Resenha: Uma Herdeira Apaixonada – Lisa Kleypas

Oi meu povo, tudo bem?

Bora seguir com as resenhas de Os Ravenels? Hoje vim contar pra vocês minha opinião sobre o livro que já se transformou no meu favorito da série: Uma Herdeira Apaixonada. ❤

Garanta o seu!

Sinopse: Embora a bela jovem viúva Phoebe, Lady Clare, nunca tenha conhecido West Ravenel, ela sabe uma coisa com certeza: ele é mau e um valentão podre. Quando estava no colégio interno, ele fez da vida de seu falecido marido uma desgraça, e ela nunca o perdoará por isso. Mas quando Phoebe participa de um casamento de família, encontra um estranho arrojado e impossivelmente charmoso, que a abala com um choque de atração de fogo e gelo. E então ele se apresenta como ninguém menos que West Ravenel. West é um homem com um passado manchado. Sem perdão, sem desculpas. No entanto, a partir do momento em que conhece Phoebe, West é consumido por um desejo irresistível, sem mencionar a amarga consciência de que uma mulher como ela está fora de seu alcance. O que West não negocia é que Phoebe não é uma dama aristocrática. Ela é filha de uma Wallflower obstinada que há muito tempo fugiu com Sebastian, lorde St. Vincent – o libertino mais diabolicamente perverso da Inglaterra. Em pouco tempo, Phoebe começa a seduzir o homem que despertou sua natureza ardente e demonstrou um prazer inimaginável. Sua paixão avassaladora será suficiente para superar os obstáculos do passado? Só a filha do diabo sabe…

Fui conquistada por West Ravenel desde Um Sedutor Sem Coração. O antigo libertino preguiçoso acaba se inspirando no irmão mais velho, Devon, e decide ajudá-lo com lealdade e força de vontade a transformar o Priorado Eversby em uma propriedade lucrativa e saudável para os arrendatários. Como não amar esse serzinho? É óbvio que eu ia querer acompanhar sua história de amor, né! E aqui ele encontra alguém à altura: Phoebe, lady Clare, filha de ninguém mais, ninguém menos que um dos casais mais populares da série As Quatro Estações do Amor: Eve e Sebastian (a Lisa não perde a chance de aproveitar esse casal, né? 😂). A jovem é uma viúva que já viveu um grande amor e, por conta disso, não sonha em ter uma experiência assim novamente, pois acredita que já tirou a sorte grande por ter tido essa oportunidade uma vez. Para completar, ela inicia sua relação com West de forma antagônica, pois ele esteve envolvido de forma negativa no passado de Henry, seu falecido marido.

Ai, gente, não sei nem o que dizer. Esse livro me fez suspirar do início ao fim! Phoebe e West se conhecem graças às festividades em celebração do noivado de Pandora (prima de West) com Gabriel (irmão de Phoebe), protagonistas do terceiro livro. Como quase sempre acontece nos romances de época, a atração entre eles logo se torna óbvia. Entretanto, há um obstáculo no coração de Phoebe: quando criança, seu marido, Henry, foi vítima de bullying por West. Ambos estudaram no mesmo colégio interno e o jovem foi muito atormentado, relatando tudo em cartas para Phoebe. Por isso, a primeira reação da moça é se afastar de West em respeito à memória do marido, mas ela não contava com as mudanças profundas pelas quais nosso protagonista masculino passou. Logo fica nítida a afinidade existente entre eles, que se divertem juntos e conversam de igual pra igual.

Uma Herdeira Apaixonada é um livro mais tranquilo, por assim dizer. Diferente da maior parte dos volumes antecessores, que contam com mais riscos, vilões e perigos ao longo da trama, a história de West e Phoebe é mais linear, como um rio tranquilo. Isso é um defeito? Na na ni na não. Essa dinâmica funciona muito bem aqui, porque faz total sentido com o comportamento dos personagens e suas dificuldades, que são muito mais emocionais e subjetivas. Ainda que o final da trama tente trazer um elemento mais aflitivo, a verdade é que ele quase não faz diferença, e o que fisga o leitor é realmente o processo gradual e delicioso pelo qual o casal protagonista se aproxima e se apaixona.

