesse grupo tão cativante. O livro também reforça a capacidade de Lisa Kleypas de criar uma história leve, divertida e repleta de muito romance. Apesar de curto, o livro é um spin-off digno da série de origem. 🙂

Título Original: A Wallflower Christmas
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 144
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Resenha: Sedução da Seda – Loretta Chase

Oi pessoal, tudo bem?

Cá estou, novamente me aventurando pelos romances de época, um gênero que recentemente tem ganhado meu coração. O livro da vez é Sedução da Seda, o primeiro volume da série As Modistas, escrita por Loretta Chase. 😉

sedução da seda loretta chase.pngGaranta o seu!

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista, Marcelline Noirot, é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: Lady Clara Fairfax, futura noiva do Duque de Clevedon. Tornar-se a modista de Lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Duque de Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O Duque se considera um especialista na arte da sedução, mas Madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

Marcelline Noirot é uma modista inglesa (ou seja, uma pessoa que desenha e cria roupas, semelhante ao que hoje chamamos de estilista) de grande talento. Junto das três irmãs mais novas, administra a Maison Noirot, um atelier que Marcelline luta para fazer prosperar. Para obter prestígio, a modista parte rumo a Paris, com o objetivo de conhecer e encantar o libertino Duque de Clevedon – com o único e exclusivo objetivo de ser escolhida como a modista que vestirá a futura Duquesa. Porém, durante a viagem, uma atração irresistível surge entre os dois, e Clevedon não mede esforços para seduzi-la, o que pode colocar os planos de Marcelline a perder.

Esse é o plot que guia a trama de Sedução da Seda. Marcelline é uma mulher cheia de responsabilidades: ela tem uma filha pequena (cujo pai já é falecido) e três irmãs mais novas que dependem do sucesso da Maisot Noirot. Vinda de uma família de picaretas, Marcelline e as irmãs nunca tiveram estrutura familiar e amparo, sendo necessário que a protagonista aprendesse desde muito cedo a se virar sozinha. O Duque de Clevedon, por outro lado, está acostumado a ter tudo que deseja, como os típicos nobres da época. Prometido à Lady Clara Fairfax desde a infância, o Duque resolveu passar uma temporada em Paris antes de se casar. Por lá, sua vida era rodeada por mulheres, bebedeiras e extravagâncias. Quando Marcelline, uma mulher misteriosa, bela e graciosa surge em seu caminho, ele fica estupefato e tomado pelo desejo de seduzi-la. E, por mais que Marcelline sinta-se atraída pelo Conde, ela sabe que não pode colocar seu negócio em risco.

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Admito pra vocês que, de início, não curti muito a trama. O fato de Marcelline ficar repetindo “eu sou a maior modista do mundo” o tempo todo me irritou e me fez revirar os olhos para a personagem diversas vezes. Também achei um pouco inverossímil a postura excessivamente pra frentex dela, considerando a época. Se hoje, em pleno século XXI, as mulheres se veem oprimidas por diversos padrões, naquela época, então, nem se fala. Mas ok, dá pra relevar em nome da ficção. 😛 Também não gostei de ler as diversas traições de Clevedon a Clara – por mais que os mocinhos de romances de época sejam experientes sexualmente, em Sedução da Seda ficou mais explícito que Clevedon tinha alguém esperando por ele, o que torna suas aventuras sexuais ainda piores.

Os capítulos iniciais são um pouco confusos. O livro começa em Londres, com as meninas da Maison Noirot descobrindo que o Duque de Clevedon vai ficar noivo de Lady Clara. Repentinamente, Marcelline já viajou para Paris para encontrá-lo! Além disso, achei o livro mais longo do que o necessário, especialmente na reta final. Porém, há um aspecto bem interessante na resolução do conflito amoroso: Lady Clara tem um papel bem mais ativo, o que me fez admirar a personagem e seu crescimento.

Falando em crescimento dos personagens, esse é o ponto positivo de que mais gostei nessa leitura. Apesar das minhas ressalvas nos parágrafos anteriores, eu gostei muito de como Loretta Chase constrói as nuances de seus personagens, que vão amadurecendo ao longo das páginas. Conforme a leitura avança e vamos conhecendo mais sobre o passado de Marcelline e Clevedon, algumas coisas passam a fazer sentido e torna-se possível sentir empatia por eles. Marcelline, por exemplo, deixa de ser uma mera trapaceira ambiciosa; ela se revela como uma mulher que faz o que é necessário para manter sua família viva e seu negócio prosperando, pois é uma mulher sozinha em uma época que não facilitava em nada para jovens solteiras ou viúvas. Esse lado mais “humano” da personagem colaborou para que eu passasse a admirar sua obstinação. Clevedon, por outro lado, também cresce em frente aos nossos olhos: sua futilidade vai dando espaço a uma faceta mais altruísta e heróica, ao mesmo tempo em que vai se dando conta de que seus preconceitos em relação a Marcelline (pelo fato dela ser uma lojista) são infundados. O próprio ofício da personagem passa a ser uma característica que o Duque admira, e eu acho comovente quando ele auxilia a Maison Noirot em um momento de grande dificuldade. ❤

Sedução da Seda não fisgou completamente meu coração, mas trouxe uma história que evolui e personagens que crescem juntos. O final é promissor e eu gostei muito da dinâmica do casal no desfecho do livro. Lembro que também não me apaixonei por Segredos de uma Noite de Verão, da Lisa Kleypas, mas insisti e acabei adorando a maior parte da série. Por isso, acredito que lerei o próximo volume da série As Modistas também. Alguém já leu? Me recomendam? Me contem nos comentários! 😀

Título Original: Silk is For Seduction
Série: As Modistas
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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Resenha: Escândalos na Primavera – Lisa Kleypas

Olá, meu povo! Tudo certinho?

