Review: Divergente

Olá!

Gente, em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pelo atraso do post. Eu viajei no feriado e não tive acesso a computador, o que me impossibilitou de dar a devida atenção ao blog. Ao mesmo tempo, eu queria muito que a atualização fosse uma resenha do filme que eu estava aguardando e que foi maravilhoso ao cumprir minhas expectativas: Divergente! Essa resenha será baseada somente no filme, já que ainda não li o livro. 🙂

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Sinopse: Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice completa 16 anos, ela tem que escolher entre as diferentes facções em que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless (Audácia), ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four (Quatro), um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

Muitas pessoas vem me recomendando a trilogia Divergente, já que eu sou super fã de Jogos Vorazes e o clima distópico das obras é parecido. As várias resenhas positivas sobre a história ajudaram a provocar a minha curiosidade, mas – assim como aconteceu com Jogos Vorazes – acabei decidindo por esperar pelo filme. E ele é excelente!

O filme começa com uma explicação sobre o sistema adotado na futurística cidade de Chicago, após uma guerra, para estabelecer e conservar a paz. Esse sistema consiste na divisão das pessoas em facções, de acordo com suas aptidões individuais. Existem cinco facções: Abnegação, Erudição, Amizade, Franqueza e Audácia. Cada facção é responsável por certas funções dentro da sociedade, e é de fundamental importância que cada indivíduo “saiba seu lugar”, de forma a contribuir para a facção e, consequentemente, para a cidade. Aos 16 anos, os jovens passam por um teste de aptidão para verificar em qual facção se encaixam, podendo escolher entre qualquer uma das cinco (sendo o mais comum escolher a facção sugerida no teste). Beatrice Prior, a protagonista, está prestes a realizar o seu teste e se encontra num grande conflito: ela teme ter que deixar a família se escolher outra facção, mas teme mais ainda continuar na Abnegação, facção na qual ela nasceu.

Após realizar o teste, Beatrice descobre que é uma Divergente: alguém cujas aptidões se encaixam em mais de uma facção. E isso é um risco, pois o sistema não deseja ninguém que não possa ser categorizado e, consequentemente, controlado. A jovem se empenha em esconder sua condição e escolhe a facção Audácia. Lá, ela muda seu nome para Tris, faz novos amigos e conhece e se apaixona por Quatro, o seu instrutor. Além disso, ela se esforça até o limite para se encaixar nos padrões da Audácia e para se sentir pertencente àquele lugar, treinando exaustivamente para melhorar seu desempenho. A partir das experiências na Audácia, Tris passa a correr cada vez mais riscos de ser descoberta como Divergente, já que a facção Erudição tem planos de tomar o governo da Abnegação e, para isso, arquiteta diversos planos e exerce contínua observação para descobrir os Divergentes.

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Não falando mais sobre o enredo (até para não estragar as surpresas de ninguém), mas abordando um pouco os personagens. Me impressionei demais com Shailene Woodley! A atriz é muito expressiva e o diretor soube usar essa característica perfeitamente, focando a câmera diversas vezes no rosto dela. Conhecemos Tris já em conflito: ela não sabe a que facção ela pertence e quem ela realmente é. A única coisa que fica clara sobre seu passado antes do teste é que ela nunca se sentiu parte da Abnegação a ponto de querer passar o resto da vida ali. A protagonista é uma jovem muito forte, decidida, determinada e solidária. Desde o primeiro momento na Audácia, ela dá sempre o seu melhor e se dedica de corpo e alma a passar nos testes que são impostos, de forma a pertencer à facção. Ela também faz uma amizade muito bacana com Christina, uma oriunda da Franqueza. Em um momento de dificuldades de Christina, Tris a incentiva para que ela não desista. Senti muita simpatia pela família de Tris também, mas a protagonista é totalmente cativante e realmente “rouba a cena”.

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Quatro, o instrutor, é um personagem complexo e interessante. Inicialmente desinteressado e hostil, aos poucos passa a observar e admirar Tris e sua coragem. Quando a garota não se saía bem nos testes e nos treinamentos, ele procurava ensiná-la e até mesmo protegê-la. O romance dos dois não me pareceu forçado, pois cada um tinha características peculiares que chamavam a atenção do outro. Aos poucos, o interesse foi crescendo e, com isso, veio a atração e posteriormente o amor. Uma das melhores cenas acontece quando Quatro se propõe a ajudar Tris a “enganar” a sua mente em um teste que determina se ela realmente deve ou não ficar na Audácia: a proposta é entrar em uma alucinação com seus piores medos e vencê-los de forma destemida e característica da facção. Como Tris é uma Divergente, ela consegue escapar de seus medos percebendo que nada daquilo é real. Quatro então a leva para dentro da cabeça dele, ensinando-a como escapar de uma forma que alguém da Audácia faria. E, nesses medos, descobrimos revelações sobre o passado do rapaz e que explicam o seu nome peculiar. Entretanto, acho que o filme deixou algo sem resposta sobre ele: como ele consegue escapar do controle da Erudição? Seria Quatro um Divergente? Se for, o filme não explicitou. Ele sabe o segredo de Tris, mas em nenhum momento ele menciona ser igual a ela. Espero que isso seja explicado futuramente, porque foi algo que me inquietou.

