Review: Vingadores: Guerra Infinita

Olar, meu povo! Tudo bem?

Hoje trago minha opinião SEM SPOILERS sobre Vingadores: Guerra Infinita! ❤ Após 10 anos do início da construção do Universo Cinematográfico da Marvel, finalmente chegamos ao ponto em que tudo converge.

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Sinopse: Thanos (Josh Brolin) enfim chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes.

Em Guerra Infinita, a ameaça que vinha pairando ao longo da última década finalmente aparece: Thanos causa destruição por onde passa, implacável em sua missão de reunir as seis Joias do Infinito. Seu objetivo? Trazer equilíbrio ao universo já que, na visão do vilão, há pessoas demais e os recursos são finitos. Devido a essa ameaça e algumas coincidências, grupos de heróis distintos veem-se unidos, lutando contra esse mal avassalador.

E que mal, hein? Thanos é um vilão digno da palavra. Se a Marvel muitas vezes peca ao trazer antagonistas rasos, que não condizem com a ameaça que tentam transmitir, Thanos já intimida com sua própria presença. Na primeira cena ele mostra a que veio, não dando espaço para o espectador sequer respirar, tamanha a tensão. Apesar da força dos seus aliados, que também são adversários difíceis, nenhum se compara à ameaça que Thanos representa. Mas o personagem vai além de pura força física: com seu jeito racional e tranquilo de falar, ele demonstra que tem plena convicção em seus objetivos, que ele realmente crê que está sendo benevolente e fazendo algo em prol do universo. A excelente atuação de Josh Brolin humaniza o personagem, dando-lhe camadas que o tornam ainda mais interessante.

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O segundo aspecto que merece todos os elogios é a união entre os grupos de heróis. A dinâmica entre eles foi impecável, e os personagens se aliaram de modo convincente e orgânico. Tony Stark e Stephen Strange, por exemplo, não se dão bem logo de cara, tendo uma animosidade presente na relação. Os Guardiões da Galáxia e Thor são protagonistas de uma cena pra lá de engraçada, o que condiz com o tom de seus próprios filmes (no caso de Thor, especialmente após Ragnarok). A parceria entre Steve Rogers e T’Challa é nítida, algo que teve início lá em Guerra Civil. Ou seja, é em Guerra Infinita que todas essas pontas finalmente se uniram, e isso foi feito de modo exemplar. ❤ As cenas de ação são de tirar o fôlego, e os efeitos especiais combinados à trilha sonora dão toda a imponência que o momento pede e precisa. Em termos de narrativa, minha única ressalva fica por conta do plot do Thor, que me pareceu um retrocesso em relação ao que foi construído em Ragnarok. Selecione se quiser ler: em Thor 3, o personagem perdeu o Mjolnir e, no fim, percebeu que não precisava do martelo para ser quem é, dominando os trovões e tudo mais. Em Guerra Infinita, a primeira coisa que ele precisa pra ficar fodão de novo é justamente uma arma nova, agora um machado. Confesso que fiquei meio “ué”, mas ok, a gente ignora pelo bem do espetáculo. 😛

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Ainda sobre a narrativa, notei que em alguns momentos o ritmo do longa acaba sendo um pouco prejudicado. O filme precisa mostrar as jornadas individuais dos grupos de heróis que estão espalhados pela galáxia, o que acaba quebrando um pouco o clímax. Entretanto, compreendo que isso é necessário: os heróis precisam realizar seus próprios objetivos para tentar impedir o Titã Louco. São justamente nesses momentos que presenciamos encontros inesperados e temos a oportunidade de ver dinâmicas jamais imaginadas, além de interações que nos arrancam risadas e também emoção.

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Aliás, o filme soube dosar com perfeição a comédia e o drama. Ao contrário de Thor: Ragnarok, aqui as piadas não são estilo pastelão, tendo um timing maravilhoso e arrancando gargalhadas genuínas; por outro lado, as cenas dramáticas são poderosas, e as atuações competentes são fundamentais pra trazer a carga emocional relativa à tudo que acontece no filme. E olha, não é pouca coisa, viu? Saí do cinema de queixo caído.

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Vingadores: Guerra Infinita é um verdadeiro presente aos fãs da Marvel e aos fãs de super-heróis. Essa primeira parte da guerra trouxe não apenas um crossover digno entre todo o universo Marvel, como também um vilão à altura de tantos super-heróis que aprendemos a amar. O filme celebra os 10 anos desse Universo Cinematográfico exaltando tudo que a Marvel tem de melhor. O resultado não poderia ser outro: imperdível, sensacional, arrebatador. ❤ Assistam!

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Agora, pra quem já assistiu, seguem comentários com spoilers (selecionem se quiserem ler):

  • Não acredito que levaram meu Bucky embora de novo! 💔
  • Achei que o Capitão América teria uma presença mais marcante do que teve.
  • Como a galera conseguiu respirar sem os capacetes no planeta Titan???
  • CHO-CA-DA com a morte da Gamora! 😱
  • Algo me diz que na próxima parte as mortes serão revertidas (até porque teremos mais um filme de Homem-Aranha, pelo que sei). Porém, nada me tira da cabeça que alguém da formação original dos Vingadores vai morrer real oficial. 😦
  • Sobre a cena pós-créditos: quero só ver como vão justificar o sumiço/não-participação da Capitã Marvel na batalha. Será que ela tá presa em algum lugar? 🤔

Título original: Avengers: Infinity War
Ano de lançamento: 2018
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo, Josh Brolin, Chadwick Boseman, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Chris Pratt, Zoe Saldana, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Sebastian Stan, Bradley Cooper

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