Infinitas Vidas Informa #20

Olar, meu povo! Tudo certo?

Chegamos a mais um fim de mês, junto com um final de semestre pelo qual eu aguardei ansiosamente. 😛
E como hoje é o último domingo de julho, é também dia de Infinitas Vidas Informa! Vamos conferir as novidades? 😉

Harry Potter ganhará novas edições em capa dura

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No dia 19 de agosto, chegam às livrarias as novas edições de Harry Potter (lançadas pela Rocco), com capa dura e ilustrações inéditas. Confira!

Trailer da segunda temporada de Stranger Things divulgado

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Stranger Things volta dia 27 de outubro, e a Netflix divulgou o primeiro trailer da segunda temporada da série. Assista!

Trailer de Liga da Justiça divulgado

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Com muitas cenas de ação e mais tempo de tela para cada herói, o trailer da Liga da Justiça foi divulgado. Confira!

Para Todos Os Garotos Que Já Amei vai virar filme

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A obra de Jenny Han vai virar filme, e a protagonista já foi anunciada: Lana Condor, que interpretou Jubileu em X-Men: Apocalipse. Saiba mais!

O mês foi mais paradinho até a chegada da San Diego Comic-Con, na qual sempre rolam vários trailers incríveis. E eu admito: já estou super na hype pra Stranger Things e Liga da Justiça!

Beijos e até semana que vem! ❤

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Resenha: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Oi, gente! Tudo bem?

Essa é provavelmente uma das resenhas mais difíceis que já fiz. Hoje vim falar um pouquinho (mentira, vai ter textão) sobre um livro um tanto controverso, que eu demorei meses pra ler por puro medo: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. 

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Sinopse: Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

A história é basicamente a seguinte: Harry e seu filho do meio, Alvo Potter, não têm uma relação próxima. O afastamento entre os dois se deu principalmente após a entrada do garoto em Hogwarts, onde foi selecionado para a Sonserina e fez um único amigo: Escórpio Malfoy. Após uma briga, Alvo decide voltar no tempo usando um Vira-Tempo que Harry – agora chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia – confiscou, com o intuito de salvar Cedrico Diggory. Essa motivação vem não apenas da briga com o pai, mas também da visita de Amos Diggory e sua sobrinha, Delphi, à casa de Harry. Amos não aceita que o filho tenha morrido em vão e, ao ouvir os rumores de que um novo Vira-Tempo foi encontrado, pressiona Harry a usá-lo. A atitude de Alvo em roubar o Vira-Tempo e voltar até o Torneio Tribruxo com Escórpio acaba causando desdobramentos terríveis no futuro, e não apenas os dois, como os personagens adultos (Harry, Gina, Hermione, Rony e Draco) precisam correr pra consertar as falhas temporais.

Como vocês já devem saber, a narrativa de A Criança Amaldiçoada é diferente de todos os outros livros da saga, pois trata-se de um roteiro de uma peça de teatro. Particularmente, esse tipo de narrativa não me incomodou. O roteiro tem algumas descrições que nos ajudam a imaginar a cena e segue um ritmo bem tranquilo de acompanhar. Durante a leitura eu me peguei em diversos momentos divagando sobre como aquelas cenas seriam levadas para um palco. Nos cinemas temos os efeitos especiais que fazem a magia acontecer, mas e no teatro? Fiquei bem curiosa.

Se meus problemas com A Criança Amaldiçoada não começaram na narrativa, eles começaram em algo mais importante e grave: no enredo. Não vou dar spoilers, obviamente, mas a questão é que o livro desconstrói muita coisa da saga original de uma maneira impiedosa. A mitologia por trás de vários artefatos – principalmente o Vira-Tempo – é ignorada e totalmente modificada sem maiores explicações. O uso desse objeto faz de A Criança Amaldiçoada praticamente um Efeito Borboleta bruxo! 😛 Além disso, os personagens (com exceção de Draco) não eram condizentes com os sete livros anteriores, sendo um esboço bem fraco do que eles costumavam ser ou, talvez, sendo um esboço mal feito dos filmes. Aliás, parece que o livro inteiro foi escrito por alguém que não leu os livros e só assistiu às adaptações: os personagens são rasos e tomam atitudes que não correspondem às suas contrapartes literárias, alguns plots que já ficaram no passado há eras são retomados (oi, Cedrico), algumas cenas e personagens são romantizados de uma maneira que não faz sentido nenhum, os artefatos utilizados são aqueles famosinhos nos filmes (Vira-Tempo e Mapa do Maroto)… Enfim, sinto que, na tentativa de fazer uma homenagem a aspectos clássicos da saga, A Criança Amaldiçoada se tornou apenas um fanservice fraquíssimo.

