Resenha: Um Sedutor Sem Coração – Lisa Kleypas

Oi pessoal, como estão?

E quem diria que eu estaria toda interessada em romances de época, depois de ter demorado tanto para conhecê-los? 😀 Pois é! E hoje vim resenhar Um Sedutor Sem Coração, o primeiro livro da nova série da Lisa Kleypas, Os Ravenels.

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Sinopse: Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Após a morte de um primo, o boêmio Devon Ravenel se vê como herdeiro de um título de nobreza e um condado cheio de dívidas. Agora conde Trenear, seu único objetivo é vender o Priorado Eversby e se livrar das responsabilidades o mais breve possível. Entretanto, seus planos vão por água abaixo quando ele conhece a viúva do primo, lady Kathleen. A moça mora com as três cunhadas na casa do ex-marido, com quem ficou casada apenas três dias antes do fatídico acidente que o matou. E, após algumas discussões acaloradas – e uma atração irresistível –, Devon decide manter o condado e assumir aquilo que sempre temeu: responsabilidades.

Esse livro já me chamou a atenção por ser bem mais longo que os volumes da série As Quatro Estações do Amor (meu primeiro contato com Lisa Kleypas). Portanto, aqui a história se desenrola de modo bem mais gradual. Após ser confrontado por Kathleen, Devon encara o desafio de assumir o condado. Para isso, o personagem – antes um libertino beberrão e inconsequente – precisa amadurecer, estudar, trabalhar muito e se dedicar às suas novas atribuições. Kathleen, por outro lado, é uma personagem bastante obstinada e de espírito vigoroso, mas que precisa assumir um manto de luto e a compostura de uma viúva. O grande problema nisso é que ela foi cortejada pelo falecido marido por poucos meses e ficou casada apenas três dias: ou seja, ela mal o conhecia. Com o passar das páginas, Devon vai sendo influenciado pelo senso de responsabilidade de Kathleen, enquanto ela vai relaxando e abrindo mão de algumas convenções sociais por influência dele.

Outro personagem que vale mencionar é West, irmão de Devon. O rapaz inicia o livro como alguém sem propósito, totalmente contrário à decisão do irmão de manter a propriedade. O desenrolar da trama traz profundas transformações em sua personalidade, que ganha uma nova motivação de vida ao se envolver com o dia a dia dos arrendatários do condado. West é alguém que cresce muito ao longo do livro, e é impossível não se apaixonar por ele! Sua amizade fraternal com Kathleen também é comovente, e eu gosto muito dos dois. As irmãs do falecido conde também são fofas: elas viveram a maior parte da vida reclusas, em função do luto (primeiro, pelos pais; depois, pelo irmão). Helen é uma moça doce, gentil e refinada; as gêmeas, Pandora e Cassandra, são inseparáveis e divertidas.

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Preciso fazer uma ressalva em relação ao título! 😛 Para mim, Devon não tem absolutamente NADA de “sedutor sem coração”. Apesar de ter dificuldade em perceber que deseja se casar, o sentimento dele por Kathleen rapidamente se mostra verdadeiro e intenso. Devon é um homem apaixonado, que se esforça continuamente para fazê-la feliz. Desde a decisão de manter sua propriedade, o Priorado Eversby, até uma cena específica em que ele age como um verdadeiro herói, o protagonista demonstra seu bom coração e sua índole honrada. Pronto, defesa ao Devon feita! 😂 Ele é ótimo, e tenho dito hahaha!

O romance de Devon e Kathleen não foi arrebatador, daqueles que tiram o nosso fôlego. A personagem tem traumas relacionados a abandono e foi muito maltratada pelo marido, mesmo na brevidade de seu casamento. O bonito da relação dela com Devon é a paciência dele em lidar com ela, e o modo como as coisas mudam entre eles conforme o tempo passa e o respeito cresce. Pra mim, é o maior mérito da relação dos dois, muito mais que a paixão arrebatadora.

