Resenha: Soppy: Os Pequenos Detalhes do Amor – Philippa Rice

Oi galera, tudo bem?

Em junho, ainda no clima de Dia dos Namorados, resolvi solicitar à Editora Rocco um livro muito fofo que estava no meu radar há um tempo: Soppy: Os Pequenos Detalhes do Amor, da designer Philippa Rice. Hoje conto (e mostro!) o que achei, além de comparar com Love Is, outra obra bem semelhante da editora.

soppy philippa riceGaranta o seu!

Sinopse: Soppy: os pequenos detalhes do amor, de Philippa Rice, é uma reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar. Soppy chega às prateleiras pelo Fábrica231, o selo de entretenimento da Rocco, a tempo de se tornar uma ótima opção de presente para o Dia dos Namorados.

É impossível pensar em Soppy e não lembrar imediatamente de Love Is, da Puuung. Afinal, a proposta é a mesma: ilustrar o amor no dia a dia, com suas sutilezas e detalhes do cotidiano. Ao terminar o livro, a conclusão se repete: o amor é algo a ser construído diariamente, com cuidado e dedicação; relacionamentos não duram baseados somente no fogo da paixão, mas se sustentam graças ao empenho em transformar mesmo algo simples em um momento especial. Os gestos mais despretensiosos podem ser uma forma de dizer “eu te amo”, como por exemplo preparar um chá quentinho para o seu amor, ajeitar o cachecol do(a) parceiro(a) em um dia frio, dividir as tarefas de casa ou simplesmente dormir de conchinha (dividindo-se entre quem vai ser a conchinha maior ou menor, é claro!). Me digam: como não ficar com um sorriso no rosto diante disso?

Mas apesar da proposta e conclusão serem semelhantes, Soppy tem diferenças bem importantes e marcantes em relação a Love Is. Philippa Rice traz mais personalidade aos seus personagens e tirinhas, trazendo inclusive diversos diálogos, de tom mais brincalhão e debochado. A protagonista é bem sapeca (como quando “trapaceia” no cara ou coroa para pedir pizza), e o seu namorado também tem uma participação mais ativa. O legal do livro trazer os diálogos dos dois é que isso confere personalidade ao casal, trazendo suas vivências para a nossa realidade de uma maneira mais natural. Além das cenas fofas, Soppy também aborda momentos engraçados, conseguindo me fazer rir durante a leitura (corri pra marcar meu namorado na tirinha da pizza, porque eu também sempre tento trapacear para pedir comida em vez de cozinhar rs). Por fim, também vale elogiar o fato de que a ilustradora traz o ponto de vista dos dois personagens juntos, mas também separados – valorizando a individualidade, um elemento muito importante em qualquer relação.

Apesar do estilo artístico de Love Is ser mais “bonito” visualmente (em função do traço e da aquarela), eu gostei mais de Soppy. Curti o fato de haver diálogos no livro, além de ter me identificado mais com as situações vividas pelos personagens. O traço é mais minimalista, mas não deixa de ser fofíssimo, e é muito legal acompanhar as diferentes situações que o casal vivencia. Recomendo muito, especialmente se você aprecia ilustrações e quer se divertir enquanto tem o coração aquecido ao mesmo tempo. ❤ Sem mais delongas, bora para as fotos!

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“Podemos pedir pizza mesmo assim?” 😂

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Título Original: Soppy: A Love Story
Autor: Philippa Rice
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 112
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Love Is: Ilustrações Sobre o Amor – Puuung

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei do fofíssimo Love Is: Ilustrações Sobre o Amor, da ilustradora sul-coreana Puuung.

love isGaranta o seu!

Sinopse: Com suas ilustrações sensíveis e criativas, a jovem artista Puuung escolheu celebrar o amor cotidiano, retratando o dia a dia de um casal apaixonado, inspirando-se nos momentos que ela própria compartilhou com o namorado. Puuung acredita, no entanto, que qualquer casal pode se sentir retratado em suas ilustrações e a série de animação com os mesmos personagens.

Do que é feito um grande amor? De grandes gestos? De declarações colossais? Para Puuung, o amor está nas pequenas atitudes do dia a dia, no carinho cotidiano, na simplicidade que mantém o amor aceso.

Por meio de ilustrações singelas, em estilo aquarelado e traço simples, Puuung celebra os detalhes que transformam uma situação comum em um gesto de amor. Seja colocando um cobertorzinho na pessoa amada, para protegê-la do frio quando ela pegou no sono; seja trazendo algo que você sabe que ela ama comer; seja nos diálogos sobre tudo e sobre nada; seja em trabalhar juntinhos, no mesmo ambiente, mesmo que em projetos separados; seja em dar aquele abraço apertado quando tudo que a pessoa precisa é chorar.

Love Is: Ilustrações sobre o amor é um livro que aquece o coração e demonstra que o amor é construído dia a dia, com dedicação e comprometimento. São os pequenos gestos, o cuidado e o carinho constantes, que mantêm o sentimento vivo. Vejam as fotos abaixo e me digam: tem como não se encantar com essa obra (que, aliás, é uma ótima opção de presente romântico)? ❤

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Título Original: Puuung Illustration Book Love is
Autor: Puuung
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 208
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: O Livro do Cemitério: Volume 2 – Neil Gaiman e P. Craig Russell

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de conferir O Livro do Cemitério: Volume 1, segui imediatamente para a leitura do Volume 2, de modo que pudesse ter uma conclusão mais embasada sobre a trama. Vamos descobrir o que achei? 🙂

o livro do cemitério volume 2.pngGaranta o seu!

