Review: Fruits Basket (2019)

Oi pessoal, tudo certo?

Quem me acompanha aqui há mais tempo pode lembrar que Fruits Basket já apareceu por aqui em uma resenha do mangá. Com o remake do anime (cuja primeira temporada foi lançada no ano passado), vi a oportunidade de indicar novamente essa história linda e comovente – com o plus de agora ter uma animação que faça jus à obra. ♥

Sinopse: Fruits Basket conta a história de Tohru Honda, uma garota órfã que, depois de encontrar Yuki, Kyo e Shigure Sohma, descobre que os treze membros da família Sohma são possuídos pelos animais do zodíaco Chinês e são amaldiçoados a se transformar em suas formas animais quando estão fracos ou quando são abraçados por alguém do sexo oposto que não esteja possuído por um espírito

Fruits Basket acompanha o dia a dia da jovem Tohru Honda, uma estudante órfã que se vê morando em uma barraca para não incomodar seu avô após a morte dos seus pais. Seu caminho se cruza com a família Sohma quando Yuki Sohma, seu colega de escola, descobre sua moradia inusitada. Yuki mora com outros dois membros da família: Shigure e Kyo (seu rival); eles decidem acolher Tohru, que passa a ajudá-los com os afazeres domésticos. Parece tudo muito simples, né? Acontece que os Sohma têm uma peculiaridade: eles são amaldiçoados pelos signos do zodíaco, e ao receberem um abraço do sexo oposto, se transformam nos animais respectivos. E é claro que Tohru descobre isso da maneira mais chocante possível: na prática. Com o passar dos episódios a jovem vai conhecendo outros membros da família Sohma e descobrindo segredos e relações muito mais complexas do que inicialmente ela imaginava.

Fruits Basket (ou simplesmente Furuba) é uma das minhas histórias favoritas. A mitologia por trás dos signos do zodíaco é muito interessante e as relações entre os membros amaldiçoados é cheia de nuances. Kyo e Yuki, por exemplo, fazem jus à dinâmica de gato e rato. Na lenda do zodíaco, Deus fez uma festa para os animais, nas quais os animais do zodíaco chinês compareceram. Entretanto, o rato pregou uma peça no gato, deixando-o de fora da celebração. Com isso, o gato é considerado o pior membro do clã, com gerações de pessoas possuídas por seu espírito sendo excluídas do convívio com os outros Sohma. Para Kyo, isso significa uma vida de amargura, raiva, dor e ressentimento – especialmente contra Yuki. Mas a vida do rato não é muito mais fácil: sendo o favorito do chefe do clã Sohma, Akito, Yuki cresceu sofrendo pressões inimagináveis, ouvindo que seu papel era agradar Akito e ser a companhia perfeita. A ele não foi permitido se descobrir, escolher, pensar por si mesmo – e é por este motivo que ele decidiu sair da casa principal e viver com Shigure (possuído pelo espírito do cachorro).

Cada membro do zodíaco tem uma história própria, e a forma como cada um lida com o fardo da maldição é particular. Ao longo dos episódios, Tohru vai formando laços com essas pessoas e essa relação faz com que o destino por si só comece a mudar. Os membros do zodíaco aos poucos percebem seu valor e entendem que são apreciados, ao menos por ela. Esse amor e amizade que Tohru oferece de coração aberto são fundamentais para a construção da autoestima de cada Sohma que cruza o seu caminho.

Furuba é uma história que fala muito sobre o peso da solidão. Cada personagem, incluindo Tohru, possui cicatrizes emocionais profundas. Bullying, rejeição familiar e isolamento são algumas das dores que eles enfrentam (principalmente os membros do zodíaco). É impossível não se emocionar conforme suas fragilidades vêm à tona, e a vontade que o espectador sente é de abraçar cada um deles com carinho (e dane-se se isso provocar uma transformação). Mas, por mais que a dor seja uma constante no passado e no presente dos personagens, Fruits Basket é também uma história sobre o poder da esperança. Tohru é o símbolo maior disso, a pessoa que perdeu tudo que mais amava e ainda assim consegue sentir gratidão pelas amizades e oportunidades que tem. Ao valorizar e apreciar genuinamente cada Sohma com quem vincula, ela “empresta” um pouquinho da sua força e mostra, mesmo sem querer, que existe amor e aceitação para aquelas pessoas. O tipo de acolhimento (emocional) que Tohru oferece tem um impacto que ela nem sequer pode imaginar ao aceitar ser acolhida por eles (fisicamente).

