Review: Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar

Oi pessoal! Tudo certo?

Conforme prometi na semana passada, para o post de hoje eu trago meu review/Dica de Série sobre Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar, o tão falado revival da Netflix. Esse especial se passa em quatro episódios, cada um narrando uma estação do ano. 🙂

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Sinopse: Bem-vindo de volta a Stars Hollow. Nove anos depois, saiba o que está acontecendo na vida das mulheres Gilmore: a relação de Lorelai (Lauren Graham) com Luke (Scott Patterson) está em uma pausa desconcertante; a carreira jornalística de Rory (Alexis Bledel) parou antes mesmo de começar e o mundo de Emily (Kelly Bishop) virou de cabeça para baixo após a morte de Richard (Edward Herrmann).

Preciso dizer que, ao contrário da maioria das pessoas, eu gostei da sétima temporada de Gilmore Girls. As pessoas têm muitas críticas a ela por não ter sido obra de Amy-Sherman e Daniel Palladino, que saíram ao final da sexta temporada por problemas contratuais. Porém, todas as coisas toscas e erradas que aconteceram na sétima temporada tiveram origem no fim da sexta, sendo, portanto, criação dos Palladino. Concordo que alguns desenvolvimentos (em especial o de Lane e o de Lorelai e Christopher) foram decepcionantes mas, de modo geral, não achei a temporada ruim. Além disso, a cena final foi perfeita pra mim, sendo um encerramento digno e intimista para uma série como Gilmore Girls, que em seu enredo simples e realista trabalha justamente as relações entre os personagens e os fatos do cotidiano.

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Dito isso, serei sincera: não gostei muito do revival. O primeiro motivo: as duas garotas Gilmore principais não parecem ter evoluído em 9 anos. Lorelai passa por uma crise de meia-idade (bastante compreensível e bem fundamentada), mas continua agindo de modo imaturo em relação à mãe e continua tendo problemas de comunicação com Luke. Contudo, a personagem é extremamente cativante e divertida, então dificilmente consigo me irritar com ela por muito tempo. Além disso, Lauren Graham protagonizou uma das cenas mais bonitas de Gilmore Girls no episódio Outono. Rory, por sua vez, parece não ter aprendido nada com os erros do passado: tem um amante (ou seja, mais uma vez não liga para os sentimentos de outra mulher e, para piorar, dessa vez ela não tem peso algum na consciência), está totalmente perdida na carreira, continua se achando boa demais para determinadas funções (mesmo estando sem perspectiva alguma) e perdeu totalmente a garra que víamos naquela estudante dedicada e focada das primeiras temporadas. A série inclusive brinca com essa inadequação e imaturidade da Rory em relação a vida adulta quando nos apresenta a um novo grupo de Stars Hollow: a Gangue dos 30 e Poucos – jovens adultos que estudaram, viajaram, tiveram várias oportunidades, mas foram “cuspidos” pelo mundo real de volta à casa dos pais. O grande destaque da família Gilmore fica por conta de Emily e – por que não dizer? – Richard. O ator Edward Herrmann, que interpretava Richard, faleceu em 2014, e o revival se preocupa muito em trabalhar a sua ausência durante as quatro estações que compõem o revival. Kelly Bishop que dormiu no formol soube trabalhar de maneira impecável o luto de uma mulher que viveu 50 anos ao lado do marido, vivendo em função dele e cuidando de seu bem estar. Emily passa por diversas fases do luto: vemos a personagem lidando com a tristeza e a melancolia, vemos também um momento “hiperativo” no qual ela tenta se livrar de tudo que há na mansão em que vive, vemos também ela abrindo o coração para novas experiências e, por fim, entendendo como lidar com essa dor. Todo o autoconhecimento e evolução que faltam nas outras duas Gilmore nós encontramos em Emily. Ela foi, de longe, a melhor parte desse revival. ❤ O segundo motivo que me fez não curtir tanto Um Ano Para Recordar é que a passagem do tempo não ficou bacana. Cada episódio mostra uma estação, e a transição não fica natural, sendo um tanto confusa em determinados momentos (principalmente pelas idas e vindas da Rory). Além do mais, alguns minutos preciosos de tela foram gastos com besteiras que estamos cansados de saber que acontecem em Stars Hollow (como aquele musical bizarro, por exemplo).

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Os outros personagens clássicos da série estiveram presentes, e eu gostei da participação de todos. Não vou falar sobre as mudanças na vida de cada um porque o review ficaria muito longo e cansativo, mas fiquei muito satisfeita ao perceber que a maioria deles teve evolução. Apesar de Stars Hollow ser uma cidade pequena e sem grandes novidades, a série soube explorar o que os 9 anos fizeram na vida de seus habitantes. Minha única decepção nesse sentido ficou por conta de Sookie, pois o destino da personagem foi extremamente nonsense. Agora, sobre os tão falados ex-namorados da Rory: quando Gilmore Girls finalmente fez com que eu me apaixonasse pelo Logan, esse revival veio pra me fazer odiá-lo novamente. Assistam, vocês vão entender. Jess, que eu comecei odiando, ganha meu coração desde a season 5, e não foi diferente dessa vez. ❤ E fiquei feliz ao ver o respeito e carinho mútuo entre Dean e Rory. Mas Luke continua sendo o melhor personagem masculino dessa série, e tenho dito! ❤ Por último, mas não menos importante, as duas melhores amigas de Rory voltaram com tudo: Lane continua na música e Paris está mais incrível do que nunca!