Sinopse: Na adaptação em quadrinhos deste premiado bestseller, feita pelo parceiro de longa data de Gaiman, P. Graig Russel, a fantástica e comovente história do jovem Nin consegue atingir novos patamares. No segundo volume, é pelas mãos dos talentosos artistas David Lafuente, Scott Hampton, Kevin Nowlan, Galen Showman e o próprio P. Craig Russel, que a saga do herói de carne e ossos e seus amigos espectrais chega a seu agridoce, mas esperançoso, fim.

Em O Livro do Cemitério: Volume 2, o menino vivo, Nin Owens, está mais crescido. Essa parte da trama acompanha sua vida dos 11 anos a aproximadamente a maioridade, e várias coisas mudam em sua rotina. Aqui, o interessante é perceber os conflitos vivenciados pelo jovem, que – ao contrário das pessoas que o rodeiam – sofre com a ação do tempo, vê seus interesses mudarem e a maturidade chegar aos poucos. As crianças com quem ele brincava continuam crianças (enquanto ele cresce), os assuntos que ele tinha com elas já não o satisfazem mais. A cada dia que passa, Nin sente de maneira mais intensa o anseio de sair e explorar o mundo, de ver o que há além dos portões do cemitério.

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Esse aspecto da trama é bem relacionável e vejo como uma alegoria para o processo de crescer. Durante a adolescência e, principalmente, no início da vida adulta, são muito comuns os sentimentos experienciados pelo protagonista: sensação de não-pertencimento, vontade de ir além, curiosidade em explorar o mundo e suas inúmeras possibilidades… As angústias de Nin fazem muito sentido e refletem o que a maioria dos jovens adultos vivencia nessa fase da vida. Foi um dos aspectos que mais gostei na leitura e, só por isso, a obra já ganhou muitos pontos comigo quando comparada ao volume anterior.

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O Livro do Cemitério: Volume 2 também traz mais sequências de ação. Silas, o guardião de Nin, e a Srta. Lupescu (uma espécie de “professora substituta”, apresentada no Volume 1), protagonizam um plot interessante que envolve proteger o rapaz do perigo que ele sempre correu. Infelizmente, a abordagem é extremamente superficial e deixa um gosto de quero mais que não é saciado. O mesmo acontece com o plot do homem chamado Jack: apesar de haver uma explicação, ela fica num território muito raso e subaproveitado. Entretanto, apesar do pouco desenvolvimento, ainda assim foi bem mais interessante de acompanhar do que o volume anterior. O motivo? Aqui, senti que a história tinha um objetivo a cumprir e estava se encaminhando para algum lugar (cuja falta foi minha maior crítica em relação à obra anterior). O final é agridoce e conseguiu me emocionar. A decisão dos personagens foi a mais sensata possível e, principalmente, foi totalmente coerente com suas trajetórias ao longo da história. Gosto muito quando isso acontece e, nesse caso, o desfecho me deu uma sensação muito satisfatória de encerramento.

Falando um pouquinho da edição, novamente temos o mesmo capricho e qualidade do volume anterior. Alguns ilustradores se mantiveram e outros novos foram adicionados. O capítulo mais longo tem um traço que não foi meu favorito, mas que ainda assim é bem interessante de observar. O capítulo final foi o que mais gostei nesse sentido, trazendo ilustrações de alguns artistas de que eu já havia gostado no Volume 1.

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O Livro do Cemitério: Volume 2 superou em muito seu antecessor, especialmente pelas questões existenciais abordadas, pela condução narrativa direcionada a um objetivo e pelo ótimo desfecho. A história ganhou muito mais valor pra mim graças a esse volume. Apesar de eu não ter me apaixonado pela trama de O Livro do Cemitério, agora fiquei com uma sensação muito mais satisfeita do que quando havia lido somente o Volume 1. E, considerando a beleza das graphic novels, acredito que seja uma experiência válida para qualquer leitor que aprecie esse tipo de obra – e mais ainda para quem é fã de Neil Gaiman.

Título Original: The Graveyard Book: Volume 2
Autor: Neil Gaiman e P. Craig Russell
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 176
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: O Livro do Cemitério: Volume 1 – Neil Gaiman e P. Craig Russell

Oi gente, tudo bem?

Eu adoro graphic novels e, em maio, tive a oportunidade de ler o primeiro volume da adaptação ilustrada de O Livro do Cemitério, de Neil Gaiman. Foi minha primeira experiência lendo algo do autor (ou talvez, melhor dizendo, uma adaptação de uma obra dele).

o livro do cemitério volume 1.pngGaranta o seu!

Sinopse: Bestseller do The New York Times e premiado com as medalhas Newbery (EUA) e Carnegie (Reino Unido), o romance O livro do cemitério, do cultuado escritor Neil Gaiman, ganha versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, parceiro de Gaiman em diversos livros, incluindo a versão em HQ de outro clássico do autor, Coraline. O livro é o primeiro de dois volumes que acompanham a trajetória de Ninguém Owens, ou Nin, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de morar em um cemitério e ser criado por fantasmas. Cada capítulo nesta adaptação de Russell acompanha dois anos da vida do menino e é ilustrado por um artista diferente, apresentando uma variedade fascinante de estilos que dão ainda mais vida à atmosfera ao mesmo tempo afetuosa e sombria da história.