Phoebe é uma jovem altruísta e leal a todos que ela ama. Isso inclui a Henry, que foi seu amor de infância e sofreu de uma doença que o manteve debilitado por toda a vida. Por isso, a viúva se contenta com uma vida pacata, dedicando seu amor e energia aos filhos pequenos e aceitando o galanteio tímido do primo de Henry, que foi um candidato aprovado pelo próprio falecido para desposá-la. Porém, quando conhece West, Phoebe se dá conta de duas coisas: em primeiro lugar, ele não é mais o valentão que infernizou a vida de Henry; em segundo lugar, ele não apenas a respeita e a instiga a controlar as rédeas da própria vida como também demonstra um amor genuíno por seus filhos. Com isso em mente, Phoebe muda de postura e se transforma em uma pessoa que toma as próprias decisões e conduz seu destino: o que inclui transar com West mesmo sabendo que ele não deseja se casar e isso pode trazer consequências à sua reputação.

West, em contrapartida, tem mais camadas de si reveladas nesse livro. Quem acompanha a série já sabe que ele é corajoso, carismático e trabalha duro. Ele respeita os arrendatários e estende a mão para quem precisa. Mas seu passado o assombra: ele foi protagonista de vários vexames e, desde a infância, esteve acostumado a resolver as coisas com violência e alarde. Se já tínhamos alguns sinais do motivo por causa de Devon, aqui Lisa Kleypas os reforça: os dois irmãos não tiveram pais amorosos e, quando eles morreram, foram “jogados de mão em mão” entre os parentes, até irem parar no colégio interno. West não conheceu o amor familiar, exceto o do seu irmão, por isso ele tem um medo enorme de estragar tudo com Phoebe e, principalmente, com seus filhos. Ele se sente tão indigno de tal amor que foge de assumir qualquer compromisso com ela, ainda que fique extremamente deprimido quando precisam se afastar. Felizmente existem personagens secundários muuuito úteis pra desenrolar essa história. ❤

Como pontos negativos, trago uma questão que sempre se repete nos livros da Lisa Kleypas que li até hoje: erros de continuidade e revisão. Um exemplo, pra ficar mais palpável: no início do livro, temos uma página em que Pandora surge descrita como prima e, após 2 páginas, como irmã do West. Isso acontece com datas também: Uma Herdeira Apaixonada se passa entre os livros 2-3, mas o timing não bate. Em determinado momento é dito que a Helen quer apresentar a Garrett pro West e que ela esteve lá com o Ransom, mas o livro 3 (de Pandora e Gabriel) é em 1876 e Uma Herdeira Apaixonada em 1877. Um outro ponto que me decepcionou um pouquinho foi o final apressado. A obra leva mais de 200 páginas pra consumar o romance, e até que isso não é um problema, porque o andamento é bem envolvente e carismático. Porém, nos capítulos finais, tudo acontece em um piscar de olhos, como se o livro nos desse um soco na boca do estômago e nos deixasse sem ar rs. A obra merecia ao menos um epílogo pra contar os próximos passos do novo casal.

Uma Herdeira Apaixonada me lembrou um pouco o meu livro favorito de As Quatro Estações do Amor, Escândalos na Primavera, em termos de estrutura – um romance sólido, tranquilo e com personagens doces e cativantes parece ser a fórmula que mais conquista o meu coração, e Lisa Kleypas conseguiu isso aqui. Que pena que tenha sido o livro mais curto até então, porque comecei a leitura apaixonada pelo West e terminei apaixonada pelo casal, querendo ainda mais dos dois. Recomendo muito! 🥰

Título original: Devil’s Daughter
Série: Os Ravenels
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272
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Resenha: Um Estranho Irresistível – Lisa Kleypas

Oi galera, tudo bem?

Hoje vim dividir com vocês minha experiência com Um Estranho Irresistível, o quarto volume da série Os Ravenels!

Garanta o seu!

Sinopse: Uma mulher que desafia seu tempo. Dr. Garret Gibson, a única médica mulher na Inglaterra, é tão ousada e independente quanto qualquer homem – por que não lidar com os próprios desejos como se fosse um? No entanto, ela nunca ficou tentada a se envolver com alguém, até agora. Ethan Ransom, um ex-detetive da Scotland Yard, é tão galante quanto secreto, e sua lealdade é um verdadeiro mistério. Em uma noite emocionante, eles cedem a uma poderosa atração mútua antes de se tornarem estranhos novamente. Um homem que quebra todas as regras. Ethan tem pouco interesse pela alta sociedade, mas é cativado pela preciosa e bela Garrett. Apesar da promessa de resistir um ao outro depois daquela noite sublime, ela logo será atraída para sua tarefa mais perigosa. Quando a missão dá errado, Garret usa toda a sua habilidade e coragem para se salvar. À medida que enfrentam a ameaça de uma traição do governo, Ethan fica disposto a assumir qualquer risco pelo amor da mulher mais extraordinária que já conheceu.