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Kate Winslet teve uma interpretação excelente no papel de Jeanine Matthews, a líder da Erudição. Fria, calculista, manipuladora e aparentemente inofensiva e diplomata, a personagem é totalmente sagaz e eficiente ao influenciar no povo uma imagem negativa sobre a Abnegação e aumentar a força da Erudição. Outros personagens também são carismáticos, como os amigos de Tris, ou como os pais da protagonista, que continuam preocupados com a filha mesmo depois que ela decide deixar a facção de origem. Porém, com exceção de um amigo de Tris (Albert) que se mostra mais complexo ao longo da trama, os outros personagens são abordados de forma mais rasa, fazendo com que o filme seja muito mais focado em Tris e Quatro. Não sei se isso é algo positivo ou negativo, mas considerando que é um filme introdutório, é compreensível.

Também gostei muito dos cenários e dos figurinos! Adorei a visão de Chicago dividida em uma zona confortável e moderna e em outra zona miserável e suja, que é o local em que vivem os sem-facção (os excluídos da sociedade). Os trajes específicos de cada facção também são incríveis, revelando aspectos importantes de cada uma. A fotografia do filme é muito bonita e o visual geral é muito caprichado, provocando uma imersão muito interessante no mundo futurista proposto, que retrata uma cidade que conseguiu se reconstruir depois de um conflito. O muro que cerca Chicago traz uma sensação claustrofóbica e opressora, já que Chicago se exclui de todas as outras cidades que não foram capazes de se reestruturar, mantendo seus habitantes “protegidos” dentro do muro. Ou seja, além do sistema de facções – que já prende os indivíduos em categorias – existe também uma barreira física que impede o seu direito de ir e vir. Entretanto, essa opressão ocorre de forma mais discreta e camuflada em Divergente, já que o argumento utilizado é o de sempre manter a paz para todos os habitantes.

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Acho que a única coisa que realmente me fez pensar “wtf?” foi o desfecho do pai de Tris, que eu achei bem sem noção. No mais, eu achei o filme muito coerente, com uma história bem estruturada e interessante. É um filme longo, com aproximadamente 2h20 de duração, mas que não me deixou entediada ou cansada em nenhum momento. Quanto mais o enredo ia se revelando, mais interessada e tensa eu ficava, desejando saber o que viria a seguir. O final deixa a brecha para a sequência, mas de uma forma não tão urgente (como aconteceu com Em Chamas, por exemplo, cuja cena final faz com que o espectador necessite a continuação). Foi um final satisfatório, que concluiu muito bem o enredo e diminuiu o ritmo da narrativa de forma gradual e eficiente. Em suma, eu realmente adorei o filme! Pretendo comprar os livros assim que aparecer alguma promoção, porque fiquei muito curiosa pela continuação e também porque quero mergulhar mais fundo nesse mundo concebido por Veronica Roth. Acredito que os fãs do livro vão achar o longa muito bem produzido, e quem não teve a oportunidade de ler vai se deparar com uma história muito bem construída e com um filme totalmente cativante. Mais do que recomendado!

Título original: Divergent
Ano de lançamento: 2014
Direção: Neil Burger
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Zoë Kravitz, Jai Courtney, Miles Teller, Ansel Elgort

Resenha: Laranja Mecânica – Anthony Burgess

Oi, gente!

Essa semana foi um pouco corrida pra mim, pois consegui uma bolsa pra trabalhar na universidade. No fim das contas, não pude iniciar nenhum livro novo, o que não foi algo tão ruim, já que acabei optando por escrever sobre um livro que tá no meu Top Favoritos: Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.

