Resenha: Sailor Moon – Naoko Takeuchi

Oi gente, tudo bem?

Mês passado eu terminei de ler um clássico que fez parte da infância de muita gente em sua versão animada: Sailor Moon! 😀 E hoje eu conto pra vocês o que achei desse mangá!

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Sinopse: Usagi é uma ginasial de 14 anos. Como muitas meninas de sua idade, é desastrada, distraída e um tanto preguiçosa. Em um encontro, aparentemente ao acaso, a jovem acaba conhecendo uma gatinha falante e, através dela, descobre ser dona de incríveis poderes. Por conta disso, acaba recebendo uma grande missão! Agora ela terá de encontrar suas companheiras, descobrir se o mascarado que ela acha lindo é amigo ou inimigo e proteger uma princesa, mas nada disso é tão difícil para ela do que acordar cedo para ir para a escola! Será que ela consegue?

Sailor Moon é um típico shoujo, mangá voltado ao público feminino. Conta a história de Usagi Tsukino, uma garota de 14 anos que descobre ter poderes especiais, transformando-se em Sailor Moon, a guerreira da lua. Enquanto aprende a lidar com suas novas habilidades e responsabilidades, ela é guiada pela gatinha falante Luna e, aos poucos, vai descobrindo suas companheiras: Sailor Mercury, Sailor Mars, Sailor Jupiter e Sailor Venus.

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O mangá é dividido em 5 arcos, e cada um deles tem um vilão que ameaça a paz na Terra. São eles: Dark Kingdom (meu favorito!), Black Moon, Death Busters/Arautos da Destruição (ótimo arco também!), Dead Moon, Sombra Galáctica (pior arco de todos). Inicialmente, nos primeiros volumes do mangá, o leitor acompanha a construção da amizade das guerreiras sailor e é revelado que as atuais garotas são reencarnações das guerreiras que viviam no Milênio de Prata, o reino da Lua. A Princessa Serenity (real identidade de Usagi), da Lua, e o príncipe Mamoru, da Terra, se apaixonaram, mas a ganância da Rainha Beryl em dominar o Milênio de Prata provocou sua destruição e a morte da princesa, do príncipe e das guerreiras. Com o passar das edições, vemos as amigas cada vez mais unidas, enfrentando cada inimigo que surge: Rainha Beryl, que retorna em busca de vingança, Wiseman, Pharaoh 90, Rainha Nehelenia,  Sailor Galáxia e Chaos.

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É complicado falar sobre cada arco sem soltar spoilers, então vou comentar alguns pontos sobre a série em geral. Sailor Moon é um mangá que se baseia no amor e na amizade. Usagi e Mamoru são perdidamente apaixonados, mas a amizade de Usagi e as meninas (Ami, Rei, Makoto e Minako) é um dos maiores pilares da série. Elas se apoiam mutuamente, se sacrificam uma pela outra e se dedicam totalmente à sua missão. Depois do primeiro arco, novas guerreiras vão surgindo e o vínculo vai ficando cada vez mais forte, pois o intuito de todas elas é proteger a Princesa do Reino da Lua (Usagi/Serenity). Esses laços indestrutíveis entre as guerreiras sailor são o ponto forte do mangá, muito mais do que as batalhas (que, na verdade, são um pouco monótonas…). Outra coisa bacana é que a autora não se preocupa muito em delimitar o gênero de várias de suas personagens. Temos vários exemplos de guerreiras que, quando não transformadas, preferem se vestir como meninos, por exemplo. Há também relacionamentos amorosos entre elas (o namoro entre Michiru, a Sailor Neptune, e Haruka, a Sailor Uranus, é claro). Essa fluidez acontece com frequência em diversos mangás, e Sailor Moon é um deles.