Talvez pelo fato de eu ter demorado bastante pra ler Um Estranho Irresistível após a leitura de Um Acordo Pecaminoso, mas a verdade é que estranhei muito o começo do livro. Ele me soou abrupto e a forma como Garrett se viu envolvida por Ethan foi muito rápida pra mim, especialmente quando pensamos na animosidade que a doutora dirigiu a ele nos volumes anteriores (sim, me prestei a procurar a participação dele). Há também uma série de detalhes que Um Estranho Irresistível retoma que eu havia esquecido, então reler o envolvimento de Ethan foi útil pra me lembrar de pontas soltas que Lisa Kleypas se propôs a fechar a respeito do personagem.

Tirando esse início truncado causado pelo meu lapso de memória, o livro segue a mesma fórmula de sempre: flertes, algo que impede o casal de ficar junto, mais flertes, sexo, resolução dos problemas. E, no geral, eu adoro essa dinâmica dos romances de época e sempre fico animada e suspirante. Com Um Estranho Irresistível, isso não aconteceu. 😦 Eu esperava ser arrebatada por Garrett, que é uma personagem feminina forte e muito à frente de seu tempo, mas acho que o timing não foi favorável e eu não estava no meu melhor momento pra essa leitura (tanto que levei mais dias do que o normal pra concluí-la). Não há nada específico que tenha me incomodado, é mais como se simplesmente não tivéssemos dado match, sabem? Por isso que não quero ser injusta com Um Estranho Irresistível e criticar coisas que, no geral, eu costumo gostar e que dificilmente me incomodam (como os clichês do gênero, por exemplo).

A história de Ethan é mais interessante: ex-investigador da polícia, agora trabalhando diretamente para um homem de alto escalão do Ministério do Interior, o protagonista masculino é cheio de mistérios. Além da relação abusiva que o seu chefe mantém, sabendo que Ethan tem problemas mal resolvidos com seu pai e usando disso para manipulá-lo, existem elementos sobre seu passado que nos deixam curiosos para descobrir. Para ser justa, é bem fácil desvendar esse segredo, mas a ansiedade fica por conta de saber quando e como ele será revelado, assim como as reações dos envolvidos.

Um Estranho Irresistível se afasta bastante do núcleo principal dos Ravenels, e talvez por isso eu não tenha me envolvido tanto quanto poderia. Felizmente existe espaço para um dos meus favoritos, West, que mais uma vez rouba a cena. Não vejo a hora de ler a história focada nele! Mas, em resumo, Um Estranho Irresistível é um bom romance de época e tem tudo pra agradar, só que pra mim acabou sendo só mais uma leitura. Às vezes acontece, né? 🤷‍♀ Eu adoraria de ouvir a opinião de quem já leu: vocês gostaram desse livro? Se sim, me contem nos comentários! Vou adorar ver pontos de vista diferentes, que talvez me façam sentir mais carinho por essa experiência. 😀

Título original: Hello Stranger
Série: Os Ravenels
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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Resenha: Um Acordo Pecaminoso – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo bem?

Demorei, mas comprei e li o terceiro volume da série Os Ravenels, Um Acordo Pecaminoso. Eu estava bem curiosa por essa história e já adianto que foi mais uma ótima experiência lendo Lisa Kleypas.

um acordo pecaminosoGaranta o seu!

Sinopse: Lady Pandora Ravenel é muito diferente das debutantes de sua idade. Enquanto a maioria delas não perde uma festa da temporada londrina e sonha encontrar um marido, Pandora prefere ficar em casa idealizando jogos de tabuleiro e planejando se tornar uma mulher independente. Mas certa noite, num baile deslumbrante, ela é flagrada numa situação muito comprometedora com um malicioso e lindo estranho. Gabriel, o lorde St. Vincent, passou anos conseguindo evitar o casamento, até ser conquistado por uma garota rebelde que não quer nada com ele. Só que ele acha Pandora irresistível e fará o que for preciso para possuí-la. Para alcançar seus objetivos, os dois fazem um acordo curioso, e entram em uma batalha de vontades divertida e sensual, como só Lisa Kleypas é capaz de criar.