Foram vários os aspectos que eu não gostei, né? Pois é, dei rage em diversos momentos durante a leitura. Mas não posso ser injusta, existem pontos positivos em A Criança Amaldiçoada. O primeiro deles: Escórpio Malfoy. ❤ Ele tem a fofura da Luna, mas sem a esquisitice, sabem? É um personagem doce, leal e inteligente. Na verdade, nem sei porque foi parar na Sonserina, Lufa-Lufa ou Corvinal combinariam muito mais com ele! Escórpio salva A Criança Amaldiçoada, porque Alvo é um péssimo protagonista. Além dele, outro Malfoy teve destaque no livro: Draco. Ele foi o único personagem que manteve sua essência original, e foi além: mostrou-se um pai feroz, que faria de tudo pelo filho. Apesar de sua comunicação com Escórpio não ser tão boa, sentimos a cada fala do personagem quão intenso é seu amor. Além deles, A Criança Amaldiçoada também traz algumas passagens interessantes: no último Ato existe uma cena muito triste e bonita, que conseguiu me fazer chorar.

Em suma, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é um livro “ok”. Tem alguns momentos bacanas, mas em geral eu senti que não passava de um fanservice mercenário. Como potterhead desde os 8 ou 9 anos, isso é muito difícil pra mim. Talvez a peça seja incrível, mas não foi fácil ler o que li e ver meus personagens favoritos transformados no que se transformaram. Não gostei de ver a saga que mais amo na vida transformada em algo tão tosco. Na verdade, se a J. K. Rowling não tivesse considerado o livro canônico (ou seja, parte da saga original), eu olharia pra ele de modo mais tranquilo. Agora, sabendo que ele é de fato a continuação, fiquei frustrada. Infelizmente, não tive aquela sensação gostosa de voltar a Hogwarts, sabem? Espero que um dia eu possa assistir à peça ao vivo e mudar de ideia. 🙂

Agora, pra quem quiser ler, seguem abaixo algumas considerações COM SPOILER. Selecione se quiser ler:

  • Harry usando a influência dele no Ministério pra ameaçar a Minerva (agora diretora de Hogwarts)? Achei muito nonsense, considerando que o personagem sempre desprezou os Malfoy justamente por menosprezarem as pessoas e usarem de poder para conseguirem o que queriam.
  • Não faz sentido todo esse drama entre Harry e Alvo pelo fato do garoto ter sido colocado na Sonserina, principalmente porque As Relíquias da Morte termina justamente com Harry dizendo que isso não é importante.
  • Gina virou a ameba inútil dos filmes, com falas e ações que não acrescentam nada na história.
  • Hermione foi muito burra ao deixar o Vira-Tempo escondido nos livros. Ela é muito mais brilhante do que isso!
  • Rony foi transformado e resumido a um tiozão do “é pavê ou pacumê”. Botem logo um nariz de palhaço no personagem e terminam de avacalhá-lo.
  • Não consigo imaginar o Voldemort transando e tendo uma filha. Talvez porque a saga original não explore tanto esses quesitos. Mas ok, até que dá pra engolir.
  • Alvo Potter PIOR PESSOA. Todo mundo reclama que o Harry fala umas coisas pesadas pro filho, mas quem não perderia a paciência com Alvo? Harry faz de tudo pra demonstrar seu amor e o guri não aceita nenhuma das tentativas do pai, sempre agindo com revolta e autopiedade (sendo que Escórpio tem muito mais problemas do que ele).
  • Snape aliado a Rony e Hermione? Que romantização escrota do personagem. Gente, aceitem: Snape pode ter sido corajoso e heroico, mas não era uma BOA pessoa. Ele era um professor abusivo e ponto. Mais um fanservice descarado.
  • A cena do quadro do Dumbledore também foi difícil de engolir. Nunca vi um quadro se comportar daquele jeito e demonstrar emoções.