Acredito que o livro poderia ser um pouco mais curto do que ele é, de modo a tornar os acontecimentos mais ágeis. Entretanto, o lado positivo é que a personalidade e a relação entre os personagens se constrói de modo gradual e verossímil. Isso se aplica ao casal protagonista, mas também a West com as meninas e Helen com Winterborne (um amigo de Devon, com quem o protagonista deseja que Helen se case). Isso demonstra a preocupação de Lisa Kleypas em construir a relação dos personagens dessa e das próximas histórias da série, o que acho ótimo.

Em suma, Um Sedutor Sem Coração inicia com o pé direito a nova série de Lisa Kleypas, trazendo personagens bem construídos, que crescem e amadurecem conforme a história evolui. Recomendo a todos os fãs de romances de época! ❤

Título Original: Cold-Hearted Rake
Série: Os Ravenels
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320
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Resenha: Uma Noite Inesquecível – Lisa Kleypas

Oi galerinha, tudo bem? 😀

Depois de concluir a história das quatro Flores Secas originais em As Quatro Estações do Amor, Lisa Kleypas trouxe mais um volume a essa série fofíssima: Uma Noite Inesquecível. Vamos conferir o que eu achei? 😉

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Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés. No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava. Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer?

O mocinho dessa história de amor é Rafe Bowman, irmão mais velho de Lillian e Daisy. O rapaz vem à Inglaterra para cortejar a bela Natalie Blandford, uma jovem aristocrata com quem deve se casar. Entretanto, ele encontra um obstáculo em seu caminho: Hannah, a acompanhante e prima da jovem. Hannah cresceu com os Blandford e tem muito carinho por Natalie, desejando que a prima case com alguém à sua altura – e Rafe, com seus modos grosseiros e americanizados, bem como seu histórico libertino, com certeza não se encaixa nos pré-requisitos. Entretanto, uma fagulha inesperada se acende entre Rafe e Hannah, o que pode colocar tudo a perder.

O maior defeito deste livro é ele ser tão curto! Eu adorei Rafe e Hannah, e sua dinâmica de gato e rato é encantadora. Rafe é um homem impulsivo, despreocupado e divertido – entretanto, sofre uma cobrança sem tamanho por parte de seu pai, Thomas Bowman. A pressão para atingir as altas expectativas do pai é algo que sempre o acompanha (sendo também o motivo para ele cortejar Natalie). Hannah, por outro lado, é uma jovem dedicada, modesta e leal. É nítido seu sentimento genuíno por Natalie, ainda que esta seja uma personagem bem temperamental. As passagens em que as duas interagem contêm cenas bem engraçadas, especialmente quando Natalie demonstra o seu lado mais “travesso”, desconcertando Hannah e seus modos “puritanos”.

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O livro acaba focando um pouco demais em Lillian e Westcliff, o que eu julguei desnecessário. Pra mim, não havia motivos para esses personagens terem tanto espaço novamente (ainda mais que eu não tenho mais simpatia por Lillian). Também existe uma questão importante envolvendo os sentimentos de Natalie, mas que me deixou bem satisfeita. Todos os casais que são mostrados ao longo das (poucas) páginas tiveram um desfecho que me deixou contente, o que foi positivo. Mas, em função disso, o casal principal acabou tendo menos destaque do que deveria, o que é uma pena (considerando o quão carismáticos Rafe e Hannah são). 😦 Ah! Outra coisinha que me incomodou durante a leitura, e que eu já havia comentado em Escândalos na Primavera, é a questão da cronologia estranha, algo meio recorrente na série que se repete aqui.

Uma Noite Inesquecível demonstra mais uma vez a habilidade de cupido das Flores Secas, que adotam Hannah nesse grupo tão cativante. O livro também reforça a capacidade de Lisa Kleypas de criar uma história leve, divertida e repleta de muito romance. Apesar de curto, o livro é um spin-off digno da série de origem. 🙂

Título Original: A Wallflower Christmas
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 144
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Resenha: Sedução da Seda – Loretta Chase

Oi pessoal, tudo bem?