Pandora Ravenel já tinha roubado a cena nos livros anteriores da série graças ao seu jeito travesso e espontâneo de ser. A jovem é inteligente, perspicaz e curiosa – características que afastam qualquer pretendente da nobreza. Em uma certa noite, ao tentar resgatar o brinco perdido de uma amiga no meio de um baile, Pandora fica com o vestido preso em um banco, precisando ser auxiliada por um rapaz que passava despreocupado. A identidade dele faz qualquer fã de As Quatro Estações do Amor se empolgar: trata-se de Gabriel, lorde St. Vincent, filho de Sebastian e Evie (sim, o casal de Pecados no Inverno). Após serem flagrados, a ideia de um casamento por obrigação vira uma ameaça: Gabriel não tinha o intuito de se prender a uma garota tão selvagem; Pandora tem pânico de se casar e perder sua independência. O que ambos não esperavam, porém, é perceber o quão intrigados e atraídos eles ficaram um pelo outro.

Ai, gente. O que dizer desse livro? É impossível não torcer pela Pandora e pelo Gabriel, de verdade. Começando pela mocinha: a jovem é obstinada e criativa, e um de seus principais objetivos é fazer sucesso desenvolvendo jogos de tabuleiro (contando com o apoio do cunhado, Winterborne, para vendê-los). Para Pandora, o casamento significa prisão, pois ela sabe que todas as posses e direitos da mulher são transferidos imediatamente para o marido. Entretanto, quando Pandora percebe que Gabriel não a julga por falar demais nem se intimida com sua personalidade espevitada (somado o fato de que ele é lindíssimo, é claro), ela inevitavelmente fica balançada. Lorde St. Vincent, por sua vez, é um sonho de protagonista: ao perceber que está atraído por Pandora, ele tenta convencê-la a aceitar o casamento. Para isso, ele busca compreender os medos da jovem e vai em busca de uma solução legal que permita que Pandora empreenda.

Todo o jogo de sedução envolvendo Pandora e Gabriel é muito bacana de conferir. Nesse livro descobrimos características da personagem que até então eram um mistério, como o fato dela ter um péssimo equilíbrio (devido a um trauma no tímpano), o que explica sua falta de vontade de dançar e participar dos eventos sociais. Com toda a paciência, Gabriel vai auxiliando Pandora no processo de adquirir autoconfiança, mostrando-se um parceiro que a apoia em diversos níveis. Porém, apesar de ter herdado o título do pai, o novo lorde St. Vincent é muito diferente de seu antecessor: Gabriel é comedido e racional, buscando sempre a perfeição em tudo que faz (o que por muitas vezes torna sua sufocante). Portanto, ele também aprende com Pandora, sabendo que é necessário deixar o controle de lado em alguns momentos.

um acordo pecaminoso

Outro personagem que vale mencionar é (adivinhem?) Devon Ravenel. Se alguém tem dúvida de que esse cara é perfeito, espero que ela suma ao ler Um Acordo Pecaminoso. O apoio e a proteção que ele oferece a Pandora quando sua reputação está em risco são comoventes e provam o caráter desse personagem que me fez suspirar já em Um Sedutor Sem Coração (de cujo título eu discordo de forma veemente 😂). Outros personagens queridos também fazem aparições bacanas: além dos já citados Sebastian e Evie, temos um breve vislumbre de Westcliff, Winterborne, Dra. Garrett e Ethan Ramson (o detetive de Uma Noiva Para Winterborne).

Existem algumas reviravoltas além do romance que tornam Um Acordo Pecaminoso ainda mais interessante. O plot do casal não demora taaanto a se resolver, e o terço final do livro oferece situações de perigo que visam dar ação à trama. Eu gostei mais do plot de Pandora e Gabriel, mas também curti as escolhas que Lisa Kleypas fez na reta final.

Um Acordo Pecaminoso foi uma ótima leitura, com um casal que conquista e uma trama envolvente. Pra falar a verdade, até agora não teve um livro da série Os Ravenels que eu não tenha gostado (diferente do que ocorreu com As Quatro Estações do Amor, em que só fui me apaixonar no terceiro livro 😂). Então a dica é: se você está em busca de romances de época com ótimos personagens, essa série vai te conquistar.

Título Original: Devil in Spring
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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Resenha: Uma Noiva Para Winterborne – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim compartilhar minha opinião sobre Uma Noiva Para Winterborne, segundo volume da série Os Ravenels.

uma noiva para winterborne lisa kleypasGaranta o seu!

Sinopse: Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais. No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda. Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão. Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.

No primeiro livro da série, Helen Ravenel e Rhys Winterborne ficaram noivos. Eles se aproximaram após o acidente de trem que Rhys e Devon sofrem, e é Helen quem se dedica a cuidar do visitante. Entretanto, após um mal-entendido, o noivado é rompido e há uma tremenda briga entre Devon e Rhys. No início de Uma Noiva Para Winterborne, Helen está disposta a reverter o que aconteceu e reatar o noivado.