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Sinopse: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de “1984”, de George Orwell, e “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, “Laranja Mecânica” é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

Como a própria sinopse já nos informa, Laranja Mecânica é narrado em primeira pessoa por Alex. O adolescente de 15 anos é líder de uma gangue, composta por ele e mais três “druguis” (ou amigos): Georgie, Tosko e Pete. O grupo se ocupa de frequentar bares que servem moloko (leite com drogas adicionadas) e cometer diversos tipos de delitos, como assaltos, brigas com outras gangues, espancamentos e estupros. Em uma noite, a gangue decide assaltar a casa de uma mulher, mas ela consegue chamar a polícia. Na tentativa de fuga, Alex é traído por seus companheiros e é capturado, sendo condenado posteriormente a 14 anos de prisão. Contudo, seu comportamento na prisão continua violento e indomável, fazendo com que o governo decida usá-lo como cobaia em um novo experimento que propõe acabar com os instintos violentos do indivíduo: o Tratamento Ludovico. A técnica consiste em forçar o sujeito a assistir filmes violentos exaustivamente e sem possibilidade de fuga (pois a cobaia fica presa a uma cadeira e impossibilitada de virar a cabeça). Além disso, são injetadas drogas que causam sensações de mal estar e náusea. A partir de então, Alex se vê perdendo totalmente o livre-arbítrio, já que é praticamente forçado a agir de forma gentil e comedida, a fim de evitar a sensação traumatizante causada pelo experimento.

Laranja Mecânica é um clássico futurista. Em uma sociedade violenta, construída com maestria por Anthony Burgess, o leitor pode vivenciar sentimentos extremos e moralmente condenáveis graças à narrativa de Alex. Os jovens praticam “ultraviolência” (um termo utilizado no livro para se referir a atos de extrema violência) por pura diversão, sem nenhum tipo de intervenção por parte do Estado ou até mesmo de suas famílias. Quem ousa confiar em adolescentes batendo à sua porta acaba tendo um destino bastante terrível, como ocorre com um casal – em que a mulher acaba sendo violentada e o marido espancado – e com a própria mulher que consegue chamar a polícia.

Ainda abordando o tema da imersão na história, tudo fica mais complexo e ainda mais verossímil com a linguagem utilizada no livro. Vocês devem ter notado algumas expressões que usei até agora, como druguis, moloko e ultraviolência. Esses são apenas alguns termos que aparecem ao longo da história. Anthony Burgess criou uma linguagem própria, chamada Nadsat, uma espécie de mistura entre o inglês e o russo. Alex e seus companheiros dialogam principalmente por meio das gírias dessa linguagem, fazendo com que o leitor se sinta perdido ao tentar compreender o que aqueles adolescentes realmente estão dizendo. E é justamente essa a intenção: causar estranheza, desconforto e incompreensão ao leitor, fazendo com que ele mergulhe de cabeça nessa sociedade e nesse mundo futurista imaginado por Burgess. O livro acompanha um dicionário nadsat nas páginas finais, então o leitor pode optar por consulta-lo ou não. Eu consultei, porque a sensação de estranheza realmente me incomodou. Entretanto, não demorou muito para que eu decorasse a maioria das palavras e não precisasse mais recorrer a esse recurso, já que comecei a me sentir “parte” daquela realidade.

Outros aspectos muito importantes abordados pelo autor são o posicionamento do governo, a abordagem falha do sistema carcerário e a utilização de presos como cobaias em um experimento que fere diretamente o livre-arbítrio. Uma passagem que gosto muito no livro é: “Será que um homem que escolhe o mal é talvez melhor do que um homem que teve o bem imposto a si?”. Acho que ela define bem o questionamento que o livro propõe: afinal, temos o direito de impor um comportamento a alguém? De retirar todo o livre-arbítrio, seja de quem for? Alex não foi curado, muito menos reestabelecido pelo sistema carcerário. Ele foi moldado contra a sua vontade, agindo de uma forma pacífica apenas para evitar o terror experimentado por ele ao longo do Tratamento Ludovico. Os crimes podem ser evitados, mas a essência do indivíduo permanece lá, piorada por uma experiência traumatizante.

Quem já viu o filme sabe o que acontece com os resultados obtidos pelo Tratamento Ludovico em Alex. Mas é importante ressaltar que o filme acaba no penúltimo capítulo do livro. Como eu li depois de ter assistido ao longa de Stanley Kubrick, fiquei muito surpresa e realmente feliz com o último capítulo. Laranja Mecânica é uma leitura obrigatória a todos que se interessam por clássicos e por realidades futuristas. A leitura, apesar da linguagem nadsat, é muito fluida e a crítica é facilmente compreendida, mas nem por isso o impacto dela é menor. O livro nos leva a diversas reflexões e a diversos sentimentos contraditórios: existe a raiva de Alex e a vontade de vê-lo sendo punido, mas também existe a pena que sentimos ao vê-lo tendo todo o controle sobre suas ações sendo tirado dele e a incapacidade de se integrar novamente à sociedade. Laranja Mecânica é uma leitura mais do que recomendada! 😀

Editora: Aleph
Número de páginas: 200
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Resenha: A Esperança – Suzanne Collins

Oi, gente!