O livro inicia com o homem chamado Jack (sim, é desse modo que a obra se refere a ele) assassinando uma família (quase) inteira. Porém, ao chegar no quarto do último membro, um bebê, o homem chamado Jack encontra somente um berço vazio. A verdade é que, atraído por um aroma envolvente, o bebê caminhou até o cemitério da cidade, no qual foi encontrado por um casal de fantasmas, o Sr. e a Sra. Owens. Eles decidem adotá-lo e, depois de muita deliberação com os outros membros do cemitério, a criança é aceita – e é chamada de Ninguém Owens. A partir daí, acompanhamos a vida do menino conforme os anos passam, sob a proteção do cemitério.

Nin é um menino vivo que tem a “liberdade do cemitério”, ou seja, pode entrar em lugares e fazer coisas que outras pessoas vivas não podem. Além dos pais adotivos, ele também é protegido por Silas, seu guardião, um vampiro sábio e misterioso, responsável por contar a Nin tudo que existe fora dos muros de onde vivem. A passagem do tempo acompanha também as mudanças naturais da infância, e Nin vai se tornando um menino cada vez mais inquieto e curioso, cheio de vontade de saber mais sobre o mundo e sobre a vida – o que é paradoxal, já que todos ao seu redor, que podem dar algum vislumbre de como ela funciona, estão mortos.

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O Livro do Cemitério é uma literatura fantástica no sentido literal da palavra: a trama é fantasiosa, cheia de cenas meio malucas e muita criatividade. O problema, pra mim, é que cada capítulo parece um “conto” à parte, explorando diversas mitologias diferentes (como os sabujos de Deus e a dança macabra) e cuja única coisa em comum com o anterior ou posterior é o núcleo de personagens. Eu não senti como se a obra estivesse evoluindo para um “objetivo final” – e talvez nem fosse essa a ideia; talvez o livro queira somente explorar situações da vida de um menino vivo em meio aos mortos. Seja como for, isso acabou me desestimulando um pouco ao longo da leitura, por não saber aonde a história queria chegar.

O aspecto que me prendeu, pra falar a verdade, foram as artes maravilhosas. Cada capítulo é ilustrado por um artista diferente e, além de amar ilustrações de modo geral, eu também adorei observar com atenção cada quadro, absorvendo e reparando nas diferenças de estilo dos ilustradores. Os traços e cores são fantásticos e imersivos, criando uma atmosfera envolvente e mágica.

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O Livro do Cemitério: Volume 1 tem um estilo narrativo que não me conquistou, mas vou ler o Volume 2 para chegar a conclusões mais embasadas sobre a trama e seus objetivos. A qualidade gráfica da obra é inegável e as ilustrações são belíssimas, o que certamente vai encantar quem já é fã de Neil Gaiman ou da versão original de O Livro do Cemitério. E aguardem, em breve volto com minha conclusão final a respeito da trama. 😉

Título Original: The Graveyard Book: Volume 1
Autor: Neil Gaiman e P. Craig Russell
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 192
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Livro cedido em parceria com a editora.
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Resenha: Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia – Anne Rice e Ashley Marie Witter

Oi pessoal, tudo bem?

Eu estava louca para conferir a graphic novel Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia desde seu lançamento. Recebi um exemplar da Editora Rocco no mês passado e hoje vim contar pra vocês o que achei. ❤

entrevista com o vampiro a historia de claudia.pngGaranta o seu!

Sinopse: Esta não é simplesmente uma adaptação para os quadrinhos de Entrevista com o Vampiro, best-seller de Anne Rice que virou filme em 1994. Meticulosamente ilustrado por Ashley Marie Witter, a versão em graphic novel do livro de estreia da rainha dos vampiros reconta a história sob um ponto de vista inédito: o da vampira criança Cláudia, a imortal de 6 anos de idade, órfã e assassina, vítima e monstro, representada por Kirsten Dunst na versão cinematográfica.

Eu nunca li o livro Entrevista com o Vampiro, mas assisti ao filme e gostei bastante. O universo vampiresco de Anne Rice é o mais sombrio que conheço, e eu gosto dessa visão menos romantizada dos vampiros. A História de Cláudia (vou me referir à graphic novel assim, ok?) traz uma parte da história original – mais especificamente, a vida da personagem-título – sob o ponto de vista da própria vampira. E, assim como no filme, a atmosfera sombria, gótica e sedutora estão presentes nas páginas.

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Cláudia foi transformada em vampira por Lestat, cuja intenção era manter seu companheiro Louis por perto. Lestat determinou que Cláudia seria a filha dois, fazendo com que Louis se sentisse impelido a permanecer ao lado deles. De início, ela tem todo o suporte de que precisa de ambos os pais: Lestat a ensina sobre sua nova natureza, enquanto Louis lhe dá suporte afetivo. Entretanto, conforme os anos (ou melhor, as décadas) vão se passando, a menina vai se transformando em mulher, com exceção de seu corpo, paralisado para sempre na forma de criança. Essa situação, somada à vontade de Cláudia de entender de onde veio e de descobrir se existem mais vampiros por aí, vai criando uma tensão latente entre a “família”, culminando no plano de Cláudia para assassinar Lestat.