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Agora, sobre “as últimas quatro palavras” que Amy-Sherman Palladino pediu para que não divulgássemos: pra mim não foram um bom encerramento. Prefiro a cena final da season 7, honestamente. Quem já assistiu ao revival pode selecionar o próximo trecho (POR FAVOR COMENTEM SOBRE ISSO COMIGO NOS COMENTÁRIOS!): eu entendo que Rory estar grávida possa fechar um ciclo importante na vida das Gilmore. Ela, que sempre foi tão próxima da mãe, agora repete os mesmos passos. Contudo, Lorelai passou por essa experiência com 16 anos, no auge da imaturidade. Rory tem 32, gente! Ela não é uma menininha, toda a relação dela com o Logan é extremamente errada e tóxica. A personagem demonstra que suas graves falhas de caráter continuam, e eu fico muito triste por Rory ter se transformado… nisso. Claro, sem nem precisar mencionar a falta de foco, determinação e perspectivas, características tão marcantes na Rory das primeiras temporadas. Ela é uma pessoa que teve todas as oportunidades do mundo e, ainda assim, sempre deixa a imaturidade e o ego falarem mais alto.

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Bom, pessoal, eu sei que esse review não foi cheio de amores, mas espero que eu tenha conseguido explicar pra vocês o que gostei e o que não gostei em Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar. A qualidade da série em si é muito boa e se mantém fiel ao material original. Os relacionamentos estão ali, os diálogos inteligentes e ágeis também. Contudo, os quatro episódios deixam mais pontas soltas do que conclusões, o que é decepcionante. Mas, para ser honesta, Gilmore Girls sempre foi uma série que me trouxe muitas decepções, principalmente quando eu via os personagens cometendo os mesmos erros. E, por um lado, esse é um dos seus charmes: com personagens falhos e situações verossímeis, é impossível não tomar partido e ficar indiferente ao que assistimos. E, se o revival tinha como missão reacender os antigos sentimentos proporcionados pela série original, ele fez isso muito bem.

Título original: Gilmore Girls: A Year in the Life
Ano de lançamento: 2016
Criadora: Amy Sherman-Palladino
Elenco: Lauren Graham, Alexis Bledel, Scott Patterson, Melissa McCarthy, Kelly Bishop, Liza Weil, Keiko Agena, Yanic Truesdale, Matt Czuchry, Milo Ventimiglia

Dica de Série: Gilmore Girls

Oi pessoal, como estão?

O post de hoje é a primeira parte da minha indicação a respeito dessa série que vem tomando a internet desde que teve um Revival anunciado: Gilmore Girls! 🙂

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Sinopse: Lorelai Gilmore (Lauren Graham) tem uma relação tão amigável com sua filha, Rory (Alexis Bladel), que muitas vezes elas são confundidas como irmãs. Entre o relacionamento de Lorelai com seus pais, a nova escola preparatória de Rory, e os romances nas vidas das duas, há muito drama e muita diversão acontecendo.

Eu comecei a assistir Gilmore Girls por curiosidade, mas sem maiores pretensões. Até comentei que não iria maratonar! Mas, obviamente, eu menti pra mim mesma e maratonei, assistindo as 7 temporadas em três meses e aguardando ansiosa o Revival. 😛 No post de hoje, vou falar sobre a série original e na semana que vem eu dou minha opinião sobre Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar, combinado? 😉

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Em Gilmore Girls, somos apresentados a Lorelai Gilmore, uma mulher forte e decidida. Nascida em berço de ouro, ela engravidou aos 16 anos, não quis se casar com o pai de sua filha e saiu de casa para tentar a vida de modo independente. Também conhecemos Rory Gilmore, filha e melhor amiga de Lorelai, uma menina estudiosa e apaixonada pelos livros. A série tem uma premissa simples: acompanhamos o dia a dia das duas na pequena cidade de Stars Hollow, vemos suas amizades, seus relacionamentos, suas dúvidas, seus medos, suas conquistas, seus diálogos implacáveis e seu vício por café. É como se fôssemos amigos delas e víssemos de perto sua trajetória. A série não tem reviravoltas mirabolantes ou situações impensáveis, pois retrata de maneira bem realista a vida de Lorelai e Rory. A terceira garota Gilmore é Emily, mãe de Lorelai. Ela e a filha sempre tiveram problemas no relacionamento, agravados após a gravidez de Lorelai e sua saída de casa. A história começa com a reaproximação de Lorelai e seus pais, pois ela precisa de dinheiro emprestado para que Rory possa estudar em um colégio particular de elite, Chilton (pois o sonho da menina é ir para Harvard, o que exige uma educação de ponta).