E pra não dizer que não falei da produção em si, preciso ressaltar a beleza do novo anime. A primeira adaptação televisiva me deixou frustrada porque termina num momento crucial do mangá e não tem continuidade; a nova, entretanto, vem pra corrigir isso e adaptar o mangá em sua totalidade, tendo três temporadas planejadas. O traço é simplesmente fantástico, as cores são lindas e os cenários também encantam. Pra completar, a trilha sonora é emocionante e se encaixa superbem com a proposta da história.

Pra quem já é fã de animes, Fruits Basket é um prato cheio que contempla uma história envolvente, muita emoção e bons personagens. Mas sei que nem todo mundo gosta desse tipo de produção e talvez isso seja por falta de oportunidade. Nesse caso, queria convidar você a começar sua experiência com Fruits Basket. Se você curte drama, fantasia, romance e – por que não dizer? – esperança, essa história tem tudo para te agradar. Não deixe a categoria da obra (ou seja, o fato de ser um anime) te impedir de dar uma chance para uma história que entretém, diverte, emociona e aquece o coração. Promete pensar com carinho? ❤

Título original: Furūtsu Basuketto
Ano de lançamento: 2019
Direção: Yoshihide Ibata
Elenco: Manaka Iwami, Nobunaga Shimazaki, Yuma Uchida, Yuichi Nakamura

Resenha: Fruits Basket – Natsuki Takaya

Oi, gente bonita!

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pelo atraso na postagem dessa semana! Tive compromisso na quinta e na sexta, então acabei ficando sem tempo de atualizar o blog. 😦 Bom, mas vamos ao post de hoje! Faz tempo que não falo de mangás por aqui, então decidi escrever sobre um dos meus queridinhos: Fruits Basket, da Natsuki Takaya! ♥

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Sinopse: Tohru Honda é uma colegial que se viu sozinha no mundo depois que sua mãe morreu. Sem casa e sem ninguém para lhe fazer companhia, ela vai morar em uma barraca e acaba conhecendo os garotos da família Sohma. E depois de se aproximar deles, acaba descobrindo seu grande segredo: os membros da família se transformam em animais quando estão fracos ou são abraçados por alguém do sexo oposto. É a Maldição do Horóscopo Chinês! E no que vai dar esse encontro entre uma família com uma estranha maldição e uma garota sozinha, mas muito esforçada? Uma história cheia de confusão, perseverança e romance.

À primeira vista, Fruits Basket parece um mangá superficial e até mesmo infantil. Uma família amaldiçoada tem seu destino cruzado com o de uma estudante meiga e gentil, mas muito atrapalhada. Essa premissa já nos leva a imaginar as situações cômicas e constrangedoras pelas quais os Sohma e Tohru irão passar.

Entretanto, Furuba (apelido carinhoso de Fruits Basket) vai muito além disso. Ao longo dos 23 volumes que compõem a obra, a história amadurece gradativamente, e os personagens são um reflexo direto desse crescimento do enredo. Ao mostrar o passado e o presente de cada membro amaldiçoado da família Sohma, Natsuki Takaya leva o leitor a presenciar cenas de preconceito, de bullying e de isolamento. Mesmo a sorridente e otimista Tohru tem sua própria carga dramática: órfã e praticamente sozinha no mundo, ela tem que fazer tudo que pode para não se deixar abater e seguir a vida de forma independente, mesmo sendo tão jovem.