E hoje chegamos à conclusão de minhas resenhas sobre a trilogia Jogos Vorazes. Escrevo agora para falar a respeito de A Esperança, o terceiro e último volume.

Eu comprei o meu box com os três livros em 2012 e li todos no mesmo ano. Concluí A Esperança no dia 31 de dezembro de 2012, porque estava totalmente vidrada e precisava saber o desfecho da história. Só consegui pensar na virada do Ano Novo depois que fechei o livro hahaha 😛 Eu tinha vontade para escrever a minha opinião desde aquela época, então finalmente posso realizar esse desejo! Cuidado: o texto a seguir pode conter spoilers sobre os livros anteriores. Ah, o sexto parágrafo contém uma informação importante que eu considero pertinente de ser discutida, então, se preferirem, podem pulá-lo (ou então evitem as primeiras frases). 🙂

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Sinopse: Katniss conseguiu sair da arena pela segunda vez, mas, mesmo assim, ainda não está a salvo. A Capital está irritada e quer vingança e, por isso, inicia uma represália a toda a população. Numa trama tão violenta quanto psicológica, Suzanne Collins consegue provocar, em A Esperança, um debate sobre a moral e os valores da guerra e as consequências das escolhas feitas por cada um dos personagens.

Definitivamente, A Esperança é o livro que menos gosto da trilogia, por diversos motivos. Acredito que muitas coisas foram mal explicadas, mal resolvidas e feitas com pressa. Explico: assim como os livros anteriores, este também é divido em três partes. Na primeira, a autora nos apresenta o Distrito 13, o novo lar de Katniss e dos sobreviventes do Distrito 12. Ainda nessa primeira parte, podemos ver o que a Capital aparentemente tem feito com Peeta, que foi levado no fim de Em Chamas: ele agora é obrigado a gravar comerciais que estimulam a paz e tentam dissuadir os rebeldes. Já na segunda parte do livro, “O Ataque”, podemos ver os personagens iniciando um treinamento árduo para a guerra. Katniss, Finnick, Gale e outros personagens treinam exaustivamente, aprendendo a lidar com armas de fogo e estratégias de combate. Suzanne Collins usa mais da metade do livro nessas duas partes que, teoricamente, são uma preparação para a guerra, para o combate real. Ela gasta páginas e mais páginas em momentos como os “prontopops” que Katniss grava, uma espécie de “comercial” dos rebeldes que é transmitido na Capital graças à invasão da rede de televisão feita por Beete. Claro que é interessante ver a forma como o Distrito 13 se prepara para fragilizar a Capital e, só depois disso, partir para o combate. Entretanto, esse ritmo da história tem uma consequência bem grave na terceira parte: a guerra de verdade. Na última parte do livro, Katniss e seus companheiros de batalhão decidem invadir a Capital na tentativa de assassinar Snow. Nesse processo, como em toda guerra, ocorre muita ação e mortes são inevitáveis. Suzanne Collins corre com tudo isso numa velocidade inaceitável, e essa foi a minha maior decepção. Eu sinceramente não esperava esse tipo de coisa vinda de Jogos Vorazes.

Falando um pouco sobre o Distrito 13, então. Liderado pela presidente do distrito, Alma Coin, o lugar é repleto de regras e de disciplina. A primeira impressão que o local me passou foi de opressão e de controle, mas de uma forma mais mascarada: todos usam o mesmo tipo de uniforme, a quantidade de comida é racionalizada, entre outras atitudes do tipo. Coin é uma mulher seca, de poucas palavras e pulso firme, então Katniss encontra dificuldades em lidar com ela. A rebelião precisa que Katniss aceite se tornar o Tordo, ou seja, o símbolo e o rosto da revolução. Para isso, Katniss exige que Peeta e Johanna, que estão nas mãos da Capital, sejam resgatados e absolvidos de qualquer tipo de julgamento. A negociação com Coin é difícil, mas no fim elas firmam esse acordo.

Katniss sente muita dificuldade em aceitar ser o Tordo. Nesse terceiro livro, a personagem já está completamente destruída. Ela perdeu o lar, perdeu grandes amigos e perdeu Peeta. Johanna também se foi numa tentativa de salvá-la, e Katniss sabe que ambos devem estar sendo torturados de formas horríveis na Capital. Katniss nunca quis ser o Tordo e nunca quis que houvesse toda uma trama para salvá-la da arena nos Jogos anteriores, e isso a leva a um grande conflito emocional. A sanidade da protagonista está cada vez mais sendo colocada em xeque, ela tem pesadelos constantes e se sente coagida a fazer a maior parte das coisas que faz em prol da rebelião. O que temos agora não é mais uma Katniss forte, protetora da família e vencedora dos Jogos Vorazes. O que temos é uma pessoa transtornada, totalmente solitária e muito incompreendida. A profundidade dos sentimentos dela é algo notável, e é angustiante ver o que os Jogos e a guerra foram capazes de fazer com ela.