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Mas, não posso negar, tem algumas coisas bem toscas em Sailor Moon. A primeira delas é o nome das mulheres do Milênio de Prata. A mãe de Usagi se chamava Rainha Serenity. A Usagi era a Princesa Serenity, que depois se tornou a Nova Rainha Serenity. A filha de Usagi com Mamoru se chama Usagi Small Lady Serenity. Serenity por acaso é sobrenome agora??? Desculpem, eu precisava desabafar, isso me incomodou a leitura inteira HAHAHA! Outro aspecto negativo do mangá é o último arco: enquanto os primeiros eram bem coerentes, com acontecimentos que iam se conectando e somando à história, no último a Naoko Takeuchi simplesmente decidiu colocar MIL informações novas que nunca tinham sido mencionadas de maneira atropelada e em pouquíssimas edições (acho que o último arco se desenvolve todinho em apenas dois volumes do mangá). Personagens e histórias sobre o “universo sailor” aparecem repentinamente com um desenvolvimento extremamente precário e superficial. Infelizmente, foi uma péssima maneira para encerrar o mangá.

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Sailor Moon é um mangá fofo, nostálgico, cheio de personagens queridas (algumas mal têm falas, diga-se de passagem), mas talvez não agrade todo mundo. A história não é imperdível, extremamente bem construída nem uma obra-prima sem igual, já que existem muitos mangás com proposta semelhante por aí. Contudo, Sailor Moon foi uma obra que inspirou e deu origem a muitas dessas novas histórias sobre guerreiras mágicas. É um clássico de respeito e, pra quem cresceu assistindo ao anime e se identificava com toda a magia da história, é impossível não se emocionar lendo essa série. Eu lembro de desenhar Sailor Moon nos meus cadernos quando eu ainda estava no Ensino Fundamental, sabem? 😛 Então fiquei muito feliz de finalmente ter acesso a essa série aqui no Brasil. Pra quem gosta do estilo clássico dos shoujos ou já curtia Sailor Moon, a leitura é obrigatória!

Título original: Pretty Guardian Sailor Moon
Autor: Naoko Takeuchi
Editora: JBC
Volumes: 12
Número de páginas (por volume): cerca de 200 + 6 coloridas

Resenha: Rurouni Kenshin – Nobuhiro Watsuki

Oi, gente! Como estão?

Faz tempo que eu não falo sobre mangás por aqui, né? Pra dar uma equilibrada no conteúdo, resolvi falar sobre um dos meus favoritos: Rurouni Kenshin (ou Samurai X, pra quem lembra do nome traduzido no Brasil). ❤

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Sinopse: O mangá narra as aventuras de Kenshin Himura, um homem que proibiu a si mesmo de matar pessoas. Na verdade, ele é Battousai, o Retalhador, um dos monarquistas que abriu caminho para uma nova era na história do Japão, durante o Bakumatsu – guerra que deu fim ao sistema feudal no qual o país estava mergulhado havia séculos. Kenshin abandonou as batalhas e se tornou um pacífico andarilho. Depois de 10 anos peregrinando pelo Japão, Battousai encontra no Dojo Kamiya, da bela e explosiva Kaoru, o lar que nunca teve. Sua fama e seu passado, porém, jamais o abandonaram. Ele conta ainda com novos inimigos que surgem para desafiar o lendário Retalhador. Para manter a sua promessa de não matar e ainda proteger seus amigos, o herói carrega consigo uma Sakabatou (espada de lâmina invertida), com a qual enfrenta seus novos desafios.

Rurouni Kenshin é um mangá de 1994 que conta a história do andarilho Kenshin Himura. Porém, o pacífico espadachim tem um passado muito mais sombrio do que aparenta: na realidade, ele é Battousai, O Retalhador – título que recebeu ao lutar na guerra que deu fim ao sistema feudal japonês. Antes um guerreiro implacável, agora Kenshin busca redenção por seus crimes de guerra, carregando consigo uma espada com lâmina invertida e a promessa de nunca mais matar. Durante sua solitária jornada, ele acaba ajudando a dona de um dojo, Kaoru Kamiya e, após ficarem amigos, ele decide morar com a moça temporariamente. Ao longo dos episódios, Kenshin e Kaoru vão fazendo mais amigos, como o pequeno e atrevido Yahiko Myoujin e o briguento e explosivo Sanosuke Sagara.