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Cláudia não é uma personagem que conquista o leitor. Ela é mesquinha, egoísta e manipuladora – exatamente como Lestat. Ela utiliza do amor de Louis para conseguir o que quer e convencê-lo a fazer suas vontades, por mais arriscadas que sejam. Entretanto, a graphic novel também revela com clareza as angústias da personagem, que se vê presa em um corpo que não lhe permite ter autonomia (já que todas as pessoas a olham como uma criança indefesa). Seus desejos e paixões evoluem para os de um adulto, mas seu físico não lhe permite realizá-los. Todas essas questões levam a personagem a um vazio existencial que é bastante compreensível, ainda que seu caráter seja extremamente falho.

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Mas a melhor parte de A História de Cláudia é, sem sombra de dúvidas, a arte. Eu coloquei mais fotos no post justamente para tentar transmitir a vocês a lindeza que é esse livro! Capa dura, título em letras douradas, páginas e ilustrações em tons de sépia (com exceção do vermelho do sangue)… cada detalhe torna essa graphic novel uma obra de arte! Eu adoro mangás, e o traço de Ashley Marie Witter conversa bastante com esse estilo de ilustração, o que já me conquistou de cara. As expressões dos personagens, seus figurinos e os cenários são feitos com tantos detalhes que é impossível não ficar admirando as ilustrações durante a leitura.

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Do capricho da edição à nova abordagem de uma história vampiresca clássica, Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia tem todos os elementos necessários para conquistar fãs da mitologia de Anne Rice ou de vampiros em si. É um livro que vale a pena ser conferido não apenas pelo enredo, mas pela beleza presente em cada página. Recomendo!

Título Original: Interview with the Vampire: Claudia’s Story
Autor: Anne Rice e Ashley Marie Witter
Editora: Rocco
Número de páginas: 224
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: Sailor Moon – Naoko Takeuchi

Oi gente, tudo bem?

Mês passado eu terminei de ler um clássico que fez parte da infância de muita gente em sua versão animada: Sailor Moon! 😀 E hoje eu conto pra vocês o que achei desse mangá!

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Sinopse: Usagi é uma ginasial de 14 anos. Como muitas meninas de sua idade, é desastrada, distraída e um tanto preguiçosa. Em um encontro, aparentemente ao acaso, a jovem acaba conhecendo uma gatinha falante e, através dela, descobre ser dona de incríveis poderes. Por conta disso, acaba recebendo uma grande missão! Agora ela terá de encontrar suas companheiras, descobrir se o mascarado que ela acha lindo é amigo ou inimigo e proteger uma princesa, mas nada disso é tão difícil para ela do que acordar cedo para ir para a escola! Será que ela consegue?

Sailor Moon é um típico shoujo, mangá voltado ao público feminino. Conta a história de Usagi Tsukino, uma garota de 14 anos que descobre ter poderes especiais, transformando-se em Sailor Moon, a guerreira da lua. Enquanto aprende a lidar com suas novas habilidades e responsabilidades, ela é guiada pela gatinha falante Luna e, aos poucos, vai descobrindo suas companheiras: Sailor Mercury, Sailor Mars, Sailor Jupiter e Sailor Venus.

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O mangá é dividido em 5 arcos, e cada um deles tem um vilão que ameaça a paz na Terra. São eles: Dark Kingdom (meu favorito!), Black Moon, Death Busters/Arautos da Destruição (ótimo arco também!), Dead Moon, Sombra Galáctica (pior arco de todos). Inicialmente, nos primeiros volumes do mangá, o leitor acompanha a construção da amizade das guerreiras sailor e é revelado que as atuais garotas são reencarnações das guerreiras que viviam no Milênio de Prata, o reino da Lua. A Princessa Serenity (real identidade de Usagi), da Lua, e o príncipe Mamoru, da Terra, se apaixonaram, mas a ganância da Rainha Beryl em dominar o Milênio de Prata provocou sua destruição e a morte da princesa, do príncipe e das guerreiras. Com o passar das edições, vemos as amigas cada vez mais unidas, enfrentando cada inimigo que surge: Rainha Beryl, que retorna em busca de vingança, Wiseman, Pharaoh 90, Rainha Nehelenia,  Sailor Galáxia e Chaos.

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É complicado falar sobre cada arco sem soltar spoilers, então vou comentar alguns pontos sobre a série em geral. Sailor Moon é um mangá que se baseia no amor e na amizade. Usagi e Mamoru são perdidamente apaixonados, mas a amizade de Usagi e as meninas (Ami, Rei, Makoto e Minako) é um dos maiores pilares da série. Elas se apoiam mutuamente, se sacrificam uma pela outra e se dedicam totalmente à sua missão. Depois do primeiro arco, novas guerreiras vão surgindo e o vínculo vai ficando cada vez mais forte, pois o intuito de todas elas é proteger a Princesa do Reino da Lua (Usagi/Serenity). Esses laços indestrutíveis entre as guerreiras sailor são o ponto forte do mangá, muito mais do que as batalhas (que, na verdade, são um pouco monótonas…). Outra coisa bacana é que a autora não se preocupa muito em delimitar o gênero de várias de suas personagens. Temos vários exemplos de guerreiras que, quando não transformadas, preferem se vestir como meninos, por exemplo. Há também relacionamentos amorosos entre elas (o namoro entre Michiru, a Sailor Neptune, e Haruka, a Sailor Uranus, é claro). Essa fluidez acontece com frequência em diversos mangás, e Sailor Moon é um deles.