Cá estou, novamente me aventurando pelos romances de época, um gênero que recentemente tem ganhado meu coração. O livro da vez é Sedução da Seda, o primeiro volume da série As Modistas, escrita por Loretta Chase. 😉

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Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista, Marcelline Noirot, é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: Lady Clara Fairfax, futura noiva do Duque de Clevedon. Tornar-se a modista de Lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Duque de Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O Duque se considera um especialista na arte da sedução, mas Madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

Marcelline Noirot é uma modista inglesa (ou seja, uma pessoa que desenha e cria roupas, semelhante ao que hoje chamamos de estilista) de grande talento. Junto das três irmãs mais novas, administra a Maison Noirot, um atelier que Marcelline luta para fazer prosperar. Para obter prestígio, a modista parte rumo a Paris, com o objetivo de conhecer e encantar o libertino Duque de Clevedon – com o único e exclusivo objetivo de ser escolhida como a modista que vestirá a futura Duquesa. Porém, durante a viagem, uma atração irresistível surge entre os dois, e Clevedon não mede esforços para seduzi-la, o que pode colocar os planos de Marcelline a perder.

Esse é o plot que guia a trama de Sedução da Seda. Marcelline é uma mulher cheia de responsabilidades: ela tem uma filha pequena (cujo pai já é falecido) e três irmãs mais novas que dependem do sucesso da Maisot Noirot. Vinda de uma família de picaretas, Marcelline e as irmãs nunca tiveram estrutura familiar e amparo, sendo necessário que a protagonista aprendesse desde muito cedo a se virar sozinha. O Duque de Clevedon, por outro lado, está acostumado a ter tudo que deseja, como os típicos nobres da época. Prometido à Lady Clara Fairfax desde a infância, o Duque resolveu passar uma temporada em Paris antes de se casar. Por lá, sua vida era rodeada por mulheres, bebedeiras e extravagâncias. Quando Marcelline, uma mulher misteriosa, bela e graciosa surge em seu caminho, ele fica estupefato e tomado pelo desejo de seduzi-la. E, por mais que Marcelline sinta-se atraída pelo Conde, ela sabe que não pode colocar seu negócio em risco.

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Admito pra vocês que, de início, não curti muito a trama. O fato de Marcelline ficar repetindo “eu sou a maior modista do mundo” o tempo todo me irritou e me fez revirar os olhos para a personagem diversas vezes. Também achei um pouco inverossímil a postura excessivamente pra frentex dela, considerando a época. Se hoje, em pleno século XXI, as mulheres se veem oprimidas por diversos padrões, naquela época, então, nem se fala. Mas ok, dá pra relevar em nome da ficção. 😛 Também não gostei de ler as diversas traições de Clevedon a Clara – por mais que os mocinhos de romances de época sejam experientes sexualmente, em Sedução da Seda ficou mais explícito que Clevedon tinha alguém esperando por ele, o que torna suas aventuras sexuais ainda piores.

Os capítulos iniciais são um pouco confusos. O livro começa em Londres, com as meninas da Maison Noirot descobrindo que o Duque de Clevedon vai ficar noivo de Lady Clara. Repentinamente, Marcelline já viajou para Paris para encontrá-lo! Além disso, achei o livro mais longo do que o necessário, especialmente na reta final. Porém, há um aspecto bem interessante na resolução do conflito amoroso: Lady Clara tem um papel bem mais ativo, o que me fez admirar a personagem e seu crescimento.