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Rurouni Kenshin aparenta ser um típico shounen (mangás voltados para o público jovem masculino), com personagens carismáticos e lutas de tirar o fôlego. Porém, a história vai muito além disso. Temos um protagonista assombrado pelos próprios erros, que luta todos os dias para ser uma pessoa melhor e defender aqueles que ama. O peso dos crimes que cometeu na guerra fica ainda maior porque o governo atual é repleto de problemas e de corrupção, fazendo Kenshin questionar tudo pelo quê lutou. Felizmente, com o passar do tempo, ele cria vínculos muito fortes com Kaoru e seus companheiros do dojo, e isso auxilia Kenshin no (lento) processo de superação dos fantasmas do passado.

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Como todo shounen, existem personagens estereotipados e aquelas lições de moral dignas dos animes e mangás, mas eu realmente não me incomodo com isso, já que a profundidade da história compensa totalmente esses aspectos. O mangá conta com três arcos principais com seus respectivos vilões, que representam diferentes níveis de desafio para Kenshin e seus amigos. Alguns incitam a violência, a fim de trazer o Retalhador de volta, outros buscam vingança e outros ainda acabam sendo quase “aliados” de Kenshin. Meu arco favorito do mangá é o segundo, que se passa em Kyoto, onde Kenshin enfrenta um outro Retalhador da época do Bakumatsu. Sério, são muitos personagens incríveis e várias batalhas de tirar o fôlego ao longo do mangá, mas esse arco se supera!

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Pros fãs de animes e mangás, ou ainda pra quem gosta de enredos com muitas informações históricas, esse é um mangá obrigatório! Além de contar a história do Bakumatsu, Rurouni Kenshin mostra o processo de redenção de um guerreiro que trilhou diversos caminhos complicados, mas que, com a ajuda dos amigos, viu-se capaz de mudar a própria história e de se estabelecer novamente em um lugar para chamar de lar. 🙂

Título original: Rurouni Kenshin – Meiji Kenkaku Romantan
Autor: Nobuhiro Watsuki
Editora: JBC
Volumes: 28
Número de páginas (por volume): 200

Resenha: Guerreiras Mágicas de Rayearth – CLAMP

Oi, pessoal! Tudo certo?

Faz tempo que eu não falo de mangás por aqui, né? No post de hoje eu decidi falar a respeito de um mangá bastante conhecido e que fez parte da infância de muita gente, principalmente na sua versão anime: Guerreiras Mágicas de Rayearth!

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Sinopse: A história gira em torno de três garotas ginasiais que são transportadas para um mundo fantástico repleto de seres mágicos e criaturas inimagináveis. Lá, as jovens recebem a inesperada missão de salvar aquele mundo à beira do colapso. Enquanto lutam para restabelecer a paz e a ordem em um mundo mergulhado no caos, as garotas embarcam em uma jornada de autoconhecimento, aprendizado e amadurecimento. O mangá é repleto de cenas de ação, com belíssimas armaduras, espadas e monstros, mas ainda assim é carregado de emoção, momentos de reflexão e romance. Até hoje, a obra se mantém como uma das mais cultuadas pelos fãs do CLAMP.

Guerreiras Mágicas de Rayearth é um mangá do grupo CLAMP, uma equipe de mangakás extremamente conhecida – cujas obras incluem Card Captor Sakura, Chobits, entre outros. Eu já conhecia (e gostava muito) do anime, e tive a oportunidade de conferir a história original no ano passado, ao comprar uma coleção usada das edições antigas.

