Resenha tripla: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio – Nina Spim

Oi gente, tudo bem?
Estão aproveitando bastante o feriado de Carnaval? Espero que sim! ❤

Hoje eu trago pra vocês as primeiras resenhas de parceria do ano, começando pelas obras da Nina Spim: Sutilmente, Imersão e Caleidoscópio! 😀
Como os contos da Nina são bem curtinhos, resolvi falar um pouquinho sobre cada um nesse post.

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Sinopse: A escola pode ser um ambiente hostil para se fazer amizades e, ainda mais, para se apaixonar pela primeira vez. No entanto, é justamente na sala de aula que Giovana conhece a nuance e a cor do amor. Laura poderia ser a típica aluna nova amedrontada, mas seu mundo particular, cheio de certezas escondidas, nunca mais será o mesmo depois de conhecer a libertação que o novo provoca.

Sutilmente é narrado em primeira pessoa por Giovana, uma estudante que fica imediatamente interessada na nova colega de classe, Laura. Enquanto narra seu dia na escola e o fascínio que Laura exerce sobre ela, Giovana vai nos mostrando um pouco do seu dia a dia e também como é a sensação de se interessar por uma pessoa à primeira vista. O jeito tímido e misterioso de Laura – que parece assustada, mas ao mesmo tempo tem uma energia envolvente – conquista Giovana, que faz de tudo para se aproximar da garota.

Pela sinopse, eu achei que Sutilmente falaria mais de um romance em si, mas na realidade o conto aborda o início do interesse entre as duas garotas. Não consegui me conectar às personagens, porque os devaneios da protagonista me deixaram um pouco confusa, e algumas frases curtas deixaram a narrativa um pouco truncada. O ponto forte desse conto, sem dúvida, é a naturalidade com que a sexualidade de Giovana e Laura foi tratada. Com leveza (e até mesmo poesia), Nina construiu  o interesse romântico das duas de um modo muito tranquilo – exatamente como esse tema deve ser. Fiquei muito contente com essa abordagem e espero ver mais obras assim!

Título Original: Sutilmente
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 14
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Sinopse: Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama?

O conto traz a história do casal Lou e Caio, que se conhecem desde a escola e estão juntos há aproximadamente 10 anos. Lou convive com a depressão, uma doença invisível incompreendida por muitos. O conto, contudo, é narrado por Caio, e pelos olhos dele conseguimos vivenciar alguns dos sentimentos de alguém que ama uma pessoa com depressão.

Imersão foi, de longe, o conto que mais gostei. Em suas poucas páginas, pude me sentir conectada à história de Lou e Caio e de seu amor genuíno e duradouro. Por meio da visão de Caio não apenas vivenciamos junto a ele o que é conviver com alguém que tem depressão, mas também sentimos o amor incondicional que ele tem pela esposa. Apesar de um ou outro errinho de revisão, esse conto me envolveu e me emocionou. Nina desenvolveu esse tema com muita sensibilidade e doçura.

Título Original: Imersão
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
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Sinopse: Conhecer o infinito nunca foi tão fácil para Júlia, até que Daniel a fez sentir que a beleza não precisa ser enxergada para ser contemplada na infinitude de quem eram.

Caleidoscópio traz um tema interessante, sobre o qual até então eu não havia lido: a deficiência visual. Júlia e Daniel se conhecem desde pequenos, e o rapaz é cego desde que nasceu. Por conviver com ele desde pequena, Júlia sempre lidou com a situação com naturalidade. Porém, o conto nos lembra que, infelizmente, nem todo mundo lida com isso dessa forma.

Por meio da narrativa de Júlia, Caleidoscópio nos mostra formas distintas de lidar com as diferenças: enquanto criança, Júlia só queria tratar Daniel como um igual e, depois de adulta, ela admira justamente aquilo que o faz diferente. Em um mundo de preconceitos e falta de empatia, Caleidoscópio nos lembra de que as pessoas são diferentes e que está tudo bem ser assim. Daniel pode não enxergar, mas isso não limita o personagem de maneira nenhuma, e Caleidoscópio mostra que ele é muito mais do que sua deficiência. O final é super fofinho, me lembrou A Culpa é das Estrelas hahaha! :3

Título Original: Caleidoscópio
Autor: Nina Spim
Editora: Amazon
Número de páginas: 4
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Espero que tenham gostado da resenha tripla, pessoal. Foi um prazer ter esse primeiro contato com a escrita da Nina e espero que ela continue publicando cada vez mais. \o/

Beijos e até semana que vem! ❤

Review triplo: Kung Fu Panda 3, Zootopia e Procurando Dory

Oi pessoal, tudo bem?

O Dia das Crianças é na próxima quarta-feira, e pra comemorar a data eu resolvi trazer um review triplo pra vocês, no qual conto o que achei de três animações que assisti no cinema mas não me organizei não consegui resenhar no blog. 🙂 Espero que gostem!

Kung Fu Panda 3

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Sinopse: Desta vez, Mestre Shifu tem como principal ensinamento fazer com que Po aprenda a técnica de dominação do Chi, uma espécie de “energia vital”. Porém, o atrapalhado panda acaba se desconcentrando com a chegada do pai de sangue, o panda Li, que o carrega para a vila secreta dos pandas – aguçando o ciúme do Sr Ping, o “pai” ganso de Po. Em paralelo, o poderoso touro Kai, O Coletor, um centenário inimigo do Mestre Oogway, reúne forças para voltar para o mundo dos vivos e tomar o que ele acha que é dele por direito. Caberá a Po e seus amigos impedir o maléfico plano do vilão.