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O trio principal de personagens são Tohru Honda (a protagonista) e Kyo e Yuki Sohma (o gato e o rato do zodíaco, respectivamente). Durante boa parte do mangá, eles formam uma espécie de triângulo amoroso não-declarado, porque a Tohru não demonstra exatamente sentimentos românticos por nenhum deles, mas sim um amor carinhoso e protetor por ambos. Posteriormente, com a convivência, os sentimentos dela também vêm à tona e isso gera grandes consequências não só para o “escolhido” como também para toda a família Sohma. Kyo e Yuki são a antítese um do outro: o primeiro é explosivo, impaciente e amargurado, reagindo com violência e revolta a todo o isolamento a que foi obrigado a suportar; já Yuki é o garoto perfeito, o modelo de comportamento e de beleza, que esconde dentro da personalidade doce diversas mágoas da sua infância. Kyo não suporta Yuki porque, na lenda do zodíaco, o rato foi o culpado por fazer o gato perder a “festa de Deus”, e Kyo acredita que esse é o motivo pelo qual o gato é tão desprezado.  A dinâmica desse trio é fantástica! Tohru serve como a balança que faz os dois garotos funcionarem juntos, já que os sentimentos que eles têm por ela os motivam a fazê-la feliz. Os três são protagonistas de várias cenas cômicas, mas também de diversos momentos reflexivos muito importantes na história.

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Os outros membros da família Sohma também são fascinantes (claro, uns mais, outros menos). Shigure é amaldiçoado com o espírito do cachorro e é o dono da casa em que Kyo e Yuki moram – e, posteriormente, Tohru também. Não posso falar muito profundamente do personagem sem dar spoilers, mas o que posso dizer é que ele é muito mais importante e astuto do que parece. Momiji e Hatori, o coelho e o cavalo-marinho, respectivamente, também são personagens encantadores, com um passado de cortar o coração. As amigas de Tohru, Arisa e Hanajima, também são fantásticas: são o tipo de amiga que se oferecem pra comprar a briga por você e só perguntar depois o que estava acontecendo. Mas uma das histórias que mais me emocionou foi a dos pais de Tohru. O volume no qual o passado deles é contado me fez derramar lágrimas por muito tempo, inclusive no ônibus! Tive que parar a leitura no meio do capítulo porque eu sentia que não conseguiria segurar o choro. É muito triste ler uma linda história em que você sabe que os protagonistas estão mortos. Gente, isso parte o coração! </3

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Fruits Basket é um mangá lindo, com uma rica história e um leque de personagens bem variado e complexo. Todos têm seus próprios dramas e suas histórias particulares, ninguém está na trama apenas para preencher um vazio. Em sua essência, Furuba é um mangá que fala sobre preconceito e sobre superação. O isolamento por conta das diferenças e as consequências que isso gera são extensamente trabalhados na história, mas ela também mostra como a amizade, o amor e o apoio de quem se importa são coisas importantes e únicas, sendo capazes até mesmo de tirar alguém da escuridão. Uma das minhas histórias favoritas, uma das que mais me emocionou e uma que eu recomendo muito, sem sombra de dúvidas! ♥

Título original: Furūtsu Basuketto
Autor: Natsuki Takaya
Editora: JBC
Volumes: 23
Número de páginas (por volume): cerca de 200

O outro lado da minha estante!

Oi, gente!

O post de hoje tem o objetivo de mostrar a vocês a outra parte da minha estante, que não é composta por livros, mas por mangás! Além disso, também é uma forma de conhecer vocês um pouco melhor, descobrindo se tem alguém entre os leitores que compartilha desse gosto! 😀

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Bom, para quem não sabe, mangás são os quadrinhos japoneses. Eles se diferenciam dos quadrinhos ocidentais não só pela sua origem, mas principalmente por se utilizar de uma representação gráfica completamente própria. (Fonte: JBC)

Eu cresci assistindo animes, começando com o hábito na época do finado programa Band Kids. Desde aquele tempo (por volta dos meus 7 ou 8 anos) eu me tornei fã das animações japonesas e, com o passar dos anos, comecei a adquirir alguns mangás também. Minha coleção ainda é pequena em número de títulos, mas sempre que alguma promoção aparece ou alguma série que eu queira muito surge no mercado, ela acaba crescendo um pouquinho!

Minha coleção é composta pelos seguintes mangás: Slayers (o primeiro a gente nunca esquece ♥), Fruits Basket, Samurai X, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Death Note, Chrno Crusade e Love Hina, que ainda está em fase de publicação da nova edição. Meus favoritos, sem dúvida, são Fruits Basket, Samurai X e Death Note!