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GMR conta a história de três jovens – Hikaru, Umi e Fuu – que são transportadas para um mundo totalmente novo e mágico, Cefiro, enquanto faziam uma excursão à Torre de Tóquio. Elas são convocadas a esse lugar fantástico pela Princesa Emeraude (Esmeralda, na versão em português), o Pilar de Cefiro. Ser o Pilar significa que a pessoa detentora de tal responsabilidade é quem vai definir o destino daquele mundo por meio de suas orações e sentimentos, podendo trazer a paz ou o caos. Emeraude foi sequestrada por Zagato, um mago poderoso e antigo braço direito da Princesa, que deseja destruir Cefiro. Por isso, Emeraude convoca as três meninas, que são as predestinadas a se tornarem as lendárias Guerreiras Mágicas, aquelas que salvarão Cefiro da destruição. A partir daí, as meninas passam por treinamentos e aprendizados com diversas pessoas diferentes, como o Guru Clef e a ferreira Presea (ou Priscila).

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Guerreiras Mágicas de Rayearth é um mangá delicado, focado nas emoções, na confiança e na amizade. Essa sensibilidade quase exagerada pode ser um pouco irritante pra quem não tem muita paciência (eu mesma ficava irritada em algumas cenas), mas acho que é uma característica que pode ser relevada. Acompanhamos o crescimento pessoal das meninas, que começam sua aventura ingênuas e despreparadas, até o final, em que finalmente se tornam capazes de assumir o título de Guerreiras Mágicas de Rayearth. Porém, a verdadeira missão das garotas é muito mais cruel e ambígua do que parece. Enfrentar Zagato traz sérias consequências e descobertas que são capazes de desestabilizar as guerreiras, mesmo após toda a evolução que Hikaru, Umi e Fuu obtiveram. Pra falar a verdade, o primeiro arco do mangá (que trata da Princesa e de Zagato) é a minha parte favorita. A história não é óbvia, os personagens têm emoções e convicções muito fortes e nem tudo é o que parece. Apesar de GMR aparentar ser um mangá inocente e sem muito aprofundamento, a primeira fase da história traz uma grande carga emocional.

Outro ponto que vale a pena salientar: a arte do CLAMP é maravilhosa! Tudo em GMR é feito com muito capricho e riqueza de detalhes. Os personagens e cenários são muito bem desenhados e é impossível não se encantar com a beleza do mangá. Eu já gostava especialmente dos traços utilizados no anime, mas devo dizer que o mangá consegue ser superior nesse quesito. Pra quem gosta de observar esses detalhes, recomendo muito a arte do CLAMP, em especial de GMR.

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Em suma, Guerreiras Mágicas de Rayearth é uma série que me traz muita nostalgia e lembranças da infância. Não é uma história inesquecível e tampouco imperdível, mas para fãs de animes e mangás ela acabou se tornando clássica. Pra quem gosta desse tipo de leitura e aprecia um traço bonito e detalhado, Guerreiras Mágicas de Rayearth pode ser uma opção bem divertida para passar o tempo ou ainda relembrar da infância. 🙂

Título original: Magic Knight Rayearth
Autores: CLAMP
Editora: JBC
Volumes: 6
Número de páginas (por volume): aproximadamente 200

Resenha: Fruits Basket – Natsuki Takaya

Oi, gente bonita!

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pelo atraso na postagem dessa semana! Tive compromisso na quinta e na sexta, então acabei ficando sem tempo de atualizar o blog. 😦 Bom, mas vamos ao post de hoje! Faz tempo que não falo de mangás por aqui, então decidi escrever sobre um dos meus queridinhos: Fruits Basket, da Natsuki Takaya! ♥

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Sinopse: Tohru Honda é uma colegial que se viu sozinha no mundo depois que sua mãe morreu. Sem casa e sem ninguém para lhe fazer companhia, ela vai morar em uma barraca e acaba conhecendo os garotos da família Sohma. E depois de se aproximar deles, acaba descobrindo seu grande segredo: os membros da família se transformam em animais quando estão fracos ou são abraçados por alguém do sexo oposto. É a Maldição do Horóscopo Chinês! E no que vai dar esse encontro entre uma família com uma estranha maldição e uma garota sozinha, mas muito esforçada? Uma história cheia de confusão, perseverança e romance.

