Meus favoritos de 2017

Oi pessoal, tudo certo?

Em geral, eu sempre fico muito nostálgica e reflexiva em finais de ano. Porém, 2017 foi tão corrido que tenho que admitir que nem tive tempo pra esses sentimentos dessa vez! 😛
Apesar de tudo, muita coisa bacana aconteceu e eu resolvi trazer uma lista com as melhores obras que li ou assisti esse ano. Selecionei 5 títulos de cada tipo (livros, séries e filmes), que estão organizados não em ordem de preferência, mas cronológica. Espero que gostem! ❤

Melhores livros

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  • Por Lugares Incríveis: essa foi a primeira leitura do ano e simplesmente partiu meu coração. A ressaca literária foi forte e até hoje eu não superei essa história emocionante (resenha).
  • Morte Súbita: eu levei 5 anos pra ler esse livro, mas foi uma obra que me surpreendeu muito! Apesar das inúmeras críticas na blogosfera, eu achei incrível a história construída por J. K. Rowling e as críticas sociais tão atuais e relevantes (resenha).
  • O Saotur: Segredos de Um Reino Sem Nome: esse foi um livro de parceria que ganhou meu coração! ❤ Fiquei totalmente apaixonada pelo universo de fantasia criado pela Natalia (resenha).
  • O Chamado do Cuco: olha a J. K. Rowling de novo! Dessa vez sob o pseudônimo de Robert Galbraith. Amo histórias policiais e gostei muito de Cormoran Strike e Robin Ellacott.
  • E Não Sobrou Nenhum: minha primeira experiência com Agatha Christie não poderia ter sido melhor! Devorei esse livro em poucos dias e fiquei completamente imersa no desenvolvimento da história (resenha).

Melhores filmes

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  • A Bela e a Fera: a versão live-action de um dos meus filmes favoritos ficou incrível. ❤ Amei demais o resultado, que se manteve muito fiel ao material original (review).
  • Mulher-Maravilha: dona da porra toda, mostrou pra todo mundo que filmes de super-heroínas também são incríveis e merecem ter muito mais espaço. 😉 (review)
  • It: A Coisa: apesar de eu ser medrosa e não curtir muito filmes de terror, eu adorei It. Dosando sustos com cenas bem-humoradas, o filme tem uma história muito envolvente (review).
  • Star Wars: Os Últimos Jedi: apesar das controvérsias e de muita gente não ter curtido, eu amei Os Últimos Jedi! O filme até tem alguns defeitos, mas as qualidades foram mais abundantes e, assim, me conquistou (review)!
  • Your Name (Kimi no na wa): uma animação sensível e emocionante. Assisti a esse filme ontem, mas ele já ganhou meu coração! ❤ Em breve terá review aqui no blog. 😉

Melhores séries

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  • Lovesick: uma comédia romântica muito fofa que ganhou meu coração no primeiro episódio! ❤ A série foca em relacionamentos e tem personagens muito cativantes.
  • One Day at a Time: uma comédia MARAVILHOSA da Netflix que quase ninguém conhece. Tem apenas uma temporada, mas felizmente já foi renovada.
  • Suits: tenho a advocacia como temática, Suits é uma série muito envolvente com vários casos incríveis e que desenvolve seus personagens muito bem.
  • Big Little Lies: a (até então) minissérie foi uma das melhores coisas a que assisti esse ano. Empoderamento feminino e violência doméstica são alguns dos temas. Apesar da história ter acabado fechadinha, a HBO renovou para uma segunda temporada (review).
  • And Then There Were None: a minissérie da BBC, que adapta o livro E Não Sobrou Nenhum, é incrível. Passa ao espectador todos os sentimentos que temos ao ler o livro!

E aí, curtiram a minha lista? 😉
Contem pra mim qual foi o livro, a série e o filme favorito de vocês em 2017 nos comentários, vou adorar saber!

Aproveito para desejar a todos um 2018 cheio de conquistas, alegrias e realizações! Espero ver vocês por aqui no próximo ano! ❤

Beijos e até ano semana que vem!

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Resenha: Morte Súbita – J. K. Rowling

Oi, meu povo! Como estão?

Para o post de hoje, trago pra vocês o primeiro livro fora do universo Harry Potter que li da minha rainha J. K. Rowling. ❤ Me refiro a Morte Súbita, uma obra que causa muitas opiniões controversas.

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Sinopse: Este livro de J.K. Rowling conta a história de Pagford e seus habitantes, que, após a morte inesperada de Barry Fairbrother, membro da Câmara do vilarejo, fica em choque. Pagford é, aparentemente, uma pacata cidade inglesa com tudo o de mais comum e organizado que pode haver, mas o que está por trás da fachada bonita é uma cidade em guerra – uma guerra de classes, credos, gerações e interesses. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com seus maridos, professores em guerra com seus pupilos – Pagford não é o que parece ser. O assento vazio deixado por Barry no conselho municipal logo se torna o catalisador para a maior guerra que a cidade já viu. Quem triunfará em uma eleição repleta de duplicidade, paixão e revelações inesperadas?