Nesse livro, descobrimos o passado e a profundidade de outro personagem: Finnick. Sua amada, Annie Cresta, também está sob custódia da Capital, e por essa e outras razões ele é a única pessoa que chega perto de compreender os sentimentos de Katniss. Ele se torna um ombro amigo importantíssimo para a personagem, apesar de ter toda a sua energia e vitalidade roubada enquanto Annie não volta para os seus braços. Finnick protagoniza duas cenas de grande carga dramática no livro, fazendo dele um personagem ainda mais querido e memorável. Contudo, não posso deixar de dizer: a Suzanne Collins estragou totalmente o desfecho do personagem. Ele merecia muito mais do que um parágrafo depois de salvar a quantidade de vidas que salvou na guerra. Não falo mais para estragar a experiência de quem for ler, mas acredito que vocês irão concordar comigo nesse aspecto (sim, fiquei muito revoltada quando li a cena em questão e a pouca importância dada a ela hahaha).

Gale é outro personagem que sofre mudanças drásticas de comportamento. Ele sempre deixou claro, durante a história, o seu ódio pela Capital e a sua vontade de mudar as coisas. Agora, ele tem a oportunidade e faz questão de agarrá-la com unhas e dentes. Ele deixa de ser uma pessoa capaz de confortar Katniss, pois está concentrado demais em estratégias de guerra. De certa forma, é realmente triste ver o desenrolar do relacionamento dos dois, que sempre foram o porto-seguro um do outro. É nesse livro que eu passo a detestar o personagem, apesar de ele me desagradar desde Em Chamas, com sua pouca solidariedade a Katniss.

Porém, a cartada mais surpreendente e destrutiva usada por Suzanne Collins diz respeito ao meu personagem favorito: Peeta. Vocês devem lembrar que, no primeiro livro, a maior preocupação de Peeta era não ser transformado em uma mera peça nos Jogos da Capital. Seu grande objetivo era continuar sendo ele mesmo, até o fim. Bom, nesse quesito, a Capital venceu. Através de torturas e lavagem cerebral (o que no livro chamamos de telessequestro) eles modificam as memórias do personagem com relação à Katniss. Não vou falar muito mais a respeito, mas é uma reviravolta chocante. Eu me senti totalmente sem chão quando compreendi isso e quando li a primeira cena do Peeta, após ser resgatado das garras da Capital. Foi muito duro ver um personagem tão querido ser transformado justamente na única coisa que ele não queria: uma peça, uma marionete, uma casca vazia. E sabem o que mais me revolta? A Katniss não dá a mínima pra ele! Ela se sente “no direito” de brigar com o Peeta várias vezes e virar as costas para ele. Como Gale menciona em certo momento da história, ela é uma pessoa que escolheria aquele que desse a ela mais chances de sobrevivência. Ela mostra um lado mesquinho e egoísta dela que não se mostrou nos dois primeiros volumes (no primeiro, ela é altruísta com a irmã; no segundo, com Peeta).

Acho que o que mais me incomodou no livro foi a terceira parte do enredo. Existem diversos personagens queridos que ficam para trás – como o braço direito de Coin, o comandante Boggs – e as cenas de ação são constantes e aceleradas. Particularmente, eu acharia muito mais coerente que Suzanne Collins tivesse despendido menos páginas às cenas operacionais dentro do Distrito 13 e tivesse dado mais atenção ao combate propriamente dito e à carga emocional gerada pelas mortes que ocorrem. Porém, tenho que admitir que é impossível não ficar apreensiva e devorar as páginas, já que muitas coisas acontecem ao mesmo tempo e o batalhão de Katniss se aproxima cada vez mais da mansão do Presidente Snow. O final da guerra é uma das coisas mais chocantes – e sem necessidade, diga-se de passagem – que Suzanne Collins poderia escrever. Obviamente não vou contar o que acontece, mas coloquemos assim: analisando friamente, tudo pelo que Katniss passou desde o primeiro livro foi em vão. E isso destrói o leitor, porque as consequências para os personagens serão eternas. Uma coisa ótima do final é o retorno da impetuosidade de Katniss, que reage de uma forma totalmente inesperada após uma conversa decisiva com o agora prisioneiro Snow. Infelizmente, o destino de vários personagens (como Effie, por exemplo) após essa cena sequer é mencionado, o que me deixou um pouco insatisfeita.