Chegamos ao último livro da série As Quatro Estações do Amor protagonizado por uma das Flores Secas originais: Escândalos na Primavera. ❤

escandalos na primavera lisa kleypas.pngGaranta o seu!

Sinopse: Daisy Bowman sempre preferiu um bom livro a qualquer baile. Talvez por isso já esteja na terceira temporada de eventos sociais em Londres sem encontrar um marido. Cansado da solteirice da filha, Thomas Bowman lhe dá um ultimato: se não conseguir arranjar logo um pretendente adequado, ela será forçada a se casar com Matthew Swift, seu braço direito na empresa. Daisy está horrorizada com a possibilidade de viver para sempre com alguém tão sério e controlador, tão parecido com seu pai. Mas não admitirá a derrota. Com a ajuda de suas amigas, está decidida a se casar com qualquer um, menos o Sr. Swift. Ela só não contava com o charme inesperado de Matthew nem com a ardente atração que nasce entre os dois. Será que o homem ganancioso de quem se lembrava era apenas fachada e ele na verdade é tão romântico quanto os heróis dos livros que ela lê? Ou, como sua irmã Lillian suspeita, o Sr. Swift é apenas um interesseiro com algum segredo escandaloso muito bem guardado? Escândalos Na Primavera é um presente para os leitores, que podem ter certeza de uma coisa: embora as estações do ano sempre terminem, a amizade desse quarteto de amigas é eterna.

Lillian e Daisy foram, de cara, minhas personagens favoritas lá em Segredos de Uma Noite de Verão. Lillian foi perdendo um pouco do meu apreço, então fiquei ansiosa para conferir a história de Daisy. Confesso que me senti um tantinho decepcionada quando soube que Cam Rohan não seria o par da mais jovem irmã Bowman mas, quando conheci Matthew Swift, esse desapontamento sumiu rapidinho!

Thomas Bowman está cansado de investir em Daisy, que segue solteira. Por isso, ele decide resolver a questão de seu próprio jeito: arranjando um casamento com seu funcionário favorito e braço direito, o americano Matthew Swift. O problema é que Daisy odeia o rapaz: ele é um reflexo de seu pai, um homem fechado e voltado apenas aos negócios. Decidida a encontrar um nobre com quem se casar, Daisy acaba sendo surpreendida ao reencontrar um Matthew mais maduro, gentil e bonito do que se lembrava no passado. Matthew, por sua vez, luta para esconder os sentimentos que nutre por Daisy desde que a conhecera, tantos anos atrás. Contudo, o rapaz possui segredos que o impedem de abrir seu coração, o que cria uma barreira entre eles.

Escandâlos na Primavera é, disparado, o meu livro favorito da série. Daisy é encantadora e divertida, uma protagonista que conquista o leitor. Apesar de sonhadora e cheia de imaginação, ela é prática e pé no chão. E o que dizer de Matthew Swift? Simplesmente o protagonista mais apaixonante da série inteira! ❤ Ele é honrado e genuinamente preocupado com Daisy e sua felicidade. Os segredos que mantêm dela são uma tentativa de protegê-la e, quando vêm à tona, fazem com que a gente se emocione com a fragilidade do personagem e com sua capacidade de abrir o coração. Felizmente para nós, leitores, o romance de Daisy e Matthew não demora a acontecer e eles conseguem rapidamente se entender: ela, aceitando seus sentimentos por ele e deixando seus julgamentos errôneos de lado; ele, enfrentando o passado para finalmente estar com ela e viver seu amor.

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O único defeito do livro em si é o fato de ser o mais curto da série. Queria mais de Daisy e Matthew HAHAHA! 😦 Mas há também um problema recorrente em As Quatro Estações do Amor, que é a falta de revisão (os erros são frequentes demais, Arqueiro!) e a cronologia estranha. Em alguns momentos, Lisa Kleypas faz parecer que poucos meses se passaram de um livro para o outro. Em outros, dá a entender que os acontecimentos tem distância de um ano ou mais! Isso acontece no próximo livro também, Uma Noite Inesquecível. Vacilo, hein? 😦

Além de eu ter amado acompanhar a história curtindo os dois protagonistas (algo que não tinha acontecido em nenhum volume até agora), eu me apaixonei completamente por Matthew. Ele é a personificação de um good guy e, particularmente, gosto muito desse tipo de protagonista masculino! ❤ Carinhoso, honrado, incrivelmente bonito e inteligente: são apenas alguns dos atributos do personagem de que mais gostei em As Quatro Estações do Amor. Sua amizade com Westcliff também é muito bacana de acompanhar (Marcus, inclusive, é o personagem que mais aparece na série, tendo participação relevante em todos os livros).

Encerrando As Quatro Estações do Amor com chave de ouro, Escândalos na Primavera foi o volume que mais me fez suspirar. Lisa Kleypas nos presenteia com um romance puro e verdadeiro entre dois jovens que complementam um ao outro com respeito e admiração e traz um enredo que flui e tem reviravoltas emocionantes em sua reta final. Valeu a pena ter chegado até aqui.

(Fun fact/spoiler +18: reparei que o sexo entre os protagonistas segue um padrão. No primeiro livro, rola depois do casamento. No segundo, antes. No terceiro, depois. No quarto, antes. Pelo visto as irmãs Bowman compartilham a ansiedade de transar HAHAHA!)

Título Original: Scandal in Spring
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 224
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