Se não me falha a memória, eu ganhei esse livro de uma amiga em 2012 e, até então, nunca havia dado uma chance a ele. As duras críticas na internet acabaram me fazendo ter uma impressão negativa (ou talvez receosa) em relação à obra e acabei me enrolando pra conferi-la. Esse ano, na tentativa de diminuir cada vez mais os livros não lidos da minha estante, decidi que era hora de conhecê-lo e tirar minhas próprias conclusões. E minha opinião é bem positiva!

Morte Súbita tem seu start com a morte de Barry Fairbrother, um importante membro da cidade fictícia de Pagford. Membro do Conselho Distrital, pai de família exemplar, treinador do time de remo da escola, Barry era uma pessoa cujo nome todos conheciam. Mas nem só de amizade e admiração eram feitas suas relações: no Conselho Distrital, Barry tinha muitos conflitos por defender o bairro conhecido como Fields – uma zona da cidade bastante pobre e com altos índices de criminalidade. E eu diria que uns 80% do enredo do livro rodeia todo esse conflito em relação a Fields e Barry, por mais que o personagem morra no prólogo. Mesmo sendo ausente, ele é uma peça-chave na trama.

A partir da morte de Barry, vários acontecimentos têm início. O casal Howard e Shirley Mollison (os maiores rivais de Barry no Conselho) se preparam para tentar eleger seu filho, Miles, como substituto de Barry; Samantha Mollison, esposa de Miles, se afasta cada vez mais do marido por essa decisão; Gavin Hughes, sócio de Miles, vive um relacionamento conturbado com a namorada, Kay Bawden, uma mulher com quem ele não tem coragem de terminar; Kay, por sua vez, lida com a revolta da filha, Gaia (que não queria ter se mudado de Londres para o vilarejo de Pagford) e com as dificuldades do seu emprego como assistente social, no qual ajuda a família Wheedon; Krystal Wheedon, uma garota problemática, tenta manter a mãe longe das drogas enquanto cuida do irmão de apenas três anos; Andrew Price, colega de Gaia e Krystal, sofre com a violência de um pai abusivo; o casal Colin e Tessa Wall tentam lidar com o filho rebelde Stuart (Bola), ao mesmo tempo em que Colin se candidata ao Conselho; Parminder Jawanda, médica e membro do Conselho, lida com a tristeza após a morte de Barry, mas sem perceber que parte de sua família tem seus próprios sofrimentos; Sukhvinder Jawanda, filha de Parminder, sofre bullying e é maltratada por Bola, mas não tem coragem de contar a situação a ninguém… e por aí vai.

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Sim, existem MUITOS nomes em Morte Súbita (eu nem citei todos). E sim, todos eles são importantes. Porque Morte Súbita é um livro que fala sobre as relações pessoais em uma cidadezinha interiorana com valores conservadores. E esses valores caem por terra quando começam a invadir o site do Conselho Distrital para postar verdades sujas sobre diversos membros daquela comunidade. Esse gatilho coloca tudo em movimento, e vemos as máscaras de vários personagens caindo.

Acho importantíssimo falar também sobre a crítica social incrivelmente inteligente que J. K. Rowling constrói por meio da polêmica a respeito de Fields. Os protagonistas desse plot são os membros da família Wheedon. Krystal e sua mãe, Terri, são personagens difíceis e problemáticas e, em um primeiro momento, é muito fácil que nossa tendência seja a de de julgá-las e desprezá-las. Porém, com o passar das páginas, vamos descobrindo muito mais a respeito delas: conhecemos suas dores, seu sofrimento, seus traumas. Percebemos que a pobreza e a desigualdade social as levaram para esse caminho difícil, do qual nem todos conseguem voltar. E, sendo brasileira, foi muito fácil enxergar como essa realidade acontece todos os dias em nosso país, tão desigual e injusto. A crítica que J. K. tão habilmente constrói se aplica totalmente à nossa realidade, o que torna todo esse enredo da família Wheedon ainda mais indigesto e amargo.

Morte Súbita tem uma história que se desenrola aos poucos. A narrativa, feita em terceira pessoa, mas sob a ótica de vários personagens, leva um tempo para engrenar. Mas, assim que você entende quem é quem em Pagford e quais são suas motivações e suas histórias, a trama fica muito mais instigante. Pra vocês terem ideia de quanto fui sendo absorvida pela história, eu devorei as últimas 100 páginas (fiquei lendo até às 3h da manhã e quase morri de sono no outro dia hahaha). O final é um soco no estômago e me deixou bastante impactada, ao mesmo tempo em que tenta trazer uma visão positiva sobre alguns aspectos. Resumindo, Morte Súbita é uma obra excelente, bem construída e com críticas extremamente importantes. J. K. Rowling não decepciona! ❤

Título Original: The Casual Vacancy
Autor: J. K. Rowling
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 501