Falando em crescimento dos personagens, esse é o ponto positivo de que mais gostei nessa leitura. Apesar das minhas ressalvas nos parágrafos anteriores, eu gostei muito de como Loretta Chase constrói as nuances de seus personagens, que vão amadurecendo ao longo das páginas. Conforme a leitura avança e vamos conhecendo mais sobre o passado de Marcelline e Clevedon, algumas coisas passam a fazer sentido e torna-se possível sentir empatia por eles. Marcelline, por exemplo, deixa de ser uma mera trapaceira ambiciosa; ela se revela como uma mulher que faz o que é necessário para manter sua família viva e seu negócio prosperando, pois é uma mulher sozinha em uma época que não facilitava em nada para jovens solteiras ou viúvas. Esse lado mais “humano” da personagem colaborou para que eu passasse a admirar sua obstinação. Clevedon, por outro lado, também cresce em frente aos nossos olhos: sua futilidade vai dando espaço a uma faceta mais altruísta e heróica, ao mesmo tempo em que vai se dando conta de que seus preconceitos em relação a Marcelline (pelo fato dela ser uma lojista) são infundados. O próprio ofício da personagem passa a ser uma característica que o Duque admira, e eu acho comovente quando ele auxilia a Maison Noirot em um momento de grande dificuldade. ❤

Sedução da Seda não fisgou completamente meu coração, mas trouxe uma história que evolui e personagens que crescem juntos. O final é promissor e eu gostei muito da dinâmica do casal no desfecho do livro. Lembro que também não me apaixonei por Segredos de uma Noite de Verão, da Lisa Kleypas, mas insisti e acabei adorando a maior parte da série. Por isso, acredito que lerei o próximo volume da série As Modistas também. Alguém já leu? Me recomendam? Me contem nos comentários! 😀

Título Original: Silk is For Seduction
Série: As Modistas
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
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Resenha: Escândalos na Primavera – Lisa Kleypas

Olá, meu povo! Tudo certinho?

Chegamos ao último livro da série As Quatro Estações do Amor protagonizado por uma das Flores Secas originais: Escândalos na Primavera. ❤

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Sinopse: Daisy Bowman sempre preferiu um bom livro a qualquer baile. Talvez por isso já esteja na terceira temporada de eventos sociais em Londres sem encontrar um marido. Cansado da solteirice da filha, Thomas Bowman lhe dá um ultimato: se não conseguir arranjar logo um pretendente adequado, ela será forçada a se casar com Matthew Swift, seu braço direito na empresa. Daisy está horrorizada com a possibilidade de viver para sempre com alguém tão sério e controlador, tão parecido com seu pai. Mas não admitirá a derrota. Com a ajuda de suas amigas, está decidida a se casar com qualquer um, menos o Sr. Swift. Ela só não contava com o charme inesperado de Matthew nem com a ardente atração que nasce entre os dois. Será que o homem ganancioso de quem se lembrava era apenas fachada e ele na verdade é tão romântico quanto os heróis dos livros que ela lê? Ou, como sua irmã Lillian suspeita, o Sr. Swift é apenas um interesseiro com algum segredo escandaloso muito bem guardado? Escândalos Na Primavera é um presente para os leitores, que podem ter certeza de uma coisa: embora as estações do ano sempre terminem, a amizade desse quarteto de amigas é eterna.

Lillian e Daisy foram, de cara, minhas personagens favoritas lá em Segredos de Uma Noite de Verão. Lillian foi perdendo um pouco do meu apreço, então fiquei ansiosa para conferir a história de Daisy. Confesso que me senti um tantinho decepcionada quando soube que Cam Rohan não seria o par da mais jovem irmã Bowman mas, quando conheci Matthew Swift, esse desapontamento sumiu rapidinho!

Thomas Bowman está cansado de investir em Daisy, que segue solteira. Por isso, ele decide resolver a questão de seu próprio jeito: arranjando um casamento com seu funcionário favorito e braço direito, o americano Matthew Swift. O problema é que Daisy odeia o rapaz: ele é um reflexo de seu pai, um homem fechado e voltado apenas aos negócios. Decidida a encontrar um nobre com quem se casar, Daisy acaba sendo surpreendida ao reencontrar um Matthew mais maduro, gentil e bonito do que se lembrava no passado. Matthew, por sua vez, luta para esconder os sentimentos que nutre por Daisy desde que há conhecera, tantos anos atrás. Contudo, o rapaz possui segredos que o impedem de abrir seu coração, o que cria uma barreira entre eles.