À primeira vista, Fruits Basket parece um mangá superficial e até mesmo infantil. Uma família amaldiçoada tem seu destino cruzado com o de uma estudante meiga e gentil, mas muito atrapalhada. Essa premissa já nos leva a imaginar as situações cômicas e constrangedoras pelas quais os Sohma e Tohru irão passar.

Entretanto, Furuba (apelido carinhoso de Fruits Basket) vai muito além disso. Ao longo dos 23 volumes que compõem a obra, a história amadurece gradativamente, e os personagens são um reflexo direto desse crescimento do enredo. Ao mostrar o passado e o presente de cada membro amaldiçoado da família Sohma, Natsuki Takaya leva o leitor a presenciar cenas de preconceito, de bullying e de isolamento. Mesmo a sorridente e otimista Tohru tem sua própria carga dramática: órfã e praticamente sozinha no mundo, ela tem que fazer tudo que pode para não se deixar abater e seguir a vida de forma independente, mesmo sendo tão jovem.

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O trio principal de personagens são Tohru Honda (a protagonista) e Kyo e Yuki Sohma (o gato e o rato do zodíaco, respectivamente). Durante boa parte do mangá, eles formam uma espécie de triângulo amoroso não-declarado, porque a Tohru não demonstra exatamente sentimentos românticos por nenhum deles, mas sim um amor carinhoso e protetor por ambos. Posteriormente, com a convivência, os sentimentos dela também vêm à tona e isso gera grandes consequências não só para o “escolhido” como também para toda a família Sohma. Kyo e Yuki são a antítese um do outro: o primeiro é explosivo, impaciente e amargurado, reagindo com violência e revolta a todo o isolamento a que foi obrigado a suportar; já Yuki é o garoto perfeito, o modelo de comportamento e de beleza, que esconde dentro da personalidade doce diversas mágoas da sua infância. Kyo não suporta Yuki porque, na lenda do zodíaco, o rato foi o culpado por fazer o gato perder a “festa de Deus”, e Kyo acredita que esse é o motivo pelo qual o gato é tão desprezado.  A dinâmica desse trio é fantástica! Tohru serve como a balança que faz os dois garotos funcionarem juntos, já que os sentimentos que eles têm por ela os motivam a fazê-la feliz. Os três são protagonistas de várias cenas cômicas, mas também de diversos momentos reflexivos muito importantes na história.

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Os outros membros da família Sohma também são fascinantes (claro, uns mais, outros menos). Shigure é amaldiçoado com o espírito do cachorro e é o dono da casa em que Kyo e Yuki moram – e, posteriormente, Tohru também. Não posso falar muito profundamente do personagem sem dar spoilers, mas o que posso dizer é que ele é muito mais importante e astuto do que parece. Momiji e Hatori, o coelho e o cavalo-marinho, respectivamente, também são personagens encantadores, com um passado de cortar o coração. As amigas de Tohru, Arisa e Hanajima, também são fantásticas: são o tipo de amiga que se oferecem pra comprar a briga por você e só perguntar depois o que estava acontecendo. Mas uma das histórias que mais me emocionou foi a dos pais de Tohru. O volume no qual o passado deles é contado me fez derramar lágrimas por muito tempo, inclusive no ônibus! Tive que parar a leitura no meio do capítulo porque eu sentia que não conseguiria segurar o choro. É muito triste ler uma linda história em que você sabe que os protagonistas estão mortos. Gente, isso parte o coração! </3

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Fruits Basket é um mangá lindo, com uma rica história e um leque de personagens bem variado e complexo. Todos têm seus próprios dramas e suas histórias particulares, ninguém está na trama apenas para preencher um vazio. Em sua essência, Furuba é um mangá que fala sobre preconceito e sobre superação. O isolamento por conta das diferenças e as consequências que isso gera são extensamente trabalhados na história, mas ela também mostra como a amizade, o amor e o apoio de quem se importa são coisas importantes e únicas, sendo capazes até mesmo de tirar alguém da escuridão. Uma das minhas histórias favoritas, uma das que mais me emocionou e uma que eu recomendo muito, sem sombra de dúvidas! ♥

Título original: Furūtsu Basuketto
Autor: Natsuki Takaya
Editora: JBC
Volumes: 23
Número de páginas (por volume): cerca de 200

Resenha: Death Note – Tsugumi Ohba e Takeshi Obata

Olá, pessoal!