Título Original: Harry Potter and the Cursed Child
Autor: J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
Editora: Rocco
Número de páginas: 352

Resenha: Bela Gentileza – Diane Hoh

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje trago pra vocês a resenha de um livro de suspense que eu li incontáveis vezes e que, vira e mexe, me pego com vontade de reler: Bela Gentileza, de Diane Hoh!

bela gentileza

Sinopse: No alto da colina, envolta em sombras e protegida pelo silêncio, está a Casa do Rouxinol, um pavilhão da Universidade de Salem. Para os estudantes, é a casa do pesadelo, pois foi ali que o terror começou. Johanna Dunn era muito paquerada na universidade. Até sofrer um terrível acidente. Agora aquele rosto lindo e perfeito está marcado e escondido por ataduras. No campus, olhares de espanto brotam até mesmo de seus melhores amigos. Ser bonita não deveria ser tudo… Ou será que é? Pelo menos uma pessoa acha que sim. Que agora Johanna é monstruosa demais para viver…

Em Bela Gentileza somos apresentados a Johanna Dunn, ou simplesmente Jo, e a seu grupo de amigos perfeitos: Nan, Kelly, Reed e Carl. Os cinco formavam um grupo inseparável na universidade e, graças à beleza incomparável de cada um deles, surgiam diversas propostas de trabalhos fotográficos. Para completar a “vida perfeita” de Jo, ela conhece Evan, um rapaz muito interessante e visivelmente interessado nela. Nada parecia estar errado. Contudo, o grupo é convidado para uma festa na Casa do Rouxinol, localizada em um pavilhão da universidade. Jo não se empolga muito com o convite, mas, por insistência dos amigos, acaba comparecendo. Lá, entretanto, ela sofre um terrível acidente: após a jaqueta de Reed pegar fogo, um tumulto se forma e, por descuido ou até mesmo por uma atitude intencional, Jo tropeça e se choca contra um enorme espelho, tendo seu rosto totalmente machucado. Ela é socorrida e o médico lhe garante que não aconteceu nada de muito grave, que ela apenas terá que usar ataduras por um tempo e que em breve tudo voltaria ao normal. Todavia, Jo não sente que tudo voltará ao normal: as pessoas passam a olhá-la de maneira desconfortável – incluindo seu grupo de amigos – e, o pior de tudo, parece haver alguém que não suporta a sua atual condição. Alguém parece achá-la horrenda demais e Jo começa a sofrer atentados (inicialmente “inofensivos”, como o recebimento de um chapéu preto com um véu, mas que foram evoluindo gradualmente para ameaças físicas). E nesse ponto da história o leitor já está vidrado e tenso, temendo pelo que pode acontecer à protagonista.

Bela Gentileza foi um dos thrillers que mais mexeram comigo até hoje. Apesar de ser muito jovem na época em que o li, lembro muito bem da aflição que a narrativa de Diane Hoh me causou. O clima de mistério em relação aos atentados contra Jo, a ambientação em uma enorme (e por vezes deserta) universidade e a não transparência dos personagens fazem com que o leitor fique se perguntando o tempo todo quem está por trás dos atos psicopáticos que envolvem o acidente de Jo. Durante toda a narrativa, Diane Hoh não nos dá pistas sobre a identidade do perseguidor de Johanna. O desenvolvimento dos personagens é muito superficial e qualquer pessoa pode se tornar suspeita, já que não sabemos quais poderiam ser suas motivações. Obviamente, o alvo da desconfiança dos amigos de Jo é Evan, o mais novo a entrar no grupo. Apesar disso, é muito difícil criar uma teoria que se sustente por muito tempo a respeito do criminoso.

Em geral, a superficialidade dos personagens é uma característica que me incomoda na maioria dos livros que leio. Em Bela Gentileza, porém, eu acredito que tenha sido um artifício necessário. O foco da narrativa se mantém em Jo, em seus medos e angústias – tanto em relação a si mesma e à sua aparência quanto em relação à pessoa que a quer ver morta. Essa escolha da autora faz com que o leitor sinta-se perdido em relação à personalidade e às motivações dos outros personagens (o que é eficaz para manter o suspense) e também sinta todo o medo e insegurança que Johanna sente. Ainda falando sobre a narrativa, Diane Hoh soube conduzir muito bem as cenas em que Jo se encontra em perigo real. Pra mim foi impossível não me sentir aflita quando a protagonista corria riscos e tentava escapar dos mesmos. É exatamente o tipo de aflição que eu procuro em thrillers, e Bela Gentileza é eletrizante!

Bela Gentileza é um livro antigo, lançado em 2000, mas do qual eu ainda gosto muito. O final é surpreendente e as motivações do criminoso são chocantes e trágicas. Diane Hoh leva o leitor a uma reflexão muito interessante sobre a importância que damos à beleza exterior e o quanto essa superficialidade pode marcar para sempre a vida de alguém, às vezes de maneira irreparável. Recomendo muito para todos que gostam de um bom suspense! 🙂

Título Original: Pretty Please
Série: Casa do Pesadelo
Autor: Diane Hoh
Editora: Rocco
Número de páginas: 136