Escandâlos na Primavera é, disparado, o meu livro favorito da série. Daisy é encantadora e divertida, uma protagonista que conquista o leitor. Apesar de sonhadora e cheia de imaginação, ela é prática e pé no chão. E o que dizer de Matthew Swift? Simplesmente o protagonista mais apaixonante da série inteira! ❤ Ele é honrado e genuinamente preocupado com Daisy e sua felicidade. Os segredos que mantêm dela são uma tentativa de protegê-la e, quando vêm à tona, fazem com que a gente se emocione com a fragilidade do personagem e com sua capacidade de abrir o coração. Felizmente para nós, leitores, o romance de Daisy e Matthew não demora a acontecer e eles conseguem rapidamente se entender: ela, aceitando seus sentimentos por ele e deixando seus julgamentos errôneos de lado; ele, enfrentando o passado para finalmente estar com ela e viver seu amor.

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O único defeito do livro em si é o fato de ser o mais curto da série. Queria mais de Daisy e Matthew HAHAHA! 😦 Mas há também um problema recorrente em As Quatro Estações do Amor, que é a falta de revisão (os erros são frequentes demais, Arqueiro!) e a cronologia estranha. Em alguns momentos, Lisa Kleypas faz parecer que poucos meses se passaram de um livro para o outro. Em outros, dá a entender que os acontecimentos tem distância de um ano ou mais! Isso acontece no próximo livro também, Uma Noite Inesquecível. Vacilo, hein? 😦

Além de eu ter amado acompanhar a história curtindo os dois protagonistas (algo que não tinha acontecido em nenhum volume até agora), eu me apaixonei completamente por Matthew. Ele é a personificação de um good guy e, particularmente, gosto muito desse tipo de protagonista masculino! ❤ Carinhoso, honrado, incrivelmente bonito e inteligente: são apenas alguns dos atributos do personagem de que mais gostei em As Quatro Estações do Amor. Sua amizade com Westcliff também é muito bacana de acompanhar (Marcus, inclusive, é o personagem que mais aparece na série, tendo participação relevante em todos os livros).

Encerrando As Quatro Estações do Amor com chave de ouro, Escândalos na Primavera foi o volume que mais me fez suspirar. Lisa Kleypas nos presenteia com um romance puro e verdadeiro entre dois jovens que complementam um ao outro com respeito e admiração e traz um enredo que flui e tem reviravoltas emocionantes em sua reta final. Valeu a pena ter chegado até aqui.

(Fun fact/spoiler +18: reparei que o sexo entre os protagonistas segue um padrão. No primeiro livro, rola depois do casamento. No segundo, antes. No terceiro, depois. No quarto, antes. Pelo visto as irmãs Bowman compartilham a ansiedade de transar HAHAHA!)

Título Original: Scandal in Spring
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 224
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Resenha: Pecados no Inverno – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje eu trago pra vocês a resenha do livro mais diferentão da série As Quatro Estações do Amor: Pecados no Inverno. 🙂

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Sinopse: Do quarteto de amigas, Evangeline Jenner é certamente a mais tímida. E se tornará a mais rica quando receber a herança de seu pai, acamado com tuberculose. Mas Evie não se importa com o dinheiro. Tudo o que deseja é estar ao lado do pai em seus últimos dias. Porém isso só será possível se ela puder escapar da casa dos tios que a criaram. E, para isso, sua única alternativa é casar-se – e rápido. Assim, ela foge no meio da noite para a casa do devasso lorde St. Vincent e lhe propõe casamento em troca de poder cuidar do pai. Para um aristocrata que precisa de dinheiro, essa é uma excelente proposta. Afinal, é difícil conquistar uma moça rica e solteira quando se tem a reputação de Sebastian – trinta segundos a sós com ele arruinariam o bom nome de qualquer donzela. Mas há uma condição na proposta de Evie: uma vez consumado o casamento, eles nunca mais dormirão juntos. Ela não será mais uma mulher descartada por ele com o coração partido. Se Sebastian realmente a deseja em sua cama, terá que se esforçar mais em sua sedução… ou entregar seu coração pela primeira vez na vida.