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Mas, não posso negar, tem algumas coisas bem toscas em Sailor Moon. A primeira delas é o nome das mulheres do Milênio de Prata. A mãe de Usagi se chamava Rainha Serenity. A Usagi era a Princesa Serenity, que depois se tornou a Nova Rainha Serenity. A filha de Usagi com Mamoru se chama Usagi Small Lady Serenity. Serenity por acaso é sobrenome agora??? Desculpem, eu precisava desabafar, isso me incomodou a leitura inteira HAHAHA! Outro aspecto negativo do mangá é o último arco: enquanto os primeiros eram bem coerentes, com acontecimentos que iam se conectando e somando à história, no último a Naoko Takeuchi simplesmente decidiu colocar MIL informações novas que nunca tinham sido mencionadas de maneira atropelada e em pouquíssimas edições (acho que o último arco se desenvolve todinho em apenas dois volumes do mangá). Personagens e histórias sobre o “universo sailor” aparecem repentinamente com um desenvolvimento extremamente precário e superficial. Infelizmente, foi uma péssima maneira para encerrar o mangá.

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Sailor Moon é um mangá fofo, nostálgico, cheio de personagens queridas (algumas mal têm falas, diga-se de passagem), mas talvez não agrade todo mundo. A história não é imperdível, extremamente bem construída nem uma obra-prima sem igual, já que existem muitos mangás com proposta semelhante por aí. Contudo, Sailor Moon foi uma obra que inspirou e deu origem a muitas dessas novas histórias sobre guerreiras mágicas. É um clássico de respeito e, pra quem cresceu assistindo ao anime e se identificava com toda a magia da história, é impossível não se emocionar lendo essa série. Eu lembro de desenhar Sailor Moon nos meus cadernos quando eu ainda estava no Ensino Fundamental, sabem? 😛 Então fiquei muito feliz de finalmente ter acesso a essa série aqui no Brasil. Pra quem gosta do estilo clássico dos shoujos ou já curtia Sailor Moon, a leitura é obrigatória!

Título original: Pretty Guardian Sailor Moon
Autor: Naoko Takeuchi
Editora: JBC
Volumes: 12
Número de páginas (por volume): cerca de 200 + 6 coloridas

Resenha: Holy Avenger – Marcelo Cassaro e Erica Awano

Oi gente! Como estão? 😀

Tô devendo resenhas pra vocês, né? Peço desculpas. Mas para o post de hoje eu trago a resenha de uma HQ brasileira que eu amo de paixão: Holy Avenger! ❤

1Sinopse: Lisandra. Criada por animais em uma ilha selvagem, esta jovem vivia feliz em seu mundo puro… Até que os sonhos vieram. Sonhos sobre o Paladino, um herói com o poder do Panteão. Sobre como ele havia sido derrotado por forças malignas. E sobre como Lisandra poderia ressuscitá-lo se encontrasse suas gemas divinas — os vinte Rubis da Virtude. Para ajudar Lisandra surgem Sandro, filho do maior ladrão do Reinado, Niele, a bela e maluca arquimaga élfica, e Tork, o troglodita anão. Este é o começo de Holy Avenger, uma saga épica de fantasia que ultrapassou 800 páginas. Com roteiro de Marcelo Cassaro (Turma da Mônica Jovem) e arte de Erica Awano (World of Warcraft), é um dos maiores quadrinhos brasileiros de todos os tempos. E agora está de volta, em edição definitiva.

Holy Avenger é uma HQ brasileira com traço mangá (provavelmente a primeira coisa que me chamou a atenção na época em que a conheci, anos atrás) e traz uma história repleta de referências ao mundo nerd e aos animes e mangás! É possível ver as personagens vestidas com roupas de Guerreiras Mágicas de Rayearth e Evangelion em uma capa, um Pikachu de fundo num dos quadrinhos, um Mokona em outra cena… Muito amor hahaha! :3

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A trama nos apresenta à protagonista, Lisandra, uma druida que cresceu e viveu toda a sua vida em uma ilha, Galrasia, cercada por animais. Ela foi criada pelo troglodita Tork, um mercenário de temperamento forte, mas que tem um coração enorme. Lisandra tem diversos sonhos que a induzem a “salvar o Paladino”, um herói lendário que morreu há anos. Ela encontra o corpo deste herói e decide reunir os Rubis da Virtude, pedras que se encaixam perfeitamente à armadura do Paladino e que ela crê serem capazes de ressuscitá-lo. Para adquirir esses rubis, a ingênua Lisandra sai de sua ilha e pede ajuda ao ladrão Sandro Galtran, cujo sobrenome é conhecido graças aos feitos de seu pai, um ladino muito eficiente. Sandro, porém, é atrapalhado e inocente e, após ajudar Lisandra (de uma maneira bem desengonçada), percebe que se interessou por aquela moça tão pura e doce. A partir desse momento, a história passa a se desenrolar: Lisandra continua obstinadamente sua busca pelos Rubis da Virtude, enquanto Sandro faz o possível para reencontrá-la. Obviamente, novos personagens surgem pelo caminho (como a semi-nua carismática maga Niele, que torna-se uma grande amiga de Sandro).