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O grande trunfo de Gilmore Girls está nos personagens. Lorelai e seus diálogos velozes, cheios de referências e entusiasmo, é uma personagem de grande força. Apesar de ter tido uma adolescência repleta de privilégios, no momento em que ficou grávida ela decidiu trilhar o próprio caminho. Sua relação com sua mãe, Emily, e seu pai, Richard, sempre foi controversa, pois a personagem nunca quis a vida regada a luxo e convenções sociais que seus pais sonhavam para ela. E ela se saiu muito bem criando Rory sozinha e construindo um novo lar em Stars Hollow. Infelizmente, não tenho muitas palavras positivas pra falar de Rory, que é a personagem de que menos gosto. Ela começa a série sendo uma pessoa doce e esforçada, fazendo com que eu torcesse por ela e me identificasse com seu amor pelos livros e a pouca habilidade social, mas com o passar do tempo a personagem só dá mancadas com todo mundo. Ela foi protegida em demasia por Lorelai e acaba apresentando falhas de cárater graves, principalmente quando não reconhece os erros que comete e se vitimiza. A próxima frase é um spoiler, selecione se quiser ler: fico pasma com uma personagem que trai o namorado e depois perde a virgindade com ele depois que o cara casou (Dean, no caso)! E o pior: essa não é última vez que a personagem vai fazer algo do tipo. Além de demonstrar ingratidão diversas vezes não apenas em relação à Lorelai, mas aos avós (olá, season 6).

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Os personagens secundários também são ótimos: Luke é um amigo leal e uma pessoa incrível, sendo o pretendente que todo fã deseja ver ao lado de Lorelai; Sookie, a melhor amiga de Lorelai (além da Rory), é engraçada e talentosa; Lane é a melhor amiga que Rory poderia ter, além de possuir o melhor gosto musical da série; Paris rouba a cena desde sua primeira aparição, nos levando do ódio ao amor profundo; os namorados de Rory (Dean, Jess e Logan) também têm papéis importantes na vida da garota, cada um com suas características; Michel é ranzinza, mas ganha um lugar em nossos corações; Kirk, Srta. Patty e Babette são três das figuras mais carismáticas e divertidas de Stars Hollow, e por aí vai. A própria Star Hollow é uma personagem importante, com seus eventos temáticos, seu jeitinho único e suas peculiaridades encantadoras.

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É inegável que grande parte do enredo de Gilmore Girls se concentra em Lorelai, Rory e a relação das duas com os pais de Lorelai. Há muita mágoa por parte de Emily e Richard, que veem na atitude de Lorelai (sair de casa e se afastar totalmente deles) uma repulsa por tudo o que eles representam. Da parte de Lorelai, existe muito ressentimento por ter sido forçada a um estilo de vida que não queria ter. Porém, Rory é o elo que conecta esses dois mundos e tenta ao máximo melhorar essa relação conturbada. Outro aspecto de destaque no enredo é a passagem do tempo para os personagens, pois durante as temporadas eles vivenciam muitas coisas importante: decisões profissionais, relacionamentos, experiências e decisões difíceis… E isso faz com que o espectador se conecte a suas vidas e torça para que eles encontrem aquilo que buscam.

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Sim, a série também tem falhas. Diversas vezes vemos os personagens retrocedendo em sua evolução e cometendo erros que não fazem o menor sentido dado o momento em que eles estão. E, é claro, os próprios personagens têm defeitos: Lorelai, por exemplo, tem momentos de muita infantilidade ao lidar com seus pais. Rory é uma personagem que não tem como defender, pois é mimada ao extremo enquanto tenta manter a pose de certinha. Emily e Richard vivem forçando a barra com a Lorelai, em vez de tentar compreender, ouvir e confiar na filha. Todos esses aspectos – e falhas – tornam Gilmore Girls uma série verossímil e humana, mas também dão nos nervos de vez em quando, especialmente quando certas atitudes não fazem sentido depois de todas as experiências vividas.

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Gilmore Girls foi uma série que me conquistou, mas me fez passar muita raiva (Rory, maior parte dessa raiva é culpa sua, bjs). É gostosa de acompanhar porque os personagens são muito carismáticos e fazem com que você passe a torcer por eles e querer o melhor para suas vidas. É uma série que contempla momentos que todos nós já passamos ou vamos passar: desilusões amorosas, desafios pessoais e profissionais, momentos em que queremos jogar tudo pro alto… Tudo isso regado a diálogos velozes e inteligentes, muita comida e litros de café. Não é uma série perfeita, mas é carismática e aconchegante. Recomendo! 🙂

Título original: Gilmore Girls
Ano de lançamento: 2000
Criadora: Amy Sherman-Palladino
Elenco: Lauren Graham, Alexis Bledel, Scott Patterson, Melissa McCarthy, Kelly Bishop, Edward Hermann, Liza Weil, Keiko Agena, Yanic Truesdale, Matt Czuchry