Eu fiquei muito curiosa com esse título quando percebi, ao final de Era Uma Vez no Outono, que o casal protagonista seria Evie e ninguém mais, ninguém menos Lorde St. Vincent (sim, o vilão do livro anterior). Achava que Lisa Kleypas precisaria rebolar muito pra conseguir transformar um homem que sequestrou a noiva do melhor amigo em um mocinho confiável, por quem os leitores pudessem se apaixonar também. E, em partes, ela conseguiu essa façanha.

Evie procura Sebastian, o Lorde St. Vincent, unicamente por interesse. Ela deseja se casar com ele para escapar do controle que sua família exerce sobre ela e, com isso, voltar a visitar o pai (um rico dono de um clube de jogos que está à beira da morte). St. Vincent aceita de imediato, motivado por duas razões principais: 1) ele está quase falido e precisa de uma esposa rica e 2) fica encantando com as curvas voluptuosas de Evie. Contudo, com o passar do tempo, Sebastian não apenas assume o controle do salão de jogos após o falecimento do sogro como também se dá conta de que o afeto pela esposa cresce desenfreadamente. No caminho dos dois, há a família da jovem e um antigo funcionário do clube de jogos que pode ter mais coisas em comum com Evie do que ela imaginava…

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Uma das maiores qualidades de Pecados no Inverno é que ele é o volume que mais se afasta da fórmula da série. Aqui, o cenário não é Hampshire e a bela mansão de Westcliff, mas sim o clube de jogos do pai de Evie. Também não temos um outro homem lutando pelo coração da protagonista, já que ela se casa logo de início. O único outro rapaz charmoso (além de Sebastian, é claro) é Cam Rohan, que tem por Evie uma afeição fraternal. Eu jurava que ele seria o mocinho do volume seguinte, mas descobri que ele faz parte da série Os Hathaways. Enfim… Por outro lado, um dos pontos negativos (mas que, ainda assim, foge da fórmula pronta dos outros livros) é que As Flores Secas não têm uma participação tão expressiva em Pecados no Inverno, à exceção de Lillian (com quem Sebastian tem uma relação complicada devido ao sequestro).

A grande estrela desse livro é, sem dúvidas, o libertino St. Vincent. Ainda acho que Lisa Kleypas pegou pesado no fato do personagem ter pulado de sequestrador para marido exemplar mas, ainda assim, gostei muito de quem ele se tornou. O personagem não mudou completamente: ele segue malicioso, charmoso e galante, e o flerte segue sendo uma de suas características predominantes. Contudo, com o passar do tempo ele passa a enxergar as qualidades de Evie (sua determinação, sua resiliência e sua gentileza) e se permite se apaixonar. Infelizmente eu não consigo ser muito fã de Evie. Ela é uma personagem querida e muito doce mas, pra mim, é totalmente sem sal. 😦 Não consegui “comprar” toda a personalidade da protagonista que Lisa Kleypas tentou “vender”, sabem?

Pecados no Inverno merece o destaque por ser o livro mais singular da série As Quatro Estações do Amor, evitando as fórmulas prontas que Lisa Kleypas vinha utilizando e se mostrando mais ousado e com reviravoltas mais interessantes. Gostei muito mais dele do que de seus predecessores, ainda que Evie não seja uma protagonista tão carismática. E, apesar das ressalvas (e para a minha própria surpresa), Lisa Kleypas conseguiu rebolar o bastante pra tornar Sebastian um mocinho capaz de conquistar meu coração. 😉 Recomendo!