Ao fim de tudo, Katniss e Peeta conseguem voltar um para o outro, carregando marcas e traumas gerados pela experiência terrível que tiveram, mas se ajudando mutuamente na recuperação de sua sanidade. Apesar de tudo, a mensagem do final é de que, por piores que tenham sido os acontecimentos, ainda é possível ser feliz. Quando você tem alguém do seu lado pra te ajudar a curar as suas feridas, continuar vivendo e encontrar alguma forma de felicidade se tornam perspectivas possíveis. As cicatrizes sempre estarão ali, é claro, mas é possível aprender a lidar com elas e lutar para encontrar novamente a alegria.

Ufa. Sei que a resenha ficou um pouco negativa, como se eu tivesse odiado o livro e quisesse queimá-lo. 😛 Longe disso. Como eu já disse várias vezes, Jogos Vorazes é uma das minhas trilogias favoritas, e A Esperança é somente o meu livro “menos favorito” dentre os três. Porém, a falta de coerência em algumas passagens e a pressa da autora em momentos cruciais foram coisas que me incomodaram muito, e eu realmente precisava botar esses sentimentos pra fora e desabafar sobre os conflitos que esse livro me gerou. Talvez nem todos concordem com o meu ponto de vista decepcionado, mas considerando que a história só cresceu de Jogos Vorazes para Em Chamas, eu realmente esperava a mesma qualidade no seu desfecho. Infelizmente, isso não foi possível. Eeeentretanto, eu tenho uma grande expectativa com relação aos filmes. Acho que eles conseguirão deixar as passagens no Distrito 13 menos monótonas e a guerra mais emocionante. E eu torço muito por isso! Enfim, pessoal. Chega ao fim as minhas resenhas sobre essa trilogia maravilhosa que, apesar de não ter tido um ritmo que eu gostaria em seu encerramento, continua sendo uma história que eu adoro e que recomendo. 🙂

Série: Trilogia Jogos Vorazes
Editora: Rocco
Número de páginas: 424
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Resenha: Em Chamas – Suzanne Collins

Oi, pessoal! Como estão nesse pós-Carnaval? 🙂

Estava ansiosa para dar continuidade às minhas resenhas sobre a trilogia Jogos Vorazes, da Suzanne Collins, então hoje trago a vocês a minha opinião sobre o segundo volume da série: Em Chamas! Esse é o meu livro favorito da trilogia e também o mais surpreendente.

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Sinopse: Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

Depois dos acontecimentos de Jogos Vorazes, os “amantes desafortunados” Katniss e Peeta se tornaram os queridinhos da Capital. Entretanto, o clima entre os dois se tornou desconfortável e tenso após a descoberta de Peeta sobre os sentimentos de Katniss, que nunca esteve apaixonada e apenas atuou para as câmeras com o intuito de mantê-los vivos. Porém, não foi só o relacionamento deles que sofreu mudanças: Katniss e Gale também estão mais afastados do que antes. Agora, ele trabalha como minerador e passa grande parte do dia exercendo sua função, então ela só pode vê-lo nos fins de semana. Com isso, a solidão da personagem se torna ainda mais evidente.

Aliás, desde o primeiro capítulo Suzanne Collins mostra o isolamento de Katniss. Ela nos narra como foram os últimos meses e como tem sido a vida na Vila dos Vitoriosos, agora que ela venceu os Jogos Vorazes e é sustentada pela Capital. Essa solidão e esse sentimento de “não pertencimento” são bastante coerentes, considerando que ela passou por experiências terríveis, que a assombram todas as noites, nos seus pesadelos. Durante o livro, Katniss apresenta diversos sintomas de estresse pós-traumático, e isso é uma das coisas que eu mais admiro na história: os personagens e suas reações são totalmente reais. Ninguém sai ileso de uma experiência como a dos Jogos Vorazes. E a autora nos mostra isso sem piedade, ela destrói o psicológico de seus personagens porque é a coisa natural a se fazer.

Com a Capital de olho em todos os passos de Katniss e Peeta, eles precisam continuar a atuação como se fossem um casal feliz e apaixonado. Porém, as coisas se complicam quando rebeliões começam a acontecer em toda a Panem, de início pequenas, mas cada vez mais violentas e significativas. Por conta delas, Katniss recebe a visita do próprio Presidente Snow, que a ameaça claramente: ela deve convencer não somente o país de que sua atitude na arena foi por amor, mas principalmente a ele. E é na Turnê da Vitória que ela acaba tendo essa única chance. Aliás, uma das únicas coisas de que não gostei muuuito no início do livro foi justamente a Turnê, realizada sempre pelo campeão dos Jogos, que visita todos os distritos de Panem e também a Capital. Achei o ritmo um pouco acelerado demais (o que funcionou perfeitamente no filme, mas achei desagradável de ler), mas nada que tenha me incomodado muito. Foi só um pequeno desagrado mesmo. Infelizmente, Katniss não consegue convencer Snow.