Lembram do post em que mostrei pra vocês minha coleção de mangás? Algumas pessoas se mostraram interessadas no tema e, como sou fã, decidi escrever o post de hoje sobre isso! Trago pra vocês a resenha de um dos melhores mangás que já li: Death Note, de Tsugumi Ohba com ilustrações de Takeshi Obata.

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Sinopse: A história centra-se em Light Yagami, um estudante do ensino médio que descobre um caderno sobrenatural chamado “Death Note”, no qual pode matar pessoas se os nomes forem escritos nele enquanto o portador visualizar mentalmente o rosto de alguém que quer assassinar. A partir daí Light tenta eliminar todos os criminosos e criar um mundo onde não exista o mal, mas seus planos são contrariados por L, um famoso detetive particular.

Depois de vencer o meu preconceito contra Death Note (causado basicamente pelo fandom da série), eu me deparei com uma das melhores e mais bem construídas histórias policiais que já li. A história, apesar de conter elementos sobrenaturais, é extremamente verossímil. Além disso, os fatos são todos muito bem conectados, fazendo com que o leitor compreenda as motivações de cada personagem bem como o enredo como um todo, que é repleto de reviravoltas e estratégias – quase um jogo de xadrez, cujos adversários são os protagonistas.

A história começa quando o promissor estudante Light Yagami encontra, por acaso, um caderno perdido. Logo ele descobre que esse caderno – o Death Note – possui poderes mágicos: ele mata qualquer um que tenha seu nome escrito dele, sem chance de voltar atrás. Light, mostrando-se então um personagem totalmente megalomaníaco, passa a idealizar um novo mundo, em que todos os criminosos serão punidos sob sua justiça, e ele será o “deus” desse mundo. Porém, o caderno tem um dono: o shinigami (Deus da Morte) Ryuk, que derrubou o caderno na Terra de propósito, a fim de combater o tédio interminável que sentia no mundo dos shinigamis. E Ryuk passa a acompanhar Light o tempo todo e a analisar cada atitude do protagonista.

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Porém, Light tem um rival à altura: L, um detetive misterioso que já solucionou diversos casos, mas que nunca mostra o rosto. Nesse caso, é ainda mais fundamental para L não ter seu rosto revelado, pois ele deduz – observando as mortes causadas por Kira, apelido que a população deu ao “justiceiro” – que é necessário não apenas conhecer o nome da vítima, mas também seu rosto. E junto do departamento de polícia (cujo chefe é o pai de Light), ele começa a investigação.

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Outros personagens surgem ao longo do caminho farão toda a diferença na história. Misa Amane (outra portadora de um Death Note) e sua shinigami, Remu, são cruciais no desenvolvimento do enredo. A garota encontra Light no intuito de conhecer aquele que também possui o poder do Death Note. Mas, ao contrário dele, Misa tem um poder ainda maior: ela possui o Olho do Shinigami, capaz de descobrir o nome de qualquer pessoa apenas olhando para ela. O preço desse poder, contudo, é bastante caro: metade da estimativa de vida daquele que o possui. Light percebe que a jovem apaixona-se perdidamente por ele e passa a manipulá-la sem escrúpulos, a fim de usufruir desse poder decisivo. Não posso falar muito mais sobre outros personagens porque o risco de spoiler é gigantesco, então vou me ater aos que aparecem no primeiro arco do mangá. 😛