P.S.: tenho profunda agonia da capa desse livro. É a única que mostra o rosto da modelo, fugindo totalmente do padrão das outras capas! Apesar disso combinar com a vibe do livro, que também é diferente, acabou mais me incomodando mesmo. 😛 Prefiro padrões no que diz respeito a capas de séries literárias hahaha!

Título Original: The Devil in Winter
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
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Resenha: Era Uma Vez no Outono – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo certo?

Segui me aventurando pelos romances de época e, dessa vez, trago a resenha de Era Uma Vez no Outono, o segundo volume da série As Quatro Estações do Amor.

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Sinopse: A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

Como eu imaginava, o casal desse volume é Lillian Bowman (a personagem de que mais gostei em Segredos de Uma Noite de Verão) e Marcus Marsden, o conde de Westcliff. O interessante nesse casal é que ambos têm personalidades muito parecidas: são teimosos, obstinados e de personalidade forte. Ao mesmo tempo, não poderiam ser mais diferentes: ela é irreverente, atrevida e impulsiva, enquanto ele é comedido, racional e discreto. Como antagonistas, temos o charmoso e encantador lorde St. Vincent um nobre amigo de Westcliff que está afundado em dívidas e precisa da herança de uma esposa rica e a condessa de Westcliff, mãe de Marcus, que não suporta a ideia da união do casal.

Como comentei na resenha do primeiro livro, minhas expectativas eram maiores para esse volume, justamente por trazer Lillian como protagonista. Contudo, o carisma da jovem não foi suficiente para fazer com que o livro ganhasse meu coração. O primeiro motivo é que as Flores Secas tiveram uma participação muito pequena e senti falta das interações entre elas. O segundo é que as desculpas que a autora tinha para que Lillian ficasse sozinha e esbarrasse em Marcus “por acaso” eram muito manjadas (fanfic feelings). De cara, esses aspectos me incomodaram. Outra coisa chatinha nesse volume, que não identifiquei tanto no anterior, foram os erros de revisão. Poxa, gente, não custa nada dar uma lida mais caprichada na hora de revisar, né?

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Agora, minha maior crítica fica por conta da consumação do romance e da postura de Marcus. Pra falar disso, preciso dar spoilers, então pule para o próximo parágrafo se não quiser ler. Lillian e o conde transam quando a moça está… bêbada! E não, não importa se ela consentiu, se ela demonstrou que queria, se ela teve iniciativa: ele era a pessoa que estava sóbria e era o responsável ali. Em determinada passagem a autora inclusive menciona que Lillian acha que está sonhando. Ou seja, ela não estava em posse de suas plenas faculdades mentais. E eu não consigo concordar com essa atitude de Marcus. E, pra piorar, ela era virgem! Achei extremamente indigno do personagem, que é apresentado como alguém honrado e responsável.

Porém, não tenho apenas críticas a Era Uma Vez no Outono. Lillian realmente é uma personagem mais carismática que Annabelle, então foi mais agradável acompanhá-la nessa história. Ela é engraçada e tem personalidade forte, características que costumo apreciar nos personagens. Marcus é muito bem desenvolvido, pois a autora traz muitos aspectos de seu passado e de sua criação que explicam muito de sua personalidade no presente. Outro aspecto bacana foi a reviravolta no final: foi interessante e me deixou ansiosa para conferir seu desfecho. O epílogo também foi excelente, deixando um gancho que me deixou de boca aberta.

Não sei se comecei minha experiência com os romances de época errados, mas até agora não tenho nada muito “uau” para dizer sobre As Quatro Estações do Amor. Por mais que os livros me deixem entretida e sejam gostosos de ler, não me encantei verdadeiramente pela série até o momento. Não é um livro ruim, mas (assim como o anterior) não é inesquecível.

Título Original: It Happened One Autumn
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
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Resenha: Segredos de Uma Noite de Verão – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo certo?