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Holy Avenger tem diversos personagens com personalidades bem definidas e consistentes. Cada um tem suas próprias motivações e age de acordo com seus interesses, fazendo com que os destinos se cruzem em diversos momentos. Ao mesmo tempo em que acompanhamos a história dos protagonistas no presente, também somos apresentados ao que aconteceu no passado, com o pai de Sandro e seu grupo de amigos aventureiros. E, acreditem, por mais despretensioso que algum personagem ou enredo pareça, no futuro tudo se revela imprescindível para explicar o presente e o desdobramento dos fatos! E isso é uma das coisas que eu mais gosto no enredo, tudo é muito bem costurado. ❤

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Outra coisa que vale a pena mencionar: a arte de Erica Awano é linda! Sério, sou apaixonada pelo traço de Holy Avenger! Erica Awano desenha personagens e cenários que me agradam muito, e pra mim isso é um aspecto muito importante quando se trata de HQs. Atualmente, Holy Avenger está sendo relançada numa versão encadernada com capa dura, e é uma edição que eu amo ter na minha coleção, porque tá demais! 😀

Holy Avenger é uma história divertida, envolvente, cheia de personagens carismáticos (Tarso melhor mascote <3) e com uma trama bem desenvolvida e conectada. Apesar de inocente e direcionada ao entretenimento, a história se desenrola de maneira muito satisfatória. Recomendo fortemente a todos que gostam de mangás, de animes, de RPG, de paladinos, ladrões, druidas, magos e afins. 😛 Leitura mais do que aprovada!

Título original: Holy Avenger
Autor: Marcelo Cassaro
Ilustrações: Erica Awano
Editora: Jambô Editora
Volumes: 42 (edição original) e 4 (edição encadernada)
Número de páginas (por volume): 39 (edição original) e 216 (edição encadernada)

Resenha: Persépolis – Marjane Satrapi

Oi, pessoal!

Pro post de hoje eu trago a resenha de uma HQ muito bacana: Persépolis, a auto-biografia da artista iraniana Marjane Satrapi. Meu amigo me emprestou o livro e, apesar de inicialmente não se tratar de uma leitura pela qual costumo optar, gostei muito de ter saído da zona de conforto e ter tido essa experiência. Eu tava precisando de uma história diferente! 😀

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Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Persépolis é um livro que, apesar de falar em sua maior parte sobre um assunto denso como política, trata o tema de maneira doce e muito leve. Conhecemos Marjane, filha de um casal moderno e politizado. Desde pequena, a menina entra em contato com ideais revolucionários e liberais, graças à mente aberta de seus pais e à oportunidade de estudar. Porém, a vida de Marjane muda radicalmente quando a Revolução Iraniana, que derrubou o regime monárquico, torna-se uma república islâmica extremamente religiosa e conservadora – trazendo consigo as características que a maior parte dos ocidentais têm do Irã: o uso do véu, a repressão do pensamento contrário ao regime, a submissão feminina etc. Com essas mudanças, somos apresentados à vida no Irã sob o ponto de vista de uma iraniana, incluindo o medo dos bombardeios e a revolta contra as medidas extremas do governo, por exemplo.

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A obra é carregada de um humor muito inocente e agradável, tornando a leitura muito fácil e fluida. Mesmo quando a temática é mais pesada – principalmente quando se trata da guerra em si – as ilustrações e a escolha das palavras fazem com que seja possível ler a HQ sem muita sobrecarga. Aliás, as ilustrações são muito bacanas! Elas me lembram um pouco do estilo de ilustrações que retratam os cangaceiros. 😛

A única coisa que talvez eu não tenha gostado tanto no livro foi a própria Marjane. Quando criança, ela era curiosa, corajosa e engajada em aprender mais sobre as causas pelas quais sua família (grande parte revolucionária) lutava. Porém, na adolescência, ela é enviada pelos pais à Áustria para fugir da guerra no Irã e acompanhamos toda a sua trajetória por lá. Marjane foi uma adolescente muito chata! E, infelizmente, eu continuei não simpatizando com a sua versão adulta. A personagem não me conquistou e parece ter perdido muito da sua essência, que era tão carismática. Em contrapartida, eu tenho que falar da família da Marjane, principalmente dos pais dela: eles eram incríveis com ela! Sempre buscaram o melhor para a filha, tanto na educação quanto na segurança, além de confiarem plenamente nela e a apoiarem incondicionalmente. O relacionamento deles foi o que mais gostei, no âmbito dos personagens!

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O mais interessante ao longo da adolescência e da vida adulta da Marjane foram seus conflitos psicológicos e sua crise de identidade: na Áustria, ela sofria preconceito por não se encaixar nos padrões de beleza, por ter uma postura mais conservadora em determinados aspectos e sentia-se totalmente não pertencente; ao voltar para o Irã, já adulta, ela era uma mulher que viveu a liberdade do Ocidente e que tinha que se readaptar à própria cultura. O sentimento de deslocamento persegue a personagem por muito tempo. Esse ponto de vista é uma das questões mais bacanas da HQ, onde acompanhamos uma mulher que viveu diversas experiências fortes ao longo da vida e, no fim, precisou buscar sua real essência.