Light e L, nossos protagonistas, são os personagens mais envolventes da história. Eles são extremamente semelhantes em diversos aspectos, principalmente no que diz respeito à inteligência e ao ego. A diferença está na maneira em que cada um usa esses atributos: Light acredita estar fazendo um bem ao mundo ao “limpar” a sociedade dos bandidos, mas se intitula “deus” nesse processo, numa atitude totalmente autoritária e egocêntrica; já L se sente estimulado a “vencer” esse bandido, já que sempre obteve sucesso em suas investigações. Porém, apesar do desejo de vencer um ao outro, eles também sentem admiração pelo oponente. Os dois têm consciência de quão inteligente o adversário é, o que faz com que nenhum subestime a capacidade do outro. Light não pode ser descoberto por L, pois a consequência é a prisão (e o fim de seu futuro como Kira e como o brilhante estudante que é). Para L, a questão é de vida ou morte: se for descoberto por Kira, sua morte será certa. E essa necessidade de proteção de L faz com que ele escolha pouquíssimos membros do departamento de polícia para ajudá-lo na investigação – o pai de Light entre eles. Obviamente, isso terá desdobramentos bastante importantes no futuro.

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O que mais me encanta em Death Note é como a história sempre tem uma reviravolta surpreendente. Quando você pensa que o rumo das coisas te leva para um desfecho e que não há nada que Light ou L possam fazer para evitá-lo, um deles “move uma peça” que muda tudo. Em nenhum momento a história fica cansativa ou maçante, pois todos os fatos vão se encaixando e fazendo sentido. Em alguns momentos isso demora um pouco mais pra acontecer, mas quando acontece o leitor fica de boca aberta! Para completar, o traço de Takeshi Obata é lindíssimo! Um dos meus favoritos de todos os ilustradores, para falar a verdade. Os traços clássicos de mangá estão presentes, mas sua forma de desenhar é muito mais adulta e realista. Sou apaixonada pela arte de Death Note! ❤

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Bom, pessoal, por hoje é isso! Espero que tenham gostado da resenha desse mangá maravilhoso. Death Note é recomendadíssimo a todos os fãs do gênero policial, mesmo que não gostem de mangás ou histórias e quadrinhos. Para quem não se anima muito a encarar os mangás, há também a opção de assistir ao anime (que é super fiel!) ou mesmo assistir aos filmes. A história de Death Note é profunda e elaborada, levando os leitores a um questionamento sobre moral, sobre o que é certo e o que é errado, sobre a liberdade de escolha e sobre até que ponto uma única pessoa pode julgar e decidir o destino e a vida de outra. Uma verdadeira obra-prima!

Título original: Death Note
Autor: Tsugumi Ohba
Ilustrações: Takeshi Obata
Editora: JBC
Volumes: 12
Número de páginas (por volume): 200

O outro lado da minha estante!

Oi, gente!

O post de hoje tem o objetivo de mostrar a vocês a outra parte da minha estante, que não é composta por livros, mas por mangás! Além disso, também é uma forma de conhecer vocês um pouco melhor, descobrindo se tem alguém entre os leitores que compartilha desse gosto! 😀

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Bom, para quem não sabe, mangás são os quadrinhos japoneses. Eles se diferenciam dos quadrinhos ocidentais não só pela sua origem, mas principalmente por se utilizar de uma representação gráfica completamente própria. (Fonte: JBC)

Eu cresci assistindo animes, começando com o hábito na época do finado programa Band Kids. Desde aquele tempo (por volta dos meus 7 ou 8 anos) eu me tornei fã das animações japonesas e, com o passar dos anos, comecei a adquirir alguns mangás também. Minha coleção ainda é pequena em número de títulos, mas sempre que alguma promoção aparece ou alguma série que eu queira muito surge no mercado, ela acaba crescendo um pouquinho!

Minha coleção é composta pelos seguintes mangás: Slayers (o primeiro a gente nunca esquece ♥), Fruits Basket, Samurai X, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Death Note, Chrno Crusade e Love Hina, que ainda está em fase de publicação da nova edição. Meus favoritos, sem dúvida, são Fruits Basket, Samurai X e Death Note!