Apesar da popularidade na blogosfera, eu nunca tinha lido nenhum romance de época. Para iniciar minha experiência nesse gênero literário, escolhi a série As Quatro Estações do Amor, da Lisa Kleypas, e hoje trago minhas impressões sobre o primeiro volume, Segredos de Uma Noite de Verão!

segredos de uma noite de verão.pngGaranta o seu!

Sinopse: Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz. As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon… e descobre que o amor é um jogo perigoso.

Eu realmente não vejo necessidade de explicar mais aspectos do enredo além do que diz a sinopse, que já é bem completa. Por esse motivo, vou passar direto às minhas impressões. Eu já esperava um clichê em Segredos de Uma Noite de Verão e, de fato, o livro é um tanto previsível. Contudo, isso não me incomodou porque, desde que sejam bem construídos, não me importo com clichês. O meu problema durante a leitura foi com a própria Annabelle: mesmo estando em uma situação difícil, a personagem tem um ar soberbo bastante irritante. Entendo que a criação da moça fez com que ela sonhasse com uma vida de nobreza em meio à alta sociedade, mas eu não consigo gostar desse tipo de personagem, que julga os outros por status ou aparências. Contudo, o lado positivo de Annabelle é que a moça é gentil e verdadeiramente preocupada não só com o próprio bem-estar, mas com o da sua família também. Simon Hunt, por outro lado, foi um personagem muito mais interessante. Assim como Annabelle, o leitor vai conhecendo Simon aos poucos, e percebendo nuances dele que a princípio não ficam claras: ele é um homem justo, determinado e muito inteligente. Porém, até que essas camadas do personagem sejam demonstradas, o leitor tem que aguentar muita teimosia e arrogância por parte do casal.

Sim, em diversos momentos fiquei com borboletas no estômago quando Annabelle e Simon estavam juntos. As cenas picantes do livro são realmente muito boas (ainda mais se comparadas às de 50 Tons de Cinza, minha última experiência com livros de teor erótico) mas, mais para o final, acabaram caindo na repetição e perdendo a graça. Eu acho que preferi muito mais o clima de gato e rato que permeava o relacionamento dos dois no início da obra, que foi mudando gradualmente conforme Annabelle baixava a guarda e conhecia um outro lado de Hunt.

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Quem realmente ganhou meu coração nesse volume foram as três outras solteironas, especialmente Lillian e Daisy. ❤ As irmãs americanas não têm problemas financeiros, mas não estão acostumadas à toda pompa britânica. Isso faz com que elas sejam muito diferentes do que a sociedade londrina espera delas (e de um jeito muito engraçado)! Evie, a terceira solteirona, é um doce, sendo uma personagem delicada, confiável e fácil de se afeiçoar.

Um aspecto importante – e um dos pontos altos do livro – foi a ambientação histórica. O enredo se passa durante o declínio da nobreza, que se vê cada vez mais endividada, tentando levar um estilo de vida que não condiz com as mudanças na economia. Por outro lado, temos comerciantes sendo cada vez mais ricos e bem-sucedidos, crescendo em termos de importância – mas com o valor social ainda posto em xeque por quem vive nos antigos moldes (como faz a própria Annabelle ao julgar Simon por seu ofício). O interessante nesse contexto é que a protagonista, aos poucos, começa a perceber que sua idealização de vida perfeita está cada vez mais ultrapassada, e que o futuro já está chegando (com suas rodovias, suas máquinas a vapor e com o progresso oriundo dessas inovações).

Segredos de Uma Noite de Verão foi uma experiência satisfatória, apesar de não ter sido inesquecível. Gostei da ambientação e até mesmo dos clichês, mas Annabelle não me cativou. Eu recomendo esse livro mais para quem já gosta das obras da Lisa Kleypas ou para quem já é fã de romances de época, mas acho válido que o leitor não crie grandes expectativas em relação à obra.

Título Original: Secrets of a Summer Night
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
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