A consequência dos atos de Katniss na 74ª edição dos Jogos Vorazes é severa: na edição seguinte, os escolhidos são sorteados dentre os antigos vencedores. Para ela, isso tem apenas um significado: retornar ao seu maior pesadelo, mas dessa vez não somente em sonhos. Peeta, obviamente, se voluntaria para acompanhá-la. O maior objetivo de Katniss passa a ser proteger Peeta e salvá-lo dessa vez, ao contrário da edição anterior, em que ela foi a protegida. Devo ressaltar que o capítulo em que são reveladas as regras da Colheita é um dos mais surpreendentes. A cena da reação de Katniss depois de perceber que inevitavelmente voltará aos Jogos é incrível, a personagem entra em desespero e só consegue fugir, até encontrar um lugar onde possa chorar e gritar. Acho pouco provável um leitor que não se revolte junto com ela, pois os traumas e as cicatrizes ainda são muito recentes e, num piscar de olhos, ela é jogada novamente no mesmo inferno. 

Falando um pouco dos Jogos: essa edição é a de número 75ª, ou seja, a do Massacre Quaternário. É sempre uma edição especial que acontece a cada 25 anos, com uma arena mais elaborada, com algum tipo de surpresa que não ocorre nos outros Jogos, etc. Eu não vou contar nada sobre a arena em si pra não estragar a surpresa de quem ainda não leu, mas devo dizer que ela é fantástica! Todos os capítulos passados nela foram angustiantes e cheios de ação, além da criatividade por trás do seu mecanismo.

Os personagens que aparecem em Em Chamas são incríveis e todos têm um papel muito importante em um momento ou outro. Destaque para Finnick Odair, o galã da Capital e uma das maiores surpresas da série em termos de caráter e profundidade psicológica; Plutarch Heavensbee, o novo Idealizador dos Jogos que substituiu Seneca Crane, que tem um papel fundamental em tudo que acontece na Arena e fora dela; e Johanna Mason, a vitoriosa do Distrito 7 cheia de personalidade e com a língua afiada, cujas ações no final do livro vão levar a acontecimentos muito marcantes para Katniss e Peeta no livro seguinte.

Agora o momento fangirl, se me permitem: o romance de Katniss e Peeta no livro Em Chamas é a coisa mais amor de toda a trilogia! ♥ Ele finalmente se desenvolve de forma natural, já que agora a preocupação de Katniss com Peeta é real, e ela está disposta a dar a sua vida para salvá-lo. Existem duas cenas que, para mim, são definitivas na comprovação dos sentimentos que Katniss passou a sentir (sem sequer perceber): quando Peeta sofre um acidente na arena e é salvo por Finnick, o desespero de Katniss é visível e ela entra em pânico frente à possibilidade de sua morte; e quando, na beira da praia, os dois compartilham um diálogo muito bonito sobre a escolha correta de quem deve ser salvo, considerando a crença de Peeta de que Katniss tem pessoas com as quais se importar e para quem voltar, enquanto ninguém vai sentir a falta dele por muito tempo, já que não precisam dele . A resposta dela é melhor do que eu jamais poderia imaginar, vinda de alguém como a Katniss: “Eu. Eu preciso de você”. E é nesse momento em que essa que vos escreve surta, ri e se emociona de tanta felicidade por essa protagonista cabeça-dura finalmente corresponder aos sentimentos de Peeta.

Não posso terminar essa resenha sem mencionar a bomba o final do livro. Ele me deixou totalmente chocada e sem palavras, é realmente muito surpreendente. Aliás, para quem vai começar Em Chamas ou até mesmo Jogos Vorazes, eu aconselharia que adquirissem (ou baixassemA Esperança para ler em seguida. A curiosidade – e a necessidade de continuar a leitura – serão grandes, acreditem.

Enfim, pessoal. Espero ter conseguido dar a vocês um panorama geral sobre Em Chamas. É difícil falar sobre um livro que eu amo e que é um dos meus favoritos, já que eu acabo me empolgando com tantas coisas positivas a respeito. Acredito que todos que leram Jogos Vorazes vão se apaixonar ainda mais pela trilogia ao ler o segundo volume, pois nesse livro está o auge da criatividade autora e do ritmo alucinante da história. Infelizmente, não posso dizer nada parecido sobre A Esperança, mas isso é assunto para outro post. =P

Série: Trilogia Jogos Vorazes
Editora: Rocco
Número de páginas: 416
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Resenha: Jogos Vorazes – Suzanne Collins

Olá, pessoal!

