Review: O Rei Leão (e diferenças do original!)

Oi gente, tudo bem?

Esse momento finalmente chegou e eu não poderia estar mais ansiosa pra escrever a resenha de O Rei Leão, também conhecido como meu filme favorito da vida! ❤

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Sinopse: Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar (Chiwetel Ejiofor) faz com que Mufasa (James Earl Jones), o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote. Consumido pela culpa, Simba deixa o reino rumo a um local distante, onde encontra amigos que o ensinam a mais uma vez ter prazer pela vida.

Acho que é desnecessário falar qualquer coisa a respeito do enredo, né? Um clássico que a maioria já conhece, O Rei Leão mora no coração de muita gente, e também mora no meu. Por se tratar do meu filme favorito, é bem provável que essa resenha fique bastante pessoal, mas é impossível falar desse longa sem relacionar com as minhas memórias afetivas e com momentos importantes da minha vida. Dito isso, vamos descobrir o que achei da nova versão hiper-realista de Jon Favreau?

Adaptando praticamente quadro a quadro a animação de 1994, O Rei Leão retorna aos cinemas com aparência totalmente repaginada: o nível de realismo do live-action impressiona. Cada detalhe da grama, cada pelo de cada animal, tudo nos faz acreditar que aquilo não é CGI, mas real. E essa verossimilhança se aplica até mesmo nas canções: um belo exemplo é I Just Can’t Wait To Be King, em que Jon Favreau encontrou uma excelente solução para torná-la divertida, mas sem a psicodelia que a animação original permitia. 

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Apesar de visualmente encantador, o hiper-realismo cobra um preço: as vozes dos dubladores dão o tom e nos guiam pelas emoções dos personagens, mas inevitavelmente o novo O Rei Leão perde um pouco em expressividade. Nas cenas felizes esse aspecto não se sobressai, ficando mais evidente nas cenas mais dramáticas. Eu diria que esse é o principal (e um dos poucos rs) defeito do filme, já que O Rei Leão tem uma história bastante emocional.

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Falando em emocional… bom, eu chorei já nos primeiros segundos de Circle of Life. Como eu disse, O Rei Leão evoca em mim sentimentos bem intensos e me transporta diretamente para a minha infância. Além disso, também faz com que eu me recorde do meu pai (que faleceu quando eu tinha 12 anos), uma das pessoas com quem eu assistia ao filme milhares de vezes. Não é um assunto no qual eu fale sempre, mas é impossível não rememorar essas vivências (e meu pai, é claro) ao assistir ao novo O Rei Leão. 

E, é claro, o mérito também fica por conta da trilha sonora, que é intensa, emocionante e clássica: da primeira aparição de Simba até à morte de Mufasa, as canções originais estão presentes e fazendo o espectador lembrar daquilo que viu tantas e tantas vezes ao longo da infância. Música é um negócio poderoso demais, né? ❤ Porém, aqui vai uma opinião possivelmente impopular (fãs da Beyoncé, não me matem): não curti Spirit e achei que não combinou em nada com o momento do filme. Acho beeem melhor a música sem letra do desenho original, com seu tom aflitivo e urgente, enquanto o close ficava nas patas do Simba correndo. Sorry. 🤷‍♀

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E já que mencionei a trilha sonora, chegou a hora de falar dos dubladores. Eu assisti ao filme legendado (e na semana que vem irei conferir dublado) e gostei das performances. Esse é o momento em que elogio Beyoncé: apesar de em alguns momentos ela ter soado um pouco exagerada no jeito dramático de falar, eu gostei mais do que esperava de sua performance como Nala, sendo uma surpresa mais positiva do que negativa. Do Simba de Donald Glover infelizmente não posso dizer o mesmo: além de ter sido eclipsado por Beyoncé em Can You Feel The Love Tonight, também fiquei um tantinho decepcionada com ele nas cenas mais dramáticas, em que senti falta de mais intensidade. Porém, nos momentos mais leves, achei a atuação suficiente. Não preciso falar nada sobre Mufasa, né? Ouvir a voz clássica é arrepiante. ❤ E, por fim, adorei as novas vozes de Timão e Pumba – que estão divertidíssimos! Minhas impressões positivas se estendem aos vilões também: gostei da voz escolhida para Scar (Chiwetel Ejiofor traz uma versão mais sombria do personagem) e para as hienas, que estão um pouco menos bobas no longa (especialmente Shenzi).

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E para finalizar, que tal um comparativo rapidinho, com as diferenças de O Rei Leão de 1994 e a nova versão em live-action? Leia somente se já tiver visto o filme ou não se importar em saber esses “spoilers”. 😉

  • Scar, diferente da versão em desenho animado, tem um comportamento menos afetado e sarcástico no live-action. Ele inclusive insiste para que Sarabi seja sua rainha – algo que não havíamos visto no filme original, mas que faz bastante sentido, considerando que, como o novo alfa, além do respeito do bando Scar também precisa gerar prole.
  • Shenzi, ao contrário de sua contrapartida de 1994, é uma líder astuta, mais cruel e com mais espaço na trama – rivalizando diretamente com Nala.
  • Be Prepared, que era uma sequência INCRÍVEL no desenho animado, perdeu totalmente a graça no live-action. 😦 O resultado foi uma cena curta, pouco musical e beeem menos impressionante do que eu esperava.
  • O jeito que Scar é descoberto como assassino é diferente e mais sem graça: em vez de Simba o forçando a falar, é Nala quem realmente o pressiona, questionando como ele viu a expressão nos olhos de Mufasa se supostamente não estava no desfiladeiro.

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  • Nala também tem um papel mais ativo ao fugir para procurar ajuda para combater Scar, e não “simplesmente” para buscar ajuda. Zazu é um aliado importante nesse momento, que traz toda uma cena bem diferente da animação original.
  • Há mais animais no local onde Timão, Pumba e Simba vivem. Isso é bem legal, porque realmente não fazia sentido somente os três estarem em uma região tão paradisíaca e fértil. 😛
  • Não temos a cena MARAVILHOSA em que Rafiki ensina Simba sobre os erros e dores do passado. Esse vacilo foi difícil perdoar. 😥 
  • Logo depois dessa cena há o momento em que Simba fala com o espírito de seu pai nas nuvens. No live-action achei um pouco menos emotiva do que no original, além de algumas falas meio clichês (tipo “meu orgulho era você ser meu filho” ou coisa do tipo).
  • Easter-egg: na hora de atrair as hienas, Timão começa a cantar Be Our Guest (de A Bela e a Fera) enquanto apresenta Pumba como prato principal. É bem engraçado, mesmo sem a cena da hula. 

Ufa. Falei bastante, né? Espero que esse review tenha deixado claro o quanto amei a nova versão de O Rei Leão e o quanto vale a pena correr para o cinema para conferir. ❤

Título original: The Lion King
Ano de lançamento: 2019
Direção: Jon Favreau
Elenco: Donald Glover, Beyoncé, Chiwetel Ejiofor, James Earl Jones, Seth Rogen, Billy Eichner, Alfre Woodard, Florence Kasumba, Eric André, Keegan-Michael Key, John Kani, John Oliver