Fruits Basket é um shoujo (um gênero destinado a garotas) lindíssimo, que mescla comédia, drama e romance. A autora, Natsuki Takaya, nos apresenta a Tohru Honda, uma menina muito determinada que, após perder a mãe, decide morar sozinha e concluir os estudos para poder trabalhar. Entretanto, ela acaba conhecendo Yuki Sohma, um jovem que guarda um terrível segredo: treze membros da sua família, incluindo ele, são amaldiçoados. Os treze são possuídos pelos animais do zodíaco chinês, e a forma animal surge sempre que são abraçados por alguém do sexo oposto! Com essa descoberta e com a nova amizade com Yuki, Tohru acaba indo morar na casa do rapaz e começa a influenciar de forma irreversível a vida de cada membro da família Sohma. Apesar de parecer uma história bobinha, Fruits Basket aborda temas como solidão, rejeição e preconceito. No começo, a comédia é mais evidente, mas a história vai amadurecendo cada vez mais com o passar dos volumes. Perdi a conta de quantas vezes chorei lendo as histórias dos membros da família Sohma!

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Samurai X (ou Rurouni Kenshin, no original), de Nobuhiro Watsuki, é uma das histórias mais conceituadas no mundo dos mangás. A série, ambientada nos primeiros anos da Era Meiji do Japão, é uma mistura perfeita de ação, drama e até mesmo História. Somos apresentados a Kenshin Himura, um andarilho com um passado sangrento que prometeu nunca mais matar. Ele foi um Retalhador e lutou ao lado dos imperialistas na guerra que deu fim ao Xogunato, uma era ditatorial do Japão com uma política isolacionista por parte do governo feudal. Findada a guerra, com a vitória dos imperialistas, Kenshin passa a andar pelo país em busca de redenção e de perdão por todas as vidas que tomou. Em seu caminho, surge a bela e determinada Kaoru Kamiya e outros personagens extremamente cativantes que fazem com que Kenshin sinta novamente o desejo de se estabelecer em algum lugar. Com o passar dos capítulos, diversos fantasmas do passado do protagonista vão surgindo, na tentativa de fazê-lo desistir de sua promessa e voltar a ser o antigo Retalhador, colocando em xeque tudo em que o personagem acredita. O questionamento moral, o arrependimento e a tentativa incansável de proteger aqueles que amamos são os principais temas de Samurai X.

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Death Note, escrito por Tsugumi Ohba e com ilustrações de Takeshi Obata, é um clássico entre os mangás policiais. Tendo um roteiro maduro e muito bem construído e uma arte fantástica, seria até estranho se não fosse tão popular. A trama gira em torno de um caderno extremamente poderoso, que cai nas mãos do brilhante estudante Light Yagami. O rapaz, dotado de uma incrível inteligência e capacidade lógica, fica surpreso ao descobrir que o caderno é sobrenatural e é capaz de matar qualquer pessoa cujo nome tenha sido escrito nele. O antigo dono do caderno é um shinigami (um Deus da Morte) chamado Ryuk. Foi ele quem derrubou o caderno no mundo humano, porque estava entediado, e passa a acompanhar Light o tempo todo. E o tédio de Ryuk logo termina: Light se torna um justiceiro, assassinando todos os criminosos de que toma conhecimento, se intitulando o “Deus do Novo Mundo”. Entretanto, tantas mortes chamam a atenção da polícia, e entra em cena o famoso (e misterioso) detetive L, um homem tão brilhante quanto Light. Death Note, de forma muito verossímil (apesar do tema sobrenatural) questiona nossas noções de bem e mal, de justiça e mostra o quanto o ser humano pode ser pretensioso.

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Bom, essa é a minha (ainda pequena) coleção de mangás. Em breve um novo título será adicionado à estante, com a chegada de Sailor Moon no mercado brasileiro! E vocês, gostam de quadrinhos (orientais ou ocidentais)? Teriam interesse em resenhas de algumas obras da minha coleção? 🙂

Beijos e até semana que vem!