Trago hoje a resenha de um dos meus livros favoritos: Jogos Vorazes de Suzanne Collins.

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Sinopse: A história se passa em uma nação chamada Panem, fundada após o fim da América do Norte. Formada por 12 distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital, sede do governo. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com os ‘Jogos Vorazes’, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de 12 a 18 anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte. Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos ‘Jogos Vorazes’?

Eu conheci Jogos Vorazes há algum tempo atrás, conversando numa comunidade do Orkut (é, faz tempo). Fiquei super curiosa pela história, achei bem interessante, mas por algum motivo acabei não baixando o livro (até porque detesto ler em pdf no computador). Em 2012, com a adaptação cinematográfica, a empolgação voltou e fui correndo ao cinema. O resultado foi paixão instantânea! A história era muito mais incrível do que eu imaginava e comprei os livros na primeira oportunidade, algumas semanas depois.

Eu adoro distopias. Acho incrível a forma como esses livros abordam temas muito pertinentes da nossa sociedade, levando à reflexão. Jogos Vorazes é um livro infanto-juvenil e, como toda obra voltada a essa faixa etária, tem alguns momentos menos profundos. Porém, grande parte da minha admiração pelo livro é justamente por ser infanto-juvenil! Achei incrível uma história tão complexa e com um tema tão importante ser destinada a um público mais jovem, pois é uma forma maravilhosa de fazer com que comecem a refletir a respeito de temas fortes como política e opressão.

Agora, falando um pouco sobre a protagonista: Katniss é uma personagem muito forte. Com a morte do pai da garota, sua mãe se tornou ausente e deprimida, negligenciando as necessidades das filhas. Com isso, a jovem assume a responsabilidade de cuidar da casa e do sustento da família, saindo para caçar com o seu melhor amigo, Gale. Nesse primeiro volume fica muito clara a mágoa de Katniss pela omissão da mãe e o amor verdadeiro pela irmã mais nova, Prim, e por Gale. Esse amor pela irmã faz com que Katniss se voluntarie em seu lugar nos Jogos Vorazes e, a partir de então, uma transformação profunda será enfrentada pela heroína da história. É muito interessante observar a presença de uma protagonista feminina que não tenha o papel de sexo frágil e que não tenha o romance como objetivo de vida. Crescer no ambiente hostil no qual Katniss cresceu fez dela uma pessoa objetiva e bastante “fria” sob alguns aspectos, mas isso se torna compreensível quando colocamos na balança todas as responsabilidades que ela teve que assumir prematuramente.

O meu personagem favorito, sem dúvidas, é Peeta. ♥ Ele é a antítese de Katniss: gentil, doce e sem tendências violentas. Ele utiliza a palavra e a sua capacidade nata de lidar com ela como artifício, fazendo uma revelação muito importante e que muda todo o rumo da história na televisão, em uma entrevista feita com os tributos antes de entrarem na arena. Peeta parece aceitar o fato de sua morte iminente, e sua maior preocupação é não ser mudado pela Capital. No fundo, o que ele mais deseja é poder ser ele mesmo e morrer dessa forma, autêntico, sem ser transformado em apenas um peão dos Jogos.

Jogos Vorazes foi um livro que eu devorei, ficava lendo madrugadas a fio. Cada capítulo terminado me instigava a começar o próximo, pois eu precisava saber o que iria acontecer (ou melhor, como iria acontecer, considerando que já sabia o desfecho graças ao filme). Narrado em primeira pessoa, ele nos permite vivenciar junto com Katniss o medo e as escolhas difíceis que ela tem que fazer ao longo de sua participação nos Jogos. As descrições são suficientes para nos dar um panorama geral muito convincente a respeito do cenário, mas não chegam a ser cansativas. O ritmo da história é intenso e eu não me senti entediada em momento algum.

Eu recomendo Jogos Vorazes a todos, de verdade. Àqueles que buscam sua primeira distopia, àqueles que buscam por um enredo diferente, àqueles que buscam por um livro sem romances melosos ou simplesmente àqueles que procuram por uma ótima história: invistam em Jogos Vorazes! Tenho certeza de que não irão se arrepender e muito provavelmente ficarão tão apaixonados quanto eu fiquei. 🙂

Série: Trilogia Jogos Vorazes
Editora: Rocco
Número de páginas: 397
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