Uma Noiva Para Winterborne já inicia quebrando paradigmas. Helen é uma moça tímida, gentil e delicada, mas vai contra todas as normas sociais ao aceitar dormir com Rhys para garantir a ele que não desistirá do casamento. Essa é a condição que ele impõe para acreditar nas intenções da moça de não abandoná-lo (porque, apesar de não admitir logo de cara, Rhys está perdidamente apaixonado por Helen). Se eu gostei disso? Olha, não muito. Não por motivos puritanos, longe disso, mas sim porque eu não sou muito fã de ultimatos. Acho meio chato que Helen tenha tido que perder a virgindade “coagida” (entre aspas, porque sei que ela queria dormir com ele), de modo a garantir o casamento.

Porém, esse é o único momento em que Rhys se parece com o homem implacável apresentado no volume anterior. Acho que a personalidade do Rhys (de homem de negócios brusco e carrancudo a alguém gentil, atencioso e apaixonado) mudou rápido demais. Ele não demora a se revelar um homem amoroso, cuidadoso e disposto a fazer de tudo para que Helen seja feliz. Isso é apaixonante? Com certeza! Mas achei muito brusco. A personalidade dele muda tanto que eu tenho dificuldade de pensar nele como o tal “comerciante ferrenho e galês incapaz de gentilezas” que a série até então tinha tentado “vender”.

As cenas de romance entre os dois me pareceram mais preguiçosas do que as outras que já li de Lisa, tanto nos Ravenels quanto nas Quatro Estações do Amor. Parecia uma coisa meio “tá, vocês já sabem o que acontece” (mas isso não chegou a me incomodar, é mais uma observação mesmo). Ah, outra coisa que notei (e essa sim me incomodou): erros de revisão. Tem uma cena específica em que uma personagem muda de nome três vezes: é chamada de Agatha, depois Agnes, depois Agatha de novo. Poxa, Arqueiro. 😂

resenha uma noiva para winterborne

Esses pontos foram as únicas coisas que me desagradaram ao longo da leitura. Amei o resto da trama, as interações entre os personagens e, principalmente, Helen! ❤ Que protagonista incrível. Apesar de tímida e negligenciada a vida toda, ela floresceu ao longo do livro e amadureceu muito, tomando as próprias decisões independentemente do que os outros pensariam dela. Ela escolhe seu caminho e vai até o fim, determinada, assumindo as consequências. Helen é admirável, demonstrando como gentileza e delicadeza não impedem atitudes fortes e destemidas.

Os personagens secundários também são ótimos. Adorei Garrett Gibson, uma médica a frente de seu tempo que passa a trabalhar na Winterborne’s (e protagonizará o quarto volume da série). Também amei rever Devon e Kathleen, que estão mais unidos do que nunca. ❤️ Aproveito para repetir: Devon é um homão da porra! Me apaixonei por ele desde o livro anterior. Por fim, foi ótimo rever as gêmeas (grande fonte de apoio a Helen) e o querido primo West.

Falando um pouco sobre a trama, achei muito interessante que ela não seja focada unicamente no romance, trazendo também seus mistérios. Há um grande segredo sobre o passado de Helen que paira acima de sua cabeça durante boa parte do livro, assombrando-a em relação ao futuro. Ficamos com medo pela personagem e curiosos para saber como tudo vai se desenrolar. Mas é justamente essa trama que dá o pontapé a uma das atitudes mais corajosas da protagonista.

Eu gostei DEMAIS de Uma Noiva Para Winterborne, apesar de ainda preferir Um Sedutor Sem Coração. O livro consegue equilibrar cenas românticas com personagens fortes e reviravoltas muito interessantes, que causam grande amadurecimento aos envolvidos. Lisa Kleypas tem ganhado meu coração a cada livro, e a série Os Ravenels é uma ótima pedida se você também gosta de romances de época. Recomendo muito!

P.S.: eu ODIEI essa capa! 😂 A Helen parece um fantasma prestes a assombrar o casarão HAHAHA!

Título Original: Marrying Winterborne
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 336
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Resenha: Um Sedutor Sem Coração – Lisa Kleypas

Oi pessoal, como estão?

E quem diria que eu estaria toda interessada em romances de época, depois de ter demorado tanto para conhecê-los? 😀 Pois é! E hoje vim resenhar Um Sedutor Sem Coração, o primeiro livro da nova série da Lisa Kleypas, Os Ravenels.