Em Kung Fu Panda 3, Poh descobre que os pandas não estão extintos quando ninguém menos que seu pai biológico vem a sua procura. Os problemas começam quando Kai, um antigo inimigo do Mestre Oogway, consegue fugir do mundo espiritual em busca de vingança. Para vencer o inimigo, Poh terá que descobrir como controlar a força do seu Chi – arte dominada pelos pandas em tempos longínquos.

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Kung Fu Panda 3 é… engraçadinho. Na busca pelo domínio do Chi, Poh vai para  a Vila Secreta dos Pandas e lá temos inúmeras cenas fofas, com pandas de todos os tamanhos e idades (o que inclui filhotes atrapalhados e bonitinhos). Mas, infelizmente, o filme não passa disso. Não chega a arrancar gargalhadas e não tem um roteiro tão interessante quanto os anteriores. É um filme bem esquecível. Porém, o lado positivo é que encerra a história de uma forma bem redondinha. 

Título original: Kung Fu Panda 3
Ano de lançamento: 2016
Direção: Jennifer Yuh, Alessandro Carloni
Elenco: Jack Black, Dustin Hoffman, Bryan Cranston, Angelina Jolie, J. K. Simmons

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

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Sinopse: Judy Hopps é a pequena coelha de uma fazenda isolada, filha de agricultores que plantam cenouras há décadas. Mas ela tem sonhos maiores: pretende se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais convivem em harmonia, na intenção de se tornar a primeira coelha policial. Judy enfrenta o preconceito e as manipulações dos outros animais, mas conta com a ajuda inesperada da raposa Nick Wilde, conhecida por sua malícia e suas infrações. A inesperada dupla se dedica à busca de um animal desaparecido, descobrindo uma conspiração que afeta toda a cidade.

Zootopia conta a história da coelha Judy Hopps que, desde pequena, sonha em ser policial – indo contra a tradição de sua espécie, que costuma ter atividades pacatas, como agricultura. Mesmo sofrendo bullying na infância (pois ninguém acredita que uma pequena coelhinha poderia ser policial), ela se esforça e consegue ser aprovada na academia de polícia. Após receber seu distintivo, ela parte para Zootopia, uma grande cidade na qual todas as espécies convivem em harmonia. Porém, lá Judy enfrenta a descrença novamente: seus colegas não acreditam nela e atribuem a Judy funções simples, como aplicar multas. As coisas mudam quando Judy é a única pessoa que se oferece a investigar o desaparecimento de uma lontra, formando uma parceria inusitada com Nick Wilde, uma raposa vigarista (mas muito carismática). Nas investigações, ambos descobrem que os desaparecimentos recentes são só a ponta do iceberg de uma grande conspiração.

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Começo essa mini-resenha dizendo: Zootopia é incrível! O filme aborda temas importantes como bullying, perseverança e autoconfiança de uma maneira muito madura. Tanto Judy quanto Nick tiveram uma infância difícil, e encontram nessa amizade inesperada muita força para continuar vencendo os obstáculos (e o julgamento alheio, a qual são frequentemente submetidos). Além disso, o enredo é bem elaborado, instigante e envolvente, prendendo a atenção do espectador enquanto a incrível dupla segue com as investigações. Recomendo muito!

Título original: Zootopia
Ano de lançamento: 2016
Direção: Byron Howard, Rich Moore
Elenco: Ginnifer Goodwin, Jason Bateman, Idris Elba, Jenny Slate, J. K. Simmons

Procurando Dory

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Sinopse: Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos.

O filme se um ano após Procurando Nemo, e agora Dory passa a ter alguns flashs de memória que a fazem lembrar de sua infância e de seus pais. Motivada por essas lembranças, Dory parte em busca de seu lar e é acompanhada por Martin e Nemo. Durante sua jornada, ela reencontra antigos amigos, conhece novos animais e passa por alguns riscos.

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Infelizmente, os anos e anos de espera por Procurando Dory não valeram a pena. O filme traz uma narrativa sem graça, piadas forçadas e uma protagonista que não tem força pra segurar o filme sozinha. Eu tenho um sério problema com produtores que decidem pegar alívios cômicos e transformá-los em protagonistas. Simplesmente não dá certo! Eles funcionam como personagens secundários e são ótimos, mas em 99% dos casos eles não têm potencial para um filme solo. É o caso de Dory. Felizmente, tivemos um personagem que roubou a cena e deu um pouco de graça ao longa: Hank, o polvo. Ele segura o filme nas costas, trazendo doses de humor que fizeram valer o ingresso. Enfim, saí do cinema decepcionada. 😦

Título original: Finding Dory
Ano de lançamento: 2016
Direção: Andrew Stanton, Angus MacLane
Elenco: Ellen Degeneres, Albert Brooks, Ed O’Neill, Hayden Rolence

Espero que tenham curtido esse review triplo, pessoal. 🙂
Vocês já assistiram a esses filmes? O que acharam?

Beijos e até semana que vem! ❤