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Persépolis é um livro fácil e rápido de ser lido, traz uma abordagem muito instigante sobre o Irã e me tirou da zona de conforto. Foi bom ler algo que eu não costumo procurar por conta própria e eu gostei da experiência. Recomendo a todos que buscam uma boa história, contada em um tom leve e que desejam conhecer mais dessa cultura!

Título Original: Persepolis
Autor: Marjane Satrapi
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 352

Resenha: Guerreiras Mágicas de Rayearth – CLAMP

Oi, pessoal! Tudo certo?

Faz tempo que eu não falo de mangás por aqui, né? No post de hoje eu decidi falar a respeito de um mangá bastante conhecido e que fez parte da infância de muita gente, principalmente na sua versão anime: Guerreiras Mágicas de Rayearth!

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Sinopse: A história gira em torno de três garotas ginasiais que são transportadas para um mundo fantástico repleto de seres mágicos e criaturas inimagináveis. Lá, as jovens recebem a inesperada missão de salvar aquele mundo à beira do colapso. Enquanto lutam para restabelecer a paz e a ordem em um mundo mergulhado no caos, as garotas embarcam em uma jornada de autoconhecimento, aprendizado e amadurecimento. O mangá é repleto de cenas de ação, com belíssimas armaduras, espadas e monstros, mas ainda assim é carregado de emoção, momentos de reflexão e romance. Até hoje, a obra se mantém como uma das mais cultuadas pelos fãs do CLAMP.

Guerreiras Mágicas de Rayearth é um mangá do grupo CLAMP, uma equipe de mangakás extremamente conhecida – cujas obras incluem Card Captor Sakura, Chobits, entre outros. Eu já conhecia (e gostava muito) do anime, e tive a oportunidade de conferir a história original no ano passado, ao comprar uma coleção usada das edições antigas.

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GMR conta a história de três jovens – Hikaru, Umi e Fuu – que são transportadas para um mundo totalmente novo e mágico, Cefiro, enquanto faziam uma excursão à Torre de Tóquio. Elas são convocadas a esse lugar fantástico pela Princesa Emeraude (Esmeralda, na versão em português), o Pilar de Cefiro. Ser o Pilar significa que a pessoa detentora de tal responsabilidade é quem vai definir o destino daquele mundo por meio de suas orações e sentimentos, podendo trazer a paz ou o caos. Emeraude foi sequestrada por Zagato, um mago poderoso e antigo braço direito da Princesa, que deseja destruir Cefiro. Por isso, Emeraude convoca as três meninas, que são as predestinadas a se tornarem as lendárias Guerreiras Mágicas, aquelas que salvarão Cefiro da destruição. A partir daí, as meninas passam por treinamentos e aprendizados com diversas pessoas diferentes, como o Guru Clef e a ferreira Presea (ou Priscila).

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Guerreiras Mágicas de Rayearth é um mangá delicado, focado nas emoções, na confiança e na amizade. Essa sensibilidade quase exagerada pode ser um pouco irritante pra quem não tem muita paciência (eu mesma ficava irritada em algumas cenas), mas acho que é uma característica que pode ser relevada. Acompanhamos o crescimento pessoal das meninas, que começam sua aventura ingênuas e despreparadas, até o final, em que finalmente se tornam capazes de assumir o título de Guerreiras Mágicas de Rayearth. Porém, a verdadeira missão das garotas é muito mais cruel e ambígua do que parece. Enfrentar Zagato traz sérias consequências e descobertas que são capazes de desestabilizar as guerreiras, mesmo após toda a evolução que Hikaru, Umi e Fuu obtiveram. Pra falar a verdade, o primeiro arco do mangá (que trata da Princesa e de Zagato) é a minha parte favorita. A história não é óbvia, os personagens têm emoções e convicções muito fortes e nem tudo é o que parece. Apesar de GMR aparentar ser um mangá inocente e sem muito aprofundamento, a primeira fase da história traz uma grande carga emocional.

Outro ponto que vale a pena salientar: a arte do CLAMP é maravilhosa! Tudo em GMR é feito com muito capricho e riqueza de detalhes. Os personagens e cenários são muito bem desenhados e é impossível não se encantar com a beleza do mangá. Eu já gostava especialmente dos traços utilizados no anime, mas devo dizer que o mangá consegue ser superior nesse quesito. Pra quem gosta de observar esses detalhes, recomendo muito a arte do CLAMP, em especial de GMR.

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Em suma, Guerreiras Mágicas de Rayearth é uma série que me traz muita nostalgia e lembranças da infância. Não é uma história inesquecível e tampouco imperdível, mas para fãs de animes e mangás ela acabou se tornando clássica. Pra quem gosta desse tipo de leitura e aprecia um traço bonito e detalhado, Guerreiras Mágicas de Rayearth pode ser uma opção bem divertida para passar o tempo ou ainda relembrar da infância. 🙂

Título original: Magic Knight Rayearth
Autores: CLAMP
Editora: JBC
Volumes: 6
Número de páginas (por volume): aproximadamente 200

Resenha: Fruits Basket – Natsuki Takaya

Oi, gente bonita!