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Sinopse: Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Após a morte de um primo, o boêmio Devon Ravenel se vê como herdeiro de um título de nobreza e um condado cheio de dívidas. Agora conde Trenear, seu único objetivo é vender o Priorado Eversby e se livrar das responsabilidades o mais breve possível. Entretanto, seus planos vão por água abaixo quando ele conhece a viúva do primo, lady Kathleen. A moça mora com as três cunhadas na casa do ex-marido, com quem ficou casada apenas três dias antes do fatídico acidente que o matou. E, após algumas discussões acaloradas – e uma atração irresistível –, Devon decide manter o condado e assumir aquilo que sempre temeu: responsabilidades.

Esse livro já me chamou a atenção por ser bem mais longo que os volumes da série As Quatro Estações do Amor (meu primeiro contato com Lisa Kleypas). Portanto, aqui a história se desenrola de modo bem mais gradual. Após ser confrontado por Kathleen, Devon encara o desafio de assumir o condado. Para isso, o personagem – antes um libertino beberrão e inconsequente – precisa amadurecer, estudar, trabalhar muito e se dedicar às suas novas atribuições. Kathleen, por outro lado, é uma personagem bastante obstinada e de espírito vigoroso, mas que precisa assumir um manto de luto e a compostura de uma viúva. O grande problema nisso é que ela foi cortejada pelo falecido marido por poucos meses e ficou casada apenas três dias: ou seja, ela mal o conhecia. Com o passar das páginas, Devon vai sendo influenciado pelo senso de responsabilidade de Kathleen, enquanto ela vai relaxando e abrindo mão de algumas convenções sociais por influência dele.

Outro personagem que vale mencionar é West, irmão de Devon. O rapaz inicia o livro como alguém sem propósito, totalmente contrário à decisão do irmão de manter a propriedade. O desenrolar da trama traz profundas transformações em sua personalidade, que ganha uma nova motivação de vida ao se envolver com o dia a dia dos arrendatários do condado. West é alguém que cresce muito ao longo do livro, e é impossível não se apaixonar por ele! Sua amizade fraternal com Kathleen também é comovente, e eu gosto muito dos dois. As irmãs do falecido conde também são fofas: elas viveram a maior parte da vida reclusas, em função do luto (primeiro, pelos pais; depois, pelo irmão). Helen é uma moça doce, gentil e refinada; as gêmeas, Pandora e Cassandra, são inseparáveis e divertidas.

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Preciso fazer uma ressalva em relação ao título! 😛 Para mim, Devon não tem absolutamente NADA de “sedutor sem coração”. Apesar de ter dificuldade em perceber que deseja se casar, o sentimento dele por Kathleen rapidamente se mostra verdadeiro e intenso. Devon é um homem apaixonado, que se esforça continuamente para fazê-la feliz. Desde a decisão de manter sua propriedade, o Priorado Eversby, até uma cena específica em que ele age como um verdadeiro herói, o protagonista demonstra seu bom coração e sua índole honrada. Pronto, defesa ao Devon feita! 😂 Ele é ótimo, e tenho dito hahaha!

O romance de Devon e Kathleen não foi arrebatador, daqueles que tiram o nosso fôlego. A personagem tem traumas relacionados a abandono e foi muito maltratada pelo marido, mesmo na brevidade de seu casamento. O bonito da relação dela com Devon é a paciência dele em lidar com ela, e o modo como as coisas mudam entre eles conforme o tempo passa e o respeito cresce. Pra mim, é o maior mérito da relação dos dois, muito mais que a paixão arrebatadora.

Acredito que o livro poderia ser um pouco mais curto do que ele é, de modo a tornar os acontecimentos mais ágeis. Entretanto, o lado positivo é que a personalidade e a relação entre os personagens se constrói de modo gradual e verossímil. Isso se aplica ao casal protagonista, mas também a West com as meninas e Helen com Winterborne (um amigo de Devon, com quem o protagonista deseja que Helen se case). Isso demonstra a preocupação de Lisa Kleypas em construir a relação dos personagens dessa e das próximas histórias da série, o que acho ótimo.

Em suma, Um Sedutor Sem Coração inicia com o pé direito a nova série de Lisa Kleypas, trazendo personagens bem construídos, que crescem e amadurecem conforme a história evolui. Recomendo a todos os fãs de romances de época! ❤

Título Original: Cold-Hearted Rake
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320
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