Fruits Basket é um shoujo (um gênero destinado a garotas) lindíssimo, que mescla comédia, drama e romance. A autora, Natsuki Takaya, nos apresenta a Tohru Honda, uma menina muito determinada que, após perder a mãe, decide morar sozinha e concluir os estudos para poder trabalhar. Entretanto, ela acaba conhecendo Yuki Sohma, um jovem que guarda um terrível segredo: treze membros da sua família, incluindo ele, são amaldiçoados. Os treze são possuídos pelos animais do zodíaco chinês, e a forma animal surge sempre que são abraçados por alguém do sexo oposto! Com essa descoberta e com a nova amizade com Yuki, Tohru acaba indo morar na casa do rapaz e começa a influenciar de forma irreversível a vida de cada membro da família Sohma. Apesar de parecer uma história bobinha, Fruits Basket aborda temas como solidão, rejeição e preconceito. No começo, a comédia é mais evidente, mas a história vai amadurecendo cada vez mais com o passar dos volumes. Perdi a conta de quantas vezes chorei lendo as histórias dos membros da família Sohma!

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Samurai X (ou Rurouni Kenshin, no original), de Nobuhiro Watsuki, é uma das histórias mais conceituadas no mundo dos mangás. A série, ambientada nos primeiros anos da Era Meiji do Japão, é uma mistura perfeita de ação, drama e até mesmo História. Somos apresentados a Kenshin Himura, um andarilho com um passado sangrento que prometeu nunca mais matar. Ele foi um Retalhador e lutou ao lado dos imperialistas na guerra que deu fim ao Xogunato, uma era ditatorial do Japão com uma política isolacionista por parte do governo feudal. Findada a guerra, com a vitória dos imperialistas, Kenshin passa a andar pelo país em busca de redenção e de perdão por todas as vidas que tomou. Em seu caminho, surge a bela e determinada Kaoru Kamiya e outros personagens extremamente cativantes que fazem com que Kenshin sinta novamente o desejo de se estabelecer em algum lugar. Com o passar dos capítulos, diversos fantasmas do passado do protagonista vão surgindo, na tentativa de fazê-lo desistir de sua promessa e voltar a ser o antigo Retalhador, colocando em xeque tudo em que o personagem acredita. O questionamento moral, o arrependimento e a tentativa incansável de proteger aqueles que amamos são os principais temas de Samurai X.

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Death Note, escrito por Tsugumi Ohba e com ilustrações de Takeshi Obata, é um clássico entre os mangás policiais. Tendo um roteiro maduro e muito bem construído e uma arte fantástica, seria até estranho se não fosse tão popular. A trama gira em torno de um caderno extremamente poderoso, que cai nas mãos do brilhante estudante Light Yagami. O rapaz, dotado de uma incrível inteligência e capacidade lógica, fica surpreso ao descobrir que o caderno é sobrenatural e é capaz de matar qualquer pessoa cujo nome tenha sido escrito nele. O antigo dono do caderno é um shinigami (um Deus da Morte) chamado Ryuk. Foi ele quem derrubou o caderno no mundo humano, porque estava entediado, e passa a acompanhar Light o tempo todo. E o tédio de Ryuk logo termina: Light se torna um justiceiro, assassinando todos os criminosos de que toma conhecimento, se intitulando o “Deus do Novo Mundo”. Entretanto, tantas mortes chamam a atenção da polícia, e entra em cena o famoso (e misterioso) detetive L, um homem tão brilhante quanto Light. Death Note, de forma muito verossímil (apesar do tema sobrenatural) questiona nossas noções de bem e mal, de justiça e mostra o quanto o ser humano pode ser pretensioso.

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Bom, essa é a minha (ainda pequena) coleção de mangás. Em breve um novo título será adicionado à estante, com a chegada de Sailor Moon no mercado brasileiro! E vocês, gostam de quadrinhos (orientais ou ocidentais)? Teriam interesse em resenhas de algumas obras da minha coleção? 🙂

Beijos e até semana que vem!