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pelo atraso na postagem dessa semana! Tive compromisso na quinta e na sexta, então acabei ficando sem tempo de atualizar o blog. 😦 Bom, mas vamos ao post de hoje! Faz tempo que não falo de mangás por aqui, então decidi escrever sobre um dos meus queridinhos: Fruits Basket, da Natsuki Takaya! ♥

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Sinopse: Tohru Honda é uma colegial que se viu sozinha no mundo depois que sua mãe morreu. Sem casa e sem ninguém para lhe fazer companhia, ela vai morar em uma barraca e acaba conhecendo os garotos da família Sohma. E depois de se aproximar deles, acaba descobrindo seu grande segredo: os membros da família se transformam em animais quando estão fracos ou são abraçados por alguém do sexo oposto. É a Maldição do Horóscopo Chinês! E no que vai dar esse encontro entre uma família com uma estranha maldição e uma garota sozinha, mas muito esforçada? Uma história cheia de confusão, perseverança e romance.

À primeira vista, Fruits Basket parece um mangá superficial e até mesmo infantil. Uma família amaldiçoada tem seu destino cruzado com o de uma estudante meiga e gentil, mas muito atrapalhada. Essa premissa já nos leva a imaginar as situações cômicas e constrangedoras pelas quais os Sohma e Tohru irão passar.

Entretanto, Furuba (apelido carinhoso de Fruits Basket) vai muito além disso. Ao longo dos 23 volumes que compõem a obra, a história amadurece gradativamente, e os personagens são um reflexo direto desse crescimento do enredo. Ao mostrar o passado e o presente de cada membro amaldiçoado da família Sohma, Natsuki Takaya leva o leitor a presenciar cenas de preconceito, de bullying e de isolamento. Mesmo a sorridente e otimista Tohru tem sua própria carga dramática: órfã e praticamente sozinha no mundo, ela tem que fazer tudo que pode para não se deixar abater e seguir a vida de forma independente, mesmo sendo tão jovem.

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O trio principal de personagens são Tohru Honda (a protagonista) e Kyo e Yuki Sohma (o gato e o rato do zodíaco, respectivamente). Durante boa parte do mangá, eles formam uma espécie de triângulo amoroso não-declarado, porque a Tohru não demonstra exatamente sentimentos românticos por nenhum deles, mas sim um amor carinhoso e protetor por ambos. Posteriormente, com a convivência, os sentimentos dela também vêm à tona e isso gera grandes consequências não só para o “escolhido” como também para toda a família Sohma. Kyo e Yuki são a antítese um do outro: o primeiro é explosivo, impaciente e amargurado, reagindo com violência e revolta a todo o isolamento a que foi obrigado a suportar; já Yuki é o garoto perfeito, o modelo de comportamento e de beleza, que esconde dentro da personalidade doce diversas mágoas da sua infância. Kyo não suporta Yuki porque, na lenda do zodíaco, o rato foi o culpado por fazer o gato perder a “festa de Deus”, e Kyo acredita que esse é o motivo pelo qual o gato é tão desprezado.  A dinâmica desse trio é fantástica! Tohru serve como a balança que faz os dois garotos funcionarem juntos, já que os sentimentos que eles têm por ela os motivam a fazê-la feliz. Os três são protagonistas de várias cenas cômicas, mas também de diversos momentos reflexivos muito importantes na história.

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Os outros membros da família Sohma também são fascinantes (claro, uns mais, outros menos). Shigure é amaldiçoado com o espírito do cachorro e é o dono da casa em que Kyo e Yuki moram – e, posteriormente, Tohru também. Não posso falar muito profundamente do personagem sem dar spoilers, mas o que posso dizer é que ele é muito mais importante e astuto do que parece. Momiji e Hatori, o coelho e o cavalo-marinho, respectivamente, também são personagens encantadores, com um passado de cortar o coração. As amigas de Tohru, Arisa e Hanajima, também são fantásticas: são o tipo de amiga que se oferecem pra comprar a briga por você e só perguntar depois o que estava acontecendo. Mas uma das histórias que mais me emocionou foi a dos pais de Tohru. O volume no qual o passado deles é contado me fez derramar lágrimas por muito tempo, inclusive no ônibus! Tive que parar a leitura no meio do capítulo porque eu sentia que não conseguiria segurar o choro. É muito triste ler uma linda história em que você sabe que os protagonistas estão mortos. Gente, isso parte o coração! </3

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Fruits Basket é um mangá lindo, com uma rica história e um leque de personagens bem variado e complexo. Todos têm seus próprios dramas e suas histórias particulares, ninguém está na trama apenas para preencher um vazio. Em sua essência, Furuba é um mangá que fala sobre preconceito e sobre superação. O isolamento por conta das diferenças e as consequências que isso gera são extensamente trabalhados na história, mas ela também mostra como a amizade, o amor e o apoio de quem se importa são coisas importantes e únicas, sendo capazes até mesmo de tirar alguém da escuridão. Uma das minhas histórias favoritas, uma das que mais me emocionou e uma que eu recomendo muito, sem sombra de dúvidas! ♥

Título original: Furūtsu Basuketto
Autor: Natsuki Takaya
Editora: JBC
Volumes: 23
Número de páginas (por volume): cerca de 200